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USINA VIRTUAL
SANTOS

Título do original em inglês:

How to Pray for Someone Near You Who is Away from Cod

Copyright © 1987 by Joy Dawson

Publicado por Frontline Communications — A Division of


Youth With A Mission. P. O. Box 55787, Seattle, WA 98155.
U.S.A.

Tradução de Myrian Talitha Lins

Revisão de Mirna Maria de Alcântara Campos


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Primeira edição, 1992

Todos os direitos reservados pela Editora Betânia S/C Caixa


Postal 5010 31611-970 Venda Nova, MG

É proibida a reprodução total ou parcial sem permissão


escrita dos editores.

Composto e impresso nas oficinas da Editora Betânia S/C


Rua Padre Pedro Pinto, 2435 Belo Horizonte (Venda Nova),
MG

Capa: Kleber Faria e Jairo Larroza

Printed in Brazil

Certa vez eu estava falando em uma igreja na


Califórnia, e, após o culto, uma senhora se aproximou,
apresentou-se e ao seu marido, e em seguida me narrou o
seguinte fato.

Orara durante muitos anos pela conversão do marido,


sempre pedindo a Deus que tocasse no coração dele,
dando-lhe vontade de ir à igreja com ela. Essa irmã
frequentava uma igreja muito espiritual e avivada. Em
quase todos os cultos ocorriam conversões, ou crentes
faziam reconsagração de vida. E ela pensava
constantemente:

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"Se meu marido pelo menos viesse à igreja comigo,
tenho certeza de que ele se converteria."

Mas ele nunca queria ir à igreja, e permanecia


incrédulo. Essa irmã se sentia profundamente frustrada,
sem entender por que Deus não atendia suas orações.

No ano anterior, eu havia pregado em sua igreja, e


ela adquirira as fitas das mensagens. Chegando em casa
falara delas ao marido com grande entusiasmo, sempre
orando na esperança de que ele também fosse à igreja
ouvir o ensino da Palavra de Deus.

Certo dia, ele lhe fez a maior surpresa, dizendo-lhe


que havia entregado o coração ao Senhor Jesus. Enquanto
ela estava na igreja, ele ouvira minha série de fitas sobre
orientação divina e se convertera. Agora desejava conhecer
a profunda comunhão com Deus e a plena realização
pessoal de que ouvira falar nas fitas.

Em seguida, o marido me contou que agora estava


cultivando a comunhão com o Senhor diariamente —
buscando a sua face, ouvindo sua voz e obedecendo a sua
Palavra.

E a principal lição que aquela irmã aprendeu foi que,


quando orara a Deus ditando-lhe a forma como ele deveria
salvar seu marido, sem o saber, estivera dificultando o
processo.

MOTIVAÇÕES ELEVADAS

Outro fator que pode impedir que recebamos a


resposta de nossa intercessão por um ente querido que não
conhece a Deus é a intenção com que o fazemos. Muitas

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vezes nossa principal motivação em orar por aquela pessoa
é a idéia de que se ela se converter nós seremos mais
felizes. Nesse caso, precisamos pedir a Deus que corrija
nossa atitude, de modo que a petição em favor da salvação
desse ente querido seja inspirada por um sincero desejo de
que o nome de Deus receba toda a glória, independente do
que isso possa custar a nós ou àquele por quem oramos.
Assim que começamos a orar dessa maneira, Deus nos
submete a provas. Mas aqueles que conhecem o caráter
dele sempre passam no teste.

LIÇÕES QUE PRECISAMOS APRENDER

Quando submetemos nossa vontade à Pessoa do


Espírito Santo, e obedecemos à sua voz, ele dirige o foco da
atenção primeiramente para nós. Deus deseja que lhe
perguntemos:

"Que lição o Senhor quer ensinar-me nessa situação?


Aprendê-la é bem mais importante para mim do que ver o
problema resolvido."

E depois podemos orar assim:

"Senhor, se o adiamento do meu pedido trouxer mais


glória ao teu nome, então está bem. Opera em minha vida o
que for necessário para que eu possa aprender a orar
corretamente pêlos perdidos."

