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MÉTODO DE CAJÓN

o Cajón, suas histórias e seus sons"

CONHEÇA E TOQUE CAJÓN

Apresentamos a vocês este método completo

e inédito no Brasil sobre este

instrumento maravilhoso e versátil que caiu no gosto do brasileiro e do mundo inteiro, o cajón peruano em suas diversa~ faces. O intuito é proporcionar momentos agradáveis de

,

.

aprendizado musical assim como agregar informações culturais bastantes curiosas pertinentes

ao instrumento, sua cultura, raizes, incluindo sua trajetória no Brasil.

Este Método é o res~ltado de anos de experiências e pesquisas dos músicos Daniel

Freitas (grupo 12 Mãos) e Pithy Cajonero (Cajones Pithy)

.

j

Daniel Freitas - Grupo 12Mãos

Daniel Freitas é músico profissional há 17

anos, graduado UNIMES, professor

composit,or, educador do Projeto Guri, músico de

e

Presidente da ALMA {Assoc~ação Livre dos Músicos

de Araçatuba} por dois mandatos consecutivos .

Tem recebido diversas premiações e criticas

positivas das mídias especializadas (revistas, sites,

jornais, televisão) com seus projetos na área

estúdio, produtor

pela

em Educação Musical

de bateria

de eventos

e percussão,

culturais

musical.

É fundador

grupos musicais:

e integrante

J

dos seguintes

proposta

instrumental jazz e fusion, há 14 anos na estrada, tendo produzido os dois COs do grupo

("Entropia" e ".Alucinações Musicais") e um videoclipe com participações de renomados

músicos do cenár!o nacional alcançando sucesso de críticas positivas por parte das midias

especializadas (revistas, sites, jornais, televisão), além de premiações .

-

Fast Fusion,

banda

com

- Grupo 12Mãos, na qual desenvolve um trabalho experimental com o intuito de

mesclar os sons dos instrumentos de percussões diversos (em especial o caján) produzindo

peças e cameratas distintas e que se tornou um grupo referencia em nível nacional. Compôs

peças para percussão realizando a primeira camerata de cajones do Brasil, com a qual também

idealizou e produziu os vídeos do grupo, trabalho este que lhes renderam o convite para

participar do Programa Domingão do Faustão na Rede Globo, Festival Internacional de Cajon

em Lima no Peru, dois Troféus Culturais Odette Costa como "destaque Internacional e

Nacional", além de diversas oficinas. O vídeo com tema "degradação das ferrovias do Brasil" é

o primeiro vídeoclipe de cajoneiros do mundo .

- Banda Rádio84, interpretando os clássicos do pop e do rock mundial e que conta com

um cd gravado e participação em diversos festivais .

• Banda Projeto Eternal, rock progressivo no circuito gospel e que conta com dois cds

gravados e um vídeo clipe "Momento de voltar" e "Destruindo fortalezas" .

Ao longo de sua carreira Daniel Freitas gravou e atuou como free lancer para os mais variados artistas, ministrou aulas de música para mais de 1000 alunos entre aulas particulares, conservatórios, workshops, oficinas, Projeto Guri, entre outros. Fundou o ateliê de música Progressive juntamente com Christian Freitas em 1998. Escreveu um método de bateria com

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I

l- I.

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três níveis (básico, intermediário e avançado) para ministrar seus cursos (método que está sendo utilizado por outros profissionais) . Idealizou juntamente com o baterista e percussionista Cristiano Silva o DUO DRUMS, projeto que iniciaram mais de 12 anos com intuito de produzir peças para duas baterias e

percussões, tendo produzidos videodipes com conceitos bastante originais na arte de compor para estes instrumentos. Com este projeto tem realizado diversos workshows e clínicas através de escolas de música, oficinas culturais e eventos relacionado com a bateria 'e percussão .

Foi eleito Presidente da ALMA (Associação livre de músico de Araçatuba) por dois mandatos consecutivos, tendo elaborado importantes projetos para esta associação: Museu da músíca (com voto de aplauso da câmara dos vereadores) e Cd Coletânea da ALMA (ganhador do prêmio Odete Costa), Faculdade de Educação Musical (Parceria entre a ALMA e UNIMES), entre outros. Tem participação freqüente em diversas mídias com seus projetos musicais desenvolvidos no interior de São Paulo: Extinta Revista Batera&Percussão, Revista Modern Drummer, Rede de Televisão: SBT/TVi, Rede Globo, TVTEM Programa Revista de Sábado e De Ponta a Ponta, TV FR, Canal 21, Jornais: Folha da Região, Jornal Tribuna e Alerta da OMB (Ordem dos Músicos do Brasil), Jornal do Povo, Jornal O liberal, Rádios: Tietê, Vitória FM, Cultura, Furb Fm e diversos sites, portais, além de participação em grandes eventos e festivais como: Virada Cultural Paulista, Circuito SESCs,SESlse Festival Internacional. Como produtor de eventos culturais organizou diversos workshops e máster class de

bateria e percussão com grandes nomes da música brasileira, além de eventos importantes

como: "Noite Instrumental de Araçatuba" e "Noite Multcultural" (em Prol de pacientes com

câncer) e o BATUCANDO ARAÇATUBA reunindo mais de 200 bateristas e percussionistas do

Brasil para juntos tocarem e celebrarem a cultura dos tambores. Este evento foi premiado com

um troféu cultural Odette Costa na categoria "Organização coletiva de eventos culturais" .

