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tagdo: pers- n educagao, 18, 1991. Quinzenal, “Corumim” de estudos: a review of s, University 1 estudo de FCCICortez, imicipios do 3 v2. Campinas: 4 ————— DESTAQUE EDITORIAL ENSINO MEDIO E. PROFISSIONAL: AS POL{TICAS DO ESTADO NEOLIBERAL ‘Acacia Kuenzer So Paulo: Cortez, 1997, 104p. Bsta coletinea de textos elaborados pela Professora Acacia Kuenzer, nos_ltimos ‘anos aborda as questdes © desafios refe- rentes &s relagSes entre educagio © 0 tre balho «, no Ambito destas, os problemas © indefinigbes do ensino métio no pals. ‘A autora propse-se a compreender a légica Gas. propostas que tém sido produzidas recentemente para 0 ensino médio pelos ‘organisms oficiais, situando-as no émbito das proposiges mais amplas para 2 edi ‘cago brasileira, configuradas nas discus- ses sobre a LDB. Examina tais propostas a partir das suas ccontradigbes internas, como formulagdes que sofrem a influéncia de orientagSes femanadas dos organismos internacionais, preocupados em produzir a aticulagEo entre 2 educagio e as transformapses que vem fe operando no fmbito da economia, da politica, da cultura e da vida social. Com Temple a perspectiva das reagées que sus citam em nosso meio social o carster pouco emocratico do processo de formagio € {mplantaglo das recentes reformas educa ‘clonais — apesar da aparente aberturs para intervengdes da sociedade —. como tam- bbém 0 seu contedido diante de_pecvlian dades nacionals e, principalmemte, das ne cessidades e problemas vividos por grande parte da populacio, no apenas na esfera sducacional Essas caractertsticas fazem desta coletines de textos articulados com o debete recente sobre romos da educago brasileira uma Teitura nfo s6 obrigaSria como instigante fc polémica sobre virios aspectos dos pro- blemas, desafios ¢ questbes que permeiam Gad. Pes, 03 p-189-194 mar.1998 0 estudo € as pesquisas sobre as relagt entre a educagio e o trabalho no Brasil PERCURSOS PIAGETIANOS Luci Banks-Leite (org) ‘io Paulo: Cortez, 1997, 256p. Para comemorar 0 centenério de nascimento de Piaget no ano de 1996, foi organizada tuma eoletinea de textos que tratam de aspectos pouco exploradas relativos 8 teoria piagetiana, que privilegiam leituras © in- feeprelacies. originals dessa importante obra. De feto, entre nds, o nome do mestre a Escola de Genebra permanece 0 mais as vezes associado a discussbes de order pedagogica e/ou refere-se 3s questées s- fruturais do desenvolvimento cogaitivo — fos mais. bem conhecidos estigios, por ‘exemplo, Para a realizagdo deste livio cor- tou-se com a paricipacio de colaboradores do Brasil e do exterior que empreendem trabalhos de pesquisa e reflexio em die rentes éreas, valendo-se de_contribuighes fundamentais do quadro tedrico piagetiano. 0 thulo — Pereursos piagetianos — tem ‘um duplo significado, 0 que levou 8 division Qo livro em duas partes. Na primeira, focalizam-se pontos Ou momentos da tra jotira do priprio Praget.seja para assinalar 4 influgneias de aulores que desempenha ram um papel constituivo do seu pens fmento, sea para destacar aspectos impor- fanies de sua elaboragdo teérico-metodol6- ica Na segunda pane, evidenciam-se 08 mos tomados e caminhos percorridos por fstudiosos de diferentes areas ¢ que, de jguma mancir, se apSiam ou se inspiram ho Tegado piagetiano para realizar suas pesquises; por conseguinte, encontram-se Feunidos tanto trabalhos que estudam temas que interessaram diretamente a Piaget ou Ggue surgem em filigrane ao se efetuar uma Teitura atenta de seus escritos, como os que procuram diseutir e/ou complementar a abordagem de problemas e questtes ti- picamente piagetanas & luz de trabalhos recentes. HISTORIA SOCIAL DA INFANCIA NO BRASIL Marcos Cezar de Freitas (org) So Paulo: Comtez/USFIFAN, 1997. 