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Bastam-lhe, assim, alguns livros honestos e hem feitos, bra­

sileiros, :fran ceze s, i ngle zes ou alle mãe s, em certa materia, p ara
que produza lógo, obra em varios tomos sobre o mesmo assu•n·
pto, recheiada das long as, arduas e assirn, inglorias pesq.ms..
alheias.
Si uma das victimas dessa apropriação perdeu dias,
zes, annos, colligiu textos de tratados, constituições, leis,
11aes, dezenas de julgado s e centenas de referencias dou •

rias, apresentou suas definições, divisões e conclusões, o


didato COPIANDO tudo isso dá a impressão, a quem nio
nhece ou não compulsou o verdadeiro autor, de ser 111n

vel investigador, um grande scientista.


E tal impressão ainda se avoluma porque elle se não •

ta a reproduzir o trabalho de um, mas de varios publicista


Para cada tômo das suas pub1icações, ha um numero
guiar de ''victirnas'',
Entre ellas rnister se faz uma classificação.
Ha primeira•nente os esc1iptore1 e obras aproveitaàos se
a minima citação ou qualquer refeiencia de a11tor. O con
corrente transcreve, como se fossem d e sua autoria, trechos
e trechos, de preferencia os que representam ingente trab alho
de consulta ás fontes, do autoi: ''rictima'', esq uiv an do -se de o
citar uma unica vez, ne m se qu er na bibliographia, final,. ln·
dica, porem, como bibliogra1 •do se u tr ab al ho , to do s os au­
tores referidos por sua "victiroll"s :aa m es m a or de m
e se m qual·
quer accrescimo 11
Ha em segundo l aio raras vezes referidos
porem transcr1ptos e m

!O�tiõ• sem citação, e


destes a i n d a , certos eaeri
trea, que formam os li·
vros-guias d a o b r a
Mas a q u i a te

O-
Il1árão, e vós gozaes do seu trabalho: alii labo­
rav erunt, et vos in labores eorum intro · ·
Joan, e. 4 v. 38.'' (*)

As copias e as transcripções dos


e trangeiros são feitas grosseiramente, quer na
conteúdo.
Reproduz periodos inteiros, em regra
lavras, sem lhes mudar sequer a ordem, e se
passo, não deixa de manter o mesmo verbo,
11rincipal da oração.

Para baralhar, emprega commumente o ardil


no texto do seu trabalho, entre parenthesis, as DO!
tias em baixo das paginas das obras copiadas ...

1nomentos, porem, emprega a technica contraria e ap


candidato, como suas proprias notas, periodos exist
texto daquelles autores . . . Inutil accrescentar que
com ausen.cia de qualquer citação dotJ donos.

Ainda para confundir mais o leitor refere o can


as decisões j11dicia1·ias, apena& tlaia, Bem dizer as
tas ou colJectaneas onde for ••• E' proce ·

que se nao encontra em sqa estr


,,,, •

seja nacional. Quasi a to referidos,


são decisões já citadae p ,em d1
çio semelhante, omitdn feitas
mesmos, dos periodicos

Finalmente, se
da no mundo, pass

(•) Fr. Ji'RAN llio . I85S,


Toa110 Pri••teho, IX.
,. u �

••1$-
Lamenta vel, por m, d sol dor meamo, é e11e cre1ci1n ento
desen fre ad o do intuito d lucro, a po to de á
ção de formulas, de fuer concurrencia aoa
ses de CORDEIRO, 1 do pa a o co e
mulario, a sua these de concurso, procurando
expediente tão vulgar a venda d uma obra que
pura producção scientifica . . .

Será quasi ocioso di1er que este formulario, que as ''ln;;.


dicações Praticas e Formulas . • . '' constantes do Appendiee d
,

These, foram tambem copiados, sem qual,quer rni�ão,


apezar da differença de epoca, e com absoluta ausenm a d e e
tação, do livro de ARCHIMEDES AVIER DA SILVBtaa,
distinc to funcci onario do Ministerio da Justiça: ''Guia Jllªalioo
para a concess ão de titulos de naturalização e declara to o
cidadão brasileiro'' acompanhado de 39 modelos e 3 quá
explicativos'', Rio de Janeiro, Leite Ribeiro e Mauril lo, 1
Ha varios casos de repr<Hlucção qiuzsi integral, como
modelo de procuração (XAVIER DA Sil VEffiA, pags. .. 85
PONTES, pags. 225), na formula de petição satisfazendo e
gencias (XAVIER DA SIL '1EIRA, pags. 107 e PONTES, 254)
etc. ; em alguns casos, a alteração do candidato peorou: na
petição para obter das delegacias de policia o attestad o de resi
den cia, respectivamente: pags. 73 de 11m e 251 de outro.
É interessante notar como o Bac hare l PONTES DE MI ·

A segue nas suas ''formulas'', em obe dien cia per feita, o


estylo e os conselhos de XAVIER DA SILVEIRA, post os ao
lado dos ''modelos'', não discr epan do jama is do tratamento
sempre usad o por aqu elle, de ''vós'', e cumprindo á risca o

que o mesmo determinou :

''Deve-se usar simplesmente o tratamento de


Senhor, seni Illmo. 11eni Exmo. Só ao Presid ente

18
Mas na da o hat• ;a
a dote p ar a se de sfa•e:r a 1
tria. N o c a s o de sucessão
tude de guerra, se não li ::�A

tado, reg e m o s p r inei.iti�,.. , ·

,
.'i<""U..

reito das g e nte a, :r. _; .


.... ..

tade sucesso ��,..


NAO
L'A N 1' I Q UITt
o D E C O N F É · S E PE NS AVA E M CONF ERIR ­
L•m
T E L L E P O P UL A · LH E A N A C IO N A LI D A DE DO
U N E
DU CO NQ UIST AD OR (V. G., PE R IE
LA NATIONALITÉ
.

R A N T . P E N S O N S A U X COS, N A L A C E D E M O N IA; LA­


OONQm
'4P&ft l� Q U E S ' ' À LACÉDÉMO­
·
TINOS, E M R O M A).

N E , AUX LATINS, qu i ne jo u is­


sa ie n t p as de la na tio na lité ·R O ­

MAINE, m ais seu le m ent du jus


Latii. Lorsqu e l'E m p ire ro m ain
conqué ra it un te r1·ito ire , il dépen­ co ­
ROMA

dait ent iere m ent de la vo lonté de nl1eceu tôda a ga m a dos reg i1ne s
ROM E que LE S HABITANTS c riados aos VENCIDOS: ESCRA­
DU PAYS CONQUIS tom ha ssent VOS, APÃTRIDES (PEREGRl­
Nl DEDITICll), CIDADÃOS RO­
--

EN ESCLAVAG E, DE VIN SSE NT


APOLIDES (PEREGRINI DE­ MANOS DE CATEGORIA INFE­
DITICll), OU CITOYENS RO­ RIOR (CIVES SINE SUFFRA­
MAINS D'UN RANG INFÉ­ GIO), OU CIVES ROMANI. NA
RIEUR (CIVES Sl1VE SUFFRA­ ÉPOCA DO PRINCIPADO, CON­
GIO), OU CIVES ROMANI. LA CEDEU-LHES A NACIONALI­
NATIONALITÉ ROMAINE NE DADE ROMANA.
LEUR FUT ACCORDÉ QU'Ã
L'tPOQUE DU PRINCIPAT.

LE MOYEN-AGE E T L'ÉPO­
NA IDADE·
POSTÉRIEURE, JUSQU' MÉDIA E DAí ATÉ OS SÉ-
X V I e E T . XVUe S IECLES, CULOS XVI E
i,.f,f!:t·4:..
X V II a simet ri·
,
•.- t dominé s p a r I'idée c o n­
reg ra : si m et ria que se
-
z aç ao e a
-.J
.• ,

• Ã cette é p o que de la
. •
o p e ra e m v ir tu de da P R I NC I PA­
B ITt, le s h a b it a nt
e so nt LIDADE M E D I E VA L e p o st · m �
lear TERR ITOIRE.
' dieva l do T E R R I T ó R 1 O.

l'JP.rCIPASS BXPR
BISOE S APROVEIT
ADAS PELO CANDIDATO.
a u n ouve a u
BNT E N CO - -
TE S CLAUSE S AINDA O TR AT
DE WE STP HALIE FÃUA DE 1648 TR
.
lflll metta1t fin à la

PENSAMENTO .
Trente a n s ( 1 )
• .

.. . A U XVIe SIECLE ap p a­
_�; _.
.

'4 TE N DANCE A AME ­


R LE SO RT DE S PE R­
S qu i, p a r suite d'une
·on d'États, D O IV E N T
...�:
G E R FORC ÉMENT DE Em todo o ca­
ION AL ITÉ et de seig neur ; ... so, o PROPóSITO DE ATE­
NUAR A NACIONALIZAÇÃO
,-en de donner à ces pe1·- COMPULS óRIA insinua, DESDE
-=-- ...

l a p ossib ilité de choisir li- O S ÉCULO XVI, A C LAUSULA


t leur natio11alité est réa­ DE OPÇÃO, A-PRINCfPIO S ó
Jlr LA CLAUSE DE L 'OP­ CONSISTENTE NA LIVRE EMI ­
d.e nationalité. CE TTE G RAÇÃO, AO TEMPO, pois, da
DE L 'OPTION de na­ plena vigência da ''ALLÉGEAN­
l>E FORME ANCIEN. CE PE RPÉTUE LLE''.
�TAIT, AU FOND,
'"·"-- '

DSE DE LIB RE

D va sana dire

&;NcO RE les
Ainda que UNS
(PARIS, 1763;
1783: ''LES HABIT
ÇAIS OU AUTRES";
1802; PARIS, 1814-1815:

_.,:J•

HABITANTS DE Q
. • .

NATION QU'llS SOIE


TENDAM A TODOS M
TANTES, QUALQUER
,,,.._ ""

JA A NACIONAI,ll>ADE
·,;; �113
A LIVRE EMIGRAÇA�

mp10.
- .
e ro il ln.
ay, em 1932,
1, •oi. ,l, paga.
�íº·'
7'.'::.�.��i;.�"La Reeevabilité
• 111 DEVANT LES
lNTERNATIO.

� LA LOI natio·
-
· .::.:·'

i"\�DltFENDEUR;
dont il
PON

Tese, Part e 1, Capítulo V


1 (0 ESTATUTO DA C
PERMANENTE DE JUS
INTERNACIONAL, ART. 38) i
(OS PRINCÍPIOS GERAIS
DIREITO) ; 3 (Eliminaçõea
• ceituais) ; 4 (Tôdo direito
preende as próprias fonte•), •
71, 72 e 73.

PERMANENTE DE 1. O ESTATUTO DA COR


��<� INTERNATIONALE PERMANENTE DE JUSTI
li!QUER, selon L'AR­ INTERNACIONAL IMPÕE­
iDU: STATUT, NON ( ART. 38) , como regra de sup -"'" ...
m LES CONVEN­ direito, NÃO Só A APLICA1Ç
ATIONALES ET
..
DO COSTUME INTERNA
1

INTERNATIO- NAL (interestatal, supraestat


·COMO TAMBÉM DOS '' P
C1PIOS GERAIS DE D

RECONHECIDOS PEED _...,..

