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InDesign Para Iniciantes

Curso Aberto em Educação Continuada


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© 2016 Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde
que citada a fonte.

UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Silvio Luiz de Oliveira Soglia


Reitor

Georgina Gonçalves dos Santos


Vice-reitora

Ariston de Lima Cardoso


Superintendente SEAD

Adilson Gomes dos Santos


Coordenador Adjunto UAB

Eniel do Espírito Santo


Núcleo de Educação Continuada

Dayane Sousa Alves


Karina Zanoti Fonseca
Núcleo de Mídias

Agesandro Azevedo de Souza


Núcleo de Tecnologia e Inovação

Sabrina Carvalho Machado


Núcleo Administrativo

SEAD – Superintendência de Educação Aberta e a Distância


R. Rui Barbosa, 710, Centro - Cruz das Almas, Bahia, Brasil
CEP. 44.380-000 Tel. (75) 3621-6922
E-mail: sead@ufrb.edu.br
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 4
2 INTRODUÇÃO AO INDESIGN........................................................................................ 5
3 UTILIZANDO O INDESIGN ............................................................................................ 8
4 INSERINDO E CONFIGURANDO ELEMENTOS DE TEXTO E IMAGEM ............................. 12
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................... 15
6 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 15
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1 Introdução

Com a evolução dos microcomputadores e o surgimento de programas de Editoração


Eletrônica (do inglês Desktop Publishing), o conceito de diagramação ou paginação foi
radicalmente alterado.

A Editoração Eletrônica consiste na edição de publicações, ou seja, é a arte de


paginar ou diagramar múltiplas páginas. Um aplicativo voltado para editoração eletrônica
permite a criação e diagramação de diversas páginas envolvendo inserção de textos,
desenhos e fotografias, com numeração de páginas, cabeçalhos/rodapés e diversos outros
recursos, tendo ao final uma publicação resultando em livros, jornais, revistas, catálogos etc,
além de publicações mais simples como folder, cartaz, cartão de visita etc.

Surgiu em 1985 com o lançamento de um aplicativo chamado Pagemaker, na época


um produto da Aldus Corporation, que juntamente com uma impressora post script permitiu
a editoração de forma eletrônica de publicações. Posteriormente a Adobe adquiriu a Aldus
para obter o Pagemaker, programa que faltava a sua plataforma que já contava com o
Photoshop para editar imagens e como o Illustrator para criar ilustrações. Apesar da Adobe
ter adquirido e ter dado continuidade ao Pagemaker, a Adobe trabalhou no lançamento de
um novo e mais completo aplicativo para editoração, denominado InDesign. O aplicativo de
diagramação mais utilizado atualmente em todo o mundo funciona de modo WYSIWYG –
What You See Is What You Get – que significa “o que você visualiza é o que você obtém”.

Para quem deseja ingressar nesse mundo de editoração eletrônica, o primeiro passo
é diferenciar a utilização de cada um deles. Para desenhar ou ilustrar, resultando em
imagens vetoriais, temos o Corel Draw e o Adobe Illustrator, para tratamento de imagens
bitmaps, temos o Adobe Photoshop e para diagramar múltiplas páginas, temos o Adobe
InDesign.

O objetivo desse texto é introduzir o aluno no mundo da editoração eletrônica e


apresentar recursos básicos do programa para permitir a diagramação de publicações
simples como cartaz ou folder. Há muito a ser explorado, tanto em recursos do aplicativo
quanto às exigências do mercado.

A fim de aproveitar melhor os conteúdos que discutiremos no transcorrer do texto,

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recomendo que fique atento ao seguinte guia didático de leitura:

 Saiba mais: quadro com textos de livros, revistas e links online para ilustrar e
lhe ajudar a aprofundar o assunto tratado;
 Importante: quadro com frase, conceito teórico ou esclarecimento relevante
que lhe ajudará a melhor compreender a discussão.