312p. Este volume abre a sétie “Hist6ria Social da Infincia no Brasil”, coordenada pelo Nilcleo de Estudos Avangados em Histéria Social da Inféncia, do Centro de Docu- mentagio e Apoio & Pesquisa Histérica do Instituto Franciscano de Antropologia. ‘presenta de forma multidsciplinar andlise sobre determinadas “imagens” da inflncia Aisseminadas no quotidiano ¢ produzidas pela literatura, por algumas disciplinas e Por vérias insttuigbes, tomando por eixo temético a crianga no Ambito de variadas fontes de investigagio ¢ debate. Neste primeiro volume & oferecida aos cestudiosos do tema uma cartografia das representagbes sobre a erianga,trazendo 20 debate interlocutores de diversas matrizes Investigaivas, “fomecedores" que abalizam imagens © diagnésticos sobre 0 tema, ‘Miriam Lifchitz Moreira Leite, Maria Mar- lio, Mariza Corséa, Carlos Monarcha, Fl- via Rosemberg, José Geraldo Silveira Bue- no, Gilberta Jannuzzi, Marisa Lajolo, Ivan Russef, Marta Maria Chagas de Carvalho © Miriam Jorge Warde, pesquissdores da USP, da Unicamp, da PUC-SP, da Unesp da Pundaso Carlos Chagas foram con- vidados a opinar em suas respectvas éreas e atuagto, Cada pesquisador apresenta uma aborda- ‘Bem propria. O objetivo consistiu em fazer ‘com que cada abordagem fosse aprofundada ‘no Ambit das fontes primérias com que convive 0 Nécleo de Estudos Avangados, no caso, as fontes do Fundo Poder Judi- io dos séculos XVII, XIX e XX. 190 ener snetseenemmsamemniniemmemesieenasah DIDATICA E FORMACKO DE PROFESSORES: PERCURSOS E PERSPECTIVAS NO BRASIL E EM PORTUGAL. Selma Garrido Pimenta (org.) Sto Paulo: Cortez, 1997. 255p. Reunindo textos de renomados pesquisa- dores brasleiros e portugueses, como An- {nio Cachapuz, Isabel Alare4o, Ivani Fa- zenda, José Carlos Libineo, Maria Rita Oliveira, Marli André, Selma Garrido Pi- ‘menta, este livro contempla pesquisas sobre 2 constiwigio do campo da diditica e seus ‘inculos com a formagio de professores, esenvolvidas nos contextos de democra- tizago da escolaridade no Brasil ¢ em Portugal Superando a crise da didstica dos anos citenta, os temas af discutides buscam en- ‘aminhar respostas para problemas como « possibilidade de configurar-se um campo do saber didético com identidade peépria a contribuigto deste saber para a formacto de professores no contexto das transfor- ‘mages no mundo contempordneo, Indaga sobre a contribuigSo dos eentros de pesqui © as ciéncias da educagio para com 0 ‘ensino, a doctncia, @ aprendizagem © 0 desenvolvimento profissional dos professo- res nas escolas. Questiona sobre que pes- quisas de teoria, ensino e atividades didé- ticas desenvolvidas pelos professores tém sido empreendidas e até que ponto estéo apontando para um novo. significado da didética comprometida em colaborar para fa melhoria das condigées de um ensino (que promova a emancipaso, FORMACAO DE PROFESSORES E CARREIRA: PROBLEMAS TE MOVIMENTOS DE RENOVACKO Bemardte Gat Campinas: Eitora Autores Associados, 1997 119p. Origingrio de_um estudo claborado por solicitago da Comissto de Integrago Uni- versidades-Sistemas de Ensino, do Conse Iho base dam det pase pare 29 qua relat valo Nun bert expe prof insti Na; lises cage sobr ESC Mic Sio Este Brox Steis refer as ica e seus ‘ofessores, democra: wsil e em dos anos 1m campo © propria formagio transfor- 2, Indaga Pesquisa gem eo professo- ‘que pes- des did ores tém 1t0 esto cado da rar para sdo_por 0 Uni ‘Conse- tho Nacional de Secreérios de Estado — CONSED —este livro traga um diagnéstico baseado nos dados quanttativos sobre as fungbes docentes nos niveis do ensino fon- damental © médio © analisa esses dados ‘no contexto social em que se produziram eno que esté emergindo devide a mudanges Aue estio ocorrendo no perfil e nas relies de trabalho em geral. CConduzindo uma reflexto sobre a qualidade da formagio dos professores e seus im- passes crénicos, com base nas pesquisas realizadas sobre licenciaturas e hablitagio Para 0 magistério no nfvel médio, oferece 4 oportunidade de se contrastar os proble- ‘mas detectados neste Amita com os dados quanttaivos, levantando também questées felativas a carrira, salvio, auto-estima € valor social dos professores. Numa perspectiva construiva © de desco- berta de possbilidades.traz a descrigio de ‘experiéncias renovadoras na formayo de professores que estio sendo desenvoindas fem varios pontos do pais. em diversas instituigbes Na parte final, fundamentando-se mas an lises formuladss, @ autora apresentx tpi cagDes concretas dessas andlises ¢ reBexSo sobre algumas idéias noreadoras