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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

NÚCLEO DE TÉCNOLOGIA – NT
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA - DEE

GILSON EDUARDO SAITER


WILSON SILVA

RELAÇÕES ENTRE TENSÕES E CORRENTES


LINHAS DE TRANSMISSÃO COMO QUADRIPOLOS
RELAÇÕES DE POTÊNCIA NAS LINHAS DE TRANSMISSÃO
OPERAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO

Porto Velho
2017
GILSON EDUARDO SAITER
WILSON SILVA

RELAÇÕES ENTRE TENSÕES E CORRENTES


LINHAS DE TRANSMISSÃO COMO QUADRIPOLOS
RELAÇÕES DE POTÊNCIA NAS LINHAS DE TRANSMISSÃO
OPERAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO

Trabalho acadêmico apresentado aos


alunos da disciplina de Geração,
Transmissão e Distribuição de Energia
Elétrica do Curso de Engenharia Elétrica
da Fundação Universidade Federal de
Rondônia, como requisito para nota final
da disciplina.

Professor: Dr. Eng. José Ezequiel Ramos


de Oliveira

Porto Velho
2017
INTRODUÇÃO

Dentre os desafios de um projetista está o casamento de viabilidade técnica e


a viabilidade financeira, já que os dois raramente vem associados de maneira
harmônica. Dessa forma observa-se as variáveis de estabilidade da transmissão si
for em longa distância, o tipo de material que constitui o condutor metálico, a
adversidades climáticas que o mesmo estará sendo exposto, o estudo sobre a curva
carga que a mesma irá atender assim como o tipo de carga(capacitiva,indutiva ou
resistiva), as perdas naturais que o projeto sofrerá, entre outros fatores técnicos.

RELAÇÕES ENTRE TENSÕES E CORRENTES

Para poder calcular linhas de transmissão obtém-se valores de tensões,


correntes, potências etc. com o erro inferior a 0,5%. Em modernos sistemas de
energia elétrica, suficientemente equilibradas, os cálculos de desempenho podem
ser representados por circuitos unipolares constituídos de fase e neutro. De um
modo geral, no calculo das linhas de transmissão temos como objetivo:
1. Ter conhecimentos específicos sobre tensão e correntes em um ponto de
linha. Com base dos conhecimentos de cálculo das linhas de transmissão o
seu valor depende somente do regime de carga de linhas.
2. Ter conhecimentos específicos potências ativas e relativas em um ponto da
linha.
3. Determinação de grandezas de desempenho: regulação, rendimentos,
ângulos de potência, número de falhas em seu isolamento devidas a sobre
tensões, radio interferência etc.

Tem como importância principal a potência relativa transmitida, assim, como


também dos parâmetros elétricos das linhas, este valor poderá se positivo ou
negativo, as linhas médias e longas produzem em vazio, ou com potências
reduzidas. Portanto, o modelo da linha de transmissão a ser adquirido em um estudo
dependerá do comprimento de linhas e da precisão.
Podem-se classificar as linhas de transmissão como: linhas curtas, médias e
longas.
Linhas curtas: São aquelas linhas cujo comprimento e característica sejam
tais que somente os primeiros termos de cada série tenham valor significativo,
dependendo principalmente do comprimento ʅ (km) da linha e valor absoluto de ẏʅ,
em menos grau.
Geralmente, as linhas curtas são aquelas com extensão de até 80km. Linhas
com tensões maiores ou iguais a 150 [kV] e menores do que 400 [kV], comprimento
máximo de 40 km. Linhas em tensão iguais ou maiores do que 400 [kV],
comprimento máximo de 20 km. Utilizando as seguintes equações:

Circuito equivalente de uma linha curta.

Representação de modelo matemático de um circuito-série, com seus


parâmetros de forma concentrada, pode-se desprezar inteiramente os efeitos da
condução G e da capacitância C.

Diagrama vetorial da linha curta em carga.

Representação de Diagrama vetorial correspondente. O ângulo de potência θ

entre as tensões é de grande importância em estudos de estabilidade.


Linhas médias: São linhas com extensão de 80 km até 240 km. O circuito
equivalente que buscamos para as linhas médias devera ser simples, principalmente
tendo em vista que dera representar as linhas em circuitos complexos dos sistemas
energia elétrica.
Equação utilizada em linhas médias:

Circuito Pi de uma linha de transmissão.

Representação de modelo matemático de um circuito Pi.


Pode ser usado em cálculos isolados de desempenho das linhas, porém,
visando à facilidade de coleta dos elementos para a organização dos modelos dos
sistemas, também nos cálculos isolados. Mas alguns autores não recomendam a
utilização dos circuitos Piem cálculos isolados, pois não possui o mesmo grau de
precisão.