2 Introdução ao InDesign

O primeiro passo ao utilizar o InDesign se dá antes de iniciar o aplicativo, definindo


sua publicação: Qual o formato, qual a margem que será trabalhada, que elementos iremos
precisar, quantas páginas teremos na publicação, qual a unidade de medida utilizada etc.

Caso o usuário inicie sem atenção sua publicação com um formato diferente do que
precisa, ao final será obrigado a refazer totalmente o seu trabalho, a não ser que seja
somente texto.

Outros aspectos a serem trabalhados antes de iniciar o InDesign ou mesmo


concomitantemente serão: o tratamento, no Photoshop, das fotografias a serem utilizadas e
criação ou edição dos vetores que irão ilustrar a publicação, tarefa a ser realizada no Corel
Draw ou Illustrator. Programas de paginação como o InDesign são programas que importam
recursos de diversos outros programas e oferece ferramentas para diagramar esses recursos
de texto, imagem e desenho da melhor forma seguindo conceitos editoriais.

Se ao abrir o aplicativo aparecer uma tela chamada “novidades” então você terá duas
opções: a primeira será explorar essa tela e descobrir o que ela tem a oferecer
(recomendado para quem já conhece o InDesign) ou clica na opção “não exibir novamente”
e em seguida “concluído”. A configuração da publicação é tão importante que ao abrirmos o
InDesign, não aparece nenhuma publicação em branco, pois para isso seria utilizada uma
configuração padrão, fato que não existirá nesse tipo de trabalho. Para cada trabalho haverá
uma configuração específica.

Antes de criarmos nossa primeira publicação, deveremos configurar algumas


unidades que iremos trabalhar. O aplicativo já vem configurado com unidades de medidas
que não utilizamos comumente no Brasil. Para isso é necessário clicar no menu editar,

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preferências e escolher a opção “unidades e incrementos”. Na tela de unidades e


incrementos precisaremos fazer os seguinte e mínimos ajustes:

 Unidades de Régua: ajustar as coordenadas horizontal e vertical para


milímetros. Caso necessite outra unidade de medida basta escolher na lista de
opções;

 Outras unidades: em traçado escolher opção pontos.

Existem outras configurações que serão explicadas à medida que o aluno for
evoluindo no aplicativo e no uso de suas ferramentas. Nesse ponto já é possível criar o
primeiro documento.

Saiba mais...
Em jornalismo utilizamos os seguintes formatos:

 Standart: Medida que é utilizada pelos jornais de grande circulação em todo o


Brasile tem as seguintes medidas: 56x32cm total e 52,5x29,7cm a mancha gráfica (área
imprimível);

 Tablóide: É a metade do Standart e é muito utilizado por empresas, igrejas etc que
contam com uma boa circulação, também é muito utilizado como cadernos
suplementares em jornais de grande circulação, com as seguintes medidas:32x28cm
total e mancha gráfica 29,7x26,5cm;

 Germânico: Um pouco mais alto que o tablóide e vem sendo cada dia mais
utilizado,por aproveitar melhor a área de impressão em impressoras offset plana e tem
as seguintes medidas: 46x32cm e mancha gráfica 43x29,7cm;

 Berliner: Um pouco maior que o tablóide e é utilizado por muitos jornais europeus.
As medidas são: 47x31,5cm e mancha gráfica 44x28cm.

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Uma vez definido qual formato irá trabalhar, está na hora de criar o documento. No
Menu Arquivo, Novo e clica em “Documento”, a opções “Livro” e “Biblioteca” serão
abordados em um curso mais avançado.

Em predefinição de documento temos a opção padrão que é a configuração prévia.


Em um curso posterior iremos aprender a criar predefinições de livro, jornal, flyer etc, o que
desobrigaria a configurar toda essa tela, uma vez que a predefinição já traz todos os
parâmetros devidamente configurados.

Em propósito devemos indicar qual a nossa intenção. Como é muito utilizado para
criar publicações que serão impressas, podemos nesse momento deixar em “Imprimir”.

