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MA NUAL

DE

ROTINAS RADIOLOGIA

ATUALIZADO

2017
PROFILAXIA DE REAÇÕES ADVERSAS SISTÊMICAS
DEVIDO AO USO DE CONTRASTE SEGUNDO
"ASSISTENCIA À VIDA EM RADIOLOGIA - AVR"

Adultos: Prednisona 50 mg VO 13h, 7h e 1h antes da


administração do contraste 4- fexofenadina 120mg (Allegra,
Altiva) VO 1h antes da administração do contraste.

Crianças: Prednisona 1mg/Kg VO 13h, 7h e 1h antes da


administração do contraste + polaramine 5mg/Kg VO 1h antes
da administração do contraste. Crianças de 6 a 12 anos pode
ser usado 30mg de fexofenadina ao invés do polaramine
(menos sedativo).

Residentes da radiologia,

Ciente:
RADIOLOGIA DIAGNOSTICA

INTRODUÇÃO:

A Radiologia Diagnostica assume um papel primordial no tratamento global dos


pacientes. A doença ou traumatismo geralmente determina alterações na função e na
estrutura do tecido, que podem ser detectados radiologicamente.
A radiologia convencional consegue demarcar com clareza o esqueleto, as partes moles
e os gases contidos nas vias aéreas, nas cavidades para-nasais e no tratamento digestivo. O
emprego de contrastes radiopacos ou radiotransparentes introduzidos nas cavidades naturais
permite delinear órgãos e estudar seus contornos. Nessa área, a radiologia convencional
atinge alto grau de segurança, abrangendo praticamente todos os sistemas anatômicos.

EXAMES RADIOLÓGICOS SIMPLES


São exames efetuados sem a necessidade de contrastes. Não exigem preparo prévio salvo
aqueles em que há superposição de alças intestinais às estruturas a serem radiografadas (Ex:
coluna lombar e abdome) porque os gases e fezes prejudicam as imagens radiológicas.
EXAMES RADIOLÓGICOS CONTRASTADOS
São exames que necessitam de ingestão ou injeção de contraste, tais como:
-Ingestão de bário via oral para E.E.D.
-Ingestão de bário via retal para Enema
-Injeção por via endovenosa de contraste iodado para U.G.E, flebografia,
etc. -Injeção via intra-arterial nas arteriografias
Os exames contrastados exigem, na sua maioria, preparos mais minuciosos, pois a
injeção de contraste pode provocar náuseas e vômitos, exigindo jejum preparatório,
necessitam de víscera limpa para o estudo de sua luz implicando na limpeza prévia com
laxantes e enteroclismas.
A enfermagem deve ter profundo conhecimento a respeito dos exames efetuados, sua
indicação, preparos, cuidados pré e pós exames, e possíveis
complicações, desta maneira garantindo a qualidade de assistência prestada ao paciente.
Neste capítulo, apresentaremos os exames radiológicos contrastados que são realizados em
nosso serviço.

COLANGIOGRAFIA TRANS DRENO DE KEHR

CONCEITO
É o exame contrastado da árvore biliar via dreno de KEHR no pós-operatório.

OBJETIVO
Avaliação da perviedade do hepato colédoco, da passagem do contraste para o arco
duodenal e de possíveis cálculos residuais.
DESCRIÇÃO DA TÉCNICA
Injeção de contraste diluído em soro fisiológico na árvore biliar, através do dreno de Kehr,
com tomadas radiográficas em sequência (antes da injeção do contraste, há necessidade do
pinçamento do equipo de drenagem). Primeiramente é retirado o curativo do local de
inserção do dreno. Após, é feito a antissepsia deste e da porção proximal do dreno que é o
local onde será injetado o contraste. Pinça-se o dreno (onde foi desinfetado), coloca-se o
marcador de chumbo bem rente à pele para localização da inserção do dreno e faz-se uma
radiografia simples. A seguir, injeta-se o contraste na proporção 1:1 através do dreno,
acompanhando o enchimento dos duetos biliares pela radioscopia. Ao término do exame é
retirada a pinça do dreno e feito o curativo.

MATERIAL DE SALA
-01 frasco de contraste iodado
-luvas de procedimento
 01 material de curativo
-01 seringa descartável de 20m1
-01 frasco de soro fisiológico 0,9% de 250m1
-01 cúpula
 antisséptico
-02 pacotes de gazes

PREPARO PRÉ-EXAME

-nada em especial
PROCEDIMENTOS NA SALA DE EXAMES
 preparar a sala de exames e o material necessário
 chamar o paciente
-explicar o exame a ser realizado e orientá-lo em relação à troca de roupa para o exame
 fornecer roupa do setor e encaminhá-lo ao vestiário
-posicionar o paciente na mesa de exame em decúbito dorsal
 expor a região onde será realizado o exame (abdome), mantendo coberta a região
abdomino-jubiana e as pernas
 auxiliar o médico na disposição do material e no que for necessário.
- medicar conforme solicitação médica
-observar qualquer reação adversa referida ou apresentada pelo paciente, especialmente
queixa de dor
-deixar o paciente confortável após o exame -
proceder anotações no plano assistencial (internados)
- avaliar as condições do paciente, caso satisfatória, encaminhá-lo à unidade de
internação ou local de retorno ambulatorial para avaliação do resultado do exame
-orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou familiares
-proceder limpeza e desinfecção do material
 deixar em ordem a sala de exames