Como compositor escreveu diversas obras instrumentais, músicas cantadas e peças

para percussão, além de colaborador da revista Moder Drummer escrevendo algumas

matérias .

Daniel Freitas é endorse da marca de Bateria Marinos e Cajón Pithy. Seu trabalho

como educador é referência na região de Araçatuba, inovando com suas composições para

percussão e alto nível de aprendizagem dos alunos, sendo que a maior parte dos seus

trabalhos desenvolvidos pode ser encontrados na Internet.

'

.

Músico, percussionistas, fabricante

de

instrumentos de percussão em especial o cajón,

Pithy cajonero tem atuado com diversos artistas,

Brasil

, divulgando e difundindo a cultura do cajón, sendo

realizado

inúmeros

workshops

pelo

presença constante em diversas mídias. Quando produziu seu primeiro cajón, em 1996, Pithy

Cajonero

instrumento

realidade musical de muitos artistas brasileiros.

Para

popularizar aquela então desconhecida caixa de

madeira

interessante .

percebeu que tinha

que poderia

o

que

músico

produzia

nas mãos

a mudar

um

a

ajudar

isso,

procurou

um

maneir~s de

som

bastante

Pithy Cajonero começou a pesquisar, desenhar, inventar e criar cajones de forma que o

instrumento pudesse atender às necessidades da música e dos músicos brasileiros. Pithy tornou-se, a

partir daí, oficialmente o Embaixador do Cajón Afro-Peruano no Brasil e um dos nomes mais

respeitados na área .

Com o aval dos dois maiores especialistas em cajones do mundo, os peruanos Maria Del Carmem Dongo e Rafael Santa Cruz, Pithy e seu trabalho são hoje referências para

percussionistas do pop ao jazz. do rock ao samba, do sertanejo ao gospel e outros ritmos mais .

Foi Pithy quem

criou o cajón inclinado, que aliviou e trouxe mais conforto aos músicos .

É de sua autoria também as famosas vassourinhas para Cajón, espécie de baquetas de nylon

ou aço, muito utilizadas para produzir novas sonoridades na percussão .

Pithy Cajonero é o responsável por muitos músicos profissionais, amadores, nacionais

e internacionais terem conhecido novos timbres, novas sonoridades e oportunidades. Por

causa disso e de s~u trabalho 'pela expansão da cultura do cajón, Pithy é considerado por

muitos um instrumentista de vanguarda.

.

, .' .

Todos os textos, partituras, assim como imagens e ilustrações deste método

foram produzidas por Daniel Freitas com suporte de Pithy Cajonero .

Exceto imagens:

Capa: Gabriel Sincro

Rafael Santa Cruz. gentilmente cedida por Rafael

Postura para tocar o instrumento - gentilmente cedida pela empresa Cajón Pithy

Como ~icrofonar

o caján - gentilmente cedida pela empresa Cajón Pithy

Evolução e futuro do caján - gentilmente cedida pela empresa Cajón Pithy

Caitro soto - Capturado da internet

Apoio:

Agradecimento especial a Rafael Santa

Cruz pelo suporte e informações prestadas para

realização deste material.

fndice:

História

e Surgimento do Cajón

Pag.: 1

História

do cajón no Brasil.

Pag.: 3

o Cajón - Suas partes

 

Pag.: 5

Caján Peruano,

(ajón Flameneo

Caján Inclinado no Brasil

Outros formatos de cajones

Como microfonar o cajón

Evolução e futuro do c~jón

Grupos,

Músicos e Artistas que utilizam cajón

:,

Pág.: 7

,

Postura

para tocar o Instrumento

Pág.: 9

Formas e técnicas de extrair a diversidade sonora do cajón

 

Pág.: 10

Exercícios e rudimentos

 

Pág.: 18

o cajón como simulador de Bateria

Pág.: 20

Idéias rítmicas extraídas da bateria

 

Notas Fantasmas

:

Pág.: 22

A Vassourinha no cajón

,

Pág.: 25

Utilizando a técnica de conga

Pág.: 28

Composição de ritmos no c~jón

Pág.: 29

Adaptando ritmos

diversos no cajón

Pág.: 31

Maracatu, xote, reggae, vanera, Ijexá/afoxé, carimbo,

frevo, ritmos da Bahia, baião, samba, samba de partido alto

Ritmos típicos do cajón

Festejos, Marifíera, Panalívio

Outras manulações e Frases

'

Peças para tocar em Grupo

,

Pág.: 44

Pág.: 47

.

