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Engenharia de Segurança do Trabalho

OS AGENTES QUÍMICOS NOS


AMBIENTES DE TRABALHO

José Possebon
Outubro de 2014
Os agentes químicos nos
ambientes de trabalho
 Os agentes químicos de interesse para a higiene
do trabalho são os gases, os vapores e os
aerodispersóides na forma de poeiras, fumos,
névoas, neblinas e de fibras, pois eles se
mantém em suspensão no ar contaminando os
ambientes de trabalho e provocando
desconforto, diminuindo a eficiência e a
produtividade e sobretudo provocando
alterações na saúde dos trabalhadores, podendo
chegar até as doenças profissionais com
incapacitação e morte.
Os agentes químicos nos
ambientes de trabalho

 O risco não é só de doença mas também


de morte no caso das atmosferas
deficientes de oxigênio e ou explosões e
 inflamações de misturas de gases,
vapores e aerodispersóides no ar, por
isso trataremos os agentes químicos sob
os aspectos de Higiene e de Segurança do
Trabalho.
Os agentes químicos nos
ambientes de trabalho
 O que diferencia os agentes químicos dos
agentes físicos é a forma de avaliação,
que para os agentes químicos é
 diferente para cada tipo de família e até de
produto, sendo a parte mais difícil na
tarefa de saneamento dos ambientes
 de trabalho através da Higiene do
Trabalho.



Os agentes químicos nos
ambientes de trabalho
 O reconhecimento dos agentes químicos
é uma etapa muito importante, pois nem
sempre se tem a possibilidade de avaliar
todos os produtos presentes nos
ambientes de trabalho, e quando isto
ocorrer, deve-se utilizar medidas de
controle que dê a garantia de que os
trabalhadores não estarão expostos.
O estado físico dos agentes químicos


 SÓLIDO

 LÍQUIDO

 GASOSO
ESTADO FÍSICO DOS AGENTES QUÍMICOS

ESTADO FORMA CONCENTR OPER. E


FONTES
Geralmente Ind.química
GASOSO GASES grande petroquim.e
(mistura no ar) combustão

Função da Processos
VAPORES T e PV com
solventes
ESTADO FÍSICO DOS AGENTES QUÍMICOS

ESTADO FORMA CONCENTR OPER. E


FONTES

Geração mec. Pulveriza-


LÍQUIDO NÉVOAS D> 0,5  m ções

Geração por Ácidos e


NEBLINAS condensação bases
D< 0,5  m
ESTADO FÍSICO DOS AGENTES QUÍMICOS

Estado Forma Concentr./ Operações


Tamanho Fontes
Natural d>10  m Lixamento
POEIRAS Industr.d(0/100  m) moagem
peneiramento
Gerados por Processo de
SÓLIDO oxidação/cond. E Soldagens e
FUMOS
d<0,5  m fundição

L/D  3 Moagem, fiação


FIBRAS e tecelagem
ESTADO FÍSICO DOS AGENTES QUÍMICOS

Sob o ponto de vista da Higiene do Trabalho


é muito importante a capacidade do agente
de se espalhar na atmosfera, assim sendo
nos interessa os Gases e Vapores e os
Aerodispersóides, que são partículas sólidas
e líquidas de tamanho tão reduzido que são
capazes de ficar em suspensão por longo
tempo.
HIDROCARBONETOS DERIVADOS DE PETRÓLEO

Uma Unidade de Destilação de Petróleo,


recebe o petróleo bruto, separando-o em
várias frações em uma coluna de destilação,
obtendo-se os mais leves no topo e os mais
pesados no fundo da coluna. Em uma
refinaria outros processos químicos são
utilizados para aumentar o teor de
determinados produtos químicos , bem
como para modificar a estrutura das
moléculas obtendo-se novos produtos.
HIDROCARBONETOS DERIVADOS DE PETRÓLEO

HIDROCARBONETOS ALIFÁTICOS
(cadeia aberta)

Parafinas (alcanos)..........CnH2n+2 (Hc saturado)


Olefinas (alcenos).............CnH2n(Hc insaturado,
(1 ou + duplas ligações)
Acetilenos(alcinos)............CnHn (ligação tripla)
HIDROCARBONETOS DERIVADOS DO PETRÓLEO

CORRENTE PRODUTOS Pebul.(°C)

C1 a C4 Gás ---
C5 a C8 Éter de petróleo 20 a 70
C7 Ligroina ou benzina 70 a 100
C6 a C12 Gasolina 85 a 200
C12 a C15 Querosene 200 a 275
C15 a C18 Óleos combustíveis >275
C16 a C24 Óleo lubrificante, graxas,
ceras parafínicas, asfalto e
alcatrão
C20 a C34 Parafinas
PROPRIEDADES ORGANOLÉPTICAS
DE ALGUNS PRODUTOS QUÍMICOS
PRODUTO ODOR CARACTERÍSTICO

ACETALDEÍDO VERDURA, DOCE, FRUTAS


ACETATO DE AMILA FRUTAS, BANANA, PERA
ACETATO DE VINILA PENETRANTE, AZÊDO
ACETONA HORTELÃ, DOCE
ÁCIDO CLORÍDRICO IRRITANTE, PUNGENTE
ACRILATO DE ETILA TERRA, PICANTE, PLÁSTICO
ACRILATO DE METILA PENETRANTE, DOCE, FRUTAS
ACRILONITRILA ALHO, CEBOLA, PUNGENTE
ACROLEÍNA DOCE, QUEIMADO
ARSINA ALHO
BUTILAMINA AMÔNIA, PEIXE
CRESOL CREOSOTO, PICHE, DOCE
CROTONALDEÍDO PUNGENTE, SUFOCANTE
DIMETILAMINA
AMONIACAL, PEIXE
PRODUTOS COM LIMITE DE PERCEPÇÃO AO
ODOR SUPERIOR AO L.T. DA ACGIH

SUBSTÂNCIA DESCRIÇÃO LPO LT STEL


DO ODOR ppm ppm ppm

Acroleína Doce, queimado, penetrante 0,21 0,1 0,3


Amônia Penetrante 46,8 25 35
Dimetilacetamida Amina, queimado oleoso 46,8 10 15
Dimetilformamida Peixe, penetrante 100 10 20
Fosgênio Semelhante ao feno 1 0,1 -
Tolueno -
diisocianato Bandagem medicativa 2,14 0,005 0,02
GASES E VAPORES

CONCEITUAÇÃO
VIAS DE INGRESSO
CLASSIFICAÇÃO

José Possebon
GASES E VAPORES
GÁS
É UMA SUBSTÂNCIA QUE NAS
CONDIÇÕES NORMAIS DE
PRESSÃO E TEMPERATURA
JÁ ESTÁ NO ESTADO GASOSO

Exemplo: Oxigênio, Hidrogênio,


Nitrogênio, Monóxido de
Carbono
GASES E VAPORES
OS GASES NÃO POSSUEM
FORMA DEFINIDA, SE
ESPALHANDO POR TODA A
ATMOSFERA, COMO NO CASO DO
AR, QUE É UMA MISTURA DE
GASES: Nitrogênio-78%,
Oxigênio-21%,
Diox. Carbono e
Gases Nobres-1%
GASES E VAPORES
NA INDÚSTRIA OS GASES
PODEM SER ARMAZENADOS
DE DUAS FORMAS

