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Ótica - 2017/2018

Ótica

•Mestrado Integrado em Engenharia Física


•Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica

Regente:
Yuri Fonseca Nunes

Propagação

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Propagação

Índice de Tópicos:

Leis da reflexão e da refração

Princípio de Huygens

Princípio de Fermat

Equações de Fresnel

Refletividade e Transmitância

Percurso Ótico

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Princípio de Huygens

“cada ponto de uma frente de ondas primária é uma


fonte de ondas esféricas secundárias que se propagam
com velocidade e frequência semelhante à onda
primária”

As frentes de onda esféricas secundárias sobrepõem-se


e reproduzem a frente de ondas primária que as gerou
• este processo observa-se nas frentes de onda planas antes
do obstáculo
• e no encurvamento das frentes de onda geradas nos limites
do obstáculo, onde diminui a amplitude de onda
A onda invade o espaço após atravessar a
antepara.

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Princípio de Huygens

A teoria das ondas ao contrário da corpuscular


explica a penumbra que parece gerada
nas arestas da antepara

O princípio de Huygens permite a dedução das leis da


reflexão e refração, contudo vai-se usar o princípio de
Fermat para obter essas leis

A onda invade o espaço após


atravessar a antepara.

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Princípio de Fermat

A
“De entre todos os raios luminosos que divergem a
AB = v . tmin
partir dum ponto, o que passa por um outro ponto
dado, é aquele que minimiza o tempo que a luz gasta
no percurso entre os pontos considerados.”

No caso da reflexão, como a velocidade é a mesma antes e


depois da interação com a superfície, o princípio de tempo
mínimo é também um princípio de percurso geométrico
mínimo.

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Leis da reflexão e da refração


As leis da reflexão e refração foram estabelecidas
empiricamente:
Leis da reflexão
1ª lei - os raios incidente e refletido e a normal à superfície, estão no
mesmo plano (plano de incidência)
2ª lei - os ângulos de incidência e reflexão são iguais

Leis da refração
1ª lei - os raios incidente, refratado e a normal à superfície de separação
dos meios, estão no mesmo plano (plano de incidência)
2ª lei - os ângulos de incidência e de refração estão relacionados por:

n 1  sen  1  n 2  sen  2
Esquema da reflexão e refração

(Em que n1 e n2 são os índices de refração dos meios de incidência e


transmissão respetivamente)

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Reflexão e princípio de Fermat

Esquema de aplicação do princípio de Fermat


O tempo de trajeto de A até C é:

d 2  x2 d  2  l  x 2
t AC  t AP  t PC  
c c

minimizando o tempo de trajeto:

t AC 1  x l  x  
0 d``
   
x c  d 2  x2 d  2
 l  x 2
 

O termo entre parêntesis tem de ser


nulo para se verificar a igualdade… sen i  sen r e i   r
Vem assim a 2ª lei da reflexão:

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Reflexão e princípio de Fermat

Desvios do ponto P, para cá ou para lá do plano da figura


levarão a percursos maiores, pelo que o princípio de Fermat
obriga a concluir a perpendicularidade do plano APC à
superfície refletora. A partir do princípio de Fermat obtém-se
também a 1ª lei da reflexão: os raios incidente e refletido e a
normal à superfície, estão no mesmo plano, (plano de
incidência).
d’’
Ao tempo mínimo corresponde o trajeto mínimo por não
haver mudança de meio, concluiu-se assim:
Esquema de aplicação do princípio de Fermat
• a igualdade de i e r
• e a coplanaridade
(1ª e 2ª leis da reflexão)

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Refração e princípio de Fermat

O tempo de trânsito da luz de A para B é dado por :

d  2   b  x 
2
d x
2 2
t AB  t AP  t PB   
v1 v2
Relembrando que n=c/v


1
c 
 n1  d 2  x 2  n2  d  2   b  x 
2
 d’’

pelo princípio de Fermat a distância x deverá ser tal que o Fig. 5 – Esquema de aplicação do princípio de Fermat
tempo entre A e B seja mínimo, ou seja :

t AB
0
x

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Refração e princípio de Fermat

