Você está na página 1de 36
Introdução à Gestão de Resíduos Sólidos SEMA/2017 Cleire Monteiro Almeida Analista Ambiental
Introdução à Gestão de Resíduos Sólidos SEMA/2017 Cleire Monteiro Almeida Analista Ambiental

Introdução à Gestão de Resíduos

Sólidos

Introdução à Gestão de Resíduos Sólidos SEMA/2017 Cleire Monteiro Almeida Analista Ambiental

SEMA/2017

Cleire Monteiro Almeida Analista Ambiental

Introdução à Gestão de Resíduos Sólidos SEMA/2017 Cleire Monteiro Almeida Analista Ambiental

UM POUCO DE LEI

Educação Ambiental Lei de Lei n° Saneamento Crimes 9.795/99 básico Ambientais Lei n° 9.605/1998
Educação
Ambiental
Lei de
Lei n°
Saneamento
Crimes
9.795/99
básico
Ambientais
Lei n°
9.605/1998
11.445/2007
Política
Política
Nacional de
Estatuto das
Nacional
Resíduos
Cidades
sobre
Sólidos
Lei n°
Mudança do
Lei n°
10.257/2001
Clima
12.305/2010
Outras
Lei de
normas:
Consórcios
SISNAMA,
Públicos
SNVS,
Lei n°
Licitações e
SUASA,
11.107/2005
contratos
SINMETRO
8.666/1993

SISNAMA: Sistema Nacional de Meio Ambiente SNVS: Sistema Nacional de Vigilância Sanitária SINMETRO: Sistema Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial SUASA: Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária

POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Art. 1°, §1°Pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos sólidos e as que desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento de resíduos sólidos.

GESTÃO

Conjunto de ações

voltadas para a busca de soluções para os resíduos

sólidos, de forma a

considerar as dimensões política, econômica, cultural e social, com controle social e sob a

premissa do desenvolvimento sustentável.

GERENCIAMENTO

Conjunto de ações exercidas, direta ou

indiretamente, nas etapas

de coleta, transporte,

transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

CLASSIFICAÇÃO

Segundo o critério de origem:

Domiciliares

• Segundo o critério de origem: Domiciliares Limpeza urbana Sólidos Urbanos Responsabilidade do

Limpeza urbana

Sólidos Urbanos

Responsabilidade do município

Estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços

Industriais

RESOLUÇÃO CONAMA N.º 313/ 2002

Construção Civil

RESOLUÇÃO CONAMA N.º 307/ 2002

Serviços de

transporte

RESOLUÇÃO CONAMA

Nº 05, DE 05 DE AGOSTO DE 1993

Serviço público de saneamento

Lei 11.445/2007

Serviços de saúde

RESOLUÇÃO CONAMA Nº 358/ 2005 ABNT NBR 12808:1993

Agrossilvopastoris

Lei nº 7.802/1989 (nacional) Lei nº 8.521/2006 (estadual)

Mineração

Normas Reguladoras de

Mineração Portaria

DNPM nº 12/2001

Responsabilidade do gerador

CLASSIFICAÇÃO

Segundo à sua periculosidade:

Perigosos

Aqueles que, em razão de suas características de

inflamabilidade, corrosividade,

reatividade, toxicidade,

patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica

ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica Não-perigosos Aqueles não enquadrados na descrição ao

Não-perigosos

Aqueles não enquadrados na descrição ao lado

ORDEM DE PRIORIDADE NA GESTÃO DOS RESÍDUOS

ORDEM DE PRIORIDADE NA GESTÃO DOS RESÍDUOS

DOS PLANOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Plano Nacional de Resíduos Sólidos

Planos Estaduais de Resíduos Sólidos

Planos microrregionais de resíduos sólidos e os planos de resíduos sólidos de

regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas

Planos intermunicipais de resíduos sólidos

Planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos

Planos de gerenciamento de resíduos sólidos

PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS

SÓLIDOS

PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

LOGÍSTICA REVERSA

Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes são obrigados a estruturar,

implementar e operacionalizar sistemas de logística

reversa para os produtos abaixo listados (conforme

Art. 33 da Lei), por meio do retorno após seu uso pelo consumidor de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos:

Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens;

Pilhas e baterias;

Pneus;

Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;

Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

mista; • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes. O poder público pode assumir a responsabilidade porém

CONSÓRCIOS PÚBLICOS

PASSAR VÍDEO
PASSAR VÍDEO

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL como diretriz e instrumento de

gestão de resíduos sólidos

como diretriz e instrumento de gestão de resíduos sólidos  Todas as políticas públicas que proponham

Todas as políticas públicas que proponham alternativas e soluções para o enfrentamento da gestão

de resíduos sólidos dependem diretamente da participação das pessoas e comunidades, o que as relaciona, portanto, com a Educação Ambiental (EA ) .

