Você está na página 1de 72

Apos la atualizada em Fevereiro 2017

APOSTILA DE CONTABILIDADE
Curso: Administração

Profª. Especialista - NELÂNIA FERREIRA LOPES;


Contadora, Pós-Graduada em Auditoria Contábil
Financeira e Tributária e Gestão de Custos.

1. HISTORIA DA CONTABILIDADE

A Contabilidade é uma das ciências mais antigas estudadas pelo homem e sempre foi
utilizada como instrumento de aplicação prática. Como toda ciência, a Contabilidade
também recebeu uma série de influências de estudiosos, cientistas e pesquisadores.
Pela Escola Patrimonialista (1926) definem que a Contabilidade tem por objeto o patrimônio
das Entidades e na qualidade de uma ciência visa o estudo de vários fatores que venham a
afetar as situações patrimoniais, financeiras e econômicas das pessoas físicas ou jurídicas,
sejam empresas privadas, entidades sem fins lucrativos, entidades filantrópicas, empresas
públicas, como o Estado, Municípios, União, Autarquias, etc.
1
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

A Contabilidade tem como finalidade, mostrar a situação da empresa para as pessoas


interessadas nestas informações. Essas pessoas estão ligadas diretamente ou indiretamente à
empresa; Como pessoas diretamente ligadas a essas informações, os sócios, acionistas e
proprietários, que buscam saber qual a rentabilidade e segurança em seus investimentos,
dentro da empresa, e os administradores, diretores e executivos que são as pessoas
responsáveis pelas tomadas de decisões, pois assim podem colher informações que possam
ajudar. Já as pessoas que estão ligadas indiretamente às empresas, as instituições financeiras,
Governo, autarquias, etc. que buscam colher informações necessárias para a verificação das
condições em que a determinada empresa se encontra.
Não são somente as pessoas jurídicas que usufruem da Contabilidade, a pessoas físicas,
através de conhecimentos básicos, podem ter um controle e um bom equilíbrio nos
orçamentos domésticos. Contudo, no Brasil atual, o profissional contábil está em alta no
mercado de trabalho; O mais importante para competir nesse mercado é estar sempre
atualizado e ser um profissional generalista, além de ter um foco nesta área do conhecimento
que é muito ampla. Podemos contar com vários profissionais qualificados e com alto nível
de conhecimento, sendo considerado em média, um dos melhores profissionais liberais. O
crescimento do profissional se dá à obrigação das empresas buscar um melhor planejamento
e controle no seu processo de adequar-se no mercado que hoje está muito concorrido.

Os primeiros sinais objetivos da existência da contabilidade, segundo alguns pesquisadores,


foram observados por volta do ano 4.000 a.C, na civilização Sumério-Babilonense e
coincidiu com a invenção da escrita.
As primeiras anotações eram feitas em termos físicos, pois somente haviam trocas, o que fez
com que sua evolução fosse bastante lenta. Em 1.100 a C, este quadro se alterou, por ocasião
do surgimento da moeda.
Há informações que os primeiros rudimentos de Balanço surgiram no ano de 1.300 em
Florença, Itália. Entre os séculos XIII e XVII a contabilidade se distinguiu como uma
disciplina adulta, justamente pelo fato de que neste período as atividades mercantis,
econômicas e culturais eram muito importantes, ou seja, a evolução da contabilidade sempre
esteve associada ao desenvolvimento da sociedade como um todo. Esse fato tem feito que
mais recentemente venha sendo considerada como pertencente ao ramo da ciência social.
A intensidade das atividades mercantis, econômicas e culturais, determinou o surgimento e
domínio das escolas de contabilidade, notadamente na Itália. Conforme o homem
enriquecia, crescia a necessidade de controle e preservação dos bens, e assim, deu início à
história da contabilidade, que se divide em quatro períodos:
• Antigo: início com a civilização do homem até 1202 da era cristã, quando foi publicado o
“Líber Abaci” de Leonardo Pisano. Nesta época, o controle era realizado de forma
rudimentar, mas servia para a identificação dos rebanhos, que eram feitos através de pedras
colocadas em recipientes para separar os nascimentos dos animais, separar pagamentos de
dívidas, entre outros motivos. Existiam também as fichas de barro, onde eram feitos os
registros do Inventário, a contagem dos bens, o controle de “entradas” e “saídas” dos
animais, de produtos agrícolas, etc., separados conforme sua natureza.
• Medieval: início em 1202 da era cristã até 1494, quando foi publicado no mesmo ano da
obra “Tratactus de Computis et Scripturis” (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei
Luca Pacioli. Ela contribuiu para que a contabilidade entrasse no ramo do conhecimento
humano e seu enfoque principal seria sobre o débito e crédito e respectivos números
positivos e negativos. Este período foi marcado por muitas mudanças. Estudavam técnicas
matemáticas, medidas e pesos entre outros e o desenvolvimento financeiro e comercial do
homem.
• Moderno: início em 1494 até 1840, quando foi publicado “La Contabilità applicatta alle
Amministrazioni Private e Pubbliche” de Franscesco Villa. Neste período, com os diversos 6
2
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

acontecimentos da época, a contabilidade se tornou extremamente importante, pois houve


muita movimentação de riquezas e de pessoas de um determinado lugar para outro. Com a
obra “Summa de Aritmética, Geometria, Proportioni et Porporcionalitá”, o Frei Luca
Pacioli, considerado o pai da contabilidade e não somente das partidas dobradas, deixou um
registro sobre a Contabilidade e sua Escrituração, mostrando, o que era necessário para o
comerciante, sistematizando a contabilidade, marcando assim o inicio da fase moderna de
sua história.
• Científico: início em 1840, até os dias de hoje. Neste período, surgiram muitas escolas que
identificavam várias visões para a contabilidade. Essas escolas demonstravam cada uma, a
sua visão para a contabilidade. As principais escolas, que podemos citar, seria: Aziendalista,
onde o controle econômico ou administrativo é o instrumento; e a Patrimonialista, onde o
principal enfoque era a definição do patrimônio.

1.1 A contabilidade no Brasil

A evolução da contabilidade no Brasil foi e é completamente diferente da Europa ou EUA,


pois percebe-se que desde o início fica patente a interferência da legislação.
Uma das primeiras manifestações da legislação como elemento propulsor do
desenvolvimento contábil brasileiro, foi o Código Comercial de 1850, que instituiu a
obrigatoriedade da escrituração contábil e da elaboração anual da demonstração do balanço
geral composto de bens, direitos e obrigações, das empresas comerciais.
Apesar das muitas dificuldades, o ensino contábil se desenvolvia timidamente através de
algumas publicações que começaram a surgir em maior número, principalmente no final do
século XIX, e da criação, em 1809, da aula (escola) de comércio, implantada um ano depois,
com a nomeação de José Antonio Lisboa, que se torna o primeiro professor de contabilidade
do Brasil.
A primeira regulamentação contábil realizada em território brasileiro ocorreu em 1870,
através do reconhecimento oficial da Associação dos Guarda-Livros da Corte, pelo Decreto
Imperial nº 4. 475.
Esse decreto representa um marco, pois caracteriza o guarda-livros como a primeira
profissão liberal regulamentada no país.
O Decreto-Lei nº 2627 de 1940, instituiu a primeira Lei das S/A, estabelecendo
procedimentos para a contabilidade como:
1. Regras para a avaliação de ativos.
2. Regras para a apuração e distribuição dos lucros.
3. Criação de reservas.
4. Determinação de padrões para a publicação do balanço.
5. Determinação de padrões para a publicação dos lucros e perdas.

1.2 Novas regras na Contabilidade no Brasil

A harmonização das normas contábeis é um processo de extrema relevância e altamente


necessário para as companhias que operam em diversos países e que precisam apresentar
informações as suas controladoras sediadas no exterior ou aos seus usuários internacionais
(clientes, fornecedores, bancos, etc).
As constantes transformações no cenário econômico, principalmente em decorrência do
poder de investimento das empresas multinacionais, ao longo dos anos também têm exigido
uma padronização das normas e procedimentos contábeis, proporcionando aos usuários
transparência e confiabilidade.
A divulgação de informações sobre a situação patrimonial e financeira das empresas deve
estar suportada em normas contábeis de alta qualidade que facilitem a análise, permitindo a
3
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

comparabilidade com outras empresas e facilitando o entendimento por parte dos usuários.
Recentemente, na Bolsa de Valores de São Paulo, foi oficializado o lançamento do Comitê
de Pronunciamentos Contábeis (CPC), órgão responsável pela elaboração e harmonização
das normas contábeis que está ligado ao Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e tem por
objetivo principal alinhar o Brasil ao que há de melhor em práticas contábeis em nível
internacional.
Este comitê brasileiro tem função similar a do "Financial Accounting Standards Board -
FASB", órgão dos EUA formado por um grupo técnico que se pronuncia após ampla
discussão com os interessados, e que serve de subsídios para a adoção de normas pelas
agências reguladoras do país.
O Banco Central vai exigir das instituições financeiras a aplicação das normas contábeis
internacionais a partir de 2010. No caso das empresas abertas, a CVM publicou
recentemente a Instrução CVM nº 457/2007, que dispõe sobre a elaboração e divulgação das
demonstrações financeiras consolidadas, com base no padrão contábil internacional emitido
pelo “International Accounting Standards Board - IASB”.
A Instrução da CVM dispõe sobre a obrigatoriedade das companhias abertas adotarem tais
padrões a partir do exercício findo em 2010, sendo facultada sua apresentação até o
exercício social de 2009.
A Resolução CFC 1103/2007 cria o Comitê Gestor da Convergência no Brasil,
possibilitando um avanço importante para o país, que passa a acompanhar uma tendência
internacional. Os escândalos internacionais corporativos ocorridos no mundo acirraram a
desconfiança dos investidores para com as informações contábeis pouco transparentes.
Em virtude desta nova necessidade contábil é que, após sete longos anos de tramitação, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.638/2007, publicada no apagar
das luzes de 2007 (Edição Extra do Diário Oficial da União de 28.12.2007), que passa a
vigorar a partir de 01.01.2008. A nova legislação harmoniza a contabilidade brasileira aos
padrões internacionais, o que facilita o investimento estrangeiro. Além disso, e apesar de ser
questionável, obriga as grandes empresas de capital fechado a divulgarem seus balanços.
Com as novas regras, diversas alterações significativas ocorreram, como a extinção da
DOAR, a obrigatoriedade de elaboração da DFC e da DVA, criação de novos grupos e
contas contábeis para o registro de determinadas operações, além de alterações para a
avaliação dos investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial.
Com estas mudanças, as principais beneficiadas serão as empresas que acessam o mercado
de capitais do exterior, no entanto, qualquer empresa importadora ou exportadora pode
sofrer com as diferenças de conceitos. Se uma empresa sediada no Brasil efetuar compras de
um fornecedor da China, por exemplo, pode ter seu balanço solicitado pelo exportador e
muitas vezes uma informação que tem um significado para nós tem outro, bem diferente lá
fora.
È necessário que os empresários e contabilistas comecem a realizar a padronização das
informações contábeis desde já. Sabemos que não será um processo rápido e fácil de ser
efetuado, ainda mais que envolvem sistemas e procedimentos que hoje estão bem difundidos
e ainda carecemos de legislações complementares e pronunciamentos dos órgãos
normativos, para elucidar alguns pontos polêmicos da nova lei contábil.

1.3 Conceitos Importantes

Contabilidade: é uma ciência que permite, através de suas técnicas, manter um controle
permanente do Patrimônio da empresa.
Finalidade: mostrar a situação da empresa para as pessoas interessadas nestas informações,
ou seja, registrar e interpretar os fenômenos que afetam a situação patrimonial da empresa.
As principais funções da contabilidade são:
4
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Registrar todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em moeda;


Organizar um sistema de controle organizado das Entidades;
Demonstrar com base nos registros realizados a situação econômica, financeira e
patrimonial da Entidade por meio de relatórios como Balancetes, Balanço, Demonstração de
resultados dos exercícios, dentre outros;
Analisar os demonstrativos observando a capacidade financeira, liquidez, resultados dentre
outros;
Acompanhar os planejamentos econômicos da empresa prevendo os pagamentos a serem
efetuados, bem como os recebimentos e alertando os gestores nos eventuais problemas que
poderão ocorrer.

1.4 Os usuários da Contabilidade

Sócios, acionistas e proprietários;


Funcionários;
Investidores
Gestores e administradores;
Clientes;
Bancos;
Órgãos do governo;

2. A CONTABILIDADE PARA ADMINISTRADORES E GESTORES

Através da Contabilidade a empresa sabe o valor de seus ativos, passivos, receitas, custos e
despesas, a rentabilidade e lucratividade do negócio, produtividade da mão de obra e através
disso, pode realizar um bom planejamento tributário.
Ainda é responsável pelo departamento fiscal e contábil. A partir de informações contábeis
corretas, coletadas por essas áreas, através de notas fiscais, extratos bancários e relatórios
financeiros são possíveis gerar relatórios ou demonstrativos que possibilitem a tomada de
decisão por parte dos gestores, que analisa onde há mais gastos, podendo diminuir alguma
despesa ou fazer novos investimentos. Aqui também, é importante o papel da contabilidade,
pois a maior parte de seus relatórios são técnicos, o que dificulta o entendimento dos
gestores, nesse caso a contabilidade tem papel fundamental, o de auxiliar a alta direção no
entendimento e no rumo do processo decisório.
A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na
verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente,
registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem
sobremaneira para a tomada de decisões.
Algumas vantagens de uma contabilidade adequada: Oferece maior controle financeiro e
econômico à entidade; Facilita acesso às linhas de crédito com bancos e fornecedores; Prova
aos sócios a verdadeira situação patrimonial. Demonstração do Resultado do Exercício;
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados; Demonstração de Origens e Aplicação
de Recursos. Balanço Patrimonial.
Seu objetivo é fornecer informações econômicas para fornecedores, bancos, investidores,
funcionários, sindicatos. Auxilia também as entidades na tomada de decisões, já que ela
reúne as informações contábeis da organização em seu diário e razão, balancete de
verificação, além dos demonstrativos acima citados.
Com a contabilidade de uma empresa você também consegue extrair informações que nos
mostrará números, e através deles, podermos analisar como a empresa está (uma boa
situação financeira ou não). Analisando um balanço tem condições de tomar conhecimento
de praticamente toda a informação contábil e ter um parecer das informações financeiras.
5
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Não só os administradores utilizam os relatórios que a Contabilidade fornece outras pessoas,


órgãos e empresas também a utilizam como ferramenta, tais como:
- Os donos da empresa que não participam de sua administração, com o objetivo de saber
quanto a empresa esta conseguindo lucrar.
- Os administradores e gestores da empresa, para saber a sua saúde financeira e como
melhorá-la.
- Os Bancos e Financeiras, a fim de concederem um empréstimo a uma empresa, ela terá
condições de pagar.
- Os sindicatos de empregados com o intuito de pedir um percentual de aumento maior para
os funcionários.
- O Governo em geral, para verificar a possibilidade de aumentos de tributos, ou sua
redução.
Portanto, a contabilidade é um instrumento necessário para todas as entidades e também
para as pessoas físicas ajudando no processo de toda de decisões de pequenos e grandes
negócios.

