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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ

CURSO DE ENGENHARIA DE TELECOMUNICAÇÕES

DISCIPLINA: SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO II

PROFESSOR DR. FRANCISCO JOSÉ

REDES CONVERGENTES

VALDINEI CARLOS OLIVEIRA

FORTALEZA

2017
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Sumário

Sumário 2

Introdução 3

Desenvolvimento 5
A Infraestrutura 5
Redes Cabeadas 7
Redes Wireless 7
Tecnologias em alta no cenário de redes convergentes 8
➢ Voz sobre IP - Voice over IP (VoIP): 8
➢ Sistema Radiocomunicação Digital Troncalizado: 10
➢ Streaming de vídeo: 11
➢ Demais tipos de dados: 13
Marco Civil - Princípio da Neutralidade da Rede 14
Gerenciamento Facilitado versus Segurança 15

Conclusão 16

Referências 17
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Introdução

Antigamente a rede de voz usava uma tecnologia (analógica), a rede de dados


outra tecnologia (digital) e a rede de imagem por sua vez usava uma terceira (também
analógica). Assim, a empresa tinha três tipos fundamentais de rede e suas variantes.
Demandando uma imensa quantidade de fios para todo lado.

A convergência de múltiplas mídias, especialmente voz e dados é, sem dúvidas,


um dos assuntos mais abordados na atualidade pelas empresas ligadas aos segmentos
de redes de computadores e de sistemas de telecomunicações.

As redes convergentes vieram justamente para unir imagens, voz e dados em uma
única rede digital, que atua de forma integrada.

Dessa forma, o ambiente pode ser gerenciado com maior facilidade, oferecendo
maior controle sobre as atividades nos canais de comunicação e redução dos custos,
além de permitir a criação de políticas de utilização dos recursos disponibilizados pela
organização, garantindo o monitoramento e a qualidade das atividades.

No entanto, a utilização de soluções para redes convergentes vai além do


ambiente organizacional. O sistema interligado não atende apenas ao ambiente interno,
podendo ser ampliado para a comunicação com fornecedores, parceiros comerciais e
outros ​stakeholders​ da empresa.

Em sistemas obsoletos, a equipe de TI fica com a responsabilidade de gerenciar as


redes de telefonia e internet de forma separada, tornando essa tarefa mais complexa e
lenta, muitas vezes com dificuldades de interação e troca de informações entre o pessoal
de telefonia, acostumando à sistemas analógicos e o pessoal de TI, que vivem com
sistemas baseados em tecnologias digitais. Com as redes convergentes, isso não
acontece, já que pessoas de diferentes departamentos e unidades da companhia
conseguem trocar informações e desenvolver projetos com total sinergia por meio de uma
única plataforma.

A origem das redes convergentes veio diante o crescimento do tráfego de dados de


áudios e vídeos que supostamente apareceram pela internet no mundo inteiro.
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Uma vez que a Internet (e a tecnologia IP por decorrência) foi originalmente


designada para o transporte de tráfego de dados, a súbita prestação de serviços de VoIP
veio a alterar substancialmente este paradigma, propiciando o que se convencionou
chamar de Redes Convergentes. Então, esta nova tecnologia vem agora proporcionar o
surgimento de redes, apoiadas no IP, capazes de permitir o tráfego de dados e
informações de tempo real (voz e vídeo), tendo-se constituído assim um mecanismo para
o transporte de informação multimídia.

Alguns exemplos de Redes Convergentes:

Youtube - vídeos em tempo real;

Skype - Telefonia IP e Teleconferências;

Radio por internet - Sistema Radiocomunicação Digital Troncalizado;

TV por internet - Netflix;

Educação a distância - o famoso EAD; e

Jogos Multiplayer.

Em Redes Convergentes surgiram novas classificações, como por exemplo:


Aplicações Elásticas e Aplicações Inelásticas.

– Aplicação Elástica: São as tradicionais onde as requisições são completamente


transferidas e somente depois serão reproduzidas. Exemplos: Uma página da WEB,
Correio Eletrônico, Transferência de Arquivos, etc.

