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Manual de Instruções OBD2 Box

Regras de utilização:

1 – Jamais interligue pinos de cores diferentes. Só devem ser interligados entre sí pinos da mesma cor, ou seja,
amarelo com amarelo, preto com preto e vermelho com vermelho.

2 – Os pinos de cor vermelha (pino número 16) contém a tensão positiva da bateria do veículo, ou seja, 12
volts para veículos leves e 24 volts para linha pesada.

3 – Os pinos de cor preta (4 e 5) contém o pólo negativo da bateria do veículo, ou seja, o aterramento.

4 – Jamais interligue os pinos vermelhos com pinos pretos, pois isso fecharia um curto-circuito.

5 – Jamais interligue pinos amarelos com pinos pretos, pois isso feharia um curto-circuito.

6 – Jamais interligue pinos amarelos com pinos vermelhos, pois isso fecharia um curto-circuito.

7 – Pinos amarelos só devem ser interligados entre pinos amarelos.

8 – Pinos amarelos representam as linhas de comunicação entre o scanner e os módulos do veículo, que podem
estar utilizando os seguintes protocólos: ISO 9141, KWP2000, J1850, PWM, VPW, rede can entre outros
protocólos.

Na figura abaixo temos a pinagem do conector OBD2 e seus respectivos protocólos.


Exemplo de aplicação prática:

Veículo: Vectra Elite 2.4 16v Automático

Esse veículo possui a seguinte pinagem no conector OBD2:

Pino 8 -> Freios ABS

Pino 3 -> Transmissão Automática

Normalmente o scanner não encontra essa pinagem automaticamente. Sendo necessário fazer uma
interligação entre esses pinos para ocorrer a comunicação.

No caso do freio ABS que se encontra no pino 8 do veículo, precisamos ligar esse pino 8 do veículo no pino 7
do scanner conforme a figura abaixo, mantendo as chaves dos pinos 8 e 7 na posição desligada:

Sempre que utilizarmos interconexão entre pinos da OBD2 Box, esses mesmos pinos deverão estar sempre
desligados, ou seja, a chave deverá estar na posição desligar.

O pino 7 do conector do Scanner por padrão é ISO 9141 ou KWP2000. Portanto qualquer módulo que estiver
nesse padrão de protocolo de comunicação, poderá ser interconectado nesse pino.
No caso da transmissão automática presente no pino 3 do conector obd2 do veículo, o procedimento é o
mesmo como mostra a figura abaixo.

O pino 3 do conector OBD2 do veículo é interligado com o pino 7 do scanner que por padrão segue o protocolo
ISO 9141 ou KWP2000.

Dessa forma qualquer pino do veículo que contenha linha de comunicação ISO 9141 ou KWP2000 poderá ser
interconectada com o pino 7 do scanner.

Lembrando que todos os pinos envolvidos na interconexão deverão estar com a chave desligada.

Diagnóstico em rede CAN:

A rede Can é uma rede que interliga os módulos do veículo de forma que eles possam trocar informações entre
sí, assim como é uma rede de computadores como a internet, onde computadores distintos em locais
diferentes podem trocar informações.

A rede CAN normalmente é composta por 2 fios de par trançado para evitar interferências no sinal. No caso
automotivo é possível encontrar em um mesmo veículo mais de uma rede CAN, oque torna o diagnóstico
automotivo um pouco mais complicado, pois parte dos módulos de um veículo podem estar em uma rede CAN
enquanto a outra parte dos módulos podem estar em outra rede CAN.
Nesses casos a OBD2 Box vem a ser um facilitador tanto no caso de o veículo possuir mais de uma rede CAN
ou quando essa rede CAN estiver em pinagens diferentes do padrão.

Por padrão a rede CAN está presente no conector OBD2 nos pinos 6 e 14, sendo o pino 6 (CAN HIGH) e o pino
14 (CAN LOW).