3. A RESPONSABILIDADE DO ADMINISTRADOR

Administradores e contadores possuem responsabilidades diferentes, nesse caso, o


administrador deve conscientizar-se que as responsabilidades do contador limitam-se aos
registros dos fatos, apuração dos resultados (confrontar o total dos gastos com as receitas e
verificar de a em presa deu lucro ou prejuízo) e elaboração das demonstrações contábeis.
Essas demonstrações num primeiro momento constituem-se num emaranhado de dados.
Cabe ao administrador a tarefa de simplificar essas demonstrações e transformar esses dados
em informações que expressem a situação econômico-financeira da empresa.
As demonstrações contábeis representam o histórico da vida econômica e financeira da
empresa. São como se fossem prontuários médicos de uma pessoa. O administrador será o
médico, que deverá conhecer profundamente essas demonstrações, analisar a saúde
econômica e financeira da empresa e tomar medidas para melhorar seu desempenho.
Na atividade empresarial, o papel de fazer a empresa sobreviver, ganhar dinheiro e crescer
sempre ser á responsabilidade do administrador. Quando uma empresa dá prejuízo significa
que seus sócios ou acionistas perderam dinheiro. O contador, nesse caso, apenas
executou suas funções, justificadas mediante documentos idôneos e legais para os registros.
A ele não se deve atribuir nenhuma responsabilidade pelo resultado das atividades da
empresa. Se ela quebrar não é culpa da contabilidade, seu ônus deverá ser atribuído à sua
administração. É Sabido que as grandes corporações possuem recursos que as colocam em
posições privilegiadas em relação às demais. Geralmente os maiores problemas estão no
segmento das micro e pequenas empresas.
Partindo da realidade que as micros e pequenas empresas representam o setor que mais gera
emprego, cada problema resolvido neste segmento significa mais chances de alguém vir a
ser contratado. Além da maior oferta de emprego, esse segmento investe seus lucros na
nossa rua, no nosso bairro ou na nossa cidade. As grandes multinacionais remetem boa parte
do que ganha para seus países de origem, seja através de remessas legais de lucros,
comprando componentes ou recebendo “assessorias’ de empresas do mesmo grupo,
localizadas em seus países de origem”.
Diante desse cenário fica evidente que foco principal deverá ser a micro e pequena empresa.
É este segmento que mais precisa de administradores com conhecimento de contabilidade ou
contadores administradores.
A administração de uma empresa de pequeno porte não necessariamente precisará da
elaboração de projetos complexos, porém, alguns controles a o conhecimento das noções
contábeis, principalmente as demonstrações contábeis-financeiras são essenciais para a

6
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

sobrevivência e o crescimento do negócio.

Responda:
Que cenário! Segundo o texto pode-se definir sobre a finalidade da contabilidade para os
administradores e gestores e quais suas responsabilidades? No mínimo 20 linhas. (1,0 ponto)

4. A CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO


4.1 CONCEITO DA CONTABILIDADE
É a ciência que tem como objetivo observar, registrar e informar os fatos
econômico-financeiros acontecidos dentro de um patrimônio pertencente a uma entidade;
mediante a aplicação do seu conjunto de princípios, normas, técnicas e procedimentos
próprios.
4.2 OBJETO
O objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades. Patrimônio administrável e em
constante alteração.
4.3 FINALIDADES
- Controlar o patrimônio das entidades
- Apurar o resultado das entidades
- Prestar informações sobre o patrimônio, sobre o resultado das entidades aos diversos
usuários das informações contábeis.
4.4 ENTIDADE
É qualquer pessoa física ou jurídica detentora de um patrimônio.
Modernamente as finalidades da Contabilidade são reunidas em duas:
- Planejamento - a informação contábil pode ser um forte suporte para o planejamento e,
mais ainda, quando estabelecendo padrões, torna claras situações futuras.
- Controle - está ligado à análise das definições adotadas pela organização.
4.5 CAMPO DE APLICAÇÃO
Pessoas físicas e pessoas jurídicas com finalidade lucrativa ou não, inclusive as de Direito
Público como a União, Estados e Municípios.
4.6 INTERESSADOS NAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS
- Os proprietários e sócios de empresas;
- Os administradores de empresas;
- Os empregados das empresas;
- Os fornecedores e financiadores;
- Governos;
- O público em geral.
4.7 TÉCNICAS CONTÁBEIS
4.7.1 ESCRITURAÇÃO
É a técnica pela qual os fatos que ocorrem na entidade influenciando o seu patrimônio, são
registrados.
4.8 PATRIMÔNIO
4.8.1 CONCEITO CONTÁBIL DE PATRIMÔNIO
Conjunto de bens, direitos e obrigações vinculadas a uma entidade num determinado
momento, susceptíveis de avaliação econômica.

7
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

4.9 COMPONENTES BÁSICOS


4.9.1 ATIVO
Representa todos os bens, direitos e valores a receber de uma entidade.
Se uma empresa compra uma máquina, esta representa um bem de sua propriedade, portanto
um ativo.
Por outro lado, se uma empresa paga determinada quantia, digamos, pela patente de uma
invenção, ela passa a ter o direito sobre essa patente. Assim uma patente representa um
direito; logo um ativo.
Exemplos de contas do ativo:
- Banco;
- Caixa;
- duplicatas a receber provenientes de vendas a prazo;
- impostos a recuperar
- veículos;
- imóveis;
- terrenos;
- estoque de mercadorias.
4.9.2 PASSIVO
Representa todas as obrigações financeiras que uma empresa tem para com terceiros.
É tudo que deve; as dívidas que ela contraiu.
Assim se uma empresa adquire um veículo para pagamento a prazo, a posse do mesmo
representa um ativo. Mas por outro lado, a empresa passa a ter uma obrigação para com a
pessoa ou empresa que vendeu o veículo.
Assim, ela passa a ter uma obrigação, que representa um passivo exigível.
Exemplos de contas do passivo:
- duplicatas a pagar
- salários a pagar
- aluguéis a pagar
- encargos sociais a pagar
- juros a pagar
- empréstimos a pagar
- impostos a pagar
4.9.3 PATRIMÔNIO LIQUIDO
O patrimônio líquido representa o registro do valor que os proprietários de uma empresa têm
aplicado no negócio.
Para ilustrar, vamos admitir que você e um sócio decidiram abrir uma empresa.
Mas, para iniciar as atividades, a empresa necessita de um capital inicial de R$ 20.000.000,
que vocês entregam ao gerente da firma.
No momento em que a empresa recebe o dinheiro, a posse deste representa um ativo.
Mas, por outro lado, a empresa deve registrar que seus proprietários (os sócios) aplicaram no
negócio uma determinada quantia, o capital, que representa o patrimônio líquido da
empresa.
Neste ponto, uma dúvida muito comum costuma surgir. Nós aprendemos que os bens de uma
empresa representam o seu patrimônio. Por que, de repente, o patrimônio passa a ser
chamado ativo e o valor que os proprietários aplicaram no negócio é denominado patrimônio
líquido?

8
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Exemplo de contas do Patrimônio Liquido;


- capital social
- Lucros acumulados
- prejuízos acumulados
- reservas de lucros
- subvenções governamentais
A resposta é simples. Suponhamos que você decida comprar um veículo; porém uma parte
da compra será financiada.
Assim temos:
Valor do veículo R$ 10.000
Valor pago à vista R$ 4.000
Valor a pagar R$ 6.000
Agora observe: a posse do veículo representa para empresa um patrimônio, chamado ativo.
Ao mesmo tempo, o valor que a empresa ficou devendo, representa uma obrigação e
conseqüentemente, um passivo exigível.
Dessa forma, se empresa tem um patrimônio no valor de R$ 10.000, mas ainda está
Devendo R$ 6.000 referente à sua compra, o valor líquido de seu ativo é R$ 4.000,00. O que
equivale a dizer que seu patrimônio líquido monta em R$ 4.000.
4.9.4 EQUAÇÃO BÁSICA PATRIMONIAL
Agora que já sabemos classificar ativos, passivos e patrimônio líquido, vejamos a equação
básica da contabilidade, que é bem simples:
4. 9.5 ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
A equação vista é chamada de "equação do balanço", porque consiste em "balancear" o total
do ATIVO com o total obtido pela soma do PASSIVO mais o PATRIMÔNIO LIQUIDO.
Sob o aspecto quantitativo o patrimônio é visto como um fundo de valores; de um lado,
valores positivos (o ATIVO), formado pelo conjunto de bens e direitos e, de outro, valores
negativos (o PASSIVO, formado pelas obrigações assumidas.)
EXERCICIO 01
RESPONDA:
1. Conceitue o que é Patrimônio?
2. Quais são os componentes básicos do Patrimônio?
3. Conceitue o que é Ativo?
4. Conceitue o que Passivo?
5. Cite cinco contas do grupo do Ativo?
6. Cite cinco contas do grupo do Passivo?
7. Conceitue Patrimônio Liquido?
8. Cite quatro contas do grupo do Patrimônio Liquido?

5. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL (CONTABILIZAÇÃO)

5. 1 PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS: O MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS


O método das partidas dobradas, sem dúvida, desempenhou um papel importante na
construção da economia capitalista, haja vista sua técnica ser indispensável para o

9
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

desenvolvimento empresarial e o controle das operações. Segundo muitos autores, o método


apresenta vantagens, como meios para encontrar erros mais rapidamente, por causa da
dualidade necessária e se faz necessária uma contabilidade sistemática e em ordem de
transações. Assim, as alterações que ocorrem no Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido são
registrados através de contas.

5.2 RAZÃO
Razão é um livro atualmente obrigatório. No passado, as contas eram registradas nas páginas
de um livro chamado Razão. Hoje são registradas em fichas ou folhas soltas ou em registros
especiais, pelo sistema de processamento eletrônico de dados; mas o seu conjunto, mantidas
em arquivo, continuam com a mesma denominação Razão. Para cada conta deve existir pelo
menos uma ficha de Razão. Cada conta registra a movimentação de um componente do
Ativo, do Passivo ou do Patrimônio Líquido. Ex.: o dinheiro é representado pela conta
Caixa. Pode-se representar elementos semelhantes em uma mesma conta:
a) Cadeiras, mesas, estantes, sofás = Móveis e Utensílios.
b) Pequenas despesas = Despesas Diversas ou Despesas Gerais etc.
c) Valores a Receber = Contas a Receber

Como simplificação didática, utiliza-se uma representação simplificada, que é denominada


de Conta em T, Razonetes T ou simplesmente Razonetes.
NOME DA CONTA
DEBITO CREDITO

5.3 MECANISMO DE DÉBITO E CRÉDITO

5.3.1 DÉBITO
Na linguagem comum quando usamos a palavra Débito, significa: Dívidas, Situação
Negativa, estar em débito com alguém, estar devendo para alguém. Na linguagem contábil,
porém, para compreender a contabilidade, é necessário esquecer a linguagem comum e
adaptar a uma linguagem técnica, pois pode representar elementos positivos.
É importante memorizar:

10
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Na representação gráfica em forma de “T” que usamos para representar as contas, o lado
esquerdo é o lado do débito.

5.3.2CRÉDITO
Na linguagem comum significa: ter crédito com alguém, situação positiva, poder para
comprar a prazo. Na linguagem contábil, possui vários significados.
Sendo necessário memorizar:
No gráfico das contas, o lado direito é o lado do crédito.
Obs.:
a) Saldo: diferença entre o total de débitos e créditos de uma conta em determinado período.
Se o valor dos débitos for maior que o valor dos créditos, a conta terá saldo DEVEDOR,
caso ocorrer o contrário, a conta terá saldo CREDOR.
b) As operações ocasionam aumentos e diminuições no ativo, passivo e PL.
c) Os aumentos são registrados de um lado e as diminuições do outro em função da natureza
da conta.

5.3.3 CONTAS
As operações de uma empresa ocasionam aumentos e diminuições no Ativo, no Passivo e no
Patrimônio Líquido; sendo que esses aumentos e diminuições são registrados em contas
específicas. Utilizam-se contas separadas para representar cada tipo de elemento do Ativo,
do Passivo e do Patrimônio Líquido. Cada uma dessas contas será distinguida das demais
pela sua denominação.
Portanto, conta é o nome técnico dado aos elementos patrimoniais e aos elementos de
Resultado, ou seja, é o título que qualifica um componente do patrimônio ou uma variação
patrimonial. Sua função é acumular de forma ordenada, os débitos e créditos da mesma
natureza, de maneira que seu saldo represente, no momento considerado, a situação do
elemento patrimonial ou da variação patrimonial a que se refere.

6. CLASSIFICAÇÃO - TEORIA PATRIMONIALISTA


Pela teoria patrimonialista as contas se dividem em: Contas Patrimoniais e Contas de
Resultado.
A. Contas Patrimoniais: são as contas que representam os bens, direitos, obrigações e
patrimônio Líquido
Os bens representam aplicação de recursos

11
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

As obrigações representam as origens de recursos

Representação gráfica do Patrimônio de forma qualitativa

ATIVO PASSIVO

Bens Obrigações
- Dinheiro - Duplicatas a pagar
- Estoques de mercadorias - Salários a pagar
- Maquinas - Impostos a pagar
- Veículos - Empréstimos a pagar

Direitos Patrimônio liquido (PL)


- Duplicatas a Receber Capital Social
Lucros
Prejuízos

12
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Representação gráfica do Patrimônio de forma qualitativa e quantitativa

ATIVO PASSIVO

Bens Obrigações
- Dinheiro 5.000 - Duplicatas a pagar 3.000
- Estoques de mercadorias 3.000 - Salários a pagar 2.000
- Maquinas 9.000 - Impostos a pagar 3.000
- Veículos 8.000 - Empréstimos a pagar 4.000

Direitos Patrimônio liquido (PL)


- Duplicatas a Receber 2.000 Capital Social 15.000
Lucros
Prejuízos
Total 27.000 Total 27.000

B. Contas de Resultado: são aquelas que representam as contas de Receitas Despesas e


Custos
C. Despesas: caracterizam-se pelo consumo de bens ou utilização de serviços.
Ex.: Energia elétrica da Administração, Material de expediente, salários dos funcionários da
Administração
D. Custo: são medidas monetárias dos sacrifícios financeiros com os quais uma organização,
uma pessoa ou um governo, têm de arcar a fim de atingir seus objetivos, sendo considerados
esses ditos objetivos, a utilização de um produto ou serviço qualquer, utilizados na obtenção
de outros bens ou serviços Ex.: Energia elétrica da fabrica, salários dos funcionários da
produção, matéria prima consumida.
E. Receitas: Caracterizam-se pelas vendas de bens ou prestação de serviços.
Ex.: Receitas de Serviços, Vendas de produtos.

13
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

6. PLANO DE CONTAS

O Plano de Contas deve ser claro e objetivo, facilitando o entendimento das pessoas que o
utilizem, possibilitando, assim, a classificação correta das operações da empresa em um
determinado período. O Plano de Contas, genericamente tido como um simples elenco de
contas, constitui na verdade um conjunto de normas do qual deve fazer parte, ainda, a
descrição do funcionamento de cada conta - o chamado "Manual de Contas", que contém
comentários e indicações gerais sobre a aplicação e o uso de cada uma das contas (para que
serve, o que deve conter e outras informações sobre critérios gerais de contabilização).
Tem-se que “a estrutura do Plano de Contas passou a ser uniformizada com o advento da
Lei nº 6.404/76 e Decretos-leis complementares. Dentro dessa estrutura foram definidos
apenas os grupos e subgrupos de contas, ficando a critério da empresa, observando suas
características e peculiaridades, elaborar um plano de contas com um nível de detalhamento
maior” (FÁVERO, 1995 apud NAGATSUKA, 2002).
O Plano de Contas é constituído por contas sintéticas, que são contas de nível superior, ou
seja, representam GRUPOS, SUBGRUPOS ou CONTAS que não recebem lançamentos
contábeis, e por contas analíticas, que são contas de “último nível”, aquelas que recebem os
lançamentos contábeis.
Sugere-se que o Plano de Contas contenha, no mínimo, 4 (quatro) níveis:
Nível 1:
Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido, Receitas, Custos e Despesas.
Nível 2:
Ativo: Circulante e Não Circulante.
Passivo e Patrimônio Líquido: Circulante, Não Circulante e Patrimônio Líquido.
Receitas: Receita Bruta, Deduções da Receita Bruta, Outras Receitas
Operacionais e Receitas
Não Operacionais.
Custos e Despesas Operacionais e Não Operacionais.
Nível 3: Contas que evidenciem os grupos a que se referem, como por
exemplo:
Nível 1 - Ativo

14
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Nível 2 - Ativo Circulante


Nível 3 - Disponível
Nível 4: Sub-contas que evidenciem o tipo de registro contabilizado, como por
exemplo:
Nível 1 - Ativo
Nível 2 - Ativo Circulante
Nível 3 - Disponível
Nível 4 - Banco Alfa, Caixa etc.