Quem ora assim demonstra que está mesmo disposto


a fazer o que Deus determinar. E é a esses que Deus
atende.

UMA ENTREGA TOTAL

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Quando temos um desejo intenso de que Deus seja
glorificado, dizemos o mesmo que Paulo: "Segundo a minha
ardente expectativa e esperança de que em nada serei
envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre,
também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo,
quer pela vida, quer pela morte" (Fp 1.20). Então, se pela
minha morte meus entes queridos que ainda não são salvos
irão conhecer a Deus, estou disposto a morrer. A salvação
da alma deles me é mais importante que a vida.

Isso é que é autonegação plena.

Em seguida temos de abrir mão deles também.


Precisamos orar nos seguintes termos:

"Senhor, se for da tua vontade que eles se salvem e


logo em seguida sejam levados para o céu, e se com isso o
teu nome for mais glorificado, que assim seja."

Orando desse modo estamos removendo também a


intenção egoísta.

Só quem de fato tiver no coração um grande peso


pela alma dos perdidos será capaz de orar da seguinte
maneira:

"Senhor, faz o que for necessário para que eles


rendam o controle de sua vida inteiramente a ti — mesmo
que seja uma enfermidade, ou uma lesão temporária ou
permanente."

E será que estamos preparados para receber a


resposta desse pedido? Deus tem poder para atendê-lo. Ele
quer operar em nosso coração de modo que o anseio de
que os entes queridos acertem a vida com o Senhor supere

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nosso desejo de bem-estar físico — para nós ou para eles.
Precisamos estar dispostos a orar do seguinte modo:

"Senhor, use qualquer pessoa, de qualquer lugar, em


qualquer circunstância, para que essa alma perdida venha
ao conhecimento de Cristo."

Ou será que temos preconceitos (talvez dissi-


mulados), com relação a indivíduos que preferíamos que ele
não usasse?

Além disso, precisamos deixar nas mãos de Deus


tudo que diz respeito ao futuro deles. E a oração que
faremos é a seguinte:

"Senhor, se depois de convertidos tu os chamares


para serem missionários em outro país, e lá eles forem
mortos por amor a ti, e eu nunca mais voltar a vê-los, que
assim seja. Eles estão em tuas mãos tanto agora como no
futuro."

A PROVA SUPREMA

É possível que já tenhamos feito todas essas orações


a Deus, mas nunca tenhamos aberto mão daqueles que nos
são mais caros e a quem mais amamos para que, pela
morte deles, aquele que não é salvo venha a converter-se.
Quando chegamos a esse ponto, reconhecemos, sem a
menor sombra de dúvida, que estamos cem por cento
comprometidos com a glória de Deus, e sentimos pêlos
queridos por quem oramos um intenso interesse dado por
Deus. Isso implica em pegar nosso Isaque ou Isaques e
colocá-los num altar sobre o monte Moriá. Eu conheço essa
experiência. Já passei por ela. É a prova suprema, pois
sabemos que Deus pode aceitar nossa palavra, o que sig-
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nifica que perderemos um amigo, esposa, esposo, filho ou
pais.

Mas nós só teremos condições de fazer esse tipo de


oração depois que conhecermos bem o caráter daquele a
quem estamos orando. Para isso, precisamos estudar sua
Palavra a fim de compreender cada faceta de seu caráter, e
obedecer a tudo que ele ordenar.

Tudo que Deus faz acha-se em harmonia com seu


caráter. Ele é absolutamente reto e justo; possui sabedoria
e conhecimento infinitos. Sua com preensão é insondável, e
seu amor, profundo. Podemos confiar nele pelo que ele é,
sabendo que tudo que ele fizer será para o bem supremo de
todos os interessados.

LIBERTOS DO TEMOR

É possível que tenhamos medo de morrer, ou de que


morram aqueles que nos são mais queridos. Mas quando
realmente entregamos a nós e a eles nas mãos de Deus,
para que o Senhor receba toda a glória através da nossa
vida e da deles, todo o medo desaparece. A paz de Deus
toma o lugar do temor. Isso eu posso assegurar.

