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CAPÍTULO 01.

A GLOBALIZAÇÃO E A INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL


Uma das conseqüências da implantação da política neoliberal no Brasil foi a abertura do mercado
interno às importações. Para captar recursos financeiros no exterior e pagar a dívida externa o Brasil precisou
realizar privatizações, caso da Cia Vale do Rio Doce, Eletrobrás, Telebrás, entre outras estatais que foram
privatizadas nos últimos anos pelo Brasil.

A abertura do mercado interno para as empresas multinacionais trouxe consigo outro fenômeno que
merece ser destacado. Trata-se da “Guerra Fiscal” entre os estados, que buscam conceder incentivos fiscais
para que grandes multinacionais se instalem em seus territórios, gerando uma desconcentração industrial.
São exemplos dessa política a instalação da fábrica da Ford, na Bahia, da Renault no Paraná, da Peugeot e da
Citroen em Porto Real, no interior do RJ.

O quadro abaixo demonstra o fenômeno da desconcentração industrial nas últimas décadas:

Distribuição da produção industrial por regiões em porcentagem – 1970-2000


Regiões 1970 1985 2000
Norte 0,8 2.5 4,5
Nordeste 5,7 8,6 8,9
Sudeste 80,8 70,9 66,1
Sul 12,0 16,7 18,3
Centro-Oeste 0,8 --- 2,2

Abaixo listamos as regiões brasileiras, destacando os principais produtos industriais de cada uma:

Região Sudeste - O Sudeste, apesar da queda, continua sendo a região mais importante em termos de
produção industrial.

Destacam-se as sub-regiões abaixo:

 Vale do Paraíba, ABCD e os Tecnopolos de São José dos Campos (Aeronáutica) e Campinas.

 Produção siderúrgica em Volta Redonda e no quadrilátero ferrífero em MG.

 Fábrica da Fiat em Betim – MG, Frigoríficos (triângulo mineiro = Uberaba, Uberlândia), Mercedes em
Juiz de Fora - MG e Laticínios no Sul de Minas.

 Produção de petróleo na Bacia de Campos – RJ.

Região Sul - A região sul foi a que mais aumentou sua participação na produção industrial.

 Montadoras de automóveis (Renault e Volkswagen – PR),

 Pólo petroquímico em Canoas (RS) e Araucária (PR)

 Produção têxtil e de softwares– Vale do Itajaí (Blumenau, Joinville, Itajaí e Brusque)

Região Centro-oeste – Mitsubishi e Hyundai em GO, Cica e Perdigão em GO. Alimentos, Bebidas e
Agroindústrias, Soja.
Região Nordeste – Ford-BA Indústria têxtil, calçados e produção de açúcar e álcool.

Região Norte – Importante ressaltarmos a importância da Zona Franca de Manaus, criada pelo Regime
Militar para desenvolver a Região Norte. Trata-se de um pólo de montagem de produtos tecnológicos.
Também merece nossa atenção o extrativismo e a mineração (Ex: Serra dos Carajás – PA). Por fim, também
devemos mencionar a expansão das plantações de soja e criação de gado, que vêm gerando problemas
ambientais, tais como o desmatamento. A situação gerada pelo desmatamento é tão alarmante que vem
preocupando ambientalistas do mundo inteiro, preocupados com os perigos do efeito estufa e do chamado
efeito “Die-Back”.

Você sabia...

O efeito estufa é um fenômeno que causa o aquecimento global, decorrente do aumento de CO2 na
atmosfera terrestre, formando uma camada gasosa que retém os raios solares na superfície terrestre. Ele traz
como conseqüências catástrofes naturais, tais como o El Niño e o La Niña, além do derretimento das
geleiras e calotas polares, que gera um aumento do nível dos oceanos.

As queimadas e a liberação de CO2 pelos veículos e indústrias são os grandes vilões responsáveis pelo
efeito estufa. Além disso, o desmatamento também contribui para a agravação do problema, uma vez que
com a diminuição da quantidade de vegetação, há uma queda na produção de O2 e um aumento na
quantidade de CO2.

O efeito die back, por sua vez, é um fenômeno relacionado ao desmatamento de florestas, como a Floresta
Amazônica. De acordo com cientistas, o crescente avanço do desmatamento dessas florestas pode atingir
um ponto tal que culminará na completa desertificação da região por ela ocupada, impedindo o
reflorestamento.

Ambos os fenômenos acima descritos têm ligação, pois a Floresta Amazônica é considerada como uma das
maiores fontes de absorção de CO2 e de produção de O2 no planeta.