Exemplificando:

1 Ativo Conta Sintetica


1.1 Ativo circulante Conta Sintetica
1.1.1 Disponível Conta Sintetica
1.1.1.1 Caixa Conta Analitica

A Legislação:

A legislação das sociedades anônimas (Arts. 179 a 182 da Lei 6404 de 1976 com alterações
homologadas pela Lei 11.638 de 2007) já especifica uma boa parte das contas sintéticas
necessárias em um plano de contas, ou seja, a base do Plano de Contas.
As contas de um Plano de Contas podem ser assim codificadas:

· código de conta iniciado com o número 1 significa que a conta é do Ativo;


· código de conta iniciado com o número 2 refere-se ao Passivo;
· código de conta iniciado com o número 3 representa Despesas das Contas de Resultado;
· código de conta iniciado com o número 4 representa Custos das Contas de Resultado;
· código de conta iniciado com o número 5 representa Receitas das Contas de Resultado;

OBS: AS CONTAS DE RESULTADOS PODERÃO SER ALTERNADAS CONFORME


DETERMINAÇÃO DA EMPRESA, SOMENTE AS CONTAS DO ATIVO, PASSIVO E
PATRIMÔNIO LIQUIDO DEVEM PERMANECER NO GRUPO 1 e 2.

15
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

6.1 CONTAS DO ATIVO


As contas do Ativo figuram no lado esquerdo do Balanço. Por coerência as contas de Ativo
(bens e direitos) sempre devem apresentar saldos devedores, isto é no lado esquerdo.
Os registros na contas de Ativo são efetuados da seguinte maneira:

Exemplo:

CONTAS DO ATIVO
DEBITO CREDITO

AUMENTA DIMINUI
ENTRADA SAIDA

6.2 CONTAS DE PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

As contas do Passivo e PL figuram sempre no lado direito do balanço. As contas de Passivo


e Patrimônio Líquido sempre devem apresentar saldos credores. Os registros são efetuados
da seguinte forma:

CONTAS DO PASSIVO e
PL
DEBITO CREDITO

DIMINUI AUMENTA
SAIDA ENTRADA

6.3 RESUMO DO MECANISMO DE DÉBITO E CRÉDITO

16
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

AUMENTA DIMINUI
CONTA NATUREZA SALDOS SALDOS
ATIVO DEVEDORA D C
PASSIVO CREDORA C D
DESPESAS DEVEDORA D C
RECEITAS CREDORA C D

6.4 O REGISTRO ATRAVÉS DO MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS

A essência do método, universalmente aceito, é que o registro de qualquer operação implica


que o débito numa ou mais contas deve corresponder a um crédito equivalente em uma ou
mais contas, de forma que a soma dos valores debitados seja sempre igual à soma dos
valores creditados.

Não há debito sem crédito


Não há crédito sem débito
Modelo simplificado de Plano de Contas – Conforme Lei 11.638/07

1) ATIVO – CONTAS PATRIMONIAIS


CIRCULANTE Itens com prazo de realização (conversão em dinheiro) em até doze meses
DECORRENTES DAS ATIVIDADES USUAIS
Valores à disposição da companhia/empresa ou
DISPONIBILIDADES conversíveis em dinheiro, no prazo máximo de 7
dias.
Caixa

17
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Bancos Conta Movimento


Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata

REALIZAÇÕES (OU CRÉDITOS)


Duplicatas a Receber (ou Clientes)
(-) Duplicatas Descontadas
(-) Provisão para Devedores Duvidosos
Estoque de Mercadorias Valores a realizar em até um ano da data do Balanço

(-) Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado


Impostos a Recuperar
Aplicações Financeiras
Imóveis para Venda
Adiantamento a Fornecedores

DESPESAS ANTECIPADAS
Seguros a Vencer
Assinatura de jornais e revistas

DECORRENTES DAS ATIVIDADES NÃO USUAIS


DISPONIBILIDADES
Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata
REALIZAÇÕES (OU CRÉDITOS) Se houverem
Aplicações Financeiras
Imóveis para Venda
DESPESAS ANTECIPADAS
Seguros a Vencer
Assinatura de jornais e revistas

NÃO CIRCULANTE Itens com prazo de realização após doze meses.

18
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Valores a realizar após um ano da data do Balanço. O


Empréstimos a sócios RLP, a exemplo do Circulante, será subdividido em:
Decorrentes das A vidades Usuais e Decorrentes das
Empréstimos a Empresas coligadas ou controladas
A vidades Não Usuais.
Imóveis para Venda
Despesas Antecipadas

INVESTIMENTOS
Participações Societárias1 Par cipações societárias des nadas à manutenção da
(-) Prov. p/ perda em Investimentos companhia/empresa e outros itens não classificáveis no A vo
Circulante ou no Realizável a Longo Prazo, que não se des nem à
Obras de Arte manutenção da a vidade da companhia/empresa.
Imóveis para Renda (Locação)
(-) Depreciação Acumulada

IMOBILIZADO
Equipamentos de Informática
Itens corpóreos des nados à manutenção das a vidades da
Imóveis para Uso empresa ou exercidos com esta finalidade. O Imobilizado será
subdividido em: Bens em Arrendamento, Bens em Operação e Bens
Instalações
para Futura Operação.
Máquinas e Equipamentos
Móveis e Utensílios
Veículos
(-) Depreciação Acumulada
Terrenos
INTANGÍVEL
Marcas e Patentes
Direitos Autorais Itens incorpóreos des nados à manutenção das
Gastos com Treinamento de Pessoal a vidades da empresa ou exercidos com esta finalidade.

Gastos com Pesquisas e Desenvolvimento (P&D)


Gastos com Desenvolvimento de Sistemas
(-) Amortização Acumulada

19
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

2) PASSIVO – CONTAS PATRIMONIAIS


CIRCULANTE
Duplicatas a Pagar (ou Fornecedores)
Aluguéis a Pagar
Empréstimos a Pagar
ICMS a Recolher
Provisão para Imposto de Renda
Provisão para Contribuição Social
Obrigações de qualquer natureza e
IR Fonte a Recolher recebimentos antecipados, vencíveis no
prazo de até doze meses.
Contribuições Previdenciárias a Recolher
FGTS a Recolher
Honorários da Diretoria a Pagar
Salários a Pagar
Dividendos a Pagar
Adiantamento de Clientes
Aluguéis Recebidos Antecipadamente
Vendas a Realizar/Serviços a Prestar

NÃO CIRCULANTE

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO


Obrigações de qualquer natureza e recebimentos antecipados,
Financiamentos a Pagar vencíveis após o prazo de doze meses.
Empréstimos de sócios
Empréstimos e Coligadas e Controladas

Os resultados são considerados não realizados


RESULTADOS NÃO REALIZADOS
enquanto o objeto da transação permanecer no
Lucros em participações societárias A vo da companhia.

Ganhos de doações e subvenções para investimentos


(-) Encargos tributários

20
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

PARTICIPAÇÃO DE ACIONISTAS NÃO CONTROLADORES (apenas para balanços


consolidados)

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
CAPITAL SOCIAL
Capital Subscrito
(-) Capital a Realizar
RESERVAS DE CAPITAL
Ágio na subscrição de ações
Produto da alienação de partes beneficiárias
AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL
Reavaliação de Ativos ao valor de mercado

21
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Reavaliação de Passivos ao valor de mercado


RESERVAS DE LUCROS
Reserva Legal
Reserva Estatutária
Reserva por Incentivos Fiscais
Reserva para Expansão ou Investimento
Reserva de Lucros a Realizar
(-) AÇÕES EM TESOURARIA
(-) PREJUÍZOS ACUMULADOS

3) DESPESAS – CONTAS DE RESULTADO


DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas com Vendas (Comerciais)
Comissões sobre Vendas
Refeições
Fretes e Carretos Gastos ou perdas relacionados às operações normais
da empresa.
Material de Embalagem
Propaganda e Publicidade
Despesas c/ Devedores Duvidosos
Despesas Administrativas
Aluguel
Energia Elétrica
Água
Correios
Amortizações
Fretes e Carretos
Material de Expediente
Prêmios de Seguro
Comunicações
Impostos e Taxas
Serviços de Terceiros
Multas Fiscais
Salários

22
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Honorários da Diretoria
Décimo Terceiro Salário
Encargos Sociais
Férias
Despesas c/ Depreciações
Despesas c/ Amortizações
Despesas c/ Outras Provisões Ativas
Despesas c/ Provisões Passivas
Despesas Financeiras
Despesas Bancárias
Juros Passivos
Descontos Concedidos
DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
Perdas não Operacionais Gastos ou perdas não relacionados às
operações normais da empresa.
Perdas na Alienação de Bens

4) RECEITAS – CONTAS DE RESULTADO


RECEITAS OPERACIONAIS
Receitas de Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços
Vendas de Mercadorias Ganhos relacionados às operações
normais da empresa.
Vendas de Produtos
Prestação de Serviços
(-) Vendas Anuladas* *Atenção: contas redutoras das Receitas de
Vendas. São despesas que são dispostas
(-) ICMS sobre Vendas*
desta forma para facilitar a apuração da
(-) ISS sobre Serviços* Receita Líquida de Vendas.

(-) PIS sobre Faturamento*


(-) COFINS*
Receitas Financeiras
Rendimentos de Aplicações Financeiras Con nuação das receitas operacionais.
Descontos Obtidos
Juros Ativos

RECEITAS NÃO OPERACIONAIS


Ganhos não relacionados às operações
normais da empresa.

23
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Ganhos não Operacionais


Ganho na Alienação de Bens
Aluguéis Ativos
Apuração de Resultado
− Custo das Mercadorias Vendidas (CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque
final)
− Resultado com Vendas de Mercadorias (RVM = Vendas Líquidas – CMV)
− Apuração do Resultado do Exercício (ARE = Receitas – Despesas = Lucros ou
Prejuízos)
EXERCICIO 02

De acordo com o Plano de Contas marque com (X) as contas abaixo conforme legenda:
A- ativo R- receita PL- patrimônio Líquido P - passivo D/C-despesa/custo
Nº CONTAS A P R D/C PL
1 Caixa
2 Água e Esgoto
3 Aluguéis Passivos
4 Refeições
5 Banco Conta Movimento
6 Vendas de Produtos
7 Aluguéis Ativos
8 Capital
9 Clientes (Duplicatas a Receber)
10 Computadores
11 Descontos Concedidos
12 Despesas Bancárias
13 Duplicatas a Pagar
14 Descontos Obtidos
15 Estoque de Mercadorias
16 Duplicatas a Receber
17 Fornecedores
18 Fretes e Carretos
19 Marcas e Patentes
20 Imóveis
21 Impostos e Taxas
22 Instalações
23 Juros Ativos
24 Móveis e Utensílios
25 Material de Expediente
26 Material de Limpeza
27 Promissórias a Receber
28 Salários a Pagar
29 Telefones
30 Reservas
31 Receitas de Serviços
32 Juros Passivos

24
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

33 Energia Elétrica
34 Capital a Realizar
35 Prejuízos Acumulados
36 Lucros Acumulados
37 Vendas de Mercadorias
38 Veículos
39 Despesas com Combustíveis

EXERCICIO 03

Classifique as contas constantes do quadro a seguir, com base nos seguintes códigos:
A) Patrimonial (P) ou Resultado (R)
B) A vo (A), Passivo(P), Despesa(D) ou Receita(R);
C) Devedora (D) ou Credora(C);
D) Por seus respec vos grupos, conforme o Plano de Contas:
A vo Circulante (AC), A vo Não-Circulante (ANC), Passivo Circulante (PC), Passivo Não-Circulante (PNC),
Patrimônio Líquido (PL), Despesas Operacionais (DO) e Receitas Operacionais (RO)
Nº CONTAS A B C D
1 Caixa P A D AC
2 Água e Esgoto        
3 Aluguéis Passivos        
4 Refeições        
5 Bancos Conta Movimento        
6 Vendas de Produtos        
7 Aluguéis A vos        
8 Capital        
9 Clientes        
10 Computadores        
11 Descontos Concedidos        
12 Despesas Bancárias        
13 Duplicatas a Receber        
14 Duplicatas a Pagar        
15 Descontos Ob dos        
16 Estoque de Mercadorias        
17 Estoque de Material de Expediente        
18 Férias        
19 Fornecedores        
20 Fretes e Carretos        
21 Marcas e Patentes        
22 Imóveis        
23 Impostos e Taxas        
24 Instalações        
25 Juros A vos        
26 Móveis e Utensílios        
27 Material de Expediente        
28 Material de Limpeza        
29 Promissórias a Receber        
30 Salários a Pagar        
31 Telefones        
32 Reservas        
33 Receitas de Serviços        
34 Despesas de Organização        
35 Juros Passivos        

25
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

EXERCICIO 04

Faça os lançamentos no Livro Diário no Livro Razão e apure o Balancete conforme Plano de
contas.

a) Em 04.08.2013, constituição da empresa R. F. Souza Ltda. para exploração do comércio de


materiais de construção com capital inicial de R$ 1.200.000,00 em dinheiro.

b) Em 05.08.2013, foi efetuada abertura de conta-corrente no Banco Safra S/A, com depósito inicial
em dinheiro de R$ 780.000,00

c) Em 06.08.2013, foi adquirido Imóvel, compra de um Galpão mobiliado, pagamento com


transferência bancária no valor de R$ 350.000,00,

d) Em 07.08.2013, foram comprados computadores para uso da empresa, pago através do cheque
001 do Banco Safra S/A, no valor de R$ 10.820,00.

e) Em 08.08.2013, foi pago despesas com refeições para os funcionários, em dinheiro no valor de
R$ 10.990,00.

f) Em 09.08.2013, foi comprado mercadorias para revenda no valor de R$ 250.000,00, a prazo,


conf. NF 3571 do fornecedor, para pagamento em 30 dias.

g) Em 10.08.2013 foi vendido mercadorias a prazo para pagamento em duas parcelas no valor de
R$ 80.000,00, conf. NF 1001.

h) Em 14.08.2013, foi adquirido através de financiamento no banco Santander um automóvel a


prazo em 12 parcelas para uso da empresa NF 6325 no valor de R$ 52.000,00, da concessionária.

i) Em 15.08.2013, foi pago em dinheiro despesas com energia elétrica no valor de R$ 12.210,00.

