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Guia “Máquinas seguras”

MÁQUINA SEGURA EM SEIS PASSOS

Guia “Máquinas seguras” MÁQUINA SEGURA EM SEIS PASSOS

Máquina segura em seis passos ÍNdIcE

Seis passos necessários para proporcionar segurança às máquinas

Leis, diretivas, normas, responsabilidade  §-1 • diretivas Europeias  §-1 • Obrigações do fabricante
Leis, diretivas, normas, responsabilidade
 §-1
• diretivas Europeias
 §-1
• Obrigações do fabricante de máquinas
 §-3
• Normas
 §-7
• Fiscalização, seguros e certificação
 §-12
• Princípios da responsabilidade do produto
 §-13
Apreciação de riscos
 1-1
• O processo de apreciação de riscos
 1-1
• Funcionalidades da máquina
 1-2
• Identificação dos perigos
 1-3
• Estimativa e classificação de riscos
 1-4
• documentação
 1-4
• Apreciação de riscos com Safexpert ®
 1-5
Configuração segura
 2-1
• construção mecânica
 2-2
• conceito de operação e conservação
 2-3
• Equipamento elétrico
 2-4
• Imobilização
 2-9
• compatibilidade Eletromagnética (EMc)
 2-9
• Tecnologia de fluídos
 2-11
• Utilização em áreas com perigo de
explosão
 2-12
c concepção da função de segurança
• criação do conceito de segurança
 3-13
Medidas de proteção técnicas
 3-1
• Seleção dos dispositivos de proteção
 3-19
a
determinação das funções de segurança
 3-2
 3-47
b
determinação do nível de segurança
necessário
 3-9
• Posicionamento ou dimensionamento
dos dispositivos de proteção
• Integração dos dispositivos de proteção
no comando
 3-66
Implementação das funções de segurança
• Visão geral dos produtos Tecnologia
de segurança
 3-81
d Verificação da função de segurança
 3-83
e
Validação de todas as funções de segurança
 3-101
Informação do operador sobre
os riscos residuais
 4-1
documentação com o Safexpert ®
 4-3
Validação total da máquina
 5-1
comercialização da máquina
 6-1
documentação técnica
 6-1
Anexo
• como a SIcK ajuda você
i-1
• Visão geral das normas relevantes
 i-6
• Links úteis
 i-8
Responsabilidade do proprietário
 O-1
• Glossário/Índice
 i-10
• coautores – agradecimentos
 i-15
• Espaço para suas anotações
 i-16
Redução de riscos – o método de 3 passos 2-1

2 GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

cONTEúdO Sobre esse guia Máquinas seguras criam segurança jurídica para o fabricante e o proprietário.

cONTEúdO Sobre esse guia

Máquinas seguras criam segurança jurídica para o fabricante e o proprietário. Os usuários da máquina esperam que só sejam oferecidas máquinas ou equi- pamentos seguros. Esta expectativa existe em todo o mundo. da mesma forma, existem regulamentos em todo o mundo para proteger as pessoas em seu trabalho com máquinas e equipamentos. Esses regulamentos estão regionalmente publica- dos de forma diferente. Porém, existe um amplo acordo sobre o método mostrado na figura ao lado na construção e no reequipamento de máquinas. Na construção de máquinas, o fabricante deve detectar e avaliar todos os possíveis perigos mediante uma apreciação de riscos (usualmente conhecida como avaliação de riscos). de acordo com essa apreciação de riscos, o fabricante de máquinas deve eliminar o risco com medidas construtivas adequadas ou minimizar o mesmo; - se não for possível eliminar o risco com essas medidas ou se o risco residual não for tolerá- vel, o fabricante de máquinas deverá escolher e aplicar dispositivos de proteção adequados e eventualmente informar sobre riscos residuais. Para garantir que as medidas previstas atuem adequadamente, é necessária uma validação total. Essa validação total tanto deve avaliar as medidas construtivas e técnicas, assim como as organizatórias.

dirigimos você em seis passos para proporcionar segurança às máquinas. No lado esquerdo você encontra o procedimento a seguir.

Sobre esse guia

O que contém esse guia? Em suas mãos, encontra-se um guia completo sobre os prin- cípios legais para máquinas e sobre a escolha e a aplicação de dispositivos de proteção. Levando em conta as exigências legais e normas em vigor, apresentamos para você diversas possibilidades para obter-se máquinas seguras, protegendo as pessoas contra acidentes. Os exemplos e as observações são resultado de nossa experiência prática coletada a longo prazo e devem ser interpretados como aplicações típicas. Esse guia descreve as exigências legais para máquinas na comunidade Europeia e sua implementação. As prescrições

legais para máquinas em outras regiões (por exemplo, América do Norte, Ásia) estão descritas em versões próprias desse guia.

A partir desta versão não é possível fazer qualquer tipo de

reivindicação por qualquer justificativa legal uma vez que, no

âmbito das prescrições e normas nacionais e internacionais, cada máquina requer uma solução específica. Geralmente, esse manual fará menção da edição das normas

e das diretivas atuais e publicadas. caso nas novas normas

também seja possível a aplicação da norma precedente por um período de transição, destacamos esse fato nos respectivos capítulos desse guia.

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A quem se destina o guia? Esse guia se destina aos fabricantes, proprietários, construtores, técnicos em geral, assim como a todas as pes- soas responsáveis pela segurança de máquinas. (Por motivos de legibilidade, são utilizados neste guia principalmente as designações masculinas.)

Equipe editorial

as designações masculinas.) Equipe editorial da esquerda para a direita: Matthias Kurrus, Max dietrich,

da esquerda para a direita: Matthias Kurrus, Max dietrich, Hans-Jörg Stubenrau- ch, doris Lilienthal, Harald Schmidt, Rolf Schumacher, Otto Görnemann

As referências para normas adicionais e as ajudas mais detalhadas foram destacadas mediante uma seta azul.

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3

Segurança no processo de trabalho INTROdUçãO

Segurança no processo de trabalho

Os requisitos para a proteção de máquinas vêm sendo alte- rados de forma cada vez mais significativa e rápida devido ao avanço da tecnologia de automação. Antigamente, as proteções no processo de trabalho atuavam normalmente com interferência, por isso elas eram muito frequentemente prescindidas. Graças a técnicas inovadoras foi possível integrar dispositivos de proteção no processo de trabalho. desse modo, as mesmas não são mais um obstáculo para o operador, podendo até mesmo favorecer a produtividade.

Por esse motivo, hoje em dia são indispensáveis dispositivos de proteção confiáveis e integrados no processo de trabalho.

A segurança é uma necessidade básica

A segurança é uma necessidade básica do ser humano.

Estudos mostram que as pessoas que estão expostas a situa-

ções de estresse constante, são mais propensas a distúrbios psicossomáticos. Apesar do ser humano poder lidar a longo prazo com situações extremas, as mesmas podem provocar uma tensão individual elevada.

A partir desses estudos é derivado o seguinte objetivo:

os operadores e o pessoal de manutenção devem poder confiar na segurança de uma máquina!

A segurança é uma tarefa de gerenciamento

Os tomadores de decisão da indústria são responsáveis por seus funcionários, assim como por uma produção econômica

e livre de problemas. É necessário que os gestores realmente traduzam o pensamento de segurança no quotidiano para que os funcionários deem a importância devida a esse tema.

O envolvimento dos funcionários gera aceitação

É de extrema importância incorporar as necessidades dos

operadores e do pessoal de manutenção no planejamento conceitual. Somente um conceito de segurança devidamente adaptado ao processo de trabalho gera a aceitação necessária.

O conhecimento especializado é fundamental

Na maioria das vezes, a segurança das máquinas depende da aplicação correta das diretivas e das normas. Na Europa, as legislações nacionais estão alinhadas umas com as outras por meio de diretivas europeias, tais como, por ex., a diretiva de máquinas.

4 GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

a diretiva de máquinas. 4 GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK No entanto, muitas vezes há uma

No entanto, muitas vezes há uma opinião de que mais

“Segurança” leva a uma menor produtividade – a realidade

é o contrário.

Uma segurança mais elevada leva a uma motivação mais elevada, a uma maior satisfação e, finalmente, a uma maior produtividade.

Para uma melhor sustentabilidade, os especialistas exigem que haja uma ampla “cultura de segurança” na empresa. E não sem razão: afinal, nove em cada dez acidentes resultam de uma conduta humana imprópria.

Esse tipo de diretivas descrevem os requisitos gerais que são detalhados nas normas. Muitas vezes, as normas europeias também são aceitas fora da Europa.

A implementação de todas essas exigências requer uma ampla especialização e experiência.

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LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE Diretivas Europeias

diretivas Europeias

Uma das ideias de base da comunidade Europeia consiste na proteção da saúde de seus cidadãos, tanto na esfera priva- da como na profissional. Outra ideia de base consiste na criação de um mercado harmonizado com a livre circulação de mercadorias. de acordo com o Tratado de Funciona- mento da União Europeia, a comissão da UE e o conselho da União Europeia aprovaram várias diretivas com vista à satisfação simultânea dos objetivos de livre circulação de mercadorias e prote- ção dos cidadãos.

Estas devem ser transpostas pelos Estados-Membros nas leis nacionais. As Diretivas definem, por norma, os obje- tivos e requisitos básicos e devem, sem- pre que possível, manter-se tecnologica- mente neutras. No âmbito da segurança das máquinas e da proteção do trabalho foram aprovadas as seguintes diretivas:

a diretiva de Máquinas, dirigida ao fabricante de máquinas

a diretiva que regulamenta a utiliza- ção dos equipamentos de trabalho, dirigida aos operadores de máquina

diretivas adicionais, tais como, p.ex., as diretivas de baixa tensão, a direti- va EMc, a diretiva ATEX

Fabricante Proprietário Tratado AEU Tratado sobre o funcionamento da União Europeia Art. 114 Art. 153
Fabricante
Proprietário
Tratado AEU
Tratado sobre o funcionamento da União Europeia
Art. 114
Art. 153
Eliminação das barreiras comerciais no mercado
interno da UE
Colaboração dos Estados-Membros
da UE em assuntos sociais
Diretriz-quadro relativa à segurança no trabalho 89/391/UEM
Dir. de baixa
tensão
Dir. de
Dir. de
EMV-RL
máquinas
segurança de
2004/
Diretriz relativa a
locais de trabalho
ATEX
2006/95/CE
2006/42/CE
produtos
108/EG
Diretriz relativa à
utilização de
equipamentos de
trabalho
Dir. operação
89/654/CE
1999/92/CE
2009/104/CE
2001/95/CE
Dir. relativa à utilização
de equipamento de
proteção individual
Dir. relativa à sinalização de
segurança e saúde
92/58/CE
89/655/CE
Lei da
compatibilida-
§
Lei da segurança dos
produtos ProdSG
§
Lei de segurança no trabalho
Decreto de segurança operacional
de
eletromagnéti-
Estatutos de cooperativas profissionais
ca
Regulamentos
Regras
Informações
Mandato da Comissão
da UE.
Instituto de
normalização para a
criação de normas de
segurança no
CEN/CENELEC
Aplicação das normas
Lei de proteção dos trabalhadores (ASchG)
EN sem alterações.
Harmonizadas, se
publicadas no Jornal
Oficial da UE
Decreto geral de proteção dos trabalhadores – AAV
Decreto relativo a equipamentos de trabalho (AM-VO)
Lei federal sobre o trabalho industrial ou comercial
(Lei do trabalho SR 822.11, ArG)
Decretos relativos à lei do trabalho (ArGV)
Decreto relativo à prevenção de acidentes, VUV
A utilização de normas harmonizadas permite supor que
as diretrizes estejam sendo cumpridas.
Pedido conforme os
regulamentos vigentes
Proprietário da máquina
(assume a responsabilidade)
Declaração de conformidade
Marca CE
MÁQUINAS SEGURAS

As diretivas podem ser obtidas gratuitamente, p.ex. em eur-lex.europa.eu

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Neste capítulo … diretiva de Máquinas §-2 diretiva relativa à utilização de equipamentos de trabalho

Neste capítulo …

diretiva de Máquinas

§-2

diretiva relativa à utilização de equipamentos de trabalho

§-3

Obrigações do fabricante de máquinas

§-3

Normas de aplicação mundial

§-7

Normas europeias

§-9

Normas nacionais

§-9

Entidades fiscalizadoras

§-12

Seguros

§-12

Fiscalização do mercado – Entidades

§-12

Princípios da responsabilidade do produto

§-13

Resumo

§-14

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§-1

§

Diretivas Europeias LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE

   

As diretivas e normas europeias são destinadas aos fabricantes ou distribuidores, que comercializam a máquina na comunidade Econômica Europeia.

