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ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS

CAP QEM JOÃO ANTONIO PORTO GONÇALVES

PLATAFORMA BIM:
UM ESTUDO EM OBRAS MILITARES

Rio de Janeiro
2017
2

ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS

CAP QEM JOÃO ANTONIO PORTO GONÇALVES

PLATAFORMA BIM:
UM ESTUDO EM OBRAS MILITARES

Trabalho acadêmico apresentado à


Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais,
como requisito para a especialização
em Ciências Militares com ênfase na
área do Quadro do Oficial.

Rio de Janeiro
2017
3

MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
DECEx - DESMil
ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS
(EsAO/1919)
DIVISÃO DE ENSINO / SEÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO
FOLHA DE APROVAÇÃO

Autor: Cap QEM João Antonio Porto Gonçalves

Título: PLATAFORMA BIM: UM ESTUDO EM OBRAS MILITARES

Trabalho Acadêmico, apresentado à Escola


de Aperfeiçoamento de Oficiais, como
requisito parcial para a obtenção da
especialização em Ciências Militares, com
ênfase na área do Quadro do Oficial, pós-
graduação universitária lato sensu.

APROVADO EM _________/________/_________ CONCEITO: _________

BANCA EXAMINADORA
Membro Menção Atribuída

_____________________________
SANDRO SANTOS DE LIMA - Maj
Orientador e Presidente da Comissão

_________________________________________
JOÃO ANTONIO PORTO GONÇALVES – Cap
Aluno
4

PLATAFORMA BIM:
UM ESTUDO EM OBRAS MILITARES

João Antonio Porto Gonçalves*

RESUMO
Os projetos na área de construção civil estão cada vez mais complexos e maiores. Dentre as novas
tecnologias no mercado, cresce de importância a plataforma Building Information Modeling – BIM,
apresentando-se não somente como uma ferramenta de elaboração de projetos, mas de
acompanhamento e fiscalização de obras.
Nesse aspecto, nota-se um retardo na adoção dessa tecnologia no cenário nacional, tanto na
iniciativa publica como na privada. A Diretoria de Obras Militares - DOM do Exército Brasileiro tem-se
preocupado com esse assunto e está tentando paulatinamente inserir a plataforma BIM em suas
obras.
Assim, faz-se necessário, no âmbito no Sistema de Obras Militares – SOM, abordar quais os
documentos necessários para um processo licitatório claro e coeso e como os novos softwares,
principalmente o Autodesk Revit, podem colaborar na elaboração dos mesmos.
Por meio da análise de como um Projeto Básico é feito atualmente, procura-se abordar como a
plataforma BIM pode dar mais precisão e rapidez ao processo. Dessa maneira, levantou-se os
requisitos para a implementação eficaz dessa filosofia no SOM.

Palavras chave: BIM, obras públicas, obras militares, Projeto Básico, Revit.

ABSTRACT
Projects in the area of civil construction are increasingly complex and larger. Among the new
technologies in the market, the Building Information Modeling platform – BIM grows of importance,
presenting itself not only as a tool of elaboration of projects, but of monitoring and inspection of works.
In this aspect, there is a delay in the adoption of this technology in the national scenario, both in the
public and private initiatives. The Military Works Directorate (“DOM” in Portuguese) of the Brazilian
Army has been concerned about this issue and is trying to insert the BIM platform into its works.
In this way, it is necessary, within the scope of the System of Military Works (“SOM” in Portuguese), to
discuss what documents are necessary for a clear and cohesive bidding process and how the new
software, especially Autodesk Revit, can collaborate with this.
Through the analysis of how a Basic Project is done today, it is tried to approach how the platform BIM
can give more precision and speed to the process. In this way, the requirements for the effective
implementation of this philosophy in SOM were raised.

Keywords: BIM, public works, military works, Basic Project, Revit.

