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12/20/2017

Opera Mundi - Imigrantes africanos são considerados uma "praga" por organização israelense

uma "praga" por organização israelense ORIENTE MÉDIO Quarta, 20 de Dezembro de 2017 Imigrantes

ORIENTE MÉDIO

Quarta, 20 de Dezembro de 2017

Imigrantes africanos são considerados uma "praga" por organização israelense

Marina Mattar | Redação - 14/07/2012 - 14h38

Grupo pede pela deportação imediata e sem piedade dos "infiltrados", africanos que moram no país

“Deportação agora! Sem piedade e sem demora, todos os infiltrados devem ser tirados de Israel”. Este foi o tom do primeiro evento organizado nesta semana pelo Comitê para Remoção dos Infiltrados, novo grupo de ativistas israelenses contrários à presença de imigrantes e refugiados africanos no país que nomearam de “infiltrados”.

ActiveStills.org

no país que nomearam de “infiltrados”. ActiveStills.org Menina sul-sudanesa é deportada em Tel Aviv Enquanto

Menina sul-sudanesa é deportada em Tel Aviv

Enquanto celebravam a chegada de 229 novos imigrantes judeus dos Estados Unidos no aeroporto internacional de Tel Aviv, a organização reafirmou seu desejo de manter o critério religioso para a entrada de novos habitantes no país.

“Nós temos que lutar para manter a natureza judaica do estado de Israel”, afirmou o congressista Danny Danon segundo o jornal local Israel National News. Um dos líderes do movimento

e presidente do Comitê de Imigração, Absorção e Diáspora do Parlamento, o político do Likud pediu aos judeus para voltarem ao seu lar (o território palestino). “Não faz sentido que todos

os anos mais estrangeiros da África cheguem à Israel do que judeus imigrantes de todo o mundo”, acrescentou ele.

Outro ativista sustentou que os israelenses têm o direito de expulsar imigrantes indesejados e de escolher com quem querem conviver. “As pessoas esquecem que os direitos humanos não pertencem àqueles que vêm aqui como convidados; os direitos humanos são os direitos de quem vive aqui”, disse o advogado Ronit Cohen-Oren segundo o jornal local Haaretz.

Reprodução

Danny Danon em congresso de seu partido, o Likud

O novo grupo aguarda a chegada de outros 2,5 mil imigrantes judeus a Israel como parte de uma cooperação entre a Agência Judia e o Ministério de Absorção de Imigrantes. No entanto,

seu contentamento com a política do governo para os “infiltrados” é outro. Apesar de o governo de Israel ter reforçado sua política contra a imigração de africanos, esses ativistas exigem

ainda mais.

Com a nova política, israelenses que empregarem imigrantes ilegais estarão sujeitos a pagar 75 mil shekels (38,6 mil reais), ter seu estabelecimento fechado e até mesmo a cumprir pena de 5 anos. No início do ano, o Parlamento aprovou a lei de Prevenção de Infiltrados, permitindo que as autoridades israelenses detenham imigrantes irregulares, incluindo refugiados e crianças, por três anos ou mais antes de sua deportação. No dia 17 de junho, autoridades israelenses iniciaram a deportação em massa de de sul-sudaneses.

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Opera Mundi - Imigrantes africanos são considerados uma "praga" por organização israelense

1 / 14 Desde 2007, milhares de refugiados africanos chegam em Israel fugindo de conflitos
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Desde 2007, milhares de refugiados africanos chegam em Israel fugindo de conflitos e genocídios em seus
origem.A maioria desses imigrantes provém do Sudão e da Eritréia,
países de

Além disso, desde fevereiro desse ano, Israel está construindo uma cerca em sua fronteira com o Egito na Península do Sinai, onde já entraram cerca de 50 mil africanos desde 2007. Mesmo assim, Shlomo Maslawy, membro do grupo e conselheiro do Likud, afirmou ao Haaretz que centenas de imigrantes continuam entrando no país. Ele disse que a organização pretende realizar mais atividades para trazer novamente o tema à agenda pública, incluindo uma grande manifestação em Jerusalém. Entre as propostas do grupo, existe a de convencer proprietários de não alugarem mais seus imóveis a imigrantes.

Danny Danon também está usando seu cargo de parlamentar para conseguir a aprovação de uma lei que pretende deportar 80% dos “infiltrados” em apenas dois anos. “Os infiltrados são uma praga”, disse ele em maio ao jornal local The Jerusalem Post. “Nós temos que removê-los de Israel antes que seja tarde demais”. Na quinta-feira (12/07), mesmo dia em que o comitê realizou seu evento, a polícia israelense declarou que houve um atentado contra uma casa de imigrantes africanos que atribuiu a grupos racistas. Uma família da Eritréia teve seu apartamento queimado segundo o Huffington Post.

Apesar do crescimento da xenofobia e de organizações que pedem pela deportação dos imigrantes africanos, diversos israelenses se opõe a este posicionamento. Um bom exemplo disso é a ASSAF, organização de apoio aos refugiados em Tel Aviv.

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