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Análise: AFS vs SKT

LCK Summer Split 2017


Game 1

Arquivo de: Guilherme “Kake” Braga

Foco: Afreeca

Draft:
1ª fase:

Bans:

Os bans da primeira rotação por parte da AFS foram focados em


suas intenções de pick. O ban de Braum abre uma janela de
oportunidade para o pick de Thresh por parte da SKT garantindo
o pick para que a AFS não o pegasse. Camille é um ban como
uma boa resposta para o Rumble, cujo qual era um dos melhores
picks da SKT na época, com uma estatística de 7 jogos, onde 6
eram vitórias. O ban da Elise vem como um complemento para
isentar o set de gank que a mesma proporcionaria em qualquer
lane, principalmente pelo top.

Já os bans da SKT foram bans padrões, focados no meta do


patch 7.13, onde não se deixava passar Caitlyin e nem o Zac para
o F.P do blueside. O ban de Galio dá-se pelo fator map control,
sendo uma boa resposta à Talyiah.
Picks:

1ª rotação – Dado os bans de Braum e Camille, a abertura para


se pegar Kalista para o Kramer, é iminente, sendo um dos
melhores picks do jogador. Tendo a volta, em tese, mais forte, a
SKT opta pela Talyiah, que garante sua pressão no mid e
roaming pressure, e com o pick do Thresh garante a kill pressure
no bot e set de gank para Talyiah, trazendo dualidade aos picks.

2ª rotação – A volta da SKT nesse momento já era esperada pela


AFS, então, a partir disso, os picks de Rumble e Alistar são
mostrados. O alistar vem como uma resposta ao pick de Thresh
juntamente a Kalista, por garantir esse 2x2. Já o Rumble vem
como um ótimo pick para pressure na side.

Consideração: Nessa época, houve o surto de derrotas da SKT, e


o motivo para isso é o estilo que a SKT estava jogando. Eles
colocavam sempre o Rumble como prioridade de seus drafts, por
terem um Ward control muito ruim no early game. Por terem um
Rumble, abusavam muito do shove + deep Ward que o mesmo
proporcionava.
Consideração: O pick de Alistar com Kalista traz uma
característica única para inúmeros matchups, a autoridade no
2x2. Veremos essa situação repetir-se inúmeras vezes: Alistar
engaja o Thresh e permite que a Kalista kait em diagonal e
impeça o dano provindo do Kog.
Com o terceiro pick em Kog’Maw, a SKT colocou um pick hyper
no jogo, tendo o auxílio da Talyiah para roamar em sua lane e
garantir seu spike mais cedo.

Consideração: Um fator interessante no meta atual é que os picks


de Hyper não são feitos visando o scaling ao late game, por isso,
é tão comum ver picks no mid que tenham roaming potencial, e
kill pressure no bot, como o Thresh.
2ª fase:

Bans:

Os bans da segunda fase são direcionados para o mid, por parte


da SKT, e para a jungle e top, por parte da AFS. O Ban de Karma
abriria espaço para follow de roaming, peel, push e TP. Além de
que o pick de Karma vem sendo usado como resposta para a
Talyiah por estes fatores.

Já o Kassadin traria outscaling e side pressure no split, sendo um


ótimo pick nas mãos do Kuro, tendo 60% de winrate.

Com os bans em Gragas e Jax, a AFS retira todo jungler early


pressure/ gank set e um matchup no top desfavorável,
assegurando então o controle da wave no top.

Picks:

O pick de Lee logo então se mostra, como uma opção remota,


sendo um pick confortável do Peanut com 85% de winrate em 20
jogos. A volta final de Corki e Jarvan traz o roaming no mid
respondendo o pick de Talyiah e abrindo espaço para 2 flex picks,
Rumble e Jarvan.

A SKT finaliza com o pick de Shen, tendo em mente o pick de


Rumble para a jungle, e respondendo o Jarvan com Shen, cujo
qual é uma boa resposta.
Win Condition