CAPÍTULO 02. PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA - AGROBUSINESS


Agrobusiness são cadeias produtivas, formadas por dezenas de agentes econômicos integrados por
diversos mecanismos como cooperativismo, associativismo, parcerias, e outros contratos voltados à
produção agrícola.

O agrobusiness abrange não somente a produção agrícola em si, mas também seus produtos finais e
os insumos, como fertilizantes, rações, defensivos vegetais, tratores, colheitadeiras, equipamentos, máquinas,
o suco industrializado, etc.

Entre os principais produtos agrícolas produzidos no Brasil podemos citar a Soja, Laranja, Café,
Cana de açúcar, algodão e arroz.

Açúcar – O Brasil vende cerca de 29% de todo o açúcar do mundo


Café – Vende 28,5% do café em grão e 43,6% do café solúvel
Carne de Frango e Bovina – é o líder mundial de vendas.
Soja em grão – 38,4% do mercado mundial
Suco de laranja – 81,9% do mercado mundial

Questão da Terra no Brasil - É um dos piores países em termos de distribuição de terras.


Fatores: grilagem (criação de documentos falsos para concessão de terras públicas a particulares em conluio
com órgãos oficiais – Em 2002, cerca de 100 milhões de hectares eram suspeitos de serem terras griladas –
área equivalente a toda a América Central), ocupação ilegal e leis antiquadas.

Nº de Hectares Porcentagem de Imóveis Porcentagem de área ocupada


Até 10 hectares 31,5 % dos imóveis 1,8 da área rural do BR
De 10 a 25 hectares 26 % dos imóveis 4,5% da área rural BR
De 25 a 50 hectares 16,1 % dos imóveis 5,7% da área rural BR
De 50 a 100 hectares 11,5 % dos imóveis 8% da área rural BR
De 100 a 500 hectares 11,4 % dos imóveis 23,8% da área rural BR
De 500 a 2000 hectares 2,7% dos imóveis 24,6% da área rural BR
Mais de 2000 hectares 0,8% dos imóveis 31% da área rural do BR

Nesse contexto é que surgem movimentos como o MST, criados para fazer pressão política pela distribuição
de terras.

CAPÍTULO 03. URBANIZAÇÃO E A DINÂMICA POPULACIONAL NO BRASIL


Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, atrás da China, Índia, EUA e Indonésia.

O crescimento populacional se verificou principalmente dos anos 40 aos anos 60, quando as taxas de
fecundidade atingiram cerca de 6,3 filhos por mulher. Desde então essas taxas vêm caindo, como se verifica
no quadro abaixo:

EVOLUÇÃO DAS TAXAS DE FECUNDIDADE NO BRASIL


Ano Taxa de Fecundidade
1960 6,3
1970 5,8
1975 4,3
1984 3,6
1991 2,6
2000 2,3
2010 2,0

A queda da taxa de fecundidade costuma ser associada com o desenvolvimento de um país. Em


geral, países ricos têm baixa taxa de fecundidade, aproximadamente um filho por mulher. Nesses países,
verifica-se o envelhecimento da população, fenômeno que ocorre em razão da baixa taxa de fecundidade e
do aumento da população acima de 60 anos, que pode ser explicado, entre outros fatores, o aumento da
expectativa de vida e de saúde existentes nesses países, fazendo com que o número de pessoas com mais de
60 anos aumente.

O fenômeno do envelhecimento populacional pode ser verificado pelos gráficos abaixo:


Se compararmos esses dois gráficos, perceberemos
71
facilmente que houve uma diminuição da base (pessoas com 0 a 4
70
anos) e um aumento do topo (pessoas acima de 60 anos),
que pode ser explicado pelo aumento da expectativa de vida 69 1991

do brasileiro, conforme o quadro ao lado: 68 1998


67 1999
66 2000
65 2002
64
63
O aumento da expectativa de vida e o envelhecimento populacional vêm causando problemas no
sistema previdenciário brasileiro e de outros países. Isso porque há uma queda da população
economicamente ativa (PEA) e um aumento do número de beneficiários da previdência, que acabam vivendo
mais tempo pelo aumento da expectativa de vida, gerando um déficit no sistema previdenciário.

O ideal é que a taxa seja de dois filhos por mulher – taxa de reposição populacional. Dessa forma,
é possível manter estável a proporção entre a PEA (população economicamente ativa) e o número de pessoas
com mais de 60 anos.