1) A Pressão Atmosférica
(baixas temperaturas)
2) A Temperatura Ambiente
(alta pressão)
GASES E VAPORES
NA INDÚSTRIA OS GASES
PODEM SER ARMAZENADOS
DE DUAS FORMAS

1) A Pressão Atmosférica.
São armazenados a baixíssimas
temperaturas, em tanques com
isolamento térmico e um
sistema de refrigeração
GASES E VAPORES
NA INDÚSTRIA OS GASES
PODEM SER ARMAZENADOS
DE DUAS FORMAS

2) A temperatura ambiente.
São armazenados em altas
pressões em recipientes
pressurizados e geralmente na
forma de charutos ou esferas.
GASES E VAPORES
VAPORES
VAPOR É O ESTADO GASOSO
DE UMA SUBSTÂNCIA QUE
NAS CONDIÇÕES NORMAIS DE
PRESSÃO E TEMPERTATURA
ESTÁ NO ESTADO LÍQUIDO.
Exemplos: vapores de gasolina,
de álcool, de acetona e de
água.
GASES E VAPORES
VAPORES
A PASSAGEM DE UM LÍQUIDO
PARA A FASE GASOSA,
DEPENDE DE DOIS FATORES:

PRESSÃO DE VAPOR
E TEMPERATURA
GASES E VAPORES

VAPORES
OS LÍQUIDOS QUE POSSUEM
ALTA PRESSÃO DE VAPOR
SÃO MAIS VOLÁTEIS E
QUANTO MAIS ALTA A
TEMPERATURA, MAIS LÍQUIDO
SE VOLATILIZA.
GASES E VAPORES
OS GASES PODEM OCUPAR O
VOLUME TOTAL DO AMBIENTE
EM QUE ESTÃO PODENDO
CHEGAR À CONCENTRAÇÃO
DE 100%.

OS VAPORES TEM SUA


CONCENTRAÇÃO LIMITADA
PELO EQUILÍBRIO ENTRE A
FASE LÍQUIDA E GASOSA.
GASES E VAPORES

A CONCENTRAÇÃO DOS
VAPORES EM UM AMBIENTE
FECHADO É FUNÇÃO DA
PRESSÃO DE VAPOR E DA
TEMPERATURA.
GASES E VAPORES

EM UMA MISTURA DE DOIS


LÍQUIDOS EM UM AMBIENTE
FECHADO, A CONCENTRAÇÃO
DA FASE GASOSA É
DIFERENTE DA FASE LÍQUIDA
.
GASES E VAPORES
EXEMPLO
Em um recipiente fechado a 20°
C, uma mistura de 90% Xileno
e 10% de Benzeno, produzira
uma fase gasosa de
composição:
Benzeno 65%
Xileno 35%
EQUILIBRIO LIQ/VAPOR
GASES E VAPORES
FASE VAPOR
65% Benzeno
35% Xileno

FASE LIQUIDA
90% Xileno
10% Benzeno
VIAS DE INGRESSO DOS
AGENTES QUÍMICOS

1) Respiratória

2) Epicutânea ou dérmica

3) Oral ou Digestiva
VIAS DE INGRESSO DOS
AGENTES QUÍMICOS
1) RESPIRATÓRIA
 Os contaminantes estão
dispersos na atmosfera na forma de
gases, vapores e aerodispersóides.
 O volume de ar inalado é muito
grande(7500 a 15000 litros).
 A área de trocas gasosas é de 90m2
 O LT só leva em consideração a Via
Respiratória.
VIAS DE INGRESSO DOS
AGENTES QUÍMICOS
2) EPICUTÂNEA
A pele possui uma camada
protetora de gordura. No
entanto alguns produtos
químicos atravessam essa
camada e a pele, atingindo a
corrente sangüínea
VIAS DE INGRESSO DOS
AGENTES QUÍMICOS
2) EPICUTÂNEA
Produtos que penetram através
da pele  Anilinas
 Benzeno
 Cloreto de vinila
 Metanol
 Fenol
 Inseticidas
VIAS DE INGRESSO DOS
AGENTES QUÍMICOS
2) EPICUTÂNEA
Os Produtos que penetram
através da pele, exigem um
cuidado especial, pois o Limite
de Tolerância só leva em
consideração a absorção por
via respiratória.
Deve-se portanto evitar a
inalação e o contato do produto
com a pele.
VIAS DE INGRESSO DOS
AGENTES QUÍMICOS
3) DIGESTIVA OU ORAL
ESSA VIA DE ABSORÇÃO OCORRE
POR HÁBITOS NÃO HIGIÊNICOS
COMO:
 Comer, beber e fumar nos
ambientes de trabalho.
 Não lavar as mãos antes de
comer e não tomar banho após o
término do trabalho.
INTOXICAÇÃO AGUDA

Se caracteriza por exposições


de curta duração, absorção
rápida do agente químico,
uma dose única ou várias
doses, em um período não
maior que 24 horas.
INTOXICAÇÃO AGUDA

Se caracteriza por exposições


de curta duração, absorção
rápida do agente químico,
uma dose única ou várias
doses, em um período não
maior que 24 horas.
INTOXICAÇÃO CRÔNICA
Se caracteriza por exposições repetidas
durante períodos longos de tempo, e os
efeitos se manifestam porque:

a) o agente tóxico se acumula no organismo,


porque a quantidade absorvida é maior que a
eliminada, ou

b) os efeitos produzidos pelas exposições


repetidas se somam sem acumulação do
agente tóxico
INTOXICAÇÃO CRÔNICA
Se caracteriza por exposições repetidas
durante períodos longos de tempo, e os
efeitos se manifestam porque:

a) o agente tóxico se acumula no organismo,


porque a quantidade absorvida é maior que a
eliminada, ou

b) os efeitos produzidos pelas exposições


repetidas se somam sem acumulação do
agente tóxico
INTOXICAÇÃO CRÔNICA

É o pior tipo de exposição, pois


geralmente é de difícil detecção
e quando isto acontece,
geralmente os danos ao
organismo atingiram um
estágio de difícil recuperação.
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES

1) Irritantes

2) Anestésicos

3) Asfixiantes
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
1) IRRITANTES
A irritabilidade das vias
respiratórias está ligada
á solubilidade dos gases
e vapores em água, pois
são extremamente
úmidas.
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
1) IRRITANTES
Os gases e vapores muito solúveis
em água atacam preferencialmente
as vias aéreas superiores(nariz e
garganta), enquanto que os pouco
solúveis em água atacarão as vias
aéreas inferiores(bronquíolos e
alvéolos)
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
1) IRRITANTES
MUITO SOLÚVEIS
Ácidos e Bases fortes(ácido
sulfúrico, ácido clorídrico,
amônia e hidróxido de
sódio)
Atacam Nariz e garganta
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES

1) IRRITANTES
(Solubilidade média)
Anidrido sulfuroso, dióxido
de enxofre e cloro
Atacam os brônquios
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
1) IRRITANTES
(Baixa solubilidade)

Ozônio, fosgênio e gases


nitrosos(NO2 e N2O4)

Atacam os pulmões
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
1) IRRITANTES
(ATÍPICOS)
Apesar da baixa
solubilidade, irritam as vias
aéreas superiores
Acroleína, ácido acrílico e
gases lacrimogêneos
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
1) IRRITANTES
(SECUNDÁRIOS)
Além da irritação, possuem
ação tóxica generalizada

