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Técnico/a de Instalações Elétricas

Domínio de formação: Viver em Português


UFCD: 6652 – Os média hoje

MANUAL DO FORMADOR
UFCD: 6652
OS MEDIA HOJE

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Este módulo tem como principal objetivo estreitar a tua relação com os Media e
os Mass Media que tão continuamente ouves falar no teu dia-a-dia. Aprenderes
a questionar, a saberes o porquê, a perguntares-te como se faz e porque se faz
são também objetivos da aprendizagem deste módulo.

A ti já não bastará a mera resposta que os Media te dão, pois terás vontade de
saber algo mais.

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1 - Comunicação, Informação e Media

O conceito de comunicação não é simples, nem conciso, antes porém tende a complexificar-
se devido a tudo o que envolve. A verdade é que de uma forma ou de outra comunicar é algo
intencional ao ser humano. Este comunica constantemente e das mais variadas formas.

Desta forma, podemos dizer que o ato de comunicar envolve todo o tipo de comportamentos e
atitudes humanas e não humanas, intencionais e não intencionais. A comunicação pode ou não
ser pretendida, mas ao Homem é impossível não comunicar.

Mas será que comunicar é simplesmente transmitir uma informação?

A resposta a esta pergunta, por mais estranho que possa parecer, é negativa, pois mesmo
quando partilhamos uma experiência, um sentimento, um olhar, uma imagem, estamos a
comunicar.

Comunicação tem a sua raiz etimológica na palavra latina communicatione que significa
participar, pôr em comum ou ação comum, ou seja, comunicar é tornar alguma coisa
comum entre seres vivos conscientes (seres humanos), seja essa coisa informação,
experiências, sensações, emoções, etc.

Existem 4 grandes formas de comunicar:

 Interpessoal – comunicação de alguém consigo próprio.


 Intrapessoal – comunicação face a face entre dois ou mais intervenientes.
 Organizacional – comunicação no seio de grupos e organizações.
 Mediada – comunicação que recorre aos meios de comunicação social – Mass Media.

No entanto, é preciso notar que nem toda a comunicação, entendida como troca de mensagens,
transmite informação. Um poema, uma música, um quadro podem comunicar emoções,
sensações, comportamentos, mas não transmitem uma informação.

Contudo conseguiremos transmitir uma informação sem recorrer à comunicação?

Mais uma vez a resposta é negativa. Isto é a informação depende da comunicação. Não há
informação sem comunicação.

Segundo alguns autores podemos afirmar que “a informação é medida da incerteza ou da


entropia num sistema. A informação é quantificável e lógica”.

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Outra característica da informação é que esta é sempre codificada e o seu código precisa de
ser conhecido e compreendido pelo recetor para que haja troca de mensagem.

A noção de media contem em si a noção de intermediário. Os media ou meios de comunicação


são dispositivos tecnológicos que suportam mensagens e permitem a sua difusão.

Quando os meios de comunicação são utilizados para transmitir mensagens para muitos
receptores, designamo-los por mass media, pois transmitem uma informação para as massas.
Como exemplos de Mass Media temos:

 Rádio.
 Televisão.
 Imprensa (jornais, revistas e livros).
Existem contudo outros media que são utilizados por não mais do que dois intervenientes.
Logo a informação é apenas de um para um. Alguns destes media são:

 Telefone.
 Telemóvel.
 Fax.
 Telégrafo, etc.

No que respeita à Internet esta fica a meio caminho entre os Mass Media e os Media. No caso
do email, é apenas um media, no caso de um jornal on-line esta transforma-se em Mass Media.

Desta forma, podemos afirmar que a Internet é sempre um meio de comunicação, que pode ser
utilizado para transmitir informações às massas.

Atualmente, as sociedades recorrem a vários meios de comunicação, conjugados em redes.


Alguns media são agregados a dispositivos que lhes aumentam a potência, a qualidade e o
alcance, como o satélite ou o cabo.

A importância dos meios de comunicação para a sociedade assenta na capacidade de


representação das pessoas, da sociedade e da cultura. Os meios agem como agentes
mediadores, como já o fazia a família e a escola, mas assumem um papel fundamental na
determinação de comportamentos e atitudes aceitáveis e convenientes no meio social, no
estabelecimento da suposta normalidade.

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1.1 Processo de Comunicação

A essência de um processo de comunicação é, e já dizia Aristóteles, existir um emissor, uma


mensagem e um recetor.

No entanto, depressa os estudiosos da comunicação perceberam que um processo de


comunicação envolve muito mais do que isso. Como se pode ver no esquema abaixo, para
haver comunicação tem de existir um meio/canal/forma de transmitir essa comunicação, para
que a mensagem chegue ao destino. Mas será suficiente?