Por fim, é importante mencionar que as taxas de fecundidade variam conforme a região do país.
Por exemplo, nas regiões sul e sudeste a taxa de fecundidade é menor que 2, enquanto que nas regiões norte
e nordeste a taxa é maior que 2. Da mesma forma, a expectativa de vida também apresenta variações
conforme a região considerada. Enquanto as regiões sul e sudeste apresentam expectativa de vida superior a
70 anos, as demais regiões apresentam expectativa inferior a 70 anos.

O crescimento populacional brasileiro a partir dos anos 50 foi marcado pela formação de grandes
cidades que concentram a maior parcela da riqueza nacional. Esse crescimento se deu em um processo muito
acelerado, o que acabou provocando problemas com o inchaço das metrópoles, como a falta de higiene,
saneamento básico, carência de moradias e deficiência nos transportes públicos.

Formou-se no eixo Rio-São Paulo uma verdadeira megalópole, que concentra boa parte da população
nacional, além das principais indústrias do Brasil.

Por derradeiro devemos mencionar que a partir da década de 1950 intensificou-se no Brasil o
processo de urbanização. Com a industrialização do país e o êxodo rural, houve uma inversão na composição
populacional, verificando-se um número maior de pessoas vivendo nas cidades e uma minoria vivendo em
zonas rurais. Atualmente, mais de 80% da população brasileira vive na zona urbana.

CAPÍTULO 04. RELEVO, HIDROGRAFIA, CLIMA E VEGETAÇÃO DO BRASIL


a) Relevo

Há quatro formas fundamentais de relevo: as cadeias de montanhas, os planaltos, as depressões e as


planícies. As cadeias de montanhas são grandes elevações da superfície apresentando relevo acidentado,
originados dos dobramentos modernos, que sofreram pouca ação erosiva. Os planaltos também são porções
de terra elevadas, mas são formações mais antigas, sofrendo maior ação erosiva, variando entre morros
arredondados e chapadas (porções da superfície elevadas e planas). As planícies são áreas baixas e
relativamente planas, formadas próximo aos grandes rios. As depressões são áreas que ficam entre regiões de
planaltos ou abaixo do nível do mar.

No Brasil, existem três classificações de relevo:

1.Divisão do relevo segundo Aroldo de Azevedo (1940)  Divide o relevo brasileiro basicamente
em sete regiões: Planalto das Guianas, Planície Amazônica. Planalto Central, Planalto Meridional, Planalto
Atlântico, Planície do Pantanal e Planície Costeira.

2. Divisão do relevo segundo Aziz Ab’Saber (1960)  Assemelha-se à divisão de Aroldo de


Azevedo, mas subdivide o Planalto Atlântico em três regiões: Planalto do Maranhão-Piauí, Planalto
Nordestino e Serras e Planaltos do Leste e Sudeste. Além disso, Aziz dá novos nomes à Planície Amazônica
e à Planície Costeira, que passam a ser chamadas de Planícies e Terras Baixas Amazônicas e Costeiras.

3. Divisão de Jurandyr L. S. Ross (1995) – É uma classificação muito mais detalhada, baseada nos
levantamentos do projeto Radambrasil (extenso levantamento de recursos naturais e geológicos realizado
entre 1970 e 1985). Ela baseia-se na divisão do relevo em três formas básicas: Planaltos, Planícies e
Depressões. Essa classificação formou cerca de 28 grupos de regiões com características geomorfológicas
semelhantes, conforme pode ser observado no mapa abaixo.

Para efeito de prova, as duas primeiras classificações são mais usuais, sendo importante, no entanto,
que o candidato tenha conhecimento da existência da classificação de Jurandir Ross.

b) Clima e Vegetação do Brasil

 CLIMA

Quase a totalidade do território brasileiro situa-se na zona tropical, o que faz com que nosso país
tenha climas com temperaturas mais elevadas. As temperaturas sofrem variação em conformidade com a
dinâmica das massas de ar.

No verão, temos quatro massas de ar quente que exercem maior influencia sobre o país: a Equatorial
Atlântica, a Equatorial Continental, a Tropical Atlântica e a Tropical Continental. Apenas a Tropical
continental é uma massa seca, o que explica o porquê de nossos verões serem mais chuvosos.
Durante o verão, esporadicamente a massa Polar Atlântica avança, provocando ligeiras quedas de
temperatura e intensificação das chuvas.

