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ANÁLISE COMPARATIVA DE UMA LIGAÇÃO RÍGIDA

METALICA VIGA/PILAR LAMINADOS, POR MEIO DO MÉTODO


TEÓRICO/PRÁTICO E O MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS

Oliveira, W. A.A ,1 Ferigato,Q. A. E..2


Graduandos, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, Goiás, Brasil
Gayoso, A. J..3
Professor Esp., Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, Goiás, Brasil

1
gargula200@hotmail.com; 2ericferigatto@gmail.com; 3gayosoneto@gmail.com

RESUMO: No crescente ramo da engenharia civil, diferentes métodos construtivos são empregados para atender as necessidades.
Softwares gráficos e de cálculo se tornam cada vez mais essenciais no ramo da engenharia, executando grandes quantidades de
tarefas em segundos. Desta forma, foi feita uma análise comparativa entre a solução via Método dos Elementos Finitos (MEF) e a
solução normativa aplicada para o dimensionamento de uma ligação com chapa de topo e parafusos simétricos entre viga e pilar.
No decorrer dos cálculos e aferições de resultados, foi encontrada pouca divergência entre os dados, sendo posteriormente elaborado
um gráfico com os resultados comparativos, onde foi constatado que há pequenas variações entre os métodos de cálculos, sendo
eles de pequena relevância. Portanto os dois métodos se mostraram eficazes no dimensionamento da ligação.

Palavras-chave: Estrutura Metálica, Montagem, Método dos Elementos Finitos, ligação e Viga-pilar.

Área de Concentração: 01 – Estruturas.

metálicas, são fabricadas peças que se conectam através de


1 INTRODUÇÃO ligações, podendo elas serem rígidas, semirrígidas e
flexíveis. “O tipo de ligação escolhida para a realização da
Segundo José Zamarion Ferreira o concreto depois da vinculação entre os elementos terá grande influência na
água é o produto mais consumido no mundo, devido as fase de montagem. Essa influência pode vir a interferir no
suas características físicas e econômicas (IBRACON, cronograma da obra e no comportamento final da
2009, p.11). Com grande crescimento tecnológico, estrutura” (Revista Pensar Engenharia, 2014, p.3).
otimização de espaços e altas cargas atuantes em estruturas Portanto, deve-se ter uma atenção redobrada nas ligações,
da construção civil, as estruturas em aço tornam-se cada por serem os vínculos de extrema importância. Segundo
dia mais usuais, uma vez que suportam grandes vãos em EBELLING (2006, apud SANTOS, CIRILO E SOUZA,
concepções que buscam cada vez menos interferências 2014, p.3) devido a algumas particularidades, as ligações
estruturais em sua arquitetura.” O aço, para utilizações constituem uma das principais dificuldades a serem
específicas, tem vantagens – para construção industrial, projetadas. Por se tratar de uma região de transferência de
por exemplo,” (IBRACON, 2009, p.11), sendo assim sua esforços entre elementos distintos, com peças de rigidezes
inserção e utilização se tornam indispensáveis nestes tipos diferentes, a comportarem-se o mais próximo possível do
de obras, devido a sua alta resistência e menor área modelo matemático adotado.
transversal quando comparada com estruturas de concreto
armado. As ligações em estruturas metálicas são realizadas
através de chapas, soldas e parafusos. Este trabalho irá
O concreto armado após finalizado comporta-se abordar a análise de uma ligação entre Viga/Pilar com
como um único elemento. Já para o caso de estruturas chapa de topo estendida e parafusos pré-tensionados. Para

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o desenvolvimento dessa ligação, será utilizado um que vai diferir sua utilização é o tipo de esforço que está
modelo com cargas pré-definidas exemplificado no Livro sendo imposta a peça (Figura 1).
“Dimensionamento de elementos estruturais de aço e
misto de aço e concreto”, para posteriormente a mesma Figura 1 – Cisalhamento em parafusos. Fonte: Prof.
ligação ser analisada no software SAP 2000 que realiza sua Jorge Marques, Aula 7.
modelagem matemática por meio de elementos finitos. Em
seguida será feita uma comparação de resultados entre os
dois métodos de dimensionamento.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Com o grande avanço de tecnologias, torna-se


indispensável a utilização de softwares de cálculos para
“Os parafusos de alta resistência normalmente são
dimensionamento de estruturas como um todo, porém não
torna o método empírico descartável. Atualmente as montados com controle de aperto para que seja obtida uma
estruturas metálicas são cada vez mais utilizadas, tensão inicial mínima no corpo do parafuso
vencendo grandes vãos, devido à alta resistência mecânica aproximadamente igual a 70% da força de tração resistente
possibilitar estruturas esbeltas. Tratando-se de projetos nominal do parafuso” (QUEIROZ, “Ligações Em Regiões
metálicos “Vários aspectos diferenciam as estruturas nodais e Fadiga de Estruturas de Aço” cap. 2, p. 19).
metálicas dos outros tipos de estruturas, e entre estes, um
dos mais significativos refere-se às ligações presentes
entre as peças que compõem a estrutura” (VALENCIANI, 2.2 Soldas
1997, p.01). Na bibliografia é constatada a existência de
Segundo QUEIROZ (2012), a solda elétrica consiste
três tipos de ligações em estruturas de modo geral, sendo
elas: flexíveis, semirrígidas e rígidas. basicamente na fusão local conjunta de duas peças a serem
ligadas: o metal base e o eletrodo, através da alta
Considerando a flexibilidade no dimensionamento de
temperatura provocada por arco elétrico. Após resfriada a
ligações o processo de cálculo torna-se totalmente
ligação, o metal da solda age como meio de união entre as
complexo (BARBOSA, 2006, p.21). Estudos apontam que
peças. Existem quatro processos principais utilizados nas
“Onde as barras são rígidas, a consideração de rótula leva
estruturas de aço:
a resultados que não condizem com o comportamento real
da estrutura e, consequentemente, a um dimensionamento  SMAW - Shielded Metal ArcWelding (Arco
inadequado” (BRANCO, 2003, v). Salientamos que, a
Elétrico com Eletrodo Revestido);
rigidez pode ser determinada, na ausência de Norma
Brasileira, conforme o Eurocode 3 Part1-8 ou com base em  SAW - Submerged Arc Welding (Arco Submerso);
resultados experimentais (NBR 8800 ABNT 2008, p.63).  GMAW - Gas Metal ArcWelding (Arco Elétrico