Linhas longas: São aquelas com extensão acima de 240 km em que o


cálculo dos processos de linhas curtas e médias é insuficientemente preciso para os
fins desejados. Para esse empregamos nos cálculos isolados as equações exatas
das linhas ou em forma exponencial.
Pode-se utilizar um circuito Pi, desde que, seus parâmetros elétricos,
efetuemos as necessárias correções para ter em devida conta o efeito de sua
distribuição ao logo da linha.
Equações para esse modelo:

LINHAS DE TRANSMISSÃO COMO QUADRIPOLOS

As linhas de transmissão AC possuem resistência, indutância e capacitância


uniformemente distribuídas ao longo da linha. A resistência consome energia, com
perda de potência de RI². A indutância armazena energia no campo magnético
devido à circulação de corrente. A capacitância armazena energia no campo elétrico
devido à diferença de potencial.

Circuito Equivalente Monofásico de Linha de Transmissão com Parâmetros


Distribuídos.

As equações gerais das linhas de transmissão em corrente alternada,


senoidal operando em regime e com parâmetros distribuídos são:

em que
V(x), I (x) Tensão fase-neutro e corrente de linha em qualquer ponto da
linha,medido a partir do terminal receptor.
Vr,Ir Tensão fase-neutro e corrente de linha no terminal receptor.
𝑧
Zc Impedância característica da linha, Zc =√𝑦 [Ω], em que z e y são a

impedância série e admitância shunt da linha por unidade de comprimento.


y Constante de propagação que define amplitude e fase da onda ao longo da
linha, y = α + j β = √𝑧𝑦 [𝑚⁻¹], em que α é a constante de atenuação [𝑁é𝑝𝑒𝑟/𝑚] e β
constante de fase [𝑟𝑎𝑑/𝑚].
A expressão matemática que define y.

em que

Outra unidade de atenuação, comumente empregada em telecomunicações,


é o decibel que é obtido em função das potências de transmissor e receptor (α =
1 𝑃𝑥
(𝐿) 10𝑙𝑜𝑔 (𝑃𝑟 ) [𝑑𝑏/𝐾𝑚], sendo L o comprimento da linha).

As ondas viajantes em uma LT são atenuadas com mudança de ângulo à


medida que se propagam ao longo da linha. A causa primária são as perdas na
energia da onde devido à resistência, dispersão, dielétrico, e perda corona.
A solução das equações em V(x) e I(x) permite relacionar tensões e correntes
em qualquer ponto da linha em função de seus valores terminais de tensão Vr, e
corrente Ir, no terminal receptor.
As equações gerais de uma LT com parâmetros distribuídos podem ser
escritas na forma matricial como:

A equação matricial representa o modelo de um quadripolo com duas portas


(entrada/saída),quadro variáveis (Vt, It, Vr, Ir) e com as constantes do quadripolo
dadas por:
Quadripolo Representativo de uma Linha de Transmissão

Os parâmetros ABCD são conhecidos como constantes genéricas do


quadripolo equivalente de uma LT de parâmetros distribuídos. Se o circuito interior
do quadripolo é constituído apenas por elementos passivos, o quadripolo diz-se
passivo.
Dada às condições de simetria de uma LT, ou seja, seus terminais podem ser
invertidos (entrada/saída e saída/entrada) sem alterar o comportamento do sistema
a que pertence, tem-se que A=D. Assim, o quadripolo equivalente de uma LT é
simétrico e satisfaz à condição:
AD - BC = 1
A representação da linha como quadripolo é totalmente adequada para
cálculo de seu desempenho, do ponto de vista de seus terminais transmissor e
receptor.

Associação de Quadripolos

Em geral é interessante ter um único quadripolo para dois ou mais elementos


em cascata ou em paralelo, como por exemplo, uma linha entre dois
transformadores localizados nos terminais transmissor e receptor da linha.
A figura abaixo apresenta a associação de três quadripolos em cascata cujo
equivalente é dado como a seguir.
Associação em Cascata de Quadripolos.

Para o primeiro quadripolo tem-se que:

Note que as variáveis de saída do quadripolo 1 são iguais às variáveis de


entrada do quadripolo 2, i é:

Para o segundo quadripolo tem-se que:

Uma vez mais tendo que a saída do quadripolo 2 é igual à entrada do


quadripolo 3.

Para o terceiro quadripolo tem-se que:

Fazendo-se as devidas substituições, resulta:

Tem-se então que as constantes genéricas resultantes da associação em


cascata dos quadripolos da figura acima exibida são dadas por:
Em uma associação de dois quadripolos em cascata, as constantes genéricas
resultantes são definidas por:

Em caso de dois quadripolos em paralelo a representação gráfica é mostrada


na Figura abaixo e as constantes genéricas do quadripolo equivalente são:

Cr pode ser obtido a partir de (ARDR – BRCR) = 1.