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME-


transportar o paciente em maca ou cadeira de rodas se
necessário -recolocar o prolongamento no dreno de KEHR
 refazer o curativo
 manter o dreno de KEHR ABERTO e posicionado corretamente
 controlar volume drenado
--trocar curativo sempre que for necessário
 verificar sinais vitais
E.E.D. —ESÔFAGO, ESTÔMAGO E DUODENO

CONCEITO
É o estudo radiológico contrastado do esôfago, estômago e duodeno, através de uma
substância radiopaca ingerida por via oral.
OBJETIVO
 estudo da mucosa, da cavidade e da dinâmica do trato digestivo alto
 auxiliar no diagnóstico de úlcera, gastrite, neoplasia, hérnia de hiato, megaesôfago, refluxo
gastresofágico
 detectar varizes esofagianas
 observar a permeabilidade do piloro
 avaliar a permeabilidade, calibre e motilidade do esôfago

MÉTODO DO EXAME
À medida que o paciente ingere o contraste (sulfato de bário) a progressão do mesmo é
acompanhada pela radioscopia que permite visualizar os órgãos em movimento. O médico
radiologista orienta e faz as tomadas radiográficas necessárias. No trato digestivo alto são
observados o calibre, a posição, permeabilidade e motilidade, bem como as alterações
morfológicas decorrentes de compressão extrínseca.
MATERIAL DE SALA
-01 cuba rim (eventuais náuseas)
-150m1 de contraste (sulfato de bário)
 guardanapo de papel
-espátula (para mexer a solução de contraste)
EM LACTENTES (CRIANÇAS)
 mamadeiras de bico com orifício amplo contendo contraste aquecido, adoçado e
diluído com um pouco de água ou leite. Para melhorar o sabor, poderá ser adoçado com
groselha.
 se necessário, material para sondagem nasogástrica: 01 sonda gástrica (calibre conforme
idade do paciente), gases, lidocaína gel 2%, seringa descartável 10m1, esparadrapo. -
crianças que não cooperam com o exame deverão ser restringidas da seguinte maneira:
com um 1° lençol dobrado em triângulo restringe-se os membros superiores para cima
evitando-se que os mesmos atrapalhem as radiologias de estômago. Com um 2° lençol
dobrado ao meio, envolve-se as pernas, firmemente para facilitar a movimentação e
posicionamento durante o exame.

PREPARO PRÉ EXAME


Adultos:
-jejum absoluto de 12 horas antes do exame. Não fumar
 crianças: jejum de 08 horas -pacientes com estenose pilórica (internados): fazer
lavagem gástrica conforme prescrição médica, até o retorno límpido (pois o tempo de
esvaziamento gástrico estará aumentado
 preferencialmente este exame é realizado pela manhã, após período de jejum e repouso,
antes dos estímulos ambientais, tensões ou emoções, pois os mesmos estimulam a secreção
gástrica.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-EXAME
- preparar a sala de exames e o material necessário
-chamar o paciente
-posicionar a mesa verticalmente e orientar o paciente a subir na mesma na posição
ortostática
-fornecer copo com contraste ao paciente e pedir-lhe que segure até que lhe seja orientado
como ingerir
 o contraste será ingerido durante o exame sob orientação do médico radiologista que
observará sua progressão acompanhando pela radioscopia
-observar qualquer reação adversa referida ou apresentada pelo paciente durante o exame,
principalmente náuseas
-deixar o paciente confortável após o procedimento
-proceder anotações no plano assistencial (internados)
-orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou familiares
 proceder limpeza e desinfecção do material
-deixar a sala de exames em ordem
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME
 oferecer guardanapo de papel para limpeza dos lábios (remover o contraste aderido aos
mesmos)
 orientar e incentivar dieta laxante e ingesta hídrica; pois o contraste é obstipante
 em pacientes com sonda nasogástrica proceder lavagem gástrica
-permitir repouso pois o exame é cansativo principalmente para pacientes debilitados e
idosos
-caso o paciente não evacue em 03 dias deverá ser prescrito laxante
Obs.: Em crianças, o exame é realizado com auxílio da mãe e de um profissional de
enfermagem para a administração do contraste e colocação nas posições desejadas.

ENEMA OPACO (COLONS)

CONCEITO
É o exame radiológico contrastado do cólon, através da introdução de uma substância
radiopaca por via retal

OBJETIVO
 revelar presença de pólipos, tumores, divertículos, neoplasias e outras lesões do intestino
grosso
-avaliar a motilidade intestinal
MÉTODO DE EXAME
-após a realização de um RX simples para avaliar a adequação do preparo, é introduzida a
substância radiopaca (sulfato de bário) e ar (duplo contraste), através de uma sonda retal e
acompanhado pela radioscopia. Através de manobras que facilitam a progressão do
contraste por todo o cólon, incluindo o ceco e o apêndice (se permeável) será claramente
visível e a motilidade de cada porção prontamente observada.
 são tiradas radiografias em várias posições e após o paciente ter evacuado o contraste,
devem ser feitas novas radiografias, pois poderão fornecer informações adicionais.
 o ar pode ser introduzido por via retal, pela bomba insufladora conectada na sonda
retal, em pequenas quantidades, servindo como meio de contraste e permitindo o exame
com duplo contraste (bário e ar)
-o exame dura em média, duas horas e torna-se muito cansativo, tendo em vista o preparo
necessário e a participação ativa do paciente para as radiografias.
MATERIAL DE SALA
-01 bomba de insuflação e irrigador (para
Megacolon) -somente bomba de insuflação (demais
patologias)
-contraste (Neobar ou Celobar) 03 frascos (diluir
3:1) -esparadrapo
 01 sonda retal n°30 (adultos)
-01 tubo de lidocaína gel 2%
 01 pacote de gazes
 luvas de procedimento
 dimeticona gotas 01 frasco
-02 pinças hemostáticas (Kocher ou Kelly)
-01 sonda de Folley (para idosos n°24 e crianças n° 12 ou 14)