Em seguida devemos indicar o número de páginas total da publicação. Caso ainda


não tenha certeza do número total de páginas, poderá adicionar páginas posteriormente. Já
o número de página inicial é normalmente 1, com exceção de documentos que apresentam
informações prévias e que não contam no número total de páginas.

Páginas opostas devem sempre estar ativadas para que tenhamos a mesma
visualização do leitor. Caso a publicação seja de uma única página, essa informação não
altera em nada. Alguns diagramadores preferem a visualização de páginas isoladas, nesse
caso aconselhamos a desativar essa opção.

Em tamanho da página temos a opção de escolher formatos predefinidos ou digitar a


metragem exata do formato, o que mudará o status para “[personalizar]”. Faz-se necessário
escolher também a orientação: se é retrato (portrait) que apresenta a página “em pé” ou
paisagem (landscape) que apresenta a página “deitada”.

Definir o número de colunas e a medianiz (espaço entre as colunas) para publicações


que serão diagramadas em colunas. Caso decida inserir páginas depois, essa opção poderá
ser configurada no momento de inserir páginas. Normalmente o número de colunas é
definido por igual em toda a publicação.

Para definir margens, temos a opção de ativar um cadeado que fica localizado no
meio das medidas; dessa forma o valor configurado em um dos lados da página valerá para
os 4 lados. Caso o cadeado fique desativado, será possível colocar um valor diferente para
cada um dos lados.
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Importante...

Caso a opção de páginas opostas esteja desativada, teremos margens esquerda e direita,
aonde o valor configurado valerá para os lados esquerdos e direitos de todas as páginas da
publicação. Se a opção de páginas opostas estiver ativada, teremos margens internas e
externas. A margem interna é a margem direita para todas as páginas pares e esquerda para
todas as páginas impares. A margem externa é a margem esquerda das páginas pares e
direita das páginas impares.

A opção “Sangria e espaçador” se mantém recolhida, pois só é utilizado em


publicações que serão impressas e a mancha gráfica deverá superar a área de impressão
resultando em uma impressão que cobre todo o papel. Precisando dessas opções basta abrir
a opção e configurar de acordo com o especificado.

Para finalizar, temos a opção “Visualizar”. Mantenha essa opção ativada caso queira
visualizar as configurações que estão sendo feitas e poder perceber como está ficando a
página da publicação. Então é só clicar em ok e começar a diagramar.

3 Utilizando o InDesign

Com a publicação criada e em branco já poderemos iniciar o processo de


diagramação, no entanto conhecer alguns recursos e janelas do aplicativo é importante.

 Barra de Menus: localizada normalmente na parte superior da tela e tem as


seguintes opções:

o Arquivo: comandos relacionados ao arquivo em edição, como: abrir,


fechar, salvar, salvar como, exportar para PDF, imprimir, informações
do arquivo etc. Atenção para o imprimir livreto que será abordado em
um curso mais avançado;

o Editar: Comandos de edição como copiar, recortar, colar, selecionar


tudo e outros. Atenção às preferências aonde se pode configurar uma

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série de predefinições e gerenciamento de cores para usuários


avançados;

o Layout: são comandos relacionados ao gerenciamento de páginas na


publicação, como: número de colunas, inserir páginas, remover
páginas, duplicar, aplicar sumário etc;

o Tipo: são todos os comandos relacionados à configuração e


formatação do texto. O InDesign oferece opções muito completas para
quem trabalha profissionalmente com textos;

o Objeto: são os comandos que permitem alterar e formatar os objetos


criados no InDesign, como: organizar, selecionar, opções de canto,
opções de caixa de texto etc;

o Tabela: recurso herdado do Pagemaker tem funções relacionadas com


tabelas criadas no InDesign. Importante para quem usa muitas tabelas
nas publicações e não conhece bem ferramentas mais completas
como o MS-Excel.

o Exibir: comandos de visualização, ou seja tipos avançados de zoom,


além de habilitar ou desabilitar recursos na tela como régua e guias,
por exemplo;

o Janela: como qualquer aplicativo o menu janela permite a alteração


rápida entre publicações abertas assim como organiza-las lado a lado
ou em cascata. Porém esse menu traz uma série de janelas adicionais
para aplicação rápida de comandos de texto, objetos, cor, gradiente
etc ou trabalhar com camadas, tabelas, vínculos etc. Menu muito
importante para o usuário que precisa de produtividade;

o Ajuda: menu tradicional com opções de ajuda ao usuário, sobre o


aplicativo, recursos on-line, atualizações etc.

