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Aeronaves

Conceitos e Anatomia

Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio
Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio
Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio
Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio
Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio
Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio
Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio
Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio
Aeronaves Conceitos e Anatomia Tiago Giglio

Tiago Giglio

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JETWIND

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Módulo 1 – Conceitos Básicos

Módulo 1 – Conceitos Básicos
Definições: Nós, dinossauros, manjamos Aerodinâmica!
Definições:
Nós,
dinossauros,
manjamos
Aerodinâmica!

1.1 Aerodinâmica

1. palavra complexa originada do grego “ar” (αηρ) e “energia” (δθναμισ). (N.F. Krasnov)

2. ciência, parte da Mecânica, que estuda o ar em movimento; estabelece, em suas bases, leis especiais de interação entre escoamento de ar e corpos sólidos.

o ar em movimento; estabelece, em suas bases, leis especiais de interação entre escoamento de ar

1.1.1 Aerodinâmica e Projeto de Aeronaves

A ferramenta básica para o projeto de aeronaves é a Aerodinâmica que baseia-se em conceitos como:

Sustentação;

Arrasto;

Pressão, temperatura, densidade e viscosidade do ar;

Número de Reynolds;

Número de Mach;

Camada Limite.

temperatura, densidade e viscosidade do ar;  Número de Reynolds;  Número de Mach;  Camada
temperatura, densidade e viscosidade do ar;  Número de Reynolds;  Número de Mach;  Camada
temperatura, densidade e viscosidade do ar;  Número de Reynolds;  Número de Mach;  Camada
temperatura, densidade e viscosidade do ar;  Número de Reynolds;  Número de Mach;  Camada
temperatura, densidade e viscosidade do ar;  Número de Reynolds;  Número de Mach;  Camada
fonte: www.ctie.monash.edu.au/hargrave/cayley.html 6
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1.2 Grandezas e Unidades

Grandezas

escalares: número + unidade (ex.: massa, tempo, volume)

vetoriais: módulo, direção e sentido + unidade (ex.: força, velocidade, aceleração)

O Sistemas Internacional de Unidades (SI) convencionou 7 grandezas de base:

comprimento, massa, tempo, corrente elétrica, temperatura termodinâmica, quantidade de matéria e intensidade luminosa.

Unidades

de base: convenciondas pelo SI

derivadas: originadas a partir das fundamentais

luminosa . Unidades  de base : convenciondas pelo SI  derivadas: originadas a partir das

7

V
V
V
V

Vetor

V V Vetor Velocidade V V 8
Velocidade V V 8
Velocidade
V
V
8

Unidades comuns em Engenharia Aeronáutica e Aviação são:

9

Velocidade

nó [kt], pé/segundo [ft/s], pé/minuto [fpm] 1 kt = 1,852 km/h 1 ft/s = 1,09728 km/h

Comprimento

milha náutica [nm]

1 nm = 1852 m 1 ft = 0,3048 m

’ milha náutica [nm] 1 nm = 1852 m 1 ft = 0,3048 m ’ pé

pé [ft]

Massa

libra [lb] 1 lb = 0,453592 kg

 

slug

1 slug = 14,693903 kg

Volume

galão americano [gl] 1 gl (US) = 3,785412 L

Pressão

atmosfera [atm]

milibar [mb]

milímetro de Mercúrio [mmHg]

psi

1 atm = 1013,25 mb 1 atm = 760 mmHg 1 atm = 14,6959 psi

1.2.1 Grandezas e Unidades em Engenharia Aeronáutica e Aviação

Pressão

Pressão [Pa] ou [N/m 2 ] é componente normal da força F [N] por unidade de área A [m 2 ] definida por:

F P = A 10
F
P =
A
10

fonte: precisionneedles.com

fonte: www.nicolas.fr

Líquidos e Gases

Pressão = colisões entre moléculas

Pressão absoluta (vácuo perfeito, “P = 0 Pa”)

[Pa]

Pressão absoluta (vácuo perfeito, “P = 0 Pa”) [Pa] Pressão manométrica (relativa à pressão local de

Pressão manométrica (relativa à pressão local de um sistema)

Pressão barométrica [atm] (relativa à atmosfera)

sistema) Pressão barométrica [atm] (relativa à atmosfera) Pressão estática P s [Pa] (ar em repouso) 1

Pressão estática P s [Pa] (ar em repouso)

atmosfera) Pressão estática P s [Pa] (ar em repouso) 1 2 q= ρV 2  Pressão
1 2 q= ρV 2
1
2
q=
ρV
2

Pressão dinâmica q [Pa] (escoamento com V ≠ 0)

Pressão dinâmica q [Pa] (escoamento com V ≠ 0) ’ tal que: ρ = densidade do

tal que: ρ = densidade do ar (1,225 kg/m 3 a 15 o C, no nível do mar) V = velocidade do corpo em relação ao ar

11

Temperatura

Temperatura [K] é a referência da energia interna de um sistema, ou seja, medida do estado térmico ou estado de agitação das moléculas de um corpo.

Densidade

Densidade ou massa específica ρ [kg/m 3 ] é definida como a quantidade de massa m encontrada no interior de um volume unitário v.

m ρ = v
m
ρ =
v
[kg/m 3 ] é definida como a quantidade de massa m encontrada no interior de um

12

“Microtreliça” de níquel cujo volume é 99,99 % ar; ρ = 0,9 mg/cm 3 Aerogel;
“Microtreliça” de níquel
cujo volume é 99,99 %
ar;
ρ = 0,9 mg/cm 3
Aerogel;
ρ = 20 mg/cm 3
13
fonte:www.cnet.com/news/breakthrough-material-is-barely-more-than-air/

fonte: NASA

Viscosidade

A viscosidade [Pa.s] ou [N.s/m 2 ] é a medida da resistência ao cisalhamento de um fluido.

é a medida da resistência ao cisalhamento de um fluido . V A F y B
V A F y B
V
A
F
y
B

ΔV

Δy

τ =μ

V = 0

τ = tensão de cisalhamento [N] μ = viscosidade dinâmica ou absoluta [N.s/m 2 ] ΔV = gradiente de velocidade do fluido [m/s] Δy = distância entre A e B [m] T = temperatura [K]

(Eq. de Sutherland)

tal que:

A e B [m] T = temperatura [K] (Eq. de Sutherland) tal que: Com o aumento
1.2.1.1 Número de Mach Ernst Mach 15

1.2.1.1 Número de Mach

1.2.1.1 Número de Mach Ernst Mach 15

Ernst Mach

1.3 Atmosfera Padrão – ISA

A Atmosfera Padrão ou ISA (International Standard Atmosphere)

é um modelo matemático da atmosfera terrestre publicado em

1962 pela ICAO (International Civilian Aviation Organization).