O objetivo da OBD2 Box é trazer para os pinos 6 e 14 do scanner, qualquer outra rede CAN que estiver
disponível no conector de diagnostico OBD2 do veículo , obedecendo a ordem correta do pinos CAN HIGH e
CAN LOW, ou seja, pino 6 sempre será CAN HIGH e pino 14 sempre será CAN LOW.

Trazemos como exemplo um veículo que possui duas rede CAN, uma rede CAN fica nos Pinos 6(CAN HIGH) e
14(CAN LOW) e outra rede CAN fica nos pinos 3(CAN HIGH) e pino 11(CAN LOW). No momento do diagnóstico
com o scanner ele irá somente identificar a rede CAN nos pino 6 e 14, mas a segunda rede CAN nos pinos 3 e
11 não será encontrada. Dessa forma precisamos da OBD2 Box para interconectar a rede CAN dos pinos 3 e 11
até os pinos 6 e 14 desabilitando a rede CAN dos pinos 6 e 14 do veículo, para conseguirmos acessar essa
segunda rede.

Jamais interconecte duas redes CAN simultaneamente ao mesmo tempo nos pinos 6(CAN HIGH) e 14(CAN
LOW) do conector OBD2. Cada rede CAN deve ser interconectada e diagnosticada individualmente.

A figura abaixo mostra a configuração da OBD2 Box para diagnóstico da rede CAN presente nos pinos 3 e 11.
Como pode ser visto, foi feito uma interconexão entre o pino 3 do veículo e o pino 6 do scanner, assim como
tabém foi feito uma interconexão entre o pino 11 do veiculo e pino 14 do scanner.

Também podemos observar que as chaves do pinos envolvidos na interconexão estão todas na posição
desligada, ja as demais chaves estão na posição ligada.

Ao utilizar a OBD2 Box, todos as chaves que envolvem pinos utilizados na interconexão devem estar desligadas,
as demais chaves podem ficar ligadas. Observe a figura abaixo e verá que as chaves dos pinos 3 , 6 , 11 e 14
estão desligadas pois estão participando da interconexão.
Como testar rede CAN:

Toda rede CAN possui uma resistência no inicio e no final da rede chamado de terminadores. O valor dessa
resistência é de 120 ohms. Ao aplicarmos o multímetro na rede CAN no modo ohmímetro( resistencia em
ohms) deveremos ter um valor de 60 ohms pois duas resistências em paralelo no valor de 120 ohms resulta
em 60 ohms, ou seja a resistencia equivalente de duas impedancias de 120 ohms ligadas em paralelo é de 60
ohms. Lembrando que toda medição de resistencia em rede CAN deve ser feito com o circuito desligado.

No caso do conector OBD2 a rede CAN nesse conector esta em aberto, pois somente um dos lados dessa rede
esta conectado a algum módulo dentro do veículo. Dessa forma se medirmos diretamente a impedância da
rede CAN no conector OBD2 do veículo, sem nenhum scanner conectado ao mesmo, deveremos ter a leitura
de aproximadamente 120 ohms, pois estaremos medindo apenas um dos lados do terminador da rede, já que
do lado do conector OBD2 do veículo não existe nenhum terminador. Ao se conectar o scanner no connector
OBD2 é adicionado o terminador de 120 Ohms do proprio scanner que estava faltando para a rede ficar
equilibrada e pronta para funcionar.

A figura abaixo mostra a topologia da rede CAN onde os valores de R são 120 ohms.

OBD2 Box em modo bypass:

A OBD2 Box também poderá ser utilizada em modo bypass, ou seja, como se ela nem estivesse presente e o
scanner estivesse ligado diretamente ao conector OBD2 do veículo.

Veja a figura abaixo onde mostra a OBD2 Box em modo bypass. Nesse caso como pode ser visto, nenhuma
inteconexão foi feita e todos as chaves estão na posição ligada. Desse modo voce pode utilizar o scanner
normalmente como se a OBD2 Box nem estivesse presente.