Afreeca: A comp da Afreeca é spikada em sua transição


early-mid/ mid game. Com o pick de Rumble na jungle,
seu early game é cedido de certo modo, aplicando o
power farming, trazendo o pick à tona apenas no mid
game. A presença do Corki na composição, traz a
resposta no roaming da Talyiah. A composição
consegue ter seu pico aos 20 minutos, que é quando o
Baron nasce e a Kalista alcança seu spike com 2 itens e
Corki com sua Trinity fechada. Dives e Flanks são
essenciais para a composição, mas principalmente
baron e dragon dancing. As rotações iniciais tendem a
ser voltadas para o Top para garantir o cover ao Rumble
e a partir dos leveis 5 e 6, jogar pelo bot, pela pressure
de dive.
SKT: A win condition da SKT é voltada para o Kog’Maw,
hyper que consegue escalar no mid game. Por não ter de
distribuir recurso no top, a intenção do Lee aqui é abusar
do push do mid para jogar na jungle do Rumble e
comprar esse 2x2 se necessário. A funcionalidade da
Talyiah na composição é garantir pressão do mid e jogar
pelas sides/ jungle. Sendo um dos melhores picks do
Faker atualmente, a Talyiah em suas mãos é usada para
givar todo recurso em prol do time, o mesmo ficando até
sem farm em algumas situações. As rotações iniciais
tendem a ser jogadas pela topside, tentando o máximo
possível anular o Rumble usando desse shove no mid.

Considerações: Jogando em prol dos dives no bot, a


Afreeca estará acelerando seu spike e atrasando o spike
da comp da SKT, trabalhando em cima dos dois win
conditions.
Rotação jungler:

As rotações dos junglers nesse game são totalmente


voltadas para a jungle da Afreeca. Enquanto o Rumble
tende a trabalhar no power farming e a partir disso jogar
pela botside em prol dos dives, o Lee pretende jogar
dentro de sua jungle, pelo potencial de 1x1 e 2x2 com
pressure da Talyiah.
Game:

Level 1

Proteção padrão por parte da AFS e raptor protect por


parte da SKT.

Por terem um lvl. 1 fraco com Alistar e Kalista, a AFS


evita o confronto direto mantendo-se de maneira segura
em sua jungle.

Já a SKT mantém sua topside protegida, impedindo que


haja invade em seus raptors por parte da AFS.
Talyiah atrapalha o clear dos raptors do Rumble para
atrasar seu pathing e lifar o mesmo. Enquanto isso, Shen
da leash no red, permitindo então que o Peanut faça
vertical jungling com o pathing do Rumble atrasado e o
mesmo com pouca life.
O Rumble dirige-se ao Blue para tentar evitar o roubo do
mesmo, porém, pela ação inicial de Faker na lane
atrapalhando o pathing do Rumble, sua pressão inicial
foi givada, permitindo então que o Corki jogue no side
do mid condizente com o pathing de seu jungler, o
permitindo dar backup mais cedo. O mesmo aplica-se ao
Top.
Mesmo sem o set apropriado para o invade, Peanut
então dá o First Blood por over e falta de noção do Spirit
e seu 1x1 neste matchup. Por não ter sido bem
comunicado, Rumble morre, atrasa seu pathing e deixa
o Lee sin sair vivo.

Consequência:

O Rumble acaba perdendo seu Red e por atrasar todo


seu pathing para Topside.
Com o Rumble nascendo e a pressão inicial do Bot, por
ser uma lane de Alistar, o Lee sin invade a jungle
adversária no red. Atente-se ao posicionamento da
Talyiah; sempre jogando no side do pathing do jungler,
procurando e agregando no invade e 2x2.
Mesmo tendo noção de onde está o Rumble, Faker sobe
sem ter o set apropriado da wave. Quando se trabalha
com roaming jogando no reset da mesma, sua condição
de jogar na vantagem numérica é diminuída a 20%, por
ter follow do Corki após o Reset.
Após o Corki conseguir dar cover para a saída do Jarvan,
o mesmo, volta para o mid e puxa toda aquela wave
stackada. Faker ao invés de ir para o mid, continua no
top tentando conquistar o kill em cima do Jarvan. Flash
do Jarvan gasto, mas 1 wave e meia perdida pelo Faker
no mid.

Com visão do Lee sin no mid pegando a wave que o


Corki havia shovado, a bot lane da AFS agressiva e
demonstra o ponto que foi comentado anteriormente,
com foco total no Thresh. Alistar engaja e Kalista joga
kaitando em diagonal, ficando fora do range do
Kog’Maw. A partir disso, um kill é garantido nas mãos
do Alistar.

