O BOM POLÍTICO Resumo O autor identifica o lugar que o político ocupa frente aos cidadãos e ao Estado.

Para isto, utiliza a coisa pública como referência simbólica que não cessa de produzir diferenças. Há o bom e o mau político. Este discernimento vai depender da relação que cada um estabelece com a coisa pública. Descrita como o sagrado de uma nação, a coisa pública não é propriedade de ninguém, pois ela serve a todos e todos servem a ela. Palavras-chave: bom e mau político, a coisa pública, corrupção. O que nos leva a sempre criticar os políticos? Temos para com eles uma gritante relação de insatisfação que faz brotar, em nosso espírito, um sentimento que chega às raias do escárnio, do desprezo. Os políticos, então, são para nós seres desprezíveis, que despertam sentimentos regidos pelo ódio e pela desconfiança, quase sempre arrolados na esteira de um estigma como seres corruptos. Para nós, o lugar que o político ocupa é aquele de um quadro já pintado, já configurado em seus matizes, por vezes demoníacos, concluído numa definição que é salpicada de significações que se estruturam como verdadeiras injúrias. Ou seja, do ponto de vista do cidadão comum, o político é isto, é aquilo. Portanto, o político já está de antemão sentenciado, condenado perpetuamente pelo imaginário social, como algo que deve ser mantido à margem. Mas, qual a razão desta interpretação tão negativa? Eles são mesmo dignos de tamanha maledicência? Podemos inferir que a imagem distorcida que temos do gestor político não se deve, em hipótese alguma, à presença deste ou daquele fator ligado à corrupção. A ideia de uma possível corrupção se alimenta naquilo que já está ali, que vige por baixo, nos bastidores da relação de desprezo que o cidadão comum mantém com seu governante. O político como alguém sinônimo de corrupção é então consequência e não causa desta mácula exuberante. A corrupção é um desvio que existe e passa a consistir, cada vez mais, em função do intenso distanciamento que o sentimento de desprezo faz brotar nesta relação. Em todo caso, a questão reside em outra parte, e tem a ver propriamente com o lugar que uma autoridade política ocupa na vida psíquica de cada um de nós. Daí eles se tornam os responsáveis por nossos sofrimentos, decepções, infortúnios e contrariedades que assolam e esmaecem os rumos de nossa vida cotidiana. Imputamos a eles as razões de nossas impotências e fracassos, além de esperarmos que realizem tarefas impossíveis. O homem que exerce o lugar de autoridade política realmente nunca é bem visto. Isto não é recente, não é de agora. Trata-se de algo que remonta a séculos e não se dirige necessariamente à pessoa que dará corpo à função. As razões destes sentimentos exacerbados devem-se, em grande parte, ao fato de que vivemos para com ele uma magistral suposição, uma idealização que se dirige fundamentalmente ao lugar que ele ocupa na sustentação de uma organização social. Acreditamos que o gestor político pode responder aos nossos anseios, nossas faltas. Ele ocupa, assim, para cada um de nós e para os grupos sociais, o lugar daquele que sabe e que deve, portanto, nos orientar sobre o que fazer para que as coisas caminhem melhor. Por isso mesmo, o lugar que o homem político ocupa faz nascer uma função que se demarca como verdadeira suposição de saber. É aquele que tem as respostas, que sabe a direção a se tomar. Mas não queremos saber de nada disso! A saída imediata será aquela de uma assombrosa desconfiança que irá nutrir-se de uma paixão hedionda que mescla amor e ódio, a partir de uma visada persecutória e emotiva: isto dificulta qualquer entendimento sobre o de que se trata nesta relação, sobre o que está na base do laço social, o governar e ser governado, sua razão lógica e sua necessidade estrutural. De fato, há um sentimento de insatisfação que rege toda expectativa em relação ao homem que exerce o poder político

Os políticos são eleitos como governantes a partir de nossas escolhas. Quando dou meu voto a alguém. procuramos esquecer que outorgamos a um político o voto para nos fazer representar frente às importantes decisões que sustentam uma governabilidade e os lugares de direção das instituições. quando alguém diz sim. Nesse sentido. regulado e administrado com dignidade. no qual nos apoiamos e a quem delegamos as responsabilidades de nossos fracassos e sucessos. sem nos perturbarmos com isso ou aquilo. o futuro que nos aguarda. Não desejamos ocupar este lugar. de perder alguma coisa de si mesmo. sem que seja necessário que nos responsabilizemos por nada. Qual o lugar que o político ocupa em nossas vidas? O que ele representa na polis. queremos que resolvam aquilo que não anda bem. cuidando cada vez melhor de nossas vidas. trata-se de uma expectativa impensada. está ao mesmo tempo barrando uma lei de si mesmo para aceder a uma lei outra. Há uma margem . insustentável e perigosa demais. De toda maneira. os políticos serão os responsáveis pelo nosso bemestar. para se fazer inserir numa ordem social. Assim. Aquele que ocupa tal função está sujeito a muitos erros e tropeços uma vez que sua posição é uma posição de risco. mas queremos todas as possíveis benesses que circulam em torno dele. que não leva em conta os sacrifícios inerentes à construção de laços sociais. Muitas vezes. por isso mesmo não parece ser tão invejado assim! Não há interesse algum em se exercer esta função que é desgastante demais. é isto!O lugar exercido pela autoridade política é tinto de atributos que se inscreveriam como desejáveis? Ele está inscrito na ordem social como algo invejável? Não! Não é um lugar fácil de ser ocupado. cada um não cessará de abrir mão de sua individualidade. legiferados na constituição de uma determinada sociedade. tudo aquilo que serve para aplacar os desígnios cruéis que a realidade da vida nos impõe. não permitindo que algo de mal nos aconteça. está abrindo mão de um estar sozinho para fazer parte de uma comunidade. de nossos votos. Desta forma cidadão irá agir dentro dos parâmetros de leis e normas que são reconhecidas como legais no grupo social. e nos acomodamos numa alienação. como uma das maneiras de nos eximirmos de nossa responsabilidade frente ao insuportável que habita o processo civilizatório. nas relações dos cidadãos entre si e com a autoridade em exercício? Ele ocupa um lugar de autoridade que guarda alguma semelhança àquela do pai. uma cota de gozo.e ao que ele poderia fazer por nós. queremos outras coisas deles. Com esse gesto. que se traduz em algo que vem recobrir a fragilidade e a penúria que habita nossos ideais. assentindo às normas e às leis que necessariamente regem a estrutura social. Portanto. aquele ao qual nos referenciamos no que diz respeito ao futuro de nossos desejos. daqueles que nos representam. É certo e seguro: desejamos viver uma vida de paz e harmonia. sem pagamento algum. Uma espécie de terceirização daquilo que podemos e devemos realizar como cidadãos na construção de um futuro menos doloroso. você tem o meu voto. Quando alguém diz sim. iluminando mais e mais nossos caminhos. do outro. Ou seja. de uma subjetividade vivida como todo-prazer. eu o nomeio representante de meus direitos de cidadão. responsabilidades e afazeres capazes de locupletar a falta que marca a fragilidade do ser humano.É realmente isto! Depositamos nos políticos uma contundente esperança. Infelizmente. abro mão de uma possível liberdade que se exerce na vida individual. O político está ali colocado para nos dar respostas pontuais na medida em que depositamos em suas mãos o nosso destino. você tem o meu voto para me fazer representar. em benefício de uma vida inserida numa civilização. O que equivale a dizer. Exigimos. as razões de nossos fracassos e inseguranças. uma lei que delimita e circunscreve uma convivência com a diferença. fruto de nosso desamparo radical que nos leva a demandar. outorgamos a eles uma responsabilidade desmedida de resolução de nossos problemas. Por isso é a ele que imputamos a resolução de nossos momentos de impotência. pois depositamos neles esperanças exageradas.