– Aplicação Inelástica: Trabalhando com multimídia são reproduzidas antes das


requisições serem completamente transferidas. Alguns exemplos são: Rádio na WEB,
Videoconferência ou Voz sobre IP, TeamSpeak e etc, Streaming de vídeos e TV sobre
IP.

Então com o rápido crescimento das corporações, vem se tornando cada vez mais
necessário a implementação de uma infraestrutura convergente, visto que, essa
implementação pode gerar grandes benefícios. Com as novas redes, torna-se possível
otimizar a disponibilidade, confiabilidade e autenticidade no sistema, permitindo o
compartilhamento da operação, a administração e a manutenção de equipamentos.
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Nas novas redes, os dados, a voz e as aplicações multimídia convergem para uma
plataforma de transporte comum, hoje o IPv4, permitindo que os serviços sejam entregues
aos usuários de forma simples, ou seja, através de uma única rede e de um único acesso,
os usuários poderão ter serviços de voz, dados e imagem como telefonia IP, IPTV (TV via
IP), VoipCel, vídeo sob demanda, além de uma gama de novos serviços de interatividade.

No decorrer deste trabalho, conheceremos um pouco mais sobre a infraestrutura


necessária para suportar as redes convergentes e suas principais tecnologias nos dias
atuais.

Desenvolvimento

A Infraestrutura

Mas será que o protocolo IP atual, o IPv4, é o mais adequado para


transportar todos os protocolos requisitados conforme o diagrama da figura 1, abaixo?

Figura 1: Diagrama lógico de uma rede convergente.

Fonte: https://ic.tweakimg.net/ext/i/1157894805.jpg

Aí começam a surgir os primeiros problemas: Em resposta a pergunta inicial,


tecnicamente a resposta seria não. O IP que utilizamos atualmente (IPv4) não é o mais
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adequado para trafegar voz porque não apresenta mecanismos que permitam o controle
de QoS (Qualidade de Serviço), garantido em todos os nós da rede.

Mas isso não significa dizer que não seja possível trafegar voz sobre IP. Este tipo
de problema é resolvido com a nova versão de IP (IPv6), que implementa soluções para
QoS e controle de fluxo, bem como através de outros protocolos de controle que possam
garantir essa qualidade necessária.

Outro fator, é o esgotamento atual de endereços IPv4, que possuem 32 bits,


proporcionam apenas 4 Bilhões (2​32 possíveis) de endereços, dos quais apenas 50% são
úteis ( ). O que o torna insuficiente para atender a demanda de endereços necessária aos
equipamentos da rede convergente, principalmente os telefones VoIP, que necessitam de
endereços globais exclusivos para atender ao requisito de comunicação fim a fim.
(TANENBAUM, 2011).

Em contrapartida, o IPv6 com seus endereços de 128 bits (2​128 possíveis),


proporcionam mais de 340 (Undecilhões de endereços), que apesar de ter mais bits de
endereçamento, tem menos campos no cabeçalho do que o IPv4, além disso possui um
tamanho fixo para o pacote, assim o processamento é mais rápido, ou seja, neste
contexto de IPv6, a limitação de endereços, o gargalo de aplicações de vídeo, bem como
a prioridade de tipo de tráfego, não será mais um problema. Veja na na figura 2.

Figura 2: O pacote IPv4 atual e o novo Pacote IPv6, este possui maior capacidade e é mais simples.

Fonte: https://www.gta.ufrj.br/ensino/eel879/trabalhos_vf_2009_2/priscilla/images/cabecalho.jpg
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Redes Cabeadas

A rede cabeada é uma alternativa confiável e muito indicada para quem precisa de
uma conexão estável e não se importa em estar preso a um cabo ethernet. Essa conexão
é mais segura contra invasões e é capaz de entregar uma velocidade mais elevada.
As redes de internet cabeadas também sofrem menos interferência. Por isso, esse
é o tipo de conexão indicada para empresas que dependem fortemente da conexão à
internet para o desenvolvimento do negócio e necessitam de velocidades mais elevadas
de download e upload.
Um problema é não poder utilizar dispositivos móveis, como tablets e celulares, e a
necessidade de estar sempre preso a um ponto de acesso. Abaixo alguns exemplos de
redes cabeadas mais utilizadas atualmente:

➢ Fibra óptica - ​transmite informação a longas distâncias através de sinais


luminosos, ao invés de sinais elétricos, utilizando o fenômeno da reflexão total. Por isso a
fibra óptica é capaz de conduzir a luz por longas distâncias com uma baixa perda em dB
por km, além de ser totalmente imune a interferências eletromagnéticas.
As fibras ópticas são classificadas em monomodo ou multimodo, dependendo do
diâmetro do seu núcleo e da dispersão da luz. As fibras monomodo possuem um núcleo
muito fino com diâmetro entre 7μm e 10μm, já as fibras multimodo têm núcleos mais
espessos (de 62,5μm ou 50μm).

➢ Par trançado - ​Existem cabos classificados da categoria 1 até 7. ​Os cabos de


par trançados são compostos por 4 pares de fios de cobre que, como o nome sugere, são
trançados entre si. Este sistema cria uma barreira eletromagnética, protegendo as
transmissões de interferências externas, sem a necessidade de usar uma camada de
blindagem. (MORIMOTO, 2008)

Redes Wireless

A tecnologia de conexão sem fio foi uma grande inovação no mercado há mais de
uma década por proporcionar mais liberdade para o acesso à internet. As redes wireless
permitem que você use a internet nos dispositivos móveis, como tablets e smartphones, e
também traz a vantagem de não demandar obras para passar fios. Por isso, a conexão
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wireless também é considerada uma opção prática e de baixo custo, pois não é
necessário investir em infraestrutura para distribuir o acesso ao ambiente.
Os pontos fracos da rede Wi-Fi são interferências de sinal e problemas de
velocidade e segurança. A rede wireless é sujeita a fatores que podem atrapalhar a
velocidade da conexão e o alcance do sinal devido à presença de outros dispositivos
eletrônicos, e também é afetada por paredes e andares. Desse modo, a velocidade de
internet contratada dificilmente será atingida. Seguem abaixo alguns exemplos de
tecnologias sem fios utilizadas nas redes convergentes:

LTE - 4G;

HSPA - 3G;

802.11 - WI-FI; e

802.16 - WIMAX.

Tecnologias em alta no cenário de redes convergentes

Neste cenário de redes convergentes, algumas tecnologias se destacam como


principais motivadores deste paradigma. São elas:

➢ Voz sobre IP - ​Voice over IP ​(VoIP):

É uma tecnologia que permite que você através de um computador, smartphone ou


até por um aparelho de telefone comum receber e/ou faça ligações nacionais ou
internacionais por meio de um rede de comutação por pacotes, por exemplo, uma Rede
IP.
O crescimento de soluções de comunicação de voz por meio da tecnologia ​Voice
Over IP (​VoIP​), busca oferecer uma solução integrada e de baixo custo, que possa
substituir com vantagens a telefonia convencional.
Os serviços VoIP utilizam telefones apropriados para as redes IP, e que são muito
diferentes, em complexidade, dos telefones analógicos convencionais, por serem digitais
e possuírem recursos semelhantes àqueles encontrados nos computadores.
Normalmente utilizam-se os seguintes tipos de telefones IP:
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Computador: o próprio computador pode ser usado como telefone IP, desde que
tenha uma placa de som, um microfone, alto falantes ou fones de ouvidos, e um programa
do tipo ​softphone​, que possui todos os recursos para funcionar como um telefone IP.
Adaptador para Telefone Analógico (ATA): é um dispositivo que funciona como um
conversor de telefone IP para um telefone analógico convencional. O ATA é conectado a
um acesso de banda larga (rede IP) e a um telefone analógico convencional, que pode
ser usado normalmente para fazer e receber ligações do serviço VoIP contratado.
Telefone IP: é um telefone que possui todos os recursos necessários para um
serviço VoIP. Para ser usado é necessário apenas conectá-lo a um acesso de banda
larga (rede IP) para fazer e receber ligações do serviço VoIP.