Estudos comprovam que não chega. Pois num processo de comunicação e para que este
tenha êxito devemos responder a certas questões:

 Quem?
 Diz o quê?
 Por que Canal?
 A quem?
 Com que efeitos?

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No entanto, nem sempre o meio/canal de que dispomos é o mesmo, uma vez que este se
altera caso seja realizado através dos media (comunicação mediada) ou entre 2 ou mais
intervenientes (intrapessoal) ou no seio de grupos ou organizações.

Comunicação Mediada

Comunicação Intrapessoal e Comunicação Organizacional

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Existe, contudo outros processos de comunicação, sendo que um dos mais importantes surge
segundo o modelo de Newcomb, o qual introduz, pela primeira vez o papel da comunicação
numa sociedade ou numa relação social e procura o equilíbrio entre os seus intervenientes.

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Proposta de atividade

A informação como veículo do conhecimento


Informação
A noção que temos de informação é muito vaga e intuitiva. Quando fazemos uma pergunta,
estamos a pedir uma informação. Quando vemos televisão ou um filme, estamos a absorver
informação. Ao ler um jornal, uma revista ou ao ouvir uma música, sabemos que estamos a lidar com
algum tipo de informação. Até quando contamos uma piada estamos a transmitir uma informação.
Usamos, absorvemos, assimilamos, manipulamos, transformamos, produzimos e transmitimos
informação durante todo o tempo.

Conhecimento

Podemos dizer que alguém tem conhecimento sobre determinado assunto quando pode fazer
associações de conceitos com base numa vivência pessoal. Embora se possa ler bastante sobre
Portugal, conseguindo assim informações sobre esse país, só obtemos conhecimento sobre ele
visitando-o pessoalmente. Nessa visita a nossa experiência ensinar-nos-á algo de novo, o que
podemos referir como conhecimento. Portanto, o conhecimento é algo totalmente subjetivo, já que cada
um tem uma vivência diferente.

Após a definição dos conceitos anteriores, podemos afirmar que a informação é um veículo de
conhecimento. Podemos obter informação através de diferentes formas, produzindo, assim,
conhecimento sobre algo. Uma das formas de obtermos informação é através dos Meios de
Comunicação Social.

Há quem defenda que os primeiros meios de comunicação de massa foram os livros


(principalmente didáticos), pois estes existem em grande número desde a invenção da máquina de
impressão, criada por Gutenberg no século XV.

Se, inicialmente, o termo “meios de comunicação de massa” referia-se basicamente a jornais,


rádio e televisões, no final do século XX a Internet também entrou fortemente no setor. Hoje em dia,
através
1. dos telemóveis já acedemos a muita informação, podendo assim integrá-los nos media.

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1. Completa as afirmações com as palavras que se encontram na


caixa abaixo.

. Conhecimento . Jornais . Informação . Revistas . Outros

A _______________________é um veículo do __________________________. Neste


sentido, podemos obter informação através de ___________________,
_____________________ ou até mesmo através da interação com os
__________________.

2. Classifica as seguintes afirmações de verdadeiras (V) ou falsas (F)


e corrige as falsas.
 Conhecimento é um conceito muito objetivo.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
 Quando contamos uma anedota estamos a transmitir informação.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
 A informação encontra-se apenas nos livros.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
 Os telemóveis não podem ser considerados média.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

3. Refere a diferença que há entre informação e conhecimento.


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_____________________________________________________________________
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_____________________________________________________________________
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2 - Os vários tipos de Mass Media, as suas funções e potencialidades

As sociedades atuais caracterizam-se pela coexistência de diferentes tipos de media. Já


que a cada dia que passa novos nascem e os já existentes transformam-se, graças ao
incessante desenvolvimento da tecnologia.

Durante muito tempo, porém, os meios de comunicação social disponíveis limitarem-se à


Imprensa escrita, nomeadamente livros, panfletos, jornais e revistas. O posterior advento da
rádio desencadeou um efeito de “bola de neve” no campo da comunicação, suscitando o
aparecimento gradual do cinema, da televisão e, mais recentemente, da Internet.

Ora, estes diferentes media têm em comum duas características principais: por um lado, a
de comunicarem com uma enorme quantidade de pessoas à escala mundial; por outro lado, a
de funcionarem como meios de difusão cultural, transmitindo valores, comportamentos, ideais,
estilos de vida, entre outros.

2.1 Imprensa

A imprensa refere-se ao conjunto de publicações impressas destinadas ao grande público,


destacando-se revistas, jornais e livros e surge na forma atual através da invenção da moderna
tipografia com carateres metálicos de Gutenberg, na quarta década do século XV.

