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1. Diferencial de salários compensatório Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados

1. Diferencial de salários compensatório

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

Antes de juntarmos tudo que aprendemos de oferta e demanda por trabalho,

encontrando o equilíbrio de mercado, precisamos falar mais sobre as condições de

trabalho possíveis.

Veja, até agora não havia diferenças entre os diversos tipos de trabalho oferecidos

em uma economia. Como todos os empregos eram iguais, a única coisa que atraia o

trabalhador era o salário, tal como o modelo da aula 03.

Entretanto, no mundo real, os trabalhos oferecidos são diferentes, alguns são sujeitos

a mais riscos do que outros, alguns pagam mais do que outros e por aí vai. Neste

caso, a “utilidade” de nossos trabalhadores não dependeria somente de aspectos

financeiros, mas de aspectos não financeiros ligados à ocupação oferecida.

Assim, o nosso trabalhador irá ponderar se assume ou não um trabalho em função

das “vantagens” e “desvantagens” do emprego. Toda a ideia do nosso modelo se

baseia no fato de que seria possível “compensar” o trabalhador com ganhos

financeiros por um ambiente de trabalho “desagradável”.

Não entendeu? Vamos comparar 2 empregos: minerador de carvão e atendente.

Se os salários destas duas funções fossem iguais, o que você acha que aconteceria?

É óbvio que quase todas as pessoas iriam preferir o trabalho de atendente, afinal esse

trabalho é bem mais seguro e possui um ambiente de trabalho bem mais agradável

do que a mina de carvão. Assim, todas as pessoas, ou quase todas, iriam ser

atendentes, não restando ninguém para trabalhar na mina de carvão.

O nosso estudo de oferta e demanda da aula 00 nos diz o que iria acontecer com a

oferta (O) e demanda (D) no mercado de trabalhadores de mina de carvão.

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Sendo L a quantidade de “trabalho” contratado e w

Sendo L a quantidade de “trabalho” contratado e w o salário.

Ao salário de w0, que é o mesmo salário do mercado de atendentes, a demanda de

empregados será maior do que sua oferta (L3 > L2).

Nós já vimos este filme, certo? Se a demanda é maior do que a oferta, o “bem” (no

caso, trabalhadores para mina de carvão) é “relativamente escasso”, portanto seu

preço (no caso, o salário para os empregados da mina de carvão) irá subir. Esse

“preço” irá subir até que a “escassez” esgote, ou seja, até o ponto em que oferta for

igual à demanda, no ponto (w1, L1). Esse salário de equilíbrio (w0) será superior ao

salário de atendente.

A ideia seria essa, “empregos piores” pagariam mais a fim de poder atrair os

trabalhadores necessários. Neste caso, a função de utilidade dos trabalhadores ()

seria tal que:

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戟 噺 血岫拳┸ 欠嫌喧結潔建剣嫌 券ã剣 結潔剣券ô兼件潔剣嫌岻

Agora prestem atenção! Eu sei qual é a pergunta:

-“Professor, mas isso não costuma acontecer na vida real. Há muitos casos de

empregos com condições ruins que remuneram menos do que empregos com

condições boas!”

Agora que a porca torce o rabo. A hipótese fundamental é:

Agora que a porca torce o rabo. A hipótese fundamental é: A hipótese fundamental para nossas

A hipótese fundamental para nossas conclusões é que

“empregos piores” pagarão mais do que “empregos

bons”, mantidas constantes às características

próprias dos trabalhadores, tal como nível

educacional, experiência, etc.

Ou seja, para empregados com mesmas características pessoais, empregos “piores”

pagarão mais do que “empregos bons”. Assim, não seria possível comparar um

médico com o minerador de carvão, pois eles têm condições educacionais diferentes.

Os trabalhadores devem ser comparáveis.

Mas, voltando à comparação de trabalhadores com características semelhantes, cabe

destaca o conceito de diferencial de salário compensatório (DSC). No nosso

exemplo, o DSC seria a diferença de salários entre os mineradores de carvão e os

atendentes, ou seja, seria o valor necessário para atrair os trabalhadores para o

emprego com condições ruins de trabalho. No gráfico descrito acima:

Entenderam?

経鯨系 噺 拳な 伐 拳ど

Mas, para que nossas conclusões sejam válidas, algumas hipóteses adicionais (além

de estarmos trabalhando com indivíduos comparáveis) são necessárias:

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 1) Os trabalhadores maximizam utilidade e não somente a renda.

Neste caso nossos agentes em estudo não se preocupam só com o salário,mas com

as condições de trabalho.

2) Trabalhador tem informação perfeita sobre as diferenças de condições de

emprego e salário entre os diferentes trabalhos na economia.

Para que o trabalhador possa decidir entre os diferentes trabalhos, temos que supor

que ele tenha informação sobre as diferenças entre os diversos trabalhos.

3) O trabalhador tem perfeita mobilidade entre trabalhos.

Ou seja, estamos desconsiderando a possibilidade de que o trabalhador precise ficar

atrelado a um trabalho por motivos como distância, contrato, etc.

Toda essa discussão nos faz perceber que este DSC tem papel importante no

nível de trabalhadores e empresas, como em nível social.

O DSC é importante para que as empresas com piores condições de trabalho

consigam ter os trabalhadores necessários e manter sua produção. Veja, por mais

que uma mina de carvão trabalhe na melhoria de suas condições, essas nunca serão

tão boas quanto um escritório bem equipado. Assim, caso não existisse essa

diferença, as empresas não conseguiriam produzir este bem.

Isso repercute em nível social também, pois a sociedade precisa de muitos bens que

são produzidos em condições ruins, portanto, o DSC seria um garantidor de que estes

continuariam a ser produzidos.

1.2 Teoria Salarial “hedonística” Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof.

1.2 Teoria Salarial “hedonística”

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Gente, com base no que sabemos de DSC já podemos saber que, mantidas as

condições pessoais do trabalhador constantes, um trabalhador precisará de maiores

taxas salariais para compensá-lo por “piores condições de trabalho”, tal como o risco

de acidentes.

Analisando o caso do nosso minerador de carvão, nós sabemos que este demandará

maiores salários para compensá-lo pelo risco que ele corre na atividade. Ou seja,

para manter a utilidade do trabalhador constante, para um dado aumento de

risco em sua atividade, será preciso pagá-lo mais. Você se lembra o que é isso?

Isso mesmo! É uma espécie de curva de indiferença (CI). Neste caso:

É uma espécie de curva de indiferença (CI) . Neste caso: Prof. Jeronymo Marcondes www.estrategiaconcursos.com.br
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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Veja as CI no gráfico acima. Para que o trabalhador se mantenha em uma mesma CI,

um maior risco de acidentes tem de estar associado a uma maior taxa salarial. No

caso acima, se a taxa de acidentes passar de 20 para 30 acidentes por dia, o

trabalhador precisará aumentar a taxa salarial em R$ 30 (40 10) para que a utilidade

fique constante.

Perceba que CI mais altas estarão associadas a maiores utilidades:

que CI mais altas estarão associadas a maiores utilidades: Veja que a curva U2 apresenta maior

Veja que a curva U2 apresenta maior utilidade do que U1. Neste caso, para uma dada

taxa de acidentes (20), a curva U2 associará este valor a uma taxa salarial de R$ 20

(ponto B) ao invés de R$10, tal como na curva U1 (ponto A).

Neste caso, podemos observar uma coisa: quanto mais inclinado for a CI risco (x)

salários, mais avessa ao risco será pessoa, enquanto que, quanto mais estas forem

planas, mais propenso ao risco será o trabalhador. Veja:

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Perceba que uma dada variação na taxa salarial (5

Perceba que uma dada variação na taxa salarial (5 para 10), a curva mais inclinada

estará associada a uma menor variação do risco aceitável (4) do que a curva mais

plana (10).

Ok! E o empregador?

Longe de querermos esgotar a discussão, como você acha que seria uma curva de

isolucro para o empregador? Ou seja, como seria uma curva que mostraria qual a

relação entre os salários que a empresa oferece e o risco que ela proporciona?

Simples! Maiores taxas salariais terão que estar associadas a maiores riscos. É

assim, eliminar riscos é custoso, então, para uma dada taxa de lucro, para eliminar

riscos será necessário reduzir os salários. Uma isolucro seria uma curva que

mostraria qual seria a combinação de riscos e salários que dariam a mesma taxa de

lucro para uma empresa.

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 -“Mas, professor, se for assim, as isolucros não terão a mesma forma das CI”?

Boa! Mas, por razões que não irão cair no seu concurso, elas terão a “boca virada

para baixo”, tal como se segue:

terão a “boca virada para baixo”, tal como se segue: Veja que uma taxa salarial mais

Veja que uma taxa salarial mais alta tem de estar associada a uma taxa de acidentes

mais alta na isolucro, pois isso demandaria mais gastos por parte da empresa, o que

teria de ser repassado ao trabalhador.