ÇõES CIVILIZAD:AS'�
,..í, à; �
-.:�

. __ _. _ aplio"'gão
2.

conce-
vêem no art . 38 CONF -..

DA P RÁTICA DE O
s ó se deve entender que IH
nhecem o carácter de fil
norma do Superdireito do D
TO DAS GENTES, JÁ A
EXISTENTE e agora COE
SIVA à jurisdição da
Não sei r·eferem à prática da
de jurisdição, porque a
mesma nao ex1st1a .
- . .

(1) LAUTERPACHT, P R I
LAW SOURCES AND AN
OF INTERNATIONAL L�
York, 1927, P. 67; SPIRóPU
ALLGEMEINEM RECB.��,.
TZE IM VõLK.ERRECHT,
:P. l S., 6 S.; A. VERDR01S
FASSUNG DER :VôL
MEINSCH AFl" . W:ien
� 57 s. ..:��.l.l
il faut c o n s ta t er que 3 . Os PRIN CtPIOS GE R
enlo11 de l 'a ppl ic a tio n DES A I S
DE DIREITO, qu e s e tcem c
CIPES G ÉN tR A UX DU fon o m o
te d o Direito das gentes, NÃO
OI T N 'A R I E N A V OI R AVE C S Ã O
OS PRIN CiPIOS GERAIS
L'E pr ob leme de l' a n alo g ic t irée
DO DIREITO CIVIL ; PO RQUE
dw. DRO I T CIVIL, S U R T O UT DU
UM P RINCiPIO GE RAL DO DI­
DRO I T CIVIL R O M A I N . L e f a it R E I T
O DAS GENTES PODE
que la plu pa 1·t des pr ínc ipes g é ­ NÃO SE
R P RINCÍPIO GERAL
n ér au x du droit av ai en t et é clé DO DIREITO CIVIL, ou, sequer, ..

veloppés d an s la d oc tr ine cl11 do Di 1�e ito. in te rn o, e um princí­


dr oit c i,ril s' expl ique l1istorique� pio ge1·al do Direito
civil ou, a in­
ment . . . da , do Di1·eito interno po de não •

Toutef ois, pour le s i·aison s su s­ ser princípio ge1·al do Direito das


menti on né s, ON CROYAIT pou­ gentes. Pa1"a que um princÍJlio
voir e xprimer cet avis en d isa nt g e· 1"al d ei di1·eito civil, ou de direi:­
QUE LES PRI NCI PES GÉNÉ­ to interno, seja princípio geral de
RAUX DU DRO IT CIVIL DE ­ direito das gentes é p1·e cis o que
VAIEN1, Ê T R E APPLIQUÉS nêsse direito também se verifique,
DANS LE DROIT DES GENS . . . O QUE Sôl\ilENTE OCORRE
Dans le p1·emier cas, ]e princi­ SE É Ul\1 PRINCÍPIO geral de
pe est a pplicable< dana le droit des I direito das ge1ites e DE DIREITO
gens NON EN VER TU DE SA C/J7/L, ou de direito inter110, OU
QUALITÉ DE PRINCIPE GÉ· SE É PRINCíPIO GERAL DE
NÉR AL DU DRO IT CIVIJ1.. , MAIS DIREITO, QUER DIZER DE
PAR CE QU'IL ES T UN PR INC I­ Tô DO O DIREITO.
PE G ÉN ÉR AL DU DR OI T PR IS
DA NS SO N EN SE MB LE . Da ns Ainda mais pe1·turbante do que
l'autre cas, l'a pplica hil ité peut au a assimilação do problema dos
m oins en être co nt es té e, et ne se - ''pri ncíp ios gera is'' no Sup erdi -
. 1·e ito do Di1 ·eit o das gen tes ao pro ·
ra it, en to ut ca s, qu u11e qu es t1o n '

hl em a do s ''p rin ci pi os ge ra is' ' no


d'an al og ie do nt i1ous tr ait er on s
pe rd irei to do D ir eito civi l, ou
plu a l oin ( 1 ) ( loc. cit. pa gs . Su
d · o D ir eito público, o u d o Direito
4414)
a is a r ti f ic ia l,
• • •

in te r n o e m g e r a l, e m
. .. .
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• • •


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on d e a d a q u e l e p r o
C'est pou rqu o i la ques ti
;o..;...
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e i a d e P R I N C f P I O S G E R A I S
PP LI CA BI LI TÉ DES P RI N-
DA PBLO CAJ(D IDATO
VEITA s
..

XP RESS6 ES AP BO
.AS PB IPA.E & E
elJll,AfJ JNC


1ª!Jr.• •
F

par
' .

es et, eu1-

SOUTIENT,
EST VR.AI.
11.U PAYS OtJ

".', porCP.Je JÁ
,:'tli ..... PARA ISS O PEm

,�.-�- �: DIAM AQUELES MESMOS P&i ";r...
. .

• SES �M QUE A T IÇÃ(l


. ... ,
f,jl'
_ d'".1.
GRECO -ROMANA IMP G
IUS SANGUII\118.
. ,,e
.....
se en co ntra a pags. 183 e 18' a
;,.....

OlC.CHARI>, ao fazer 11m apanhaêlo;


"Diplomatic Protection of Citizens ���,:;�;.;.�

rlfi, cita honestamente, numerosas ve


s do e1ninente MOORE, no111e jamais
o Equador não ratifieo�
e MATOS, ''Derecho Intern
�.....

�pria Argentina ratificou ta


1927 e em 1937 na magn· · a
€CIOLY, ''Actos lnternacionaes
""o, 1927-; pags. 130, e 2. ª ed ., l
�:.e.\.,,.,

i a t o apenas alterou a ordem &e


p O BDSIL
�ti'RAGRA­ bom exemplo na CONSTITUI
S A:) e é adopta· DE 1891, ART. 71, § 2.0, A (''por
outros Eatados, co· naturalização em país estrangei­
1ca, a França, a Hol· ro''), e na Constituição de 1934,
ltalia, Portugal e a Tur ­ art. 107, a, (''Perde a nacionalida­
� embora subordinado, ás de o Brasileiro: a ) que, por natu·
.
a certas restr1cçoes. ralização voluntária, adqi1irir ou­
.,,

tra nacionalidade") .

caso mais notavel de resisten­


a esse principio era o da
EMANHA, com A CHAMA­ A LEI ALE­
LEI DELBRüCK, DE 22 DE MÃ (22 DE JULHO DE 1913),
HO DE 1913 ... CHAMADA DELBRüCK, teve ati­
tude diametralmente oposta:

Assim, pela
�,_.,i Delbrück, a Alemanha PRO­
fL.
CAVA, VOLUNTARIAMEN-
' CONFLICTOS DE DUPLA em
.• _,
�IONALllM.DE. O TRATA- vez de evitar, PROVOCAVA, DE-
lle paz DE VERSALHES, de PROPóSITO, a polipatria, ra�ão
Ü junho de 1919, OBRI. por que o TRATADO DE VER­
�'porem, PELO ARTIGO SALHES, ART. 278, LHE IMPôS
reconhecer como válida, OUTRO procedimento, quanto à
es effeitos, a nacionali- naturalização de alemães em qual­
a por qualquer AI-
....... ""'1 • quer DOS ESTADOS ALIADOS
DOS PAIZES AL OU ASSOCIADOS.

'

cu1nbida das que·s-


alidade declara-

'"·-�mais importante
• •

CONSIGNOU
'
TílOS Estados ( •1·t. 1, al lt••
e a dis pe ns a po de deterrninaii
pe rda da na cio na lidade de qu
quer dêss es outr os Esta dos ( at.t
1, alínea 2.8), quer dizer

• . .

Parte IV, Capítulo 1, n. 5


(PR O T EÇÃO DIPLOMÁTICA
do nacional. O INSTITUTO
AMERICANO D E DIREITO IN·
do Estado TERNACIONAL E CONFE­
A
462, 463.
RtNCIA DA HAIA DE 1930),
e
págs. 163.

•t • Por isto mesmo, a PRO­ 5. A PROTEÇÃO DIPLQ...- .... :


DIPLOMATICA DO MÁTICA DO NACIONAL É DÍ.
DE ORIGEM DE UM REITO DO ESTADO, mas se 8' e
tro, por trata de p olip átride, NÃO POD e
:r..
a

SER EXERCIDO em rela -


outro Estado que atribui


.urA
nal ida de, salvo se• .. o pre
:'.J!l.'J.:
para a atribuição por p
não é suficiente em 1\1
Rentes. Não voltar
. I.ª CONFERtNCii
PARA A CODIFICAQI
tiv as a os c on - ABRIL DE 1930, ART

.nacionalidade, heu sem restrições o


-=..�.,.,..
SE ABRIL DE NÃO-EXERCfCIO DE ·--.

.
� . .,...
.
RTIGO 4. 0 a ssirn
...
ÇÃO CONTRA OUTRO
�ilo NÃO PODE DO QUE TAMBÉM DEU
·;w···· Ciít P R O T E C ÇÃ O NACIONALIDADE; m ll$.t
.
peit o dos terrnos ger.
" •

p ode entende r que se exij


cionalidade dessoutro Esta
sido atribuída dentro do
fixado pelo Direito dai g


e foram publicados ''Archlv.o
le Ou ro de 1926 e 25 de s·�·- !4'\MC

�a, mas com os numeros dos re .,;-,- ..

o aprop riou-se deste trabâlho flfj


de sua a1itori� ��

ese . . .
I! e • a eaposta de 1890 o Governo ao B
• • el.ô,U.,· aua propria at titut:le e ainda se reportando a
gul ent oa então ·ne "ate tes, ou seja, invocando diplo
902 e 190811
ccreace que, comparando o teôr das pergu
nta do Go e
Francez, como se acham n o texto copia
do, com o que conltà
elatorio do Ministerio das R elaçõ e s Ex
t eri ore s , de 1893, pa
8, referido e.scrupulo11t1111ente po
r RODRIGO OCTAVIO. e
c on tramos saltos typographicoa q
ue foram tamhem ervilm '!!:,

te r e pet idos pelo candida


..

to. Assim, na primeira, o certo n


lo
''r es pecti v a
declaração'', como escr eveu RODRIGO OCT
e ONTES copiou, mas declara çã o indicada pelo Decr t
e o" ,
''

na seg11nda, em vez de s impl e


s men te ''se1viço'', como está DR,
dois te tos, é ''serviço militar''
.
O ''Diccionario de Direito Inter
nacional Pr ivad o' ' de R
D GO OCTcA:VIO, Rio de J an eir o,
F. B ri g uie t, 1933, foi 11m d
gr des manauciaes em que s
e abeberou o candidato, mas, se ua
g
do o coaflume, sem qualque
r menção.
Mais de cincoenta por cento
dos accordams brasileiros rd
·ao1 na These foram dalli r e
t ir a dos (a quasi totalidade dos
ea foi colhida das pes quiz a
s de BENTO DE F e
UIMARÃES), com os propr
ios enganos typographico
e1 o Dicciona1io.
o conhecido caso '' icola
Rosa'' ou '' icola
o oh e se a c o nce ssão de
um jazigo
'',
perpetuo co
a o mia io para a ac qu isiç
ão d e n acionali da de, ecn
O �

p od11zir brilhantes parecer e v o


to os Mi nistr o s BENTO
O GO OCTAVIO, r ef eri do
o primeiro e tr
ella oh a sob n . 0 921, p
ags. 2 8 8 e
'eciM 01 o ) e s do '' .Archi o J
•.:"-

e fo p u blica do

• ,

d 89, e f

ção 934),
� • de ciril, art. 2).