Se Deus resolver atender nossas petições,


exatamente como as fizemos, podemos estar certos de que
ele operará grandes maravilhas como resultado da
conversão daquele ente querido. E a alegria resultante disso
será maior do que a tristeza causada pelo sacrifício feito.
"Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, benigno em
todas as suas obras." (Sl 145.17.)

Podemos crer também que, na hora certa, ele irá


sarar o coração quebrantado e curar as feridas (Sl 147.3).
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Assim que, pela graça de Deus e pelo conhecimento
de seu caráter íntegro, passarmos por esses testes e
"formos aprovados", nossa motivação ao orar por entes
queridos terá sido purificada. Além disso, gozaremos de
uma comunhão mais íntima com Deus.

A IMPORTÂNCIA DE TER A ATITUDE CORRETA

Quanto mais profunda for nossa comunhão com


Deus, mais nos conscientizaremos de que nossa atitude em
relação àqueles por quem oramos é de suma importância
para que Deus continue a operar por nosso intermédio. E
possível que o ente querido que se acha longe de Deus nos
tenha magoado muito. Então precisamos vigiar para que, ao
orarmos, não haja em nosso coração o menor
ressentimento em relação a ele. Se não estivermos cheios
do amor de Deus, não poderemos crer realmente que o
Senhor irá salvá-los. Lemos em Gaiatas 5.6 que a fé atua
pelo amor. E em l Coríntios 13.8, Deus afirma que "o amor
jamais acaba".

Alguém pode orar anos a fio pela conversão de


outrem, sem nunca ter perdoado essa pessoa. Isso constitui
um grande empecilho para que a oração seja atendida.

A Bíblia nos adverte do seguinte: "Atentando


diligentemente por que ninguém seja faltoso, separando-se
da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que,
brotando, vos perturbe e, por meio dela, muitos sejam
contaminados" (Hb 12.15).

Mas é possível também que alguém esteja a par


dessas verdades, e ainda assim tenha dificuldade em
perdoar. Damos a seguir oito medidas práticas que poderão
produzir em nós o perdão, se o fizermos com sinceridade.
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1. Compreender que perdoar é um ato da vontade.
Ternos de tomar a decisão de perdoar. O rés sentimento é
uma força altamente corrosiva para nossa mente, alma,
corpo e espírito. "O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a
inveja é a podridão dos ossos." (Pv 14.30.)

2. Deus não irá perdoar-nos enquanto não tivermos


perdoado aqueles que nos magoaram. "E, quando
estiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém,
perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas
ofensas." (Mc 11.25.)

3. Lembremos o quanto Deus já nos perdoou. "Antes


sede uns para com os outros benignos, compassivos,
perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em
Cristo vos perdoou." (Ef 4.32.) Deus nos perdoa completa e
instantaneamente, e de bom grado.

4. Agradeçamos a Deus por todas as bênçãos que


recebemos dele por intermédio daqueles que nos
magoaram.

5. Levemos em conta o que aquela pessoa estava


passando no momento em que nos magoou — problemas
mentais e físicos, carências da alma e do espírito. É bem
provável que os problemas que ela enfrentava na ocasião, e
talvez ainda enfrente, sejam mais sérios do que os nossos.

6. Peçamos a Deus que nos conceda sua capacidade


sobrenatural de amá-los e perdoá-los. Reconheçamos que
isso é uma operação do Espírito Santo em nós, e o
recebamos pela fé. "... porque o amor de Deus é derramado
em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi
outorgado." (Rm 5.5.) "De fato, sem fé é impossível agradar
a Deus..." (Hb 11.6.)
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7. Peçamos também oportunidades de expressar o
amor de Deus por eles, tanto em palavras como em atos.
"Ora, aquele que possuir recursos deste mundo e vir a seu
irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração,
como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não
amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de
verdade." (1 Jo 3.17,18.)

