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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS


Departamento de Antropologia

Trabalho final da disciplina de Antropologia III: Estruturalismo

Discente: Danielle Peralta Kazanji


Número USP: 8035848

Docente: Pedro de Niemeyer Cesarino

São Paulo

2016
Das relações com o ‘vivido’

Em 1949 Lévi-Strauss escreve Estruturas elementares do parentesco. Entre


muitas considerações, as que se referem à proibição do incesto foram
especialmente destacadas, pois, se trata do processo que marca a passagem
da natureza para cultura, e é condição universal para o estabelecimento da
sociedade. Nas palavras do autor:

“A proibição do incesto é o processo pelo qual a natureza se ultrapassa


a si mesma. Acende a faísca sob a ação da qual forma-se uma
estrutura de novo tipo, mais complexa, - e se superpõe, integrando-as,
às estruturas mais simples da vida psíquica, assim como estas se
superpõem, integrando-as, às estruturas, mais simples que elas
próprias, da vida animal. Realiza, e constitui por si mesma, o advento
de uma nova ordem.” (p.63)

A proibição do incesto é o aspecto negativo de uma regra positiva que é a


exogamia, isto porque, com a exogamia há o impedimento de que a família se
feche em si. Dessa forma, as trocas sociais são movimentadas, sendo
condutoras da formação dos laços sociais. É possível perceber, a partir do
desenvolvimento das noções de troca, um esforço do autor em produzir
sistematizações sobre aquilo que Mauss desenvolveu a respeito da troca e
reciprocidade nas sociedades arcaicas. Este esforço fica ainda mais evidente
em 1950, um ano depois da publicação da obra anteriormente referida, quando
Lévi-Strauss apresenta uma leitura de Mauss a partir de sua noção (em
construção) de estrutura e sistema. Em um trecho sobre discussões iniciadas
por Mauss sobre as relações entre psicologia e sociologia Lévi-Strauss diz:

“Toda cultura pode ser considerada como um conjunto de sistemas


simbólicos, à frente dos quais situam-se a linguagem, as regras
matrimoniais, as relações econômicas, a arte, a ciência, a religião.
Todos esses sistemas visam exprimir certos aspectos da realidade
física e da realidade social, e , mais ainda, as relações que esses dois
tipos de realidade mantêm entre si e que os próprios sistemas
simbólicos mantem uns com os outros.” (p.19).

No entanto, as relações entre os sistemas jamais se desenvolvem de forma


“integralmente satisfatória” (p.19), e nem de modo equivalente. Esses modos
de relação derivam das condições particulares dos grupos. Mas, o fato é que
os sistemas se integram independentemente do modo como o qual o fazem, e
é a partir disso, que eles se encarnam na realidade.

Essa noção da integralidade sistêmica do social é sistematizada por Lévi-


Strauss, a partir da noção de fato social total introduzida por Mauss em Ensaio
sobre a dádiva. Neste sentido, o estudo do social, tão fragmentado pela ciência
cartesiana, precisa se recompor em um todo, através de um sistema de
interpretação que explique simultaneamente os aspectos físico, fisiológico,
psíquico e sociológico de todas as condutas, a este sistema se dá o nome de
antropologia. Assim, o fato social que se propõe estudar precisa se traduzir em
uma experiência concreta: de uma sociedade localizada no espaço-tempo, e de
um indivíduo qualquer dessa sociedade. Assim, “jamais podemos estar certos
de ter atingido o sentido e a função de uma instituição, se não somos capazes
de reviver sua incidência numa consciência individual”. (p.24). A análise
histórica ou comparativa precisa encontrar a experiência vivida.

A dimensão do “vivido” está, sobretudo, determinada e condicionada às


estruturas. Assim, Lévi-Strauss aponta o inconsciente (supra individual) como
sendo “o termo mediador entre mim e outrem” (p.28), nos colocando “em
coincidência” (p.28) com práticas que são “nossas e outras”. Portanto, a noção
de estrutura está conectada com a de inconsciente, ou seja, o inconsciente é
estruturante. A estrutura é praticada, portanto, à revelia dos sujeitos, de modo
inconsciente. Da mesma maneira que a língua é falada à revelia dos falantes.