Assim:

 n2   b  x  
 t AB 1  n1  x 0 Verifica-se mais uma vez a 2ª lei da
  
x c  d 2  x2 d  2   b  x 
2  reflexão
 

O termo entre parêntesis tem de ser nulo…


… e pela definição de seno:

n 1  sen  i  n 2  sen  t

… que é a lei de Snell-Descartes

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Princípio de Fermat
O ângulo de incidência correspondente à refração de 90º ,
a partir do qual se extingue o raio refratado, chama-se
Reflexão interna em que n1< n2 ângulo crítico, c
Observa-se refração parcial em que o raio transmitido se Quando o meio 1 é o ar:
afasta da normal

n 2  sen  c  sen 90 º

A relação entre o índice de refração do meio mais denso


e o ângulo crítico é:

1
n2 
sen  c

... este fenómeno é importante em aplicações como,


guias de onda e fibras óticas

Vários casos de reflexão interna

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Leis da reflexão e da refração

Frentes de onda

•A reflexão de ondas planas em superfícies planas gera ondas planas


A materialização aproximada do
•Em outras superfícies que não sejam planas gera frentes de onda de
conceito de raio luminoso é
outras formas concretizada pelo feixe laser

A materialização aproximada do
conceito de frentes de onda é
concretizada pelas configurações
obtidas em tina de ondas

Esquema da reflexão de ondas planas

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Leis da reflexão e da refração UA 3

Refletividade especular e difusa

Em espelhos e superfícies
polidas... a superfície física à
escala da luz (microscópica) é
bem representada pelo plano
matemático (macroscópico)...
Pode obter-se imagem como
num espelho.
Reflexão por espelho e por superfície difusora.

Numa parede texturizada branca


Na reflexão especular verificam-se as leis da reflexão a luz é altamente refletida, mas
não é mantida a memória ou
Na reflexão difusa, as leis da reflexão verificam-se apenas a nível correlação com as direções dos
microscópico. raios antes da incidência. Não
permite a formação de imagem.
A superfície física é irregular e à escala da luz não é representada pelo
plano matemático... Não se pode obter imagem

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Percurso ótico
O conceito de percurso ótico, PO, é consequência do princípio
de Fermat:
O tempo total t, é o que a luz leva de O a I,
atravessando os meios de índices de refração ni,
às velocidade vi
percorrendo em cada meio no tempo ti
e os espaços si

s m si
s s
t, é t  1  2  .....  m 
v1 v2 vm
 vi
i 1

Trajeto da luz atravessando vários meios de


diferente índices de refração.

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Percurso Ótico

PO - Percurso Ótico, é o espaço que a luz percorreria no vácuo, no tempo t, em que vai de O a I através
dos meios envolvidos

1 m m
t   n i  s i  PO   n i  s i  t  c
c i 1 i 1

O princípio de Fermat pode enunciar-se agora, dizendo que a luz no percurso entre dois pontos
descreve o caminho que minimiza o percurso ótico.

Se vários caminhos são possíveis no percurso entre dois pontos então, eles têm o mesmo
percurso ótico e levam no percurso todos o mesmo tempo.

( na última expressão, tempo mínimo equivale a PO mínimo)

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UA 3
Divisão da energia nas interfaces

Reflexão e refração parciais da luz, numa reflexão externa, em


que n2> n1 e o raio transmitido se aproxima da normal, pela
aplicação da lei de Snell
Na superfície de separação entre
dois meios a radiação pode ser
a fração de energia transportada em cada uma das ondas refletida e refletida, refratada ou sofrer
refratada... é determinada pelas equações de Fresnel ambos os processos

Divisão do feixe luminoso na interface ar-líquido

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Equações de Fresnel


Uma onda plana monocromática E i incidente na
superfície de separação de dois meios de índices de
 duas ondas uma refletida E r e
refração ni e nt, origina
i  ki r i t  
outra transmitida E. t Ei  E0i  e
i  kr r r t   r 
Que se escrevem: E r  E0 r  e
i  kt r t t   t 
Na aproximação eletromagnética as condições de E t  E0 t  e
continuidade das componentes tangenciais de E e B sobre a
interface de normal,un , impõem:

un  E i  u n  E r  u n  E t

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un  Ei  un  Er  un  Et

Desta expressão vetorial sobre a interface, no âmbito da abordagem eletromagnética,


deduzem-se :

... as leis da reflexão da refração,


... as equações de Fresnel
... a igualdade das frequências angulares das 3 ondas envolvidas:

i   r  t

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Equações de Maxwell (vácuo)