§

diretiva de Máquinas

 

A

diretiva de Máquinas 2006/42/cE é dirigida ao fabricante

Em 1989, o conselho da Europa aprovou a diretiva que harmoniza as legislações dos Estados Membros relativas a máquinas, conhecida como a diretiva de Máquinas

e

comercializadores das máquinas e dos componentes de

segurança. determina o cumprimento dos requisitos de saúde

e

de segurança para máquinas novas, com o intuito de eliminar

(89/392/cEE).

as barreiras comerciais na Europa, garantindo aos trabalhado- res uma elevada condição de segurança e saúde. destina-se a fabricação de máquinas e a componentes de segurança comercializados individualmente, mas também

Esta diretiva foi implementada em 1995 em todos os Estados Membros da cE.

Em 1998 foram implementadas alterações e consolidações na diretiva de Máquinas 98/37/cE.

a

máquinas e equipamentos usados, provenientes de paí-

Em 2006 foi aprovada uma “diretiva de Máquinas” nova (2006/42/cE), que substituiu a versão anterior e cuja adoção passou a ser obrigatória em 29/12/2009 em todos os Estados-Membros da cE.

ses terceiros, introduzidos pela primeira vez na comunidade Econômica Europeia (p. ex., provenientes dos EUA e do Japão).

3

 

desde 29/12/2009 que é aplicada apenas a diretiva de Máquinas 2006/42/cE!

a

A diretiva de Máquinas foi implementada nos países de língua alemã da seguinte forma:

Alemanha: Nono Regulamento (Regulamento de Máquinas/9. ProdV) para a Lei de Segurança dos Produtos (ProdSG) de 8/11/2011

Suíça: Lei federal sobre a segurança dos produtos (PrSG) de 12 de junho de 2009 e o regulamento sobre a segurança de máquinas (Regulamento de Máquinas) de 2 de abril de 2008

Áustria: Lei federal para proteção contra produtos perigosos (Lei de proteção referente a produtos de 2004 [PSG 2004]) e Regulamento de Segurança de Máquinas 2010

Os Estados Membros não podem se opor, limitar ou impedir

a

comercialização e colocação em funcionamento de máquinas

e

componentes de segurança que estejam conformes com

a diretiva de Máquinas. como tal, não podem ser impostos requisitos mais elevados nas leis, regulamentos e normas

nacionais!

§-2

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LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE Diretivas Europeias

A diretiva que regulamenta a utilização dos equipamentos de trabalho

As obrigações do empregador são regulamentadas pela

diretiva que regulamenta a utilização dos equipamentos de tra- balho. Ela aplica-se à utilização de máquinas e equipamentos no local de trabalho. Essa diretiva tem como objetivo garantir

o cumprimento das prescrições mínimas dos equipamentos

de trabalho, de forma a melhorar a segurança e a saúde dos trabalhadores. cada Estado-Membro pode adicionar os seus próprios requisitos nacionais: por exemplo, verificação dos equipamentos de trabalho, intervalos de serviço ou de manutenção, utilização de equipamento de proteção individual,

configuração do posto de trabalho, etc. Os requisitos da diretiva que regulamenta a utilização dos equipamentos de trabalho

e requisitos nacionais e normas de serviço são, por sua vez, transpostos para a legislação nacional.

são, por sua vez, transpostos para a legislação nacional. § • Alemanha: lei relativa à segurança

§

Alemanha: lei relativa à segurança e a saúde dos trabalhadores (ArbSchGes), Lei de segurança operacional (betrSichV)

Suíça: lei federal sobre o trabalho industrial ou comercial (SR 822.11, ArG)

Áustria: Lei de proteção dos trabalhadores (ASchG)

diretiva relativa à utilização de equipamentos de trabalho 2009/104/cE: eur-lex.europa.eu

Quais as obrigações do fabricante de máquinas?

Configuração segura de máquinas Os fabricantes estão obrigados a construir suas máquinas de modo a cumprir os requisitos essenciais da diretiva de Máqui- nas em termos de segurança e de proteção da saúde. Os fa- bricantes devem considerar a integração de segurança desde

o início do processo de construção. Na prática, isto significa que o fabricante deve realizar uma apreciação de riscos desde

a fase de desenvolvimento da máquina. As medidas resul-

tantes daí podem ser integradas diretamente na fabricação. Os passos 1 a 5 do presente guia descrevem, em detalhes,

o procedimento.

Redação de documentação técnica

O fabricante da máquina deve redigir a documentação técnica

em conformidade com o Anexo VII da diretiva de Máquinas. Esta documentação técnica …

deve conter todos os esquemas, cálculos, protocolos de controle e documentos, relevantes para o cumprimento dos requisitos básicos da diretiva de Máquinas no que diz respeito à proteção da segurança e saúde.

Redação do manual de operação

O fabricante das máquinas é responsável pela redação do ma-

nual de operação, o chamado “Manual de Operação Original” com cada máquina deve ser entregue um manual de operação no idioma oficial do país em que é utilizado o equipamento.

O manual de operação fornecido deve ser o manual de opera-

ção original ou uma tradução do mesmo. Em último caso, deve ser fornecido o manual de operação original. São considerados manuais de operação originais – independentemente do idio- ma, todos os manuais de instrução publicados pelo fabricante da máquina.

deve ser arquivado durante um prazo mínimo de dez anos após a data de fabricação da máquina (ou do tipo da má- quina).

O manual deve ser apresentado ás autoridades sempre que exigido.

Nota: a diretiva de Máquinas por si só não obriga o fabricante a entregar a documentação técnica completa ao comprador (operador) da máquina.

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§-3

Diretivas Europeias LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE

§

3

a

Emissão da declaração de conformidade Quando o fabricante da máquina concluir a construção da mes- ma, deve emitir a declaração de conformidade e a identificação da máquina (identificação CE), atestando, assim, o cumprimen- to dos requisitos legais. Só então é permitido comercializar a máquina no Espaço Econômico Europeu.

Processo padrão: as máquinas não relacionadas no Anexo IV da diretiva de Máquinas estão sujeitas ao pro- cesso padrão. devem ser cumpridos todos os requisitos descritos no capitulo “Requisitos básicos de segurança

e proteção da saúde” do Anexo I. Em seguida, o fabricante

assume a responsabilidade de colocar a marca cE, sem intervenção de qualquer entidade ou autoridade de certifica- ção (“Declaração de Conformidade/certificação própria”). Anteriormente deve compilar toda a documentação técnica, de forma a apresentá-la às autoridades nacionais, quando solicitado.

Procedimento para máquinas relacionadas no Anexo IV: as máquinas com elevado potencial de risco estão sujeitas

a processos especiais. O Anexo IV da diretiva de Máquinas

contém uma lista das máquinas e dos respectivos equipa- mentos de segurança, dos quais fazem parte dispositivos de proteção sem contato, tais como cortinas de luz de segurança e monitores a laser de segurança (scanners). Os requisitos especificados no capitulo “Requisitos básicos de segurança e de proteção da saúde” especificados no Anexo I da diretiva de Máquinas devem ser cumpridos pri- mordialmente. Na eventualidade de existirem normas har- monizadas para as máquinas ou os dispositivos de seguran- ça, que cubram todo o âmbito dos requisitos, a certificação da conformidade pode ser efetuada de uma das três formas descritas em seguida:

Declaração de Conformidade/Certificação Própria

Exame CE de tipo realizado pela entidade de certificação notificada

Aplicação de um sistema de controle de qualidade certificado

§-4

e abrangente

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A diretiva de Máquinas explica a seqüência completa de avalia- ção da conformidade. É feita a distinção entre dois processos de máquinas (“O processo de avaliação da conformidade cE para máquinas e componentes de segurança” §-6)

cE para máquinas e componentes de segurança”  §-6) 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio

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LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE Diretivas Europeias

caso não existam normas harmonizadas para a máquina ou se a máquina ou componentes da mesma não tiverem sido construídos de acordo com as referidas normas harmonizadas, a certificação da conformidade pode ser realizada apenas do seguinte modo:

Exame CE de tipo realizado por entidade de certificação notificada: no exame realizado por uma entidade de certifi- cação notificada, o fabricante deve disponibilizar a máquina e a documentação técnica respectiva, determinando se os requisitos básicos de segurança e de proteção da saúde são cumpridos, através do “exame cE de tipo”. A entidade de certificação notificada verifica a conformidade com a direti- va e emite a certificação de modelo de construção CE, que demonstra os resultados do exame.

Identificação de conformidade CE da máquina Uma vez satisfeitos os requisitos, deve ser aplicada a marca cE na máquina.

Aplicação de um sistema de controle de qualidade certifi- cado e abrangente (QMS): o QMS abrangente deve garantir

a conformidade com os requisitos da diretiva de Máquinas

e ser avaliado por uma entidade de certificação notifica- da. O fabricante é, por norma, responsável pela aplicação eficaz e correta do QMS. Veja ainda o Anexo X da Diretiva de Máquinas.

§

Atenção! A marca cE só pode ser aplicada quando a máquina cumpre todas as diretivas europeias aplicáveis. (só então é permitida a comercialização de um produto na comunidade Econômica Europeia.)

Casos especiais: máquinas incompletas É freqüente a fabricação e fornecimento de “quase-máqui- nas”, módulos de máquinas ou componentes de máquinas, muito próximos da definição de máquina, apesar de não se

As “quase-máquinas” não podem satisfazer todos os requisitos da diretiva de Máquinas. A diretiva de Máquinas regula, como tal, o livre comércio através de processos especiais:

tratarem de máquinas completas nos termos da diretiva de Máquinas. A Diretiva de Máquinas define como “quase-máqui- na” a totalidade dos componentes, que formam quase uma

cabe ao fabricante cumprir todos os requisitos passíveis de cumprimento constantes da diretiva de Máquinas no que diz respeito à segurança e proteção da saúde.

máquina, mas elas próprias, não conseguem desenvolver uma

O

fabricante deve emitir uma declaração de incorporação.

função determinada. Um único robô industrial representa, por

Ela deve descrever quais os requisitos básicos da diretiva

exemplo, uma máquina incompleta. Uma “quase-máquina” destina-se apenas à integração com outras máquinas, em outras “quase-máquinas” ou equipamento ou ser associada

que devem ser aplicados e cumpridos. deve ser redigida do- cumentação técnica idêntica à de uma máquina, que deve ser devidamente armazenada.

aos mesmos, formando em conjunto uma máquina, no pleno

O

fabricante deve, com base no manual de operação, redigir

sentido da diretiva.

instruções de montagem que devem ser entregues com

a “quase-máquina”. O idioma destas instruções de monta-

gem pode ser acordado entre o fabricante e o integrador.

Veja ainda o capítulo “Entidades de Certificação, Seguros e Autoridades” §-12

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§-5

Diretivas Europeias LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE

§

3

a

O procedimento de avaliação da conformidade cE para máquinas e módulos de segurança

A máquina ou o componente de segurança está listado no Anexo IV? Não Sim Há
A máquina ou o componente de segurança está listado no Anexo IV?
Não
Sim
Há a consideração completa de normas harmonizadas?
Sim
Não ou normas não existem
Método padrão
conforme Anexo VIII
Verificação de modelo de
construção da CE conforme Anexo IX
QMS abrangente
conforme Anexo X
Controle interno da produção
Declaração de conformidade conforme Anexo II e marca CE conforme Anexo III (Artigo 16)

compilação: leis e normas

Os fabricantes de máquina devem cumprir, entre outras exigências, a Diretiva de Máquinas:

devem satisfazer os requisitos de segurança e de proteção da saúde básicos constantes da diretiva de Máquinas;

planejar a integração da segurança desde o início do processo de fabricação;

utilizar para a declaração de conformidade os processos básicos ou o procedimento para máquinas do Anexo IV da diretiva de Máquinas;

compilar a documentação técnica da máquina, sobretudo os documentos relevantes para a segurança;

fornecer um manual de operação no idioma oficial do país de aplicação; a versão original também deve ser fornecida;

preencher uma Declaração de Conformidade que identifique a máquina ou o dispositivo de segurança com a marca CE.

Os operadores de máquina devem seguir a Diretiva que regulamenta a utilização dos equipamentos de trabalho:

cumprir os requisitos constantes da diretiva que regulamenta a utilização dos equipamentos de trabalho;

informar-se sobre a existência de requisitos nacionais adicionais (p. ex., a verificação dos equipamentos de trabalho, intervalos de serviço ou manutenção, entre outros.) e, caso existam, devem ser cumpridos.

§-6

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LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE Normas

Normas

O presente guia referencia normas internacionais (ISO-IEc).

No anexo encontra-se um resumo das normas mais relevantes. Este resumo contempla ainda uma comparação das normas internacionais (ISO/IEc) com as normas regionais (EN) ou nacionais, de acordo com a validade regional do Guia.