Devido ao grau de complexidade e a divergência do com Proteção Gasosa);


comportamento real da estrutura o presente trabalho irá  FCAW - Flux Cored Arc Welding (Arco Elétrico
tratar apenas de uma ligação rígida com chapa de
com Fluxo no Núcleo).
extremidade e parafusos simétricos a partir do eixo central
da peça. A ligação consiste em um conjunto com diversas
Existem também quatro posições básicas de soldagem:
peças, sendo as principais: chapa de extremidade,
Plana (Figura 2-a), Horizontal (Figura 2-b), Vertical
parafusos pré-tensionados e soldas. Por conter tamanhos e
(Figura 2-c), Sobrecarga (Figura 2-d).
resistências distintas para cada peça da ligação, são
necessárias várias verificações para constatar que a Figura 2 – Posições de Soldagem.
conexão dos elementos resiste aos esforços submetidos. Fonte: Gilson Queiroz (2008)

2.1 Parafusos de alta resistência


Na literatura os estudos referenciam basicamente dois
tipos de parafusos: os normais e os de alta resistência. O

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Com posições variadas para as soldas, surgem tipos 3 METODOLOGIA
diferentes de juntas nas ligações. Com isso, são criadas
classificações para as soldas, representadas na figura Respeitando premissas impostas pela Associação
abaixo: Brasileira de Normas Técnicas, NBR 8800, foi extraído do
livro “Dimensionamento de elementos estruturais de aço e
Filete (Figura 3-a), Penetração Total, (Figura 3-b e 3-c), mistos de aço e concreto” no capítulo de “Ligações entre
Penetração Parcial (Figura 3-d), Soldas em superfícies barras de aço” um exemplo, onde propõe verificar a
curvas (Figura 3-e e 3-f), Soldas de Tampão em Furos ou ligação rígida com chapa de topo, que tem a função de
Rasgos (Figura 3-g). transmitir da viga para o pilar momento fletor, força
cortante e força axial de tração, cujos valores de cálculo
Figura 3 – Tipo de Soldas
são 100kN.m, 290kN e 10kN, respectivamente. Sabe-se
Fonte: Gilson Queiroz (2008)
que o pilar já se encontra submetido a uma força cortante
de cálculo de 50kN (mostrada na figura) e a uma força
axial de compressão solicitante de cálculo de 3.300kN. O
pilar tem perfil soldado com solda de composição (filete
duplo entre mesa e alma) com perna igual a 8mm. A chapa
de topo, os perfis da viga e do pilar e os enrijecedores
possuem aço USI CIVIL 350. “Os parafusos que unem a
chapa de topo à mesa do pilar têm diâmetro de ¾” com
rosca no plano de corte, especificação ASTM A325 e
trabalham por contato. As soldas entre a chapa de topo e
as mesas da viga e entre os enrijecedores transversais e as
mesas do pilar são de penetração total, e as soldas que
ligam a chapa de topo à alma da viga e os enrijecedores à
alma do pilar são de filete, com perna de 6 mm, sempre
com eletrodo E70XX (compatível com o aço USI CIVIL
350).

Figura 5 – Ligação em análise. Fonte:


Dimensionamento de elementos estruturais de aço e mistos
de aço e concreto (2016)

Soldas de filete assim como inúmeros componentes da


engenharia, passam por regulamentações, orientando e
conduzindo seu procedimento e execução. Portanto esse
tipo de solda possui uma pequena limitação quanto a sua
inclinação: “No caso de junta inclinada, não são
permitidos ângulos superiores a 120º e nem inferiores a 60º
entre as faces de fusão” (QUEIROZ, 2008, Cap. 2, p.5).
Segue alguns exemplos, conforme Figura 4.

Figura 4 – Soldas de Filete


Fonte: Gilson Queiroz (2008)

Com base nos dados fornecidos pelo exemplo acima fica


implícito os esforços que os materiais resistem, portanto,
as respectivas resistências de cada peça são extraídas de

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acordo com sua classificação e fabricantes. Então é Figura 6 – Inserção de pontos no espaço, (X,Y,Z). SAP2000
realizada uma série de verificações, tais como: v18

- Tração superior na mesa superior da viga (4.1);

- Compressão na mesa inferior da viga (4.2);

- Cisalhamento na alma da viga (4.3)

- Pressão de contato na chapa de topo e na mesa


do pilar (4.4).

- Flexão na chapa de topo (Item 4.5);

- Força Cortante no painel de alma do pilar (Item


4.6);

- Tração e compressão nos enrijecedores do pilar


(Item 4.7);

- Cisalhamento nos enrijecedores do pilar (Item


4.8);
O programa utilizado realiza analises e
verificações de várias maneiras, optamos por inserir áreas,
Em seguida o exemplo foi modelado, em e especificá-las com propriedades para cada uma. Sendo
elementos finitos, sendo assim analisados e comparados os assim na próxima etapa usamos o comando Poly Area para
dois métodos proposto neste trabalho. preencher áreas entre os pontos, tornando-os agora objetos
em plano tridimensional
O Software utilizado SAP 2000 v18 realiza análise
através do Método dos Elementos Finitos (MEF) sendo Figura 7 – Inserindo as áreas que formarão as
para essa análise necessária a modelagem do elemento em chapas de aço. SAP2000 v18
questão. O presente trabalho tem como premissa uma
ligação rígida viga-pilar com chapa de topo e parafusos
simétricos, que foi inserida no software de acordo com as
especificações do livro “Dimensionamento de elementos
estruturais de aço e mistos de aço e concreto” (Figura 5).