Em 1976 foi publicado um o US Standard Atmosphere atualizado pelo COESA (United States Committee on Extension to the Standard Atmosphere) e instituições americanas associadas que baseados em dados de satélites, foguetes e teoria dos gases perfeitos representaram a densidade e temperatura atmosféricas do nível do mar até 1000 km (3.280.840 ft).

fonte: http://history.nasa.gov/NP-119/p71.htm 1 7

fonte: http://history.nasa.gov/NP-119/p71.htm

17

a 80.000 m V som = 274 m/s

a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o
a 80.000 m V s o m = 274 m/s a 0 m V s o

a 0 m V som = 340 m/s

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fonte: http://www.virgingalactic.com/multimedia/album/whiteknightone-and-spaceshipone/
fonte: http://www.virgingalactic.com/multimedia/album/whiteknightone-and-spaceshipone/

Scaled Composites SpaceShipOne Lançada do Scaled Composites WhiteKnightOne, a SpaceShipOne bateu o recorde altitude do X-15 atingindo 367.422 ft (111.990 m) de altitude em 04/10/2004.

19

1.4 Sistema Anemométrico

O sistema anemométrico tem a função de prover informações elementares para o controle da aeronave em voo. Compreende basicamente tubo(s) de Pitot e tomada(s) de pressão estática cujas medições são enviadas ao velocímetro, climb, altímetro e ADC(s) (Air Data Computer). Os cálculos realizados pelo sistema anemométrico baseiam-se na equação:

Pitot
Pitot

P total = P s + q

20
20

fonte: http://flighttraining.aopa.org/images/ft_magazine/article_art/0304pitotstaticbig.jpg

Mikoyan-Gurevich MiG-23 Cessna 172 PITOT PITOT SDZ 50 Puchacz PITOT PITOT Bombardier Global 6000 21
Mikoyan-Gurevich MiG-23
Cessna 172
PITOT
PITOT
SDZ 50 Puchacz
PITOT
PITOT
Bombardier Global 6000
21

fonte: www.boeing.com/commercial/aeromagazine/aero_08/erroneous_story.html#specific

Arquitetura de um Sistema Anemométrico atual (após 1994) adotado pela Boeing

FIOS
FIOS

LINHA

LINHA

PNEUMÁTICA

1994) adotado pela Boeing FIOS LINHA LINHA PNEUMÁTICA PNEUMÁTICA ARINC 429 LINHA PNEUMÁTICA ADIRU – Air

PNEUMÁTICA

ARINC 429

Boeing FIOS LINHA LINHA PNEUMÁTICA PNEUMÁTICA ARINC 429 LINHA PNEUMÁTICA ADIRU – Air Data Inertial Reference

LINHA

PNEUMÁTICA

LINHA PNEUMÁTICA PNEUMÁTICA ARINC 429 LINHA PNEUMÁTICA ADIRU – Air Data Inertial Reference Unit ASI –

ADIRU – Air Data Inertial Reference Unit ASI – Air Speed Indicator ADM – Air Data Module AIMS – Airplane Information Management System

Module AIMS – Airplane Information Management System SAARU – Secondary Attitude Air Data Reference Unit PFD

SAARU – Secondary Attitude Air Data Reference Unit PFD – Primary Flight Displays ALT – Altimeter

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AoA – Angle of Attack ISP – Integrated Static Port MFP – Multifunction Probe OAT
AoA – Angle of Attack
ISP – Integrated Static Port
MFP – Multifunction Probe
OAT – Outside Air Temperature
SSA – Side Slip Angle
SBP – Standby Pitot
SBSP – Standby Static Port
SSA 3
SSA 1
SSA 2
SBSP L
SBSP L
OAT 1
OAT 2
SBP
MFP 2
MFP 1
MFP 3
AoA
ICE DETECTOR 2
ICE DETECTOR 1
ISP 1,2 E 3 R
ISP 1,2 3 3 L

Airbus A350

23

1.5 Escoamento

Em Aerodinâmica, escoamento é o ar em movimento e pode ser:

bidimensional: descrito por um sistema de 2 coordenadas em um plano para simplificação de determinadas análises como, por exemplo, escoamento em dutos;

tridimensional: descrito por um sistema de 3 coordenadas no espaço;

em dutos;  tridimensional : descrito por um sistema de 3 coordenadas no espaço; 24 Pratt

24

Pratt & Whitney F135

laminar;

turbulento;

compressível: escoamento com densidade ρ variável;

incompressível: escoamento densidade ρ constante.

compressível : escoamento com densidade ρ variável;  incompressível : escoamento densidade ρ constante. 25

25

1.6 Condição do Escoamento – Número de Reynolds

Após experimentos com água e tinta em tubos, Osborne Reynolds estabeleceu em 1833 uma relação entre forças de inércia e viscosas que atuam sobre um escoamento incompressível, o Número de Reynolds Re dado por:

onde:

Re =

Vlρ

μ

V = velocidade do escoamento livre; l = comprimento característico; ρ = densidade do fluido; µ = viscosidade dinâmica.

A partir de Re, defini-se os tipos de escoamento:

laminar: as camadas de fluido “escorregam” umas sobre as outras, a troca de massa entre camadas adjacentes é muito pequena;

turbulento: :

de fluido

desordenadamente em todas as direções.

partículas

as

se

movimentam

fonte: www.google.com
fonte: www.google.com

27

Em dutos, tem-se:

Re < 2300 Re > 2300

escoamento laminar; escoamento turbulento.

2300 ’ escoamento laminar ; escoamento turbulento . Em aerofólios, tem-se: 2x10 6 < Re <

Em aerofólios, tem-se:

2x10 6 < Re < 3x10 7

Re > 5x10 7

escoamento laminar;

escoamento turbulento.