do privado e do público. erroneamente. mas. O poder transforma o sujeito num objeto destituído. O poder. A coisa pública está ali para que ele se submeta à sua lei: o bom político é um eterno funcionário do povo. particulares. com humildade. Não deve identificar-se com o poder que o lugar lhe outorga. o bom e o mau político. não é qualquer coisa! Exige do homem político uma verdadeira arte. ele vai se confundir com o lugar que lhe será dado a ocupar. pois pode se tornar um vício autorizado pela ordem institucional. no exercício de ordens distintas. degradado. para se deixar ensinar com e a partir dela. uma medida comum capaz de esclarecer o possível andamento das coisas a serem administradas politicamente. É um agir pautado no movimento disciplinar da prática do discernimento justo e pontual no tocante à sua tarefa política. do delineamento de um sentido de lei que se inscreverá como o coeficiente de uma constante construção daquilo que poderíamos nomear de persistência simbólica. Entre o homem que exerce autoridade política e os cidadãos há este lugar terceiro que dá as coordenadas . do cidadão comum. Há. estrutural. A convivência exemplar destes dois lugares. O assentimento à coisa pública desperta esta lembrança: eu não sou sua nem de ninguém. Um gesto que restará como memorável e que provoca um não esquecimento. É a pior de todas as drogas. Inevitavelmente. sim. toma conta do sujeito que a ele se identifica. Caso contrário. seduzir pelas benesses e pelas ilusões que brotam deste lugar. faz brotar uma profunda margem de vulnerabilidade. Dois lugares distintos pedindo por uma disciplina. Eis aí um grande problema. Ele pode ofuscar a consciência política que tem por função demarcar o lugar ao qual o poder se submete. Este fato não é raro de acontecer. e que não é outro senão aquele que permite o remanejamento disciplinar que deve existir entre o que é da ordem do privado e da ordem do público.de insegurança e de desequilíbrio que se torna constante em seu posicionamento. O exercício de uma função política. Como articular estes dois lugares num agir positivo? É o saudável. Este discurso é o filho legítimo do discurso do senhor. há as mulheres que desejam ocupar este lugar. É de um discernimento que se trata. do mestre. em todo caso. aí. O que é do privado e o que é do público. ele pode se embaralhar a esta função e passar a se acreditar. Por alguma razão. que não é nem moral nem ética. de todo modo. exige o constante balizamento do privado e do público. Não existe uma ordem paradigmática. pois que existe o não cessar de um chamado para fazer suplência aos clamores do outro o que. implícito ao exercício da autoridade política. nada mais que isto. sim. ele irá embaçar a razão de discernimento da autoridade política que é investida do poder. Um perigo!O privado e o público de um bom político correm sob o fio da navalha que a coisa pública lhe impõe. Há o homem. Por quê? O político é um ser humano como outro qualquer. Não existe um delineamento que possa ser dado antecipadamente. O político pode se deixar. sempre inerente à historicidade da vida particular de tal autoridade. que deve estar aberto. a serviço da vida privada de seu gestor. por excelência! Isto porque o privado não cessa de se deixar assanhar pela sedução da tessitura pública. O que é o bom político? É aquele que não cessa de aprender com a coisa pública. sem conseguir manter nenhum distanciamento simbólico. digna deste nome. torna-se algo muito perigoso. faz falta. quando não é bem administrado. senão o entrave maior. Isto irá permitir ao homem político lidar com a coisa pública a partir de um distanciamento necessário para que a coisa funcione. eis o grande desafio. É necessário que alguém o ocupe. vicia. ele pode ser utilizado de uma maneira desviante. O poder é algo fascinante. uma mestria. pois sou de todos! Trata-se. tão necessário ao bom exercício da gestão política. O discurso político realmente quer isto: que a coisa funcione e que ande. algo a ser feito a serviço da coisa pública. proprietário da mesma. na medida em que o exercício da função política promove um gesto de corte que mantém viva uma diferença sustentável entre os sujeitos no grupo social.

é necessária. Esta relação deve ser bem pensada o suficiente. que se traduz numa insatisfação fundamental consigo mesmo e com seus semelhantes. pelas leis em questão. Muito cedo o ser humano se divorciou radicalmente do princípio judaico-cristão que preconiza que cada um deve amar o próximo como a si mesmo. Por isso mesmo é necessário caminhar na direção de uma vida que não seja de todo ruim e que requer uma convocatória dos cidadãos no sentido de um trabalho conjunto de insistência. O governo somos todos nós. Há algo nas estruturas sociais que é indisciplinável e incurável. Os sujeitos devem insistir no desejo. porque é ela que fundamenta o exercício de uma função que torna possível fazer brotar o imperativo de legitimidade do poder. Por certo ele irá abolir o respeito que deve estar presente na relação com os sujeitos que o elegeram. provocando nos eleitores. O gesto que emana de seu discurso abre. O homem tem uma relação por demais narcisista consigo mesmo e com a propriedade de seus bens. de buscar saber. A política. Ela é uma eterna tentativa de dar esperanças ao homem frente sua própria podridão humana. distúrbios. Mesmo que queiramos disciplinar ao máximo as instituições. ao mesmo tempo.simbólicas que conduzem a ação política a seu bom termo. há sempre um ponto intersticial que escapa. pois dá suporte ao incurável do ser humano. Ou seja. O político erra quando se identifica com aquilo que lhe pedem. uma vez que depende de um contraponto com a vontade e diversidade dos cidadãos. o jogo de uma ilusão-desilusão frente às promessas e esperanças que estão dentro de cada um de nós e que serão verbalizadas pela boca do homem político. algum pedaço fundamental da sua individualidade. um poder que não sufoque e macule o lugar de autoridade. Não há nada pior que um político que quer ser amado. na sociedade à qual ele dispõe sua autoridade. O político será este agente que estimula os desejos mediante uma educação política. A política não está na origem da natureza humana. é avesso ao laço social que fundamenta uma sociedade política. ou seja. uma pequena dose de esperança. em sua razão de desejo. aí. Vivemos. colocando em funcionamento os procedimentos modernos de uma regulação socioeconômica a partir de estruturas institucionais pautadas pelo Estado. Sua presença impede que a vida seja um verdadeiro caos e que cada um se isole no seu canto. O bom político deve insistir para que os sujeitos desejem. por exemplo. Ele tem a aptidão de fundar. vigiando seus bens. O meu bem é só meu. Ela não pode faltar. Sempre teremos crises. caindo numa posição de se fazer amado. parciais. inevitavelmente. A política virá como uma suplência no sentido de administrar essa discordância originária. O homem. Mas com isto ele deve. um movimento de seres que querem. num estado de constante alerta para que ninguém se apodere do que é seu. pequenas. no social. Em todo caso. Uma cidadania se alicerça no conceito pleno de liberdade como uma disposição a participar da sociedade política no sentido amplo. Ele insiste no processo de conscientização com o objetivo de passar ao público a necessidade de dividir responsabilidades mantendo. nada mais que isto! O bom político tem por objetivo criar condições de convivência em sociedade. na política. uma verdadeira decepção. portanto. e de mais ninguém! Trata-se de uma verdadeira paixão que vem em suplência à miséria que habita o ser humano. uma legitimidade do poder a ser administrado. que vão à luta. Não cessem de desejar. ele deve transcender ao gestor político. que foge ao controle. É o que permite a Freud afirmar que governar é impossível. Quando promete o que sabe que não irá . porque ele toma sobre si todas as responsabilidades. não existe possibilidade lógica de qualquer grupo ou país viver em harmonia social. Mas ela é essencial à instituição das sociedades. que sofre de uma discórdia estrutural. fundar lugares de desejos. porque esta pressupõe que cada um perca algo de si. encurralado. em sua estrutura de sujeito falante. O máximo que se consegue são respostas amenas. o bom político é aquele que sabe das limitações estruturais no ato de governar.