*
Capitão do Quadro de Engenheiro Militar. Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das
Agulhas Negras (AMAN) em 2009. Bacharel em Engenharia Elétrica pelo Instituto Militar de
Engenharia (IME) em 2015.
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1 INTRODUÇÃO

É notório como os projetos de construção tornaram-se maiores e mais


complicados no corrente século. Apesar das novas tecnologias na área de
Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) constata-se no Sistema de Obras
Militares - SOM do Exército Brasileiro que ainda é difícil a coordenação entre os
membros do projeto e as ferramentas que cada um utiliza.
Nas comissões e serviços regionais de obras do Exército as ferramentas
Computer Aided Design (CAD) são as amplamente utilizadas. Porém, pesquisas de
Tzorzopoulos e Formoso (2001) apontam que os computadores são utilizados
como “prancheta eletrônica”. A integração entre utilitários CAD e as demais
ferramentas é deficitária, restringindo a comunicação entre os projetistas e
dificultando a elaboração dos documentos necessários a licitação de um projeto.
Nesse contexto, a plataforma BIM apresenta-se como uma solução mais
viável para a integração entre as disciplinas de um projeto.

Diferentemente de um simples modelador 3D, a plataforma BIM é uma


filosofia de trabalho que integra arquitetos, engenheiros e construtores
(AEC) na elaboração de um modelo virtual preciso, o qual gera uma base
de dados que contém tanto informações topológicas como os subsídios
necessários para orçamento, cálculo energético e previsão das fases da
construção, entre outras atividades (MENEZES, 2011, p. 154).

Assim, o presente estudo pretende propor um conjunto de requisitos para a


apresentação de projetos em BIM a serem empregados no Sistema de Obras
Militares.
Para melhor compreensão e estruturação desta pesquisa ela está dividida
em seis seções. A seção 2 trata da metodologia adotada. A seção 3 aborda um
estudo acerca da plataforma BIM. Na seção 4 tem-se um resumo dos documentos
necessários para a licitação de um projeto no Exército. A seção 5 aborda a
introdução do BIM no Sistema de Obras Militares. Por fim, teremos as
considerações finais na seção 6.

2 METODOLOGIA

Com o intuito de obter o máximo de subsídios para o estudo do tema, esta


pesquisa contemplou a leitura analítica das fontes bibliográficas e análise sobre a
elaboração de projetos do Sistema de Obras Militares.

Na forma de abordagem do problema utilizou-se, principalmente, a pesquisa


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qualitativa, pois as observações em campo, realizadas na Comissão Regional de


Obras da 7ª Região Militar – CRO/7, foram essenciais para a compreensão das
atuais necessidades dos projetistas do Exército Brasileiro.

Quanto ao objetivo geral, foi empregada a modalidade exploratória, uma vez


que a plataforma BIM ainda é pouco utilizada na elaboração de projetos no âmbito
das Forças Armadas.

2.1 REVISÃO DE LITERATURA

Primeiramente delineou-se a pesquisa com a definição de termos e


conceitos, sendo baseada em publicações de autores reconhecidos no meio
acadêmico e em artigos apresentados em simpósios ao redor do mundo.
Foram utilizadas as palavras-chave BIM, obras públicas, obras militares,
projeto básico, juntamente com seus correlatos em inglês, em sítios eletrônicos de
procura na internet, sendo selecionadas apenas as fontes em português e inglês. O
sistema de busca foi complementado pela observação e análise da elaboração de
Projetos Básicos na CRO/7.

3 PROJETO PARA LICITAÇÃO

Atualmente, na CRO/7, sediada em Recife-PE, as licitações de obras


ocorrem com a elaboração de projeto básico. Como esta prática é comum em todo
o SOM e visando delimitar as observações acerca da documentação necessária
para a licitação de um projeto, este estudo tratar-se-á somente de projetos básicos.

O artigo 6º, inciso IX, da Lei 8666 de 1993 defini o que é projeto básico e
quais os seus elementos:

Projeto Básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com


nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou
complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base
nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a
viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do
empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a
definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os
seguintes elementos:
a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global
da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza;
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de
forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante
as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e
montagem;
c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e
equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que
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assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o


caráter competitivo para a sua execução;
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos
construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a
obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra,
compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as
normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;
f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em
quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados;

Já a Súmula Nr. 258 do TCU estabelece que as composições de custos


unitários devem estar presentes no edital de licitação:

As composições de custos unitários e o detalhamento de encargos sociais


e do BDI integram o orçamento que compõe o projeto básico da obra ou
serviço de engenharia, devem constar dos anexos do edital de licitação e
das propostas das licitantes e não podem ser indicada mediante o uso da
expressão “verba” ou de unidades genéricas.