Alcoois, Éteres e Gás


Sulfídrico
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
2) Anestésicos
 Primários
 Ação no fígado e rins
 Ação Sist.Form.Sangüín.
 Ação no S.N.C.
 Ação no sangue e
sistema circulatório
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
2) ANESTÉSICOS
(PRIMÁRIOS)
Provocam
preferencialmente efeito
narcótico:
Hidroc.Alifáticos(propileno,
etileno), Ésteres, Aldeídos e
Cetonas.
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
2) ANESTÉSICOS
(De ação no Fígado e Rins)
Hidrocarbonetos
Clorados(Tricloroetileno,
Percloroetileno,
Tetracloreto de Carbono,
Diclorometileno etc.)
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
2) ANESTÉSICOS
(De ação no Sistema Formador
Sangüíneo)
HidrocarbonetosAromáticos:
Benzeno
Tolueno
Xileno
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
2) ANESTÉSICOS
(De ação sobre o sangue e
sistema circulatório)

Nitrobenzeno, Nitrotolueno,
Nitrito de Etila, Toluidina,
Anilina, etc.
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
2) ANESTÉSICOS
(De ação no Sistema
Nervoso Central)

Alcoois metílico e etílico,


Dissulfeto de Carbono e
Ésteres de ácidos
orgânicos.
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES

3) ASFIXIANTES

 SIMPLES
 QUÍMICO
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES

3) ASFIXIANTES SIMPLES
(Deslocam o oxigênio)
Nitrogênio, Hélio,
Dióxido de Carbono
Hidrogênio e Gases Nobres
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES
3) ASFIXIANTES QUÍMICOS
(Interferem com o
mecanismo de trocas
gasosas, impedindo o
aproveitamento do
oxigênio)
CLASSIFICAÇÃO DOS
GASES E VAPORES

3) ASFIXIANTES QUÍMICOS

Monóxido de Carbono
Ácido Cianídrico
Anilinas
MECANISMO DE TROCAS GASOSAS
Nos pulmões:
Hemoglob. + O2 = Oxihemoglobina.
(leva o oxigênio até a célula)
Nas células:
Hemoglob.+ CO2 =Carbohemoglobina
(leva o CO2 até os pulmões)
Nos pulmões:
Hemoglob.+ CO= Carboxihemoglobina
(é estável, não se decompõe, impedindo o
transporte de O2 e CO2
LIMITES DE EXPOSIÇÃO
OCUPACIONAL PARA
AGENTES QUÍMICOS

José Possebon
setembro de 2013
LIMITES DE TOLERÂNCIA – MP
(Média Ponderada)
 LT-MP SÃO VALORES DE
CONCENTRAÇÕES ABAIXO DAS
QUAIS É RAZOAVELMENTE
SEGURO O EXERCÍCIO DAS
ATIVIDADES PELA MAIORIA
DOS TRABALHADORES SEM
RISCO À SAÚDE DURANTE
TODA A VIDA LABORAL
VALOR MÁXIMO

 É A MÁXIMA FLUTUAÇÃO
PERMITIDA DURANTE A JORNADA
DE TRABALHO, SENDO O PRODUTO
DO LIMITE DE TOLERÂNCIA-MP
POR UM FATOR DE DESVIO, QUE É
FUNÇÃO DA ORDEM DE GRANDEZA
DO LT-MP
VALOR MÁXIMO = LT x FD
 LIMITE DE TOL. FATOR DE DESVIO

 0 < LT  1 .................... 3,00


 1 < LT  10................... 2,00
 10 < LT  100...................1,50
 100 < LT  1000..................1,25
 1000 < LT .............................1,10
VALOR MÁXIMO = LT x FD
 EXEMPLO
 o LT p/amônia é de 20 ppm
 logo o seu Valor Máximo será:

 VM = 20 x 1,5

 VM(amônia) = 30 ppm
LIMITE DE TOLERÂNCIA-VALOR TETO

 É UM VALOR QUE NÃO PODE SER


ULTRAPASSADO EM MOMENTO
ALGUM, POR SER UM PRODUTO
DE EFEITO EXTREMAMENTE
RÁPIDO, NESSE CASO NÃO
APLICAMOS O FATOR DE DESVIO,
SENDO O LIMITE DE TOLERÂNCIA
O PRÓPRIO VALOR TETO.
LIMITE DE TOLERÂNCIA-VALOR TETO

EXEMPLOS
ÁCIDO CLORÍDRICO .................4,0 (ppm)
DIÓXIDO DE NITROGÊNIO .......4,0
FORMALDEÍDO ..........................1,6
SULFATO DE DIMETILA ........... 0,08
TOLUENO DI-ISOCIANATO...... 0,016
VALOR DE REFERÊNCIA TECNOLÓGICO

O VRT- Valor de Referência Tecnológico,


adotado para o benzeno, não é um Limite
de Tolerância e sim um valor mínimo de
concentração tecnologicamente possível
para a continuidade operacional, pois o
Benzeno é comprovadamente
cancerígeno para humanos, sendo
perigoso em qualquer concentração,
tendo sido esse valor negociado através
de uma Comissão Tripartite entre
Governo, Trabalhadores e Empregadores.
ADAPTAÇÃO DO LT P/JORNADAS
MAIORES QUE 40 HORAS SEMANAIS
(Fórmula de BRIEF & SCALLA)
 LT(H) = LT(40) x FR
 FR = 40/H x (168-H)/128

– LT = Limite de tolerância-Média Ponderada


– FR = Fator de Redução
– H = Jornada de Trabalho Semanal
– 40/H = Parcela referente ao período de
– exposição
– (168-H)/128 = Parcela referente ao período
– de não exposição
ADAPTAÇÃO DO LT P/JORNADAS
MAIORES QUE 40 HORAS SEMANAIS
(Fórmula de BRIEF & SCALLA)
 LT(H) = LT(40) x FR
 FR = 40/H x (168-H)/128
 FR = 40/48 X 120/128
 FR = 0,78
 Exemplo : Cloreto de Vinila LTACGIH = 200 ppm
 LTNR15 = 200 x 0,78 = 156 ppm

 Hoje LT para Cloreto de Vinila é de 1 ppm pela


ACGIH, que atualiza os LT periodicamente e o
Cloreto de Vinila é cancerígeno.
ADAPTAÇÃO DO LT P/JORNADAS
MAIORES QUE 40 HORAS SEMANAIS
(Fórmula de BRIEF & SCALLA)

 Existem dois critérios: o Legal que é o da NR-15


anexo 11 (156 ppm) e o critério técnico que seria
o mais atual que é de (1ppm) e que realmente
protege melhor o trabalhador.