alçando seu próprio vôo. está a serviço da legitimidade de uma cidadania. o que sustenta a autoridade do político. no social. muito além do que pode cumprir. por assim dizer. terceiro. Ou seja. Como encontrar seu bom termo? A coisa pública é. Pelo menos é o que se espera de seu encaminhamento. que faz proliferar uma lei desviante. com o advento das invasões bárbaras da tecnologia agressiva e magistral. na medida em que exerce o bom senso de não desrespeitar a essência mesma do ser que habita o sujeito do desejo. em ato. não pertence a você. ocupa um lugar sempre outro. pois são coisas distintas que devem ser bem dosadas. Ela é pública. Hoje. Isso engendra uma dívida que leva o político a prometer além. as condições simbólicas necessárias ao acolhimento de novos sujeitos no campo do desejo. Ao contrário. Uma não deve se deixar tomar pela outra. pode produzir efeitos catastróficos no marco simbólico que dignifica sua posição de vida pública.Os políticos e todos aqueles que ocupam lugar de autoridade pública estão. Ele cria. O gesto político de governar faz valer uma diferença no social. Ele exerce a difícil e sacrificial tarefa de fazer valer o consenso como o que autoriza a regulação social. sua ação subliminar está na capacidade de criar e sustentar. Entretanto. a partir das oportunidades que estão aí. é impotente. que não cessará de parir as mazelas da corrupção. isso que nos corrói e nos impulsiona no sentido de ir à luta pelas conquistas que são possíveis de se alcançar. mortificantes. ele insiste na preservação sistemática do lugar de autoridade que ocupa junto da sociedade. que lesam os laços sociais que demarcam a incidência do discurso político. deste modo. muito menos a ele. e não deve.cumprir. Aqui reside uma verdadeira arte da política que faz de alguém um bom político. um grau suportável que deve ser da ordem da justeza. entre você e eu! A coisa pública não poderá ser reduzida ou transformada em algo . uma autoridade política deve oferecer somente o necessário. faz a coisa andar com passos direcionados rumo à cidadania. Ele não pode. temos um encurtamento da distância entre o privado e o público. Estou lhe dando o que você jamais irá conquistar por si mesmo. independentemente do sexo. Ela serve e é servida. da cor e das diferenças ideológicas. sujeitos a uma identificação com os seus cargos de poder. o bom político governa sem alimentar muitas esperanças. potencializados ou não. é burro. Todos somos seres desejantes. O bom exercício da lei pode bem dizer o caráter simbólico da coisa pública. É como se eu dissesse: estou lhe dando isto porque você é fraco. o essencial no âmbito de uma tessitura pública rumo à cidadania. Há aí uma justa medida. tão presente em alguns governos. ao que é comum ao homem e às mulheres. pois. Por isso mesmo podemos afirmar que a coisa pública não pertence a mim. tamponar as iniciativas que estão dentro de cada um de nós. E embora o discurso político não faça ato. O veio paternalista. mais do que nunca. É necessário que haja um distanciamento do privado e do público. em um tempo e num determinado lugar. o sagrado de uma nação. o exercício pleno do discurso político numa tentativa de preservar os laços sociais que demarcam as diferenças no singular: a lei é sua verdadeira guardiã. Ela é uma coisa que está entre: entre o cidadão e a nação à qual ele pertence. o privado com o público. ele se situa numa posição perversa.a história de uma vida desencontrada de um gestor político -. Trata-se de uma degradação dos verdadeiros valores que sustentam a dignidade da gestão pública. ele não se confunde com o poder que lhe é conferido pelo voto. porque representa. O que deseja o discurso político? O discurso político faz a coisa caminhar. são elementos predatórios. O caráter privado da vida sintomática . fusionando. com a política. que fortalecem o lugar da injúria numa sociedade. Ele cria as condições a partir das quais cada um poderá fundar um novo caminho. a arte de suportar a convivência a partir desta ou daquela diferença. Pública que dizer: de todos e de nenhum.