3x10 7 ’ Re > 5x10 7 ’ escoamento laminar ; escoamento turbulento. WortmannWortmann FXFX 3535--135135

WortmannWortmann FXFX 3535--135135

1.7 Ciência e Aviação – Breve Histórico

O estudo das ciências exatas, principalmente a Aerodinâmica, contribuiu para a solução de problemas elementares da Aviação em seus primórdios como:

elementares da Aviação em seus primórdios como:   Controle do voo  Dispositivos de ensaios

Controle do voo

Dispositivos de ensaios

Voo no “mais pesado que o ar”

1.7.1 O Voo no “Mais Pesado que o Ar”

Otto Von Lilienthal voou pela primeira vez em 1891 em seu planador Derwitzer. Tecnicamente, este
Otto Von Lilienthal voou pela primeira vez em 1891 em seu
planador Derwitzer. Tecnicamente, este é o marco do voo em
um aparelho “mais pesado que o ar”.
Vaiss
Currinthiah!
Planador Derwitzer
Peso: 18 kg
Envergadura: 7 m
fonte: www.lilienthal-museum.de
Área de Asa: 8
m 2
fonte: www.j2mcl-planeurs.net/dbj2mcl/planeurs-machines/planeur-fiche_0int.php?code=2563

fonte: www.google.com

1.7.2 Controle do Voo

Com

decolou,

partida.

seu

Dirigível

contornou

N o 6,

em

a

Torre

1901

Eiffel

e

Alberto

Santos

ao

Dumont

de

retornou

ponto

LEME F RE F RD ESCOAMENTO HÉLICE
LEME
F RE
F RD
ESCOAMENTO
HÉLICE
ao Dumont de retornou ponto LEME F RE F RD ESCOAMENTO HÉLICE 31 fonte: Figaro Illustré

31

fonte: Figaro Illustré – n o . 144 01/03/1902

Em 1868 Matthew Piers Watt Boulton patenteou o aileron, dispositivo de controle lateral das aeronaves. O 14-bis de Santos Dumont foi uma das primeiras aeronaves a voar com ailerons (1906).

32

controle lateral das aeronaves. O 14-bis de Santos Dumont foi uma das primeiras aeronaves a voar

1.7.3 Dispositivos de Ensaio

Na busca por um dispositivo mais sofisticado Alexandre Gustav Eiffel criou seu primeiro túnel de vento em 1909.

Escoamento Laminar Túnel de circuito aberto tipo Eiffel 33 fonte: www.westernberg-engineering.de
Escoamento Laminar
Túnel de circuito aberto tipo Eiffel
33
fonte: www.westernberg-engineering.de
Túnel de vento do Centro de Pesquisa AMES da NASA fonte: NASA 34
Túnel de vento do Centro de Pesquisa AMES da NASA fonte: NASA 34

Túnel de vento do Centro de Pesquisa AMES da NASA

fonte: NASA

34

Paulham-Tatin Aero Torpille n o 1 , uma das aeronaves testadas no túnel de vento

Paulham-Tatin Aero Torpille n o 1, uma das aeronaves testadas no túnel de vento de Eiffel por volta de 1911. Motor: Gnome de 7 cilindros / 50 hp Velocidade Máx: 141 km/h

1.7.4 Ensaios em Túnel de Vento

Certos fenômenos aerodinâmicos são observados e estudados em túnel de vento. Para ensaios de modelo de aeronaves em escala reduzida aplica-se o princípio da Similitude Dinâmica.

Segundo este

inércia e viscosas são similares se, e somente se, Re forem

princípio, experimentos envolvendo forças de

iguais, Re protótipo = Re modelo.

ρ

 

V l

ρ

m V

m

l

 

p

p

p

m

=

μ

p μ

m

Na a impossibilidade de se variar “l”, a solução é variar a densidade e viscosidade da seção de ensaios do túnel.

Lockheed C-121C Super Constellation Viu o Reynolds? 37
Lockheed C-121C Super Constellation
Viu o Reynolds?
37

1.8 Evolução do Peso e Velocidade das Aeronaves

1.8 Evolução do Peso e Velocidade das Aeronaves 38
TarrantTabor Peso: 20263 kg 39

TarrantTabor Peso: 20263 kg

40
40
Macchi MC.72 Velocidade: 709 km/h (383 kt) 41

Macchi MC.72 Velocidade: 709 km/h (383 kt)

41

1.8.1 Implicação da Velocidade e Peso no Projeto de Aeronaves

Uma aeronave em repouso no solo está sob a ação da força da gravidade ou 1 “g”, enquanto que em voo pode ser observado o efeito de múltiplos “g”. Os limites estruturais de uma aeronave são definidos pela velocidade e o Fator de Carga n, a partir dos quais obtém-se e o Diagrama V-n; n (+) ou n (-) adimensional, é dado por:

L n= W
L
n=
W

onde:

L = Sustentação [N]

W = m.g [N]

g = 9,81 m/s 2

Em geral, n (-) 0,4.n (+).

L = 143 kN W = 10,78 kN
L = 143 kN
W = 10,78 kN

Sukhoi Su -31M

n (+) = 7,5 Diagrama V-n n (-) = 7,5.0,4 = - 3,0 VNE 44
n
(+) = 7,5
Diagrama V-n
n
(-) = 7,5.0,4 = - 3,0
VNE
44
Caso N130HP, aeronave C130A fabricada em 1957

Módulo 2 – Tópicos de Aerodinâmica

Módulo 2 – Tópicos de Aerodinâmica
Módulo 2 – Tópicos de Aerodinâmica

2.1 Forças Aerodinâmicas

O princípio do voo pode ser explicado pela 3 ª Lei de Newton, (ação e reação) que rege as forças surgidas da interação entre corpo sólido e fluido ou forças aerodinâmicas que são:

Sustentação L (Lift) [N]: força responsável por manter a aeronave no ar resultante da interação da asa com o escoamento;

Arrasto D (Drag) [N]: força de resistência ao movimento da aeronave no ar;

[N]: força de resistência ao movimento da aeronave no ar; Lockheed C-130T Hercules Decolagem Foguetes (RATO).

Lockheed C-130T Hercules

Decolagem

Foguetes (RATO).

Assistida

por

46

fonte: www.richard-seaman.com/Wallpaper/Aircraft/Displays/UsTeams/FatAlbertRato.jpg

Outras forças que atuam durante o voo são:

Peso W (Weight) [N]: inerente à massa e à gravidade (P = mg);

Tração e ou Empuxo T (Thrust) [N]: força gerada pelo(s) motor(es) oposta ao arrasto (exceções: planadores, asas-delta, paragliders).

fonte: www.google.com Gossamer Condor – 31,8 kg fonte: www.google.com
fonte: www.google.com
Gossamer Condor – 31,8 kg
fonte: www.google.com

47

Mikoyan Gurevich MiG-31 – 15500 kgf de empuxo/motor (razão de subida de 208 m/s)

SUSTENTAÇÃO ARRASTO TRAÇÃO PESO
SUSTENTAÇÃO
ARRASTO
TRAÇÃO
PESO

Santos Dumont Demoiselle

SUSTENTAÇÃO ARRASTO PESO fonte: www.dus-spotter.de/index.php/Thread/1317-2-Tage-Flugplatz-Grefrath/
SUSTENTAÇÃO
ARRASTO
PESO
fonte: www.dus-spotter.de/index.php/Thread/1317-2-Tage-Flugplatz-Grefrath/

Schumpp-Hirth Ventus 2

2.2 Aerofólio e Perfil

Aerofólio é toda superfície capaz de gerar força de sustentação ao interagir com o escoamento. A asa, as superfícies de controle, os estabilizadores horizontal e vertical, e em alguns casos a fuselagem de uma aeronave são tipos de aerofólios.