As normas são acordos celebrados entre as várias associações de interesses (fabricante, consumidor e entidades neutras como as certificadoras e as governamentais). Ao contrário da opinião geral vigente, as normas não são elaboradas e deci- didas pelos governos ou autoridades. As normas descrevem

o estado atual da técnica na data da sua redação. Nos últimos

Organizações e estruturas do processo de normalização a nível mundial

ISO (International Standardization Organization - Organização Internacional de Normalização)

A ISO é uma rede mundial de organizações de

normalização de 157 países. A ISO prepara

e publica normas internacionais, com especial enfoque em tecnologias não elétricas.

com especial enfoque em tecnologias não elétricas. diferentes tipos de normas As normas são classificadas em

diferentes tipos de normas

As normas são classificadas em três tipos distintos:

Normas A (Normas básicas de segurança) contém princípios básicos

e aspectos conceituais gerais, aplicáveis a todas as máquinas.

Normas B

(Grupo de normas de segurança) referem-se a aspectos espe- cíficos de segurança ou a dispositivos de segurança aplicáveis

a uma grande variedade de máquinas. As normas b, por sua vez, estão sub-divididas em:

Normas B1 aplicáveis a aspectos específicos da segurança,

p. ex., segurança elétrica das máquinas, cálculo das distân-

cias de segurança, os requisitos aplicáveis a sistemas de

comando;

Normas b2 aplicáveis a dispositivos de segurança,

p. ex. dispositivos de comando bimanuais, proteções

físicas e as sem contato.

No anexo i, página i-6 e seguintes encontra-se um resumo das normas locais e internacionais relevantes.

100 anos assistimos a uma migração das normas europeias em normas de aplicabilidade mundial. Em função do local de instalação da máquina ou do produto pode ser necessária

a aplicação de diferentes normas. A seleção correta das nor-

mas aplicáveis é uma ferramenta auxiliar para o fabricante de

máquinas atender de forma completa as disposições legais.

IEC (International Electrotechnical Commission - Comissão Eletrotécnica Internacional)

A comissão Eletrotécnica Internacional

(IEc) é uma organização global que elabora

e publica normas internacionais aplicáveis

a todo o setor eletrotécnico (p.ex. eletrônica, telecomunicações, compatibilidade eletromag- nética, produção energética) e tecnologias relacionadas.

nética, produção energética) e tecnologias relacionadas. Normas C As normas c contemplam todos os requisitos de

Normas C As normas c contemplam todos os requisitos de segurança aplicáveis a máquinas específicas ou a um determinado tipo de máquina. Se existir uma norma deste tipo, a mesma prevalece sobre as normas A ou b. Mesmo assim, uma norma c pode citar uma norma b ou uma norma A. Em todas as circunstân- cias, é essencial cumprir os requisitos mencionados na diretiva de Máquinas.

Atualmente estão sendo revisadas muitas normas A, b

e c importantes. Haverá, consequentemente, uma nume-

ração nova das normas EN-ISO. Existem, todavia, prazos

de transição. como tal, a aplicação efetiva de uma norma atualmente em fase de revisão vai ocorrer apenas daqui

a cinco ou mesmo seis anos.

§

Há uma listagem das normas importantes no Anexo, mais precisamente no capitulo “Resumo das normas mais relevantes” i-6

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§-7

§

3

a

Normas LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE

Resumo dos dispositivos de proteção e respectivas normas Equipamento de máquinas Concepção, avaliação e
Resumo dos dispositivos
de proteção e respectivas normas
Equipamento de máquinas
Concepção,
avaliação e redução de riscos segura
EN ISO 12100
Elétrico
Hidráulico
Pneumático
EN 60204 = IEC
EN ISO 4413
EN ISO 4414
Dispositivos de proteção de corte
EN 953 ▸ ISO 14120
Distâncias de segurança
Prevenção de esmagamentos
Prevenção de arranque inesperado
EN ISO 13857
Dispositivos de proteção sem corte
EN 349
ISO 13854
Distâncias mínimas
EN 1037
ISO 14118
Comando seg.
EN ISO 13855
EN ISO 13849-1/-2
Fixos
Móveis
Função de aproximação
Estacionários
Não estacionários
Grades, barreiras,
desmontáveis
somente com
Portas, portões,
abas e barreiras,
que são acionadas
Sem contato
(ESPE)
EN 61496-1 ≈ IEC
ferramentas
Sensível à pressão
(PSPE)
EN 1760-x
▸ ISO 13856-x
Acionamento
por duas mãos
EN 574
ISO 13851
Parada de
Dispositivo de
confirmação
emergência 1)
EN ISO
Parada de
13850
emergência
-1/Esteiras de
-2/AOPD
acionamento
-2/Réguas de
Dispositivos de travamento
EN 1088 ▸ ISO 14119
-3/AOPDDR
acionamento
-3/Batentes de
-4/VBPD
segurança
NORMA TIPO C ESPECÍFICA DE MÁQUINAS, p. ex.: EN ISO 10218-2 Sistemas robóticos
1)
A parada de emergência é uma medida de segurança, mas não um equipamento de proteção!
Normas tipo A
A
norma EN está sendo revisada atualmente e deverá ser publicada como norma EN ISO.
A
Normas tipo B
AOPD
AOPDDR
norma EN será revisada futuramente e deverá ser publicada como norma EN ISO.
active opto-electronic protective device
active opto-electronic protective device responsive to diffuse reflection
Normas tipo C
VBPD
vision based protective device

§-8

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8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE Normas

Organizações e estruturas do processo de normalização a nível mundial

CEN (Comité Européen de Normalisation/ Europäisches Komitee für Normung - Comité Europeu de Normalização) O cEN é um grupo de organizações de normali- zação dos Estados Membros da UE, dos países da EFTA e dos futuros Estados Membros da UE. O cEN é responsável pela elaboração das normas europeias (EN) dos setores não elétri- cos. Para evitar que estas normas represen- tem entraves comerciais, o cEN trabalha em estreita colaboração com a ISO. O cEN deter- mina, através de um processo de votação, se as normas ISO serão aprovadas, publicando-as sob a forma de normas europeias.

aprovadas, publicando-as sob a forma de normas europeias. Organizações e estruturas do processo de normalização em

Organizações e estruturas do processo de normalização em nível nacional

Regra-geral, cada Estado-Membro da UE tem a sua própria organização de normalização, como a dIN, ON, bSI, AFNOR. Estas redigem e publicam normas nacionais conformes com as indicações legais dos respectivos Estados Membros. com o in- tuito de garantir, de modo harmonizado, a segurança e saúde na comunidade Europeia e a eliminação de barreiras comer- ciais, as normas europeias são adotadas pelas organizações de normalização nacionais.

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

CENELEC (Comité Européen de

Normalisation Electrotechnique/Euro- päisches Komitee für elektrotechnische Normung - Comitê Europeu de Normali- zação do Setor Eletrotécnico)

O cENELEc é a instituição compará-

vel ao cEN no setor de eletrotécnica, redigindo e publicando as normas europeias (EN) do setor. À semelhança do que sucede entre o cEN e a ISO,

o cENELEc assume cada vez mais as

dimensões de normas IEc com a res-

pectiva numeração.

as dimensões de normas IEc com a res- pectiva numeração. Na correlação entre normas internacionais e

Na correlação entre normas internacionais e normas europeias, aplicam-se os seguintes princípios:

caso existam normas nacionais comparáveis à normas europeias existentes, estas devem ser revogadas.

caso não existam normas europeias aplicáveis a determina- dos aspectos ou máquinas, podem ser aplicadas as normas nacionais existentes.

Uma organização de normalização nacional apenas pode definir uma norma nacional nova se a sua intenção estiver devidamente notificada e não existir qualquer interesse a nível europeu (no cEN ou cENELEc).

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§-9

§

§

3

a

Normas LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE

Normas europeias que visam a segurança de máquinas

com intuito de realizar uma implementação harmonizada dos

objetivos e requisitos assertivos das diretivas europeias, as nor- mas técnicas devem descrever e comprovar, detalhadamente, estes requisitos. São consideradas normas harmonizadas as normas que espe- cificam os requisitos das diretrizes europeias de tal modo que

o cumprimento das normas pressupõe a conformidade com as

diretrizes europeias.

A versão da norma é indicada através de diferentes abreviações:

uma norma com o prefixo “EN” é reconhecida e aplicável em todos os Estados Membros da UE.

Uma norma com o prefixo “prEN” é uma norma em processo de estudo.

Um documento que contém adicionalmente o prefixo “TS” é uma especificação técnica e deve ser considerada um pro- jeto de norma europeia. Existem como cLc/TS ou cEN/TS.

Um documento que contenha o prefixo adicional “TR” é um relatório sobre o estado da técnica.

Procedimento de criação de uma norma europeia harmonizada:

1. A comissão da UE, na qualidade de órgão executivo da UE, atribui uma autorização ao cEN ou cENELEc de elaboração de uma norma europeia, concretizando os requisitos da diretiva.

2. Esta elaboração é realizada em fóruns internacionais, nos quais são definidas as especificações necessárias para satis- fação dos principais requisitos de segurança da(s) diretiva(s).

3. Assim que a norma for aprovada por votação, é publicada em Jornal Oficial da UE. Adicionalmente, a norma deve ser publi- cada pelo menos em um dos Estados Membros (p. ex. como norma dIN EN). Assim entra em vigor como norma europeia.

Uma norma europeia harmonizada serve de referência e substitui todas as normas nacionais relativas à mesma temática.

A

conformidade com as normas harmonizadas aplicáveis fundamenta o pressuposto que uma máquina ou um dispositivo

de segurança assim atende aos requisitos de segurança e de proteção da saúde, conforme as disposições das diretivas

(p.ex. da diretiva de Máquinas) (presunção de conformidade).

Visão geral da normalização: www.normapme.com

Lista das normas com presunção de conformidade, constantes em ec.europa.eu

A

diretiva de Máquinas não exige a aplicação das normas, independentemente do fato de serem ou não harmonizadas.

A aplicação de normas harmonizadas fundamenta, contudo, a chamada “presunção de conformidade”, que afirma que

a

máquina assim cumpre os requisitos da diretiva de Máquinas.

Quando existe uma norma c para um determinado tipo de máquina, esta tem prioridade sobre todas as normas restantes

e b e sobre todas as indicações do presente guia. Neste caso, apenas cumprir a norma c já fundamenta a presunção de conformidade, dessa forma satisfazendo a diretiva de Máquinas.

A

§-10

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LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE Resumo

Resumo: normas

As normas técnicas concretizam os objetivos da diretiva europeia.

A aplicação de normas harmonizadas fundamenta a chamada “presunção de conformidade”, o pressuposto que a máquina cumpre os requisitos da Diretiva. Isto significa que, ao selecionar e aplicar as normas corretas para a máquina ou o equipa- mento, pode-se assumir o pressuposto que são cumpridos os requisitos legais. Existem casos pontuais em que as obriga- ções do fabricante podem ir além do teor das normas, quando, por exemplo, uma norma não corresponde mais ao estado da técnica.

Existem normas A (normas básicas de segurança), normas b (grupo de normas de segurança) e normas c (normas que visam a segurança de máquinas). Quando existe uma norma c, esta tem prioridade sobre uma norma A ou b.

8016609/2015-07-07

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§-11

§

Responsabilidade Pelo Produto LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE

§

3

a

Entidades fiscalizadoras, seguros e autoridades

Entidades fiscalizadoras

Entidade fiscalizadora consultora de segurança As empresas que pretendem saber se a sua máquina está con- forme com as diretivas ou normas europeias, podem solicitar o trabalho de consultoria em tecnologia de segurança de uma das entidades fiscalizadoras.

Organizações acreditadas As organizações acreditadas são órgãos de fiscalização que atestam o cumprimento dos processos e critérios de fisca- lização das instituições nacionais acreditadas. Entre estas se incluem, por exemplo, as organizações fiscalizadoras de associações profissionais e seguradoras, que, por regra geral, dispõem de entidades técnicas fiscalizadoras extremamente competentes.

Seguros

Associações profissionais/IFA – Institut für Arbeitsschutz der Deutschen Gesetzlichen Unfallversicherung (Gabinete para Proteção da Segurança no Local de Trabalho Integrada no Regime de Proteção Legal) Na Alemanha, o regime de proteção legal contra acidentes é de responsabilidade das associações profissionais e de outros órgãos. As associações profissionais estão organizadas em associações técnicas, com vista a uma melhor satisfação dos requisitos técnicos específicos das diferentes áreas econômicas.

Fiscalização do mercado – Organizações

Nos Estados-Membro da UE e da EFTA, a proteção do trabalho e a fiscalização do mercado são de competência das autorida- des nacionais.

Na Alemanha, essa função cabe às entidades estatais res- ponsáveis pela proteção do trabalho nos estados federados.

A Áustria tem uma série de Gabinetes de Inspeção de Proteção do Trabalho. Os fabricantes de máquinas podem também dirigir-se a estes últimos, procurando aconselha- mento técnico em questões relacionadas com a segurança de máquinas e de equipamentos.