OBS:
⦁ Para contabilizar mercadorias a prazo, utilizem a conta Fornecedor;
⦁ Para contabilizar entrada e saída e dinheiro será sempre na conta caixa e quando for
cheques e transferências contabilizar em bancos c/movimentos.
⦁ Para contabilizar a conta veículos, utilizem a contra partida Financiamentos a curto prazo.
Façam o exercício da mesma forma que foi apresentado em sala de aula. Utilizem o plano
de contas para identificar quais contas serão contabilizadas.

Pede-se:
1° Fazer escrituração no livro de diário:
2° Fazer os Razonetes em forma de gráfico:
3° Fazer Balancete de verificação:
4° Fazer o Balanço e DRE apurando o resultado do exercício.

EXERCICIO 05

26
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

1. Faça os lançamentos Livro Diário e no Livro Razão, Balancete de verificação e apure o


Resultado (Lucro ou Prejuízo) faça conforme Plano de contas.

a) Em 04.08.2013, constituição da empresa R. F. Souza Ltda. Para exploração do comércio


de materiais de construção com capital inicial de R$70.000,00 em dinheiro.

b) Em 05.08.2013, foi efetuada abertura de conta-corrente no Banco Safra S/A, com


depósito inicial em dinheiro de R$50.000,00

c) Em 06.08.2013, foi adquirido móvel a prazo, para uso da empresa, no valor de


R$5.000,00, conf. NF 5780.

d) Em 07.08.2013, foram comprados computadores para uso da empresa, pago através do


cheque 001 do Banco Safra S/A, no valor de R$ 6.000,00.

e) Em 08.08.2013, foi pago despesas com café, em dinheiro no valor de R$100,00.

f) Em 09.08.2013, foi comprado mercadorias para revenda no valor de R$ 50.000,00, a


prazo, conf. NF 3571 do fornecedor, para pagamento em três parcelas.

g) Em 10.08.2013 foi vendido a prazo, mercadorias no valor de R$15.000,00, conf. NF


1001.

h) Em 11.08.2013 foi pago Despesas aluguel no valor de R$1.000,00, com cheque 002 do
Banco Safra S/A

m) Em 12.08.2013 foi vendido mercadorias a vista com recebimento em cheque, no


valor de 10.000,00.

j) Em 13.08.2013, foi pago uma parcela das compras de mercadorias no valor de


R$20.000,00, através do cheque 003.

l) Em 14.08.2013, foi adquirido um automóvel a prazo para uso da empresa com aceita de
promissórias, conf. NF 6325 no valor de R$30.000,00, da concessionária.

m) Em 15.08.2013, foi pago fatura de Despesas água e esgoto em dinheiro no valor


R$100,00.

OBS:

⦁ Para contabilizar mercadorias a prazo, utilizem a conta Fornecedores;


⦁ Para contabilizar as contas móveis e computadores a prazo utilizem a conta
Duplicatas a Pagar; e
⦁ Para contabilizar a conta veículos, utilizem a contra partida Promissória a Pagar.

• 7. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

O processo contábil encerra-se com a elaboração das Demonstrações Contábeis.

27
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

A Análise de Balanços começa a partir dessas demonstrações elaboradas pela


contabilidade, analisando-as e interpretando-as, para apresentar informações a respeito das
conclusões obtidas na análise.
A disciplina em estudo enfocará as seguintes Demonstrações Contábeis:

⦁ Balanço Patrimonial
⦁ Demonstração do Resultado do Exercício

7.1 BALANÇO PATRIMONIAL

O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil obrigatório por lei, que evidencia,
resumidamente, a situação patrimonial e financeira de uma entidade.

Resumo Prático:

Demonstração Contábil Objetivo da análise

Verificar a situação financeira da empresa e


identificar qual a política que a empresa
BALANÇO PATRIMONIAL adota para obtenção e aplicação de recursos.

7.1.1 Representação Gráfica


O Balanço Patrimonial reflete a posição financeira em determinado momento de uma
empresa, sendo constituído de duas colunas: a coluna do lado direito (Passivo) e a coluna do
lado esquerdo (Ativo).

BALANÇO PATRIMONIAL

ATIVO PASSIVO

LADO ESQUERDO LADO DIREITO

7.1.2 Agrupamento das contas no Balanço Patrimonial

No Balanço Patrimonial as contas serão agrupadas e sub-totalizadas de modo a


facilitar o conhecimento e a análise da situação patrimonial e financeira da companhia

28
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

seguinte forma (artigo 178 da Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007):

7.1.3 Agrupamento e disposição das contas no Ativo

No Ativo as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez, dos


elementos nela registrados, nos seguintes grupos (§ 1º do artigo 178 e artigo 179):

a) Ativo Circulante, dividido em disponibilidades, direitos (valores a realizar ou


créditos) e as despesas pagas antecipadamente, com prazo de realização de até
doze meses.
b) Ativo Não Circulante, dividido em Realizável a Longo Prazo, Investimentos,
Imobilizado, Intangível e Diferido.

Observação: Liquidez é a capacidade dos bens ou direitos serem convertidos em


dinheiro. Assim, serão dispostas, em primeiro lugar, as contas de mais fácil conversibilidade
(maior liquidez).

7.1.4 Agrupamento e disposição das contas no Passivo

No Passivo as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de exigibilidade,


dos elementos nela registrados, nos seguintes grupos (§ 2º do artigo 178 e artigo 180):

a) Passivo Circulante, contemplando as obrigações, os encargos e riscos,


determinados ou estimados, os adiantamentos de clientes e demais recebimentos
antecipados, vencíveis no prazo de até doze meses.
b) Passivo Não Circulante, dividido em Exigível a Longo Prazo, Resultados Não
Realizados e, no balanço consolidado, Participação de acionistas não
controladores.

§3º) No Patrimônio Líquido as contas serão divididas em Capital Social, Reservas de


Capital, Ajustes de Avaliação patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em
Tesouraria e Prejuízos Acumulados.

Observação: Exigibilidade é a exigência de pagamento. Assim, serão dispostas, em


primeiro lugar, as contas que têm prioridade de pagamento (as mais exigíveis, com menor
prazo de pagamento).

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES A RESPEITO DE CURTO E LONGO PRAZO NA


CONTABILIDADE:

➢ Curto Prazo do Ativo: valores realizáveis (conversíveis em dinheiro) no curso do


exercício social seguinte ao da data do Balanço (costuma-se dizer ‘até um ano da
data do balanço’).

➢ Longo Prazo do Ativo: valores realizáveis após o término do exercício seguinte ao


da data do Balanço (costuma-se dizer ‘após um ano da data do balanço’).

29
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

➢ Curto Prazo do Passivo: valores exigíveis (tem que ser pagos) no curso do exercício
social seguinte ao da data do Balanço (costuma-se dizer ‘até um ano da data do
balanço’).

➢ Longo Prazo do Passivo: valores exigíveis após o término do exercício seguinte ao


da data do Balanço (costuma-se dizer ‘após um ano da data do balanço’).
A seguir, modelos da estrutura de Balanço Patrimonial, conforme alterações na lei das
sociedades por ações (Lei 6.404/76).

A) Modelo simplificado da estrutura do Balanço Patrimonial


BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
. .
. .
. .
Total do Circulante Total do Circulante
NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE
. .
. .
. .
. Total do Não Circulante
. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
. .
. .
Total do Não Circulante Total do Patrimônio Líquido
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO

B) Modelo da estrutura do Balanço Patrimonial com agrupamentos de contas


BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
. Disponibilidades . Duplicatas a Pagar
. Realizações (ou Créditos) . Aluguéis a Pagar
. Despesas antecipadas . Empréstimos a Pagar
. ICMS a Recolher
Total do Circulante Total do Circulante

30
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE


. Realizável a longo prazo . Exigível a longo prazo
. Investimento . Resultados não realizados
. Imobilizado Total do Não Circulante
. Intangível PATRIMÔNIO LÍQUIDO
. Diferido . Capital Social
. Reservas de Capital
. Reservas de Lucros
. Ajuste de Aval. Patrimonial
. (-) Ações de Tesouraria
. (-) Prejuízos Acumulados
Total do Não Circulante Total do Patrimônio Líquido
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO

31
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

C) Modelo completo do da estrutura do Balanço Patrimonial contemplando grupos,


subgrupos e algumas contas.
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
Disponível Duplicatas a Pagar
Caixa Salários a Pagar
Bancos c/Movimento Encargos Sociais a Recolher
Aplicações de Liquidez Imediata Impostos Federais a Recolher
Total do Disponível Impostos Estaduais a Recolher
Impostos Municipais a Recolher
Créditos Empréstimos Bancários
Duplicatas a Receber Provisão para IRPJ
Empréstimos a Receber Provisão para Cont. Social
Estoques de Mercadorias Dividendos a Pagar
Total do Realizável a Curto Prazo Alugueis Recebidos Antecipadamente
Despesas antecipadas
TOTAL DO CIRCULANTE
Assinatura de Jornais e Revistas NÃO CIRCULANTE
Seguros pagos antecipadamente (Seguros a Exigível a Longo Prazo
Vencer)
Alugueis pagos antecipadamente (Aluguéis a Financiamentos
Vencer)
Total das Despesas antecipadas Empréstimos Bancários
TOTAL DO CIRCULANTE Empréstimos de Coligadas/Controladas
NÃO CIRCULANTE Empréstimos de Sócios
Realizável a Longo Prazo – Atividades Total do Exigível a Longo Prazo
Usuais
Empréstimos a Sócios Resultados não Realizados
Empréstimos a Coligadas/Controladas Lucros em Participações Societárias
Despesas de Exercícios Futuros Ganhos de Doações/Subvenções p/
investimentos
Total do Realizável a Longo Prazo (-) Encargos tributários
Investimentos Total do Res. Não Realizados
Participações Societárias TOTAL DO NÃO CIRCULANTE
Imóveis para Renda PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Obras de Arte Capital Social
Total dos Investimentos (-) Capital a Realizar
Imobilizado - Bens em operação Reservas de Capital
Veículos Ajustes de Avaliação Patrimonial
Móveis, Máquinas e Equipamentos Reservas de Lucros
Equipamentos de Informática (-) Ações em Tesouraria
(-) Depreciação Acumulada (-) Prejuízos Acumulados
Total do Imobilizado TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Intangível
Marcas e Patentes
Direitos Autorais

32
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

(-) Amortização Acumulada


Total do Intangível
TOTAL DO NÃO CIRCULANTE
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO

Observações importantes sobre o Balanço Patrimonial

➢ Origem e fonte dos recursos

No Balanço Patrimonial o Passivo representa a origem, fonte, captação ou


financiamento dos recursos (ou seja, de onde vêm os recursos da empresa). Esses recursos
podem ser oriundos dos sócios e da própria atividade empresarial (Capital Próprio) ou de
terceiros (Capital de Terceiros ou Capital Alheio).

O Ativo representa a aplicação ou investimento desses recursos (ou seja, mostra para
onde vão os recursos obtidos pela empresa).

ATIVO PASSIVO

Des no/Aplicação/Inves mento Origem/Fonte/Financiamento

− Valores circulantes: − Valores oriundos de terceiros: ob dos


Bens/Direitos que se movimentam devido à através da contração de dívidas
a vidade empresarial a qual a empresa se (obrigações exigíveis).
des na.
− Valores oriundos ou pertencentes aos
proprietários (PL):
− Valores não-circulantes: Ob dos através dos sócios (capital) ou
Bens/Direitos com movimentação muito lenta da a vidade empresarial (lucro).
ou adquiridos sem intenção de venda.

➢ Termos técnicos utilizados

⦁ Aplicação dos Recursos ou Aplicação dos Capitais: É o valor total do Ativo.


Representa a soma dos Bens e Direitos.

⦁ Origem dos Recursos ou Fonte de Capitais: É o valor total do Passivo.


Representa a soma das Obrigações e PL.

⦁ Recursos Próprios, Capital Próprio ou Passivo não Exigível: É o mesmo que


Patrimônio Líquido. Significa recursos do proprietário da empresa.

⦁ Recursos Alheios, Capital Alheio, Recursos de Terceiros, Capital de Terceiros ou

33
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Passivo Exigível: É o mesmo que Obrigações. São os recursos obtidos pela


empresa que geram dívidas para a empresa.

⦁ Origem dos Recursos ou Fonte dos Capitais: É a soma das obrigações com o
Patrimônio Líquido (Recursos Alheios + Recursos Próprios).

➢ Aspecto qualitativo e quantitativo

O BP é apresentado sob dois aspectos:

a) o aspecto qualitativo, que dá nome aos elementos componentes do Balanço


Patrimonial;
b) o aspecto quantitativo, que atribui aos respectivos elementos, seus valores em
moeda corrente nacional.

34
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Balanço Patrimonial da Empresa Alfa

BALANÇO PATRIMONIAL EMPRESA ALFA ANO 2012


ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
Duplicatas a Pagar 18.800
Disponível Salários a Pagar 6.200
Caixa 10.000 Encargos Sociais a Recolher 1.200
Bancos c/Movimento 28.000 Impostos Federais a Recolher 3.600
Aplicações de Liquidez Imediata 3.500 Impostos Estaduais a Recolher 2.400
Total do Disponível 41.500 Impostos Municipais a Recolher 1.800
Créditos Empréstimos Bancários 15.000
Duplicatas a Receber 25.800 Provisão para IRPJ 12.000
Empréstimos a Receber 2.500 Provisão para Cont. Social 8.000
Estoques de Mercadorias 32.200 Dividendos a Pagar 4.000
Total do Realizável a Curto Prazo 60.500 Alugueis Recebidos Antecipadamente 0,00
Despesas antecipadas TOTAL DO CIRCULANTE 73.000
Assinatura de Jornais e Revistas 0,00 NÃO CIRCULANTE
Seguros pagos antecipadamente (Seguros a 0,00 Exigível a Longo Prazo
Vencer)
Alugueis pagos antecipadamente (Aluguéis a 0,00 Financiamentos 38.000
Vencer)
Total das Despesas antecipadas 0,00 Empréstimos Bancários 12.000
TOTAL DO CIRCULANTE 102.000 Empréstimos de Coligadas/Controladas 0,00
NÃO CIRCULANTE Empréstimos de Sócios 0,00
Realizável a Longo Prazo – Atividades Total do Exigível a Longo Prazo 50.000
Usuais
Empréstimos a Sócios 0,00 Resultados não Realizados
Empréstimos a Coligadas/Controladas 0,00 Lucros em Participações Societárias 0,00
Despesas de Exercícios Futuros 2.800 Ganhos de Doações/Subvenções p/ 0,00
investimentos
Total do Realizável a Longo Prazo 2.800 (-) Encargos tributários -0,00
Investimentos Total do Res. Não Realizados 0,00
Participações Societárias 10.000 TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 50.000
Imóveis para Renda 40.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Obras de Arte 0,00 Capital Social 100.000
Total dos Investimentos 50.000 (-) Capital a Realizar
Imobilizado - Bens em operação Reservas de Capital 8.000
Veículos 18.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial 2.000
Móveis, Máquinas e Equipamentos 35.000 Reservas de Lucros 5.000
Equipamentos de Informática 8.200 (-) Ações em Tesouraria -0,00
(-) Depreciação Acumulada -1.000 (-) Prejuízos Acumulados -0,00
Total do Imobilizado 60.200 TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 115.000
Intangível
Marcas e Patentes 21.000
Softaware 2.800
(-) Amortização Acumulada -800
Total do Intangível 23.000
35
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Diferido
TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 136.000
TOTAL DO ATIVO 238.000 TOTAL DO PASSIVO 238.000

EXERCICIO 06

1. O Balanço Patrimonial é dividido em duas colunas, que são: do lado

Esquerdo................................... e do lado direito.........................................................