Perfil é secção transversal de um aerofólio cortado por um plano vertical paralelo ao escoamento livre.

Superfícies que podem atuar como aerofólios

um aerofólio cortado por um plano vertical paralelo ao escoamento livre. Superfícies que podem atuar como
50
50
um aerofólio cortado por um plano vertical paralelo ao escoamento livre. Superfícies que podem atuar como
BORDO DE ATAQUE EXTRADORSO PERFIL BORDO DE FUGA INTRADORSO
BORDO DE ATAQUE
EXTRADORSO
PERFIL
BORDO DE FUGA
INTRADORSO

Douglas DC-3

2.3 Geometria do Perfil

2.3 Geometria do Perfil c = corda t = espessura h = máximo arqueamento x t
c = corda t = espessura h = máximo arqueamento
c
= corda
t
= espessura
h
= máximo arqueamento

x t = posição da máxima espessura x h = posição do máximo arqueamento

r N = raio do bordo de ataque 2τ = ângulo do bordo de fuga z u = superfície superior z i = superfície inferior

52

fonte: Aerodynamic of the Airplane – Hermann Schlichiting and Erich Truckenbrodt

2.3.1 Espessura do Perfil x Velocidade

fonte: NASA

2.3.1 Espessura do Perfil x Velocidade fonte: NASA V m á x = 440 km/h V

V máx = 440 km/h

V máx = 985 km/h

V máx = 2124 km/h

53

fonte: www.google.com
fonte: www.google.com

Junkers G38 A espessura de sua asa nas raízes de quase 2 m permitiam a acomodação de passageiros e carga! O G38 atingia V máx = 225 km/h

Lockheed F-104 Starfighter A espessura de sua asa nas raízes é 10,7 cm e nas pontas de 2,5 cm.

54
54

fonte: www.google.com

2.4 Arrasto

O Arrasto Total D, desprezando-se

os

efeitos

de

compressibilidade do ar, é a somatória de 2 componentes:

Arrasto Induzido D i ou Arrasto de Vórtice: inerente à sustentação, é função do AoA e da atuação de superfícies de controle (trim drag);

fonte: http://newscenter.sdsu.edu/engineering/news-2013_sdsu-doctoral-student-explores.aspx
fonte: http://newscenter.sdsu.edu/engineering/news-2013_sdsu-doctoral-student-explores.aspx

55

fonte: www.google.com 56 fonte: www.google.com
fonte: www.google.com
56
fonte: www.google.com


Arrasto Parasita D o : somatória das componentes de arrasto que não geram sustentação (arrasto de interferência asa- fuselagem, de perfil, de fricção, de pressão e de onda). D o é também denominado arrasto de sustentação zero (zero lift drag), ou seja, arrasto para C L = 0.

radome

antenas
antenas

Lockheed U-2D

Arrasto Parasita
Arrasto
Parasita
Arrasto Parasita 2.4.1 Arrasto Parasita O Arrasto Parasita é gerado por diversas fontes e pode ser
Arrasto Parasita 2.4.1 Arrasto Parasita O Arrasto Parasita é gerado por diversas fontes e pode ser
Arrasto Parasita 2.4.1 Arrasto Parasita O Arrasto Parasita é gerado por diversas fontes e pode ser
Arrasto Parasita 2.4.1 Arrasto Parasita O Arrasto Parasita é gerado por diversas fontes e pode ser

2.4.1 Arrasto Parasita

O Arrasto Parasita é gerado por diversas fontes e pode ser subdividido em:

Arrasto de Perfil
Arrasto de
Perfil
Arrasto de Interferência
Arrasto de
Interferência
Arrasto de Onda
Arrasto de
Onda
de Perfil Arrasto de Interferência Arrasto de Onda Arrasto de Fricção Arrasto de Pressão Arrasto de
de Perfil Arrasto de Interferência Arrasto de Onda Arrasto de Fricção Arrasto de Pressão Arrasto de
de Perfil Arrasto de Interferência Arrasto de Onda Arrasto de Fricção Arrasto de Pressão Arrasto de
de Perfil Arrasto de Interferência Arrasto de Onda Arrasto de Fricção Arrasto de Pressão Arrasto de
Arrasto de Fricção
Arrasto de
Fricção
Arrasto de Pressão
Arrasto de
Pressão
Arrasto de Motor Arrasto de Resfriamento Melmoth 2
Arrasto de Motor
Arrasto de
Resfriamento
Melmoth 2
Arrasto de Base
Arrasto de Base

58

59

Abaixo, é apresenta uma tabela de referência de C Do .

Tipo de Aeronave

C

Do

Bimotor à pistão

0,022 – 0,028

Turbohélice de grande porte

0,018 – 0,024

Pequena aeronave com trem retrátil

0,02 – 0,03

Pequena aeronave com trem fixo

0,025 – 0,04

Aeronave agrícola com sistema de spray

0,07 – 0,08

Aeronave agrícola sem sistema de spray

0,06 – 0,065

Jato subsônico

0,014 – 0,02

Jato supersônico

0,02 – 0,04

Planador

0,012 – 0,015

ASW-22 C Do = 0,016 fonte: www.alexander-schleicher.de
ASW-22
C Do = 0,016
fonte: www.alexander-schleicher.de
Boeing 747-8 C Do = 0,018 – 0,023
Boeing 747-8
C Do = 0,018 – 0,023

2.4.1.1 Arrasto de Pressão e Fricção

A distribuição da pressão estática sobre um corpo depende de sua forma que pode implicar em descolamento indesejado da Camada Limite (ΔP).

estática sobre um corpo depende de sua forma que pode implicar em descolamento indesejado da Camada
Myasishchev VM-T VAIH CUЯINTHIEV fonte: www.polska-kaliningrad.ru fonte: www.google.com Boeing E-3 Sentry 61
Myasishchev VM-T
VAIH CUЯINTHIEV
fonte: www.polska-kaliningrad.ru
fonte: www.google.com
Boeing E-3 Sentry
61