 Nos levantamentos ambientais deve-se utilizar o


critério técnico para a adoção de medidas de
controle.
Cancerígenos – ACGIH 2007

 A1 – Carcinógeno humano confirmado

 A2 – Carcinógeno humano suspeito

 A3 – Carcinógeno animal confirmado com


relevância desconhecida p/ seres humanos

 A4 – Não classificável como carcinógeno
 humano

 A5 – Não suspeito como carcinógeno humano


Cancerígenos – ACGIH 2013

 A1 – Comprovadamente cancerígeno p/humanos

 Alcatrão de hulha(p)(sol. benzeno),


 4-Aminodifenil(p) , Arsênio, Asbesto,
Benzeno(p), Benzidina(p), Berílio, Cloreto de
vinila,Cromato de zinco, Cromita, Cromo VI, Eter
bisclorometílico, beta Naftilamina, Níquel
(comp.inorg. insol.), Subsulfeto de níquel, Urânio
natural, Talco com asbesto. Poeiras de madeira:
Carvalho e Faia.
Cancerígenos – ACGIH 2007

 A2 – Cancerígeno suspeito p/humanos

 Ácido sulfúrico, benzo(a)antraceno,


benzo(b)fluoranteno, benzo(a)pireno, brometo de
vinila, 1.3 butadieno, cádmio e compostos,
carbureto de silício(fibroso), cloreto de
dimetilcarbamoila (79-44-7), cromatos de (Ca, Pb,
Sr), diazometano, 1,4 dicloro-2-buteno, éter
metílico de clorometila, fibras cerâmicas
refratárias, fluoreto de vinila, formaldeido, 4,4’
metilenobis(2cloroanilina) (MOCA e MBOCA), 4-
nitrodifenila, óxido de etileno, quartzo,
tetracloreto de carbono, triclorometil benzeno,
tricloroetileno, e tríoxido de antimônio. Poeiras
de madeira: bétula, mogno, teca e nogueira
Cancerígenos – IARC 2013

 IARC(International Agency for Research on


Cancer)

 A listagem da IARC tem 1028


substâncias, misturas ou processos de
produção estudados, divididos em 5
grupos
Cancerígenos – IARC 2013

 Grupo 1 - Carcinogênico p/humanos(111)


 Grupo 2A - Provável carcinogênico para
 humanos(66)
 Grupo 2B - Possivelmente carcinogênico
 para humanos(285)
 Grupo 3 - Não classificável como
 carcinogênico para humanos(565)
 Grupo 4 - Provavelmente não carcinogênico
 para humanos(1)
Cancerígenos – IARC 2013

 A ACGIH apresenta cerca de 16


substâncias, misturas ou processos
comprovadamente cancerígeno para
humanos e cerca de 28 suspeitos de
serem, cancerígenos.

 Muitos produtos que pela classificação


ACGIH são considerados suspeitos, na
classificação IARC são comprovadamente
cancerígenos para humanos, como o
formaldeído e o óxido de etileno.
SENSIBILIZANTES
SENSIBILIZANTES
REAÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO.
Uma resposta imunológica a um químico.
O mecanismo de imunização envolve os
seguintes eventos:
a) exposição inicial de uma substância
química ou animal;
b) um período de indução no animal;
c) e a produção de uma nova proteína
chamada de anticorpo.
SENSIBILIZANTES

A ACGIH utilizou como critério para o


estabelecimento dos limites de
tolerâncias os efeitos mais importantes e
a sensibilização foi considerada na
determinação dos LT das seguintes
substâncias
SENSIBILIZANTES
-Ácido pícrico
-Acrilato de etila

-Anidrido ftálico

-Berílio

-Captafol

-2-Cloroacetofenona

-Dietileno triamina

-Dihidrocloreto de piperazina

-Diisocianato de isoforona

-Éter alil glicidílico

-Éter n butil glicidílico


SENSIBILIZANTES
-Etileno diamina
-m e p- fenilenodiamina

-Formaldeído

-Glutaraldeído

-Hexametileno diisocianato(HDI)

-Metileno bis- 4 ciclohexilisocianato

-Resina de fluxo de solda (Pb/Sn)

-Sais solúveis de Platina

-Tetril

-Tolueno 2,4-diisocianato (TDI)


SENSIBILIZANTES

Alguns ramos de indústria utilizam


muitas substâncias que são
sensibilizantes como:

a) borracha;
b) corantes;
c) fotografia.
SENSIBILIZANTES
METAIS:
Níquel
Cromo
Cobalto
Mercúrio

ADITIVOS DE BORRACHA
Mercaptobenzotiazol
Thiuram
Carbamatos
Tiuréias
SENSIBILIZANTES
CORANTES:
Parafenilenodiamina
Produtos p/fotografia colorida
Corantes p/texteis

PLÁSTICOS
Monômero epoxi
Monômero acrílico
Resinas fenólicas
Catalisadores amínicos
SENSIBILIZANTES
BIOCIDAS:
Formaldeído
Kathon CG
Thimerosal

PLANTAS
Toxidendron
Compositae
Prímula obconica
Tulipa, Alstroemeria

ILO-EOHS- 4thedition – 12.4


A EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A
IRRITANTES E SENSIBILIZANTES
OCUPAÇÃO IRRITANTES SENSIBILIZANTES
Construção civil Terebentina Cromatos, resinas epoxi e
thinner, fibra fenólicas, colofônia, terebentina,
de vidro, colas e madeiras

Dentistas e Detergentes e Borracha, monômeros epoxi


Protéticos desinfetantes e acrílicos, catalisadores,
anestésicos locais, ouro
mercúrio, níquel, eugenol,
formaldeído, glutaraldeído
Fazendeiros, Fertilizantes, Plantas, madeiras, fungicidas
Floristas e desinfetantes, e inseticidas
Jardineiros sabões e deter-
gentes
ILO-EOHS- 4thedition – 12.6
A EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A
IRRITANTES E SENSIBILIZANTES
OCUPAÇÃO IRRITANTES SENSIBILIZANTES
Pessoal médico desinfetantes borracha, colofônia, formaldeído
alcool, sabões glutaraldeído, desisnfetantes,
e detergentes antibióticos, anestésicos locais,
fenotiazinas e benzodiazepinas.

Impressores e solventes, ácido níquel, cobalto, cromo, borracha


Fotógrafos acético, tinta e colofônica, formaldeído, para-
monom.acrílico fenilenodiamina e azo corantes,
hidroquinona, mon. Epoxi e
acrílico, catalisadores amínicos
prod. Para P&B e cor.

ILO-EOHS- 4thedition – 12.6


AERODISPERSÓIDES
Aerodispersóides são dispersões de
partículas sólidas ou líquidas no ar, de
tamanho tão reduzido que conseguem
permanecer em suspensão por longo tempo.
Quanto mais tempo permanecerem no ar,
maior a possibilidade de serem inaladas
pelos trabalhadores.

 POEIRAS, FUMOS, NÉVOAS E NEBLINAS
 E FIBRAS

AERODISPERSÓIDES

 POEIRAS: São partículas sólidas
geradas por ação mecânica de
ruptura de sólidos, através de
operações como: Lixamento,
Moagem, Trituração,
Peneiramento, Perfuração,
Explosão etc. Geralmente são
maiores que 0,5 micrômetro.
AERODISPERSÓIDES
 1 micrômetro equivale à milhionésima
parte do metro ou à milésima parte do
milímetro.
 1m = 10-6 m

 FUMOS: São partículas sólidas geradas
por condensação ou oxidação de
vapores de substâncias que são sólidas
à temperatura ambiente. Os fumos são
geralmente menores que 0,5
micrômetro e gerados em operações de:
soldagens, fusão de metais e outras
operações com aquecimento.
AERODISPERSÓIDES

 NÉVOAS: São partículas líquidas


geradas por ruptura mecânica e
geralmente maiores que 0,5
micrômetro. Ocorrem em
operações de pulverizações de
líquidos, como inseticidas, tintas,
desmoldantes etc.
AERODISPERSÓIDES

 NEBLINAS: São partículas líquidas


geradas por condensação de
vapores de substâncias líquidas às
temperaturas normais sendo
geralmente menores que 0,5
micrômetro.
AERODISPERSÓIDES
 FIBRAS

 As fibras são estruturas com uma


relação diâmetro/comprimento menor
ou igual a 1/3, sendo as fibras
respiráveis as de diâmetro menor que 3
micrômetros e de comprimento maior
que 5 micrômetros.