Com o shove de wave no mid, reset da bot lane inimiga


e Pathing do Lee para
topside a SKT abre espaço
para roamar e divar top,
porém a AFS tem visão da
intenção.
Dive mal executado e muito bem respondido pela AFS
por questão de fração de segundos. O set de wave no
Top não era o ideal, a SKT teve de esperar mais uma
wave para chegar na tower, atrasando 7 segundos da
rotação e garantindo o reset de wave por parte do Corki
no mid e a subida de Alistar, abrindo espaço para
responder o dive e transformar um dive de vantagem
numérica em uma skirmish e resultando em
absolutamente nada para nenhum dos dois times.
Após o Lee sin aparecer no mid, a bot lane da SKT não
respeita o princípio do Crossmap e acaba por comprar
uma troca cuja qual não teriam chance de ganhar. Isso
resulta em mais uma situação de 2x2 bot como citado
anteriormente.
Tendo noção do Lee sin, a AFS abusa disso e cria no bot
com um dive do Rumble e a bot lane. Observando a
movimentação do Jarvan, notamos que essa play já
tinha um ponto focal e uma predefinição para acontecer.
Com Shove de Jarvan, a possibilidade de descer para o
mid enquanto Corki tem a possibilidade de comprar a
Skirmish no bot, que pode acontecer dada a presença do
Shen.
O dive então, tornou-se uma skirmish que se estendeu
até o river. A partir disso, a wave do top sofreu o bounce
influenciado pelo Shen. Para não perder nenhum recurso
no mapa, a bot lane da AFS sobe até o Top para pegar a
wave stackada enquanto o Jarvan farma o bot. Após o
reset das duas sides, os mesmos invertem novamente
voltando ao set padrão.

Este jogo em específico é bem interessante pelo


uso do shove das lanes no early game para roamar.
Com o uso do shove nas sides, houve a possibilidade de
criar uma skirmish no mid, discriminado abaixo:

Com uma skirmish muito bem feita por parte da AFS e


mal comunicada pela SKT, um abate é garantido em
cima do Kog’Maw, logo ele, a Win Condition da equipe.

O jogo sucede sendo morno, sem nenhum tipo de


extravagância. As rotações são rotineiras e contínuas,
sendo rodadas em torno do Arauto, Dragon e First Brick
bot, respectivamente.
Após forçarem uma skirmish no mid, duas kills são
garantidas para a AFS sendo elas o Thresh e a Talyiah.
Após isso o arauto é usado no mid funcionando como
uma pressão enquanto o time da AFS executa o baron
aos 21 min.

Ponto interessante: A comp da AFS é spikada


exatamente nesse momento, quando a laning phase
acaba e a mesma pode fazer baron dancing. É um bom
jogo para se ensinar pico de power spike e aplicabilidade
da composição.

BARON POWER PLAY

Antes Durante Depois

AFS

36.0k 37.5k 47.0k


SKT

34.4k 34.4k 40.2k


O setup utilizado pela AFS para usufruir do Baron é o
3.1.1;

Este setup inibe boa parte do Hard engage por poder


punir tanto o Mid quando a outra side. Com um mid laner
como Corki que tem mobilidade e certa presença no
mapa, a execução do setup é inevitável, tentando buscar
do 3.1.1 o 3.2 ou até mesmo 4.1.

Sem o Baron, a comp da AFS tem dificuldades para


executar siege. Dado esse ponto é preciso entender o
que eles usaram como ponto de objetivo para o mapa.
Usaram as duas sides como pressure lane a longo prazo
(slow) e o mid como fast punish (fast e shove). Com
esses sets nas waves seu ponto como objetivo era o
dragon/ baron, que permite a comp fightar, que é o
proposto da mesma quando pegar seu spike.
Momento no qual existe um erro em GRID no mapa.
Enquanto as waves nas sides estavam em processo de
stack, Rumble avança e fica desalinhado com o Grid do
time, causando um pickoff e abrindo espaço para um
Baron da SKT.
Mesmo fazendo Baron, a AFS consegue dar um chase e
cobrar pela execução, matando quase que a equipe
inteira da SKT, levando inibidores e resetando.

Após uma última fight no bot, o GG acontece.


Pontos fortes: A Afreeca conseguiu emplacar um jogo
limpo e bem controlado, com um grande foco no shove
das waves e um trabalho muito bem feito em crossmap,
abusando do posicionamento da Talyiah e do Lee sin. A
mesma conseguiu trabalhar bem em sua win condition,
escalando com Corki e Kalista e jogando em cima do
Kog.

Pontos fracos: erros em over/ grid e concepções micro


como o invade no early game, foram fatores que
atrasaram um pouco a efetividade do Rumble.
Referências:

http://oracleselixir.com/

http://www.gamesoflegends.com/teams/stats.php?id=26
4&tournament=ALL

http://www.gamesoflegends.com/teams/stats.php?id=27
1&tournament=ALL

https://www.youtube.com/watch?v=TVZ3vGK1Kbw