PREPARO PRÉ-EXAME

-ANTEVÉSPERA DO EXAME: às 20 horas tomar limonada purgativa


 VÉSPERA DO EXAME: às 09 horas tomar purgativo laxol 60 gramas, preparado com 'A
copo de água ou refrigerante.
-dieta alimentar durante o preparo: chá, pão torrado, mel, suco de laranja coado, 2
comprimidos de lacto purga ou 2 ducolax (às 20:45), bastante líquido
-NO DIA DO EXAME:
-pacientes internados: fazer lavagem intestinal 03 horas antes do exame na unidade com 02
litros de água morna e 03 comprimidos de dulcolax diluídos. Não usar solução
glicerinada, pois a mesma impede a aderência do sulfato de bário na mucosa intestinal
durante o exame.
 pacientes ambulatoriais: a lavagem intestinal será feita no setor de radiologia às 07
horas.
-se o paciente estiver obstipado: dieta sem resíduos (tomar dimeticona 40 gotas de 04 em
04 horas)
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-EXAME:
-preparar a sala de exames e o material necessário
-chamar o paciente
-explicar ao paciente o que vai ser feito, orientá-lo em relação à retirada de toda a roupa e
encaminhá-lo ao vestiário para colocar a camisola privativa
-proceder a lavagem intestinal, introduzir o líquido e colocar o paciente em diversas
posições, a fim de que o líquido espalhe bem por todo o cólon. Orientá-lo para reter o
líquido o quanto suportar, para que surta um melhor efeito.
-comunicar o médico, caso o efeito do enteroclismas não seja satisfatório, para que se
prescreva uma preparo adicional
-o exame será realizado 02 horas após o enteroclismas.
-verificar se o exame será feito com irrigador ou bomba de insuflação e proceder o
preparo do contraste dentro de um desses recipientes.

PROCEDIMENTOS NA SALA DE EXAMES


-posicionar o paciente em decúbito ventral, para ser submetido a uma radiografia
simples de abdome para avaliar a limpeza do intestino grosso;
-caso o intestino esteja sujo, avisar ao radiologista;
-caso esteja limpo, passar a sonda retal (observando a técnica) fixando-a corretamente
através da aproximação das nádegas com esparadrapo largo
-acompanhar o paciente durante o exame e auxiliar o médico durante as mudanças de
decúbito para facilitar a progressão do contraste por todo o cólon.
-observar qualquer reação adversa referida ou apresentada pelo paciente durante o
exame -após a infusão do contraste e tomadas radiográficas, retirar a sonda retal e
encaminhar o paciente para evacuar
-posicioná-lo na mesa para as tomadas radiográficas após evacuação do contraste
-medicar conforme prescrição médica
-deixar o paciente confortável após o procedimento, encaminhando-o ao banheiro para
higienização
-proceder anotações no plano assistencial (internados)
-fazer a limpeza e desinfecção do material
-deixar a sala de exames em ordem

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME


-providenciar dieta conforme disposição do paciente e estimular ingestão hídrica, pois o
preparo defleta o paciente
-dieta geral laxante pois o contraste é obstipante
-propiciar condições para repouso, principalmente para debilitados e idosos
-orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou familiares.
-caso o paciente não evacue em 03 dias deverá ser prescrito laxante ou fazer lavagem
intestinal (conforme orientação médica)

ENEMA OPACO EM CRIANÇAS

Crianças em que o objetivo do enema não recaia em estudo de megacólon, o exame será
precedido do seguinte preparo:
-com funções fisiológicas normais: 05 dias entes do exame: 01 colher de sopa de leite de
magnésia por dia à noite
-véspera do exame: 02 colheres de sopa de leite de magnésia à noite
Obs: caso observe que no 1° dia o laxante não faz o efeito, no 2° dia aumentar para 2
colheres por dia e na véspera 04 colheres à noite
-se estipado: sem preparo intestinal, somente jejum de 03 horas.
MÉTODO DO EXAME:
-a diferença do método do adulto é que o contraste sulfato de bário será diluído em uma
cuba rim e introduzido via sonda retal através de seringa de 50 ou 100m1.

ENEMA OPACO EM PACIENTES COM COLOSTOMIA:


-convém verificar com o médico cada caso em especial. Se o exame objetiva COLON
PROXIMAL à colostomia o preparo exige laxante (cólon com fezes), se o segmento a ser
estudado é o DISTAL o preparo se faz com lavagens sem o uso de laxantes,; porque
estes não atuam nesta porção. Dependendo do caso as lavagens serão realizadas em boca
de colostomia ou via retal.
ENEMAS BARITADOS:
-enemas baritados podem ser realizados em pacientes com enterorragias profusas com o
objetivo de provocar o tamponamento aproveitando a densidade do contraste. Nestes
casos a plenificação dos cólons é feita (de emergência) sem limpeza intestinal prévia.
FISTULOGRAFIA