2. A quantia inicial concedida pelos proprietários denomina-se contabilmente?

3. Pela Lei 6.404/76 das S.A. o lado direito do Balanço Patrimonial é denominado?

( ) Passivo
( ) Passivo e Patrimônio Líquido
( ) Origens de capital
( ) Capital de terceiros e Capital Próprio

10. Pela Lei 6.404/76 das S.A. o lado esquerdo do Balanço Patrimonial é denominado?

( ) Ativo
( ) Passivo e Patrimônio Líquido
( ) Origens de capital
( ) Capital de terceiros e Capital Próprio

4. O Balanço Patrimonial é apresentado sob dois aspectos, quais são? Explique.

36
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

5. E Classifique e Estruture o Balanço Patrimonial da Cia. Alfa em R$.

CONTA INFORMAÇÕES ADICIONAIS DÉBITO CRÉDITO CLASSIFICAÇÃO


Caixa 26.000,00 Ativo circulante
Aluguéis Antecipados Serão despesas no exercício seguinte 7.000,00
Aplicações de Liquidez 15.000,00
Imediata
Aplicações em Incentivos Direitos a serem resgatados após o final 12.000,00
Fiscais do exercício seguinte
Depreciação Acumulada Depreciação dos Bens Imobilizados 15.000,00
Duplicatas a Receber – Transações normais do objetivo da 5.000,00
Coligadas Companhia
Duplicatas a Receber de 34.000,00
Clientes
Importações de Mercadorias Mercadorias destinadas à Revenda 5.000,00
em Andamento
Estoques de Mercadorias 4.000,00
para Revenda
Gastos de Implantação de Gastos efetuados antes de iniciar o 8.000,00
Nova Fábrica empreendimento (pré-operacionais)
Imóveis de Renda Não compõem a atividade principal da 25.000,00
empresa
Investimentos em Títulos e Serão resgatados após o término do 6.000,00
Valores Mobiliários – Longo exercício seguinte
Prazo
Valores a Receber – Não fazem parte das atividades normais 4.000,00
Coligadas
Participações Societárias Investimentos efetuados em outras 3.000,00
empresas
Provisão para Créditos de 3.000,00
Liquidação Duvidosa
Terrenos Fazem parte dos bens de uso da empresa 15.000,00
Máquinas e Equipamentos Fazem parte dos bens de uso da empresa 80.000,00
Títulos a Receber Serão recebidos até o final do exercício 12.000,00
seguinte
Adiantamentos de Clientes Dívidas da empresa para com clientes, de 12.000,00
curto prazo
Capital Social a Integralizar Capital Subscrito que ainda não foi 10.000,00
integralizado (pago) pelos sócios
Capital Social Subscrito 103.000,00
Contas a Pagar 9.000,00
Veículos Aquisição de bens 8.000,00

Salários a pagar Obrigações com empregados 3.000,00


Empréstimos Bancários Vencerão até o final do exercício seguinte 7.000,00
Empréstimos e Vencerão após o final do exercício 38.000,00
Financiamentos de Longo seguinte
Prazo
Obrigações Fiscais Imp. a Recolher (até final exercício 31.000,00
Seguinte)
Reservas de Lucros Oriundos das vendas 58.000,00
TOTAL 279.000,00 279.000,00

EXERCICIO 07

37
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

CONTA DÉBIT CRÉDIT


Caix O 30.000,0 O
a
Bancos conta 0
306.000,0
Movimento a
Duplicatas 0
400.000,0
Receber
Emprestimos aos 0 6.000,0
sócios de
Estoque 1.663.500,0 0
Mercadorias
Estoque de Material de 0 10.000,0
Emabalagens
Seguros pagos 0
21.500,0
antecipados
Móveis e 0
50.000,0
Utensílios
Depreciação Acumulada de Móveis e 0 15.000,0
Utensílios
Veículo 200.000,0 0
s
Depreciação Acumulada de 0 120.000,0
Veículos
Obras de Artes 90.000,0 0
Amortização 0 9.000,0
Acumulada
Duplicatas a 0
834.000,0
Pagar a
COFINS 0 6.000,0
Recolher de Exercícios
Receitas 0
16.000,0
Futurosda Receita de Exercícios
Custo 3.000,0 0
Futurosa
FGTS 0 18.200,0
Recolhera
Salários 0 4.400,0
Pagar
Dividendos a 0
58.000,0
Pagar
Provisão para Contribuição 0
61.000,0
Social para Imposto de
Provisão 0
42.000,0
Renda
Financiamentos de Longo 0
194.935,0
Prazo
Capital 0
1.200.000,0
Social
Reserva 0 82.123,0
Legal ou Prejuízos
Lucros 0
107.342,0
Acumulados 0
TOTAL 2.774.000,0 2.774.000,0
0 0

EXERCICIO 08

1. Lucros Acumulados – R$ 55.000,00


2. Capital Social - R$ 200.000,00
3. Empréstimos a pagar (daqui a 1,5 ano) – R$ 45.000,00
4. Salários a pagar – R$ 40.000,00
5. Fornecedores – (curto prazo) – R$ 100.000,00
6. Contas a pagar (curto prazo) – R$ 15.000,00
7. Obras-de-arte – R$ 10.000,00
8. Máquinas e Equipamentos – R$ 40.000,00
9. Imóveis (em uso nas atividades fins da empresa) – R$ 100.000,00
10. Gastos pré-operacionais – R$ 50.000,00
11. Móveis e Utensílios – R$ 30.000,00
12. Caixa – R$ 70.000,00
13. Veículos – R$ 80.000,00

38
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

14. Duplicatas a Receber – R$ 85.000,00


15. Impostos a Recolher – R$ 10.000,00

RESPONDA
⦁ Qual o total de bens e direitos da empresa? ............................
⦁ Quanto à empresa tem de dívidas no curto prazo? .......................
⦁ Quanto à empresa tem disponível para efetuar pagamentos à vista? .....................
⦁ Qual o total de patrimônio liquido da empresa? ...................
⦁ Qual o valor do Ativo Permanente Diferido? ..........................
⦁ Qual o valor do Ativo Permanente Imobilizado?.....................
⦁ Quanto à empresa deve a empregados, ao governo e a fornecedores?.....................
⦁ Qual o valor do Ativo Permanente Investimentos? ..........................

8. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Você já sabe, a gestão do patrimônio da empresa gera um resultado que poderá ser
lucro ou prejuízo.

O objetivo deste item é apresentar a você, de maneira bem simples, os procedimentos


necessários para a apuração do resultado do exercício da empresa.

a. Conceituação básica

Apurar o resultado do exercício2 significa verificar se a empresa, em determinado ano,


obteve lucro ou prejuízo.
A empresa terá lucro quando seus ganhos (receitas) forem maiores que seus gastos
(despesas).
A empresa terá prejuízo quando suas receitas forem menores que suas despesas.

Lucro ou Prejuízo = Receitas – Despesas

Lucro = Receita > Despesa

Durante a Apuração do Resultado do Exercício (ARE), as contas de resultado (receitas,


despesas e custos) vão encerrando seus saldos, o que significa que essas contas ‘aparecem’
durante o exercício social e ‘encerram-se’ na apuração do resultado.

Exercício Social: representa um ano de atividade. Geralmente, a empresa o faz coincidir com o ano civil, ou
seja, inicia-se em 01.01.XX e vai até 31.12.XX.

39
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Para encerrar as contas de despesas e de custos, os saldos das mesmas deverão


transferidos para a conta ARE. Para tanto, os mesmos deverão ser creditados nas respectivas
contas (ficando com saldo zero) e debitados na conta ARE.

Para encerrar as contas de receitas, os saldos das mesmas deverão transferidos para a
conta ARE. Para tanto, os mesmos deverão ser debitados nas respectivas contas (ficando
com saldo zero) e creditados na conta ARE.

Após as transferências deverá ser apurado o saldo as conta ARE, podendo ocorrer uma
das duas situações abaixo:

➢ Se o saldo da conta ARE for devedor significa que as despesas da empresa


foram maiores que suas receitas e, portanto, obteve prejuízo no período.

➢ Se o saldo da conta ARE for credor significa que as receitas da empresa foram
maiores que suas despesas e, portanto, obteve lucro no período.

8.2 Demonstração Dedutiva

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um resumo ordenado das


receitas e despesas da empresa em determinado período (12 meses). É apresentada de forma
dedutiva (Vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o
resultado (lucro ou prejuízo).

Receita

(-) Despesas Sentido vertical

(dedutivo)

Lucro ou Prejuízo

A DRE pode ser simples para micro ou pequenas empresas que não requeiram dados
pormenorizados para a tomada de decisão, como é o caso de bares, restaurantes e
mercearias. Deve evidenciar o total de despesa deduzido da receita, apurando-se, assim, o
lucro, sem destacar os principais grupos de despesas.
Transferência do saldo da DRE para Lucros Acumulados ou Prejuízos
As contas de Receitas e Despesas (contas de resultado) serão encerradas, no final do
exercício, para a apuração do lucro ou prejuízo.
O confronto entre receitas e despesas provoca variações na estrutura do Patrimônio
Líquido afetando diretamente a grandeza Patrimonial de uma empresa.
BALANÇO PATRIMONIAL DRE

40
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Ativo Passivo

1. Passivo Circulante
1. Ativo Circulante
2. Passivo não Circulante (+) Receitas

(-) Despesas/Custos
(Capital Circulante ou de Giro)
(Capital de Terceiros)

2. Ativo não Circulante


(=) Lucro ou Prejuízo
3. Patrimônio Líquido
(Capital Próprio)
(aumenta / diminui PL)
(Capital não Circulante)

9.3 Estrutura sintética da Demonstração do Resultado do Exercício


Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) - Simplificada
Itens $
3
Receita Operacional Bruta (ROB) de Vendas
(-) Deduções da Receita Operacional Bruta4
(=) Receita Operacional Líquida (ROL)
(-) CMV/CSP/CPV5
(=) Resultado Bruto6
(-) Despesas Operacionais:
⦁ Administrativas
⦁ Comerciais
⦁ Financeiras
(=) Resultado Operacional
(+) Receitas Financeiras e demais ganhos
(=) Resultado Líquido7 antes do IRPJ e da CSLL
(-) Provisão para IRPJ e CSLL8
(=) Lucro do Exercício após IRPJ e CSLL9

Observações importantes:

➢ Os valores a serem diminuídos serão indicados entre parênteses.


➢ A DRE poderá ser elaborada em duas colunas: na primeira coluna serão
descriminados os valores parciais de cada item e na segunda coluna os valores totais.

A Receita Operacional Bruta (ROB) poderá desmembrar-se em: Vendas de Mercadorias (comércio), Vendas de
Produtos (indústrias) ou Vendas de Serviços (prestação de serviços)

As deduções da ROB representam as diminuições referentes às vendas canceladas (devoluções dos clientes),
abatimentos concedidos aos clientes (na Nota Fiscal) e aos tributos que incidem sobre o faturamento da
empresa (ICMS, ISS, PIS, COFINS etc.).

CMV (Custo das Mercadorias Vendidas); CSP (Custo dos Serviços Prestados); CPV (Custo dos Produtos
Vendidos).

A empresa poderá apresentar Lucro Bruto ou Prejuízo Bruto. O Resultado Bruto é também chamado de RCM
(Resultado da Conta Mercadorias ou Resultado Com Mercadorias).

A empresa poderá apresentar Lucro Líquido ou Prejuízo Líquido.

Só haverá Provisão para pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido (CSLL) se a empresa apresentar resultado positivo (lucro).

Valor igual ao saldo de ARE.
41
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Estrutura analítica da Demonstração de Resultado do Exercício

(+) Receita Operacional Bruta


⦁ Receita Bruta de Vendas de Mercadorias
⦁ Receita Bruta de Prestação de Serviços
(-) Deduções sobre Vendas
⦁ Impostos sobre vendas
⦁ Devoluções de Vendas
(=) Receita Operacional Líquida
(-) Custos sobre Vendas
⦁ Custo sobre mercadorias vendidas
⦁ Custos sobre Prestação de Serviços
⦁ Custos sobre Produtos elaborados
(=) Resultado Bruto
(-) Despesas Operacionais
⦁ Despesas com Vendas (ou Comerciais)
⦁ Despesas Administrativas
⦁ Despesa Financeira
⦁ Outras
(+) Receitas Financeiras ou outros ganhos
(=) Resultado líquido antes da contribuição social e o imposto de renda
(-) Contribuição Social sobre o lucro e o imposto de renda
⦁ Contribuição Social sobre o lucro apurada
⦁ Imposto de Renda Sobre o Lucro apurado
(-) Participações
⦁ Empregados
⦁ Sócios e Acionistas
(=) Lucro Líquido do Exercício (LLE)

Definição dos termos da DRE


Receita Operacional Bruta (ROB): é gerada da venda de bens e/ou serviços prestados
pela empresa, provenientes da operação principal da atividade da empresa.

Deduções sobre a ROB: estão condicionadas à realização de vendas/serviços


(Impostos, devoluções, abatimentos, etc.).

Receita Operacional Líquida (ROL): é a diferença entre a receita operacional bruta e


as deduções sobre a mesma.

Custos sobre Vendas (CPV/CSP/CMV): são gastos efetuados com a produção dos
bens vendidos, com os serviços prestados e com as mercadorias vendidas.

Resultado Bruto (RB): é a diferença entre a ROL e os custos sobre das vendas dos
produtos/serviços/mercadorias. É utilizado para apuração da Margem Bruta.

42
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Despesas Operacionais (DO): são os gastos necessários ao funcionamento da


empresa. Estão associadas às atividades principais e secundárias.

Resultado Operacional (RO): é a diferença entre o RB e as DO. Este resultado revela


a eficiência operacional da empresa, medida exclusivamente em função de suas operações
normais realizadas para manutenção da atividade fim. É utilizado para apuração da Margem
Operacional.

Resultado líquido antes da contribuição social e o imposto de renda: é a diferença


entre o resultado operacional líquido e o resultado não-operacional.

Contribuição social sobre o lucro e o imposto de renda: são os tributos a serem


recolhidos ao Governo Federal, calculados sobre o resultado apurado anteriormente, se o
mesmo for positivo (lucro).

Participações: são as distribuições, a quem de direito, da parte do resultado da


empresa, se positivo (lucro).

Lucro Líquido do Exercício (LLE): representa o lucro líquido ou prejuízo apurado


proveniente das movimentações do período. É utilizado para apuração da Margem Líquida.

Resumo Prático:

Demonstração Contábil Objetivo da análise

Verificar a situação econômica da


empresa e as relações entre os ganhos e os
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO gastos para apurar a Margem Bruta, a
DO EXERCÍCIO Margem Operacional e a Margem Líquida

Observações importantes:

➢ A receita é reconhecida na realização da venda ou serviço, ou seja, gera aumento no


lucro, mesmo se efetuada a prazo, A entrada do dinheiro no Caixa ou Bancos, por
outro lado, só acontecerá quando do efetivo recebimento. É possível, portanto, haver
geração de lucro e não se ter liquidez (capacidade de pagamento) sendo às vezes
necessário contrair empréstimos para honrar com os compromissos de curto prazo.
➢ Para tanto, o administrador deve seguir uma política racional de realização de vendas
e suas respectivas cobranças (controle rigoroso de crédito e cobrança) para garantir o
recebimento de suas vendas a prazo. Quando se apura o resultado de uma empresa,
computam-se as receitas e os ganhos no momento da operação independente do seu
recebimento ou pagamento. Este critério, que atende ao Princípio da Competência,
visa manter um equilíbrio na estrutura financeira da empresa.