Diante do exposto, é possível concluir que um projeto básico essencialmente


é composto pela seguinte documentação:

a) Planta da obra, com os cortes necessários;


b) Especificações técnicas;
c) Orçamento descritivo;
d) Composições de custos unitários;
e) Cronograma da obra.

3.1 ELABORAÇÃO DE UM PROJETO BÁSICO

Atualmente, a elaboração de um projeto básico segue o fluxograma


apresentado na Figura 1.
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FIGURA 1 – Fluxograma do Projeto Básico


Fonte: CRO/7

Dentre os vários processos presentes no fluxograma, e em conformidade


com a documentação necessária para uma licitação, essa pesquisa aprofundará no
estudo de cinco. A saber:

a) Elaborar o Desenho Arquitetônico;


b) Elaborar o Projeto Elétrico;
c) Elaborar o Orçamento;
d) Elaborar o Cronograma;
e) Elaborar as Especificações Técnicas.

Para compreendermos como a plataforma BIM poderá ser aplicada no


modelo atual de elaboração de um projeto básico, é necessário, primeiramente,
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conhecer como isso ocorre na prática, considerando, nesta pesquisa, um projeto de


elétrica predial. Neste aspecto, será citado o software utilizado juntamente com o
formato de arquivo gerado.

Na elaboração do desenho arquitetônico, utilizam-se como base os Planos


Diretores das diversas organizações militares vinculadas à região militar de
interesse. As modificações ocorrem utilizando o AutoCAD. Por meio desse software
os arquitetos preparam a planta baixa e todos os demais cortes necessários para o
projeto em arquivos “.dwg”.

Com a planta baixa, o engenheiro elétrico inicia seus trabalhos no programa


AltoQi Lumine. A planta deve ser convertida para “.dxf” para posteriormente ser
aplicada no Lumine, o qual permite todo o lançamento dos componentes elétricos e
também o dimensionamento dos mesmos. No final desse processo, o desenhista
exporta o projeto pronto novamente para “.dwg” e formula a prancha a ser impressa
nos padrões regulamentares do Exército.

Na elaboração do orçamento, o projetista utiliza-se da lista de material


fornecida pela Lumine, juntamente com seus cálculos pessoais, e elabora o
orçamento no software Compor90. No Compor90, o projetista deve inserir
manualmente item a item da lista de material usando como banco de dados o
SINAPI.

Por fim, o engenheiro, ou técnico, exporta seu orçamento para o formato


“.xls”, compatível com o Microsoft Excel, e realiza o seu cronograma.

As especiações técnicas são realizadas no Microsoft Word, valendo-se de


um banco de dados pré-existente em formato “.doc”. Nessa fase, o projetista deve
buscar as descrições dos materiais utilizados no seu projeto e ordená-las
corretamente.

3.2 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

É notória, e de fácil percepção, que atualmente a elaboração de um projeto


básico apresenta uma integração entre softwares deficitárias e pouco eficiente.
Consequentemente, o trabalho dos diversos elementos do projeto não ocorre de
maneira continua e simultânea.

Qualquer mudança no projeto gera uma onda de correções e recálculos que


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torna o processo extenuante e passível de inúmeros erros. Os documentos devem


ser refeitos manualmente, usando o computador apenas como um catalizador dos
processos tradicionais.

4 PLATAFORMA BIM

Apesar da crescente euforia no Brasil sobre a utilização da plataforma BIM,


a base deste conhecimento não é deste século. Segundo Jerry Laiserin (EASTMAN
et al., 2008), a primeira utilização do conceito que hoje conhecemos como BIM é o
protótipo do “Building Description System” apresentado no extinto AIA Journal, pelo
norte-americano Charles M. “Chunk” Eastman, na então Carnegie-Mellon
University, em 1975.