Organizações notificadas cada Estado Membro da cE está obrigado a nomear organi- zações fiscalizadoras de acordo com a Diretiva de Máquinas, entidades essas que devem cumprir os requisitos mínimos, registrando-as na comissão Europeia em bruxelas. Apenas essas organizações estão autorizadas a efetuar exa- mes CE de tipo e para emitir certificados de exame de tipo para máquinas e dispositivos de segurança referidos no Anexo IV da Diretiva de Máquinas. Nem todas as organizações notificadas podem testar todos os tipos de máquina ou de produto. Muitas organizações são notificadas para atuarem apenas em áreas específicas.

Companhias de seguro Muitas companhias de seguro dispõem de organizações de consultoria, que prestam serviços de consultoria competentes, sobretudo no que diz respeito a eliminar riscos de responsabili- dade civil assumidos devido a desconhecimento ou descumpri- mento de requisitos legais.

Na Suíça esta competência de fiscalização do mercado cabe ao Staatssekretariat für Wirtschaft (SEcO - Secretaria de Estado da Economia). A regulamentação é da competência da Schweizerische Unfallversicherungsanstalt (Suva - Insti- tuto Geral de Seguro de Acidentes), reconhecida pela sua excelência.

No Anexo, do capítulo “Links úteis”, encontra uma lista de endereços importantes i-8.

§-12

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE Responsabilidade Pelo Produto

Princípios da responsabilidade pelo produto

A expressão Responsabilidade pelo

Produto é geralmente utilizada como termo genérico para identifi- car qualquer tipo de responsabilida- de que diga respeito ao fabricante ou comercializador de um produto (incluindo a responsabilidade por defeitos do produto ou danos deles resultantes). contudo, e de acordo com uma avaliação jurídica, existem diferenças significativas em função do tipo de dano ou em função de sua origem. Inicialmente é necessá- rio distinguir entre responsabilidade por defeitos e a responsabilidade do produto no sentido mais amplo. Sobre responsabilidade por defeitos (ou direitos de garantia) deve-se entender a responsabilidade em caso de defeito do produto em si. Qualquer reivindicação resultante da responsabilidade por defeitos só pode ser considerada lícita entre parceiros contratuais, não em rela- ção a terceiros.

A responsabilidade do produto no sentido mais amplo pode ser subdividida da seguinte forma:

A Responsabilidade Delitual pelo Produto (regulamentada

na lei alemã pelo § 823.º do código civil alemão).

A Responsabilidade delitual do Produto é acionada quando

se atribui a outro (neste contexto, a um produto fabricado pelo mesmo) um dano deliberado ou negligente. Todos os lesados podem alegar esta disposição caso existam outras condições, incluindo partes não contratuais (os chamados terceiros).

incluindo partes não contratuais (os chamados terceiros). • a A é As partes contratuais e terceiros
• a A é
a
A
é

As partes contratuais e terceiros podem invocar

Responsabilidade do Produto de acordo com a lei

respectiva (ProdHaftG).

lei alemã que regulamenta a responsabilidade do produto

baseada em uma diretiva da UE. Há, portanto, uma regu-

lamentação equivalente em todos os países europeus. Além

disso existem regulamentos legais equivalentes em muitos países não europeus. Segue-se uma breve visão geral dos regulamentos aplicáveis no âmbito da lei alemã. Todavia, são apresentados apenas os dados principais e não todos os requisitos prévios ou exceções contempladas.

Pré-requisitos

A responsabilidade do fabricante é regulamentada no § 1.º

da ProdHaftG (Lei que regulamenta a responsabilidade do

produto), da seguinte forma:

“Em caso de morte, lesão física ou detrimento do estado de saúde ou dano material decorrente de um defeito do produ- to, o fabricante do produto está obrigado ao ressarcimento dos danos daí resultantes.”

A lei pressupõe os seguintes requisitos:

Fabricante (§ 4.º da lei alemã que regulamenta

a responsabilidade do produto)

deverá ser responsável pela comercialização do produto.

É ainda considerado fabricante aquele que importa um produto

para o EEE ou comercializa o produto de outro fabricante, importado como produto de marca privada, com marca própria (o chamado "quase-fabricante").

Produto com defeito (§ 3.º da lei alemã que regulamenta

a responsabilidade do produto)

Sempre que um produto não ofereça a segurança necessária legitimamente esperada, considerados todos as circunstâncias.

danos provocados pelo produto com defeito: danos corporais ou à saúde, ou danos materiais (que não no produto propria- mente dito. mas sim em materiais destinados a uso/consumo privado, utilizados essencialmente pelo lesado). Os danos puramente pecuniários não podem ser ressarcidos pela lei que regulamenta a responsabilidade do produto. consideram-se uma exceção apenas os casos em que os danos pecuniários têm como consequência direta um dano corporal ou detrimen- to do estado de saúde, ou um dano material nos termos da lei que regulamenta a responsabilidade do produto (p. ex. custos de tratamento médico, pensão devido a redução da capacida- de de trabalho, etc.). Por contraposição ao ressarcimento por danos sofridos, nos termos dos direitos de garantia ou de responsabilidade por conduta ilícita, a responsabilidade nos termos da lei alemã que regulamenta a responsabilidade do produto não exige que haja negligência. Pode existir, por exemplo, mesmo que cumpridos todos os cuidados exigidos em termos de comercialização (sem que haja negligência grave). Trata-se de uma chamada respon- sabilidade objetiva, fundamentada quando, no âmbito da ativi- dade autorizada, existir um perigo, concretizado posteriormente.

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

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§-13

§

Responsabilidade Pelo Produto LEIS, dIRETIVAS, NORMAS, RESPONSAbILIdAdE

§

3

a

Obrigações do fabricante

É feita a distinção entre vários tipos de defeitos, nos termos da lei que regulamenta a responsabilidade do produto:

Defeitos de construção Esses defeitos são baseados na concepção do produto, ou seja, no projeto técnico ou na seleção dos materiais, e têm repercussões sobre toda a produção.

Defeitos de fabricação Os defeitos de fabricação são os de produção de produtos

individuais ou de lotes de produtos. de acordo com a lei que regulamenta a responsabilidade do produto, o fabricante

é responsável pelos chamados “casos anômalos”.

deve ser dada atenção especial ao cumprimento de todas as disposições legais vinculativas – se o erro se basear (apenas) no seu cumprimento, o fabricante não é responsável pelo mesmo. As normas técnicas (normas europeias – EN – ou normas nacionais como dIN, VdE, etc.) devem ser considera- das, neste contexto, com requisitos mínimos da segurança. As obrigações do fabricante podem ir além do cumprimento

dos requisitos legais ou normas técnicas, quando seriam

dimensão do dano

O dano sofrido pelo lesado deve ser totalmente ressarcido pelo

fabricante. A lei alemã ProdHaftG que regulamenta a respon- sabilidade do produto, inclui apenas um limite para os danos pessoais. É definido um limite máximo de responsabilidade de 85 milhões de Euros. Não é possível definir outros limites

relativamente a terceiros por falta contratual, ou relativamente

à parte contratual, quer em termos de condições comerciais gerais, quer em termos de contratos individuais.

Erros de instrução Estamos na presença de erros de instrução quando, devido

a instruções incorretas acerca do produto (p. ex. as instruções

de operação) ocorrerem riscos. destes fazem parte falta de ad- vertências ou ocultas. O fabricante deve partir do pressuposto de que o usuário dispõe de pouquíssima informação e advertir contra um eventual uso indevido do produto. A lei alemã que regulamenta a responsabilidade do produto obriga o fabricante

a garantir a segurança do produto nos termos do desenvolvi- mento, produção e instrução.

esperadas outras medidas de garantia da segurança do produto. de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal alemão, o simples cumprimento das normas EN não basta para satisfazer as obrigações de comercialização do fabricante acima referidas se o desenvolvimento do produto foi realizado abaixo do exigido nas normas EN ou se o uso do dispositivo puder produzir um perigo não considerado nas normas EN.

O fabricante pode se proteger contratando um seguro de

responsabilidade referente ao produto com uma cobertura

adequada.

Resumo: Responsabilidade do produto

Enquanto fabricante, evite a responsabilidade conforme especificado na lei que regulamenta a responsabilidade do produto (ProdHaftG):

Siga as normas aplicáveis.

Verifique se são necessárias medidas adicionais para garantir a segurança de um produto.

Evite defeitos através de um controle de qualidade rigoroso.

Minimize o risco residual para o fabricante através de um seguro adequado. convém ainda considerar que, não sendo um caso de princípio da inversão do ônus da prova, em caso de dano, cabe ao lesa- do o ônus da prova, demonstrando que um produto defeituoso originou um dano corporal ou material e é a causa da reclama- ção. Esta questão nem sempre é simples, particularmente se há várias causas possíveis para o dano.

§-14

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Processo de apreciação de riscos

Passo 1: Avaliação dos riscos

Ao construir uma máquina devem ser analisados os eventuais riscos e, sempre que possível, ter previstas medidas destinadas para proteger o operador dos perigos existentes. Para ajudar o fabricante de máquinas nesta tarefa, as normas descrevem o processo de apreciação de riscos. Uma apreciação de riscos é uma sequ- ência de passos lógicos que permitem a análise e avaliação de riscos. A máquina deve ser projetada e fabricada levando em consideração os resultados da apre- ciação de riscos.

Sempre que necessário, a apreciação

de riscos é seguida de uma redução de riscos, através da aplicação de medidas de proteção. A aplicação de medidas de proteção não deve constituir um novo risco. A repetição de todo o processo,

a avaliação e redução de riscos, poderá

ser necessária para eliminar eventuais perigos e reduzir, suficientemente, os ris- cos identificados ou futuros. Em muitas normas c, a apreciação de riscos é indi- cada em relação à máquina e próxima

à aplicação. Se não existirem normas

C aplicáveis ou as mesmas forem insufi- cientes, é possível recorrer ás indicações das normas A e b.

concepção, avaliação e redução segura de riscos Norma A: ISO 12100

Processo de apreciação de riscos

Início Funcionalidades da máquina (definição dos limites)  1-2 Identificação dos perigos  1-3
Início
Funcionalidades da máquina (definição dos limites)
1-2
Identificação dos perigos
1-3
Estimativa de riscos
1-4
Avaliação de riscos
1-4
Sim
Risco reduzido
Fim
adequadamente?
Não
Processo de minimização de risco
2-1
Avaliação de riscos conforme ISO 12100

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

Neste capítulo … Processo de apreciação de riscos 1-1 Funcionalidades da máquina 1-2 Identificação

Neste capítulo …

Processo de apreciação de riscos

1-1

Funcionalidades da máquina

1-2

Identificação dos perigos

1-3

Estimativa e avaliação de riscos

1-4

documentação

1-4

Safexpert ®

1-5

Resumo

1-6

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1-1

1

Funcionalidades da máquina REdUçãO dE RIScOS

O processo deve ser cumprido para todos os perigos. O processo deve ser repetido (processo interativo), até que seja eliminado o risco residual, até a um nível aceitável.

Os resultados obtidos na apreciação de riscos e o processo aplicado devem ser devidamente documentados.