da bien
de r ., rêt géné·
àroit public. C'elt
la CO DE
PROC t
IB'76, • 16.1.222, e , alto e
e,
CFJ, S DE

Cllroalqae de Jarl1pradence:
Teae, Parte V (PEBD D
tloaalité; IV PERTE DE ACIO
ATIONALITt ("Revoe
LID DE bn1llelr1),

Critique de Droit lnternatlonal ",


C.pltnlo m (Pre11apo1to1 par •
a perdada nacionalidade), n. 6
(AetivJdade
,..�..,
934), paga. 86-87:
1oelal 011 pol(tica no•
elva 10 interi1ae n1elonal 1rt.
107, e. Problen•a de direito lran.
eê1 e problema de direito bm1i·
l et r o ) , pá ... 1921

Lee demieres décisiona rendnca


matiêre de PERTE DE LA
O ALIT� aont relativea à
de l'action en déchéan­
·ce
"we par L'ART. 9, 5°, DE
O DU 10 AOOT 1927.
tribonanx ont été 1ai1i1 de
alfaitea qui apportent quel·
1 a101erea s11r l'.mt erpre'tation
. , •

article. La premiere af fai·


fait l'objet d'un jugement
mUNAL civil DE SAI T·
26 JUILLET 1932
AJ' du
Revue, 1932, p. 699). La
nde aHaire a fait l'objet de
u arrêta de la C O U R DE
UAI, du 12 OCTOBRE 1932,
octobre 1932 ct 7 décembre
92, non publiés1 et de de11x
de
tila CHAMBRE CI
S 1933 (cette Revue, 6. A Conatitui ão braiileira 1
...
"'º

U 7 ........, __.

H11, Partie rr; avec note la, no art. 107, de aoti •ttad• •.{".�" ,,,.
i­ o,
.. ,,. --.. . .

e ) • • • cial ou polít a J1ooiva ao •

déchéance était po•irsuivie se nacional LE

da paragraphe a de DE IODE GO O

UI.AI AS PBJ CIPABI BZPWIOa AP&OvmT



III


necesse, mais ou

cado.

O u t r a reminisc
temos naqueles
que fa lam de não ser �
dua s ou mais naciona
remos ensejo de afirm
existe, no Direito da s
1'. AI: princípio, talvez dee
al,igeância, sim. ll
DERIVOU DE LIGIU
LUTO, NÃO-QUAL
da América, respirando fAll
NE po OPUSERAM-SR 1
social,
DE S trógrada TENTATIVA (1796),
EMPERRAMENTO BRITANíCO
S NO AUX SISTIU A PRóPRIA GUERRA
AMtRICAINS . . . 1812.

, LE GOUVE R NE ­ ...

ÉTATS-UNIS PRO­
ênergiquement. . .
, EN 1812, LES ÉTATS­
ft Ê C L A R Ê R E N T LA
E À. L'ANGLETERRE . .

cil. pags. 55 a 56) .


.

t • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

est à remarqu er que dans la Duran­


�Gl,AJSE DE 1914, qui a te tôdo o sécuJ,o XIX a mesma con•
cepção persiste, pô.sto-que atenuada;
.: "'·

..., completement la législa-


SE A PRóPRIA LEI BRITÃNICA DE
111r Ia nationalité, le MOT 1914 AINDA FALA DE ALIGEÃNCIA.
GEANCE'' FIGURE EN- •

S'EST DEMANDÉ POUR-


P''V"',

r: duu cette derniere phra-


, · lateuu a employé le
�AIJ,tGEANCE'' AU
)JOT "DOMINIONS''.
que ma is lh e con vin ha ; �
TITUIÇÃO, isto é, aci,,,,_ da&
TÊ ( loc. cit. pa gs .

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

ll:''é·� n'imp orte de relevei·


e s juridiques élaho­
ifl'ECHNlQUE CONS­
f!NELLE DE LA RÉ·

TOS CONSTITUCION
natio· TÉCNICA d� referência ao �

in di qué to na Constituição ...


le la Révolu­
� l LA BASE •

on de n a tion ali­
-. 1 d an a l e s a u
..

c....
tres
� � L A T E C HNI­
D E L A RÉ­
.:·
ê l e s forme s m o-
...

ft p a g s . 85-86)
.. �.
.

6 e 7, paginas
Beguintes da These,
22 e 23,
� .'t't
.

o
·1'( apenas aos textos constitu
cioriaes e legaJJs
a trariscriptos por MIR E dep agi�
sen ta n do nenhuma
investigação propria,
� �T O E RK: M.
tn d'oriPne, proles·
de Greüswald (AI·
'f.'1ê� élu membre de
..

mter11ational au titTe
- eetion ayant été con·
T FUT CBARGÉ
OE FAI RE UN RAP­
GI DENT • . •

'1011v:elle éclosion Abre-se a época dtl


�i�
itaire, L ORSQUE velha regra , QUE S ó TERMl:­
..,.,_..�
.,. ON pr o· NA APóS A GUERRA DE 19»
· r 1918) ''le droit 1918, GRAÇAS A WJIS ON, P� ;._�,__.,

á-_....:ioi
dispoaer d'eux-
�,.-_.-_ RÉM NÃ O PARA T ODOS .
CAS OS
'

lonté
TRATADOS DE WH
SAINT-GERMAIN,
TÊ DE SAINT SEVRES CONTEEM ES
<LI,.
ÇõES D E PLEBISCI ""'.......
.
POUR BASE
fttl rac es, le territoire
l'-ellf an t l e sa is it, m êm e
d'étran ge rs (I).
,. Ain ai, p en d an t tou te l a du­
• .

iéit de L'ÉPOQUE FÉOD ALE E T


�J-.:.
M O D E RNE , le - JUS SOLI regne
en m ai tr e, à peine tem pe ré p ar
Ie IN­
JUS sanguinis, pou r les en fan ts
• • •

GL ATER R A e ES TADOS DA S
de s c om m erça nt s, au x E ch el le s du TRí;S AMÉR ICA. � .
Levan t (loc. cit. pags. 209-210). •

3. Renaissance du jus sangui·


XVIIIe

nia au siecle.
Entre êles há
Le JUS SANGUINIS RENAiT O RENASCIMENTO DO JUS
dan s L'ÉT AT MOD ERNE PAR SANGUINIS, que foi o princípio
RÉ ACTION CON TRE L' ANCIEN primitivo, NA CIDADE FUNDA­
RÉGIME et ''LA FÉODALITÉ D A PELA F AM iLIA, e volveu a
ABHORRÉE'' ( 1 ) . LA TRANS­ ser o oos ES TADOS MODER-·
FORM ATION DU CONCEPT DE NOS, NA RE AC ÇÃO CONTRA A
LA S OUVERAINETÉ PERMET F EU D A L IDAD E . É interessante­
CETTE RENAISSANCE : JUS- oh se rv ar -se que se caminha pa ra

Qtr AU XVIIIe S IECLE, ELLE a sínt·ese, depois da tese e da


�TA IT TERRITORIALE, voire antítese, e que E SS A EVOLUÇÃO ·
paui•noniale. Avec les puhli­ C O R R E S P O N D E A E V O L U ÇÃ O
ei•te1 du XVIIIe siecle, ELL E MES M A D O C O N C E IT O DE S O ··
DE V 1 E N T PERSONNELLE. BERANIA , p es so al , se se po- ·
an ia nos p ov os .
de falar de sober
R IA L A T t O
antigos, TE R R ITO
S S O A L D E -
SÉCULO XVIII, PE .
t e r r i t o r ia l-
PO IS , e finalmente
pessoal.
pinia au jus soli. . ( loc. cit. pags.

210).
4. Re1i<iissance dz1. ,iu.� soli
au XIX e ,-;iecle.

Le XIXc SIECLE VIT RENAt.. ,


A R E A PARIÇÃO DO
TRE CEPENDANT LE JUS SO­
JUS SOL/ NA EURO
PA D O S É -
LI. Alors 1nême que LE JUS
CULO XIX e do Século XX o he-
SANG UINIS S'ÉTENDAIT EN
dece a essa con cepção última, ins­
EUROPE, le JUS SOLI s e réc1·éait
pira da em COMBINA<}õES DOS
EN AMÉRIQUE, non p lus comme
DOIS PRINCiPIOS.
un vestige alll1orré de féodali té ,
NA AMÉRICA, a es -·
mais comme vne GAR ANTIE
cassez da população é que leva ao
D'INDÉPENDANCE TERRITO­
IUS SOL/, aliás menos ela QUE
RIALE et comme l a source 1nê­
O SENTIMENTO PATRIÓTICO,.
me de l a liherté, non s eulem ent di gamos, qu e en cont ra no fa cto
nationale, ma is individuell e (1). do nascim ento fo ra das met rópo -
DU NORD AU SUD DE L'AMÉ­ l es a razão pa ra qu e as novas ge­
R IQUE l es révolutio ns Y font
,
raçõ es s e sintam distintas das que
naitre, depuis 1776 au No rd, et i n1igra ram. Al guns l1 aviam d e
1881 au Sud, des États nouveaux, ser os primeiros cidadãos do Es-­
de forme répu hlica in e, dont Ia tado am,ericano e o ius soli cons­
Co nstitutio n est pén ét r ée des tituía o critério mais apontado ,
pelas ci rcunst ân cias l1istóricas e
l H omme
' psi cológicas.
INDEPEND tNCIA
. · ·

L E JUS S O L I S ' A F F I R M E I C �
CO M M E L A G A R A N T I E D E E JUS SOL! A PARECE �, a qui
D A N C E D u p o .1n t d e e ali, COMO CORRELATIVOS.
L I N DÉ P E N

.
r id iq u es g e, ­ LONGE SE ESTÁ, PORTANTO�
vue des co n c e p t i o n s j u
E D R O I T , M A L VU E N DO FUNDAMENTO Q UE TI­
nér a les, C
C O M M E F É O D A L , NHA O JUS SOLI FEUDAL.
EUROPE,
E X E R C E EN A M É R I Q U E _S O N
A C TION DA N S L E S E N S � :t M E
t s �

D E L A LIB E R T lt . E t , a n d i q e •

..... lee pa y s d 'E ll l'G p el l e ch o �


.JUS aal1
dbe l e Í " ' a a n g u i'AÚI e t le

JM�•.allf t:J•.........
L�­
SJt�

F
• • •

ES
giu o art. 1, a
.,
razao 1111·1e1e11te ,

Aliás, a perda--
esee mconven1ente<:
A e •

• a apatna .

on,

les
anos.

eia legislativa doa


179-180.

4. PASSEMOS A
NACIONALIDADE
DESNACIONALIZA
p ar les se a perda vol •

;eomment desnacionalização.
tendan..
GU du
�DES

t1ca n:ao se
. ,,.