é detectável. e acaba por se fazer assediar. carregamos no mais íntimo de nosso ser. mal intencionado. Ao ocupar o lugar de autoridade na tomada de decisões. nos mais bem intencionados redutos de nossa alma. uma disposição à corrupção. ocupa lugar de lei. Eis aí um fato que por si só faz valer o empuxo ao voto. ele não cessa de ser assediado por este ou aquele agente – seja indivíduo ou grupo econômico -. no sentido de não se respeitar uma delimitação dos poderes que regem uma nação: o legislativo. torna-se necessário um constante debate sobre este tema. frágil. de se fazer submeter. a uma invasão de domicilio. uma demarcação clara e nítida.privado sem passar pela autoria de uma nova lei. Pode. contudo. ele está sujeito a cometer erros. ele jamais será um invasor. significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção. e pode ficar cego e escorregar no brilho do poder. também. estar intimamente atrelado a uma ultrapassagem dos limites. podre” os acordos regidos pela lei. Ele pode. hoje. Em alguns casos. Eis aí o sentido maior do borbulhar de uma artéria hedionda que culmina no desvio daquilo poderia operar com dignidade o que é da . Quando a lei é respeitada e exercida com retidão. Mas ele sabe de seus limites. apodrecido. faz brotar uma voz que clama pela cidadania. Podemos afirmar que a coisa pública é causa política em si mesma. corruptível. uma vez que não existe uma separação dicotômica. o político pode se deixar seduzir pelo brilho que permeia as benesses que o poder lhe outorga. O ser humano é. que se distancia em muito daquilo que estaria inscrito numa gestão social. ser firme. A presença da corrupção na vida pública é algo inevitável. caucionada pelas vicissitudes de uma cultura. e está na ordem do dia. ele também porta as mesmas qualidades e os mesmos defeitos do homem comum. corrupto. que retifica o discurso político em sua ação. portanto. Todos nós. avalizados por um desamparo radical. na medida em que há. o lugar de uma pontuação eletiva em relação aos distúrbios que se interpõem na boa arte de governar. uma autoridade política pode apresentar uma forte tentação no sentido do exercício de uma prática que venha tornar-se corrosiva e desviante em seus objetivos originários. e. seja lá o que for. Tudo se articula e gira em torno dela. excludente: corrupto e não corrupto. A coisa pública é a verdadeira escola do exercício político dotado de uma soberania exemplar. o judiciário e o executivo como uma estrutura articulada a partir de propriedades singulares. destoante do bem comum. Ela baliza o encaminhamento do gesto político em sua efetiva virilidade de fazer surgir o limiar de uma cidadania. O verbo corromper significa tornar pútrido. A palavra corrupção deriva do latim “corruptus que. Corromper não quer dizer somente obter benefícios de ordem material. Por isso mesmo. pois não é uma função tão simples. irredutível às tentações. que se atualiza nas relações que se estabelecem no social de um com o outro. estabelecidos como legais numa sociedade. A imprensa. uma névoa de corrupção que habita no seu entorno. Ou não: ele pode ser alguém maleável. De todo modo. pútrido. ou seja. Mas o gestor político é humano. Há um pudor em relação a este tema. por sua própria natureza. é algo que se impõe. Isto deve ser bem analisado. sim. É alguma coisa estrutural no humano. pois que sustenta um agir segundo certos limites. ela mesma se nutre e se investe de uma virulência capaz de reger eticamente o estatuto dessas autoridades simbólicas que fundam uma sociedade. Corromper e ser corrompido! Este fato encontra suas razões nos sentimentos mais rudimentares do sujeito. Nesse sentido. de crivo. numa primeira acepção. seres humanos. que se sustenta numa necessidade do se fazer amar. no desejo de submissão. Este fato é observável. Mesmo o bom político sofre com estas questões.

este limiar que é aceitável tem uma relação com o movimento próprio ao discurso político em sua necessidade de revitalização? Como legiferar este limite e não permitir que ele mesmo possa avalizar práticas de crimes de corrupções políticas?É seguro que há uma injunção à corrupção que emana do necessário mesmo do discurso político. Mas qual é o limite? É aí justamente por onde a onça bebe sua água. optamos pelo desvio do olhar. Sabemos. próxima. profissionais e amorosas. sim. Ela insiste. Os cidadãos comuns sabem dos perigos da sua existência. Para existir e. funciona como uma prática abortiva da cidadania. e acaba por encontrar o seu modo de circulação no discurso inerente ao exercício da gestão política. justamente os incorruptíveis. nenhuma quimioterapia. Essa lógica é que dará lugar ao pouco de corrupção que é indissociável da prática política da vida cotidiana. sim. quando cala a voz do lugar da legitimidade de uma autoridade. em todas as relações humanas. virgem de um ideário das praticas de corrupção? Logicamente. Este discurso acredita que é possível governar. Ela é intrínseca a toda razão que estrutura uma vertente política. se desviar deste limiar de corrupção. Na lógica ultraliberal. perverte os laços sociais. Dizem os deuses que o problema maior não são tanto os corruptos. política sem os desígnios da corrupção. o discurso do senhor. os laços simbólicos que escreveriam os sujeitos como sujeitos particulares. Não há. Realidade que se impõe e exige que se abra mão de qualquer julgamento moral para que daí se possa tirar consequências. Esta é sua perspectiva de funcionamento: a de uma graciosa perversão que coloca a coisa num funcionamento preciso. Esse limiar é impossível de ser eliminado. Político sério. por onde circula a moeda tecida numa trama da corrupção. aparentemente obsceno. negando ou querendo passar a idéia de uma não aceitação. Como lidar com esta realidade? Não raro. por exemplo. E sendo assim. se efetivar. Sob o véu dos subsídios de campanha tudo pode acontecer! A corrupção poderia ser configurada como um verdadeiro câncer. dos incentivos às campanhas eleitorais. o corrupto . É o que tende sempre a corromper e a se fazer corromper. é aquele que consegue simbolizar e manejar este saber podendo. o bom e o mau. que a política não tem recursos próprios. sim ou não. abjeto. Eles impedem que a coisa funcione. o político já não será honesto ou desonesto. um saber que promove uma tessitura estabelecendo o verdadeiro sentido do funcionamento do discurso político. um uso ilegal do poder político e financeiro. que ela depende. nada mais que isto. A corrupção sempre existiu. O poder. nesse sentido. podemos dizer que há. são perigosos. Não existem dois lados vividos separadamente: o certo e o errado. A escrita do discurso político se esclarece no discurso da dominância. até mesmo. portanto. ele corrompe. As ações de um político que cai na esteira narcísica da corrupção estariam balizadas sempre pelos interesses escusos e abusivos. Mas tudo irá depender realmente da interpretação que se possa dar ao fato dentro de uma perspectiva que possa se fazer relativizar. sim! O bom político é aquele que apresenta um grau maior de resistência ao assédio que aninha as relações de autoridades.ordem da coisa pública. tem se desvelado como nunca na atualidade neoliberal do mundo capitalista. Estes. mas. nada poderá amenizar sua onda de voracidade. Sempre existirá. caminha por perto. Em todo caso. Existe. que faz com que as coisas caminhem melhor. Um câncer cuja metástase não tem mais cura: nenhuma radioterapia. pois. Entretanto. pois é por onde ela encontra uma luz mais favorável para o seu encaminhamento. portanto. Uma ilusão? Mas há um limite da corrupção que se avizinha e que persiste silenciosamente nos escombros da vida pública. discurso político puro. Este fato. será tão-somente um político. na medida em que subverte a relação de cada sujeito com a dívida simbólica. não devemos deixar de abordar a corrupção nos laços que regem o social. Mas ela está presente em todas as áreas.