para se pensar @ formagdo de professores snsersts ‘as constantes mudangas e imprecisdes que se encaminham rumo 20 século XXL ESCOLAS DEMOCRATICAS Michel Apple e James Beane sores.) Sto Paulo: Cortez, 1997, 1660p. Este livio que redne textos de Barbara L Brodhagen, Deborah Meier, Bob Peterson, Lanry Rosenstock, Paul Schwarz e Adria Steinberg relsta vivéncias e depoimentos referentes & formayio dos estudantes para 2 vida democrética, bem como a reforma das escolas So narrativas que sevelam 0 poder de ‘ago conjunta de pessoas interessadas em superar dificuldades ¢ atingir metas co- runs, de modo criativo. Os relatos de experiéncias das escolas es- tudadas constantes nesta obra reafirmam 0 importante papel social do ensino publico, ‘na medida em que elas se consagram como modelos vivos de atuagl0 dos. prinefpios emocriticos © consequentemente influen- ciam os jovens na compreensio do signi- ficado de cidadania ativa a0 fornecerem 0 cconhecimento de que eles necessitam pata 8 atuagdo social, oferecendo, dessa maneira, 1s bases para um futuro mais democratic DIREITOS TARDIOS: SAUDE, SEXUALIDADE E REPROD NA AMERICA LATINA Albertina de Oliveira Costa (org.) ‘Sto Paulo: Prodir-FCCVEditora 34, 303p, Exa coletinea reine artigos produzidos no limixio do segundo Programa de Treina- ‘mento em Pesquisa sobre Direitos Repro- duuves ma Aménca Latina © Caribe — PRODIR I —. organizado pela Fundacio Carlos, Chagas com recursos da John D. Ant Cathenne T. MacAnhur Foundation, Esse Programa visa estimular pesquisas movadoras sobre as condigdes sociais da ‘eprodosSo. capacitar jovens pesguisadores, secentivar abordagens interdisciplinaes, le- pumando uma temdtica emergente pela realzayto de estudos rigorosos que com tstuam para a formagio de uma opinito pblica esclarecida, que subsidiem a atuae $80 de movimentos socias e a formulagao € implementacio de politcas piblicas, Re- presenta, ainda, uma tentativa de eriar ca rats de comunicagzo, favorecendo 0 dislogo © 0 intercimbio de experiéncias entre pes- (quisadores da América Latina, Visa, con- comitantemente, contsbuir para a constru- ‘g40 sida de um modo alternativo de lidar ‘com questdes de populacto, enfatizando a necessidade de incorporar as desigualdades sociais baseadas em sexo, clase e raga 20 191 | crepe cane eea eel io desenho © 2 implementacio de politicas socinis, uma vez. que essas desigualdades tém estado na raiz dos processos de ex- clusio de cidadania na maioria dos pafses Iatino-americanos. s textos desta coletinea falam das dife- rentes restrigSes, limitagdes e condicionan- tes do diteito a ter diteitos, por parte de homens e mulheres na América Latina: Como deslindar os argumentos da retsrica antiaborto e do discurso pré-op¢30. em Porto Rico — a tnicailha, além de Cuba, onde 0 direito 20 aborto € assegurado, na ‘América de fala latina? E como 0 aborto péde ser legalizado — por poucos anos, 6 verdade — precisamente pelo primeiro golpe de Estado do século XX no Uruguai? Por que na Bolivia, em que se recorre tanto 20 aborto clandestino, apesar de a politica governamental facilitar a anticon- ccepsfo, mulheres indigenas teriam descon- Tanga dos provedores do sistema oficial de sade? Faz diferenca ser evangélica ou extélica cearismdtica no Rio de Janeio, para tomar decisdes sobre a anticoncepeio, se ambos (0s grupos religiosos reforgam a assimetria dos sexos, promovendo a “santificacio” da mulher? Na construgio da identidade feminina, no Peru das primeiras décadas do século, qual {oj 0 peso dos paradigmas higienistas, de tum discurso médico que oscilava entre a rmisoginia extrema e a valorizagio da mu- Ther por sua fungio civlizatéria? ‘© que pensam homens © mulheres porte nhos do assédio sexual no ambiente de trabalho, ¢ como se comportam diante dessa situagio? ‘Agora que as mulheres so tio mumerosas. tna forga de trabalho ¢ na vida sindical em Sio Paulo, por que as cldusulas que con- templam seus direitos e interesses mio sto incorporadas nos acordos coletivos de tra- batho? 