Já no inverno, a massa Polar Atlântica passa a agir com maior intensidade, provocando a queda das
temperaturas pelo Brasil. É nesse período que ocorrem os

fenômenos da “friagem”, queda súbita da temperatura da Amazônia ocidental, e da “geada”, formação de


uma película de gelo nas folhagens, ocorrida especialmente na região sul do Brasil.
Podemos encontrar os seguintes domínios climáticos no Brasil:

1) Equatorial – quente e úmido. Característico da Região Norte. Temperaturas elevadas


durante todo o ano.

2) Tropical úmido – Também chamado de tropical típico. Apresenta duas estações bem
definidas: no verão, é quente e úmido e no inverno é frio e seco. É predominante nas regiões
centro-oeste e sudeste do Brasil e em parte da região nordeste.

3) Tropical semi-árido – Encontrado no sertão nordestino. Caracteriza-se pela escassez de


chuvas e pela elevada amplitude térmica diária (dias quentes e noites frias).

4) Subtropical úmido – Encontrado na região sul e no sul do estado de SP. Caracteriza-se


pelas menores médias térmicas anuais, que ocorrem devido à forte atuação da massa polar
atlântica, especialmente no inverno. As estações do ano são mais bem definidas e o índice de
pluviosidade é bastante alto ao longo do ano.

 VEGETAÇÃO

Quanto à vegetação, podemos encontrar os seguintes domínios:

1) Domínio Amazônico
2) Domínio dos Cerrados
3) Domínio da Caatinga
4) Domínio dos Mares de Morros
5) Domínio das Araucárias
6) Domínio das Pradarias

 Domínio Amazônico – acreditava-se que a região amazônica fosse uma extensa planície
predominante de terras baixas, hoje, sabe-se esta planície corresponde a apenas 5% do que se
supunha, pois as terras baixas também formam planaltos e depressões. Seus rios atuam omo
importantes agentes de sedimentação e erosão e seu elemento marcante é a floresta amazônica
com sua grande variedade de espécies e sua umidade excessiva típica do clima equatorial.

 Domínio do Cerrado - abrange a maior parte da porção central do país e é próprio de climas
tropicais alternadamente úmidos e secos. Seu solo é pobre e requer técnicas de correção da acidez
(calagem) para o desenvolvimento da agricultura. É o solo, e não o tipo climático, o responsável
pelas características da vegetação do cerrado (segundo alguns estudiosos).
 Domínio da Caatinga – o calor é o agente intempérico mais atuante, por causa do clima quente e
seco. Seu solo é pouco profundo, e, para reter a umidade durante longos períodos de estiagem, as
árvores perdem suas folhas e adquirem um cor branco-acinzentada. A rede hidrográfica é formada
por rios temporários, pois as chuvas são irregulares e os solos não permitem a formação de grandes
lençóis.

 Domínio dos Mares de Morros – disposto sobre as encostas de planaltos, a vegetação não é a
principal característica desse domínio, devido a intensa devastação. O termo mares de morros,
deve-se à forma de desgaste das rochas cristalinas. A ação das chuvas e a umidade típica do clima
tropical litorâneo fazem da água o principal agente modelador atribuindo lhe formas arredondadas.

 Domínio das Araucárias – caracterizado pelas folhas pontiagudas, em forma de agulhas, este
domínio tem sido devastado para dar lugar ao extrativismo e à agropecuária em todos os estados
do sul do país. Abrange planaltos e chapadas dispostos sobre os terrenos de rochas areníticas
(sedimentares) e basálticas (magmáticas). As araucárias estão normalmente associadas a elevações
e encostas. A maior parte do solo é de grande fertilidade. As chuvas ao longo de todo o ano
abastecem os rios, afluentes do Paraná e Uruguai.

 Domínio das Pradarias – característico da região do extremo sul do país (Pampas), onde existem
as coxilhas, pequenas colinas arredondadas cobertas por gramíneas.

c) Principais bacias hidrográficas do Brasil

 Bacia Amazônica – é a maior bacia hidrográfica do mundo. Tem grande potencial de navegação.
A bacia amazônica possui o maior potencial hidrelétrico do país, mas a produção de energia é
pequena, pois essa bacia fica distante dos grandes centros.

 Bacia do Tocantins-Araguaia – Está situada na Amazônia Oriental. Nela, situa-se a usina


hidrelétrica de Tucuruí, a maior usina totalmente brasileira.

 Bacia do São Francisco – Nasce na Serra da Canastra (MG) e estende-se por todo o nordeste,
desaguando no Atlântico. Tem grande potencial hidrelétrico, onde situam-se as usinas de
Sobradinho (PE/BA), Paulo Afonso (AL/BA), entre outras.