Inicialmente para a modelagem da ligação,


adotamos por iniciar com a inserção de pontos no espaço,
a fim de um resultado tridimensional e completo. Foi
adotado como eixo [0;0;0] o ponto a extrema direita
inferior da ligação apresentada na figura anterior.
Coordenadas da extremidade de cada elemento bem como
o centro dos furos foi inserida, gerando 56 pontos no
espaço.

Para os furos foi feita uma separação com 12


pontos a 30º entre cada, em torno do eixo principal. As
coordenadas foram retiradas do livro. Visto que a presente
modelagem não irá trabalhar com soldas e parafusos, será

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necessária uma vinculação entre a mesa do pilar e a chapa nessa região, diferente da malha por toda a ligação, sempre
de topo, afim de obtermos rigidez na região dos furos com de maneira a obtermos os mesmos pontos horizontal e
o comando Replicate. verticalmente, conectando os elementos. Uma vez refinada
a malha, e realizada em toda a ligação, devemos ter certeza
Figura 08 – Comando Replicate gerando os furos
que os pontos são coincidentes, do contrário a ligação não
na chapa de aço. SAP2000 v18
estará fixa no ponto

Figura 10 – Representação da ligação em malha,


refinada na chapa de topo e mesa do pilar. SAP2000 v18

A partir dos dados do livro inserimos as


especificações de cada elemento de área, junto com uma
cor e uma denominação, dando a cada seção, unicidade.
Todos os dados utilizados aqui foram retirados do livro,
para que a ligação se torne a mais fiel possível. Em seguida iremos “travar” as extremidades do
pilar, adicionando apoios do segundo gênero em ambas as
Figura 9 – Adicionando propriedades dos
extremidades, selecionando todos os nós
elementos. SAP2000 v18
Figura 11 – Travamento das extremidades do pilar.
SAP2000 v18

No presente trabalho a conexão entre a chapa de


topo e a mesa do pilar possui grande importância, uma vez
que são os elementos principais da ligação. Com base
nesta informação, realizamos uma malha mais refinada

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Logo após, damos início à colocação dos esforços, Totalizando nos esforços finais de Tensão:
uma das etapas de extrema importância. Os esforços aqui
Figura 14 – Representação do Gráfico de tensões na
deverão ser pensados analisados e testados, pois
ligação. SAP2000 v18
dependendo da maneira que são dispostos, geram tensões
em lugares indesejados e até mesmo concentrações de
tensões indesejadas. Existem duas maneiras para inserir os
esforços: em área ou em nós. Para os esforços de momento
e força normal foram inseridas as seguintes forças:

 Para cargas em nós temos os seguintes


resultados:
Figura 12 – Forças em Binário (Momento) na estrutura.
SAP2000 v18

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados apresentados no software são


 Para cargas em área, temos os resultados demonstrados através de tensões, diferente dos esforços
a seguir: apresentados no cálculo manual. Sendo assim, as tensões
foram transformadas (localizadas em colchetes) a fim de
Figura 13 – Representação de forças Cisalhantes em área.
obter uma comparação equivalente.
SAP2000 v18
De tal forma que a tensão é obtida por:

Cargas axiais:
𝐹𝑎𝑡𝑢𝑎𝑛𝑡𝑒
𝑇= (𝑐 ⁄𝑒)
[𝑘𝑁/𝑐𝑚²]

Onde:

T = Tensão resultante;

FAtuante = Força axial;

c = Comprimento da chapa do cálculo;

e = Espessura da chapa do cálculo;

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Momentos fletores: Figura 16 – Gráfico da tensão na mesa inferior da viga.
SAP2000 v18
𝜎 = 𝑀⁄𝑊

Onde:

M: Momento Fletor;

W = Módulo Resistente;

σ = Tensão atuante;

4.1 Tração na mesa superior da viga


𝑁𝑡,𝑆𝑑 = 210,1 𝑘𝑁 < 𝑁𝑡,𝑅𝑑 = 682,9 𝑘𝑁

𝑇 = (210⁄1,25 ∗ 20) = 8,404 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²

Figura 15 – Gráfico da tensão na mesa superior da viga.


SAP2000 v18

4.3 Cisalhamento na alma da viga


𝑉𝑆𝑑,𝑣𝑖𝑔𝑎 = 290 𝑘𝑁 < 𝑉𝑅𝑑 = 861 𝑘𝑁

𝑇 = (290⁄48,75 ∗ 0,95) = 6,262 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²

Figura 17 – Gráfico da tensão na alma da viga. SAP2000


v18

4.2 Compressão na mesa inferior da viga


𝑁𝑐,𝑆𝑑 = 200,1 𝑘𝑁 < 𝑁𝑐,𝑅𝑑 = 759,5 𝑘𝑁

𝑇 = (200,1⁄1,25 ∗ 20) = 8,004 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²

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4.4 Pressão de contato na chapa de topo e na mesa Figura 19 – Gráfico da tensão na chapa de topo. SAP2000
do pilar v18
𝐹𝑐,𝑆𝑑 = 290 𝑘𝑁 < 𝐹𝑐,𝑅𝑑 = 320,9 𝑘𝑁

(290/8)
𝑇={ ⁄2,1 ∗ 1,9} = 9,085 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²

Figura 18 – Gráfico da tensão na mesa do pilar.