Associação de Quadripolos em Paralelo

Exemplo 2.1
Dois circuitos de transmissão são definidos pelas seguintes constantes
genéricas ABCD.

Determine as constantes do circuito resultante da associação em cascata.


As constantes genéricas resultantes podem ser obtidas por:
RELAÇÕES DE POTÊNCIA NAS LINHAS DE TRANSMISSÃO

Ao estabelecer circuitos equivalentes e modelos matemáticos das linhas,


através de relações entre tensões e correntes admitimos as linhas terminadas em
𝑈2
impedância. Essas últimas podem ser definidas por pela relação: Z 2= 𝐼2

As cargas alimentadas pelos sistemas elétricos comerciais servidos pelas


linhas de transmissão são muito variadas, compreendendo, dentre outros, de
lâmpadas a motores síncronos e assíncronos, aparelhos domésticos e comerciais
cujas às impedâncias não são somente especificadas, mas também variam bastante
com o valor de tensão e corrente que são submetidos. Experiências efetuadas em
sistemas reais mostram que, os valores de impedâncias não são tão precisos e sim
aproximados. Na prática da indústria da energia elétrica, as cargas são
especificadas em termos de demandas em potências ativas e reativas, ou aparentes
e fatores de potências correspondentes. Essas demandas variam também com o
valor da tensão aplicada, porém para efeito de cálculo, são considerados valores de
tensões nominais dos sistemas. A partir das equações anteriormente desenvolvidas,
poderemos desenvolver equações que relacionem as potências ativas, reativas ou
aparentes,no transmissor ou receptor existente.
Empregaremos, para tanto, como definição de potência aparente aquela em
vigor na indústria:
N = P + jQ = U2I2 [VA]
Sendo:
N [VA] – Potência complexa por fase em um sistema trifásico
P [W] – Potência ativa por fase
Q [VAR] – Potência reativa por fase
U2 [V] – Fasor da tensão entre fase e neutro
I2 [A] – Conjugado da corrente

Relações de Potência no Receptor

Retomemos as equações dos quadripolos:


U1 = AU2 + BI2
Que dividimos por B e extraímos o valor de I2, ficando:
𝑈1 𝐴
I2 = − 𝑈2,
𝐵 𝐵

U=Que também pode estar sob a forma,


𝑈1 j(B 𝐴𝑈2
I2 = e a –Bb) - 𝐵 ej(Ba-Bb)
𝐵

Sendo ϴ o ângulo de potência de linha, já definido anteriormente.

Cálculo Prático Das Linhas De Transmissão


𝑈1 j(B ϴ) - 𝐴𝑈2 j(B -B )
I2= e B- e a b
𝐵 𝐵

e
𝑈1𝑈2 𝐴𝑈2 cos (B
sem(BB-ϴ) - - b– a [VAR]
B )
𝐵 𝐵

As equações acima contêm termos em que as tensões aparecem ou como


produtos ou elevados ao quadrado. Em tensões desse tipo, quando as tensões
forem especificadas em KV, as potências calculadas automaticamente serão obtidas
em MW. As expressões abaixo mostram as potências ativas máximas transmissíveis
para determinada relação:
𝑈1𝑈2 𝐴𝑈2 cos (B
b– a [kW]
P2máx = - B )
𝐵 𝐵
𝐴𝑈2sen(B
b – a [kVAr]
Q2máx = - B )
𝐵

A condição de operação na qual se fixam os valores de U1 e U2 ocorre, em


geral, nas linhas de interligação de sistemas ou partes destes.

Relações De Potência

Neste ultimo caso, sendo fixados valores para U1, P2 e Q2, podemos
empregar a expressão obtida pela eliminação de ϴ nas equações:
𝐴𝑈2 𝐴𝑈2 𝑈1𝑈2 2
[P2 + cos(Bb – Ba) ] + [ Q2 + sen(Bb –Ba)] = ( ).
𝐵 𝐵 𝐵

−𝑏±√𝑏 2 −4𝑎𝑐
U2 = 2

Para que o problema tenha solução aceitável é preciso que:


b2– 4ac ≥ 0.

Perdas De Potência E Rendimento


O rendimento de uma linha é tido como a relação percentual da diferença
entre a potência ativa P1, absorvida pela linha e a potência ativa P2 fornecida por
ela.
∆p
η = ( 1- 𝑃1 ) 100%

As perdas de potência numa linha de transmissão podem ser consideradas


como sendo compostas de:
a. Perdas por efeito Joule nos condutores;
b. Perdas no dielétrico nos condutores;
c. Perdas causadas por corrente de Foucalt, e por histerese magnética, na alma
de aço dos condutores e em peças metálicas próximas as linhas;
d. Perdas por circulação nos cabos para-raios.

