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EBOOK CINEFILIA INCANDESCENTE

10 FILMES QUE
QUESTIONAM
CONCEITOS
MORAIS
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UM POUCO DO TEMA
QUE ADENTRAREMOS
NESTE EBOOK

Procuramos incluir, nesta lista, filmes que


trabalham suas tramas acerca da construção moral
regida pelo “zeitgeist” de uma sociedade, mostrando
como essa definição da palavra moralidade atua de
forma danosa aos indivíduos ou assuntos que, de
alguma forma, não se enquadrem em seus padrões.
Os filmes abaixo, tendo como temas principais
sexualidade, traumas e a negação do estranho pelo
ser humano, procuram explicitar um pequeno
esboço de como uma construção de moralidade é
habitual e, no entanto, prejudicial ao aparato social
ocidental.

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KINSEY - VAMOS
FALAR DE SEXO, DE
BILL CONDON

Explorando os nuances da vida de Alfred Kinsey, homem


responsável por romper com tabus morais sobre a sexualidade
humana na década de 1940, o filme se pautará em mostrar todos
os diversos empecilhos surgidos em sua trajetória em detrimento
de suas ideias pouco usuais.
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CAROL, DE
TODD HAYNES

Na Nova York da década de 1950, uma aspirante a


fotógrafa acaba desenvolvendo um
relacionamento complexo com uma mulher mais
velha, vindo a vislumbrar novos caminhos para
sua vida jamais pensados em outrora. A sociedade
conservadora e machista americana de 1950 é
enfrentada pelas personagens, onde construções
morais são demolidas, mesmo que de uma forma
doída para todas as partes envolvidas.

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O HOMEM ELEFANTE,
DE DAVID LYNCH
Um homem completamente desfigurado é
encontrado e resgatado de um circo por um
médico sensível, vindo a mostrar ao mundo
suas as qualidades jamais demonstradas
antes. Dirigido por David Lynch, ‘O Homem
Elefante’ evidencia o quanto elementos que
fogem ao conhecimento social são
atacados por sua mera concepção de
estranheza, impedindo indivíduos
diferentes de se desenvolverem e
delimitando um padrão patológico de
normalidade.
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MAR ADENTRO,
DE ALEJANDRO
AMENÁBAR

O filme explora um pequeno fragmento da


vida de um homem, inserido em um quadro
de saúde onde se encontra tetraplégico, e
sua busca incessante pelo simples direito
de ceifar toda a dor de sua existência e
realizar a eutanásia. ‘Mar Adentro’ é uma
obra potente sobre como as construções
morais intrínsecas a uma sociedade podem
atuar como esfera destrutiva nas vidas de
determinados indivíduos.

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FESTA DE FAMÍLIA,
DE THOMAS
VINTERBERG

Uma festa para celebrar o aniversário de 60 anos do patriarca de uma família


acaba tomando proporções caóticas quando segredos começam a ser revelados
por seus integrantes. ‘Festa de Família’ é um desfile de comportamentos
pautados unicamente por sensos instintivos, sem o menor pudor acerca de
construções morais. Obra-prima de Thomas Vinterberg e, sem dúvidas, o melhor
filme dinamarquês já feito.
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JEANNE DIELMAN, DE
CHANTAL AKERMAN

Exploraremos a rotina insossa e


patológica de uma viúva, verificando
seu relacionamento frio com seu filho
e sua falta de empatia em relação a si
própria. Possuindo mais de três horas
de duração, ‘Jeanne Dielman’ é um
filme que mostra como o machismo
latente em diversas sociedades,
independente de seu período histórico,
trabalham por delimitar os campos de
atuação da mulher, seja de forma
explícita ou implícita, provocando o
adoecimento psicológico de diversos
indivíduos.
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ALPES, DE
YORGOS
LANTHIMOS
Um grupo de pessoas inicia um trabalho como
substitutos afetivos de pessoas recentemente mortas
para famílias em luto. Por mais estranha que pareça
essa premissa, ‘Alpes’ é um filme sobre as relações
afetivas construídas na vida e sua importância para o
ser humano. Aqui, pela busca do término de um
sofrimento quase inexorável, conceitos morais são
suprimidos. Podemos constituir a figura dos substitutos
como ponto simbólico para a sempre emergente
indústria farmacêutica, onde a definição de sofrimento
passou a ser uma espécie de tabu para nossa
sociedade, produzindo, cada vez mais, indivíduos
guiados por medicações diversas e desnecessárias.

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A BELA DA TARDE, DE
LUIS BUÑUEL

Uma dona de casa envolta em uma rotina


insossa decide adentrar ao cartel de um
bordel, movimentando suas tardes outrora
monótonas. Provocador, ‘A Bela da Tarde’
é uma obra que questiona determinados
papéis impostos ao ser humano pela figura
da moralidade social que tange o
“zeitgeist” da época. Dirigido por Luis
Buñuel, o filme ainda nos traz uma
atuação irretocável de Catherine Deneuve
como a personagem central.
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BELEZA AMERICANA,
DE SAM MENDES

Um homem de meia-idade, frustrado


sexualmente, acaba vislumbrando uma
saída catártica para sua vida, mudando suas
rotinas e ganhando dinamicidade em seu dia
a dia. O filme ainda expõe o conceito de
obsessão, onde o personagem encontra na
figura de uma amiga adolescente de sua
filha um combustível para continuar as
mudanças de sua vida.

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DOGVILLE, DE LARS
VON TRIER

Uma jovem mulher, fugindo de fantasmas do


passado, acaba parando em uma pequena e
acolhedora comunidade. Após pedir para
residir no local em troca de trabalhos
pequenos, mesmo com o protesto de alguns
moradores, a jovem é aceita. No entanto,
conforme avançamos sobre a trama, veremos
que a natureza ruim do ser humano se
engendra em qualquer meio. Dirigido por Lars
Von Trier, ‘Dogville’ impõe ao espectador uma
visão pessimista (ou realista para algumas
correntes filosóficas) sobre a natureza
humana.
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