 L/D  3 D


AERODISPERSÓIDES
 FIBRAS

As fibras minerais naturais são:
Asbesto, Woolastonita, Erionita,
Atalpulgita.

 As fibras minerais fabricadas(mmmf)


são: as fibras de vidro e as lãs de vidro,
de rocha, de escória etc.
AERODISPERSÓIDES
 FIBRAS

As fibras são utilizadas na indústria
como isolante térmico e acústico, na
proteção contra o calor e o fogo, no
reforço de materiais plásticos, cimento
e nos componentes têxteis e
automotivos, nos refratários, nos filtros
de ar e de líquidos e nas fibras óticas.
AERODISPERSÓIDES
 SEDIMENTAÇÃO DE UMA PARTÍCULA DE SÍLICA
NO AR TOTALMENTE PARADO

 DIÂMETRO TEMPO DE QUEDA


 (m) (p/percorrer 30 cm)

 5 2,5 min.
 2 14,5 min.
 1 54 min.
0,5 187 min.
 0,25 590 min.
AERODISPERSÓIDES
 CLASSIFICAÇÃO DAS POEIRAS SEGUNDO
SEUS EFEITOS NO ORGANISMO:

 FIBROGÊNICAS: São aquelas que provocam
lesões permanentes nos pulmões (fibrose) e
dentre elas as mais comuns são: a Sílica e o
Amianto.

 IRRITANTES: São as que provocam a
irritação das mucosas do trato respiratório
provocando uma Doença Pulmonar Crônica
Inespecífica.

AERODISPERSÓIDES
 CLASSIFICAÇÃO DAS POEIRAS SEGUNDO
SEUS EFEITOS NO ORGANISMO:

 ALERGÊNICAS: Provocam as alergias
respiratórias como a asma ou a alveolite e
geralmente são constituídas por poeiras
vegetais, fungos e pelos de animais.

 CANCERÍGENAS: Afetam o
mecanismoregulador bioquímico,
transformando células normais em células
malignas. Como exemplos temos: Amianto,
Arsênico, Cromo, Níquel etc.

AERODISPERSÓIDES
 CLASSIFICAÇÃO DAS POEIRAS SEGUNDO
SEUS EFEITOS NO ORGANISMO:

 TÓXICAS: São partículas que além do trato
respiratório, atingem o sistema nervoso
central e orgãos internos e como exemplos
encontramos o Cádmio, o Manganês, o
Chumbo e o Níquel.

 DE EFEITOS CUTÂNEOS: Produzem
dermatites e urticárias. Como exemplos
temos: as Fibras de Vidro, Lã de Rocha,
Madeiras Exóticas, etc.

AERODISPERSÓIDES
 POEIRA RESPIRÁVEL

 É a fração de partículas, do ar inspirado, que é
retira no trato respiratório e o local de deposição
depende de vários fatores:

 1) Propriedades aerodinâmicas das partículas
 Tamanho
 Forma
 Densidade.

 2) Tamanho e forma do canal respiratório

 3) Padrão respiratório e quantidade de ar
respirado.
AERODISPERSÓIDES
 CLASSIFICAÇÃO DOS PARTICULADOS

 1) PARTICULADO INALÁVEL: Materiais que são


perigosos quando depositado em qualquer parte do
trato respiratório, tendo seus diâmetros aerodinâmicos
variando de 0 a 100 micrômetros

 2) PARTICULADO TORÁXICO: Materiais que são


perigosos quando depositados dentro dos dutos aéreos
e na região de trocas gasosas, com diâmetro
aerodinâmico variando de 0 a 25 micrômetros.

 3) PARTICULADO RESPIRÁVEL: Materiais perigosos


quando depositados na região de trocas gasosas, com
diâmetro aerodinâmico entre 0,5 a 10 micrômetros..
AERODISPERSÓIDES
 CLASSIFICAÇÃO DOS PARTICULADOS

 1) PARTICULADO INALÁVEL: Materiais que são


perigosos quando depositado em qualquer parte do
trato respiratório, tendo seus diâmetros aerodinâmicos
variando de 0 a 100 micrômetros.

Diâmetro aerodinâmico Massa do particulado
da partícula(m) inalável(%)

0 100
1 97
2 94
5 87
10 77
20 65
30 58
40 54,5
50 52,5
100 50
AERODISPERSÓIDES
 FRAÇÃO INALÁVEL
 Como exemplo de fração inalável temos
as poeiras que são absorvidas em
qualquer parte do trato respiratório:

– Poeira de chumbo(sist.respir.e corr.sang.),


– Poeira de manganês (sist.respir.e corrente
sanguínea),
– Poeira de madeira(retidas na região
pilífera das narinas).

AERODISPERSÓIDES
 2) PARTICULADO TORÁXICO: Materiais que são perigosos quando
depositados dentro dos dutos aéreos e na região de trocas
gasosas, com diâmetro aerodinâmico variando de 0 a 25
micrômetros.
 Diâmetro aerodinâmico Massa do particulado
da partícula(m) toráxico(%)

0 100
2 94
4 89
6 88,5
8 67
10 50
12 35
14 23
16 15
18 9,5
20 6
25 2
AERODISPERSÓIDES
 CLASSIFICAÇÃO DOS PARTICULADOS

 3) PARTICULADO RESPIRÁVEL: Materiais perigosos quando


depositados na região de trocas gasosas, com diâmetro
aerodinâmico entre 0,5 a 10 micrômetros..
Diâmetro aerodinâmico Massa do particulado
da partícula(m) respirável(%)

0 100
1 97
2 91
3 74
4 50
5 30
6 17
7 9
8 5
10 1
AERODISPERSÓIDES
 FRAÇÃO RESPIRÁVEL
 Como exemplo de fração respirável
temos as poeiras que são retidas na
região de trocas gasosas.

– Poeira de Sílica Livre Cristalina


– Poeira de Carvão,
– Poeira de Cana de Açúcar
MEDIDAS DE CONTROLE

 MEDIDASDE CONTROLE
 PARA AGENTES QUÍMICOS


José Possebon
MEDIDAS DE CONTROLE

FONTE  PERCURSO  TRABALHADOR


(geração) (propagação) (recepção)

RELATIVAS AO AMBIENTE RELATIVAS AO


TRABALHADOR
MEDIDAS DE CONTROLE
 1) RELATIVAS AO AMBIENTE
 VENTILAÇÃO GERAL DILUIDORA
 LOCAL EXAUSTORA
 SUBSTITUIÇÃO DO PRODUTO
 MUDANÇA DO PROCESSO OU OPERAÇÃO
 ENCLAUSURAMENTO DA OPERAÇÃO
 SEGREGAÇÃO DO PROC. NO TEMPO
 NA DISTÂNCIA
 MANUTENÇÃO DOS PROCESSOS
 EQUIPAMENTOS
 PROJETOS ADEQUADOS
MEDIDAS DE CONTROLE
 2) MEDIDAS RELATIVAS AOS
TRABALHADORES
 TREINAMENTO
–EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL
–CONTROLE MÉDICO
–ORGANIZAÇÃO DO
TRABALHO(limitação das
exposições)
MEDIDAS DE CONTROLE
 1) RELATIVAS AO AMBIENTE
 a) VENTILAÇÃO GERAL DILUIDORA
 Movimenta grandes massas de ar
 Provoca a diluição dos contaminantes
 Excelente para controle sobre a sobrecarga
térmica
 Utilizada somente para produtos químicos com
LT 500ppm
 Utilizada em conjunto com a ventilação local
exaustora
VENTILAÇÃO GERAL DILUIDORA

 A Ventilação Geral Diluidora(VGD) pode ser feita


através de uma insuflação, exaustão ou através
de uma combinação com esses dois tipos de
movimentação de ar.

