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Prefeitura Municipal de Pombos do Estado de Pernambuco

POMBOS-PE
Professor - PA
Portaria nº266/2017, de 16 de Agosto de 2017

AG082-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Prefeitura Municipal de pombos do Estado de Pernambuco

Cargo: Professor - PA

(Baseado na Portaria nº266/2017, de 16 de Agosto de 2017)

• Língua Portuguesa
• Raciocínio Lógico
• Noções de Informática
• Conhecimentos Específicos

Autora
Silvana Guimarães

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Suelen Domenica Pereira
Camila Lopes

Capa
Nátalia Maio

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa
LÍNGUA E LINGUAGEM Norma culta e variedades linguísticas. Semântica e interação. Significação das palavras. Deno-
tação e conotação. Funções da Linguagem. Textualidade (coesão, coerência e contexto discursivo). ................................. 01
MORFOSSINTAXE - Estudo dos verbos e sua relação com as formas pronominais. Sintaxe do período e da oração e seus
dois eixos: coordenação e subordinação. Sintaxe de Concordância. Sintaxe de Colocação. Sintaxe de Regência. Análise
Sintática Estudo das classes gramaticais (incluindo classificação e flexão): Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo,
Advérbio, Conjunção, Preposição, Interjeição, Conectivos, Formas variantes. Emprego das palavras. ................................. 16
ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO. .......................................................................................................................................................................... 77
ESTUDO DE TEXTOS Interpretação de textos. Tópico frasal e sua relação com ideias secundárias. Elementos relaciona-
dores. Pontuação. Conteúdo, ideias e tipos de texto. O texto literário: tema, foco narrativo, personagens, tempo. Coe-
xistência das regras ortográficas atuais com o Novo Acordo Ortográfico........................................................................................ 84

Raciocínio Lógico
Noções básicas de lógica: conectivos, tautologia e contradições, implicações e equivalências, afirmações e negações,
silogismos. Estrutura lógica de relações entre pessoas, lugares, objetos e eventos. Dedução de novas informações a
partir de outras apresentadas. ........................................................................................................................................................................... 01
Lógica da argumentação. ..................................................................................................................................................................................... 10
Diagramas lógicos. Análise, interpretação e utilização de dados apresentados em tabelas e gráficos................................. 15

Noções de Informática
Conceitos básicos de operação de microcomputadores. Noções básicas de operação de microcomputadores em rede
local. .............................................................................................................................................................................................................................. 01
Operação do sistema operacional Windows 2003, XP, 7, 8 e 10. Uso de arquivos, pastas e operações mais frequentes,
uso de aplicativos e ferramentas. ...................................................................................................................................................................... 23
Operação do editor de textos Word 2003/2010/2013/365: conceitos básicos; principais comandos aplicáveis ao texto;
uso de tabelas, mala direta e ferramentas; impressão de documentos; compartilhamento de documentos; modelos,
temas e estilos; editoração eletrônica; edição de múltiplos documentos. ....................................................................................... 56
Operação da planilha Excel 2003/2010/2013/365: conceitos básicos; digitação e edição de dados; construção de fórmu-
las para cálculos de valores; criação de gráficos; formatação de dados e planilhas. ................................................................... 83
Noções gerais de utilização da Internet e suas ferramentas.................................................................................................................111

Conhecimentos Específicos
A arte na escola: desenho, teatro, música, pintura...................................................................................................................................... 01
Construção das noções de espaço, tempo e grupo................................................................................................................................... 32
Língua portuguesa: o processo de aquisição da leitura e da escrita. O texto: apreensão de ideias básicas e acessórias.
Interpretação de ideias sugeridas por imagens. Metodologia da linguagem: objetivos do trabalho com a linguagem
verbal na escola. Usos, funções e valores sociais da linguagem oral e da escrita. Linguagem: variação linguística; inter-
locução. O professor, o aluno e o processo de elaboração de textos escritos................................................................................. 37
Matemática: a construção dos conceitos matemáticos. Sistema de numeração em diferentes bases. Resolução de pro-
blemas. Metodologia do ensino de matemática.......................................................................................................................................... 69
Ciências: água, ar e solo – características físicas, químicas e biológicas e suas relações nos ecossistemas......................... 99
Sol – fontes de energia e processos energéticos vitais na natureza..................................................................................................137
Transformações dos materiais na natureza..................................................................................................................................................145
Seres vivos – suas relações e interações ambientais, cadeia e teia alimentar.................................................................................147
Corpo humano: higiene, alimentação, estrutura, funções, reprodução e sexualidade...............................................................157
Meio ambiente. Impactos ambientais – manejo e conservação. Lixo. Poluição............................................................................195
Estudos sociais: Economia e política no Brasil............................................................................................................................................203
Principais problemas socioeconômicos, desigualdades regionais no Brasil de hoje...................................................................210
Brasil e estado de Pernambuco: principais aspectos geográficos e econômicos..........................................................................213
Espaço e tempo: localização, organização, representação. Tempo físico. Linha de tempo.......................................................215
Mapas e globo terrestre.......................................................................................................................................................................................218
LÍNGUA PORTUGUESA

LÍNGUA E LINGUAGEM Norma culta e variedades linguísticas. Semântica e interação. Significação das palavras. Denota-
ção e conotação. Funções da Linguagem. Textualidade (coesão, coerência e contexto discursivo). ..................................... 01
MORFOSSINTAXE - Estudo dos verbos e sua relação com as formas pronominais. Sintaxe do período e da oração e seus
dois eixos: coordenação e subordinação. Sintaxe de Concordância. Sintaxe de Colocação. Sintaxe de Regência. Análise
Sintática Estudo das classes gramaticais (incluindo classificação e flexão): Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo,
Advérbio, Conjunção, Preposição, Interjeição, Conectivos, Formas variantes. Emprego das palavras. ................................. 16
ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO. .......................................................................................................................................................................... 77
ESTUDO DE TEXTOS Interpretação de textos. Tópico frasal e sua relação com ideias secundárias. Elementos relaciona-
dores. Pontuação. Conteúdo, ideias e tipos de texto. O texto literário: tema, foco narrativo, personagens, tempo. Coe-
xistência das regras ortográficas atuais com o Novo Acordo Ortográfico........................................................................................ 84
LÍNGUA PORTUGUESA

Variações regionais: São os chamados dialetos,


LÍNGUA E LINGUAGEM Norma culta e que são as marcas determinantes referentes a diferentes
variedades linguísticas. Semântica e interação. regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que,
em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como:
Significação das palavras. Denotação macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade
e conotação. Funções da Linguagem. estão os sotaques, ligados às características orais da
Textualidade (coesão, coerência e contexto linguagem.
discursivo).
Variações sociais ou culturais: Estão diretamente
ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também
ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como
A linguagem é a característica que nos difere dos exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira.
demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos
sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião grupos, como os surfistas, cantores de rap, tatuadores, entre
outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo,
frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano e,
caracterizando um linguajar técnico. Representando a
sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social.
classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais
Dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se da área de informática, dentre outros.
os níveis da fala, que são basicamente dois: o nível de Vejamos um poema sobre o assunto:
formalidade e o de informalidade.
O padrão formal está diretamente ligado à linguagem Vício na fala
escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um Para dizerem milho dizem mio
modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma Para melhor dizem mió
maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que Para pior pió
a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Para telha dizem teia
Quanto ao nível informal, por sua vez, representa o Para telhado dizem teiado
estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado E vão fazendo telhados.
controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que, para Oswald de Andrade
a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/
errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma
variacoes-linguisticas.htm
um estigma.
Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, Níveis de linguagem
estão as chamadas variedades linguísticas, as quais
representam as variações de acordo com as condições A língua é um código de que se serve o homem
sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. para elaborar mensagens, para se comunicar. Existem
Dentre elas destacam-se: basicamente duas modalidades de língua, ou seja, duas
línguas funcionais:
Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua 1) a língua funcional de modalidade culta, língua culta
apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do ou língua-padrão, que compreende a língua literária,
tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão tem por base a norma culta, forma linguística utilizada
da ortografia, se levarmos em consideração a palavra pelo segmento mais culto e influente de uma sociedade.
farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, Constitui, em suma, a língua utilizada pelos veículos de
contrapondo-se à linguagem dos internautas, a qual se comunicação de massa (emissoras de rádio e televisão,
jornais, revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é a de
fundamenta pela supressão do vocábulos. Analisemos,
serem aliados da escola, prestando serviço à sociedade,
pois, o fragmento exposto: colaborando na educação;
2) a língua funcional de modalidade popular; língua
Antigamente popular ou língua cotidiana, que apresenta gradações as
“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles mais diversas, tem o seu limite na gíria e no calão.
e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam
anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os Norma culta:
janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes,
arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do A norma culta, forma linguística que todo povo civilizado
balaio.” possui, é a que assegura a unidade da língua nacional.
Carlos Drummond de Andrade E justamente em nome dessa unidade, tão importante
Comparando-o à modernidade, percebemos um do ponto de vista político--cultural, que é ensinada nas
vocabulário antiquado. escolas e difundida nas gramáticas. Sendo mais espontânea
e criativa, a língua popular afigura-se mais expressiva e
dinâmica. Temos, assim, à guisa de exemplificação:

1
LÍNGUA PORTUGUESA

Estou preocupado. (norma culta) Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume.
Tô preocupado. (língua popular) Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa
Tô grilado. (gíria, limite da língua popular) de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta o
comete, passando, assim, a constituir fato linguístico
Não basta conhecer apenas uma modalidade de registro de linguagem definitivamente consagrado pelo
língua; urge conhecer a língua popular, captando-lhe a uso, ainda que não tenha amparo gramatical. Exemplos:
espontaneidade, expressividade e enorme criatividade, Olha eu aqui! (Substituiu: Olha-me aqui!)
para viver; urge conhecer a língua culta para conviver. Vamos nos reunir. (Substituiu: Vamo-nos reunir.)
Podemos, agora, definir gramática: é o estudo das Não vamos nos dispersar. (Substituiu: Não nos vamos
normas da língua culta. dispersar e Não vamos dispersar-nos.)
Tenho que sair daqui depressinha. (Substituiu: Tenho de
O conceito de erro em língua: sair daqui bem depressa.)
O soldado está a postos. (Substituiu: O soldado está no
Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto seu posto.)
nos casos de ortografia. O que normalmente se comete
são transgressões da norma culta. De fato, aquele que, As formas impeço, despeço e desimpeço, dos verbos
impedir, despedir e desimpedir, respectivamente, são
num momento íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou
exemplos também de transgressões ou “erros” que se
ele falar”, não comete propriamente erro; na verdade,
tornaram fatos linguísticos, já que só correm hoje porque
transgride a norma culta.
a maioria viu tais verbos como derivados de pedir, que tem
Um repórter, ao cometer uma transgressão em sua fala,
início, na sua conjugação, com peço. Tanto bastou para se
transgride tanto quanto um indivíduo que comparece a um arcaizarem as formas então legítimas impido, despido e
banquete trajando xortes ou quanto um banhista, numa desimpido, que hoje nenhuma pessoa bem-escolarizada
praia, vestido de fraque e cartola. tem coragem de usar.
Releva considerar, assim, o momento do discurso, que Em vista do exposto, será útil eliminar do vocabulário
pode ser íntimo, neutro ou solene. O momento íntimo escolar palavras como corrigir e correto, quando nos
é o das liberdades da fala. No recesso do lar, na fala referimos a frases. “Corrija estas frases” é uma expressão
entre amigos, parentes, namorados, etc., portanto, são que deve dar lugar a esta, por exemplo: “Converta estas
consideradas perfeitamente normais construções do tipo: frases da língua popular para a língua culta”.
Eu não vi ela hoje. Uma frase correta não é aquela que se contrapõe a uma
Ninguém deixou ele falar. frase “errada”; é, na verdade, uma frase elaborada conforme
Deixe eu ver isso! as normas gramaticais; em suma, conforme a norma culta.
Eu te amo, sim, mas não abuse!
Não assisti o filme nem vou assisti-lo. Língua escrita e língua falada. Nível de linguagem:
Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo.
A língua escrita, estática, mais elaborada e menos
Nesse momento, a informalidade prevalece sobre a econômica, não dispõe dos recursos próprios da língua
norma culta, deixando mais livres os interlocutores. falada.
O momento neutro é o do uso da língua-padrão, que A acentuação (relevo de sílaba ou sílabas), a entoação
é a língua da Nação. Como forma de respeito, tomam-se (melodia da frase), as pausas (intervalos significativos no
por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou decorrer do discurso), além da possibilidade de gestos,
seja, a norma culta. Assim, aquelas mesmas construções se olhares, piscadas, etc., fazem da língua falada a modalidade
alteram: mais expressiva, mais criativa, mais espontânea e natural,
Eu não a vi hoje. estando, por isso mesmo, mais sujeita a transformações e
Ninguém o deixou falar. a evoluções.
Nenhuma, porém, sobrepõe-se a outra em importância.
Deixe-me ver isso!
Nas escolas, principalmente, costuma se ensinar a língua
Eu te amo, sim, mas não abuses!
falada com base na língua escrita, considerada superior.
Não assisti ao filme nem vou assistir a ele.
Decorrem daí as correções, as retificações, as emendas, a
Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe.
que os professores sempre estão atentos.
Ao professor cabe ensinar as duas modalidades,
Considera-se momento neutro o utilizado nos veículos mostrando as características e as vantagens de uma e outra,
de comunicação de massa (rádio, televisão, jornal, sem deixar transparecer nenhum caráter de superioridade
revista, etc.). Daí o fato de não se admitirem deslizes ou ou inferioridade, que em verdade inexiste.
transgressões da norma culta na pena ou na boca de Isso não implica dizer que se deve admitir tudo na
jornalistas, quando no exercício do trabalho, que deve língua falada. A nenhum povo interessa a multiplicação
refletir serviço à causa do ensino. de línguas. A nenhuma nação convém o surgimento de
O momento solene, acessível a poucos, é o da arte dialetos, consequência natural do enorme distanciamento
poética, caracterizado por construções de rara beleza. entre uma modalidade e outra.

2
LÍNGUA PORTUGUESA

A língua escrita é, foi e sempre será mais bem-elaborada A divisão proposta pelo francês Pierre Giraud abarca
que a língua falada, porque é a modalidade que mantém duas condições de origem: aquelas figuras usadas pelo
a unidade linguística de um povo, além de ser a que faz próprio idioma (estilística da língua) e aquelas criadas pelo
o pensamento atravessar o espaço e o tempo. Nenhuma autor (estilística genética). Para aqueles que a entendem
reflexão, nenhuma análise mais detida será possível sem como uma divisão da gramática, a Estilística divide-se em:
a língua escrita, cujas transformações, por isso mesmo, • Figuras de sintaxe ou de construção - das quais as
processam-se lentamente e em número consideravelmente mais importantes são a elipse (com a subespécie zeugma),
menor, quando cotejada com a modalidade falada. pleonasmo, polissíndeto, inversão (hipérbato, anástrofe), ana-
Importante é fazer o educando perceber que o nível da coluto, silepse, onomatopeia e repetição.
linguagem, a norma linguística, deve variar de acordo com • Figuras de palavras - onde se tem a metáfora, a meto-
a situação em que se desenvolve o discurso. nímia (e seu caso especial: a sinédoque), catacrese e antono-
O ambiente sociocultural determina o nível da linguagem másia.
a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a pronúncia e • Figuras de pensamento - antítese, apóstrofe, eufemis-
até a entoação variam segundo esse nível. Um padre não mo, disfemismo, hipérbole, ironia (antífrase), personificação e
fala com uma criança como se estivesse em uma missa, retificação.
assim como uma criança não fala como um adulto. Um
engenheiro não usará um mesmo discurso, ou um mesmo Segundo essa divisão, a ela cabe, também, o estudo dos
nível de fala, para colegas e para pedreiros, assim como chamados Vícios de linguagem, tais como a ambiguidade,
nenhum professor utiliza o mesmo nível de fala no recesso barbarismo, cacofonia, estrangeirismo, colisão, eco, solecismo
do lar e na sala de aula. e obscuridade.
Existem, portanto, vários níveis de linguagem e, entre
esses níveis, destacam-se em importância o culto e o A linguagem é a característica que nos difere dos demais
cotidiano, a que já fizemos referência. seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar senti-
mentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente
aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano e, sobretudo,
Semântica e Estilística promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os
fatores que a ela se relacionam, destacam-se os níveis da fala,
Semântica é o estudo do significado. Incide sobre a que são basicamente dois: o nível de formalidade e o de in-
relação entre significantes, tais como palavras, frases, sinais formalidade.
e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação. A O padrão formal está diretamente ligado à linguagem
semântica linguística estuda o significado usado por seres escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo
humanos para se expressarem através da linguagem. Ou- geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira
tras formas de semântica incluem a semântica nas lingua- que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma
gens de programação, lógica formal, e semiótica. pudesse exercer total soberania sobre as demais.
Quanto ao nível informal, por sua vez, representa o estilo
Pode-se entender semântica como um ramo dos es-
considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado contro-
tudos linguísticos que se ocupa dos significados produ-
vérsias entre os estudos da língua, uma vez que, para a socie-
zidos pelas diversas formas de uma língua. Dentro dessa
dade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea
definição ampla, pertence ao domínio da semântica tanto a
é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma.
preocupação com determinar o significado dos elementos
Compondo o quadro do padrão informal da linguagem,
constituintes das palavras (prefixo, radical, sufixo) como o
estão as chamadas variedades linguísticas, as quais represen-
das palavras no seu todo e ainda o de frases inteiras. tam as variações de acordo com as condições sociais, cul-
Já Estilística é o ramo da linguística que estuda as va- turais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas
riações da língua e sua utilização, incluindo o uso estético destacam-se:
da linguagem e as suas diferentes aplicações dependendo
do contexto ou situação. Por exemplo, a língua de publici- Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua
dade, política, religião, autores individuais, ou a língua de apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo.
um período, todos pertencem a uma situação particular. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortogra-
Em outras palavras, todos possuem um “lugar”. fia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez
Na estilística, analisa-se a capacidade de provocar su- que a mesma era grafada com “ph”, contrapondo-se à lingua-
gestões e emoções usando certas fórmulas e efeitos de es- gem dos internautas, a qual se fundamenta pela supressão do
tilo, por exemplo, as características da estilística incluem o vocábulos. Analisemos, pois, o fragmento exposto:
uso do diálogo, acentos regionais e os dialetos desse de-
terminado povo, língua descritiva, o uso da gramática, tal Antigamente
como a voz passiva ou voz ativa, o uso da língua particular,
etc. Além disso, a estilística é um termo distintivo que pode “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e
ser usado para determinar conexões entre forma e efeitos eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos:
dentro de uma variedade particular da língua. Consequen- completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mes-
temente, a estilística visa ao que “acontece” dentro da lín- mo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a
gua; o que as associações linguísticas revelam do estilo da asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.”
língua. Carlos Drummond de Andrade

3
LÍNGUA PORTUGUESA

Comparando-o à modernidade, percebemos um voca- Prosopopeia


bulário antiquado.
É uma figura de linguagem que atribui características
Variações regionais: São os chamados dialetos, que humanas a seres inanimados. Também podemos chamá-la
são as marcas determinantes referentes a diferentes re- de PERSONIFICAÇÃO.
giões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, O céu está mostrando sua face mais bela.
em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: O cão mostrou grande sisudez.
macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade
estão os sotaques, ligados às características orais da lin- Sinestesia
guagem.
Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes
Variações sociais ou culturais: Estão diretamente li- (mistura dos cinco sentidos).
gadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também Raquel tem um olhar frio, desesperador.
ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como Aquela criança tem um olhar tão doce.
exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira.
As gírias pertencem ao vocabulário específico de cer- Catacrese
tos grupos, como os surfistas, cantores de rap, tatuadores,
entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissiona- É o emprego de uma palavra no sentido figurado por
lismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando falta de um termo próprio.
a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissio- O menino quebrou o braço da cadeira.
nais da área de informática, dentre outros. A manga da camisa rasgou.
Vejamos um poema sobre o assunto:
Metonímia
Vício na fala
É a substituição de uma palavra por outra, quando
Para dizerem milho dizem mio existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos
Para melhor dizem mió que permite essa troca. Ocorre metonímia quando empre-
Para pior pió gamos:
Para telha dizem teia - O autor pela obra.
Para telhado dizem teiado Li Jô Soares dezenas de vezes. (a obra de Jô Soares)
E vão fazendo telhados.
Oswald de Andrade - o continente pelo conteúdo.
O ginásio aplaudiu a seleção. (ginásio está substituindo
os torcedores)
Figuras
- a parte pelo todo.
Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento. (teto subs-
figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimen- titui casa)
to, além de auxiliar a compreender melhor os textos literá-
rios, deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao - o efeito pela causa.
significado simbólico das palavras e dos textos. Suou muito para conseguir a casa própria. (suor substi-
Definição: Figuras de linguagem são certos recursos tui o trabalho)
não--convencionais que o falante ou escritor cria para dar
maior expressividade à sua mensagem. Perífrase

Metáfora É a designação de um ser através de alguma de suas


características ou atributos, ou de um fato que o celebri-
É o emprego de uma palavra com o significado de ou- zou.
tra em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. É A Veneza Brasileira também é palco de grandes espetá-
uma comparação subentendida. culos. (Veneza Brasileira = Recife)
Minha boca é um túmulo. A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência. (Ci-
Essa rua é um verdadeiro deserto. dade Maravilhosa = Rio de Janeiro)

Comparação Antítese

Consiste em atribuir características de um ser a outro, Consiste no uso de palavras de sentidos opostos.
em virtude de uma determinada semelhança. Nada com Deus é tudo.
O meu coração está igual a um céu cinzento. Tudo sem Deus é nada.
O carro dele é rápido como um avião.

4
LÍNGUA PORTUGUESA

Eufemismo Assíndeto

Consiste em suavizar palavras ou expressões que são de- Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas
sagradáveis. orações.
Chegamos de viagem, tomamos banho, depois saímos
Ele foi repousar no céu, junto ao Pai. (repousar no céu = para dançar.
morrer)
Os homens públicos envergonham o povo. (homens públi- Anacoluto
cos = políticos)
Consiste numa mudança repentina da construção sin-
Hipérbole tática da frase.
Ele, nada podia assustá-lo.
É um exagero intencional com a finalidade de tornar mais - Nota: o anacoluto ocorre com frequência na lingua-
expressiva a ideia. gem falada, quando o falante interrompe a frase, abando-
Ela chorou rios de lágrimas. nando o que havia dito para reconstruí-la novamente.
Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda.
Anáfora
Ironia
Consiste na repetição de uma palavra ou expressão
Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior ex-
contrário do que pensamos. pressividade.
Que alunos inteligentes, não sabem nem somar.
Cada alma é uma escada para Deus,
Se você gritar mais alto, eu agradeço.
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Onomatopeia
Para Deus e em Deus com um sussurro noturno. (Fer-
nando Pessoa)
Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz na-
tural dos seres.
Com o au-au dos cachorros, os gatos desapareceram. Silepse
Miau-miau. – Eram os gatos miando no telhado a noite
toda. Ocorre quando a concordância é realizada com a ideia
e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse:
Aliteração gênero, número e pessoa.
- De gênero: Vossa excelência está preocupado com as
Consiste na repetição de um determinado som conso- notícias. (a palavra vossa excelência é feminina quanto à
nantal no início ou interior das palavras. forma, mas nesse exemplo a concordância se deu com a
O rato roeu a roupa do rei de Roma. pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não
com o sujeito).
Elipse - De número: A boiada ficou furiosa com o peão e der-
rubaram a cerca. (nesse caso a concordância se deu com a
Consiste na omissão de um termo que fica subentendido ideia de plural da palavra boiada).
no contexto, identificado facilmente. - De pessoa: As mulheres decidimos não votar em de-
Após a queda, nenhuma fratura. terminado partido até prestarem conta ao povo. (nesse tipo
de silepse, o falante se inclui mentalmente entre os partici-
Zeugma pantes de um sujeito em 3ª pessoa).

Consiste na omissão de um termo já empregado ante- Fonte:


riormente. http://juliobattisti.com.br/tutoriais/josebferraz/figuras-
Ele come carne, eu verduras. linguagem001.asp

Pleonasmo São conhecidas pelo nome de figuras de pensamento


os recursos estilísticos utilizados para incrementar o signi-
Consiste na intensificação de um termo através da sua ficado das palavras no seu aspecto semântico.
repetição, reforçando seu significado. São oito as figuras de pensamento:
Nós cantamos um canto glorioso.
1) Antítese
Polissíndeto
É a repetição da conjunção entre as orações de um perío- É a aproximação de palavras ou expressões de sentidos
do ou entre os termos da oração. opostos. O contraste que se estabelece serve para dar uma
Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para ênfase aos conceitos envolvidos, o que não ocorreria com
dançar. a exposição isolada dos mesmos. Exemplos:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Viverei para sempre ou morrerei tentando. 8) Prosopopeia ou Personificação


Do riso se fez o pranto.
Hoje fez sol, ontem, porém, choveu muito. Consiste na atribuição de ações, qualidades ou carac-
terísticas humanas a seres não humanos. Exemplos:
2) Apóstrofe Chora, viola.
A morte mostrou sua face mais sinistra.
É assim denominado o chamamento do receptor da O morro dos ventos uivantes.
mensagem, seja ele de natureza imaginária ou não. É utili-
zada para dar ênfase à expressão e realiza-se por meio do Figuras de construção ou sintaxe integram as cha-
vocativo. Exemplos: madas figuras de linguagem, representando um subgrupo
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? destas. Dessa forma, tendo em vista o padrão não conven-
Pai Nosso, que estais no céu; cional que prevalece nas figuras de linguagem (ou seja, a
Ó meu querido Santo António; subjetividade, a sensibilidade por parte do emissor, deixan-
do às claras seus aspectos estilísticos), devemos compreen-
der sua denominação. Em outras palavras, por que “figuras
3) Paradoxo
de construção ou sintaxe”?
Podemos afirmar que assim se denominam em virtude
É uma proposição aparentemente absurda, resultan-
de apresentarem algum tipo de modificação na estrutura
te da união de ideias que se contradizem referindo-se ao da oração, tendo em vista os reais e já ressaltados objetivos
mesmo termo. Os paradoxos viciosos são denominados da enunciação (do discurso) – sendo o principal conferir
Oxímoros (ou oximoron). Exemplos: ênfase a ela.
“Menino do Rio / Calor que provoca arrepio...” Assim sendo, comecemos entendendo que, em termos
“Amor é fogo que arde sem se ver; / É ferida que dói e convencionais, a estrutura sintática da nossa língua se per-
não se sente; / É um contentamento descontente; / É dor que faz de uma sequência, demarcada pelos seguintes elemen-
desatina sem doer;” (Camões) tos:

4) Eufemismo SUJEITO + PREDICADO + COMPLEMENTO

Consiste em empregar uma expressão mais suave, (Nós) CHEGAMOS ATRASADOS À REUNIÃO.
mais nobre ou menos agressiva, para atenuar uma verdade
tida como penosa, desagradável ou chocante. Exemplos: Temos, assim, um sujeito oculto – nós; um predicado
“E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir Deus verbal – chegamos atrasados; e um complemento, repre-
lhe pague”. (Chico Buarque). sentado por um adjunto adverbial de lugar – à reunião.
paz derradeira = morte Quando há uma ruptura dessa sequência lógica, mate-
rializada pela inversão de termos, repetição ou até mesmo
5) Gradação omissão destes, é justamente aí que as figuras em questão
se manifestam. Desse modo, elas se encontram muito pre-
Na gradação temos uma sequência de palavras que in- sentes na linguagem literária, na publicitária e na lingua-
tensificam a mesma ideia. Exemplo: gem cotidiana de forma geral. Vejamos cada uma delas de
“Aqui... além... mais longe por onde eu movo o passo.” modo particular:
(Castro Alves).
Elipse
6) Hipérbole
Tal figura se caracteriza pela omissão de um termo na
oração não expresso anteriormente, contudo, facilmente
É a expressão intencionalmente exagerada com o in-
identificado pelo contexto. Vejamos um exemplo:
tuito de realçar uma ideia, proporcionando uma imagem
emocionante e de impacto. Exemplos: Rondó dos cavalinhos
“Faz umas dez horas que essa menina penteia esse ca- [...]
belo”.
Ele morreu de tanto rir. Os cavalinhos correndo,
7) Ironia E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, Nossa! A poesia morrendo...
pela contradição de termos, pretende-se questionar certo O sol tão claro lá fora,
tipo de pensamento. A intenção é depreciativa ou sarcás- O sol tão claro, Esmeralda,
tica. Exemplos: E em minhalma — anoitecendo!
Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que Manuel Bandeira
estão por perto.
“Moça linda, bem tratada, / três séculos de família, / Notamos que em todos os versos há a omissão do ver-
burra como uma porta: / um amor.” (Mário de Andrade). bo estar, sendo este facilmente identificado pelo contexto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Zeugma Inversão (ou Hipérbato)

Ao contrário da elipse, na zeugma ocorre a omissão Trata-se da inversão da ordem direta dos termos da
de um termo já expresso no discurso. Constatemos: Maria oração. Constatemos: Eufórico chegou o menino.
gosta de Matemática, eu de Português. Deduzimos que o predicativo do sujeito (pois se tra-
Observamos que houve a omissão do verbo gostar. ta de um predicado verbo-nominal) encontra-se no início
da oração, quando este deveria estar expresso no final, ou
Anáfora seja: O menino chegou eufórico.

Essa figura de linguagem se caracteriza pela repetição Pleonasmo


intencional de um termo no início de um período, frase ou
Figura que consiste na repetição enfática de uma ideia
verso. Observemos um caso representativo:
antes expressa, tanto do ponto de vista sintático quanto
A Estrela semântico, no intuito de reforçar a mensagem. Exemplo:
Vi uma estrela tão alta, Vivemos uma vida tranquila.
Vi uma estrela tão fria! O termo em destaque reforça uma ideia antes ressal-
Vi uma estrela luzindo tada, uma vez que viver já diz respeito à vida. Temos uma
Na minha vida vazia. repetição de ordem semântica.
A ele nada lhe devo.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria! Percebemos que o pronome oblíquo (lhe) faz refe-
Era uma estrela sozinha rência à terceira pessoa do singular, já expressa. Trata-se,
Luzindo no fim do dia. portanto, de uma repetição de ordem sintática demarcada
[...] pelo que chamamos de objeto direto pleonástico.
Manuel Bandeira
Observação importante: O pleonasmo utilizado sem
Notamos a utilização de termos que se repetem suces- a intenção de conferir ênfase ao discurso, torna-se o que
sivamente em cada verso da criação de Manuel Bandeira. denominamos de vício de linguagem – ocorrência que deve
ser evitada. Como, por exemplo: subir para cima, descer
para baixo, entrar para dentro, entre outras circunstâncias
Polissíndeto
linguísticas.
Figura cuja principal característica se define pela repe-
tição enfática do conectivo, geralmente representado pela
conjunção coordenada “e”. Observemos um verso extraí- Sinônimos
do de uma criação de Olavo Bilac, intitulada “A um poeta”:
“Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!” São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto
- abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir.
Assíndeto Observação: A contribuição greco-latina é responsável
pela existência de numerosos pares de sinônimos: adver-
Diferentemente do que ocorre no polissíndeto, mani- sário e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e he-
festado pela repetição da conjunção, no assíndeto ocorre a miciclo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e
omissão deste. Vejamos: Vim, vi, venci (Júlio César) diálogo; transformação e metamorfose; oposição e antítese.
Depreendemos que se trata de orações assindéticas,
justamente pela omissão do conectivo “e”. Antônimos

Anacoluto São palavras de significação oposta: ordem - anarquia;


soberba - humildade; louvar - censurar; mal - bem.
Observação: A antonímia pode originar-se de um pre-
Trata-se de uma figura que se caracteriza pela inter-
fixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer;
rupção da sequência lógica do pensamento, ou seja, em
simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e dis-
termos sintáticos, afirma-se que há uma mudança na cons- córdia; ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e an-
trução do período, deixando algum termo desligado do ticomunista; simétrico e assimétrico.
restante dos elementos. Vejamos:
Essas crianças de hoje, elas estão muito evoluídas. O que são Homônimos e Parônimos
Notamos que o termo em destaque, que era para re-
presentar o sujeito da oração, encontra-se desligado dos Homônimos
demais termos, não cumprindo, portanto, nenhuma função
sintática. a) Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferen-
tes na pronúncia:

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LÍNGUA PORTUGUESA

rego (subst.) e rego (verbo); Os alunos da turma avançada de robótica, por exemplo,
colher (verbo) e colher (subst.); constroem carros com sensores de movimento que respon-
jogo (subst.) e jogo (verbo); dem à aproximação das pessoas. A fonte de energia vem de
denúncia (subst.) e denuncia (verbo); baterias de celular. “Tirando alguns sensores, que precisa-
providência (subst.) e providencia (verbo). mos comprar, é tudo reciclagem”, comentou o instrutor de
robótica do CMID, Leandro Schneider. Esses alunos também
b) Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e di- aprendem a consertar computadores antigos. “O nosso pro-
ferentes na escrita: jeto só funciona por causa do lixo eletrônico. Se tivéssemos
acender (atear) e ascender (subir); que comprar tudo, não seria viável”, completou.
concertar (harmonizar) e consertar (reparar); Em uma época em que celebridades do mundo digital
cela (compartimento) e sela (arreio); fazem campanha a favor do ensino de programação nas es-
censo (recenseamento) e senso ( juízo); colas, é inspirador o relato de Dionatan Gabriel, aluno da
paço (palácio) e passo (andar). turma avançada de robótica do CMID que, aos 16 anos, já
sabe qual será sua profissão. “Quero ser programador. No
c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: São início das aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me
palavras iguais na escrita e na pronúncia: interessando”, disse.
caminho (subst.) e caminho (verbo); (Giordano Tronco, www.techtudo.com.br, 07.07.2013.
cedo (verbo) e cedo (adv.); Adaptado)
livre (adj.) e livre (verbo).
02. A palavra em destaque no trecho –“Tirando alguns
Parônimos sensores, que precisamos comprar, é tudo reciclagem”... –
pode ser substituída, sem alteração do sentido da mensa-
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: coro e gem, pela seguinte expressão:
couro; cesta e sesta; eminente e iminente; osso e ouço; sede A) Pelo menos
e cede; comprimento e cumprimento; tetânico e titânico; au- B) A contar de
tuar e atuar; degradar e degredar; infligir e infringir; deferir C) Em substituição a
e diferir; suar e soar. D) Com exceção de
E) No que se refere a
Fonte:
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an- 03. Assinale a alternativa que apresenta um antônimo
tonimos,-homonimos-e-paronimos para o termo destacado em – …“No início das aulas, eu
achava meio chato, mas depois fui me interessando”, disse.
Questões sobre Significação das Palavras A) Estimulante.
B) Cansativo.
01. Assinale a alternativa que preenche corretamente C) Irritante.
as lacunas da frase abaixo: D) Confuso.
Da mesma forma que os italianos e japoneses _________ E) Improdutivo.
para o Brasil no século passado, hoje os brasileiros ________
para a Europa e para o Japão, à busca de uma vida melhor; 04. (AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁ-
internamente, __________ para o Sul, pelo mesmo motivo. RIA – VUNESP – 2013). Analise as afirmações a seguir.
a) imigraram - emigram - migram I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
b) migraram - imigram - emigram por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
c) emigraram - migram - imigram. do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”.
d) emigraram - imigram - migram. II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser
e) imigraram - migram – emigram reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta-
AGENTE DE APOIO – MICROINFORMÁTICA – VUNESP – ção.
2013 - Leia o texto para responder às questões de números III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife-
02 e 03. rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. –
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão
Alunos de colégio fazem robôs com sucata eletrônica do”, sem alterar o sentido do texto.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
Você comprou um smartphone e acha que aquele seu está correto o que se afirma em
celular antigo é imprestável? Não se engane: o que é lixo A) I, II e III.
para alguns pode ser matéria-prima para outros. O CMID B) III, apenas.
– Centro Marista de Inclusão Digital –, que funciona junto C) I e III, apenas.
ao Colégio Marista de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, D) I, apenas.
ensina os alunos do colégio a fazer robôs a partir de lixo E) I e II, apenas.
eletrônico.

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LÍNGUA PORTUGUESA

05. Leia as frases abaixo: RESOLUÇÃO


1 - Assisti ao ________ do balé Bolshoi;
2 - Daqui ______ pouco vão dizer que ______ vida em 1-)
Marte. Da mesma forma que os italianos e japoneses imi-
3 - As _________ da câmara são verdadeiros programas graram para o Brasil no século passado, hoje os brasi-
de humor. leiros emigram para a Europa e para o Japão, à busca
4 - ___________ dias que não falo com Alfredo. de uma vida melhor; internamente, migram para o
Sul, pelo mesmo motivo.
Escolha a alternativa que oferece a sequência correta
2-)
de vocábulos para as lacunas existentes:
“Com exceção de alguns sensores, que precisamos
a) concerto – há – a – cessões – há; comprar, é tudo reciclagem”...
b) conserto – a – há – sessões – há;
c) concerto – a – há – seções – a; 3-)
d) concerto – a – há – sessões – há; antônimo para o termo destacado : “No início das au-
e) conserto – há – a – sessões – a . las, eu achava meio chato, mas depois fui me interessando”
“No início das aulas, eu achava meio estimulante, mas
06. (AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁ- depois fui me interessando”
RIA – VUNESP – 2013-adap.). Considere o seguinte trecho
para responder à questão. 4-)
Adolescentes vivendo em famílias que não lhes trans- I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
mitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”. = correta
lhes impuseram limites de disciplina.
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser
O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse
reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta-
trecho, é: ção. = correta
A) de desprendimento. III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife-
B) de responsabilidade. rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. –
C) de abnegação. pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão
D) de amor. do”, sem alterar o sentido do texto. = correta
E) de egoísmo.
5-)
07. Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser 1 - Assisti ao concerto do balé Bolshoi;
preenchida com a primeira alternativa da série dada nos 2 - Daqui a pouco vão dizer que há (= existe)
parênteses: vida em Marte.
A) Estou aqui _______ de ajudar os flagelados das en- 3 – As sessões da câmara são verdadeiros pro-
chentes. (afim- a fim). gramas de humor.
4- Há dias que não falo com Alfredo. (=
B) A bandeira está ________. (arreada - arriada).
tempo passado)
C) Serão punidos os que ________ o regulamento. (in-
flingirem - infringirem). 6-)
D) São sempre valiosos os ________ dos mais velhos. Adolescentes vivendo em famílias que não lhes trans-
(concelhos - conselhos). mitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
E) Moro ________ cem metros da praça principal. (a cer- lhes impuseram limites de disciplina.
ca de - acerca de). O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse
trecho, é de egoísmo
08. Assinale a alternativa correta, considerando que à Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado
direita de cada palavra há um sinônimo. nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações
a) emergir = vir à tona; imergir = mergulhar de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filan-
b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país) tropia. No sentido comum do termo, é muitas vezes per-
c) delatar = expandir; dilatar = denunciar cebida, também, como sinônimo de solidariedade. Esse
d) deferir = diferenciar; diferir = conceder conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as incli-
nações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou
e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação
coletivas).
GABARITO 7-)
A) Estou aqui a fim de de ajudar os flagelados das
01. A 02. D 03. A 04. A enchentes. (afim = O adjetivo “afim” é empregado para in-
05. D 06. E 07. E 08. A dicar que uma coisa tem afinidade com a outra. Há pessoas
que têm temperamentos afins, ou seja, parecidos)

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) A bandeira está arriada . (arrear = colocar Polissemia e homonímia


arreio no cavalo)
C) Serão punidos os que infringirem o regulamen- A confusão entre polissemia e homonímia é bastante
to. (inflingirem = aplicarem a pena) comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signifi-
D) São sempre valiosos os conselhos dos mais ve- cados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado,
lhos; (concelhos= Porção territorial ou parte administrativa quando duas ou mais palavras com origens e significados
de um distrito). distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho-
E) Moro a cerca de cem metros da praça principal. monímia.
(acerca de = Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.). A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
8-) polissemia porque os diferentes significados para a palavra
b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país) = manga têm origens diferentes, e por isso alguns estudiosos
significados invertidos mencionam que a palavra manga deveria ter mais do que
uma entrada no dicionário.
c) delatar = expandir; dilatar = denunciar = signifi-
“Letra” é uma palavra polissêmica. Letra pode significar
cados invertidos
o elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou
d) deferir = diferenciar; diferir = conceder = signifi- a caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os
cados invertidos diferentes significados estão interligados porque remetem
e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação = para o mesmo conceito, o da escrita.
significados invertidos
Polissemia e ambiguidade
Polissemia
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na
Consideremos as seguintes frases: interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja! ser ambíguo, ou seja, apresenta mais de uma interpreta-
Vamos! Coloque logo a mão na massa! ção. Essa ambiguidade pode ocorrer devido à colocação
As crianças estão com as mãos sujas. específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em
Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi. uma frase. Vejamos a seguinte frase: Pessoas que têm uma
alimentação equilibrada frequentemente são felizes. Neste
Chegamos à conclusão de que se trata de palavras caso podem existir duas interpretações diferentes. As pes-
idênticas no que se refere à grafia, mas será que possuem soas têm alimentação equilibrada porque são felizes ou são
o mesmo significado? felizes porque têm uma alimentação equilibrada.
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela
Existe uma parte da gramática normativa denominada
pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma interpre-
Semântica. Ela trabalha a questão dos diferentes significa-
tação. Para fazer a interpretação correta é muito importan-
dos que uma mesma palavra apresenta de acordo com o te saber qual o contexto em que a frase é proferida.
contexto em que se insere.
Tomando como exemplo as frases já mencionadas, Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabo-
analisaremos os vocábulos de mesma grafia, de acordo la, que por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser de-
com seu sentido denotativo, isto é, aquele retratado pelo finida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma
dicionário. língua, juntamente com a ideia associada a este conjunto.
Na primeira, a palavra “mão” significa habilidade, efi-
ciência diante do ato praticado. Nas outras que seguem o Sentido Próprio e Figurado das Palavras
significado é de: participação, interação mediante a uma
tarefa realizada; mão como parte do corpo humano e por Pela própria definição acima destacada podemos per-
último simboliza o roubo, visto de maneira pejorativa. ceber que a palavra é composta por duas partes, uma delas
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per- relacionada a sua forma escrita e os seus sons (denominada
cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de significante) e a outra relacionada ao que ela (palavra) ex-
algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em pressa, ao conceito que ela traz (denominada significado).
consideração as situações de aplicabilidade. Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdivi-
Há uma infinidade de outros exemplos em que pode- dem-se assim:
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o senti-
mos verificar a ocorrência da polissemia, como por exem-
do comum que costumamos dar a uma palavra.
plo:
- Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figura-
O rapaz é um tremendo gato. do”, que podemos dar a uma palavra.
O gato do vizinho é peralta. Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse. contextos:
Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua 1. A cobra picou o menino. (cobra = réptil peçonhento)
sobrevivência 2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagra-
O passarinho foi atingido no bico. dável, que adota condutas pouco apreciáveis)

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LÍNGUA PORTUGUESA

3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que co- (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
nhece muito sobre alguma coisa, “expert”) (B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido
No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido co- dela.
mum (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado (C) adotar como referência de qualidade.
em sentido figurado. (D) julgar de acordo com normas legais.
Podemos então concluir que um mesmo significante (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
(parte concreta) pode ter vários significados (conceitos).
3-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
Denotação e Conotação LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
ADAPTADA) Para responder a esta questão, considere as
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra palavras destacadas nas seguintes passagens do texto:
com o seu significado primitivo e original, com o sentido Desde o surgimento da ideia de hipertexto...
do dicionário; usada de modo automatizado; linguagem ... informações ligadas especialmente à pesquisa aca-
comum. Veja este exemplo: Cortaram as asas da ave para dêmica,
que não voasse mais. ... uma “máquina poética”, algo que funcionasse por
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido analogia e associação...
próprio, comum, usual, literal. Quando o cientista Vannevar Bush [...] concebeu a ideia
de hipertexto...
MINHA DICA - Procure associar Denotação com Di- ... 20 anos depois de seu artigo fundador...
cionário: trata-se de definição literal, quando o termo é uti-
lizado em seu sentido dicionarístico. As palavras destacadas que expressam ideia de tempo
são:
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra (A) algo, especialmente e Quando.
com o seu significado secundário, com o sentido amplo (ou (B) Desde, especialmente e algo.
simbólico); usada de modo criativo, figurado, numa lingua- (C) especialmente, Quando e depois.
gem rica e expressiva. Veja este exemplo: (D) Desde, Quando e depois.
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes
(E) Desde, algo e depois.
que seja tarde demais.
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma
4-) (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
figurada, fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle
A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o mo-
de ações; disciplina, limitação de conduta e comportamen-
vimento cordelista pode ser comparada à de outros dois
to.
grandes nomes...
Sem qualquer outra alteração da frase acima e sem
Fonte:
prejuízo da correção, o elemento grifado pode ser subs-
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-
justica-tjm-sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figu- tituído por:
rado-das-palavras.html (A) contrastada.
(B) confrontada.
Questões sobre Denotação e Conotação (C) ombreada.
(D) rivalizada.
1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- (E) equiparada.
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O
sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão 5-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU-
de mármore. Assinale a alternativa contendo as expressões NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) No verso – Não te
com sentidos equivalentes, respectivamente, aos das pala- abras com teu amigo – o verbo em destaque foi emprega-
vras ígneo e pétreo. do em sentido figurado.
(A) De corda; de plástico. Assinale a alternativa em que esse mesmo verbo “abrir”
(B) De fogo; de madeira. continua sendo empregado em sentido figurado.
(C) De madeira; de pedra. (A) Ao abrir a porta, não havia ninguém.
(D) De fogo; de pedra. (B) Ele não pôde abrir a lata porque não tinha um abri-
(E) De plástico; de cinza. dor.
(C) Para aprender, é preciso abrir a mente.
2-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- (D) Pela manhã, quando abri os olhos, já estava em
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 casa.
- ADAPTADO) Para responder à questão, considere a se- (E) Os ladrões abriram o cofre com um maçarico.
guinte passagem: Sem querer estereotipar, mas já estereoti-
pando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 6-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 –
99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques-
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de tão, considere o texto abaixo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A marca da solidão 8-) (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN-


DES/2012) Considere o emprego do verbo levar no trecho:
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de “Uma competição não dura apenas alguns minutos. Leva
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a anos”. A frase em que esse verbo está usado com o mesmo
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de sentido é:
penumbra na tarde quente. (A) O menino leva o material adequado para a escola.
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den- (B) João levou uma surra da mãe.
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com (C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo.
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque- (D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso.
nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é (E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar
capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a a prova.
marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja-
Resolução
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
1-)
No primeiro parágrafo, a palavra utilizada em sentido
figurado é Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as-
(A) menino. sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos
(B) chão. fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a respos-
(C) testa. ta?
(D) penumbra. RESPOSTA: “D”.
(E) tenda.
2-)
7-) (UFTM/MG – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – VU- Classificar conforme regras conhecidas, mas não con-
NESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder à firmadas se verdadeiras.
questão. RESPOSTA: “E”.

RIO DE JANEIRO – A Prefeitura do Rio está lançando a 3-)


Operação Lixo Zero, que vai multar quem emporcalhar a ci- As palavras que nos dão a noção, ideia de tempo são:
dade. Em primeira instância, a campanha é educativa. Equi- desde, quando e depois.
pes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana estão per- RESPOSTA: “D”.
correndo as ruas para flagrar maus cidadãos jogando coisas
onde não devem e alertá-los para o que os espera. Em breve, 4-)
com guardas municipais, policiais militares e 600 fiscais em Ao participar de um concurso, não temos acesso a di-
ação, as multas começarão a chegar para quem tratar a via cionários para que verifiquemos o significado das palavras,
pública como a casa da sogra. por isso, caso não saibamos o que significam, devemos
Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os analisá-las dentro do contexto em que se encontram. No
recordistas de multas serão os cerca de 300 jovens golpistas exercício acima, a que se “encaixa” é “equiparada”.
que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas, RESPOSTA: “E”.
pichar monumentos, vandalizar prédios públicos, quebrar
orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar ban-
5-)
cos, saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir
Em todas as alternativas o verbo “abrir” está empre-
lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas de fogo
com ele. gado em seu sentido denotativo. No item C, conotativo
É verdade que, no seu “bullying” político, eles não estão (“abrir a mente” = aberto a mudanças, novas ideias).
nem aí para a cidade, que é de todos – e que, por algum RESPOSTA: “C”.
motivo, parecem querer levar ao colapso.
Pois, já que a lei não permite prendê-los por vandalis- 6-)
mo, saque, formação de quadrilha, desacato à autoridade, Novamente, responderemos com frase do texto: seu
resistência à prisão e nem mesmo por ataque aos órgãos rosto formando uma tenda.
públicos, talvez seja possível enquadrá-los por sujar a rua. RESPOSTA: “E”.
(Ruy Castro, Por sujar a rua. Folha de S.Paulo, 21.08.2013.
Adaptado) 7-)
Pela leitura do texto, compreende-se que a intenção
Na oração – ... parecem querer levar ao colapso. – (3.º do autor ao utilizar a expressão” levar ao colapso” refere-se
parágrafo), o termo em destaque é sinônimo de à queda, ao fim, à ruína da cidade.
(A) progresso. RESPOSTA: “E”.
(B) descaso.
(C) vitória. 8-)
(D) tédio. No enunciado, o verbo “levar” está empregado com o
(E) ruína. sentido de “duração/tempo”

12
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) O menino leva o material adequado para a escola. Coerência


= carrega
(B) João levou uma surra da mãe. = apanhou - assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do
(C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo. = arrasta texto;
(D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. = - situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão
direciona conceitual;
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar a - relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o
prova = duração/tempo todo, com o aspecto global do texto;
- estabelece relações de conteúdo entre palavras e fra-
RESPOSTA: “E”. ses.