.'

HISTÓRIA E SURGIMENTO DO CAJ6N

o Continente Americano é extremamente rico em sua diversidade cultural, resultado

de umas das mais

interessantes

miscigenações culturais do, mundo. Em cada região do

continente, uma cultura musical típica que envolve não apenas os r!tmos (derivados de

fusões das culturas}, mas também instrumentos que se desenvolveram devidos as diferentes

realidades. Uma dessas regiões é o Peru, país andino dé colonização espanhola onde houve forte tráfico de negros escravizados e que desenvolveu uma cultura musical típica (os Festejos)

e um instrumento que hoje está se, tornando cada vez mais popular no Bra~i1 e no mundo, o cajón .

Caján é o aumentativo da palavra caja, que significa caixa em espanhol. Há possibilidade de que sua origem remonta no Peru colonial, tendo surgido entre os escravos africanos trazidos ao Peru, contudo, provas documentais comprovadas remontam a metade do século XIX já no Peru Republicano. Os Senhores de terra e donos de escravos trazidos da África não permitiram que os negros utilizassem os instrumentos típicos de suas tribos de origem, porém como na cultura afro, os negros possuem uma enorme riqueza instrumental e rítmica, onde a percussão é usada não só como forma de expressão musical, mas também

como linguagem e meio de comunicação, acabaram por desenvolver o instrumento através do que tinham em mãos, caixas, gavetas, utensílios utilizados para execução do trabalho, evidenciando que a cultura é moldada pelo meio e realidade de cada região. Assim o instrumento' foi evoluindo e basicamente possui o formato de uma caixa com uma abertura que proporciona amplificação do som. Por isso, dizemos que sua origem é afro-peruan~ ou crio la, e não um legado da cultura Inca, uma vez que no Peru, há uma grande miscigenação populacional. Com o passar do tempo

o instrumento transformou-se no que conhecemos hoje por cajón .

Por volta da década de 80 o cajon é levado para a Europa (Espanha) após os músicos Paco de Lucia e seu percussionista, o brasileiro Rubens Dantas, terem conhecido o instrumento num encontro com a cantora Chabuca Granda que estava sendo acompanhada peJo cajonero Caitro Soto, Paco de Lucia ficou cativado pelo instrumento e o adquiriu introduzindo-o assim na música flamenca, tornando o instrumento universal. Muitos defendem que há então o cajón flamenco, onde algumas modificações foram realizadas neste cajón que passa a ser utilizado na música flamenca como a introdução de cordas de guitarra no seu interior criando um efeito mais brilhante no som, sendo esta a principal diferença entre o cajón flamenco e o cajón peruano tradicional. Contudo, Rafael Santa Cruz, uma das maiores autoridades do cajón peruano e grande pesquisador, com muita propriedade defende que o cajón flamenco não é um instrumento e sim uma técnica, pois na verdade, o instrumento é o mesmo, se é adicionado pedais, cqrdas, esteira, diferentes madeiras, medidas ou qualquer outras modificações atendendo uma necessidade, ainda continua sendo cajón peruano e ainda ressalta que cordas e outras. coisas já estavam adicionadas no Peru muito antes de 1980. A exemplo do que acontece no Brasil mais recentemente, onde novas técnicas são criadas para

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!

Foto acima (esquerda): Palco principal por onde possam. diversos artistas de várias

tocar música brasileira no cajón, o instrumento continua sendo o mesmo. Então, os modelos com cordas são amplamente utilizados no flamenco e os modelos sem cordas são amplamente utilizados no Peru e 05 modelos inclinados amplamente utilizados no Brasil.

,No Peru, faz parte da grade escolar de muitas escolas o estudo do cajón, as crianças recebem do governo o instrumento. Em lima, ocorrem todos os ános Q maior evento de

cajones do mundo, é o Festival Internacional de Cajon, sendo que o momento mais fantástico deste evento é a cajoneada, reunindo inúmeros cajoneros profissionais, amadores, estudantes para juntos tocarem. O recorde mundial foi batido diversas vezes neste evento e publicado no Guinnes Book (livro dos recordes) com 1476 cajoneros tocando juntos na praça das Armas. O

cajón é considerado

pelo governo peruano como "Patrimônio Cultural da Nação" .

Foto realizada na cajoneoda do V Festivo! Internacional de Cojón do Peru

Foto da t;ajoneada (Lima, Peru)

Foto: Vista do Palco (Praça das Armas)

nacionalidades e que comandam a interoçdo e batuque com o público .