1

Funcionalidades da máquina (definição dos limites)

A apreciação de riscos começa com a identificação das funcio- nalidades da máquina. Estas podem ser:

a especificação da máquina (produto fabricado, máximo desempenho de fabricação, materiais previstos)

limites espaciais e local de utilização previsível

vida útil planejada

funcionalidades e modos operacionais pretendidos

falhas de funcionamento e avarias esperadas

pessoas que participam no processo da máquina

produtos relacionados com a máquina

a utilização adequada, e também o comportamento inadver- tido por parte do operador, ou uso indevido previsível (mau uso) da máquina

1-2

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Uso indevido previsível O comportamento aceitável, razoável, inadvertido, do operador ou o uso indevido previsível podem ser, entre outros:

perda de controle do operador sobre a máquina (principal- mente em máquinas manuais ou móveis)

comportamento reflexivo de pessoas em caso de falhas de funcionamento, problemas ou imobilização durante a utiliza- ção da máquina

comportamento indevido provocado por falta de concentra- ção ou falta atenção

comportamento indevido que, na execução de uma tarefa, remete para o “caminho mais fácil”

comportamento pressionado para manter a máquina funcio- nando em qualquer circunstância

comportamento de determinados grupos de pessoas (p.ex. crianças, jovens, pessoas com deficiência)

Falhas de funcionamento e problemas esperados Existe um elevado potencial de perigo decorrente de falhas de funcionamento e de problemas em componentes relevan- tes para as funcionalidades do equipamento (sobretudo do comando). Exemplos:

Inversão do movimento de basculamento (perigo de esmagamento das mãos)

Movimento de um robô fora da área operacional programada

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Identificação dos perigos

Identificação dos perigos

Após a definição do funcionamento da máquina, segue-se o passo mais importante na apreciação de risco da máquina. Este consiste na identificação sistemática dos perigos, das situ- ações de perigo e/ou dos eventos potencialmente perigosos previsíveis

O fabricante de máquinas deve sobretudo levar em consideração os perigos identificados em seguida …

… em todas as fases da vida útil da máquina.

perigos mecânicos

Transporte, armação e instalação

perigos elétricos

colocação em funcionamento

perigos térmicos

Configuração

perigos derivados de ruídos

Funcionamento normal e eliminação de falhas

perigos derivados de oscilações

conservação e limpeza

perigos derivados de irradiação

colocação fora de serviço, desmontagem e descarte

perigos derivados de materiais e substâncias

perigos derivados de negligências ergonômicas fundamentos da construção de máquinas

Perigos derivados de deslizes, tropeçamentos e quedas

Perigos relacionados com as condições de utilização da máquina

perigos derivados da combinação dos perigos acima referidos

1

Exemplos de perigos mecânicos em máquinas/equipamentos

 
cortar Esmagar

cortar

cortar Esmagar

Esmagar

cisalhar Picar

cisalhar

cisalhar Picar

Picar

Arrastar ou prender Arrastar ou prender

Arrastar ou prender

Arrastar ou prender Arrastar ou prender

Arrastar ou prender

Prender/enroscar choque

Prender/enroscar

Prender/enroscar choque

choque

Impacto devido a peças quebradas Impacto devido a aparas projetadas

Impacto devido a peças quebradas

Impacto devido a peças quebradas Impacto devido a aparas projetadas

Impacto devido a aparas projetadas

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

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1-3

Estimativa e avaliação de riscos REdUçãO dE RIScOS

1

Estimativa e avaliação de riscos

Após a identificação dos perigos, deve ser realizada uma estimativa de riscos para cada situação de perigo.

Risco
Risco

Extensão

do dano

para cada situação de perigo. Risco Extensão do dano Probabilidade de ocorrência O risco relacionado com

Probabilidade

de ocorrência

O risco relacionado com a situação de perigo considerada

depende dos seguintes elementos:

dimensão do dano originado pelo perigo (ferimentos leves, ferimentos graves, etc.) e

probabilidade de ocorrência do referido dano. Esta deriva do seguinte:

a

exposição da(s) pessoa/pessoas aos perigos

ocorrência do evento do perigo e

probabilidades técnicas e humanas de evitar ou limitar os danos

Existem disponíveis várias ferramentas para realizar a estimativa de riscos, p. ex. tabelas, gráficos de risco, métodos numéricos, etc. durante o processo de avaliação de riscos, é definido, com base nos resultados da estimativa de riscos, se a aplicação de medidas de proteção é ou não necessária e quando é atingida a redução de risco necessária.

Ferramentas e tabelas: Relatório Técnico – ISO/TR 14121-2

documentação

A documentação para apreciação de riscos deve conter os

processos aplicados e os resultados alcançados, assim como

as seguintes indicações:

Indicações acerca da máquina tais como especificações, limites, utilização adequada, etc.

pressupostos importantes adotados como cargas, resistências, coeficientes de segurança

todos os perigos e situações de perigo identificados

e eventos de perigo considerados

dados utilizados e respectivas fontes e relatos de acidentes

e experiências relacionadas com a minimização de riscos em máquinas equiparáveis

uma descrição das medidas de proteção aplicadas

uma descrição dos objetivos de minimização de riscos alcançados com estas medidas de proteção

riscos residuais ainda associados a esta máquina

todos os documentos criados durante a apreciação de riscos

A diretiva de Máquinas não exige que a documentação de apreciação de riscos seja entregue com a máquina!

1-4

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8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

Apreciação de riscos com o Safexpert ®

REdUçãO dE RIScOS Safexpert ®

com o Safexpert ® REdUçãO dE RIScOS Safexpert ® O processo de apreciação de riscos criado

O processo de apreciação de riscos criado no Safexpert ® ,

um software de gerenciamento cE. O usuário é guiado pelas

indicações legais e normativas. A lista de perigos registra- da, Gerenciamento cE para avaliação estruturada de riscos

e

segurança necessário em medidas técnicas de comando simplificam a realização. Com a ajuda do StandardManager

e dos assistentes de atualização são mantidas atualizadas as

normas necessárias. Os perigos são avaliados individualmente, por zona de perigo e as respectivas fases de vida da máquina.

A avaliação dos perigos individuais resulta em uma seleção otimizada de medidas destinadas à redução dos riscos. No

Safexpert ® é utilizada uma combinação de gráficos de risco

e matrizes (tabela). A avaliação é feita antes (IN) e após (OUT)

a seleção das medidas de proteção (p. ex. dispositivo de prote- ção). O risco é avaliado numa escala de 0 (ausência de risco)

a 10 (risco máximo).

o esquema de avaliação de riscos, assim como o nível de

O Safexpert ® não serve apenas para a apreciação de riscos.

de acordo com a diretiva de Máquinas, com o Safexpert ® ,

todo o processo de conformidade deve ser realizado com eficiência e documentado.

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

eficiência e documentado. 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 1-5
eficiência e documentado. 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 1-5

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1-5

1

1

Resumo REdUçãO dE RIScOS

Resumo: Apreciação de Riscos

Conceitos gerais

Realize uma apreciação de riscos para todos os perigos. Esse processo interativo deve levar em consideração todos os perigos e riscos, até que não restem perigos residuais ou permaneçam somente os riscos residuais em um nível mínimo, aceitável.

Processo de apreciação de riscos

Inicie a apreciação de riscos com a definição das funcionalidades da máquina.

Na apreciação de riscos devem ser levados em consideração especialmente o mau uso previsível e as falhas de funcionamento.

Identifique em seguida os perigos (mecânicos, elétricos, térmicos, etc.) da própria máquina. Considere estes perigos em todas as fases da vida útil da máquina.

Em seguida, avalie os perigos resultantes de riscos identificados. Estes resultam da extensão dos danos e da probabilidade de ocorrência dos danos.

documente os resultados da apreciação de riscos.

1-6

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8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS O método de 3 passos

Passos 2 a 4: Redução de riscos

Quando a avaliação de riscos identifi- ca a necessidade de implementação de medidas destinadas à redução de riscos, é necessário aplicar o métodos de 3 níveis.

O método de 3 passos

Na seleção das medidas, o fabricante de máquinas deve aplicar os seguintes princípios, conforme indicado:

1. Projeto seguro: eliminação ou máxima redução de riscos (integração da segurança nas fases de projeto e de construção da máquina)

2. Medidas de proteção técnicas: imple- mentação das medidas de proteção contra riscos, que não são passíveis de eliminação no projeto 3. Informação para o operador sobre os riscos residuais

Início Redução de riscos graças a um projeto seguro Fim ou próximo risco potencial 
Início
Redução de riscos graças a um
projeto seguro
Fim ou próximo
risco potencial
 2-2
O risco foi
Sim
devidamente
reduzido?
Não
Redução de riscos através de medidas
de proteção
 3-1
Não
Sim
Foram gerados
O risco foi
devidamente
novos riscos
reduzido?
potenciais?
Não
Não
Redução de riscos através de
informação do usuário
 4-1
O risco foi
Sim
Novamente:
devidamente
reduzido?
Processo de
apreciação de riscos
 1-1
Não
 Princípios gerais no processo de redução de riscos: ISO 12100 (Norma A)

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

ISO 12100 (Norma A) 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

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2-1

2

2

Projeto seguro REdUçãO dE RIScOS

Neste capítulo … construção mecânica 2-2 conceito de operação e conservação 2-3 Equipamento

Neste capítulo …

construção mecânica

2-2

conceito de operação e conservação

2-3

Equipamento elétrico

2-4

Imobilização

2-9

compatibilidade

Eletromagnética (EMc)

2-9

Tecnologia de fluídos

2-11

Utilização em áreas com perigo de explosão

2-12

Resumo

2-13

2-2

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Passo 2: Projeto seguro (projeto inerentemente seguro)

O projeto seguro é o primeiro e mais

importante nível do processo de redução de riscos. Os perigos possíveis podem

ser eliminados no projeto. A eficácia de um projeto seguro é, comprovadamente,

a mais elevada.

Os aspectos de um projeto seguro

referem-se à máquina propriamente dita

e a interação entre as pessoas expostas aos riscos e a máquina.

Exemplos:

construção mecânica

conceito de operação e conservação

equipamento elétrico (segurança elétrica, EMc)

conceitos para parada em caso de

emergência

Em qualquer caso, todos os componen-

tes devem ser selecionados, aplicados

e adaptados de modo que, em caso de

falha da máquina, a segurança das pes- soas esteja sempre em primeiro lugar.

É igualmente importante evitar danos

na máquina e nas imediações. Todos os

componentes de construção da máqui- na devem ser especificados de modo

a funcionarem dentro dos valores limite

admissíveis. O projeto deve ser o mais simples possível. As funcionalidades relacionadas com a segurança devem,

o máximo possível, ser separadas das restantes.

equipamento técnico para fluídos

materiais e lubrificantes utilizados

as funcionalidades da máquina

e o processo de produção

construção mecânica

O primeiro objetivo de um projeto deve

ser o de evitar a ocorrência de quaisquer

perigos. Esse objetivo pode ser alcança- do, por exemplo, da seguinte forma:

evitar a existência de arestas vivas, cantos e componentes salientes

evitar locais de esmagamento, locais de corte e de enroscamento

delimitar a energia cinética (massa

e velocidade)

respeitar os princípios ergonômicos

Exemplo: Evitar pontos de cisalhamento Certo Errado Fonte: Neudörfer
Exemplo: Evitar pontos de cisalhamento
Certo
Errado
Fonte: Neudörfer

Exemplo: Evitar pontos de aprisionamento

e A distância e deve ser de ≤ 6 mm! Fonte: Neudörfer O ângulo E
e
e

A distância e deve ser de ≤ 6 mm!

e A distância e deve ser de ≤ 6 mm! Fonte: Neudörfer O ângulo E deve
Fonte: Neudörfer
Fonte: Neudörfer

O ângulo E deve ser de ≥ 90°!

Alfred Neudörfer: Konstruieren sicherheitsgerechter Produkte, Springer-Verlag, berlin u. a., ISbN 978-3-642-33889-2 (5ª edição 2013)

8016609/2015-07-07

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conceito de operação e conservação

A necessidade de exposição a áreas de perigo deve ser a me- nor possível. Esse objetivo pode ser alcançado, por exemplo, por meio de:

uso de estações de carga e descarga

realizar os trabalhos de ajuste e de manutenção a partir do “exterior”

utilizar componentes confiáveis e disponíveis de forma a evi- tar trabalhos de manutenção

conceito de comando claro e inequívoco, por ex. identifica- ção clara dos componentes de comando

REdUçãO dE RIScOS Projeto seguro

Identificação colorida Os botões de comando bem como os sinalizadores e as indica- ções constantes nas telas devem ser identificados por cores. A cada cor corresponde um determinado significado.

Equipamento elétrico de máquinas: IEc 60204-1

Significado geral das cores dos componentes de comando

Cor

Significado

Explicação

branco

   

cinza

Inespecífico

Inicialização de funções

Preto

Verde

Seguro

Acionar durante operação segura ou para estabelecer uma situação normal

Verme-

 

Acionar em caso de estado potencialmente perigoso ou de emergência

lho

Emergência

Azul

disposição

Acionar nos casos que exigem uma intervenção obrigatória

Amarelo

Anormal

Acionar em estado anormal

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Significado geral das cores das luzes indicadoras

Cor

Significado

Explicação

branco

Neutro

Utilizar em caso de dúvida quanto à aplicação de verde, vermelho, azul ou amarelo

 

Estado

 

Verde

normal

Verme-

 

Estado potencialmente perigo- so que exige uma intervenção imediata

lho

Emergência

Azul

Obrigatório

Indicação de um estado que exige uma intervenção obrigatória por parte do operador

Amarelo

Anormal

Estado anormal, estado crítico iminente

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2-3

2

Projeto seguro REdUçãO dE RIScOS

Equipamento elétrico

É necessária a implementação de medidas que excluam even-

tuais perigos elétricos na máquina. É feita a distinção entre dois tipos de perigos:

Perigos resultantes da energia elétrica, ou seja, perigos resultantes do contato físico direto e indireto

Perigos decorrentes de situações originadas por erros de comando

Nos subcapítulos seguintes, encontram-se dados importantes para a concepção do equipamento elétrico.

Equipamento elétrico de máquinas: IEc 60204-1

2

conexão à rede elétrica

A conexão da rede de alimentação é a interface entre o equipa- mento elétrico da máquina e a rede de alimentação. Na cone-

xão devem ser respeitadas as determinações de cada equipa- mento elétrico.