SAP2000 v18

4.6 Força cortante no painel de alma do pilar (entre


enrijecedores)
VSd,painel = 260,1 kN < VRd,painel = 468,81 kN

(260)
𝑇={ ⁄27,5 ∗ 1,25} = 7,56 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²

Figura 20 – Gráfico da tensão na alma do pilar.


SAP2000 v18

4.5 Flexão na chapa de topo


𝑀𝑆𝑑 = 157,6 𝑘𝑁. 𝑐𝑚 < 𝑀𝑅𝑑 = 226,9 𝑘𝑁. 𝑐𝑚

𝜎 = 157,6⁄22,86 = 6,89 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²

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4.7 Tração e compressão nos enrijecedores do pilar 4.8 Cisalhamento nos enrijecedores do pilar
𝑁𝑐,𝑆𝑑 = 145,1 𝑘𝑁 < 𝑁𝑐,𝑅𝑑 = 1.016 𝑘𝑁 𝐹𝑆𝑑 = 105,1 𝑘𝑁 < 𝐹𝑅𝑑 = 583,3 𝐾𝑛

𝑇={
(145,1)⁄ 𝑇 = {105,1⁄9,375 ∗ 1,25} = 8,97 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²
9,375 ∗ 1,25} = 12,38 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²

Figura 21 – Gráfico da tensão no enrijecedor do pilar. Figura 22 – Gráfico da tensão, Alma, Mesa e Enrijecedores
SAP2000 v18 do pilar. Fonte: SAP2000 v18

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5 CONCLUSÕES QUEIROZ, Gilson; VILELA, Paula Moura Leite. Ligações,
regiões nodais e fadiga de estruturas de aço. Belo
Ao longo dos cálculos e aferições de resultados, nota-se Horizonte, O Lutador, 2012.
pouca divergência entre os dados, com variação máxima QUEIROZ, Gilson. Elementos das estruturas de aço. 2 ed.
de 0,55% e média de 0,13% (ANEXO B). Foi elaborado um Belo Horizonte, 1988.
SANTOS, Carlos Henrique; CIRILO, Rogério Eustáquio;
gráfico de resultados comparativos, onde foi constatado
SOUZA, Ronilson Flávio. Estudo das ligações de
que há pequenas variações entre os métodos de cálculos, montagem em estruturas pré-fabricadas de concreto.
sendo eles de pequena relevância. Portanto os dois Disponível em:
métodos se mostraram eficazes no dimensionamento da <http://revistapensar.com.br/engenharia/pasta_upload/artig
ligação. os/a120.pdf> Acessado em: 13/03/2017.
VALENCIANI, Vitor Cesar. Ligações em estruturas de Aço.
309 p. Dissertação (Mestrado). Escola de Engenharia de São
6 AGRADECIMENTOS Carlos, Universidade de São Paulo, 1997.

Primeiramente agradecemos aos nossos familiares que nos


apoiaram e incentivaram ao longo de nossa jornada
acadêmica. Aos professores que nos capacitaram chegar 8 ANEXOS
até o presente momento com conhecimentos e
discernimento dos conteúdos abordados ao longo do curso A. EXEMPLO RETIRADO DO LIVRO
de Engenharia Civil. Em especial ao nosso orientador “Dimensionamento de elementos estruturais de
Professor Jose Afonso Gayoso e a Professora Tatiana aço e mistos de aço e concreto”
Renata Pereira Jucá que nos guiou e orientou ao longo do
trabalho, com dúvidas e sugestões afim de torna-lo cada Disposições Construtivas:
vez melhor.
Diâmetro do furo: dh = 19 + 3,5 = 22,5mm

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Distância entre furos:3𝑑𝑏 = 3 𝑥 19 = 57𝑚𝑚 < 𝑒𝑓𝑓 =


24 𝑥 19 = 456
ABNT- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA 80𝑚𝑚 < {300 𝑚𝑚
TÉCNICAS. NBR 8800: 2008. Projeto de estruturas de aço
Distância entre furos e mesa da viga:
e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios.
ANDRIGUETTI, L; TAVEIRA, Y. R; GAYOSO, J. A. 30 𝑚𝑚 > 1,35𝑑𝑏 𝑥 19 = 25,65 𝑚𝑚 => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
Dimensionamento de ligação rígida tipo viga-pilar com
chapa de topo por meio de planilha eletrônica. Escola de Distância entre os furos e alma do pilar (pior situação em
Engenharia de Engenharia Civil – PUC GO, 2015. relação à alma da viga):
BARBOSA, Giovana Daltrozo. Influência da flexibilidade das 80 − 12,5
ligações no projeto de estruturas metálicas. Disponível = 33,75 𝑚𝑚 > 1,35𝑑𝑏 = 1,35 ∗ 19
2
em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/12
= 25,65 𝑚𝑚 => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
127/000622695.pdf?sequence=1> Acessado em: 16 de maio
de 2017. Distância dos furos às bordas:
BRANCO, Renato Henrique F. Automação de projetos de
1,25𝑑𝑏 = 1,25 𝑥 19 = 23,75 𝑚𝑚 < 𝑒𝑓𝑏
estruturas planas treliçadas tubulares de aço com estudo
12 𝑥 19 = 228 𝑚𝑚
comparativo entre treliças constituídas por barras com = { 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
ligações rotuladas e rígidas. Disponível em: 150 𝑚𝑚
<http://repositorio.unicamp.br/bitstream
/REPOSIP/257810/1/Branco%2c%20Renato%20Henrique
%20Ferreira.pdf> Acesso em: 13 de março de 2017.
𝑡𝑠 = 12,5 𝑚𝑚
FAKURYT, R. H; CASTRO E SILVA, A.L. R; CALDAS, R. 1 25
𝑡𝑓 = = 12,5 𝑚𝑚
B; Dimensionamento de elementos estruturais de aço e 2 2
200−12,5
mistos de aço e concreto. São Paulo, Person, 2016. ≥ 𝑏𝑠 2
=
IBRACOM. Personalidade Entrevistada. Revista Concreto & = = 7,00 𝑚𝑚
𝐸 20.000
Construções, São Paulo, Ipsis Gráfica e Editora, Ano 37, nº 0,56√𝑓 𝑎 0,56√ 35
{ 𝑦,𝑠
53, Jan. Fev. Mar. 2009.
> 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!