2

• • • • • • • o cajón atravessou as fronteiras do Peru e
o cajón atravessou as fronteiras do Peru e tem encontrado espaço nas expressões
musicais de diferentes culturas pelo mundo afora .
HISTÓRIA DO CAJÓN NO BRASIL
No Brasil um dos primeiros
grandes fabricantes
e divulgador
do caján
é
o
percussionista Pithy cajonero que conheceu o instrumento no inicio da década de 90 através
do percussionista Ar; Colares. Pithy que já trabalhava e produzia cenários, resolveu embarcar
na produção de cajones e hoje a empresa Caj60 Pithy é uma das maiores do pais produzindo
desde o ano de 1996. Somente no Brasil há uma variação do cajón tradicional, na verdade,
uma adequação à realidade brasileira que utiliza o instrumento para simular os ritmos tocados
na bateria, trata-se do cajón inclinado, cuja autoria e desenvolvimento deste modelo típico do
Brasil e do percussionista Pithy cajonero que além desta e muitas outras criações, de;ixa um
legado importante para a cultura dos cajones no país .
Os modelos tradicionais de cajan são
retas, Pithy Cajonero criou então o primeiro cajón
inclinado para a Thamyma Brasil usar em um
show da Cóssia fller (vídeo pode ser visto na
internet. http://youtu.be/z50nFSzSBsQJ. era bem
mais inclinado e somente após diversos testes de
formoro e sonoridade é que se chegou ao modelo
atual .

Explosão do cajón no Brasil

Imagem do primeiro cajón inclinado

A partir do ano 2000 o instrumento ganha de vez o país dado a sua sonoridade, o baixo custo para adquirir, a facilidade em tocar comb simulador de bateria e também comodidade para transportar. Na verdade, esta adesão em massa ao instrumento no Brasil é mais explicada pejo fato de aqui o cajón estar sendo utilizado como substituto da bateria, ou seja, 99% dos brasileiros que adquirem o cajón utilizam sua sonoridade para simular e tocar os ritmos que fariam tocando a bateria, é utilizado na musica sertaneja, no pop, no rock, na MPB, samba, entre outras devido a sua sonoridade peculiar. Pela facilidade de transportar, é muito comum

3

-

I

encontrar o instrumento sendo tocado em um barzinho com música ao vivo ou em grandes

palcos de grandes artistas e, muitas das vezes, podemos até confundir ó som dele com o de

uma bateria. De idealização de Daniel Freitas, atualmente o maior evento de cajôn no Brasil acontece no interior de São Paulo, numa cidade chamada Araçatuba, é o "Batucando

Araçatuba" onde além do caján, também tem participantes com baterias que se reúnem em

torno de um palco para celebração dos tambores com mais de 200 bateristas e cajoneros

tocando juntos, músicas, peças, entre outros .

Batucando Araçatubo é o único encontro do Brasil que reúne cojoneros e bateristas paro juntos celebrarem a cultura d~s ritmos. São mais de 200 participantes .

Vista do polca Batucanda

Imagem da palca Batucando'

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1-

o CAJ6N - SUAS PARTES

Há algumas diferenças entre os cajones peruanos, os cajones utilizados na Espanha e o

brasileiro. O modelo peruano é reto e não possui nenhum sistema de esteira ou cordas. O

cajón utilizado na Espanha (música fJamenca) também é reto, porém utiliza cordas ou bordões

em seu interior proporcionando um som mais brilhante. muitos modelos brasileiros são

inclinados e são fabricados com sistema de esteira da caixa de bateria .

Lateral

Caj6n Flamenco - Com cordas

Jele frontal

ou

Tampo

Fundo

Furo traseiro

ou duto

. Cajón Peruano. Reto, sem cordas ou esteira

5

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:.

I.

.

Alguns fabricantes (principalmente no Brasil), utilizam a esteira da caixa de bateria em

seus cajones, assim como microfones de captação (Ver 'tópico abaixo: Como microfonar o

cajón)

Como Microfonar o Cajón

Este é um tema que provoca muita discussão uma vez que muitos cajones no mercado

possuem captação (microfones) interno. O cajóo que vem com este sistema de captação

(microfone interno) é um recurso que ajuda muito na hora de tocar pela sua praticidade, ou

seja, basta o cajonero plugar o cabo no instrumento e conectar na mesa de som. Contudo,

microfones top de linha utilizados para captações de instrumentos' de percussão são muito caros e, se o cajóns captado viesse com esses modelos mais sofisticados de microfones, encareceria muito o valor do instrum;,nto inviabilizando a comercialização .

Então para uma boa microfonação profissional, seja para gravações em estúdios ou para se tocar ao vivo, recomenda-se a utilização de dois microfones conforme a figura abaixo .

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I.

I.

Evolução e Futuro do Cajôn

. Kit do baterista Vlajones

Hoje é possivef encontrar

diversos formatos de

cajones em todo mundo: cajones com banco, com pedal de bumbo, com captação, inserido

com outros instrumentos

de percussão.

enfim,

é

a evolução natural de um instrumento em

expansão e que ainda apresentará

formatos ao longo dos anos .

novas faces e

GRUPOS, MÚSICOS E ARTfsTAS QUE UTILIZAM O CAJÓN

Entre os primeiros grandes cajoneros podemos "

(3ítro

Soto, Eusebio

Pititi

"

Sirius

, Julio

Algendones

, Juan " Cotito

" Medrano,

os

citar:

"Chocolate"

membros da família Santa Cruz e família Vasquez .