2.4.1.2 Arrasto de Onda e Jatos Executivos

2.4.1.2 Arrasto de Onda e Jatos Executivos 62

63

0,8 < M < 1,2 ’ Regime Transônico
0,8 < M < 1,2 ’
Regime Transônico

2.5 Camada Limite

Conceito criado por Ludwig Prandtl em 1904 define Camada Limite como uma fina lâmina de fluido imediatamente adjacente à superfície de um corpo sólido imerso em um escoamento.

de fluido imediatamente adjacente à superfície de um corpo sólido imerso em um escoamento. fonte: www.google.com

fonte: www.google.com

2.5.1 Camada Limite Laminar e Turbulenta

A Camada Limite pode transicionar de laminar para turbulenta e até se “descolar” da superfície do corpo, implicando em prejuízos aerodinâmicos (ex.: arrasto, perda de sustentação e controle).

28 mm 100 m/s 2 mm
28 mm
100 m/s
2 mm
2 m

2 m

Transição da Camada Limite sobre uma placa plana.

Camada Camada Limite Turbulenta Limite Turbulenta α
Camada
Camada Limite
Turbulenta
Limite
Turbulenta
α

Transição da camada limite sobre um aerofólio.

fonte: www.google.com

66

2.5.1 Separação da Camada Limite

Devido ao expressivo aumento de pressão no sentido do escoamento, parte das partículas de fluido tem sua direção de movimento invertida dentro da Camada Limite o que resultará em sua separação ou “descolamento” após o que são geradas esteiras de turbulência.

67

Esteira

após o que são geradas esteiras de turbulência. 67 Esteira Ponto de “descolamento” fonte: www.google.com
após o que são geradas esteiras de turbulência. 67 Esteira Ponto de “descolamento” fonte: www.google.com

Ponto de “descolamento”

após o que são geradas esteiras de turbulência. 67 Esteira Ponto de “descolamento” fonte: www.google.com

fonte: www.google.com

após o que são geradas esteiras de turbulência. 67 Esteira Ponto de “descolamento” fonte: www.google.com

2.6 Curva C L x α

Uma forma conveniente de se descrever as características aerodinâmicas de um aerofólio ou de uma aeronave é a plotagem da denominada Curva de Sustentação ou C L x α.

Nesta curva, C L aumenta linearmente com α até atingir seu valor máximo, ou C Lmáx , a partir do qual ocorre a perda de sustentação ou estol para um dado ângulo de ataque α estol .

Após o estol, C L decresce tendendo a se nivelar em valores menores, para valores maiores de α.

69

2.7 Estol

O aumento de α implica em aumento de C L até o ponto de inflexão C Lmáx da curva C L x α a partir do qual tem-se a perda de sustentação ou estol.

Fisicamente, o estol é o descolamento da Camada Limite.

A velocidade de estol V estol pode ser um requisito fundamental para o projeto de uma aeronave, particularmente quando projetada para operação em pistas curtas ou emprego em instrução.

V estol [m/s] é dada por:

V

estol

=

2 W 1 . . S ρ ∞ C Lmáx
2
W
1
.
.
S
ρ ∞
C Lmáx

onde:

ρ = densidade do ar [kg/m 3 ]; S = área da asa [m 2 ]; W = peso da aeronave [N].

V estol é função:

altitude (ar rarefeito);

Carga Alar (W/S);

C Lmáx .

Northrop F-5E, V estol = 230 km/h Zenair STOL CH 801, V estol = 56
Northrop F-5E, V estol = 230 km/h
Zenair STOL CH 801, V estol = 56 km/h
72
NASA C-8 QSRA V estol = 92,6 km/h (50kt)
NASA C-8 QSRA
V estol = 92,6 km/h (50kt)

2.8 Teoria da Sustentação: Newton e Bernoulli

“The original Bernoulli theory was also

unable to account for the fact that aircraft are perfectly capable of generating lift from wings with symmetrical cross sections. Whereas the Newtonian air deflection

argument relating to angle of attack (

can. The Newtonian theory of lift also enables us to understand why aircraft are able to fly upside down!”

)

attack ( can. The Newtonian theory of lift also enables us to understand why aircraft are
attack ( can. The Newtonian theory of lift also enables us to understand why aircraft are

74

Esse aviãozinho empurra ar pra baixo? Truco!
Esse aviãozinho
empurra ar pra
baixo? Truco!

Tupolev Tu-95M, envergadura = 51,10 m e MTOW = 185000 kg.

E aí falastrão? 6!!! 76
E aí falastrão? 6!!!
E aí falastrão? 6!!!

Módulo 3 – Anatomia das Aeronaves Convencionais

Módulo 3 – Anatomia das Aeronaves Convencionais

3.1 Partes Básicas de uma Aeronave Convencional

1. Hélice

2. Trem de pouso

3. Montante

4. Asa

5. Aileron direito

6. Flap direito

7. Fuselagem

8. Estabilizador Horizontal

9. Deriva

10. Leme

11. Profundor

12. Flap esquerdo

13. Aileron esquerdo

14. Porta

15. Assento

16. Para-brisas

17. Carenagem do motor

18. Spinner

19. Carenagem da roda

20. Luz de pouso

21. Luz de ponta de asa

fonte: FAA APA-158-91 The Main Parts of an Airplane

78

3.2 Asa

Superfície responsável por gerar a força de sustentação principal da aeronave. Para estudos de Aerodinâmica, a asa pode ser:

bidimensional (2D): envergadura “infinita”;

79
79

tridimensional (3D): envergadura finita.

ser:  bidimensional (2D) : envergadura “infinita”; 79  tridimensional (3D) : envergadura finita. ASA 3D

ASA 3D

ser:  bidimensional (2D) : envergadura “infinita”; 79  tridimensional (3D) : envergadura finita. ASA 3D

ASA 2D

3.3 Geometria da Asa

Geometricamente, a asa é definida por:

perfil

envergadura

Relação de Aspecto

Enflechamento

Diedro

Área de Asa

Afilamento

3.3.1 Área de Asa

Área de Asa S é a área de sua projeção em planta, prolongada no interior da fuselagem. Define-se ainda Área Molhada S wet(w) como a área em contato com o escoamento dada por:

S wet(w) = S exp .[1,977+0,52(t/c)]

t/c > 0,05

onde:

S exp =

e x p .[1,977+0,52(t/c)] ’ t/c > 0,05 onde: S exp = S – S prolongamento

S S prolongamento na fuselagem

S exp
S exp

81

3.3.2 Envergadura e Relação de Aspecto

envergadura (b): distância entre as pontas da asa;

Relação de Aspecto (RA) ou Alongamento, é dada por:

Relação de Aspecto (RA) ou Alongamento , é dada por: tal que: RA = b 2

tal que:

RA =

b

2

S

ou

RA =

b

RA = b c

c

b = envergadura [m] S = área da asa [m 2 ]

c = corda média geométrica [m]

b 2 S ou RA = b c b = envergadura [m] S = área da
S c = b
S
c =
b

Antonov An-225 Mrya

b

S

= 88,4 m

= 905 m 2

b b
b
b

RA = 8,6

83

b = 26,5 m S = 17,1 m 2
b
= 26,5 m
S
= 17,1 m 2

Schleicher ASH 30 Mi

3.3.2.1 Coeficiente de Arrasto Induzido e RA

3.3.2.1 Coeficiente de Arrasto Induzido e RA C Di = 2 C L π.e.RA 85
C Di
C
Di

=

2 C L π.e.RA
2
C
L
π.e.RA

85

3.3.3 Pontas de Asa

3.3.3 Pontas de Asa fonte: www.google.com 8 6
3.3.3 Pontas de Asa fonte: www.google.com 8 6
3.3.3 Pontas de Asa fonte: www.google.com 8 6

fonte: www.google.com

86

3.3.3.1 Vórtices de Ponta de Asa

Os vórtices resultam da diferença de pressão do escoamento sobre a asa (alta pressão do intradorso “+” baixa pressão do extradorso).

do intradorso “+” baixa pressão do extradorso). Vórtices das pontas da asa são a componente C

3.3.3.2 End Plates e Winglets

As primeiras pesquisas de “superfícies verticais nas pontas da asa” datam do final de 1800 realizadas pelo aerodinamicista britânico Frederick W. Lanchester.

Uma asa com end plates apresenta comportamento similar a uma asa 2D, consequentemente com Coeficiente de Sustentação maior e C Di menor.

fonte: www.google.com 88
fonte: www.google.com
88

Airbus A380 Os end plates do A380 têm 2,4o m de altura, os maiores já construídos.

Os winglets precisam ser posicionados nas pontas da asa com um mínimo AoA em relação ao escoamento para que possam gerar sustentação.

Ao gerarem sustentação, os winglets aumentam a região de baixa pressão em seu extradorso e melhoram a distribuição de sustentação, isto é, aproximando-a da distribuição de uma asa elíptica, efeito do aumento de RA.

de sustentação , isto é, aproximando-a da distribuição de uma asa elíptica , efeito do aumento

89

- - - + - - - - + + + +
-
-
-
+
-
-
-
-
+
+
+
+

O emprego de winglets e end plates implica no aumento de Arrasto de Fricção e de Interferência e pode facilmente aumentar o Arrasto Total D.

São aerodinamicamente viáveis quando a redução de C Di é maior que a somatória dos Arrastos de Fricção e Interferência.

91
91

91

fonte: www.boeing.com

Raked Wingtips  “melhoram” C D e C L (vantagem sobre winglet)  mais eficiente
Raked Wingtips
 “melhoram” C D e C L (vantagem sobre winglet)
 mais eficiente estruturalmente que winglets

Boeing P-8A Poseidon com haked wingtips que aumentam a envergadura em 3,96 m (1,98 m x 2) .

fonte: www.freerepublic.com/focus/news/2852874/posts

92

3.3.4 Enflechamento

Enflechamento é o ângulo ʌ, no plano horizontal, entre o eixo perpendicular ao escoamento livre e a linha que une os pontos das seções da asa situados a uma distância do bordo de ataque igual a 25% da corda.

e a linha que une os pontos das seções da asa situados a uma distância do

93

94 Falcon 7X Mach 0.81 Falcon 8X Mach 0.90 Learjet 75 Mach 0.81

94

Falcon 7X Mach 0.81 Falcon 8X Mach 0.90
Falcon 7X
Mach 0.81
Falcon 8X
Mach 0.90
Learjet 75 Mach 0.81
Learjet 75
Mach 0.81
English Electric Lightning Asas com enflechamento de 30 o projetadas para voos a Mach 2.
English Electric Lightning
Asas com enflechamento de 30 o projetadas para
voos a Mach 2.

95

fonte: www.flightglobal.com/blogs/aircraft-pictures/2008/10/thunder-city-lightning/

3.3.5 Diedro

O diedro Γ é o ângulo formado entre o plano das semi-asas e o plano horizontal; observa-se Γ iguais na vista frontal da aeronave.

Se as pontas da asa estão acima de sua raiz Γ é positivo; se estão abaixo, Γ é negativo (ver 3.3.5.1); em algumas aeronaves Γ = 0.

Γ está relacionado à estabilidade latero-direcional da aeronave e à sua manobrabilidade.

Г Г
Г
Г

Airbus A380 – Diedro (+).

3.3.5.1 Anedro

O anedro (Γ < 0) diminui a tendência à estabilidade lateral e, portanto, aumenta a capacidade de manobra. Caças e aeronaves de grande porte, geralmente de transporte militar com asa alta, apresentam anedro.

fonte: www.google.com
fonte: www.google.com

Antonov An-124

98

Г Г
Г
Г

McDonnel Douglas AV8B – Harrier II – Anedro Г = - 12 o .

E agora diedro ou anedro???
E agora
diedro
ou anedro???

Vought F4U Corsair

100

fonte: http://walls4joy.com/walls/aircrafts-planes/vought-f4u-corsair-aircraft-military-planes-326582-3504x2336.jpg

101

3.3.6 Afilamento

O Afilamento λ é a razão entre a corda na extremidade da asa pela corda em sua raiz:

c E λ = c R
c
E
λ =
c R

onde:

c E = corda na extremidade da asa c R = corda na raiz da asa

λ = 1
λ = 1
na extremidade da asa c R = corda na raiz da asa λ = 1 Piper

Piper PA-38 Tomahawk

Asa retangular (Hershey’s bar wing).

c E c R
c E
c R

ShortsTucano

3.3.7 Carga Alar e Área da Asa

A Carga Alar W/S [N/m 2 ] é a relação peso/área da asa. Em

função de W/S calcula-se V estol , razão de subida, distâncias de

pouso e decolagem e desempenho em curva; W/S menor V estol .

quanto menor

S 2 = 34,16 m 2

S 1 = 37,35 m 2 Mosca MTOW = 18030 kg
S 1 = 37,35 m 2
Mosca
MTOW = 18030 kg

3,5

4,74.10 3

3,5 4,74.10 3 Dmitriev X-14 104

Dmitriev X-14

3,5 4,74.10 3 Dmitriev X-14 104

104

Quanto maior a Carga Alar, maior a V estol !!!