O formato destas curvas dependerá da “facilidade” com a qual o empregador produz

segurança e qualidade de seus postos. Para algumas empresas, a depender de sua

tecnologia e características, será mais “custoso” do que para outras gerar segurança

(tal como a mina de carvão). Como estas irão atrair trabalhadores? Pagando mais!

Agora, se for mais fácil para empresa gerar segurança, esta poderá pagar salários

menores e, ainda assim, atrair a mão de obra necessária.

Algumas empresas irão preferir gerar mais segurança, pagando menores salários,

outras não irão se concentrar no ambiente de trabalho, mas compensarão

financeiramente seus trabalhadores por este descuidado.

Tá bom! Mas qual a conclusão? Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios

Tá bom! Mas qual a conclusão?

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É a seguinte:

Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 É a seguinte: Os trabalhadores irão trabalhar nas empresas quando

Os trabalhadores irão trabalhar nas empresas

quando a sua taxa de troca de riscos por salário for

igual à taxa da empresa na qual ele irá obrar, ou seja,

quando a inclinação de sua CI for igual à inclinação

da isolucro de uma empresa (sendo que esta será a

empresa em que ele irá trabalhar).

Não quero adentrar muito nesta questão, porque há poucas chances disso ser

cobrado, mas perceba uma coisa:

Esta conclusão nos permite dizer que trabalhadores

mais propensos ao risco irão preferir receber mais

e, portanto, trabalharão em empresas com maior

risco. Por outro lado, empregados que tem aversão

ao risco trabalharão em empresas que tem mais

facilidade em produzir segurança, mas que pagam

menos.

facilidade em produzir segurança, mas que pagam menos. Este é um equilíbrio particular do modelo hedonístico

Este é um equilíbrio particular do modelo hedonístico de salários. Vamos falar agora

de questões de equilíbrio de mercado como um todo.

2. Equilíbrio do Mercado de Trabalho Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios

2. Equilíbrio do Mercado de Trabalho

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Eu já expliquei para vocês na aula 00 que o equilíbrio de mercado ocorre quando a

oferta é igual à demanda. Isso se aplica ao mercado de trabalho. O equilíbrio do

mercado de trabalho ocorrerá quando a oferta de trabalho for igual à demanda

por trabalho:

a oferta de trabalho for igual à demanda por trabalho: Quando a oferta é maior do

Quando a oferta é maior do que a demanda por trabalho (ao salário de R$ 50), não

podemos estar no equilíbrio, pois há mais trabalhadores querendo laborar do que as

empresas querem contratar. Neste caso, há um estímulo para redução de salários,

pois o trabalho está relativamente abundante. Conforme o salário se reduz, alguns

empregados desistem de querer trabalhar, mas outros continuam querendo, fazendo

com que o mercado se movimente até o ponto de equilíbrio.

Já no caso em que a demanda é maior do que a oferta (salário de R$ 20), as empresas

querem contratar mais trabalhadores do que os que estão dispostos a trabalhar.

Neste caso, o trabalho é relativamente escasso, havendo estímulo para aumento de

salários. Conforme o salário aumenta, mais trabalhadores irão querer colocar sua

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 mão de obra à disposição das empresas, fazendo com que o mercado se movimente

até o novo ponto de equilíbrio!

Qual o único ponto em que não há estímulos para mudança, coeteris paribus?

Exatamente, o ponto em que o salário é igual a R$ 30 e há 20 empregados

contratados. Este é o equilíbrio da empresa e trabalhador ou equilíbrio

competitivo.

Neste ponto, precisamos discutir um ponto importante: a mobilidade, informação

perfeita e racionalidade dos trabalhadores, ou seja, os pressupostos da teoria

neoclássica de mercado de trabalho. Nós já falamos que a escola neoclássica é a

responsável pela teoria de mercado de trabalho que estamos estudando. Mas, toda

essa teoria se baseia em algumas hipóteses:

1) Os trabalhadores são racionais no sentido de que sempre estarão dispostos a

maximizar sua utilidade;

2) Os trabalhadores têm informação perfeita ou seja, eles conhecem o mercado de

trabalho com a palma da mão e sabem se um emprego remunera mais ou fornece

melhores condições de trabalho que outro;

3) Os empregados têm perfeita mobilidade entre empresas não há contratos

impeditivos, distância, ou qualquer outro fator que influencie em suas decisões além

de salário (nós já vimos que isso não é verdade pela teoria do diferencial de salário

compensatório, mas, por hora, assumiremos que as condições de trabalho em todas

as empresas são iguais).

Essas hipóteses garantem o funcionamento de mercado que nossa teoria está

prevendo.

Este equilíbrio de mercado competitivo é tido pela teoria como eficiente, pois

maximiza os ganhos de troca.

-“Não entendi”!

Então, vamos ao gráfico: Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof.

Então, vamos ao gráfico:

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Olha pessoal, eu usei linhas vermelhas para facilitar a

Olha pessoal, eu usei linhas vermelhas para facilitar a visualização, mas elas só

servem para ligar os pontos, ok?

O equilíbrio ocorre quando a oferta é igual à demanda, portanto, a contratação de

trabalhadores está ocorrendo no ponto em que o salário é de R$ 20 e há 20

empregados contratados.

Quando a empresa contrata 10 unidades de “trabalho”, ela ainda está “lucrando”, pois

há um excedente de produtor aí. Veja, no ponto H, o valor do produto marginal desta

quantidade de mão de obra é maior do que o salário que a empresa está pagando,

gerando um excedente para a empresa. Essa conclusão também é verdade no ponto

X, significando que a contratação de 11 unidades de L gerará um excedente para o

produtor.

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Assim, como nós sabemos da aula 02 que, mantidos os outros fatores de produção

constantes (algo semelhante ao curto prazo), a empresa irá contratar até o ponto em

que:

惨珊残伺司 纂伺 皿司伺纂四嗣伺 捌珊司賛餐仔珊残 噺 使 ゲ 皿捌賛鯖 噺 始

Neste ponto há uma maximização do excedente do produtor, que, no equilíbrio de

mercado sem interferências, é dado pela área A, acima descrita. Existe

correspondência entre este conceito e o conceito de lucro, mas não vamos adentrar

nisso para sua prova.

Entenderam o que é o excedente do produtor? É a diferença entre o que ele está

“ganhando” com a produção de uma determinada quantidade de bens finais e o que

ele está “pagando” para produzi-las.

Olhe no gráfico. No ponto H, a empresa estaria disposta a pagar R$ 40 pela 10ª

unidade de trabalho, mas só está pagando o salário de mercado, que é de R$ 20.

Portanto, há um excedente de produção neste ponto, que é dado pelo trapézio

marcado pela linha vermelha. Este excedente ocorrerá para todas as contratações

cujo custo (leia-se, salário de mercado) seja inferior ao valor de seu produto marginal.

Assim, até o equilíbrio, onde o custo é igual ao ganho, será gerado um excedente

dado pelo triângulo A, que representa a soma dos ganhos obtidos com cada

unidade produzida.

E o trabalhador?

Nós sabemos da aula 03, que o trabalhador irá ofertar trabalho até o ponto em que:

参捌傘 噺

線察

線鯖

山捌賛鯖 山捌賛察

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Ou seja, até o ponto em que o custo de trocar lazer por trabalho seja igual à taxa de

salário. Isso determina a curva de oferta do trabalhador, tal como explicamos na aula

03.

Veja o gráfico:

tal como explicamos na aula 03. Veja o gráfico: Perceba que na contratação de 5 unidades

Perceba que na contratação de 5 unidades de “trabalho”, há um excedente dos

trabalhadores, já que esta unidade de trabalho aceitaria ser remunerada por menos

(R$ 7), mas o mercado oferece R$ 20, gerando um excedente dos trabalhadores.

O mesmo vale para a 7ª unidade de trabalho (recebe R$ 20, mas aceitaria trabalhar

por R$ 10). Isso será verdade até a contratação da vigésima unidade de trabalho,

cuja remuneração desejada será aquela oferecida pelo mercado, maximizando o

excedente do trabalhador.

O excedente dos trabalhadores no equilíbrio de mercado, tal como no caso do

excedente dos produtores, será a soma dos excedentes obtidos por cada unidade de

trabalho ofertada. A soma total será igual ao triângulo B.

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Este equilíbrio também é eficiente e maximiza os ganhos

Este equilíbrio também é eficiente e maximiza os ganhos de troca.

Daí surge a pergunta: o salário que todas as empresas do mercado irão pagar para

um determinado tipo de mão de obra (a depender do modelo podem ser categorias

de formação, idade, ou tudo junto) será o mesmo? Vamos entender!

idade, ou tudo junto) será o mesmo? Vamos entender! O que acontece se duas empresas, com

O que acontece se duas empresas, com condições de

trabalho idênticas, oferecerem salários diferentes? Simples! Os trabalhadores

migrarão para aquela que paga mais! Ponto! A ideia de mobilidade e

racionalidade é essa, os trabalhadores se movimentarão entre os diversos

trabalhos até encontrar aquele que paga melhor, coeteris paribus.