EXERCICIO 09
Estruture a Demonstração do Resultado do Exercício - DRE
Custo de mercadorias e serviços 38.000
43
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Depreciação e amortização 2.500


Despesa financeira 2.700
Despesas com vendas 18.000
Despesas gerais e administrativas 3.100
Devoluções de venda 2.000
Imposto de renda pessoa jurídica 12.000
Impostos sobre vendas 11.000
Contribuição Social s/lucro Liquido 4.000
Receita bruta 85.000
Receita financeira 1.000

EXERCICIO 10
Calcular o Imposto de Renda e Contribuição sobre o lucro antes do imposto:

Receita Operacional Bruta


90.000,00
(-) Impostos sobre as vendas - PIS-COFINS-ICMS-ISS
-13.300,00
(-) Devoluções de Mercadorias
- 2.030,00
( = ) Resultado liquido
74.670,00
(-) Custo das Mercadorias Vendidas
-22.800,00
( = ) Resultado Bruto
51.870,00
(-) Despesas de Vendas
- 9.750,00
(-) Despesas Administrativas
- 9.120,00
(-) Despesas Financeiras
- 3.000,00
( = ) Resultado Operacional
30.000,00
(+) Receitas não Operacionais
1.050,00
( = ) Lucro Líquido Antes do Imposto de Renda e CSSL 31.050,00
(-) Imposto de Renda Pessoa Juridica 25%
(-) Contribuição Social sobre o Lucro 9%
(=) Lucro Liquido do Exercício

EXERCICIO 11
Calcular os resultados e o Imposto de Renda e Contribuição sobre o lucro antes do imposto:

Receita Operacional Bruta


241.500,00
(-) Impostos sobre as vendas - PIS-COFINS-ICMS-ISS
- 65.205,00
(-) Devoluções de Vendas
-3.560,00
(-) Abatimentos sobre as vendas
- 4.580,00
( = ) Resultado liquido
Custo das Mercadorias Vendidas
- 37.900,00
( = ) Resultado Bruto

44
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Despesas de Vendas -12.350,00


Despesas Administrativas
-11.650,00
Despesas Financeiras
- 3.400,00
( = ) Resultado Operacional
Receitas não Operacionais
2.580,00
( = ) Lucro Líquido Antes do Imposto de Renda e CSSL
Imposto de Renda Pessoa Juridica IRPJ 25%
Contribuição Social sobre o Lucro CSLL 9%
Lucro Liquido do Exercicio - LLE

9. ANALISE VERTICAL E HORIZONTAL

9.1 ANÁLISE VERTICAL (AV)

Consiste na determinação da percentagem de cada conta ou do grupo de contas em


relação ao seu conjunto.

Este tipo de análise, também conhecida por “Análise por Coeficientes”, mostra a
composição percentual e a participação de cada conta em relação a um valor adotado como
base (100%), sendo importante para avaliar a estrutura da composição dos itens de recursos
da empresa.

Coeficientes: São valores que determinam os percentuais de cada conta ou grupo de contas em
relação ao seu conjunto.

Ao examinar um Balanço Patrimonial, visualizamos o conjunto de elementos,


representativos dos Bens, dos Direitos, das Obrigações e do Patrimônio Líquido.

Conforme já visto, o Passivo mostra a origem dos capitais que estão à disposição da
empresa e o Ativo mostra onde esses capitais foram aplicados.

Para se calcular a análise vertical divide-se o valor da conta desejada pela conta escolhida como
base de comparação. Caso queira encontrar este índice na forma percentual, multiplica-se por cem.

Fórmula:

No Balanço
Número Patrimonial
índice a conta base
= Conta desejada é, normalmente, considerada o valor total do Ativo e
x 100
Passivo. Contudo, pode ser calculada separadamente a composição de cada grupo.
Conta base
No caso da Demonstração do Resultado do Exercício a conta base analisada é a Receita
Líquida de vendas ou serviços. Assim já estão sendo descontados os impostos, devoluções e
abatimentos que incidem diretamente sobre a receita bruta ou sobre o faturamento.

45
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Observação: A reclassificação das Despesas Financeiras provocará alteração nas


informações referentes ao lucro operacional.

Veja o seguinte Balanço Patrimonial:

Balanço Patrimonial da Comercial Memphis Bells S/A em 31/12/2011

% PASSIVO %
ATIVO
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Disponível 2.000 7,41% Fornecedores 4.000 14,81%

Créditos 8.000 29,63% Salários a pagar 1.000 3,70%

Despesas antecipadas 10.000 37,04% TOTAL 5.000 18,51%

TOTAL 20.000 74,07%

PASSIVO NÃO CIRCULANTE

Exigível a longo prazo 4.000 14,82%

ATIVO NÃO CIRCULANTE TOTAL 4.000 14,82%

Realizável a longo prazo 1.000 3,70% PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Investimentos 1.000 3,70% Capital social 15.000 55,56%

Imobilizado 2.000 7,41% Reservas de lucro 3.000 11,11%

Intangível 3.000 7,41% TOTAL 18.000 66,67%

TOTAL 7.000 25,93%

TOTAL ATIVO 27.000 100% TOTAL PASSIVO 27.000 100%

Veja como a situação do Balanço Patrimonial da empresa acima fornece dados para
interpretação:

10.1.1 ORIGEM DOS RECURSOS

➢ As fontes de recursos à disposição da empresa são de $ 27.000,00 (total do passivo), sendo


que $ 18.000, ou seja, 66,67% correspondem a Capitais Próprios e $ 9.000, ou seja, 33,33%
(total do passivo circulante e não circulante) correspondem as Capitais de Terceiros.
➢ Os Capitais Próprios estão assim compostos:
✓ Os valores financiados pelos sócios e acionistas foram de $15.000, ou seja, 55,55%
das fontes de recursos.
✓ As reservas de lucros destinadas a garantir o capital próprio da empresa foram de
$3.000, ou seja, 11,11% das fontes de recursos.
➢ Os Capitais de terceiros totalizam $ 9.000, ou seja, 33,33% correspondentes à soma dos
valores do passivo circulante com o passivo não circulante.
46
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

✓ O Passivo Circulante correspondem a débitos decorrentes do funcionamento


normal da empresa – Fornecedores (compras a prazo) e Salários a pagar,
representam 18,51% dos recursos adquiridos junto a terceiros.
✓ O Passivo não Circulante corresponde a débito decorrente de dívida assumida pela
empresa em longo prazo, representado 14,82%.

10.1.2 APLICAÇÃO DOS RECURSOS

➢ As fontes de recursos à disposição da empresa foram aplicadas no Ativo da seguinte forma:


✓ No Ativo Circulante, ou Capital de Giro Financeiro, foram aplicados $ 20.000,00,
que correspondem a 74,08%.
✓ No Ativo não Circulante, $ 7.000,00 que equivalem 25,93%.
As fontes de recursos aplicados no Ativo Circulante estão assim compostas:

$ 2.000, ou seja, 7,41% dos recursos foram aplicados em disponibilidades (Caixa e Bancos).

✓ $ 8.000, ou seja, 29,63% dos recursos foram aplicados em direitos a serem


realizados (Créditos) que foram aplicados em estoque a serem revendidos
(Mercadorias).
✓ $ 10.000, ou seja, 37,04% representam as despesas antecipadas, como seguros a
vencer.
➢ As fontes de recursos aplicados no Ativo não Circulante estão assim compostas:
✓ $ 1.000, ou seja, 3,70% dos recursos foram aplicados em imóveis para venda a
realizar após a longo prazo.
✓ $ 1.000, ou seja, 3,70% dos recursos foram aplicados em investimentos
(Participações em empresas).
✓ $ 2.000, ou seja, 7,42% dos recursos foram aplicados no imobilizado em bens de
uso (Veículos, Móveis e Equipamentos).
✓ $ 2.000, ou seja, 7,41% dos recursos foram aplicados em bens intangíveis como
Fundo de comércio.
✓ $ 1.000, ou seja, 3,70% dos recursos foram aplicados em gastos
pré-organizacionais.

Além desses dados que acabamos de analisar, poderão ser extraídos outros dados para fins
de análise. A interpretação será estudada nos capítulos seguintes.

Agora veremos como a Análise Vertical pode nos ajudar a analisar a Demonstração do
Resultado do Exercício. Podemos visualizar as variações, ocorridas durante o exercício, que
provocaram aumentos ou diminuições no Patrimônio Líquido.

Observe a seguinte Demonstração do Resultado do Exercício (não reclassificada):

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADOP DO EXERCÍCIO DA COMERCIAL MEMPHIS


BELLS S/A EM 31/12/2011

ITENS $ % $ %

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 30.000 100%

(-) CUSTO DAS MERCADORIS VENDIDAS (12.000) 40,00%

(=) RESULTADO BRUTO 18.000 60,00%

47
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

(-) DESPESAS OPERACIONAIS

➢ Administrativas 5.000 16,67%

➢ Comerciais 1.000 3,33%

➢ Financeiras 8.000 26,67% (14.000) 46,67%

(=)RESULTADO OPERACIONAL 4.000 13,33%

(+) RECEITAS FINANCEIRAS E DEMAIS GANHOS 4.000 13,33%

(-) Provisão para o IR (1.000) 3,33%

(=) LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 7.000 23,33%

10.2 ANÁLISE HORIZONTAL (AH)

A análise horizontal, por sua vez, representa o mecanismo de comparação que se faz entre
os valores de uma mesma conta ou grupo de contas, em diferentes exercícios sociais, ou seja, é uma
análise temporal das contas da empresa.
Este tipo de análise toma por base dois ou mais exercícios sociais para verificar a evolução
de seus componentes. Observando, por exemplo, o comportamento dos diversos itens do

Patrimônio e, principalmente, dos índices, pode-se fazer uma análise de tendência.


Para se calcular a análise horizontal é preciso identificar a diferença de valores da mesma
conta em períodos diferentes e dividi-la pela conta anterior, ou a conta base da análise.
Desejando-se encontrar este índice na forma percentual, também se multiplica por cem.

Fórmula:

Número índice = Variação da conta (Ano 2 – Ano 1) x 100


Quando ao cálculo,Valor
diferentemente da análise
da Conta inicial (Ano 1)vertical, não há diferença em relação ao
Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício, sendo ambos calculado da
mesma forma.

Ano 1 % Ano 2 % Evolução


CONTAS
Ano 2 (%) – 1 (%)

ATIVO 27.000 100% 29.900 111% 11%

CIRCULANTE 20.000 100% 20.500 103% 3%

Disponível 2.000 100% 1.500 75% -25%

Créditos 8.000 100% 9.000 113% 13%

48
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Despesas antecipadas 10.000 100% 10.000 100% 0%

NÃO CIRCULANTE 7.000 100% 9.400 134% 34%

Realizável a longo prazo 1.000 100% 1.700 170% 70%

Investimentos 1.000 100% 1.500 150% 50%

Imobilizado 2.000 100% 2.400 120% 20%

Intangível 2.000 100% 2.600 130% 30%

Diferido 1.000 100% 1.200 120% 20%

PASSIVO 27.000 100% 29.900 111% 11%

CIRCULANTE 5.000 100% 6.000 120% 20%

Fornecedores 4.000 100% 5.000 125% 25%

Salários a pagar 1.000 100% 1.000 100% 0%

NÃO CIRCULANTE 4.000 100% 3.500 87% -13%

Exigível a Longo Prazo 4.000 100% 3.500 87% -13%

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 18.000 100% 20.400 113% 13%

Capital Social 15.000 100% 15.000 100% 0%

Reservas de Lucros 3.000 100% 5.400 180% 80%

Veja como a situação do Balanço Patrimonial da empresa acima fornece dados para
interpretação da análise horizontal:

10.2.1 ORIGEM DOS RECURSOS

➢ As fontes de recursos à disposição da empresa aumentaram de $27.000 para $29.900, ou


seja, um aumento de 11% em relação ao ano 1, sendo que o Capital Próprio aumentou de
$18.000 para $20.400, ou seja, um aumento de 13,00%. As Obrigações a curto prazo
aumentaram 20% e a longo prazo caíram 13%.

➢ Os Capitais Próprios estão assim compostos:


➢ Os valores financiados pelos sócios e acionistas se manteve em relação ao ano 1.
➢ Os lucros decorrentes da evolução normal da empresa cresceram 80%.

➢ Os Capitais de Terceiros a Curto Prazo, cresceram 20%, sendo que os Fornecedores


Contribuições aumentaram em 25% em relação ao ano 1.

49
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

10.2.2 APLICAÇÕES DOS RECURSOS

➢ As aplicações no Ativo Circulante variaram da seguinte forma:


➢ As disponibilidades, Caixa e Bancos, diminuíram em 25% em relação ao ano 1.
➢ Os Créditos aumentaram em 13% em relação a ano 1.
➢ As Despesas Antecipadas se mantiveram inalteradas.

➢ As fontes de recursos aplicados no Ativo não Circulante apresentaram as seguintes


variações:
➢ Os recursos aplicados no Realizável a Longo Prazo cresceram em 70%.
➢ Os recursos aplicados em Investimentos cresceram em 50%.
➢ Os recursos aplicados no imobilizado em bens de uso (Veículos, Móveis e
Equipamentos) cresceram em 20%.
➢ Os aplicados no ativo Intangíveis aumentaram em 30% com relação ao ano anterior.
➢ Os recursos aplicados em Diferido (despesas pré-organizacionais) cresceram em 20%.

Agora veremos como a Análise Horizontal pode nos ajudar a analisar a Demonstração do
Resultado do Exercício.

Contas Ano 01 % Ano 2 % Evolução

Ano 2 (%) – 1 (%)

Receita Operacional Bruta 100.000 100% 110.000 110% 10%

(-) Deduções da Rec. Oper. Bruta (20.000) 100% (21.000) 105% 5%

Receita Operacional Líquida 80.000 100% 89.000 111% 11%

(-) CMV (10.000) 100% (10.000) 0% 0%

(=) Resultado Bruto 70.000 100% 79.000 113% 13%

(-) Despesas Operacionais:

⦁ Despesas Administrativas (5.000) 100% (8.400) 140% 40%

⦁ Despesas Comerciais (12.000) 100% (10.500) 105% 5%

(=) Resultado Operacional 53.000 100% 60.100 113% 13%

(+) Receitas Financ./demais ganhos 5.000 100% 6.000 120% 20%

(=) Result. Líq. Antes IRPJ/CSLL 58.000 100% 66.100 114% 14%

(-) Provisão para IR (8.000) 100% (9.000) 113% 13%

50
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

(=) Lucro do Exercício 50.000 100% 57.100 114% 14%

Veja como a Demonstração acima permite a extração de dados para serem interpretados:

➢ As Receitas Operacionais Brutas aumentaram em 10%, sendo que as deduções


correspondentes subiram 5% em relação ao ano 1
➢ As Receitas a Operacionais Líquidas aumentaram em 11% em relação ao ano 1.
➢ O Custo das Mercadorias Vendidas se mantiveram sem alteração.
➢ O Resultado Bruto aumentou em 13 em relação ao ano 1.
➢ As Despesas Administrativas aumentaram em 40% em relação ao ano 1.
➢ As Despesas Comerciais aumentaram em 5% em relação ao ano 1.
➢ As Receitas Financeiras e demais ganhos subiram 20%
➢ O Resultado Líquido antes o IRPJ/CSLL aumentou em 14% em relação ao ano 1.
➢ O Lucro do Exercício aumentou em 14% em relação ao ano 1.

EXERCICIO 12

Analise Ver cal

1- Com base exclusivamente nos dados acima, o percentual de participação relativa do


item de Despesas Administrativas (análise vertical) do exercício de 2007 foi?