Lévi-Strauss parece, ao longo de sua Obra, revisitar e recolocar as noções de


estrutura, de sistema. Nessas recolocações a passagem da natureza para
cultura, do contínuo para o descontínuo parece se complexificar. Ainda em
Estruturas elementares do parentesco, a proibição do incesto “constitui o passo
fundamental graças ao qual, pelo qual, mas, sobretudo no qual se realiza a
passagem da natureza à cultura.” (p.62). Ou seja, essa passagem parece ‘se
resolver’ a partir de um determinado princípio que movimenta as trocas sociais,
e organiza um sistema – que existe pela relação entre as estruturas - de
parentesco que opera no ‘vivido’, e que deve ser entendido na relação com
outros sistemas de trocas. No entanto, ‘há mais’.
Das estruturas sensíveis

Em O Pensamento Selvagem, escrito 13 anos depois de Estruturas


elementares do parentesco, Lévi-Strauss aponta para um caminho em que as
estruturas parecem ser formadas a partir da lógica do concreto. No primeiro
capítulo, A ciência do concreto, o autor aponta para um modo de pensar ‘com o
mundo’, que está presente na mitologia, na magia, no totemismo. Para o autor,
não há estágios de desenvolvimento para o pensamento, ele está
integralmente presente no ato de pensar. Não é, portanto:

“... uma estreia, um começo, um esboço, a parte de um todo ainda não


realizado; ele forma um sistema bem articulado; independente, nesse
ponto, desse outro sistema que constitui a ciência, salvo a analogia
formal que os aproxima e que faz do primeiro uma espécie de
expressão metafórica do segundo. Portanto, em lugar de opor magia e
ciência, seria melhor coloca-las em paralelo, como dois modos de
conhecimento desiguais quanto aos resultados teóricos e práticos, mas
não devido à espécie de operações mentais que ambas supõem e que
diferem menos na natureza que na função dos tipos de fenômeno aos
quais são aplicadas.” (Lévi-Strauss, 1962, p.28).

Assim, Lévi-Strauss toma o caráter sistêmico do pensamento, para colocar em


paralelo a ciência moderna e o pensamento presente na magia, e na mitologia.
Esta analogia coloca em um mesmo plano, duas formas diferentes de conhecer
o mundo, mas que partem de uma mesma necessidade do espírito humano.

“... não duvidemos de que foi necessária uma atitude de espírito


verdadeiramente científico, uma curiosidade assídua e sempre alerta,
uma vontade de conhecer pelo prazer de conhecer, pois apenas uma
pequena fração das observações e experiências podia fornecer
resultados práticos e imediatamente utilizáveis.” (Lévi-Strauss, 1962, p.
30).

No entanto, na busca de contrastar esses dois sistemas é que o autor


desenvolve a ciência do concreto. Pois, na ciência moderna o conhecimento é
deslocado da imaginação e da percepção, ou seja, advém do conceito. Ao
contrário, o pensamento selvagem parte do percepto, do sensível, do mundo.
Ele pensa o mundo através do mundo, extraindo ‘partes’ desse mundo sensível
para constituir um todo significante (bricolagem intelectual).
“Num certo sentido, inverte-se a relação entre diacronia e sincronia: o
pensamento mítico, esse bricoleuse, elabora estruturas organizando os
fatos ou resíduos dos fatos, ao passo que a ciência, “em marcha” a
partir da sua própria instauração, cria seus meios e seus resultados
sob as formas de fatos, graças às estruturas que fabrica sem cessar e
que são suas hipóteses e teorias.” (Lévi-Strauss, 1962, p.37).

É particularmente interessante o que o autor desenvolve a respeito do


pensamento mítico, sendo este, um modo de operar a ciência do concreto, no
qual “os elementos da reflexão estão situados a meio-caminho entre perceptos
e conceitos”, e do qual, “seria impossível extrair os primeiros da situação
concreta onde apareceram, enquanto que recorrer aos segundos [conceitos]
exigiria que o pensamento pudesse, (...) colocar seus projetos entre
parênteses.” (Lévi-Strauss, 1962, p.33).

Neste sentido, o mito é superior ao caos, pois “toda classificação é superior ao


caos” (Lévi-Strauss, 1962, p.30), mesmo aquela que está no nível das
propriedades sensíveis. Assim, o mito é a própria passagem da natureza pra
cultura, do caos a ordem, do contínuo ao descontínuo. No entanto, essa
passagem não é absoluta, e muito menos definitiva, como em Estruturas
elementares do parentesco. O próprio Lévi-Strauss reconhece - em entrevista
dada a Didier Eribon e publicada em 1988 - que o uso metodológico da questão
da passagem da natureza para cultura “é ponto de partida”, e que depois de
Estruturas elementares “as coisas evoluíram” (Lévi-Strauss, 1988, p.130).