pelo território propriamente público. e atualiza sua sintomática – da sua vida privada. Ele se confunde com a autoridade que lhe é outorgada pelo voto ou por uma nomeação. portanto. confunde-a transgressivamente com seu corpo fazendo dela uma extensão de si mesmo. a mãe. Trata-se de uma inversão. a saber. O mau político se sustenta na promessa. ele promete o impossível! É aquele que mantém uma relação perversa com a coisa pública. revelaram-se. que irá usar o poder político em benefício próprio. incluso. em sua razão inconsciente. desde sempre. o que o torna obcecado pelas insígnias do poder. Trata-se de um ser fragilizado demais em sua constituição. marcas progressivas. Há. na escolaridade da vida. ou seja. e que se torna exageradamente onipotente em suas ideações.e o não corrupto. é isto: o mau político é alguém frágil. Ele passa a fazer um uso inadequado daquilo que não lhe pertence. De saída. tomado conta da vida pessoal do mau político. em que um lado é veiculado pelo outro. Em todo caso. aí. Sua preocupação maior não é outra senão alimentar suas bases eleitorais. Não traz em sua vida as marcas necessárias à prática de discernimento do privado e do público. pois ele não sabe andar com as próprias pernas. visto que seu olhar está voltado tãosomente para próximos mandatos. pessoal. como uma suplência à sua impotência fálica. Vive refém de seus cúmplices. O seu caminhar sustenta-se à custa de muletas. O mau político é justamente aquele que pessoaliza por demais a função de autoridade que lhe foi outorgada pelo voto. ao se analisarem. ele se faz alienar em sua vida pessoal. que projetam uma prática efetiva de um discernimento. O mau político é um ser confuso por excelência. Uma vida sem limites. na relação com seus pais. com o cargo que ocupa. da sua subjetividade doente – na vida pública. se fazendo invadir pelos benefícios que se sustentam numa facilidade maior na vida pública. com a coisa materna. tornaram-se avessos aos efeitos de lei. fazendo-se invadir pelo espaço público a partir de suas incoerências privadas. São sujeitos incapazes de fazer história. vivida. São sujeitos que não sofreram os efeitos decisivos da lei do pai. que carrega dentro de si. funcionando como uma verdadeira muleta. O mau político perverte o sentido simbólico da lei que sustenta a dignidade de uma função política e passa. refutam a todo custo o dito milenar que afirma que uma andorinha só não faz verão. então. O poder funciona. Pois. portanto. que sobrevive no regime de uma dependência. verdadeiros reacionários de direita! É isto! Mas existe. a gozar transgressivamente tudo aquilo que emana da coisa pública. a partir de uma torção sensacional. O pobre coitado mantém uma relação incestuosa com a coisa pública. Trata-se. sim. uma questão sintomática. confunde sua vida íntima. ele a toma para si. certamente. para alguns políticos. testemunhada. esquecendo-se do dia a dia de seu mandato atual. que necessita do poder outorgado pelo cargo em si mesmo. É justo aquele que se acredita como senhor de todas as coisas. daqueles que habitam o seu entorno político. A vida humana é exercida. pois ele próprio se faz passar por uma mãe perversa. que participaram de movimentos sociais de esquerda. não passou por uma devida castração em sua vida pessoal. com a vida pública. É como se ele reproduzisse a cena de um gozo incestuoso com a mãe: desde sempre permaneceu refém desse gozo mortífero na posição de objeto. Não há uma separação clara e nítida sustentada pelo juízo de atribuição. O abuso de poder tem a ver com os abusos que uma criança sofreu de seu Outro primordial. É o bobo por excelência. Muitos sujeitos. É aquele que se confunde com o poder alienando-se ao fascínio das supostas benesses da . pequeno. uma amputação da lei que estabelece o limite vigente entre o privado e o público. o mau político é justamente aquele que vive embriagado pelo outro. Ele não discerne bem as coisas. um lado veicula o outro: o bom carrega consigo uma maldade que lhe é intrínseca e necessária. do sujeito que não sofreu em si mesmo os efeitos da lei. O valor está fora. ele navega nas ilusórias insígnias que o poder supostamente pode lhe proporcionar. o mau político. Ele atualiza.

Entretanto. analisados desta forma. de harmonia ou. direta ou indiretamente. Quando o Estado busca. Política Denomina-se política a ciência de bem governar um povo. a política tem como objetivo estabelecer os princípios que se mostrem indispensáveis à realização de um governo. a perversão estrutural que está na base do discurso do mestre. fazendo viger. Ele age como se fosse o proprietário soberano. se quisermos. de que há uma complementaridade entre os sexos. aos interesses das classes políticas e econômicas dominantes. promovendo a ilusão de uma felicidade plena. seu conteúdo de classe social. seja através de garantias e ações concernentes à assistência social. aquilo que o propulsiona frente a este impossível de governar. dentro das quais devem ser estabelecidas as normas jurídicas necessárias ao bom funcionamento das instituições administrativas do Estado. José Nazar. em suas realizações. Ele renega a impossibilidade que estrutura as relações humanas. constituído em Estado. tanto mais perfeito. O mau político trilha uma suposta governabilidade que é extensiva de sua vontade patogênica. psiquiatra e psicanalista. de que realmente existe relação sexual. como totalidade. segurança etc. fundamentalmente. política e política social representam atuações do poder político visando o bem-estar da população. que tem no discurso político sua potencialidade maior. às últimas consequências.96110365 RESUMO A política social tem se apresentado como uma política fundamental para o “bem estar dos cidadãos”. ele caminha contra a voz da cidadania. livre para agir em benefício próprio. . principalmente. Estado. estes conceitos perdem sua historicidade e. A política mostra o corpo de doutrinas. acredita que tudo deve se submeter à lei. saúde. E-mail: doutorjosenazar@gmail. isto é.coisa pública. além de se constituir em objeto de reivindicação dos mais diferentes movimentos sociais e sindicais. para malversar sobre a essência mesma da coisa pública. Editor Chefe da Companhia de Freud Editora. via representantes conduzidos ao poder. Brasília e Rio de Janeiro. verifica-se a implementação e efetivação da política social por parte daquele. Debater a política social como política no âmbito da sociedade capitalista é buscar resgatar seu caráter de classe social – ou seja. indispensáveis. o desacordo com a verdade: verdadeiro uso e abuso do poder. Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória. Palavras chaves: política.. assim. uma política que responde. Com isso. de sua vida psíquica desde sempre doentia demais. Este discurso. em melhor proveito dos governados. pelo povo. Ele eleva. O mau político não acredita na máxima freudiana que afirma que governar é impossível. Em um Estado democrático. Assim. essa governabilidade é exercida pelo poder público. Neste raciocínio. ao bom governo de um povo. educação. Há uma idéia de que o saber possa se articular como universal. É o que se observa. mas de se atrapalhar e de se ver sendo visto enaltecido no exercício do poder. classe social. que existe um mundo que se constitui como totalidade e que deve se submeter à lei enquanto tal.com – tel: 21. Muitas vezes nem é no sentido de “meter a mão”. política social. o atendimento a necessidades sociais básicas da população. é o que se vê. É o que lhe dá vida. o discurso do senhor. quanto seja o desejo de conduzir o Estado ao cumprimento de suas precípuas finalidades.