192 ‘Como homens da perferia de Buenos Aires enfrentam os dilemas de assumir a unio ‘com uma companheira e as responsabili- dades pelo filho que geraram? E como reagem os rapazes chilenos & sempre ines- perada gravider da namorada? ‘Como mulleres de bairros pobres em Porto Alegre, soropositvas, enfrentam a mater niidade e 0 temor do HIV na espera do filho? ‘Ao longo de uma década de guerrilha em EI Salvador, em que as mulheres tiveram to ativa participagto, nas linhas de frente ‘e nas zonas ocupadas, nos acampementos fe na guerrilha urbana, seus direitos foram respeitados? Qual a moralidade sexual pre- valecente? ‘Ao responder a essas indagagbes, 0s artigos de Direitos Tardios: saide, se- cxualidade e reprodugo na América La- tina a-um tempo esbocam um dramético panorama da situaglo atval no continente @ propiciam novas indagagdes, que de- safiam © campo dos direitos. sexuais © reprodutivos. POLITICA EDUCACIONAL NO PROJETO NORDESTE: DISCURSOS, EMBATES E. PRATICAS ‘Anténio Cabral Neto Natal, RN: EDUFRN — Editora da UFRN, 1997, 262p. Elaborado a partir de tese de doutorado defendida na Faculdade de Educagio da UsP, 0 liveo em questio trz uma rigorosa andlise do ambicioso Projeto Nordeste. — principalmente de seu segmento educagio —o qual, negociado com o Banco Mundial esde 0 final do governo militar, acabou revelando-se absolutamente.insuficiente para o atendimento das carencias educa- cionais da regio, como inicialmente pla nejado. Recorrendo a ricas fontes documenta, re- gistrndo depoimentos de agentes que in- de Buenos Aires assumir a unito as responsabil- raram? E como SA sempre ines- ‘ada? pobres em Porto ceotam a mater- V na espera do de. guerrilha em tulheres tiveram linhas de, frente + acampamentos 5 direitos foram lade sexual pre- ndagagbes, os ‘os: sade, se- @ América La- tum dramético tino continente ‘gbes, que de- itos sexuais ¢ AL NO Aitora da de doutorado Educagio da uma rigorosa > Nordeste — ento educagzo. 3anco Mundial sittar, acabou insuficiente ocias educa sialmente pla- sumentais, re fetes que in- tegraram de diversas formas © processo fm foco e reportando-se continuamente a0 contexto histérico e social dos eventos ‘mencionados, © autor desvela— entre ‘outros pontos — 2 falécia da proclamada caracterstica paricipativa do projeto; 0 Jogo politico entre os coadjuvantes nacio- nas (MEC, Sudene, governos estaduais e ‘municipais) entre esses e 0 Banco Mune dial; os avangos, recuos ¢ eventuais omis- 68 dos sindicatos profissionais na uta pela democratizacio do processo escola. Como pano de fundo, o livro traz a dis- ‘cussio de diversos autores que tralam das transformagdes pelas quais tem passado 0 Estado na dltima metade deste século, Maria Julieta Calazans, que assina 0 pre- fécio, destaca que Anténio Cabral Neto ‘bem documenta como, na década de 80, © autoritarismo ¢ a exclusfo s80 renovados através de “um pacote” importado pelo Estado, Hoje, quando tantos outros “pacotes” com tinuam a ser imporados, esta obra vem muito oportunamente nos alertar para a persisténcia do padrSo “seletividade/exche- fo" que (em historicamente marcado nos sas politicas sociais em geral e 08 prgetos ‘educacionais em particula EDUCACO E os AFRO-BRASILEIROS: ‘TRAJETORIAS, IDENTIDADES E ALTERNATIVAS ‘Adélia Luiza Portls, Deleele Mascarenhas Queiroz, Elaine Nenes de ‘Andrade, Jaci Menezes, Maria da Conceigéo Pereira, Paula Cristina da Silva, Ronilda Iyakemi Ribero, Rosingela Costa Aragjo Salvador: Novos Toques, 1997, 224p Este segundo volume da série Novos To- ‘ques resume artigos que resultam do apoio € estimulo oferecidos a pesquisas pelo programa A Cor da Bahie Durante 0 perfodo de 1995 a 1997, 0 programa buscou aprofundar © conheci- mento empfcico de certas éreas teméticas, ‘como o problema das desigualdades raciais ra educapio. Esse objetivo, tendo em vista | eriagdo e desenvolvimento de uma linha de pesquisa — Desigualdades mecanis- mos de discriminago na educagio formal —, foi implementado em duas diregdes. A ‘primeira, voliou-se_ para a avaliaglo, valendo-se de instrumentos te6ricos do sis. tema oficial de ensino, com 0 intito de suger intervengoes que possibilitem uma fedefinigdo do “lugar” dos afco-bresileios esse sistema educacional, que também teproduz desigualdades sociais. A segunda

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