çio de 1934,

FRANÇA adotou A TIO


:perte de la na­ INJUNÇÃO:
d'autoriAation •

·ere, LA LÉGIS­
AJSE, à raison
HISTORIQUE,
rttilement de lé-

ter, em se tratando de
.,_,,.,

MILITA R);

com a
w. g. RESIDIR DO e &b'l'DJ •

..,... (?jdées N ORUEGUESA DE 8 DE


DU 8 T O DE 1924, ART. 8 ; 1$1
�' L A L OI l,ANDESA DE 1 7 DE J O
17 JOIN 1927; LEI DINAMARQUESA U
OISE DU 1 7 DE A B R I L DE 1925, Q U ��;.

T O A OS DINAM ARQUESES ».: .._.. ,.,

ent d 'être ORIGEM) .


it une distin­
·

.trê le DA.
CE et le Da-

me le DA­
RTE de la


E is
.-..� � · . :-�
CIDE COMO E NTENDE., :
de boa no rrna (diz-se) � �

DER-SE À NACIONAI,IJ.).
o nsat1 on su1-
• • •
EFECTIVA.
��c::,:ALITÉ EF.

De lege /fifi:
TEM-SE PEDIDO A CESSM
DA POLIPATRIA POÍt · "-

CESSO AUTOMÁTICO Dli


NACIONALIZAÇÃO, SE
CTIVA A NACIONAI,ID ry-;-;

TRANGEIRA.
�Clys en venant Y
,

EE SER\TJCE MI-
�A.ó,

.�.. , ,
.

Y FAIRE DES
...,�.,,_IDIPLEMENT Y
POUR RAISON DE
OU D'AFFAIRES.
o eition prouve sura ho n­ •

e -si le No rvég ien


--�nalité norvég ie nne,
n seUlement il a u ne ·

t
la cpestion ne pou-

� .

'g, ""', a
e p oee r ( 4)
..

S JO U R S, au contraire, '

,_.cipe de l'allégeance perpé­


a été ah an do nn é pa r tou tes

·s1atio ns . D an s tous le s pays,


RE CONNAIT FO RM EL LE ­ EM QUE SE NÃO RECONHE­


...... T OU TAC ITE MEN T AU CIA UM DIREITO DE EXPA·
�··-
l!A.TIONAL LE D R O 1 T DE TRIAÇÃO.
.. , ....
_í)UITTER SA NATIONALITÉ
••r acquérir une autre (3). Dans
:'"�"!
c:ea conditions, la QUESTION DE

LA RÉINTÉGRATION se pose et
.,.,.. ..
d oit être résolue par le législa­
t.eur . . (loc. cit. pags. 296-297).
.

� .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . .

3. Fondement de notre insti·


tution.
mesmo, a

NOSSOS DIAS jf ili


pela DESAPAHI
PROCESSO ESPEê
sil pode dizer-ee que IÔ
o instituto por esque
. . �

legisladores do eéclalo
turalização comum, a pessoa
PERDEU A NACIONALID
POR INFIDELIDADE OU
ÇÃO. A Lei brasileira n. 569
feriu-se a todos os casos de pe
então admitidos pela Constitui ..,
de 1891 . . .


er à reconnai­
ii<C"

e nationalité au
Êtat, et à lui

; car c'est don­


qui apporte la I

..,.,,.�:�

éttangere
•pl:!� gain
examen au
Ültê de eette
SUG E RW Q UE O JR
•:..·�
'

lN CASU, SOLUÇÃO
COM OS INTE R2SS E S
COS DO MOMENTO, o �e
deslocar-se para a dimensã�
lítica a QU ESTÃO meramente
RIDICA, a questão que se 1
teou na aimensão do direitO. :'.'.:i:'fz.it

mais, h averia certa imorali


em se preferir a nacionalidad�
Estado a1nigo à do Estado m·
somente pelo facto da D
ÇA OCASIONAL das relaç,_
�·�
tre êles e o Estado do juiz._, �. ..
...
ll;ypotheses, l e
ponr rôle de
"-'"'
·· a cq11isition

porém NÃO É CO
GOMPLETE
líl1;'i MENTO COMPLE
�TlON DE ATRIBUIÇÃO DE 1';�
ll'ORIGINE. DADE DE ORIGEM -
devemos comid eru.
I I s'impose de determi­
_. a•ec exa
ctitude ce qu'il con..
vient �elltendre par naissan
ce en ·
F r a n e e; c'est-à-dire, ce qu
'est
exactement L E S OL FRANÇA
IS
A U P O I N T D E VUE D E L'AP­
P L IC A T I O N D E S R E G L E S S U R
L A N A T IO NALITÉ.
L E S O L FRANÇAIS, C'EST,
D'A B O R D , L A F R A N C E MÉ-
T R O P O LITAINE, Y C O M PRIS SOLO FRANCÊS É A FRANÇA
D EPIDS L E 11 NO VE MB RE METROPO LITANA (INCLUÍ­
1918 L'A LS AC E E T LA LO RR AI ­ DAS, DES.DE 11 DE NOVEMBRO
NE (AR T. 51 DU TRAITÉ DE DE 1918, A ALSÁCIA E A LO ­
VERSAIL LES). C'est aussi l..1' AL­ RENA, TRATADO DE VERSA·
GÉRIE, L A GUADELOUPE, LA LHES, ART. 51), COM ALGU­
MARTINIQUE E T LA RÉU­ MAS COLÔNIAS (ARGÉLIA,
NION (ART. 15, 1. 1927) (2). GUADELUPE, MARTINICA E A
Les AUTRES COLONIES, au REüNIÃO. LEI DE 1927, ART.
contraire, ne D OIV EN T PAS 15) ( 1) AS DEMAIS NÃO DE·

tTRE TENUES POUR TERRI­ VE M SE R CONSIDERADAS CO­


TOIRE FRANÇ.r.4.IS. Ell�s sont M O TERRITÓRIO FRANCtS,

(l) ARGÉL IA , SC O S
�2)
S EN AT U
donte 11'est possible
SULTO DE 14 DE
Aucun 8 65 ,
,
1
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P d on t n ou s
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VER E1R
a q u'i ls d e m e u re n t
·
(mpr
N A
.
É
p
au régi111 e sp é ci al d u S
(JLTE D U 14 J U IL L E T 1865
M)-1 DU 4 FÉVRIER 1919. · ·

AlfAS i'Jt�
6BS APBOV�
9D4D8$1
t:" ...
- • Jl O
l!f IP.ARS BA
Jo>.J':'O.'... �........
-,. ,
iréê&udre e n se r a p ·
,, _
.• _

es regles sur l a natio­


e s s e n t i e l l e m e n t d 'o r -
'"'1t"'b'

�:e't que, p a r con.séqu


ent,
lif���trG E F ·ÇA IS, IL
Ê C O U T E R QUE LA
� O I F R A N Ç A IS E LA
A T I O N A L I T É FRAN-
"···,_..

1.' EN CAUSE. Mais,


Qu'il va af fi r­
téncel d e la n a tionali-
tado- B�
der11ier élément
er� défaut, i l n'y
s légitimement
p'ON PEU T TI.
�..�.:':!: SCIENCE DU
RWATIONAL, car
DMME L'tQUITt
,

'' .

nmento autonomo com a relação de seus trabalhos.

e se gu e rigo ro sa m en te n-01
. ''
F ormulario da These'', em que só
eniprega ' ' S nr. ' ' ''V ' ''
e os . Usa, ao contrario, unicamente,
· · ·
·
.

''Exm o. '', ''V. Exc1. a. '', este ate po r ext


enso ...
,

Referiu alli a sua copiosa producção juridica e }iteraria,


em. uma serie infindavel de volumes, sobre os mais variados ra­

nios de direito, do constitucional ao processual, do civil ao in­


ternacional, abrangendo, ainda, formidaveis tomos sobre philo·
sophia do direito, soci, o·l ogia, politica, literatura.
D es ta ca re m. o s de ta l av al an ch e, no m om en to , ap en as os

em e m q u e fo ra m ap re se nta·
c in co tr ab al h o s seguintes, n a o rd
D ir e it o In te rn a c io n a l P r iv a d o '' , 2 tomos;
dos: II ''T r a t a d o d e

Dl os o ra s1 ;
''R e ·
'
, ·

'

,
- 1 88

1
......_
''Direito de Familia'';
''
tra a s s e n t e n ç a s .

na These, isto é,do ma is aud aci oso e completo ap


ro.
a

e nto do trabalho alhe io, des de con ceit os, definições e


ificações até citações de textos, decisõe s e autores, antigos
8 modernos, nacion aes o·u estran geiros , quer nos titulo s e sub-

J:itaJos, quer nas paginas e notas e nos propr1o s enganos typ0•


• •

:rr'J>of •

;.graphicos. .
Terismos que escrever sete volumes no estylo do candidato
(com varias centenas de paginas) se fossemos illustrar as nossas
:i'ffirmativas, como fizemos com a These que e II e offereceu para
o concurso.

Conhecido como ficou o systema de producção do hacha·


rei PONTES DE MI A, qualquer leitor, mesmo sem ser
especialista, verá, nos trabalhos re fe rid os , a prova do que asse-
.m s .
-

vera...,.o
,


OV :
PONTES DE MIRA
NDA :

• • • • • • •

109-111
• •

• • • • • • •

163

• •

283, 284, 285


}()�
• • • • • •

286 • • • • • •

166
• • •

291-292 • • •

170-171
• • • • • •

439-440, 438 • •

263 fine, 264


• • • • •

457, 4 5 8 , 469 n o t a
381 fine e nota, 382 .
• • • • •

pr1me1ro
• •

trecho in d ic a d o :

A . N . MAKAROV PONTES DE MIRANDA

'' pi·e, c1 s .
.
. . , , p ags. 35-38.
,,
''T1·at. de D. lnt. Pr·1·v .
'' ' to·

mo I, págs. 12-14.

Le LÉG ISL AT EU R A AB OR ­ 3. A técnica LEGISLATIVA


DÉ les p1·ohlemes des conflitB de dos CONFLITOS DE LEIS no es·
LOIS AU XVIIIe siecle. Les codes paço começa no SÉ CULO XVIII.
de ce sie cle contiennent pour la
pr em ie re fo is de s in di ca tio ns, sur
le s pr océdés de so lu ti on de s CON­
F L IT S DE L O IS DES DIFFÉ-
R E NT S L IE U X .