Então? Qual sua conclusão?

-“Em um mercado competitivo, o salário de equilíbrio para uma determinada categoria

de mão de obra será igual em todas as empresas”!

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Isso! Vamos voltar ao nosso exemplo de duas empresas e supor que a empresa 1

oferece um salário menor do que 2 (w3 < w0) no equilíbrio:

um salário menor do que 2 ( w3 < w0) no equilíbrio: Prof. Jeronymo Marcondes www.estrategiaconcursos.com.br
um salário menor do que 2 ( w3 < w0) no equilíbrio: Prof. Jeronymo Marcondes www.estrategiaconcursos.com.br
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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Entenderam? A saída de trabalhadores da empresa 1 fez o seu salário subir,

enquanto que a excessiva quantidade de trabalhadores querendo trabalhar em 2 fez

seu salário cair. Até que ponto isso ocorrerá? Até que os dois salários sejam iguais!

Teste para o caso inverso! Você vai ver que haverá uma tendência de equalização

dos salários. Claro que estamos assumindo todos aqueles pressupostos que

falamos acima, inclusive que os trabalhadores são todos iguais!

Economia é assim mesmo, há uma excessiva simplificação da realidade para

serem criados modelos. Isso se baseia na “teoria do mapa”. Isso é, se a teoria

levasse em conta TODOS aspectos da realidade, o modelo seria tão complexo

que seria mais viável olhar a própria realidade. Mas, relaxem e guardem os

conceitos.

Até aqui, estamos tratando do equilíbrio de uma empresa e trabalhadores operando

em mercado competitivo.

uma empresa e trabalhadores operando em mercado competitivo. Um mercado competitivo é aquele no qual todos

Um mercado competitivo é aquele no qual

todos os compradores e vendedores do bem

negociado são muito pequenos com relação

ao tamanho do mercado, não tendo poder de

influenciar o preço dos bens negociados,

sendo, portanto, tomadores de preço.

Nós já discutimos isso na aula 00. Pense no caso de um mercadão! Neste mercado

os vendedores e compradores têm muito pouca, ou nenhuma, influência no preço dos

produtos vendidos. Se alguém vender acima do preço comum, não venderá nada. E

se vender abaixo, terá todo o mercado, o que seria irracional, pois alguém já o teria

feito antes e abocanhado toda clientela.

Neste caso, a demanda de mercado pelo produto das empresas em um mercado

competitivo seria da seguinte forma:

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Veja que ao preço de mercado ( P* )

Veja que ao preço de mercado (P*) uma empresa pode vender o quanto quiser (ou

puder). Isso deriva do fato de que ela é uma parte muito pequena do mercado como

um todo. Essa seria a curva de demanda de mercado com a qual as empresas

em um mercado competitivo se defrontam.

Essa conclusão vale também para um mercado de fatores competitivo, sendo que as

empresas seriam pequenas demais para influenciar o salário de mercado, podendo

contratar quantos empregados que quisessem ao salário de mercado. Desse modo,

a oferta de trabalho para essas empresas seriam:

Desse modo, a oferta de trabalho para essas empresas seriam: Prof. Jeronymo Marcondes www.estrategiaconcursos.com.br
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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Ou seja, devido ao fato de as empresas serem pequenas demais com relação ao

tamanho do mercado de trabalho, elas não teriam capacidade de influenciar o salário

de mercado, podendo contratar a mão de obra que desejassem ao salário (w*).

Vocês estão entendendo que esta curva de oferta agregada de mão de obra em um

mercado competitivo de fatores é o somatório de todas as ofertas de trabalhadores

individuais? As curvas de ofertas de trabalhadores são daquele jeito que mostramos

na aula 03, positivamente inclinadas. Mas, neste caso, há infinitos trabalhadores

ofertando mão de obra para infinitas empresas, de forma que o formato deste

mercado como um todo ganhe a forma de um “mercadão”.

O mesmo vale para a demanda de mercado pelo produto final de uma empresa em

mercado competitivo, que seria o somatório de todas as demandas dos consumidores

considerados individualmente.

E como seria uma empresa que não se comportasse dessa forma?

3. Mercados Não Competitivos

Até agora falamos do equilíbrio de mercado competitivo, mas muitas coisas podem

perturbar o equilíbrio e impedir a eficiência. Vários casos serão discutidos ao longo

do curso, mas, agora iremos tratar dos casos do Monopólio e do Monopsônio.

3.1 Monopólio

-“O que é um monopólio, professor”?

Monopólio é o caso de “um único vendedor de um bem”! Ou seja, só há uma empresa

que fornece um determinado bem final, a empresa monopolista. Já ouviram falar dos

processos anti-monopólio que são feitos contra a Microsoft? Então, a ideia é que a

Microsoft fornece um “bem único”, que não pode ser diretamente substituído por

outros, gerando um monopólio.

Mas como isso afeta o mercado de trabalho?

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Nós vimos que, no mercado competitivo, uma empresa pode vender o quanto quiser

ao preço de mercado. No caso do monopólio não é assim. O monopólio não só é uma

grande parte do mercado, mas sua totalidade! Assim, ele se submete a um caso

clássico de demanda, a saber:

ele se submete a um caso clássico de demanda, a saber: Ou seja, para que o

Ou seja, para que o monopólio venda mais de seus produtos, ele deve reduzir o preço

do seu produto. As pessoas só irão consumir mais dos produtos do monopólio se este

reduzir o preço, um caso clássico de demanda por produto. Neste caso, ele é um

fixador de preços, pois ao definir a quantidade produzida ele acaba por determinar

o preço do produto.

Matematicamente falando, o preço do produto não é mais constante, mas é uma

função da quantidade produzida pelo monopolista:

鶏 噺 血岫芸岻

Ou seja, a quantidade que ele produzir irá influenciar o preço. A título de exemplo,

uma função demanda dos produtos do monopolista poderia ser:

鶏 噺 にどど 伐 など芸

Viram, neste caso, quanto maior a quantidade produzida, menor será o preço que ele

pode cobrar.

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Neste caso, o empregador não mais poderá se basear naquele nosso mantra que

define a demanda por trabalho de uma empresa competitiva:

撃鶏警訣詣 噺 喧 ゲ 鶏警訣詣 噺 拳

Ou seja, que o valor do produto marginal do trabalho (VPMgL) será igual ao preço do

produto (constante, no mercado competitivo) multiplicado pelo produto marginal do

trabalho. Isso porque, no monopólio, o preço não é mais constante para qualquer

quantidade produzida.

não é mais constante para qualquer quantidade produzida. O Monopolista tem de reduzir o preço de

O Monopolista tem de reduzir o preço de seu

produto para conseguir vender uma quantidade

maior deste no mercado.

Neste caso, o “mantra” do monopólio será diferente:

皿三捌賛鯖 噺 三捌賛 ゲ 皿捌賛鯖 噺 始

Sendo RMg a receita marginal e PRMgL o produto da receita marginal. A demanda

por trabalho no monopólio será realizada até o ponto em que o produto da receita

marginal for igual ao salário de mercado, no caso de um mercado de fatores

competitivo.

de mercado, no caso de um mercado de fatores competitivo. Receita Marginal é a variação da

Receita Marginal é a variação da receita total em

decorrência do aumento da quantidade produzida em uma unidade adicional.

O

produto da receita marginal é o correspondente do valor do produto marginal para

o

monopólio e que é obtido pela multiplicação da receita marginal pelo produto

marginal do trabalho.

Vocês entenderam? A receita adicional que o monopólio obterá pela venda de seu

último produto, coeteris paribus, é a Receita Marginal e esta não é sempre igual ao

preço de mercado, que independe da quantidade vendida, pois o produtor terá de

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 reduzir o preço de seu produto se quiser aumentar a sua participação no mercado.

Neste caso, é fácil ver que a Receita Marginal é decrescente!

E como é a Receita Marginal? Ela não é o acréscimo de receita decorrente da venda

de uma unidade adicional de produto? Então, no caso do mercado competitivo, ela

é:

迎警訣 噺 喧 茅

que isso está te dizendo? Está te falando que, quando uma empresa competitiva

O

produz uma unidade adicional, ela poderá obter o preço de mercado (p*) com sua

venda, independentemente da quantidade já produzida.

E o monopolista? Neste caso:

迎警訣 噺 血岫芸岻

Ou seja, a receita marginal será função da quantidade produzida. Isso porque, quanto

mais o monopolista produzir, menor o preço que ele poderá obter por cada unidade

produzida.

E como podemos calcular a RMg?

Simples! Pela derivada da função que expressa a Receita Total! Isso é meio que

óbvio, pois nós vimos que a receita marginal é a variação na receita total decorrente

da produção de uma unidade adicional de um bem final. Então a derivada da Receita

Total com relação à quantidade produzida é o quanto variará a receita total quando a

quantidade produzida variar em uma unidade. Veja que os conceitos são iguais!