para tanto. Inicialmente. onde a existência das diferenças e das desigualdades sociais apresentam-se como fenômenos inerentes à natureza humana. Nesta perspectiva. Ressaltamos que entendemos. porém. ao garantir à camada necessitada alguns direitos sociais que ele mesmo impôs (através das normas jurídicas). mas. ainda que. Vislumbramos alguns exemplos: ao garantir a previdência (desconto do INSS sobre os vencimentos). . a classe capitalista detém os poderes político e econômico. esta resposta deve produzir algum grau de satisfação às necessidades do trabalho. Um modo de produção que se funda na desigualdade e na exploração da força de trabalho. e outras. e o direito a um serviço de saúde mais eficiente (cobrança da CPMF sobre a movimentação bancária). independente de estarem inseridos no mercado formal de trabalho. Um modo de produção onde a política é a política definida pelas classes dominantes e que responde aos interesses desta. sua intenção não é a de propiciar uma vida digna à força de trabalho. de ação e controle sobre as necessidades sociais básicas das pessoas não satisfeitas pelo modo capitalista de produção. É uma política de mediação entre as necessidades de valorização e acumulação do capital e as necessidades de manutenção da força de trabalho disponível para o mesmo. na realidade. Ou seja. Política Social A política social é uma política. que não corresponde a uma ordem natural de produção da vida social – já tivemos a forma escravista. que por suas incapacidades naturais. a forma socialista. contrariamente ao que aparenta. a política social transita entre ambos. No modo capitalista de produção da vida social. Entretanto. A política social não foge a esta regra. Daí que teríamos pessoas mais capazes de definir o “bem comum”. é garantida e efetivada apenas com o custeio dos próprios beneficiários. alguns aspectos da vida social são decididos coletivamente. própria das formações econômico-sociais capitalistas contemporâneas. não em espécie. como temos. dado que ela se insere no âmbito da tentativa de buscar um certo grau de compatibilidade entre o capital e o trabalho. Portanto. toda a vida social. No entanto.O que determina as doutrinas. dos trabalhadores assalariados. exige que. e o funcionamento das instituições administrativas do Estado. Esclarecendo: a política social. os beneficiários diretos da política social. as normas jurídicas. ou seja. prioritariamente. assim. devem se submeter ao saber dominante. Tal custeio é imposto ao trabalhador ante a justificativa de ser ele o mantenedor de todo um conjunto de “benefícios concedidos” pelo Estado em prol da classe trabalhadora. respondendo às necessidades do capital. emana de uma concepção da relação indivíduo-sociedade fundamentada numa perspectiva positivista. quando o poder público mantém uma política social como a que se encontra vigente. há uma problematicidade na política social. fundamentalmente aquelas decisões que não impliquem em mudanças substanciais no modo de produção. Porém. o que temos é uma sociedade capitalista. seriam os trabalhadores assalariados. ainda que causa de profundos debates acadêmicos e políticos. de qualquer forma que seja manifestada. Como o capital e o trabalho se constituem nas duas categorias fundamentais do modo capitalista de produção. de uma ordem natural. determinando. por força de trabalho todos os indivíduos que só têm a sua força de trabalho para vender e garantir sua subsistência. em prática no Brasil. ou a forma feudal. está o Estado incluindo um plus na remuneração do empregado. seja efetuada uma contraprestação por parte dos trabalhadores. Há que se considerar que numa sociedade capitalista democrática. o Estado. a política social é uma gestão estatal da força de trabalho e do preço da força de trabalho.

visto a notável evidência política manipuladora. Isto posto. que até o presente não despertaram e visualizaram objeto do estudo aqui apresentado. institucional e legalmente. quase que imperceptível aos menos instruídos. Ocorre que a preocupação primordial do Estado (leia-se: os detentores e gerenciadores do capital. possibilitando-se. essa apropriação pecuniária. de cunho social. visando. digase de passagem. e maquiada sob o rótulo de “social”. despendendo-se um mínimo em dinheiro pela classe empregadora. imposta por este Estado. utilizada pelo Estado. ao menos. para isso. Objetiva a política social posta (iniciada na ditadura militar de 1964) transferir parte do preço da força de trabalho que é devido ao empregado para outros fins. sendo tal injusta situação quase que imperceptível por grande parte da população. ao seu bel prazer. dantes privilegiados pelo grau de instrução de que são detentores. reflete no preço da força de trabalho que a ele é pago pelo empregador. tendo como beneficiário prioritário a iniciativa privada. a fim de que esteja garantida. O raciocínio aqui exposto é facilmente comprovado tomando como exemplos outros casos de malversação dos recursos públicos visando interesses do capital privado (vide o PROER e os investimentos a grandes grupos estrangeiros efetuados pelo BNDES). principalmente. objetiva-se um serviço. por ser gerenciado pelo próprio poder público. carregado de obviedade (considerando-se as explanações acima). portanto. com a política social implantada pelo Estado e garantida ao trabalhador. o investimento no capital privado lucrativo. de efeito. para dar ensejo às garantias asseguradas ao trabalhador assalariado. um aumento em sua margem de lucro. em um Estado que satisfaça as exigências de um regime de produção capitalista. obedecendo. Não menos vislumbrante é o vergonhoso fato. já que. torna-se por ideal o investimento do capital recolhido em benefício da classe empregadora. denota-se uma verdadeira contradição entre os relevantes fins objetivados pela real política social. de que o controle legal do preço da força de trabalho. necessariamente. a mantença da força física do trabalhador. também. observa-se ações governamentais que garantem um mínimo de subsistência ao empregado. como foi dito anteriormente. ora em uma economia neoliberal. por toda a sociedade. Outrossim. ora auxiliados pelo Governo) é assegurar a perpetuação da força física trabalhadora e. . mas sim uma reciprocidade por parte do Estado via serviços e garantias (não necessariamente exemplares). por prazo de tempo razoável. Vide exemplos como o rombo de mais de R$ 40 bilhões na previdência social. Com tal política (latu sensu) adotada. os interesses estatais (que não inclui. quando este visa garantir o bom funcionamento da política social. e eficazmente. não se torna necessária e obrigatória a utilização do montante arrecadado em sua totalidade. conseqüentemente. Não se exige um gerenciamento eficaz dos recursos arrecadados perante a classe de empregados. onde figura como parte prejudicada a grande massa de trabalhadores. utilizou-se dos recursos disponíveis desvairadamente. os ditos críticos e formadores de opinião. os interesses sociais dos trabalhadores). mas. desnecessário priorizar a destinação dos recursos financeiros arrecadados em benefício dos empregados. incluindo-se aí não somente os leigos por má formação nos bancos escolares. torna-se possível a perpetuação deste último. perpetuando-se. claro. e a priori. o que. em oposição àqueles alcançados pela vigente política maniqueísta implementada. sob o aspecto econômico. satisfatório. onde o Estado (em especial os governos militares). Todo o recurso que é apropriado pelo Estado.Com isso. e a perpetuação da subordinação do trabalhador (ambos os casos mantidos pela política social atual) são custeados.