 Bacia Platina – Reúne as bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai que se juntam no estuário da
Prata e deságuam no oceano Atlântico.

 Bacia do Paraná – É a bacia que tem o maior potencial hidrelétrico aproveitado. Isso porque,
além de se situar em regiões planálticas (que possuem maior quedas d’água), também está mais
próxima aos grandes centros urbanos. É onde se situa a Usina de Itaipu (usina binacional – BRA e
PAR), uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo.

 Bacia do Paraguai – É uma bacia de planície, situada em grande parte no Pantanal. Tem grande
potencial para navegação, pois possui menos quedas d’água.

 Bacia do Uruguai – Nasce com os rios Canoas e Pelotas (situados na divisa de SC e RS e segue
até a divisa do Brasil com a Argentina e com o Uruguai. Composta por rios de planalto
QUESTÕES
RELEVO, HIDROGRAFIA, CLIMA E VEGETAÇÃO DO BRASIL

01. Observe o mapa e as paisagens a seguir.

I II

As paisagens I e II são características, respectivamente, dos domínios

(A) 1 e 4.
(B) 2 e 5.
(C) 3 e 2.
(D) 4 e 1.
(E) 5 e 3.

Resposta: letra c

Comentário: A paisagem I é a Caatinga, característica no sertão nordestino brasileiro. A paisagem II é o


cerrado, vegetação encontrada no Centro-Oeste.
02. O histórico rio Tietê atravessa o território paulista, conforme se pode observar no mapa.

Sobre esse rio, pode-se afirmar que


(A) faz parte da bacia Platina, tem sua nascente no Planalto Atlântico (1) e a maior parte do seu curso está no
Planalto Meridional (2).
(B) pertence à bacia do Prata, tem sua nascente na serra da Mantiqueira (1) e cruza o Planalto Atlântico (2).
(C) integra a bacia do Sudeste, tem sua nascente no Planalto Meridional (1) e a maior parte do seu curso está
no Planalto Paulista (2).
(D) é um dos formadores da bacia Platina, tem sua nascente no Planalto Paulista (1) e cruza o Planalto
Cristalino (2).
(E) é integrante da bacia do Prata, tem sua nascente na serra do Mar (1) e mais da metade do seu curso está
no Planalto Atlântico (2).

Resposta: a

Comentário: O rio Tietê tem uma característica peculiar: ele nasce próximo ao litoral (no Planalto
Atlântico) e “corre para o interior”, desaguando na bacia Platina.

03. Analise a imagem para responder à questão.

Assinale a alternativa que explica corretamente a imagem.


(A) As planícies fluviais são largamente encontradas na região amazônica.
(B) As chapadas sedimentares dominam boa parte do Centro-Oeste.
(C) No Nordeste existem áreas onde coexistem depressões e extensas chapadas.
(D) As coxilhas localizadas no Sul do país são recobertas por vegetação de campos.
(E) Na região Sudeste existem grandes extensões formadas por planaltos cristalinos.

Resposta: e

Comentário: A imagem retrata os chamados “mares de morros”, característicos da região sudeste do Brasil.
04. Considere o mapa e o texto a seguir.

Esta região possui grande potencial hidrelétrico, destacando-se a usina de Itaipu. A agropecuária tem forte
expressão na economia, com destaque para os cultivos de soja, trigo, uva, milho, arroz e maçã. É uma região
marcada pela contribuição dos imigrantes europeus.

O texto refere-se à região


(A) Centro-Oeste, assinalada no mapa com o número 3.
(B) Sudeste, assinalada no mapa com o número 1.
(C) Sudeste, assinalada no mapa com o número 2.
(D) Sul, assinalada no mapa com o número 4.
(E) Sul, assinalada no mapa com o número 5.

Resposta: letra e

Comentário: A descrição corresponde à Região Sul.

05. Observe o mapa para responder à questão.

A área hachurada no mapa destaca


(A) as áreas efetivamente modernizadas no campo brasileiro.
(B) o domínio das chapadas e depressões do Atlântico leste.
(C) a principal área de concentração da indústria no Brasil.
(D) a concentração da PEA (população economicamente ativa) no setor primário da economia.
(E) as áreas em que ocorre o clima tropical de altitude.

Resposta: letra c
Comentário: A área em destaque, composta por parte das regiões sul e sudeste do Brasil corresponde à
região de maior desenvolvimento industrial do Brasil.