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a. Esforços localizados nas mesas e na alma da d. Cisalhamento na alma da viga
viga 𝑉𝑆𝑑,𝑣𝑖𝑔𝑎 = 290 𝑘𝑁 < 𝑉𝑅𝑑
𝑀𝑆𝑑 𝑁𝑆𝑑 10.000 10 0,6𝐴𝑔𝑣 𝑓𝑦 0,6 𝑥 47,5 𝑥 0,95 𝑥 35
𝑁𝑡,𝑆𝑑 = + = + = 210,1 𝑘𝑁 = = 861,5 𝑘𝑁
ℎ0 2 48,75 2 𝛾𝑎1 1,10
= =
𝑀𝑆𝑑 𝑁𝑆𝑑 10.000 10 0,6𝐴𝑛𝑣 𝑓𝑢 0,6(47,5 − 2 𝑥 2)0,9 𝑥 50
𝑁𝑐,𝑆𝑑 = + = − = 200,1 𝑘𝑁 = = 918,3 𝑘𝑁
ℎ0 2 48,75 2 { 𝛾𝑎2 1,35
𝑉𝑆𝑑,𝑣𝑖𝑔𝑎 = 290 𝑘𝑁 > 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!

e. Cisalhamento, tração e esforços combinados


b. Tração na mesa superior da viga
nos parafusos
𝑁𝑡,𝑆𝑑 = 210,1 𝑘𝑁
𝑁𝑡,𝑅𝑑 8.1.e.1 Cisalhamento nos parafusos
290
𝐴𝑔,𝑠 𝑓𝑦 (20 − 1,25)1,25 𝑥 35 𝐹𝑣,𝑆𝑑 = = 36,25 𝑘𝑁
= = 745,7 𝑘𝑁 8
𝛾𝑎1 1,10
= 0,4𝐴𝑏 𝑓𝑢𝑏
𝐴𝑒,𝑠 𝑓𝑢 [(20 − 1,25) − 2 𝑥 2]1,25 𝑥 50
= = 682,9 𝑘𝑁 𝐹𝑣,𝑅𝑑 = 𝛾
{ 𝛾𝑎2 1,35 𝑎2

=> 𝑁𝑡,𝑅𝑑 = 682,9 𝑘𝑁 2


𝜋 𝑥 𝑑𝑏 𝜋 𝑥 1,92
𝐴𝑏 = = = 2,84 𝑐𝑚2
𝑁𝑡,𝑆𝑑 = 210,1 𝑘𝑁 < 𝑁𝑡,𝑅𝑑 = 682,9 𝑘𝑁 => 𝐴𝑡𝑒𝑛𝑑𝑒! 4 4
𝐹𝑣,𝑆𝑑 = 36,25 𝑘𝑁 < 𝐹𝑣,𝑅𝑑 = 69,42 𝑘𝑁 => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
c. Compressão na mesa inferior da viga
i. Tração nos parafusos
𝑁𝑐,𝑆𝑑 = 200,1 𝑘𝑁
𝑁𝑡,𝑆𝑑 210,1
𝑋𝑄𝐴𝑔 𝑓𝑦 𝐹𝑡,𝑆𝑑 = = = 52,53 𝑘𝑁
𝑁𝑐,𝑅𝑑 = 𝑛𝑡 4
𝛾𝑎1
Φ𝑎 𝐴𝑏𝑒 𝑓𝑢𝑏
a mesa possui travamento longitudinal 𝐹𝑡,𝑅𝑑 =
X=1,0 ( ) 𝛾𝑎2
garantido pela alma da viga
𝑄 = 𝑄𝑠 𝐴𝑏𝑒 = 0,75𝐴𝑏 = 0,75 𝑥 2,84 = 2,13 𝑐𝑚2

𝑏𝑓 0,67 𝑥 2,13 𝑥 82,5


𝑏 ⁄ 200⁄ 𝐹𝑡,𝑅𝑑 = = 87,21 𝑘𝑁
2 2=8 1,35
= =
𝑡 𝑡𝑓 12,5
𝐹𝑡,𝑆𝑑 = 52,53 𝑘𝑁 < 𝐹𝑡,𝑅𝑑 = 87,21 𝑘𝑁 => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
𝑏 𝐸𝑎 𝑘𝑐
( ) = 0,64√ Tração e cisalhamento combinados nos
8.1.e.2
𝑡 𝑙𝑖𝑚 𝑓𝑦 parafusos
2 2
4 4 𝐹𝑡,𝑆𝑑 𝐹𝑣,𝑆𝑑 52,53 2 36,25 2
𝑘𝑐 = = = 0,57 ( ) +( ) =( ) +( ) = 0,64
𝐹𝑡,𝑅𝑑 𝐹𝑣,𝑅𝑑 87,21 59,42
√ℎ⁄𝑡𝑤 √475⁄9,5
< 1,0 => 𝐴𝑡𝑒𝑛𝑑𝑒!
𝑏 20.000 𝑥 0,57
( ) = 0,64√ = 11,55 8.1.e.3Pressão de contato na chapa de topo e na mesa
𝑡 𝑙𝑖𝑚 35
do pilar
𝑏 𝑏 𝐹𝑒,𝑆𝑑 = 36,25 𝑘𝑁
=8<( ) = 11,55 => 𝑄 = 𝑄𝑠 = 1,0
𝑡 𝑡 𝑙𝑖𝑚 1,2𝑙𝑓 𝑡𝑓𝑢
X = 1,0 (a alma restringe a flambagem global da mesa) 𝛾𝑎2
𝐹𝑐,𝑅𝑑 ≤ 𝑙 = 28,75 𝑚𝑚 = 2,88 𝑐𝑚
2,4𝑑𝑏 𝑡𝑓𝑢 𝑓
1,0(20 𝑥 1,25)35
𝑁𝑐,𝑅𝑑 =
1,10
= 759,5 𝑘𝑁 { 𝛾𝑎2