8. Intercedamos por eles diariamente. Peçamos a


Deus que os abençoe, inspire, fortaleça, conforte, e atenda
às suas necessidades. "Eu, porém, vos digo: Amai os vossos
inimigos e orai pêlos que vos perseguem." (Mt 5.44.)

Uma senhora crente da Califórnia contou-me que


depois de ouvir minha palestra sobre perdão, o Espírito
Santo lhe mostrou que ela estava guardando ressentimento
contra o genro, havia bastante tempo. Ele não era crente, e
maltratava muito a filha dela e os netos, o que a aborrecia
demais. E durante anos ela orara fervorosamente pela con-
versão dele, mas sem sucesso. Naquela noite, às 11:30, ela
ajoelhou-se ao lado da cama e, orando a Deus, arrependeu-
se da raiva que sentia dele. Em seguida, deu os oito passos
que acabamos de recomendar, convicta de que esse
ressentimento era um empecilho para que Deus atendesse
as suas orações em favor daquele homem. Isso aconteceu
numa quinta-feira.

No sábado seguinte, pela manhã, o genro apareceu


inesperadamente em sua casa e deu-lhe uma notícia
espantosa. Disse-lhe que na quinta-feira anterior,
exatamente às 11:30 da noite, sentira uma fortíssima
convicção de pecado, arrependera-se e entregara a vida a
Cristo. Falou ainda que já pedira perdão à esposa e aos
filhos e compreendera que devia ir à casa dela também
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(apesar de residir bem distante), para lhe pedir perdão por
todas as tristezas que lhe causara.

Na hora em que ela se dispusera a perdoá-lo, Deus,


pelo seu Espírito, operara de forma marcante naquele por
quem ela orava.

PODER MEDIANTE O QUEBRANTAMENTO

Precisamos entender que quanto mais deixarmos


Deus operar em nós, mais o poder do Espírito Santo atuará
por nosso intermédio, na intercessão pêlos perdidos. E um
fator muito importante para que esse poder opere é nós nos
humilharmos diante do Senhor e daqueles por quem
estamos orando.

Então precisamos pedir a Deus que nos revele o que


possamos ter feito para que aquele não-crente se revoltasse
contra Deus. Mesmo que na ocasião estivéssemos
ignorantes do fato, ainda assim precisamos confessar o erro
e fazer a reparação, segundo Deus nos orientar.

É essencial que nos convençamos de que o amor e a


misericórdia de Deus são maiores do que nossos erros, e
que digamos isso àquela pessoa também. Lemos em Josué
3.5: "... Santificai- vos, porque amanhã o Senhor fará
maravilhas no meio de vós".

Muitas pessoas deixam de consagrar a vida ao


Senhor Jesus por terem uma visão errada do caráter de
Deus. Se nós, de alguma forma, contribuímos para isso, seja
por ignorância ou por uma desobediência frontal a
princípios divinos, precisamos confessá-lo a eles,
explicando-lhes de que aspecto do caráter de Deus
passamos uma imagem distorcida. "Mas o homem para
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quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito, e que
treme da minha palavra." (Is 66.2.)

Um espírito quebrantado e contrito é uma arma


poderosa na mão de Deus no sentido de quebrantar aqueles
por quem oramos. Com relação a isso, em l Pedro 3.1, Deus
tem uma palavra de orientação para a mulher cujo marido
não é crente. Ali ele ressalta a importância de a esposa
crente ter um proceder cristão — em vez de ficar pregando
para o marido — para que ele se converta.

ORAÇÃO E JEJUM

Nas Escrituras, a oração e o jejum estão associados a


poderosas bênçãos. Então obedeçamos a Deus sempre que
ele nos der ordens nesse sentido. Mas lembremo-nos
sempre de que o que interessa a Deus não é nosso jejum, e,
sim, nossa obediência.

Certa vez, eu estava dando um curso numa escola de


evangelismo, quando todas as alunas ali sentiram que
deveriam passar um dia jejuando e orando por seus irmãos
não crentes. Os resultados foram extraordinários.

Então estejamos cientes de que o Espírito Santo, vez


por outra, irá ordenar-nos que jejuemos e oremos a respeito
de questões especiais que ele coloca em nosso coração.