06. Analise as afirmações sobre o aproveitamento das bacias hidrográficas brasileiras para a geração de
energia elétrica.

I. Atualmente, o potencial hidrelétrico mais explorado no país é o da bacia hidrográfica do Paraná.


II. Os rios da bacia Amazônica apresentam grande potencial hidrelétrico, porém ainda são pouco explorados.
III. Dos rios da bacia Amazônica, o Amazonas, por sua baixa declividade, é o mais indicado para a
construção de usina hidrelétrica.
IV. O clima semiárido é o principal obstáculo para a exploração do potencial hidrelétrico da bacia do São
Francisco, na região Nordeste.
Está correto apenas o que se afirma em

(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.

Resposta: letra a
Comentário: A afirmação I pode ser corroborada pelo fato de ser a bacia do Paraná aquela que proporciona
maior geração de energia elétrica no Brasil, local onde está situada a Usina de Itaipu. A afirmação II está
correta, visto que grande parte dos afluentes do Rio Amazonas são rios de planaltos, com grande potencial
hidrelétrico. A afirmação III está errada, pois o Rio Amazona não é o rio mais indicado para construção de
usina hidrelétrica, visto que é um rio de planície. Por fim, a afirmação IV também está errada, já que o clima
semiárido não impede a exploração do potencial hidrelétrico da bacia do São Francisco, potencial este que
vem sendo explorado nas usinas de Sobradinho e Paulo Afonso.

07. A questão está relacionada à imagem de um deslizamento no estado do Rio de Janeiro, em janeiro de
2011.

O deslizamento observado na foto ocorreu no domínio morfoclimático


(A) do cerrado.
(B) das araucárias.
(C) das pradarias.
(D) das caatingas.
(E) dos mares de morros.

Resposta: letra e
Comentário: O deslizamento acima retratado ocorreu em Ilha Grande, Angra dos Reis – RJ, cidade situada
no Planalto Atlântico, caracterizada pelo domínio dos “mares de morros”.
POPULAÇÃO
08. Observe as pirâmides etárias do Brasil em dois momentos:

Comparando-se as pirâmides etárias de 1970 e 2008, pode-se concluir que no Brasil,

(A) nestes quase 40 anos, a população brasileira manteve a mesma distribuição etária.
(B) a quantidade de população adulta teve pequena alteração no período.
(C) as faixas etárias de adultos e idosos são, atualmente, maiores do que em 1970.
(D) não ocorreu redução da natalidade e o país continua com maioria de jovens.
(E) o número de idosos em 2008 é semelhante ao de 1970 porque a expectativa de vida é baixa.
Resposta: letra c
Comentário: Com efeito, se analisarmos o gráfico, verificaremos que houve um significativo aumento
percentual da população de idosos e adultos em relação ao censo de 1970. Esse fenômeno é conhecido como
“envelhecimento populacional”.

09. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 1985, a região Sudeste concentrava
70,5% dos estabelecimentos industriais do Brasil. Em 2006, a proporção havia baixado para 51%.
Essa diminuição percentual

(A) indica que o Sudeste deixou de ser a principal região industrial brasileira.
(B) é resultado das sucessivas crises econômicas que ocorreram no país entre 1985 e 2006.
(C) é consequência do aumento das importações de produtos industriais, principalmente da China.
(D) mostra que, atualmente, a principal atividade econômica do Sudeste é a agropecuária.
(E) demonstra que ocorreu no país um processo de redistribuição das atividades industriais.

Resposta: letra e
Comentário: Trata-se do processo de desconcentração industrial, que tem como um de seus fatores a guerra
fiscal e busca por mão de obra barata.
10. A questão está relacionada ao gráfico e às afirmações a seguir.

I. A tradicional expressão “O Brasil é um país de jovens” já pode ser contestada na década atual.
II. Entre as décadas de 1950 e 2000 ocorreram, simultaneamente, dois fenômenos demográficos: a redução
da natalidade e o envelhecimento da população.
III. O aumento da proporção de adultos reduz a necessidade de investimentos no setor de educação e
formação de mão de obra.
A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a população brasileira permitem afirmar que está correto
somente o que se afirma em

(A) I.
(B) I e II.
(C) I e III.
(D) II.
(E) II e III.

Resposta: letra b
Comentário: As afirmativas I e II estão corretas, demonstrando que o Brasil passa por um processo de
envelhecimento populacional e redução de natalidade. Já a afirmativa III está errada, visto que o aumento da
proporção de adultos não reduz necessidade de investimentos no setor da educação e formação de mão de
obra, mesmo porque muitos adultos necessitam ser inseridos no mercado de trabalho, a fim de se reduzir o
desemprego e a informalidade.
11. A questão está relacionada ao mapa e às afirmações.