Ao longo da história livros, jornais e revistas moldaram a esfera pública, mudaram


pensamentos, contribuíram para as transformações, sociais, económicas e políticas,
promoveram a educação e interesse pelo mundo. Fizeram circular ideias e informações e
modificaram culturas e atitudes.

O jornal desempenha, no aspeto informativo, o papel mais importante. Fornece notícias atuais,
principalmente se se trata de um jornal diário.

Os livros e as revistas, sob os aspetos de distração cultural e de opinião, têm uma maior
importância. Embora a principal função de um jornal seja informar, praticamente todos os
jornais incluem artigos de natureza diferente: passatempos, entrevistas, artigos de opinião, etc.
Mas a notícia é o que neles ocupa um maior espaço e o que tem, geralmente, maior relevo.

Para a dinamização da imprensa em muito contribuiu fatores como a industrialização, a


alfabetização, a urbanização e os progressos técnicos.

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Atualmente, a grande potencialidade deste mass media é o alcance do pormenor e do detalhe.


Através da imprensa o recetor tem acesso a pormenores que só a escrita lhe dá. A facilidade
de transporte permite-lhe penetrar em todo o mundo.

1. Explica a principal função de um jornal.


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2. Explica a função desempenhada pelos livros e revistas.


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2.2 Rádio

A rádio é um instrumento de radiodifusão, funcionando através das ondas eletromagnéticas e


do tríodo (instrumento que permite a transmissão e captação da voz humana).

Inicialmente a rádio era apenas usada como um sistema de telecomunicações, utilizado pelos
militares, tendo-se dinamizado no grande público após a I Guerra Mundial (1914-1918).

No entanto, o crescimento da rádio foi muito rápido, pois era e é um meio que chega com
grande facilidade a todo o lado e é compreendido por uma maior número de pessoas, sendo
estas características as grandes potencialidades da rádio.

A rádio constitui um instrumento pouco incómodo que se transporta connosco. No domínio da


informação, pode fornecer comentários mais completo do que a televisão, cuja grelha de
programas se encontra, muitas vezes, sobrecarregada com outras tarefas. Sob este aspeto, é
sobretudo a rádio que preenche a função principal dos media eletrónicos, transmitindo as
notícias mais rapidamente do que o jornal.

E a rádio permanece o grande fornecedor de música. Desde os seus inícios, ela tem repartido
naturalmente o seu tempo de emissão entre a informação e a música.

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A rádio desempenha também um importante papel na difusão da cultura, em particular no


domínio das letras, das ciências humanas e do teatro.

Se recuarmos na história do nosso país e lembrar-nos que só em 1956 se inicia a televisão em


Portugal e que só na década de 90 esta finalmente chega a todo o território nacional, bem
como se nos apercebermos que apenas igualmente na década de 90 os níveis de
analfabetização começam a baixar, é fácil de perceber o porquê da importância da rádio.

3. Resume as funções exercidas pela rádio.

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2.3 Televisão

A televisão é na sua essência um meio de comunicação social audiovisual. Inicialmente esta


apenas servia para difusão de mensagens, mas hoje, fruto de inovações tecnológicas, da
interatividade e da convergência com a informática (internet) a televisão serve para muito mais,
como jogos, vídeos, etc.

Mas se pensarmos na televisão sem ser o aparelho, percebemos a influência que esta trouxe à
população. A imagem em movimento, em direto e a cores, pessoas que nos olham nos olhos a
contar-nos o que se passa no país e no mundo…

A televisão revolucionou o mundo, a forma de pensar, criou culturas e mudou opiniões.

No entanto, se no início era apenas difusão de uma mensagem, hoje a televisão traz-nos a
interatividade. O telespectador já escolhe os seus programas e cria a sua própria televisão. A
era Digital chegou.

Contudo e apesar de todos estes avanços a grande potencialidade da televisão continuará a


ser a imagem em movimento, em direto e a cores.

“A questão de fundo é a seguinte: para que serve a televisão, considerando um indivíduo que
não seja passivo perante a imagem e que dela retenha apenas aquilo que desejar? A televisão

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serve para dialogar. A televisão é um formidável instrumento de comunicação entre os


indivíduos. O mais importante não é o que se vê, mas o facto de se falar do que se vê. A
televisão é um objeto de conversação. É neste sentido que afirmo a televisão como elo social
indispensável a uma sociedade em que os indivíduos estão muitas vezes isolados e por vezes
solitários. (...) Igualmente, a televisão é a única atividade que estabelece a ligação entre ricos e
pobres, jovens e velhos, rurais e urbanos, cultivados e os que o são menos. Toda a gente vê
televisão, toda a gente fala da televisão. Que outra atividade é hoje tão transversal quanto a
televisão?”