[citro Soto

Eva Ayllon (Peru) - Uma das maiores cantora, interprete e folclorista peruanas de gêneros

típicos do pais como

latino de melhor álbum folclôrico

valsas criolas, festejos, entre outros.

.

Foi indicada três vezes ao Grammy

AleI( Acuna (Peru) - baterista e percussionista

nos Estados Unidos onde tem trabalhado

peruano,

desde os anos 70 Alex Acuna reside

como: Elvis

com grandes nomes da música mundial

7

I.

I' •

Presley e Diana Ross, Weather Report Uazzjfusíon), Paul McCartney , Joni Mítchell , EUa

Fitzgerald • Jim Walker • Chick Corea , Whitney

Houston , Plácido Domingo, Herbie Hancock ,

Carlos Santana, Antonio Carlos Jobim, entre muitos outros. Trabalhou como educador na

Universidade da Califôrnia, Los Angeles e Berklee College of Music .

Rafael Santa Cruz (Peru)- De importante família afroperuana que se dedicam a vári~s formas de arte, Rafael Santa Cruz é Ator, músico, pesquisador, produtor de eventos culturais como o Festival Internacional de Cajones de lima no Peru e Espanha, recebeu o titulo de embaixador dos cajones no mundo. Rafael Santa Cruz é a maior autoridade na cultura dos cajones . lecionou auras, clínicas, recitais e apresentações em diversos países como: Inglaterra, Itália, República Dominicana, EUA, Brasil, Equador, Espanha, Porto Rico e publicou diversos livros sobre o instrumento e cultura afro peruana. Atualmente é professor na UPC (Universidade Pontifícia Católica do Peru) .

Rubens Dantas (Brasil) - Juntamente

internacionalização e introdução do cajón na Europa, em especial na música flamenca .

com

Paco De lucia,

foi

o respons~vel

.

pela

Pithy Cajonero (Brasil) - Primeiro grande divulgador e fabricante de cajones no Brasil com muitas invovações. Recebeu o título de embaixador dos cajones no Brasil.

Grupo 12Mãos (Brasil) - O grupo, de percussão experimental 12Mãos e conhecido em todo Brasil e inclusive no exterior, foi criado no ano de 2009 com intuito de produzir peças experimentais e adaptações de ritmos brasileiros no cajón e instrumentos exóticos, ao mesmo tempo mesclando seus sons com os instrumentos típicos da cultura brasileira, em peças musicais no formato de camerata com espaços para livre expressão e improvisação. O Grupo 12 Mãos alcançou reconhecimento internacional e nacional, tendo sido convidado para representar o Brasil no V Festival internacional de Cajóns e percussão em Uma no Peru, em abril de 2012 e convidado pela produção da globo para participar do Programa Domingão do Faustão. Ganhou por duas vezes o troféu cultural Odette Costa pela produção e destaque. O grupo é pioneiro na gravação de vídeoclipes para o cajones que podem ser visualizadas na internet, vídeos esses que rodam o mundo todo em milhares de acessos .

Outros: Maria dei Carmen Oongo. Giggio Parody, Alfredo Valiente. Pancho Vallejos Paulett, Paquito Gonzalez .

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i.

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POSTURA PARA TOCAR O INSTRUMENTO

, Erradó X

Certo ~

.

Para um bom posicionamento, o cajonero

deve sentar-se sobre o instrúmento

com as

pernas separadas (abertas) para poder ter livre

acesso

a todas

as áreas da pele frontal

e

posicionar

instrumento (ver figura). Ao tocar, o músico deve

manter o tronco reto e a cabeça erguida .

os

pés

de

forma

diagonal ao

o cajôn é um instrumento na qual o músico

d,eve-se posicionar da forma adequada para tocar ou em poucos minutos ele

poderá sofrer de dores nas costas, ombros

e pescoços. Contudo, adquirindo- a postura correta, o músico poderá tocar por longas horas sem dores ou prejuízos futuros devido a uma má postura .

9

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FORMAS E TÉCNICAS DE EXTRAIR A DIVERSIDADE SONORA DO CAJÓN

Diferente do que muita gente pensa, o cajóo não tem apenas um som grave e somente

um som agudo, o músico pode extrair do instrumento diversos sons graves e diversos sons agudos que devem ser utilizados para produzir os ritmos. Basicamente, os sons agudos são extraídos da parte superior (borda) e o grave da parte central e de acordo com a forma que o músico executa o golpe poderâ extrair sonoridades agudas e graves diferentes. Técnica é simplesmente a forma com que se golpeia o instrumento para produzir o som desejado, por isso, é importante conhecer as diversas técnicas ou formas de golpear o instrumento para que

se possa ter uma gama maior de sons., É importante ressaltar que podemos e devemos

procurar desc~brir diversas formas de obter sons do cajón, pois para isso, basta você explorar suas partes, formas de golpear e intensidades. Alguns cajones (devido a forma e madeira com

que são construidos) proporcionam diversificada sonoridade, outros nem tanto, por isso, é

importante adquirir um instrumento adequado e que facilite a execução técnica .