Sistema de aterramento

O sistema de aterramento caracteriza não só o tipo de

conexão do secundário do transformador com a terra, como também o tipo de aterramento da estrutura do equipamento

elétrico. Existem três sistemas de aterramento padronizados

internacionalmente:

Sistema TN

Sistema TT

Sistema IT

O

aterramento é uma conexão elétrica condutora com a terra.

É

feita uma distinção entre dois aterramentos de proteção:

o

PE, destinado à segurança elétrica, e o aterramento funcio-

nal FE, destinado a outros fins. O sistema de condutores de proteção é composto pelos eletrodos de aterramento, cabos de conexão e os respectivos terminais. Todas as carcaças dos equipamentos elétricos na rede de alimentação devem estar conectadas a um sistema de condutores de proteção para ha- ver compensação de potencial. Os meios de compensação de potencial são fundamentais para a proteção em caso de falha.

2-4

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Uma rede de alimentação estável é particularmente importante em aplicações relativas a segurança. O sistema de alimenta- ção deve ser capaz de suprir breves falhas de rede.

L1 L2 L3 N PE Fusíveis Identificação dos fios Conexão do condutor de proteção Carcaça
L1
L2
L3
N
PE
Fusíveis
Identificação dos fios
Conexão do condutor
de proteção
Carcaça
Barra de compensação de
potencial
Dispositivo
de desconexão
de compensação de potencial Dispositivo de desconexão 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

Sistema TN O sistema TN representa a forma de rede mais convencional dos sistemas de baixa tensão. No sistema TN, o ponto neutro do transformador está ligado diretamente à terra (terra funcio- nal); a estrutura do equipamento é ligada ao ponto neutro do transformador através do condutor de proteção (PE). dependendo da seção transversal, os condutores PE e N são dispostos como condutores comuns (sistema TN-c) ou como dois condutores independentes (sistema TN-S).

Sistema TT Em um sistema TT, o ponto neutro do transformador é aterrado como em um sistema TN. O condutor de proteção conectado no invólucro condutor do equipamento não é conectado ao ponto neutro, mas sim aterrado separadamente. O chassis do equipamento podem também ser aterrados através de um condutor de terra de uso comum. de forma geral, os sistemas TT são utilizados apenas em conjunto com dispositivos de proteção FI. A vantagem do sistema TT consiste na maior confiabilidade mesmo para áreas distantes.

REdUçãO dE RIScOS Projeto seguro

Sistema IT Em um sistema IT, o invólucro com condutibilidade elétrica está aterrado como em um sistema TT, exceto o ponto neutro do transformador. Os sistemas em que a desconexão envolva um determinado perigo e que, consequentemente, não devem ser desconectados na ocorrência de apenas um curto-circuito ou curto-circuito de terra, são concebidos como sistema IT. Os sistemas de IT são recomendados para aplicações em baixa tensão, como, por exemplo, para alimentação de salas de operação e de tratamento intensivo hospitalares.

2

Medidas de proteção: IEc 60364-4-41, com adaptações nacionais distintas

dispositivos de isolação da rede elétrica

cada conexão à rede elétrica, para uma ou mais máquinas, deve estar equipada com um dispositivo de isolação da rede elétrica. deve ser capaz de desconectar o equipamento elétrico da rede de alimentação:

dispositivo de corte em carga para a categoria de utilização Ac-23b ou dc-23b

chave de isolação com contato auxiliar para descarregamento elétrico

disjuntor

combinação de conector/tomada para até 16 A / 3 kW

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

Existem determinados circuitos elétricos como, por exemplo, circuitos elétricos de comando para intertravamentos com bloqueio que não devem ser desligados pelo dispositivo de isolação. Nestes casos devem ser implementadas medidas especiais, com intuito de garantir a segurança dos operadores.

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2-5

Projeto seguro REdUçãO dE RIScOS

dispositivo de desconexão para evitar uma partida inesperada

durante a realização dos trabalhos de manutenção, uma partida da máquina ou a restauração da energia não podem originar um perigo para quem está realizando a manuten- ção. devem ser previstos meios para impedir o chaveamento

acidental e/ou errôneo do dispositivo de isolação da rede. Isso pode ser realizado, por exemplo, através da colocação de um cadeado na manopla de uma chave geral na posição desliga.

Este dispositivo de desconexão não é uma medida de proteção adequada para intervenções curtas em áreas de perigo, com propósitos operacionais.

Proteção contra choque elétrico

2 Classes de proteção A divisão em diferentes categorias de proteção define com que meios é atingida a segurança de falha única. Esta divisão não define, todavia, o grau de proteção.

Classe de proteção I

Classe de proteção I

Todos os aparelhos com um isolação simples (isolamento básico) e uma conexão ao condutor de proteção recaem na classe de proteção I. O condutor de proteção deve ser conectado ao terminal com o símbolo de aterramento ou identificado com PE e apresentar as cores verde-amarelo.

Classe de proteção II

Classe de proteção II

Os equipamentos com a classe de proteção II apre- sentam uma isolação reforçada ou duplicada, sem conexão ao condutor de proteção. Esta medida de proteção é ainda conhecida como proteção de isolação. Não é permitida a conexão de um condutor de proteção.

Classe de proteção III

Classe de proteção III

Os equipamentos na classe de proteção III operam em uma extra-baixa tensão de segurança, não necessitando de uma proteção específica.

2-6

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Extra-baixa tensão de segurança SELV/PELV São admissíveis como extra-baixa tensão de segurança as ten- sões alternadas de até 50 Volt de valor eficaz (Vrms) e tensões contínuas de até 120 Volt. Acima de um valor limite de 75 Volt de tensão contínua devem ainda ser cumpridos outros requisi- tos constantes da diretiva de baixa Tensão. Em caso de utilização em locais geralmente secos, não há ne-

cessidade de prover proteção contra contato físico direto (pro- teção básica), sempre que o valor efetivo da tensão alternada não exceder os 25 Volt ou a tensão contínua regenerativa a de 60 Volt. O modo regenerativo se dá em caso de sobreposição com uma componente de tensão alterna com forma senoidal eficaz de, no máx., 10%.

O circuito de proteção de baixa tensão deve estar bem isolado

dos outros circuitos (linhas de fuga e distâncias de isolamento suficientes, isolamento, conexão de circuitos elétricos com condutor de proteção, etc.).

É feita a distinção entre:

SELV (safety extra-low voltage - tensão extra-baixa de segurança )

PELV (protective extra-low voltage - tensão de proteção extra-baixa)

A tensão de proteção de baixa tensão não pode ser gerada

a partir da rede através de auto-transformadores, divisores de tensão ou resistores em série.

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Projeto seguro

   

ELV (AC < 50 V rms , DC < 120 V)

   

SELV

PELV

Tipo de isolação

Fontes de energia

Fontes de energia com isolação segura, por ex. transformador de isolamento ou fontes de energia equivalentes

circuitos elétricos

circuitos elétricos com isolamento seguro a outros circuitos não-SELV ou não PELV

circuitos elétricos com isolamento básicos entre circuitos SELV e PELV

Relação com aterramento ou condutor de proteção

circuitos elétricos

circuitos elétricos sem aterramento

circuitos elétricos com ou sem aterramento

Invólucro

Os invólucros não podem ser conecta- dos à terra intencionalmente ou ser co- nectados a um condutor de proteção.

Os invólucros devem ser conectados à terra ou ser conectados a um condutor de proteção.

Medidas adicionais

Tensão nominal:

Proteção básica através de isolamento ou de invólucros conforme normas

Ac > 25 V ou

dc > 60 V ou

Equipamento na água

Tensão nominal com ambiente normal seco:

AC ≤ 25 V ou

Não são necessárias medidas adicionais

Proteção básica através de:

isolamento ou invólucros conforme normas

DC ≤ 60 V

 

estrutura e componentes ativos conectados com a barra de aterramento principal

2

classes de proteção: EN 50178

Segurança dos transformadores: série de normas EN 61558

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

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2-7

2

Projeto seguro REdUçãO dE RIScOS

Medidas de proteção/graus de proteção

Os graus de proteção descrevem a proteção de um equipamento contra a penetração de água (não de vapor de água) e com- ponentes estranhos (poeiras). Adicionalmente, descrevem a proteção contra contato direto com componentes condutores de tensão. Esta proteção é sempre necessária, mesmo com

tensões baixas. Todos os componentes sob tensão mesmo após a desconexão, passíveis de contato, devem apresentar grau de proteção mínimo IP 2x; quadros de comando, com um grau de proteção mínimo IP 54.

15° 1º código: 2º código: Proteção contra penetração de corpos estranhos sólidos Proteção contra
15°
1º código:
2º código:
Proteção contra penetração
de corpos estranhos sólidos
Proteção contra penetração de água (não vapor de água nem outros líquidos!)
IP
0
IP
1
IP
2
IP
3
IP
4
IP
5
IP
6
IP
7
IP
8
IP
9K
Nenhuma
Gotejamento de água
Borrifos
Espirros
Jatos
Jatos
Submersão
100 bar,
proteção
de água
de água
de água
de água
16
l/min.,
vertical
diagonal
fortes
temporária
permanente
80
°C
IP 0
IP 00
Nenhuma
proteção
IP 1
IP 10
IP 11
IP 12
Tamanho do
corpo estranho
50 mm Ø
IP 2
IP 20
IP 21
IP 22
IP 23
Tamanho do
corpo estranho
12 mm Ø
IP 3
IP 30
IP 31
IP 32
IP 33
IP 34
Tamanho do
corpo estranho
2,5 mm Ø
IP 4
IP 40
IP 41
IP 42
IP 43
IP 44
Tamanho do
corpo estranho
1 mm Ø
IP 5
IP 50
IP 53
IP 54
IP 55
IP 56
Proteção
contra poeira
IP 6
IP 60
IP 65
IP 66
IP 67
IP 69K
Vedado
contra poeira

Graus de proteção através de invólucro: EN 60529

2-8

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

Imobilização

Além da imobilização condicionada pela operação, deve ser possível imobilizar a máquina em caso de emergência, por motivos relacionados com a segurança.

Requisitos

Todas as máquinas devem estar equipadas com comandos que possibilitem sua imobilização em operação normal.

deverá estar disponível, pelo menos, uma funcionalidade de parada da categoria 0. As funcionalidades de parada categorias 1 e/ou 2 poderão ser necessárias por motivos relacionados com a tecnologia de segurança e os requisitos funcionais da máquina.

Um comando para imobilização da máquina deve sobre- por-se a um comando de colocação em funcionamento. Após imobilização da máquina ou dos componentes que ofereçam perigo, é necessário interromper a alimentação de energia do acionamento.

REdUçãO dE RIScOS Projeto seguro

Categorias de parada Os requisitos em termos de tecnologia de segurança ou fun- cionais das máquinas originam funcionalidades de parada em diferentes categorias. As categorias de parada não devem ser confundidas com as categorias definidas na ISO 13849-1.

Categoria de parada 0

alimentação de energia dos elementos de aciona- mento é desligada (imobilização descontrolada)

A

Categoria de parada 1

A

máquina é colocada em um estado seguro, só

depois é desligada a alimentação de energia aos

 

elementos de acionamento

Categoria de parada 2

A

máquina é colocada em um estado seguro, não

sendo desligada a alimentação de energia aos

 

elementos de acionamento

consultar ainda o capitulo “Parada em caso de emergência” 3-7

2

categorias de parada, ver “Equipamento elétrico de máquinas: IEc 60204-1”

compatibilidade Eletromagnética (EMc)

A diretiva europeia de EMC define a compatibilidade eletromag- nética como “a capacidade de um equipamento ou instalação funcionar adequadamente em seu meio ambiente eletromag- nético, sem originar distúrbios eletromagnéticos intoleráveis para os demais equipamentos no meio circundante”.

A máquina e os componentes utilizados devem ser selecio-

nados e verificados de maneira a resistirem aos distúrbios esperados. Os componentes de segurança estão sujeitos

a requisitos mais rigoroso.