LES RÉPONSES
DONNÉE S À C E S Q U E S T I O N S
F O R T E E M ­
ONT R E Ç U UNE

L A T H É O R I E
P R E I N T E DE
N S L 'H I S T O I R E
CO E DA
I N E S S U R L E S
D E S DOCTR
B IT A D A S P E L O C A N D ID A T O.
P B JN C IP A E S E X P RE SS ÕES A P B O V
-"1 I C U L ü .A S

- 187
L'tTA-
PE S U I VA N T E d e l a c
odüica­
t i a n législative ·d u droit

interna-
t i o n a l privé fut le C O D E
DE ZU-
, 8�
E M S E G U I M E N T O surge
RICH d e 1857.
( * ) E M 1 8 5 7 , O CóDIGO DE
ZURI-
C e C o d'e , dont QUE, OBRA D E B •

L 'A U T E U R É TA I T L E L U N T S C HILI,
CÉLE- NO QUAL J Á TRANSPARE
B R E B LU N T S C H L I , P O CE
R T E DÉ- A INFLUÊNCIA DE SA V
J A L E S T R A I T S D E L'I I GNY,
NFLU- CUJ O S YSTEM DES R ôMIS
. E N C E D E S A V IGNY -
QUI, E N CHEN RECHTS DATA
1848, A É D I T É S O N TR D E 1849.
A I T É B Á L T I C A S RUSSAS ( 1 8 64
s u r l 'a p p l i c a t i o n d e s lois ),
dans
l 'e s p a c e ( t. V I I I , S Y S T E M D
ES

Daí em d ia nte HA
R õ M I S C H E N R E C H TS ) ; m
ais O CRESCIMENTO D E TAL IN-
n o u s ne pouvons p a rl e �: encore FLUXO,
em p a 11: e fecundo e em
d 'e m p r11nt direct. p a rte perturb ador d a evoluç ã o
Les regles sur técnica do Direito internaciona
l
les conflits d e lois du C O D E privado. NO
�óDIGO CIVIL
C IV IL D E S A X E D E 18 6 3 E T SAXôNICO
(1 8 63), NO CóDl­
D U C O D E CIVIL D E S PROVIN­ G O CIVIL D
AS PROVÍNCIAS
C E S B A L T IQ U E S R U S S E S DE BÁLTICAS RUSSAS
( 1 864) ,
18 64 so n t B ASÉ E S SUR L A DO­
C TR IN E DE S A V I G N Y . Les
deux co des so nt un e preuve du
dévelo pp em en t de l'étude scienti-
fiq ue de s pr oh lem es du droit in ­
tern ati on al pr ivé et ·cfe so n in­
fluence sur Ies législateurs ; en
mê me tem ps com me nce à se �IA-

(*)
'

A da ta do Co di go de Zurich nã o é 1857, como elle co piou


de M AK AR OV , m as sim 1854-1855, segundo se vê em LE HR , ''Code
Civil do Ca nto n de Zurich . . . '' Pa ris , 1890, pa gs. XXVI ; CANDIDO
D E Ol, IVE IRA, ''Curso de Leg isla ção com par ada'', pag s. 317, etc .

J(ilWIC ULA.S A8 PRINC1 PAES EXPRES SÕES APROV EITADA S PELO CANDID A'l'O.
Aliás, apezar de se tratar de idioma pouco vulgari zado, dif •

fiejl não será, mesmo para quem nelle não seja forte, descobrir
a s reproducções, tão grosseiras são ellas.
·

Entre as principaes, com absoluta ausencla de indicação,


citamos apenas algumas :
'

FRANKENSTEIN PONTES DE MI DA

II 48-49 1 216
1 221 e nota 1.
• •

521 e nota 6 .
• • • • •

-
''

1 382-383 412
• • • •

''

1 399, 400 e nota 53 415-416


• • • • • •

''

433 e notas.

397 e 11ota, 398 .


• •

I
''
• • •

Da mesma fórma que fizemos com MAKAROV, daremos


agora uma simples amostra de parte da pri1neira :

FRANKENSTEIN PONTES DE MIRANDA •

'' Trata do Dir. lnt. Priv. " ,


'' lnter11ationales Privatrecht '', de

vol. li, pags. 4849. vol. 1, págs. 216.

5. SACHEN IN TRANSITU... Secç ã o 1 . •


O S B E N S '' I N
TRANSITU''. ·

ES IST SAVIGNYS VERDIENST FOI SAVIGNY QUEM PRI­


1.
ZUERST AUF DIE EIGENART MEIRO C A R A C T E R I Z O U O
DIESER FÃLLE HINGEWIESEN FACTO, PECULIAR AOS BENS
ZU HABEN ( 41) ; SEINE Lõ. IN TRANSITU, PORÉM A SO­
SUNG IST FREILICH PRIN- LUÇÃO FOI IMPRATICÁVEL,
ZIPSWIDRIG UND PRAKTISCH sôhre ser CONTRA OS PRIN­
NICHT VERWENDBAR. CfPIOS (1) .

(41) SAVIGNY VIII 178 FF.



(1) F. SAVIGNY, System des heutigen
romischen Rechts, Berlin, 1849, t. VIII,
p. 184, 366 .

.. lu.IUSCULAS A S PRINCIP
AES E X P R ES S Õ E S A P R O V E IT A

D A S P E L O CANDIDATO •
-. -an dem d i e S a c h e n 15
ich j a
l a teàeh l i c h n i c h t escap a, con1 a corri
da d o trem
mehr hefi n d e n , , do
n i e h t weiter a u f navio, da aeron ave
ihre Schicksale . . .
EINWJRKE N KõN
NE.

Damos a seguir uma


traducção portuguez
dos de FRANKE a daquelle s peri o.
NSTEIN :

COUS AS IN TRAN
SITU . . .
"5 .
E' MERE CIM ENTO
DE SA VIGNY TER
P E L1\ P R I M E I R A MOSTRADO
VEZ A PARTICUL
C A S O S ( 4 1 ) ; SU A R I DADE D:ESTES
A S O LUÇÃO, a l i á s
, é CONTRA OS PRIN
C I P I O S E PRAT .
ICAMENTE NÃO
UTILIZA VEL. l\fas
t a n1hem OS OUTRO
S E S CRIPTORES
que eu1 p a rte f a l a ·
ram contra Savign
y NÃO S E A P P R
LUÇÃO DO PROB
L E M A (42) ; e se
OXIMARAM DA S O
Z i t e l m a n n declara
- 1
que as d e s v a n t a gens
p r a t � c a s s ã o s i m p le
smente i m a g i n a .
l
ções ( 43) certamente
elle não está bastant
e informado a res­
p e i t o d a r e l a ç ã o i·eal.

NIBOYET S O MENTE (44) , CONSE GUIU


M A I S C L A R E Z A P OR OBTER
P E S QUIZAS MAIS PR
OFUNDAS ;

e l i e c h e g a a o r e s ul t a d o
que COUSAS IN TRAN
SITU NÃO
T .t M P OS I Ç Ã O L O C A L N
O SENTIDO J URIDICO
, e, por
i s s o , c o m o L EX REI SITA
E s ó e s t ã o e m questão
O LU.
G A R D A P AR T I D A E O D
O DESTINO, d e c id in d
o-se A
F A V O R D O D I R E I T O D O LU
GAR DO DESTINO, por
que
O DIR E I T O D O LUGAR D A P A R
TIDA o n d e os objectoe
d e f a c to n ã o m a is se encontram N
à O PODE AGIR sobre
.
os se WJ des t1n os . ' '

MACHADO VILLELA

A ob ra citada do eminente professor de c�in1hra const1tu1u • •

1 94 -
,
o guia fundam en tal do Tratado, na pa rte referente ao direito
brasileiro.

Ficou sendo M A CHADO VILLELA, dest'a rte , um a da s


grandes victim as da ''technica'' do ca ndidato.

O histo rico dos a rtigos da Le i de lnt rodt1cção do Co digo


Civil B rasileiro, qu e a ppa rece no Trata do , represen ta a t ran s­
cripçã o, 110 ma is das vezes ipsis litteris, das pesquizas do juris­
ta po rtuguez.

Trab alha ndo unicamente com os vol11111es p11 hlicados sob re


a elabo ração do nosso Codigo C ivil, e de Coimb ra, não podia
é natural
-

co11sultar elle os Annaes do Senado e da Camara do


Brasil ; no seu trabalho encont ram-se. por isso, nume rosos enga­
nos a respeito, mesmo typogra phicos, alguns dos quaes impor­
t,antissimos, já a pontados em i1ossa These : ''Conflicto das Leis
Nacionaes dos Conjuges'', pags. 107, nota 269 ; 108- 1 -12, nota
2 78 ; 1 13-122 ( * ) .

Mas o concurrente co piot1 tudo, texto e 11otas� e o que é


peior, os engan os de impressão de un1 esc1·ipto1· est1·angei1·0 sob re
a historia do Codigo Civil B rasile iro, não se deten do ne1n ines­
mo n a s referencia s equivoca das desse at1to 1·, a Codigos estra n·
geiros conhecidos . . .

( * ) In dic ám os tae s f all 1as do liv1· 0 de �!A CH AD O VJ LL EL 1\.


cm no ssa Th ese , div ulg ad a em Ju nl1 0 de 193 6 ; já 11 0 1 . 0 vo lum e d<•
' 'R ev ist a de Dire ito '', de pr in cip io s de 19 37 , di str ib uí do cm 111 aio de
1 93 7, pa gi na s 3 e 4, o ca nd id at o te nt ou , sim ul ad am cn te , co rr ig ir a
.
copia literal que fize1·a no ''T ra ta do '', vo l. II , }la gi na s 42 -3 , n. 3, de
do -a de ac co rd o c o m o no ss o
V IL L E L A , op . ci t., p ag s. 19 0- 19 2, pon
t ra b a l h o, já co pi a1 u1 0, ta m be 111 , a nossa Tl1ese · · ·

195
ditos territoriais''. COEL
ROCHA J Á FAZ IN•rE"
lEI PESSOAL, que, pata
ria a nacional.
6 . A EXPRESSÃO
LIO DE EST
( loc. cit. pags.

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

Com A REVISÃO CONS-


239.
TITUCIONAL D E 1926, tal con­
troversia perdeu, entretanto, sua A RE-­
razão de ser. A citada letra h do VISÃO CONSTITUCIONAL D E
art. 60 foi suprimida. TODAS AS 1926 DEU ÀS J USTIÇAS LOCAIS
QUESTôES DE DIREITO CRI­ TôDAS AS QUESTÕES DE DI­
MINAL O U CIVIL INTERNA­ REITO PENAL E CIVIL INTER­
CIONAL, como se exprimia o tex­ NACIONAL, CABENDO APE­
to primitivo, ficaram NA. ALÇA­ NAS O ''RECURSO EXTRAOR­
D A DA JUSTIÇA LOCAL, HA­ DINÁRIO' ' PARA O SUPREMO
VENDO SE CREADO UM NOVO TRIBlJNAL. Mas a Constituição
CASO RECURSO EX­ DE da 1 934, art. 81, letra h, voltou às
TRAORDINARIO PARA O SU­ expressões de 1 891.
,..,.... " JtJC EMO TRIBUNAL ( loc. cit. . . .

p. 236) .
- Convém tam hem ohser­
�des de mu ito , a matéria
VA PREVISTA EM.
O U TRATADO . . .
' ..,...
7. a) Não temos OS TRATA­
DOS DO TIPO ANGLO-BRASI­
LEIRO DE 1827 Sô:SRE TAIS
ESPÓLIOS, DESDE A LEI N.
160, DE 8 DE MAIO DE 1842.
•ncedeu aos consules hritanni­
�os . . .

Tal regirnen, porém, foi modi­


'

ficado POR FORÇA DO ART. 43


DA LEI N. 160 DE 8 DE MAIO � •

DE 1842, A QUE DEU REGU-


LAMENTO O DECRETO N. 422
DE 27 DE JUNHO DE 1845 . . .
( loc. cit. p a ge. 236) .