 Deve-se tomar cuidado para que uma não


interfira com a outra e evitar também o conhecido
curto circuito de ventilação, que ocorre quando
um exaustor é colocado em uma abertura
próxima de uma janela ou porta e a corrente de ar
circula somente no local
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 É excelente para o controle da contaminação


ambiental, porque coleta os contaminantes
diretamente na fonte geradora, impedindo que se
espalhe pelo ambiente de trabalho e tem as seguintes
características:

  - Movimenta pequenas massas de ar


  - Excelente p/controle ambiental
  - Exige veloc.mínima nos dutos(sedim) 
 - Exige veloc.de face adequada (função
 de tipo de contaminante e velocidade de geração).
  - Um Sistema de V. L. E. é composto por vários
 elementos:
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 COMPOSIÇÃO DE UM S.V.L.E.
  - Sistema de retenção dos contamin.
 (Filtro-manga, Precipitador Eletrostático
Lavador de Gases, etc.)
  - Exaustor
  - Tubulação de diversos diâmetros
  - Captores específicos para cada tipo de
 geração.
  - Sistema de válvulas para balanceamento
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 IMPORTANTE:
– O Sistema de retenção dos
contaminantes e o Exaustor devem ficar
fora do ambiente de trabalho, pois além
do ruído e vibração produzido pelo
exaustor, o sistema de retenção
necessita de manutenção e troca de
filtros que são operações extremamente
poluidoras.
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 4) CAPTOR TIPO CABINA


 Não é muito eficiente porque as
velocidades de face são muito pequenas,
por ter uma área muito grande em relação
à área da tubulação de exaustão.
 Esse tipo de captor pode ser melhorado
através da redução da área de entrada
com a instalação de uma janela
transparente.
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 4) CAPTOR TIPO CABINA


VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 3) CAPTOR EXTERNO TIPO FRESTA

 Esse tipo de captor é mais eficiente


pois, as frestas diminuem a área de
entrada de ar aumentando sua
velocidade de face.
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 3) CAPTOR EXTERNO TIPO FRESTA


VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 2) CAPTOR TIPO RECEPTOR

 Este tipo de captor é utilizado


quando a velocidade de geração do
contaminante é muito alta, como no
caso de operações de polimento e
esmerilhamento.
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 1) CAPTOR TIPO ENCLAUSURAMENTO


COM EXAUSTÃO

 É o mais eficiente dos captores, pois


envolve totalmente a fonte geradora,
mantendo uma pressão interna
menor que a externa.
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

 1) CAPTOR TIPO ENCLAUSURAMENTO


COM EXAUSTÃO
Sistemas de coleta e neutralização
Coletor tipo
filtro de manga
Sistemas de coleta e neutralização
Separador tipo ciclone
Sistemas de coleta e neutralização
Precipitador
eletrostático
Sistemas de coleta e neutralização
Lavador de gases
MEDIDAS DE CONTROLE
 SUBSTITUIÇÃO DO PRODUTO

– Substituir por outro menos tóxico
– Corante de Chumbo por Titânio
– Benzeno por Xileno
– Tintas e colas a base de água
– Solventes clorados por não clorados
– Substituição dos refrigerantes CFCs
MEDIDAS DE CONTROLE
 MUDANÇA DE PROCESSO OU
OPERAÇÃO
  - Soldagem por Rebitagem(gases por ruído)
  - Trabalhar com materiais umedecidos
  - Motores a explosão por elétricos
  - Utilização de inibidores e catalisadores
  - Pintura(aspersão   pincel   imersão)
  - Pinturas a revolver(c/cortina de água, pintura
 eletrostática)
  - Utilizar tampas p/recipientes de tintas e colas
MEDIDAS DE CONTROLE
 MUDANÇA DE PROCESSO OU
OPERAÇÃO

 IMPORTANTE:
 A mudança do processo ou operação não
elimina os riscos, pois novos riscos
surgirão. Portanto deve ser feita uma
análise criteriosa sobre a aceitação desse
novo risco.
MEDIDAS DE CONTROLE
 ENCLAUSURAMENTO DA
OPERAÇÃO
 Enclausurar as operações como:

  Moagem,
  Trituração,

  Britagem,

  Peneiramento, etc.
MEDIDAS DE CONTROLE
 SEGREGAÇÃO DO PROCESSO

 Segregar o Processo ou Operação


no Tempo e/ou na Distância,
realizando as operações em locais
e/ou horários onde o número de
expostos é o menor possível.
MEDIDAS DE CONTROLE
MANUTENÇÃO DOS PROCESSOS
 E EQUIPAMENTOS

 Manutenção Corretiva
 
 Manutenção Preventiva
 
 Manutenção Preditiva
MEDIDAS DE CONTROLE
 MANUTENÇÃO DOS PROCESSOS
 E EQUIPAMENTOS
 MANUTENÇÃO CORRETIVA
 O conserto só é efeito após a quebra do
equipamento, produzindo:
 Acidentes
 Contaminação
 Interferência no fornecimento p/clientes
MEDIDAS DE CONTROLE

 MANUTENÇÃO DOS PROCESSOS


 E EQUIPAMENTOS
 MANUTENÇÃO PREVENTIVA
 O conserto só é efeito antes da quebra,
utilizando-se dados estatísticos de parada
do equipamento, evitando assim:
 Acidentes
 Contaminação
 Interferência no fornecimento p/clientes
MEDIDAS DE CONTROLE
 MANUTENÇÃO DOS PROCESSOS
 E EQUIPAMENTOS
 MANUTENÇÃO PREDITIVA
 É mais eficiente que a Preventiva, pois
permite utilizar o equipamento durante
toda sua vida útil, antes da quebra, sendo
muito utilizado em equipamentos rotativos
de grande porte.
MEDIDAS DE CONTROLE
 PROJETOS ADEQUADOS
– Possibilidades de futuras ampliações
– Análises de Risco:
 APR - Análise Preliminar de Risco
 AMFE - Análise de modos de falha e efeitos
 HAZOP - Hazard Operability Studies
 What if/Check list
 TIC – técnica de incidente crítico
 Série de riscos
MEDIDAS DE CONTROLE
 2) RELATIVAS AOS TRABALHADORES
– TREINAMENTO
– É a mais eficiente das medidas, pois o
trabalhador que conhece o risco não se
expõe
– CONTROLE MÉDICO
– Admissional
– Periódico (função das expos. indic. no PPRA)
– Demissional
MEDIDAS DE CONTROLE
 2) RELATIVAS AOS TRABALHADORES
– EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL
 Uso em situações de emergência
 Uso em situações de curta exposição
 Apresenta muitas limitações
 Pode oferecer uma falsa sensação de segurança.
MEDIDAS DE CONTROLE
 2) RELATIVAS AOS TRABALHADORES
 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
– Redução das exposições através de:

• Redução da jornada de trabalho


• Redução do esforço muscular através da
utilização de dispositivos auxiliares
• Utilização de pausas em tarefas repetitivas
• Redução do ritmo das tarefas extenuantes
ESTRATÉGIA DE AMOSTRA-
GEM PARA A AVALIAÇÃO DA
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
AOS AGENTES QUÍMICOS

José Possebon
setembro de 2013
ESTRATÉGIA DE AVALIAÇÃO

 OBJETIVOS

 Determinar se existe risco à saúde dos trabalhadores

 Avaliar a eficiência das Medidas de Controle

 Fornecer subsídios para Medidas de Controle

 Estabelecer correlações: Exposição/Efeitos à Saúde


ETAPAS DA AVALIAÇÃO

 Levantamentos anteriores
 Levantamento preliminar
 Estabelecimento da Estratégia
 Amostragem e análise
 Avaliação da eficiência das medidas
de controle adotadas
RECONHECIMENTO DOS RISCOS

 INFORMAÇÕES SOBRE O PROCESSO.