Figura 3: Rede de voz sob protocolo IP, integrado à uma estrutura de rede única

Fonte: http://www.tecnicontrol.pt/multimedia/images/comunica%c3%a7%c3%b5es/voip%20system.png

São várias as vantagens da tecnologia. Além de baratearem o custo das ligações


telefônicas, o VoIP ainda permite que várias chamadas ocupam o mesmo espaço que é
preenchido somente por um na telefonia tradicional. Na rede convencional, 10 minutos de
ligação consumiam 10 minutos de transmissão a uma taxa de 128 Kbp/s, enquanto com
VoIP a mesma ligação pode ocupar somente 3,5 minutos do tempo de transmissão a 64
kbp/s, deixando o restante livre para outras chamadas.
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Porém, há também algumas desvantagens do método, como a dependência de


Internet, fora que, a qualidade da chamada irá depender da conexão.

➢ Sistema Radiocomunicação Digital Troncalizado:

O Sistema Rádio Troncalizado, também chamado ​Trunking surgiu com a


necessidade de melhor se aproveitar o espectro. A quantidade de redes rádio
necessárias para a coordenação de serviços vitais para sociedade havia aumentado
consideravelmente, consumindo toda a faixa de frequências para o sistema rádio.
Assim, houve a necessidade em se criar um sistema rádio que permitisse as
comunicações entre todos esses entes trazendo expressivo aproveitamento do espectro.
O Sistema Rádio Troncalizado é um sistema cuja proposta de funcionamento é
semelhante ao de uma central telefônica, isto é, por troncos. Ele realiza o gerenciamento
eficiente dos canais de comunicações de forma que não existe a possibilidade de se
visualizar, em seu uso, canais com muito e pouco tráfego (Figura 4).

Figura 4: Comparação sistema radiocomunicação convencional e SRDT - Rede Tetra

Fonte: http://www.tecnicontrol.pt/multimedia/images/comunica%c3%a7%c3%b5es/voip%20system.png

A escolha do canal e conseqüentemente, da freqüência é realizada de forma


pseudo-aleatória pelo sistema, sem qualquer interferência do usuário. Assim a maioria
dos usuários não tem idéia de qual freqüencia está utilizando.
É uma espécie de sistema celular. Diferentemente dos sistemas celulares
tradicionais, onde há grande quantidade de Estações Rádio Base (ERBs), cada qual com
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limitada área de cobertura, o Sistema Rádio Troncalizado (SRDT) se utiliza de poucas


ERBs que possuem, cada uma, uma macrocélula que pode variar de 6 a 40 Km de raio de
cobertura (Figura 5).

Figura 5: Diagrama de uma Rede SRDT - Rede Tetra

Fonte: http://docplayer.com.br/docs-images/26/7559224/images/28-0.png

O que se costuma chamar de rede rádio, para esse sistema é denominado de


grupo. Cada rádio possui seus Identification Numbers, ou como se costuma chamar, seus
números ID. Um número identifica o próprio rádio e o outro, o grupo a que pertence. São
esses códigos lógicos que formam as redes rádio e permitem chamadas individualizadas
entre os equipamentos. O número ID também permite a todos os equipamentos
chamados que identifiquem o seu chamador.
As principais técnicas de acesso ao meio utilizadas pelo SRDT são o Acesso
Múltiplo por Divisão de Freqüência (FDMA), o Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo
(TDMA) e, mais recentemente, existem equipamentos que utilizam o Acesso Múltiplo por
Divisão de Código (CDMA).

➢ ​Streaming de vídeo​:

O conteúdo de vídeo foi o responsável por 64% de todo o tráfego de internet do


mundo em 2014 e estamos para observar uma explosão no consumo ao longo dos
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próximos 4 anos. De acordo com um novo relatório da Cisco, em 2019, o ​vídeo online
será responsável por quatro quintos do tráfego mundial de Internet​. As estatísticas
para os EUA são ainda mais impressionantes, chegando a 85%.

O ​Streaming permite que os usuários tenham acesso aos seus conteúdos com
muito mais velocidade. Por serem transmitidos em “buffering” — ou seja, transferências
de pré-carregamento — e por meio de blocos de dados, os materiais podem ser
assistidos antes que um download completo seja realizado.