A expressão building modeling, com o sentido de building information


modeling, apareceu pela primeira vez no título de um artigo de 1986, de autoria de
Robert Aish, que hoje compõe a equipe Autodesk.

No referido artigo, Aish elencou todos os argumentos hoje conhecidos


como BIM, além da tecnologia envolvida para implantá-los, incluindo a
modelagem tridimensional, a geração automática de desenhos, os
componentes paramétricos, os bancos de dados relacionais e a descrição
temporal das fases do processo construtivo, também conhecida como 4D.
É interessante ressaltar que esses conceitos foram ilustrados por meio de
um estudo de caso aplicado ao sistema de software RUCAPS, fabricado
pela GMW Computers, onde Aish então trabalhava. Naquele estudo, um
sistema RUCAP de modelagem de edifícios foi aplicado em uma reforma a
ser executada em fases, no terminal 3 do Aeroporto Hearthrow, em
Londres. (MENEZES, 2011, p.156-157).

Por fim, o termo building information modeling – BIM, usualmente utilizado


hoje, foi apresentado pelos pesquisadores G. A. van Nederveen e F. Tolman em
dezembro de 1992.

Por se tratar de uma metodologia processual na construção civil, cada autor


descreve BIM a sua maneira. Porém, todos expressam os mesmos princípios.

Para Ray Crotty (2012), “a modelagem BIM permite ao projetista construir o


empreendimento em um mundo virtual antes deste ser construído no mundo real.”,
e “a abordagem BIM compreende a comunicação, a troca de dados, padrões e
protocolos necessários para todos os sistemas e equipes conversarem entre si.”

A Secretaria de Planejamento de Santa Catarina define BIM “como um


processo que permite a gestão da informação, por todo o ciclo de vida da
edificação”, por meio de modelos “digitais, tridimensionais e semanticamente ricos,
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que formam a espinha dorsal do processo.”

Por fim, uma definição um tanto quanto inovadora é abordada por Steve
Race (2014), abordando o “M” como model (modelo) ou management
(gerenciamento): “como modelo, nos dá uma gama de possibilidades, deste
estático até dinâmico, o que é aceitável quando pensamos em informação no ciclo
de vida de um projeto”. Como management, “Implica em planejamento,
organização, controle de recursos e informações não só do projeto, mas de quem o
criou de forma combinada com a finalidade de construir o empreendimento como
ele foi visionado.”

A plataforma BIM apresenta camadas de informação, denominadas como


dimensões. Um modelo pode ser 2D, 3D, 4D, 5D, até nD, de acordo com as
necessidades e contexto de utilização. Neste estudo, basta conhecermos até a
quinta dimensão.

i. 2D Gráfico – são as dimensões do plano, onde estão representadas


graficamente as plantas do empreendimento.
ii. 3D Modelo – adiciona a dimensão espacial ao plano, onde é possível
visualizar os objetos dinamicamente. Um modelo 3D pode ser utilizado na
visualização em perspectiva de um empreendimento, na pré-fabricação de
peças, em simulações de iluminação. No caso do BIM, cada componente
em 3D possuí atributos e parametrização que os caracterizam como parte
de uma construção virtual de fato, não apenas visualmente representativa.
iii. 4D Cronograma – adiciona a dimensão tempo ao modelo, definindo
quando cada elemento será comprado, armazenado, preparado, instalado,
utilizado. Organiza também a disposição do canteiro de obras, a
manutenção e movimentação das equipes, os equipamentos utilizados e
outros aspectos que estão cronologicamente relacionados.
iv. 5D Orçamento – adiciona a dimensão custo ao modelo, determinando
quanto cada parte da obra vai custar, a alocação de recursos a cada fase
do projeto e seu impacto no orçamento, o controle de metas da obra de
acordo com os custos. (MASOTTI, 2014, p.17-18)

Por fim, o modelo completo com os projetos complementares é representado


pela Figura 2.
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FIGURA 2 – Modelo Integrado BIM


Fonte: IBRAHIM e KRAWCZYK, 2004

5 USO BIM EM OBRAS MILITARES

As experiências de utilização do BIM no Brasil no setor de obras públicas


ainda caminham a passos lentos. Possivelmente, a primeira ação do Governo
Federal no assunto ocorreu em 2010, quando foi criada uma biblioteca com os
componentes BIM para o programa “Minha Casa Minha Vida”. Desde então, esta
biblioteca serve como base para projetos de habitação popular (MICELI JUNIOR,
2017).