 Matérias primas utilizadas


 Produtos intermediários
 Sub-produtos do processo
 Catalisadores e produtos auxiliares
 Natureza cíclica do processo
RECONHECIMENTO DOS RISCOS

 VISITAS PRELIMINARES

 Seguir o fluxo de produção


 Entrevistar os trabalhadores
 Verificar levantamentos anteriores
Verificar registros de doenças e afastamentos
Utilizar as propriedades organolépticas dos
 produtos químicos

O RISCO NÃO RECONHECIDO NÃO SERÁ


AVALIADO E NEM CONTROLADO
PROPRIEDADES ORGANOLÉTICAS
DE ALGUNS PRODUTOS QUÍMICOS
 ACETALDEÍDO VERDURA, DOCE, FRUTAS
 ACETATO DE AMILA FRUTAS, BANANA, PERA
 ACETATO DE VINILA PENETRANTE, AZÊDO
 ACETONA HORTELÃ, DOCE
 ÁCIDO CLORÍDRICO IRRITANTE, PUNGENTE
 ACRILATO DE ETILA TERRA, PICANTE, PLÁSTICO
 ACRILATO DE METILA PENETRANTE, DOCE, FRUTAS
 ACRILONITRILA ALHO, CEBOLA, PUNGENTE
 ACROLEÍNA DOCE, QUEIMADO
 ARSINA ALHO
 BUTILAMINA AMÔNIA, PEIXE
 CRESOL CREOSOTO, PICHE, DOCE
 CROTONALDEÍDO PUNGENTE, SUFOCANTE
 DIMETILAMINA AMONIACAL, PEIXE
Substâncias com limite de percepção ao
odor maior que o limite de tolerância

SUBSTÂNCIA DESCRIÇÃO DO ODOR L.P.O. L.T. STEL


(ppm) (ppm) (ppm)

Acroleína Doce, queimado, penetrante 0,21 0,1 0,3

Amônia Penetrante 46,8 25 35

Dimetilacetamida Amina, queimado, oleoso 46,8 10 15

Dimetilformamida Peixe, penetrante 100,0 10 20

Fosgênio Semelhante ao feno 1,0 0,1 -

T.D.I. Bandagem medicativa 2,14 0,005 0,02


CONCEITOS BÁSICOS NA AVALIAÇÃO
DE AGENTES QUÍMICOS

 * CICLO DE TRABALHO

 É o conjunto das atividades
desenvolvidas pelo trabalhador em uma
sequência definida e que se repete de
forma contínua no decorrer da jornada
 de trabalho.

CONCEITOS BÁSICOS NA AVALIAÇÃO
DE AGENTES QUÍMICOS

 * PONTO DE TRABALHO

 Todo e qualquer lugar onde o
trabalhador permanece durante o
ciclo de trabalho.



CONCEITOS BÁSICOS NA AVALIAÇÃO
DE AGENTES QUÍMICOS

 * REGIÃO RESPIRATÓRIA

 É a região do espaço que compreende


uma distância de aproximadamente 150
+/- 50 mm a partir das narinas, sob a
influência da respiração.

TEMPO DE AMOSTRAGEM

 SEMPRE SUPERIOR AO PERÍODO DO


CICLO
 FUNÇÃO DO TIPO DE PERÍODO A SER
AVALIADO [LT-MP(8hs) ou LT-VT(15
minutos)]
 O TEMPO AMOSTRADO DEVERÁ SER
MAIOR OU IGUAL A 75% DA
JORNADA(LT-Média Ponderada)
TIPOS DE AMOSTRAGEM
EM RELAÇÃO AO LOCAL DO AMOSTRADOR

PESSOAL
O amostrador acompanha o trabalhador durante
todo o período de amostragem e é colocado
próximo à região respiratória, sendo o mais
indicado para avaliar a exposição

AMBIENTAL
Ponto fixo no local mais poluído, fornecendo
informações para o dimensionamento das
medidas de controle. Não serve para caracterizar
a exposição.
TIPOS DE AMOSTRAGEM
EM RELAÇÃO AO TEMPO DE AMOSTRAGEM

INSTANTÂNEA
Quando o tempo de amostragem for menor que
30 minutos(geralmente poucos segundos) e para
verificarmos: VALOR MÁXIMO, LT-VALOR TETO e
o perfil das concentrações.

CONTÍNUA
Tempo de coleta maior que 30 minutos e
geralmente perfazendo todo o período de
trabalho, sendo adequado para caracterizar a
exposição.
VALIDAÇÃO DAS AMOSTRAGENS
AMOSTRAGEM C/ FILTROS OU ADSORV. SÓLIDOS

Vazão dentro dos limites do método


 Bomba calibrada e aferida no local da amostragem
Volume coletado dentro dos limites (Vmin. e Vmax.)
 Variação da vazão da bomba inferior ou igual a 5%
Período amostrado  75% da jornada (LT-MP)
 Quando não houver alteração significativa no
processo produtivo (parada de equipamentos ou
sistemas de ventilação)
VALIDAÇÃO DAS AMOSTRAGENS
AMOSTRAGENS COM TUBOS COLORIMÉTRICOS

 O tubo é específico para o produto


O prazo de validade não foi excedido
 O teste de vazamento foi realizado
 O número de aspirações indicado foi realizado
 A coloração da camada indicativa é específica do tubo
A leitura foi feita no ato da amostragem
 Se houver ampola, quebrá-la na ordem indicada na bula
Se não existir escala, seguir orientação da bula
 Anotar o início e o término nos tubos de leitura direta por
difusão
 Preencher a Folha de Campo
TIPOS DE AMOSTRAS

1) AMOSTRA ÚNICA DE PERÍODO COMPLETO

0 1 2 3 4 5 6 7 8
HORAS APÓS INÍCIO DO TURNO

 Ideal para Limite de Tolerância-Média Ponderada


TIPOS DE AMOSTRAS

2) AMOSTRAS CONSECUTIVAS
DE PERÍODO COMPLETO

0 1 2 3 4 5 6 7 8
HORAS APÓS INÍCIO DO TURNO

 Ideal para LT-Média Ponderada


 permite detectar operações de maior risco
 quanto maior o número de amostras consecutivas, maiores
os benefícios estatísticos, e maiores os custos.
TIPOS DE AMOSTRAS