Ainda em entrevista à Eribon, Lévi-Strauss quando interrogado sobre o que é


um mito diz: “Se você interrogar um índio americano, seriam muitas as chances
de que a resposta fosse: uma história do tempo em que os homens e os
animais ainda não eram diferentes” (Lévi-Strauss, 1988, p.178). O mito se põe,
portanto, diante de um problema e pensa-o, inclusive, sobre a passagem da
natureza para a cultura. Ele especula sobre “porque as coisas se transformam
no que são, e porque não podem ser de outra maneira” (Lévi-Strauss, 1988,
p.180), e essa especulação apenas pode se desenvolver a partir das relações
entre diferentes problemas, diferentes termos, por isso o mito pensa um
problema de modo homólogo a outros que surgem em diferentes planos.
O problema das estruturas neste momento parece ser o de que elas são
diferentes entre si, mas operadas a partir de um espírito humano comum.
Quando elas são elaboradas, a partir da ciência do concreto, das qualidades
sensíveis, no trabalho de bricolagem intelectual, criam-se modos de pensar
com o mundo, e não sobre o mundo como o pensamento ‘não selvagem’ faz.
Assim, o mito como elaboração desse pensamento, coloca em questão os
potenciais explicativos e especulativos de uma ciência do concreto, que é
operada por um pensamento não domesticado, ou seja, que não aprendeu a
especular a partir de conceitos e hipóteses. A estrutura é, sobretudo, modelo
subjacente que não se expressa somente nas relações sociais, mas é conjunto
de possibilidades.

Das transformações

Na “Abertura” de O cru e o cozido Lévi-Strauss demonstra que as Mitológicas


são um esforço para encontrar “a existência de uma lógica das qualidades
sensíveis, que elucide seus procedimentos, e que manifeste suas leis.” (Lévi-
Strauss, 1964, p.19). Ele utiliza o mito Bororo como mito de referência, e a
conexão - desse com os demais foi feita a partir da análise estrutural. Busca-se
então configurar grupos de transformações de cada sequencia de mitos, estes
grupos se transforam uns nos outros, mas reproduzindo a estrutura e as
determinações. “Nasce um corpo multidimensional, cuja organização é
revelada nas partes centrais, enquanto em sua periferia reinam ainda a
incerteza e a confusão” (Lévi-Strauss, 1964, p.21).

Esse corpo só é possível de ser elaborado porque, “cabe ao mito, submetido à


prova de analise, revelar sua própria natureza” (Lévi-Strauss, 1900, p.22). É
como se a análise estrutural dos mitos buscasse a ordem em meio ao caos de
tantas etnografias e registros pouco estudados. Talvez, até tivessem sido
estudadas, mas a questão é que estudar os mitos partir de suas revelações
como o autor propõe “(...) coloca um problema metodológico, na medida em
que não pode adequar-se ao princípio cartesiano de dividir a dificuldade em
tantas partes quanto forem necessárias pra resolve-los” (Lévi-Strauss, 1964,
p.24).
É preciso buscar o rompimento com a fragmentação, pois, o que os mitos
evidenciam são comportamentos que não seguem o modelo cartesiano. Esse
rompimento se faz, na tentativa de dar conscistencia às qualidades sensíveis
do pensamento, que como visto no Pensamento selvagem, foram invalidadas
pela ciência moderna. Assim, a regra estrutural para a análise é sempre
tematicamente aberta, o que se percorre, é, estabelecer leis gerais que
apontem para formas de organização de um pensamento mítico particular, no
caso, dos amerindíos.

Ainda, Lévi-Strauss aponta que mesmo os mitos sendo falados pelos sujeitos,
estes não tem consciencia de sua estrutura. Em suas palavras:

“ Sem excluir que os sujeitos falantes, que produzem e transmitem os


mitos, possam tomar consciência de sua estrutura e de seu modo de
operar, isso não poderia acontecer normalmente, mas apenas de modo
parcial e intermitente. Ocorre com o mito o mesmo que com a
linguagem: se um sujeito aplicasse conscientemente em seu discurso
as leis fonológicas e gramaticas, supondo-se que possuíse o
conhecimento e o talento necessários, perderia quase que
imediatamente suas ideias. Do mesmo modo, o exercício e o uso do
pensamento mítico exigem que suas propriedades se mantenham
ocultas, senão colocar-nos-íamos na posição do mitólogo, que não
pode acreditar nos mitos, pois se dedica a desmonta-los.” (Lévi-
Strauss, 1964 p.30\31)

Assim, o interessante não é entender como “os homens pensam nos mitos,
mas como os mitos se pensam nos homens, e à sua revelia” (Lévi-Strauss,
1964, p.31). Neste trecho evidencia-se a ‘des-importância’ do sujeito como
centro da análise, e, sobretudo, retoma-se a noção de estrutura que ao mesmo
tempo sofre reconfigurações ao longo da Obra do autor, mas segue,
essencialmente, com a característica fundamental de ser praticada a partir de
uma racionalidade própria do inconsciente supraindividual. E é essa
racionalidade que, de certa forma, se revela nas Mitológicas.

Além da ‘des-importância’ do sujeito, os mitos apenas podem se pensar entre


si, de modo que um conjunto se transforme no outro. É nessa transformação,
que acontece a partir das diferenças entre os mitos, que o ‘invariável’ aparece,
e a racionalidade se revela.
Nas Mitológicas a ideia de transformação, portanto, parece ser central para a
análise dos mitos. De maneira didática Lévi-Strauss explica que a noção de
estrutura não pode ser pensada de modo desconectado da noção de
transformação:

“Ora, a noção de transformação é inerente à análise estrutural.