CONCEITO

É o estudo radiológico contrastado de pertuitos fistulosos que se mantém em pontos de


lesão secundários a processos inflamatórios e infecciosos, ou em locais de incisões
cirúrgicas. O exame em geral é realizado para delinear o trajeto, grau de extensão e órgão
acometidos para uma provável cirurgia corretiva.
MÉTODO DO EXAME
Posiciona-se o paciente com o decúbito de acordo com o local da fístula. Ex: decúbito
ventral se a fístula for em região sacra; posição ginecológica se for em região perineal, etc.
Expõe-se a área e inspeciona o local do orifício para observação de seu tamanho e secreção
drenada. Após antissepsia do local se procede a canalização do ostio fistuloso com sonda
tipo uretral, seguido de injeções fracionadas de contraste e tomadas radiográficas em
sequencias.
MATERIAL DE SALA
-01 agulha 40x12 (para aspirar o contraste)
-luvas (estéreis ou não conforme localização da fístula)
 01 campo fenestrado
-esparadrapo
-gazes
 01 seringa descartável 20m1
-01 sonda uretral (n° depende da fístula n° 04, 06 ou 08)
 01 sonda de folley n° 10 ou 12 se necessário (se o orifício for grande)
-01 frasco de contraste iodado 50m1
 antisséptico
 material de curativo
PREPARO PRÉ-EXAME
-entrevista para saber tipo d.e alergia do paciente
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-
EXAME -preparar a sala de exames e o material
necessário -chamar o paciente
-explicar sobre o exame a ser realizado
 fornecer roupa do RX e encaminhá-lo ao vestiário
PROCEDIMENTOS NA SALA DE EXAMES
 posicionar o paciente na mesa de maneira que exponha a fistula
 auxiliar o médico na disposição do material e no que for necessário -
observar quaisquer reações adversas referidas ou apresentadas pelo paciente
 medicar conforme prescrição médica
-controlar os sinais vitais se necessário
 deixar o paciente confortável após o procedimento
-fazer o curativo local
-proceder anotações no plano assistencial (internados)
-orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou
familiares -proceder limpeza e desinfecção do material
-deixar em ordem a sala de exames
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME

-refazer curativo do local sempre que for necessário

HISTEROSSALPINGOGRAFIA

CONCEITO
É uni exame contrastado do útero e trompas de Falópio através da cateterização do colo do
útero e injeção do contraste via orifício cervical.

FINALIDADES
-determinar problemas da esterilidade
 visualizar más formações uterinas, obstruções tubáreas e infecções

DESCRIÇÃO DA TÉCNICA
Com a paciente em posição ginecológica é feita a antissepsia da região genital, raiz de
coxa e perineo. O radiologista pede para a paciente erguer as nádegas e coloca o campo
sobre elas. Em seguida é feita a introdução do especulo, que pode ser desconfortável,
e a antissepsia do colo do útero. Instilam-se 3 jatos de lidocaína spray 20% no colo do
útero e em seguida, faz-se o pinçamento do colo do útero e introduz no orifício
cervical o histerossalpingógrafo com um cone d e borracha em sua extremidade para se
.

evitar o extravasamento do contraste, na sequência é removido o especulo. A paciente


deverá ficar imóvel para não tracionar o histerossalpingógrafo e o cone. O exame
poderá ser acompanhado pela radioscopia. Através de seringa, injeta-se o contraste sob
pressão e ao mesmo tempo faz-se as tomadas radiográficas (em posição ginecológica).

MATERIAL DE SALA
-01 pacote de histerossalpingografia
-01 badeja básica de
RX -01 extensor 20cm
 01 torneirinha 03 vias
 01 contraste iodado 20m1 ou mais
-01 cone de borracha
(avulso) -01 par de luvas
estéreis
-lidocaína gel a 2% (para lubrificar o especulo)
 lidocaina spray 20% (para instilar o colo do útero)
-gazes
 antisséptico
-01 ampola de escopolamina + dipirona (Buscopan composto)
 glicose a 25% (01 ampola)
 01 dispositivo intravenoso n°21
-01 garrote
-algodão com álcool
-01 seringa 20 ml
-agulha 25x07
-01 foco auxiliar/ 01 bando giratório
-01 supositório anti-inflamatório (para diminuir a dor)
PREPARO PRÉ-EXAME
-o exame poderá ser marcada no período do 5° ao 14° doa da menstruação. A observação
deste período é muito importante, pois se o exame for realizado em mulheres grávidas, a
radiação poderá provocar o abortamento ou mal formação do feto.
-em nosso serviço, quando se tem dúvidas quanto ao período menstrual, é realizado
antes do exame, uma Ultrassonografia para descartar a gravidez.

VÉSPERA DO EXAME
-01 comprimido de Diclofenato de sódio

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-EXAME


-chamar a paciente
-fornecer roupa do RX e encaminhá-la ao vestiário
-orientar sobre o exame e finalidades do mesmo
-certifique-se de que a paciente não esteja menstruada
-orientar a paciente para que coopere, pois o exame é doloroso e desconfortável
 informar que poderá haver um pouco de sangramento após o exame
 encaminhá-la ao banheiro para esvaziar a bexiga e colocar um supositório de Diclofenato
sódico para diminuir a dor no momento do exame
PROCEDIMENTOS NA SALA DE EXAMES
-preparar a sala de exames e o material necessário
- posicionar a paciente: primeiramente decúbito dorsal, para ser feito a radiografia simples
e para avaliar a técnica, e após, posição ginecológica
-posicionar o foco auxiliar direcionando-o para a região a ser examinada
 auxiliar o médico na disposição do material e no que for necessário
-oferecer apoio psicológico e permanecer do lado da paciente
 medicar conforme orientação médica
 observar qualquer reação adversa referida ou apresentada pela paciente durante o exame
(principalmente cólica e náuseas). Queixas dolorosas de forte intensidade exigem
intervenção medicamentosa.
-controlar sinais vitais se necessário
 após a remoção do instrumental, encaminhar a paciente ao banheiro para a higienização e
trocar-se
-proceder limpeza e desinfecção do material
-deixar a sala de exames em ordem