Para as obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos e


Paraolímpicos de 2016 algumas construções foram desenvolvidas em BIM. Porém,
o interesse foi das próprias empresas vencedoras da licitação e não por uma
imposição do Estado.

Em outro ponto de vista, no que tange a administração de obras, o Exército


Brasileiro caminha na vanguarda. A Diretoria de Obras Militares – DOM,
desenvolveu um sistema integrado para o controle de projetos BIM, chamando
OPUS - Sistema Unificado do Processo de Obras. O OPUS permite o
gerenciamento das fases de entrega de um projeto (por exemplo: implantação,
desenhos de arquitetura, demolição) que abrange mais de 16.000 edificações.
(KASSEM,2016).

Para efeitos de contextualização, a Figura 3 mostra o início das


implantações CAD e BIM no Brasil e no Mundo. Assim, é possível constatar um
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retardo de aproximadamente 10 anos entre a iniciativa privada e a iniciativa pública


no uso do BIM.

FIGURA 3 – Início das implementações CAD e BIM no Brasil e no exterior


Fonte: MENEZES, 2011

5.1 LEGISLAÇÃO

Apesar dos atrasos na implementação e utilização do BIM no Brasil, o


governo federal já demonstra algum interesse no assunto. Um decreto presidencial
de 5 de junho de 2017 instituiu o Comitê Estratégico de Implementação do Building
Information Modeling – CE-BIM com a finalidade de propor, no âmbito do Governo
Federal, a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM.

Também, tramita na Câmara dos Deputado o Projeto de Lei 6619/2016, o


qual apresenta a seguinte ementa:

Dá nova redação ao § 1º do art. 7º da Lei nº 8.666, de 21 de junho de


1993, para estabelecer a obrigatoriedade do sistema de modelagem da
informação da construção, identificado pela sigla inglesa BIM - Building
Information Model, na confecção de projetos executivos de obras e
serviços de engenharia contratados pelos órgãos e entidades da
administração pública, e dá outras providências.

Assim, a barreira inercial que dificultava a implementação BIM em obras


públicas apresenta-se, aparentemente, rompida.

5.2 BENEFÍCIOS DA UTILIZAÇÃO DO BIM

O modelo integrado BIM, e as suas dimensões, mostra-se altamente eficaz


na elaboração e gerenciamento de projetos na área de construção civil. Nesse
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contexto, na Tabela 1, Querido (2013), aborda as características e benefícios do


software SAS, criado pela empresa Constructus da Lituânia e que utiliza-se da
tecnologia BIM:

Características do software Benefícios para a empresa

Os vários intervenientes na obra obtêm uma


visualização final do produto e realizar-lhe
Visualização 3D alterações. Podem acompanhar as várias fases
da obra digitalmente alterando consoante seja
mais benéfico.

A eficiência é melhorada pelo aumento da


interoperabilidade. Esta resulta de se ter todos
Base de dados única
os desenhos/ plantas/ planos de trabalho num
único formato e local.

A alteração de qualquer aspeto do projeto é fácil


e é traduzida nos planos de trabalho, desenhos,
Modelação de elementos
orçamento, entre outros planos onde esta
alteração implique mudança.

O preço final do projeto é calculado


automaticamente após cada alteração feita. É
Orçamentação
mais fácil controlar os custos e a relação de
custos de cada componente da obra

Criação automática da calendarização dos


trabalhos. Estes planos de trabalho também são
Planos de trabalho mais precisos
atualizados consoante se vão fazendo
alterações no projeto.