Coesão
Coesão e Coerência
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal;
- situa-se na superfície do texto, estabelece conexão
Não basta conhecer o conteúdo das partes de um tra- sequencial;
balho: introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de - relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as
saber o que se deve (e o que não se deve) escrever em partes componentes do texto;
cada parte constituinte do texto, é preciso saber escrever - Estabelece relações entre os vocábulos no interior
obedecendo às normas de coerência e coesão. Antes de das frases.
mais nada, é necessário definir os termos: coerência diz res-
peito à articulação do texto, à compatibilidade das ideias, Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibili-
à lógica do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere-se à dade ou compreensão do texto. Um texto bem redigido
expressão linguística, ao nível gramatical, às estruturas fra- tem parágrafos bem estruturados e articulados pelo enca-
sais e ao emprego do vocabulário. deamento das ideias neles contidas. As estruturas frasais
Coerência e coesão relacionam-se com o processo de devem ser coerentes e gramaticalmente corretas, no que
produção e compreensão do texto. A coesão contribui para diz respeito à sintaxe. O vocabulário precisa ser adequado
a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta e essa adequação só se consegue pelo conhecimento dos
coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente significados possíveis de cada palavra. Talvez os erros mais
coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em comuns de redação sejam devidos à impropriedade do vo-
cabulário e ao mau emprego dos conectivos (conjunções,
outras palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem
que têm por função ligar uma frase ou período a outro). Eis
construído, com frases bem estruturadas, vocabulário cor-
alguns exemplos de impropriedade do vocabulário, colhi-
reto, mas apresentar ideias sem nexo, sem uma sequência dos em redações sobre censura e os meios de comunica-
lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um ção e outras.
texto pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas,
sem que no plano da expressão as estruturas frasais sejam “Nosso direito é frisado na Constituição.”
gramaticalmente aceitáveis: há coerência, mas não coesão. Nosso direito é assegurado pela Constituição. = correta
A coerência textual subjaz ao texto e é responsável pela
hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela tem ori- “Estabelecer os limites as quais a programação deveria
gem nas estruturas profundas, no conhecimento do mundo estar exposta.”
de cada pessoa, aliada à competência linguística. Deduz-se Estabelecer os limites aos quais a programação deveria
que é difícil ensinar coerência textual, intimamente ligada estar sujeita. = correta
à visão de mundo, à origem das ideias no pensamento. A
coesão, porém, refere-se à expressão linguística, aos pro- “A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.”
cessos sintáticos e gramaticais do texto. A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias sensa-
O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão: cionalistas ou punir os meios de comunicação que veiculam
tais notícias. = correta
Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de
“Retomada das rédeas da programação.”
um texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa ade-
Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no
quada relação semântica, que se manifesta na compatibi-
que diz respeito à programação. = correta
lidade entre as ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa
com coisa” ou “uma coisa bate com outra”). O emprego de vocabulário inadequado prejudica mui-
Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo tas vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redi-
do texto, numa linha de sequência e com os quais se es- gir, empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo
tabelece um vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conheci-
coesivo faz-se via gramática, fala-se em coesão gramatical. mentos linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o
Se se faz por meio do vocabulário, tem-se a coesão lexical. significado de determinada palavra, mas não sabe empre-

13
LÍNGUA PORTUGUESA

gá-la adequadamente, isso ocorre frequentemente com o Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade
emprego dos conectivos (preposições e conjunções). Não delas (palavras cheias de sensibilidade).
basta saber que as preposições ligam nomes ou sintagmas
nominais no interior das frases e que as conjunções ligam Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação
frases dentro do período; é necessário empregar adequa- das frases, aconselha-se levar em conta as seguintes suges-
damente tanto umas como outras. É bem verdade que, na tões para o emprego correto dos articuladores sintáticos
maioria das vezes, o emprego inadequado dos conectivos (conjunções, preposições, locuções prepositivas e locuções
remete aos problemas de regência verbal e nominal. conjuntivas).
Exemplos: - Para dar ideia de oposição ou contradição, a articu-
lação sintática faz-se por meio de conjunções adversativas:
“Estar inteirada com os fatos” significa participação, in- mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto. Podem
teração. também ser empregadas as conjunções concessivas e locu-
“Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento ções prepositivas para introduzir a ideia de oposição aliada à
dos fatos, estar informada. concessão: embora, ou muito embora, apesar de, ainda que,
conquanto, posto que, a despeito de, não obstante.
“Ir de encontro” significa divergir, não concordar. - A articulação sintática de causa pode ser feita por meio
“Ir ao encontro” quer dizer concordar. de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, como,
por isso que, visto que, uma vez que, já que. Também podem
“Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de ser empregadas as preposições e locuções prepositivas: por,
ideias” significa a liberdade não é ameaça; por causa de, em vista de, em virtude de, devido a, em conse-
“Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de quência de, por motivo de, por razões de.
ideias”, isto é, a liberdade fica ameaçada. - O principal articulador sintático de condição é o “se”:
Se o time ganhar esse jogo, será campeão. Pode-se também
Quanto à regência verbal, convém sempre consultar expressar condição pelo emprego dos conectivos: caso, con-
um dicionário de verbos, pois muitos deles admitem duas tanto que, desde que, a menos que, a não ser que.
ou três regências diferentes; cada uma, porém, tem um sig- - O emprego da preposição “para” é a maneira mais co-
nificado específico. Lembre-se, a propósito, de que as dúvi- mum de expressar finalidade. “É necessário baixar as taxas
de juros para que a economia se estabilize” ou para a econo-
das sobre o emprego da crase decorrem do fato de consi-
mia estabilizar-se. “Teresa vai estudar bastante para fazer boa
derar-se crase como sinal de acentuação apenas, quando o
prova.” Há outros articuladores que expressam finalidade: a
problema refere-se à regência nominal e verbal.
fim de, com o propósito de, na finalidade de, com a intenção
Exemplos:
de, com o objetivo de, com o fito de, com o intuito de.
- A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio
O verbo assistir admite duas regências:
dos articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto,
assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar pois, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso.
assistência (O médico assiste o doente): Para introduzir mais um argumento a favor de determinada
Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti conclusão emprega- -se ainda. Os articuladores aliás,
ao jogo da seleção). além do mais, além disso, além de tudo, introduzem um ar-
gumento decisivo, cabal, apresentado como um acréscimo,
Pedir o =n(transitivo direto) significa solicitar, pleitear para justificar de forma incontestável o argumento contrário.
(Pedi o jornal do dia). - Para introduzir esclarecimentos, retificações ou desen-
Pedir que =,contém uma ordem (A professora pediu volvimento do que foi dito empregam-se os articuladores:
que fizessem silêncio). isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A conjunção
Pedir para = pedir permissão (Pediu para sair da clas- aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o desenvolvimento
se); significa também pedir em favor de alguém (A Diretora do discurso, pois acrescenta uma informação nova, um dado
pediu ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos, novo, e se não acrescentar nada, é pura repetição e deve ser
pedir algo a alguém (para si): (Pediu ao colega para ajudá evitada.
-lo); pode significar ainda exigir, reclamar (Os professores - Alguns articuladores servem para estabelecer uma
pedem aumento de salário). gradação entre os correspondentes de determinada escala.
No alto dessa escala acham-se: mesmo, até, até mesmo; no
O mau emprego dos pronomes relativos também pode plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo.
levar à falta de coesão gramatical. Frequentemente, empre-
ga-se no qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo da
clareza do texto; outras vezes, o emprego é desnecessário Correlação Verbal
ou inadequado.
“Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para Damos o nome de correlação verbal à coerência que,
mim no qual estava sem remetente”. (Chegou com um en- em uma frase ou sequência de frases, deve haver entre as
velope que (o qual) estava sem remetente). formas verbais utilizadas. Ou seja, é preciso que haja articu-
lação temporal entre os verbos, que eles se correspondam,
“Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da de maneira a expressar as ideias com lógica. Tempos e mo-
sensibilidade...” dos verbais devem, portanto, combinar entre si.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Vejamos este exemplo: Atividades


Seu eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderia a
lição. 1-) (MPE/AM - AGENTE DE APOIO ADMINISTRATIVO
- FCC/2013) “Quando a gente entra nas serrarias, vê deze-
No caso, o verbo dormir está no pretérito imperfeito nas de caminhões parados”, revelou o analista ambiental
do subjuntivo. Sabemos que o subjuntivo expressa dúvi- Geraldo Motta.
da, incerteza, possibilidade, eventualidade. Assim, em que Substituindo-se Quando por Se, os verbos sublinha-
tempo o verbo aprender deve estar, de maneira a garantir dos devem sofrer as seguintes alterações:
que o período tenha lógica? (A) entrar − vira
Na frase, aprender é usado no futuro do pretérito (B) entrava − tinha visto
(aprenderia), um tempo que expressa, dentre outras ideias, (C) entrasse − veria
uma afirmação condicionada (que depende de algo), quan- (D) entraria − veria
do esta se refere a fatos que não se realizaram e que, pro- (E) entrava − teria visto
vavelmente, não se realizarão. O período, portanto, está
correto, já que a ideia transmitida por dormisse é exata- 2-) (UNESP/SP - ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRA-
mente a de uma dúvida, a de uma possibilidade que não TIVO - VUNESP/2012) A correlação entre as formas verbais
temos certeza se ocorrerá. está correta em:
Para tornar mais clara a questão, vejamos o mesmo (A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o plane-
exemplo, mas sem correlação verbal: ta não resistiu.
Se eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderei a (B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto
lição. poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um colapso.
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebida,
Temos dormir no subjuntivo, novamente. Mas aprender o do jogo, o do sexo e o do consumo não conhecesse dis-
está conjugado no futuro do presente, um tempo verbal
torções patológicas, não haverá vícios.
que expressa, dentre outras ideias, fatos certos ou prová-
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tornado
veis.
tão eficientes, talvez as coisas não ficaram tão baratas.
Ora, nesse caso não podemos dizer que jamais apren-
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons-
deremos a lição, pois o ato de aprender está condiciona-
cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia.
do não a uma certeza, mas apenas à hipótese (transmitida
pelo pretérito imperfeito do subjuntivo) de dormir.
3-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA –
Correlações verbais corretas VUNESP/2010) Assinale a alternativa que preenche ade-
quadamente e de acordo com a norma culta a lacuna da
A seguir, veja alguns casos em que os tempos verbais frase: Quando um candidato trêmulo ______ eu lhe faria a
são concordantes: pergunta mais deliciosa de todas.
presente do indicativo + presente do subjuntivo: Exijo (A) entrasse
que você faça o dever. (B) entraria
(C) entrava
pretérito perfeito do indicativo + pretérito imperfeito (D) entrar
do subjuntivo: Exigi que ele fizesse o dever. (E) entrou

presente do indicativo + pretérito perfeito composto 4-) (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
do subjuntivo: Espero que ele tenha feito o dever. FCC/2010) Se a tendência se mantiver, teremos cada vez
pretérito imperfeito do indicativo + mais-que-perfei- mais...
to composto do subjuntivo: Queria que ele tivesse feito o Ao substituir o segmento grifado acima por “Caso a
dever. tendência”, a continuação que mantém a correção e o sen-
tido da frase original é:
futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicati- a) se mantenha, teremos cada vez mais...
vo: Se você fizer o dever, eu ficarei feliz. b) fosse mantida, teríamos cada vez mais...
c) se manter, teremos cada vez mais...
pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito d) for mantida, teremos cada vez mais...
do indicativo: Se você fizesse o dever, eu leria suas respostas. e) seja mantida, teríamos cada vez mais...
pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo +
futuro do pretérito composto do indicativo: Se você tivesse 5-) (PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP -
feito o dever, eu teria lido suas respostas. AGENTE OPERACIONAL – VUNESP/2012 - ADAPTADA)
Assinale a alternativa que apresenta o trecho – ... o dou-
futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicati- torando enviou seu estudo para a Sociedade Britânica de
vo: Quando você fizer o dever, dormirei. Psicologia para apreciação e não esperava que houvesse
tanta publicidade. – reescrito de acordo com a norma-pa-
futuro do subjuntivo + futuro do presente composto drão, com indicação de ação a se realizar e correta corre-
do indicativo: Quando você fizer o dever, já terei dormido. lação verbal.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(A) ... o doutorando enviaria seu estudo para a Socieda- 4-)


de Britânica de Psicologia para apreciação e não esperava Ao empregarmos o termo “caso a”, conjugaremos o ver-
que haveria tanta publicidade. bo utilizando o modo hipotético (Subjuntivo). A transforma-
(B) ... o doutorando envia seu estudo para a Sociedade ção será: Caso a tendência se mantenha, teremos cada vez
Britânica de Psicologia para apreciação e não esperará que mais...
houvesse tanta publicidade. RESPOSTA: “A”.
(C) ... o doutorando enviara seu estudo para a Socieda-
de Britânica de Psicologia para apreciação e não esperara 5-)
que haverá tanta publicidade. O exercício quer que conjuguemos o verbo no futuro do
(D) ... o doutorando enviará seu estudo para a Socieda- presente (ação a se realizar). Como o enunciado é especí-
de Britânica de Psicologia para apreciação e não esperará fico (quer determinado tempo verbal), não fiz as correções
que haja tanta publicidade. nas demais alternativas, pois, em um concurso, perderíamos
tempo consertando os itens que não nos interessam. Vamos
6-) (METRÔ/SP – ENGENHEIRO JÚNIOR CIVIL – à construção: o doutorando enviou (enviará) seu estudo para
FCC/2012) Está plenamente adequada a correlação entre a Sociedade Britânica de Psicologia para apreciação e não
tempos e modos verbais na frase: esperava (esperará) que houvesse (haja) tanta publicidade. =
(A) Nem bem saí pela porta automática e subi as esca- enviará / esperará / haja.
das rolantes, logo me encontraria diante da luz do sol e do RESPOSTA: “D”.
ar fresco da manhã.
(B) Eu havia presumido que aquela viagem de metrô 6-)
satisfizesse plenamente as expectativas que venho alimen- (A) Nem bem saí pela porta automática e subi as escadas
tando. rolantes, logo me encontraria (encontrei) diante da luz do sol
(C) Se as minhocas dispusessem de olhos, provavel- e do ar fresco da manhã.
(B) Eu havia presumido que aquela viagem de metrô sa-
mente não terão reclamado por as expormos à luz do dia.
tisfizesse (satisfaria) plenamente as expectativas que venho
(D) Não fossem as urgências impostas pela vida mo-
alimentando.
derna, não teria sido necessário acelerar tanto o ritmo de
(C) Se as minhocas dispusessem de olhos, provavelmen-
nossas viagens urbanas.
te não terão (teriam) reclamado por as expormos à luz do dia.
(E) Como haveremos de comparar as antigas viagens
(D) Não fossem as urgências impostas pela vida moder-
de trem com estas que realizássemos por meio de túneis
na, não teria sido necessário acelerar tanto o ritmo de nossas
entre estações subterrâneas? viagens urbanas.
(E) Como haveremos de comparar as antigas viagens de
RESOLUÇÃO trem com estas que realizássemos (realizamos) por meio de
túneis entre estações subterrâneas?
1-) RESPOSTA: “D”.
Se a gente entrasse (verbo no singular) na serraria, ve-
ria = entrasse / veria.
RESPOSTA: “C”. MORFOSSINTAXE - Estudo dos verbos e sua
relação com as formas pronominais. Sintaxe
2-)
Fiz as correções necessárias: do período e da oração e seus dois eixos:
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o plane- coordenação e subordinação. Sintaxe de
ta não resistiu = resistirá Concordância. Sintaxe de Colocação. Sintaxe de
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto Regência. Análise Sintática Estudo das classes
poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um colapso. gramaticais (incluindo classificação e flexão):
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebida, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo,
o do jogo, o do sexo e o do consumo não conhecesse dis- Advérbio, Conjunção, Preposição, Interjeição,
torções patológicas, não haverá = haveria Conectivos, Formas variantes. Emprego das
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tornado
palavras.
tão eficientes, talvez as coisas não ficaram = ficariam (ou
teriam ficado)
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons-
cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia = CLASSES DE PALAVRAS
crescerá
RESPOSTA: “B”. Adjetivo
3-) Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou ca-
O verbo “faria” está no futuro do pretérito, ou seja, in- racterística do ser e se relaciona com o substantivo.
dica que é uma ação que, para acontecer, depende de ou- Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per-
tra. Exemplo: Quando um candidato entrasse, eu faria / Se cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode
ele entrar, eu farei / Caso ele entre, eu faço... ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso,
RESPOSTA: “A”. moça bondosa, pessoa bondosa.

16
LÍNGUA PORTUGUESA

Já com a palavra bondade, embora expresse uma qua- Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho- como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, feliz.
portanto, não é adjetivo, mas substantivo. Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
Morfossintaxe do Adjetivo político-social.

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função den- Número dos Adjetivos
tro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como
adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do Plural dos adjetivos simples
objeto).
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acor-
Adjetivo Pátrio (ou gentílico) do com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e feli-
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Ob- zes, ruim e ruins boa e boas
serve alguns deles:
Estados e cidades brasileiros: Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
Alagoas alagoano função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
Amapá amapaense que estiver qualificando um elemento for, originalmente,
Aracaju aracajuano ou aracajuense um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo:
Amazonas amazonense ou baré a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se
Belo Horizonte belo-horizontino estiver qualificando um elemento, funcionará como adje-
Brasília brasiliense tivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos
Cabo Frio cabo-friense cinza.
Campinas campineiro ou campinense Veja outros exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
Adjetivo Pátrio Composto
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Adjetivo Composto
Observe alguns exemplos:
África afro- / Cultura afro-americana
É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor-
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto
-inglesas malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas
América américo- / Companhia américo-africana o último elemento concorda com o substantivo a que se
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso
China sino- / Acordos sino-japoneses um dos elementos que formam o adjetivo composto seja
Espanha hispano- / Mercado hispano-português um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto ficará
Europa euro- / Negociações euro-americanas invariável. Por exemplo: a palavra rosa é originalmente um
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas substantivo, porém, se estiver qualificando um elemento,
Grécia greco- / Filmes greco-romanos funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas hífen, formará um adjetivo composto; como é um substan-
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa tivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará invariá-
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras vel. Por exemplo:
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros Camisas rosa-claro.
Flexão dos adjetivos Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
O adjetivo varia em gênero, número e grau. Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Gênero dos Adjetivos
Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual-
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se refe- quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre
rem (masculino e feminino). De forma semelhante aos subs- invariáveis.
tantivos, classificam-se em: - Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculi- têm os dois elementos flexionados.
no e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa, mau e
má, judeu e judia. Grau do Adjetivo
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no fe-
minino somente o último elemento. Por exemplo: o moço Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten-
norte-americano, a moça norte-americana. sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: o
Exceção: surdo-mudo e surda-muda. comparativo e o superlativo.

17
LÍNGUA PORTUGUESA

Comparativo Observe alguns superlativos sintéticos:


benéfico beneficentíssimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri- bom boníssimo ou ótimo
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi- comum comuníssimo
cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de cruel crudelíssimo
igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe difícil dificílimo
os exemplos abaixo: doce dulcíssimo
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade fácil facílimo
No comparativo de igualdade, o segundo termo da fiel fidelíssimo
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
quão. Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de
um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres.
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe- Essa relação pode ser:
rioridade Analítico De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de superioridade analítico, entre os De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe-
Note bem:
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
que” ou “mais...que”.
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
etc., antepostos ao adjetivo.
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Supe- 2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob
rioridade Sintético duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular,
de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su- radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A
bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, forma popular é constituída do radical do adjetivo portu-
grande/maior, baixo/inferior. guês + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
Observe que: 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, preca-
a) As formas menor e pior são comparativos de supe- riíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual,
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res- as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o de-
pectivamente. sagradável hiato i-í.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei- Advérbio
tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-
se usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais gran- O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
de e mais pequeno. Por exemplo: tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele- ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz
mentos. referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo,
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo
duas qualidades de um mesmo elemento. se desenvolve.
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sen-
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In- tido de caracterizar os processos expressos por ele. Contu-
do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos),
ferioridade
pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se-
Sou menos passivo (do) que tolerante.
guem alguns exemplos:
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto,
Superlativo você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad-
O superlativo expressa qualidades num grau muito jetivo alheio, representando uma qualidade, característica.
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: O artista canta muito mal.
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifi-
um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apre- ca outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos
senta-se nas formas: pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pala- funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar
vras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim
O secretário é muito inteligente. não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chama-
Sintética: a intensificação se faz por meio do acrésci- mos de locução adverbial, representada por algumas ex-
mo de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo. pressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de
modo algum, entre outras.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Dependendo das circunstâncias expressas pelos advér- Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
bios, eles se classificam em distintas categorias, uma vez - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
expressas por: inconstitucionalissimamente, etc.;
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres- Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto -
sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral,
frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior
parte dos que terminam em -”mente”: calmamente, triste- Artigo
mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente,
docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa- Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo,
mente indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, gênero e o número dos substantivos.
quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase,
de todo, de muito, por completo. Classificação dos Artigos
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, Artigos Definidos: determinam os substantivos de
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en- maneira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata- Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de
mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei
vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em um animal.
quando, de quando em quando, a qualquer momento, de
tempos em tempos, em breve, hoje em dia Combinação dos Artigos
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, É muito presente a combinação dos artigos definidos
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, e indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter- essas combinações:
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em
Preposições Artigos
cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta
o, os
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
a ao, aos
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
de do, dos
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavel-
em no, nos
mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
por (per) pelo, pelos
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe-
a, as um, uns uma, umas
tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi- à, às - -
tavelmente (=sem dúvida). da, das dum, duns duma, dumas
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so- na, nas num, nuns numa, numas
mente, simplesmente, só, unicamente pela, pelas - -
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
bém - As formas à e às indicam a fusão da preposição a
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente com o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é
de designação: Eis conhecida por crase.
de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan- Constatemos as circunstâncias
do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade), em que os artigos se manifestam
para quê? (finalidade)
Locução adverbial - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
numeral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar
É reunião de duas ou mais palavras com valor de ad- das olimpíadas.
vérbio. Exemplo:
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) - Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza,
A Bahia...
Há locuções adverbiais que possuem advérbios corres-
pondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu - Quando indicado no singular, o artigo definido pode
apressadamente. indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
modo são flexionados, sendo que os demais são todos in- - No caso de nomes próprios personativos, denotando
variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
categoria dos advérbios é a de grau: do artigo: O Pedro é o xodó da família.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- No caso de os nomes próprios personativos estarem Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu
os Incas, Os Astecas... as amiguinhas

- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido to- Cada informação está estruturada em torno de um ver-
do(a) para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele bo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três ora-
(o artigo), o pronome assume a noção de qualquer. ções:
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa- mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
dos. (qualquer classe) A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e
a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”.
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
facultativo: Observe: Gosto de natação e de futebol.
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. Nessa frase as expressões de natação, de futebol são
partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma
“e” está ligando termos de uma mesma oração.
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter
é uns vinte anos.
Morfossintaxe da Conjunção
- O artigo também é usado para substantivar palavras
oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
tudo isso. cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Classificação
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome re- - Conjunções Coordenativas
lativo cujo (e flexões). - Conjunções Subordinativas
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Este é o autor cuja obra conheço. Conjunções coordenativas

- Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no Dividem-se em:
sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme), - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex.
a menos que venham especificadas. Gosto de cantar e de dançar.
Eles estavam em casa. Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas
Eles estavam na casa dos amigos. também, não só...como também.
Os marinheiros permaneceram em terra.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo-
sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata- Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu-
mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa do, todavia, no entanto, entretanto.
excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora,
Estado de S. Paulo.
quer...quer, já...já.
Morfossintaxe
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora-
ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas
relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
do substantivo a que se refere. Tal função independe da
função exercida pelo substantivo: - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex.
A existência é uma poesia. É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá
Uma existência é a poesia. fora.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois
(antes do verbo), porquanto.
Conjunção
Conjunções subordinativas
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por - CAUSAIS
exemplo: Principais conjunções causais: porque, visto que, já que,
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as uma vez que, como (= porque).
amiguinhas. Ele não fez o trabalho porque não tem livro.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- COMPARATIVAS 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra


Principais conjunções comparativas: que, do que, tão... cidade porque não havia cemitério no local.”
como, mais...do que, menos...do que. a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordina-
Ela fala mais que um papagaio. da (parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é
- CONCESSIVAS colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
mesmo que, apesar de, se bem que. Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, os mortos em outra cidade.
um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de dependentes uma da outra.
estar cansada)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
Interjeição
- CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, Interjeição é a palavra invariável que exprime emo-
conforme, consoante ções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir
Cada um colhe conforme semeia. sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comporta-
Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor- mento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de es-
midade. truturas linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
- CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência. No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”,
Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia
“tanto”, “tão”, “tamanho”).
ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou sim-
Falou tanto que ficou rouco.
plesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de for-
- FINAIS
ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
os distribui em posições adequadas a cada um deles. As in-
Todos trabalham para que possam sobreviver.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, terjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-fra-
porque (=para que), se”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um
conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser
- PROPORCIONAIS colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos:
Principais conjunções proporcionais: à medida que, Bravo! Bis!
quanto mais, ao passo que, à proporção que. bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. muito bom! Repitam!”
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = senten-
- TEMPORAIS ça (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em
logo que. que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como
Quando eu sair, vou passar na locadora. são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um
Diferença entre orações causais e explicativas suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação
particular, um momento ou um contexto específico. Exem-
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais plos:
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de- Ah, como eu queria voltar a ser criança!
paramos com a dúvida de como distinguir uma oração cau- ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
sal de uma explicativa. Veja os exemplos: Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser hum: expressão de um pensamento súbito = interjei-
atropelado”: ção
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati-
va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior. O significado das interjeições está vinculado à maneira
b) As orações são coordenadas e, por isso, indepen- como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que
dentes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contex-
orações que vêm marcadas por vírgula. to de enunciação. Exemplos:
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
Outra dica é, quando a oração que antecede a OC são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te
(Oração Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, chamando! Ei, espere!”
ela será explicativa. Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im- são em um hospital; significado da interjeição (sugestão):
perativo) “Por favor, faça silêncio!”

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LÍNGUA PORTUGUESA

Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto
puxa: interjeição; tom da fala: euforia é, não sofrem variação em gênero, número e grau como
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto
puxa: interjeição; tom da fala: decepção e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
gumas interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: claro, neste caso, que não se trata de um processo natural
1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, dessa classe de palavra, mas tão só uma variação que a
tristeza, dor, etc. linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo,
Você faz o que no Brasil? até loguinho.
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante. Locução Interjetiva
2) Sintetizar uma frase apelativa Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
Cuidado! Saia da minha frente. expressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora
bolas! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus!
As interjeições podem ser formadas por:
Ó de casa! Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus!
- simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
Alto lá! Muito bem!
- palavras: Oba!, Olá!, Claro!
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!,
Ora bolas! Observações:
- As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
A ideia expressa pela interjeição depende muitas ve- Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! =
zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode Peço-lhe que me desculpe.
ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por
exemplo: - Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra- seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes
riedade) gramaticais podem aparecer como interjeições.
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria) Viva! Basta! (Verbos)
Fora! Francamente! (Advérbios)
Classificação das Interjeições
- A interjeição pode ser considerada uma “palavra-fra-
Comumente, as interjeições expressam sentido de: se” porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, Socorro!, Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto!
Atenção!, Olha!, Alerta!
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô! - Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imita-
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva! tivas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bum-
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah! ba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!,
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, etc.
Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! - Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria,
Boa! tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! e não a fazemos depois do “ó” vocativo.
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!,
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
- Desculpa: Perdão!
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, - Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
Oh!, Eh! de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, no diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho!
Epa!, Ora! Obrigadinho!
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Interjeições, leitura e produção de textos
Cruz!, Putz!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Usadas com muita frequência na língua falada informal,
Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora! quando empregadas na língua escrita, as interjeições cos-
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! tumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquiali-
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, dade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha- pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o
me, Deus! temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh! diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com

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LÍNGUA PORTUGUESA

o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à Flexão dos numerais


sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e
conteúdo mais emocional do que racional fazem das inter- Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
jeições presença constante nos textos publicitários. uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du-
zentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatro-
Fonte: centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89. em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais
php são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
Numeral
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
situa em determinada sequência. atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. e conseguiram o triplo de produção.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses tri-
Eu quero café duplo, e você? plas do medicamento.
...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e
número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! duas terças partes
...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequên- Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma
cia de “fila”] dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando sentido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se
É artigo de primeiríssima qualidade!
trata de numerais, mas sim de algarismos.
O time está arriscado por ter caído na segundona. (=
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a segunda divisão de futebol)
ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala-
vras consideradas numerais porque denotam quantidade, Emprego dos Numerais
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década,
dúzia, par, ambos(as), novena. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e par-
tes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até
Classificação dos Numerais décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral
venha depois do substantivo:
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número bá-
sico: um, dois, cem mil, etc. Ordinais Cardinais
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
dada: primeiro, segundo, centésimo, etc. D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumenta-
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o or-
da: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
dinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Leitura dos Numerais Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
Separando os números em centenas, de trás para fren- *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam
te, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são
e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre esses largamente empregados para retomar pares de seres aos
conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela con- quais já se fez referência.
junção “e”. Pedro e João parecem ter finalmente percebido a impor-
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos tância da solidariedade. Ambos agora participam das ativi-
e vinte e seis. dades comunitárias de seu bairro.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

Tipos de Preposição

1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, con-
tra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições: como, durante,
exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma
delas: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor
de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto Dicas sobre preposição


pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concor-
dância em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por 1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome
+ a = pela. pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a”
Vale ressaltar que essa concordância não é caracterís- seja um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá
tica da preposição, mas das palavras às quais ela se une. para determiná-lo como um substantivo singular e femi-
Esse processo de junção de uma preposição com outra nino.
palavra pode se dar a partir de dois processos: A dona da casa não quis nos atender.
Como posso fazer a Joana concordar comigo?
1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
preposição a + artigos definidos o, os
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
a + o = ao
termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
preposição a + advérbio onde
a + onde = aonde Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para pro-
curar um tratamento adequado.
Preposição + Artigos
De + o(s) = do(s) - Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
De + a(s) = da(s) lugar e/ou a função de um substantivo.
De + um = dum Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como
De + uns = duns parte da família
De + uma = duma Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém.
De + umas = dumas / Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s) 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio
Em + um = num das preposições:
Em + uma = numa Destino = Irei para casa.
Em + uns = nuns Modo = Chegou em casa aos gritos.
Em + umas = numas
Lugar = Vou ficar em casa;
A + à(s) = à(s)
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Por + o = pelo(s)
Por + a = pela(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
Preposição + Pronomes Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o tra-
De + ele(s) = dele(s) tamento.
De + ela(s) = dela(s) Instrumento = Escreveu a lápis.
De + este(s) = deste(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + esta(s) = desta(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + esse(s) = desse(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + essa(s) = dessa(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + aquele(s) = daquele(s) Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + aquela(s) = daquela(s) Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + isto = disto Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + isso = disso Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + aquilo = daquilo Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + aqui = daqui
De + aí = daí Fonte:
De + ali = dali
http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
De + outro = doutro(s)
De + outra = doutra(s)
Em + este(s) = neste(s)
Em + esta(s) = nesta(s) Pronome
Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s) Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou
Em + aquela(s) = naquela(s) a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o
Em + isto = nisto de alguma forma.
Em + isso = nisso
Em + aquilo = naquilo A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus so-
A + aquele(s) = àquele(s) nhos!
A + aquela(s) = àquela(s) [substituição do nome]
A + aquilo = àquilo

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LÍNGUA PORTUGUESA

A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bo- Pronome Reto
nita!
[referência ao nome] Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Essa moça morava nos meus sonhos! Nós lhe ofertamos flores.
[qualificação do nome]
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
Grande parte dos pronomes não possuem significados nero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên- Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi-
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos gurado:
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro-
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes
- 1ª pessoa do singular: eu
têm por função principal apontar para as pessoas do dis-
- 2ª pessoa do singular: tu
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica,
- 1ª pessoa do plural: nós
os pronomes apresentam uma forma específica para cada
pessoa do discurso. - 2ª pessoa do plural: vós
- 3ª pessoa do plural: eles, elas
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] Atenção: esses pronomes não costumam ser usados
como complementos verbais na língua-padrão. Frases
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser
fala] evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem me até aqui”.
se fala]
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro-
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras nome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as pró-
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- prias formas verbais marcam, através de suas desinências,
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
através do pronome seja coerente em termos de gênero boa viagem. (Nós)
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. Pronome Oblíquo

Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos- Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
sa escola neste ano. sentença, exerce a função de complemento verbal (objeto
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância direto ou indireto) ou complemento nominal.
adequada] Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
[neste: pronome que determina “ano” = concordância
adequada]
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor-
variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação
dância inadequada]
indica a função diversa que eles desempenham na oração:
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo
marca o complemento da oração.
Pronomes Pessoais Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou
São aqueles que substituem os substantivos, indicando tônicos.
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, Pronome Oblíquo Átono
“vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e
“ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
ou às pessoas de quem fala. são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- fraca: Ele me deu um presente.
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con-
ou do caso oblíquo. figurado:

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LÍNGUA PORTUGUESA

- 1ª pessoa do singular (eu): me Observe que as únicas formas próprias do pronome tô-
- 2ª pessoa do singular (tu): te nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos - As preposições essenciais introduzem sempre prono-
- 2ª pessoa do plural (vós): vos mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da
Observações: língua formal, os pronomes costumam ser usados desta
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se forma:
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en- Não há mais nada entre mim e ti.
tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome Não há nenhuma acusação contra mim.
“lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração. Não vá sem mim.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
diretos como objetos indiretos. Atenção: Há construções em que a preposição, apesar
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir
objetos diretos. uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem com- verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pro-
binar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a for- nome, deverá ser do caso reto.
mas como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha,
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
Não vá sem eu mandar.
Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem:
- Trouxeste o pacote?
- A combinação da preposição “com” e alguns prono-
- Sim, entreguei-to ainda há pouco.
mes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
- Não contaram a novidade a vocês?
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos fre-
- Não, no-la contaram.
quentemente exercem a função de adjunto adverbial de
No português do Brasil, essas combinações não são companhia.
usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego Ele carregava o documento consigo.
é muito raro.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais
especiais depois de certas terminações verbais. Quando o são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma todos, ambos ou algum numeral.
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal Você terá de viajar com nós todos.
é suprimida. Por exemplo: Estávamos com vós outros quando chegaram as más
fiz + o = fi-lo notícias.
fazeis + o = fazei-lo Ele disse que iria com nós três.
dizer + a = dizê-la
Pronome Reflexivo
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome as-
sume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo: São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
viram + o: viram-no nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito
repõe + os = repõe-nos da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação
retém + a: retém-na expressa pelo verbo.
tem + as = tem-nas O quadro dos pronomes reflexivos é assim configura-
do:
Pronome Oblíquo Tônico - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com.
Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica Assim tu te prejudicas.
forte. Conhece a ti mesmo.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim con-
figurado: - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo Guilherme já se preparou.
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo Ela deu a si um presente.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco - 1ª pessoa do plural (nós): nos.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas Lavamo-nos no rio.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- 2ª pessoa do plural (vós): vos.


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.


Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.

A Segunda Pessoa Indireta

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso inter-
locutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação
à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratar-
mos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado suposta-
mente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.

- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a
3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)

Pronomes Possessivos

São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
possuída).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo
singular) quanto por meio de correspondência, que é uma moda-
lidade escrita de fala), são particularmente importantes o
NÚMERO PESSOA PRONOME este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao
singular primeira meu(s), minha(s) emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los
singular segunda teu(s), tua(s) pode causar ambiguidade.
singular terceira seu(s), sua(s) Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
plural primeira nosso(s), nossa(s) informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da univer-
plural segunda vosso(s), vossa(s) sidade destinatária).
plural terceira seu(s), sua(s) Reafirmamos a disposição desta universidade em parti-
cipar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universi-
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
dade que envia a mensagem).
gramatical a que se refere; o gênero e o número concor-
No tempo:
dam com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua con- Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
tribuição naquele momento difícil. refere ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
Observações: refere a um passado próximo.
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, está se referindo a um passado distante.
seu José.
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam invariáveis, observe:
posse. Podem ter outros empregos, como: Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. la(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
anos. - Também aparecem como pronomes demonstrativos:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela
que te indiquei.)
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência - mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas
trouxe sua mensagem? que o procuraram ontem.

4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi- - próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram


vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e o problema.
anotações.
- semelhante(s): Não compre semelhante livro.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais
oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir- - tal, tais: Tal era a solução para o problema.
lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Note que:
Pronomes Demonstrativos - Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
Os pronomes demonstrativos são utilizados para ex- salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa
é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar
plicitar a posição de uma certa palavra em relação a outras
das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de
espaço, no tempo ou discurso. - O pronome demonstrativo neutro ou pode represen-
No espaço: tar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o em que aparece, geralmente, como objeto direto, predi-
carro está perto da pessoa que fala. cativo ou aposto: O casamento seria um desastre. Todos o
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o pressentiam.
carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da
pessoa que fala. - Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo
o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que
quem falo. faz as vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que
ela o fizesse.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa São locuções pronominais indefinidas: cada qual,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que),
primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual (=
amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
solteiro, aquele casado] Cada um escolheu o vinho desejado.

- O pronome demonstrativo tal pode ter conotação Indefinidos Sistemáticos


irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em percebemos que existem alguns grupos que criam oposi-
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, ção de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm
disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm
= naquilo) sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade
Pronomes Indefinidos afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade
negativa; alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e
algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza,
São palavras que se referem à terceira pessoa do dis-
e qualquer, que generaliza.
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando
Essas oposições de sentido são muito importantes na
quantidade indeterminada. construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
-plantadas. tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa de que fazem parte:
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- prático.
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: pessoas quaisquer.
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu-
gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. Pronomes Relativos
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin-
guém, outrem, quem, tudo. São aqueles que representam nomes já mencionados
Algo o incomoda? anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem
Quem avisa amigo é. as orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser um grupo racial sobre outros.
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade (afirma a superioridade de um grupo racial sobre ou-
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). tros = oração subordinada adjetiva).
Cada povo tem seus costumes. O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema”
Certas pessoas exercem várias profissões. e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra
“sistema” é antecedente do pronome relativo que.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, O antecedente do pronome relativo pode ser o prono-
ora pronomes indefinidos adjetivos: me demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
expresso.
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
Quem casa, quer casa.
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. Observe:
Menos palavras e mais ações. Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os
Alguns se contentam pouco. quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
quantas.
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va- Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
riáveis e invariáveis. Observe:
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, Note que:
tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, - O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego,
vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne- sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser subs-
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, tituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu
algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, antecedente for um substantivo.
outras, quantas. O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a
algo, cada. qual)

30
LÍNGUA PORTUGUESA

Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os - Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
quais) ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
quais)
Pronomes Interrogativos
- O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
podem ter várias classificações) são pronomes relativos. referem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo
Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e
por motivo de clareza ou depois de determinadas preposi- variações), quanto (e variações).
ções: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
o qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
geraria ambiguidade.) preferes.
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quan-
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) tos passageiros desembarcaram.
- O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e Sobre os pronomes
se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou
de ser poeta, que era a sua vocação natural. O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
- O pronome “cujo” não concorda com o seu antece- quando desempenha função de complemento. Vamos en-
dente, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na
dos quais, das quais. frase e que função exerce. Observe as orações:
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
(antecedente) (consequente) 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
lhe ajudar.
- “Quanto” é pronome relativo quando tem por antece-
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
dente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
Emprestei tantos quantos foram necessários.
reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe”
(antecedente)
exercendo função de complemento, e, consequentemente,
Ele fez tudo quanto havia falado.
é do caso oblíquo.
(antecedente)
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para
- O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se
precedido de preposição. devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
É um professor a quem muito devemos.
(preposição) Importante: Em observação à segunda oração, o em-
prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do ver-
- “Onde”, como pronome relativo, sempre possui an- bo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode
tecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo
casa onde morava foi assaltada. principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio.
Eu desejo lhe perguntar algo.
- Na indicação de tempo, deve-se empregar quando Eu estou perguntando-lhe algo.
ou em que.
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
no exterior. tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
diferentemente dos segundos que são sempre precedidos
- Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa- de preposição.
lavras: - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que
- como (= pelo qual): Não me parece correto o modo eu estava fazendo.
como você agiu semana passada. - Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim
- quando (= em que): Bons eram os tempos quando po- o que eu estava fazendo.
díamos jogar videogame.
Colocação Pronominal
- Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase. A colocação pronominal é a posição que os prono-
O futebol é um esporte. mes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação
O povo gosta muito deste esporte. ao verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos:
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O pronome oblíquo átono pode assumir três posições - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
na oração em relação ao verbo: Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no
1. próclise: pronome antes do verbo mesmo instante.
2. ênclise: pronome depois do verbo Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
3. mesóclise: pronome no meio do verbo
Mesóclise
Próclise
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: no futuro do presente ou no futuro do pretérito:
- Palavras com sentido negativo: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela
Nada me faz querer sair dessa cama. se realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
Não se trata de nenhuma novidade.
proposta a você)
- Advérbios: Questões sobre Pronome
Nesta casa se fala alemão.
Naquele dia me falaram que a professora não veio. 01. (ESCREVENTE TJ SP – VUNESP/2012).
Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
- Pronomes relativos: está claro até onde pode realmente chegar uma política ba-
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra.
- Pronomes indefinidos: É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono
Quem me disse isso? e da água faça em si diferença, as companhias não podem
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por
tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto,
- Pronomes demonstrativos: elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém
Isso me deixa muito feliz! encontrou até agora uma maneira de quantificar adequada-
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! mente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas
de crescimento verde sempre será a segunda opção.
- Preposição seguida de gerúndio: (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, re-
indicado à pesquisa escolar.
ferem- -se, respectivamente, a
(A) dúvidas e preços.
- Conjunção subordinativa: (B) dúvidas e insumos básicos.
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. (C) companhias e insumos básicos.
(D) companhias e preços do carbono e da água.
Ênclise (E) políticas de crescimento e preços adequados.

A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta 02. (AGENTE DE APOIO ADMINISTRATIVO – FCC –
não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos áto- 2013- adap.). Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho
nos. A ênclise vai acontecer quando: grifado está corretamente substituído por um pronome em:
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo
Amem-se uns aos outros. B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-
Sigam-me e não terão derrotas. lhes desalentado
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de
- O verbo iniciar a oração: conhecê-lo?
Diga-lhe que está tudo bem. D) ...não parecia ser um importante industrial... − não
Chamaram-me para ser sócio. parecia ser-lhe
E) incomodaram o general... − incomodaram-no
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da pre- 03.(AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – FCC – 2013-
posição “a”: adap.). A substituição do elemento grifado pelo pronome
Naquele instante os dois passaram a odiar-se. correspondente, com os necessários ajustes, foi realizada de
Passaram a cumprimentar-se mutuamente. modo INCORRETO em:
A) mostrando o rio= mostrando-o.
- O verbo estiver no gerúndio: B) como escolher sítio= como escolhê-lo.
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreo- C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes.
cupada. D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam =
Despediu-se, beijando-me a face. nada lhes acrescentariam.
E) viu uma dessas marcas= viu uma delas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

04. (PAPILOSCOPISTA POLICIAL – VUNESP – 2013). As- 09. (TRF 3ª REGIÃO- TÉCNICO JUDICIÁRIO - /2014)
sinale a alternativa em que o pronome destacado está po- As sereias então devoravam impiedosamente os tripu-
sicionado de acordo com a norma-padrão da língua. lantes.
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta. ... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a ca-
(B) A menina tinha distanciado-se muito da família. beça...
(C) A garota disse que perdeu-se dos pais. ... e fez de tudo para convencer os tripulantes...
(D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha.
(E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança. Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
grifados acima foram corretamente substituídos por um
05. (ESCREVENTE TJ SP – VUNESP 2011). Assinale a al- pronome, na ordem dada, em:
ternativa cujo emprego do pronome está em conformidade (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
com a norma padrão da língua. (B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes
(A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos. (C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está aba- (D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
lada. (E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los
(C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks.
(D) Conformado, se rendeu às punições. 10. (AGENTE DE VIGILÂNCIA E RECEPÇÃo – VUNESP
(E) Todos querem que combata-se a corrupção. – 2013- adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras
06. (PAPILOSCOPISTA POLICIAL - VUNESP - 2013). As- dos estabelecimentos felizmente comprovam os aconteci-
sinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal, mentos, e testemunhas vão ajudar a polícia na investiga-
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. ção. – de acordo com a norma-padrão, os pronomes que
(A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que substituem, corretamente, os termos em destaque são:
eles sejam sempre trazidos junto ao corpo. A) os comprovam … ajudá-la.
(B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situa- B) os comprovam …ajudar-la.
C) os comprovam … ajudar-lhe.
ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
(C) Nos sentimos impotentes quando não consegui-
E) lhes comprovam … ajudá-la.
mos restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
(D) O homem se indignou quando propuseram-lhe
GABARITO
que abrisse a bolsa que encontrara.
(E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma
01. C 02. E 03. C 04. D 05. C
tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus do-
06. A 07. C 08. E 09. A 10. A
nos.
RESOLUÇÃO
07. (AGENTE DE APOIO OPERACIONAL – VUNESP –
2013). 1-)
Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ- Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro,
tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______ não está claro até onde pode realmente chegar uma po-
prazo. lítica baseada em melhorar a eficiência sem preços ade-
Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta quados para o carbono, a água e (na maioria dos países
e respectivamente, considerando a norma culta da língua. pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos
A) a que … acaba … à preços do carbono e da água faça em si diferença, as com-
B) com que … acabam … à panhias não podem suportar ter de pagar, de repente, di-
C) de que … acabam … a gamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer
D) em que … acaba … a preparação. Portanto, elas começam a usar preços-som-
E) dos quais … acaba … à bra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma-
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.
08. (AGENTE DE APOIO SOCIOEDUCATIVO – VUNESP – E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde
2013-adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e sempre será a segunda opção.
respectivamente, as lacunas do trecho.
______alguns anos, num programa de televisão, uma jo- 2-)
vem fazia referência______ violência______ o brasileiro estava A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los
sujeito de forma cômica. B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os
A) Fazem... a ... de que desalentado
B) Faz ...a ... que C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de
C) Fazem ...à ... com que conhecê-las ?
D) Faz ...à ... que D) ...não parecia ser um importante industrial... − não
E) Faz ...à ... a que parecia sê-lo

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) Substantivo
transpor [...] as matas espessas= transpô-las
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-
4-) tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta. denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenôme-
(B) A menina tinha se distanciado muito da família. nos, os substantivos também nomeiam:
(C) A garota disse que se perdeu dos pais. -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança -sentimentos: raiva, amor...
-estados: alegria, tristeza...
5-) -qualidades: honestidade, sinceridade...
(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos. -ações: corrida, pescaria...
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está aba-
lada. Morfossintaxe do substantivo
(D) Conformado, rendeu-se às punições.
(E) Todos querem que se combata a corrupção. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em
geral exerce funções diretamente relacionadas com o ver-
6-) bo: atua como núcleo do sujeito, dos complementos ver-
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situa- bais (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva.
ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida. Pode ainda funcionar como núcleo do complemento no-
(C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos minal ou do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito,
restituir um objeto à pessoa que o perdeu. do objeto ou como núcleo do vocativo. Também encontra-
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram mos substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e
que abrisse a bolsa que encontrara. de adjuntos adverbiais - quando essas funções são desem-
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma penhadas por grupos de palavras.
tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus do-
nos. Classificação dos Substantivos

7-) 1- Substantivos Comuns e Próprios


Há pessoas que, mesmo sem condições, compram pro-
dutos de que não necessitam e acabam tendo de Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila,
pagar tudo a prazo. com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas
(no Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de
8-) uma cidade (em oposição aos bairros).
Faz alguns anos, num programa de televisão, uma
jovem fazia referência à violência a que o brasileiro Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
estava sujeito de forma cômica. e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada
Faz, no sentido de tempo passado = sempre no sin- cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo
gular comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
9-) uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
devoravam - verbo terminado em “m” = pronome homem, mulher, país, cachorro.
oblíquo no/na (fizeram-na, colocaram-no) Estamos voando para Barcelona.
impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto;
“lhe” é para objeto indireto O substantivo Barcelona designa apenas um ser da es-
convencer - verbo transitivo direto = pede objeto dire- pécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Pró-
to; “lhe” é para objeto indireto prio: é aquele que designa os seres de uma mesma espécie
(A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los de forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.