Diria,até, que todos os erros, todos os abusos cometidos, sobre ou com
a noção de estrutura, povêm do fato de que seus autores não
compreenderam que é impossível concebe-la separada da noção de
transformação. A estrutura não se reduz ao sistema: conjunto
composto de elementos e de relações que os unem. Para que se possa
falar de estrutura, é necessário entre os elementos e as relações de
vários conjuntos surjam relacionamentos invariantes, de tal forma que
se possa passar de um conjunto a outro por meio de uma
transformação”. (Lévi-Strauss, 1988, p.146).

É interessante como a noção de transformação modifica o modo de conceber a


passagem de natureza para cultura, pois, transformando um mito em outro é
possível notar que este tema deixa de ser universal como em Estruturas
elementares para se tornar um tema dos próprios mitos que fazem essa
passagem de forma instável, fluída, e, sobretudo, podem fazer o inverso: a
passagem da cultura pra natureza, inclusive. Esta passagem regressiva é
evidente no segundo volume das Mitológicas - Do mel às cinzas, onde não há
mito de referência, e busca-se, no entanto, trabalhar com uma dicotomia
ameríndia: o mel- ligado à natureza, o tabaco- ligado ao sobrenatural. O mel
aparece como sendo a sedução e o envenenamento da natureza que torna
possível, mas perigosa, a passagem regressiva da cultura à natureza. Sobre a
comparação dos mitos de obtenção da culinária em O cru e o cozido, com os
sobre mel e tabaco, Sztutman aponta quem ambos correspondem:

(...) à possibilidade de instalar a descontinuidade a partir de uma


situação inicial marcada pela continuidade. No entanto, seguem
direções opostas: se os primeiros fazem um elogio da aquisição da
cultura e advertem quanto à possibilidade de uma reversão devido a
uma patologia cósmica, que impõe a continuidade, os últimos atentam
para as vicissitudes dessa aquisição que, aliás, jamais se completa, o
que faz da vida social e da aliança estados permanentemente
defrontados com a sedução do contínuo. Em outras palavras, a
passagem, longe de se completar, encontra-se sempre em processo, e
é necessário cuidar para que ela não resvale em uma regressão
irreversível, o que exige um esforço contínuo de mediação (e não de
“purificação”) entre as esferas separadas. Essas reflexões, aqui apenas
tateadas, vão além de uma simples demonstração do método
estruturalista e de uma indagação sobre o modo de operação do
espírito humano. Além de perseguir como os mitos em questão
representam a passagem da natureza à cultura, elas expõem as
soluções originais que os ameríndios encontram para essa instalação
na descontinuidade, sinalizando, assim, o que eles têm a dizer a
respeito do mundo, da condição humana e da vida social. (Sztutman,
2005, p.218).

Em suma, a passagem do contínuo para o descontínuo está em processo, que


jamais se completa O contínuo não é imposto como na primeira metade de O
cru e o cozido, ele é, ao contrário em Do mel às cinzas, sedutor, e essa
sedução provoca confrontos dinâmicos, e pouco interessantes de serem
resolvidos plenamente. E, novamente, esta questão deixa de ser universal para
ser pensada pelos ameríndios. Assim, o pensamento mítico “ultrapassa a si
mesmo e contempla, (..) à experiência concreta, um mundo de conceitos
libertos (..) e cujas relações se definem livremente” (Lévi-Strauss, 1967, p.
444), de modo a especular com o mundo, através de um pensamento que
recusa a passagem definitiva do contínuo para o descontínuo.

Referências
Levi-Strauss, Claude. As estruturas elementares do parentesco. Petrópolis:
Vozes, [1949] 1986.

_________________ “A ciência do concreto” In: O pensamento selvagem.


Tradução Tânia Pellegrini, Campinas, Papirus [1962] 2004.

_________________ “Abertura” In: O cru e o cozido: Mitológicas I. Tradução


Beatriz Perrone-Moisés, São Paulo, Cosac & Naify [1964] 2004.

__________________De perto e de longe. Entrevistas com Claude Lévi-


Strauss por Didier Éribon. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira [1988] 1990.

__________________ Do mel às cinzas: Mitológicas II. Tradução Carlos


Eugênio Marcondes de Moura, R.J.: Cosac e Naify [1967] 2005.
__________________Introdução a obra de Marcel Mauss. In: Mauss, Marcel.
Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac&Naify [1950] 2003. p. 1-36.

Sztutman, Renato. (2005). O espírito na América. Novos Estudos - CEBRAP,


(72), 209-218.