A receita total pode ser obtida pela expressão “preço vezes quantidade”. Ambos são

variáveis no monopólio, então você pode escolher em termos de qual você irá

expressar a receita total. Vamos trabalhar com a receita total (迎劇) em função das

quantidades produzidas, o que gera:

迎劇 噺 鶏 ゲ 芸 噺 血岫芸岻 ゲ 芸

No nosso exemplo: Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo

No nosso exemplo:

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

迎劇 噺 鶏 ゲ 芸 噺 にどど芸 伐 など芸ふ

Assim, a receita marginal deste monopólio será:

迎警訣 噺 にどど 伐 にど芸

Perceberam que ela não é constante? E mais, que ela diminui com a quantidade

produzida? Essa é uma característica do Monopólio!

produzida? Essa é uma característica do Monopólio! Eu não vou ficar enchendo a cabeça de vocês

Eu não vou ficar enchendo a cabeça de vocês com teoria

que vocês não usarão! Então, entendam isso: como o monopólio tem de reduzir o

preço de seu produto para desovar seus estoques, ele irá produzir menos que

se atuasse como uma empresa competitiva, coeteris paribus. Portanto, ele não

maximiza os excedentes dos trabalhadores e dos produtores, por

consequência, não maximizando os ganhos de troca.

Viram? Quando o monopolista faz as contas, ele percebe que não valerá a pena

produzir a mesma quantidade que uma empresa competitiva, que pode produzir o

quanto quiser ao preço de mercado, assim, esta produzirá menos!

Agora eu te pergunto: como fica a demanda por trabalho?

A empresa produz menos, portanto ela contratará menos trabalho, mantido tudo

mais constante! Veja o gráfico:

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Sendo L0 < L1. Percebem que o monopólio irá

Sendo L0 < L1.

Percebem que o monopólio irá empregar menos pessoas do que se atuasse como

uma empresa competitiva (L0 < L1), coeteris paribus?

- E o salário, professor?

Então, apesar de o monopólio não ser competitivo no mercado de produtos finais, ele

pode ser um tomador de salários no mercado de trabalho, que é o nosso caso. Assim,

ele pode contratar quanta mão de obra quiser ao salário de mercado (w*).

No nosso estudo iremos tratar, unicamente, do caso em que o monopólio atua em um

mercado de trabalho competitivo.

Obs. Função Lucro

Assim, podemos derivar a função lucro de uma empresa monopolista e da empresa

competitiva. Essa função irá nos dizer qual a quantidade produzida no ponto de

maximização de lucro.

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

O que é lucro? Lucro é igual a receitas menos custos. Nós já vimos como é a

função receita total de uma empresa competitiva e de um monopolista, então, se

conhecermos sua função Custo Total, que nos mostra como o custo varia com a

quantidade produzida, teremos a função lucro.

Vamos supor que estamos no curto prazo, sendo que o único fator de produção que

pode variar é o trabalho!

Como seria a função Custo Total de uma empresa competitiva? Seria uma função

que mostraria o quanto a empresa “gasta” para produzir! No caso da empresa

competitiva, que se defronta com um mercado competitivo de fatores de produção,

seu custo total (CT) seria:

系劇 噺 拳 ゲ 詣

Veja, o custo total será função da quantidade de trabalho que a empresa contrata ()

multiplicada pelo salário de mercado (), que é fixo.

Esta expressão está nos dizendo algo importante: não importa quanto trabalho a

empresa contrate, o salário de mercado será constante e dado por . Essa é a

característica de uma empresa competitiva no mercado de fatores, pequena demais

com relação ao tamanho do mercado para influenciar o salário de mercado, ou seja,

trata-se de uma tomadora de salários.

É exatamente o mesmo caso da empresa tomadora de preços, conforme já

discutimos, só que no mercado de fatores. O que ocorre é uma falta de poder de

mercado para influir no preço que ela irá pagar por uma unidade adicional de trabalho,

assim, não importa quanto trabalho ela contrate, a sua demanda será pequena

demais com relação ao tamanho de mercado para alterar o salário de equilíbrio.

Assim, a função lucro (), que uma empresa competitiva visa maximizar é dada por:

講 噺 喧 ゲ 芸 伐 拳 ゲ 詣

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Essa é a função lucro de uma empresa competitiva, com 使 e constantes,

dados pelo equilíbrio de mercado.

E o monopolista?

A fim de facilitar a análise, já dissemos que vamos trabalhar com o caso em que o

monopolista se defronta com um mercado de fatores competitivo, sendo, portanto,

pequeno demais para influir no salário de mercado. Assim, sua demanda não afetará

o salário de mercado, o que resulta em uma função custo total igual à da empresa

sob concorrência perfeita:

系劇 噺 拳 ゲ 詣

Assim, a função lucro do monopolista () será:

講 噺 鶏 ゲ 芸 伐 拳 ゲ 詣 噺 血岫芸岻 ゲ 芸 伐 拳 ゲ 詣

Bom gente, nem preciso falar para vocês como maximizar esta função, certo?

Exatamente, derivando em função da quantidade produzida e igualando o resultado

a zero, tal como explicamos em aulas anteriores.

Mas, veja, antes de derivar uma função lucro, seja do monopolista ou da empresa em

concorrência perfeita, acabamos por encontrar 2 (duas) funções que a compõe: a

função Receita Total e a função Custo Total. Observe:

講 噺 岫血岫芸岻 ゲ 芸岻 伐 岫拳 ゲ 詣岻 噺

迎劇 伐 系劇

Já sabemos que a derivada da função receita total é a receita marginal. E a derivada

da função custo total? É o Custo Marginal!

E a derivada da função custo total? É o Custo Marginal! Custo Marginal é a variação

Custo Marginal é a variação do Custo total em

decorrência do aumento da quantidade produzida em uma unidade adicional.

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Entenderam o que é o custo marginal? Ao aumentarmos a produção de bens finais

em uma unidade, temos uma variação no custo total incorrido pela empresa, esta

variação é o custo marginal.

E como calculá-lo? Exatamente! É a derivada da função custo total com relação à

quantidade de produto produzida. Por que? Porque nós sabemos que a derivada da

função Custo Total com relação à quantidade produzida vai nos dizer qual é a

variação no custo total para uma variação de uma unidade de produto final!

Vamos derivar a função lucro e ver a repercussão disso. Dada uma função lucro:

講 噺 迎劇 伐 系劇

Se a derivarmos e igualarmos o resultado a zero, visando encontrar o ponto máximo

da função, teremos:

O que leva a:

o ponto máximo da função, teremos: O que leva a: 講 噺 迎警訣 伐 系警訣 噺

講 噺 迎警訣 伐 系警訣 噺 ど

三捌賛 噺 察捌賛

Esse é o dogma da economia como um todo! Toda empresa, repito, toda

empresa, não importa o mercado em que opere, irá produzir até o ponto em que

a receita marginal for igual ao seu custo marginal.

-“Por que isso professor”?

Analise bem, a RMg é o acréscimo de receita total que uma empresa terá em

decorrência da produção de um bem adicional, enquanto que o CMg é o custo

adicional que uma empresa incorrerá em virtude da produção de um bem final

adicional.

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O que ocorre se, em um determinado ponto de produção, a receita marginal for maior

do que o custo marginal? Neste caso, a produção de uma unidade adicional irá gerar

mais receita do que custos, pois a receita marginal decorrente desta unidade

produzida será maior do que seu respectivo custo marginal. Portanto, vale a pena

aumentar a produção e ter este lucro adicional decorrente da produção desta unidade

adicional.

E se em um determinado ponto de produção, a receita marginal for inferior ao custo

marginal? Neste caso, a produção de uma unidade adicional irá gerar mais custos do

que receitas. Portanto, vale a pena reduzir a produção e diminuir os prejuízos que

esta produção em excesso está gerando.

Qual o único ponto em que não dá para melhorar de situação? É isso aí, quando a

receita marginal for igual ao custo marginal. Neste ponto, não haverá como gerar mais

ganhos para a empresa, pois ela estará obtendo o maior lucro possível.

Essa condição para a empresa competitiva, sem fazer qualquer consideração

sobre o mercado de fatores, fica assim:

三捌賛 噺 察捌賛

使 噺 察捌賛

Ou seja, a empresa competitiva tem de ter o seu custo marginal igual ao preço de

mercado.

E o monopolista?

三捌賛 噺 察捌賛

纂岷讃岫晒岻 ゲ 晒峅 噺 察捌賛

Entenderam? A condição de igualdade entre custo marginal e receita marginal vale

sempre e para qualquer mercado! É uma simples questão de racionalidade

econômica. Esta relação irá definir qual a quantidade (ou preço, a depender como

você irá arrumar a equação) que maximiza o lucro da empresa.

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Esta condição de igualdade entre receita marginal e custo marginal serve,

inclusive, para explicar nosso “mantra” que determina a demanda de trabalho

pela empresa competitiva e pelo monopólio.