51
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

a- 21,55
b- 4,84
c- 13,89
d- 25,91
e- 31,55

2- Com base exclusivamente nos dados acima, o percentual de participação relativa do


item de Despesas Comerciais (análise vertical) do exercício de 2007 foi?

a- 3,14
b- 2,15
c- 3,15
d- 4,20
e- 4,80

3- Com base exclusivamente nos dados acima, o percentual de participação relativa do


item de Custos de Produtos Vendidos (análise vertical) do exercício de 2007 foi?

a- 90,45
b- 80,43
c- 40.65
d- 80,16
e- 68,60

4- Com base exclusivamente nos dados acima, o percentual de participação relativa do


item de Despesas Financeiras Liquidas (análise vertical) do exercício de 2007 foi?

a- 49,77
b- 49,78
c- 59,87
d- 48,76
e- 56,34

5- Com base exclusivamente nos dados acima, o percentual de participação relativa do


item de Despesas Administrativas (análise vertical) do exercício de 2008 foi?

a- 21,55
b- 4,84
c- 13,89
d- 25,91
e- 31,55

6- Com base exclusivamente nos dados acima, o percentual de participação relativa do


item de Despesas Comerciais (análise vertical) do exercício de 2008 foi?

a- 3,14
b- 2,15
c- 3,15
d- 4,20
e- 4,84

52
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

7- Com base exclusivamente nos dados acima, o percentual de participação relativa do


item de Custos de Produtos Vendidos (análise vertical) do exercício de 2008 foi?

a- 90,45
b- 80,43
c- 40.65
d- 80,70
e- 68,60

8- Com base exclusivamente nos dados acima, o percentual de participação relativa do


item de Despesas Financeiras Liquidas (análise vertical) do exercício de 2008 foi?

a- 49,77
b- 49,78
c- 59,87
d- 64,13
e- 56,34

9- Com base exclusivamente nos dados acima da DRE, faça a analise horizontal entre o
ano de 2007 e 2008?

EXERCICIO 13

Conforme Balanço Patrimonial abaixo. Faça a analise horizontal:


Balanço Patrimonial
ATIVO 2010 2011 % PASSIVO 2010 2011 %

ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE  

Caixa 16.000,00 22.000,00 Fornecedores 38.000,00 42.000,00

Bancos 20.000,00 28.000,00 Salários a pagar 32.000,00 39.000,00


Aplicações financeiras a curto TOTAL DO PASSIVO
prazo 12.000,00 19.000,00 CIRCULANTE 70.000,00 81.000,00
Duplicatas a Receber de
Clientes 24.000,00 23.000,00 PASSIVO NÃO CIRCULANTE  

Estoques de Mercadorias 40.000,00 33.000,00 Empréstimos Bancários 26.000,00 12.000,00


Empréstimos e Financiamentos de
Aluguéis Antecipados 7.000,00 0,00 Longo Prazo 38.000,00 23.000,00

Obrigações Fiscais -
Parcelamentos 12.000,00 7.000,00
TOTAL DO ATIVO
CIRCULANTE 119.000,00 125.000,00 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 76.000,00 42.000,00

ATIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMONIO LIQUIDO  


Investimentos em Obras de
artes 23.000,00 23.000,00 Capital Social a Realizar -36.000,00 -33.000,00

Terrenos 15.000,00 19.000,00 Capital Social 103.000,00 103.000,00

Máquinas e Equipamentos 90.000,00 80.000,00 Lucros Acumulados 58.000,00 70.000,00


TOTAL DO PATRIMONIO
Veículos 24.000,00 29.000,00 LIQUIDO 125.000,00 140.000,00
Depreciação Acumulada -15.000,00 -30.000,00  

Terrenos 15.000,00 17.000,00  


 
TOTAL DO ATIVO NÃO
CIRCULANTE 152.000,00 138.000,00  
TOTAL DO ATIVO 271.000,00 263.000,00 TOTAL PASSIVO 271.000,00 263.000,00

53
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

EXERCICIO 14

Conforme Balanço Patrimonial abaixo. Faça a analise vertical


Balanço patrimonial
ATIVO 2010 2011 % PASSIVO 2010 2011 %

ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE  

Caixa 16.000,00 22.000,00 Fornecedores 38.000,00 42.000,00

Bancos 20.000,00 28.000,00 Salarios a pagar 32.000,00 39.000,00


Aplicações financaeiras a curto TOTAL DO PASSIVO
prazo 12.000,00 19.000,00 CIRCULANTE 70.000,00 81.000,00
Duplicatas a Receber de
Clientes 24.000,00 23.000,00 PASSIVO NÃO CIRCULANTE  

Estoques de Mercadorias 40.000,00 33.000,00 Empréstimos Bancários 26.000,00 12.000,00


Empréstimos e Financiamentos de
Aluguéis Antecipados 7.000,00 0,00 Longo Prazo 38.000,00 23.000,00

Obrigações Fiscais -
Parcelamentos 12.000,00 7.000,00
TOTAL DO ATIVO
CIRCULANTE 119.000,00 125.000,00 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 76.000,00 42.000,00
ATIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMONIO LIQUIDO  
Investimentos em Obras de -
artes 23.000,00 23.000,00 Capital Social a Realizar -36.000,00 33.000,00

Terrenos 15.000,00 19.000,00 Capital Social 103.000,00 103.000,00

Máquinas e Equipamentos 90.000,00 80.000,00 Lucros Acumulados 58.000,00 70.000,00


TOTAL DO PATRIMONIO
Veículos 24.000,00 29.000,00 LIQUIDO 125.000,00 140.000,00
-
Depreciação Acumulada -15.000,00 30.000,00  

Terrenos 15.000,00 17.000,00  


 
TOTAL DO ATIVO NÃO
CIRCULANTE 152.000,00 138.000,00  

TOTAL DO ATIVO 271.000,00 263.000,00 TOTAL PASSIVO 271.000,00 263.000,00

54
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

EXERCICIO 15
A Empresa Inova LTDA, apresenta em seu Balanço Patrimonial do ano 2015, os seguintes valores na conta duplicatas a pagar R$ 1.140.000,00 e no primeiro

bimestre de 2016 a mesma conta apresenta o seguinte saldo R$ 1.668.000,00 através de seu Balanço Patrimonial projetado.

DUPLICATAS A PAGAR DUPLICTAS A PAGAR 1.668.000,00 46,32%

R$ 1.140.000,00 R$ 1.668.000,00 1.140.000,00

Mais o presidente da empresa não estava contente com este resultado, logo solicitou ao contador e ao administrador, que esse índice ao final do período de 2016

dever ser igual a -29,77% Faça a analise horizontal e marque a alternativa correta

É impossível modificar esta situação, considerando-se que estamos próximos ao final do ano.
a-
A única alternativa é o contador “Maquiar” o Balanço Patrimonial com a autorização do administrador.
b-
A solução seria pagar $ 668.000 a curto prazo.
c-
A solução é pagar a divida total.
d-
A solução é pagar 60% da divida.
e-

55
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

11. CUSTO OU DESPESA?


De grande importância para a gestão de negócios, a correta diferenciação dos gastos em
custos e despesas se faz necessária já que a contabilidade trata ambas de formas distintas.
Contabilmente os custos integram diretamente o valor dos estoques, já as despesas são
deduzidas do resultado apenas na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
10.1 Custo
De acordo com a NPC 2 do IBRACON, “Custo é a soma dos gastos incorridos e necessários
para a aquisição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua
condição e localização atuais, e compreende todos os gastos incorridos na sua aquisição ou
produção, de modo a colocá-los em condições de serem vendidos, transformados, utilizados
na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da
entidade, ou realizados de qualquer outra forma.”
Desta forma, custo é o valor gasto com bens e serviços para a produção de outros bens e
serviços. Exemplos: matéria prima, energia aplicada na produção de bens, salários e
encargos do pessoal da produção.
10.2 Despesa
Valor gasto com bens e serviços relativos à manutenção da atividade da empresa, bem como
aos esforços para a obtenção de receitas através da venda dos produtos. Exemplos: Materiais
de escritório, Salários da administração.
Como diferenciar?
Os custos têm a capacidade de serem atribuídos ao produto final, despesas são de caráter
geral, de difícil vinculação aos produtos obtidos.
Se ainda restar dúvida proponho a seguinte pergunta para esclarecimento da natureza do
gasto:
Se hipoteticamente eu eliminar este gasto a produção ou obtenção de estoques seria
diretamente afetada?
Se a resposta for afirmativa trata-se de um custo, pois está vinculado a produção, caso
contrário temos uma despesa.
Exemplo de aplicação:
Gasto com propaganda e publicidade é custo ou despesa?
Aplicando a análise acima veremos que ao cortar gastos com publicidade e propaganda não
teríamos alteração na produção de estoques, somente uma possível queda nas vendas.
Portanto trata-se de uma despesa.

Quadro Comparativo: Custos x Despesas

Custos Despesas

Gastos administrativos e de
Gastos de produção
vendas
Vinculados diretamente aos
Não se identificam
Produtos/Serviços
diretamente à produção
Gastos com o objeto de
Gastos outras atividades não
exploração da empresa
exploradas pela empresa
(atividade-afim)
(atividade meio)

56
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

10.3 CONTABILIDADE DE CUSTOS


1. Sistemas de Custos
Terminologia aplicada à Contabilidade de Custos:
Gasto – é o valor arcado pela entidade para obter um produto ou serviço, representado pela
entrega ou promessa de entrega de algum ativo (dinheiro, bens). Ex.: Gastos com
mercadorias, gastos com pessoal etc.
Investimento – é um gasto efetuado em bens ou serviços com benefícios futuros. Os ativos
são estocados na empresa e têm maior vida útil, sendo consumidos ou vendidos em maior
tempo. Ex.: Máquinas, ações de empresas etc.
Custo – é o gasto efetuado em um bem ou serviço que é utilizado na produção de outros
bens ou serviços ou revendido com lucro. Ex.: Matéria-prima de um produto, energia
elétrica na produção de bens e serviços etc.
Despesa – são bens ou serviços consumidos para se auferir receitas. O dinheiro (ativo) é
consumido ao se pagar os salários dos empregados. Ex.: comissões sobre vendas, despesas
financeiras etc.
Desembolso – é o pagamento efetuado ao se adquirir um bem ou serviço.
Perda – é o bem ou serviço que se consome de modo involuntário e anormal.
Observações:
· As despesas reduzem o patrimônio líquido da entidade;
· O custo de um produto vendido representado pelo seu valor de compra ou valor de
produção não é uma despesa, e sim, um custo de vendas ou custo de produção. O custo se
refere ao gasto na compra ou na produção;
· Todas as despesas são gastos. Porém, nem todos os gastos incorridos pela empresa são
despesas. Um terreno comprado, por exemplo, é gasto, mas não é despesa;
· O desembolso pode ser antes, durante ou após a compra do bem ou serviço;
· A perda não pode ser confundida com despesa ou custo para a empresa. Ela não é
previsível. Ex.: perdas por incêndios, deterioração de produtos perecíveis etc.
Terminologia em entidades não-industriais:
O custo em empresas não produtoras representa, muitas vezes, o preço de aquisição de um
bem ou produto destinado à revenda. Ex.: Custo de mercadorias vendidas. Em uma empresa
de serviços, o custo representa o sacrifício financeiro dispendido para obtenção e prestação
daquele serviço. Ex.: Custos dos serviços prestados, custo das consultas etc.
1. Classificação de custos: custos diretos, custos fixos e variáveis. Separação entre
custos e despesas
Custos diretos e indiretos:
Custos diretos – São custos diretos aqueles relacionados diretamente com a produção do
produto (bem ou serviço), no qual podemos ter uma medida fiel do gasto realizado. Por
exemplo, a quantidade de matéria-prima utilizada na produção de um bem é algo
mensurável. Podemos determinar o custo da matéria-prima utilizada na produção, mesmo
que tenhamos vários produtos.
Exemplos de custos diretos: Matéria-prima, embalagens, materiais de consumo,
mão-de-obra etc.
Custo indireto – É o custo que não podemos determinar com precisão sobre cada produto,

57
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

por isso ele é rateado ou alocado com base em algum critério. Por exemplo, não sabemos
quanto de energia elétrica cada produto consome ao ser produzido. A energia elétrica da
fábrica pode, então, ser rateada pelos produtos fabricados, com base nas quantidades
produzidas ou em outro critério, como número de horas de mão-de-obra, por exemplo.
Exemplos de custos indiretos: Energia elétrica da fábrica, água consumida na fábrica,
lubrificantes das máquinas, salários dos supervisores ou gerentes da fábrica etc.
Custos fixos e variáveis:
Custos fixos – São os custos incorridos para se fabricar o produto (bem ou serviço), que não
têm relação com a quantidade produzida, ou seja, seu valor não varia mesmo que se produza
mais ou menos bens ou serviços. Ex.: Aluguel da fábrica, manutenção, limpeza da fabrica,
Mão de obra (salários) etc.
Custos variáveis – São custos que variam conforme a produção. Uma maior quantidade
produzida implica em maiores custos, assim como uma menor quantidade produzida implica
em uma redução dos custos. Ex.: Matéria prima, mão-de-obra (horas extras), energia elétrica
da fábrica etc.

10.4 Separação entre custos e despesas


Custos – São os gastos relacionados à produção, como matéria-prima, energia elétrica da
fábrica, aluguel da fábrica, mão-de-obra destinada à produção etc. Em empresas não
industriais, são os gastos efetuados com mercadorias compradas para revenda ou serviços
prestados.
Despesas – São gastos de administração, vendas, financiamento etc. não diretamente
relacionados à atividade produtiva. Assim, o aluguel dos escritórios da empresa, ao contrário
do aluguel da fábrica, é despesa. Os salários dos administradores e funcionários do escritório
da empresa são despesas, assim como a energia elétrica do escritório, materiais de escritório
etc.
EXERCICIO 16
Gastos da Empresa X
1 - Classificar os eventos abaixo, relativos a uma indústria de manufatura, como
Investimentos ( I ), Custo ( C ), Despesa ( D ) ou Perda ( P ), seguindo a terminologia
contábil:

( ) Compra de matéria-prima
( ) Consumo de energia elétrica da fabrica
( ) Salários dos funcionários da Produção
( ) Consumo de combustível das maquinas
( ) Salários dos funcionários do almoxarifado
( ) Compras de máquinas para produção
( ) Depreciação das máquinas da produção
( ) Comissões das vendas
( ) Salários dos funcionários da Contabilidade
( ) Depreciação do prédio da área de produção
( ) Consumo de matéria -prima
( ) Compra de embalagens
( ) Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente

58
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

( ) Remuneração dos funcionários da expedição


( ) Geração de sucata no processo produtivo
( ) Estrago acidental e imprevisível de lote de material
( ) Reconhecimento de duplicata como não recebível
( ) Gastos com desenvolvimento de novos produtos e processos
( ) Gastos com seguro incêndio da fabrica
( ) Consumo de embalagens.
( ) Consumo de energia da administração
( ) Compra de uma empilhadeira
( ) Salários da diretoria
( ) Refeição dos funcionários da produção
( ) Manutenção das maquinas da fabrica
( ) Consumo de energia elétrica da administração
( ) Compra de material de escritório para administração
( ) Salários dos funcionários do setor financeiro
( ) Salários dos funcionários do setor de vendas
EXERCICIO 17

SEPARAR OS CUSTOS E DESPESAS

ITEM DESCRIÇÃO R$

1 Comissões de Vendedores - DC 82.000,00

2 Salários dos funcionários da Fábrica - C 138.400,00

3 Matéria - Prima consumida 520.000,00

4 Salários dos funcionários da Administração 119.000,00

5 Depreciação da Fábrica 110.000,00

6 Energia Elétrica da administração 26.000,00

7 Pagamentos de juros 12.500,00

8 Honorários da Diretoria 75.000,00

9 Materiais Diversos da Fábrica 130.000,00

10 Energia Elétrica da Fábrica 93.000,00

11 Manutenção da Fábrica 18.000,00

12 Despesas de entrega de produtos 35.600,00

13 Despesas com Correios, telefone e internet 6.000,00

14 Material de Escritório para a administração 8.200,00

15 Despesa Bancaria 11.000,00

59
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

16 Despesas com viagens da Administração 21.000,00

17 Gastos com refeição dos funcionários da fabrica 23.500,00

18 Gastos com transportes dos funcionários da Fabrica 18.900,00

19 Serviços de assessoria jurídica 65.000,00

20 Despesas com propaganda 13.600,00

21 Serviços de consultoria contábil de fiscal 63.700,00

TOTAL 1.590.400,00

1. A primeira tarefa é a separação dos Custos de Produção,


despesas administrativa, despesas comerciais e despesas
financeiras

CUSTOS DE PRODUÇÃO

TOTAL

DESPESAS ADM

TOTAL

DESPESAS COMERCIAIS

60
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

TOTAL

DESPESAS FINANCEIRAS

TOTAL

EXERCICIO 18

Classificar os custos fixos, variáveis, custos diretos e indiretos

Custos CLASSIFICAÇÃO
Energia elétrica para iluminação da fábrica
Depreciação dos equipamentos da fábrica
Pessoal da limpeza geral da fabrica
Mão de obra direta
Seguro da fábrica
Aluguel da fábrica
Gerência de departamento da fabrica
Materiais diretos
Seguro das máquinas da fábrica
Combustível de acionamento das máquinas

EXERCICIO 19

1. Calcular o custo unitário total, custo unitário fixo e o custo unitário variável do produto "A",
tomando por base os seguintes dados:
Custo fixo: R$ 8.000,00 / Custo Variável R$ 6.000,00 / Custo total R 14.000,00 e quantidade
produzida 1300 unidades.