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME


 orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou familiares
 oferecer absorvente caso a paciente não tenha trazido
-avaliar as condições da paciente e de acordo com as mesmas, poderá ser liberada
 verificar sangramento, analgésico de rotina
 recomenda-se não ter relações sexuais por 3 dias, por causa do sangramento

PIELOGRAFIA ASCENDENTE (OU RETRÓGRADA)

CONCEITO
É a avaliação das vias urinárias por contrastação direta.

OBJETIVO
Excelente para análise anatômica de vias urinárias em casos que não se obtém
contrastação em urografias.
MÉTODO DE EXAME
Exame geralmente subsequente à cistoscopia, onde houver cateterização do ureter (ou
ureteres) a serem avaliados. Realizado pela injeção de contraste através do cateter
uretral nas vias urinárias, com tomadas radiográficas, evidenciando a plenificação do
sistema pielocaliciano e do ureter, e após a retirada do cateter fazer clichês, avaliando a
drenagem do contraste.

MATERIAL DE SALA
-01 agulha descartável 25x07
-01 cúpula estéril
-01 par de luvas estéreis
 01 seringa descartável 20m1
-01 frasco de soro fisiológico 0,9% de
250m1 -01 frasco de contraste iodado
 antisséptico

PREPARO
 sem preparo
-sem jejum
 entrevista para saber os tipos de alergia do paciente

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-EXAME


-preparar a sala de exames e o material necessário
-chamar o paciente
-explicar ao paciente o exame a ser realizado
 o paciente deve estar com sonda uretral para ser possível a realização do exame, sendo
que a mesma é passada na sala de cistoscopia (no Centro Cirúrgico)

PROCEDIMENTOS NAS SALAS DE EXAMES


-auxiliar o paciente a permanecer na posição adequada ao exame
-auxiliar o médico na disposição do material estéril na mesa auxiliar e no que for
necessário -medicar conforme prescrição médica se necessário
 o radiologista injeta lentamente o contraste pelo cateter uretral, observando pela
radioscopia
 observar qualquer reação adversa referida ou apresentada pelo paciente, especialmente
dor -controlar sinais vitais se necessário
 deixar o paciente confortável após o procedimento -
proceder anotações no plano assistencial (internados) -orientar
e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou familiares
-proceder a limpeza e desinfecção do
meterial -deixar em ordem a sala de exames
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS EXAME -

 incentivar ingestão hídrica


SIALOGRAFIA
CONCEITO
Consiste na injeção de contraste radiopaco dentro do sistema glandular(parótida e
submandibular) em seus ductos e ramificações.

OBJETIVO
Detecções de tumores, estenoses, processos obstrutivos e inflamatórios das glândulas
salivares.

DESCRIÇÃO DA TÉCNICA
Faz-se primeiramente uma radiografia simples para detectar calcificações. A seguir, é
feito a cateterização do dueto parotideo se abre no vestíbulo da boca e o submandibular na
papila sublingual. Quando há dificuldades de localizar o ostio, goteja-se limão na boca do
paciente para estimular a salivação e consequentemente causar a sua dilatação, o que facilita
a sua cateterização.

MATERIAL DE SALA
-pacote de sialografia (dilatadores)
-caixa de cateteres de sialografia (ou de linfografia) — em nosso serviço improvisamos com
cateter para infusão com asas n° 21, 23 e 25, dos quais são, polidas as pontas e retirado o
bisel e também cortadas as asas;
 01 limão se necessário
-01 seringa descartável 05m1
 01 frasco de soro fisiológico 0,9% 250m1
-contraste iodado
-03 pacotes de gazes
 01 agulha descartável 40x12
-01 par de luvas

PREPARO
-paciente deve trazer 01 limão
-retirar prótese dentária
-higiene oral
 em crianças que não cooperam o exame será realizado sob anestesia geral. Providenciar
anestesia para o procedimento conforme rotina do serviço
 solicitar prontuário (caso o exame seja com anestesia)
 orientar familiares que ficará em repouso pós anestesia após acordar bem
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-EXAME
 preparar a sala de exames e o material necessário
 chamar o paciente
 explicar ao paciente o que vai ser feito e orientar em relação à troca de roupa para o
exame -retirar brincos, correntes e prótese dentária
 fornecer roupa do RX e encaminhá-lo ao vestiário
-puncionar veia periférica se necessário (quando for com anestesia geral)
-solicitar refeição

PROCEDIMENTOS NA SALA DE EXAMES


 auxiliar o paciente a permanecer na posição adequada ao exame (decúbito dorsal e boca
aberta)
-auxiliar o médico radiologista e o anestesista na disposição do material e no que for
necessário
 posicionar o foco auxiliar em direção à boca do paciente
 medicar conforme prescrição
 observar qualquer reação referida ou apresentada pelo paciente durante o exame e avisar o
médico qualquer intercorrência
 proceder anotações no plano assistencial (internados)
-orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou familiares
-proceder limpeza e desinfecção do material

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME


EXAME SEM ANESTESIA:
 nada em especial
EXAME COM ANESTESIA:
-aspirar vias aéreas superiores sempre que necessário
 controlar sinais vitais
 solicitar ao acompanhante para que permaneça junto do
paciente -oferecer dieta própria para a idade após acordar bem
-orientar ingestão hídrica
-o paciente será liberado após avaliação do anestesista.