3) AMOSTRAS CONSECUTIVAS
DE PERÍODO PARCIAL

0 1 2 3 4 5 6 7 8
HORAS APÓS INÍCIO DO TURNO

 Para Limite de Tolerância-Média Ponderada, deverão cobrir


um período de 4 a 8 horas
TIPOS DE AMOSTRAS

4) AMOSTRAS PONTUAIS OU
DE CURTA DURAÇÃO

0 1 2 3 4 5 6 7 8
HORAS APÓS INÍCIO DO TURNO

 Permite verificar a concordância do LT-VT


 Permite verificar a concordância do Valor Máximo
 Permite conhecer o perfil das concentrações no período
AMOSTRAGEM DE
GASES E VAPORES
MEIOS DE COLETA PARA GASES E VAPORES

 COLETA DE AR TOTAL

 COLETA COM
SEPARAÇÃO DOS
CONTAMIANTES
MEIOS DE COLETA PARA GASES E VAPORES
TIPO EQUIPAM. PRINCÍPIO AMOSTRAGEM
DE COLETA
Seringas
Sacos Amostr.
Frascos de
AR TOTAL Vácuo VÁCUO INSTANTÂNEA
frascos de
Desloc. de
Líquido
Tubos de
Adsorventes ADSORÇÃO
COM sólidos(carvão EM MEIO
SEPARAÇÃO ativado, sílica SÓLIDO
gel, tenax gc
DOS CONTA- etc) CONTÍNUA
MINANTES Impactadores e ABSORÇÃO
Borbulhadores EM MEIO
LÍQUIDO
MEIOS DE COLETA PARA GASES E VAPORES

COLETA DE AR TOTAL
É feita a coleta de um
determinado volume do ar
contaminado.
(Exige equipamentos muito
sensíveis, porque a massa de
contaminantes é pequena)
MEIOS DE COLETA PARA GASES E VAPORES

COLETA DE AR TOTAL
Dispositivos de coleta:
 Deslocamento de líquido
 Sacos de Amostragem
 Frascos de Vácuo
 Seringas
MEIOS DE COLETA PARA GASES E VAPORES

COLETA COM SEPARAÇÃO


DOS CONTAMINANTES

 Retenção em meio sólido


 Retenção em meio líquido
EQUIPAMENTOS DE LEITURA DIRETA
Curta duração,
TUBOS REAGENTES longa duração,
leitura direta p/difusão.
OXÍMETROS (sensor eletroquímico ou
paramagnético)
EXPLOSÍMETROS (Segurança)
Monóxido de carbono,
Gás sulfídrico,
MEDIDORES DE: Gases nitrosos(Nox),
Etc.
EQUIPAMENTOS DE LEITURA DIRETA

TUBO REAGENTE
1 - pontas seladas
2 - faixa branca p/anotações
3 - número de aspirações
4 - pré-camada
5 - seta indicativa de direção de fluxo
6 - escala (válida p/n aspirações)
7 - camada reagente que muda de cor
EQUIPAMENTOS DE LEITURA DIRETA

TUBO REAGENTE OU
TUBO COLORIMÉTRICO
EQUIPAMENTOS DE LEITURA DIRETA
APLICAÇÕES DOS TUBOS REAGENTES
Verificação do Valor Máximo
Levantamento Preliminar
Verificação da existência do produto
CURTA DURAÇÃO Localização de fontes poluidoras
Limite de Tolerância média
ponderada(8 a 11 amostras)
LT-Média Ponderada
LONGA DURAÇÃO Monitoração de operações críticas

LEITURA DIRETA LT-Média ponderada


POR DIFUSÃO
EQUIPAMENTOS DE LEITURA DIRETA

TUBO REAGENTE DE LEITURA


DIRETA POR DIFUSÃO

1- Aspiração por difusão(s/bomba)


2- Indicação colorimétrica
3- Leitura em (ppm x h)
4- Avaliação contínua(LT-MP)
5- Conc. = (ppm x h)/Tempo
EQUIPAMENTOS DE LEITURA DIRETA
TUBO REAGENTE DE LEITURA
DIRETA POR DIFUSÃO
MATERIAIS PARA COLETA AMBIENTAL

Adsorventes sólidos
 Filtros membrana
(gases e vapores)
(aerodispersóides)

 Carvão ativado  PVC baixo teor


cinzas
 Sílica gel
 PTFE Teflon
 Hopcalite
 Membrana de prata
 XAD-2
 Éster de celulose
 Tenax
mista
 Poropak(N,Q,R,T,Q,S)
AMOSTRADORES PESSOAIS

Os amostradores pessoais são dispositivos de


coleta montados próximos à Região
Respiratória do trabalhador para a avaliação da
exposição ocupacional a diversos agentes
químicos, utilizando diversos tipos de
adsorventes sólidos (Sílica Gel, Carvão Ativado,
Poropak, Tenax etc.)
No caso de materiais particulados, utilizamos
os filtros membrana de PVC, Ester de Celulose,
Fibra de Vidro. No passado utilizou-se
impingers para a coleta de poeira de sílica, cuja
quantificação era feita por microscopia ótica
por contagem em campo claro.
AMOSTRADORES PESSOAIS

No caso dos solventes orgânicos tem-se utilizado


os tubos com carvão ativado como adsorvente
sólido.

Existem dois tipos de amostradores pessoais:


ATIVOS
PASSIVOS

Os Amostradores Ativos utilizam bombas de


amostragem para a aspiração da amostra,
enquanto que os Passivos utilizam o princípio da
difusão para a coleta dos contaminantes.
AMOSTRADORES ATIVOS

Utilizam bombas de amostragens, que são equipamentos


especiais com algumas características:

PORTÁTEIS(pois serão montadas na cintura do


trabalhador)
FONTE DE ENERGIA PRÓPRIA(Bateria recarregável, com
capacidade para pelo menos 8 horas de amostragem)
VAZÃO REGULÁVEL(cada método utiliza uma vazão
diferente)
SEGURANÇA INTRÍNSECA(pois trabalhará em áreas
classificadas)
AMOSTRADORES ATIVOS

VOLUME COLETADO = VAZÃO x TEMPO

MASSA COLETADA = VAZÃO x TEMPO x CONC.


AMOSTRADORES ATIVOS
BOMBA DE AMOSTRAGEM INDIVIDUAL


BOMBA DE AMOSTRAGEM INDIVIDUAL

 BOMBA DE
AMOSTRAGEM
AIRCHEK 2000
AMOSTRADORES PASSIVOS

Os amostradores passivos não necessitam de bombas de


aspiração, pois a amostra é aspirada através do princípio
da difusão, sendo mais leves e confortáveis que os ativos,
no entanto o seu uso é limitado aqueles materiais que
interagem com o dispositivo de coleta e são influenciados
por algumas variáveis ambientais como velocidade de
vento, temperatura e umidade relativa.

A massa coletada é função direta da velocidade de difusão,


que é uma característica do par de gases formado, da Área
do amostrador e indireta do percurso de difusão.
AMOSTRADORES PASSIVOS
AMOSTRADORES PASSIVOS

VOLUME = VAZÃO X TEMPO


VAZÃO = D.A/L
MASSA COLETADA = D.A/L x C x T

Onde: D = Coeficiente de Difusão (cm2/seg)


A = Área (cm2)
L = Percurso de Difusão (cm)

C = Concentração do Poluente
 OBRIGADO!!

• José Possebon

• Engenheiro Químico e de Segurança do Trabalho


• Tecnologista aposentado da Coordenação de Higiene do
Traalho, Setor de Agentes Químicos da Fundacentro e
Mestre em Sistemas de Gestão pela UFF

• possebon@fundacentro.gov.br
• jose.possebon@uol.com.br
Estado físico dos agentes químicos

– Estados da matéria:

– Sólido
– Líquido
– Gasoso