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Equações de Fresnel

As equações de Fresnel são deduzidas para os dois casos de polarizações


normal e paralela ao plano de incidência independentemente.
... na polarização normal (n) o
campo E é normal ao plano de
incidência

Divisão de onda na interface para polarização normal

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Equações de Fresnel

polarização paralela (par) o


campo E é paralelo ao plano
de incidência

Divisão de onda na interface para


polarização paralela

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Equações de Fresnel

... coeficientes de reflexão em amplitude r e os


coeficientes de transmissão em amplitude t , são
os coeficientes de Fresnel, que são as razões das
amplitudes de onda envolvidas no processo para
as diferentes polarizações

para polarização normal são :

 E0 r  n  cos i  nt  cos t
rnor     i Divisão de onda na interface para polarização normal
 E0 i  nor ni  cos i  nt  cos t
E  2  ni  cos i
t nor   0t  
 E0i  nor ni  cos i  nt  cos t

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Equações de Fresnel

Os coeficientes de reflexão em amplitude rpar e


os coeficientes de transmissão em amplitude
tpar para polarização paralela são :

 E0 r  nt  cos i  ni  cos  t
rpar   
 0i  par ni  cos t  nt  cos i
E
E  2  ni  cos i
t par   0t  
 E0i  par ni  cos  t  nt  cos i

Divisão de onda na interface para polarização paralela

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Equações de Fresnel

As equações de Fresnel podem ter expressões mais simples fazendo substituições através da lei de
Snell-Descartes ou nos casos de incidência normal. Contudo as apresentadas permitem abordar a
divisão da energia nas interfaces.

 E   E 
rpar   0 r  rn o r   0 r 
 E 0i  par  E 0i  nor
 E   E 
t par   0 t  tnor   0 t 
 E 0i  par  E 0i  nor

estes números podem ser positivos, negativos, nulos ou mesmo nalguns casos imaginários...
... dão as razões entre as amplitudes das ondas envolvidas na incidência, na reflexão e na
refração (transmissão)

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Equações de Fresnel ni sen  i  nt sen t

E  n  cos i  nt  cos t
sen  i  t 
rnor   0 r   i rnor  
sen(  i  t )
 E0 i  nor ni  cos i  nt  cos t
 E0 t  2  ni  cos i
t nor     2sen t cos  i
 E0 i  nor ni  cos i  nt  cos t t nor  
sen(  i  t )
 E0 r  nt  cos i  ni  cos  t
rpar    tan  i  t 
 0i  par ni  cos t  nt  cos  i
E rpar  
tan(  i  t )
E  2  ni  cos i
t par   0t  
 E0i  par ni  cos  t  nt  cos i 2sen t cos  i
t par  
sen(  i  t )cos(  i  t )

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Equações de Fresnel

Variações de fase duma onda harmónica numa interface para as reflexões


externa (interface esquerda) e interna (interface direita)

ni sen  i  nt sen t
Propagação duma perturbação do tipo solitão
numa corda que muda de densidade linear

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Equações de Fresnel

Coeficientes de Fresnel para reflexão externa com, ni = 1 e nt = 1,5

... Quando rnor, ou rpar , são negativos E0i e E0r são vetores de direção
oposta…
... ondas incidente e refletida estão em oposição de fase.
... variação de fase na reflexão externa é Djp.
... ondas transmitidas não mudam de fase em relação à incidente.

Pode mostrar-se que rpar= 0,


E  E 
rpar   0r  rnor   0 r  quando i + t = p/2 . O valor de i
 E0i  par  E0i  nor designa-se por ângulo de
polarização p . Para este ângulo a
E  E  luz refletida é polarizada segundo
t par   0t  tnor   0t  a normal ao plano de incidência.
 E0i  par  E0i  nor Coeficientes de Fresnel para reflexão
externa com, ni = 1 e nt = 1,5

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Equações de Fresnel

Coeficientes de Fresnel para reflexão interna com, ni = 1,5 e nt = 1,0


No ângulo crítico cessa toda a transmissão, os
coeficientes de reflexão em amplitude passam a ter
o valor 1.
O ângulo para qual rpar é nulo em ambos os casos,
chama-se ângulo de polarização

para reflexão interna com, ni = 1,5 e nt = 1


rnor é sempre positivo.
para qualquer incidência, E0i e E0r são vetores com a
mesma direção
ondas incidente e refletida estão em fase
variação de fase na reflexão interna é Dj  0
Coeficientes de Fresnel para reflexão interna com,
ni = 1,5 e nt = 1