𝑁𝑐,𝑆𝑑 = 200,1 𝑘𝑁 < 𝑁𝑐,𝑅𝑑 = 759,5 𝑘𝑁 = 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!

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1,2 𝑥 2,88 𝑥 1,9 𝑥 50
= 243,2 𝑘𝑁 6,31 𝑥 20.000
1,35 𝜆𝑝 = 1,10√ = 66,05
𝐹𝑐,𝑅𝑑 ≤ => 𝐹𝑐,𝑅𝑑 35
2,4 𝑥 1,9 𝑥 1,9 𝑥 50
= 320,9 𝑘𝑁
{ 1,35 𝑉𝑝𝑙
= 243,2 𝜆 = 20 < 𝜆𝑝 = 66,05 => 𝑉𝑅𝑑 = ; 𝑉 = 0,6𝐴𝑤 𝑓𝑦
𝛾𝑎1 𝑝𝑙
𝐹𝑐,𝑆𝑑 = 36,25 𝑘𝑁 < 𝐹𝑐,𝑅𝑑 = 243,2 𝑘𝑁 => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆! 𝐴𝑤 = 𝑑𝑡𝑤 = 30 𝑥 1,25 = 37,5 𝑐𝑚2
787,5
𝑉𝑝𝑙 = = 715,9 𝑘𝑁
1,10
f. Flexão na chapa de topo
𝑎 = 4 𝑐𝑚 > 𝑏 = 3 𝑐𝑚 => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆! A condição final do painel de alma do pilar deve levar em
conta a influência da força axial. Dessa forma, faz-se:
𝑀𝑆𝑑 = 𝐹𝑡,𝑆𝑑 𝑏 = 52,53 x 3 = 157,6 kN
𝑁𝑆𝑑,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 3.300 3.300
𝑀𝑝𝑙 𝑝𝑡 2 𝑓𝑦 = =
𝑀𝑅𝑑 = = 𝑁𝑝𝑙,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 (𝐴𝑔 𝑓𝑦 ) (2 𝑥 20 𝑥 2,5 + 25 𝑥 1,25)35
𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟
𝛾𝑎1 4𝛾𝑎1
= 0,72
6,0 𝑐𝑚
𝑝=<{ + 𝑁𝑆𝑑,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟
3 + 0,5 𝑥 1,9 = 3,95 𝑐𝑚 Como = 0,72 > 0,40, deve-se ter:
𝑁𝑝𝑙,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟
8,0
< { 2 = 4,0 𝑐𝑚 𝑁𝑆𝑑,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟
3 + 0,5 𝑥 1,9 = 3,95 𝑐𝑚 𝑉𝑆𝑑,𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 ≤ 𝑉𝑅𝑑,𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 (1,4 − ) => 260,1 𝑘𝑁
𝑁𝑝𝑙,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟
p=3,95+3,95=7,9 cm < 715,9(1,4 − 0,72) =
7,9 𝑥 1,92 𝑥 35 468,81 𝑘𝑁 => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
𝑀𝑅𝑑 = = 226,9 𝑘𝑁. 𝑐𝑚
4 𝑥 1,10
h. Tração e compressão nos enrijecedores do
𝑀𝑆𝑑 = 157,6 𝑘𝑁. 𝑐𝑚 < 𝑀𝑅𝑑 = 226,9 𝑘𝑁. 𝑐𝑚 =
pilar
> 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆! b. Tração nos enrijecedores já verificados em
item anterior
g. Força cortante no painel de alma do pilar c. Compressão nos enrijecedores inferiores
(entre os enrijecedores)
𝑀𝑆𝑑,𝑒 𝑀𝑆𝑑,𝑑 𝐴𝑔,𝑠 = 20 𝑥 1, ….
+ + 𝑉𝑆𝑑,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟,𝑠 = 160,1 𝑘𝑁
ℎ0,𝑒 ℎ0,𝑑
𝑉𝑆𝑑,𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 ≥ 1,6 𝑥 203
𝑀𝑆𝑑,𝑒 𝑀𝑆𝑑,𝑑 𝐼𝑖,𝑠 = = 1.067 𝑐𝑚4 (𝐾𝐿)𝑠 = ℎ = 25 𝑐𝑚
+ + 𝑉𝑆𝑑,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟,𝑖 = 260,1 𝑘𝑁 12
{ ℎ0,𝑒 ℎ0,𝑑
𝜋𝐸𝑎 𝐼𝑖,𝑠 𝜋 2 𝑥 20.000 𝑥 1.067
𝑉𝑆𝑑,𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 260.1 𝑘𝑁 𝑁𝑒𝑖,𝑠 ≅ = = 336.988 𝑘𝑁
(𝐾𝐿)2𝑠 252
ℎ 25
𝜆= = = 20 𝐴𝑔,𝑠 𝑓𝑦𝑠 32 𝑥 35
𝑡𝑤 1,25 𝜆0,𝑠 = √ =√ = 0,06 => 𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 7.1 =
𝑁𝑒𝑖,𝑠 336.988
𝐾𝑣 𝐸𝑎
𝜆 = 1,10√ > 𝑥 = 0,998
𝑓𝑦
𝜒𝐴𝑔,𝑠 𝑓𝑦
𝑁𝑐,𝑆𝑑 = 200,1 𝑘𝑁 < 𝑁𝑐,𝑅𝑑 =
𝑎 48,75 𝛾𝑎1
= = 1,95
ℎ 25 0,998 𝑥 32 𝑥 35
3 = = 1.016 𝑘𝑁 =
1,10
<{ 260 2 260 2 => 𝑘𝑣 > 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
[ ] =[ ] = 169
(ℎ⁄𝑡𝑤 ) 20
5 i. Cisalhamento nos enrijecedores do pilar
=5+ = 6,31 É necessário verificar a capacidade dos enrijecedores de
(𝑎⁄ℎ)2
transferir as forças cortantes para a alma do pilar,
conforme segue:

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210,1 2 2
𝐹𝑆𝑑 = = 105,1 𝑘𝑁 √𝜎𝑤,𝑆𝑑 + 𝜏𝑤,𝑆𝑑 = √8,482 + 7,942 = 11,62 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚²
2
0,6𝐴𝑔𝑣 𝑓𝑦 0,6𝑓𝑦 0,6 𝑥 48,5
< = = 21,56 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚²
𝛾𝑎1 𝛾𝑤2 1,35
𝐹𝑅𝑑 ≤ => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
0,6𝐴𝑛𝑣 𝑓𝑢
{ 𝛾𝑎2 k. Ruptura da alma da viga e da chapa de
2 extremidade na região da solda
𝐴𝑔𝑣 = 1,25 𝑥 25 = 31,25 𝑐𝑚 𝐴𝑛𝑣
2,25𝑛𝑎𝑤 𝑓𝑤,𝑟𝑒𝑠,𝑆𝑑
= 31,25 − 2(1,25 𝑥 2) = 26,25 𝑐𝑚² 𝑡≥ ; 𝑛𝑎 𝑎𝑙𝑚𝑎 𝑑𝑎 𝑣𝑖𝑔𝑎: 𝑛 = 𝑥; 𝑚
𝑚𝑓𝑢
0,6 𝑥 31,25 𝑥 35
= 569,6 𝑘𝑁 =1
1,10
𝐹𝑅𝑑 ≤ => 𝐹𝑅𝑑
0,6 𝑥 25,25 𝑥 50 2
𝑓𝑤,𝑟𝑒𝑠,𝑆𝑑 = √𝜎𝑤,𝑆𝑑 2
+ 𝜏𝑤,𝑆𝑑 = √8,482 + 7,942
= 583,3 𝑘𝑁
{ 1,35
= 583,3 𝑘𝑁 = 11,62 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

𝐹𝑆𝑑 = 105,1 𝑘𝑁 < 𝐹𝑅𝑑 = 583,3 𝐾𝑛 => 𝐴𝑡𝑒𝑛𝑑𝑒! 2,25 𝑥 2 𝑥 0,42 𝑥 11,62
𝑡 = 0,95 𝑐𝑚 > = 0,44 𝑐𝑚 =
1 𝑥 50
j. Solda entre a alma da viga e a chapa de > 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
extremidade Na chapa de extremidade: 𝑛 = 2; 𝑚 = 2

8.1.j.1 Tensões solicitantes na solda 2,25 𝑥 2 𝑥 0,42 𝑥 11,62


𝑡 = 1,90 𝑐𝑚 > = 0,22 𝑐𝑚 =
A força 𝐹𝑦,𝑆𝑑 age no plano do grupo de solda, gerando 2 𝑥 50
apenas tensões cisalhantes. > 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!

2
𝜏𝑤,𝑆𝑑 = √𝜏𝑤,𝑥,𝑆𝑑 2
+ 𝜏𝑤,𝑦,𝑆𝑑 l. Solda de composição do perfil do pilar
i. Tensão de cisalhamento solicitante de cálculo na
𝜏𝑤,𝑥,𝑆𝑑 = 0 𝑘𝑁/𝑐𝑚² solda