Em Mateus 6.6, Jesus diz: “... quando orares..." No


verso 2, diz: "Quando, pois, deres esmola..." E nos versos 16
e 17, diz: "Quando jejuardes..."

A GUERRA ESPIRITUAL

A Bíblia revela, em l João 5.19, que "o mundo inteiro


jaz no maligno". Mas, glória a Deus, pois Jesus diz: "Eu venci
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o mundo" (Jo 16.33). E o poder de Deus é infinitamente
superior ao de Satanás.

Isso significa que todos os dias precisamos tomar


posição contra o inimigo de nossa alma e ordenar-lhe, no
poderoso nome do Senhor Jesus Cristo, que deixe em paz o
espírito, mente, alma e corpo de nossos entes queridos. E
ao fazê-lo citemos a Palavra de Deus que, nessa guerra es-
piritual, funciona como uma espada. Os textos seguintes
são muito eficazes, quando exercitamos fé no poder da
Palavra escrita.

1 João 3.8: "Para isto se manifestou o Filho de Deus,


para destruir as obras do diabo".

Apocalipse 12.11: "Eles, pois, o venceram (a Satanás)


por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do
testemunho que deram, e, mesmo em face da morte, não
amaram a própria vida".

Isaías 43.12,13: "... eu sou Deus. Ainda antes que


houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém
das minhas mãos: agindo eu, quem o impedirá'"

Mateus 16.18: "... edificarei a minha igreja, e as


portas do inferno não prevalecerão contra ela".

Mateus 18.18: "... tudo o que ligardes na terra, terá


sido ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, terá
sido desligado no céu".

Precisamos compreender que, por mais duro que seja


o coração da pessoa por quem oramos, ou por mais difícil
que pareça seu caso, não é contra ela que estamos lutando.
Nosso adversário é o diabo; é a ele que fazemos oposição.

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"Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne,
e, sim, contra os principados e potestades, contra os
dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças
espirituais do mal, nas regiões celestes." (Ef 6.12.)

Satanás não larga mão de suas vítimas sem lutar.


Nossa guerra muitas vezes é como uma luta corporal. Nem
sempre conquistamos a vitória no primeiro assalto, e, as
vezes, nem no segundo ou' terceiro. Precisamos estar
constantemente dizendo a Satanás: "Maior é aquele que
está em nós (Jesus) do que aquele que está no mundo (o
diabo)" (l Jo 4.4). Portanto, se alguém vai perder essa
guerra, não somos nós. Se afirmarmos isso com fé, depois
de algum tempo o diabo começará a nos levar a sério, e
desistirá de brigar. Pelo menos essa tem sido a minha
experiência. Eu já declarei ao inimigo que, enquanto eu
tiver fôlego, lutarei contra ele, no poder e na força do
Espírito Santo, em favor daqueles por quem oro. Então, se
ele for esperto, é melhor desistir logo. (Sabemos que ele
não tem sabedoria, pois só quem teme ao Senhor a possui.)

Então podemos agora pedir a Deus que frustre os


planos de Satanás em relação àqueles por quem estamos
orando, crendo firmemente que o Senhor irá operar.

O CONHECIMENTO DO CARÁTER DE DEUS

Em seguida, oremos a Deus pedindo-lhe que dê a


esse ente querido uma revelação de seu verdadeiro caráter,
para convencê-lo de que a coisa mais sensata que ele pode
fazer é sujeitar sua vontade ao Senhor Jesus. Só Deus sabe
quais as idéias erradas que aquela pessoa tem dele.

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Pecamos-lhe, então, que utilize os meios que forem neces-
sários para corrigir essas distorções, crendo que ele o fará.

Peçamos a Deus que se revele a ela de maneira


irrefutável, fazendo-a compreender que ela não tem nada a
perder rendendo-se ao Senhor. Pelo contrário, tem tudo a
ganhar.