2 W 1 V = . . estol ρ ∞ S C Lmáx F-5M T-27
2
W
1
V
=
. .
estol
ρ
∞ S
C Lmáx
F-5M
T-27 Tucano
105

3.3.8 Forma em Planta da Asa

3.3.8 Forma em Planta da Asa Asa Enflechada – MiG 17 Asa Reta – Pilatus PC6
Asa Enflechada – MiG 17 Asa Reta – Pilatus PC6 Asa Afilada – Citation II
Asa Enflechada – MiG 17
Asa Reta – Pilatus PC6
Asa Afilada – Citation II
17 Asa Reta – Pilatus PC6 Asa Afilada – Citation II Asa Delta – Mirage 2000

Asa Delta – Mirage 2000

Asa Elíptica – Spitfire Mk PR

106

Asa de Geometria Variável – Sukhoi Su-24

3.3.8.1 Forma em Planta da Asa e Distribuição da Sustentação

A distribuição de sustentação ao longo da envergadura é função da forma em planta da asa; em projetos, busca-se obter distribuição de sustentação próxima a de uma asa elíptica.

107
107

fonte: Principles pf Flight for Pilots, Swatton, Peter J.

Boeing F/A-18C Ar condensado sobre a asa mostrando a distribuição de sustentação. 108

Boeing F/A-18C Ar condensado sobre a asa mostrando a distribuição de sustentação.

108

3.3.8.2 Forma em Planta da Asa e Progressão do Estol

3.3.8.2 Forma em Planta da Asa e Progressão do Estol 109

3.3.9 Posicionamento da Asa em Relação à Fuselagem

A posição vertical da asa em relação à fuselagem implicará em características da aeronave como:

estabilidade latero-direcional;

aerodinâmica;

estrutura.

As configurações atuais são: asa baixa, média ou alta. Devido aos novos materiais e recursos computacionais, projetos de biplanos e triplanos, da era strut and wire de 1900, são bastante raros.

Asa baixa – Honda Jet Asa média – Piaggio Avanti P180 fonte: www.google.com Asa alta

Asa baixa – Honda Jet

Asa baixa – Honda Jet Asa média – Piaggio Avanti P180 fonte: www.google.com Asa alta –

Asa média – Piaggio Avanti P180

fonte: www.google.com

Asa média – Piaggio Avanti P180 fonte: www.google.com Asa alta – Ilyushin Il-76 Asa Parassol –

Asa alta – Ilyushin Il-76

média – Piaggio Avanti P180 fonte: www.google.com Asa alta – Ilyushin Il-76 Asa Parassol – Elbit

Asa Parassol – Elbit Hermes 450

111

Certa vez, perguntaram ao Barão Vermelho: - sua “máquina” é asa baixa, média ou alta???
Certa vez, perguntaram ao Barão Vermelho:
- sua “máquina” é asa baixa, média ou alta???
Putzfhudeuh!

Fokker DR.1 (réplica)

112

3.3.9.1 Estabilidade Látero-Direcional

Quando perturbadas por uma rajada de vento, por exemplo, as aeronaves de asa alta apresentam Momento de Rolagem Estabilizante (+) e as de asa baixa Momento de Rolagem Desestabilizante (-); em aeronaves de asa média o Momento = 0.

Desestabilizante (-) ; em aeronaves de asa média o Momento = 0 . 113 fonte: Aircraft
Desestabilizante (-) ; em aeronaves de asa média o Momento = 0 . 113 fonte: Aircraft

113

fonte: Aircraft Stability and Automatic Control

3.3.9.2 Posicionamento da Asa em Relação à Fuselagem – Outras Considerações

Em projetos de aeronaves, dentre os aspectos considerados para o posicionamento vertical da asa estão:

considerados para o posicionamento vertical da asa estão:  distância entre motores e solo;  layout

distância entre motores e solo;

layout para cumprimento de missão;

projeto de trem de pouso.

estão:  distância entre motores e solo;  layout para cumprimento de missão;  projeto de
estão:  distância entre motores e solo;  layout para cumprimento de missão;  projeto de

114

3.4 Fuselagens Especiais

Algumas fuselagens são projetadas especificamente para transportar cargas volumosas, gerar sustentação ou garantir “invisibilidade”; fuselagens existentes podem ser modificadas para o cumprimento de missões especiais.

fonte: http://1951club.files.wordpress.com/2011/01/comet-g-alyp.jpg

http://1951club.files.wordpress.com/2011/01/comet-g-alyp.jpg De Havilland DH-106 Comet C4 AEW Martin Marietta X-24A

De Havilland DH-106 Comet C4 AEW

De Havilland DH-106 Comet C4 AEW Martin Marietta X-24A Conceito “ lifting body ”. 115

Martin Marietta X-24A Conceito “lifting body”.

115

Airbus A300-600ST Beluga A fuselagem dos Beluga foi projetada para o transporte de cargas volumosas de até 47 t; suas dimensões são: diâmetro 7,31 m, largura máxima de 3,70 m e comprimento de 37,7 m.

fonte: www.flickr.com
fonte: www.flickr.com

116

117
117

fonte: www.walpapervortex.com

Lockheed SR-71 Blackbird A fuselagem frontal do SR-71 continha chines que contribuíam para a sustentação em altos AoA Os painéis da fuselagem se alinhavam apenas em voo e os bordos de ataque atingiam 300 º C.