𝐹𝑦,𝑆𝑑 𝑀𝑧,𝑆𝑑 𝑦 260,1 1,25


𝜏𝑤,𝑦,𝑆𝑑 = +( ) 𝜏𝑤,𝑆𝑑 = 𝑥 = 7,61 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝐴𝑒𝑤 𝐼𝑧 1,25 𝑥 30 2 𝑥 0,57
ii. Verificação do metal de solda
𝑎𝑤 = 0,70 𝑥 0,6 = 0,42 𝑐𝑚
0,6𝑓𝑤 0,36 𝑥 48,5
𝐴𝑒𝑤 = ∑ 𝑙𝑤𝑖 𝑎𝑤𝑖 = 2 𝑥 43,5 𝑥 0,42 = 36,54 𝑐𝑚2 𝐹𝑦,𝑆𝑑 𝜏𝑤,𝑆𝑑 = 7,61 𝑘𝑁/𝑐𝑚² < 𝜏𝑤,𝑅𝑑 = =
𝛾𝑤2 1,35
= 290 𝑘𝑁 = 21,56 𝑘𝑁/𝑐𝑚² => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
290
𝜏𝑤,𝑦,𝑆𝑑 = + 0 = 7,94 𝑘𝑁/𝑐𝑚² m. Ruptura da alma e mesas do pilar na região
36,54 da solda
2,25𝑛𝑎𝑤 𝑓𝑤,𝑟𝑒𝑠,𝑆𝑑
𝜏𝑤,𝑆𝑑 = √02 + 7,94² = 7,94 𝑘𝑁/𝑐𝑚² 𝑡≥
𝑚𝑓𝑢
210,1 (47,5 − 2 − 2) 0,95
𝜎𝑤,𝑆𝑑 = 𝑥 𝑥 Na alma do pilar: 𝑛 = 2; 𝑚 = 1
1,25 𝑥 20 48,75 2 𝑥 0,42
= 8,48 𝑘𝑁/𝑐𝑚² 2 2
𝑓𝑤,𝑟𝑒𝑠,𝑆𝑑 = √𝜎𝑤,𝑆𝑑 + 𝜏𝑤,𝑆𝑑 = √0 + 7,612
8.1.j.2 Verificação do metal de solda = 7,61 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,6𝑓𝑤 0,6 𝑥 48,5
𝜏𝑤,𝑆𝑑 = 7,94 𝑘𝑁/𝑐𝑚² < 𝜏𝑤,𝑅𝑑 = = 2,25 𝑥 2 𝑥 0,57 𝑥 7,61
𝛾𝑤2 1,35 𝑡 = 1,25 𝑐𝑚 > = 0,39 𝑐𝑚 =
= 21,56 𝑘𝑁/𝑐𝑚² => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆! 1 𝑥 50
> 𝐴𝑡𝑒𝑛𝑑𝑒!
0,6𝑓𝑦 0,6 𝑥 48,5
𝜎𝑤,𝑆𝑑 = 8,48 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚² < 𝜎𝑤,𝑅𝑑 = = Na mesa do pilar: 𝑛 = 2; 𝑚 = 2
𝛾𝑤2 1,35
2
= 21,56 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚 => 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!

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2,25 𝑥 2 𝑥 0,57 𝑥 7,61 B. TABELA COMPARATIVA DE DADOS
𝑡 = 2,5 𝑐𝑚 > = 0,21 𝑐𝑚 =
2 𝑥 50
> 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
MÉTODO
SAP
Esforços Símbolo TRADICIONAL
n. Solda entre enrijecedores com a alma do [kN/cm²]
[kN/cm²]
pilar
iii. Tensão solicitante na solda
Item 4.1 8,45 8,404
2 2
𝜏𝑤,𝑆𝑑 = √𝜏𝑤,𝑥,𝑆𝑑 + 𝜏𝑤,𝑦,𝑆𝑑 ; 𝜏𝑤,𝑥,𝑆𝑑
= 0 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚2 ; 𝜏𝑤,𝑦,𝑆𝑑 Item 4.2 8,004 8,004
𝐹𝑦,𝑆𝑑 𝑀𝑧,𝑆𝑑 𝑥
= +( )
𝐴𝑒𝑤 𝐼𝑧
𝑎𝑤 = 0,707 𝑥 0,6 = 0,42 𝑐𝑚 Item 4.3 6,264 6,262

𝐴𝑒𝑤 = ∑ 𝑙𝑤𝑖 𝑎𝑤𝑖 = 2 𝑥 0,42 𝑥 (25 − 2 𝑥 2)


= 17,64 𝑐𝑚²
𝐹𝑥,𝑆𝑑 = 0 𝑘𝑁 Item 4.4 9,084 9,085

210,1
𝐹𝑦,𝑆𝑑 = = 105,1 𝑘𝑁
2
𝑀𝑧,𝑆𝑑 = 0 𝑘𝑁. 𝑐𝑚 Item 4.5 6,9 6,89
105,1
𝜏𝑤,𝑦,𝑆𝑑 = + 0 = 5,96 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚2 ; 𝜏𝑤,𝑆𝑑
17,64 Item 4.6 7,56 7,56
= √02 + 5,962 = 5,96 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚2
iv. Verificação do metal de solda
0,6𝑓𝑤 0,6 𝑥 48,5 C. GRÁFICO COMPARATIVO DE DADOS
𝜏𝑤,𝑆𝑑 = 5,96 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚2 < 𝜏𝑤,𝑅𝑑 = =
𝛾𝑤2 1,35
= 21,56 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚2 => 𝐴𝑡𝑒𝑛𝑑𝑒! SAP VS MÉTODO
o. Ruptura dos enrijecedores com a alma do TRADICIONAL
pilar na região da solda 10
2,25𝑛𝑎𝑤 𝑓𝑤,𝑟𝑒𝑠,𝑆𝑑 8
𝑡≥
𝑚𝑓𝑢
kN/cm²

6
No enrijecedor: 𝑛 = 2; 𝑚 = 1 4
SAP
2
2 2 MANUAL
𝑓𝑤,𝑟𝑒𝑠,𝑆𝑑 = √𝜎𝑤,𝑆𝑑 + 𝜏𝑤,𝑆𝑑 = √0 + 5,96² 0
Item Item Item Item Item Item
= 5,96 𝑘𝑁⁄𝑐𝑚² 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6
Verificações
𝑎𝑤 = 0,707 𝑥 0,6 = 0,42 𝑐𝑚
2,25 𝑥 2 𝑥 0,42 𝑥 5,96
𝑡 = 1,25 𝑐𝑚 > = 0,23 𝑐𝑚 =
1 𝑥 50
> 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!
Na alma do pilar: 𝑛 = 2; 𝑚 = 2
2,25 𝑥 2 𝑥 0,42 𝑥 5,96
𝑡 = 1,25 𝑐𝑚 > = 0,11 𝑐𝑚 =
2 𝑥 50
> 𝑨𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆!

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