I. Há grandes diferenças socioeconômicas entre os estados brasileiros.


II. As condições sociais mais precárias para as crianças são encontradas no Norte do país.
III. No Centro-Sul são oferecidas melhores condições de vida para a população infantil.
Está correto somente o que se afirma em
(A) I.
(B) I e II.
(C) I e III.
(D) II.
(E) II e III.
Resposta: letra c
Comentário: O mapa acima mostra que nos estados do centro-sul do Brasil há uma menor taxa de
mortalidade infantil, graças às melhores condições de vida e dos investimentos em saúde, ao contrário das
regiões norte e nordeste que tem índices de mortalidade mais elevados, o que se explica pelas piores
condições de vida, saúde e saneamento presentes nos estados dessas regiões.

12. Observe o gráfico a seguir.

Com base nos dados do gráfico e nos conhecimentos sobre as transformações na sociedade e economia do
Brasil, pode-se afirmar que

(A) até a década de 1960, a maior parte da população brasileira era rural, e isso devia-se, dentre outros
fatores, à baixa modernização das atividades agropecuárias.
(B) foi a entrada de imigrantes estrangeiros, em busca de terras baratas e empregos urbanos, a responsável
pelo crescimento da população urbana e rural na década de 1970.
(C) a partir da década de 1980, a população do campo começou a diminuir em razão da melhoria na
educação e renda da população rural.

(D) na década de 1990, a crise econômica pela qual o país passou fez com que muitos abandonassem o
campo à procura de empregos nas áreas urbanas.
(E) a partir de 2000, o país pode ser considerado muito urbanizado e com poucos problemas agrários, como
grilagem de terras, trabalho escravo e ocupações irregulares.

Resposta: letra a

Comentário:

13. Analise o mapa para responder à questão.

Assinale a alternativa que identifica o fenômeno apresentado no mapa.


(A) A megalópole entre São Paulo e Rio de Janeiro.
(B) A maior área de extrativismo mineral do Sudeste.
(C) A principal bacia leiteira do Brasil.
(D) A agricultura mais mecanizada do Sudeste.
(E) A hidrovia do rio Paraíba do Sul.

Resposta: alternativa a.
Comentário: O mapa acima mostra a chamada megalópole RJ-SP, região de maior concentração industrial e
populacional do Brasil.

PROBLEMAS AMBIENTAIS
14. Entre os atuais problemas ambientais, um dos mais preocupantes é o aquecimento global que
(A) afeta o meio ambiente dos países mais industrializados, mas ainda não produziu efeitos nas áreas mais
pobres do Planeta.
(B) está sendo combatido de forma eficiente pelos Estados Unidos, que já reduziram pela metade a emissão
de gases do efeito estufa.
(C) graças aos constantes debates promovidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) já está
controlado em quase todo o Globo.
(D) apresenta como uma de suas principais conseqüências o desaparecimento das massas de ar polares, como
tem sido observado no Brasil.
(E) já tem produzido alterações climáticas em várias partes do mundo, como por exemplo a redução da
calota de gelo do pólo Norte.

Resposta: Letra e
Comentário: Com efeito, o aquecimento global gerado pelo efeito estufa tem causado o derretimento das
geleiras existentes no Pólo Norte.
15. Em 1978, 150 mil quilômetros quadrados da floresta amazônica tinham sido desmatados. Cerca de 30
anos depois, a área saltou para 700 mil, ou seja, o equivalente a 3 vezes a área do estado de São Paulo. É
importante lembrar que a cada 10 segundos, uma área equivalente ao estádio de futebol do Maracanã é
desmatada.

Entre as principais causas do desmatamento, podem-se citar

(A) o crescimento das cidades e a exploração da borracha.


(B) a ação dos posseiros e a expansão de aeroportos clandestinos.
(C) o trabalho das madeireiras e a expansão urbana.
(D) a expansão da pecuária e a dos cultivos, como a soja.
(E) a exploração da castanha-do-pará e a agricultura de subsistência.

Resposta: letra d
Comentário: A expansão da pecuária e dos cultivos de soja rumo à Região Norte são os grandes
responsáveis pelo aumento das queimadas e desmatamento desta Região.

16. A desertificação é um dos grandes problemas ambientais da atualidade. Sobre esse problema, analise a
imagem e as afirmações a seguir.