10-) 2 - Substantivos Concretos e Abstratos


– Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimen-
tos felizmente comprovam os acontecimentos, e testemu- LÂMPADA MALA
nhas vão ajudar a polícia na investigação.
felizmente os comprovam ... ajudá-la Os substantivos lâmpada e mala designam seres com
(advérbio) existência própria, que são independentes de outros seres.
São substantivos concretos.

Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que


existe, independentemente de outros seres.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: os substantivos concretos designam seres do cancioneiro canções, poesias líricas


mundo real e do mundo imaginário. colmeia abelhas
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, chusma gente, pessoas
Brasília, etc. concílio bispos
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas- congresso parlamentares, cientistas.
ma, etc. elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra
Observe agora: enxoval roupas
Beleza exposta falange soldados, anjos
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. fauna animais de uma região
feixe lenha, capim
O substantivo beleza designa uma qualidade. flora vegetais de uma região
frota navios mercantes, ônibus
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que girândola fogos de artifício
dependem de outros para se manifestar ou existir. horda bandidos, invasores
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser junta médicos, bois, credores, examina-
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa dores
ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para júri jurados
se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo legião soldados, anjos, demônios
abstrato. leva presos, recrutas
Os substantivos abstratos designam estados, qualida- malta malfeitores ou desordeiros
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser manada búfalos, bois, elefantes,
abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), matilha cães de raça
rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento). molho chaves, verduras
multidão pessoas em geral
3 - Substantivos Coletivos ninhada pintos
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos,
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, ou- etc.)
tra abelha, mais outra abelha. penca bananas, chaves
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. pinacoteca pinturas, quadros
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne- rebanho ovelhas
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, récua bestas de carga, cavalgadura
mais outra abelha... repertório peças teatrais, obras musicais
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plu- réstia alhos ou cebolas
ral. romanceiro poesias narrativas
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no revoada pássaros
singular (enxame) para designar um conjunto de seres da sínodo párocos
mesma espécie (abelhas). talha lenha
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. tropa muares, soldados
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, turma estudantes, trabalhadores
mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres vara porcos
da mesma espécie.
Formação dos Substantivos
Substantivo coletivo Conjunto de:
assembleia pessoas reunidas Substantivos Simples e Compostos
alcateia lobos
acervo livros Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
antologia trechos literários selecionados terra.
arquipélago ilhas O substantivo chuva é formado por um único elemento
banda músicos ou radical. É um substantivo simples.
bando desordeiros ou malfeitores
banca examinadores Substantivo Simples: é aquele formado por um único
batalhão soldados elemento.
cardume peixes Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja
caravana viajantes peregrinos agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele-
cacho frutas mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
cáfila camelos

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LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pes-
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo. soas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a
doente, o artista e a artista.
Substantivos Primitivos e Derivados
Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
Meu limão meu limoeiro, em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o
meu pé de jacarandá... sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gêne-
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou ro, variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor)
de nenhum outro dentro de língua portuguesa. e a rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de (cidade)
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O
substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de ou- - Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
tra palavra. - aluna.
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
Flexão dos substantivos masculino: freguês - freguesa
- Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- de três formas:
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
exemplo, pode sofrer variações para indicar: - troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
Plural: meninos Feminino: menina -troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão
Flexão de Gênero - sultana
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar - Substantivos terminados em -or:
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
- Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: côn-
O velho e o mar
sul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque
Um Natal inesquecível
- duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa
Os reis da praia

Pertencem ao gênero feminino os substantivos que - Substantivos que formam o feminino trocando o -e
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: final por -a: elefante - elefanta
A história sem fim
Uma cidade sem passado - Substantivos que têm radicais diferentes no masculi-
As tartarugas ninjas no e no feminino: bode – cabra / boi - vaca

Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes - Substantivos que formam o feminino de maneira es-
pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar no- czar – czarina réu - ré
mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está re-
lacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
uma para o masculino e outra para o feminino. Observe:
gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito - Epicenos:
prefeita Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.

Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso
uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
para o feminino. Classificam-se em: para indicar o masculino e o feminino.
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha-
cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver
fêmea. a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pes- macho e fêmea.
soas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, A cobra macho picou o marinheiro.
o ídolo, o indivíduo. A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.

36
LÍNGUA PORTUGUESA

Sobrecomuns: Gênero dos Nomes de Cidades


Entregue as crianças à natureza.
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas- A histórica Ouro Preto.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem A dinâmica São Paulo.
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o A acolhedora Porto Alegre.
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja: Uma Londres imensa e triste.
A criança chorona chamava-se João. Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
A criança chorona chamava-se Maria.
Gênero e Significação
Outros substantivos sobrecomuns:
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa Muitos substantivos têm uma significação no masculi-
criatura. no e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de à frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar
Marcela faleceu em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco,
manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que
Comuns de Dois Gêneros: marca um limite ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe),
a cabeça (parte do corpo), o cisma (separação religiosa, dissi-
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
dência), a cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor
cinzenta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinhei-
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
ro), a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma
(cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na
A distinção de gênero pode ser feita através da análise administração da crisma e de outros sacramentos), a crisma
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti- (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de
vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície
- uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran- de vegetação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (docu-
cês - repórter francesa mento, pena grande das asas das aves), o grama (unidade de
- A palavra personagem é usada indistintamente nos peso), a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa
dois gêneros. (recipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada (vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade,
preferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a
os personagens dos contos de carochinha. nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o femini- a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala
no: O problema está nas mulheres de mais idade, que não (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-
aceitam a personagem. ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação emissora), o
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo voga (remador), a voga (moda, popularidade).
fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes: Flexão de Número do Substantivo

Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó Em português, há dois números gramaticais: o singular,


(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que
maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica
soprano, o proclama, o pernoite, o púbis. do plural é o “s” final.

Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a Plural dos Substantivos Simples


cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido,
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e
a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon
- São geralmente masculinos os substantivos de ori-
- cânones.
gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo- - Os substantivos terminados em “m” fazem o plural
grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o em “ns”: homem - homens.
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco- - Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plu-
ma, o hematoma. ral pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.

Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. Atenção: O plural de caráter é caracteres.

37
LÍNGUA PORTUGUESA

- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam- - Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; cara- formados de:
col – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul substantivo + preposição clara + substantivo = água-
e cônsules. de-colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cava-
- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de lo-vapor e cavalos-vapor
duas maneiras: substantivo + substantivo que funciona como deter-
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis minante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba
-relógio - bombas-relógio, notícia-bomba - notícias-bomba,
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas homem-rã - homens-rã, peixe-espada - peixes-espada.
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
- Permanecem invariáveis, quando formados de:
- Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
duas maneiras:
ca-rolhas
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Casos Especiais
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva- o louva-a-deus e os louva-a-deus
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
- Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural o joão-ninguém e os joões-ninguém.
de três maneiras.
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações Plural das Palavras Substantivadas
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
- Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: no plural, as flexões próprias dos substantivos.
o látex - os látex. Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Plural dos Substantivos Compostos Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou
-A formação do plural dos substantivos compostos de- “z” não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui-
pende da forma como são grafados, do tipo de palavras tos seis e alguns dez.
que formam o composto e da relação que estabelecem en- Plural dos Diminutivos
tre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se
como os substantivos simples: aguardente/aguardentes, Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final
girassol/girassóis, pontapé/pontapés, malmequer/malme- e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
queres. pãe(s) + zinhos = pãezinhos
O plural dos substantivos compostos cujos elementos animai(s) + zinhos = animaizinhos
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e botõe(s) + zinhos = botõezinhos
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos
- Flexionam-se os dois elementos, quando formados
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
de:
flore(s) + zinhas = florezinhas
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores mão(s) + zinhas = mãozinhas
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per- papéi(s) + zinhos = papeizinhos
feitos nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho- funi(s) + zinhos = funizinhos
mens túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras pai(s) + zinhos = paizinhos
pé(s) + zinhos = pezinhos
- Flexiona-se somente o segundo elemento, quando pé(s) + zitos = pezitos
formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas Plural dos Nomes Próprios Personativos
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
alto- -falantes Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-re- sempre que a terminação preste-se à flexão.
cos Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Substantivos Estrangeiros - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho


do ser. Classifica-se em:
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es- Analítico = o substantivo é acompanhado de um adje-
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exceto tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os jazz. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
cador de aumento. Por exemplo: casarão.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os do ser. Pode ser:
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
os réquiens. que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Observe o exemplo: Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
Este jogador faz gols toda vez que joga. cador de diminuição. Por exemplo: casinha.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Verbo
Plural com Mudança de Timbre
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pes-
Certos substantivos formam o plural com mudança de soa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
fonético chamado metafonia (plural metafônico). ocorrência (nascer); desejo (querer).
Singular Plural O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não
corpo (ô) corpos (ó) os seus possíveis significados. Observe que palavras como
esforço esforços corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo
fogo fogos ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam,
forno fornos porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos
fosso fossos possuem.
imposto impostos
olho olhos Estrutura das Formas Verbais
osso (ô) ossos (ó)
ovo ovos Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
poço poços apresentar os seguintes elementos:
porto portos
- Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
posto postos
do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am.
tijolo tijolos
(radical fal-)
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol-
- Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
fala-r
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (fa-
de molho (ó) = feixe (molho de lenha). lar), 2ª - Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática
- I - (partir).
Particularidades sobre o Número dos Substantivos - Desinência modo-temporal: é o elemento que de-
signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
- Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
norte, o leste, o oeste, a fé, etc. falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
- Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames, - Desinência número-pessoal: é o elemento que de-
as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes. signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (sin-
- Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do gular ou plural):
singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade, falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
bom nome) e honras (homenagem, títulos). falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
- Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas
com sentido de plural: Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados
Aqui morreu muito negro. (compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação,
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”,
improvisadas. apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc.
Flexão de Grau do Substantivo
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em: Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considera- dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce-
do normal. Por exemplo: casa bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento

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LÍNGUA PORTUGUESA

tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por * Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende- plural.
rão, nutriríamos. A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.
Classificação dos Verbos
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
Classificam-se em: verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadu-
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências
receu bastante.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alte-
rações no radical: canto cantei cantarei cantava
Entre os unipessoais estão os verbos que significam
cantasse.
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera- vozes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodi-
ções no radical ou nas desinências: faço fiz farei fi- lo, cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
zesse.
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conju- Os principais verbos unipessoais são:
gação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
e pessoais: (preciso, necessário, etc.):
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor- Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os bastante.)
principais verbos impessoais são: Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali- É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
zar-se ou fazer (em orações temporais).
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, segui-
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) dos da conjunção que.
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.
** Todos os verbos que indicam fenômenos da nature-
za são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, ama- * Pessoais: não apresentam algumas flexões por moti-
nhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Ama- vos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
nheci mal- -humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” - verbo falir. Este verbo teria como formas do presente
em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, emprega- do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar -
do em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser o que provavelmente causaria problemas de interpretação
pessoal. em certos contextos.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu) - verbo computar. Este verbo teria como formas do pre-
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) sente do indicativo computo, computas, computa - formas
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos
gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso
** São impessoais, ainda: efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáti-
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando cos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com
tempo: Já passa das seis. o desenvolvimento e a popularização da informática, tem
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.
de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas-
fêmias.
- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno
bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem re-
ferência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas re-
nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando- gulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas
se, tais verbos, então, pessoais. formas curtas (particípio irregular). Observe:
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de
“ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?

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LÍNGUA PORTUGUESA

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR


Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais,
ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).

- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem
SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

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LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

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LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já
está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mes-
ma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante
do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia refle-
xiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):
Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem

- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre-
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados,
formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:
Maria penteou-me.

Observações:
- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Há verbos que também são acompanhados de pro- - Particípio: quando não é empregado na formação
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica nero, número e grau. Por exemplo:
à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo: Terminados os exames, os candidatos saíram.
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular Quando o particípio exprime somente estado, sem ne-
nhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função
Modos Verbais de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a aluna
escolhida para representar a escola.
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, existem Tempos Verbais
três modos:
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu sem- Tomando-se como referência o momento em que se
pre estudo. fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Tal- tempos. Veja:
vez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda 1. Tempos do Indicativo
agora, menino.
- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste co-
Formas Nominais légio.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- momento anterior ao atual, mas que não foi completamen-
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo, te terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas - Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
nominais. Observe: momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado:
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo Ele estudou as lições ontem à noite.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
substantivo. Por exemplo: - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato
Viver é lutar. (= vida é luta) ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha es-
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) tudado as lições quando os amigos chegaram. (forma com-
posta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen- (forma simples).
te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por
exemplo: - Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve
É preciso ler este livro. ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento
Era preciso ter lido este livro. atual: Ele estudará as lições amanhã.

- Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três - Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im- eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) 2. Tempos do Subjuntivo
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós) - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no mo-
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós) mento atual: É conveniente que estudes para o exame.
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles) - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado,
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele ven-
boa colocação. cesse o jogo.

- Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas cons-
ou advérbio. Por exemplo: truções em que se expressa a ideia de condição ou desejo.
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de ad- Por exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeo-
vérbio) nato.
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de ad-
jetivo) - Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode
ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em ele vier à loja, levará as encomendas.
curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
plo: Obs.: o futuro do presente é também usado em frases
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. vier à loja, levará as encomendas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Presente do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM
Futuro do Presente do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

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LÍNGUA PORTUGUESA

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).
1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal
1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e
pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

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LÍNGUA PORTUGUESA

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:

- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

Questões sobre Verbo

01. (AGENTE POLÍCIA - VUNESP 2013) Considere o trecho a seguir.


É comum que objetos ___________ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as pes-
soas _____________ a atenção voltada para seus pertences, conservando-os junto ao corpo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
(A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém
(D) seja … mantivessem
(E) seja … mantêm

02. (MGS - TÉCNICO CONTÁBIL – IBFC/2017-adaptada)


Em “Assim, muitos casais têm quatro, seis, dez filhos”, nota--se que o acento do verbo em destaque deve-se a uma
exigência de concordância. Assinale a alternativa correta em relação ao emprego desse mesmo verbo.
a) No Brasil, a sociedade têm várias questões.
b) O jovem têm um grande desafio pela frente.
c) As pessoas tem muitos planos.
d) A mentira tem perna curta.

03. (ESCREVENTE TJ SP VUNESP 2013-adap.) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas
interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
(C) adotar como referência de qualidade.
(D) julgar de acordo com normas legais.
(E) classificar segundo ideias preconcebidas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

04. (ESCREVENTE TJ SP VUNESP 2013) Assinale a alter- A) Os consumidores são assediados pelo marketing …
nativa contendo a frase do texto na qual a expressão verbal B) … somente eles podem decidir se irão ou não com-
destacada exprime possibilidade. prar.
(A) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sis- C) É como se abrissem em nós uma “caixa de neces-
tema capaz de disponibilizar um grande número de obras sidades”…
literárias... D) … de onde vem o produto…?
(B) Funcionando como um imenso sistema de informa- E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas…
ção e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme
arquivo virtual. 09. (AGERBA - TÉCNICO EM REGULAÇÃO – IBFC/
(C) Isso acarreta uma textualidade que funciona por 2017-adaptada)
associação, e não mais por sequências fixas previamente A flexão de alguns verbos, sobretudo os irregulares,
estabelecidas. pode causar confusão. O verbo “quis”, presente em “Minha
(D) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse mãe sempre quis viajar” é um exemplo típico. Nesse sen-
conceito está ligado a uma nova concepção de textuali- tido, assinale a alternativa em que se indica INCORRETA-
dade... MENTE a sua flexão.
(E) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponi- a) queres – Presente do Indicativo.
bilizar toda a literatura do mundo... b) queria – Futuro do Pretérito do Indicativo.
c) quisera – Pretérito mais-que-perfeito do Indicativo.
05.(POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO d) queira – Presente do Subjuntivo.
SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) No trecho: “O e) quisesse – Pretérito Imperfeito do Subjuntivo.
crescimento econômico, se associado à ampliação do empre- 10. (AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITEN-
go, PODE melhorar o quadro aqui sumariamente descrito.”, CIÁRIA – VUNESP – 2013-adap.). Leia as frases a seguir.
se passarmos o verbo destacado para o futuro do pretérito I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de ma-
do indicativo, teremos a forma: deira no animal.
II. Existiam muitos ferimentos no boi.
A) puder.
III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
B) poderia.
movimentada.
C) pôde.
Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Existir e este
D) poderá.
pelo verbo Haver, nas frases, têm-se, respectivamente:
E) pudesse.
A) Existia – Haviam – Existiam
B) Existiam – Havia – Existiam
06. (ESCREVENTE TJ SP VUNESP 2013) Assinale a al-
C) Existiam – Haviam – Existiam
ternativa em que todos os verbos estão empregados de
D) Existiam – Havia – Existia
acordo com a norma- -padrão. E) Existia – Havia – Existia
(A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da
impressão definitiva. GABARITO
(B) Não haverá prova do crime se o réu se manter em
silêncio. 01. B 02. D 03. E 04. B 05. B
(C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a tra- 06. A 07. C 08. B 09. B 10. D
balhar no feriado.
(D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga... RESOLUÇÃO
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a reque-
ra a seu superior. 1-)
É comum que objetos sejam esquecidos em locais
07. (PAPILOSCOPISTA POLICIAL VUNESP 2013-adap.) públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se
Assinale a alternativa que substitui, corretamente e sem al- as pessoas mantivessem a atenção voltada para seus
terar o sentido da frase, a expressão destacada em – Se a pertences, conservando-os junto ao corpo.
criança se perder, quem encontrá-la verá na pulseira ins-
truções para que envie uma mensagem eletrônica ao gru- 2-)
po ou acione o código na internet. Analisemos:
(A) Caso a criança se havia perdido… a) No Brasil, a sociedade têm várias questões. = a so-
(B) Caso a criança perdeu… ciedade tem (verbo no singular)
(C) Caso a criança se perca… b) O jovem têm um grande desafio pela frente. = o
(D) Caso a criança estivera perdida… jovem tem (verbo no singular)
(E) Caso a criança se perda… c) As pessoas tem muitos planos. = as pessoas têm
(verbo no plural)
08. (AGENTE DE APOIO OPERACIONAL – VUNESP – d) A mentira tem perna curta. = correta
2013-adap.). Assinale a alternativa em que o verbo desta- RESPOSTA: D
cado está no tempo futuro.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida


Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata- movimentada.
se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das Haver – sentido de existir= invariável, impessoal;
vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. existir = variável. Portanto, temos:
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de I – Existiam onze pessoas...
classificar segundo ideias preconcebidas. II – Havia muitos ferimentos...
III – Existia muita gente...
4-)
(B) Funcionando como um imenso sistema de informa- Vozes do Verbo
ção e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme
arquivo virtual. = verbo no futuro do pretérito Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo
para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente
5-) da ação. São três as vozes verbais:
Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do
Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós pode- - Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a
ríamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
é crescimento econômico (singular), portanto, terceira pes- Ele fez o trabalho.
soa do singular (ele) = poderia. sujeito agente ação objeto
(paciente)
6-)
(B) Não haverá prova do crime se o réu se mantiver em - Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a
silêncio. ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
(C) Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a O trabalho foi feito por ele.
trabalhar no feriado. sujeito paciente ação agente da pas-
(D) Ficarão surpresos quando o virem com a toga... siva
(E) Se você quiser a promoção, é necessário que a re-
queira a seu superior. - Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agen-
te e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo:
7-) O menino feriu-se.
Caso a criança se perca…(perda = substantivo: Houve
uma grande perda salarial...) Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com
a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao
8-) outro)
A) Os consumidores são assediados pelo marketing =
presente Formação da Voz Passiva
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessi-
dades”… = pretérito do Subjuntivo A voz passiva pode ser formada por dois processos:
D) … de onde vem o produto…? = presente analítico e sintético.
E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… = 1- Voz Passiva Analítica
pretérito perfeito Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particí-
pio do verbo principal. Por exemplo:
9-) A escola será pintada.
Vamos aos itens: O trabalho é feito por ele.
a) queres – Presente do Indicativo = eu quero, tu que-
res - correta. Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado
b) queria – Futuro do Pretérito do Indicativo = eu que- da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a
reria, tu quererias, ele quereria - incorreta. preposição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de solda-
c) quisera – Pretérito mais-que-perfeito do Indicativo = dos.
eu quisera, ele quisera – correta. - Pode acontecer ainda que o agente da passiva não
d) queira – Presente do Subjuntivo = que eu queira, esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
que tu queiras, que ele queira - correta - A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar
e) quisesse – Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = se eu (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma-
quisesse, se tu quisesses, se ele quisesse – correta. ção das frases seguintes:
RESPOSTA: B a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indi-
10-) cativo)
I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de
madeira no animal. b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
II. Existiam muitos ferimentos no boi. O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)

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LÍNGUA PORTUGUESA

c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente) Saiba que:


O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) - Aos verbos que não são ativos nem passivos ou refle-
xivos, são chamados neutros.
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume O vinho é bom.
o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Aqui chove muito.
Observe a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio) - Há formas passivas com sentido ativo:
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nas-
Obs.: é menos frequente a construção da voz passi- cido.)
va analítica com outros verbos que podem eventualmente És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
funcionar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou mar-
cada pela doença. - Inversamente, usamos formas ativas com sentido
passivo:
2- Voz Passiva Sintética Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. - Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido
Por exemplo: cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o
Abriram-se as inscrições para o concurso. sujeito é paciente.
Destruiu-se o velho prédio da escola. Chamo-me Luís.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva Batizei-me na Igreja do Carmo.
sintética. Operou-se de hérnia.
Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la- Vacinaram-se contra a gripe.
tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o Fonte:
significado de voz passiva como sendo a voz que expressa http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.
php
a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois ele-
Questões sobre Vozes dos Verbos
mentos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e
AGENTE DA PASSIVA.
01. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMI-
NISTRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Os dados foram divulgados
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
ontem pelo Instituto Sou da Paz.”, a expressão destacada é
(A) adjunto adnominal.
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs-
(B) sujeito paciente.
tancialmente o sentido da frase.
(C) objeto indireto.
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa) (D) complemento nominal.
Sujeito da Ativa objeto Direto (E) agente da passiva.
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Pas- 02. (FCC-COPERGÁS – AUXILIAR TÉCNICO ADMINIS-
siva) TRATIVO - 2011) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela
Sujeito da Passiva Agente da Passiva raiz. Transpondo- -se a frase acima para a voz passiva,
a forma verbal resultante será:
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o (A) era abatido.
sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo (B) fora abatido.
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. (C) abatera-se.
Observe mais exemplos: (D) foi abatido.
- Os mestres têm constantemente aconselhado os alu- (E) tinha abatido
nos.
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos 03. (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
mestres. ... valores e princípios que sejam percebidos pela socie-
dade como tais.
- Eu o acompanharei. Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo pas-
Ele será acompanhado por mim. sará a ser, corretamente,
(A) perceba.
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, (B) foi percebido.
não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: (C) tenham percebido.
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado. (D) devam perceber.
(E) estava percebendo.

50
LÍNGUA PORTUGUESA

04. (TJ/RJ – TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA SEM (A) veio a ser entendida.
ESPECIALIDADE – FCC/2012) As ruas estavam ocupadas (B) teria entendido.
pela multidão... (C) fora entendida.
A forma verbal resultante da transposição da frase aci- (D) terá sido entendida.
ma para a voz ativa é: (E) tê-la-ia entendido.
(A) ocupava-se.
(B) ocupavam. 10. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
(C) ocupou. PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011 - ADAP-
(D) ocupa. TADA)
(E) ocupava. ... ele empreende, de maneira quase clandestina, a série
Mulheres.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
05. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
verbal resultante será:
A frase que NÃO admite transposição para a voz passiva (A) foi empreendida.
está em: (B) são empreendidos.
(A) Quando Rodolfo surgiu... (C) foi empreendido.
(B) ... adquiriu as impressoras... (D) é empreendida.
(C) ... e sustentar, às vezes, família numerosa. (E) são empreendidas.
(D) ... acolheu-o como patrono.
(E) ... que montou [...] a primeira grande folhetaria do GABARITO
Recife ...
01. E 02. D 03. A 04. E 05. A
06. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 06. B 07. C 08. D 09. A 10. D
FCC/2010) O engajamento moral e político não chegou a
constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ... RESOLUÇÃO
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for-
ma verbal resultante é: 1-)
a) se constituiu. No enunciado temos uma oração com a voz passiva do
verbo. Transformando-a em ativa, teremos: “O Instituto Sou
b) chegou a ser constituído.
da Paz divulgou dados”. Nessa, “Instituto Sou da Paz” fun-
c) teria chegado a constituir.
ciona como sujeito da oração, ou seja, na passiva sua função
d) chega a se constituir. é a de agente da passiva. O sujeito paciente é “os dados”.
e) chegaria a ser constituído. 2-)
07. (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. = Ele foi
CIVIL – FCC/2014 - ADAPTADA) ...’sertanejo’ indicava indis- abatido...
tintamente as músicas produzidas no interior do país...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- 3-)
ma verbal resultante será: ... valores e princípios que sejam percebidos pela so-
(A) vinham indicadas. ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te-
(B) era indicado. remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e
(C) eram indicadas. princípios...
(D) tinha indicado.
(E) foi indicada. 4-)
As ruas estavam ocupadas pela multidão = dois verbos
08. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – na passiva, um verbo na ativa:
PROCON – AGENTE ADMINISTRATIVO – CEPERJ/2012 - A multidão ocupava as ruas.
adaptada) Um exemplo de construção na voz passiva está
5-)
em:
B = as impressoras foram adquiridas...
(A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos”
C = família numerosa é sustentada...
(B) “o consumidor pode solicitar a devolução do di- D – foi acolhido como patrono...
nheiro” E – a primeira grande folhetaria do Recife foi montada...
(C) “enviar o brinquedo por sedex”
(D) “A empresa também é obrigada pelo Código de De- 6-)
fesa do Consumidor” O engajamento moral e político não chegou a consti-
(E) “A empresa fez campanha para recolher” tuir um deslocamento da atenção intelectual de Said = dois
verbos na voz ativa, mas com presença de preposição e, um
09. (METRÔ/SP –SECRETÁRIA PLENO – FCC/2010) deles, no infinitivo, então o verbo auxiliar “ser” ficará no in-
Transpondo-se para a voz passiva a construção Mais tarde finitivo (na voz passiva) e o verbo principal (constituir) ficará
vim a entender a tradução completa, a forma verbal resul- no particípio: Um deslocamento da atenção intelectual de
tante será: Said não chegou a ser constituído pelo engajamento...

51
LÍNGUA PORTUGUESA

7-) Pretérito Perfeito do Indicativo


’sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produ- eu vali
zidas no interior do país. tu valeste
As músicas produzidas no país eram indicadas pelo ele valeu
sertanejo, indistintamente. nós valemos
vós valestes
8-) eles valeram
(A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” = voz ativa
(B) “o consumidor pode solicitar a devolução do di- Pretérito Imperfeito do Indicativo
nheiro” = voz ativa eu valia
(C) “enviar o brinquedo por sedex” = voz ativa tu valias
(D) “A empresa também é obrigada pelo Código de ele valia
Defesa do Consumidor” = voz passiva nós valíamos
(E) “A empresa fez campanha para recolher” = voz ativa vós valíeis
eles valiam
9-)
Mais tarde vim a entender a tradução completa... Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo
A tradução completa veio a ser entendida por mim. eu valera
tu valeras
10-) ele valera
ele empreende, de maneira quase clandestina, a série nós valêramos
Mulheres. vós valêreis
A série de mulheres é empreendida por ele, de maneira eles valeram
quase clandestina.
Futuro do Presente do Indicativo
Verbos irregulares são verbos que sofrem alterações eu valerei
em seu radical ou em suas desinências, afastando-se do tu valerás
modelo a que pertencem. ele valerá
No português, para verificar se um verbo sofre altera- nós valeremos
ções, basta conjugá-lo no presente e no pretérito perfeito vós valereis
do indicativo. Ex: faço – fiz, trago – trouxe, posso - pude. eles valerão
Não é considerada irregularidade a alteração gráfica
do radical de certos verbos para conservação da regulari- Futuro do Pretérito do Indicativo
dade fônica. Ex: embarcar – embarco, fingir – finjo. eu valeria
tu valerias
Exemplo de conjugação do verbo “dar” no presente do ele valeria
indicativo: nós valeríamos
Eu dou vós valeríeis
Tu dás eles valeriam
Ele dá
Nós damos Mais-que-perfeito Composto do Indicativo
Vós dais eu tinha valido
Eles dão tu tinhas valido
ele tinha valido
Percebe-se que há alteração do radical, afastando-se nós tínhamos valido
do original “dar” durante a conjugação, sendo considerado vós tínheis valido
verbo irregular. eles tinham valido

Exemplo: Conjugação do verbo valer: Gerúndio do verbo valer = valendo

Modo Indicativo Modo Subjuntivo


Presente
Presente que eu valha
eu valho que tu valhas
tu vales que ele valha
ele vale que nós valhamos
nós valemos que vós valhais
vós valeis que eles valham
eles valem

52
LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Fazer


se eu valesse Presente do indicativo: Faço, fazes, faz, fazemos, fa-
se tu valesses zeis, fazem.
se ele valesse
se nós valêssemos Pretérito perfeito do indicativo: Fiz, fizeste, fez, fize-
se vós valêsseis mos, fizestes, fizeram.
se eles valessem
Futuro do presente do indicativo: Farei, farás, fará,
Futuro do Subjuntivo faremos, fareis, farão.
quando eu valer
quando tu valeres Ir
quando ele valer Presente do indicativo: Vou, vais, vai, vamos, ides, vão.
quando nós valermos
quando vós valerdes Pretérito perfeito do indicativo: Fui, foste, foi, fomos,
quando eles valerem fostes, foram.

Imperativo Futuro do presente do indicativo: Irei, irás, irá, ire-


mos, ireis, irão.
Imperativo Afirmativo
-- Futuro do subjuntivo: For, fores, for, formos, fordes,
vale tu forem.
valha ele
valhamos nós Querer
valei vós Presente do indicativo: Quero, queres, quer, queremos,
valham eles quereis, querem.
Imperativo Negativo
Pretérito perfeito do indicativo: Quis, quiseste, quis,
--
quisemos, quisestes, quiseram.
não valhas tu
não valha ele
Presente do subjuntivo: Queira, queiras, queira, quei-
não valhamos nós
ramos, queirais, queiram.
não valhais vós
não valham eles
Ver
Presente do indicativo: Vejo, vês, vê, vemos, vedes,
Infinitivo veem.
Infinitivo Pessoal Pretérito perfeito do indicativo: Vi, viste, viu, vimos,
por valer eu vistes, viram.
por valeres tu
por valer ele Futuro do presente do indicativo:Verei, verás, verá,
por valermos nós veremos, vereis, verão.
por valerdes vós
por valerem eles Futuro do subjuntivo: Vir, vires, vir, virmos, virdes, vi-
rem.
Infinitivo Impessoal = valer
Particípio = Valido Vir
Presente do indicativo: Venho, vens, vem, vimos, vin-
Acompanhe abaixo uma lista com os principais verbos des, vêm.
irregulares:
Pretérito perfeito do indicativo: Vim, vieste, veio, vie-
Dizer mos, viestes, vieram.
Presente do indicativo: Digo, dizes, diz, dizemos, di-
zeis, dizem. Futuro do presente do indicativo: Virei, virás, virá, vi-
remos, vireis, virão.
Pretérito perfeito do indicativo: Disse, disseste, disse,
dissemos, dissestes, disseram. Futuro do subjuntivo: Vier, vieres, vier, viermos, vier-
des, vierem.
Futuro do presente do indicativo: Direi, dirás, dirá,
diremos, direis, dirão.

53
LÍNGUA PORTUGUESA

SINTAXE - Resposta: Os funcionários.


- O sujeito da oração, então, é o seguinte: os funcio-
O princípio é o verbo. nários.
Encontrado o sujeito, parte-se para a análise do verbo:
Essa é a premissa fundamental da Sintaxe, que é a par- Se ele indicar que o sujeito possui uma qualidade, um
te da gramática que estuda as palavras enquanto elementos estado ou um modo de ser, sem praticar ação alguma, será
de uma frase, as suas relações de concordância, de subor- denominado de VERBO DE LIGAÇÃO. Os verbos de ligação
dinação e de ordem. Significa que, ao se realizar a análise mais comuns são os seguintes: ser, estar, parecer, ficar, per-
sintática de uma oração, sempre se inicia pelo verbo. É a manecer e continuar. Não se esqueça, porém, de que só
partir dele que se descobre qual o sujeito da oração, se há a será verbo de ligação o que indicar qualidade, estado ou
indicação de qualidade, estado ou modo de ser do sujeito, modo de ser do sujeito, sem praticar ação alguma. Observe
se ele pratica uma ação ou se a sofre, se há complemento as seguintes frases:
verbal, se há circunstância (adjunto adverbial), etc. O político continuou seu discurso mesmo com todas as
Nem sempre o verbo se apresenta sozinho em uma vaias recebidas.
oração. Em muitos casos, surgem dois ou mais verbos jun- Continuar, nesta frase, não é de ligação já que não in-
tos, para indicar que se pratica ou se sofre uma ação, ou dica qualidade do sujeito, e sim ação.
que o sujeito possui uma qualidade. A essa junção, dá-se A professora estava na sala de aula.
o nome de locução verbal. Toda locução verbal é formada Estar, nesta frase, não é de ligação já que não indica
por um verbo auxiliar (ou mais de um) e um verbo principal qualidade do sujeito, e sim fato.
(somente um).
O verbo auxiliar é o que se relaciona com o sujeito, A garota estava muito alegre.
por isso concorda com este, ou seja, se o sujeito estiver no Estar é verbo de ligação porque indica qualidade do
singular, o verbo auxiliar também ficará no singular; se o sujeito.
sujeito estiver no plural, o verbo auxiliar também ficará no
plural. Na Língua Portuguesa os verbos auxiliares são os
Se o verbo indicar que o sujeito pratica uma ação, ou
seguintes: ser, estar, ter, haver, dever, poder, ir, dentre outros.
que participa ativamente de um fato, será denominado de
O verbo principal é o que indica se o sujeito possui uma
VERBO INTRANSITIVO ou VERBO TRANSITIVO, de acordo
qualidade, se ele pratica uma ação ou se a sofre. É o mais
com o seguinte:
importante da locução. Na Língua Portuguesa, o verbo
principal surge sempre no infinitivo (terminado em –ar, -er,
- Quem ............ , ................. : Todo verbo que se encaixar
ou –ir), no gerúndio (terminado em –ndo) ou no particípio
(terminado em –ado ou –ido, dentre outras terminações). nessa frase será INTRANSITIVO. Por exemplo, o verbo cor-
Veja alguns exemplos de locuções verbais: rer: Quem corre, corre.

Os funcionários FORAM CONVOCADOS pelo diretor. - Quem ............ , ................. algo/alguém: Todo verbo
(aux.: SER; princ.: CONVOCAR) que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO DIRETO. Por
exemplo, o verbo comer: Quem come, come algo; ou o ver-
Os estudantes ESTÃO RESPONDENDO às questões. bo amar: Quem ama, ama alguém.
(aux.: ESTAR; princ.: RESPONDER)
- Quem ............ , ................. + prep. + algo/alguém: Todo
Os trabalhadores TÊM ENFRENTADO muitos proble- verbo que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO INDI-
mas.(aux.: TER; princ.: ENFRENTAR) RETO. Por exemplo, o verbo gostar: Quem gosta, gosta de
algo ou de alguém. As preposições mais comuns são as
O vereador HAVIA DENUNCIADO seus companheiros. seguintes: a, de, em, por, para, sem e com.
(aux.: HAVER; princ.: DENUNCIAR)
- Quem ............ , ................. algo/alguém + prep. + algo/
Os alunos DEVEM ESTUDAR todos os dias. (aux.: DE- alguém: Todo verbo que se encaixar nessa frase será TRAN-
VER; princ.: ESTUDAR) SITIVO DIRETO E INDIRETO - também denominado de BI-
TRANSITIVO. Por exemplo, o verbo mostrar: Quem mostra,
Sujeito mostra algo a alguém; ou o verbo informar: Quem informa,
informa alguém de algo ou Quem informa, informa algo a
Para se descobrir qual o sujeito do verbo (ou da locu- alguém.
ção verbal), deve-se perguntar a ele (ou a ela) o seguinte:
Que(m) é que ..........? A resposta será o sujeito. Por exemplo, É importante salientar que um verbo só será TRAN-
analisemos a primeira frase dentre as apresentadas acima: SITIVO se houver complemento (objeto direto ou objeto
Os funcionários foram convocados pelo diretor. indireto). A análise de um verbo depende, portanto, do
ambiente sintático em que ele se encontra. Um verbo que
O princípio é o verbo. Procura-se, portanto, o verbo: é aparentemente seja transitivo direto pode ser, na realida-
a locução verbal foram convocados. - - Pergunta-se a ela: de, intransitivo, caso não haja complemento. Por exemplo,
Que(m) é que foi convocado? observe a seguinte frase:

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LÍNGUA PORTUGUESA

O pior cego é aquele que não quer ver. 04. (ESPM-SP) Em “esta lhe deu cem mil contos”, o ter-
O verbo “ver” é, aparentemente, transitivo direto, uma mo destacado é:
vez que se encaixa na frase Quem vê, vê algo. Ocorre, po- A) pronome possessivo
rém, que não há o “algo”. O pior cego é aquele que não B) complemento nominal
quer ver o quê? Não aparece na oração; não há, portanto, C) objeto indireto
o objeto direto. Como não o há, o verbo não pode ser tran- D) adjunto adnominal
sitivo direto, e sim intransitivo. E) objeto direto
Observe, agora, esta frase: Quem dá aos pobres, em-
presta a Deus. 05. Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito
Os verbos “dar” e “emprestar” são, aparentemente, das seguintes orações em relação aos verbos destacados:
transitivos diretos e indiretos, uma vez que se encaixam nas - Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de
frases Quem dá, dá algo a alguém e Quem empresta, em- vida.
presta algo a alguém. Ocorre, porém, que não há o “algo”. - Neste ano, quero prestar serviço voluntário.
Quem dá o que aos pobres empresta o que a Deus? Não
aparece na oração; não há, portanto, o objeto direto. Como A)Tu – vós
não o há, os verbos não podem ser transitivos diretos e B)Nós – eu
indiretos, e sim somente transitivos indiretos. C)Vós – nós
D) Ele - tu
FONTE: 06. Classifique o sujeito das orações destacadas no tex-
http://www.gramaticaonline.com.br/texto/1231 to seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta.
Questões sobre Análise Sintática É notável, nos textos épicos, a participação do sobrena-
tural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao nacio-
01. (AGENTE DE APOIO ADMINISTRATIVO – FCC – nalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deu-
2013). Os trabalhadores passaram mais tempo na escola... ses tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis,
O segmento grifado acima possui a mesma função sin- ajudando-os ou atrapalhando- -os.
tática que o destacado em: A)simples, composto
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria.
B)indeterminado, composto
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa clas-
C)simples, simples
se.
D) oculto, indeterminado
C) O crescimento da escolaridade também foi impul-
sionado...
07. (ESPM-SP) “Surgiram fotógrafos e repórteres”.
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé-
Identifique a alternativa que classifica corretamente a fun-
dio...
ção sintática e a classe morfológica dos termos destacados:
E) ...impulsionado pelo aumento do número de uni-
versidades... A) objeto indireto – substantivo
B) objeto direto - substantivo
02.(AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – FCC – 2013). C) sujeito – adjetivo
Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selva- D) objeto direto – adjetivo
gens [...], sabiam os paulistas como... E) sujeito - substantivo
O segmento em destaque na frase acima exerce a mes-
ma função sintática que o elemento grifado em: GABARITO
A) Nas expedições breves serviam de balizas ou mos-
tradores para a volta. 01. C 02. D 03. B 04. C 05. B 06. C 07. E
B) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescenta-
riam aqueles de considerável... RESOLUÇÃO
C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o
sinal. 1-)
D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer flores- Os trabalhadores passaram mais tempo na escola
ta, podia significar uma pista. = SUJEITO
E) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam- A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. = ob-
nos a vila de São Paulo como centro... jeto direto
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
03. Há complemento nominal em: = objeto direto
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada. C) O crescimento da escolaridade também foi impul-
B)... embora fosse quase certa a sua possibilidade de sionado... = sujeito paciente
ganhar a vida. D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé-
C)Ela estava na janela do edifício. dio... = objeto direto
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. E) ...impulsionado pelo aumento do número de univer-
E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e sidades... = agente da passiva
mocinho de cinema.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) Observação: a frase que não possui verbo denomina-


Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas se Frase Nominal.
selvagens [...], sabiam os paulistas como... = SUJEITO Na língua falada, a frase é caracterizada pela entoa-
A) Nas expedições breves = ADJUNTO ADVERBIAL ção, que indica nitidamente seu início e seu fim. A entoação
B) nada acrescentariam aqueles de considerável...= ad- pode vir acompanhada por gestos, expressões do rosto, do
junto adverbial olhar, além de ser complementada pela situação em que o
C) seria perceptível o sinal. = predicativo falante se encontra. Esses fatos contribuem para que fre-
D) Uma sequência de tais galhos = sujeito quentemente surjam frases muito simples, formadas por
E) apresentam-nos a vila de São Paulo como = objeto apenas uma palavra. Observe:
direto Rua!
Ai!
3-)
A) o beijo da madrugada. = adjunto adnominal Essas palavras, dotadas de entoação própria, e acom-
B)a sua possibilidade de ganhar a vida. = complemento panhadas de gestos peculiares, são suficientes para satisfa-
nominal (possibilidade de quê?) zer suas necessidades expressivas.
C)na janela do edifício. = adjunto adnominal Na língua escrita, a entoação é representada pelos si-
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. = objeto nais de pontuação, os quais procuram sugerir a melodia
indireto frasal. Desaparecendo a situação viva, o contexto é forne-
E) a brincar de bandido e mocinho de cinema = objeto cido pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário
indireto que as frases escritas sejam linguisticamente mais comple-
4-) tas. Essa maior complexidade linguística leva a frase a obe-
esta lhe deu cem mil contos = o verbo DAR é bitransiti- decer às regras gerais da língua. Portanto, a organização
vo, ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa de e a ordenação dos elementos formadores da frase devem
dois complementos – dois objetos: direto e indireto. seguir os padrões da língua. Por isso é que: As meninas
Deu o quê? = cem mil contos (direto) estavam alegres. = constitui uma frase, enquanto: Alegres
Deu a quem? lhe (=a ele, a ela) = indireto meninas estavam as. = não é considerada uma frase da lín-
gua portuguesa.
5-)
- Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre qualida- Tipos de Frases
de de vida.
- Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário. Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só po-
dem ser integralmente captados se atentarmos para o con-
6-) texto em que são empregadas. É o caso, por exemplo, das
É notável, nos textos épicos, a participação do sobrena- situações em que se explora a ironia. Pense, por exemplo,
tural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao nacio- na frase “Que educação!”, usada quando se vê alguém in-
nalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deu- vadindo, com seu carro, a faixa de pedestres. Nesse caso,
ses tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis, ela expressa exatamente o contrário do que aparentemen-
ajudando-os ou atrapalhando-os. te diz.
Ambos os termos apresentam sujeito simples A entoação é um elemento muito importante da frase
falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão.
7-) Dependendo de como é dita, uma frase simples como “É
Surgiram fotógrafos e repórteres. ela.” pode indicar constatação, dúvida, surpresa, indigna-
O sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta ção, decepção, etc. Na língua escrita, os sinais de pontua-
(final da oração). Portanto: função sintática: sujeito (com- ção podem agir como definidores do sentido das frases.
posto); classe morfológica (classe de palavras): substanti- Existem alguns tipos de frases cuja entoação é mais ou
vos. menos previsível, de acordo com o sentido que transmi-
tem. São elas:
Frase é todo enunciado de sentido completo, podendo - Frases Interrogativas: ocorrem quando uma per-
ser formada por uma só palavra ou por várias, ter verbos ou gunta é feita pelo emissor da mensagem. São empregadas
não. A frase exprime, através da fala ou da escrita: ideias, quando se deseja obter alguma informação. A interrogação
emoções, ordens, apelos. Define-se pelo seu propósito co- pode ser direta ou indireta.
municativo, ou seja, pela sua capacidade de, num intercâm- Você aceita um copo de suco? (Interrogação direta)
bio linguístico, transmitir um conteúdo satisfatório para a Desejo saber se você aceita um copo de suco. (Interro-
situação em que é utilizada. Exemplos: gação indireta)
O Brasil possui um grande potencial turístico.
Espantoso! - Frases Imperativas: ocorrem quando o emissor da
Não vá embora. mensagem dá uma ordem, um conselho ou faz um pedido,
Silêncio! utilizando o verbo no modo imperativo. Podem ser afirma-
O telefone está tocando. tivas ou negativas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Faça-o entrar no carro! (Afirmativa) O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é “O
Não faça isso. (Negativa) amor”. A declaração referente a “o amor”, ou seja, o predi-
Dê-me uma ajudinha com isso! (Afirmativa) cado, é «é eterno». É um predicado nominal, pois seu nú-
cleo significativo é o nome «eterno». Já na frase: Os rapazes
- Frases Exclamativas: nesse tipo de frase o emissor jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, que identificamos
exterioriza um estado afetivo. Apresentam entoação ligei- por ser o termo que concorda em número e pessoa com o
ramente prolongada. Por Exemplo: verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”, cujo núcleo
Que prova difícil! significativo é o verbo “jogam”. Temos, assim, um predica-
É uma delícia esse bolo! do verbal.