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Refletância e Transmitância

As medidas de intensidade luminosa não avaliam intensidades instantâneas mas sim médias no
tempo.
Relembremos que a irradiância :
1
I  S  c   0  E 02
2
é a densidade de fluxo radiante em (W/m2)
Se uma onda incide numa área A com ângulo incidência qi
a área da secção do feixe que incide em A, é A.cos qi I i  A  cos  i
I r  A  cos  r
Assim, potências incidente, refletida e transmitida são dadas por:
I t  A  cos  t

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Refletividade e Transmitância UA 3

refletividade: - razão entre potências refletida e incidente

transmitância: - razão entre as potências transmitida e incidente

Quando não há absorção pode


Assim tem-se que: escrever-se:
2
I r  A  cos  r I r  E0 r  R T 1
R      r 2
I i  A  cos  i I i  E0i 
e

I t  A  cos  t  nt  cos  t  2
T     t
I i  A  cos  i  ni  cos  i 

Nestas três últimas expressões omitem-se os índices de polarização nor e par que
afetam R, T, r e t.

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E  n  cos i  nt  cos t
rnor   0 r   i
 E0i  nor ni  cos i  nt  cos t
E  2  ni  cos i
t nor   0t  
 E0i  nor ni  cos i  nt  cos t

E  n  cos i  ni  cos t
rpar   0 r   t
 E0i  par ni  cos  t  nt  cos i
E  2  ni  cos i
t par   0 t  
 E0i  par ni  cos  t  nt  cos i

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2013/2014 Recurso

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1. A constante solar é dada pela irradiância da luz do Sol na superfície da Terra, sendo seu valor cerca 1350 W/m2. Assumindo
que o comprimento de onda médio da radiação solar que chega a superfície da terra é de 700 nm, determine:
a) A amplitude do vetor campo elétrico E da radiação solar. (1,5 Val.)
b) A amplitude do vetor campo magnético B da radiação solar. (1,5 Val.)
c) O número de fotões por segundo, por metro quadrado que atingem a superfície da Terra. (2,0 Val.)

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No modelo simplificado da fibra ótica (cilindro circular em vidro), calcule o ângulo de


incidência θ máximo na face de entrada em função do índice de refração da fibra, para o
qual a luz será guiada dentro da fibra por reflexões totais sucessivas.

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Fibras Óticas

Fibras Óticas

Condução de luz por fibra ótica

A fibra ótica é um dispositivo que aplica o conceito de ângulo crítico ou limite na reflexão
interna. Consiste numa fibra cilíndrica em que a radiação entra pela base e se propaga no
seu interior

Na face de entrada a
lei de Snell-Descartes...
ni  seni  n f  sen f

Esquema de propagação de um feixe laser numa fibra ótica

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Fibras Óticas

Fibras Óticas

O ângulo de incidência à face interna da n=1


fibra, (90°- f), tem de ser maior que o
ângulo crítico...

nf s e n   1s e n 90º
Esquema de propagação de um feixe laser numa fibra ótica
n f  cos  f  1

sen90º  θ f   senθc 
1
nf

Propagação de um feixe laser num guia de ondas.

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Fibras Óticas

Fibras Óticas

n f  cos  f  1 sin 2  i  nf2 sin 2 f

sen 2 i
n f  1  sen 2 n f  sen 2 i  1
2
1 nf  1 
f nf
2

o limite majorante de sen2 i é 1, donde:

2 2 2
nf  sen 2 i  nf 1  1 nf 1  1  nf  2

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Fibras Óticas

Fibras Óticas

Quando as fibras têm bainha, (cladding) com índice de


refração, nc, define-se abertura numérica, AN, como: n

se n  m a x  n 0  A N  N A  n f 2  nc2 nf

nc
se a fibra opera no ar n0=1,000281 …… AN dá o seno do
x
ângulo máximo de incidência com transmissão sem atenuação
Esquematização de fibra
mono-modo
Tab.
AN  NA  n f  nc
2 2
nf nc
1,5 1,489

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UA1_Ótica Aplicada 2017

UA2_Introdução à Ótica

UA3_Campo Eletromagnético e Luz

UA4_Propagação

1º Teste

UA5_Ótica Geométrica

UA6_Interferências

UA7_Difracção

2º Teste

UA4_Propagação_v11 Yuri Nunes – Departamento de Física 64