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A Velhice na arte

Para os expressionistas, a iluminação era imprescindível. Por através dela que os artistas
conseguiam exibir deformações, focos concentradores, projeções, sombras, manchas, flashes,
contrastes fortes, variação cromática, recurso de desnaturalização e expressão do objeto, do
sujeito ou da forma em si mesma.

Em um cenário mundial globalizado, citamos e destacamos os artistas que retrataram o


envelhecimento através das pinturas expressionistas como Paul Cézanne, o qual retrata a velhice
e o envelhecimento Paul Cézanne, Paul Gauguin, Vicent Van Gogh e Edvard Munch.

Em nossa pátria, o Brasil, podemos destacar os artistas com pinturas expressionistas


mais importantes: Anita Malfatti, Lasar Segall e Candido Portinari.

Ao analisar a composição Paul Cézanne, “Na Old Woman with a Rosary”, nesta obra
nota-se somente a utilização de cores sombrias, frias, que remetem a tristeza, depressão,
pobreza, porém observa-se a esperança arraigada a sua fé religiosa por meio da representação
do rosário.

Ao contemplar a obra de Vicent Van Gogh, “At Eternity's


Gate", novamente observamos a depressão sendo representada nesta obra, ao olharmos a
postura prostrada do idoso, sentado, com as mãos sobre o rosto, com a barba por fazer,
remetendo a falta de auto cuidado e desleixo com a própria imagem. O isolamento social, sem
presença de familiares para o ampara-lo e conforta-lo.

Na obra de Edvard Munch (Os três estágios da mulher), nota-se um ponto de vista
discriminativo, repleto de dor e sofrimento, onde as cores escuras remetem a velhice, ao frio,
tristeza, ao sangue e a morte.

Já ao visualizar a obra de Anita Malfatti, Mulher de Cabelos Verdes, notamos que há


presença de forma geométrica, e apesar de utilizar cores quentes, a tonalidade escura e olhar
triste da personagem refletem a falta de expectativa de bons dias na velhice.

Ao refletirmos sobre a obra “Cabeça de Velho”, do ilustríssimo Candido Portinari, também


observamos novamente a utilização de cores frias, os personagem com expressão de tristeza,
com uma sensação de debilidade, impotência e dependência.

Ao analisarmos estes conjuntos de obras, supra citados, observamos como principal


característica a imagem de um idoso, deprimido, sem futuro, doente, esquecido, sem apoio
familiar, sofrendo preconceito cultural, demonstrando falta de vida social, sendo este esquecido
pela sociedade.

Nós, enquanto gerontólogo, temos como uma de nossas missões, difundir novos
conceitos e mudar os atuais conceitos de idoso e de envelhecimento, tanto no próprio idoso,
como na sociedade globalizada.

A educação em relação à velhice, envelhecimento e o idoso, deve-se ser iniciada o mais


cedo possível, para que possamos mudar a atual ideia sobre estes paradigmas e para que
possamos que sabe ver obras futuramente retratando o lado bom, a sabedoria adquirida com os
processos vivenciados com o passar dos anos, o colorido da velhice e do processo de
envelhecimento.

Referências

Santos, C.G. et. al. A temática da velhice em pinturas expressionistas. Revista Kairós
Gerontologia. São Paulo. (SP)