- Frases Declarativas: ocorrem quando o emissor Oração


constata um fato. Esse tipo de frase informa ou declara al-
guma coisa. Podem ser afirmativas ou negativas. Uma frase verbal pode ser também uma oração. Para
isso é necessário:
Obrigaram o rapaz a sair. (Afirmativa)
- que o enunciado tenha sentido completo;
Ela não está em casa. (Negativa)
- que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).
Por Exemplo: Camila terminou a leitura do livro.
- Frases Optativas: são usadas para exprimir um dese-
jo. Por Exemplo: Obs.: Na oração as palavras estão relacionadas entre si,
Deus te acompanhe! como partes de um conjunto harmônico: elas são os ter-
Bons ventos o levem! mos ou as unidades sintáticas da oração. Assim, cada ter-
mo da oração desempenha uma função sintática.
De acordo com a construção, as frases classificam-se
em: Atenção: Nem toda frase é oração. Por Exemplo: Que
Frase Nominal: é a frase construída sem verbos. Exem- dia lindo!
plos: Esse enunciado é frase, pois tem sentido. Esse enun-
Fogo! ciado não é oração, pois não possui verbo. Assim, não pos-
Cuidado! suem estrutura sintática, portanto não são orações, frases
Belo serviço o seu! como:
Trabalho digno desse feirante. Socorro! - Com Licença! - Que rapaz ignorante!
A frase pode conter uma ou mais orações. Veja:
Frase Verbal: é a frase construída com verbo. Por Brinquei no parque. (uma oração)
Exemplo: Entrei na casa e sentei-me. (duas orações)
O sol ilumina a cidade e aquece os dias. Cheguei, vi, venci. (três orações)
Os casais saíram para jantar.
A bola rolou escada abaixo. Período

Estrutura da Frase Período é a frase constituída de uma ou mais orações,


formando um todo, com sentido completo. O período
As frases que possuem verbo são geralmente estrutu- pode ser simples ou composto.
radas a partir de dois elementos essenciais: sujeito e pre- Período Simples: é aquele constituído por apenas uma
dicado. Isso não significa, no entanto, que tais frases de- oração, que recebe o nome de oração absoluta. Exemplos:
O amor é eterno.
vam ser formadas, no mínimo, por dois vocábulos. Na frase
As plantas necessitam de cuidados especiais.
“Saímos”, por exemplo, há um sujeito implícito na termina-
Quero aquelas rosas.
ção do verbo: nós.
O tempo é o melhor remédio.
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo
em número e pessoa. É normalmente o “ser de quem se Período Composto: é aquele constituído por duas ou
declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”. mais orações. Exemplos:
O predicado é a parte da frase que contém “a infor- Quando você partiu minha vida ficou sem alegrias.
mação nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere Quero aquelas flores para presentear minha mãe.
ao sujeito, constituindo a declaração do que se atribui ao Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que
sujeito. É sempre muito importante analisar qual é o nú- acontece ao anoitecer.
cleo significativo da declaração: se o núcleo da declaração Cheguei, jantei e fui dormir.
estiver no verbo, teremos um predicado verbal (ocorre nas
frases verbais); se o núcleo da declaração estiver em algum Saiba que: Como toda oração está centrada num verbo
nome, teremos um predicado nominal (ocorre nas frases ou numa locução verbal, a maneira prática de saber quan-
nominais que possuem verbo de ligação). Observe: O amor tas orações existem num período é contar os verbos ou
é eterno. locuções verbais.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Período Composto Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas


principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretan-
O período composto caracteriza-se por possuir mais to, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
de uma oração em sua composição. Sendo Assim: - Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dan-
- Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma çando.
oração) - Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. praia.
(Período Composto =locução verbal, verbo, duas orações)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas
protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora- principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer;
ções). seja...seja.
- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
Cada verbo ou locução verbal sublinhada acima cor- - Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carrei-
responde a uma oração. Isso implica que o primeiro exem- ras diferentes.
plo é um período simples, pois tem apenas uma oração, os - Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no
quarto.
dois outros exemplos são períodos compostos, pois têm
mais de uma oração.
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer
principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por con-
entre as orações de um período composto: uma relação de seguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo)
coordenação ou uma relação de subordinação. - Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas - Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
em um mesmo período (ou seja, em um mesmo bloco de - Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
informações, marcado pela pontuação final), mas têm, am- - A situação é delicada; devemos, pois, agir
bas, estruturas individuais, como é o exemplo de: Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verda-
(Período Composto) de, pois (anteposto ao verbo).
Podemos dizer: - Só passei na prova porque me esforcei por muito tem-
1. Estou comprando um protetor solar. po.
2. Irei à praia. - Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
Separando as duas, vemos que elas são independentes. - Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-
É esse tipo de período que veremos: o Período Com- mingo.
posto por Coordenação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, te- Fonte:
mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas http://www.infoescola.com/portugues/oracoes-coor-
Sindéticas. denadas-assindeticas-e-sindeticas/

Coordenadas Assindéticas Questões sobre Orações Coordenadas

São orações coordenadas entre si e que não são liga- 01. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplan-
das através de nenhum conectivo. Estão apenas justapos- tação integral de gosto e de estilo” tem valor:
tas. A) conclusivo
B) adversativo
C) concessivo
Coordenadas Sindéticas
D) explicativo
E) alternativo
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas en-
tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coor- 02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”.
denativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração A oração em destaque é:
uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são a) coordenada explicativa
classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alterna- b) coordenada adversativa
tivas, conclusivas e explicativas. c) coordenada aditiva
d) coordenada conclusiva
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin- e) coordenada assindética
cipais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não
só... como, assim... como. 03. (AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP – 2013-adap.)
- Não só cantei como também dancei. Releia o seguinte trecho:
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia. Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
- Comprei o protetor solar e fui à praia. cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
prática.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como
norma- -padrão da língua portuguesa, ao se substituir o quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
termo em destaque, o trecho estará corretamente reescrito para nossa vida prática. = conclusiva
em: B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prática. = conformativa
para nossa vida prática. C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância sa vida prática. = conclusiva
para nossa vida prática. E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- sa vida prática. = explicativa
sa vida prática. Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu
D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como qua- substituir por porque; como conclusiva: substituo por por-
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para tanto.
nossa vida prática.
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase 4-)
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- fruto não só do novo acesso da população ao auto-
sa vida prática. móvel mas também da necessidade de maior número de
viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos
04. (ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP – 2013-
adap.) Em – ...fruto não só do novo acesso da população 5-)
ao automóvel mas também da necessidade de maior nú- Não se desespere, que estaremos a seu lado sempre.
mero de viagens... –, os termos em destaque estabelecem = conjunção explicativa (= porque) - coordenada sin-
relação de dética explicativa
A) explicação.
B) oposição. Subordinação
C) alternância.
D) conclusão. Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
E) adição.
“Eu sinto que em meu gesto existe o teu
05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que gesto.”
estaremos a seu lado sempre. Oração Principal Oração Subordinada
Marque a opção correta quanto à sua classificação:
A) Coordenada sindética aditiva. Observe que na oração subordinada temos o verbo
B) Coordenada sindética alternativa. “existe”, que está conjugado na terceira pessoa do singu-
C) Coordenada sindética conclusiva. lar do presente do indicativo. As orações subordinadas que
D) Coordenada sindética explicativa. apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos
do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são cha-
GABARITO madas de orações desenvolvidas ou explícitas. Podemos
modificar o período acima. Veja:
01. B 02. E 03. D 04. E 05. D
Eu sinto existir em meu gesto o teu gesto.
RESOLUÇÃO Oração Principal Oração Subordinada

1-) A análise das orações continua sendo a mesma: “Eu


“Não se verificou, todavia, uma transplantação integral sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
de gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portanto: subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que
oração coordenada sindética adversativa a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo.
Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas
2-) orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo
Estudamos, logo deveremos passar nos exames = a surge numa das formas nominais (infinitivo - flexionado ou
oração em destaque não é introduzida por conjunção, en- não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzi-
tão: coordenada assindética das ou implícitas.
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por
3-) conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual-
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção (e mente, introduzidas por preposição.
ideia) adversativa

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LÍNGUA PORTUGUESA

1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 3- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar -


importar - ocorrer - acontecer
A oração subordinada substantiva tem valor de subs- Convém que não se atrase na entrevista.
tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção inte- Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub-
grante (que, se). jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pes-
soa do singular.
Suponho que você foi à biblioteca hoje. b) Objetiva Direta
Oração Subordinada Substantiva
A oração subordinada substantiva objetiva direta exer-
Você sabe se o presidente já chegou? ce função de objeto direto do verbo da oração principal.
Oração Subordinada Substantiva
Todos querem sua aprovação no concurso.
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também Objeto Direto
introduzem as orações subordinadas substantivas, bem
Todos querem que você seja aprovado. (= Todos
como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde,
querem isso)
como). Veja os exemplos:
Oração Principal oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta
O garoto perguntou qual era o telefone da moça.
Oração Subordinada Substantiva As orações subordinadas substantivas objetivas diretas
desenvolvidas são iniciadas por:
Não sabemos por que a vizinha se mudou.
Oração Subordinada Substantiva - Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e
“se”:
A professora verificou se todos alunos estavam presen-
Classificação das Orações Subordinadas tes.
Substantivas - Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
De acordo com a função que exerce no período, a ora- O pessoal queria saber quem era o dono do carro im-
ção subordinada substantiva pode ser: portado.

a) Subjetiva - Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às


vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito Eu não sei por que ela fez isso.
do verbo da oração principal. Observe:
É fundamental o seu comparecimento à reunião. c) Objetiva Indireta
Sujeito
A oração subordinada substantiva objetiva indireta
É fundamental que você compareça à reunião. atua como objeto indireto do verbo da oração principal.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Vem precedida de preposição.
Subjetiva
Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto
Atenção: Observe que a oração subordinada substan-
tiva pode ser substituída pelo pronome “ isso”. Assim, te-
Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai in-
mos um período simples: siste nisso)
É fundamental isso. ou Isso é fundamental. Oração Subordinada Substantiva
Objetiva Indireta
Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exerce-
rá a função de sujeito Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração na oração.
principal:
1- Verbos de ligação + predicativo, em construções Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo Oração Subordinada Substantiva
- É claro - Está evidente - Está comprovado Objetiva Indireta
É bom que você compareça à minha festa.
d) Completiva Nominal
2- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-
se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anun- A oração subordinada substantiva completiva nominal
ciado - Ficou provado completa um nome que pertence à oração principal e tam-
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. bém vem marcada por preposição.

60
LÍNGUA PORTUGUESA

Sentimos orgulho de seu comportamento. Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo
Complemento Nominal adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa-
Sentimos orgulho de que você se comportou. (= pel. Veja:
Sentimos orgulho disso.)
Oração Subordinada Substantiva Esta foi uma redação que fez sucesso.
Completiva Nominal Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva

Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob- Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad-
jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita
que orações subordinadas substantivas completivas nomi- pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacio-
nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma
da outra, é necessário levar em conta o termo complemen- função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que
tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o seria exercido pelo termo que o antecede.
complemento nominal: o primeiro complementa um verbo, Obs.: para que dois períodos se unam num período
composto, altera-se o modo verbal da segunda oração.
o segundo, um nome.
Atenção: Vale lembrar um recurso didático para re-
e) Predicativa
conhecer o pronome relativo “que”: ele sempre pode ser
substituído por: o qual - a qual - os quais - as quais
A oração subordinada substantiva predicativa exerce Refiro-me ao aluno que é estudioso.
papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi- Essa oração é equivalente a:
pal e vem sempre depois do verbo ser. Refiro-me ao aluno o qual estuda.
Nosso desejo era sua desistência. Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
Predicativo do Sujeito
Quando são introduzidas por um pronome relativo e
Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso dese- apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as
jo era isso) orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi-
Oração Subordinada Substantiva das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas
Predicativa reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou
“de” para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não particípio).
fui bem na prova. Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
f) Apositiva
No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
A oração subordinada substantiva apositiva exerce jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome re-
função de aposto de algum termo da oração principal. lativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito per-
feito do indicativo. No segundo, há uma oração subordina-
Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de da adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo
seu casamento. e seu verbo está no infinitivo.
Aposto
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
Na relação que estabelecem com o termo que caracte-
Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu ca-
rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de
samento chegasse. duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou
Oração Subordinada especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
Substantiva Apositiva dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa,
sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS também orações que realçam um detalhe ou amplificam
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficiente-
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui mente definido, as quais denominam-se subordinadas ad-
valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As jetivas explicativas.
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem
a função de adjunto adnominal do antecedente. Observe Exemplo 1:
o exemplo: Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um
homem que passava naquele momento.
Esta foi uma redação bem-sucedida. Oração Subordinada Adjetiva
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal) Restritiva

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LÍNGUA PORTUGUESA

Nesse período, observe que a oração em destaque res- Obs.: a classificação das orações subordinadas adver-
tringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: trata- biais é feita do mesmo modo que a classificação dos adjuntos
se de um homem específico, único. A oração limita o uni- adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração.
verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens,
mas sim àquele que estava passando naquele momento. Circunstâncias Expressas
Exemplo 2: pelas Orações Subordinadas Adverbiais
O homem, que se considera racional, muitas vezes
age animalescamente. a) Causa
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que pro-
Nesse período, a oração em destaque não tem sentido voca um determinado fato, ao motivo do que se declara na
restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, essa oração principal. “É aquilo ou aquele que determina um acon-
oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar tecimento”.
contida no conceito de “homem”. Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE
Saiba que: Outras conjunções e locuções causais: como (sempre in-
A oração subordinada adjetiva explicativa é separada da troduzido na oração anteposta à oração principal), pois, pois
oração principal por uma pausa, que, na escrita, é represen- que, já que, uma vez que, visto que.
tada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
indicada como forma de diferenciar as orações explicativas Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve alter-
das restritivas; de fato, as explicativas vêm sempre isola- nativa a não ser cancelá-lo.
das por vírgulas; as restritivas, não. Já que você não vai, eu também não vou.
3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS b) Consequência

Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce As orações subordinadas adverbiais consecutivas expri-
a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal. mem um fato que é consequência, que é efeito do que se de-
Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo, clara na oração principal. São introduzidas pelas conjunções
fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida, e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto que, etc., e
vem introduzida por uma das conjunções subordinativas pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que.
(com exclusão das integrantes). Classifica-se de acordo com Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE (pre-
a conjunção ou locução conjuntiva que a introduz. cedido de tal, tanto, tão, tamanho)
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo. É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa
Oração Subordinada Adverbial dor.)
Observe que a oração em destaque agrega uma cir- Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con-
cunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração su- cretizando-os.
bordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida
termos acessórios que indicam uma circunstância referente, de Infinitivo)
via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adver-
bial depende da exata compreensão da circunstância que c) Condição
exprime. Observe os exemplos abaixo:
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de Condição é aquilo que se impõe como necessário para a
minha vida. realização ou não de um fato. As orações subordinadas ad-
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de verbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocorrer
minha vida. para que se realize ou deixe de se realizar o fato expresso na
oração principal.
No primeiro período, “naquele momento” é um adjunto Principal conjunção subordinativa condicional: SE
adverbial de tempo, que modifica a forma verbal “senti”. No Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, desde
segundo período, esse papel é exercido pela oração “Quan- que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem que,
do vi a estátua”, que é, portanto, uma oração subordina- uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
da adverbial temporal. Essa oração é desenvolvida, pois é Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, cer-
introduzida por uma conjunção subordinativa (quando) e tamente o melhor time será campeão.
apresenta uma forma verbal do modo indicativo (“vi”, do Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o
pretérito perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la, ob- contrato.
tendo-se: Caso você se case, convide-me para a festa.

Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de d) Concessão


minha vida.
As orações subordinadas adverbiais concessivas indicam
A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, ad-
das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é mitem uma contradição ou um fato inesperado. A ideia de
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma concessão está diretamente ligada ao contraste, à quebra
preposição (“a”, combinada com o artigo “o”). de expectativa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu- Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada
ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, pos- entrasse.
to que, apesar de que.
Só irei se ele for. h) Proporção

A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu” As orações subordinadas adverbiais proporcionais ex-
ir só se realizará caso essa condição seja satisfeita. Com- primem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao
pare agora com: expresso na oração principal.
Irei mesmo que ele não vá. Principal locução conjuntiva subordinativa proporcio-
nal: À PROPORÇÃO QUE
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida
irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...
oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con- (maior), quanto maior...(menor), quanto menor...(maior),
cessiva. Observe outros exemplos: quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais...
Embora fizesse calor, levei agasalho. (menos), quanto menos...(mais), quanto menos...(menos).
Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos me- À proporção que estudávamos, acertávamos mais ques-
tade da população continua à margem do mercado de con- tões.
sumo. Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em- Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
bora não estudasse). (reduzida de infinitivo)
e) Comparação i) Tempo

As orações subordinadas adverbiais comparativas es- As orações subordinadas adverbiais temporais acres-
tabelecem uma comparação com a ação indicada pelo ver- centam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração
bo da oração principal. principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, an-
Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO terioridade ou posterioridade.
Ele dorme como um urso. Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO
Outras conjunções subordinativas temporais: enquan-
Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações to, mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as
subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo: vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc.
Agem como crianças. (agem) Quando você foi embora, chegaram outros convidados.
Oração Subordinada Adverbial Comparativa Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
No entanto, quando se comparam ações diferentes, Mal você saiu, ela chegou.
isso não ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz. Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando termi-
(comparação do verbo falar e do verbo fazer). nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)

f) Conformidade Fonte:
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint29.
As orações subordinadas adverbiais conformativas in- php
dicam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma re-
gra, um modelo adotado para a execução do que se decla- Questões sobre Orações Subordinadas
ra na oração principal.
Principal conjunção subordinativa conformativa: CON- 01. (PAPILOSCOPISTA POLICIAL – VUNESp/2013).
FORME Mais denso, menos trânsito
Outras conjunções conformativas: como, consoante e
segundo (todas com o mesmo valor de conforme). As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e
Fiz o bolo conforme ensina a receita. em processo de deterioração agudizado pelo crescimento
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm econômico da última década. Existem deficiências evidentes
direitos iguais. em infraestrutura, mas é importante também considerar o
planejamento urbano.
g) Finalidade Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de
desconcentração, incentivando a criação de diversos centros
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade
intenção, a finalidade daquilo que se declara na oração de deslocamento.
principal. Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE centros e o aumento das distâncias multiplicam o número de
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a viagens, dificultando o investimento em transporte coletivo e
locução conjuntiva para que. aumentando a necessidade do transporte individual.

63
LÍNGUA PORTUGUESA

Se olharmos Los Angeles como a região que levou a


desconcentração ao extremo, ficam claras as consequências.
Numa região rica como a Califórnia, com enorme investi-
mento viário, temos engarrafamentos gigantescos que vira-
ram característica da cidade.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com
elevado adensamento e predominância do transporte coleti-
vo, como mostram Manhattan e Tóquio.
O centro histórico de São Paulo é a região da cidade
mais bem servida de transporte coletivo, com infraestrutura
de telecomunicação, água, eletricidade etc. Como em outras
grandes cidades, essa deveria ser a região mais adensada da
metrópole. Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento
gradual do centro, com deslocamento das atividades para
diversas regiões da cidade.
A visão de adensamento com uso abundante de trans-
porte coletivo precisa ser recuperada. Desse modo, será pos-
sível reverter esse processo de uso cada vez mais intenso do
transporte individual, fruto não só do novo acesso da popu-
lação ao automóvel, mas também da necessidade de maior
número de viagens em função da distância cada vez maior
entre os destinos da população. (Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013)
(Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013.
Adaptado) É correto afirmar que a expressão contanto que esta-
As expressões mais denso e menos trânsito, no título, belece entre as orações relação de
estabelecem entre si uma relação de A) causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja traba-
(A) comparação e adição. lhar depois de casada.
(B) causa e consequência. B) comparação, pois o namorado espera ter sucesso
(C) conformidade e negação. como cantor romântico.
(D) hipótese e concessão. C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já
(E) alternância e explicação pensam em casamento.
D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão
de músico provavelmente ganhará pouco.
02. (AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁ- E) finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido
RIA – VUNESP – 2013). No trecho – Tem surtido um efeito torne-se um artista famoso.
positivo por eles se tornarem uma referência positiva den-
tro da unidade, já que cumprem melhor as regras, respei- 05. (ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP – 2013).
tam o próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem Em – Apesar da desconcentração e do aumento da ex-
antes de tomar uma atitude. – o termo em destaque esta- tensão urbana verificados no Brasil, é importante desen-
belece entre as orações uma relação de volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
A) condição. B) causa. C) comparação. D) tempo. tes... –, sem que tenha seu sentido alterado, o trecho em
E) concessão. destaque está corretamente reescrito em:
A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex-
tensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvol-
03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes...
que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas, B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
exceto: mento da extensão urbana no Brasil, é importante desenvol-
A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes...
B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita C) Assim como são verificados a desconcentração e o
sobre sua vida. aumento da extensão urbana no Brasil, é importante de-
C) Ignoras quanto custou meu relógio? senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já exis-
D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebi- tentes...
dos. D) Visto que com a desconcentração e o aumento da ex-
E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião tensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvol-
ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes...
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
04. (AGENTE DE VIGILÂNCIA E RECEPÇÃO – VUNESP – to da extensão urbana verificados no Brasil, é importante
2013). Considere a tirinha em que se vê Honi conversando desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
com seu Namorado Lute. existentes...

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LÍNGUA PORTUGUESA

06. (ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP – 2013). 4-)


Em – É fundamental que essa visão de adensamento com a expressão contanto que estabelece uma relação de
uso abundante de transporte coletivo seja recuperada para condição (condicional)
que possamos reverter esse processo de uso… –, a expres-
são em destaque estabelece entre as orações relação de 5-)
A) consequência. Apesar da desconcentração e do aumento da extensão
B) condição. urbana verificados no Brasil = conjunção concessiva
C) finalidade. B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
D) causa. mento da extensão urbana no Brasil, = causal
E) concessão. C) Assim como são verificados a desconcentração e o
aumento da extensão urbana no Brasil = comparativa
07. (ANALISTA DE SISTEMAS – VUNESP – 2013 – D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
adap.). Considere o trecho: “Como as músicas eram de extensão urbana verificados no Brasil = causal
protesto, naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de se- E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
gurança nacional pela ditadura militar e exilado.” O termo to da extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas
Como, em destaque na primeira parte do enunciado, ex-
pressa ideia de 6-)
A) contraste e tem sentido equivalente a porém. para que possamos = conjunção final (finalidade)
B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
C) conformidade e tem sentido equivalente a confor- 7-)
me. “Como as músicas eram de protesto = expressa ideia
D) causa e tem sentido equivalente a visto que. de causa da consequência “foi enquadrado” = causa e
E) finalidade e tem sentido equivalente a para que. tem sentido equivalente a visto que.

08. (ANALISTA EM PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E 8-)


FINANÇAS PÚBLICAS – VUNESP – 2013-adap.) No tre- com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a
construção estabelece uma relação de causa e consequên-
cho – “Fio, disjuntor, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com
cia. (a causa da “contaminação” – consequência)
tanto orgulho que chega a contaminar-me. –, a construção
tanto ... que estabelece entre as construções [com tanto or-
gulho] e [que chega a contaminar-me] uma relação de
CONCORDÂNCIA
A) condição e finalidade.
B) conformidade e proporção.
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos
C) finalidade e concessão.
nos referindo à relação de dependência estabelecida entre
D) proporção e comparação. um termo e outro mediante um contexto oracional. Desta
E) causa e consequência. feita, os agentes principais desse processo são representa-
dos pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante;
GABARITO e o verbo, o qual desempenha a função de subordinado.
Dessa forma, temos que a concordância verbal carac-
01. B 02. B 03. C 04. D teriza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os que-
05. A 06. C 07. D 08. E sitos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplifi-
cando, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo
RESOLUÇÃO apresenta-se na terceira pessoa do singular, pois faz refe-
rência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como
1-) poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados.
mais denso e menos trânsito = mais denso, conse-
quentemente, menos trânsito, então: causa e consequência Casos referentes a sujeito simples

2-) 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com


já que cumprem melhor as regras = estabelece entre o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.
as orações uma relação de causa com a consequência de
“tem um efeito positivo”. 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pes-
3-) soa do singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
Ignoras quanto custou meu relógio? = oração subor- Observação:
dinada substantiva objetiva direta - No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto
A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou
seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos poderá ir para o plural:
verbos “convir”, “parecer”, “importar”, “constar” etc., e tam- Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
bém não inicia com as conjunções integrantes “que” e “se”. Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3) Quando o sujeito é representado por expressões Observações:


partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte - Caso o verbo apareça anteposto à expressão de por-
de, a metade de, uma porção de” entre outras, o verbo tanto centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova-
pode concordar com o núcleo dessas expressões quanto ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
com o substantivo que a segue: A maioria dos alunos resol- - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no sin-
veu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar. gular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
4) No caso de o sujeito ser representado por expres- determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.
sões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”,
o verbo concorda com o substantivo determinado por elas:
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
Cerca de mil candidatos se inscreveram no concurso. pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na
terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas Majesta-
5) Em casos em que o sujeito é representado pela ex- des gostaram das homenagens. Vossa Majestade agradeceu
pressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais o convite.
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.
Observação: 12) Casos relativos a sujeito representado por substan-
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou tivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, aspectos que os determinam:
necessariamente, deverá permanecer no plural: - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do ver-
Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram bo ser, este permanece no singular, contanto que o predica-
na campanha de doação de alimentos. tivo também esteja no singular: Memórias póstumas de Brás
Mais de um formando se abraçaram durante as soleni- Cubas é uma criação de Machado de Assis.
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam-
dades de formatura.
bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po-
tência mundial.
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um - Casos em que o artigo figura no singular ou em que
dos que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados
um dos que atuaram na Copa América. Unidos é uma potência mundial.

7) Em casos relativos à concordância com locuções Casos referentes a sujeito composto


pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
nos atermos a duas questões básicas: gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estan-
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no do relacionado a dois pressupostos básicos:
plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
também concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar
o receberemos. / Alguns de nós o receberão.
na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são pri-
- Quando o primeiro pronome da locução estiver ex- mos.
presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin-
gular: Algum de nós o receberá. 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer ante-
posto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo filhos compareceram ao evento.
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa
do singular ou poderá concordar com o antecedente desse 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao ver-
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para bo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou
ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela. permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que toma-
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade
mos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.
do mundo.
10) No caso de o sujeito aparecer representado por ex- 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinô-
pressões que indicam porcentagens, o verbo concordará nimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vi-
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão tória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu
da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha premiação
é fruto de meu esforço.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
demais termos da oração para que concordem em gênero - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
e número com o substantivo. Teremos que alterar, portan- singular e o adjetivo no plural.
to, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, Renato advogou um e outro caso fáceis.
temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira. Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono-
me concordam em gênero e número com o substantivo. g) É bom, é necessário, é proibido
- A pequena criança é uma gracinha. - Essas expressões não variam se o sujeito não vier pre-
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. cedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
regra geral mostrada acima. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en-
trada é proibida.
a) Um adjetivo após vários substantivos
h) Muito, pouco, caro
- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o
- Como adjetivos: seguem a regra geral.
plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
Comi muitas frutas durante a viagem.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
Pouco arroz é suficiente para mim.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Os sapatos estavam caros.
- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural - Como advérbios: são invariáveis.
masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. Comi muito durante a viagem.
- Ela tem pai e mãe louros. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
- Ela tem pai e mãe loura. Comprei caro os sapatos.

- Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoria- i) Mesmo, bastante


mente para o plural. - Como advérbios: invariáveis
- O homem e o menino estavam perdidos. Preciso mesmo da sua ajuda.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos - Como pronomes: seguem a regra geral.


- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
mais próximo. Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
Comi delicioso almoço e sobremesa. j) Menos, alerta
Provei deliciosa fruta e suco. - Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso.
- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: Estamos alerta para com suas chamadas.
concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos. k) Tal Qual
Estava ferido o pai e os filhos. - “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda
com o consequente.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
l) Possível
- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “me-
- coloca o substantivo no plural.
lhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as ex-
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. pressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
d) Pronomes de tratamento Os melhores cargos possíveis estão neste setor da em-
- sempre concordam com a 3ª pessoa. presa.
Vossa Santidade esteve no Brasil. As piores situações possíveis são encontradas nas fave-
las da cidade.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
- Concordam com o substantivo a que se referem. m) Meio
As cartas estão anexas. - Como advérbio: invariável.
A bebida está inclusa. Estou meio (um pouco) insegura.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz. - Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.

67
LÍNGUA PORTUGUESA

n) Só _________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro,


- apenas, somente (advérbio): invariável. não está claro até onde pode realmente chegar uma políti-
Só consegui comprar uma passagem. ca baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados
para o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a
- sozinho (adjetivo): variável. terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do
Estiveram sós durante horas. carbono e da água em si ___________diferença, as compa-
nhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos,
Fonte: 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer prepara-
http://www.brasilescola.com/gramatica/concordancia- ção. Portanto, elas começam a usar preços- -sombra.
verbal.htm Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira
de quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem
Questões sobre Concordância Nominal e Verbal eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre
___________ a segunda opção.
01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A con- (Carta Capital,
cordância verbal e nominal está inteiramente correta na 27.06.2012. Adaptado)
frase: De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va- as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
lores que determinam as escolhas dos governantes, para pectivamente, com:
conferir legitimidade a suas decisões. (A) Restam… faça… será
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de- (B) Resta… faz… será
vem ser embasados na percepção dos valores e princípios (C) Restam… faz... serão
que regem a prática política. (D) Restam… façam… serão
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadei- (E) Resta… fazem… será
ro regime democrático, em que se respeita tanto as liber-
04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alterna-
dades individuais quanto as coletivas.
tiva em que o trecho
(D) As instituições fundamentais de um regime demo-
– Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma-
crático não pode estar subordinado às ordens indiscrimina-
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.–
das de um único poder central.
está corretamente reescrito, de acordo com a norma-pa-
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados
drão da língua portuguesa.
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi-
(A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encon-
niões existentes na sociedade.
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os
insumos básicos.
02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de con- (B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
cordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
em: cos ser quantificados.
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa (C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo- até agora uma maneira adequada para que os insumos bá-
ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au- sicos sejam quantificado.
tor, mediante palavras, sua matéria-prima. (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
B) Obras que se considera clássicas na literatura sem- trou até agora uma maneira adequada para que os insu-
pre delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o mos básicos seja quantificado.
leitor ao ultrapassar os limites da época em que vivem seus (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
autores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-pri- trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem
ma. os insumos básicos.
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, 05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATIVO
lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per- - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto:
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota nega-
leitores, numa verdadeira interação com a realidade. tiva...
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei- II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classi-
tor somente se realiza plenamente caso haja afinidade de ficação do continente americano (2,0)...
ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura. II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem dos
E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que exemplos, em:
constitui leitura obrigatória e se tornam referências por seu (A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o
conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época. próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente da
maioria?
03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para (B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas.
responder à questão. Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadrilha.

68
LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Quase 09. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia. O verbo que, dadas as alterações entre parênteses propos-
(D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas tas para o segmento grifado, deverá ser colocado no plural,
também existem umas que não merecem nossa atenção. está em:
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam. (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas)
(B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do pla-
06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) neta)
Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O
peregrinação. consumo mundial de barris de petróleo)
O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plu- (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se
ral caso o segmento grifado seja substituído por: no custo da matéria-prima... (Constantes aumentos)
(A) Há folheteiros que (E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es-
(B) A maior parte dos folheteiros forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças
(C) O folheteiro e sua família climáticas)
(D) O grosso dos folheteiros
(E) Cada um dos folheteiros 10. (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013) Assi-
07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) nale a alternativa em que a concordância das formas ver-
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas bais destacadas está de acordo com a norma-padrão da
em: língua.
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel (A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higie-
sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir nização subterrânea.
dessas criações poéticas tão originais. (B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status trabalhadores da área de limpeza.
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos
nas melhores universidades do país. riscos de se contrair alguma doença.
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
sete da manhã, eu já estava fazendo meu serviço.
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
mesmos requizessem o respeito que faziam por merecer.
começou a adotar medidas mais rigorosas para a proteção
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e
de seus funcionários.
a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser
resultado do puro e simples desconhecimento.
GABARITO
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os proble-
mas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de
01. A 02. A 03. A 04. E 05. A
representatividade. 06. E 07. |B 08. D 09. D 10. C
08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – RESOLUÇÃO
FCC/2010) Observam-se corretamente as regras de con-
cordância verbal e nominal em: 1-) Fiz os acertos entre parênteses:
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica- que determinam as escolhas dos governantes, para confe-
das às mais humildes, são cada vez mais comuns nos dias rir legitimidade a suas decisões.
de hoje. (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
b) A importância de intelectuais como Edward Said e vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões valores e princípios que regem a prática política.
polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos livros que (C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
escreveram. dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.
árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto so- (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
frimento, estejam próximos de serem resolvidos ou pelo crático não pode (podem) estar subordinado (subordina-
menos de terem alguma trégua. das) às ordens indiscriminadas de um único poder central.
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol-
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex-
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
que admiradores.
e) No final do século XX já não se via muitos intelec- 2-)
tuais e escritores como Edward Said, que não apenas era A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa
notícia pelos livros que publicavam como pelas posições leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo-
que corajosamente assumiam. ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au-
tor, mediante palavras, sua matéria-prima. = correta

69
LÍNGUA PORTUGUESA

B) Obras que se consideram clássicas na literatura sem- 6-)


pre delineiam novos caminhos, pois são capazes de encan- A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto
tar o leitor ao ultrapassarem os limites da época em que “folheterios”)
vivem seus autores, gênios no domínio das palavras, sua B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcional)
matéria-prima. C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto)
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional)
lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per- E – Cada um dos folheteiros vive = somente no singular
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
leitores, numa verdadeira interação com a realidade. 7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta:
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei- (A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a conside-
tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade rar o cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capa-
de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o zes de fruir dessas criações poéticas tão originais.
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura. (B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status
E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje
constituem leitura obrigatória e se tornam referências por nas melhores universidades do país.
seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de épo- (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
ca.
mesmos requizessem (requeressem) o respeito que faziam
3-) _Restam___dúvidas
por merecer.
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da
(D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a desva-
água em si __faça __diferença
lorização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica
a maioria das políticas de crescimento verde sempre só pode (podem) ser resultado do puro e simples desco-
____será_____ a segunda opção. nhecimento.
Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tan- (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que
to no plural quanto no singular. Nas alternativas não há os problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados
“restam/faça/serão”, portanto a A é que apresenta as op- à falta de representatividade.
ções adequadas.
8-) Fiz as correções entre parênteses:
4-) a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
(A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica-
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os das às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns (co-
insumos básicos. mum) nos dias de hoje.
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- b) A importância de intelectuais como Edward Said e
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási- Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
cos serem quantificados. polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- que escreveram.
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio en-
mos básicos sejam quantificados. tre árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- (ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter)
mos básicos sejam quantificados. alguma trégua.
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a
trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo
os insumos básicos. = correta ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores
que admiradores.
e) No final do século XX já não se via (viam) muitos
5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos
intelectuais e escritores como Edward Said, que não apenas
aos itens:
era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
posições que corajosamente assumiam.
tem (singular)
(B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural) 9-)
(C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise- (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) =
ram (plural) “há” permaneceria no singular
(D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem (B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do pla-
umas (plural) neta) = “sabe” permaneceria no singular
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O
as formas estão no plural) consumo mundial de barris de petróleo) = “dá” permane-
ceria no singular

70
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos
no custo da matéria-prima... Constantes aumentos) = “re- de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém,
flete” passaria para “refletem-se” não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os esfor- diferentes formas em frases distintas.
ços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças cli-
máticas) = “pressiona” permaneceria no singular Verbos Intransitivos

10-) Fiz as correções: Os verbos intransitivos não possuem complemento. É


(A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = singular) importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
(B) Ainda existe muitas pessoas = existem aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos riscos
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era sete - Chegar, Ir
da manhã = eram Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente, co- biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
meçou = começaram
indicar destino ou direção são: a, para.
Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
REGÊNCIA

Dá-se o nome de regência à relação de subordinação Ricardo foi para a Espanha.


que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus comple- Adjunto Adverbial de Lugar
mentos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras,
criando frases não ambíguas, que expressem efetivamente o - Comparecer
sentido desejado, que sejam corretas e claras. O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
em ou a.
Regência Verbal Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
último jogo.
Termo Regente: VERBO
Verbos Transitivos Diretos
A regência verbal estuda a relação que se estabelece en-
tre os verbos e os termos que os complementam (objetos Os verbos transitivos diretos são complementados por
diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adver- objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
biais). para o estabelecimento da relação de regência. Ao em-
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa pregar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de conhe- oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pro-
cermos as diversas significações que um verbo pode assumir nomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas
com a simples mudança ou retirada de uma preposição. Ob- verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após
serve: formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, con- lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
tentar. São verbos transitivos diretos, dentre outros: abando-
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agra- nar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, ad-
do ou prazer”, satisfazer. mirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar,
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
castigar, condenar, conhecer, conservar,convidar, defender,
“agradar a alguém”.
eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar,
proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e como o verbo amar:
também nominal). As preposições são capazes de modificar Amo aquele rapaz. / Amo-o.
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os Amo aquela moça. / Amo-a.
exemplos: Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Cheguei ao metrô. Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Cheguei no metrô.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses ver-
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segun- bos para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
do caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração adnominais).
“Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua, senti- Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car-
do diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências reira)
entre a regência coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu-
regência culta. mor)

71
LÍNGUA PORTUGUESA

Verbos Transitivos Indiretos Agradeci o presente. / Agradeci-o.


Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Os verbos transitivos indiretos são complementados Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi- Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
gem uma preposição para o estabelecimento da relação de Paguei minhas contas. / Paguei-as.
regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter- Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são
o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam Informar
os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re- indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos Informe os novos preços aos clientes.
de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
lhe, lhes. preços)
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: - Na utilização de pronomes como complementos, veja
- Consistir - Tem complemento introduzido pela pre- as construções:
posição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direi- Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
tos iguais para todos. Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so-
bre eles)
- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple-
mentos introduzidos pela preposição “a”: Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, pre-
Eles desobedeceram às leis do trânsito. venir.

- Responder - Tem complemento introduzido pela pre- Comparar


posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
quem” ou “ao que” se responde. preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento
indireto.
Respondi ao meu patrão.
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma
Respondemos às perguntas.
criança.
Respondeu-lhe à altura.
Pedir
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz pas-
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
siva analítica. Veja: pessoa.
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamen- Pedi-lhe favores.
te. Objeto Indireto Objeto Direto
- Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen- Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
tos introduzidos pela preposição “com”. Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Antipatizo com aquela apresentadora. Objetiva Direta
Simpatizo com os que condenam os políticos que gover-
nam para uma minoria privilegiada. Saiba que:
- A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua
culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa- licença estiver subentendida.
nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem desta- Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
que, nesse grupo: Agradecer, Perdoar e Pagar. São verbos Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
que apresentam objeto direto relacionado a coisas e obje- uma oração subordinada adverbial final reduzida de infini-
to indireto relacionado a pessoas. Veja os exemplos: tivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto - A construção “dizer para”, também muito usada po-
pularmente, é igualmente considerada incorreta.
Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in-
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito direto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
com particular cuidado. Observe: Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.

72
LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado CHAMAR


sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil - Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo solicitar a atenção ou a presença de.
prefixo existente no próprio verbo (pre). Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá cha-
má-la.
Mudança de Transitividade X Mudança de Signifi- Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
cado
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivi- - Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
dade, apresentam mudança de significado. O conhecimen- apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predi-
to das diferentes regências desses verbos é um recurso lin- cativo preposicionado ou não.
guístico muito importante, pois além de permitir a correta A torcida chamou o jogador mercenário.
interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades A torcida chamou ao jogador mercenário.
expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais, A torcida chamou o jogador de mercenário.
estão: A torcida chamou ao jogador de mercenário.
AGRADAR CUSTAR
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari- - Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
nhos, acariciar. valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial:
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Frutas e verduras não deveriam custar muito.
quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / - No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. ou transitivo indireto.
Muito custa viver tão longe da família.
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar Verbo Oração Subordinada Substantiva
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento Subjetiva
introduzido pela preposição “a”. Intransitivo Reduzida de Infinitivo
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou. Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela
atitude.
ASPIRAR Objeto Oração Subordinada Substantiva
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspi- Subjetiva
rar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) Indireto Reduzida de Infinitivo

- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter Obs.: a Gramática Normativa condena as construções
como ambição: Aspirávamos a melhores condições de vida. que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado
(Aspirávamos a elas) por pessoa. Observe:
Custei para entender o problema.
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é Forma correta: Custou-me entender o problema.
pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais áto-
nas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela IMPLICAR
(s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= - Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
Aspiravam a ela) a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
implicavam um firme propósito.
ASSISTIR b) Ter como consequência, trazer como consequência,
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres- acarretar, provocar: Liberdade de escolha implica amadure-
tar assistência a, auxiliar. Por exemplo: cimento político de um povo.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. - Como transitivo direto e indireto, significa compro-
meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen- econômicas.
ciar, estar presente, caber, pertencer. Exemplos:
Assistimos ao documentário. Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é tran-
Não assisti às últimas sessões. sitivo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com
Essa lei assiste ao inquilino. quem não trabalhasse arduamente.

Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é PROCEDER


intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de - Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
conturbada cidade. agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado
de adjunto adverbial de modo.

73
LÍNGUA PORTUGUESA

As afirmações da testemunha procediam, não havia - Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)


como refutá-las. - Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
Você procede muito mal. O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e
indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de al-
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo- guma coisa).
sição” de”) e fazer, executar (rege complemento introduzi-
do pela preposição “a”) é transitivo indireto. SIMPATIZAR
O avião procede de Maceió. Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não
Procedeu-se aos exames. simpatizei com os jurados.
O delegado procederá ao inquérito.

NAMORAR
QUERER É transitivo direto, ou seja, não admite preposição: Ma-
- Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter ria namora João.
vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento. Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.
Queremos um país melhor.
OBEDECER
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com
estimar, amar. a preposição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais.
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina. Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode
Despede-se o filho que muito lhe quer. ser usado na voz passiva: A fila não foi obedecida.

VISAR VER
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi- É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele
rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. viu o filme.
O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque. Regência Nominal

- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como É o nome da relação existente entre um nome (subs-
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. tantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
O ensino deve sempre visar ao progresso social. nome. Essa relação é sempre intermediada por uma prepo-
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar sição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em
público. conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo
regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de
ESQUECER – LEMBRAR um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos
- Lembrar algo – esquecer algo nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronomi- os nomes correspondentes: todos regem complementos
nal) introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, Obediente a algo/ a alguém.
exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
exigem complemento com a preposição “de”. São, portan- da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
to, transitivos indiretos: atentamente e procure, sempre que possível, associar es-
- Ele se esqueceu do caderno. ses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você
- Eu me esqueci da chave. conhece.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-


brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.

74
LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

Questões sobre Regência Nominal e Verbal

01. (Administrador – FCC – 2013-adap.).


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ...
B) ...que a astronomia é uma das ciências ...
C) ...que nos proporcionou um espírito ...
D) ...cuja importância ninguém ignora ...
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ...

02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-adap.).


... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos do sueco.
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de complementos que o grifado acima está empregado em:
A) ...que existe uma coisa chamada exército...
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia...
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.).


... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes desiguais...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a extremos de sutileza.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos troncos mais robustos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso- 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale
rientam, não raro, quem... a alternativa que completa, correta e respectivamente, as
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.
na serra de Tunuí... Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
gentio, mestre e colaborador... corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). a mídia pode exercer sobre os jovens.
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... A) dos … na
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que B) nos … entre a
o da frase acima se encontra em: C) aos … para a
A) A palavra direito, em português, vem de directum, D) sobre os … pela
do verbo latino dirigere... E) pelos … sob a
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das
sociedades... 08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão
pela justiça. da língua, assinale a alternativa em que os trechos desta-
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi- cados estão corretos quanto à regência, verbal ou nominal.
rações da justiça... A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o de dez mil tomadas.
sentimento de justiça. B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver
um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alter- C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa criar logotipos e negociar.
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência D) O taxista levou o autor a indagar no número de
nominal e à pontuação. tomadas do edifício.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida- E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor re-
mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço parasse a um prédio na marginal.
seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo,
do que em outros.
09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). As-
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra-
sinale a alternativa que substitui a expressão destacada na
pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
frase, conforme as regras de regência da norma-padrão da
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
língua e sem alteração de sentido.
exemplo!, do que em outros.
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra-
direitos dos trabalhadores domésticos.
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um A) da
exemplo, do que em outros. B) na
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida- C) pela
mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço D) sob a
seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo E) sobre a
– do que em outros.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapida- GABARITO
mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avan-
ço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exem- 01. D 02. D 03. A 04. A 05. D
plo) do que em outros. 06. A 07. C 08. A 09. C
RESOLUÇÃO
06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina-
le a alternativa correta quanto à regência dos termos em 1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das
destaque. outras ciências ...
(A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a Facilitar – verbo transitivo direto
responsabilidade pelo problema. A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de li-
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter gação
se perdido. B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de ligação
de um índio na porta do prédio. C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo tran-
(D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se sitivo direto e indireto
perdido de sua família. E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro =
(E) A família toda se organizou para realizar a procura verbo transitivo indireto
à garotinha.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito 7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se re-
nos filhos do sueco. portou já assinalavam uma relação entre os distúrbios da
Pedir = verbo transitivo direto e indireto imagem corporal e a exposição a imagens idealizadas pela
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = tran- mídia.
sitivo direto A pesquisa faz um alerta para a influência negativa
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de que a mídia pode exercer sobre os jovens.
ligação
C) ...compareceu em companhia da mulher à delega- 8-)
cia... =verbo intransitivo B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de ha-
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevi- ver um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
mento. =transitivo direto C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em
criar logotipos e negociar.
D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada
tomadas do edifício.
em partes desiguais...
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor re-
Constar = verbo intransitivo parasse em um prédio na marginal.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha-
do nos troncos mais robustos. =ligação 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso- direitos dos trabalhadores domésticos.
rientam, não raro, quem... =transitivo direto
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho
na serra de Tunuí... = transitivo direto ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO.
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto

4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... ORTOGRAFIA


Lidar = transitivo indireto
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das A ortografia é a parte da língua responsável pela gra-
sociedades... =transitivo direto fia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado culto da língua.
As palavras podem apresentar igualdade total ou par-
pela justiça. =ligação
cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten-
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspira-
do significados diferentes. Essas palavras são chamadas
ções da justiça... =transitivo direto e indireto
de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto,
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o do latim, significa música vocal). As palavras homônimas
sentimento de justiça. =transitivo direto dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia
(gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo
5-) A correção do item deve respeitar as regras de pon- gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, pa-
tuação também. Assinalei apenas os desvios quanto à re- lácio ou passo, movimento durante o andar).
gência (pontuação encontra-se em tópico específico) Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam, se observar as seguintes regras:
(B) Não há dúvida de que (erros quanto à pon-
tuação) O fonema s:
(C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto
à pontuação) Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substan-
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapi- tivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel,
damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o corr e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão /
avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão
exemplo) do que em outros. / submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - im-
pulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer
6-)
- recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por
- consensual
ter se perdido.
(C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes deri-
um índio na porta do prédio. vados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced,
(D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se per- prim ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir
dido de sua família. - agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão /
(E) A família toda se organizou para realizar a procura ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão /
pela garotinha. regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer -
compromisso / submeter - submissão

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LÍNGUA PORTUGUESA

*quando o prefixo termina com vogal que se junta com *os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimé- *depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
trico / re + surgir - ressurgir gir.
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem- *depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
plos: ficasse, falasse nado com j: ágil, agente.

Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos Escreve-se com J e não com G:


de origem árabe: cetim, açucena, açúcar *as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, *as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
Juçara, caçula, cachaça, cacique boia, manjerona.
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu, *as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço,
esperança, carapuça, dentuço O fonema ch:
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção /
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção Escreve-se com X e não com CH:
*após ditongos: foice, coice, traição *as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): caxi, muxoxo, xucro.
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J):
xampu, lagartixa.
O fonema z: *depois de ditongo: frouxo, feixe.
*depois de “en”: enxurrada, enxoval.
Escreve-se com S e não com Z:
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs- Observação: Exceção: quando a palavra de origem
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês, não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
Escreve-se com CH e não com X:
tamorfose.
*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
quiseste.
*nomes derivados de verbos com radicais terminados
em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
As letras e e i:
empresa / difundir - difusão
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho *os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem.
*após ditongos: coisa, pausa, pouso Com “i”, só o ditongo interno cãibra.
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina *os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os
verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
Escreve-se com Z e não com S: - atenção para as palavras que mudam de sentido
*os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje- quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (su-
tivo: macio - maciez / rico - riqueza perfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expan-
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de dir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con- estância, que anda a pé), pião (brinquedo).
cretizar
*como consoante de ligação se o radical não terminar Fonte:
com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/or-
inho - lapisinho tografia

O fonema j: Questões sobre Ortografia

Escreve-se com G e não com J: 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013) Assinale a alter-


*as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, nativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
gesso. do trecho a seguir, de acordo com a norma-padrão.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim. Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenôme-
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com no da corrupção e das fraudes.
poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge. (A) a … concenso … acerca
(B) há … consenso … acerca
Observação: Exceção: pajem (C) a … concenso … a cerca
*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, (D) a … consenso … há cerca
litígio, relógio, refúgio. (E) há … consenço … a cerca

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LÍNGUA PORTUGUESA

02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alternati- Em norma-padrão da língua portuguesa, a frase da


va cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a propaganda, adaptada, assume a seguinte redação:
norma- -padrão. (A) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não ma-
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. tem-na porisso.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. (B) 5INCO MINUTOS: as vezes, dura mais, mas não ma-
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. tem-na por isso.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. (C) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não a
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! matem por isso.
(D) 5INCO MINUTOS: as vezes, dura mais, mas não lhe
03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). matem por isso.
Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para informar (E) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não a
os usuários sobre o festival Sounderground. matem porisso.
Prezado Usuário
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me- GABARITO
trô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, co-
meça o Sounderground, festival internacional que prestigia os 01. B 02. D 03. C 04. C 05. B 06. C
músicos que tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- RESOLUÇÃO
tarão e divirta-se!
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se 1-) O exercício quer a alternativa que apresenta cor-
preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as ex- reção ortográfica. Na primeira lacuna utilizaremos “há”, já
pressões que está empregado no sentido de “existir”; na segunda,
A) A fim ...a partir ... as “consenso” com “s”; na terceira, “acerca” significa “a respei-
B) A fim ...à partir ... às
to de”, o que se encaixa perfeitamente no contexto. “Há
C) A fim ...a partir ... às
cerca” = tem cerca (de arame, cerca viva, enfim...); “a cerca”
D) Afim ...a partir ... às
= a cerca está destruída (arame, madeira...)
E) Afim ...à partir ... as
2-)
04. Assinale a alternativa que não apresenta erro de or-
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = ta-
tografia:
A) Ela interrompeu a reunião derrepente. beliães
B) O governador poderá ter seu mandato caçado. (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
C) Os espectadores aplaudiram o ministro. = cidadãos
D) Saiu com descrição da sala. (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
cal. = certidões
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente es- (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = de-
crita? graus
A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa.
B) O mendigo não depositou na caderneta de poupança. 3-) Prezado Usuário
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa. A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do
D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupan- metrô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, co-
sa. meça o Sounderground, festival internacional que prestigia
os músicos que tocam em estações do metrô.
06. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen-
LO – ADVOGADO - VUNESP/2013) Analise a propaganda do tarão e divirta-se!
programa 5inco Minutos. A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado;
antes de horas: há crase

4-)
A) Ela interrompeu a reunião derrepente. =de repente
B) O governador poderá ter seu mandato caçado. =
cassado
D) Saiu com descrição da sala. = discrição

5-)
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
pansa. = mendigo/caderneta/poupança
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
sa. = mendigo/caderneta/poupança
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança

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LÍNGUA PORTUGUESA

6-) A questão envolve colocação pronominal e orto- 8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
grafia. Comecemos pela mais fácil: ortografia! A palavra pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.
“por isso” é escrita separadamente. Assim, já descartamos
duas alternativas (“A” e “E”). Quanto à colocação pronomi- 9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abraça
nal, temos a presença do advérbio “não”, que sabemos ser -o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
um “ímã” para o pronome oblíquo, fazendo-nos aplicar a
regra da próclise (pronome antes do verbo). Então, a forma 10. Nas formações em que o prefixo tem como segundo
correta é “mas não A matem” (por que A e não LHE? Porque termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, eletro-higró-
quem mata, mata algo ou alguém, objeto direto. O “lhe” é metro, geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hospi-
usado para objeto indireto. Se não tivéssemos a conjunção talar, super- -homem.
“mas” nem o advérbio “não”, a forma “matem-na” estaria
correta, já que, após vírgula, o ideal é que utilizemos ênclise 11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo
– pronome oblíquo após o verbo). termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-ondas,
eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.

Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros ter-


HÍFEN
mos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu-
para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor, dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja forma-
ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe- da por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escreverei
receram-me; vê-lo-ei). anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na linha
Serve igualmente para fazer a translineação de pala- debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas as linhas).
vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em
duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro). Não se emprega o hífen:

Uso do hífen que continua depois da Reforma Or- 1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termi-
tográfica: na em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou “s”. Nesse
caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antirreligioso, con-
1. Em palavras compostas por justaposição que formam trarregra, infrassom, microssistema, minissaia, microrradiogra-
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem fia, etc.
para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense,
luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas, 2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo
guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro. termina em vogal e o segundo termo inicia-se com vogal di-
ferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoestrada, au-
2. Em palavras compostas por espécies botânicas e toaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoescola, infraes-
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora- trutura, etc.
menina, erva-doce, feijão-verde.
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos “dês”
3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano,
e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa- inábil, desabilitar, etc.
do, aquém- -fiar, etc.
4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando o
segundo elemento começar com “o”: cooperação, coobriga-
4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
ção, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, etc.
mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção
de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará. de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista,
etc.
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio- 6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfeito,
Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações benquerer, benquerido, etc.
históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al-
sácia-Lorena, etc. Questões sobre Hífen

6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su- 01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o novo
per- quando associados com outro termo que é iniciado Acordo, está sendo usado corretamente:
por r: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc. A) Ele fez sua auto-crítica ontem.
B) Ela é muito mal-educada.
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor, C) Ele tomou um belo ponta-pé.
ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito. D) Fui ao super-mercado, mas não entrei.
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.

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02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do 5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam-
hífen: peonato inter-regional.
A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que - Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
faria uma superalimentação. - Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma
B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. letra com que se inicia a outra palavra
C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
D) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos. ACENTUAÇÃO
E) O autodidata fez uma autoanálise.
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as re-
03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com-
hífen, respeitando-se o novo Acordo. põe de algumas particularidades, às quais devemos estar
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. atentos, procurando estabelecer uma relação de familia-
B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na
campeonato. linguagem escrita.
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu. À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
D) O recém-chegado veio de além-mar. prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório. competências, e logo nos adequamos à forma padrão.

04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro Regras básicas – Acentuação tônica
(avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
hífen é obrigatório: A acentuação tônica implica na intensidade com que
A) em nenhuma delas. são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá
B) na segunda palavra. de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.
C) na terceira palavra. As demais, como são pronunciadas com menos intensida-
D) em todas as palavras. de, são denominadas de átonas.
E) na primeira e na segunda palavra. De acordo com a tonicidade, as palavras são classifica-
das como:
05.Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. Qual Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
alternativa completa corretamente as lacunas? última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
A) sobreumano/interregional
B) sobrehumano-interregional Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai
C) sobre-humano / inter-regional na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato
D) sobrehumano/ inter-regional – passível
E) sobre-humano /interegional
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
GABARITO está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tím-
pano – médico – ônibus
01. B 02. B 03. A 04. E 05. C
Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
RESOLUÇÃO de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
uma sílaba somente: são os chamados monossílabos que,
1-) quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
A) autocrítica quanto à intensidade.
C) pontapé Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
D) supermercado ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
E) infravermelhos podemos observar no exemplo a seguir:
“Sei que não vai dar em nada,
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assombrada. Seus segredos sei de cor”.
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo.
Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
4-) mais, como átonos (que, em, de).
a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de moleque
(doce) Os acentos
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apre-
sentam elementos de ligação. acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i»,
b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies «u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras
animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, representam as vogais tônicas de palavras como Amapá,
sementes), tenham ou não elementos de ligação. caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di-
elementos de ligação. tongos abertos)

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LÍNGUA PORTUGUESA

acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acom-
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.: panhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca
tâmara – Atlântico – pêssego – supôs – baú – país – Luís

acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com Observação importante:
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.:
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi totalmente Antes Agora
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em pala- bocaiúva bocaiuva
vras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülle- feiúra feiura
riano (de Müller) Sauípe Sauipe
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais abolido. Ex.:
nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã Antes Agora
Regras fundamentais: crêem creem
lêem leem
Palavras oxítonas: vôo voo
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, enjôo enjoo
“o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – ci-
pó(s) – armazém(s) - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se- acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
guidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se- Repare:
guidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – com-
1-) O menino crê em você
pô-lo
Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
Paroxítonas:
Todas leem bem!
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
- i, is : táxi – lápis – júri
Esperamos que os garotos deem o recado!
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax – 4-) Rubens vê tudo!
fórceps Eles veem tudo!
- ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos
* Cuidado! Há o verbo vir:
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para Ele vem à tarde!
quê? Repare que essa palavra apresenta as terminações das Eles vêm à tarde!
paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =
fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memorização! Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não -im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
de “s”: água – pônei – mágoa – jóquei
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti-
Regras especiais: verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.

Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento de precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
acordo com a nova regra, mas desde que estejam em pala- As formas verbais que possuíam o acento tônico na
vras paroxítonas. raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
“e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.:
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma Antes Depois
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são apazigúe (apaziguar) apazigue
acentuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu. averigúe (averiguar) averigue
argúi (arguir) argui
Antes Agora
assembléia assembleia Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa
idéia ideia do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo
geléia geleia vir)
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia A regra prevalece também para os verbos conter, obter,
paranóico paranoico reter, deter, abster.

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LÍNGUA PORTUGUESA

ele contém – eles contêm 05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:
ele obtém – eles obtêm A) saúde
ele retém – eles retêm B) cooperar
ele convém – eles convêm C) ruim
D) creem
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que E) pouco
antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras seme-
lhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algumas 06. “O episódio aconteceu em plena via pública de
exceções, como: Assis. Dez mulheres começaram a cantar músicas pela paz
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do mundial. A partir daquele momento outras pessoas que
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen- passavam por ali decidiram integrar ao grupo. Rapidamen-
do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa te, uma multidão aderiu à ideia. Assim começou a forma-
do singular do presente do indicativo). Ex: ção do maior coral popular de Assis”. O vocábulo subli-
nhado tem sua acentuação gráfica justificada pelo mesmo
Ela pode fazer isso agora.
motivo das palavras:
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
A) eminência, ímpio, vácuo, espécie, sério
B) aluá, cárie, pátio, aéreo, ínvio
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da C) chinês, varíola, rubéola, período, prêmio
preposição por. D) sábio, sábia, sabiá, curió, sério
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co-
locar”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto: 07. Assinale a opção CORRETA em que todas as pala-
“pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex: vras estão acentuadas na mesma posição silábica.
Faço isso por você. A) Nazaré - além - até - está - também.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? B) Água - início - além - oásis - religião.
C) Município - início - água - século - oásis
Questões sobre Acentuação Gráfica D) Século - símbolo - água - histórias - missionário
E) Missionário - símbolo - histórias - século – município
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
A) Tem a última sílaba como tônica. GABARITO
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica. 01. B 02. C 03. B 04. A 05. E 06. A 07. A
D) Não tem sílaba tônica.
RESOLUÇÃO
02. Assinale a alternativa correta.
A palavra faliu contém um: 1-) Separando as sílabas: Ca – dá – ver: a penúltima
A) hiato sílaba é a tônica (mais forte; nesse caso, acentuada). Penúl-
B) dígrafo tima sílaba tônica = paroxítona
C) ditongo decrescente
D) ditongo crescente 2-) fa - liu - temos aqui duas vogais na mesma sí-
laba, portanto: ditongo. É decrescente porque apresenta
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmen- uma vogal e uma semivogal. Na classificação, ambas são
te, aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada semivogais, mas quando juntas, a que “aparecer” mais na
pelo mesmo motivo que: pronúncia será considerada “vogal”.
A) túnel 3-) ex – pe - ri – ên - cia : paroxítona terminada em
B) voluntário ditongo crescente (semivogal + vogal)
C) até a-) Tú –nel: paroxítona terminada em L
D) insólito b-) vo – lun - tá – rio : paroxítona terminada em ditongo
E) rótulos c-) A - té – oxítona
d-) in – só – li – to : proparoxítona
04. Assinale a alternativa correta. e-) ró – tu los – proparoxítona
A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem
paroxítonas terminadas em ditongo. 4-)
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamen- a-) correta
te, encontro consonantal e hiato. b-) inteRRuptor: não é encontro consonantal, mas sim
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as DÍGRAFO
palavras grifadas são paroxítonas. c-) todas são, exceto MENTAL, que é oxítona
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as par- d-) são dígrafos, exceto QUANDO, que “ouço” o som
tes destacadas são dígrafos. do U, portanto não é caso de dígrafo
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p- e-) cog – ni - ti – va / psi – có- lo- ga
si-có-lo-ga” e “a-ci-o-na”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

5-) sa - ú - de / co - o - pe – rar / ru – im / cre Linguagem literária:


- em / pou - co (ditongo) - A mão da noite embrulha os horizontes. (Alvarenga
Peixoto)
6-) e - pi - só - dio - paroxítona terminada em ditongo - Os clarins de ouro dos teus cabelos cantam na luz!
a-) ok (Mário Quintana)
b-) a – lu –á :oxítona, então descarte esse item - Um sujo de nuvem emporcalhou o luar em sua nascença.
c-) chi – nês : oxítona, idem (José Cândido de Carvalho)
d-) sa – bi – á : idem
Como distinguir, na prática, a linguagem literária da não
7-) literária?
a-) oxítona – TODAS - A linguagem literária é conotativa, utiliza figuras
b-) paroxítona – paroxítona – oxítona – paroxítona – não (palavras de sentido figurado) em que as palavras adquirem
acentuada sentidos mais amplos do que geralmente possuem.
c-) paroxítona – idem – idem – proparoxítona – paroxítona - Na linguagem literária há uma preocupação com a
d-) proparoxítona – idem – paroxítona – idem – idem escolha e a disposição das palavras, que acabam dando
e-) paroxítona – proparoxítona – paroxítona – proparoxí- vida e beleza a um texto.
tona – paroxítona - Na linguagem literária é muito importante a maneira
original de apresentar o tema escolhido.
- A linguagem não literária é objetiva, denotativa,
ESTUDO DE TEXTOS Interpretação de preocupa-se em transmitir o conteúdo, utiliza a palavra
textos. Tópico frasal e sua relação com ideias em seu sentido próprio, utilitário, sem preocupação
secundárias. Elementos relacionadores. artística. Geralmente, recorre à ordem direta (sujeito, verbo,
Pontuação. Conteúdo, ideias e tipos de complementos).
texto. O texto literário: tema, foco narrativo,
personagens, tempo. Coexistência das regras Leia com atenção os textos a seguir e compare as
ortográficas atuais com o Novo Acordo linguagens utilizadas neles.
Texto A
Ortográfico.
Amor (ô). [Do lat. amore.] S. m. 1. Sentimento que
predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma
coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de sua
Sabemos que a “matéria-prima” da literatura são as terra. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro
palavras. No entanto, é necessário fazer uma distinção entre ser ou a uma coisa; devoção, culto; adoração: amor à Pátria;
a linguagem literária e a linguagem não literária, isto é, amor a uma causa. 3. Inclinação ditada por laços de família:
aquela que não caracteriza a literatura. amor filial; amor conjugal. 4. Inclinação forte por pessoa de
Embora um médico faça suas prescrições em determinado outro sexo, geralmente de caráter sexual, mas que apresenta
idioma, as palavras utilizadas por ele não podem ser grande variedade e comportamentos e reações.
consideradas literárias porque se tratam de um vocabulário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Dicionário
especializado e de um contexto de uso específico. Agora, da Língua Portuguesa, Nova Fronteira.
quando analisamos a literatura, vemos que o escritor dispensa
um cuidado diferente com a linguagem escrita, e que os Texto B
leitores dispensam uma atenção diferenciada ao que foi Amor é fogo que arde sem se ver;
produzido. É ferida que dói e não se sente;
Outra diferença importante é com relação ao tratamento É um contentamento descontente;
do conteúdo: ao passo que, nos textos não literários é dor que desatina sem doer.
(jornalísticos, científicos, históricos, etc.) as palavras servem Luís de Camões. Lírica, Cultrix.
para veicular uma série de informações, o texto literário
funciona de maneira a chamar a atenção para a própria língua Você deve ter notado que os textos tratam do mesmo
(FARACO & MOURA, 1999) no sentido de explorar vários assunto, porém os autores utilizam linguagens diferentes.
aspectos como a sonoridade, a estrutura sintática e o sentido No texto A, o autor preocupou-se em definir
das palavras. “amor”, usando uma linguagem objetiva, científica, sem
Veja abaixo alguns exemplos de expressões na linguagem preocupação artística.
não literária ou “corriqueira” e um exemplo de uso da mesma No texto B, o autor trata do mesmo assunto, mas com
expressão, porém, de acordo com alguns escritores, na preocupação literária, artística. De fato, o poeta entra no
linguagem literária: campo subjetivo, com sua maneira própria de se expressar,
utiliza comparações (compara amor com fogo, ferida,
Linguagem não literária: contentamento e dor) e serve-se ainda de contrastes
- Anoitece. que acabam dando graça e força expressiva ao poema
- Teus cabelos loiros brilham. (contentamento descontente, dor sem doer, ferida que não
- Uma nuvem cobriu parte do céu. ... se sente, fogo que não se vê).

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LÍNGUA PORTUGUESA

A todo o momento nos deparamos com vários textos, Em se tratando de gêneros textuais, a situação não
sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a presença é diferente, pois se conceituam como gêneros textuais as
do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo diversas situações sociocomunicativas que participam da
que está sendo transmitido entre os interlocutores. Esses nossa vida em sociedade. Como exemplo, temos: uma receita
interlocutores são as peças principais em um diálogo ou culinária, um e-mail, uma reportagem, uma monografia, um
em um texto escrito, pois nunca escrevemos para nós poema, um editorial, e assim por diante.
mesmos, nem mesmo falamos sozinhos.
É de fundamental importância sabermos classificar os Intertextualidade acontece quando há uma referência
textos com os quais travamos convivência no nosso dia a explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode
dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura,
e gêneros textuais. filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um ocorre a intertextualidade.
fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa Apresenta-se explicitamente quando o autor informa
opinião sobre determinado assunto, ou descrevemos algum o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo,
lugar que visitamos, ou fazemos um retrato verbal sobre o autor do texto citado é indicado; já na forma implícita, a
alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o
nessas situações corriqueiras que classificamos os nossos conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer
textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e identificar quando há um diálogo entre os textos. A
e Dissertação intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas ideias
da obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase
As tipologias textuais caracterizam-se pelos e a Paródia.
aspectos de ordem linguística
Paráfrase
- Textos narrativos – constituem-se de verbos de ação Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia
demarcados no tempo do universo narrado, como também do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para
de advérbios, como é o caso de antes, agora, depois, entre atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto
outros: citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um
Ela entrava em seu carro quando ele apareceu. Depois de exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna em seu livro
muita conversa, resolveram... “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23):

- Textos descritivos – como o próprio nome indica, Texto Original


descrevem características tanto físicas quanto psicológicas
acerca de um determinado indivíduo ou objeto. Os tempos Minha terra tem palmeiras
verbais aparecem demarcados no presente ou no pretérito Onde canta o sabiá,
imperfeito: As aves que aqui gorjeiam
“Tinha os cabelos mais negros como a asa da graúna...” Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
- Textos expositivos – Têm por finalidade explicar um
assunto ou uma determinada situação que se almeje Paráfrase
desenvolvê-la, enfatizando acerca das razões de ela
acontecer, como em: Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
O cadastramento irá se prorrogar até o dia 02 de Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
dezembro, portanto, não se esqueça de fazê-lo, sob pena de Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
perder o benefício. Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
- Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de Onde canta o sabiá!
uma modalidade na qual as ações são prescritas de (Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
forma sequencial, utilizando-se de verbos expressos no
imperativo, infinitivo ou futuro do presente. Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito
Misture todos os ingrediente e bata no liquidificador até utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia. Aqui o
criar uma massa homogênea. poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo
conservando suas ideias, não há mudança do sentido principal
- Textos argumentativos (dissertativo) – Demarcam- do texto, que é a saudade da terra natal.
se pelo predomínio de operadores argumentativos,
revelados por uma carga ideológica constituída de Paródia
argumentos e contra-argumentos que justificam a posição A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar
assumida acerca de um determinado assunto. outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e
A mulher do mundo contemporâneo luta cada vez mais por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua
para conquistar seu espaço no mercado de trabalho, o que e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação,
significa que os gêneros estão em complementação, não em a voz do texto original é retomada para transformar seu
disputa. sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades

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LÍNGUA PORTUGUESA

incontestadas anteriormente. Com esse processo há uma Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela
verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. - Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais
Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte. de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste
Frequentemente os discursos de políticos são abordados de caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem
maneira cômica e contestadora, provocando risos e também o tempo).
reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe - Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou
dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, de diferenças entre as situações do texto.
teremos, agora, uma paródia. - Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com
uma realidade, opinando a respeito.
Texto Original - Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou
Minha terra tem palmeiras secundárias em um só parágrafo.
Onde canta o sabiá, - Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá. Condições básicas para interpretar
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Fazem-se necessários:
Paródia - Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
Minha terra tem palmares literários, estrutura do texto), leitura e prática;
onde gorjeia o mar - Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
os passarinhos daqui texto) e semântico;
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”). Observação – na semântica (significado das palavras)
incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de
a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial linguagem, entre outros.
neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi - Capacidade de observação e de síntese e
dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto - Capacidade de raciocínio.
primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente
no Brasil. Interpretar X compreender

Interpretação Textual Interpretar significa


É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, - Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
a preocupação com a interpretação de textos. Por isso, vão - Através do texto, infere-se que...
aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de - É possível deduzir que...
responder às questões relacionadas a textos. - O autor permite concluir que...
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e
relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz Compreender significa
de produzir interação comunicativa (capacidade de codificar - intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está
e decodificar ). escrito.
- o texto diz que...
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em - é sugerido pelo autor que...
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a - o narrador afirma...
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação
dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento Erros de interpretação
entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de
seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
um significado diferente daquele inicial. erros de interpretação. Os mais frequentes são:
- Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do
Intertexto - comumente, os textos apresentam referências contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer
diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
tipo de recurso denomina-se intertexto.
- Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou entendimento do tema desenvolvido.
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que - Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias
levem ao esclarecimento das questões apresentadas na contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões
prova. equivocadas e, consequentemente, errando a questão.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor QUESTÕES


e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o 1-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014
autor diz e nada mais. - ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão, considere
o texto abaixo.
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que A marca da solidão
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer penumbra na tarde quente.
e o que já foi dito. Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, dentro
de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia- pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas
a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é capaz
pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca da
aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, (SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de
por isso a necessidade de adequação ao antecedente. Janeiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
Os pronomes relativos são muito importantes na
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que reduzido no qual o menino detém sua atenção é
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, (A) fresta.
a saber: (B) marca.
(C) alma.
- que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, (D) solidão.
mas depende das condições da frase. (E) penumbra.
- qual (neutro) idem ao anterior.
- quem (pessoa) 2-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2012)
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a totalidade do
objeto possuído. universo, toda a sociedade, a história, a concepção de mundo. É uma
- como (modo) verdade que se diz sobre o mundo, que se estende a todas as coisas e à qual
- onde (lugar) nada escapa. É, de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro,
quando (tempo) em todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação do mundo.
quanto (montante) Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o
Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo:
Exemplo: Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações).
Falou tudo QUANTO queria (correto)
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente textual
aparecer o demonstrativo O ). “O riso”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Dicas para melhorar a interpretação de textos
3-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010)
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do Só agora, quase cinco meses depois do apagão que
assunto; atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e
a leitura; generalizado de energia no final de 2009.
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica
menos duas vezes; (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa estatal
- Inferir; Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de 900 km
- Voltar ao texto quantas vezes precisar; que separam Itaipu de São Paulo.
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de
autor; investimentos e também erros operacionais conspiraram para
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor produzir a mais séria falha do sistema de geração e distribuição
compreensão; de energia do país desde o traumático racionamento de 2001.
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações).
questão;
- O autor defende ideias e você deve percebê-las. Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do
texto acima apresentado, julgue os próximos itens.
Fonte: A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/ estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo.
portugues/como-interpretar-textos ( ) CERTO ( ) ERRADO

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LÍNGUA PORTUGUESA

4-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) Meus amigos partem para as suas férias, cansados de tanto
Um carteiro chega ao portão do hospício e grita: trabalho; de tanta luta com os motoristas da contramão; enfim,
— Carta para o 9.326!!! cansados, cansados de serem obrigados a viver numa grande
Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está em cidade, isto que já está sendo a negação da própria vida.
branco, e um outro pergunta: E eu vou para a Ilha do Nanja.
— Quem te mandou essa carta? Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as
— Minha irmã. férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio
— Mas por que não está escrito nada? cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já estou
— Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando! vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a moça à
Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com janela a namorar um moço na outra janela de outra ilha.
adaptações). (Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende.
Adaptado)
O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto acima
decorre *fissuras: fendas, rachaduras
A) da identificação numérica atribuída ao louco.
B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a carta 6-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
no hospício. VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descrever a maneira
C) do fato de outro louco querer saber quem enviou a como se preparam para suas férias, a autora mostra que seus
carta. amigos estão
D) da explicação dada pelo louco para a carta em branco. (A) serenos.
E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele. (B) descuidados.
(C) apreensivos.
5-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR – FGV (D) indiferentes.
PROJETOS/2010) (E) relaxados.
Painel do leitor (Carta do leitor)
Resgate no Chile
7-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar que,
salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
assim como seus amigos, a autora viaja para
de uma mina de cobre e ouro no Chile.
(A) visitar um lugar totalmente desconhecido.
Um a um os mineiros soterrados foram içados com sucesso,
mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cumprimentando (B) escapar do lugar em que está.
seus companheiros de trabalho. Não se pode esquecer a (C) reencontrar familiares queridos.
ajuda técnica e material que os Estados Unidos, Canadá e (D) praticar esportes radicais.
China ofereceram à equipe chilena de salvamento, num gesto (E) dedicar-se ao trabalho.
humanitário que só enobrece esses países. E, também, dos dois
médicos e dois “socorristas” que, demonstrando coragem e 8-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
desprendimento, desceram na mina para ajudar no salvamento. VUNESP/2013) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar
(Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – painel onde, “à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce
do leitor – 17/10/2010) como um bosque” (último parágrafo), a autora sugere que
viajará para um lugar
Considerando o tipo textual apresentado, algumas (A) repulsivo e populoso.
expressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor (B) sombrio e desabitado.
diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem ser (C) comercial e movimentado.
encontradas nos trechos a seguir, EXCETO: (D) bucólico e sossegado.
A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...” (E) opressivo e agitado.
B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma mina
de cobre e ouro no Chile.” 9-) (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013)
C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...” Grandes metrópoles em diversos países já aderiram. E o
D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.” Brasil já está falando sobre isso. O pedágio urbano divide
E) “... demonstrando coragem e desprendimento, opiniões e gera debates acalorados. Mas, afinal, o que é mais
desceram na mina...” justo? O que fazer para desafogar a cidade de tantos carros?
Prepare-se para o debate que está apenas começando.
(DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO – (Adaptado de Superinteressante, dezembro2012, p.34)
VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
questões de números 6 a 8. Marque N(não) para os argumentos contra o pedágio
Férias na Ilha do Nanja urbano; marque S(sim) para os argumentos a favor do
Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as pedágio urbano.
malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo ( ) A receita gerada pelo pedágio vai melhorar o
faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas, transporte público e estender as ciclovias.
fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre ( ) Vai ser igual ao rodízio de veículos em algumas
as fissuras, as pedras soltas e as barreiras... cidades, que não resolveu os problemas do trânsito.

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LÍNGUA PORTUGUESA

( ) Se pegar no bolso do consumidor, então todo 6-)


mundo vai ter que pensar bem antes de comprar um carro. “pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
( ) A gente já paga garagem, gasolina, seguro, fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
estacionamento, revisão....e agora mais o pedágio? as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar nessas
( ) Nós já pagamos impostos altos e o dinheiro não é coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
investido no transporte público. RESPOSTA: “C”.
( ) Quer andar sozinho dentro do seu carro? Então
pague pelo privilégio! 7-)
( ) O trânsito nas cidades que instituíram o pedágio Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta da
urbano melhorou. própria autora!
A ordem obtida é:
a) (S) (N) (N) (S) (S) (S) (N) RESPOSTA: “B”.
b) (S) (N) (S) (N) (N) (S) (S)
c) (N) (S) (S) (N) (S) (N) (S) 8-)
Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
d) (S) (S) (N) (S) (N) (S) (N)
e) (N) (N) (S) (S) (N) (S) (N)
RESPOSTA: “D”.
Resolução 9-)
1-) (S) A receita gerada pelo pedágio vai melhorar o
Com palavras do próprio texto responderemos: o transporte público e estender as ciclovias.
mundo cabe numa fresta. (N) Vai ser igual ao rodízio de veículos em algumas
cidades, que não resolveu os problemas do trânsito.
RESPOSTA: “A”. (S) Se pegar no bolso do consumidor, então todo mundo
vai ter que pensar bem antes de comprar um carro.
2-) (N) A gente já paga garagem, gasolina, seguro,
Vamos ao texto: O riso é tão universal como a estacionamento, revisão....e agora mais o pedágio?
seriedade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os (N) Nós já pagamos impostos altos e o dinheiro não é
termos relacionam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito investido no transporte público.
“riso”. (S) Quer andar sozinho dentro do seu carro? Então pague
RESPOSTA: “CERTO”. pelo privilégio!
3-) (S) O trânsito nas cidades que instituíram o pedágio
Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo urbano melhorou.
menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por “o S - N - S - N - N - S - S
qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (oração
RESPOSTA: “B”.
subordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula,
temos uma adjetiva explicativa (generaliza a informação O cartum tem a característica de uma anedota gráfica
da oração principal. A construção seria: “do apagão, que em que podemos visualizar a presença da linguagem ver-
atingiu pelo menos 1800 cidades em 18 estados do país”); bal associada à não verbal. Suas abordagens dizem respeito
quando não há, temos uma adjetiva restritiva (restringe, a situações relacionadas ao comportamento humano, mas
delimita a informação – como no caso do exercício). não estão situadas no tempo, por isso são denominadas
de atemporais e universais, ou seja, não fazem referência
RESPOSTA: “CERTO’. a uma personalidade em específico. Vejamos um exemplo:

4-)
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah,
porque nós brigamos e não estamos nos falando”.

RESPOSTA: “D”.

5-)
Em todas as alternativas há expressões que representam
a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da Terra / Não
se pode esquecer / gesto humanitário que só enobrece /
demonstrando coragem e desprendimento.
Cartum de Glasbergen - americano cartunista e ilus-
RESPOSTA: “B”. trador humorístico

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LÍNGUA PORTUGUESA

Constatamos que o cartum em referência aponta para o fato de as pessoas estarem tão acostumadas às redes sociais
que até um bebê que ainda não nasceu já possui mais amigos no Facebook que os próprios pais, revelando uma crítica a
esse comportamento tão recorrente.

A charge, um tanto quanto diferente do cartum, satiriza situações específicas, situadas no tempo e no espaço, razão
pela qual se encontra sempre apontando para um personagem da vida pública em geral, às vezes um artista, outras vezes
um político, enfim. Em se tratando da linguagem, também costuma associar linguagem verbal e não verbal. Outro aspecto
para o qual devemos atentar diz respeito ao fato de a charge, expressa na língua francesa, possuir significado de “carga”,
aderindo por completo à intenção do chargista, ou seja, a de que ele realmente atua de forma crítica numa situação de
ordem social e política. Veja um exemplo:

Charge de Júlio Costa Neto – jornalista e desenhista

Ao nos atermos à charge em questão, ficamos convencidos de que o autor aponta para a tendência que as pessoas
trazem consigo de que um dos meios de ganhar dinheiro é entrando na política, sobretudo pela desonestidade, pela cor-
rupção que se manifesta nesse meio, razão pela qual o personagem respondeu à professora dessa forma.

Infografia ou infográficos são gráficos com algumas informações. Em revistas os infográficos são caracterizados pela
junção de textos breves com ilustrações explicativas para o leitor entender o conteúdo. Esses gráficos são usados quando
a informação precisa ser explicada de forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos ou
científicos. É um recurso muitas vezes complexo, podendo se utilizar da combinação de fotografia, desenho e texto. Eles
facilitam a compreensão de matérias em que apenas texto dificultaria o entendimento.
No design de jornais, por exemplo, o infográfico costuma ser usado para descrever como aconteceu determinado fato,
quais suas consequências. Além de explicar, por meio de ilustrações, diagramas e textos, fatos que o texto ou a foto não
conseguem detalhar com a mesma eficiência.
Também são úteis para cientistas como ferramentas de comunicação visual, sendo aplicados em todos os aspectos da
visualização científica.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Infografia

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LÍNGUA PORTUGUESA

A Propaganda Institucional é uma forma de publicidade que não se refere ao produto em si, e sim à empresa ou ins-
tituição, visando à disseminação de ideias no intuito de moldar e influenciar a opinião pública, motivando comportamentos
desejados por uma instituição ou provocando mudanças na imagem pública desta instituição. Fala-se da sua importância
para a sociedade, dos empregos que ela gera, da sua contribuição para o progresso do país, enfim, das coisas boas que a
empresa faz. Assim, cria-se uma imagem positiva da marca. É utilizada para criar no público um estado de confiança nas
instituições, o qual se refletirá no futuro em suporte e apoio da população a estas instituições.

A reportagem é um gênero de texto jornalístico que transmite uma informação por meio da televisão, rádio, revista.
O objetivo da reportagem é levar os fatos ao leitor ou telespectador de maneira abrangente. Isso implica em um fator
essencial a um jornalista: falar bem e escrever bem.
Se televisionada, a reportagem deve ser transmitida por um repórter que possui dicção pausada, clara e linguagem
direta, precisa e sem incoerências. Além de saber utilizar a entonação que dá vida às palavras, uma vez que representa na
fala os sinais de pontuação!
Se impressa, a reportagem deve demonstrar capacidade intelectual, criatividade, sensibilidade quanto aos fatos e uma
escrita coerente, que dinamiza a leitura e a torna fluente. Por essas questões, a subjetividade está mais presente nesse tipo
de reportagem do que no outro, apontado acima.
Atualmente, com o desenvolvimento dos softwares, os repórteres têm mais recursos visuais e gráficos disponíveis, o
que chama a atenção para a notícia.
Em meio aos fatos presenciados e que deverão ser transmitidos, cada repórter tem seu estilo próprio de conduzir ou
de narrar os acontecimentos. Por isso, a reportagem pode ser a mesma, mas a maneira como é comunicada é diferente de
um profissional para outro.
Qual a diferença entre notícia e reportagem? A primeira informa fatos de maneira mais objetiva e aponta as razões
e efeitos. A segunda vai mais a fundo, faz investigações, tece comentários, levanta questões, discute, argumenta.
A reportagem escrita é dividida em três partes: manchete, lead e corpo.
Manchete: compreende o título da reportagem que tem como objetivo resumir o que será dito. Além disso, deve des-
pertar o interesse do leitor.
Lead: pequeno resumo que aparece depois do título, a fim de chamar mais ainda a atenção do leitor.
Corpo: desenvolvimento do assunto abordado com linguagem direcionada ao público-alvo.
A tira de jornal ou tirinha, como é mais conhecida, é um gênero textual que surgiu nos Estados Unidos devido à falta
de espaço nos jornais para a publicação passatempos. O nome “tirinha” remete ao formato do texto, que parece um “recor-
te” de jornal. Um dos pioneiros na criação da tira foi o americano Bud Fisher, autor da tira Mutt e Jeff.
No Brasil, um dos pioneiros na criação e publicação de tiras foi Maurício de Sousa, que começou publicando a tira do
cãozinho Bidu, no fim da década de 1950, no jornal Folha de São Paulo. Maurício de Sousa criou uma série de outros perso-
nagens que ficaram famosíssimos, como a Mônica, o Cascão, o Cebolinha, dentre outros, e que ganharam, posteriormente,
suas próprias revistas de histórias em quadrinhos.

Este gênero textual apresenta geralmente uma temática humorística, contudo não raro encontramos tirinhas satíricas,
de cunho social ou político, metafísicas, ou até mesmo eróticas.
É comum as tiras centrarem-se em um personagem principal, que estabelece relação com outros personagens “meno-
res”, e que representa uma época remota, um país, um estereótipo de alguma cultura etc.

RESPOSTA: “D”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

PONTUAÇÃO Reticências
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que 1- Indica que palavras foram suprimidas.
servem para compor a coesão e a coerência textual, além - Comprei lápis, canetas, cadernos...
de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve-
jamos as principais funções dos sinais de pontuação co- 2- Indica interrupção violenta da frase.
nhecidos pelo uso da língua portuguesa. “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”

Ponto 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida


1- Indica o término do discurso ou de parte dele. - Este mal... pega doutor?
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
que se encontra. 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. - Deixa, depois, o coração falar...
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava. Vírgula
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. Não se usa vírgula
Ponto e Vírgula ( ; ) *separando termos que, do ponto de vista sintático, li-
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma gam-se diretamente entre si:
importância. - entre sujeito e predicado.
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo Todos os alunos da sala foram advertidos.
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; Sujeito predicado
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
- entre o verbo e seus objetos.
2- Separa partes de frases que já estão separadas por O trabalho custou sacrifício aos realiza-
vírgulas. dores.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta- V.T.D.I. O.D. O.I.
nhas, frio e cobertor. Usa-se a vírgula:
- Para marcar intercalação:
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo- a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
tivos, decreto de lei, etc. dância, vem caindo de preço.
- Ir ao supermercado; b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
- Pegar as crianças na escola; produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
- Caminhada na praia; c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
- Reunião com amigos. trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
querem abrir mão dos lucros altos.
Dois pontos
1- Antes de uma citação - Para marcar inversão:
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
2- Antes de um aposto chadas.
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
tarde e calor à noite.
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven- maio de 1982.
do a rotina de sempre.
- Para separar entre si elementos coordenados (dispos-
4- Em frases de estilo direto tos em enumeração):
Maria perguntou: Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
- Por que você não toma uma decisão? A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.

Ponto de Exclamação - Para marcar elipse (omissão) do verbo:


1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
susto, súplica, etc. - Para isolar:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! - o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei-
2- Depois de interjeições ou vocativos ra, possui um trânsito caótico.
- Ai! Que susto! - o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
- João! Há quanto tempo!
Fontes:
Ponto de Interrogação http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu-
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze- la.htm
vedo)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Pontuação 04.(Escrevente TJ SP – Vunesp 2012). Assinale a alter-


nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa
01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter- Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência
nativa em que a pontuação está corretamente empregada, nominal e à pontuação.
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida-
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi- seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo,
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encon- do que em outros.
trar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra-
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi- avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encon- exemplo!, do que em outros.
trar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra-
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida- avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar exemplo, do que em outros.
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida-
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida- seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encon- – do que em outros.
trar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapida-
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avan-
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimida- ço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exem-
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar plo) do que em outros.
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.).
02. Assinale a opção em que está corretamente indica- Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
da a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher após o acréscimo das vírgulas.
as lacunas da frase abaixo: (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô-
devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica nica ao grupo ou acione o código na internet.
que o trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de
ter. onde o código foi acionado.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
que a criança foi encontrada.
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
primeiro às, areias do Guarujá.
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te-
03. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os
lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re-
sinais de pontuação estão empregados corretamente em:
ferência
A) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a cons-
trução de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das 06. Assinale a série de sinais cujo emprego correspon-
metas de vendas associadas aos dois temas. de, na mesma ordem, aos parênteses indicados no texto:
B) Duas explicações do treinamento para consultores “Pergunta-se ( ) qual é a ideia principal desse pará-
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a cons- grafo ( ) A chegada de reforços ( ) a condecoração ( ) o
trução de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das escândalo da opinião pública ou a renúncia do presidente (
metas de vendas associadas aos dois temas. ) Se é a chegada de reforços ( ) que relação há ( ) ou mos-
C) Duas explicações do treinamento para consultores trou seu autor haver ( ) entre esse fato e os restantes ( )”.
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a cons- A) vírgula, vírgula, interrogação, interrogação, interro-
trução de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das gação, vírgula, vírgula, vírgula, ponto final
metas de vendas associadas aos dois temas. B) dois pontos, interrogação, vírgula, vírgula, interroga-
D) Duas explicações do treinamento para consulto- ção, vírgula, travessão, travessão, interrogação
res iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e C) travessão, interrogação, vírgula, vírgula, ponto final,
a construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou travessão, travessão, ponto final, ponto final
falar das metas de vendas associadas aos dois temas. D) dois pontos, interrogação, vírgula, ponto final, tra-
E) Duas explicações, do treinamento para consulto- vessão, vírgula, vírgula, vírgula, interrogação
res iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a E) dois pontos, ponto final, vírgula, vírgula, interroga-
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar ção, vírgula, vírgula, travessão, interrogação
das metas, de vendas associadas aos dois temas.

93
LÍNGUA PORTUGUESA

07. (SRF) Das redações abaixo, assinale a que não está D) Duas explicações do treinamento para consultores
pontuada corretamente: iniciantes , (X) receberam destaque: o conceito de PPD e a
A) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o re- construção de tabelas Price , (X) mas, por outro lado, faltou
sultado do concurso. falar das metas de vendas associadas aos dois temas.
B) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o re- E) Duas explicações , (X) do treinamento para consul-
sultado do concurso. tores iniciantes , (X) receberam destaque ; (X) o conceito
C) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o re- de PPD e a construção de tabelas Price , (X) mas por outro
sultado do concurso. lado, faltou falar das metas , (X) de vendas associadas aos
dois temas.
D) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do
concurso, em fila.
4-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
E) Os candidatos aguardavam ansiosos, em fila, o resul- quadas
tado do concurso. (A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam , (X)
GABARITO rapidamente , (X) seu espaço na carreira científica (, ) ainda
que o avanço seja mais notável em alguns países, o Brasil é
01. C 02. C 03. B 04. D 05. E 06. B 07. B um exemplo, do que em outros.
RESOLUÇÃO (B) Não há dúvida de que , (X) as mulheres , (X) am-
pliam rapidamente seu espaço na carreira científica ; (X)
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas ainda que o avanço seja mais notável , (X) em alguns paí-
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, ses, o Brasil é um exemplo ! (X) , do que em outros.
embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma (C) Não há dúvida de que as mulheres , (X) ampliam
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando rapidamente seu espaço , (X) na carreira científica , (X) ain-
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a da que o avanço seja mais notável, em alguns países : (X) o
sua dona. Brasil é um exemplo, do que em outros.
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida-
(B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa
mente , (X) seu espaço na carreira científica, ainda que , (X)
e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma
o avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando exemplo) do que em outros.
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
sua dona. 5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
(D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa quadas
e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti- (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá
midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
sua dona. (B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, pais de onde o código foi acionado.
embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in- (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
(X) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era dizendo que a criança foi encontrada.
a sua dona. (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) che-
ga primeiro às , (X) areias do Guarujá.
2-) Quando se trata de trabalho científico , duas coisas
devem ser consideradas : uma é a contribuição teórica que 6-) Pergunta-se ( : ) qual é a ideia principal desse pa-
rágrafo
o trabalho oferece ; a outra é o valor prático que possa ter.
( ? ) A chegada de reforços ( , ) a condecoração ( , ) o
escândalo da opinião pública ou a renúncia do presidente
vírgula, dois pontos, ponto e vírgula
(? ) Se é a chegada de reforços ( , ) que relação há ( - )
ou mostrou seu autor haver ( - ) entre esse fato e os res-
3-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade- tantes ( ? )
quadas
A) Duas explicações , (X) do treinamento para consul- 7-) Em fila, os candidatos , (X) aguardavam, ansiosos, o
tores iniciantes receberam destaque , (X) o conceito de resultado do concurso.
PPD e a construção de tabelas Price; mas por outro lado,
faltou falar das metas de vendas associadas aos dois temas.
C) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque ; (X) o conceito de PPD e a
construção de tabelas Price , (X) mas por outro lado, faltou
falar das metas de vendas associadas aos dois temas.

94
RACIOCÍNIO LÓGICO

Noções básicas de lógica: conectivos, tautologia e contradições, implicações e equivalências, afirmações e negações,
silogismos. Estrutura lógica de relações entre pessoas, lugares, objetos e eventos. Dedução de novas informações a
partir de outras apresentadas. ........................................................................................................................................................................... 01
Lógica da argumentação. ..................................................................................................................................................................................... 10
Diagramas lógicos. Análise, interpretação e utilização de dados apresentados em tabelas e gráficos................................. 15
RACIOCÍNIO LÓGICO

As proposições compostas são assim caracterizadas


NOÇÕES BÁSICAS DE LÓGICA: CONECTIVOS, por apresentarem mais de uma proposição conectadas pe-
TAUTOLOGIA E CONTRADIÇÕES, los conectivos lógicos. São indicadas pelas letras maiúscu-
IMPLICAÇÕES E EQUIVALÊNCIAS, las: P, Q, R, S, T...
AFIRMAÇÕES E NEGAÇÕES, SILOGISMOS. Obs: A notação Q(r, s, t), por exemplo, está indicando
ESTRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES ENTRE que a proposição composta Q é formada pelas proposi-
PESSOAS, LUGARES, OBJETOS E EVENTOS. ções simples r, s e t.
DEDUÇÃO DE NOVAS INFORMAÇÕES A
Exemplo:
PARTIR DE OUTRAS APRESENTADAS.
Proposições simples:
p: Meu nome é Raissa 
q: São Paulo é a maior cidade brasileira 
Estruturas lógicas r: 2+2=5 
s: O número 9 é ímpar 
1. Proposição t: O número 13 é primo
Proposição ou sentença é um termo utilizado para ex-
primir ideias, através de um conjunto de palavras ou sím- Proposições compostas 
bolos. Este conjunto descreve o conteúdo dessa ideia. P: O número 12 é divisível por 3 e 6 é o dobro de 12. 
São exemplos de proposições: Q: A raiz quadrada de 9 é 3 e 24 é múltiplo de 3. 
p: Pedro é médico. R(s, t): O número 9 é ímpar e o número 13 é primo.
q: 5 > 8
r: Luíza foi ao cinema ontem à noite. 6. Tabela-Verdade
2. Princípios fundamentais da lógica A tabela-verdade é usada para determinar o valor lógi-
Princípio da Identidade: A é A. Uma coisa é o que é. co de uma proposição composta, sendo que os valores das
O que é, é; e o que não é, não é. Esta formulação remonta proposições simples já são conhecidos. Pois o valor lógico
a Parménides de Eleia. da proposição composta depende do valor lógico da pro-
Principio da não contradição: Uma proposição não posição simples. 
pode ser verdadeira e falsa, ao mesmo tempo.
Principio do terceiro excluído: Uma alternativa só A seguir vamos compreender como se constrói essas
pode ser verdadeira ou falsa. tabelas-verdade partindo da árvore das possibilidades dos
3. Valor lógico  valores lógicos das preposições simples, e mais adiante ve-
Considerando os princípios citados acima, uma propo- remos como determinar o valor lógico de uma proposição
sição é classificada como verdadeira ou falsa. composta.
Sendo assim o valor lógico será:
- a verdade (V), quando se trata de uma proposição Proposição composta do tipo P(p, q)
verdadeira.
- a falsidade (F), quando se trata de uma proposição
falsa.
4. Conectivos lógicos 
Conectivos lógicos são palavras usadas para conectar
as proposições formando novas sentenças.
Os principais conectivos lógicos são: 

~ não
∧ e Proposição composta do tipo P(p, q, r)
V Ou
→  se…então
↔ se e somente se

5. Proposições simples e compostas


As proposições simples são assim caracterizadas por
apresentarem apenas uma ideia. São indicadas pelas letras
minúsculas: p, q, r, s, t...

1
RACIOCÍNIO LÓGICO

Proposição composta do tipo P(p, q, r, s)  p = 9 < 6 


A tabela-verdade possui 24  = 16 linhas e é formada q = 3 é par
igualmente as anteriores. p Λ q: 9 < 6 e 3 é par 

Proposição composta do tipo P(p1, p2, p3,..., pn)


A tabela-verdade possui 2n  linhas e é formada igual- P q pΛq
mente as anteriores. F F F

7. O conectivo não e a negação
O conectivo não e a negação de uma proposição p é
9. O conectivo ou e a disjunção
outra proposição que tem como valor lógico V se p for fal-
sa e F se p é verdadeira. O símbolo ~p (não p) representa a O conectivo ou  e a disjunção de duas proposi-
negação de p com a seguinte tabela-verdade:  ções p e q  é outra proposição que tem como valor lógi-
co  V se alguma das proposições for verdadeira e F se as
duas forem falsas. O símbolo p ∨ q (p ou q) representa a
P ~P
disjunção, com a seguinte tabela-verdade: 
V F
F V P q pVq
Exemplo: V V V
V F V
p = 7 é ímpar 
~p = 7 não é ímpar  F V V
F F F
P ~P
Exemplo:
V F

q = 24 é múltiplo de 5  p = 2 é par 
~q = 24 não é múltiplo de 5  q = o céu é rosa 
p ν q = 2 é par ou o céu é rosa 
q ~q
P q pVq
F V
V F V
10. O conectivo se… então… e a condicional
8. O conectivo e e a conjunção A condicional se p então q é outra proposição que tem
como valor lógico F se p é verdadeira e q é falsa. O símbo-
O conectivo e e a conjunção de duas proposi- lo p → q representa a condicional, com a seguinte tabela-
ções  p  e q é outra proposição que tem como valor lógi-
verdade: 
co V se p e q forem verdadeiras, e F em outros casos. O
símbolo p Λ q (p e q) representa a conjunção, com a se- P q p→q
guinte tabela-verdade:  V V V
V F F
P q pΛq
F V V
V V V
F F V
V F F
F V F Exemplo:
F F F P: 7 + 2 = 9 
Q: 9 – 7 = 2 
Exemplo p → q: Se 7 + 2 = 9 então 9 – 7 = 2 

p = 2 é par 
q = o céu é rosa P q p→q
p Λ q = 2 é par e o céu é rosa  V V V

P q pΛq p = 7 + 5 < 4 
q = 2 é um número primo 
V F F
p → q: Se 7 + 5 < 4 então 2 é um número primo. 

2
RACIOCÍNIO LÓGICO

P q p→q
F V V
p = 24 é múltiplo de 3 q = 3 é par 
p → q: Se 24 é múltiplo de 3 então 3 é par. 

P q p→q
V F F
p = 25 é múltiplo de 2 
q = 12 < 3 
p → q: Se 25 é múltiplo de 2 então 2 < 3. 