Outro ponto importante para ressaltar é que para os músicos que estarão tocando o instrumento pela primeira vez, como em qualquer outro instrumento de percussão em que se utilizam as mãos para produzir o som, poderâ sentir um pouco de dor nos dedos, para isso, procure golpear o instrumento nas partes agudar e graves vârias vezes durante vârios dias até que sua mão se adapte ao golpe na madeira .

Antes de demonstrar as técnicas, veja os nomes das regiões da mão e partes dos dedos que serão utilizadas para extrairmos o som do instrumento. •

Anelar

Mfnimo

MédiO

IndIcador

Polegar

DEDOS DA MÃO

1

1. Falange

dislí:ll

2. Falange

média

3. Falange proximal

4. Base

Fonnad. ~O. O"". do U'P<>

10

-

Formas de extrair sons graves - Parte central da pele frontal do instrumento

Região de grave

1) Com a ponta dos dedos e com a mão fechada em forma de concha. O som esperado aqui é um grave suave e aveludado. Pode-se

con!>eguir boas vàriações timbrísticas de grave

em diversas áreas

próximas ao centro da pele do instrumento .

realizando este golpe

11

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-

-

-

-

-

-

.,

I-

I-

-

, -

-

2) Percutir apenas com as falanges dos dedos sem a utilização da

palma

da

mão.

Neste caso,

teremos um som grave com mais ataque e kick .

4)

Percutir com a mão em forma de concha . Desta forma teremos uma sonoridade grave aveludada .

3) Percutir

com a palma da mão

aberta, obtêm-se um som grave cpm mais

intensidade e potencia .

12

-

Para todas as técnicas

descritas acima,

podemos obter outras sonoridades graves percutindo o instrumento em outras regiões próximas a parte central da pele ou ainda, se percutirmos o instrumento com

algumas das técnicas desejadas (descritas

acima) e abafarmos

(manter a mão pressionada na pele) após o golpe. isso irá produzir um som mais opaco

e seco .

com a outra

mão

Formas de extrair sons agudos: Basta percutir na parte superior da pele frontal do cajón.

nas esquinas ou cantos da parte superior pode-se extrair

um som muito mais agudo ainda que

na parte superior ao meio da pele .

Região de agudo

l} Utilizando todos os 4 dedos da mão (indicador,

médio, anelar e mini mo): separados entre si ou

centro da pele. Esta técnica é

muito utilizada para extrair um som mais parecido com a caixa da bateria, principalmente

se for um cajón que utiliza esteira .

juntos, mais ao

13

-

3) Técnica Flamenca:

este

golpe é parecido

com os

golpes em que os percussionistas realizam nas cangas. O cajonero

inferior da

percute com a parte

palma (base) a borda do assento

com a pele frontal e deixa os dedos

rebaterem na parte superior da

pele do cajón

2) Técnica peru;)"a: com as mãos levemente rotacionadas para que o polegar fique

voltado para cima, são utilizados para o golpe

apenas 3" dedos (médio,

podendo ser separados entre si ou juntos, no

canto ou esquina da parte superior da pele do

anelar e mínimo),

cajón

Também pode-se extrair outros sons agudos golpeando e explorando a lateral do

instrumento

Outras técnicas:

Utilizando os dedos ou

unhas dos dedos: Esta

é uma técnica também

bastante,

utilizada

na

música

ftamenca. Consiste em golpear o cajón com os dedos numa sequência rápida (um dedo atras do outro) até que os quatro dedos da mão tenha atingido o cajon (pode ser feito com menos dedos, 3 ou 2, dependendo do efeito que queira produzir). Esta técnica pode ser utilizada ao tocar ritmos diversos, ou para solos ao cajón .

14

I-

i •

Golpeando com os quatro dedos em seqüência - Posicionar a mão na perpendicular ao cajón

com os dedos posicionados um acima um do outro sendo o dedo mínimo mais próximo à pele. Golpear apenas os dedos 'na parte superior do cajon, cada dedo vaI percutindo em seqüência de forma rápida até que todos tenham atingido a pele produzindo um som mais extenso, como no rebote de uma baqueta na caixa da bateria. Se alternar toques com a' mão direita e

mão esquerda (single) com esta mesma técnica

de posicionamento

dos dedos, o som

produzido será continuo como o rufo de uma caixa que faz vibrar apenas a esteira. Esta idéia pode ser utilizada em fitmos diversos como funk, maracatu, etc

Técnica de Canga - Nesta técnica são percutidos dois golpes com a mesma mão (dois com a direita e dois com a esquerda) alternando elas. O primeiro golpe deve necessariamente ser . realizado com a base da mão e o segundo golpe com os dedos estendidos (falanges) ou com a ponta dos dedos, passando em seguida para'il outra mão numa seqüência bastante rápida .