Veja, qual o custo marginal de contratação de um trabalhador adicional? Ora, esse é

dado por:

系警訣 噺

鶏警訣詣

Pense um pouco. Se o produto marginal de um trabalhador é de 10 unidades de

produto final e o seu salário é de R$ 20, o custo marginal de produção de uma unidade

adicional de produto será de R$ 2 (20 dividido por 10).

E qual a receita marginal decorrente da contratação de um trabalhador adicional? Se

for uma empresa competitiva, será o preço de mercado, enquanto que se for o

monopólio será a receita marginal relativa à produção que ele decidiu produzir.

Assim, no caso da empresa competitiva:

系警訣 噺 迎警訣

系警訣 噺 噺 喧 茅 蝦 使 茅 皿捌賛鯖 噺 始

E no caso do monopólio:

系警訣 噺 迎警訣

系警訣 噺 噺 迎警訣 茅 蝦 三捌賛 ゲ 皿捌賛鯖 噺 始

Viram? O nosso dogma de escolha maximizadora serve para derivar, inclusive, a

quantidade ótima de trabalhadores que será demandada pela empresa.

Ou seja, guarde essa relação, pois ela explica a maior parte das escolhas na

economia.

3.2 Monopsônio Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes

3.2 Monopsônio

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

Nós não falamos do monopólio, único produtor? Agora vamos falar do monopsônio,

único comprador de um bem em um mercado. Neste caso, iremos pressupor que a

empresa é monopsonista no mercado de trabalho e vende seus produtos em um

mercado competitivo. Qual a mudança com relação à nossa análise de mercado

competitivo anterior?

O monopsonista não pode comprar quanto “trabalho” quiser ao salário de mercado.

Por que? Pelo fato de ele ser o único comprador, o mesmo só conseguirá atrair mais

mão de obra com maiores salários.

Imagine um único hospital em uma cidade pequena. Qual a única forma de este

estabelecimento conseguir atrair mais enfermeiros para trabalhar? Logo de cara

alguns enfermeiros irão querer, mas eles não serão o suficiente. Há alguns que

podem atuar na área, mas estão tranquilos em casa, ou estão visando uma nova

carreira como AFT, ou outras possibilidades. Como fazer estas pessoas mudarem de

ideia?

Exatamente: pagando mais! Quando você é o único comprador, você influencia o

preço de mercado e, no caso do mercado de trabalho, ele será um fixador de

salários! A depender de sua demanda, o salário de mercado será diferente. Assim,

a curva de oferta de trabalho de mercado com a qual este mercado se defronta é:

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Ou seja, para conseguir mais mão de obra, o
comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Ou seja, para conseguir mais mão de obra, o

Ou

seja,

para

conseguir

mais

mão

de

obra,

o

monopsonista deverá pagar um salário mais alto!

Ou seja, o custo total dessa empresa variará não somente com a quantidade de

empregados contratados, mas com a variação salarial necessária para atrair essa

quantidade de mão de obra. Assim, sua função custo total seria diferente das que

estudamos até aqui, a saber:

系劇 噺 拳岫芸岻 糾 詣

Perceberam? O salário de mercado será uma função da quantidade de produto final

produzida pelas empresas o que, por consequência, está ligada à demanda de

trabalho das firmas! Uma maior quantidade de produto fará com que as empresas

necessitem de mais mão de obra, o que ocasionará um aumento na demanda de

trabalho das empresas. No caso, nós sabemos que, no caso do monopsonista, uma

maior demanda de trabalho por estas empresas fará com que o salário de mercado

aumente. Isso decorre do fato de que, como a empresa é a única compradora, uma

maior demanda de trabalho tornará este bem relativamente mais escasso, fazendo o

salário subir.

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Pelo que nós vimos, contratar um empregado adicional deve ser seguido de uma

elevação salarial, o que afetará o quanto a empresa está pagando para todos que ela

já contratou! Portanto, o custo marginal da mão de obra de uma empresa

monopsonista não será mais igual ao salário de mercado (w*) divido por seu produto

marginal, tal como no caso competitivo, mas será sempre crescente.

Assim, para uma empresa competitiva no mercado de bens finais, mas monopsonista

no mercado de fatores, a função lucro será:

講 噺 喧 糾 芸 伐 拳岫芸岻 糾 詣

Assim, na maximização de lucros, derivando a função lucro:

迎警訣 噺 系警訣

喧 噺 穴岫拳岫芸岻岻 糾 詣

Perceba o seguinte, a empresa não pode contratar o que quer pelo salário de mercado

e está sujeita a custos crescentes de contratação, ou seja, um custo marginal de

contratação ascendente. Se isso ocorre, por dedução, podemos perceber que a

empresa monopsonista irá contratar menos pessoas do que outra exatamente

igual que se comporte como uma empresa competitiva no mercado de fatores

de produção.

uma empresa competitiva no mercado de fatores de produção. Assim, sem fazer muita imersão na teoria,

Assim, sem fazer muita imersão na teoria, vamos ao que

interessa para sua prova. Portanto, decore:

1) Uma empresa monopsonista contrata menos trabalhadores do que se

atuasse de forma competitiva no mercado de fatores, coeteris paribus;

2) Uma empresa monopsonista, mantido tudo mais constante, paga um salário

de equilíbrio menor do que se atuasse de forma competitiva no mercado de

fatores.

4. Rendimentos de Escala Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof.

4. Rendimentos de Escala

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

Pessoal, já que estamos falando de monopólio, acho importante tratarmos do assunto

Rendimentos de Escala. Isso é uma coisa que pode gerar monopólios!

Olha, nós falamos da lei dos rendimentos marginais decrescentes, que implica uma

produtividade decrescente dos fatores de produção acrescidos no processo, mantido

tudo mais constante. Mas, essa é a palavra chave, tudo mais constante.

E se você alterar a quantidade dos insumos utilizados todos ao mesmo tempo? Ou

seja, o que ocorre se você dobrar a quantidade a quantidade de capital e trabalho

usados no processo ao mesmo tempo?

Isso define que tipo de rendimento de escala uma tecnologia tem. Veja, se você

multiplicar a quantidade de insumos em um processo produtivo por um número “x”

qualquer (tal como 2, 3, 4, etc), podem acontecer 3 (três) coisas com o total de produto

final da empresa:

1) O produto final pode aumentar mais do que x. Este é o caso de rendimentos

crescentes de escala. Por exemplo, se você dobrar a quantidade de ambos os

insumos utilizados, a produção irá mais do que dobrar se a tecnologia tiver

rendimentos crescentes de escala. Analiticamente:

検 噺 血岫に計┸ に詣岻 伴 に検 噺 に血岫計┸ 詣岻

Sendo o valor de sua produção. Isso é algo que pode gerar um monopólio! Se uma

empresa tem uma tecnologia desta e as outra não, ela pode acabar expulsando as

demais do mercado.

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

2) O produto final pode aumentar menos que x. Este é o caso de rendimentos

decrescentes de escala. Por exemplo, se você triplicar a quantidade de ambos os

insumos utilizados, a produção irá mais do que triplicar se a tecnologia tiver

rendimentos decrescentes de escala.

検 噺 血岫ぬ計┸ ぬ詣岻 隼 ぬ検 噺 ぬ血岫計┸ 詣岻

3) O produto final pode aumentar em exatamente x. Este é o caso de rendimentos

constantes de escala. Por exemplo, se você dobrar a quantidade de ambos os

insumos utilizados, a produção irá dobrar se a tecnologia tiver rendimentos constantes

de escala.

検 噺 血岫に計┸ に詣岻 噺 に検 噺 に血岫計┸ 詣岻

Viram? Isso determina uma característica da tecnologia da empresa no longo prazo,

em que ambos os fatores de produção podem variar. No modelo de mercado

competitivo, uma hipótese importante é que todas as empresas têm

rendimentos constantes de escala.

Beleza pessoal? É só por hoje pessoal! Agora vamos fazer alguns exercícios

para fixar o que aprendemos.

vamos fazer alguns exercícios para fixar o que aprendemos. Se preparem, pois, nesta aula, teremos menos

Se preparem, pois, nesta aula, teremos menos exercícios,

mas eles serão pedreira! Aula que vem eu dou uma maior quantidade, mas que,

com certeza, serão mais fáceis de serem resolvidos.