Os distúrbios eletromagnéticos podem ser causados por:

distúrbios elétricos rápidos, transientes (picos)

sobretensões (Surge), por ex. provocadas por influência de raios na rede

campos eletromagnéticos

distúrbios de alta frequência (condutores próximos)

descargas eletrostáticas (ESd)

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

Existem limites de interferências para o setor industrial e o setor habitacional. No setor industrial, os requisitos de sus- cetibilidade são mais elevados, mas também são permitidas emissões de interferência mais elevadas. consequentemente, existem componentes que apesar de satisfazerem os requisitos de emissão de RF do setor industrial, podem originar inter- ferências de RF para o setor habitacional. A tabela seguinte ilustra, a título exemplificativo, as intensidades mínimas dos campos de interferência em diferentes áreas de aplicação. Intensidades mínimas dos campos de interferência típicos na faixa de frequência de 900 a 2000 MHz

Área de aplicação

Intensidade mínima do campo de interferência

Eletrônica de entretenimento

3

V/m

Eletrônica doméstica

3

V/m

Aparelhos de informática

3

V/m

Aparelhos médicos

3 … 30 V/m

Eletrônica industrial

10 V/m

componentes de segurança

10 … 30 V/m

Eletrônica em automóveis

Até 100 V/m

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2-9

Projeto seguro REdUçãO dE RIScOS

Exemplo: distâncias típicas de sistemas de telefonia móvel para diferentes intensidades de campo

Área de aplicação

3 V/m

10 V/m

100 V/m

Observação

Estação dEcT

aprox. 1,5 m

aprox. 0,4 m

≤ 1 cm

Estação de base GSM

celular GSM

aprox. 3 m

aprox. 1 m

≤ 1 cm

Potência de emissão máxima (900 MHz)

Estação de base GSM

aprox. 1,5 m

aprox. 1,5 m

aprox. 1,5 m

com uma potência de emissão de aprox. 10 Watt

2

As seguintes regras básicas de projeto ajudam a evitar problemas de EMc:

compensação de potencial de forma contínua através de conexão condutora entre os componentes da máquina e do equipamento

Separação física do componentes de alimentação (fontes de alimentação, atuadores, conversores)

Não utilizar a blindagem para realizar a compensação de potencial

Exemplo: conexão correta da blindagem

Exemplo: conexão correta da blindagem Correto: manter as blindagens curtas e utilizar toda a área da
Exemplo: conexão correta da blindagem Correto: manter as blindagens curtas e utilizar toda a área da
Exemplo: conexão correta da blindagem Correto: manter as blindagens curtas e utilizar toda a área da

Correto: manter as blindagens curtas e utilizar toda a área da blindagem

Incorreto: as chamadas “pigtails”

2-10

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Manter as blindagens curtas e utilizar toda a sua área

conectar todos os pontos de aterramento funcional (FE)

conectar todos os cabos de comunicação com cuidado. Para transmissão de dados (fieldbus) são frequentemente necessários condutores tipo par trançado.

Exemplo: compensação de potencial
Exemplo: compensação de potencial

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Projeto seguro

Exemplo: separação física 2 Setor de potência Setor de comando Motores, Rede Separação Válvulas atuadores
Exemplo: separação física
2
Setor de potência
Setor de comando
Motores,
Rede
Separação
Válvulas
atuadores
física
solenóides
Transdutores,
sondas, detetores,
cabos dos sensores,
cabos de redes

Normas de EMc: EN 61000-1 a 4

Requisitos de EMc para equipamentos de segurança: IEc 61496-1, IEc 62061

Tecnologia de fluídos

Tecnologia de fluídos é um termo genérico utilizado para todos os processos em que há transmissão de energia através de gases ou substâncias líquidas. É utilizado um termo genérico devido ao fato de as substâncias liquidas e os gases apresen- tarem comportamentos idênticos. A tecnologia de fluidos des- creve os processos e equipamentos de transmissão da força através de fluídos em sistemas de condutores fechados.

Subsistemas Todos os sistemas de tecnologia de fluidos são compostos pelos seguintes subsistemas:

compressão: compressor ou bomba

Preparação: filtro

Bombeamento: tubulações flexíveis e rígidas

comando: válvulas

Acionamento: cilindro A pressão em qualquer sistema de tecnologia de fluídos é defi- nida pelo bombeamento do fluído contra cargas. A medida que aumenta a carga, aumenta também a pressão.

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

A tecnologia de fluídos é aplicada, tecnicamente, em sistemas hidráulicos (transmissão de energia através de óleos hidráu- licos) e em sistemas pneumáticos (transmissão através de ar comprimido). O sistema hidráulico utilizando óleo necessita de um circuito para o fluído (de alimentação e retorno), enquanto que no sistema pneumático, o ar de escape é liberado através do silencioso para o meio ambiente.

Princípios de projeto Todos os componentes de um sistema de tecnologia de fluídos devem ser protegidos contra pressões que excedam a pressão máxima de operação de um subsistema ou a pressão nominal de um componente. Eventuais vazamentos em um componen- te ou na tubulação/mangueiras não podem constituir perigo. Os silenciadores devem ser utilizados para reduzir o nível de ru- ídos provocado pelo ar de escape. A utilização de silenciadores não pode constituir nenhum perigo adicional; os silenciadores não podem originar contrapressões prejudiciais.

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Projeto seguro REdUçãO dE RIScOS

Utilização em áreas com risco de explosão

A proteção contra explosão é uma das áreas mais importantes

em se tratando de segurança. Em caso de explosão, existe pe- rigo para as pessoas, por ex. através de uma irradiação térmica descontrolada, chamas, ondas de choque e da destruição, assim como de produtos de reação prejudiciais e do consumo do oxigênio necessário para a respiração. As explosões e os incêndios não fazem parte das causas mais frequentes de aci- dentes de trabalho. Suas consequências todavia, são inacredi- táveis e frequentes, com elevadas perdas humanas e prejuízos econômicos. Nos locais em que se verifica a produção, o transporte, proces- samento ou armazenamento de poeiras, gases combustíveis ou substâncias líquidas, pode existir um ambiente potencial- 2 mente explosivo, ou seja, uma mistura de combustíveis e oxi- gênio no limiar de explosão. Existindo uma fonte de ignição, haverá a explosão.

Avaliação do escopo das medidas de proteção necessárias Para avaliar as medidas de proteção necessárias, classificar

a atmosfera com perigo de explosão em zonas de acordo com

a probabilidade de ocorrência de um ambiente potencialmente explosivo, consulte a diretiva 1992/92/cE, Anexo I.

100 vol%

Concentração de oxigênio

Vol%

Mistura muito pobre:

Ambientes potencial- mente explosivos

Ambientes potencial-

mente explosivos

Mistura muito rica:

não há autoignição

não há explosão

Limites de explosão

Limites de explosão

Limites de explosão

0 vol%

Concentração da substância inflamável

100 vol%

As indicações que constam na tabela seguinte não se aplicam ao setor mineiro (de superfície, subterrâneo).

Definição de zonas

Para gases

G

Zona 2

Zona 1

Zona 0

Para poeiras

D

Zona 22

Zona 21

Zona 20

Ambientes potencialmente explosivos

Raramente, por breves períodos (< 10/ano)

Ocasionalmente (10 -- 100 h/ano)

Permanentemente, frequentemente, por longos períodos (> 1.000 h/ano)

Medida de segurança

Normal

Alto

Muito elevada

Categoria de equipamento utilizável (ATEX)

 

1

 

II 1G/II 1d

2

II 2G/II 2d

 

3

II 3G/II 3d

   

2-12

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Projeto seguro

Identificação

Os equipamentos devem ser projetados, testados e devidamente identificados para aplicação nestas zonas.

e devidamente identificados para aplicação nestas zonas. II 2G EEx ia IIC T4 Exemplo: identificação de

II

2G

EEx ia

IIC

T4

Exemplo: identificação de um equipamento

Exemplo: identificação de um equipamento conforme a ATEX

conforme a ATEX

classe de temperatura Utilizável com temperaturas de ignição > 135 °c

Grupo de explosão Acetileno, sulfureto de carbono, hidrogênio

Princípio de proteção i = intrinsecamente seguro a = seguro a duas falhas

categoria do equipamento (ATEX) Utilizável na Zona 1

Grupo de equipamentos Utilizável em áreas que não as resistentes a atmosferas potencialmente explosivas

2

Identificação da proteção contra explosão

diretriz ATEX: 1994/9/cE (válida até 19/04/2016), 2014/34/UE (válida a partir de 20/04/2016)

Normas: EN 1127-1, EN 60079-0

Resumo: projeto seguro

Mecânica, elétrica, comando

Mantenha-se fiel ao princípio de não permitir que ocorram perigos.

desenvolva o projeto de modo a minimizar a exposição dos operadores a eventuais áreas de perigo.

Evite perigos diretamente resultantes da corrente elétrica (contato direto ou indireto) ou originados indiretamente a partir de falhas no sistema de comando.

Procedimentos em caso emergência, imobilização

Planeje um comando que permita a imobilização da máquina em operação normal.

Recorra à parada de emergência para interromper um processo potencialmente perigoso ou movimento potencialmente perigoso.

Recorra à parada de emergência caso as fontes de energia que podem constituir perigo necessitem ser isoladas de modo seguro.

EMC

Projete uma máquina de acordo com os requisitos EMC. Os componentes utilizados devem ser selecionados e verificados de modo que …

não causem distúrbios eletromagnéticos que possam afetar outros equipamentos ou sistemas.

eles próprios sejam imunes aos distúrbios esperados.

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

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Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Medidas técnicas de proteção

Passo 3: medidas de proteção técnicas

As medidas de proteção técnicas são realizadas através de

dispositivos de proteção que são par- te de uma função de segurança, por ex., coberturas, portas de proteção, cortinas de luz, comandos bimanuais,

dispositivos de monitoramento e de limitação (quanto a posição, velocida- de, etc.) ou

medidas para a prevenção de emissões.

Nem todos os dispositivos de proteção são incorporados no comando da máqui- na. Exemplo disso é um dispositivo de proteção fixo (grades, coberturas). Com a concepção correta desses dispositivos de proteção são alcançados os requisi- tos de segurança.

Segurança funcional Onde o efeito de uma medida de prote- ção depende da função correta de um comando, utiliza-se o termo segurança funcional. Para a realização da seguran- ça funcional é preciso definir as funções de segurança, o nível de segurança necessário e, depois, implementar e verificar as mesmas com os compo- nentes corretos.

Validação

A validação de todas as medidas de pro-

teção técnicas garante que as funções

de segurança atuam de modo confiável.

O projeto de medidas de proteção e de

funções de segurança, assim como a metodologia para sua implementação no comando formam o conteúdo dos próxi- mos capítulos (passos parciais 3a a 3e).

Definição das funções de segurança Início  3-2 determinação do nível de segurança necessário 
Definição das funções de segurança
Início
3-2
determinação do nível de segurança necessário
3-9
desenvolvimento do conceito de segurança
3-13 ff
Seleção dos dispositivos de proteção
3-19 ff
Integração em um comando
3-66 ff
Verificação das funções de segurança
 3-83
Validação de todas as funções de segurança
3-101

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

segurança  3-101 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 3-1

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

3-1

3

3

a

3

a

Medidas técnicas de proteção REdUçãO dE RIScOS

Neste capítulo … Acesso permanentemente evitado 3-2 Acesso temporariamente evitado 3-2 Retenção de

Neste capítulo …

Acesso permanentemente evitado

3-2

Acesso temporariamente evitado

3-2

Retenção de partículas, substâncias, radiações

3-3

Inicialização de parada

3-3

Prevenção de partida inesperada

3-4

Prevenção de partida

3-4

combinação: inicialização de parada e prevenção de partida

3-4

Permissão da passagem de materiais

3-5

Monitoramento dos parâmetros da máquina

3-5

Remoção manual e temporariamente limitada das funções de segurança

3-6

combinação e troca de funções de segurança

3-6

Parada de emergência

3-7

Indicações e alarmes relevantes para a segurança

3-7

Outras funções

3-8

Resumo

3-8

3-2

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

Passo 3a: determinação das funções de segurança

As funções de segurança definem como os riscos são reduzidos por medidas de proteção. Para cada perigo que não foi possível eliminar no projeto, deve ser definida respectivamente uma função de segurança. As funções de segurança

devem ser definidas de forma precisa para que se obtenha a segurança neces- sária com os custos adequados. A partir da definição das funções de segurança definem-se o tipo e a quantidade neces- sária dos componentes.

Exemplos para a definição das funções de segurança: relatório BGIA 2/2008, “Segurança funcional de comandos da máquina”

Acesso permanentemente evitado

O acesso a um local de perigo é evitado

por meio de coberturas mecânicas, bar- reiras ou obstáculos, os denominados dispositivos de proteção mecânica.

Exemplos:

Prevenção do acesso direto a pontos de perigo por meio de coberturas

dispositivos de proteção distancia- dores (por ex. túneis) que previnem

o acesso a pontos de perigo e possibi- litam a passagem de materiais ou de mercadorias (ver figura)

Prevenção do acesso a zonas de perigo por meio de dispositivos de proteção separadores

Acesso temporariamente evitado

O acesso a uma zona de perigo é im-

pedido durante o tempo necessário até

a máquina se encontrar em um estado seguro.

Exemplos:

Mediante solicitação, é iniciada uma parada da máquina. Quando

a máquina alcançar o estado seguro,

o bloqueio ao acesso por meio do dispositivo de segurança com travamento é liberado.

meio do dispositivo de segurança com travamento é liberado. 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio
meio do dispositivo de segurança com travamento é liberado. 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Medidas técnicas de proteção

Retenção de partículas, substâncias, radiações

Quando existir nas máquinas a possibilidade de ejeção de par- tículas sólidas ou se puderem ocorrer radiações, é preciso usar dispositivos de proteção mecânicos (dispositivos de proteção separadores) para evitar os perigos ocorrentes.

Exemplos:

cobertura de segurança com janela de inspeção em uma fresadora para proteção contra limalhas e partes ejetadas das peças em trabalho (ver figura)

Grade que consegue reter um braço do robô

Inicialização de parada

Uma função de parada relacionada com a segurança coloca a máquina no estado seguro mediante solicitação (por ex. apro- ximação de uma pessoa). Para reduzir o tempo de parada, se aplicável, pode-se executar a função de parada em conformida- de com a categoria de parada 1 (IEc 60204-1 2-9). Even- tualmente, são necessárias funções de segurança adicionais para prevenir uma partida inesperada.

Exemplos:

Abertura de uma porta de proteção com dispositivo de intertravamento sem bloqueio

Interrupção dos raios de luz de barreira de luz de segurança de múltiplos feixes (ver figura)

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

feixes (ver figura) 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 3-3
feixes (ver figura) 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 3-3

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

3-3

3

a

Medidas técnicas de proteção REdUçãO dE RIScOS

Prevenção de partida inesperada

Após o desencadeamento da função “Inicialização de parada” ou ligar a máquina,são necessárias ações conscientes para colocar a máquina em funcionamento. Isso inclui o rearme (reset) manual de um dispositivo de proteção para a pre- paração da reinicialização da máquina (consultar também o parágrafo “Uso do rearme (reset) e reinício” 3-65)

Exemplos:

Rearme (reset) de uma cortina de luz (ver figura: botão azul “Reame (Reset)”)

Rearme (reset) do dispositivo de parada de emergência

Reinicialização da máquina quando todos os dispositivos de segurança estão atuados

Prevenção de partida

3 Após a função “Inicialização de parada”, é evitada uma partida ou uma nova colocação em funcionamento por meio de medi- a das técnicas enquanto as pessoas se encontrarem na zona de perigo.

Exemplos:

Sistemas com chave

detecção por uma cortina de luz de segurança disposta na horizontal (ver figura). A função “Inicialização de parada” é executada por meio do campo de proteção vertical da cortina de luz de segurança.

combinação: inicialização de parada e prevenção de partida

com o mesmo dispositivo de proteção de segurança que é ini- cializada a parada, evita-se uma nova partida enquanto houver pessoas ou partes do corpo na zona de perigo.

Exemplos:

Um dispositivo bimanual em locais de trabalho de apenas uma pessoa

Uso de uma cortina de luz, de modo que o acesso ou enros- car não sejam possíveis (proteção de pontos de perigo)

Aplicação de um monitor de segurança a laser (scanner) para proteção de área (ver figura)

a laser (scanner) para proteção de área (ver figura) 3-4 GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 8016609/2015-07-07
a laser (scanner) para proteção de área (ver figura) 3-4 GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 8016609/2015-07-07
a laser (scanner) para proteção de área (ver figura) 3-4 GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 8016609/2015-07-07

3-4

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Medidas técnicas de proteção

Permissão da passagem de materiais

Para transportar materiais para dentro ou para fora das zonas

de perigo, são usadas características específicas dos mate- riais transportados para fins da detecção de materiais ou para

a diferenciação automática entre o material e as pessoas.

Assim, durante o transporte de materiais, o dispositivo de pro- teção não é ativado, porém as pessoas são detectadas.

Exemplos:

Graças a uma seleção e a um posicionamento apropriado de sensores, é detectado o material e é realizada uma anu- lação de tempo limitado da função de segurança (Muting) durante a passagem do material.

cortinas de luz horizontais com algoritmo integrado para a diferenciação de pessoas/material (ver figura)

Mudança do campo de proteção de um monitor de área de segurança a laser (scanner)

de um monitor de área de segurança a laser (scanner)  Para explicações detalhadas, consultar o

Para explicações detalhadas, consultar o parágrafo “Funcionalidades de segurança integráveis nos ESPE” 3-38.

Monitoramento dos parâmetros da máquina

Em determinadas aplicações é necessário monitorar diversos parâmetros da máquina quanto a limites relacionados com

a segurança. Em caso de um valor limite ser excedido, são

inicializadas medidas adequadas (por ex. parada, sinal de alerta).

Exemplos:

Monitoramento da velocidade, da temperatura ou da pressão

Monitoramento da posição (ver figura)

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

posição (ver figura) 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 3-5

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

3-5

3

a

3

a

Medidas técnicas de proteção REdUçãO dE RIScOS

desabilitação manual e por um tempo limitado das funções de segurança

Se, para certas operações como para realizar configurações ou monitoração de processos, for possível um funcionamento da máquina com as funções de proteção desabilitadas, isso só deve ser possível com as seguintes condições observadas:

um seletor de modos de operação com a respectiva posição de funcionamento selecionada

comando automático bloqueado, sem que haja movimentos da máquina devido a uma ativação direta ou indireta de

sensores

não sejam possíveis sequências encadeadas

funções perigosas da máquina possíveis só com o aciona- mento contínuo de dispositivos de comando (por ex. chave de habilitação)

funções perigosas da máquina permitidas apenas sob condições de risco reduzido (por ex. limitação da velocidade, percurso limitado, duração da função)

Exemplos:

deslocamento apenas com chave de habilitação atuada

e velocidade reduzida

combinação ou troca de funções de segurança

Uma máquina pode assumir vários estados ou funcionar em diversos modos de operação. durante esse processo, diferen- tes medidas de segurança podem ser ativadas ou diferentes funções de segurança podem atuar conjuntamente. Através de funções de comando, deve ser assegurado que o nível de segurança necessário seja sempre alcançado. Uma mudança no modo de operação ou a seleção e o ajuste de diferentes medidas de segurança não devem resultar em um estado perigoso.

Exemplos:

Após uma mudança entre o modo de operação de ajuste

e o de operação normal, a máquina deve parar. É necessá- rio um novo comando de partida manual.

Adaptação da área de monitoramento de um scanner a laser à velocidade do veículo (ver figura)

3-6

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

do veículo (ver figura) 3-6 GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso
do veículo (ver figura) 3-6 GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Medidas técnicas de proteção

Parada de emergência

Parada em caso de emergência (parada de emergência) é uma medida de proteção complementar e não um meio primário para a redução de riscos. Em função da apreciação de riscos da máquina, deve ser determinado o nível de segurança neces- sário dessa função. Particularmente, as influências ambien- tais (por ex. vibrações, tipo de acionamento, etc.) devem ser consideradas (consultar também o parágrafo “Procedimentos em caso de emergência” 3-46).

“Procedimentos em caso de emergência”  3-46).  consultar as normas IEc 60204-1 e ISO 13850

consultar as normas IEc 60204-1 e ISO 13850

Indicações e alarmes relevantes para a segurança

As indicações relacionadas com a segurança são medidas para alertar aos usuários sobre perigos iminentes (por ex. veloci- dade excessiva) ou para possíveis riscos residuais. Esse tipo de sinais também pode ser usado para alertar os operadores antes das medidas de proteção serem desencadeadas.

Os dispositivos de alarme devem ser projetados e construí- dos de maneira a serem facilmente verificados.

As informações para os operadores devem prescrever a verificação regular de dispositivos de alarme.

É necessário evitar a saturação sensorial, em especial, em caso de alarmes acústicos.

Exemplos:

dispositivos de intertravamento

dispositivos de alarme de partida

Lâmpadas de Muting

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

• Lâmpadas de Muting 8016609/2015-07-07 Sujeito a alterações sem aviso prévio GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

3-7

3

a

Medidas técnicas de proteção REdUçãO dE RIScOS

Outras funções

Outras funções também podem ser executadas por dispositi- vos de segurança, mesmo quando não forem utilizados para prover proteção de pessoas. Isso não prejudica as próprias funções de segurança.

Exemplos:

Proteção das ferramentas e das máquinas

Modo PSdI (inicialização de ciclo 3-40 ff)

O estado do dispositivo de segurança é também usado para as tarefas de automação (por ex. navegação)

Resumo: definição das funções de segurança

Determine que funções de segurança são necessárias para a redução de riscos:

Acesso permanentemente evitado

Acesso temporariamente evitado

Retenção de partículas, substâncias, radiações

Inicialização de parada

Prevenção de partida

Prevenção de partida inesperada

combinação: inicialização de parada e prevenção de partida

distinção entre seres humanos e materiais

Monitoramento dos parâmetros da máquina

desabilitação manual e por um tempo limitado das funções de segurança

combinação ou troca de funções de segurança

3

a

3-8

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Medidas técnicas de proteção

Passo 3b: determinação do nível de segurança necessário

Regra geral, nas normas c (normas

Se não existir uma norma c para a res-

específicas de máquinas) é predefinido

o

nível de segurança exigido.

pectiva máquina ou se na norma c não existirem especificações a esse respeito,

O

nível de segurança exigido deve ser

o

nível de segurança necessário pode

individualmente determinado para cada função de segurança e se aplica a todos os dispositivos envolvidos, tais como, por ex

o sensor/dispositivo de proteção

a unidade lógica de avaliação

o(s) atuador(es)

ser determinado em conformidade com uma das seguintes normas:

ISO 13849-1

IEc 62061

A aplicação das normas assegura que

os custos para a implementação de segurança sejam razoáveis ao risco

identificado.

A proteção de um operador que está en-

A base para todas as normas são os

seguintes parâmetros vindos da avalia- ção de riscos: a gravidade do possível

ferimento/dano à saúde, a frequência e/ou duração da exposição ao perigo,

carregado de inserir manualmente peças

a

proteção de um operador que traba-

a

possibilidade de prevenção do perigo.

em uma prensa de metal ou de retirar

A

ombinação dos parâmetros determina

as mesmas da prensa, requer conside-

o

nível de segurança necessário.

rações diferentes quando comparadas

Na aplicação dos processos descritos nessas normas para a determinação do

lha em uma máquina em que o risco máximo consiste no aprisionamento de um dedo. Além disso, a mesma máquina pode possuir diversos pontos de perigo com riscos diferentes em diversas fases de vida. Assim, as funções de segurança deverão ser definidas individualmente para cada fase de vida e para cada risco.

nível de segurança, a máquina será con- siderada sem dispositivos de proteção.

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

Neste capítulo … Nível de desempenho requerido (PLr) em conformidade com a norma ISO 13849-1

Neste capítulo …

Nível de desempenho requerido (PLr) em conformidade com a norma ISO 13849-1

3-10

Nível de integridade de segurança (SIL) em conformidade com a norma IEc 62061

3-11

Resumo

3-12

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

3-9

3

b

Baixo riscoAlto

risco

Medidas técnicas de proteção REdUçãO dE RIScOS

Nível de desempenho requerido (PLr) em conformidade com a norma ISO 13849-1

Para a determinação do nível de segurança requerido, essa norma também usa um gráfico de riscos. Para a determinação da magnitude do risco, são usados os parâmetros S, F e P.

O resultado do procedimento é um “nível de desempenho requerido” (PLr: required Performance Level).

Gravidade da lesão S 1 : Leve Frequência e/ou duração do risco potencial F 1
Gravidade da lesão
S 1 :
Leve
Frequência e/ou duração
do risco potencial
F 1 : Raramente/curta duração
F 2 : Frequentemente/
longa duração
Possibilidade de prevenção
do risco potencial ou de
limitação do dano
PLr – Nível de
desempenho necessário
S 2 : Grave
P 1 : Possível
P 2 : Quase impossível
Início
3
b

Gráfico de risco conforme a ISO 13849-1

O nível de desempenho é definido em cinco níveis discretos. Ele depende da estrutura do sistema de comando, da confia- bilidade dos componentes usados, da capacidade de detectar defeitos, assim como da resistência contra falhas provenien- tes de uma causa comum em comandos de múltiplos canais (consultar o parágrafo “Parâmetros relativos à segurança para subsistemas” 3-16). Adicionalmente são exigidas outras medidas para a prevenção de erros de design.

3-10

GUIA MÁQUINAS SEGURAS | SICK

8016609/2015-07-07

Sujeito a alterações sem aviso prévio

REdUçãO dE RIScOS Medidas técnicas de proteção

Nível de integridade de segurança (SIL) em conformidade com a norma IEc 62061

O processo aqui usado é um processo numérico. São avaliadas

a extensão dos danos, a frequência ou o tempo de permanên-

cia na zona de perigo e a possibilidade evitar ou limitar o dano.

Adicionalmente é considerada a probabilidade da ocorrência de um evento que gere perigo. O resultado é o nível de integri- dade de segurança (SIL) requerido.

Efeitos

Extensão dos danos