P q p→q
F F V

11. O conectivo se e somente se e a bicondicional


A bicondicional p se e somente se q é outra proposição que tem como valor lógico V se p e q forem ambas verdadeiras
ou ambas falsas, e F nos outros casos. 
O símbolo     representa a bicondicional, com a seguinte tabela-verdade: 

P q p↔q

V V V

V F F

F V F

F F V
Exemplo
p = 24 é múltiplo de 3 
q = 6 é ímpar  
= 24 é múltiplo de 3 se, e somente se, 6 é ímpar. 

P q p↔q
V F F

12. Tabela-Verdade de uma proposição composta

Exemplo
Veja como se procede a construção de uma tabela-verdade da proposição composta P(p, q) = ((p ⋁ q) → (~p)) → (p ⋀
q), onde p e q são duas proposições simples.

Resolução
Uma tabela-verdade de uma proposição do tipo P(p, q) possui 24 = 4 linhas, logo: 

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V          
V F          
F V          
F F          

Agora veja passo a passo a determinação dos valores lógicos de P.


a) Valores lógicos de p ν q

3
RACIOCÍNIO LÓGICO

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V        
V F V        
F V V        
F F F        

b) Valores lógicos de ~P

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F      
V F V F      
F V V V      
F F F V      

c) Valores lógicos de (p V p)→(~p)

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F    
V F V F F    
F V V V V    
F F F V V    

d) Valores lógicos de p Λ q

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F V  
V F V F F F  
F V V V V F  
F F F V V F  

e) Valores lógicos de ((p V p)→(~p))→(p Λ q)

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F V V
V F V F F F V
F V V V V F F
F F F V V F F

13. Tautologia
Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições p, q, r, ... será dita uma Tautologia se ela for sempre
verdadeira, independentemente dos valores lógicos das proposições p, q, r, ... que a compõem.

Exemplos:
• Gabriela passou no concurso do INSS ou Gabriela não passou no concurso do INSS

• Não é verdade que o professor Zambeli parece com o Zé gotinha ou o professor Zambeli parece com o Zé gotinha.
Ao invés de duas proposições, nos exemplos temos uma única proposição, afirmativa e negativa. Vamos entender isso
melhor.

4
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplo: p ~P q Λ (~q)
Grêmio cai para segunda divisão ou o Grêmio não cai
para segunda divisão V F F
F V F
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda
de “~p” e o conetivo de “V” 15. Contingência
Assim podemos representar a “frase” acima da seguin- Quando uma proposição não é tautológica nem contra
te forma: p V ~p válida, a chamamos de contingência ou proposição contin-
gente ou proposição indeterminada.
Exemplo A contingência ocorre quando há tanto valores V como
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu F na última coluna da tabela-verdade de uma proposição.
valor lógico é sempre V, conforme a tabela-verdade.  Exemplos: P∧Q , P∨Q , P→Q ...

16. Implicação lógica


p ~P pVq Definição
V F V A proposição P implica a proposição Q, quando a con-
F V V dicional P → Q for uma tautologia.
O símbolo P ⇒ Q (P implica Q) representa a implica-
ção lógica. 
Exemplo
Diferenciação dos símbolos → e ⇒
A proposição (p Λ q) → (p  q) é uma tautologia, pois a
O símbolo  →  representa uma operação matemática
última coluna da tabela-verdade só possui V.  entre as proposições P e Q que tem como resultado a pro-
posição P → Q, com valor lógico V ou F.
p q pΛq p↔q (p Λ q)→(p↔q) O símbolo ⇒ representa a não ocorrência de VF na
tabela-verdade de P → Q, ou ainda que o valor lógico da
V V V V V condicional P → Q será sempre V, ou então que P → Q é
V F F F V uma tautologia. 
F V F F V
Exemplo
F F F V V A tabela-verdade da condicional (p Λ q) → (p ↔ q) será: 

14. Contradição
Uma proposição composta formada por duas ou mais p q pΛq P↔Q (p Λ q)→(P↔Q)
proposições p, q, r, ... será dita uma contradição se ela for
sempre falsa, independentemente dos valores lógicos das V V V V V
proposições p, q, r, ... que a compõem V F F F V
Exemplos:
• O Zorra total é uma porcaria e Zorra total não é uma F V F F V
porcaria F F F V V
• Suelen mora em Petrópolis e Suelen não mora em
Petrópolis
Portanto,  (p Λ q)  → (p  ↔ q) é uma tautologia, por
Ao invés de duas proposições, nos exemplos temos
isso (p Λ q) ⇒ (p ↔q)
uma única proposição, afirmativa e negativa. Vamos en-
tender isso melhor. 17. Equivalência lógica
Exemplo:
Lula é o presidente do Brasil e Lula não é o presidente Definição
do Brasil Há equivalência entre as proposições P e Q somen-
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda te quando a bicondicional P  ↔  Q for uma tautologia ou
de “~p” e o conetivo de “^” quando P e Q tiverem a mesma tabela-verdade. P ⇔ Q (P
Assim podemos representar a “frase” acima da seguin- é equivalente a Q) é o símbolo que representa a equiva-
te forma: p ^ ~p lência lógica. 
Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔
Exemplo O símbolo ↔ representa uma operação entre as propo-
A proposição  (p Λ q) Λ (p Λ q) é uma contradição, sições P e Q, que tem como resultado uma nova proposi-
pois o seu valor lógico é sempre F conforme a tabela-ver- ção P ↔ Q com valor lógico V ou F.
dade. Que significa que uma proposição não pode ser falsa O símbolo ⇔ representa a não ocorrência de VF e
e verdadeira ao mesmo tempo, isto é, o princípio da não de FV na tabela-verdade P ↔ Q, ou ainda que o valor lógi-
contradição. co de P ↔ Q é sempre V, ou então P ↔ Q é uma tautologia.

5
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplo
A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: 

p q ~q ~p p→q ~q→~p (p→q)↔(~q→~p)

V V F F V V V

V F V F F F V

F V F V V V V

F F V V V V V
Equivalências da Condicional
Portanto,  p  →  q  é equivalente a  ~q  →  ~p, pois estas
proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a bicon- As duas equivalências que se seguem são de funda-
dicional (p → q) ↔ (~q → ~p) é uma tautologia. mental importância. Estas equivalências podem ser veri-
ficadas, ou seja, demonstradas, por meio da comparação
Veja a representação: entre as tabelas-verdade. Fica como exercício para casa
(p → q) ⇔ (~q → ~p) estas demonstrações. As equivalências da condicional são
as seguintes:
EQUIVALÊNCIAS LOGICAS NOTÁVEIS 1) Se p então q = Se não q então não p.
Ex: Se chove então me molho = Se não me molho en-
Dizemos que duas proposições são logicamente equi- tão não chove
valentes (ou simplesmente equivalentes) quando os resul- 2) Se p então q = Não p ou q.
tados de suas tabelas-verdade são idênticos. Ex: Se estudo então passo no concurso = Não estudo
Uma consequência prática da equivalência lógica é que ou passo no concurso
ao trocar uma dada proposição por qualquer outra que lhe Colocando estes resultados em uma tabela, para aju-
seja equivalente, estamos apenas mudando a maneira de dar a memorização, teremos:
dizê-la.
A equivalência lógica entre duas proposições, p e q,
pode ser representada simbolicamente como: p q, ou sim-
plesmente por p = q.
Começaremos com a descrição de algumas equivalên-
cias lógicas básicas.
Equivalências com o Símbolo da Negação
Equivalências Básicas Este tipo de equivalência já foi estudado. Trata-se, tão
somente, das negações das proposições compostas! Lem-
1. p e p = p bremos:
Ex: André é inocente e inocente = André é inocente

2. p ou p = p
Ex: Ana foi ao cinema ou ao cinema = Ana foi ao cine-
ma

3. p e q = q e p
Ex: O cavalo é forte e veloz = O cavalo é veloz e forte

4. p ou q = q ou p
Ex: O carro é branco ou azul = O carro é azul ou bran- É possível que surja alguma dúvida em relação a úl-
co tima linha da tabela acima. Porém, basta lembrarmos do
que foi aprendido:
5. p ↔ q = q ↔ p p↔q = (pq) e (qp)
Ex: Amo se e somente se vivo = Vivo se e somente se (Obs: a BICONDICIONAL tem esse nome: porque equi-
amo. vale a duas condicionais!)
6. p ↔ q = (pq) e (qp) Para negar a bicondicional, teremos na verdade que
Ex: Amo se e somente se vivo = Se amo então vivo, e negar a sua conjunção equivalente.
se vivo então amo E para negar uma conjunção, já sabemos, nega-se as
duas partes e troca-se o E por OU. Fica para casa a de-
Para facilitar a memorização, veja a tabela abaixo: monstração da negação da bicondicional. Ok?

6
RACIOCÍNIO LÓGICO

Outras equivalências 2. (PM-BA - Soldado da Polícia Militar - FCC /2012)


Algumas outras equivalências que podem ser relevan- A negação lógica da proposição: “Pedro é o mais velho
tes são as seguintes: da classe ou Jorge é o mais novo da classe” é
A) Pedro não è o mais novo da classe ou Jorge não é o
1) p e (p ou q) = p mais velho da classe.
Ex: Paulo é dentista, e Paulo é dentista ou Pedro é mé- B) Pedro é o mais velho da classe e Jorge não é o mais
dico = Paulo é dentista
novo da classe.
C) Pedro não é o mais velho da classe e Jorge não é o
2) p ou (p e q) = p
Ex: Paulo é dentista, ou Paulo é dentista e Pedro é mé- mais novo da classe.
dico = Paulo é dentista D) Pedro não é o mais novo da classe e Jorge não é o
Por meio das tabelas-verdade estas equivalências po- mais velho da classe.
dem ser facilmente demonstradas. E) Pedro é o mais novo da classe ou Jorge é o mais
Para auxiliar nossa memorização, criaremos a tabela novo da classe.
seguinte:
p v q= Pedro é o mais velho da classe ou Jorge é o mais
novo da classe.
~p=Pedro não é o mais velho da classe.
~q=Jorge não é o mais novo da classe.
NEGAÇAO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS ~(p v q)=~p v ~q= Pedro não é o mais velho da classe
ou Jorge não é o mais novo da classe.

3. (PC-MA - Farmacêutico Legista - FGV/2012)


Em frente à casa onde moram João e Maria, a prefeitu-
ra está fazendo uma obra na rua. Se o operário liga a brita-
deira, João sai de casa e Maria não ouve a televisão. Certo
dia, depois do almoço, Maria ouve a televisão.
Pode-se concluir, logicamente, que
Questoes comentadas: A) João saiu de casa.
B) João não saiu de casa.
1. (PROCERGS - Técnico de Nível Médio - Técnico em C) O operário ligou a britadeira.
Segurança do Trabalho - FUNDATEC/2012) A proposição D) O operário não ligou a britadeira.
“João comprou um carro novo ou não é verdade que João
E) O operário ligou a britadeira e João saiu de casa.
comprou um carro novo e não fez a viagem de férias.” é:
“Se o operário liga a britadeira, João sai de casa e Ma-
A) um paradoxo.
B) um silogismo. ria não ouve a televisão”, logo se Maria ouve a televisão, a
C) uma tautologia. britadeira não pode estar ligada.
D) uma contradição.
E) uma contingência. (TJ-AC - Técnico Judiciário - Informática - CESPE/2012)
Em decisão proferida acerca da prisão de um réu, de-
Tautologia é uma proposição composta cujo resultado pois de constatado pagamento de pensão alimentícia, o
é sempre verdadeiro para todas as atribuições que se têm, magistrado determinou: “O réu deve ser imediatamente
independentemente dessas atribuições. solto, se por outro motivo não estiver preso”.
Rodrigo, posso estar errada, mas ao construir a tabela- Considerando que a determinação judicial correspon-
verdade com a proposição que você propôs não vamos ter de a uma proposição e que a decisão judicial será conside-
uma tautologia, mas uma contingência. rada descumprida se, e somente se, a proposição corres-
A proposição a ser utilizada aqui seria a seguinte: P v pondente for falsa, julgue os itens seguintes.
~(P ^ ~Q), que, ao construirmos a tabela-verdade ficaria
da seguinte forma:
4. Se o réu permanecer preso, mesmo não havendo
outro motivo para estar preso, então, a decisão judicial terá
PV sido descumprida.
P Q ~Q (P/\~Q) ~(P/\~Q)
~(P/\~Q) A) Certo
V V F F V V B) Errado
V F V V F V A decisão judicial é “O réu deve ser imediatamente sol-
to, se por outro motivo não estiver preso”, logo se o réu
F V F F V V
continuar preso sem outro motivo para estar preso, será
F F V F V V descumprida a decisão judicial.

7
RACIOCÍNIO LÓGICO

5. Se o réu for imediatamente solto, mesmo havendo 9. (Receita Federal do Brasil – Analista Tributário -
outro motivo para permanecer preso, então, a decisão ju- ESAF/2012) A negação da proposição “se Paulo estuda, en-
dicial terá sido descumprida. tão Marta é atleta” é logicamente equivalente à proposição:
A) Certo A) Paulo não estuda e Marta não é atleta.
B) Errado B) Paulo estuda e Marta não é atleta.
C) Paulo estuda ou Marta não é atleta.
P = se houver outro motivo D) se Paulo não estuda, então Marta não é atleta.
Q = será solto
E) Paulo não estuda ou Marta não é atleta.
A decisão foi: Se não P então Q, logo VV = V
A questão afirma: Se P então Q, logo FV = V A negação de uma condicional do tipo: “Se A, então B”
Não contrariou, iria contrariar se a questão resultasse (AB) será da forma:
V+F=F ~(A B) A^ ~B
Ou seja, para negarmos uma proposição composta re-
6. As proposições “Se o réu não estiver preso por outro presentada por uma condicional, devemos confirmar sua
motivo, deve ser imediatamente solto” e “Se o réu não for primeira parte (“A”), trocar o conectivo condicional (“”) pelo
imediatamente solto, então, ele está preso por outro moti- conectivo conjunção (“^”) e negarmos sua segunda parte
vo” são logicamente equivalentes. (“~ B”). Assim, teremos:
RESPOSTA: “B”.
A) Certo
B) Errado 10. (ANVISA - TÉCNICO ADMINISTRATIVO - CE-
TRO/2012) Se Viviane não dança, Márcia não canta. Logo,
O réu não estiver preso por outro motivo = ~P
A) Viviane dançar é condição suficiente para Márcia
Deve ser imediatamente solto = S
Se o réu não estiver preso por outro motivo, deve ser cantar.
imediatamente solto=P S B) Viviane não dançar é condição necessária para Már-
Se o réu não for imediatamente solto, então, ele está cia não cantar.
preso por outro motivo = ~SP C) Viviane dançar é condição necessária para Márcia
De acordo com a regra de equivalência (A B) = (~B ~A) cantar.
a questão está correta. D) Viviane não dançar é condição suficiente para Már-
cia cantar.
7. A negação da proposição relativa à decisão judicial E) Viviane dançar é condição necessária para Márcia
estará corretamente representada por “O réu não deve ser não cantar.
imediatamente solto, mesmo não estando preso por outro
motivo”. Inicialmente, reescreveremos a condicional dada na
A) Certo forma de condição suficiente e condição necessária:
B) Errado

“O réu deve ser imediatamente solto, se por outro “Se Viviane não dança, Márcia não canta”
motivo não estiver preso” está no texto, assim:
P = “Por outro motivo não estiver preso” 1ª possibilidade: Viviane não dançar é condição su-
Q = “O réu deve ser imediatamente solto” ficiente para Márcia não cantar. Não há RESPOSTA: para
PQ, a negação ~(P Q) = P e ~Q essa possibilidade.
P e ~Q = Por outro motivo estiver preso o réu não deve
ser imediatamente solto” 2ª possibilidade: Márcia não cantar é condição neces-
sária para Viviane não dançar.. Não há RESPOSTA: para
8. (Polícia Civil/SP - Investigador – VUNESP/2014) Um essa possibilidade.
antropólogo estadunidense chega ao Brasil para aperfei- Não havendo RESPOSTA: , modificaremos a condicio-
çoar seu conhecimento da língua portuguesa. Durante sua nal inicial, transformando-a em outra condicional equiva-
estadia em nosso país, ele fica muito intrigado com a frase lente, nesse caso utilizaremos o conceito da contrapositiva
“não vou fazer coisa nenhuma”, bastante utilizada em nos- ou contra posição: pq ~q ~p
sa linguagem coloquial. A dúvida dele surge porque “Se Viviane não dança, Márcia não canta” “Se Márcia
A) a conjunção presente na frase evidencia seu signi-
canta, Viviane dança”
ficado.
Transformando, a condicional “Se Márcia canta, Viviane
B) o significado da frase não leva em conta a dupla
negação. dança” na forma de condição suficiente e condição neces-
C) a implicação presente na frase altera seu significado. sária, obteremos as seguintes possibilidades:
D) o significado da frase não leva em conta a disjunção. 1ª possibilidade: Márcia cantar é condição suficiente
E) a negação presente na frase evidencia seu signifi- para Viviane dançar. Não há RESPOSTA: para essa possi-
cado. bilidade.
~(~p) é equivalente a p 2ª possibilidade: Viviane dançar é condição necessária
Logo, uma dupla negação é equivalente a afirmar. para Márcia cantar.
RESPOSTA: “B”. RESPOSTA: “C”.

8
RACIOCÍNIO LÓGICO

11. (BRDE - ANALISTA DE SISTEMAS - AOCP/2012) Construindo a tabela-verdade da proposição compos-


Considere a sentença: “Se Ana é professora, então Camila é ta: [P Ú Q] ® Q, teremos como solução:
médica.” A proposição equivalente a esta sentença é
A) Ana não é professora ou Camila é médica.
Pv (p^~q)↔(~p
B) Se Ana é médica, então Camila é professora. P Q (Pv Q)→Q
Q v q)
C) Se Camila é médica, então Ana é professora.
D) Se Ana é professora, então Camila não é médica.
V V V V→V V
E) Se Ana não é professora, então Camila não é médica.
Existem duas equivalências particulares em relação a
V F V V→F F
uma condicional do tipo “Se A, então B”.
F V V V→V V
1ª) Pela contrapositiva ou contraposição: “Se A, então
B” é equivalente a “Se ~B, então ~A” F F F F→F V
“Se Ana é professora, então Camila é médica.” Será
equivalente a:
“Se Camila não é médica, então Ana não é professora.” P(P;Q) = VFVV
Portanto, essa proposição composta é uma contingência
ou indeterminação lógica.
2ª) Pela Teoria da Involução ou Dupla Negação: “Se A,
Resposta: ERRADO.
então B” é equivalente a “~A ou B”
“Se Ana é professora, então Camila é médica.” Será
equivalente a: 14. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Se P
“Ana não é professora ou Camila é médica.” for F e P v Q for V, então Q é V.
Ficaremos, então, com a segunda equivalência, já que ( )Certo ( ) Errado
esta configura no gabarito.
RESPOSTA: “A”. Lembramos que uma disjunção simples, na forma: “P
vQ”, será verdadeira (V) se, pelo menos, uma de suas partes
(PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Consi- for verdadeira (V). Nesse caso, se “P” for falsa e “PvQ” for
derando que P e Q representem proposições conhecidas e verdadeira, então “Q” será, necessariamente, verdadeira.
Resposta: CERTO.
que V e F representem, respectivamente, os valores verda-
deiro e falso, julgue os próximos itens. (374 a 376)
(PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013)
P1: Se a impunidade é alta, então a criminalidade é alta.
12. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) (PC/ P2: A impunidade é alta ou a justiça é eficaz.
DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) As proposições P3: Se a justiça é eficaz, então não há criminosos livres.
Q e P (¬ Q) são, simultaneamente, V se, e somente se, P P4: Há criminosos livres.
for F. C: Portanto a criminalidade é alta.
( )Certo ( ) Errado Considerando o argumento apresentado acima, em
Observando a tabela-verdade da proposição compos- que P1, P2, P3 e P4 são as premissas e C, a conclusão, jul-
ta “P (¬ Q)”, em função dos valores lógicos de “P” e “Q”, gue os itens subsequentes. (377 e 378)
temos:
15. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) O
argumento apresentado é um argumento válido.
P Q ¬Q P→(¬Q) ( )Certo ( ) Errado
V V F F
Verificaremos se as verdades das premissas P1, P2, P3
V F V V e P4 sustentam a verdade da conclusão. Nesse caso, de-
vemos considerar que todas as premissas são, necessaria-
F V F V mente, verdadeiras.
F F V V P1: Se a impunidade é alta, então a criminalidade é alta.
(V)
P2: A impunidade é alta ou a justiça é eficaz. (V)
Observando-se a 3 linha da tabela-verdade acima,
P3: Se a justiça é eficaz, então não há criminosos livres.
―Q‖ e ―P ® (¬ Q) são, simultaneamente, V se, e somente (V)
se, ―P‖ for F. P4: Há criminosos livres. (V)
Resposta: CERTO.
13. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) A Portanto, se a premissa P4 – proposição simples – é ver-
proposição [PvQ]Q é uma tautologia. dadeira (V), então a 2ª parte da condicional representada
( )Certo ( ) Errado pela premissa P3 será considerada falsa (F). Então, veja:

9
RACIOCÍNIO LÓGICO

Considerando a proposição simples ―a criminalidade


é alta‖ como verdadeira (V), logo a conclusão desse argu-
mento é, de fato, verdadeira (V), o que torna esse argumen-
to válido.
Resposta: CERTO.

16. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) A


negação da proposição P1 pode ser escrita como “Se a im-
punidade não é alta, então a criminalidade não é alta”.
Sabendo-se que a condicional P3 é verdadeira e co-
( )Certo ( ) Errado
nhecendo-se o valor lógico de sua 2ª parte como falsa (F),
então o valor lógico de sua 1ª parte nunca poderá ser ver-
dadeiro (V). Assim, a proposição simples ―a justiça é eficaz‖ Seja P1 representada simbolicamente, por:
será considerada falsa (F). A impunidade não é alta(p) então a criminalidade não
Se a proposição simples ―a justiça é eficaz‖ é conside- é alta(q)
rada falsa (F), então a 2ª parte da disjunção simples repre- A negação de uma condicional é dada por:
sentada pela premissa P2, também, será falsa (F). ~(pq)
Logo, sua negação será dada por: ~P1 a impunidade é
alta e a criminalidade não é alta.
Resposta:ERRADO.

LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO.

LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO

ARGUMENTO
Sendo verdadeira (V) a premissa P2 (disjunção simples)
e conhecendo-se o valor lógico de uma das partes como Argumento é uma relação que associa um conjunto de
falsa (F), então o valor lógico da outra parte deverá ser, ne- proposições (p1, p2, p3,... pn), chamadas premissas ou hipó-
cessariamente, verdadeira (V). Lembramos que, uma disjun- teses, e uma proposição C chamada conclusão. Esta relação
ção simples será considerada verdadeira (V), quando, pelo é tal que a estrutura lógica das premissas acarretam ou tem
menos, uma de suas partes for verdadeira (V). como consequência a proposição C (conclusão).
O argumento pode ser representado da seguinte for-
Sendo verdadeira (V) a proposição simples ―a impu- ma:
nidade é alta‖, então, confirmaremos também como ver-
dadeira (V), a 1ª parte da condicional representada pela
premissa P1.

EXEMPLOS:
1. Todos os cariocas são alegres.
    Todas as pessoas alegres vão à praia
Considerando-se como verdadeira (V) a 1ª parte da     Todos os cariocas vão à praia.
condicional em P1, então, deveremos considerar também 2. Todos os cientistas são loucos.
como verdadeira (V), sua 2ª parte, pois uma verdade sem-     Einstein é cientista.
pre implica em outra verdade.     Einstein é louco!

10
RACIOCÍNIO LÓGICO

Nestes exemplos temos o famoso silogismo categórico Exemplo: (FCC)  Considere que as seguintes afirma-
de forma típica ou simplesmente silogismo. Os silogismos ções são verdadeiras:
são os argumentos que têm somente duas premissas e mais “Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.”
a conclusão, e utilizam os termos: todo, nenhum e algum, “Existem crianças que são inteligentes.”
em sua estrutura. Assim sendo, certamente é verdade que:
(A) Alguma criança inteligente não gosta de passear
ANALOGIAS no Metrô de São Paulo.
(B) Alguma criança que gosta de passear no Metrô de
A analogia é uma das melhores formas para utilizar o São Paulo é inteligente.
raciocínio. Nesse tipo de raciocínio usa-se a comparação (C) Alguma criança não inteligente não gosta de pas-
de uma situação conhecida com uma desconhecida. Uma sear no Metrô de São Paulo.
analogia depende de três situações: (D) Toda criança que gosta de passear no Metrô de
• os fundamentos precisam ser verdadeiros e im- São Paulo é inteligente.
portantes; (E) Toda criança inteligente não gosta de passear no
• a quantidade de elementos parecidos entre as
Metrô de São Paulo.
situações deve ser significativo;
• não pode existir conflitos marcantes.
SOLUÇÃO:
INFERÊNCIAS Representando as proposições na forma de conjuntos
(diagramas lógicos – ver artigo sobre diagramas lógicos)
A indução está relacionada a diversos casos pequenos teremos:
que chegam a uma conclusão geral. Nesse sentido pode- “Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.”
mos definir também a indução fraca e a indução forte. Essa “Existem crianças que são inteligentes.”
indução forte ocorre quando não existe grandes chances
de que um caso discorde da premissa geral. Já a fraca re-
fere-se a falta de sustentabilidade de um conceito ou con-
clusão.
DEDUÇÕES

ARGUMENTOS DEDUTIVOS E INDUTIVOS


Os argumentos podem ser classificados em dois ti-
pos: Dedutivos e Indutivos.

1) O argumento será DEDUTIVO quando suas premis-


sas fornecerem informações suficientes para comprovar a
veracidade da conclusão, isto é, o argumento é dedutivo
quando a conclusão é completamente derivada das pre-
missas. Pelo gráfico, observamos claramente que se todas as
crianças gostam de passear no metrô e existem crianças
inteligentes, então alguma criança que gosta de passear
EXEMPLO: no Metrô de São Paulo é inteligente. Logo, a alternativa
Todo ser humano têm mãe. correta é a opção B.
Todos os homens são humanos.
Todos os homens têm mãe.
CONCLUSÕES
2) O argumento será INDUTIVO quando suas premis-
sas não fornecerem o “apoio completo” para ratificar as VALIDADE DE UM ARGUMENTO
conclusões. Portanto, nos argumentos indutivos, a conclu-
são possui informações que ultrapassam as fornecidas nas Uma proposição é verdadeira ou falsa. No caso de
premissas. Sendo assim, não se aplica, então, a definição um argumento dedutivo diremos que ele é válido ou in-
de argumentos válidos ou não válidos para argumentos válido. Atente-se para o fato que todos os argumentos
indutivos. indutivos são inválidos, portanto não há de se falar em
validade de argumentos indutivos.
EXEMPLO: A validade é uma propriedade dos argumentos que
O Flamengo é um bom time de futebol. depende apenas da forma (estrutura lógica) das suas pro-
O Palmeiras é um bom time de futebol. posições (premissas e conclusões) e não do seu conteúdo.
O Vasco é um bom time de futebol.
O Cruzeiro é um bom time de futebol. Argumento Válido
Todos os times brasileiros de futebol são bons. Um argumento será válido quando a sua conclusão é
Note que não podemos afirmar que todos os times uma consequência obrigatória de suas premissas. Em ou-
brasileiros são bons sabendo apenas que 4 deles são bons. tras palavras, podemos dizer que quando um argumento

11
RACIOCÍNIO LÓGICO

é válido, a verdade de suas premissas deve garantir a ver- Premissas:


dade da conclusão do argumento. Isso significa que, se o “Se Ana cometeu um crime perfeito, então Ana não é
argumento é válido, jamais poderemos chegar a uma con- suspeita” = “Toda pessoa que comete um crime perfeito
clusão falsa quando as premissas forem verdadeiras. não é suspeita”. 
Exemplo: (CESPE) Suponha um argumento no qual as “Ana não cometeu um crime perfeito”.
premissas sejam as proposições I e II abaixo.  Conclusão:
I - Se uma mulher está desempregada, então, ela é in- “Ana é suspeita”. (Não se “desenha” a conclusão, ape-
feliz. nas as premissas!)
II - Se uma mulher é infeliz, então, ela vive pouco.
Nesse caso, se a conclusão for a proposição “Mulhe-
res desempregadas vivem pouco”, tem-se um argumento
correto.

SOLUÇÃO:
Se representarmos na forma de diagramas lógicos (ver
artigo sobre diagramas lógicos), para facilitar a resolução,
teremos:
   I - Se uma mulher está desempregada, então, ela é
infeliz. = Toda mulher desempregada é infeliz.
   II - Se uma mulher é infeliz, então, ela vive pouco. =
Toda mulher infeliz vive pouco.

O fato do enunciado ter falado apenas que “Ana não


cometeu um crime perfeito”, não nos diz se ela é suspeita
ou não. Por isso temos duas possibilidades (ver bonecos).
Logo, a questão está errada, pois não podemos afirmar,
com certeza, que Ana é suspeita. Logo, o argumento é in-
válido.

EXERCICIOS:

(TJ-AC - Analista Judiciário - Conhecimentos Bási-


cos - Cargos 1 e 2 - CESPE/2012) (10 a 13)

Considerando que as proposições lógicas sejam re-


presentadas por letras maiúsculas, julgue os próximos
Com isso, qualquer mulher que esteja no conjunto das itens, relativos a lógica proposicional e de argumenta-
desempregadas (ver boneco), automaticamente estará no ção.
conjunto das mulheres que vivem pouco. Portanto, se a
conclusão for a proposição “Mulheres desempregadas vi- 1. A expressão é uma tautologia.
vem pouco”, tem-se um argumento correto (correto = vá- A) Certo
lido!). B) Errado

Argumento Inválido Resposta: B.


Dizemos que um argumento é inválido, quando a ver- Fazendo a tabela verdade:
dade das premissas não é suficiente para garantir a verda-
de da conclusão, ou seja, quando a conclusão não é uma P Q P→Q (P→Q) V P [(P→Q) V P]→Q
consequência obrigatória das premissas.
V V V V V
V F F V V
Exemplo: (CESPE) É válido o seguinte argumento: Se
F V V V V
Ana cometeu um crime perfeito, então Ana não é suspeita,
mas (e) Ana não cometeu um crime perfeito, então Ana é F F F F F
suspeita.
Portanto não é uma tautologia.
SOLUÇÃO:
Representando as premissas do enunciado na forma 2. As proposições “Luiz joga basquete porque Luiz é
de diagramas lógicos (ver artigo sobre diagramas lógicos), alto” e “Luiz não é alto porque Luiz não joga basquete”
obteremos: são logicamente equivalentes.

12
RACIOCÍNIO LÓGICO

A) Certo Fazendo a tabela verdade:


B) Errado
Resposta: A. P Q R (P→Q)^(~R)
São equivalentes por que “Luiz não é alto porque Luiz
não joga basquete” nega as duas partes da proposição, a V V V F
deixando equivalente a primeira. V V F V
V F V F
3. A sentença “A justiça e a lei nem sempre andam V F F F
pelos mesmos caminhos” pode ser representada sim-
bolicamente por PΛQ, em que as proposições P e Q são F V V F
convenientemente escolhidas. F V F V
A) Certo F F V F
B) Errado F F F V
Resposta: B. TJ-AC - Técnico Judiciário - Informática - CES-
Não, pois ^ representa o conectivo “e”, e o “e” é usado PE/2012)
para unir A justiça E a lei, e “A justiça” não pode ser con-
siderada uma proposição, pois não pode ser considerada
verdadeira ou falsa.

4. Considere que a tabela abaixo representa as


primeiras colunas da tabela-verdade da proposição

Logo, a coluna abaixo representa a última coluna


dessa tabela-verdade.

Com base na situação descrita acima, julgue o item


a seguir.

5. O argumento cujas premissas correspondem às


quatro afirmações do jornalista e cuja conclusão é “Pe-
dro não disputará a eleição presidencial da República”
é um argumento válido.
A) Certo A) Certo
B) Errado B) Errado

Resposta: A. Resposta: A.

13
RACIOCÍNIO LÓGICO

Argumento válido é aquele que pode ser concluído a partir das premissas, considerando que as premissas são verda-
deiras então tenho que:
Se João for eleito prefeito ele disputará a presidência;
Se João disputar a presidência então Pedro não vai disputar;
Se João não for eleito prefeito se tornará presidente do partido e não apoiará a candidatura de Pedro à presidência;
Se o presidente do partido não apoiar Pedro ele não disputará a presidência.
(PRF - Nível Superior - Conhecimentos Básicos - Todos os Cargos - CESPE/2012)
Um jovem, visando ganhar um novo smartphone no dia das crianças, apresentou à sua mãe a seguinte argumen-
tação: “Mãe, se tenho 25 anos, moro com você e papai, dou despesas a vocês e dependo de mesada, então eu não
ajo como um homem da minha idade. Se estou há 7 anos na faculdade e não tenho capacidade para assumir minhas
responsabilidades, então não tenho um mínimo de maturidade. Se não ajo como um homem da minha idade, sou
tratado como criança. Se não tenho um mínimo de maturidade, sou tratado como criança. Logo, se sou tratado como
criança, mereço ganhar um novo smartphone no dia das crianças”.
Com base nessa argumentação, julgue os itens a seguir..

6. A proposição “Se estou há 7 anos na faculdade e não tenho capacidade para assumir minhas responsabilidades,
então não tenho um mínimo de maturidade” é equivalente a “Se eu tenho um mínimo de maturidade, então não estou
há 7 anos na faculdade e tenho capacidade para assumir minhas responsabilidades”.
A) Certo
B) Errado

Resposta: B.

Equivalência de Condicional: P -> Q = ~ Q -> ~ P 


Negação de Proposição: ~ (P ^ Q)  =  ~ P v ~ Q 

P Q R ¬P ¬Q ¬R P^¬Q (P^¬Q) → ¬R ¬P^Q R→ (¬P^Q)


V V V F F F F V F F
V V F F F V F V F V
V F V F V F V F F F
V F F F V V V V F V
F V V V F F F V V V
F V F V F V F V V V
F F V V V F F V F F
F F F V V V F V F V

Portanto não são equivalentes.

7. Considere as seguintes proposições: “Tenho 25 anos”, “Moro com você e papai”, “Dou despesas a vocês” e “De-
pendo de mesada”. Se alguma dessas proposições for falsa, também será falsa a proposição “Se tenho 25 anos, moro
com você e papai, dou despesas a vocês e dependo de mesada, então eu não ajo como um homem da minha idade”.
A) Certo
B) Errado
Resposta: A.
(A^B^C^D) E
Ora, se A ou B ou C ou D estiver falsa como afirma o enunciado, logo torna a primeira parte da condicional falsa, (visto que
trata-se da conjunção) tornando- a primeira parte da condicional falsa, logo toda a proposição se torna verdadeira.

8. A proposição “Se não ajo como um homem da minha idade, sou tratado como criança, e se não tenho um mí-
nimo de maturidade, sou tratado como criança” é equivalente a “Se não ajo como um homem da minha idade ou não
tenho um mínimo de maturidade, sou tratado como criança”.
A) Certo
B) Errado
Resposta: A.
A = Se não ajo como um homem da minha idade,
B = sou tratado como criança,
C= se não tenho um mínimo de maturidade

14
RACIOCÍNIO LÓGICO

A B C ~A  ~C (~A → B) (~C → B) (~A v ~ C) (~A→ B) ^ (~ C→ B) (~A v ~ C)→ B


V V V F F V V F V V
V V F F V V V V V V
V F V F F V V F V V
V F F F V V F V F F
F V V V F V V V V V
F V F V V V V V V V
F F V V F F V V F F
F F F V V F F V F F

De acordo com a tabela verdade são equivalentes.

DIAGRAMAS LÓGICOS. ANÁLISE, INTERPRETAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE DADOS


APRESENTADOS EM TABELAS E GRÁFICOS.

Diagramas Lógicos

Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. Uma situação que esses diagramas poderão ser usa-
dos, é na determinação da quantidade de elementos que apresentam uma determinada característica.

Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro, 18 que dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto. Basean-
do-se nesses dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber: Quantas pessoas têm no grupo ou quantas dirigem somente
carro ou ainda quantas dirigem somente motos. Vamos inicialmente montar os diagramas dos conjuntos que representam os
motoristas de motos e motoristas de carros. Começaremos marcando quantos elementos tem a intersecção e depois com-
pletaremos os outros espaços.

Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo esse valor da quantidade de elementos dos conjuntos A e B. A
partir dos valores reais, é que poderemos responder as perguntas feitas.

15
RACIOCÍNIO LÓGICO

a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas. Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pes-
b) Dirigem somente carros 33 motoristas. soas leem apenas o jornal A. Verificamos que 500 pessoas
c) Dirigem somente motos 8 motoristas. não leem o jornal C, pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150.
No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferên- Notamos ainda que 700 pessoas foram entrevistadas, que é
cia quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada a soma 205 + 30 + 25 + 40 + 115 + 65 + 70 + 150.
a seguinte tabela:
Diagrama de Euler

Jornais Leitores Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn,


A 300 mas não precisa conter todas as zonas (onde uma zona é de-
finida como a área de intersecção entre dois ou mais contor-
B 250
nos). Assim, um diagrama de Euler pode definir um universo
C 200 de discurso, isto é, ele pode definir um sistema no qual cer-
AeB 70 tas intersecções não são possíveis ou consideradas. Assim,
um diagrama de Venn contendo os atributos para Animal,
AeC 65
Mineral e quatro patas teria que conter intersecções onde
BeC 105 alguns estão em ambos animal, mineral e de quatro patas.
A, B e C 40 Um diagrama de Venn, consequentemente, mostra todas as
possíveis combinações ou conjunções.
Nenhum 150

Para termos os valores reais da pesquisa, vamos inicial-


mente montar os diagramas que representam cada conjun-
to. A colocação dos valores começará pela intersecção dos
três conjuntos e depois para as intersecções duas a duas e
por último às regiões que representam cada conjunto in-
dividualmente. Representaremos esses conjuntos dentro de
um retângulo que indicará o conjunto universo da pesquisa. Diagramas de Euler consistem em curvas simples fecha-
das (geralmente círculos) no plano que mostra os conjuntos.
Os tamanhos e formas das curvas não são importantes: a
significância do diagrama está na forma como eles se so-
brepõem. As relações espaciais entre as regiões delimitadas
por cada curva (sobreposição, contenção ou nenhuma) cor-
respondem relações teóricas (subconjunto interseção e dis-
junção). Cada curva de Euler divide o plano em duas regiões
ou zonas estão: o interior, que representa simbolicamente os
elementos do conjunto, e o exterior, o que representa todos
os elementos que não são membros do conjunto. Curvas
cujos interiores não se cruzam representam conjuntos dis-
Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não juntos. Duas curvas cujos interiores se interceptam represen-
são leitores de nenhum dos três jornais. tam conjuntos que têm elementos comuns, a zona dentro
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos. de ambas as curvas representa o conjunto de elementos
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos. comuns a ambos os conjuntos (intersecção dos conjuntos).
Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos. Uma curva que está contido completamente dentro da zona
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos. interior de outro representa um subconjunto do mesmo.
Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos. Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de
Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos. diagramas de Euler. Um diagrama de Venn deve conter to-
Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os se- das as possíveis zonas de sobreposição entre as suas curvas,
guintes elementos: representando todas as combinações de inclusão / exclusão
de seus conjuntos constituintes, mas em um diagrama de
Euler algumas zonas podem estar faltando. Essa falta foi o
que motivou Venn a desenvolver seus diagramas. Existia a
necessidade de criar diagramas em que pudessem ser ob-
servadas, por meio de suposição, quaisquer relações entre
as zonas não apenas as que são “verdadeiras”.
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn)
são largamente utilizados para ensinar a teoria dos con-
juntos no campo da matemática ou lógica matemática no
campo da lógica. Eles também podem ser utilizados para

16
RACIOCÍNIO LÓGICO

representar relacionamentos complexos com mais clareza, já construir diagramas de Venn para dois ou três conjuntos,
que representa apenas as relações válidas. Em estudos mais surgem dificuldades quando se tenta usá-los para um nú-
aplicados esses diagramas podem ser utilizados para provar mero maior. Algumas construções possíveis são devidas ao
/ analisar silogismos que são argumentos lógicos para que próprio John Venn e a outros matemáticos como Anthony
se possa deduzir uma conclusão. W. F. Edwards, Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além dis-
so, encontram-se em uso outros diagramas similares aos
Diagramas de Venn de Venn, entre os quais os de Euler, Johnston, Pierce e Kar-
Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usa- naugh.
dos em matemática para simbolizar graficamente proprie-
dades, axiomas e problemas relativos aos conjuntos e sua Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo: su-
teoria. Os respectivos diagramas consistem de curvas fecha- ponha-se que o conjunto A representa os animais bípedes e
das simples desenhadas sobre um plano, de forma a simbo- o conjunto B representa os animais capazes de voar. A área
lizar os conjuntos e permitir a representação das relações de onde os dois círculos se sobrepõem, designada por intersec-
pertença entre conjuntos e seus elementos (por exemplo, 4 ção A e B ou intersecção A-B, conteria todas as criaturas que
∉ {3,4,5}, mas 4 ∉ {1,2,3,12}) e relações de continência ao mesmo tempo podem voar e têm apenas duas pernas
(inclusão) entre os conjuntos (por exemplo, {1, 3} ⊂ {1, 2, motoras.
3, 4}). Assim, duas curvas que não se tocam e estão uma no
espaço interno da outra simbolizam conjuntos que possuem
continência; ao passo que o ponto interno a uma curva re-
presenta um elemento pertencente ao conjunto.
Os diagramas de Venn são construídos com coleções
de curvas fechadas contidas em um plano. O interior dessas
Considere-se agora que cada espécie viva está repre-
curvas representa, simbolicamente, a coleção de elementos
sentada por um ponto situado em alguma parte do diagra-
do conjunto. De acordo com Clarence Irving Lewis, o “princí-
ma. Os humanos e os pinguins seriam marcados dentro do
pio desses diagramas é que classes (ou conjuntos) sejam re-
círculo A, na parte dele que não se sobrepõe com o círculo
presentadas por regiões, com tal relação entre si que todas
B, já que ambos são bípedes mas não podem voar. Os mos-
as relações lógicas possíveis entre as classes possam ser in-
quitos, que voam mas têm seis pernas, seriam representados
dicadas no mesmo diagrama. Isto é, o diagrama deixa espa-
dentro do círculo B e fora da sobreposição. Os canários, por
ço para qualquer relação possível entre as classes, e a rela-
sua vez, seriam representados na intersecção A-B, já que são
ção dada ou existente pode então ser definida indicando se bípedes e podem voar. Qualquer animal que não fosse bí-
alguma região em específico é vazia ou não-vazia”. Pode-se pede nem pudesse voar, como baleias ou serpentes, seria
escrever uma definição mais formal do seguinte modo: Seja marcado por pontos fora dos dois círculos.
C = (C1, C2, ... Cn) uma coleção de curvas fechadas simples Assim, o diagrama de dois conjuntos representa quatro
desenhadas em um plano. C é uma família independente se áreas distintas (a que fica fora de ambos os círculos, a parte
a região formada por cada uma das interseções X1 X2 ... Xn, de cada círculo que pertence a ambos os círculos (onde há
onde cada Xi é o interior ou o exterior de Ci, é não-vazia, em sobreposição), e as duas áreas que não se sobrepõem, mas
outras palavras, se todas as curvas se intersectam de todas estão em um círculo ou no outro):
as maneiras possíveis. Se, além disso, cada uma dessas re- - Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem
giões é conexa e há apenas um número finito de pontos de sobreposição).
interseção entre as curvas, então C é um diagrama de Venn - Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem
para n conjuntos. sobreposição).
Nos casos mais simples, os diagramas são representa- - Animais que possuem duas pernas e voam (sobrepo-
dos por círculos que se encobrem parcialmente. As partes sição).
referidas em um enunciado específico são marcadas com - Animais que não possuem duas pernas e não voam
uma cor diferente. Eventualmente, os círculos são represen- (branco - fora).
tados como completamente inseridos dentro de um retân- Essas configurações são representadas, respectivamen-
gulo, que representa o conjunto universo daquele particular te, pelas operações de conjuntos: diferença de A para B, di-
contexto (já se buscou a existência de um conjunto universo ferença de B para A, intersecção entre A e B, e conjunto com-
que pudesse abranger todos os conjuntos possíveis, mas plementar de A e B. Cada uma delas pode ser representada
Bertrand Russell mostrou que tal tarefa era impossível). A como as seguintes áreas (mais escuras) no diagrama:
ideia de conjunto universo é normalmente atribuída a Lewis
Carroll. Do mesmo modo, espaços internos comuns a dois
ou mais conjuntos representam a sua intersecção, ao passo
que a totalidade dos espaços pertencentes a um ou outro
conjunto indistintamente representa sua união.
John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX,
ampliando e formalizando desenvolvimentos anteriores de
Leibniz e Euler. E, na década de 1960, eles foram incorpora-
dos ao currículo escolar de matemática. Embora seja simples Diferença de A para B: A\B

17
RACIOCÍNIO LÓGICO

Diferença de B para A: B\A


Complementar de B em U: BC = U \ B

Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn fo-


cou-se sobretudo nos diagramas de três conjuntos. Alargan-
do o exemplo anterior, poderia-se introduzir o conjunto C
dos animais que possuem bico. Neste caso, o diagrama de-
Intersecção de dois conjuntos: AB fine sete áreas distintas, que podem combinar-se de 256 (28)
maneiras diferentes, algumas delas ilustradas nas imagens
seguintes.

Complementar de dois conjuntos: U \ (AB)

Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas


de 16 formas diferentes. Por exemplo, pode-se perguntar
sobre os animais que voam ou tem duas patas (pelo me-
nos uma das características); tal conjunto seria representado Diagrama de Venn mostrando todas as intersecções
pela união de A e B. Já os animais que voam e não possuem possíveis entre A, B e C.
duas patas mais os que não voam e possuem duas patas,
seriam representados pela diferença simétrica entre A e B.
Estes exemplos são mostrados nas imagens a seguir, que
incluem também outros dois casos.

União de três conjuntos: A B C

União de dois conjuntos: A B

Intersecção de três conjuntos: A B C


Diferença Simétrica de dois conjuntos: A B

Complementar de A em U: AC = U \ A

18
RACIOCÍNIO LÓGICO

A \ (B C) 1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então temos


as duas representações possíveis:
1 2
B
A = B
A

(B C) \ A Nenhum A é B. É falsa.
Algum A é B. É verdadeira.
Proposições Categóricas Algum A não é B. É falsa.
- Todo A é B
- Nenhum A é B 2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então
- Algum A é B e temos somente a representação:
- Algum A não é B
Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto
A é um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido
em B. Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo A B
que Todo B é A. Enunciados da forma Nenhum A é B afir-
mam que os conjuntos A e B são disjuntos, isto é, não tem
elementos em comum. Atenção: dizer que Nenhum A é B é
logicamente equivalente a dizer que Nenhum B é A.
Todo A é B. É falsa.
Por convenção universal em Lógica, proposições da for-
Algum A é B. É falsa.
ma Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo
Algum A não é B. É verdadeira.
menos um elemento em comum com o conjunto B. Contudo,
quando dizemos que Algum A é B, pressupomos que nem
3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as
todo A é B. Entretanto, no sentido lógico de algum, está per- quatro representações possíveis:
feitamente correto afirmar que “alguns de meus colegas es-
tão me elogiando”, mesmo que todos eles estejam. Dizer que
Algum A é B é logicamente equivalente a dizer que Algum B
é A. Também, as seguintes expressões são equivalentes: Al-
gum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem
que o conjunto A tem pelo menos um elemento que não
pertence ao conjunto B. Temos as seguintes equivalências:
Algum A não é B = Algum A é não B = Algum não B é A.
Mas não é equivalente a Algum B não é A. Nas proposições
categóricas, usam-se também as variações gramaticais dos
verbos ser e estar, tais como é, são, está, foi, eram, ..., como
elo de ligação entre A e B. Nenhum A é B. É falsa.
- Todo A é B = Todo A não é não B. Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em
- Algum A é B = Algum A não é não B. 1 e 2).
- Nenhum A é B = Nenhum A não é não B. Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa
- Todo A é não B = Todo A não é B. (em 3 e 4) – é indeterminada.
- Algum A é não B = Algum A não é B. 4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B. as três representações possíveis:
- Nenhum A é B = Todo A é não B.
- Todo A é B = Nenhum A é não B.
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-
versa).
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e
vice-versa).
Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas 3
Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das pro-
A B
posições categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum A é B,
Algum A é B e Algum A não é B, pode-se inferir de imediato
a verdade ou a falsidade de algumas ou de todas as outras.

19
RACIOCÍNIO LÓGICO

Todo A é B. É falsa. - 20 alunos praticam vôlei e basquete.


Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em - 60 alunos praticam futebol e 55 praticam basquete.
1 e 2 – é indeterminada). - 21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei.
Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em - o número de alunos que praticam só futebol é idêntico
1 e 2 – é indeterminada). ao número de alunos que praticam só vôlei.
- 17 alunos praticam futebol e vôlei.
QUESTÕES
- 45 alunos praticam futebol e basquete; 30, entre os 45,
01. Represente por diagrama de Venn-Euler não praticam vôlei.
(A) Algum A é B O número total de alunos do colégio, no atual semestre,
(B) Algum A não é B é igual a:
(C) Todo A é B (A) 93
(D) Nenhum A é B (B) 110
(C) 103
02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC) Con- (D) 99
siderando “todo livro é instrutivo” como uma proposição (E) 114
verdadeira, é correto inferir que:
(A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição neces- 07. Numa pesquisa, verificou-se que, das pessoas entre-
sariamente verdadeira. vistadas, 100 liam o jornal X, 150 liam o jornal Y, 20 liam os
(B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição necessa- dois jornais e 110 não liam nenhum dos dois jornais. Quan-
riamente verdadeira. tas pessoas foram entrevistadas?
(C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição ver- (A) 220
dadeira ou falsa. (B) 240
(D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verda- (C) 280
deira ou falsa. (D) 300
(E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição ne- (E) 340
cessariamente verdadeira.
03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam ins- 08. Em uma entrevista de mercado, verificou-se que
2.000 pessoas usam os produtos C ou D. O produto D é usa-
trumentos de sopro, 160 tocam instrumentos de corda e 60
do por 800 pessoas e 320 pessoas usam os dois produtos ao
tocam esses dois tipos de instrumentos. Quantos músicos
mesmo tempo. Quantas pessoas usam o produto C?
desta Filarmônica tocam:
(A) 1.430
(A) instrumentos de sopro ou de corda? (B) 1.450
(B) somente um dos dois tipos de instrumento? (C) 1.500
(C) instrumentos diferentes dos dois citados? (D) 1.520
(E) 1.600
04. (TTN - ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e
que “Nenhum G é R”, então é necessariamente verdadeiro
que: 09. Sabe-se que o sangue das pessoas pode ser classifi-
(A) algum A não é G; cado em quatro tipos quanto a antígenos. Em uma pesquisa
(B) algum A é G. efetuada num grupo de 120 pessoas de um hospital, cons-
(C) nenhum A é G; tatou-se que 40 delas têm o antígeno A, 35 têm o antígeno
(D) algum G é A; B e 14 têm o antígeno AB. Com base nesses dados, quantas
pessoas possuem o antígeno O?
(E) nenhum G é A;
(A) 50
(B) 52
05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol
(C) 59
mas não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas (D) 63
não praticam futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. Ao (E) 65
todo, existem 17 alunos que não praticam futebol. O núme-
ro de alunos da classe é: 10. Em uma universidade são lidos dois jornais, A e B.
(A) 30. Exatamente 80% dos alunos leem o jornal A e 60% leem o
(B) 35. jornal B. Sabendo que todo aluno é leitor de pelo menos
(C) 37. um dos jornais, encontre o percentual que leem ambos os
(D) 42. jornais.
(E) 44. (A) 40%
(B) 45%
06. Um colégio oferece a seus alunos a prática de um (C) 50%
ou mais dos seguintes esportes: futebol, basquete e vôlei. (D) 60%
Sabe-se que, no atual semestre: (E) 65%

20
RACIOCÍNIO LÓGICO

Respostas Com o diagrama completamente preenchido, fica fácil


01. achara as respostas: Quantos músicos desta Filarmônica to-
cam:
(A) a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do
problema: 100 + 60 + 180 = 340
b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 +
180 = 280
c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 - 340
(B) = 160

04. Esta questão traz, no enunciado, duas proposições


categóricas:
- Alguns A são R
(C) - Nenhum G é R
Devemos fazer a representação gráfica de cada uma de-
las por círculos para ajudar-nos a obter a resposta correta.
Vamos iniciar pela representação do Nenhum G é R, que é
(D) dada por dois círculos separados, sem nenhum ponto em
comum.

02. Resposta “B”.

Como já foi visto, não há uma representação gráfica


única para a proposição categórica do Alguns A são R, mas
geralmente a representação em que os dois círculos se inter-
ceptam (mostrada abaixo) tem sido suficiente para resolver
qualquer questão.
A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é ins-
trutivo” implica a total dissociação entre os diagramas. E es-
tamos com a situação inversa. A opção “B” é perfeitamente
correta. Percebam como todos os elementos do diagrama
“livro” estão inseridos no diagrama “instrutivo”. Resta neces-
sariamente perfeito que algum livro é instrutivo.
Agora devemos juntar os desenhos das duas proposi-
03. Seja C o conjunto dos músicos que tocam instru- ções categóricas para analisarmos qual é a alternativa cor-
mentos de corda e S dos que tocam instrumentos de sopro. reta. Como a questão não informa sobre a relação entre os
Chamemos de F o conjunto dos músicos da Filarmônica. Ao conjuntos A e G, então teremos diversas maneiras de repre-
resolver este tipo de problema faça o diagrama, assim você sentar graficamente os três conjuntos (A, G e R). A alterna-
poderá visualizar o problema e sempre comece a preencher tiva correta vai ser aquela que é verdadeira para quaisquer
os dados de dentro para fora. dessas representações. Para facilitar a solução da questão
não faremos todas as representações gráficas possíveis en-
Passo 1: 60 tocam os dois instrumentos, portanto, após tre os três conjuntos, mas sim, uma (ou algumas) represen-
fazermos o diagrama, este número vai no meio. tação(ões) de cada vez e passamos a analisar qual é a al-
Passo 2: ternativa que satisfaz esta(s) representação(ões), se tivermos
a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os que somente uma alternativa que satisfaça, então já achamos a
só tocam corda são, portanto 160 - 60 = 100 resposta correta, senão, desenhamos mais outra representa-
b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180 ção gráfica possível e passamos a testar somente as alterna-
tivas que foram verdadeiras. Tomemos agora o seguinte de-
Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos senho, em que fazemos duas representações, uma em que
acima: o conjunto A intercepta parcialmente o conjunto G, e outra
em que não há intersecção entre eles.

100 60 180

21
RACIOCÍNIO LÓGICO

Teste das alternativas: Começamos resolvendo pelo que é comum: 20 alunos


Teste da alternativa “A” (algum A não é G). Observando gostam de ler os dois.
os desenhos dos círculos, verificamos que esta alternativa é Leem somente A: 100 – 20 = 80
verdadeira para os dois desenhos de A, isto é, nas duas re- Leem somente B: 150 – 20 = 130
presentações há elementos em A que não estão em G. Pas- Totaliza: 80 + 20 + 130 + 110 = 340 pessoas.
semos para o teste da próxima alternativa. 08. Resposta “D”.
Teste da alternativa “B” (algum A é G). Observando os
A B
desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de
A que está mais a direita, esta alternativa não é verdadeira,
isto é, tem elementos em A que não estão em G. Pelo mes-
1200 320 480
mo motivo a alternativa “D” não é correta. Passemos para a
próxima.
Teste da alternativa “C” (Nenhum A é G). Observando os
Somente B: 800 – 320 = 480
desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A
Usam A = total – somente B = 2000 – 480 = 1520.
que está mais a esquerda, esta alternativa não é verdadeira,
isto é, tem elementos em A que estão em G. Pelo mesmo
09. Resposta “C”.
motivo a alternativa “E” não é correta. Portanto, a resposta é
a alternativa “A”. A B
05. Resposta “E”.
+ 59
26 14 21

Começa-se resolvendo pelo AB, então somente A = 40


– 14 = 26 e somente B = 35 – 14 = 21.
Somando-se A, B e AB têm-se 61, então o O são 120 –
n = 20 + 7 + 8 + 9 61 = 59 pessoas.
n = 44
10. Resposta “A”.
06. Resposta “D”. - Jornal A → 0,8 – x
n(FeB) = 45 e n(FeB -V) = 30 → n(FeBeV) = 15 - Jornal B → 0,6 – x
n(FeV) = 17 com n(FeBeV) = 15 → n(FeV - B) = 2 - Intersecção → x
n(F) = n(só F) + n(FeB-V) + n(FeV -B) + n(FeBeV)
60 = n(só F) + 30 + 2 + 15 → n(só F) = 13 Então fica:
n(sóF) = n(sóV) = 13
n(B) = n(só B) + n(BeV) + n(BeF-V) → n(só B) = 65 - 20 (0,8 - x) + (0,6 - x) + x = 1
– 30 = 15 - x + 1,4 = 1
n(nem F nem B nem V) = n(nem F nem V) - n(solo B) = - x = - 0,4
21- 15 = 6 x = 0,4.
Total = n(B) + n(só F) + n(só V) + n(Fe V - B) + n(nemF
Resposta “40% dos alunos leem ambos os jornais”.
nemB nemV) = 65 + 13 + 13 + 2 + 6 = 99.

07. Resposta “E”.

A B

80 20 130 + 110

22
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Conceitos básicos de operação de microcomputadores. Noções básicas de operação de microcomputadores em rede


local. .............................................................................................................................................................................................................................. 01
Operação do sistema operacional Windows 2003, XP, 7, 8 e 10. Uso de arquivos, pastas e operações mais frequentes,
uso de aplicativos e ferramentas. ...................................................................................................................................................................... 23
Operação do editor de textos Word 2003/2010/2013/365: conceitos básicos; principais comandos aplicáveis ao texto;
uso de tabelas, mala direta e ferramentas; impressão de documentos; compartilhamento de documentos; modelos,
temas e estilos; editoração eletrônica; edição de múltiplos documentos. ....................................................................................... 56
Operação da planilha Excel 2003/2010/2013/365: conceitos básicos; digitação e edição de dados; construção de fórmu-
las para cálculos de valores; criação de gráficos; formatação de dados e planilhas. ................................................................... 83
Noções gerais de utilização da Internet e suas ferramentas.................................................................................................................111
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

MAINFRAMES
CONCEITOS BÁSICOS DE OPERAÇÃO DE
MICROCOMPUTADORES. NOÇÕES BÁSICAS
DE OPERAÇÃO DE MICROCOMPUTADORES
EM REDE LOCAL.

HISTÓRICO

Os primeiros computadores construídos pelo homem


foram idealizados como máquinas para processar números
(o que conhecemos hoje como calculadoras), porém, tudo
era feito fisicamente.

Existia ainda um problema, porque as máquinas pro-


cessavam os números, faziam operações aritméticas, mas
depois não sabiam o que fazer com o resultado, ou seja,
eram simplesmente máquinas de calcular, não recebiam
instruções diferentes e nem possuíam uma memória. Até
então, os computadores eram utilizados para pouquíssi-
mas funções, como calcular impostos e outras operações.
Os computadores de uso mais abrangente apareceram Os computadores podem ser classificados pelo porte.
logo depois da Segunda Guerra Mundial. Os EUA desen- Basicamente, existem os de grande porte ― mainframes
volveram ― secretamente, durante o período ― o primei- ― e os de pequeno porte ― microcomputadores ― sen-
ro grande computador que calculava trajetórias balísticas. do estes últimos divididos em duas categorias: desktops ou
A partir daí, o computador começou a evoluir num ritmo torres e portáteis (notebooks, laptops, handhelds e smar-
cada vez mais acelerado, até chegar aos dias de hoje. tphones).
Conceitualmente, todos eles realizam funções internas
idênticas, mas em escalas diferentes.
Código Binário, Bit e Byte
Os mainframes se destacam por ter alto poder de pro-
cessamento, muita capacidade de memória e por controlar
O sistema binário (ou código binário) é uma repre-
atividades com grande volume de dados. Seu custo é bas-
sentação numérica na qual qualquer unidade pode ser
tante elevado. São encontrados, geralmente, em bancos,
demonstrada usando-se apenas dois dígitos: 0 e 1. Esta é
grandes empresas e centros de pesquisa.
a única linguagem que os computadores entendem. Cada
um dos dígitos utilizados no sistema binário é chamado de
CLASSIFICAÇÃO DOS COMPUTADORES
Binary Digit (Bit), em português, dígito binário e representa
a menor unidade de informação do computador. A classificação de um computador pode ser feita de
diversas maneiras. Podem ser avaliados:
Os computadores geralmente operam com grupos de • Capacidade de processamento;
bits. Um grupo de oito bits é denominado Byte. Este pode • Velocidade de processamento;
ser usado na representação de caracteres, como uma letra • Capacidade de armazenamento das informações;
(A-Z), um número (0-9) ou outro símbolo qualquer (#, %, • Sofisticação do software disponível e compatibi-
*,?, @), entre outros. lidade;
• Tamanho da memória e tipo de CPU (Central Pro-
Assim como podemos medir distâncias, quilos, tama- cessing Uni), Unidade Central de Processamento.
nhos etc., também podemos medir o tamanho das infor-
mações e a velocidade de processamento dos computa- TIPOS DE MICROCOMPUTADORES
dores. A medida padrão utilizada é o byte e seus múltiplos,
conforme demonstramos na tabela abaixo: Os microcomputadores atendem a uma infinidade de
aplicações. São divididos em duas plataformas: PC (compu-
tadores pessoais) e Macintosh (Apple).
Os dois padrões têm diversos modelos, configurações
e opcionais. Além disso, podemos dividir os microcompu-
tadores em desktops, que são os computadores de mesa,
com uma torre, teclado, mouse e monitor e portáteis, que
podem ser levados a qualquer lugar.

1
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

DESKTOPS Para tentarmos definir o que seja processamento de


dados temos de ver o que existe em comum em todas es-
São os computadores mais comuns. Geralmente dis- tas atividades. Ao analisarmos, podemos perceber que em
põem de teclado, mouse, monitor e gabinete separados todas elas são dadas certas informações iniciais, as quais
fisicamente e não são movidos de lugar frequentemente, chamamos de dados.
uma vez que têm todos os componentes ligados por cabos. E que estes dados foram sujeitos a certas transforma-
São compostos por: ções, com as quais foram obtidas as informações.
• Monitor (vídeo) O processamento de dados sempre envolve três fases
• Teclado essenciais: Entrada de Dados, Processamento e Saída da
• Mouse Informação.
• Gabinete: Placa-mãe, CPU (processador), memó- Para que um sistema de processamento de dados fun-
rias, drives, disco rígido (HD), modem, portas USB etc. cione ao contento, faz-se necessário que três elementos
funcionem em perfeita harmonia, são eles:
PORTÁTEIS
Hardware
Os computadores portáteis possuem todas as partes Hardware é toda a parte física que compõe o sistema
integradas num só conjunto. Mouse, teclado, monitor e de processamento de dados: equipamentos e suprimentos
gabinete em uma única peça. Os computadores portáteis tais como: CPU, disquetes, formulários, impressoras.
começaram a aparecer no início dos anos 80, nos Estados
Unidos e hoje podem ser encontrados nos mais diferen- Software
tes formatos e tamanhos, destinados a diferentes tipos de É toda a parte lógica do sistema de processamento de
operações. dados. Desde os dados que armazenamos no hardware,
até os programas que os processam.
LAPTOPS
Peopleware
Também chamados de notebooks, são computadores Esta é a parte humana do sistema: usuários (aqueles
portáteis, leves e produzidos para serem transportados fa- que usam a informática como um meio para a sua ativi-
cilmente. Os laptops possuem tela, geralmente de Liquid dade fim), programadores e analistas de sistemas (aqueles
Crystal Display (LCD), teclado, mouse (touchpad), disco rí-
que usam a informática como uma atividade fim).
gido, drive de CD/DVD e portas de conexão. Seu nome vem
Embora não pareça, a parte mais complexa de um sis-
da junção das palavras em inglês lap (colo) e top (em cima),
tema de processamento de dados é, sem dúvida o People-
significando “computador que cabe no colo de qualquer
ware, pois por mais moderna que sejam os equipamentos,
pessoa”.
por mais fartos que sejam os suprimentos, e por mais inte-
NETBOOKS ligente que se apresente o software, de nada adiantará se
as pessoas (peopleware) não estiverem devidamente trei-
São computadores portáteis muito parecidos com o nadas a fazer e usar a informática.
notebook, porém, em tamanho reduzido, mais leves, mais O alto e acelerado crescimento tecnológico vem apri-
baratos e não possuem drives de CD/ DVD. morando o hardware, seguido de perto pelo software.
Equipamentos que cabem na palma da mão, softwares que
PDA transformam fantasia em realidade virtual não são mais
novidades. Entretanto ainda temos em nossas empresas
É a abreviação do inglês Personal Digital Assistant e pessoas que sequer tocaram algum dia em um teclado de
também são conhecidos como palmtops. São computado- computador.
res pequenos e, geralmente, não possuem teclado. Para a Mesmo nas mais arrojadas organizações, o relaciona-
entrada de dados, sua tela é sensível ao toque. É um assis- mento entre as pessoas dificulta o trâmite e consequente
tente pessoal com boa quantidade de memória e diversos processamento da informação, sucateando e subutilizando
programas para uso específico. equipamentos e softwares. Isto pode ser vislumbrado, so-
bretudo nas instituições públicas.
SMARTPHONES
POR DENTRO DO GABINETE
São telefones celulares de última geração. Possuem
alta capacidade de processamento, grande potencial de
armazenamento, acesso à Internet, reproduzem músicas,
vídeos e têm outras funcionalidades.

Sistema de Processamento de Dados

Quando falamos em “Processamento de Dados” trata-


mos de uma grande variedade de atividades que ocorre
tanto nas organizações industriais e comerciais, quanto na
vida diária de cada um de nós.

2
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Identificaremos as partes internas do computador, lo- o microcomputador. Durante o processo de inicialização, o


calizadas no gabinete ou torre: BIOS é o responsável pelo reconhecimento dos componen-
tes de hardware instalados, dar o boot, e prover informa-
• Motherboard (placa-mãe) ções básicas para o funcionamento do sistema.
• Processador O BIOS é a camada (vide diagrama 1.1) que viabiliza a
• Memórias utilização de Sistemas Operacionais diferentes (Linux, Unix,
• Fonte de Energia Hurd, BSD, Windows, etc.) no microcomputador. É no BIOS
• Cabos que estão descritos os elementos necessários para ope-
• Drivers racionalizar o Hardware, possibilitando aos diversos S.O.
• Portas de Entrada/Saída acesso aos recursos independe de suas características es-
pecíficas.
MOTHERBOARD (PLACA-MÃE)

É uma das partes mais importantes do computador. A


motherboard é uma placa de circuitos integrados que ser-
ve de suporte para todas as partes do computador. O BIOS é gravado em um chip de memória do tipo
Praticamente, tudo fica conectado à placa-mãe de al- EPROM (Erased Programmable Read Only Memory). É um
guma maneira, seja por cabos ou por meio de barramentos. tipo de memória “não volátil”, isto é, desligando o com-
A placa mãe é desenvolvida para atender às caracte- putador não há a perda das informações (programas) nela
rísticas especificas de famílias de processadores, incluindo contida. O BIOS é contem 2 programas: POST (Power On
até a possibilidade de uso de processadores ainda não Self Test) e SETUP para teste do sistema e configuração dos
lançados, mas que apresentem as mesmas características parâmetros de inicialização, respectivamente, e de funções
previstas na placa. básicas para manipulação do hardware utilizadas pelo Sis-
A placa mãe é determinante quanto aos componentes tema Operacional.
que podem ser utilizados no micro e sobre as possibilida- Quando inicializamos o sistema, um programa chama-
des de upgrade, influenciando diretamente na performan- do POST conta a memória disponível, identifica dispositi-
ce do micro. vos plug-and-play e realiza uma checagem geral dos com-
ponentes instalados, verificando se existe algo de errado
Diversos componentes integram a placa-mãe, como: com algum componente. Após o término desses testes, é
• Chipset emitido um relatório com várias informações sobre o hard-
Denomina-se chipset os circuitos de apoio ao micro- ware instalado no micro. Este relatório é uma maneira fácil
computador que gerenciam praticamente todo o funciona- e rápida de verificar a configuração de um computador.
Para paralisar a imagem tempo suficiente para conseguir
mento da placa-mãe (controle de memória cache, DRAM,
ler as informações, basta pressionar a tecla “pause/break”
controle do buffer de dados, interface com a CPU, etc.).
do teclado.
O chipset é composto internamente de vários outros
Caso seja constatado algum problema durante o POST,
pequenos chips, um para cada função que ele executa. Há serão emitidos sinais sonoros indicando o tipo de erro en-
um chip controlador das interfaces IDE, outro controlador contrado. Por isso, é fundamental a existência de um alto-
das memórias, etc. Existem diversos modelos de chipsets, falante conectado à placa mãe.
cada um com recursos bem diferentes. Atualmente algumas motherboards já utilizam chips de
Devido à complexidade das motherboards, da sofisti- memória com tecnologia flash. Memórias que podem ser
cação dos sistemas operacionais e do crescente aumento atualizadas por software e também não perdem seus da-
do clock, o chipset é o conjunto de CIs (circuitos integra- dos quando o computador é desligado, sem necessidade
dos) mais importante do microcomputador. Fazendo uma de alimentação permanente.
analogia com uma orquestra, enquanto o processador é o As BIOS mais conhecidas são: AMI, Award e Phoenix.
maestro, o chipset seria o resto! 50% dos micros utilizam BIOS AMI.

• BIOS • Memória CMOS

O BIOS (Basic Input Output System), ou sistema básico CMOS (Complementary Metal-Oxide Semicondutor)
de entrada e saída, é a primeira camada de software do é uma memória formada por circuitos integrados de bai-
micro, um pequeno programa que tem a função de “iniciar” xíssimo consumo de energia, onde ficam armazenadas as

3
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

informações do sistema (setup), acessados no momento por si só: para interagir com o usuário é necessário memó-
do BOOT. Estes dados são atribuídos na montagem do mi- ria, dispositivos de entrada e saída, conversores de sinais,
crocomputador refletindo sua configuração (tipo de win- entre outros.
chester, números e tipo de drives, data e hora, configura- É o processador quem determina a velocidade de pro-
ções gerais, velocidade de memória, etc.) permanecendo cessamento dos dados na máquina. Os primeiros modelos
armazenados na CMOS enquanto houver alimentação da comerciais começaram a surgir no início dos anos 80.
bateria interna. Algumas alterações no hardware (troca e/
ou inclusão de novos componentes) podem implicar na al- • Clock Speed ou Clock Rate
teração de alguns desses parâmetros. É a velocidade pela qual um microprocessador execu-
Muitos desses itens estão diretamente relacionados ta instruções. Quanto mais rápido o clock, mais instruções
com o processador e seu chipset e portanto é recomen- uma CPU pode executar por segundo.
dável usar os valores default sugerido pelo fabricante da Usualmente, a taxa de clock é uma característica fixa do
BIOS. Mudanças nesses parâmetros pode ocasionar o tra- processador. Porém, alguns computadores têm uma “cha-
vamento da máquina, intermitência na operação, mau fun- ve” que permite 2 ou mais diferentes velocidades de clock.
cionamento dos drives e até perda de dados do HD. Isto é útil porque programas desenvolvidos para trabalhar
em uma máquina com alta velocidade de clock podem não
• Slots para módulos de memória trabalhar corretamente em uma máquina com velocidade
Na época dos micros XT e 286, os chips de memória de clock mais lenta, e vice versa. Além disso, alguns com-
eram encaixados (ou até soldados) diretamente na placa ponentes de expansão podem não ser capazes de trabalhar
mãe, um a um. O agrupamento dos chips de memória em a alta velocidade de clock.
módulos (pentes), inicialmente de 30 vias, e depois com 72 Assim como a velocidade de clock, a arquitetura inter-
e 168 vias, permitiu maior versatilidade na composição dos na de um microprocessador tem influência na sua perfor-
bancos de memória de acordo com as necessidades das mance. Dessa forma, 2 CPUs com a mesma velocidade de
aplicações e dos recursos financeiros disponíveis. clock não necessariamente trabalham igualmente. Enquan-
Durante o período de transição para uma nova tecno- to um processador Intel 80286 requer 20 ciclos para multi-
logia é comum encontrar placas mãe com slots para mais plicar 2 números, um Intel 80486 (ou superior) pode fazer
de um modelo. Atualmente as placas estão sendo pro-
o mesmo cálculo em um simples ciclo. Por essa razão, estes
duzidas apenas com módulos de 168 vias, mas algumas
novos processadores poderiam ser 20 vezes mais rápido
comportam memórias de mais de um tipo (não simulta-
que os antigos mesmo se a velocidade de clock fosse a
neamente): SDRAM, Rambus ou DDR-SDRAM.
mesma. Além disso, alguns microprocessadores são supe-
rescalar, o que significa que eles podem executar mais de
• Clock
uma instrução por ciclo.
Relógio interno baseado num cristal de Quartzo que
gera um pulso elétrico. A função do clock é sincronizar to- Como as CPUs, os barramentos de expansão também
dos os circuitos da placa mãe e também os circuitos inter- têm a sua velocidade de clock. Seria ideal que as velocida-
nos do processador para que o sistema trabalhe harmoni- des de clock da CPU e dos barramentos fossem a mesma
camente. para que um componente não deixe o outro mais lento. Na
Estes pulsos elétricos em intervalos regulares são me- prática, a velocidade de clock dos barramentos é mais lenta
didos pela sua frequência cuja unidade é dada em hertz que a velocidade da CPU.
(Hz). 1 MHz é igual a 1 milhão de ciclos por segundo. Nor-
malmente os processadores são referenciados pelo clock • Overclock
ou frequência de operação: Pentium IV 2.8 MHz. Overclock é o aumento da frequência do processador
para que ele trabalhe mais rapidamente.
PROCESSADOR A frequência de operação dos computadores domésti-
cos é determinada por dois fatores:

• A velocidade de operação da placa-mãe, conhecida


também como velocidade de barramento, que nos compu-
tadores Pentium pode ser de 50, 60 e 66 MHz.

• Um multiplicador de clock, criado a partir dos 486


que permite ao processador trabalhar internamente a uma
velocidade maior que a da placa-mãe. Vale lembrar que
os outros periféricos do computador (memória RAM, cache
L2, placa de vídeo, etc.) continuam trabalhando na veloci-
dade de barramento.
Como exemplo, um computador Pentium 166 trabalha
O microprocessador, também conhecido como pro- com velocidade de barramento de 66 MHz e multiplica-
cessador, consiste num circuito integrado construído para dor de 2,5x. Fazendo o cálculo, 66 x 2,5 = 166, ou seja, o
realizar cálculos e operações. Ele é a parte principal do processador trabalha a 166 MHz, mas se comunica com os
computador, mas está longe de ser uma máquina completa demais componentes do micro a 66 MHz.

4
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Tendo um processador Pentium 166 (como o do exem- MEMÓRIAS


plo acima), pode-se fazê-lo trabalhar a 200 MHz, simples-
mente aumentando o multiplicador de clock de 2,5x para
3x. Caso a placa-mãe permita, pode-se usar um barramen-
to de 75 ou até mesmo 83 MHz (algumas placas mais mo-
dernas suportam essa velocidade de barramento). Neste
caso, mantendo o multiplicador de clock de 2,5x, o Pentium
166 poderia trabalhar a 187 MHz (2,5 x 75) ou a 208 MHz
(2,5 x 83). As frequências de barramento e do multiplicador
podem ser alteradas simplesmente através de jumpers de
configuração da placa-mãe, o que torna indispensável o
manual da mesma. O aumento da velocidade de barramen-
to da placa-mãe pode criar problemas caso algum perifé-
rico (como memória RAM, cache L2, etc.) não suporte essa
velocidade. Vamos chamar de memória o que muitos autores de-
nominam memória primária, que é a memória interna do
Quando se faz um overclock, o processador passa a computador, sem a qual ele não funciona.
trabalhar a uma velocidade maior do que ele foi projetado, A memória é formada, geralmente, por chips e é uti-
fazendo com que haja um maior aquecimento do mesmo. lizada para guardar a informação para o processador num
Com isto, reduz-se a vida útil do processador de cerca de determinado momento, por exemplo, quando um progra-
20 para 10 anos (o que não chega a ser um problema já ma está sendo executado.
que os processadores rapidamente se tornam obsoletos). As memórias ROM (Read Only Memory - Memória So-
Esse aquecimento excessivo pode causar também frequen- mente de Leitura) e RAM (Random Access Memory - Me-
tes “crashes” (travamento) do sistema operacional durante mória de Acesso Randômico) ficam localizadas junto à pla-
o seu uso, obrigando o usuário a reiniciar a máquina. ca-mãe. A ROM são chips soldados à placa-mãe, enquanto
Ao fazer o overclock, é indispensável a utilização de um a RAM são “pentes” de memória.
cooler (ventilador que fica sobre o processador para redu-
FONTE DE ENERGIA
zir seu aquecimento) de qualidade e, em alguns casos, uma
pasta térmica especial que é passada diretamente sobre a
superfície do processador.

Atualmente fala-se muito em CORE, seja dual, duo ou


quad, essa denominação refere-se na verdade ao núcleo
do processador, onde fica a ULA (Unidade Aritmética e Ló-
gica). Nos modelos DUAL ou DUO, esse núcleo é duplica-
do, o que proporciona uma execução de duas instruções
efetivamente ao mesmo tempo, embora isto não aconteça
o tempo todo. Basta uma instrução precisar de um dado
gerado por sua “concorrente” que a execução paralela tor- É um aparelho que transforma a corrente de eletricida-
na-se inviável, tendo uma instrução que esperar pelo tér- de alternada (que vem da rua), em corrente contínua, para
mino da outra. Os modelos QUAD CORE possuem o núcleo ser usada nos computadores. Sua função é alimentar todas
quadruplicado. as partes do computador com energia elétrica apropriada
para seu funcionamento.
Esses são os processadores fabricados pela INTEL, em- Fica ligada à placa-mãe e aos outros dispositivos por
presa que foi pioneira nesse tipo de produto. Temos tam- meio de cabos coloridos com conectores nas pontas.
bém alguns concorrentes famosos dessa marca, tais como
CABOS
NEC, Cyrix e AMD; sendo que atualmente apenas essa últi-
ma marca mantém-se fazendo frente aos lançamentos da
INTEL no mercado. Por exemplo, um modelo muito popular
de 386 foi o de 40 MHz, que nunca foi feito pela INTEL, cujo
386 mais veloz era de 33 MHz, esse processador foi obra
da AMD. Desde o lançamento da linha Pentium, a AMD foi
obrigada a criar também novas denominações para seus
processadores, sendo lançados modelos como K5, K6-2,
K7, Duron (fazendo concorrência direta à ideia do Celeron)
e os mais atuais como: Athlon, Turion, Opteron e Phenom.

5
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Podemos encontrar diferentes tipos de cabos dentro MEMÓRIAS E DISPOSITIVOS


do gabinete: podem ser de energia ou de dados e co- DE ARMAZENAMENTO
nectam dispositivos, como discos rígidos, drives de CDs e
DVDs, LEDs (luzes), botão liga/desliga, entre outros, à pla- Memórias
ca-mãe.
Os tipos de cabos encontrados dentro do PC são: IDE, Memória ROM
SATA, SATA2, energia e som.

DRIVERS

No microcomputador também se encontram as me-


mórias definidas como dispositivos eletrônicos respon-
São dispositivos de suporte para mídias - fixas ou re- sáveis pelo armazenamento de informações e instruções
movíveis - de armazenamento de dados, nos quais a in- utilizadas pelo computador.
formação é gravada por meio digital, ótico, magnético ou Read Only Memory (ROM) é um tipo de memória em
mecânico.
que os dados não se perdem quando o computador é des-
Hoje, os tipos mais comuns são o disco rígido ou HD,
ligado. Este tipo de memória é ideal para guardar dados
os drives de CD/DVD e o pen drive. Os computadores mais
da BIOS (Basic Input/Output System - Sistema Básico de
antigos ainda apresentam drives de disquetes, que são
Entrada/Saída) da placa-mãe e outros dispositivos.
bem pouco usados devido à baixa capacidade de armaze-
namento. Todos os drives são ligados ao computador por
Os tipos de ROM usados atualmente são:
meio de cabos.

PORTAS DE ENTRADA/SAÍDA • Electrically-Erasable Programmable Read-Only


Memory (Eeprom)
É um tipo de PROM que pode ser apagada simples-
mente com uma carga elétrica, podendo ser, posterior-
mente, gravada com novos dados. Depois da NVRAM é o
tipo de memória ROM mais utilizado atualmente.

• Non-Volatile Random Access Memory (Nvram)

Também conhecida como flash RAM ou memória flash,


a NVRAM é um tipo de memória RAM que não perde os
dados quando desligada. Este tipo de memória é o mais
usado atualmente para armazenar os dados da BIOS, não
só da placa-mãe, mas de vários outros dispositivos, como
modems, gravadores de CD-ROM etc.
É justamente o fato do BIOS da placa-mãe ser gravado
São as portas do computador nas quais se conectam em memória flash que permite realizarmos upgrades de
todos os periféricos. São utilizadas para entrada e saída de BIOS. Na verdade essa não é exatamente uma memória
dados. Os computadores de hoje apresentam normalmen- ROM, já que pode ser reescrita, mas a substitui com van-
te as portas USB, VGA, FireWire, HDMI, Ethernet e Modem. tagens.
Veja alguns exemplos de dispositivos ligados ao com-
putador por meio dessas Portas: modem, monitor, pen dri- • Programmable Read-Only Memory (Prom)
ve, HD externo, scanner, impressora, microfone, Caixas de É um tipo de memória ROM, fabricada em branco, sen-
som, mouse, teclado etc. do programada posteriormente. Uma vez gravados os da-
Obs.: são dignas de citação portas ainda bastante dos, eles não podem ser alterados. Este tipo de memória é
usadas, como as portas paralelas (impressoras e scan- usado em vários dispositivos, assim como em placas-mãe
ners) e as portas PS/2(mouses e teclados). antigas.

6
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Memoria RAM DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO

Disco Rígido (HD)

Random Access Memory (RAM) - Memória de acesso


aleatório onde são armazenados dados em tempo de pro-
cessamento, isto é, enquanto o computador está ligado e,
também, todas as informações que estiverem sendo exe-
cutadas, pois essa memória é mantida por pulsos elétricos.
Todo conteúdo dela é apagado ao desligar-se a máquina, O disco rígido é popularmente conhecido como HD
por isso é chamada também de volátil. (Hard Disk Drive - HDD) e é comum ser chamado, também,
O módulo de memória é um componente adicionado à de memória, mas ao contrário da memória RAM, quando o
placa-mãe. É composto de uma série de pequenos circui- computador é desligado, não perde as informações.
tos integrados, chamados chip de RAM. A memória pode O disco rígido é, na verdade, o único dispositivo para
ser aumentada, de acordo com o tipo de equipamento ou armazenamento de informações indispensável ao funcio-
das necessidades do usuário. O local onde os chips de me- namento do computador. É nele que ficam guardados to-
mória são instalados chama-se SLOT de memória. dos os dados e arquivos, incluindo o sistema operacional.
A memória ganhou melhor desempenho com versões Geralmente é ligado à placa-mãe por meio de um cabo,
mais poderosas, como DRAM (Dynamic RAM - RAM dinâ- que pode ser padrão IDE, SATA ou SATA2.
mica), EDO (Extended Data Out - Saída Estendida Dados),
entre outras, que proporcionam um aumento no desempe- HD Externo
nho de 10% a 30% em comparação à RAM tradicional. Hoje,
as memórias mais utilizadas são do tipo DDR2 e DDR3.

Memória Cache

Os HDs externos são discos rígidos portáteis com alta


capacidade de armazenamento, chegando facilmente à
casa dos Terabytes. Eles, normalmente, funcionam a partir
de qualquer entrada USB do computador.

As grandes vantagens destes dispositivos são:


A memória cache é um tipo de memória de acesso • Alta capacidade de armazenamento;
rápido utilizada, exclusivamente, para armazenamento de • Facilidade de instalação;
dados que provavelmente serão usados novamente. • Mobilidade, ou seja, pode-se levá-lo para qual-
Quando executamos algum programa, por exemplo, quer lugar sem necessidade de abrir o computador.
parte das instruções fica guardada nesta memória para CD, CD-R e CD-RW
que, caso posteriormente seja necessário abrir o programa
novamente, sua execução seja mais rápida. O Compact Disc (CD) foi criado no começo da década
Atualmente, a memória cache já é estendida a outros de 80 e é hoje um dos meios mais populares de armazenar
dispositivos, a fim de acelerar o processo de acesso aos dados digitalmente.
dados. Os processadores e os HDs, por exemplo, já utilizam Sua composição é geralmente formada por quatro ca-
este tipo de armazenamento. madas:

7
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

• Uma camada de policarbonato (espécie de plásti- Pen Drive


co), onde ficam armazenados os dados
• Uma camada refletiva metálica, com a finalidade
de refletir o laser
• Uma camada de acrílico, para proteger os dados
• Uma camada superficial, onde são impressos os
rótulos
Na camada de gravação existe uma grande espiral que
tem um relevo de partes planas e partes baixas que repre-
É um dispositivo de armazenamento de dados em me-
sentam os bits. Um feixe de laser “lê” o relevo e converte a
mória flash e conecta-se ao computador por uma porta
informação. Temos hoje, no mercado, três tipos principais
USB. Ele combina diversas tecnologias antigas com baixo
de CDs: custo, baixo consumo de energia e tamanho reduzido, gra-
ças aos avanços nos microprocessadores. Funciona, ba-
1. CD comercial sicamente, como um HD externo e quando conectado ao
(que já vem gravado com música ou dados) computador pode ser visualizado como um drive. O pen
drive também é conhecido como thumbdrive (por ter o ta-
2. CD-R manho aproximado de um dedo polegar - thumb), flashdri-
(que vem vazio e pode ser gravado uma única vez) ve (por usar uma memória flash) ou, ainda, disco removível.
Ele tem a mesma função dos antigos disquetes e dos
3. CD-RW CDs, ou seja, armazenar dados para serem transportados,
(que pode ter seus dados apagados e regravados) porém, com uma capacidade maior, chegando a 256 GB.
Atualmente, a capacidade dos CDs é armazenar cerca
de 700 MB ou 80 minutos de música. Cartão de Memória

DVD, DVD-R e DVD-RW

O Digital Vídeo Disc ou Digital Versatille Disc (DVD) é


hoje o formato mais comum para armazenamento de vídeo
digital. Foi inventado no final dos anos 90, mas só se popu-
larizou depois do ano 2000. Assim como o CD, é composto
por quatro camadas, com a diferença de que o feixe de
laser que lê e grava as informações é menor, possibilitando Assim como o pen drive, o cartão de memória é um
uma espiral maior no disco, o que proporciona maior capa- tipo de dispositivo de armazenamento de dados com me-
cidade de armazenamento. mória flash, muito encontrado em máquinas fotográficas
Também possui as versões DVD-R e DVD-RW, sendo digitais e aparelhos celulares smartphones.
R de gravação única e RW que possibilita a regravação de Nas máquinas digitais registra as imagens capturadas
dados. A capacidade dos DVDs é de 120 minutos de vídeo e nos telefones é utilizado para armazenar vídeos, fotos,
ou 4,7 GB de dados, existindo ainda um tipo de DVD cha- ringtones, endereços, números de telefone etc.
mado Dual Layer, que contém duas camadas de gravação, O cartão de memória funciona, basicamente, como o
cuja capacidade de armazenamento chega a 8,5 GB. pen drive, mas, ao contrário dele, nem sempre fica aparen-
te no dispositivo e é bem mais compacto.
Blu-Ray Os formatos mais conhecidos são:
• Memory Stick Duo
O Blu-Ray é o sucessor do DVD. Sua capacidade varia • SD (Secure Digital Card)
• Mini SD
entre 25 e 50 GB. O de maior capacidade contém duas
• Micro SD
camadas de gravação.
Seu processo de fabricação segue os padrões do CD
OS PERIFÉRICOS
e DVD comuns, com a diferença de que o feixe de laser Os periféricos são partes extremamente importantes
usado para leitura é ainda menor que o do DVD, o que dos computadores. São eles que, muitas vezes, definem
possibilita armazenagem maior de dados no disco. sua aplicação.
O nome do disco refere-se à cor do feixe de luz do lei-
tor ótico que, na verdade, para o olho humano, apresenta Entrada
uma cor violeta azulada. O “e” da palavra blue (azul) foi São dispositivos que possuem a função de inserir da-
retirado do nome por fins jurídicos, já que muitos países dos ao computador, por exemplo: teclado, scanner, cane-
não permitem que se registre comercialmente uma palavra ta óptica, leitor de código de barras, mesa digitalizadora,
comum. O Blu-Ray foi introduzido no mercado no ano de mouse, microfone, joystick, CD-ROM, DVD-ROM, câmera
2006. fotográfica digital, câmera de vídeo, webcam etc.

8
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Mouse Câmera Digital

É utilizado para selecionar operações dentro de uma


tela apresentada. Seu movimento controla a posição do
cursor na tela e apenas clicando (pressionando) um dos
botões sobre o que você precisa, rapidamente a operação
estará definida. Câmera fotográfica moderna que não usa mais filmes
O mouse surgiu com o ambiente gráfico das famílias fotográficos. As imagens são capturadas e gravadas numa
Macintosh e Windows, tornando-se indispensável para a memória interna ou, ainda, mais comumente, em cartões
utilização do microcomputador. de memória.
O formato de arquivo padrão para armazenar as fotos
Touchpad é o JPEG (.jpg) e elas podem ser transferidas ao compu-
tador por meio de um cabo ou, nos computadores mais
modernos, colocando-se o cartão de memória diretamente
no leitor.

Câmeras de Vídeo

Existem alguns modelos diferentes de mouse para no-


tebooks, como o touchpad, que é um item de fábrica na As câmeras de vídeo, além de utilizadas no lazer, são
maioria deles. também aplicadas no trabalho de multimídia. As câmeras
É uma pequena superfície sensível ao toque e tem a de vídeo digitais ligam-se ao microcomputador por meio
mesma funcionalidade do mouse. Para movimentar o cur- de cabos de conexão e permitem levar a ele as imagens em
sor na tela, passa-se o dedo levemente sobre a área do movimento e alterá-las utilizando um programa de edição
touchpad. de imagens. Existe, ainda, a possibilidade de transmitir as
imagens por meio de placas de captura de vídeo, que po-
Teclado dem funcionar interna ou externamente no computador.

É o periférico mais conhecido e utilizado para entrada


de dados no computador.
Acompanha o PC desde suas primeiras versões e foi
pouco alterado. Possui teclas representando letras, núme-
ros e símbolos, bem como teclas com funções específicas
(F1... F12, ESC etc.).

9
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Scanner de serem transmitidas a outro computador via Internet, ou


seja, não podem gerar um arquivo muito grande, para que
possam ser transmitidas mais rapidamente.
Hoje, muitos sites e programas possuem chats (bate
-papo) com suporte para webcam. Os participantes podem
conversar e visualizar a imagem um do outro enquanto
conversam. Nos laptops e notebooks mais modernos, a câ-
mera já vem integrada ao computador.

Saída

São dispositivos utilizados para saída de dados do


computador, por exemplo: monitor, impressora, projetor,
caixa de som etc.
É um dispositivo utilizado para interpretar e enviar à Monitor
memória do computador uma imagem desenhada, pintada
ou fotografada. Ele é formado por minúsculos sensores fo- É um dispositivo físico (semelhante a uma televisão)
toelétricos, geralmente distribuídos de forma linear. Cada que tem a função de exibir a saída de dados.
linha da imagem é percorrida por um feixe de luz. Ao mes- A qualidade do que é mostrado na tela depende da re-
mo tempo, os sensores varrem (percorrem) esse espaço e solução do monitor, designada pelos pontos (pixels - Picture
armazenam a quantidade de luz refletida por cada um dos Elements), que podem ser representados na sua superfície.
pontos da linha. Todas as imagens que você vê na tela são compostas
A princípio, essas informações são convertidas em car- de centenas (ou milhares) de pontos gráficos (ou pixels).
gas elétricas que, depois, ainda no scanner, são transforma- Quanto mais pixels, maior a resolução e mais detalhada
das em valores numéricos. O computador decodifica esses será a imagem na tela. Uma resolução de 640 x 480 signi-
números, armazena-os e pode transformá-los novamente fica 640 pixels por linha e 480 linhas na tela, resultando em
em imagem. Após a imagem ser convertida para a tela, 307.200 pixels.
pode ser gravada e impressa como qualquer outro arquivo. A placa gráfica permite que as informações saiam do
computador e sejam apresentadas no monitor. A placa
Existem scanners que funcionam apenas em preto e
determina quantas cores você verá e qual a qualidade dos
branco e outros, que reproduzem cores. No primeiro caso, gráficos e imagens apresentadas.
os sensores passam apenas uma vez por cada ponto da Os primeiros monitores eram monocromáticos, ou
imagem. Os aparelhos de fax possuem um scanner desse seja, apresentavam apenas uma cor e suas tonalidades,
tipo para captar o documento. Para capturar as cores é pre- mostrando os textos em branco ou verde sobre um fun-
ciso varrer a imagem três vezes: uma registra o verde, outra do preto. Depois, surgiram os policromáticos, trabalhando
o vermelho e outra o azul. com várias cores e suas tonalidades.
Há aparelhos que produzem imagens com maior ou A tecnologia utilizada nos monitores também tem
menor definição. Isso é determinado pelo número de pon- acompanhado o mercado de informática. Procurou-se re-
tos por polegada (ppp) que os sensores fotoelétricos po- duzir o consumo de energia e a emissão de radiação eletro-
dem ler. As capacidades variam de 300 a 4800 ppp. Alguns magnética. Outras inovações, como controles digitais, tela
modelos contam, ainda, com softwares de reconhecimento plana e recursos multimídia contribuíram nas mudanças.
de escrita, denominados OCR. Nos desktops mais antigos, utilizava-se a Catodic Rays
Hoje em dia, existem diversos tipos de utilização para Tube (CRT), que usava o tubo de cinescópio (o mesmo
os scanners, que podem ser encontrados até nos caixas de princípio da TV), em que um canhão dispara por trás o fei-
supermercados, para ler os códigos de barras dos produtos xe de luz e a imagem é mostrada no vídeo. Uma grande
vendidos. evolução foi o surgimento de uma tela especial, a Liquid
Crystal Display (LCD) - Tela de Cristal Líquido.
A tecnologia LCD troca o tubo de cinescópio por mi-
Webcam
núsculos cristais líquidos na formação dos feixes de luz até
a montagem dos pixels. Com este recurso, pode-se aumen-
tar a área útil da tela.
Os monitores LCD permitem qualidade na visibilidade
da imagem - dependendo do tipo de tela ― que pode ser:
• Matriz ativa: maior contraste, nitidez e amplo cam-
po de visão
• Matriz passiva: menor tempo de resposta nos mo-
vimentos de vídeo
Além do CRT e do LCD, uma nova tecnologia esta ga-
É uma câmera de vídeo que capta imagens e as trans- nhando força no mercado, o LED. A principal diferença en-
fere instantaneamente para o computador. A maioria delas tre LED x LCD está diretamente ligado à tela. Em vez de
não tem alta resolução, já que as imagens têm a finalidade células de cristal líquido, os LED possuem diodos emissores

10
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

de luz (Light Emitting Diode) que fornecem o conjunto de As impressoras a laser apresentam elevada qualidade
luzes básicas (verde, vermelho e azul). Eles não aquecem de impressão, aliada a uma velocidade muito superior. Uti-
para emitir luz e não precisam de uma luz branca por trás, lizam folhas avulsas e são bastante silenciosas.
o que permite iluminar apenas os pontos necessários na Possuem fontes internas e também aceitam fontes via
tela. Como resultado, ele consume até 40% menos energia. software (dependendo da quantidade de memória). Algu-
A definição de cores também é superior, principalmen- mas possuem um recurso que ajusta automaticamente as
te do preto, que possui fidelidade não encontrada em ne- configurações de cor, eliminando a falta de precisão na im-
nhuma das demais tecnologias disponíveis no mercado. pressão colorida, podendo atingir uma resolução de 1.200
Sem todo o aparato que o LCD precisa por trás, o LED dpi (dots per inch - pontos por polegada).
também pode ser mais fina, podendo chegar a apenas uma
polegada de espessura. Isso resultado num monitor de de- Impressora a Cera
sign mais agradável e bem mais leve. Categoria de impressora criada para ter cor no impres-
Ainda é possível encontrar monitores CRT (que usavam so com qualidade de laser, porém o custo elevado de ma-
o tubo de cinescópio), mas os fabricantes, no entanto, não nutenção aliado ao surgimento da laser colorida fizeram
deram continuidade à produção dos equipamentos com essa tecnologia ser esquecida. A ideia aqui é usar uma su-
tubo de imagem. blimação de cera (aquela do lápis de cera) para fazer im-
Os primeiros monitores tinham um tamanho de, geral- pressão.
mente, 13 ou 14 polegadas. Com profissionais trabalhando
com imagens, cores, movimentos e animações multimídia, Plotters
sentiu-se a necessidade de produzir telas maiores.
Hoje, os monitores são vendidos nos mais diferentes
formatos e tamanhos. As televisões mais modernas apre-
sentam uma entrada VGA ou HDMI, para que computado-
res sejam conectados a elas.