TRÂNSITO INTESTINAL OU SERIGRAFIA DO INTESTINO DELGADO

CONCEITO
É o exame contrastado do duodeno, jejuno e íleo, através da ingestão do contraste
(sulfato de bário) via oral

FINALIDADES
-diagnosticar estenoses, tumores, anomalias do intestino e delgado
-auxiliar no diagnostico etiológico de diarreias, cólicas abdominais, enterorragias,
etc. -diagnosticar processos inflamatórios e síndrome de má absorção

MÉTODO DO EXAME
Posicionar o paciente na posição em pé ou deitado. Faz-se uma radiografia simples de
abdome. Após é oferecido 200m1 de contraste (bário) para o paciente ingerir via oral ou
através de sonda nasogástrica se for necessário. A seguir, oferecer 01 copo de água gelada,
que ajuda na progressão mais rápida do contraste. As tomadas radiográficas serão feitas em
intervalos de 30', 60', 90' e 120' (período em que o contraste leva para fazer o trânsito

intestinal com progressão até a porção terminal do íleo). Após 60' serão feitas mais
radiografias se necessário.

MATERIAL DE SALA
-01 copo descartável
 200m1 de sulfato de bário
-guardanapo de papel
-água gelada
-material para sondagem nasogástrica se necessário
 01 tubo de lidocaína gel a 2%
-01 seringa descartável 20m1
 01 pacote de gazes
-sonda (n° conforme idade)
-esparadrapo
-em lactentes, o contraste será oferecido em mamadeira com bico de abertura ampla e
contraste adoçado
-luvas de procedimento
PREPARO
 adultos: jejum de 4 horas
-lactentes: suspender a última mamada antes do horário do exame
-crianças de 1 a 4 anos: jejum de 4 horas
 crianças acima de 4 anos: jejum de 6 horas

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-EXAME:


 preparar a sala de exames e o material necessário
 chamar o paciente
-explicar ao paciente o exame a ser realizado e sua duração
-fornecer roupa do RX e encaminhá-lo ao vestiário

PROCEDIMENTOS NAS SALAS DE EXAMES


-oferecer o contraste ao paciente
-observar qualquer reação adversa referida ou apresentada pelo paciente, principalmente
náuseas — caso o paciente não consiga deglutir, será necessário passar sonda nasogástrica,
preferencialmente localizado no duodeno
 controlar sinais vitais do paciente sempre que necessário
-oferecer 01 copo de água gelada (auxilia na descida do contraste)
-orientar para que o paciente deambule um pouco até o momento das primeiras
radiografias. (conforme estado geral do paciente)

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME


-orientar ingestão hídrica em abundância -
dieta normal laxante
-caso o paciente não evacue em 03 dias deverá ser prescrito laxante
-proceder anotações no plano assistencial
-orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou familiares
 proceder limpeza e desinfecção do material
 deixar em ordem a sala de exames

UROGRAFIA EXCRETORA (URE)

CONCEITO
Consiste na administração de um contraste radiopaco por via endovenosa e logo após, a
realização de várias radiografias em série, para visualização de toda a estrutura dos rins,
pelves renais, ureteres e bexiga.

OBJETIVO
Fornecer dados sobre alterações morfológicas e fisiológicas de todo aparelho urinário, tais
como: obstruções, litíase renal e ureteral, processos expansivos renais, hidronefoses,
traumatismos e outros.

MÉTODO DO EXAME
O paciente deve esvaziar a bexiga para que não ocorra a diluição do contraste quando
houver o enchimento desta. Posicioná-lo em decúbito dorsal na mesa radiológica onde
será feita uma radiografia simples. O contraste iodado injetado endovenoso é filtrado
pelos nefrons e flui pelas vias urinárias, determinando sua opacificação. Mensura a
função excretora renal, portanto, rins com função bloqueada determinam retardo no
tempo do exame. A opacificação das vias urinárias em clichês radiográficos sequencial
permitem a avaliação do calibre e a permeabilidade das mesmas. As radiografias são
batidas nas posições oblíqua D e E, decúbito ventral e pós-miccional. Para conseguir
um bom enchimento dos cálices e bacinete faz-se a compressão do ureter através da
compressão do ureter através da compressão abdominal caso o paciente não esteja com
cólicas.