I. A desertificação é um processo que torna os solos improdutivos para práticas agropecuárias.

II. Uma das causas da desertificação é o uso excessivo dos solos, seja pelas pastagens ou pelos cultivos.

III. O continente europeu é o mais afetado pelo processo de desertificação.

Está correto somente o que se afirma em


(A) I.
(B) I e II.
(C) I e III.
(D) II.
(E) III.
Resposta: letra b
Comentários: As afirmativas I e II descrevem corretamente o fenômeno da desertificação e suas causas. O
continente europeu não é o que mais sofre com a desertificação.
17. A cada ano que passa grandes extensões da floresta amazônica são destruídas, entre outras causas,

(A) pela expansão das atividades agropastoris, com destaque para a soja e a pecuária.
(B) pela demarcação de reservas indígenas, a exemplo do que ocorreu com a Reserva Raposa Serra do Sol.
(C) pelo crescimento das atividades extrativas minerais, tais como a exploração de bauxita no Acre.
(D) pela implantação de reservas extrativistas voltadas à exploração da borracha e do açaí.
(E) pelo surgimento de novos núcleos urbanos, a exemplo do que tem ocorrido em Rondônia.
Resposta: letra a
Comentário: ver comentário à questão 16.

Questão 18 PM/2011. Uma das principais características da globalização contemporânea está relacionada ao
extraordinário fluxo de capitais que circulam livremente. Diariamente, bilhões de dólares são transferidos de
um ponto ao outro do planeta, graças à desregulamentação do mercado pela abertura das fronteiras nacionais.
[...] Aplicações e retiradas de capitais são realizadas de forma imediata. (Fernando Sampaio & Ivone Sucena
(coord,), Geografia – Ensino Médio. São Paulo: SM, 2010)
De acordo com o texto, a globalização financeira

(A) impede o aparecimento de crises econômicas.


(B) nivela os países, sejam desenvolvidos ou subdesenvolvidos.
(C) integra as bolsas de valores do mundo inteiro.
(D) depende de fatores como produção agrícola e industrial.
(E) promove a descentralização do poder econômico no mundo.

Resposta correta: alternativa c


Comentários: O fenômeno descrito no texto retrata o viés econômico da globalização, cuja principal
característica é a integração das bolsas de valores dos mais diversos países do globo.

Questão 19 PM/2011. Há uma recomendação da ONU (Organização das Nações Unidas) para que o
consumo médio de água seja de 50 litros diários por habitante. Há países em que esse índice não passa de 5
litros. (Nova escola. Edição especial, maio de 2010)
A escassez de água é um sério problema socioambiental encontrado, principalmente,
(A) no Sul da Ásia.
(B) na África Subsaariana.
(C) no centro da América do Sul.
(D) na América Central insular.
(E) no leste da Ásia.

Resposta: alternativa b
Comentários: De fato, por fatores socioambientais, a região da África Subsaariana é uma das que mais sofre
com o fenômeno da escassez de água no globo.
Questão 20 PM/2011. A questão está relacionada à imagem de um deslizamento no estado do Rio de
Janeiro, em janeiro de 2011.

(http://renatamonteiro.files.wordpress.com/2011/01/deslizamento-11.jpg)

O deslizamento observado na foto ocorreu no domínio morfoclimático


(A) do cerrado.
(B) das araucárias.
(C) das pradarias.
(D) das caatingas.
(E) dos mares de morros.

Resposta correta: Alternativa e.


Comentários: A imagem retrata o deslizamento de terra ocorrido na Ilha Grande –RJ, após fortes chuvas na
virada do ano 2010 para o ano 2011. O domínio morfoclimático em questão são os mares de morros,
característicos da região da Serra do Mar, retratada na imagem apresentada.

Questão 21 PM/2011. Analise o mapa para responder à questão.

Assinale a alternativa que identifica o fenômeno apresentado no mapa.


(A) A megalópole entre São Paulo e Rio de Janeiro.
(B) A maior área de extrativismo mineral do Sudeste.
(C) A principal bacia leiteira do Brasil.
(D) A agricultura mais mecanizada do Sudeste.
(E) A hidrovia do rio Paraíba do Sul.

Resposta: alternativa a.
Comentários: O gráfico apresenta as regiões mais populosas do Brasil, chamada de megalópole SP-RJ. Em
virtude da falta de dados apresentados pela questão, a melhor maneira de se chegar à resposta correta, seria
através da eliminação das demais alternativas, que estão incorretas.