Comparação de alternativas (em Capacidade de visualizar e comparar várias


desenvolvimento na altura deste estudo) soluções para realização do projeto.

TABELA 1 – Características e benefícios da tecnologia BIM


Fonte: QUERIDO, 2013

5.3 POTENCIAL USO DO BIM NA FISCALIZAÇÃO DE OBRAS MILITARES

Em conformidade com as atribuições apresentadas no “Manual de Obras


Públicas – Edificações – Práticas da SEAP – Construção” (BRASIL, 1997, 10-2 a
11-2), a referência de fiscalização para administração pública federal e pelo TCU,
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Miranda e Matos (2015) concluem sobre a tecnologia BIM na fiscalização de obras


públicas:

a. O BIM 4D antecipa a fase de planejamento a detecção dos problemas


referentes a interferências entre os diversos serviços e entre os serviços e
os elementos do canteiro. Com isso, é possível um planejamento melhor
da obra e seu canteiro, aumentando as chances de ser concluída no prazo
previsto. Empregando ferramentas especializadas 4D, pode-se comparar
os modelos virtuais da execução real e prevista, de forma a avaliar o
cumprimento do cronograma e efetuar replanejamentos para assegurar o
prazo da obra.
b. O emprego do modelo BIM 5D fornece as quantidades exatas dos
componentes da obra e são ligados ao custo, permitindo o controle do
fluxo de caixa e faturamento da obra, sendo possível visualizar
graficamente o trabalho concluído, o que facilita o acompanhamento da
obra.
c. Em algumas das atividades de fiscalização − detecção de serviço e
material defeituoso, solicitação de testes e ensaios, substituição de
funcionários – não foi verificada uma ajuda efetiva da tecnologia BIM, pois
são atividades ligadas a verificações no local do canteiro e dependem da
atuação do fiscal na gestão do contrato.

5.4 O BIM NO SISTEMA DE OBRA MILITARES

A ideia que implementar o BIM está somente na compra de programas


computacionais e no treinamento de pessoal ainda perdura no Exército Brasileiro.
Porém, a complexidade desse assunto é ainda maior. Andia (2008) defendeu que a
equipe de trabalho deve mudar sua cultura e sua formação e não simplesmente
manusear um software.

No tocante a adoção do BIM em organizações, Succar (2009) define o


chamado “BIM Framework”, com o objetivo de medir o estado de maturidade que a
organização apresenta frente ao BIM. Para isso, Succar (2009) apresenta cinco
níveis de adoção:

FIGURA 4 – Níveis de adoção BIM


Fonte: SUCCAR, 2009
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 Estágio Pré-BIM

 Estágio 1: Modelagem baseada em objetos;

 Estágio 2: Colaboração baseada em modelos;

 Estágio 3: Integração baseada em rede;

 Estágio Pós-BIM.

Para superar um estágio e alcançar outro, Succar (2009) propõe cinco


índices de maturidade BIM, referentes a melhoria dos processos de projeto. A
saber:

FIGURA 4 – Níveis de maturidade BIM


Fonte: SUCCAR, 2009

 Ad-hoc;

 Definido;

 Gerenciado;

 Integrado;

 Otimizado.

Assim, segundo Micelli Junior (2017), as doze Comissões Regionais de


Obras (CRO) ou Serviços Regionais de Obras (SRO) do SOM dividem-se em
quatro situações:

i. O primeiro grupo refere-se a Comissões e Serviços que não adotaram o


BIM em nenhum de seus níveis. Podem ter passado por tentativas de
adoção anteriores e fracassadas. No momento, direciona seus esforços no
treinamento de seus militares, com o objetivo inicial de desenvolver seus
primeiros modelos de arquitetura.
ii. O segundo grupo refere-se a Comissões e Serviços que adotaram o
BIM nos últimos dois anos. Os modelos de arquitetura desenvolvidos
seguem ou templates desenvolvidos na própria Seção Técnica ou o
template oficial NormaDOM. Já possuem alguma proficiência na extração
de quantitativos para a elaboração de orçamentos, sem a utilização de
modelos 4D e 5D.
iii. O terceiro grupo é representado pela CRO/5, com sede em Curitiba/PR.
BROCARDO (2017), em sua dissertação de mestrado, relata a adoção
recente do BIM na CRO/5, com mais eficiência que as observadas no
segundo grupo. A partir do Autodesk Revit Architecture e do template
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NormaDOM, projetos arquitetônicos de construção de pavilhões foram