Impressora Jato de Tinta

Outro dispositivo utilizado para impressão é a plotter,


Atualmente, as impressoras a jato de tinta ou inkjet que é uma impressora destinada a imprimir desenhos em
(como também são chamadas), são as mais populares do grandes dimensões, com elevada qualidade e rigor, como
mercado. Silenciosas, elas oferecem qualidade de impres- plantas arquitetônicas, mapas cartográficos, projetos de
são e eficiência. engenharia e grafismo, ou seja, a impressora plotter é des-
A impressora jato de tinta forma imagens lançando a tinada às artes gráficas, editoração eletrônica e áreas de
tinta diretamente sobre o papel, produzindo os caracteres CAD/CAM.
como se fossem contínuos. Imprime sobre papéis espe- Vários modelos de impressora plotter têm resolução
ciais e transparências e são bastante versáteis. Possuem de 300 dpi, mas alguns podem chegar a 1.200 pontos por
fontes (tipos de letras) internas e aceitam fontes via soft- polegada, permitindo imprimir, aproximadamente, 20 pá-
ware. Também preparam documentos em preto e branco ginas por minuto (no padrão de papel utilizado em impres-
e possuem cartuchos de tinta independentes, um preto e soras a laser).
outro colorido. Existe a plotter que imprime materiais coloridos com
largura de até três metros (são usadas em empresas que
Impressora Laser imprimem grandes volumes e utilizam vários formatos de
papel).
Projetor

É um equipamento muito utilizado em apresentações


multimídia.
Antigamente, as informações de uma apresentação
eram impressas em transparências e ampliadas num retro-
projetor, mas, com o avanço tecnológico, os projetores têm
auxiliado muito nesta área.

11
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Quando conectados ao computador, esses equipa- • Reset - Inicializa todos os módulos


mentos reproduzem o que está na tela do computador em Todo barramento é implementado seguindo um con-
dimensões ampliadas, para que várias pessoas vejam ao junto de regras de comunicação entre dispositivos conhe-
mesmo tempo. cido como BUS STANDARD, ou simplesmente PROTOCOLO
DE BARRAMENTO, que vem a ser um padrão que qualquer
Entrada/Saída dispositivo que queira ser compatível com este barramento
São dispositivos que possuem tanto a função de inse- deva compreender e respeitar. Mas um ponto sempre é
rir dados, quanto servir de saída de dados. Exemplos: pen certeza: todo dispositivo deve ser único no acesso ao bar-
drive, modem, CD-RW, DVD-RW, tela sensível ao toque, ramento, porque os dados trafegam por toda a extensão
impressora multifuncional, etc. da placa-mãe ou de qualquer outra placa e uma mistura de
dados seria o caos para o funcionamento do computador.
IMPORTANTE: A impressora multifuncional pode ser
classificada como periférico de Entrada/Saída, pois sua Os barramentos têm como principais vantagens o fato
principal característica é a de realizar os papeis de impres- de ser o mesmo conjunto de fios que é usado para todos os
sora (Saída) e scanner (Entrada) no mesmo dispositivo. periféricos, o que barateia o projeto do computador. Outro
ponto positivo é a versatilidade, tendo em vista que toda
BARRAMENTOS – CONCEITOS GERAIS placa sempre tem alguns slots livres para a conexão de no-
vas placas que expandem as possibilidades do sistema.
Os barramentos, conhecidos como BUS em inglês, são A grande desvantagem dessa idéia é o surgimento de
conjuntos de fios que normalmente estão presentes em to- engarrafamentos pelo uso da mesma via por muitos perifé-
das as placas do computador. ricos, o que vem a prejudicar a vazão de dados (troughput).
Na verdade existe barramento em todas as placas de
produtos eletrônicos, porém em outros aparelhos os téc- Dispositivos conectados ao barramento
nicos referem-se aos barramentos simplesmente como o
“impresso da placa”. • Ativos ou Mestres - dispositivos que comandam o
Barramento é um conjunto de 50 a 100 fios que fazem acesso ao barramento para leitura ou escrita de dados
a comunicação entre todos os dispositivos do computador:
UCP, memória, dispositivos de entrada e saída e outros. Os • Passivos ou Escravos - dispositivos que simplesmente
sinais típicos encontrados no barramento são: dados, clock, obedecem à requisição do mestre.
endereços e controle. Exemplo:
Os dados trafegam por motivos claros de necessidade - CPU ordena que o controlador de disco leia ou escre-
de serem levados às mais diversas porções do computador. va um bloco de dados.
Os endereços estão presentes para indicar a localiza- A CPU é o mestre e o controlador de disco é o escravo.
ção para onde os dados vão ou vêm.
O clock trafega nos barramentos conhecidos como sín- Barramentos Comerciais
cronos, pois os dispositivos são obrigados a seguir uma
sincronia de tempo para se comunicarem. Serão listados aqui alguns barramentos que foram e
O controle existe para informar aos dispositivos en- alguns que ainda são bastante usados comercialmente.
volvidos na transmissão do barramento se a operação em
curso é de escrita, leitura, reset ou outra qualquer. Alguns ISA – Industry Standard Architeture
sinais de controle são bastante comuns:

• Memory Write - Causa a escrita de dados do barra-


mento de dados no endereço especificado no barramento
de endereços.

• Memory Read - Causa dados de um dado endereço


especificado pelo barramento de endereço a ser posto no
barramento de dados.

• I/O Write - Causa dados no barramento de dados se-


rem enviados para uma porta de saída (dispositivo de I/O).

• I/O Read - Causa a leitura de dados de um dispositivo Foi lançado em 1984 pela IBM para suportar o novo
de I/O, os quais serão colocados no barramento de dados. PC-AT. Tornou-se, de imediato, o padrão de todos os PC-
compatíveis. Era um barramento único para todos os com-
• Bus request - Indica que um módulo pede controle ponentes do computador, operando com largura de 16 bits
do barramento do sistema. e com clock de 8 MHz.

12
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

PCI – Peripheral Components Interconnect Esse barramento permite que uma placa controladora
gráfica AGP substitua a placa gráfica no barramento PCI.
O Chip controlador AGP substitui o controlador de E/S do
barramento PCI. O novo conjunto AGP continua com fun-
ções herdadas do PCI. O conjunto faz a transferência de
dados entre memória, o processador e o controlador ISA,
tudo, simultaneamente.
Permite acesso direto mais rápido à memória. Pela por-
ta gráfica aceleradora, a placa tem acesso direto à RAM,
eliminando a necessidade de uma VRAM (vídeo RAM) na
própria placa para armazenar grandes arquivos de bits
como mapas e textura.
O uso desse barramento iniciou-se através de placas-
mãe que usavam o chipset i440LX, da Intel, já que esse
chipset foi o primeiro a ter suporte ao AGP. A principal van-
tagem desse barramento é o uso de uma maior quantidade
de memória para armazenamento de texturas para objetos
tridimensionais, além da alta velocidade no acesso a essas
PCI é um barramento síncrono de alta performance, texturas para aplicação na tela.
indicado como mecanismo entre controladores altamen- O primeiro AGP (1X) trabalhava a 133 MHz, o que pro-
te integrados, plug-in placas, sistemas de processadores/ porciona uma velocidade 4 vezes maior que o PCI. Além
memória. disso, sua taxa de transferência chegava a 266 MB por se-
Foi o primeiro barramento a incorporar o conceito plu- gundo quando operando no esquema de velocidade X1, e
g-and-play. a 532 MB quando no esquema de velocidade 2X. Existem
Seu lançamento foi em 1993, em conjunto com o pro- também as versões 4X, 8X e 16X. Geralmente, só se en-
cessador PENTIUM da Intel. Assim o novo processador contra um único slot nas placas-mãe, visto que o AGP só
realmente foi revolucionário, pois chegou com uma série interessa às placas de vídeo.
de inovações e um novo barramento. O PCI foi definido
com o objetivo primário de estabelecer um padrão da in- PCI Express
dústria e uma arquitetura de barramento que ofereça baixo
custo e permita diferenciações na implementação.

Componente PCI ou PCI master


Funciona como uma ponte entre processador e barra-
mento PCI, no qual dispositivos add-in com interface PCI
estão conectados.

- Add-in cards interface


Possuem dispositivos que usam o protocolo PCI. São
gerenciados pelo PCI master e são totalmente programá-
veis.

AGP – Advanced Graphics Port


Na busca de uma solução para algumas limitações dos
barramentos AGP e PCI, a indústria de tecnologia trabalha
no barramento PCI Express, cujo nome inicial era 3GIO. Tra-
ta-se de um padrão que proporciona altas taxas de transfe-
rência de dados entre o computador em si e um dispositivo,
por exemplo, entre a placa-mãe e uma placa de vídeo 3D.
A tecnologia PCI Express conta com um recurso que
permite o uso de uma ou mais conexões seriais, também
chamados de lanes para transferência de dados. Se um
determinado dispositivo usa um caminho, então diz-se que
esse utiliza o barramento PCI Express 1X; se utiliza 4 lanes ,
sua denominação é PCI Express 4X e assim por diante. Cada
lane pode ser bidirecional, ou seja, recebe e envia dados.
Cada conexão usada no PCI Express trabalha com 8 bits
por vez, sendo 4 em cada direção. A freqüência usada é
de 2,5 GHz, mas esse valor pode variar. Assim sendo, o PCI

13
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Express 1X consegue trabalhar com taxas de 250 MB por Interface Serial


segundo, um valor bem maior que os 132 MB do padrão
PCI. Esse barramento trabalha com até 16X, o equivalente Conhecida por seu uso em mouse e modems, esta in-
a 4000 MB por segundo. A tabela abaixo mostra os valores terface no passado já conectou até impressoras. Sua carac-
das taxas do PCI Express comparadas às taxas do padrão terística fundamental é que os bits trafegam em fila, um
AGP: por vez, isso torna a comunicação mais lenta, porém o cabo
do dispositivo pode ser mais longo, alguns chegam até a
10 metros de comprimento. Isso é útil para usar uma baru-
AGP PCI Express
lhenta impressora matricial em uma sala separada daquela
onde o trabalho acontece.
AGP 1X: 266 MB por PCI Express 1X: 250 MB As velocidades de comunicação dessa interface variam
segundo por segundo de 25 bps até 57.700 bps (modems mais recentes). Na par-
te externa do gabinete, essas interfaces são representadas
AGP 4X: 1064 MB por PCI Express 2X: 500 MB por conectores DB-9 ou DB-25 machos.
segundo por segundo

AGP 8X: 2128 MB por PCI Express 8X: 2000 MB


segundo por segundo

PCI Express 16X: 4000 MB


 
por segundo

É importante frisar que o padrão 1X foi pouco utilizado


e, devido a isso, há empresas que chamam o PC I Express
2X de PCI Express 1X.
Assim sendo, o padrão PCI Express 1X pode represen-
tar também taxas de transferência de dados de 500 MB por
segundo.
A Intel é uma das grandes precursoras de inovações
tecnológicas. Interface Paralela
No início de 2001, em um evento próprio, a empresa
mostrou a necessidade de criação de uma tecnologia capaz Criada para ser uma opção ágil em relação à serial, essa
de substituir o padrão PCI: tratava-se do 3GIO (Third Ge- interface transmite um byte de cada vez. Devido aos 8 bits
neration I/O – 3ª geração de Entrada e Saída). Em agosto em paralelo existe um RISCo de interferência na corrente
desse mesmo ano, um grupo de empresas chamado de elétrica dos condutores que formam o cabo. Por esse moti-
PCI-SIG (composto por companhias como IBM, AMD vo os cabos de comunicação desta interface são mais cur-
e Microsoft) aprovou as primeiras especificações do 3GIO. tos, normalmente funcionam muito bem até a distância de
Entre os quesitos levantados nessas especificações, 1,5 metro, embora exista no mercado cabos paralelos de
estão os que se seguem: suporte ao barramento PCI, pos- até 3 metros de comprimento. A velocidade de transmissão
sibilidade de uso de mais de uma lane, suporte a outros
desta porta chega até a 1,2 MB por segundo.
tipos de conexão de plataformas, melhor gerenciamento
Nos gabinetes dos computadores essa porta é encon-
de energia, melhor proteção contra erros, entre outros.
trada na forma de conectores DB-25 fêmeas. Nas impres-
soras, normalmente, os conectores paralelos são conheci-
Esse barramento é fortemente voltado para uso em
subsistemas de vídeo. dos como interface centronics.

Interfaces – Barramentos Externos

Os barramentos circulam dentro do computador, co-


brem toda a extensão da placa-mãe e servem para co-
nectar as placas menores especializadas em determinadas
tarefas do computador. Mas os dispositivos periféricos
precisam comunicarem-se com a UCP, para isso, historica-
mente foram desenvolvidas algumas soluções de conexão
tais como: serial, paralela, USB e Firewire. Passando ainda
por algumas soluções proprietárias, ou seja, que somente
funcionavam com determinado periférico e de determina-
do fabricante.

14
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

USB – Universal Serial Bus É claro que o USB 3.0 também possui as caracterís-
ticas que fizeram as versões anteriores tão bem aceitas,
A tecnologia USB surgiu no ano de 1994 e, desde en- como Plug and Play (plugar e usar), possibilidade de co-
tão, foi passando por várias revisões. As mais populares são nexão de mais de um dispositivo na mesma porta, hot-s-
as versões 1.1 e 2.0, sendo esta última ainda bastante utili- wappable (capacidade de conectar e desconectar disposi-
zada. A primeira é capaz de alcançar, no máximo, taxas de tivos sem a necessidade de desligá-los) e compatibilidade
transmissão de 12 Mb/s (megabits por segundo), enquanto com dispositivos nos padrões anteriores.
que a segunda pode oferecer até 480 Mb/s.
Como se percebe, o USB 2.0 consegue ser bem rápido, Conectores USB 3.0
afinal, 480 Mb/s correspondem a cerca de 60 megabytes Outro aspecto no qual o padrão USB 3.0 difere do 2.0
por segundo. No entanto, acredite, a evolução da tecno- diz respeito ao conector. Os conectores de ambos são bas-
logia acaba fazendo com que velocidades muito maiores tante parecidos, mas não são iguais.
sejam necessárias.
Conector USB 3.0 A
Não é difícil entender o porquê: o número de conexões
Como você verá mais adiante, os cabos da tecnologia
à internet de alta velocidade cresce rapidamente, o que faz
USB 3.0 são compostos por nove fios, enquanto que os
com que as pessoas queiram consumir, por exemplo, ví-
cabos USB 2.0 utilizam apenas 4. Isso acontece para que
deos, músicas, fotos e jogos em alta definição. Some a isso
o padrão novo possa suportar maiores taxas de transmis-
ao fato de ser cada vez mais comum o surgimento de dis- são de dados. Assim, os conectores do USB 3.0 possuem
positivos como smartphones e câmeras digitais que aten- contatos para estes fios adicionais na parte do fundo. Caso
dem a essas necessidades. A consequência não poderia ser um dispositivo USB 2.0 seja utilizado, este usará apenas os
outra: grandes volumes de dados nas mãos de um número contatos da parte frontal do conector. As imagens a seguir
cada vez maior de pessoas. mostram um conector USB 3.0 do tipo A:
Com suas especificações finais anunciadas em novem-
bro de 2008, o USB 3.0 surgiu para dar conta desta e da
demanda que está por vir. É isso ou é perder espaço para
tecnologias como o FireWire ou Thunderbolt, por exem-
plo. Para isso, o USB 3.0 tem como principal característica
a capacidade de oferecer taxas de transferência de dados
de até 4,8 Gb/s (gigabits por segundo). Mas não é só isso...

O que é USB 3.0?

Como você viu no tópico acima, o USB 3.0 surgiu por-


que o padrão precisou evoluir para atender novas neces-
sidades. Mas, no que consiste exatamente esta evolução?
O que o USB 3.0 tem de diferente do USB 2.0? A principal
característica você já sabe: a velocidade de até 4,8 Gb/s (5 Estrutura interna de um conector USB 3.0 A
Gb/s, arredondando), que corresponde a cerca de 600 me-
gabytes por segundo, dez vezes mais que a velocidade do
USB 2.0. Nada mal, não?

Conector USB 3.0 A


Símbolo para dispositivos USB 3.0
Você deve ter percebido que é possível conectar dis-
Mas o USB 3.0 também se destaca pelo fator “alimen- positivos USB 2.0 ou 1.1 em portas USB 3.0. Este último é
tação elétrica”: o USB 2.0 fornece até 500 miliampéres, en- compatível com as versões anteriores. Fabricantes também
quanto que o novo padrão pode suportar 900 miliampéres. podem fazer dispositivos USB 3.0 compatíveis com o pa-
Isso significa que as portas USB 3.0 podem alimentar dis- drão 2.0, mas neste caso a velocidade será a deste último.
positivos que consomem mais energia (como determina- E é claro: se você quer interconectar dois dispositivos por
dos HDs externos, por exemplo, cenário quase impossível USB 3.0 e aproveitar a sua alta velocidade, o cabo precisa
com o USB 2.0). ser deste padrão.

15
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Conector USB 3.0 B No padrão USB 3.0, a necessidade de transmissão de


dados em alta velocidade fez com que, no início, fosse
Tal como acontece na versão anterior, o USB 3.0 tam- considerado o uso de fibra óptica para este fim, mas tal
bém conta com conectores diferenciados para se adequar característica tornaria a tecnologia cara e de fabricação
a determinados dispositivos. Um deles é o conector do tipo mais complexa. A solução encontrada para dar viabilidade
B, utilizado em aparelhos de porte maior, como impresso- ao padrão foi a adoção de mais fios. Além daqueles uti-
ras ou scanners, por exemplo.
lizados no USB 2.0, há também os seguintes: StdA_SSRX-
Em relação ao tipo B do padrão USB 2.0, a porta USB
e StdA_SSRX+ para recebimento de dados, StdA_SSTX- e
3.0 possui uma área de contatos adicional na parte supe-
rior. Isso significa que nela podem ser conectados tantos StdA_SSTX+ para envio, e GND_DRAIN como “fio terra”
dispositivos USB 2.0 (que aproveitam só a parte inferior) para o sinal.
quanto USB 3.0. No entanto, dispositivos 3.0 não poderão O conector USB 3.0 B pode contar ainda com uma va-
ser conectados em portas B 2.0: riação (USB 3.0 B Powered) que utiliza um contato a mais
para alimentação elétrica e outro associado a este que ser-
ve como “fio terra”, permitindo o fornecimento de até 1000
miliampéres a um dispositivo.

Quanto ao tamanho dos cabos, não há um limite defi-


nido, no entanto, testes efetuados por algumas entidades
especialistas (como a empresa Cable Wholesale) recomen-
dam, no máximo, até 3 metros para total aproveitamento
da tecnologia, mas esta medida pode variar de acordo com
Conector USB 3.0 B - imagem por USB.org as técnicas empregadas na fabricação.
No que se refere à transmissão de dados em si, o USB
Micro-USB 3.0 3.0 faz esse trabalho de maneira bidirecional, ou seja, entre
dispositivos conectados, é possível o envio e o recebimen-
O conector micro-USB, utilizado em smartphones, por to simultâneo de dados. No USB 2.0, é possível apenas um
exemplo, também sofreu modificações: no padrão USB 3.0 tipo de atividade por vez.
- com nome de micro-USB B -, passou a contar com uma
área de contatos adicional na lateral, o que de certa forma O USB 3.0 também consegue ser mais eficiente no con-
diminui a sua praticidade, mas foi a solução encontrada trole do consumo de energia. Para isso, o host, isto é, a
para dar conta dos contatos adicionais: máquina na qual os dispositivos são conectados, se comu-
nica com os aparelhos de maneira assíncrona, aguardando
estes indicarem a necessidade de transmissão de dados.
No USB 2.0, há uma espécie de “pesquisa contínua”, onde
o host necessita enviar sinais constantemente para saber
qual deles necessita trafegar informações.
Ainda no que se refere ao consumo de energia, tan-
to o host quanto os dispositivos conectados podem entrar
em um estado de economia em momentos de ociosidade.
Além disso, no USB 2.0, os dados transmitidos acabam indo
do host para todos os dispositivos conectados. No USB 3.0,
essa comunicação ocorre somente com o dispositivo de
Conector micro-USB 3.0 B - imagem por USB.org destino.

Para facilitar a diferenciação, fabricantes estão adotan- Como saber rapidamente se uma porta é USB 3.0
do a cor azul na parte interna dos conectores USB 3.0 e,
algumas vezes, nos cabos destes. Note, no entanto, que é
Em determinados equipamentos, especialmente lap-
essa não é uma regra obrigatória, portanto, é sempre con-
tops, é comum encontrar, por exemplo, duas portas USB
veniente prestar atenção nas especificações do produto
antes de adquiri-lo. 2.0 e uma USB 3.0. Quando não houver nenhuma descrição
identificando-as, como saber qual é qual? Pela cor existen-
Sobre o funcionamento do USB 3.0 te no conector.
Pode haver exceções, é claro, mas pelo menos boa par-
Como você já sabe, cabos USB 3.0 trabalham com 9 te dos fabricantes segue a recomendação de identificar os
fios, enquanto que o padrão anterior utiliza 4: VBus (VCC), conectores USB 3.0 com a sua parte plástica em azul, tal
D+, D- e GND. O primeiro é o responsável pela alimentação como informado anteriormente. Nas portas USB 2.0, por
elétrica, o segundo e o terceiro são utilizados na transmis- sua vez, os conectores são pretos ou, menos frequente-
são de dados, enquanto que o quarto atua como “fio terra”. mente, brancos.

16
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

USB 3.1: até 10 Gb/s féricos e alguns produtos eletrônicos de consumo. Foi de-
senvolvido inicialmente pela Apple como um barramento
Em agosto de 2013, a USB.org anunciou as especifica- serial de alta velocidade, mas eles estavam muito à frente
ções finais do  USB 3.1  (também chamado deSuperSpeed da realidade, ainda mais com, na época, a alternativa do
USB 10 Gbps), uma variação do USB 3.0 que se propõe a barramento USB que já possuía boa velocidade, era barato
oferecer taxas de transferência de dados de até 10 Gb/s (ou e rapidamente integrado no mercado. Com isso, a Apple,
seja, o dobro). mesmo incluindo esse tipo de conexão/portas no Mac por
Na teoria, isso significa que conexões 3.1 podem alcan- algum tempo, a realidade “de fato”, era a não existência de
çar taxas de até 1,2 gigabyte por segundo! E não é exagero, utilidade para elas devido à falta de periféricos para seu
afinal, há aplicações que podem usufruir desta velocidade. uso. Porém o desenvolvimento continuou, sendo focado
É o caso de monitores de vídeo que são conectados ao principalmente pela área de vídeo, que poderia tirar gran-
computador via porta USB, por exemplo. des proveitos da maior velocidade que ele oferecia.
Para conseguir taxas tão elevadas, o USB 3.1 não faz Suas principais vantagens:
uso de nenhum artefato físico mais elaborado. O “segre- • São similares ao padrão USB;
do”, essencialmente, está no uso de um método de codi- • Conexões sem necessidade de desligamento/boot do
ficação de dados mais eficiente e que, ao mesmo tempo, micro (hot-plugable);
não torna a tecnologia significantemente mais cara. • Capacidade de conectar muitos dispositivos (até 63
Vale ressaltar que o USB 3.1 é compatível com conecto- por porta);
res e cabos das especificações anteriores, assim como com • Permite até 1023 barramentos conectados entre si;
dispositivos baseados nestas versões. • Transmite diferentes tipos de sinais digitais:
Merece destaque ainda o aspecto da alimentação vídeo, áudio, MIDI, comandos de controle de disposi-
elétrica: o USB 3.1 poderá suportar até de 100 watts na tivo, etc;
transferência de energia, indicando que dispositivos mais
• Totalmente Digital (sem a necessidade de converso-
exigentes poderão ser alimentados por portas do tipo. Mo-
res analógico-digital, e portanto mais seguro e rápido);
nitores de vídeo e HDs externos são exemplos: não seria
• Devido a ser digital, fisicamente é um cabo fino, flexí-
ótimo ter um único cabo saindo destes dispositivos?
vel, barato e simples;
A indústria trabalha com a possiblidade de os primei-
• Como é um barramento serial, permite conexão bem
ros equipamentos baseados em USB 3.1 começarem a
facilitada, ligando um dispositivo ao outro, sem a necessi-
chegar ao mercado no final de 2014. Até lá, mais detalhes
dade de conexão ao micro (somente uma ponta é conec-
serão revelados.
tada no micro).
Novo conector “tipo C”: uso dos dois lados
A distância do cabo é limitada a 4.5 metros antes de
Em dezembro de 2013, a USB.org anunciou outra no-
haver distorções no sinal, porém, restringindo a velocida-
vidade para a versão 3.1 da tecnologia: um conector cha-
mado (até agora, pelos menos) de tipo C que permitirá que de do barramento podem-se alcançar maiores distâncias
você conecte um cabo à entrada a partir de qualquer lado. de cabo (até 14 metros). Lembrando que esses valores são
Sabe aquelas situações onde você encaixa um cabo ou para distâncias “ENTRE PERIFÉRICOS”, e SEM A UTILIZAÇÃO
pendrive de um jeito, nota que o dispositivo não funcionou DE TRANSCEIVERS (com transceivers a previsão é chegar a
e somente então percebe que o conectou incorretamente? até 70 metros usando fibra ótica).
Com o novo conector, este problema será coisa do passa- O barramento firewire permite a utilização de dispo-
do: qualquer lado fará o dispositivo funcionar. sitivos de diferentes velocidades (100, 200, 400, 800, 1200
Trata-se de um plugue reversível, portanto, semelhan- Mb/s) no mesmo barramento.
te aos conectores Lightning existentes nos produtos da O suporte a esse barramento está nativamente em
Apple. Tal como estes, o conector tipo C deverá ter tam- Macs, e em PCs através de placas de expansão específicas
bém dimensões reduzidas, o que facilitará a sua adoção em ou integradas com placas de captura de vídeo ou de som.
smartphones, tablets e outros dispositivos móveis. Os principais usos que estão sendo direcionados a essa
Tamanha evolução tem um preço: o conector tipo C interface, devido às características listadas, são na área de
não será compatível com as portas dos padrões anteriores, multimídia, especialmente na conexão de dispositivos de
exceto pelo uso de adaptadores. É importante relembrar, vídeo (placas de captura, câmeras, TVs digitais, setup bo-
no entanto, que será possível utilizar os conectores já exis- xes, home theather, etc).
tentes com o USB 3.1.
A USB.org promete liberar mais informações sobre esta
novidade em meados de 2014.

Firewire
O barramento firewire, também conhecido como IEEE
1394 ou como i.Link, é um barramento de grande volu-
me de transferência de dados entre computadores, peri-

17
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

INTERFACE DE VIDEO

Conector VGA (Video Graphics Array)

Os conectores VGA são bastante conhecidos, pois estão


presentes na maioria absoluta dos “grandalhões” monito-
res CRT (Cathode Ray Tube) e também em alguns modelos
que usam a tecnologia LCD, além de não ser raro encontrá
-los em placas de vídeos (como não poderia deixar de ser).
O conector desse padrão, cujo nome é D-Sub, é composto
por três “fileiras” de cinco pinos. Esses pinos são conecta-
dos a um cabo cujos fios transmitem, de maneira indepen-
dente, informações sobre as cores vermelha (red), verde
(green) e azul (blue) - isto é, o conhecido esquema RGB - e
Conector DVI-D
sobre as frequências verticais e horizontais. Em relação a
estes últimos aspectos: frequência horizontal consiste no Quando, por exemplo, um monitor LCD trabalha com
número de linhas da tela que o monitor consegue “preen- conectores VGA, precisa converter o sinal que recebe para
cher” por segundo. Assim, se um monitor consegue varrer digital. Esse processo faz com que a qualidade da imagem
60 mil linhas, dizemos que sua frequência horizontal é de diminua. Como o DVI trabalha diretamente com sinais di-
60 KHz. Frequência vertical, por sua vez, consiste no tempo gitais, não é necessário fazer a conversão, portanto, a qua-
em que o monitor leva para ir do canto superior esquerdo lidade da imagem é mantida. Por essa razão, a saída DVI
da tela para o canto inferior direito. Assim, se a frequên- é ótima para ser usada em monitores LCD, DVDs, TVs de
cia horizontal indica a quantidade de vezes que o canhão plasma, entre outros.
consegue varrer linhas por segundo, a frequência vertical
indica a quantidade de vezes que a tela toda é percorrida É necessário frisar que existe mais de um tipo de co-
por segundo. Se é percorrida, por exemplo, 56 vezes por nector DVI:
segundo, dizemos que a frequência vertical do monitor é DVI-A: é um tipo que utiliza sinal analógico, porém ofe-
de 56 Hz. rece qualidade de imagem superior ao padrão VGA;
DVI-D: é um tipo similar ao DVI-A, mas utiliza sinal digi-
É comum encontrar monitores cujo cabo VGA possui tal. É também mais comum que seu similar, justamente por
ser usado em placas de vídeo;
pinos faltantes. Não se trata de um defeito: embora os co-
DVI-I: esse padrão consegue trabalhar tanto com DVI
nectores VGA utilizem um encaixe com 15 pinos, nem to-
-A como com DVI-D. É o tipo mais encontrado atualmente.
dos são usados. Há ainda conectores DVI que trabalham com as espe-
cificações Single Link e Dual Link. O primeiro suporta reso-
luções de até 1920x1080 e, o segundo, resoluções de até
2048x1536, em ambos os casos usando uma frequência de
60 Hz.

O cabo dos dispositivos que utilizam a tecnologia DVI


é composto, basicamente, por quatro pares de fios trança-
dos, sendo um par para cada cor primária (vermelho, verde
e azul) e um para o sincronismo. Os conectores, por sua
vez, variam conforme o tipo do DVI, mas são parecidos en-
tre si, como mostra a imagem a seguir:

Conector e placa de vídeo com conexão VGA

Conector DVI (Digital Video Interface)


Os conectores DVI  são bem mais recentes e propor-
cionam qualidade de imagem superior, portanto, são con-
siderados substitutos do padrão VGA. Isso ocorre porque,
conforme indica seu nome, as informações das imagens Atualmente, praticamente todas as placas de vídeo e
podem ser tratadas de maneira totalmente digital, o que monitores são compatíveis com DVI. A tendência é a de
não ocorre com o padrão VGA. que o padrão VGA caia, cada vez mais, em desuso.

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NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Conector S-Video (Separated Video) Component Video (Vídeo Componente)


O padrão Component Video é, na maioria das vezes,
usado em computadores para trabalhos profissionais - por
exemplo, para atividades de edição de vídeo. Seu uso mais
comum é em aparelhos de DVD e em televisores de alta
definição (HDTV - High-Definition Television), sendo um
dos preferidos para sistemas de home theater. Isso ocorre
justamente pelo fato de o Vídeo Componente oferecer ex-
celente qualidade de imagem.

Padrão S-Video
Component Video
Para entender o S-Video, é melhor compreender, pri-
meiramente, outro padrão: o Compost Video, mais conhe- A conexão do Component Video é feita através de um
cido como Vídeo Composto. Esse tipo utiliza conectores do cabo com três fios, sendo que, geralmente, um é indicado
tipo RCA e é comumente encontrado em TVs, aparelhos de pela cor verde, outro é indicado pela cor azul e o terceiro
DVD, filmadoras, entre outros. é indicado pela cor vermelha, em um esquema conhecido
Geralmente, equipamentos com Vídeo Composto fa- como Y-Pb-Pr (ou Y-Cb-Cr). O primeiro (de cor verde), é
zem uso de três cabos, sendo dois para áudio (canal es- responsável pela transmissão do vídeo em preto e branco,
querdo e canal direito) e o terceiro para o vídeo, sendo este isto é, pela “estrutura” da imagem. Os demais conectores
o que realmente faz parte do padrão. Esse cabo é constituí- trabalham com os dados das cores e com o sincronismo.
do de dois fios, um para a transmissão da imagem e outro Como dito anteriormente, o padrão S-Video é cada vez
que atua como “terra”. mais comum em placas de vídeo. No entanto, alguns mo-
delos são também compatíveis com Vídeo Componente.
O S-Video, por sua vez, tem seu cabo formado com Nestes casos, o encaixe que fica na placa pode ser do tipo
três fios: um transmite imagem em preto e branco; outro que aceita sete pinos (pode haver mais). Mas, para ter cer-
transmite imagens em cores; o terceiro atua como terra. É teza dessa compatibilidade, é necessário consultar o ma-
essa distinção que faz com que o S-Video receba essa de- nual do dispositivo.
nominação, assim como é essa uma das características que Para fazer a conexão de um dispositivo ao computador
faz esse padrão ser melhor que o Vídeo Composto. usando o Component Video, é necessário utilizar um cabo
O conector do padrão S-Video usado atualmente é co- especial (geralmente disponível em lojas especializadas):
nhecido como Mini-Din de quatro pinos (é semelhante ao uma de suas extremidades contém os conectores Y-Pb-Pr,
usado em mouses do tipo PS/2). Também é possível en- enquanto a outra possui um encaixe único, que deve ser
contrar conexões S-Video de sete pinos, o que indica que o inserido na placa de vídeo.
dispositivo também pode contar com Vídeo Componente
(visto adiante). MONITOR DE VÍDEO
O monitor é um dispositivo de saída do computador, cuja
Muitas placas de vídeo oferecem conexão VGA ou DVI função é transmitir informação ao utilizador através da imagem.
com S-Video. Dependendo do caso, é possível encontrar os Os monitores são classificados de acordo com a
três tipos na mesma placa. Assim, se você quiser assistir na tecnologia de amostragem de vídeo utilizada na for-
TV um vídeo armazenado em seu computador, basta usar mação da imagem. Atualmente, essas tecnologias são
a conexão S-Video, desde que a televisão seja compatível três: CRT , LCD e plasma. À superfície do monitor sobre a
com esse conector, é claro. qual se projecta a imagem chamamos tela, ecrã ou écran.

Tecnologias
CRT

Placa de vídeo com conectores S-Video, DVI e VGA Monitor CRT da marca LG.

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NOÇÕES DE INFORMÁTICA

CRT (Cathodic Ray Tube), em inglês, sigla de (Tubo de • o fato de que, ao trabalhar em uma resolução di-
raios catódicos) é o monitor “tradicional”, em que a tela ferente daquela para a qual foi projetado, o monitor LCD
é repetidamente atingida por um feixe de elétrons, que utiliza vários artifícios de composição de imagem que aca-
atuam no material fosforescente que a reveste, assim for- bam degradando a qualidade final da mesma; e
mando as imagens. • o “preto” que ele cria emite um pouco de luz, o
Este tipo de monitor tem como principais vantagens: que confere ao preto um aspecto acinzentado ou azulado,
• longa vida útil; não apresentando desta forma um preto real similar aos
• baixo custo de fabricação; oferecidos nos monitores CRTs;
• grande banda dinâmica de cores e contrastes; e • o contraste não é muito bom como nos monitores
• grande versatilidade (uma vez que pode funcionar CRT ou de Plasma, assim a imagem fica com menos de-
em diversas resoluções, sem que ocorram grandes distor- finição, este aspecto vem sendo atenuado com os novos
ções na imagem). paineis com iluminação por  leds  e a fidelidade de cores
nos monitores que usam paineis do tipo TN (monitores co-
As maiores desvantagens deste tipo de monitor são: muns) são bem ruins, os monitores com paineis IPS, mais
• suas dimensões (um monitor CRT de 20 polega- raros e bem mais caros, tem melhor fidelidade de cores,
das pode ter até 50 cm de profundidade e pesar mais de chegando mais proximo da qualidade de imagem dos CRTs;
20 kg); • um fato não-divulgado pelos fabricantes: se o cris-
• o consumo elevado de energia; tal líquido da tela do monitor for danificado e ficar exposto
• seu efeito de cintilação (flicker); e ao ar, pode emitir alguns compostos tóxicos, tais como o
• a possibilidade de emitir radiação que está fora óxido de zinco e o sulfeto de zinco; este será um problema
do espectro luminoso (raios x), danosa à saúde no caso de quando alguns dos monitores fabricados hoje em dia che-
longos períodos de exposição. Este último problema é mais garem ao fim de sua vida útil (estimada em 20 anos).
frequentemente constatado em monitores e televisores • ângulo de visão inferiores: Um monitor LCD, dife-
antigos e desregulados, já que atualmente a composição rente de um monitor CRT, apresenta limitação com relação
do vidro que reveste a tela dos monitores detém a emissão ao ângulo em que a imagem pode ser vista sem distorção.
dessas radiações.
Isto era mais sensível tempos atrás quando os monitores
• Distorção geométrica.
LCDs eram de tecnologia passiva, mas atualmente apresen-
LCD
tam valores melhores em torno de 160º.
Apesar das desvantagens supra mencionadas, a venda
de monitores e televisores LCD vem crescendo bastante.

Principais características técnicas


Para a especificação de um monitor de vídeo, as carac-
terísticas técnicas mais relevantes são:
• Luminância;
• Tamanho da tela;
• Tamanho do ponto;
• Temperatura da cor;
• Relação de contraste;
• Interface (DVI ou VGA, usualmente);
• Frequência de sincronismo horizontal;
Um monitor de cristal líquido. • Frequência de sincronismo vertical;
• Tempo de resposta; e
LCD (Liquid Cristal Display, em inglês, sigla de tela de • Frequência de atualização da imagem
cristal líquido) é um tipo mais moderno de monitor. Nele, a
tela é composta por cristais que são polarizados para gerar LED
as cores. Painéis LCD com retro iluminação LED, ou LED TVs, o
Tem como vantagens: mesmo mecanismo básico de um LCD, mas com ilumina-
• O baixo consumo de energia; ção LED. Ao invés de uma única luz branca que incide sobre
• As dimensões e peso reduzidas; toda a superfície da tela, encontra-se um painel com milha-
• A não-emissão de radiações nocivas; res de pequenas luzes coloridas que acendem de forma in-
• A capacidade de formar uma imagem praticamen- dependente. Em outras palavras, aplica-se uma tecnologia
te perfeita, estável, sem cintilação, que cansa menos a vi- similar ao plasma a uma tela de LCD.
são - desde que esteja operando na resolução nativa;
As maiores desvantagens são: KIT MULTIMÍDIA
• o maior custo de fabricação (o que, porém, tende- Multimídia nada mais é do que a combinação de textos,
rá a impactar cada vez menos no custo final do produto, à sons e vídeos utilizados para apresentar informações de
medida que o mesmo se for popularizando); maneira que, antes somente imaginávamos, praticamente

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NOÇÕES DE INFORMÁTICA

dando vida às suas apresentação comerciais e pessoais. A Surgiram com os IBM PS/2 e nos respectivos teclados.
multimídia mudou completamente a maneira como as pes- Também são designadas por mini-DIM de 6 pinos. Os te-
soas utilizam seus computadores. clados e ratos dos computadores actuais são, na maior par-
Kit multimídia nada mais é do que o conjunto que te dos casos, ligados através destes conectores. Nas mo-
compõem a parte física (hardwares) do computador rela- therboards actuais existem duas portas deste tipo.
cionados a áudio e som do sistema operacional. Porta Série
Podemos citar como exemplo de Kit Multimídia, uma A saída série de um computador geralmente está lo-
placa de som, um drive de CD-ROM, microfone e um par calizada na placa MULTI-IDE e é utilizada para diversos fins
de caixas acústicas. como, por exemplo, ligar um fax modem externo, ligar um
rato série, uma plotter, uma impressora e outros periféri-
cos. As portas cujas fichas têm 9 ou 25 pinos são também
designadas de COM1 e COM2. As motherboards possuem
uma ou duas portas deste tipo.

Porta Paralela
A porta paralela obedece à norma Centronics. Nas por-
As portas são, por definição, locais onde se entra e sai. tas paralelas o sinal eléctrico é enviado em simultâneo e,
Em termos de tecnologia informática não é excepção. As como tal, tem um desempenho superior em relação às por-
portas são tomadas existentes na face posterior da caixa tas série. No caso desta norma, são enviados 8 bits de cada
do computador, às quais se ligam dispositivos de entrada e vez, o que faz com que a sua capacidade de transmisssão
de saída, e que são directamente ligados à motherboard . atinja os 100 Kbps. Esta porta é utilizada para ligar impres-
Estas portas ou canais de comunicação podem ser: soras e scanners e possui 25 pinos em duas filas.
* Porta Dim
* Porta PS/2 Porta USB (Universal Serial Bus)
* Porta série Desenvolvida por 7 empresas (Compaq, DEC, IBM, In-
* Porta Paralela tel, Microsoft, NEC e Northern Telecom), vai permitir co-
* Porta USB nectar periféricos por fora da caixa do computador, sem
* Porta FireWire a necessidade de instalar placas e reconfigurar o sistema.
Computadores equipados com USB vão permitir que os
Porta DIM periféricos sejam automaticamente configurados assim
É uma porta em desuso, com 5 pinos, e a ela eram li- que estejam conectados fisicamente, sem a necessidade de
gados os teclados dos computadores da geração da Intel reboot ou programas de setup. O número de acessórios
80486, por exemplo. Como se tratava apenas de ligação ligados à porta USB pode chegar a 127, usando para isso
para teclados, existia só uma porta destas nas mother- um periférico de expansão.
boards. Nos equipamentos mais recentes, os teclados são A conexão é Plug & Play e pode ser feita com o com-
ligados às portas PS/2. putador ligado. O barramento USB promete acabar com os
problemas de IRQs e DMAs.
O padrão suportará acessórios como controles de mo-
nitor, acessórios de áudio, telefones, modems, teclados,
mouses, drives de CD ROM, joysticks, drives de fitas e dis-
quetes, acessórios de imagem como scanners e impresso-
ras. A taxa de dados de 12 megabits/s da USB vai acomo-
dar uma série de periféricos avançados, incluindo produtos
baseados em Vídeo MPEG-2, digitalizadores e interfaces
de baixo custo para ISDN (Integrated Services Digital Net-
Porta PS/2 work) e PBXs digital.

21
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

sistemas operacionais executar várias tarefas ao mesmo


tempo. Quando um computador necessita permitir usuá-
rios simultâneos e trabalhos múltiplos, os profissionais da
tecnologia de informação (TI) procuram utilizar computa-
dores mais rápidos e que tenham sistemas operacionais
robustos, um pouco diferente daqueles que os usuários
comuns usam.

Os Arquivos

Porta FireWire O gerenciador do sistema de arquivos é utilizado pelo


sistema operacional para organizar e controlar os arquivos.
A porta FireWire assenta no barramento com o mesmo Um arquivo é uma coleção de dados gravados com um
nome, que representa um padrão de comunicações recen- nome lógico chamado “nomedoarquivo” (filename). Toda
te e que tem várias características em comum como o USB, informação que o computador armazena está na forma de
mas traz a vantagem de ser muito mais rápido, permitindo arquivos.
transferências a 400 Mbps e, pela norma IEEE 1394b, irá Há muitos tipos de arquivos, incluindo arquivos de
permitir a transferência de dados a velocidades a partir de programas, dados, texto, imagens e assim por diante. A
800 Mbps. maneira que um sistema operacional organiza as informa-
As ligações FireWire são utilizadas para ligar discos ções em arquivos é chamada sistema de arquivos.
amovíveis, Flash drives (Pen-Disks), Câmaras digitais, tele- A maioria dos sistemas operacionais usa um sistema de
visões, impressoras, scanners, dispositivos de som, etc. . arquivo hierárquico em que os arquivos são organizados
Assim como na ligação USB, os dispositivos FireWire em diretórios sob a estrutura de uma árvore. O início do
podem ser conectados e desconectados com o computa- sistema de diretório é chamado diretório raiz.
dor ligado.
Funções do Sistema Operacional
FAX/MODEM
Não importa o tamanho ou a complexidade do com-
putador: todos os sistemas operacionais executam as mes-
mas funções básicas.
- Gerenciador de arquivos e diretórios (pastas): um sis-
tema operacional cria uma estrutura de arquivos no disco
rígido (hard disk), de forma que os dados dos usuários pos-
sam ser armazenados e recuperados. Quando um arquivo
é armazenado, o sistema operacional o salva, atribuindo a
ele um nome e local, para usá-lo no futuro.
Placa utilizada para conecção internet pela linha disca- - Gerenciador de aplicações: quando um usuário re-
da (DIAL UP) geralmente opera com 56 Kbps(velocidade de quisita um programa (aplicação), o sistema operacional lo-
transmissão dos dados 56.000 bits por segundo( 1 byte = 8 caliza-o e o carrega na memória RAM.
bits).Usa interface PCI. Quando muitos programas são carregados, é trabalho
do sistema operacional alocar recursos do computador e
O SISTEMA OPERACIONAL E OS OUTROS SOFT- gerenciar a memória.
WARES
Programas Utilitários do Sistema Operacional
Um sistema operacional (SO) é um programa (softwa-
re) que controla milhares de operações, faz a interface en- Suporte para programas internos (vulto-in): os progra-
tre o usuário e o computador e executa aplicações. mas utilitários são os programas que o sistema operacional
Basicamente, o sistema operacional é executado quan- usa para se manter e se reparar. Estes programas ajudam
do ligamos o computador. Atualmente, os computadores a identificar problemas, encontram arquivos perdidos, re-
já são vendidos com o SO pré-instalado. param arquivos danificados e criam cópias de segurança
Os computadores destinados aos usuários individuais, (backup).
chamados de PCs (Personal Computer), vêm com o sistema Controle do hardware: o sistema operacional está
operacional projetado para pequenos trabalhos. Um SO situado entre os programas e o BIOS (Basic Input/Output
é projetado para controlar as operações dos programas, System - Sistema Básico de Entrada/Saída).
como navegadores, processadores de texto e programas O BIOS faz o controle real do hardware. Todos os pro-
de e-mail. gramas que necessitam de recursos do hardware devem,
Com o desenvolvimento dos processadores, os com- primeiramente, passar pelo sistema operacional que, por
putadores tornaram-se capazes de executar mais e mais sua vez, pode alcançar o hardware por meio do BIOS ou
instruções por segundo. Estes avanços possibilitaram aos dos drivers de dispositivos.

22
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Todos os programas são escritos para um sistema


operacional específico, o que os torna únicos para cada OPERAÇÃO DO SISTEMA OPERACIONAL
um. Explicando: um programa feito para funcionar no WINDOWS 2003, XP, 7, 8 E 10. USO DE
Windows não funcionará no Linux e vice-versa. ARQUIVOS, PASTAS E OPERAÇÕES MAIS
FREQUENTES, USO DE APLICATIVOS E
Termos Básicos FERRAMENTAS.
Para compreender do que um sistema operacional é
capaz, é importante conhecer alguns termos básicos. Os
termos abaixo são usados frequentemente ao comparar ou Windows 2003
descrever sistemas operacionais:
• Multiusuário: dois ou mais usuários executando Windows Server 2003 é um Sistema operacional da
programas e compartilhando, ao mesmo tempo, dispositi- Microsoft de rede desenvolvido como sucessor do Windows
vos, como a impressora. 2000 Server. É também conhecido como Windows NT 5.2, e
• Multitarefa: capacidade do sistema operacional para um observador casual aparenta como um Windows XP
em executar mais de um programa ao mesmo tempo. reformulado. [1] No seu núcleo está uma versão do Windows
• Multiprocessamento: permite que um computa- XP com algumas funções desligadas para permitir um
dor tenha duas ou mais unidades centrais de processa- funcionamento mais estável do sistema. Tal como o Windows
mento (CPU) que compartilhem programas. 2000, este apresenta o Active Directory como principal
• Multithreading: capacidade de um programa ferramenta para a administração de domínios.[2] É um
ser quebrado em pequenas partes podendo ser car- sistema utilizado estritamente em redes de computadores.
regadas conforme necessidade do sistema operacional. O Windows Server 2003 da Microsoft trouxe novas
Multithreading permite que os programas individuais melhorias aos serviços de rede e ao Active Directory, que
sejam multitarefa. agora implementa mais funcionalidades em relação ao
Windows 2000 Server.
Tipos de Sistemas Operacionais Fomte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_
Server_2003
Atualmente, quase todos os sistemas operacionais
são multiusuário, multitarefa e suportam multithreading. SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS XP
Os mais utilizados são o Microsoft Windows, Mac OSX e O Windows XP (o XP utilizado no nome vêm da palavra
o Linux. eXPerience), que inicialmente foi chamado de Windows
O Windows é hoje o sistema operacional mais popu- Whistler, e que sucede o Windows Me e também o
lar que existe e é projetado para funcionar em PCs e para Windows 2000.
ser usado em CPUs compatíveis com processadores Intel e O WinXP possui duas versões: o Windows XP Home
AMD. Quase todos os sistemas operacionais voltados Edition (que substitui o Windows Me) e o Windows XP
ao consumidor doméstico utilizam interfaces gráficas para Professional Edition (que substitui o Windows 2000
realizar a ponte máquina-homem. Professional).
As primeiras versões dos sistemas operacionais
foram construídas para serem utilizadas por some