• • • • •

-
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

241
levo,u o gove1:no im- . . .

pe1·ial a modificai· o sistema e FOI


PROMULGADO O DECRETO
NUMERO 855 DE 8 DE NOVEM­ b) O DECRETO ·N. 855, DE 8
BRO DE 1851, QUE REGULA O DE NOVEMBRO DE 1851, RE­
MôDO POR QUE SE HÃO DE GULOU A ACÇÃO DOS CôNSU­
HAVER AQUELES CONSULES LES ESTRANGEIROS quanto ao
ESTRANGEIROS NA ARRECA­ p1·ocesso da ARRECADAÇÃO pe­
DAÇÃO e ad1ninistração das he­ los ji1ízes ])1·asileiros e adminis­
t1'ação das heranças, HAVENDO t
ranças 'd'e suhditos de suas nações,
DADO O CASO DE RECIPRO­ RECIPROCIDADE.
CIDADE.
SOB ESSE REGIMEN e desde TAL RE­
que, por meio de NOTAS REVER­ GIME SE ESTABELECEU ME­
SAIS, cuja TROCA era seguida DIANTE A TROCA DE NOTAS
�e decreto governamental . . ( loc. . REVERSAIS .
.eit. pags. 2 3 7 ) •

� - . . . . . . . . . . . . . . . . • • • • • • • • • • • • • •

- � JD IC D L A S A S P&INCI P A E
S E X P RE SS ÕE S
< s: :.. " - ' AP RO VE IT AD AS PE LO CA Nl llD ATO .

•tendo, entretanto,
lt r a si le ir o fixar, de
tnáie claro e positivo, os
PGD.toa. desta questão entabolou
negociações com diversos paises
para ajuste de CONVENÇÕES
consulares, e, no pe ri od o de 18 60 e) DEPOIS VIE­
A 18 63 , os ce le b1· ou de fa to co n1 RAM OS TRAT AD9S ( 1860- .
a FR A N ÇA , SU IS SA , IT A LI A '
1863) COM A FRANÇA, A SU1-
HESPANHA E PORTUGAL (254) . ÇA, A ESPANHA E PORTUGAL,
Duvid as, 1101·ém, se su.scitaran1
sobre a intf.•rp1·etação de textos
dessas convenções : UMA REVI­ ll. E V I S rr O S
MAIS TARDE,
SÃO _ TORNOU-SE NECESSARIA, QUANDO OU'fROS SE FIZE-
-

e, após novas negociações, foram RAM ( 1874-1884. ) COM O PA-


elas substitui. das POR OUTRAS RAGUAI, A ITÁLIA, A HOLAN ..

mais explicitas e p1·ecisas, celeh1·a­ DA, A. ALEl'A.ANHA E A BÉLGI­


das entre 1874 E 1884 com a G1�ã- •
Cr'\ .
B retanha, PARAGUAI, Portugal,
Italia, França, Hespanha, Suissa,
P AISES BAIXOS, ALEMANHA
E BELGICA . . . ( loc, cit. págs.
237-238).

� . . . . ' . . . . . . . . . . . . .. . . . . .
' . . . . .

243. .. T O D O S E SS E S A JU S- .
d) OS TRATADOS
TôDOS
TES, entretanto, FORAM, por sua ACIMA REFERIDOS FORAM
vês, DENUNCIADOS pelo gove1·­ DENUNCIADOS.
no b rasileiro, cessando de vigorai·
desde 15 de julho de 1907, nestas
ões ficando DE SD E EN-
....._.... ,.

A M A TE R IA R EGIDA EX-
•.i-.
_

A M EN TE P O R N O SS A S
�-e .

EBNAS . . { loc. cit.


.

.
amos m a i s que n o correr
do T r a t a do o ··"'"·" �·
pie e s s e s dois no t a ve i s b r a
s i leiros, C L OVIS e
RO.
-. os referi r . . .
O que não tem q u a lificativo
é que
io d a obr a , p a g s . 8 0 -8 1 ,
tomo 1, elle os depreci a s
io.·JL-: •

se

OS ESCRIPTORES

• 2 . º
' '

Comentários à Constituição, 1936

Os livros-guias desse trabalho foram, em ordem decrescen­


te, as conhecidas obras de CARLOS MAXIMILIANO, ARAUJO
CASTRO, e JOÃ O BARBALHO, sobre o mesmo assumpto. Na·
-

h1ralmente não copiou o bacharel PONTES DE MIRANDA, nem


de BARBALHO nem de CARLOS MAXIMILIANO, os commen­
tarios sobre novidades da Constituição de 1934 . . . ,

D amos um unico exemplo, fri.z ante, de apropriação, quas1


que integral, do trabalho de CARLOS MAXIMILIANO :

CARLOS MAXIMILIANO PONTES DE MIRANDA

Inciso XVIII.
CONCEDER A MNISTIA . . . •

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

AlVINISTIAR é ap agar na lem­


b1·ança, p rivar de lembrança, ES·


Art. 34 . . . QU ECE R-S E DO QUE OCOR·
• CONCEDER AMNISTIA . . . REU, do grego . . . que no s da·
ri a amnestia ou am ni st ia , esse me­
.
,_. .

ª''º . AMNISTIA, esqueci-


do p assado, entre os gre- n os n o rm al , p o re m p re v al ec en te .

Ãfl PJI Í N C I PA.BS �X P R ESSÕES A PR O V EITADAS PELO C A N D I D :A t'q..


Em 582, CHILPERICO FES­ EM 582, CHILPERICO, NAS
TEJANDO O NASCIMENTO DO FESTAS NATAIS DO SEU FI. •

SEU FILHO THEODORICO, LHO TEODORICO, MANDOU


MANDOU PôR EM LIBERDA­ SOLTAR OS PRESOS E PER­
DE TODOS O S PRESOS E PER­ DOOU AS MULTAS FISCAIS.
DOOU A S MULTAS DEVIDAS
AO FISCO (3) .
CONCEDERAM AMNISTIA
CARLOS O CALVO, EM 856, E CARLOS O CALVO, E�f 856,
FELIPPE, O B E LLO, E M 1308. E FELIPE O BELO, EM 1'308,
TORNOU-SE M U 1 T O FRE­ CONCEDERAM-NA.
QUENTE a quelle acto de clemen­
�ia ins pi1·ado pela politica, e era Depois a amnistia SE TOR­
·outo rgado por meio de CARTAS NOU instituto MENOS ESPORÁ­
DE REMISSÃO assignadas pelo DICO. Houve e l1á AMNISTIA
rei em seu conselho. A remissão GERAL, que ABRANGE certo
-era GERAL, SE ABRANGIA movimento, PARTIDO, PROVÍN­
UM PARTIDO, UMA PROVIN- CIA ou raça, e a amnistia INDI·
- C IA, uma communa, OU ES­ VIDUAL OU ESPECIAL, em •

PECIAL, QUANDO CONCEDI- que se dizem os nomes dos am-


DA INDIVIDUALMENTE . . .
nistiados.
Usaram-se do reinado de Carlos CARTAS DE RE­
VI em deante, as CARTAS DE MISSÃO, CARTAS DE ABOLI­
ABOLIÇÃO. ÇÃO, cartas de graça . . .
A PARTIR DO SECULO XVII, NO SÉCULO XVII, À ABOLI­
A ABOLIÇÃO GERAL TOMOU ÇÃO GERAL, ao ohlívio coleti­
O ANTIGO NOME GREGO DE vo, CHAMA-SE AMNISTIA.
AMNISTIA (AMNESTEIA ) (4) .
DEPOIS DA REVOLUÇÃO COM A REVOLUÇÃO DE
DE 1 789, em consequencia das 1789 PASSARAM AS AMNIS·
novas theorias politicas, TANTO TIAS E AS ABOLIÇÕES INDI·
AS ABOLIÇÕES INDIVIDUAES VIDUAIS A SER DA COMPE·

(3) Cabat -
op. cit.
(4 ) Cabat -
op. cit.
- llAIU 8CULAS
AS PBINCJPAES EXPRESSÕES APRO VEITADAS PELO CANDIDATO.


- 209
'

mxo AS AMNISTIAS PRO­ T�NC IA DO PODER LEGISLA..


MENTE DITAS, PASSA­ TIVO.
RAM A SER CONCEDIDAS PE­
L O PODER LEGISLATIVO,
QUE US OU DA SU A PR ER OG A­ A ASSEMBLEA USOU
TI VA E M CI NC O DE AG OS TO DA M ED ID A PO LÍ TI CA A 5 DE
DE 1790 E 14 DE SET EM BR O AG ôS TO DE 1 790 E A 14 DE

DE 1 791 ( ASS EM BLÉ A CON S­ SE TE M BR O DE 1791 ; A CON-


TIT UIN TE ) , BEM COM O A 22 VENÇÃO A 22 DE AG ôS TO DE
DE AGO STO DE 1793 ( CON­

1 793.
VENÇÃO NACIONAL) . . .
NAPOLEÃO E LUIZ XVIII N A PO LE Ã O E LUIZ XVIII
R EIVINDICARAM PARA O SO­ EXER CE RA M-N A CO M O PO ­
B ERANO O DIREITO DE AM­ D ER D O CH EFE D E ES TA D O
NISTIAR, DEVOL 'TIDO EM EM 18 71 . A RE PÚ BL IC A RE ­ '

1871, PELA REPUBLICA, AO IN TE GR OU -A A LE GI SL AT U­


PODER LEGISLATIVO. Se1·viu­ RA . SE RV E AO S RE BE LD ES •

se este da prerogativa em Ma1·ço DA CO MUNA ( 187 9) E AO S


de 1879, en1 )Jeneficio dos REBEL­ EN VO LV IDO S NO CA SO DR EY ­
DES DA COMMUNA que fossem, FUS ( 1900).
dentro de tres mezes, julgados di­
gnos de perdão individual, e em
dez em bro de 190 0, a favor dos
ENVOLVIDOS NA QUESTÃO
DREYFUS (S) .
No s pai zes GE RM AN ICO S as Vemo-la em T R A T A D O,
amn istia s mais notaveis fora m as QUANDO CARLOS V E OS
resultantes do TRATADO de PRfNCIPES ALEMÃES ASSE­
Pass au, cele brad o em 1552 E N­ GURARAM, E M 1 552, A LIBER­
TRE CAR LOS V E OS PRI NCI ­ D ADE RELIGIOSA, E QUANDO
PE S ALLE MÃ ES PA RA GA­ SE PôS TER l\f O À GUE RRA •

RA NT IR A LIB ER DA DE RE ­ DO S TRINTA ANOS ( 1648) .


LI GIOS A ; A CO NV ENCIONA­ •

DA, E M 1 648, no TRATADO de

(5) Ca bat, op . cit.

