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Administração Financeira II

Aula 3
DRE
DOAR
(Demonstrativos Financeiros)

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Na aula passada revimos a estrutura
patrimonial.
Na aula de hoje veremos para que servem
e como são construídos o DRE, o DOAR,
além de alguns índices.

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DRE – Demonstrativo do Resultado do
exercício.
Segundo Anélio Berti: “O DRE demonstra o
resultado auferido pela empresa no período,
sendo de duas maneiras: lucro ou prejuízo”.
O relatório que indica os resultados das
atividades de um empresa num período
especificado. (valores acumulados entre duas
datas)
Por se tratar de demonstrações contábeis
financeiras, o DRE obedece o regime de
competência.
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• De acordo com a O artigo 187 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, as
empresas deverão na Demonstração do Resultado do Exercício discriminar:

• a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os


impostos;
• a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos
e o lucro bruto;
• as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as
despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
• o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais.
• o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o
imposto;
• as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias,
e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de
empregados;
• o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.

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Lucro: Ocorre quando o total de receitas de um
período for superior às despesas, juntamente
com as despesas apresenta-se os encargos do
próprio lucro.
Prejuízo: Quando as despesas do período
somarem um valor superior às receitas.

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DOAR - Demonstração de origens e
aplicações de recursos.

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Segundo Berti: “A demonstração das origens e
aplicações de recursos, tem por objetivo apresentar de
forma ordenada e sumariada principalmente as
informações relativas às operações de financiamento e
investimento da empresa durante o exercício, e
evidenciar as alterações na posição financeira da
empresa.”

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Origens de Recurso: São representadas pelo aumento no capital
circulante líquido, tais como:
a) das próprias operações, quando as receitas são maiores que as
despesas. Assim, ignorando as despesas e receitas que não afetam
o capital circulante líquido, temos que:
- se houver lucro, teremos uma origem de recurso.
- se houver prejuízo, teremos uma aplicação de recurso.
b) dos acionistas, pelos aumentos de capital integralizados pelos
mesmos no exercício, já que tais recursos aumentam as
disponibilidades da empresa e, conseqüentemente, seu capital
circulante líquido.
c) de terceiros, por empréstimos obtidos pela empresa, pagáveis a
longo-prazo em ativos circulante.

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Aplicações de recursos são representadas pela redução do Capital Circulante
Líquido entre o início e o término de determinado período.
As aplicações de recursos mais comuns que implicam na variação do Capital
Circulante Líquido são as seguintes:

1) Imobilizações: Ocorrendo a aquisição de bens para o Ativo Imobilizado,


investimentos permanentes ou aplicação de recursos no Ativo Diferido, tais fatos
representam aplicação de recursos e, conseqüentemente, refletem numa variação
líquida negativa do Capital Circulante Líquido.

2) Redução do Passivo Exigível a Longo Prazo: A amortização de empréstimos a


longo prazo significa, em princípio, uma redução do passivo exigível a longo prazo e
representa uma aplicação de recursos. Por outro lado, a obtenção de um novo
financiamento representa uma origem de recursos. Tendo em vista que o conceito
de recursos é o de Capital Circulante Líquido, a mera transferência de um saldo de
empréstimo do Exigível a Longo Prazo para o Passivo Circulante, por vencer no
exercício seguinte, representa uma aplicação de recursos, pois reduziu o Capital
Circulante Líquido.

c) Remuneração de dividendos: A remuneração de acionistas, decorrente de


dividendos, representa uma aplicação de recursos, refletindo numa variação
negativa do Capital Circulante Líquido.

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Na próxima aula falaremos sobre
processos de análises e análise por
quocientes.

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