Metodologias e organizações próprias da EA no Brasil

Para facilitar esse processo, emergem metodologias e organizações

participativas próprias da EA, tais como:

Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental - CIEA;

Conselhos de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos;

Coletivos Educadores;

Redes de Educação Ambiental;

Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-vida);

Coletivos de Juventude pelo Meio Ambiente, etc.

FISCALIZAÇÃO E VISTORIAS DE LIXÕES

Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos todos os lixões deveriam ser extintos num prazo de 4 anos a contar da data de publicação da lei, sendo assim no ano de 2014 todos os municípios deveriam ter cumprido a lei.

SERÁ

contar da data de publicação da lei, sendo assim no ano de 2014 todos os municípios

FISCALIZAÇÃO E VISTORIAS DE LIXÕES

FISCALIZAÇÃO E VISTORIAS DE LIXÕES

Lixões mapeados:

Fiscalização e SPR de Monitoramento/LabGeo (2013)

Lixões mapeados: Fiscalização e SPR de Monitoramento/LabGeo (2013)

2016: Remapeamento Fiscalização e Ações Periódicas (SPR.GR)

Mapa de localização de municípios vistoriados e em

processo de vistoria

por BH.

e Ações Periódicas (SPR.GR) Mapa de localização de municípios vistoriados e em processo de vistoria por

O QUE FAZER?

SE-PA-RE

O QUE FAZER? SE-PA-RE Vidro Metal Papel Plástico Resíduos Orgânicos

Vidro

Metal

Papel

Plástico

Resíduos

Orgânicos

COLETA SELETIVA

Sistema de recolhimento dos resíduos recicláveis inertes e orgânicos, previamente separados nas próprias fontes geradoras, para reaproveitamento e reintrodução no ciclo produtivo.

Pode ser implantado em municípios, bairros residenciais, comunidades, escolas, escritórios, centros comerciais ou outros locais que facilitem a coleta dos materiais recicláveis.

Suas principais vantagens são a economia de matéria-prima, economia de energia, combate ao desperdício, redução da

poluição ambiental, potencial econômico pela

comercialização dos recicláveis.

RECLICAR

Reciclar é o retorno da

matéria-prima ao ciclo

de produção do qual foi descartada.

Apenas 2% do lixo

gerado no Brasil é

reciclado.

Europa e EUA o percentual é de 40%.

do qual foi descartada. Apenas 2% do lixo gerado no Brasil é reciclado. Europa e EUA

POR QUE É IMPORTANTE RECICLAR

Melhora e valoriza a limpeza do ambiente;

Diminui a exploração de recursos naturais, o consumo

 Diminui a exploração de recursos naturais, o consumo de energia e diminui a geração de

de energia e diminui a geração de resíduos;

Contribui para diminuir a poluição do solo, da água e do ar;

Prolonga a vida útil de aterros sanitários e melhora a qualidade de composto orgânico;

Gera emprego para a população catadora;

Gera receita pela comercialização dos recicláveis;

Contribui para formar uma consciência ambiental e melhorar a qualidade de vida da população.

ATERRO SANITÁRIO

O Aterro Sanitário é um tratamento baseado em técnicas sanitárias: Impermeabilização do solo, tratamento dos gases e chorume, procedimentos para controle da proliferação de animais, insetos e mau cheiro.

solo, tratamento dos gases e chorume, procedimentos para controle da proliferação de animais, insetos e mau

COMPOSTAGEM

É um conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos, para obter, no menor

tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes

minerais.

orgânicos, para obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes minerais.
orgânicos, para obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes minerais.

COMPOSTAGEM

Através da compostagem, a matéria orgânica é devolvida à natureza sob a forma de um
Através da compostagem, a
matéria orgânica é devolvida à
natureza sob a forma de um
adubo 100% natural - o
composto.

