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Colégio Carinho da Mamãe

Colégio Carinho da Mamãe

 
 

Artes - 2017

Aluno(a): ____________________________________________

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Ano: 6º

Fotopintura é uma arte que anda esquecida no Cariri

Colégio Carinho da Mamãe Artes - 2017 Aluno(a): ____________________________________________ Profª.: _____________ / Data: ____ / ____

Juazeiro do Norte.

Processo inventado pelo francês André Adolphe Eugène Disdéri, em torno do ano

1863, a fotopintura é obtida a partir de uma base fotográfica sobre a qual o artista aplica

as tintas de sua preferência sobre a tela.

Na região do Cariri cearense, a prática resiste ao tempo através do trabalho do

último fotopintor em atividade. Prestes a completar 67 anos de idade e morando em

Juazeiro do Norte, Abdon Alves criou toda sua família a partir desse trabalho. Aliás, os

cinco filhos e sua esposa Gorete Alves aprenderam com Abdon a arte da fotopintura e o

ajudaram nesses 50 anos de pincel.

Aos 17 anos de idade, Abdon começou na fotopintura. Mas, antes disso, foi

desenvolvendo o talento por meio do desenho. "Desde pequeno eu já desenhava. Gostava

muito de desenhar. Fui caprichando e, quando estava ficando rapazinho, me dediquei a

fazer caricaturas", lembra o fotopintor.

No estúdio de revelar fotografias em Juazeiro do Norte, a Foto São José, onde trabalhou

na adolescência, Abdon começou a usar o ampliador e a colorir suas primeiras fotos.

Com o tempo, a prática popularizou-se na região e ele tornou-se referência.

No auge da sua carreira, o fotopintor vendia cerca de 500 telas por mês e teve seu

trabalho alcançando e celebrado em todo o Nordeste, por meio de romeiros e vendedores.

Foram décadas de muito trabalho e reconhecimento estampado nas paredes do Cariri.

Entretanto, com o passar dos anos e o desenvolvimento da tecnologia, a fotopintura

perdeu espaço. Abdon teve que se reinventar. O 'mouse' de computador tomou o lugar

dos pincéis. Ele aprendeu com seus filhos a usar os programas de edição de imagem para

dar continuidade ao serviço. "Aos poucos, eu aprendi. É até mais fácil no computador.

Pintado é mais difícil", explica.

Hoje, Abdon Alves só trabalha com pequenas encomendas de amigos e sua tela custa R$

200. Segundo ele, a demanda não é a mesma após a chegada do computador. "Alguns

aparecem. O manual ninguém prefere, faço mais no computador. Trabalho pouco",

completa.

No entanto, suas fotopinturas ficaram marcadas em galerias de arte no Peru e Itália e nos

seus filhos, que aprenderam outras técnicas de pintura a partir das noites de trabalho entre a

câmara escura e o pincel.

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