 Barra de ferramentas: barra localizada logo abaixo da barra de menus. Trata-


se de uma barra dinâmica pois ela muda de acordo com a ferramenta que

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estiver sendo utilizada ou do elemento que estiver selecionado. Essa barra é


usada constantemente.

 Caixa de Ferramentas: originalmente situada do lado esquerdo da tela, traz a


ferramentas de edição e que nos permitirá operar com o aplicativo, são
algumas delas: seleção, retângulo, elipse, linha, quadro de retângulo, mão,
zoom etc.

 Barra de Status: Originalmente localizada na base da tela. Oferece


coordenadas, informações, características de objetos etc.

 Área de trabalho: composta pela página imprimível que é a página que vamos
diagramar com margem reservada e a área de colagem que originalmente é a
área cinza ao redor da página e que serva para colocarmos objetos
temporariamente enquanto “arrumamos” o layout da página.

O próximo passo é aprender a utilizar as ferramentas básicas, como criar formas


elementares para podermos aprender a selecionar e utilizar o zoom. Essa será base
para o momento de ordenar os elementos numa página. Lembrando que esse curso
não tem a pretensão de esgotar o aprendizado de todas as ferramentas e suas
possibilidades. É necessário notar que algumas ferramentas estão juntas. Eis as
principais para esse momento do aprendizado:

 Retângulo (em conjunto com elipse e


polígono): Ferramenta que permite criar
retângulos. Basta clicar na tela e arrastar
para criar um retângulo. Originalmente ao clicar o usuário determina a
coordenada inicial e ao arrastar e soltar define a coordenada final. Caso utilize
a tecla ALT no momento de criar um retângulo, a coordenada inicial será o
centro do objeto. Como quadrado é um caso especial de retângulo (trata-se
de um retângulo com os quatro lados iguais), se utilizar a tecla SHIFT ao criar
o retângulo, ele será sempre um quadrado. Se utilizar o ALT em conjunto com
o SHIFT, poderá criar um quadrado a partir do centro. Se ao invés de clicar e

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arrastar, o usuário der um clique na tela, irá aparecer uma janela para que o
usuário informe as medidas de largura e altura desse retângulo.

o Elipse (junto com a ferramenta


retângulo): seu uso é exatamente
igual ao uso da ferramenta
retângulo, só que criando elipses ao invés de retângulos. Com o SHIFT
é possível criar circunferências (elipse onde o raio é igual em qualquer
ângulo). O ALT funciona da mesma forma criando elipses a partir do
centro. Clicando ao invés de clicar e arrastar também funciona
igualmente.

o Polígono: seu uso é exatamente


igual ao uso das ferramentas
retângulo e elipse, só que criando
polígonos ao invés de elipses e retângulos. O SHIFT e ALT funcionam
da mesma forma, assim como se clicar na tela ao invés de clicar e
arrastar, nesse caso além de altura e largura a janela irá lhe solicitar o
número de lados do polígono e a margem interna da estrela.

Importante...

Na utilização das ferramentas: retângulo, elipse e polígono, todas as suas características


podem ser alteradas na barra de ferramentas que fica acima, logo abaixo da barra de menus.
Existem muitas configurações a serem ajustadas como coordenada x e y, largura e altura,
espelhamento, ângulo de rotação, ponto de ancoragem etc.

 Seleção: Trata-se da primeira e mais


utilizada ferramenta, pois tudo que é feito
precisará provavelmente ser ajustado com
ela. É caracterizada pela seta preta. Ferramenta responsável por selecionar,
mover, redimensionar e rotacionar. Perceber que ao selecionar qualquer

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objeto, as informações aparecem na barra de ferramentas acima e podem


também permitir as alterações.