PRES SÕ ES AP RO VE IT AD AS PE LO CA ND ID AT O.
B11 RA IU SC UL AS AS PR IN CIP AE S EX
A CARLOS
IJ S E U R E IN A D O
S T I A D A QUAL
0 EXCLUIU O S

J OR G E 1, E M 1 7 1 7, reco
rre,u •
r&S, evitando deze- medid a .
ções capitaes, EM

fC E U-S E N A S I C I -
E M 1 8 6 0 NA S I Q
E M 1 8 7 8 , E M TODA A I �
"'""
USOU-SE do oblívio. .
,
- "-

N O S E S TA D O S
A m é r ic a , · LINCOLN . , ,,.. � �
� o l. 1 , p á gs. 2 0 8 -9 , . ��
�-;�;
3.º •

D octrine et la Pratique au Brésil


Nesse curso d a Haya, ''Recuei!'', vol. 39, pags. 553 e segs. ,


até o modesto autor d a presente impugnaç�o foi copiado.
Haviàmos, d e facto, escripto em francez, no ''Journal de
Droit lnternational'' ( Clunet ) , de 193 1, pags. 590 a 609, um
longo trabalho, expondo o nosso direito sobre execução de sen-

tenças estrangeiras, ''Force exécutoire des jugements étrangers


au Brésil'', con1 grande esforço de pesquiza e consolidação dos

principios existentes sobre a materia, pelo exame de todos os


autores nacionaes e pe·la consulta 4e mais de UTn(lJ centena d.e!
jul�ados do Supremo Tribunal Federal.
O candidato apoderou-se de todo 01 nosso artigo, com o seu
methodo de costume, prazenteiramente, porque para um curso
em francez encontrava ahi um original na mesma língua. Não
apresentou qualquer elemento novo, de lei, de doutrina ou de
jurisprudencia ; resumiu to·d as as nossas fatigantes investigações.
J á se vê que não nos citou uma unica vez e que reproduziu
até as nossas expressões, inclusive alguns raros erros typographi·
eos que haviam escapado.

Apresentaremos alguns trechos elucidativos :

t
- 213

connai t seulernent Ie "de
squite",
selon les tradi tions cath iqu
ol es.
Dan� l� droi t intern ation
al privé,
. EN C E Q UI CONCER­ la d1fference entre le maria ge
du
.•

LE S JUGE ME NT S DE DI ­ Brési lien et le maria ge de quel-


ft)RCE AVEC RUPTUR E DU ques etran gers suscita it des ques-
,

UEN CONJUGAL, A U DÉBUT tions compliquées. AU DÉBUT,


ON LEUR REFUSAIT NETTE­ O N R E F U S A IT L'HOMOLOGA­
Jf E N T L'HOMOLOGATION ; T IO N A TOUS LES J UGE­
oa a ensuite commencé DE PER­ M E N T S D E DIVOR C E . E N 19 13 ,
METTRE LEUR EXÉCUTION ON A PE RM IS L'EXÉCUTION
SEULEMENT POUR DES EF­ S E U L E M E N T POUR LES
FETS PATRIMONIA UX, et en­ EF FE TS PAT RI MO NIAUX, ET
core à condition QU'IL S'AGIS­ S I LES ÉPOUX SONT ÉTRAN­
SE DE DEUX É POUX É TRAN­ GERS, EN CONTINUANT A
GERS (50) , l'homologation n'étant REFUSER L'HOMOLOGAT·ION
pas admise SI UN DES ÉPOUX SI L'UN DES ÉPOUX ÉTAIT
tTAIT BRÉSILIEN ( 51) ( loc. cit. BRÉSILIEN ( 2 ) (Zoe. cit. pags.
pags. 600-601 ) . 632 ) .

(50) ACCS. 16-8-913, Rev. de Dir. ... T R I B U N A L SUPRtME, 16


(2)
(51) ACCS. 1-10-1913, Rev. de Di1·. •.. AOúT et ler OCT. 1913.

E vae o candidato por ahi afora, resumindo o nosso artigo,


·

sem a menor referencia . •

As nossas numerosas i1otas com as decisões dos trihunaes


brasileiros tambem não escaparam, v . g., nota n. 0 53 ( a 2. ª deste
er
n11m o ) , pags. 601, transcript a so b n . 0 6, pa gs . 63 2 E ' as­ · · ·

•im com quasi to d as , limitando.se ás ve ze s o co p is ta a in ve rter a


, ...
� ordem dos accordams citados.
. , ..
S e m o d ifi c a alguma d a ta , a n o ss a re f e re n c1 a e q u e es t a
, o que é d e facil comprovação, con s u lt a n d o -s e a s fo n te s , a s

que apontámos e el le silencia . . .

A S P R L O C A N .Dl lhl 1U O ..
B IT A D
U' 11.MNCIP:&BS BXP �. S O B S A PR O 'Y
• •
' '

.

4.º

1917

'
r e it o s d e F a m ilia '' , 1 8 8 9 .

E is d oi s exemplos :

CL OVIS B EVILAQUA PONTE S DE MI A


§ 1 NOÇÃO DE FAMILIA . § 1 NOÇÃO DE FAMILIA·..

A PALAVR A FAMILIA, como A PALAVRA FA MILIA, ap pli·


já o notara Ulpiano ( 1 ) tem variàs ca da ao s individuos ( 1) , EMPRE­
ACCEPÇõES JURIDICAS, que
-

GAVA-SE NO DI RE IT O ROMA­
se desprendem do vo ca hulo, em NO EM ACCEPÇõES DIVER­
gra d a çõ e s ch ro ma tic as, seg un do a SAS. ÁS VEZES expri111i a . . •

situação, em que ac ha o oh se r..


Be Ainda modernamente familia
vad o r. C om p re h en de , N U M SE N ­ significa o C O M P L E X O D A S
Q U E D E SC E N D E M
TID O , O C O MPLEXO D A S P E S- P E SS ô A S
U M T R O N C O A N C E S T R A L
S OA S QUE D E S C E ND E M D E D E
..

E IT A D A S P E L O C A N D ID A T O .
S A S P R IN C IP A E S E X P R E S SÕ E S A P ROV
SCULA
§ 9 D A S Q U A LI D A DES
E
... DAS QUALID ADES E ·

JÇõES PARA SE PODER C O íi D I Ç õE S P A R A SE


PODER
1.Qq NT RA H'IR , o ma t1·im oni o ca· C O N T R A H I R O C A SAMEN
tll el ic o.
1'0.

l'JIRIMENTES S Ã O AQUEL­ . D IR IM E N T E S (3 ) S ÃO A­
·. .

-�. l.E S C U J A I N F R A C Ç Ã O A C A R ­ Q UE L L A S C U J A I N F R A C Ç Ã O
R E T A A NULLIDADE D O C A - A C A R R E TA A NULLIDADE DO
S NTO ( 5 º ) . C A S A M E NT O : VETA N T FA CI­
PROHIBITIVOS O U l�IPE­ ENDA ; FA C TA R E T R A C TA N
T.
DIENTES S ÃO OS QUE , S U P R C> H I B I T I V O S O U IMPEDI-
­
P O S T O S E J Ã O UM , E M B A R A E N T E S S Ã O O S Q U E , E M B OR

­ A
ÇO LEGAL Á C E L E B R A Ç Ã O C O NS TITUAM UM E M B A R A ­
D O CASAMENTO, TODAVIA Ç O L E GAL Á C E L E B R A Ç Ã O
NÃO O I N VALIDÃO, t: m h o r a n ã D O CASAMENTO, T O D A V I A
o
te n h ã o s id o d is p e n s a d os ( S I) ( op. N Ã O O INVALIDAM : IMPE­
cit. p a gs. 1 9 -2 0 ) . DIUNT FIERI ; FA CTA TE­
NENT ( oJJ. c i t . p a gs . 1 7 - 1
8) .

(5 0 )
VETA N T J? A C I ENDA ; FA C
TA ,
RETRA C TA N T .

(51)
IM'PEDIUNT FIERI ; FA C TA
TENENT.

DA T U T E L L A
§
DA TUTELLA
1 44 O Q U E É TUTELL A ?
§ 1 75 DEFINIÇÃ O e espe-
cies de TVTEL L A .

TUTELLA É O P O D E R CON­ TUTE LLA É O PODE R CON·


A A L GU E M , E M VIR­ FERIDO PELA L
E I o u segundo
E DE L E I, P A R A P R O T E . disposições A UM A PESS
ôA CA·
A PE SS OA E RE GE R OS PAZ, P A R A P R O
T E G E R A PE S ­
1lOS M E N O R E S QUE SOA E REGER O
S B E N S D OS
A f A. S :P J&l M
C I P .& B S B X P 1' B 8 &16 E S A P 1' 0 V g J T
0• >, A. D A S P E L O C 4 .N D ID A S'
� ·i111/ �
5 .º

Neste livro é p atente o a roveitamento d e autores hrasi


p lei­

RIC O, ''Da A cç ão R es cisoria'', 1 92 6, e CARV H O DE


MENl>ONÇA, M. 1. , ''Da Acção R
e sc is o ria d a s S en te n ç a s e Jul­
gad o s' ', 1 9 1 6 ; p orem é muit o maio
r o d e juristas e st rangeiros.
Limitamo-nos portanto a dar a p
al avra a o eminente CAR·
NEl.UTTI, que assim se refere
a o livr o , em a p r e c i a ç ã o critica
na ' 'Rivist a di Dirit to Pr oce s sua
le C iv il e '' ( * ) , 1 93 6 , p arte pri­
meira, pags. 2 2 4 :

PONTES DE MIRANDA, La azione rescisorüz contro


le sentenze. (''A acção rescisoria contra as sentenças'', Rio
de J aneiro, Livraria J acinto, 1934) .
La monographia e interessante per mostrare come an·
che nell'America Latina ei vada propagando quel movi.
mento di rivalutazione del fenomeno processuale, il quale,
se ha avuto origine in Ger1nania, h a oggi forse . in Italia
il suo centro di sviluppo. PIU CHE DI UNA RIELABO
.,.
....
,.
' - ,. - .....
.

(•) Fa a Revista p o d e
s e r encontra d a n a B i h l i
otheca d a an·
ra doe Deputados (Palacio Tiradentes ) .
A NÕMA, S I TRA'l'TA DE UNA
B. UN POCO ALLA RINFUSA, D I CONCETl'l
E SC B I E ITALIANI ; IL PECCATO t , SPECIAL
Jl._.\ENTE, D I CIDAREZZA E D I M ISURA ; ma lo sforzo
va Iodato e dovrebbe, fra altro, fare riffletere a noi ita-
liani quali mirabili frutti potrebbe dare 11na azione RISO.
LUTAMENTE DIRETTA A FORNIRE A QUESTI MER­
CATI, CON LA MAGGIORE IMMEDIATEZZA, I TESO.
RI DEL NOSTRO PENSIERO (C�) .

Não nos furtamos á. traducção portugueza :

A monographia é interessan'e para mostrar como tam·


hem na America Latina se vae propagando aquelle movi­
mento de revalidação do phenomeno pi·ocessual, que, se
teve origem na Allemanha, tem talvez hoje na ltalia o
seu centro de desenvolvimento. MAIS QUE DE UMA RE­
ELABORAÇÃO AUTONOMA, SE TRATA DE UMA IM-
PORTAÇAO, UM POUCO DESORDENADA, DE CON­
CEITOS TEDESCOS E IT.Lt\.LIANOS : O DEFEITO É,
ESPECIALMENTE, DE CLAREZA E DE MEDIDA :
mas o esforço é louvavel e deve1·ia, demais, fazer reflectir
a nós italianos que frutos admiraveis poderia dar uma
acção RESOLUTAMENTE DIRECTA PARA .FORNECER
ÁQUELLES MERCADOS, COM A MAIOR RAPIDEZ, OS
THESOUROS DO NOSSO PENSAMENTO (C. ) .