Exercício 1 Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes

Exercício 1

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

(AFT/MTE ESAF/2003) Suponha que a utilidade de um indivíduo possa ser

representada por U = R*Hlazer, onde R é a renda e Hlazer as horas de lazer. Além

disso, sabemos que esse indivíduo divide as horas totais de seu dia entre horas

de trabalho e horas de lazer (Htrabalho + Hlazer = 24) e que sua renda está

determinada pela taxa nominal de remuneração por horas trabalhadas (W) vezes

o número de horas trabalhadas (R = W*Htrabalho). Assim, a curva de oferta de

mão-de-obra desse indivíduo poderá ser expressa por:

a) Htrabalho = 12 W

b) Htrabalho = 24 W

c) Htrabalho = 24

d) Htrabalho = 12

e) Htrabalho = 12 + W

Resolução

Gente, para encontrarmos a curva de oferta de trabalho, precisamos maximizar a

função de utilidade em função das horas a serem despendidas e da renda a ser obtida

no trabalho. Quando você vir alguma coisa assim, primeira coisa que você vai pensar

é em substituir as variáveis relevantes da oferta de trabalho na função de utilidade do

trabalhador. Mesma coisa vale para a demanda por trabalho.

Lembre-se que os trabalhadores visam a maximização da utilidade e as

empresas a maximização do lucro. A banca vai te dar algumas informações.

Avalie qual delas tem relação com o que está sendo pedido na questão e

substitua os valores.

Vamos lá:

Nós sabemos que: Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo

Nós sabemos que:

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

戟 噺 迎 ゲ 茎健欠権結堅

1) 茎健欠権結堅 髪 茎建堅欠決欠健月剣 噺 にね, portanto 茎健欠権結堅 噺 にね 伐 茎建堅欠決欠健月剣

2) 迎 噺 拳 ゲ 茎建堅欠決欠健月剣

Agora substitua estes dois valores na função utilidade:

戟 噺 迎 ゲ 茎健欠権結堅 噺 岫拳 ゲ 茎建堅欠決欠健月剣岻 ゲ 岫にね 伐 茎建堅欠決欠健月剣岻

Multiplicando cruzado temos:

戟 噺 岫にね岻 ゲ 岫拳 ゲ 茎建堅欠決欠健月剣岻 伐 岫茎建堅欠決欠健月剣岻岫拳 ゲ 茎建堅欠決欠健月剣岻

噺 岫にね岻 ゲ 岫拳 ゲ 茎建堅欠決欠健月剣岻 伐 岫拳 ゲ 茎建堅欠決欠健月剣ふ岻

Veja, nós queremos encontrar o valor de horas de trabalho que maximiza a utilidade.

Como fazemos isso? Derive em função das horas trabalhadas e iguale a zero. Para

facilitar o entendimento, chame as horas de trabalho de x:

戟 噺 にね ゲ 拳 ゲ 捲 伐 拳 ゲ 捲ふ

Derivando em função de x e igualando o resultado a zero:

穴戟 噺 ど 噺 にね ゲ 拳 伐 に拳 ゲ 捲

にね ゲ 拳 伐 に拳 ゲ 捲 噺 ど

茎建堅欠決欠健月剣 噺 捲 噺 なに

Esta é a resposta. Alternativa (d).

Exercício 2 Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes

Exercício 2

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

(AFT/MTE ESAF/2003) Uma determinada empresa é monopolista para uma

nova patente de produtos farmacêuticos. Se a demanda por esses produtos for

P = 25 2Q, e a função de produção a curto prazo for Q = 4L (Q representa a

quantidade produzida ou vendida e L a quantidade de mão-de-obra), a demanda

de trabalho dessa empresa poderá ser expressa pela seguinte equação (W

representa o salário nominal):

a) W = 100 4L

b) W = 100 64L

c) W = 25 4L

d) W = 25 8L

e) W = 100 8L

Resolução

Gente, vamos nos basear na relação que mostrei a vocês:

系警訣 噺 迎警訣

Assim, para o caso do monopolista:

鶏警訣詣

Então precisamos encontrar os valores para o produto marginal do trabalho e para a

receita marginal.

O produto marginal do trabalho é fácil, bastando derivar a função de produção com

relação à quantidade de mão de obra (L):

芸 噺 ね詣

Assim:

纂岫晒岻 噺 皿捌賛鯖 噺 想

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 Agora a receita marginal será encontrada por meio da curva de demanda dada no

enunciado:

鶏 噺 にの 伐 に ゲ 芸

Multiplicando esta função pela quantidade produzida, encontraremos a função receita

total em função da quantidade:

迎劇 噺 鶏 ゲ 芸 噺 にの ゲ 芸 伐 に ゲ 芸ふ

Derivando com relação à quantidade produzida encontramos a receita marginal:

迎警訣 噺 穴岫迎劇岻 噺 にの 伐 ね ゲ 芸

Agora, vamos substituir a quantidade produzida pela função de produção nesta

expressão da receita marginal, com vistas a deixar tudo em função da quantidade de

trabalho demandada:

迎警訣 噺 穴岫迎劇岻 噺 にの 伐 ね ゲ 岫ね ゲ 詣岻 噺 匝捜 伐 層掃鯖

Agora basta substituir na nossa expressão original:

噺 迎警訣 蝦

噺 にの 伐 なは詣

Isolando o salário nominal temos:

Alternativa (b).

始 噺 層宋宋 伐 掃想鯖

(SESPA CESPE/2004) A microeconomia estuda o comportamento individual

dos agentes econômicos e, por essa razão, constitui um sólido fundamento à

análise dos agregados econômicos. Acerca desse assunto, julgue os itens

seguintes.

Exercício 3

No equilíbrio, a firma que opera em um mercado competitivo maximiza seus

lucros quando fixa o preço de seu produto em um valor igual à receita marginal.

Resolução Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes に

Resolução

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

Perfeito. Nós já vimos que, no caso da empresa competitiva, ela terá sua receita

marginal igual ao preço de mercado. Lembrem-se do “mercadão”. A empresa é

pequena, não tendo influência no preço de mercado. Item correto.

Exercício 4

Se a necessidade de melhor equipar os hospitais públicos, em termos

tecnológicos, levar à expansão do emprego de pessoal qualificado (médicos e

técnicos), então, na função de produção desses serviços hospitalares, o

trabalho especializado e os equipamentos são considerados bens

complementares.

Resolução

É isso mesmo! Se, o equipamento novo e moderno de hospitais demanda pessoal

mais qualificado para operá-los significa que um fator de produção depende de outro

para ter efeitos em termos de quantidade produzida final, no caso, serviços médicos.

Esse é o caso de bens que tem de ser consumidos juntos, a saber, complementares.

Correta.

Exercício 5

As isoquantas, que mostram as diferentes combinações fatoriais que

asseguram lucros idênticos, não podem se cruzar.

Resolução Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes に

Resolução

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

Você pegou a pegadinha? Realmente as isoquantas não podem cruzar, de acordo

com as propriedades que estudamos na aula 02, mas elas não mostram combinações

que geram mesmo lucro, mas combinações que geram a mesma quantidade de

produção. Alternativa errada.

(FUNCAP/PA CESPE/2004) A microeconomia estuda o comportamento

individual dos agentes econômicos e, por essa razão, constitui um sólido

fundamento à análise dos agregados econômicos. Acerca desse assunto,

julgue os itens seguintes.

Exercício 6

Durante as crises do petróleo na década de 70 do século XX, a elevação dos

preços, orquestrada pelo cartel da OPEP, estimulou a produção de substitutos

para esse mineral, contribuindo, assim, para expandir a elasticidade-preço da

demanda desse produto.

Resolução

Alternativa

correta.

Lembrem-se

das

características

da

elasticidade.

Se

um

determinado bem tem muitos substitutos próximos, sua elasticidade-preço da

demanda será maior, pois o consumidor terá mais opções para trocar seu consumo

por outro no caso de um aumento de preço.

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

(Economia da Saúde CESPE/2008) Analise as alternativas.

Exercício 7

Nos mercados competitivos, quando o preço de mercado for superior ao custo

unitário de produção, então as firmas que atuam nesses mercados elevarão

seus níveis de produção, no intuito de maximizarem seus lucros.

Resolução

Alternativa errada. No mercado competitivo, a empresa irá aumentar a quantidade

produzida quando o preço de mercado for superior ao custo marginal de produção, e

não o custo unitário. Cuidado com a pegadinha!

Exercício 8

O fato de as academias de ginástica geralmente cobrarem preços mais baixos

para os horários em que há baixa freqüência de usuários explica-se porque a

demanda, nesses horários, é mais inelástica.

Resolução

Alternativa errada. As academias fazem isso porque a demanda nesses horários é

mais elástica. Assim, uma redução de preço terá impacto significativo na demanda

pelos seus serviços.

Exercício 9 Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes

Exercício 9

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

A descoberta de que ingerir peixes de água fria, como truta, atum ou salmão,

no mínimo uma vez por semana, contribui para a prevenção de doenças

coronárias e ataques cardíacos eleva a demanda desse tipo de peixes,

deslocando, assim, a curva de demanda de mercado desses pescados para

cima e para a direita.

Resolução

Alternativa correta. Este evento faz com que, para um dado preço, as pessoas

queiram consumir mais desse produto, deslocando a curva de demanda para fora

(leia-se para cima e para a direita). Isso pode ser visto no estudo que fizemos na aula

00.