4. Quais as funções da televisão mencionadas no texto?

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3. A Internet, as suas funções e potencialidades

Devido às suas características a Internet fica a meio entre a definição de um mass media e de
um media, uma vez que por um lado permite a veiculação massiva de informação e por outro
permite ao recetor ser emissor, dando aso à comunicação interpessoal, à interatividade, à
seleção e escolha de um caminho.

Torna-se difícil definir a Internet, pois, segundo Baran (1995:39) esta “é uma amálgama grande
e indefinida de recursos e informações e a sua configuração muda constantemente”.

Dois dos maiores problemas que se colocam à Internet são a falta de controlo da informação
que traz consigo a falta de credibilidade e a falta de segurança para as trocas dessa
informação. Outra problemática reside na dificuldade de acesso, ainda existente, por parte de
algumas pessoas pouco habituadas a computadores, bem como a sobre-informação que torna
difícil a pesquisa e seleção do que verdadeiramente interessa.

No entanto, são muitas as potencialidades deste meio de comunicação que aproximou culturas
e encurtou distâncias. A facilidade de acesso e partilha de informações sobre as mais diversas
temáticas desenvolveu a Internet e tornou-a parte ativa nas culturas ditas desenvolvidas.

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4 – Componentes do Sistema Mediático

“O sistema mediático é uma fonte de conhecimento da atualidade – tanto para nós, como
cidadãos, como para governos, instituições, públicas e privadas, empresas, enfim, para
todas as organizações da sociedade. Mas é também uma fonte de poder. Porque ter
informação é ter poder e representa poder – um poder enorme.

Ter informação e controlar a informação é talvez o maior exercício de poder e influência


na sociedade contemporânea. Ter informação é ter o poder de influenciar políticas e
decisões públicas; o poder de formar e criar opinião pública; o poder económico; o poder
social; o poder cultural; o poder humano sobre a nossa rede de amigos e conhecidos – o
poder de decidir melhor, o poder de manejar recursos, o poder de gerar bem-estar.

Foi o controlo da informação que esteve na génese do jornalismo e da organização das


empresas jornalísticas, nos Estados Unidos, em finais do século XIX. Os jornais
começaram como organizações de interesse público, destinadas a divulgar informação
do interesse da comunidade, do interesse de todos.

Com o tempo, a organização das empresas jornalísticas foi mudando e foi sendo
invadida por interesses particulares e económicos. Hoje, é normalíssimo que um jornal
considerado de referência seja do grupo económico “a” ou do grupo económico “b”.

Hoje, as empresas jornalísticas são centros sofisticados de poder e influência junto de


governos e de organizações, e funcionam à escala planetária, muitas vezes com
interesses comuns em diversos países e continentes. Os investimentos de angolanos
nos meios de comunicação portugueses, uns já concretizados, outros anunciados, são
um exemplo expressivo do poder e da influência crescentes de Angola na economia
portuguesa.” (Rodrigues:2012)

Afinal, o que é o Sistema Mediático?

O Sistema mediático congrega em si tudo o que existe numa determinada sociedade e que, de
alguma forma, influencia opiniões e formas de estar. A verdade é que o sistema Mediático foi o
evoluir da Aldeia Global, conceito desenvolvido por McLuhan e que dizia que os indivíduos
estavam cada vez unidos, num mundo cada mais pequeno perante o efeito das Novas
Tecnologias da informação e da comunicação.

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McLuhan acreditava que, com os novos media, o mundo tornar-se-ia numa pequena aldeia,
onde o mais pequeno boato assumiria grandes proporções

Neste Sistema mediático todos têm lugar e influência e todos tentam encontrar o seu espaço e
ter mais importância que o outro. É no seio deste sistema que todos nos movemos e é ainda
nesta aldeia que se criam temas de debate da sociedade, una a seguir aos outros, levando,
muitas vezes, ao esquecimento da realidade.

5 – Condicionantes da Produção mediática: audiências, programação e


publicidade

A produção mediática não surge de repente nem alheia ao que se passa no sistema mediático
do país. Antes porém, esta tem em conta a realidade e os seus públicos, não se alienando da
moda e dos temas atuais de debate.

O sistema dos media é composto por todos os profissionais que nele trabalham, incluindo
jornalistas, fotógrafos, operadores de câmara e de som e realizadores, cada um com a sua
função bem definida. Estes profissionais desempenham a sua atividade no âmbito das
empresas de comunicação, cujo lucro é obtido fundamentalmente através da publicidade.

Com efeito, a política de comunicação dos diferentes media tem por base não só as receitas
publicitárias mas também a percentagem de audiência dos seus programas. Estes dois fatores
são, de resto, determinantes na definição da programação, essencialmente no caso da
televisão, do cinema e da rádio.