Rio de Janeiro: J. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. da Unb. mudanças estas que venham a favorecer a maioria da população. São Paulo: Abril Cultural. Manuscritos econômicos e filosóficos e outros textos escolhidos. la crise actualle et l’avenir du travail humain. Quatrieme Internationale. social class. 1986. MARX. IANNI. BIBLIOGRAFIA BRASIL. Vicente de Paula. Petrópolis: Vozes. a enciclopédia livre. São Paulo: Hucitec/Unesp. MANDEL. 1978. DF: Senado. social policy. is to try to rescue its social class character – that is. ABSTRACT The social politics has been presenting if as a fundamental politics for the “wellbeing of the citizens”. pesquisa Nota: Se procura pela especificação do Unix. Debating the social policy as policy in the capitalist society environment. Domenico. A ditadura do grande capital. Olympio. Constituição (1988). A política social do Estado capitalista: as funções da previdência e da assistência sociais. veja Single UNIX Specification. conselhos – e a busca incessante de criação de novos espaços de participação. SAWAIA. . em última instância. DF: Ed. e respondem. O que é fundamental é o fortalecimento daqueles que se encontram fora dos processos decisórios que se dão. 1999. a policy that responds mainly to the interests of dominant political and economical classes. portanto. Constituição da República Federativa do Brasil. 1999. São Paulo: Cortez. 1981. Sistema Único de Saúde Origem: Wikipédia. Marx. 1980. Isto não significa que se deve. associações. Keywords: policy. State. Brasília. 1999. LAFARGUE. Ir para: navegação. besides constituting on a demand object of different social and union movements. DE MAIS. Brasília. neste momento histórico.). Os espaços políticos já existentes – sindicatos. Bader (Org. Octávio. aos interesses das classes dominantes. 1988. Karl. apresentam claro e inequívoco conteúdo de classe social. negar uma ou outra – ou ambas. Ernst. O futuro do trabalho: fadiga e ócio na sociedade pós industrial.A política e a política social. O direito à preguiça. As artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da desigualdade social. FALEIROS. Paul. podem se constituir em um caminho possível de fortalecimento dos indivíduos para que reconheçam sujeito coletivo e imponham mudanças importantes em ambas as políticas. em última instância. no âmbito político.

hospitais . Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde. além de fundações e institutos de pesquisa. hemocentros (bancos de sangue). Anteriormente.Símbolo oficial do SUS . os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. Vigilância Epidemiológica. A Wikipédia possui o portal: Portal de Medicina {{{Portal2}}} {{{Portal3}}} {{{Portal4}}} {{{Portal5}}} Índice [esconder] • • • • • • 1 História 2 Princípios do SUS 3 Áreas de atuação 4 Financiamento 5 Referências 6 Legislação o 6. como a FIOCRUZ .incluindo os universitários. Vigilância Ambiental. ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde. os serviços de Vigilância Sanitária. laboratórios. a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS).Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil.1 Portarias do Ministério da Saúde .

que contou com participação de muitos dos integrantes do movimento e chegou a conclusões altamente favoráveis ao mesmo. a atuação do Ministério da Saúde se resumia às atividades de promoção de saúde e prevenção de doenças (por exemplo. de 28 de dezembro de 1990. no período de 9 a 11 de outubro de 1979.• • • 7 Ver também 8 Ligações externas 9 Outros recursos [editar] História Antes do advento do Sistema Único de Saúde (SUS). aos empregados de carteira assinada. foi importante na propagação do movimento da Reforma Sanitária. A implantação do SUS foi realizada de forma gradual: primeiro veio o SUDS. ao definir a saúde como "direito de todos e dever do Estado". O INAMPS dispunha de estabelecimentos próprios. ]] . o primeiro presidente civil após a ditadura. de 19 de setembro de 1990) fundou o SUS. A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi um marco na história do SUS por vários motivos. de 7 de março de 1990). Em 1979 o general João Baptista Figueiredo assumiu a presidência com a promessa de abertura política. Foi aberta em 17 de março de 1986 por José Sarney. realizadas em caráter universal. que hoje é o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Em poucos meses foi lançada a Lei nº 8. O movimento da Reforma Sanitária nasceu no meio acadêmico no início da década de 70 como forma de oposição técnica e política ao regime militar. A 8ª CNS resultou na implantação do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS). os convênios estabeleciam a remuneração por procedimento. além disso. a quem não tinha acesso ao atendimento pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social. ou seja. que imprimiu ao SUS uma de suas principais características: o controle social. e de fato a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promoveu. o I Simpósio sobre Política Nacional de Saúde. sendo abraçado por outros setores da sociedade e pelo partido de oposição da época — o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). e à assistência médico-hospitalar para poucas doenças. e tinha a finalidade de prestar atendimento médico aos que contribuíam com a previdência social.142. e foi a primeira CNS a ser aberta à sociedade. A Constituição de 1988 foi um marco na história da saúde pública brasileira. com repercussões no INAMPS.080. já numa transição com o SUS. vacinação). a incorporação do INAMPS ao Ministério da Saúde (Decreto nº 99. depois. ou seja. a participação dos usuários (população) na gestão do serviço.689. ao longo da década de 80 o INAMPS passaria por sucessivas mudanças com universalização progressiva do atendimento. O INAMPS foi criado pelo regime militar em 1974 pelo desmembramento do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).060. mas o mais importante foi ter formado as bases para a seção "Da Saúde" da Constituição brasileira de 5 de outubro de 1988. e por fim a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8. era uma autarquia filiada ao Ministério da Previdência e Assistência Social (hoje Ministério da Previdência Social). um convênio entre o INAMPS e os governos estaduais. mas a maior parte do atendimento era realizado pela iniciativa privada. ou seja. Em meados da década de 70 ocorreu uma crise do financiamento da previdência social. servia aos indigentes. O INAMPS só foi extinto em 27 de julho de 1993 pela Lei nº 8.

Em outras palavras. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas. as necessidades de saúde variam. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis. é impossível tornar todos sadios por força de lei. como afirma a Constituição Federal. com base no artigo 198 da Constituição Federal de 1988. tanto o meio acadêmico quanto o político consideram mais importante lutar pela eqüidade do SUS.[editar] Princípios do SUS Cartão do SUS em São Paulo. Universalidade "A saúde é um direito de todos". que são órgãos colegiados também em todos os níveis. mas não está claro qual seria a classificação do princípio da participação popular. entende-se que o Estado tem a obrigação de prover atenção à saúde. e os princípios da descentralização. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências de Saúde. integralidade e da eqüidade são às vezes chamados de princípios ideológicos ou doutrinários. estadual e municipal. como. Os princípios da universalidade. Participação da comunidade O controle social. tanto os individuais quanto os coletivos. ou seja. também chamados de esferas: nacional. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos. foi melhor regulado pela Lei nº 8. O Sistema Único de Saúde teve seus princípios estabelecidos na Lei Orgânica de Saúde. como também é chamado esse princípio. .142. o Brasil contém disparidades sociais e regionais. o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. da regionalização e da hierarquização de princípios organizacionais. que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis. Por isso. as necessidades de saúde das pessoas (ou de grupos) devem ser levadas em consideração mesmo que não sejam iguais às da maioria. Eqüidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde. as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo". ou seja. Naturalmente. no entanto. cada uma com comando único e atribuições próprias. enquanto a Lei Orgânica fala em igualdade. e através dos Conselhos de Saúde. em 1990.

Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. do Distrito Federal e dos Municípios. a alocação de recursos e a orientação programática. Ser eficiente e eficaz. materiais e humanos da União. das ações de saúde. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • • • • • • • • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde. dos Estados. Direito à informação. na prestação de serviços de assistência à saúde da população. Participar do controle e fiscalização da produção. . equipamentos. meio-ambiente e saneamento básico. tecnológicos. tóxicos e radioativos. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência. em nível executivo. hemoderivados e outros insumos. compreendido o controle de seu teor nutricional. Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. imunobiológicos. transporte. bem como as de saúde do trabalhador. e Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. enquanto os outros devem ser utilizados apenas quando necessário. ou seja. melhor a sua eficiência e eficácia. às pessoas assistidas. abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla. o nível primário deve ser oferecido diretamente à população. sobre sua saúde. e não no número de atendimentos. é responsável pela saúde de uma parte da população. [editar] Áreas de atuação Segundo o artigo 200 da Constituição Federal. bem como bebidas e águas para consumo humano. Integração. Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade. compete ao SUS: • • • • • • • Controlar e fiscalizar procedimentos. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência. Conjugação dos recursos financeiros. produzindo resultados com qualidades.baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido. Fiscalizar e inspecionar alimentos.

ed. que têm orçamentos mais generosos. As idéias e as práticas: a construção do SUS. Brasília: Ministério da Saúde. Renilson Rehem de.br/bvs/publicacoes/monografia_revisada_Arnaldo.pdf. Por outro lado. Sistema Único de Saúde (SUS): princípios e conquistas. Outro problema é a heterogeneidade de gastos. Proposta semelhante foi apresentada no legislativo de São Paulo (Pec 13/96).saude. CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE. Disponível em http://www. 2005. 2002.br/incentivo/manual/legislacao_sus.pdf. Assim. SOUZA. ISBN 85-334-0871-4.br/radis/web/ABCdoSUS. O Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde: avanços. Brasília: Ministério da Saúde. ISBN 85-334-0325-9.ensp. il.br/bvs/publicacoes/monografia_construindo_sus.saude. Ministério da Saúde. para levar assistencia à saúde aos mais distantes sertões. Disponível em http://bvsms. nele compreendido o do trabalho.br/servico/arquivos/Destaque828. os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde. MINISTÉRIO DA SAÚDE.• Colaborar na proteção do meio ambiente. desafios e reafirmação dos seus princípios e diretrizes. ABC do SUS: Comunicação visual/Instruções Básicas. Ministério da Saúde. 2000. Disponível em http://bvsms.fiocruz. 2002. Brasília: CONASS.gov. Acessado em 3 de junho de 2006 em http://www. Brasília: Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde. 44p.org. . Acessado em 5 de junho de 2006 em http://www. [editar] Referências • • • • • • • • • BERTONE. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde.pdf. 2003.. 1.pdf (Acessível também a partir do DATASUS). em 1993 foi apresentado uma Emenda Constitucional visando garantir financiamento maior e mais estável para o SUS. ISBN 85-334-055-8. principalmente pelas prefeituras. aos mais pobres recantos das periferias urbanas.pdf Sanitarista — Oitava Conferência Nacional de Saúde — uma das páginas da Biblioteca Sérgio Arouca sobre o personagem homônimo da Reforma Sanitária. Construindo o SUS: a lógica do financiamento e o processo de divisão de responsabilidades entre as esferas de governo. 2002.opas. Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.aids. Arnaldo Agenor. semelhante foi ao que a educação já tem há alguns anos. 1991.gov. Brasília: Secretaria Nacional de Assistência à Saúde.gov. Disponível em PDF e online. 2003. ISBN 85-89545-01-6. O sistema público de saúde brasileiro. prejudicando os Estados e os municípios. [editar] Financiamento Um bom trabalho está sendo feito. Brasília: Ministério da Saúde. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. Renilson Rehem de. SOUZA. Legislação do SUS. O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios. 2ª reimpr. MINISTÉRIO DA SAÚDE.

de 26 de Janeiro de 1999 — Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Lei nº 9. Portaria GM/MS nº 1. Lenildo.916. de 13 de novembro de 1998 — Manual para a Organização da Atenção Básica no Sistema Único de Saúde. disponível em PDF). de 19 de setembro de 1990 — Lei Orgânica da Saúde. de 26 de janeiro de 2001 — Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS 2001. Portaria GM/MS n.ª edição. Editora Campus. de 10 de fevereiro de 1999 — Medicamento genérico.142.232. Capítulo II ("Da Seguridade Social"). de 30 de agosto de 1994 — Regulamenta o repasse fundo a fundo. [editar] Ver também .689. de 27 de julho de 1993 — Extingue o INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social).203 . º 95.925. de 5 de janeiro de 2001 (republicada em 16 de fevereiro) — Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (em PDF. Portaria GM/MS n.782.886. Portaria GM/MS nº 373. Lei nº 8. Lei nº 9. de 28 de dezembro de 1990 — Dispõe sobre a participação da comunidade e transferências intergovernamentais. disponível em PDF). de 30 de outubro de 1998 — Política Nacional de Medicamentos.br SUS.com.080. 1. Decreto nº 1. Associação paulista de medicina.• • THURLER. Lei nº 8. de 18 de dezembro de 1997 — Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programa de Saúde da Família (PSF). O que você precisa saber sobre o sistema único de saúde.livrodosus. Lei nº 9. [editar] Portarias do Ministério da Saúde • • • • • • • • • • Portaria GM/MS nº 2. 2007. Legislação básica • • • • Lei nº 8. Seção II ("Da Saúde"). Portaria GM/MS nº 3. º 17. de 28 de Janeiro de 2000 — Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Rio de Janeiro. disponível em PDF). Portaria GM/MS nº 3. [editar] Legislação Legislação fundamental • Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988 — Título VIII ("Da Ordem Social"). de 5 de novembro de 1996 — Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde (NOB.787. SUS .LEGISLACAO E QUESTOES COMENTADAS. ISBN 9788535223804 http://www. de 26 de fevereiro de 2002 — Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS 2002.961.

. Observatório de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo. na íntegra Atos normativos da Esfera Federal do SUS . Observatório de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo. inglês e cubano [editar] Ligações externas • • • • • • • • • • • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Cartão do SUS. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Conselho Nacional de Saúde (CNS). um artigo. Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) Ministério da Saúde. LegiSUS. assessoria jurídica em saúde legislação (parte do conteúdo requer registro). Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS). Ouvidoria Geral do SUS.• • • • • • • Conselho Nacional de Saúde Estrutura da União (o nível federal do governo brasileiro). na época presidente da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Fundo Nacional de Saúde.Saude Legis Evolução da Estrutura do Sistema de Saúde. Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS). Sérgio Arouca — figura notória da Reforma Sanitária. UK National Health Service (em port) SiCKO Filme de Michael Moore comparando o Sistema de Saúde Americano com o canadense. [editar] Outros recursos • • • • • • Brasil SUSO Maior Portal de Normas do Sistema Único de Saúde Publicações Ministério da Saúde. Instituto de Direito Sanitário Aplicado. idem.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful