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As atividades da Câmara Setorial de Agronegócios em 2017 deram continuidade a temas já levantados

anteriormente, como o fortalecimento da agricultura familiar no estado. Também apontaram distorções


na produção leiteira do estado e na forma de taxá-la, que precisaram ser corrigidas com a ação
legislativa.

A Câmara mergulhou na mobilização de instituições e parceiros para a construção de um sistema de


informação que facilitasse o acesso dos diretores das escolas estaduais aos pequenos produtores
rurais. Em torno do desenvolvimento desta plataforma, cuja primeira versão foi apresentada pelo
LabGis, da Uerj, a partir de dados da Emater, se somaram outras instituições como o Proderj e a Faperj,
bem como o programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura.

Os próximos passos serão avaliar a confiabilidade dos dados, qualificar a informação e testar com os
diretores das escolas que características deverão ter esta ferramenta para facilitar a sua utilização.

Outro tema tratado pela Câmara, foi a realização do Censo Agropecuário 2017. A importância do apoio
municípios na realização da pesquisa foi ressaltada como fundamental para o sucesso do projeto,
apresentado ao grupo. A parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na realização de
um evento para mobilizar o estado ara este trabalho resultou no ingresso do instituto como integrante do
Fórum.
O ano de 2017 começou promissor para a Câmara de Cultura, Turismo e Esportes com o debate sobre
a agenda pós-olímpica do Rio de Janeiro. O trabalho culminou com o lançamento do Caderno de
Cultura do Estado do Rio de Janeiro, publicação que conclui a trilogia iniciada pelo grupo, que lançou o
Caderno de Turismo e o Caderno de Esportes.

Logo no início do ano, representantes de secretarias municipais e estaduais de esportes, cultura e


turismo, além de representantes do trade turístico se reuniram para pensar o legado e estabelecer uma
agenda comum. As falas foram convergentes e a constatação foi de que consolidar um calendário de
eventos permanente é um dos principais desafios do estado.

A articulação do meio acadêmico para dar prosseguimento aos estudos sobre o legado olímpico
também foi apresentada. Na ocasião, os organizadores do Fórum Olímpico, realizado um ano após as
Olimpíadas, na Universidade Santa Úrsula, convidaram a secretária-geral do Fórum para mediar um
encontro entre os principais especialistas do assunto e o presidente da AGLO, que sugeriu aos
acadêmicos a se aproximarem do Parque Olímpico e dos projetos previstos para o local.

Nossos membros puderam conhecer também a experiência da Região Serrana de mapear as vocações
esportivas e estabelecer a partir daí um calendário regional de eventos para potencializar o turismo na
região. O documento detalha os espaços esportivos, as entidades e secretarias de esporte, as práticas
esportivas, os eventos, além de dados demográficos dos municípios da região.

O projeto Cidades Criativas, da Secretaria de Estado de Cultura, foi apresentado na Câmara. E, na


ocasião, a secretaria divulgou que Paraty estava concorrendo ao prêmio de cidade criativa, da Unesco,
do qual foi vencedora. Já as ações que alavancaram o turismo na Costa Rica foram apresentadas pela
professora Meylin Alvarado, da Escola de Ciências Geográficas da Universidade Nacional da Costa
Rica (UNA). Em 30 anos, esse pequeno país da América Central transformou o turismo de
contemplação, baseado apenas nas belezas locais, em turismo de experiência, que exalta o estilo de
vida local, a cultura e suas comunidades.
O estado do Rio de Janeiro produz 17 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 83% destes resíduos são
gerados pela população da Região Metropolitana. Porém, apenas 3% (60 mil toneladas/ano) têm como
destino a reciclagem. Os dados constam no diagnóstico e metas do Plano Estadual de Resíduos
Sólidos. O PERS/RJ faz parte das ações do estado no planejamento de políticas públicas capazes de
potencializar a gestão dos resíduos sólidos.

Na busca de respostas, reunimos especialistas em tributação e recicladores para pensar formas de


estímulo à atividade. Dentre as sugestões apresentadas estão o aprimoramento da legislação com a
concessão de crédito presumido e a redução da base de cálculo do ICMS para produtos que tenham um
selo verde.

Desde 2010, a responsabilidade pela coleta e a destinação adequada do lixo recolhido passou a ser dos
municípios. Porém, a crise econômica tem agravado o problema e a ameaça é de retorno dos lixões.
Uma das saídas pode estar no acordo setorial de embalagens, assinado em 2016, e que prevê que as
empresas possam fazer convênios com as prefeituras para estabelecer programas de educação
ambiental e a correta destinação dos resíduos. A reunião que tratou do tema contou com a participação
de gestores municipais, da indústria e também de movimentos de catadores.

No segundo semestre, a etiquetagem como uma medida a ser perseguida pelos gestores na redução de
gastos e as ações para aumentar eficiência energética nos prédios públicos reuniu os membros das
Câmaras Setoriais de Desenvolvimento Sustentável e de Energia. O Programa Brasileiro de
Etiquetagem (PBE), as boas práticas locais, como o caso do Planetário da Gávea (prédio público com a
classificação A – mais eficiente), e os desafios na implementação dessas medidas estiveram em pauta.

Também conhecemos a Rede de Edifícios Públicos Sustentáveis do Estado (RedeSustent), projeto


lançado pela Secretaria de Fazenda e Planejamento.
Diante da crise que o estado do Rio passa, a Câmara Setorial de Energia focou sua estratégia em 2017
na busca de propostas concretas que pudessem contribuir para uma melhor eficiência energética dos
prédios públicos. Em torno deste desafio, de evidenciar os gargalos a serem superados e apontar
caminhos visando à melhoria do desempenho energético nas instalações públicas, o grupo reuniu
especialistas para apresentar o que está ocorrendo no Brasil.

Durante as reuniões foram apresentadas experiências de outros estados e municípios na


implementação do uso racional de energia, por meio de uma metodologia desenvolvida pelo Instituto
Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), além de um estudo sobre o mercado de eficiência
energética em edificações no Rio de Janeiro, elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o
Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

O Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), as boas práticas locais, como o caso do Planetário da
Gávea (prédio público com a classificação A – mais eficiente), e os desafios na implementação dessas
medidas estiveram em pauta. Nesta caminhada, o grupo também conheceu a iniciativa do governo da
rede de edifícios sustentáveis e articulou formas de construir uma agenda conjunta entre o grupo e os
gestores.

Na agenda de trabalho 2017, também foram apresentadas as propostas da Firjan para melhorar a
qualidade da energia elétrica no estado, especialmente no fornecimento de energia para os
consumidores industriais. O objetivo foi debater a prestação do serviço de fornecimento de energia no
estado e seu impacto na competitividade de diversos setores da economia.
No ano de 2017, a Câmara Setorial de Formação Profissional e Educação Tecnológica foi pautada pelo
acompanhamento da agenda de reformas do Governo federal e os debates em torno da Base Nacional
Comum Curricular e da Reforma do Ensino Médio.

A Base Nacional Curricular define o que os alunos da educação básica devem aprender em cada etapa
escolar e tem previsão de chegar às salas de aulas das redes públicas e privadas em 2019. A partir da
homologação da nova base pelo MEC, os estados e municípios terão dois anos para planejar e
implementar seus próprios currículos. Para debater os rumos da educação no estado, o grupo, em
parceria com a Comissão Permanente de Educação da Alerj, presidida pelo deputado Comte
Bittencourt, realizou o evento “Que Base Nacional Curricular Comum queremos?”. O tema também foi
abordado no Programa de TV do Fórum, o Rio em Foco, veiculado na TV Alerj.

A reforma do ensino médio, sancionada pelo governo federal, também permeou as discussões da
Câmara. Durante os encontros, os membros levantaram a necessidade de aprofundar o debate no
âmbito estadual, já que a reforma prevê uma mudança na estrutura do sistema atual do ensino médio. O
grupo também trabalhou a ideia de consolidar uma visão das instituições sobre o que o estado pensa a
respeito da Reforma e como isso pode impactar e melhorar a qualidade do que é ensinado aos
estudantes. O próximo passo será organizar em 2018 um evento para abordar a educação no Rio de
Janeiro de forma estratégica, integrando todos os níveis: infantil, fundamental, médio e superior.
Construir propostas para enfrentar a burocracia no estado foi tema constante da Câmara de Gestão e
Políticas Públicas no ano de 2017. A busca pela eficiência na administração pública, com impacto na
melhoria do ambiente de negócios fluminense pautou as reuniões do grupo, em que foram detalhadas
as propostas e avanços conquistados pelo Comitê de Desburocratização do Estado.

Segundo dados apresentados pela Junta Comercial do Estado do Rio (Jucerja), 80% dos pedidos
avaliados pelo órgão são concedidos em até 48 horas. Nos encontros, também foram abordadas a
modernização do sistema da Jucerja, que entre outras coisas permite que o registro seja feito de
qualquer lugar do mundo, por meio do certificado digital, e o fim do protocolo em papel.

Outra ação anunciada foi a integração da Vigilância Sanitária Estadual ao Sistema Regin (Sistema de
Registro Integrado) assim como o Corpo de Bombeiros. O passo seguinte foi a inclusão do Instituto do
Meio Ambiente (Inea).

As ações para lidar com a mudança do perfil demográfico no país foi outro tema que movimentou a
Câmara de Gestão e Políticas Públicas. O envelhecimento da população brasileira exige que governo,
sociedade e os setores da economia estejam adaptados a esta nova realidade, que traz junto com ela
desafios socioeconômicos e oportunidades.

O evento “Longevidade e a vida nas cidades” debateu como os municípios podem se preparar para
essa mudança e quais são as propostas que podem trazer melhorias efetivas na qualidade de vida dos
idosos, especialmente nas questões relativas ao desenvolvimento sustentável das cidades. O tema
também foi abordado no programa do Fórum na TV Alerj, o Rio em Foco.
Com foco no futuro do investimento público, o grupo Câmara Setorial de Infraestrutura e Logística
colocou em pauta o diagnóstico sobre o potencial de municípios fluminenses para abrigar as PPPs,
priorizando obras de curto prazo e de impacto social, e os 126 projetos que podem ser executados entre
seis meses e um ano, segundo a Firjan, dos quais 33 são de âmbito estadual e o restante de
competência dos municípios em nove setores, com potencial de movimentar R$40 bilhões e criar 100
mil empregos.

A renovação de concessões de rodovias e ferrovias pelo governo federal também foi apontada como
oportunidades para alavancar eficiência logística do estado e foi tema de outro encontro da Câmara. Os
projetos fazem parte da segunda carteira do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) e foram
classificadas pelo subsecretário estadual de transportes, Delmo Pinho, como uma chance para o que o
estado seja contemplado com investimentos melhorando a sua competitividade. Delmo também
apresentou as prioridades do governo para atender as questões logísticas do estado baseadas no Plano
Estratégico de Logística e Cargas do Estado do Rio de Janeiro (PELC) 2045, desenvolvido com apoio
do Banco Mundial.

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro, composta por 21 municípios, é a segunda maior do país,
abrigando 78% da população total do estado e agora possui um Mapa e um Plano Estratégico para
servir de instrumento para a elaboração de políticas públicas. A nova fonte de informações reúne dados
de infraestrutura, transporte, ocupação (identificação e interpretação do uso do solo), áreas de risco
(inundações), entre outros e foi apresentada ao grupo.

O mapa proporciona aos municípios orientações para seus planos diretores e com ele será possível
identificar o que, como e para onde levar os investimentos, seja para solucionar problemas, corrigir ou
evitar gargalos mais à frente. A reunião foi realizada em conjunto com as comissões de Economia,
Trabalho, Saneamento Ambiental, Orçamento e Tributação da Alerj.
Com foco definido em janeiro de trabalhar no aperfeiçoamento e na adaptação da lei de inovação do
estado ao marco legal federal, o grupo da Câmara Setorial de Tecnologia ampliou parcerias com outras
associações e entidades para conhecer os desafios do sistema de inovação estadual, buscar
alternativas, mapear as dificuldades dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e conhecer o estudo
sobre o panorama das incubadoras e aceleradoras do país, publicado pela Ande.

A estratégia de aguardar que a regulamentação da lei federal fosse publicada para então alterar a lei de
inovação estadual em vigor foi abandonada e, no segundo semestre, a Câmara Setorial e o Parque
Tecnológico da UFRJ se aproximaram da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e
Desenvolvimento Social (Sectidis) para conhecer a minuta do anteprojeto de lei feito com base nas
sugestões do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Em parceria com o Fórum, foi aberto um período de análise dessa minuta e uma chamada à
participação nesta construção e as contribuições apresentadas por representantes da UERJ, UENF,
UFRJ, Universidade Cândido Mendes, Firjan, Parque Tecnológico da UFRJ e INTO foram
encaminhadas a Sectidis, que ficou responsável por consolidar e incorporar algumas das sugestões ao
texto que será enviado à ALERJ após análise da Casa Civil.
Este foi um ano muito produtivo para o Grupo de Trabalho do Ecossistema de Negócios Sociais. Logo
no começo do ano, o grupo definiu que nosso foco de trabalho seria conhecer como o mundo estava
legislando e regulamentando os negócios sociais. A palestra "Legislação: como os negócios sociais
estão se desenvolvendo pelo mundo", contou com a participação das pesquisadoras, Silvia Pinheiro, da
Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, e da professora Clarisse Stephan, da UFF.

No segundo encontro sobre o tema, Tania Limeira, pesquisadora e professora da Fundação Getúlio
Vargas, explicou o modelo inglês de legislação para os negócios de impacto social, considerado um dos
mais avançados do mundo. Ela explicou como funciona a parceria entre Estado e empreendedores
sociais na Inglaterra das chamadas de Companhias de Interesse Comunitário (CIC). Por definição são
empresas limitadas, cujos superávits financeiros são prioritariamente reinvestidos no propósito do
negócio ou da comunidade. Com essa designação, podem ter acesso a fundos públicos, auxiliando no
fomento ao setor.

Para conhecer outras normas que impactam no ecossistema de negócios sociais, o grupo convidou um
representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para explicar como funcionava a regulação da
captação de recursos através de plataformas online, de empresas com receita anual de até R$ 10
milhões. A Instrução CVM 588 tem como objetivo simplificar o processo e alavancar a criação de novos
negócios a partir de formas alternativas de investimento e é uma alternativa inovadora para o
crowdfunding de investimento, trazendo segurança jurídica.

Já o Sebrae-RJ lançou em 2016 a iniciativa Rio de Impacto, que tem como objetivo transformar o Rio de
Janeiro em um território propício para iniciar ou desenvolver um negócio de impacto social e ambiental.
São doze instituições reunidas, incluindo o Fórum de Desenvolvimento do Rio, interessadas em
alavancar e buscar soluções para a promoção do empreendedorismo de impacto fluminense. Em nossa
última reunião do ano, foi debatida uma agenda para 2018.