 Zoom: Com essa ferramenta torna-se possível se


aproximar para operar em detalhes ou se afastar
para enxergar o todo. É fácil perceber que a lupa
que representa essa ferramenta tem um sinal de + dentro dela, o que significa
que um zoom positivo, ou seja se aproxima do item ou da página. A cada
clique o usuário vai se aproximando (pode-se usar CTRL + ) ou pode-se clicar e
arrastar ao redor da área que se deseja selecionar, o zoom será automático.
Segurando a tecla ALT, o sinal dentro da lupa muda para um -, ou seja zoom
negativo. A cada clique o usuário se afasta do item ou da página (pode-se usar
CTRL -).

 Mão: Ferramenta usada para navegar dentro


da página. Muito útil quando o zoom está alto
e o usuário está muito próximo da página
visualizando detalhes. Basta clicar e arrastar para navegar na páginas em
precisar utilizar as barras de rolagens.

 Linha: Ferramenta utilizada pra criar linhas.


Clicar e arrastar para criar uma linha
visualmente. A barra de ferramentas também
serve para formatar essa linha. Utilizando o SHIFT a linha será criada sempre
em ângulo múltiplo de 45º. Caso utiliza o ALT o ponto clicado será o meio da
linha e ela crescerá para os dois lados.

4 Inserindo e configurando elementos de texto e imagem

Com o entendimento da tela do programa, controle de visualização (zoom), objetos


simples e a ferramenta seleção, já obtemos um conhecimento básico que nos permitirá
avançar para outros níveis de entendimento e que nos permita realizar exercícios práticos.

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Nesse momento vamos aprender a inserir texto, realizar a formatação básica do


mesmo, realizar a formatação básica de elementos desenhados e inserir imagens bitmaps.

Para inserir texto podemos importar o texto de um editor de texto ou criando o texto
com a ferramenta texto localizada na barra de ferramentas.

Para inserir o texto, precisamos ter à disposição, os mesmos, em formato texto,


como “.doc” ou “.txt”. De preferência a cada projeto crie uma pasta própria com toda sua
estrutura. Com o arquivo disponível basta clicar no menu arquivo e no comando inserir. Uma
janela chamada inserir será aberta e então será possível navegar até a pasta que contenha o
texto e clicar em abrir. Nesse ponto o ponteiro do mouse estará com a imagem de um texto
e será necessário clicar na página para inseri-lo ou clicar e arrastar já delimitando o local do
texto. Com a ferramenta seleção será possível remodelar o tamanho e local do texto.

Quando o texto é inserido no layout, ele permanece dentro de uma área delimitada e
denominada de caixa de texto. O InDesign também oferece opção para criar texto no
próprio layout que está em edição. Para isso será necessário aprender mais uma ferramenta
da caixa de ferramentas.

 Ferramenta Tipo: Caracterizada pela letra “T”.


Para utilizar essa ferramenta para criar novos
textos, basta clicar e arrastar em qualquer local
do layout e será criado uma caixa de texto e o cursor estará disponível para
iniciar a digitação. Em textos inseridos ou em textos criados no próprio
aplicativo, a ferramenta tipo serve para selecionar o texto que será
formatado.

Para formatar o texto é necessário selecionar o texto que deseja formatar e utilizar
três caminhos: pela barra de ferramentas e utilizar as opções de formatação de texto
disponíveis, ou pode-se clicar no menu “tipo” aonde as mesmas opções estão disponíveis
com algumas configurações a mais e por último no menu “janela” clicar no comando tipo e
caractere aonde encontrará comando para formatação de texto e também de tabela que
não iremos abordar durante esse curso; clicando em caractere, por exemplo, poderá realizar

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as configurações básicas de texto. Algumas dessas opções de texto serão explicadas nos
vídeos disponibilizados e outras serão trabalhadas em cursos mais avançados.