B

Com a ponta dos dedos

Com as falanges

lS

--- ----

Mão Fechada - Com a mão fechada pode ser extraído diversos tipos de timbres. Pode ser batida com a mão girada golpeando com a parte lateral do dedo mínimo ou com a mão fechada porém c0r"!1a parte da palma virada para a pele do instrumento .

Pressionando com o pé - Pode-se obter uma sonoridade abafada com qualquer toque ou técnica já descrita acima se ela for executada com o pé, sapato ou tênis pressionando a pele central.

+

Para grafia desta nota abafada na partitura, utilizaremos um sinal de mais

~ (+) em cima da nota tocada, que pode ser grave, aguda ou qualquer

outra .

.

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. 16

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:.

I.

---

,

Outro recurso bastante utilizado para tocar cajón

é a vassourinha.

Pode-se tocar com qualquer

vassourinha disponível no mercado, porém, existe um modelo específico para o instrumento'criado e

desenvolvido por Pithy Cajonero e que possui um pirulito para tocar notas graves .

As notas para vassourinha no agudo serão

grafadas com um X na linha superior semelhante à grafia do ehimbal da bateria .

VASSOURINHA PARA CAJÓN

Piruljto para sons graves

Para extrair

os

sons

graves

com

a

vassourinha. basta golpear com o pirulito .

Será grafada de acordo com a nota acima

17

'

:.

.

I.

,

Rebote com a vassourinha: Basta golpear o pirulito na borda superior do caján e com a vassourinha inclinada, conforme ela vai rebatendo na pele do cajón (efeito mola), vá inclinando a vassourinha em direção à pele conforme o movimento mola vai diminuindo e assim poder extrair o máximo de notas possíveis.

,

,

EXERCíCIOS E RUDIMENTOS

1) Single - Movimento alternando toques com a mão direita (O) e mão esquerda (EI

u

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[)

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J)

lo; 0

I:H ;g::gg;=~J=J=~

2) Double Stroke - Movimento alternando dois toques com a mão direita e dois com a mão esquerda

n

J)

lo:

lo:

n

n

lo:

1':

18

i.

.,

3)

Five Stroke - Seqüência de cinco notas

"

D

E

E

D

"

D

E

4)

na frente da outra produzindo um som estralado "PRÁ"

Fiam - Toque em que é golpeado as duas mãos juntas, porém uma delas chega levemente

d ~;

!'n--1r.

t'

J)

Combinando Flams com movimento alternado

S)

dE O E eO E O 3 3 Six Stroke - Seqüência de seis notas
dE
O
E
eO
E
O
3
3
Six Stroke - Seqüência de seis notas
DE
DDEE
DE
DDEE
O EEODE
[) EEOD
E
I:n=_~_-_-
' --'
j

19

-----

6) Drag - dois golpes rápidos COm uma mão finalizando com um golpe acentuado com a outra .

D

ee D

E

d d E

o CAJÓN COMO SIMULADOR DE BATERIA

. Como descrito anteriormente, cerca de 99% das pessoas que utilizam o cajón no Brasil,

tocam o instrumento com intuito de reproduzir idéias rítmicas da bateria no cajón, é uma adaptação à uma necessidade brasileira, diferentemente do Peru ou na Espanha onde o cajón

é tocado de uma forma distinta e original. O objetivo deste método é demonstrar todas as

possibilídades que o cajón permite, ou. seja, pensar no ~ajón como substituto da bateria,

porém também como instrumento que tem suas técnicas e ritmos próprios, assim como

adaptar alguns ritmos no instrumento devido a sua versatilidade .

Idéias rftmicas extraídas da bat~ria - Duas vozes

Segue alguns exemplos de como o mesmo ritmo pode ser tocado no cajón de várias formas conferindo resultados sonoros distintos, mas com a mesma intenção rítmica . Primeiramente iremos utilizar apenas duas vozes (grave e agudo) para formar a batida. Depois iremos demonstrar as mesmas batidas com notas fantasmas (dinâmica) e também com . vassourinha, além de exemplos extras .

Exemplo 1 • Duas vozes: grave e agudo

Exemplo 2 - Duas vozes: grave e agudo

20

,.

••

Exemplo 3 . Duas vozes: grave e agudo

I

I

J

TIIM

J

TA

J

ruM

J

TIIM

ElCemplo 4 - Duas vozes: grave e agudo

IJ

J

ruM

Jl

TA

J

TIIM

\

J1

ruM

Exemplo 5 - Duas vozes: grave e agudo

I

I

i

J

J EH

]

Exemplo 6 - Duas vozes: grave e agudo

J

TA

J

TA

J

]

I

/ J=--==_--=-=_Jl===== J ]i ~ ~
/
J=--==_--=-=_Jl=====
J
]i
~
~

Exemplo? . Duas vozes: grave e agudo

J

J-J-: -J=-

Z1

/

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

I-

-

-

-

I

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-

-

-

-

-

-

I-

-

-

-

-

-

-

-

,.-

-

-

-

-

Exemplo 8 - Duas vazes: grave e agudo

Pode-se explorar diversos graves numa mesma idéia rítmica. No exemplo abaixo, a primeira, segunda, quarta e quinta notas graves sugerimos tocar com os dedos e a terceira e sexta nota grave com a palma da mão.