produzidos. Tem se buscado uma maior coordenação central e
interoperabilidade na equipe. São relatados ainda uso do BIM para rotinas
de detecção de interferências, para obtenção do selo PROCEL, para
elaboração de detalhamento de instalações elétricas no Autodesk Revit
MEP e até mesmo a modelagem 4D da obra com o uso do Autodesk
Navisworks.
iv. O quarto grupo é representado pela CRO/11, com sede em Brasília/DF:
A adoção do BIM foi contemporânea à feita na DOM, e por isso, é a
Comissão de maior histórico no uso do BIM. Após o uso inicial em apoio a
termos de cooperações e as perícias em processos administrativos, o
trabalho prosseguiu basicamente de forma ad-hoc a cargo de cada
profissional, sem coordenação central, seja para elaboração de modelos
com o template NormaDOM ou até mesmo para sua utilização para
medições de serviços mais precisas. Modelos 4D ou 5D ainda não são
observados, ressalvada uma ou outra experiência fracassada.

5.5 REQUISITOS PARA A IMPLANTAÇÃO BIM NO SOM

Na subseção anterior, nota-se que a adoção do BIM em obras militares


ainda é muito deficiente. A utilização dessa tecnologia e praticamente inexistente,
limitando-se, quando presente, a dimensão 3D. Assim, faz-se necessário levantar
quais os requisitos necessários para a ampliação do uso desse tecnologia no
Exército Brasileiro.

Segundo a Autodesk, para projetos de média complexidade são exigidas as


seguintes configurações computacionais para o Revit 2017:

Tipo de CPU Processador com múltiplos núcleos Intel® Xeon® ou i-Series


ou AMD® equivalente com tecnologia SSE2. É recomendada
a maior taxa de velocidade de CPU possível.

Memória 8 GB RAM
Os modelos criados em versões anteriores de produtos do
software Revit podem requerer mais memória disponível para o
processo de atualização única.

Configuração de vídeo Tela de 1,680 x 1,050 com True Color


Configuração de exibição de DPI: 150% ou menos

Adaptador de vídeo Placa gráfica compatível com o DirectX® 11 com Shader Model
5 como recomendado pela Autodesk.

TABELA 2 – Requisitos computacionais para o Autodesk 2017


Fonte: Autodesk, 2017

Em recente levantamento da CRO/7, somente 10% dos computadores da


Seção Técnica atendem a estes requisitos. Dessa maneira, um primeiro passo
seria a modernização dos computadores presentes no SOM.

De acordo com seção 3, os seguintes documentos são necessários para a


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licitação de um projeto básico:

a) Planta da obra, com os cortes necessários;


b) Especificações técnicas;
c) Orçamento descritivo;
d) Composições de custos unitários;
e) Cronograma da obra.

A Diretoria de Obras Militares - DOM possui licença para os seguintes


softwares: Autodesk Revit e Autodesk Navisworks. Também já existe uma template
oficial denominado NormaDOM, que apresenta uma biblioteca básica de
componentes de arquitetura. Assim, este estudo abordará somente a utilização
destes programas.

Após a elaboração do projeto em Revit, os cortes e pranchas necessários


para o processo de licitação são obtidos com alguns cliques. Este conhecimento,
compreendendo a dimensão 2D e 3D, já está bastante difundido entre os usuários
que utilizam o Revit no âmbito do Exército Brasileiro.

No que tange o restante da documentação é possível uma discussão maior.