Juntamente com essa petição, oremos a Deus


pedindo-lhe que tudo que esse ente querido está fazendo
para alcançar a felicidade sem Deus possa dar errado, e só
lhe trazer sentimentos de vazio e frustração. Assim ele
reconhecerá a inutilidade de seus esforços.

Na verdade, nós não precisamos "ensinar" nada


Aquele que possui um conhecimento e sabedoria infinitos, e
a maior criatividade do universo. Ele dispõe de milhões de
estratégias que desconhecemos, e que pode utilizar para
atender nossa petição.

Mas podemos pedir-lhe que instile o temor do Senhor


naquele por quem oramos, para que ele evite o mal. "Pelo
temor do Senhor os homens evitam o mal." (Pv 16.6.)
Mesmo que essa pessoa se encontre numa situação em que
é fortemente tentada, pela nossa intercessão Deus pode
impedir que ela se aprofunde mais no pecado.

O PODER DA PALAVRA DE DEUS

Salmo 119.130: "A revelação das tuas palavras


esclarece, e dá entendimento aos simples". Precisamos
então orar para que Deus leve esse nosso ente querido a ter
o desejo de ler sua Palavra, ou que ele a ouça de alguma
forma. E aqui também ele pode utilizar meios os mais
diversos para atender essa petição. Basta que creiamos que
17
ele o fará. O Dr. Derek Prince1 converteu-se sozinho, através
da leitura da Palavra de Deus.

É possível que alguns daqueles por quem oramos já


conheçam muitas verdades da Palavra de Deus e hajam
endurecido o coração. E nesse caso que precisamos clamar
pela misericórdia de Deus para que sejam libertos. Ser
objeto da misericórdia de Deus é sermos poupados de um
castigo merecido.

Moisés intercedeu pêlos filhos de Israel, pedindo a


Deus que tivesse misericórdia deles, e o Senhor atendeu-lhe
a oração. Com sua desobediência, rebeldia, incredulidade e
murmuração, eles certamente mereciam o castigo divino.
Mas Moisés orou, e assim impediu que eles recebessem a
punição merecida. Deus usou de misericórdia para com
eles. Nós hoje temos o grande privilégio de exercer a
mesma função e interceder em favor daqueles que se
encontram em condição semelhante. Podemos pedir a
Deus: "Na tua ira, lembra-te da misericórdia" (He 3.2).

LOUVAR A DEUS PELA FÉ

Para que possamos orar com grande fé, podemos


pedir a Deus que nos dê melhor compreensão de textos das
Escrituras que nos estimulem a crer que ele está operando,
mesmo não havendo expressões visíveis dessa operação.

Em 2 Crônicas 6.30 lemos o seguinte: "... porque tu,


só tu, és conhecedor do coração dos filhos dos homens".
Então Deus sabe se aquela pessoa já está tendo vontade de
buscar o Senhor Jesus. Ele sabe se seu coração já começa a

1
O Dr. Derek Prince é um pastor, professor e escritor
inglês. (N. da T.)
18
inclinar-se para ele, e se ela está desejando abandonar a
vida que leva no momento. Se estiver, ele irá revelar-nos
isso se continuarmos em intercessão.

Assim torna-se mais fácil louvá-lo pela fé. Podemos


começar a ver mentalmente aquele ente querido como ele
será quando Deus o transformar: uma "nova criatura" em
Cristo, cheia do amor dele, manifestando em seu ser a vida
de Jesus. Então passamos a louvar a Deus de todo o coração
certos de que ele está operando nesse sentido, e de que
isso irá concretizar-se.

Conheço uma jovem que teve esse tipo de ex-


periência. Ela estudava numa escola de evangelismo onde
dei um curso. Seus pais haviam cortado todo o
relacionamento com a filha depois que ela se convertera.
Pararam de comunicar-se com a moça, e ela não tinha a
menor idéia de onde eles se encontravam no momento.

Mas ela ouviu-me entregar essa mensagem, e o


Espírito Santo falou poderosamente ao seu coração. Então
decidiu pôr esses princípios em prática. Semanas depois, os
pais se converteram e entraram em contato com ela. Isso é
o poder do louvor.