(CADE CESPE\2014) Uma empresa do setor alimentício, com fabricas no

Brasil, pretende adquirir outra empresa, uma concorrente brasileira. Caso a

organização opte por esse investimento, espera-se, com a substituição das

maquinas por outras de tecnologia mais eficiente, aumentar a produção das

duas empresas combinadas. As características e qualidades dos insumos,

exceto maquinas, e dos produtos são as mesmas para as duas empresas. O

fluxo de caixa anual esperado para esse investimento, durante os cinco anos

seguintes a aquisição, dependera de fatores de risco, como a quantidade de

produtos demandada por hipermercados e o preço cobrado por fornecedores.

Com base nessas informações, julgue os itens que se seguem.

Exercício 10

No contexto hipotético apresentado, a realização do investimento resultara em

produtividade marginal crescente do capital.

Resolução Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes に

Resolução

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

Lembre-se pessoal, a lei dos rendimentos marginais decrescentes afirma que,

conforme aumentamos a quantidade de um fator, a sua produtividade marginal irá

diminuindo.

Perceba, mesmo neste contexto da união de empresas, nada muda a produtividade

marginal do capital, pois isso vale sempre. A produtividade marginal do capital será

decrescente!

Alternativa errada.

Exercício 11

A realização do investimento pretendido pela empresa em tela resultara em

rendimento crescente de escala.

Resolução

Hora de lembrar dos conceitos de rendimentos de escala.

Olha, nós falamos da lei dos rendimentos marginais decrescentes, que implica uma

produtividade decrescente dos fatores de produção acrescidos no processo, mantido

tudo mais constante. Mas, essa é a palavra chave, tudo mais constante.

E se você alterar a quantidade dos insumos utilizados todos ao mesmo tempo? Ou

seja, o que ocorre se você dobrar a quantidade a quantidade de capital e trabalho

usados no processo ao mesmo tempo?

Isso define que tipo de rendimento de escala uma tecnologia tem. Veja, se você

multiplicar a quantidade de insumos em um processo produtivo por um número “x”

qualquer (tal como 2, 3, 4, etc), podem acontecer 3 (três) coisas com o total de produto

final da empresa:

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 1) O produto final pode aumentar mais do que x. Este é o caso de rendimentos

crescentes de escala. Por exemplo, se você dobrar a quantidade de ambos os

insumos utilizados, a produção irá mais do que dobrar se a tecnologia tiver

rendimentos crescentes de escala. Analiticamente:

検 噺 血岫に計┸ に詣岻 伴 に検 噺 に血岫計┸ 詣岻

Sendo o valor de sua produção. Isso é algo que pode gerar um monopólio! Se uma

empresa tem uma tecnologia desta e as outra não, ela pode acabar expulsando as

demais do mercado.

2) O produto final pode aumentar menos que x. Este é o caso de rendimentos

decrescentes de escala. Por exemplo, se você triplicar a quantidade de ambos os

insumos utilizados, a produção irá mais do que triplicar se a tecnologia tiver

rendimentos decrescentes de escala.

検 噺 血岫ぬ計┸ ぬ詣岻 隼 ぬ検 噺 ぬ血岫計┸ 詣岻

3) O produto final pode aumentar em exatamente x. Este é o caso de rendimentos

constantes de escala. Por exemplo, se você dobrar a quantidade de ambos os

insumos utilizados, a produção irá dobrar se a tecnologia tiver rendimentos constantes

de escala.

検 噺 血岫に計┸ に詣岻 噺 に検 噺 に血岫計┸ 詣岻

Viram? Isso determina uma característica da tecnologia da empresa no longo prazo,

em que ambos os fatores de produção podem variar. No modelo de mercado

competitivo, uma hipótese importante é que todas as empresas têm

rendimentos constantes de escala.

Assim, os rendimentos de escala derivam da variação de todos os fatores ao mesmo

tempo, enquanto que a produtividade marginal decorre da variação do fator,

mantendo todos os demais constantes.

Voltando à pergunta!

Bom, até pode ser verdadeira a afirmativa, mas isso não é necessariamente verdade.

O enunciado fala que as empresas desejam que a eficiência conjunta seja

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 aumentada, mas nada é dito sobre o resultado final desta operação sobre os

rendimentos de escala das empresas conjuntas.

Alternativa errada.

(Ministério da Justiça CESPE\2013) Considere que um dos objetivos do

Projeto Eficiência seja reduzir o volume de processos em tramitação no Poder

Judiciário brasileiro, e suponha que, no curto prazo, a tecnologia seja fixa e que

apenas o fator trabalho seja variável. Com base nessas informações, julgue os

itens seguintes.

Exercício 12

Os rendimentos marginais decrescentes no trabalho resultam do declínio da

qualificação da mão de obra, à medida que mais servidores são contratados.

Resolução

Os rendimentos decrescentes do trabalho derivam da própria natureza dos processos

produtivos: a lei dos rendimentos marginais decrescentes.

Esta lei nada tem a ver com a diminuição da qualificação dos trabalhadores, dado

que, mesmo que os trabalhadores tenham a mesma qualificação, este fenômeno irá

ocorrer.

Exercício 13 Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes

Exercício 13

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Quando os rendimentos marginais do trabalho forem decrescentes, os

rendimentos de escala também serão decrescentes.

Resolução

Isso nós estamos “carecas” de saber! O fato de os rendimentos marginais serem

decrescentes, nada implica sobre os rendimentos de escala.

Alternativa errada.

(Ministério da Saúde 2009\CESPE\adaptada) Julgue as afirmativas.

Exercício 14

O conjunto de oportunidades do trabalhador engloba todas as possibilidades

de lazer e consumo que o mesmo tem, excluindo-se apenas as escolhas sobre

a reta orçamentária.

Resolução

Nós estudamos isso. Lembra-se?

Veja, a renda de um trabalhador é determinada pela sua taxa salarial (salário por

hora, que, por hipótese, será constante independentemente da quantidade de horas

de trabalho ofertadas) multiplicada pela quantidade de horas trabalhadas mais a

renda do não trabalho. Assim:

系 噺 拳 ゲ 月 髪 撃

Sendo o valor gasto no consumo de bens, a taxa salarial, a quantidade de horas

de trabalho ofertadas e a renda do não trabalho. A renda do não trabalho é

definida como uma renda que o trabalhador possui, independentemente de

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Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04 trabalhar ou não. Esse poderia ser o valor de uma herança, uma aposentadoria,

dentre outros exemplos.

Se chamarmos as horas totais de um dia que podem ser destinadas ao trabalho de

e o tempo destinado ao lazer de , podemos substituir 月 噺 劇 伐 詣, certo? Substituindo

encontramos a restrição orçamentária:

Substituindo encontramos a restrição orçamentária : 系 噺 拳 ゲ 岫劇 伐 詣岻 髪 撃 察

系 噺 拳 ゲ 岫劇 伐 詣岻 髪 撃

察 噺 岫始 ゲ 参 髪 惨岻 伐 始 ゲ 鯖

A inclinação da restrição orçamentária é .

Essa é a restrição orçamentária do trabalhador! Veja o que ela te diz, que a renda

total disponível para o consumo será igual à taxa salarial multiplicada pelas horas

disponíveis para o trabalho mais a renda do não trabalho menos a taxa salarial

multiplicada pelas horas destinadas ao lazer. Portanto, a renda total será igual à toda

renda possível para o trabalhador, do trabalho e do não trabalho, menos o custo de

oportunidade do lazer.

Graficamente, podemos expressar a restrição orçamentária da seguinte forma:

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Prestem atenção! Caso o trabalhador escolha trabalhar 0

Prestem atenção! Caso o trabalhador escolha trabalhar 0 (zero) horas (horas de

lazer), o mesmo só terá a renda do não trabalho (). Porém, caso o mesmo trabalhe

em toda sua disponibilidade de tempo (), ele obterá renda total de 拳 ゲ 劇 髪 撃.

Esta reta orçamentária é chamada de fronteira do conjunto de oportunidades do

trabalhador! Estas combinações são as escolhas que fazem com que:

系 噺 岫拳 ゲ 劇 髪 撃岻 伐 拳 ゲ 詣

Perceba que todos os pontos abaixo da reta estão disponíveis para o trabalhador,

enquanto que os pontos acima não. A união da reta orçamentária com todas as

escolhas que estão abaixo dela compõe o conjunto de oportunidades do

trabalhador. Isso é, este conjunto é composto por todas as escolhas possíveis pelo

trabalhador, inclusive aquelas com que o valor disponível para o consumo seja menor

do que .

Vamos ver:

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comentados Prof. Jeronymo Marcondes に Aula 04 Veja que o ponto sobre o conjunto de oportunidades

Veja que o ponto sobre o conjunto de oportunidades do trabalhador, dado um valor

de consumo de 岫拳 ゲ 劇岻 ゲ ど┸ぬ 髪 撃, é de 劇 伐 の horas de lazer. Portanto, se o trabalhador

abre mão de 5 horas de lazer, ele obterá a renda de trabalho de 岫拳 ゲ 劇岻 ゲ ど┸ぬ, se

situando no ponto C. Gente, usei 30% do valor possível a ser ganhado como salário

a título de ilustração, no caso, 0,3*wT, mas poderia ser qualquer valor, ok?