Por essa razão, o streaming é bem diferente do que vemos nos downloads
tradicionais de conteúdos — seja em transferências P2P, FTP ou por torrent. Em uma
rápida análise do próprio termo é possível entender melhor o funcionamento do sistema.

“Stream” significa “corrente” (de água, no caso). O “streaming” vem daí: funciona
como uma corrente de um rio que leva a água (dados) do servidor (nascente) até o
equipamento do cliente (foz) sem interrupções.

Streaming é todo conteúdo multimídia que se pode ver ou ouvir sem ter que baixar
tudo de uma só vez, podendo fazer o carregamento dos arquivos ao mesmo tempo em
que já se está assistindo. Vide a Figura 6.

Figura 6: Estrutura de uma rede IPTV - streaming de vídeo, integrada a uma rede IP

Fonte:
https://www.researchgate.net/profile/Bernd_Wolfinger/publication/264894205/figure/fig12/AS:272668565962
780@1442020660503/Figure-2-Main-components-of-a-VANET-based-IPTV-system.png
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➢ Demais tipos de dados:

No início da internet, nos anos 70 até os anos 80, a Arpanet e logo após a Internet
eram apenas voltadas para troca de informações entre acadêmicos e cientistas das
universidades americanas. Esse paradigma mudou com a explosão das redes nos anos
80, mas ainda prevalecia que as redes de comutação por pacotes transportavam apenas
dados. (KUROSE, 2013)

A partir dos anos 90, com o surgimento da World Wide Web, é que a internet se
chegou aos lares e empresas de milhões de pessoas e ao final da década já oferecia
conteúdo multimídia (Jogos, pequenos vídeo, páginas com áudios). (KUROSE, 2013)

No início do século XXI, a internet, na qual originalmente só trafegava dados,


passou a ser a convergência dos diversos tipos de tráfego, voz, vídeo, pois através do IP
era possível transportar qualquer protocolo das camadas superiores. Observou-se
também que uma rede centralizada, transportando os diversos tipos de tráfego já citados
anteriormente seria muito mais econômicos para as empresas e grandes provedores.

Assim na primeira década do século XXI, cunhou-se o termo “Convergência”, que


nada mais é que, um termo que de uma maneira geral, é utilizado para designar a
tendência de utilização de uma única infraestrutura de tecnologia para prover serviços
que, anteriormente, requeriam equipamentos, canais de comunicação, protocolos e
padrões independentes.

A popularização da internet e a necessidade de garantir a interoperabilidade de


redes distintas acabou por tornar o seu protocolo (IP - internet protocol) como o padrão a
ser adotado por todas as redes de dados, criando o que estamos chamando de
convergência para o mundo IP.

Assim como as mais diversas indústrias, a da telefonia também não ficou


indiferente a esta mudança​. ​Ampliando o conceito de convergência em telecomunicações
podemos incluir a videoconferência.

Alguns fatos que contribuíram para esta convergência:

● Disseminação de redes IP;


● Desregulamentação das telecomunicações;
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● Digitalização da telefonia;
● Popularização da telefonia móvel; e
● Aumento de produção de conteúdo de mídia.

Figura 6: Convergência dos vários tipos de serviço sob uma rede IP

Fonte: Kurose, James F.; Ross, Keith W. Redes de computadores e a Internet, pag 63.

Marco Civil - Princípio da Neutralidade da Rede

Em um cenário de rede convergente na qual a Rede é única para todo e qualquer


tipo de tráfego, faz-se necessário evitar que as operadoras venham a cobrar por tipos de
tráfego distintos na rede. Diante dessa possível discriminação, surgiu no Brasil o ​Marco
Civil da Internet​, que regulamenta o uso de internet no Brasil e que traz um princípio
fundamental no cenário atual: o de Neutralidade da Rede.
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O conceito define o tratamento da navegação dos usuários na internet pelas