Cf =
Cv =
Ct =

2. Calcular o custo total, sabendo-se que CF= R$ 12.000,00, Quantidade - 1100 e Cv = R$


9,75 unitário

61
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Cv =
Cv =
Ct =

3. O quadro abaixo apresenta os dados apurados em um produto em certo período: Separe os


custos fixos, variáveis, diretos e indiretos.

Custos R$ CLASSIFICAÇÃO
Energia elétrica para iluminação da
fábrica 6.000,00
Depreciação dos equipamentos da fábrica
3.200,00
Pessoal da limpeza geral da fabrica
6.500,00
Mão de obra direta
43.600,00
Seguro da fábrica
13.200,00
Aluguél da fábrica
6.500,00
Gerência de departamento da fabrica
13.000,00
Materiais diretos
72.000,00
Seguro das máquinas da fábrica
6.700,00
Combustivel de acionamento da máquinas
4.500,00

a)
CUSTO TOTAL
INDIRETO
CUSTO TOTAL DIRETO

B)
CUSTO TOTAL FIXO
CUSTO TOTAL
VARIÁVEL

C) Com base nos dados acima, se forem produzidos 2500 unidades acabadas, qual será o custo
total por unidades?

Ct =
Ct =
Ct =

62
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

EXERCICIO 20

1. Calcular o custo unitário total, custo unitário fixo e o custo unitário variável do produto "A",
tomando por base os seguintes dados:
Custo fixo: R$ 10.000,00 / Custo Variável R$ 5.000,00 / Custo total R 15.000,00 e quantidade
produzida 1600 unidades.

Cf =
Cv =
Ct =

2. Responda as questões a seguir:


a) Quais são os custo que não variam, em função do volume de atividade?
R.

b) Mantido o nível de produção e alterando-se o custo variável unitário de um produto, quais


são os custos que sofrem alteração?
R.

3. Calcular o custo total, sabendo-se que CF= R$ 1.200,00, Q-245 e Cv = R$ 8,25

CV =
CV =

CT =
CT=

4. Classificar os custos a seguir quanto a apuração (direto e indireto) e quanto a formação (fixo
e variável)

1. Combustível de máquinas de produção


2. Depreciações das maquinas
3. Salário de vigilantes da fabrica
4. Salário dos funcionários do almoxarifado
5. Consumo de Matéria prima direta
6. Salários da Gerencia da produção
7. Mão-de-obra da produção
8. Frete de matéria prima direta
9. Salários dos funcionários da expedição
10. Salários da Supervisão da produção
11. Consumo de Embalagens
12. Consumo de Matéria prima indireta
13. Gastos de alimentação da produção
14. Transporte de pessoal da produção
15. Gastos com Armazenagem da Matéria prima

63
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

5. O quadro abaixo apresenta os dados apurados em um produto em certo período: qual custo
direto ou indireto e fixo ou variável?

Custos R$ CLASSIFICAÇÃO
Energia elétrica para iluminação da fábrica
1.000,00
Depreciação dos equipamentos da fábrica
3.000,00
Salários dos funcionários do almoxarifado
5.500,00
Gastos com Mão de obra direta
40.000,00

10.000,00
Seguro da fábrica
Aluguel da fábrica
5.000,00
Gerência de Produção
10.000,00
Materiais diretos
60.000,00
Seguro das máquinas da fábrica
6.000,00
Combustível de acionamento das máquinas
5.000,00

145.500,00
a)
CUSTO TOTAL DIRETO
CUSTO TOTAL INDIRETO

B)
CUSTO TOTAL FIXO
CUSTO TOTAL VARIÁVEL

C) Com base nos dados acima, se forem produzidos 2000 unidades acabadas, qual será o custo
total por unidades? Formula do custo total = CF + CV

Ct =
Ct =
Ct =

EXERCICIO 21

Método de Rateio

64
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

A empresa Docinho da Vovó fabrica dois produtos, Doce de coco e doce de abóbora. Em
determinado período, apresentou os seguintes gastos:
GASTOS R$
Aluguel da Fábrica 1.080,00
Matéria-prima do produto - Doce de Coco 550,00
Aluguel das máquinas da produção 920,00
Mão-de-obra direta do doce de abóbora 1.600,00
Salários dos funcionários do departamento de 900,00
Almoxarifado
Matéria-prima – doce de abóbora 620,00
Depreciação de máquinas de corte de produção 1.100,00
Mão-de-obra direta do doce de coco 850,00
Depreciação dos veículos utilizados nas entregas de 360,00
produtos

A produção foi de 500 unidades de doce de coco e de 300 unidades de doce de abóbora.

a) Qual o valor do custo unitário de cada produto, sabendo-se que os custos indiretos
são distribuídos aos produtos com base no volume de produção?
Custos Diretos de Matéria-Prima

Matéria prima Custo Quant. Produzida Custo Unitário


Doce de coco
Doce de abobora
Total

Mão de obra Custo Quant. Produzida Custo Unitário


Doce de coco
Doce de abobora
Total

Custos Diretos Doce de Coco Doce de Abobora Total


Mão-de-Obra
Material Prima
Custo Direto
Total

Custos Indiretos
Aluguel de Máquinas de Produção

Produto Produção % S/Total Valor do Custo por


Aluguel unidade
Máquinas produzida

Doce de Coco

65
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Doce de
Abóbora
Total

Depreciação de Máquinas de Corte de Produção

Produto Produção % S/Total Valor do Custo por


Aluguel Unidade
Máquinas Produzida

Doce de Coco
Doce de
Abóbora
Total

Custos Indiretos

Produto Produção % S/Total Aluguel de Custo por


fábrica Unidade
Salários Produzida
funcionários-Al
moxarifado
depreciação,
Veículos de
entrega -R$
Custo por
unidade
Doce de Coco
Doce de
Abóbora
Total

Distribuição do Custo Total (Método do Rateio)

Custos Produto Doce de Produto Doce de Total


Indiretos Coco – unidade Abóbora – unidade
Aluguel de fábrica
Salários
func./Almoxarifado
depreciação
Entrega de veículos
Aluguel de
máquinas de
Produção
Depreciação de
Máquinas de corte
Custos Diretos
Custo Unitário
Total

66
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

EXERCICIO 22

A empresa Docinho da Vovó fabrica dois produtos, Doce de coco e


doce de abóbora.
Em determinado período, apresentou
os seguintes gastos:
Aluguel da Fábrica 2.000,00
Matéria-prima do produto - Doce de 680,00
Coco
Aluguel das máquinas da produção 1.020,00
Mão-de-obra direta do doce de 1.880,00
abóbora
Salários dos funcionários do 1.200,00
departamento de almoxarifado
Matéria-prima – doce de abóbora 720,00
Depreciação de máquinas de corte de 1.200,00
produção
Mão-de-obra direta do doce de coco 1.100,00
Depreciação dos veículos utilizados 420,00
nas entregas de produtos
Total 10.220,00

A produção foi de 600 unidades de doce de coco e de 500 unidades de


doce de abóbora.
a) Qual o valor do custo unitário de cada produto, sabendo-se que os
custos indiretos são distribuídos aos produtos com base no volume de
produção?

Custos Diretos de Matéria-Prima


Matéria prima Custo Quant. Custo
Produzida Unitário
Doce de coco
Doce de abobora
Total

Mão de obra Custo Quant. Custo


Produzida Unitário
Doce de coco
Doce de abobora
Total

Custos Diretos Doce de Coco Doce de Total


Abobora
Mão-de-Obra

67
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Material Prima
Custo Direto
Total

Custos Indiretos
Aluguel de Máquinas de Produção

Produto Produção % S/Total Valor do Custo por


Aluguel unidade
Máquinas produzida

Doce de Coco
Doce de abobora
Total
Divide-se a quantidade total pela
quantidade de cada produto = %
Doce de Coco
Doce de abobora

Depreciação de Máquinas de Corte de


Produção

Produto Produção % S/Total Valor do Custo por


Aluguel Unidade
Máquinas Produzida

Doce de Coco
Doce de
Abóbora
Total

Custos Indiretos

Produto Produção % S/Total Aluguel de Custo por


fábrica

68
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

Salários Unidade
funcionários-
almox.
depreciação,
Veículos de Produzida
entrega -R$
Custo por
unidade
Doce de Coco
Doce de
Abóbora
Total

Distribuição do Custo Total

Custos Produto Doce de Produto Total


Doce de
Indiretas Coco – unidade Abóbora –
unidade
Aluguel de fábrica
Salários func. do almoxarifado,
depreciação
Entrega de veículos
Aluguel de máquinas de
Produção
Depreciação de
Máquinas de corte
Custos Diretos
Custo Unitário
Total
11. FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA
Toda empresa, seja industrial, comercial ou de serviços, precisa determinar, com precisão,
seus preços de venda, sob pena de perder mercados (por praticar preços acima da
concorrência) ou sofrer prejuízos pela venda de seus produtos, mercadorias e serviços
abaixo do custo.
Basicamente, a formação do preço de venda pode ser simplificada pela equação Custo +
Lucro + Despesas Variáveis = Preço de Venda.
A apuração dos custos se faz pelos próprios elementos da contabilidade, com auxílio de
informações extra-contábeis, como controles de estoques, rateios de custos indiretos, horas
de produção, etc.

Desta forma, a contabilidade de custos pode ser definida como um conjunto de registros
específicos, baseados em escrituração regular (contábil) e apoiada por elementos de suporte
(planilhas, rateios, cálculos, controles) utilizados para identificar, mensurar e informar os
custos das vendas de produtos, mercadorias e serviços.

69
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

As despesas administrativas, apesar de não serem registradas, habitualmente, como custos


contábeis, precisam ser mensuradas e acrescentadas à planilha de custos, para a correta
formação do preço, pois se tratam de encargos necessários e que devem ser remunerados
pelas vendas.

Quanto ao lucro, convém ressaltar que este pode ser fixado por produto, por hora de serviço
ou atividade, ou ainda em termos de percentual sobre as vendas.

As despesas variáveis compreendem, entre outras: fretes sobre vendas, comissões, encargos
financeiros para suporte do prazo de recebimento das faturas e tributos sobre vendas.

Somados todos os itens se determinará o preço. Este precisa ser avaliado, comparado,
analisado, equalizado com os preços da concorrência. Se está mais alto que esta, uma
avaliação precisa ser feita, questionando-se:

- há excesso de custos industriais, mercadológicos ou de outras ordens, que estão


sobrecarregando o preço?

- a formação do preço de venda está correta, em todas as etapas?

- os tributos estão aplicados de forma correta na planilha?

- a margem de lucro é compatível com a linha de produtos e o risco empresarial?

Em outra situação, a apuração de preços muito abaixo da concorrência levam à necessidade


do administrador a indagar:

- foram somados todos os custos reais, efetivos, dos processos, matérias primas, embalagens
e outros itens na formação do preço?

- os custos aplicados são os de reposição?

- a margem de lucro remunera adequadamente o capital empregado?

- foram incluídos os custos financeiros para financiamento ao cliente na venda a prazo?

- todos os tributos, comissões e outras despesas variáveis foram incluídas na planilha?

Uma determinada empresa fabrica três tipos de produtos, conforme quadro abaixo:

Custo Margem de Preço de


Produto Produção Unitário Custo total lucro 60% venda

A 23.400 17,45 408.330,00 10,47 27,92

B 24.500 18,32 448.840,00 10,99 29,31

C 28.200 21,45 604.890,00 12,87 34,32

Total 76.100 57,22 1.462.060,00 34,33 91,55

70
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

EXERCICIO 23

Conforme quadro abaixo uma empresa produziu quatro produtos. Calcular a margem de
lucro e o preço de vendas dos produtos:

Margem de Preço de
Produto Produção Custo Unitário Custo total lucro 60% venda

A 121.000 0,67 81.070,00

B 88.900 0,67 59.563,00

C 98.200 0,67 65.794,00

D 87.900 0,67 58.893,00


 Total 396.000 2,68 265.320,00

2-Uma empresa fabricantes de biscoitos, no mês de janeiro de 2016 produziu três tipos de
doces finos com cobertura. Conforme dados abaixo calcular o custo unitário, margem de
lucro de 45% e o preço de vendas total dos produtos A, B e C.

Custo Margem de Preço de


Produto Produção Custo total Unitário lucro 45% venda

A 11.100 83.810,00

B 10.600 94.570,00

C 9.890 81.900,00

Total 31.590 230.280,00

71
Apos la atualizada em Fevereiro 2017

12. REFERENCIAS

GONÇALVES, Eugênio Celso. Contabilidade geral, 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2007.

MARION, José Carlos. Contabilidade básica – livro texto. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2009.

FEA-USP, Equipe de Professores, Contabilidade Introdutória. 10ª ed. São Paulo: Atlas,
2006.

IUDICIBUS, Sergio de; MARION, Jose Carlos. Curso de contabilidade para não
contadores. 6ª Ed. São Paulo: 2009.

MARION, José Carlos. Contabilidade básica. 10ª ed. Atlas: São Paulo, 2009.

MOURA, Osni Ribeiro, Contabilidade básica Fácil. 26ª ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

SÁ, Antônio Lopes. Princípios Fundamentais de Contabilidade. 4º ed. São Paulo: Atlas,
2007.

SA, Carlos Alexandre. Contabilidade para não-contadores. 4ª Ed. São Paulo: SENAC, 2009.

72

Você também pode gostar