MATERIAL DE SALA
-01 dispositivo intravenoso n° 19,21 ou 23 (conforme a idade do paciente)
 esparadrapo
 01 seringa descartável de 20ml
 01 equipo simples
-01 frasco soro fisiológico 0,9% de 50m1 (caso o contraste for administrado
diluído) -garrote
-algodão com álcool
-contraste iodado (40 a 150m1, dependendo do peso e da função renal do paciente), em
crianças ate 2,5m11Kg
 agulha 40x12 (para aspirar o contraste)
-01 cúpula estéril (para aspirar volumes maiores de contraste)
Obs: a critério médico, o contraste poderá ser administrado puro (70-80m1)

COMPLICAÇÕES:
-reações cardiovasculares — hipotensão, choque, parada
cardíaca -reações neuromusculares — convulsões
 reações alérgicas — edema de glote, urticária localizada ou generalizada
PREPARO
-ao marcar o exame verificar se o paciente é alérgico
 restringir a ingestão hídrica, favorecendo assim a maior concentração do contraste

-VÉSPERA DO EXAME: jantar leve às 19:00; às 20:00 tomar um purgativo laxol de 60


gramas, preparado com meio copo de água ou refrigerante, a seguir, ficar em JEJUM
ABSOLUTO até a realização do exame (adultos).
 crianças de 06 a 10 anos solicitar somente jejum a partir das 22 horas
 lactentes e crianças menores de 06 anos: jejum de 06 horas
-adolescentes de 11 a 15 anos: às 20 horas tomar 30 gramas de laxol e depois jejum
 caso esteja tomando medicamento para hipertensão arterial continuar tomando
normalmente.
 crianças de colo ou até 1 ano: 3 horas de jejum
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-EXAME
-preparar a sala de exames e o material necessário
-chamar o paciente
-explicar ao paciente o que vai ser feito e orientá-lo em relação à troca de roupa para o
exame
-pesquisar história de alergias a medicamentos e alimentos, asma, bronquite
 pacientes alérgicos deverão receber preparo específico pré-exame
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA SALA DE EXAMES
-auxiliar o paciente a permanecer na posição adequada ao exame (decúbito dorsal),
orientá-lo a não movimentar-se na mesa para evitar a excreção rápida do contraste
-verificar sinais vitais antes de injetar o contraste
-medicar conforme prescrição médica caso o paciente esteja hipertenso
 caso o paciente esteja com SVD pinçar o prolongamento para que possibilite o
enchimento da barriga
 puncionar veia periférica com escalpe de grosso calibre e injetar rapidamente o
contraste
 observar qualquer reação adversa referia ou apresentada pelo paciente durante o exame
especialmente ao contraste: náuseas, sialorréia, lipotimias, cefaleia, dispneia, tosse,
prurido na pele, espirros;
 deixar o paciente confortável após o procedimento.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME


 retirar a punção venosa caso não tenha ocorrido nenhuma anormalidade
 proceder anotações no plano assistencial (internados)
 reiniciar a dieta
-incentivar ingestão hídrica, favorecendo a eliminação do contraste
 orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou
familiares -proceder limpeza e desinfecção do material
-deixar em ordem a sala de exames
Obs.: pelo contraste ser espesso a punção deve ser realizada numa veia e com dispositivo
intravenoso de grosso calibre. Caso contrário, há demora na injeção do contraste
prejudicando a sequência do exame pela rápida excreção do contraste injetado
primeiramente.

URETROCISTOGRAFIA MICCIONAL (UCM) E URETROCISTOGRAFIA


MICCIONAL E RETRÓGRADA (UCMR)

CONCEITO
Consiste na administração de contraste radiopaco via sonda uretral e logo após, a
realização de várias radiografias em série, para visualização da bexiga e uretra.

OBJETIVO
 fornecer dados sobre alterações morfológicas e fisiológicas da bexiga e uretra tais como:
traumatismos, estenoses, retenção urinária em pacientes com infecção urinaria de
repetição. -pesquisa de refluxo vesico-ureteral
DESCRIÇÃO DA TÉCNICA

PREPARO
higiene intima

E feito o posicionamento do paciente em decúbito dorsal, realiza-se o cateterismo vesical,


e faz o enchimento da bexiga.
MULHERES E CRIANÇAS: após a injeção do contraste na bexiga via sonda uretra!, com a
bexiga contrastada; faz se urna tomada radiográfica em repouso e várias em fase de
micção e urna após micção total (avaliar resíduo), nas posições obliqua direito, esquerda e
dorsal. HOMENS ADULTOS: injeção retrógrada do contraste na uretra com clamp
apropriado, que é acoplado ao meato uretra!, facilitando o seu posicionamento, e após é
realizado as tomadas radiográficas da uretra contrastada. Após plenificação da bexiga
(com injeção contraste por sonda) faz-se tomadas radiográficas do jato urinário em
micção e após micção.

MATERIAL DE SALA
 material para antissepsia
 01 clamp (pinça Knutssm) para masculino adulto
-01 equipo simples
-02 pacotes de gazes
-01 par de luvas estéreis
 seringa de 20m1 (para masculino adulto)
-sonda uretra! n° 04,06 ou 08
-soro fisiológico 200m1 (para crianças) e 350m1 (para adultos)
-lidocaina geleia a 2%
-contraste iodado 50m1 para crianças e 100m1 a 150m1 para adultos diluído no frasco de
soro fisiológico
 01 campo fenestrado
 01 cúpula (para colocação do contraste puro para a injeção retrógrada na uretra em
pacientes masculino adulto)
 esparadrapo ou
micropore -antisséptico
-tábua e faixas para restrição em crianças