Daí nós podemos perceber porque o trabalhador pode, mas nunca escolherá um

ponto interior à fronteira do conjunto de possibilidades, como A. Isso decorre do fato

de que o trabalhador visa maximizar sua utilidade, assim, com a renda de 岫拳 ゲ 劇岻 ゲ ど┸ぬ

pode ser associada a uma quantidade de horas de lazer de 劇 伐 の, mas, no ponto A,

ela estará associada a 劇 伐 など, o que não seria uma escolha racional. O ponto A faz

parte do conjunto de oportunidades do trabalhador, sendo que nunca será escolhido

por estar “atrás” da reta orçamentária.

Do mesmo modo, um ponto como B geraria mais utilidade para o trabalhador do que

C, já que uma renda de 岫拳 ゲ 劇岻 ゲ ど┸ぬ 髪 撃 poderia estar associada a 劇 髪 ね horas de

lazer e não mais 劇 伐 の. Mas, devido à limitação das horas diárias disponíveis, seria

impossível atingir tal ponto, apesar de ele ser preferível.

Portanto, concluímos que a escolha do trabalhador sempre estará sobre o

conjunto de possibilidades, ou seja, “em cima da linha”!

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As combinações sobre a reta orçamentária referem-se às combinações que o

consumidor realmente irá escolher, pois são as que dão maior utilidade. Esta reta

compõe o conjunto orçamentário, isso é o conjunto de todas as escolhas que o

consumidor pode tomar.

Alternativa errada.

(Economista/pref. Boa vista CESPE/alterada) Julgue as afirmativas.

Exercício 15

Considerando que um aumento de 10% no preço das passagens aéreas reduza

em 30% o número de passagens comercializadas, então a elasticidade-preço da

demanda é igual a 0,33.

Resolução

Errada. Elasticidade é dada:

継健欠嫌建件潔件穴欠穴結 噺 撃欠堅件欠çã剣 ガ 券欠 穴結兼欠券穴欠 喧剣堅 喧欠嫌嫌欠訣結券嫌 撃欠堅件欠çã剣 ガ 券剣 喧堅結ç剣 穴欠嫌 喧欠嫌嫌欠訣結券嫌

A elasticidade é:

鴎 噺 つガ喧欠嫌嫌欠訣結兼 つガ喧堅結ç剣

ぬど 噺 ど┸ぬ

Questões Propostas Exercício 1 Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof.

Questões Propostas

Exercício 1

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(AFT/MTE ESAF/2003) Suponha que a utilidade de um indivíduo possa ser

representada por U = R*Hlazer, onde R é a renda e Hlazer as horas de lazer. Além

disso, sabemos que esse indivíduo divide as horas totais de seu dia entre horas

de trabalho e horas de lazer (Htrabalho + Hlazer = 24) e que sua renda está

determinada pela taxa nominal de remuneração por horas trabalhadas (W) vezes

o número de horas trabalhadas (R = W*Htrabalho). Assim, a curva de oferta de

mão-de-obra desse indivíduo poderá ser expressa por:

a) Htrabalho = 12 W

b) Htrabalho = 24 W

c) Htrabalho = 24

d) Htrabalho = 12

e) Htrabalho = 12 + W

Exercício 2

(AFT/MTE ESAF/2003) Uma determinada empresa é monopolista para uma

nova patente de produtos farmacêuticos. Se a demanda por esses produtos for

P = 25 2Q, e a função de produção a curto prazo for Q = 4L (Q representa a

quantidade produzida ou vendida e L a quantidade de mão-de-obra), a demanda

de trabalho dessa empresa poderá ser expressa pela seguinte equação (W

representa o salário nominal):

a) W = 100 4L

b) W = 100 64L

c) W = 25 4L

d) W = 25 8L

e) W = 100 8L

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(SESPA CESPE/2004) A microeconomia estuda o comportamento individual

dos agentes econômicos e, por essa razão, constitui um sólido fundamento à

análise dos agregados econômicos. Acerca desse assunto, julgue os itens

seguintes.

Exercício 3

No equilíbrio, a firma que opera em um mercado competitivo maximiza seus

lucros quando fixa o preço de seu produto em um valor igual à receita marginal.

Exercício 4

Se a necessidade de melhor equipar os hospitais públicos, em termos

tecnológicos, levar à expansão do emprego de pessoal qualificado (médicos e

técnicos), então, na função de produção desses serviços hospitalares, o

trabalho especializado e os equipamentos são considerados bens

complementares.

Exercício 5

As

asseguram lucros idênticos, não podem se cruzar.

isoquantas,

que

mostram

as

diferentes

combinações

fatoriais

que

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(FUNCAP/PA CESPE/2004) A microeconomia estuda o comportamento

individual dos agentes econômicos e, por essa razão, constitui um sólido

fundamento à análise dos agregados econômicos. Acerca desse assunto,

julgue os itens seguintes.

Exercício 6

Durante as crises do petróleo na década de 70 do século XX, a elevação dos

preços, orquestrada pelo cartel da OPEP, estimulou a produção de substitutos

para esse mineral, contribuindo, assim, para expandir a elasticidade-preço da

demanda desse produto.

(Economia da Saúde CESPE/2008) Analise as alternativas.

Exercício 7

Nos mercados competitivos, quando o preço de mercado for superior ao custo

unitário de produção, então as firmas que atuam nesses mercados elevarão

seus níveis de produção, no intuito de maximizarem seus lucros.

Exercício 8

O fato de as academias de ginástica geralmente cobrarem preços mais baixos

para os horários em que há baixa freqüência de usuários explica-se porque a

demanda, nesses horários, é mais inelástica.

Exercício 9 Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes

Exercício 9

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

A descoberta de que ingerir peixes de água fria, como truta, atum ou salmão,

no mínimo uma vez por semana, contribui para a prevenção de doenças

coronárias e ataques cardíacos eleva a demanda desse tipo de peixes,

deslocando, assim, a curva de demanda de mercado desses pescados para

cima e para a direita.

(CADE CESPE\2014) Uma empresa do setor alimentício, com fabricas no

Brasil, pretende adquirir outra empresa, uma concorrente brasileira. Caso a

organização opte por esse investimento, espera-se, com a substituição das

maquinas por outras de tecnologia mais eficiente, aumentar a produção das

duas empresas combinadas. As características e qualidades dos insumos,

exceto maquinas, e dos produtos são as mesmas para as duas empresas. O

fluxo de caixa anual esperado para esse investimento, durante os cinco anos

seguintes a aquisição, dependera de fatores de risco, como a quantidade de

produtos demandada por hipermercados e o preço cobrado por fornecedores.

Com base nessas informações, julgue os itens que se seguem.

Exercício 10

No contexto hipotético apresentado, a realização do investimento resultara em

produtividade marginal crescente do capital.

Exercício 11

A realização do investimento pretendido pela empresa em tela resultara em

rendimento crescente de escala.

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(Ministério da Justiça CESPE\2013) Considere que um dos objetivos do

Projeto Eficiência seja reduzir o volume de processos em tramitação no Poder

Judiciário brasileiro, e suponha que, no curto prazo, a tecnologia seja fixa e que

apenas o fator trabalho seja variável. Com base nessas informações, julgue os

itens seguintes.

Exercício 12

Os rendimentos marginais decrescentes no trabalho resultam do declínio da

qualificação da mão de obra, à medida que mais servidores são contratados.

Exercício 13

Quando os rendimentos marginais do trabalho forem decrescentes, os

rendimentos de escala também serão decrescentes.

(Ministério da Saúde 2009\CESPE\adaptada) Julgue as afirmativas.

Exercício 14

O conjunto de oportunidades do trabalhador engloba todas as possibilidades

de lazer e consumo que o mesmo tem, excluindo-se apenas as escolhas sobre

a reta orçamentária.

(Economista/pref. Boa vista CESPE/alterada) Julgue as afirmativas.

Exercício 15

Considerando que um aumento de 10% no preço das passagens aéreas reduza

em 30% o número de passagens comercializadas, então a elasticidade-preço da

demanda é igual a 0,33.

1 – d 2 – b 3 – V 4 – V 5 – F
1 – d 2 – b 3 – V 4 – V 5 – F

1 d

2 b

3 V

4 V

5 F

6 V

7 F

8 F

9 V

10 F

11 F

12 F

13 F

14 F

15 F

Economia do Trabalho p/ AFT 2017 Teoria e exercÌcios comentados Prof. Jeronymo Marcondes Aula 04

É isso aí! Foi uma aula muito difícil! Leia duas vezes! Não se preocupe, as resoluções

das questões do último concurso serão dadas em aulas posteriores!

Um abraço e mandem dúvidas

jeronymobj@hotmail.com