O ''avanço'' do candidato nos livros all1eios já está exigindo,


ao vêr do notavel jurista italiano, providencias immediatas para
que a exportação do s livros da península se faça para a America
Latina, directamente . . .

t
, ajlisr
CONCLUSÃO

Nio apresentou o concurrente PONTES DE MI DA


um titulo de doutor em direi.to, sequer honoris causa,
por qualquer Universidade, já não diremos allemã, mas mes­
mo chineza ou ma ndc hú . . .
Não exhihiu titulo de membro de qualquer sociedade
scientifica (*) .

Nem demonstrou ter feito jamais concurso pa1·a o magis­


terio · ou para a magistratura. É todavia, professor honorario


da Faculdade.
E allegou mais que fôra classificado por merecimento pa-

ra o cargo de desembargador.
É tão honrosa essa classificação qt1e, apeza1· de omittida
por elle, transcrevemos na integra :

''Para desembargador
Dr. José Burle de Figueiredo, juiz d e menores,
12 votos,
Dr. Francisco Cavalcante Pontes de Miranda,
juiz da Provedoria e Resíduos, 8 votos,

(•) De uma viagem feita pelo concurrente á Allema11ha em Outubro de


ltfaG, dea·noa o snr. Sergio Buarque de Hollanda que alli se encontrava naquella
2, de
....,_,,.

_, longo e espirituosissimo relato no '' O Jornal '', Supplemento, pag.


48 Novembr o de 1930, em art igo sob o titulo '' Os lnstinctos da Sabedo1·ia '' .
�\!·', •

229
Dr. D ec io Ce sa ri o A lv im , ju iz do s F ei to s da Fa­
zen da Mu nic ipa l, 8 votos'' ( ''D iar i o da Ju s­
tiça'', 14 de m ai o de 19 36 ) .

Ahi es tá o tit ul o in vo ca do : um se gztnd o lu ga r e1 n ch av e,

com grande differe nç a de vo to s do pr im ei ro co llo ca do e pe lo


.;quorum'' minimo ( ! ) , oito ce du la s em quinze de sen1ba rg ad o­
..

res vota·n tes ! E ell e era o nume1·0 um em an tig uida de dentre


os juizes de direito ; por tud o ou ape za1· de tud o, nã o foi ent ão
nomeado . . . Veio a ser posteriormente na ou tra va ga e por

antigz1.idade : �'Diario da Jus tiça '' de 1 8 de �1ai o de 1 936 . . .

Aliás da competencia com qu e se de sem pe nh a da s fun cçõ es


de des em bargador, dá conhecimento o acc ord am da lav ra do
{
hoje Ministro do Supremo Tribunal, ARMANDO DE ALEN­
CAR ., publicado no ''Jornal do Conunercio '' do dia 1 3 d e Maio
de 1936, e no ''Archivo Judic iario' ', vol. XXXVIII pags .
352-363 :

''Aggravo de Petição n. 0 1 . 002.


!
Vistos, etc.
Accordam os Juizes d a Sexta Camara d a
Côrte de Appellação, em j11lgar procedentes os
embargos de declaração de fl. 1 3 2 , não para
declarar o acco rdam emb arga do, QUE NADA
DECIDIU SOBRE A MATERIA DO A GGRA­
VO, MAS PA RA MANDAR QUE, PO R ISSO
MESMO, SEJA O RECURSO N O V AMENTE
INCL UIDO EM PA UTA E SUBMET TIDO AO
JULGAMENTO DESTA CAMAR A.
Ass im dec ide m, por que ten do o acc ord an1
embargado SILENCIADO EM AB SO LU TO SO-

230 -
\
A: CONFISSÃO . . .

·c io d o co n cu rs o, em 6 d e M ai o, ap re sentou
o ca n di ..

...

.
l>i re ct or d a Fa c11 ld ad e N ac io na l de Direito da Universi·
.
_�

� o Br.asil :

''Francisco C aValcanti Pontes de Miranda, inscrito e111
c oncurso p ara a cadeira d e ''Direito Internacional Pri­
v a d o '', vem pedir a V. Excelências o adiamento do mesmo,

p o r 60 dias pelo menos, p elas considerações que seguem :


.a)

anos, e n ã o m eses, s ã o passado s sem que se houvesse .,�,. ";.1:�

realizado o dito concurso, ei agora, quando na Presidencia


d o Tribunal de Apelação, se lhe depara o edital, não Ih"

sendo p ossive l tomar férias , nem licenç a premi o, por h&ve�-.,��..:�


esca la p ara isso e esta rem preenchidos os clar os ( tr.ea.

eeeiriha rg ad or es e m fér ias e tres e m lic en ça pr e1n io.) ;


...-: �
p ó r outro lado, não é justo que, p assando-se aJIB

� i" us cr iç ão , e so brevindo C on �t itu iç ão e le gi


to do o di re it o m .
..
_

_ ..e itl od if ic � am
�i�?"'
rll •
termos,

andidato, d e s11a propria these, esse

confissão do

o revogada a parte d a Constituição


ela Carta Constitucional de J
r-
examin ador o ilus
· . a Ferr .
tre desemb ar
. gado r v ie1r
con1 a dev1 da eir a ' VeJn�
penniss ão de
. Vossa s E xcelenc .
que seri a gran de . 1as ' p ond
con strang1men t era 1·
o ser sub meti
pera nte pesso a . do a p rovas
' - resp e1tavel ' e, .
co m que teve certo' mas ' infel ·
izmente
de rom per rela
ções, a p onto·
'

� .
cum p r men tare de não s
m , como é notor
io,

tanto que disso tinh


conl1ec1mento m e m
r oa d e s t e e g r e g 1 0 C
e
8 lll
. h , .
onselho . Espera
s u p l i c a n t e q u e V os
sas E x c e l e n c i a s e s c
o
o l h a 1n outro nome
s e m d e s d ou r o
p a r a o i l u s t r e d e se
m ]) a rg a d o r , p o i s 0

c n t e l am e n t a , s i n
c e r a m e n t e , t a i s circ
supli�
u n s t a n c i a s . Caso
n �� a n u a m V o s s a s Ex
ce l e n c i a s n a s u s p e i ç ã o ,
de a c ô r d o ,
a l i a s c o m a p ra
: x e deste C o n s e l h o , com
o é, p e d e seja
c o n s i d e r a d a a p re s e n t e p e t
i ç ã o , c o m o de recurso, que
simu lt â n e a m e n t e in t e r p

õ e p a r a o C o n .s c lh o u n ive
rsitário.
Nestes t e r m o s , p e d e
e a g u a r d a defcrin1ento".

E
11 o s p r a z t r a n s cr e \' e r , t a 1n
h e m n a in te g r a , e s s a peça do
1n a is fin o e sp ir it o q u e é
o officio d o e m in e n t e Dr. VIEIRA
F E R R E IR A , sa ti sfaz e11d o o d es ej o d o ca n d
id at o d e n ão o ter
como JUIZ :
• •

''T en ho a ho n1·a de ac us ai· i·ece hi do, o oficio co


,•
n1 que..
V. Ex . m e t1· an sm ite a p et iç ão do D1--. Fr an ci sc o Ca
val-
canti Pontes d e M i ra n d a ao colendo Consell10 Técnico
Administ1·ativo dessa Faculdade, i·ecusando-me como seu
examinador no· concurso para lente catedratico de Di1·eito
internacional p rivado, pelo motivo de suspeição que ale-
ga. Diz �o recUBante que ''seria g1·and e cons trangimento
-

sei· submetido a p1·ovas pe1·ante pessoa, respeitavel, é certo,


m as, infelizmente, com que teve de roinper i·elações, a
p onto de não se cumprimentarem, como é rwtório''. Eis.
0 que h ouve. Em 1924 o d1·. Pontes de· M i1·anda profe1·iu
como Juiz de Direito o longo despacho que se lê na Re­
vista de Critica Judiciaria, 1, p. 151 e segs., no qual decla·
.
ju di cia l p ar a a em an c1p aç a o
,.,

ro u ne ce SBa ria a l1om olo ·g aç ão


do fj lh o fam il ia . C 1 i t i qu ei i co m en ta r1 0

de no

· a c s ão in -

238 -·-
8*lto á P · 1 6 2 e e e g s . d o m e s m
o v o lu m e . C o m e c e i a sa im :
" O s fun d a m en to s d e s s a d e c is ã o in su
st e n ta v e l, p o r m a io r e s
q u e .s e ja m o ta le n to e a e ru d iç ã o
d e seu ilustre p ro la to r,

c o nst it u e m v e rd a d e ir a m o n o g ra fi a
so b re a m a te ri a " . E
a ca b ei n es te s te rm o s : "C er ta m en te d is p en sa rá os on se ­ �
lh os im p li ci to s n es ta cr it ic a. A ss im m eis m o cr ei o p re st ar
a o p aís u m b o m ser viç o, p ro cu ran do fo rça r a ção ulteri
a or
d e u m a ca p ac id ad e e1n te m po d e co ro ar , co m p roveito
ge ral , o qu e es] )oç ou no s en sai os an ter ior es" . Su po nh o
que n ã o pod ia h ave i· ma ior l1om ena gen1 á inte lige nci a do
jui z. En treta11 to, 111a goo u-s e o d1·. Pontes de Mir and a com
a m inh a c1.. itic a ao seu des pacho, não a sua pess oa, e dei­
xou d e cum priment ar-m e por algu m tem po. Tornou-se ás
l1o a s depo is, fe·stej ando- me ca1..inhos amen te semp 1·e que nos
encont1"avamos nas livrarias, com delicado abraço e ale­
g1·ia n o sen1blante. Nossa s relações nunca foram assiduas
mas, a não ser pelo pouco tempo' em que se most1·ou
ressen tido com a minha critica , têm sido perfei tamen te
cord iais. C1·eio, pore m., que aind a que não se tivessem
rea tad o, falt aria 1no tivo· p ara a sus pei ção a que recorre,

po rqu e na da au tor iza a sup or qu e eu sej a cap az de1 sac ri­


fic ar um dir eit o, po 1· l1a ve r co 1·ta do i·el açõ es co m a pe sso a

se i· at ri bu id o. Sz ir su 1n co rd a. M as á vi st a
a qu em de va
co m qu e so u i·e cu sa do , po 1· 111 ai s im ag in ár ia
d a su sp ei ção
que seja, eu é que' me acho constrangido, por esse r c io ��
_
do candidato, e indo ao encont1·0 de seus desejos, sol1c1to
do colendo Consell10 Tecnico Administrativo, por inter­
medio de V. Ex., que me dispense da função com que me
honrou sua confiança. Aproveito o ensej o para si gnificar

t o d o o m e u a p re ç o .
''

a V. Ex.
..
�' na confissão do que consta des�
no attestado de concursophobia, doença
..
..., .•..

· revelada ao publico, qual agora a rey


-

S DE MIRANDA e de fórma tão


'

EIRO, 9 de J11�ho de 1939 .


*

Rua Braulio Gomes, 1 3 9


SÃo PAULO
*
SE e a TRABALHOS apresentado•

elo candidato Bacharel F. C. PONTES DE

athedratico de Direito Internacional Privado

da Universidade do Brasil •