Lembremos, porém, que o segredo para vermos a


conversão daqueles por quem oramos é a aplicação da
mensagem toda, e não apenas a de um desses princípios.

A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO

Por vezes nossos entes queridos passam por


situações difíceis, em que sentimos grande preocupação por
eles, mas nada podemos fazer, pois todas as circunstâncias
se acham fora de nosso controle.
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Nesse caso, para nos tranquilizarmos, precisamos pôr
em prática o ensino do Salmo 37.5: "Entrega o teu caminho
ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará". O termo hebraico
que aqui é traduzido como "entrega" literalmente significa
"arremessa". Então temos de "arremessar" para Deus
aqueles com quem estamos preocupados, pedindo-lhe que
opere de modo a que tudo que lhes aconteça possa
glorificar o nome dele. Deus é todo-poderoso, sábio, reto,
justo, conhece tudo que há para se conhecer, e é todo
amor. Portanto ele sabe "agarrá-los" bem; sabe como deve
operar na vida deles para que tudo redunde em bênçãos
para eles; conhece os melhores métodos de ação, a hora
certa para agir, e só fará o que é certo e justo para todos os
interessados. Além disso, está ansioso para "agarrá-los" e
cuidar deles. Seus amorosos braços não gostam de ficar
vazios! Ele promete operar. Cremos em sua Palavra. E
assim passamos a gozar de uma paz maravilhosa.

A VONTADE SOBERANIA DE DEUS E O LIVRE-ARBÍTRIO


DO HOMEM

Deus criou o homem com livre-arbítrio. Isso é uma lei


fixa, que ninguém pode infringir. Entretanto quando
intercedemos por alguém da maneira como Deus
determina, ele envia àqueles por quem oramos certas
influências e pressões. E se perseverarmos em oração, com
tenacidade, como Jesus ensina em Lucas 11.5-8 e 18.2-8,
chega o momento em que o não-salvo sente que é mais
fácil entregar a vida ao Senhor do que continuar resistindo a
ele.

Foi isso que Elias vivenciou quando orou junto ao


altar molhado, no monte Carmelo, diante dos profetas de
Baal e do povo de Israel, e pediu que Deus mandasse fogo
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do céu. "Responde-me, Senhor, responde-me, para que este
povo saiba que tu, Senhor, és Deus, e que a ti fizeste
retroceder o coração deles.” (1 Rs 18.37.)

A mesma idéia é expressa no Salmo 33.15, onde o


salmista diz que Deus olha dos céus os filhos dos homens e
"forma o coração de todos eles", e "contempla todas as
suas obras". Então o ministério de intercessão é um glorioso
privilégio concedido por Deus para colaborarmos com ele na
tarefa de "formar" o coração dos homens.

AMPLIANDO NOSSA INTERCESSÃO

Nosso interesse pela expansão do reino de Deus pode


ser avaliado pela maneira como oramos pelas almas
perdidas. Podemos contentar-nos em orar apenas para que
elas se convertam, ou então orar também para que, além
de se converterem, todos se tornem dedicados discípulos do
Senhor Jesus. Podemos interceder ainda no sentido de que
cultivem um ardente desejo de conhecer mais a Deus e
passar esse conhecimento a outros, influenciando
decisivamente a sua geração com o poder do Espírito Santo.
Podemos pedir ao Senhor que, obedecendo às verdades da
Palavra de Deus, eles estejam entre os "vencedores"
mencionados no livro de Apocalipse, tornando-se então
parte da Noiva de Cristo.

TODA A GLÓRIA SEJA DADA A DEUS

Por último, é da maior importância que reconheçamos


diante de Deus que, assim que ele atender nossa petição,
nós nos lembraremos de que o que operou o milagre do
novo nascimento no coração daquele indivíduo não foram
nossas orações e jejuns, nem nossa diligência em buscar o
Senhor. Tudo se deve à sua graça, misericórdia, poder e
21
amor. Precisamos lembrar ainda que outros também
participaram da batalha da intercessão por aquela alma.

"Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá


glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade." (SI
115.1.)

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