 Ferramenta Tipo no traçado:


Caracterizada pela letra “T” em
diagonal e com um traço por
baixo denominando o caminho a ser seguido. Para utilizar essa ferramenta é
necessário que haja uma forma previamente criada na tela, como um
retângulo, uma elipse ou mesmo uma linha, então basta clicar em qualquer
local do contorno dessa forma que o cursor estará disponível para iniciar a
digitação. Selecionando esse texto com a ferramenta tipo, ele pode ser
configurado normalmente.

Para formatar os elementos básicos vetoriais como retângulo, elipse etc basta
selecionar o objeto e configurar pela barra de ferramentas, pela opção
preenchimento e traçado na parte inferior da caixa de ferramentas ou pelas janelas
traçado e cor.

Na opção pela caixa de ferramentas faz-se necessário clicar ou no preenchimento ou


no traçado e escolher a cor fixa, pelo visual clicando na cor desejada ou digitando os
percentuais ou níveis de cor através das paletas RGB, CMYK ou LAB.

Pela barra de ferramentas o usuário tem a opção de determinar cor do traçado e


também a espessura do mesmo, além de traçados personalizados.

Já pelas janelas em cor, o usuário encontrará três opções: cor, aonde o usuário
poderá escolher uma cor pelo visual ou pelos percentuais misturando as cores
primárias; a segunda opção é amostra aonde o usuário pode escolher cores pré-
estabelecidas ou cor de paletas como pantone, por exemplo; e por fim a opção
gradiente, que permitirá o usuário a inserir um preenchimento em degradê.

Para inserir imagens podemos utilizar o comando inserir para importar qualquer
imagem, desde que a mesma esteja à disposição. O InDesign aceita imagens em
diversos formatos, como: “.tif”, “.jpg”, “.eps” etc.

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Em qual formato devemos disponibilizar as imagens vai depender da utilização, ou


seja, qual será a saída dessa imagem. Se for impressa em gráfica offset deveremos
utilizar as extensões tif ou eps, preferencialmente, apesar de que já se utiliza jpg em
larga escala e com bons resultados. Nesse caso importa muito que a imagem esteja
em CMYK e com 300 pixels por polegada. Se for para Web, pode ser jpg, em RGB e a
72 pixels por polegada ou a depender até gif ou bmp. Enfim, o aluno deve estudar e
pesquisar mais sobre edição de imagens bitmaps e principalmente sobre o Adobe
Photoshop.

5 Considerações finais

Desde o ano de 1985, quando se iniciou o processo de editoração eletrônica até os


dias atuais muita coisa mudou, tanto os aplicativos que dão suporte a esse tipo de trabalho,
ajudando a criar vetores e tratar imagens bitmaps quanto nos aplicativos de diagramação
como eram os famosos Pagemaker e QuarkXPress e é o atual InDesign.
Esses comandos básicos que foram trabalhados durante o curso, permitirão ao
usuário inserir alguns elementos básicos além de imagens bitmaps, criar ou inserir textos e
formatar tanto texto como elementos básicos vetoriais.
Dessa forma e conforme será orientado durante o curso, o usuário terá
possibilidades de formatar publicações simples como um flyer, cartão, cartaz, papel
timbrado, convite etc.
Todos os detalhes das ferramentas apresentadas e suas configurações serão
transmitidos aos alunos durante as vídeo-aulas.

6 Referências

SILVA, Camila Ceccatto. Indesign CS3: Diagramando páginas profissionais. Santa Cruz do Rio
Pardo. SP: Viena, 2008.

ANDRADE, Marcos Serafim. Adobe InDesign CC. São Paulo. SENAC, 2015.

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ADOBE. Adobe Indesign - Ajuda e tutoriais. 2013. Disponível em :


http://helpx.adobe.com/br/pdf/indesign_reference.pdf acesso em 02/fev/2016.

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Capa e Diagramação

Laize Andrade Soares

Raphael Moura Mascarenhas