operadoras de telecomunicações. A neutralidade é o princípio que determina que todos
sejam tratados com igualdade, sem que haja benefício para uns e não para outros na
hora de navegar ou que haja limitação para clientes específicos.
Isso significa que com uma internet neutra, as operadoras de telecomunicações
não podem fazer distinção de tráfego com base em interesses comerciais, nem privilegiar
a transferência de determinados pacotes de dados (aquilo que enviamos ou recebemos
quando estamos navegando) em detrimento de outros.
O princípio da neutralidade diz simplesmente que a rede deve ser igual para todos,
sem diferença quanto ao seu uso. Em uma analogia com a energia elétrica, que também
é prestada através de uma rede, não se faz diferença entre o uso de uma geladeira, um
microondas e um televisor. A rede não aceita um aparelho e rejeita outro, ou seja, não faz
discriminação de uso. O mesmo deve valer para a internet.

Gerenciamento Facilitado versus Segurança

O uso de redes convergentes facilitou a administração e enxugou os custos de


implantação e manutenção com a infraestrutura das redes, contudo, como tudo agora
integra o mundo IP, estas redes se tornam vulneráveis aos mais diversos tipos de
ataques, seja os de força bruta (programa para descobrir senha por meio de tentativa e
erro), Sql Injection (Inserção de dados não previstos em bancos de dados) ou DDNS
(Ataque distribuído de negação de serviço), dentre outros.
Com isso, gestões de segurança de redes mais intensivas se fazem necessárias
para fazer frente a estas ameaças.
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Conclusão

A Internet hoje desempenha um papel no cotidiano das pessoas que não havia

sido dimensionado quando a mesma foi implantada lá pelos idos dos anos 80. Desde

então, ela tem crescido cada vez mais e se tornou principal fornecedora de praticamente

todos os serviços e conteúdo multimídia que é consumido pelas pessoas.

E as redes convergentes tem sido o pilar que mantêm estes serviços funcionando

conforme as exigências de banda e velocidade cobrado pelas pessoas, assim, novas

tecnologias surgem a cada dia, exigindo mais das redes e de seus administradores. E

essa convergência também ocorre no meio físico: Fibras ópticas, cabos UTP, WI-FI,

WIMAX, TDM, FDM, H.323 e G711 trabalham em conjunto transportando qualquer tipo de

tráfego para oferecer o melhor serviço aos cidadãos.


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Referências

Disponível em: <


http://www.canaltelecom.com.br/blog/redes-convergentes-reducao-de-custos-com-qualida
de/ > Acesso em: 02 dez 2017
Disponível em: <
http://www.alctel.com.br/redes-convergentes-conheca-as-principais-vantagens-de-sua-utili
zacao/ > Acesso em: 05 dez 2017
Disponível em: <
http://inforrede.com.br/rede-wireless-vs-rede-cabeada-qual-a-melhor-opcao/ > Acesso em:
05 dez 2017
Disponível em: <
http://labcisco.blogspot.com.br/2014/10/especificacoes-tecnicas-das-fibras.html > Acesso
em: 09 dez 2017
Disponível em: < http://www.teleco.com.br/voip.asp > Acesso em: 10 dez 2017.
Forouzan, Behrouz A. ​Comunicação de Dados e Redes de Computadores​ - 4ª Ed,
AMGH Editora Ltda, 2010.
Kurose, James F.; Ross, Keith W. ​Redes de computadores e a Internet: uma
abordagem top-down​ - 6ª Ed, editora Person - 2013
Marin, Paulo Sérgio. ​Cabeamento Estruturado​ - 3ª Ed, Editora Érica - 2011.
Morimoto, Carlos E. ​Redes, Guia Prático​ - 2ª Ed, Sul Editores - 2008.
Tanenbaum, Andrew S.; Wetherall, David. ​Redes de Computadores​ - 5ª Ed, Editora
Pearson - 2011
Valente, Nelcinei de Freitas; Vaillant, Marcelo do Nascimento. ​O uso do Sistema Rádio
Troncalizado em Operações de Garantia da Lei e da Ordem em Área Urbana sob a
ótica da Guerra Eletrônica - ​Disponível em: <
http://www.ccomgex.eb.mil.br/cige/sent_colina/9_edicao.../Art_Cap_VAILLANT.pdf >
Acesso em: 09 dez 2017.

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