Ao considerar somente o uso do Revit podemos ter as seguintes conclusões:

i. A elaboração das especificações técnicas necessitaria da criação de


famílias nas quais os elementos tipos apresentassem uma descrição completa do
material com a pormenorização de suas características.

ii. Para o orçamento, o que se costuma fazer atualmente é somente extrair


os quantitativos. De fato, os dados obtidos automaticamente são mais precisos e
confiáveis, mas limita-se o potencial deste software. Uma possível solução seria
inserir os custos na parametrização de tipo. Para isso, seria necessário criar o
campo relacionado à mão de obra/instalação e realizar um valor calculado na
tabela, realizando o cruzamento dos dados, por exemplo, “custo total = área*(custo
material + custo mão de obra)”. Num primeiro aspecto este trabalho seria
extremamente extenuante por dois motivos:

a. No que tange a atualização de valores, mensalmente a CAIXA


disponibiliza novas tabelas SINAPI diferentes para cada estado.
Ao menos que seja criado um plug-in de atualização automática
dos custos esse procedimento torna-se inviável.
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b. A confecção da composição de custos unitários dependeria que os


parâmetros de tipo apresentassem quantos campos fossem
necessários para a discriminação da composição.

iii. A formulação do cronograma poderia ser obtida criando-se inúmeros


campos de valor calculado na tabela e incorporando a dimensão tempo no projeto.

Vale ressaltar que as tabelas criadas no Revit podem ser facilmente


exportadas para programas de edição, como por exemplo, o Excel. Porém, a
tecnologia BIM deixa de ser emprega, pois não há conectividade entre Revit e
Excel.

Apesar de possível, atualmente a utilização do Revit na organização de toda


a documentação necessária as obras militares é praticamente inviável. Seria
preciso a criação de extensões capazes de automatizar a atualização de valores e
de gerar as composições de custos unitários.

Felizmente, já existem no mercado brasileiro softwares BIM nas dimensões


4D e 5D compatíveis com o Revit. O próprio Navisworks, cuja licença a DOM
possui, apresenta os seguintes recursos:

 Permite trazer arquivos de diferentes formatos para o mesmo


ambiente de trabalho (DWG, RVT, DGN, SKP,...);

 É possível rever todo o projeto em 3D;

 Verifica interferências entre objetos – “clash detection”;

 Simula o processo de construção;

 Associa o Modelo 3D ao Cronograma.

Por outro lado, o software oficial de orçamento do Exército, o Compor90,


ainda não apresenta funcionalidades BIM. No template NormaDOM, é possível
inserir o código SINAPI na parametrização de tipo, porém o Compor90 não permite
a leitura automática desses dados. Assim, não há um aproveitamento das tarefas já
executadas, princípio essencial à plataforma BIM. Dessa forma, a tecnologia BIM
contribui somente com a automatização do levantamento de quantidades, não
eximindo o orçamentista de analisar, compreender e organizar os dados obtidos.

Como forma de exemplificar o modelo 5D de orçamentos, cita-se o software


Arquimedes, com o qual é possível associar um código de uma base de dados a
um elemento no Revit.
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6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar no retardo em utilizar a plataforma BIM, atualmente, tanto o setor


público como o privado buscam aperfeiçoar o seu uso. O governo federal já estuda
a obrigatoriedade dessa tecnologia em licitações e o Exército Brasileiro vem
adotando o BIM paulatinamente em suas obras.

Assim como ocorreu entre a prancheta para o sistema CAD, a transição para
a tecnologia BIM ainda encontra certa resistência, seja por falta de conhecimento,
restrições orçamentarias ou pelo fato de nossa formação acadêmica ainda
compreender basicamente duas dimensões.

O Sistema de Obras Militares busca a transição entre o 2D-CAD para o 3D-


BIM. Porém, ainda encontra-se estagnada na dimensão 3D, salvo a exceção da
CRO/5 que recentemente obteve algum sucesso dimensão temporal 4D.

Pode-se considerar que o uso do software Autodesk Revit isolado,


aparentemente, não será eficaz, fazendo-se necessário o uso de outros programas
em todo o SOM. A grande dificuldade, porém, está na orçamentação, pois o
software Compor90 ainda não está interligado com a tecnologia BIM.
17

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