Emprego De Grandezas Relativas

O emprego das grandezas relativas, em particular a grandeza por unidade, é


bastante vantajoso, principalmente em linhas de transmissão em geral, e em
particular para o emprego das potências desde que as bases sejam
convenientemente escolhidas.
a – das tensões UB = U2 [V];
b – das impedâncias ZB = B [Ω].
Nessas condições, a base das potências será:
𝑈2
NB = [VA].
𝐵

Se U2 for especificado em kV, NB ficará definido em MW.

OPERAÇÃO DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO

Dentro dos sistemas elétricos pode-se operar em vários tipos de esquemas


básicos. Com base nas características do transporte de energia em cada sistema
elétrico, serão examinados a seguir. Os receptores das linhas de transmissão podem
compor-se de:
1. Sistemas de cargas passivas; são sistemas elétricos que não possuem
forte de energia. Contendo um grande número de pequenas e médias
cargas, exemplo: Lâmpadas, motores, aparelhos domésticos e
industriais etc.
2. Sistemas de cargas passivas, contendo forte energia com capacidade
igual ou menos do que a do sistema alimentador.

Linha Entre Central Geradora E Carga Passiva

Neste tipo de transmissão, a central alimentadora deverá exercer a


manutenção de frequência do sistema. Já, as linhas de transmissão deverá exercer
o transporte da energia ativa produzida na central alimentadora, cuja capacidade
limita o valor da potência ativa disponível no transmissor da linha. Sendo suficiente
para atender às demandas do sistema receptor.
Em sistemas pequenos, geralmente cabe à central geradora o suprimento de
energia reativa necessária ao sistema alimentado e a linha de transmissão. Nos
sistemas maiores, a energia necessária é produzida junto ao mesmo, evitando-se
seu transporte através das linhas, pois além de perder adicionais de energia, pode
ainda trazer problemas de regulação de tensão.

Linha De Transmissão Ligando Uma Central Geradora A Um Grande Sistema

É uma condição de operação frequentemente encontrada nos níveis mais


altos dos sistemas de energia elétrica. Um exemplo é das centrais hidroelétricas,
hoje cada vez mais distantes e de potenciais maiores, alimentam grandes sistemas
de energia.
Analise preliminares de linhas:
1. O sistema alimentado pela linha é considerado infinitamente grande.
2. A frequência no barramento de interligação é absolutamente constante.
3. A tensão no barramento do receptor da linha também e rigorosamente
constante.
Contudo, as linhas dependerãoexclusivamente de moto de operação central
elétrica junto ao transmissor da linha.
Este gráfico representa o valor da potência ativa transportada podendo ser
influenciado somente pelos reguladores de abertura das turbinas da central
alimentadora, fixados valores para U1 e U2.

A regulamentação da tensão da central elétrica no transmissor da linha


poderá ser empregada para regular o fluxo de potencias reativas da linha. Para cada
valor U1 haverá, forçosamente, um valor correspondente de Q2.
Aumentando-se a potencia ativa para um valor igual ao da potencia natural da
linha, observamos:
1. Variação relativamente pequena das potências reativas no transmissor
na faixa de variação das tensões, sendo positiva com valores extrema
e negativa com valores médios.
2. Variação da potencia reativa no receptor, que é negativa com valores
baixos de U1, com as linhas não tem condição de manter seus
campos, e com valores positivos com valore altos de U1.
O ponto de equilíbrio ocorre com um valor de U1 para o qual a linha transfere
para o transmissor o reativo recebido no receptor quando a linha não gera e não
absorve reativo.

Linha De Interligação De Sistemas

O Sistema Interligado Nacional (SIN) é um sistema de geração e transmissão


de energia elétrica, com tamanho e características que permitem considerá-lo único
em âmbito mundial, sendo que a central é substituída por um novo sistema, de
características semelhantes as do sistema alimentado.
Uma vez que a geração de energia reativa próxima aos locais de uso é mais
econômica do que a sua geração remota e consequente transporte por linhas de
transmissão, esse tipo de linha dever operar, como em geral o faz, com fator de
potência unitária no receptor.

Linha De Interligação Entre Dois Pontos De Um Mesmo Sistema

São linhas que normalmente se destinam a aumentar a segurança e a


flexibilidade de operação de um sistema, facilitando a circulação das potencias e
melhorando a sua regulação geral. Transformadores reguladores de tensão e de
fase podem ser empregados para regular os fluxos de potencias ativas e reativas
nessas linhas.

REFERÊNCIAS
[1] FUCHS, RUBENS DARIO. Transmissão de Energia Elétrica: linhas aéreas;
teoria das linhas em regime permanente. 2ª. Edição; Editora Livros Técnicos e
Científicos, Rio de janeiro, 1979