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EXMO. SR. DR.

JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS FAMÍLIA E SUCESSÕES


DA COMARCA DE ARAÇATUBA/SP.

_____________________________, brasileiro, divorciado, garçom,


portador da Cédula de Identidade RG nº. ______________SSP/SP, inscrito no
CPF/MF sob o nº. _______________, residente e domiciliado na Rua
________________________________, por sua advogada e bastante procuradora
que esta subscreve (mandato incluso), com escritório na
_______________________________, endereço eletrônico:
_____________________, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com
supedâneo do art. 695, caput c/c art. 300 e segs. da Legislação Adjetiva Civil c/c
art. 1.583, § 2º, do Código Civil, para ajuizar a presente

AÇÃO DE MODIFICAÇÃO DE GUARDA DE MENOR

em face de __________________________________, brasileira, portadora da


Cédula de Identidade RG n°. desconhecido, inscrita no CPF nº desconhecido,
endereço comercial na Rua ________________________________, pelos fatos e
fundamentos a seguir expostos.

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1. PRELIMINARMENTE

1.1) DA JUSTIÇA GRATUITA

O autor não tem condições de arcar com as despesas do


processo, uma vez que são insuficientes seus recursos financeiros para pagar todas
as despesas processuais, inclusive o recolhimento das custas iniciais, motivo pelo
qual, requer a concessão da gratuidade da justiça, nos termos do NCPC, art. 99, §
3º.

1.2) DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO

O autor opta pela realização de audiência conciliatória (NCPC, art.


319, inc. VII), razão qual requer a citação da requerida, por carta (NCPC, art. 247)
para comparecer à audiência designada para essa finalidade (NCPC, art. 334, caput
c/c NCPC, art. 695, caput).

2. DOS FATOS

O autor e a requerida são genitores do menor


_________________________________, menor impúbere, nascido no dia 21 de
maio de 2013, atualmente com 3 (três) de idade, conforme Certidão de Nascimento
em anexo.

Há pouco mais de três meses o menor está residindo com seu


genitor a pedido verbal da própria genitora, ora requerida, que, por demonstrar
dificuldades na criação e educação do filho, solicitou ao autor que buscasse o menor
para morar com ele, o que de pronto não hesitou em fazê-lo.

Desde então o autor vem exercendo a guarda fática do menor,


proporcionando-lhe afeto, carinho, além de todo o apoio moral e educacional que
uma criança precisa, incluindo todas as necessidades básicas do infante como
alimentação, remédios, vestuário e lazer.

Assim, percebe-se que a guarda em tela servirá para regularizar a


situação fática existente, bem como, para proporcionar à criança melhor qualidade de
vida.

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II - DO DIREITO

A guarda é o instituto que visa prestar assistência material, moral e


educacional ao menor, regularizando posse de fato, conforme se prevê nos artigos
28, 33, 237 e 249 da Lei n. 8.069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente.

É certo que o deferimento judicial de guarda visa, precipuamente,


regularizar a situação de fato existente, propiciando melhor atendimento da criança
em todos os aspectos, nos termos do art. 33 da Lei no 8069/90.

No caso presente, o que deve ser levado em consideração,


primordialmente, é o interesse da criança. Assim, como o autor já presta
voluntariamente assistência integral ao infante, exercendo a guarda de fato, uma vez
que a genitora não demonstra interesse pela criação do filho, deferir-lhe a guarda é
medida de rigor.

Assim, respaldado pela legislação que regulamenta o caso em tela e


levando em consideração, ainda, que no momento a genitora da menor não reúne
condições de prover a criação, educação e sustento do filho, requer que a guarda
definitiva do menor _______________________________ seja atribuída ao autor.

IV - DOS PEDIDOS

Diante do acima exposto, requer:

a) A realização de audiência conciliatória (NCPC, art. 319, inc. VII),


razão qual requer a citação da requerida para comparecer à audiência designada
para essa finalidade (NCPC, art. 334, caput), se assim Vossa Excelência entender
pela possibilidade legal de autocomposição;

b) A manifestação do Ministério Público, inclusive para apreciar a


eventual ocorrência de delito penal na espécie (NCPC, art. 178, inc. II e NCPC, art.
698 c/c ECA, art. 202 e ECA, art. 232);

c) Sejam concedidos aos autores os benefícios da assistência


judiciária gratuita, porque pessoas pobres no verdadeiro sentido jurídico dos
termos, não tendo condições de arcar com as despesas processuais e honorárias
advocatícias, nos termos do NCPC, art. 99, § 3º;

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d) Sejam julgados procedentes os pedidos formulados na presente
Ação de Modificação de Guarda, nos termos do quanto pleiteado, para nomear o
autor como guardião do menor, devendo ser designado dia e hora para que firme o
competente compromisso legal, com a consequente expedição do termo; e

e) Por fim, seja a requerida condenada em custas e honorários


advocatícios (NCPC, art. 82, § 2º, NCPC, art. 85 c/c NCPC, art. 322, § 1º), além de
outras eventuais despesas no processo (NCPC, art. 84).

Sejam deferidos todos os meios de provas em direito permitidos,


juntada de novos documentos, inclusive em contraprova, oitiva de testemunhas, cujo
rol apresentará oportunamente e os demais aqui não mencionados, por mais
especiais que sejam desde que se mostrem imperiosos à elucidação do feito.

Dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00 (um mil reais).

Termos em que,
Pede e espera deferimento.

Araçatuba/SP, 30 de junho de 2016.

Luciana de Campos Machado


OAB/SP 265.906

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