131::=-1=-@=-J::=-J.@==-J===:-

NOTAS FANTASMAS

Agora iremos executar as mesmas batidas dos exemplos acima inserindo as notas fantasmas que são notas de preenchimento e com dinâmica bem fraca. São representadas na partitura com notas entre parênteses. Veja que nos mesmos ritmos dos exemplos acima, elas

estão preenchendo os espaços e, unindo às acentuações de algumas notas, os ritmos mantem sua característica idêntica aos exemplos.

Para iniciarmos nas notas fantasmas, treine o movimento alternado (DEOE) na parte aguda do cajón com dinâmica bem fraca, ou seja, produzindo pouco som.

D

E

D

E

D

E

D

E

DE.

D

E

D

E

D

E

ApÓS isso, alterne com uma acentuação a cada quatro notas começando pela primeira.

 

/

D

. E

o

E

D

E

D

E

J)

f(

[)

E

J)

E

D

E

Em seguida, alterne uma acentuação na parte graIJe e outra na parte aguda. Pronto, temos o exemplo 1 da batida de apenas duas IJozes acima. O ritmo continua idêntico, porém

muito mais interessante e com os espaços preenchidos.

22

I.

I

l.

 

D

E

D

E

D

E

D

E

D

E

D

E

I,

=-=

 
 

>

>

Passamos aos outros exemplos:

 

Exemplo 2 com notas fantasmas

 

D

E

D

E

D

E

D

E

D

E

D

E

D

D

E

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~=

E

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I:H h.Í=<-=.E.=lJj=<-=~¥¥,;=J=lJ

i

'_I

Exemplo 3 com notas fantasmas

.D

E

,0

E

D

E

D

E

IJ

E

O

E

J)

E

O

E

E

'A

E

I:H----m~=J%ij.=!~=$J

Exemplo 4 com notas fantasmas I

D

E

D

E "0

I:H priC-rôrikb~ j Ik-JEt.i=j=,EhE"o=+9

Exemplo 5 com notas fantasmas

DEDEDEDEDEDEDEDE

1:11 . pb.dE~irEJ=@d=ôt¥Jt8d

Exemplo 6 com notas fantasmas

D,

E

O

E

I:HfI-=GJi=b~=b6t¥::I¥:j

Exemplo 7 com notas fantasmas

DEDEDEDEDEDEDEDE

23

I,.

,.

Exemplo 8 com notas fantasmas

DEDE

DEDE

D

EDE

))EDE

IH===~~.@d="=JB¥J

Outros exemplos com Notas Fantasmas. Tocando cajón pensando como cajón

Os três exemplos descritos abaixo fogem um pouco das idéias rítmicas da bateria adaptadas ao cajón, ou seja, algo mais específico da forma e rítmica de tocar caján (que não lembra bateria) .

1-

IH

D

E

1-:

D

s

s

=~

E

D

dE

DEDEDEDE

-------

-(

s

s

-==

DEDE

24

••

I

'

.

,.

-

A VASSOURINHA NO CAJÓN

Exemplo 1 com vassourinha

I:

Exemplo 2 com vassourinha

1:0

J

Exemplo 3 com vassourinha

Exemplo 4 com vassourinha

J

 

J

J

 

J

J

J

J

J

J

J

Exemplo 5 com vassourinha - repare que algumas notas da vassourinha estão na parte inferior da pauta (sexta e sétima nota) para executar com mais facilidade esta levada. O grave deverá ser tocado com a vassourinha específica (que possui um pirulito) e, quando é golpeado o grave com a vassourinha, além de tocar o pirulito de grave, as cerdas de aço da vassourinha também golpeiam o cajón na parte grave mant~ndo a condução .

25

.1

-

.

i.

'.

•••

i.

!e

'.

l:

'

-- -

Exemplo 6 com vassourinha - alguns graves estão sendo tocados com a vassourinha

I

H

g_J -d==8= J ~=~_J_

,

Exemplo 7 com vassourinha

J

.;

]

Exemplo 8 com vassourinha

J

J

J"

]

J

 

J

J

Outra forma de executar a mesma idéia ritmica do eKemplo. 8 é tocar alguns graves com a

vassourinha (+) .

J

l3l==

J

d

iOd " J

=d_ J

_

26

'

-

Rebote da vassourinha

Para a execução da proposta ritmica abaixo, a décima nota devera ser tocada

utilizando a técnica de rebote com a vassourinha. Já para a execução da última nota, deverá

~scorregar (raspar) ~ vassourinha na pele do ',ajón no sentido de cima para baixo no valor da colcheia. Repare que a décima segunda nota é o agudo com a vassourinha {acentuação} .