INCINERAÇÃO

É um tratamento baseado

na combustão (queima) do lixo.

É um tratamento baseado na combustão (queima) do lixo. Desvantagens • Custos bastante elevados; • Necessidade

Desvantagens

Custos bastante elevados;

Necessidade de controle e monitoramento da emissão de gases

poluentes gerados pela combustão.

Vantagens

Tratamento adequado para resíduos de alta periculosidade;

Não necessita de grandes áreas para funcionamento;

Permite o aproveitamento dos gases para geração de energia.

DADOS IMPORTANTES

Composição Gravimétrica dos Resíduos Sólidos

Fonte: ABRELPE (2011)

Urbanos no Brasil em 2011 16,70% 53,40% 31,90% Matéria Orgânica Recicláveis Outros
Urbanos no Brasil em 2011
16,70%
53,40%
31,90%
Matéria Orgânica
Recicláveis
Outros

AS TRÊS SETAS DO SÍMBOLO DA RECICLAGEM

Produtor: as empresas que fazem o produto.

Consumidor: representa a segunda seta. Após o produto ser usado ele pode ser reciclado.

Companhias de reciclagem: coletam os produtos recicláveis e

através do mercado, vendem de volta o material usado para o produtor transformá-lo em novo produto.

recicláveis e através do mercado, vendem de volta o material usado para o produtor transformá-lo em

Iniciativas no Estado (MA)

Sistema Campo Limpo:

Programa gerenciado pelo Instituto Nacional de

Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), para

realizar a logística reversa de embalagens vazias de

defensivos agrícolas.

* Em parceria com a AGED.

* Centrais de Recebimento de Embalagens Vazias de

Agrotóxicos: Balsas, Imperatriz e Alto do Parnaíba.

* Projeto de Recebimento Itinerante de Embalagens Vazias de Agrotóxicos.

Pós-Consumo de Pneus Inservíveis:

Reciclanip

inservíveis.

* Parceria com a Secretaria Municipal de Obras

e Serviços Públicos (Semosp).

pneus

Coleta

destinação

de

e

-

* Há

um

Ecoponto,

instalado

na

sede

da

Semosp,

na

Avenida

Guajajaras,

para

recebimento do material.

Ciclo Soluções Ambientais CICLO S.A.:

* Descontaminação de Lâmpadas em geral; * Sistema de destinação de resíduos

eletroeletrônicos diversos.

Endereço: Estrada da Raposa, Nº 110 B. +55 98 3016 9463

Projeto Fábrica de Desmontação (Pastoral do

Menor):

* Resíduos eletrônicos;

* Transformados em peças utilitárias;

* Jovens de 14 a 24 anos.

Endereço: Rua 19, Vila Embratel.

+55 98 3228 0457 (Késia Barros)

GRD - Gestão em Resíduos Tecnológicos

Sistema de destinação de resíduos

eletroeletrônicos (sucatas de computadores,

monitores, máquinas de calcular e escrever,

telefones).

Endereço: Av. Norte Interna, S/N Cidade Operária. (98) 98158 - 8158

Depósito “O Garrafeiro”

* Garrafas de vidro:

(Companhia Müller de Bebidas, Pirassununga-

SP);

* As cadeiras de plástico (Empresa ConfPlast).

Endereço: Av. Este Externa, 103 - Cidade Operária.

(98) 3247-0089

REGRA DOS 7 R’S

Repensar: hábitos e atitudes, adotando uma prática de consumo responsável. Recusar: produtos que agridem a saúde e o meio ambiente. Reduzir: o desperdício, o descarte, o lixo, consumindo apenas o necessário. Reparar: se o produto não deve ser reparado antes de ser jogado no lixo. Reutilizar: aumentando a vida útil do produto. Reciclar: transformando o material em novo produto. Reintegrar: à natureza o que não pode ser reciclado, como restos de alimentos e outros materiais orgânicos.

Reintegrar : à natureza o que não pode ser reciclado, como restos de alimentos e outros

SÓ PRA SABER

• Cada 50 quilos de papel usado transformado em papel novo evita que uma árvore

Cada 50 quilos de papel usado transformado em

papel novo evita que uma árvore seja cortada. Imagine quantas

árvores você poderia ter ajudado a preservar.

Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita.

Com um quilo de vidro quebrado faz-se exatamente um quilo

de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reutilizado infinitas vezes.

FIM

FIM