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-


EXAME -preparar a sala de exames e o material
necessário
 chamar o paciente
-explicar o exame a ser realizado, informando a necessidade de sua cooperação no
momento das radiografias em micção
-orientá-lo em relação à troca de roupa para o exame
 encaminhá-lo ao banheiro para que esvazie a bexiga
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA SALA DE EXAMES
-auxiliar o paciente a permanecer na posição adequada ao exame
-fazer o cateterismo vesical, conforme técnica padronizada pelo
hospital -forrar a mesa com lençóis para que absorvam a urina
-conectar equipo simples na sonda, abrir e deixar infundir o soro com o contraste (já
preparado), rapidamente
-dar apoio emocional ao paciente e deixá-lo à vontade, pois o medo, vergonha e tensão
inibem o relaxamento da bexiga, principalmente em mulheres
-expor o paciente somente o necessário
-permanecer na sala o mínimo de pessoas possível (somente a equipe necessária)
 após infusão do contraste retirar a sonda e pedir ao paciente para informar o técnico de
RX a hora que deseja urinar, para que sejam feitas as tomadas radiográficas durante a
micção -pacientes do sexo masculino poderão minar no saco coletor durante a radiografia
para não molhar a mesa do exame
-enxugar a mesa após cada radiografia para que a urina contrastada não prejudique a
imagem da próxima radiografia
-antes da última radiografia, encaminhá-lo ao banheiro para esvaziar totalmente a bexiga
(radiografia pós-miccional)

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PÓS-EXAME


 encaminhar o paciente ao banheiro
 oferecer toalha para o paciente banhar-se
 oferecer roupas secas (pacientes internados)
-proceder anotações no plano assistencial
-orientar e esclarecer eventuais dúvidas do paciente e/ou familiares
-proceder limpeza e desinfecção do material
-deixar em ordem a sala de exames
Obs.: em mulheres não se faz a injeção retrógrada do contraste, somente em homens.

OUTROS EXAMES REALIZADOS NA RADIOLOGIA


RADIOGRAFIA PARA LOCALIZAÇÃO DE CATETER

CONCEITO
É a injeção de contraste radiopaco no cateter venoso central imediatamente após a sua
punção.
OBJETIVO
Observar a localização exata do cateter e se está no local adequado.
MATERIAL DE SALA
-seringa 05ml
-agulha 40x12
-contraste iodado
MÉTODO
-injeta-se mais ou menos 3m1 de contraste iodado no cateter e a seguir bate-se uma
radiografia
CUIDADOS
-pesquisar história de antecedentes alérgicos.

MATERIAIS ESTERILIZADOS UTILIZADOS NOS PROCEDIMENTOS


RADIOLÓGICOS
BANDEJA BÁSICA DE RAIOS-X
02 seringas de 20m1 com bico de metal
02 seringas de 10m1 com bico de metal
01 seringa de 05ml com bico de metal
01 pinça para antissepsia
01 pinça kelly
03 cúpulas (1 P, 1M e 1 G)
MATERIAL DE ANTISSEPSIA
01 cúpula
01 pinça hemostática 01
cuba rim
Gazes

PACOTE DE ARTERIOGRAFIA CEREBRAL (P/PUNÇÃO)


01 cabo de bisturi 01
pinça anatômica
01 pinça mosquito reta
01 agulha 25x18 (p/ aspirar o contraste)

PACOTE DE HISTEROSSALPINGOGRAFIA
03 espéculos P,M e G (poderá ser utilizado
descartável) 01 pinça pozzi
01 histerômetro
01 histerossalpingógrafo
01 pinça Sheron

PACOTE DE SIALOGRAFIA

Vários dilatadores
01 pinça anatômica

PACOTE DE CAMPOS DE SUTURA


01 campo fenestrado 1,20x1,50m
02 campos simples 1,00x1,50m

DESINFECCÇÃO CONCORRENTE
-É efetuada entre um exame e outro com álcool a 70% na mesa de exame e na mesa
auxiliar -Na presença de sangue ou secreção passar desinfetante padronizado e deixar agir
por 30 minutos. Após, efetuar a desinfecção.
DESINFECÇÃO TERMINAL
-Deverá ser realizada uma vez por semana
 A limpeza do aparelho deverá ser feita rigorosamente em todas as suas partes com água e
sabão neutro, preferencialmente nos finais de semana
 A mesa deverá ser movimentada em todas as direções possíveis para ser efetuada a
limpeza por dentro e por baixo
 Após a limpeza, passar álcool a 70% ou desinfetante padronizado
-Uma vez por semana ou quando necessário será efetuada a desinfecção dos aventais de
chumbo e protetores de tireoide
-A enfermeira deverá solicitar uma vez por mês, aspiração de todo o setor e limpeza dos
aparelhos de ar condicionado
 O setor deverá ser lavado sem a utilização de muita água. O chão semanalmente e as
paredes mensalmente.
CONSIDERAÇÕES GERAIS
-Nas realizações de biópsias (RX E U.S.G) fornecer frascos com formol a 10%. O material
deverá ser encaminhado ao laboratório juntamente com o pedido do exame
 O contraste deverá ser protegido da luz e de R.X. dispersos, assim como os filmes e
chassis carregados
 O contraste deverá ser aquecido no frio
-Os aventais de chumbo deverão ser guardados esticados para evitar a quebra do chumbo,
danificando-os
 Utilizar sempre os meios de proteção: avental, protetor de tireoide, luvas e óculos
plumbíferos.
 Usar o dosímetro.
 Dentro das possibilidades, ficar o mais distante possível do local irradiado. Durante as
radiografias permanecer dentro da sala de exame somente quando necessário.
 Indagar sempre ás mulheres (pacientes e acompanhantes) sobre a existência de gravidez.
Caso positivo, não permanecer na área irradiada.
 Os instrumentais utilizados em procedimentos invasivos deverão ser esterilizados.