Por este motivo, cada empresa procura investir na mais recentes tecnologias e fazer uma
determinada seleção dos conteúdos com vista a aumentar a sua quota de audiência. O alvo
desta batalha é, assim, o consumidor da comunicação.

5.1 – Programação e Audiências

A definição dos horários dos programas, reconhecida pela maior parte dos espectadores,
permite que as pessoas organizem as suas atividades em virtude da grade de programação da
emissora. Na verdade, cada público específico sabe exatamente em qual horário vai encontrar
os seus programas.

Nada disso acontece por acaso. Os canais televisivos investem no estabelecimento de canais
diretos de comunicação com o seu público, por meio de entrevistas em profundidade e
discussões de grupo, exatamente para garantir que os seus programas atendem às
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expectativas dos seus espectadores, tanto em relação ao horário de exibição, quanto ao


conteúdo.

As flutuações de audiências são condicionadas pelos fenómenos de sazonalidade que


existem em diversos graus (diariamente, semanalmente e anualmente). Esses fenómenos
estão diretamente ligados ao ritmo de vida dos espectadores, sendo essa influência nítida ao
longo do dia.

Essa facilidade do espectador em encontrar o seu programa traz, para quem anuncia, a
certeza de que irá alcançar o seu público-alvo e obter o retorno desejado para o seu
investimento. Basta escolher os programas adequados.

Como se pode ver na figura, os picos de audiência têm uma maior incidência nas horas das
principais refeições, com particular destaque na hora do jantar, zona que corresponde ao
horário nobre. Esta variação não é de todo estranha, uma vez que a maioria das pessoas,
durante o dia, está a trabalhar.

No entanto, os fenómenos de sazonalidade também se aplicam aos fins de semana, quando a


maioria das pessoas se encontra no seu período de descanso. Dado que os hábitos televisivos
se alteram nestes dias, o período do horário nobre, por exemplo, difere se estivermos a falar de
dias úteis ou de fins de semanas, sendo mais alargado nestes últimos.

Ao longo do ano também assistimos a fenómenos de sazonalidade, uma vez que com a
chegada dos meses quentes, muitos portugueses começam a entrar de férias, alterando os
seus hábitos.

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É pelo facto de ser nesta zona do dia que se registam os maiores índices de audiências que
lhe é dado o nome de Horário Nobre televisivos.

Os meses de Junho a Setembro são normalmente atípicos quando comparados com os


restantes, em termos de audiências. Além da sazonalidade, também os acontecimentos
excecionais alteram as audiências. Podemos dividi-los dois grupos:

 Os que são programados: existe o conhecimento, à priori, do tipo de impacto


expectável nas audiências, conhecendo o passado ligado com acontecimentos do
género. Exemplo: Um derby de Futebol entre o Porto e Benfica
 Os que são imprevistos: não programados e só é possível estimar o seu efeito depois
do seu acontecimento. Exemplo: 11 de Setembro.

Tendo em conta o abordado acima, podemos afirmar que os objetivos dos meios de
comunicação são:
 Divertimento, persuasão, informação
 Ser lucrativo
 Refletir a sociedade
 Dirigir-se a temas pessoais
 Dar cobertura a acontecimentos de curta duração
 Realizar aspetos salientes da vida

Proposta de atividade
1. Analisa a seguinte notícia e responde às questões.

A TVI terminou os primeiros seis meses do ano a liderar, alcançando uma audiência média de 27,7%.
Apesar da liderança, este valor reflete uma descida de dois pontos percentuais em comparação com o
primeiro semestre de 2009. RTP e SIC obtiveram resultados bastante semelhantes entre si e
relativamente aos do ano anterior. A estação pública registou 24,1% e a estação de Carnaxide 24%,
valores que comparam com os 24% e os 24,5% obtidos pelos dois canais no ano anterior. Destaque
para os canais de cabo que, no seu conjunto, alcançaram19,2%, subindo quase dois valores em relação
aos dados registados no acumulado dos primeiros seis meses de 2009 (17,3%). Em sentido contrário
vão as audiências da RTP2, que passaram de 5,5% para 4,9%. Analisando apenas os resultados do
mês de junho, a estação de Queluz liderou com 27%, seguida pela RTP (24,6%), surgindo a SIC na
terceira posição (22,3%), a pior marca da estação deste ano.

(in Jornal de Notícias, 2010-07-02)

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1.1. Qual a audiência da RTP no período a que a notícia se refere?


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1.2. Qual o canal de televisão que alcançou uma audiência de 19,2%?


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1.3. Qual o canal de televisão que registou uma menor audiência? Por que motivo achas
que tal aconteceu? Achas que a grelha de programação não é atrativa?
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1.4. Entre os canais acima referidos qual é o que consideras mais educativo? Porquê?
_____________________________________________________________________
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5.2 Publicidade

A publicidade existe para diferenciar, criar notoriedade e incentivar o consumo de determinados


bens e serviços. Esta serve ainda para difundir, promover, diferenciar positivamente e tornar
notórias ideias e pessoas. No entanto, a maior parte da publicidade, atual, é apenas de
natureza comercial.

O grande objetivo da Publicidade é exercer uma influência sobre o espírito das pessoas e
sobre os seus comportamentos, ou seja influenciar os sentimentos do consumidor em termos
de marca, produto, serviço, causa…

Uma das componentes principais da publicidade é a sua mensagem, ou seja:

- A forma como a mensagem está apresentada ao consumidor

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- O meio como uma atração ou característica especial se transforma numa mensagem


publicitária.

Em relação à tipologia de anúncios em relação à mensagem existem 3 dimensões:

 Racional: Benefício, Performance, Qualidade, Desempenho, Valor, ...


 Emocional: Medo, Culpa, Vergonha, Desejo, ...
 Moral:Certo, Apropriado, Causas...

6 – A importância dos media na formação da Opinião Pública

Os meios de comunicação são os principais responsáveis na forma do homem ver a realidade,


nomeadamente por parte da população que não tema acesso ou conhecimento às informações
técnicas relativas a determinado assunto. Por este motivo, a interpretação do redator é
considerada como única e indiscutível.

Segundo o filósofo Walter Benjamin, a sociedade passa por três fases distintas:
1. Narração: histórias contadas a partir da vivência do ser humano.
2. Romance: homem cria o mundo particular sem vivenciar os acontecimentos.
3. Informação: surge com a indústria cultural e afasta-se ainda mais da realidade.

A partir do momento em que o indivíduo não consegue falar da realidade as suas experiências
são escassas, pelo que vai aceitar o lê, ouve ou vê nos mass media, como verdades
inquestionáveis.
Hoje as notícias são feitas para serem consumidas e desaparecerem. Os meios de
comunicação de massas divulgam certas notícias da maneira que querem uma vez que estão
subordinados a interesses políticos e económicos superiores a eles mesmos, desviando e
centrando a atenção das massas nos assuntos de interesse e criando uma determinada
opinião Pública.
Critica-se muito os meios de comunicação de massa, de fato numa sociedade mediatizada a
principal vítima é a informação jornalística que não é encontrada como deveria, ou seja, há
distorções. Porém, há também um problema na estrutura da sociedade e nos seus princípios
morais. Todas as informações devem ser absorvidas através de um olhar crítico para, a partir
daí, o individuo tomar posicionamento sobre determinada questão. Ainda há essa possibilidade
das pessoas se resignarem e irem contra a cultura de massa.
Já que os meios de comunicação de massa tanto influenciam a opinião pública, eles têm a
capacidade de mudar a mentalidade da sociedade e desta forma, caminhar para uma
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reestruturação social na qual as pessoas estejam de fato atualizadas afinal, ver TV e ler o
jornal diariamente não fazem delas pessoas cultas e bem informadas, sem que haja um olhar
crítico nas informações lidas.
Concluindo, podemos afirmar que o papel dos mass media é de grande importância na
formação da opinião pública. Os programas televisivos e radiofónicos têm grande influência na
construção da opinião pública sobre os diferentes temas nacionais e internacionais, na medida
em que a opinião dos comentadores, muitas vezes, altera a opinião pública mesmo que haja já
uma ideia formada sobre o respetivo tema em discussão.

Proposta de atividade
Meios de formação da opinião pública

A opinião pública surge como um conjunto de opiniões individuais semelhantes entre si sobre
problemas de interesse público. Neste sentido, também pode ser definida como o conjunto de
opiniões dos cidadãos que os governantes acham prudentes ter em conta. A opinião gera-se em
torno de informações sobre acontecimentos que despertam a atenção, o interesse e a preocupação
de grupos sociais e do grande público. A opinião pública representa o julgamento feito por um
considerável número de membros de uma comunidade em relação a problemas controversos.
Quando os membros de um grupo se pronunciam de modo igual, estamos perante uma corrente de
opinião.

Podemos falar de correntes de opinião em diferentes escalas. Por exemplo, numa escola ou
numa empresa, o que os respetivos membros pensam acerca da Direção pode constituir um caso de
opinião pública à escala local.
A complexidade do Por outro lado,
fenómeno o que os
da opinião cidadãos
pública de umàpaís
deve-se pensam de
diversidade acerca da forma
fatores
como
que onela
Governo administra
intervêm: determinado
escolaridade dos assunto permite
indivíduos, falar em opinião
comunicação públicaexperiências
interpessoal, à escala nacional.
Podemos também
pessoais, encontrar
educação familiaruma opinião
e normas dospública
gruposinternacional em assuntos de natureza global, tais
a que pertencem.
como os problemas ligados ao ambiente, aos direitos humanos, à segurança e à defesa.
Contudo, a opinião pública não é o simples somatório de opiniões individuais, o que
a distingue do sufrágio (votação) ou dos resultados de um referendo. Trata-se da
manifestação, numa certa direção, de atitudes coletivas supostamente maioritárias num
grupo ou numa comunidade.

Os mecanismos de formação da opinião pública geralmente apontados, nos estudos


sobre o fenómeno, são: os boatos, as normas de grupo, a comunicação interpessoal, os
líderes de opinião e o modo de as pessoas interpretarem a informação recebida. As
sondagens de opinião constituem uma das formas mais utilizadas para consultar a opinião
pública e, assim, agir de acordo com essa informação. Na atualidade, as sondagens
assumiram uma grande relevância nos regimes democráticos. A possibilidade de realizar e
publicar as sondagens em períodos eleitorais continua a ser um tema polémico em muitos20
países, pois as próprias sondagens podem ser distorcidas se a informação for manipulada.
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1. Assinala a opção correta de acordo com a seguinte afirmação:


a) Um dos meios de formação da opinião pública é:
 Televisão
 Boatos
 Ambas as anteriores

b) As sondagens são:
 Sempre corretas
 Manipuladas
 Algo que devemos ter cuidado a analisar

2. O que entendes por opinião pública?


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3. A que se deve a complexidade da formação da opinião pública?
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4. Distingue opinião pública de votação.


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_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
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Importância dos media na formação da opinião pública

Vivemos numa atualidade em que a televisão aposta muito em novelas e desenhos animados
violentos. Será isto uma boa influência? Vejamos: as novelas procuram retratar a vida do público e
criar uma imagem do dia-a-dia de cada indivíduo, mas se analisarmos bem, quantos divórcios
ocorrem em cada novela? Quantas crianças faltam às aulas? Quantas desobedecem aos pais?
Quantas fazem asneiras? Por outro lado, a televisão tem um efeito preponderante na educação, como
é o caso dos documentários, debates, etc, que desenvolvem a cultura geral, uma melhor
argumentação, apresentam novas linguagens e uma visão do mundo que não está ao alcance de
todos os indivíduos, podendo contribuir para mudanças de atitude e de respeito pela diversidade. As
iniciativas humanitárias também têm uma grande importância, porque mostram às pessoas os
problemas da Humanidade, como é o caso de doenças incuráveis como a SIDA e o cancro, assim
como a pobreza e a fome.

A televisão é muito utilizada para efeitos de marketing, influenciando o público a comprar


determinados produtos. Na altura do Natal é imensa a publicidade feita a todo o tipo de brinquedos,
para que as crianças peçam aos pais aquela boneca ou aquele carro que viram na televisão para
além dos muitos anúncios feitos ou divulgar novos modelos de telemóveis, procurando levar as
pessoas a comprar um telefone topo de gama porque tem mais funcionalidades, ou porque é mais
bonito, ou porque cabe no bolso. De facto, é impressionante como a televisão influencia o
consumismo da população. Em muitos casos só se compra um produto porque apareceu na televisão.

Por exemplo, imaginemos que estamos a comprar um perfume e hesitamos em qual das marcas
escolher; muito provavelmente vamos comprar a marca de que mais nos falaram. Ora, o mesmo pode
acontecer no caso de estarmos nas eleições. Se estivermos indecisos em qual dos políticos votar, temos
tendência para votar no que mais ouvimos falar. O público em geral apenas analisa os políticos pela
imagem que a televisão procura mostrar.

O jornalismo pode ser também usado como forma de manipulação da opinião pública. Uma parte
do trabalho jornalístico consiste em recolher várias informações e distribuí-las pelos meios de
comunicação. O consumidor que lê um jornal ou assiste a um noticiário nem sempre tem como verificar
se essa notícia realmente aconteceu. Muitas notícias podem ser dadas de modo sensacionalista e pouco
consentâneo com a verdade, apenas para captar mais audiências. Porém, a veracidade dos factos torna-
se, em geral, evidente quando várias estações e meios de comunicação apresentam a mesma
informação.

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1. Classifica as seguintes afirmações de verdadeiras (V) ou falsas (F). Justifica as


falsas.
 Quando lês uma notícia num jornal sabes sempre que é verdadeira.
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_____________________________________________________________________
 A publicidade é muito importante na formação da opinião pública.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
 As nossas ideias não são influenciadas pela televisão.
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_____________________________________________________________________

2. Assinala a opção correta.


a) Uma parte do trabalho de um jornalista consiste em:
 Recolher várias informações
 Distribuí-las pelos meios de comunicação
 Ambas as anteriores

b) A veracidade dos factos torna-se em geral evidente quando:


 Apenas um meio de comunicação social apresenta essa notícia
 Vários membros de comunicação social apresentam a mesma notícia
 Nenhuma das anteriores.

7 – Direito à Informação – Componentes e Obstáculos

A Constituição da República Portuguesa (CRP) consagra o direito à informação. A


automatização deste direito representou um notável avanço em relação à visão liberal clássica,
que se satisfazia com a mera garantia do direito à liberdade de expressão sem impedimentos.

De acordo com o nº 1 do artigo 37º da CRP, garantem-se nesta área três direitos: o de
informar, o de se informar e o de ser informado.

O de se informar aproxima-se bastante do direito à liberdade de expressão. O de se informar


remete à procura de informações, envolvendo também o direito de as receber, sem
intromissões (autoridades, fronteiras, etc). O direito de ser informado assume uma dimensão

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política democrática acentuada, em que todas as pessoas têm direito a ser adequada e
verdadeiramente informadas.

No entanto, apesar de todos os esforços quer da parte do Estado, quer dos meios de
comunicação social, nem sempre a informação está disponibilizada e ao alcance de todos,
pelas mais variadas questões como geográficas e temporais.

O sigilo profissional a que vários profissionais estão obrigados limita também o acesso de
outros à informação.

8 – Relação entre as Novas Tecnologias e a Comunicação

Chamam-se de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) as tecnologias e


métodos para comunicar surgidas no contexto da Revolução Informacional, "Revolução
Telemática" ou Terceira Revolução Industrial, desenvolvidas gradativamente desde a segunda
metade da década de 1970 e, principalmente, nos anos 1990.

A imensa maioria delas caracteriza-se por agilizar, horizontalizar e tornar menos palpável
(fisicamente manipulável) o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da
comunicação em redes (mediada ou não por computadores) para a captação, transmissão e
distribuição das informações.

Considera-se que o advento destas novas tecnologias e a forma como foram utilizadas por
Governos, empresas, indivíduos e setores sociais possibilitou o surgimento da "sociedade da
informação". Alguns estudiosos já falam de sociedade do conhecimento para destacar o valor
do capital humano na sociedade estruturada em redes telemáticas.

A verdade é que cada vez mais a Comunicação está obrigada a realizar uma maior pesquisa
de pormenor, os fazedores de opinião têm agora de ter em conta que a sociedade evoluiu e,
atualmente, tem acesso a muito mais informação.

Hoje a aldeia global de McLuhan está mais informada e mais apta a questionar, não se
deixando, tão facilmente, manipular pelo que vê, lê ou ouve.

A comunicação e o acesso à informação têm vindo a evoluir constantemente, devido às novas


tecnologias e ao uso de redes sociais. Hoje em dia, não é necessário comprar um jornal para
se estar informado. É óbvio que temos a televisão e a rádio. Porém, podemos aceder a um
jornal via Internet, através do site do mesmo ou de redes sociais, como o Twitter e o Facebook.
Muitos jornais possuem contas nestas redes e colocam informação, que se encontra sempre
atualizada. É interessante, porque os leitores podem comentar e debater entre si.
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Como sabemos, o uso das novas tecnologias está a desenvolver profundas alterações na
sociedade, nomeadamente ao nível dos modelos de comunicação e nas próprias relações
humanas. Estas transformações são mais evidentes nos jovens que cresceram em estreito
contacto com as novas tecnologias de comunicação, o que faz com que se sintam bem no
denominado mundo digital. O uso generalizado das comunicações móveis (telemóveis), aliado
à massificação do uso da Internet (computadores, PDA), multiplicou os meios para enviar
instantaneamente mensagens e imagens até aos lugares mais remotos do mundo. Assim, são
inúmeros os desafios colocados à sociedade, nomeadamente na educação, dado que esta se
encontra vinculada à influência dos media, modelando profundamente todo o ambiente cultural.
Os estudantes e os investigadores têm acesso fácil e imediato a documentos, fontes e
trabalhos científicos, cooperando em equipa a partir de diversos lugares. As próprias redes
sociais podem servir de fator de mobilização a favor das causas nobres, atingindo
possibilidades inigualáveis, em comparação com outras épocas da Humanidade. Inclusive para
as famílias, o uso das novas formas de comunicação são uma forte componente de fortificação
de laços, dado que podem permanecer em contacto, mesmo que os seus membros estejam
longe uns dos outros. Abriram também caminho para o diálogo entre pessoas de diversos
países, culturas e religiões, promovendo assim o conhecimento de valores e tradições
diferentes.

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