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É importante destacar no presente texto as discursões que foram abordadas durante

as aulas e as ilações produzidas. A princípio, a concepção da história seja de um ponto de


vista positivista ou critico com relação ao modelo adotado pela ciência, ambos estão pautados
em uma visão de política que interfere diretamente em sua perspectiva sobre o que é avanço
ou verdade científica. Nesse sentido é possível acompanhar durante os séculos XVII a XIII,
uma história de altos e baixos na consolidação de um saber científico que segundo Cruz. R.
N (2006), consiste em uma descrição que não possui neutralidade, pois toda interpretação da
história está embasada nos pressupostos filosóficos, culturais e pessoais que constitui a
personalidade de cada indivíduo, por consequência disso as produções ou estudos realizados
está em algum nível enviesado por suas escolhas subjetivas, seja elas conscientes ou não.

Auguste Comte apresenta uma forma de conhecimento positivo e progressivo que


mantenha um ritmo sempre linear na consolidação desse conhecimento. Essa concepção tem
suas raízes fincadas no espirito mecanicista e determinista, advindas das ideias de Descartes
que por sua vez influenciou toda psicologia e sua abordagem internalista da história da ciência
“Já durante o século VXII, toda Inglaterra e na Europa ocidental, uma grande quantidade de
máquinas era empregada nas tarefas diárias para complementar a força muscular do homem”
(SHULTZ e DUANE. P, 2014, p. 22). O mecanicismo, tem forte impacto no pensamento
cientifico, pois, os indivíduos foram vistos como máquinas e seus aspectos emocionais
reduzidos a engrenagens motoras, isso demonstra a intima relação com a psicologia do século
XIX e XX, que traduz um pensamento filosófico mecanicista, com isso a criação do relógio
permite a exatidão, medir o tempo, cientistas e filósofos começaram a ver um modelo de
universo físico. O determinismo em conjunto com os reducionismos, produz alguns
pensamentos a certa da ideia do indivíduo autômato que vai reger toda uma construção de
modelo de ser humano, e, assim o conceito do funcionamento do ser humano poderia ser
aplicado aos métodos científicos e as leis da mecânica, logo temos uma construção de uma
máquina pensante. Antes desse pensamento ganhar força, durante a época renascentista o
conceito de indivíduo, estava muito mais ligado a aspectos internos e transcendentais, onde
a formação dos indivíduos deriva de uma educação religiosa a exemplo disso “ Lutero concebe
o homem como tendo sido crido por Deus com duas partes diferentes: uma interna e outra
externa” (NEUSER,2011, p.27). Outra forma de enxergar a formação das pessoas é
considera-las livres e responsáveis como considerou Erasmo. A quebra desse conceito ocorre
claramente com René Descartes, assim quebrando os paradigmas e estabelecendo novas
formas de entender o funcionamento do homem. Pode-se dizer que descartes iniciou a
psicologia moderna, visto que ele tentou resolver a questão da diferença das qualidades
mente-corpo, em razão da dualidade físico-psicológica, ele mudou o enfoque que estava
ligado a conceitos teológicos abstrato da alma para o estudo cientifico da mente dos
processos mentais, já que no século XVII, começa a surgir uma compreensão de que o mundo
não é explicado pelas leis divinas, mas sim de leis que regulam a natureza, para alcançar o
critério de validade dessas leis naturais, era preciso provar através de critérios observável e
mensurado. De acordo a teoria de Descarte a mente é imaterial, ou seja, não possui
dimensão, além disso as ideias inatas que surge da mente ou da consciência independente
das sensações. Descartes já havia perguntado como adquirimos conhecimento, essa
pergunta fundamenta todo a discursão posterior que vai responde a essa questão a partir da
compreensão de que as ideias são derivadas do sentido da experiencia no mundo, assim
contrapondo a tese principal de Descarte sobre o inatismo. É com John Locke o representante
do empirismo britânico que discorda de Descartes “ Locke disse que todo o conhecimento
provém da experiência, quer através de sentidos quer através de reflexão sobre os dados
sensoriais” Marx,M.H e Hillix, W.A (2008). Locke assume uma posição aristotélica de como o
ser humano obtém conhecimento, ele considera a mente como uma tabula rasa ou um papel
em branco, dessa maneira contribuindo para a autonomia da psicologia como ciência, fica
claro a influência empirista no pensamento de George Berkeley para ele a mente é uma
realidade fundamental, tendo como pergunta de dirigia seus estudos como a mente gera
matéria. Pensando em uma perspectiva similar no que tange a situação do individuo.

Em contrapartida a isso, Santos (2002) destaca que a base de sustentação do


pensamento hegemônico produz e reforça a inexistência e a não credibilidade das
experiencias alternativas, isso leva ao desperdício da experiência, por esse fato este autor
propõe um novo modelo de racionalidade que seria a razão cosmopolita, pois o presente seria
expandido e o futuro contraído, sendo assim, a ideia de determinação é substituída pelo
cuidado com o futuro. Outrossim, a crítica da razão proléptica é enfrentada por outra sociologia
a “sociologia das emergências” fala de sinais e possibilidade que existem no presente e que
são possibilidade emergentes. Essa sociologia produz experiencias possíveis, mas que não
estão dados, porque não existem alternativas para isso, porém só existem como emergências,
ou seja, não se trata de um futuro abstrato.