Lockheed F-117 Nighthawk A fuselagem do F-117 foi projetada para atender ao conceito Stealth demandando
Lockheed F-117 Nighthawk
A fuselagem do F-117 foi projetada
para atender ao conceito Stealth
demandando em um sistema de
controle fly by wire robusto; a
“finesse” aerodinâmica foi relegada
ao segundo plano.
118
fonte: www.google.com

Módulo 4 – Motores Aeronáuticos

Módulo 4 – Motores Aeronáuticos
Módulo 4 – Motores Aeronáuticos

4.1 Tipos de Motores Aeronáuticos

Um dos aspectos determinantes do desempenho de uma aeronave é seu sistema de propulsão. A especificação de um motor deve considerar o ambiente operacional (oxigênio, densidade do ar, temperatura e pressão). Os motores aeroespaciais são classificados em:

Motores Aeroespaciais
Motores
Aeroespaciais
aeroespaciais são classificados em: Motores Aeroespaciais Dependentes da Admissão de Ar Independentes da Admissão
aeroespaciais são classificados em: Motores Aeroespaciais Dependentes da Admissão de Ar Independentes da Admissão
aeroespaciais são classificados em: Motores Aeroespaciais Dependentes da Admissão de Ar Independentes da Admissão
aeroespaciais são classificados em: Motores Aeroespaciais Dependentes da Admissão de Ar Independentes da Admissão
Dependentes da Admissão de Ar
Dependentes da
Admissão de Ar
em: Motores Aeroespaciais Dependentes da Admissão de Ar Independentes da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão
em: Motores Aeroespaciais Dependentes da Admissão de Ar Independentes da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão
em: Motores Aeroespaciais Dependentes da Admissão de Ar Independentes da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão
em: Motores Aeroespaciais Dependentes da Admissão de Ar Independentes da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão
Independentes da Admissão de Ar
Independentes da
Admissão de Ar
Motor Foguete
Motor Foguete
Pistão
Pistão
Reação
Reação
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
da Admissão de Ar Motor Foguete Pistão Reação Ramjet Pulsojeto Turbina à Gás Turboramjet Scramjet
Ramjet
Ramjet
Pulsojeto
Pulsojeto
Turbina à Gás
Turbina à Gás
Turboramjet
Turboramjet
Scramjet
Scramjet
Turbofoguete
Turbofoguete

120

4.1.1 Motor à Pistão

fonte: www.google.com
fonte: www.google.com

Lycoming 235 Series – 115 hp.

Cessna 152 Aerobat

121

fonte: http://www.lycoming.com/Lycoming/PRODUCTS/Engines/Certified/235Series.aspx

4.1.2 Turbohélice

http://www.aviationexplorer.com/Aircraft_Engines.html
http://www.aviationexplorer.com/Aircraft_Engines.html

Bombardier Q300 Motor turbo-hélice Pratt Whitney PW 123, 2380 shp.

122

4.1.3 Turbofan

Rolls Royce Trent 900 – 77.000 lbf bypass 8,5:1
Rolls Royce Trent 900 – 77.000 lbf
bypass 8,5:1

Airbus A-380

123

fonte: http://www.aircraftit.com/MRO/eJournals/eJournal/Aircraft-IT-MRO-MarchApril-2014/Reviews/Early-Adaptors-S1000D.aspx

124

GE-Honda HF120 – 2.095 lbf bypass 2,9:1

1 2 4 GE-Honda HF120 – 2.095 lbf bypass 2,9:1 fonte: http://aviationweek.com/bca/ge-honda-hf120-h1a-turbofans

fonte: http://aviationweek.com/bca/ge-honda-hf120-h1a-turbofans

4.1.4 Scramjet DARPA X-51 WaveRider Demonstrador de tecnologia com motor scramjet que voou a Mach
4.1.4 Scramjet
DARPA X-51 WaveRider
Demonstrador de tecnologia
com motor scramjet que
voou a Mach 5 em 2010.
125
fonte: www.456fis.org/WHAT'S_A_SCRAM_JET.htm

4.1.5 Turboramjet

fonte: www.habu.org/sr-71b/index.html MotorTurboramjato Pratt &Whitney J58 Empregado no Lockheed SR-71
fonte: www.habu.org/sr-71b/index.html
MotorTurboramjato
Pratt &Whitney J58
Empregado
no
Lockheed
SR-71 Blackbird.
Consumo: 8000 gal/h
126
fonte: www.google.com

4.2 Propulsão e Desempenho de Aeronaves

A propulsão (ex.: tipo, número de motores, T/W) e as características aerodinâmicas) de uma aeronave determinam seu desempenho. Em alguns casos, aeronaves existentes são remotorizadas para aumento de desempenho como, por exemplo:

Piper Matrix e Medirian;

O mesmo grupo motopropulsor pode resultar em desempenhos diferentes quando instalado em aeronaves com características estruturais e aerodinâmicas distintas como no caso:

Lancair Evolution e DeHavilland Turbo Otter.

Velocidade Alcance
Velocidade
Alcance

fonte: http://journey.beechcraft.com/types-of-business-aircraft/

Altitude

128

www.piper.com fonte: www.piper.comfonte:

www.piper.com fonte: www.piper.comfonte: Piper Meridian Motor P & W PT-6A-42A 500 shp Envergadura: 43 ft (

Piper Meridian Motor P & W

PT-6A-42A

500 shp

Envergadura: 43 ft (31,1 m) Comprimento: 29,6 ft (9,0 m) Altura: 11,3 ft (3,40 m) Volume da Cabine: 201 ft 3 (5,7 m 3 )

11,3 ft ( 3,40 m ) Volume da Cabine: 201 ft 3 ( 5,7 m 3

Piper Matrix Motor Lycoming TIO-540 AE2A

350 hp

129

fonte: www.piper.com 130

fonte: www.piper.com

130

fonte: www.lancair.com

www.seaplanes.org/mambo/index.php?option=com_content&task=

view&id=351&Itemid=359

view&id=351&Itemid=359 fonte: www.lancair.com fonte:

fonte: www.lancair.com

view&id=351&Itemid=359 fonte: www.lancair.com fonte: http://mistyfjordsair.com/gallery.html Lancair

fonte: http://mistyfjordsair.com/gallery.html

Lancair Evolution

PT6A-135

750 hp

V

máx :

256 kt

V

estol :

76 kt

Teto:

28000 ft

Alcance:

1300 nm

MTOW:

4550 lb

Carga Paga:

800 lb

Razão de Subida:

4000 fpm

Dist. Decolagem:

1200 ft

Dist. Pouso:

1200 ft

DeHavilland DHC-3Turbo Otter

PT6A-135

750 hp

V

máx :

129 kt

V

estol :

51 kt

Teto:

20000 ft

Alcance:

610 nm

MTOW:

8000 lb

Carga Paga:

3300 lb

Razão de Subida:

1200 fpm

Dist. Decolagem:

1725 ft

Dist. Pouso:

500 ft

250

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JETWIND Tiago Giglio Rodrigues MScAE, BScEE – Diretor Executivo tgr@jetwind.com.br 133

JETWIND

Tiago Giglio Rodrigues MScAE, BScEE – Diretor Executivo tgr@jetwind.com.br