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-
ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DE COORDENAÇÃO
GERAL E PLANEJAMENTO-SEPLAN / SC

ATLAS ESCOLAR
DE SANTA CATARINA

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ESTADO DE SANTA CATARINA
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: ATLAS ESCOLAR
:• DE SANTA CATARINA

••



GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Casildo Maldane r - Governador
••
SECRETARIA DE ESTADO DE COORDENAÇÃO GERAL E PLANEJAMENTO
Danilo Aronovich Cunha - Secre tário
••
Melzi Cavazzola - Diretor Geral
••
S231 a Santa Catarina. Secretaria de Estado de Coorde -
EQUIPE TÉC NICA
Ademir Koerich (Subsecretário de Estudos Geográficos e Estatísticos - SUEGE e
Coordenador do Planejamento Cartográfico), Amilton do Nascime nto, Carlos Tramontin,
••
••
Cleide Torquato Silveira, Elizabete Luiza Fe rnandes Baesso (Avaliaçáo e Crítica dos
nação Ge ral e Planejame nto. Subsecre taria de Conte údos), Fe rnando João da Silva, João Serafim Tusi da Silve ira (Avaliação e Crítica dos
Estudos Geográficos e Estatísticos Conteúdos), Irio Pedrinho Caron, Isa de Oliveira Rocha, Lilian Jussara Lopes, Luilene Barros
Daniele wicz, Maria Teresinha de Rese nes Marcoo , Marice Kikue Yokoi Bardio (Revisora

••
Atlas e scolar de Santa Catarina/Secretaria de da Redação), Mario Cezar Ramos , Renato Francisco Le barbe nchon (Consultor dos Temas
Estado de Coorde nação G e ral e Planejame nto, Econômicos), Rita de Cássia Martins , Stella Vie ira da Rosa Fe rnandes, Valdir José Pe res ,
Subsecretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos. Victor José Philippi Luz (Chefe da Divisão de Geografia e Cartografia).
- - Rio de Janeiro, Aerofoto Cruzeiro, 1991

96p. tab. gráf.


EQUIPE DE DESENHO
Alexandre Bole slau Wisintaine r, Antonio Anselmo Coe lho , David Vieira da Rosa Fe rnandes , •
1. Atlas ge ral - Santa Catarina. I. Título
Pedro Agripino Sagaz, Valdir Goulart , Luciana Burati, Rosangela Refosco.

912(816.4)
EQUIPE DO SERVIÇO DE EDITORAÇÃO
Amélia Maria Torres Nunes , Cle usa Martins Corre ia Salgado, lete Arruda Salomé, Luiz
Alberto Braga da Silva, Marco Aurélio Leite, Maria Hele na Milani Bento, Valmor Se rafim.
••
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
••
••
Tiragem : 50.000 exemplares Coordenadorias dos Currículos de 1~ e de 2~ graus (Avaliação e Crítica dos Conte údos).
DEPARTAMENTO REGIONAL DE GEOCIÊNCIAS DO IBGE EM SANTA CATARINA
Permitida a reproduçáo total ou parcial deste trabalho desde que citada a fonte. João Batista Lins Coitinho (Geologia), José Marcos Moser (Solos - Tipos e Aptidões), Pedro
Furtado Leite (Vegetação), Rogério de Oliveira Rosa (Relevo), Ulisses Pastore.
PEDIDOS E CORRESPONDÊNCIA:

Secretaria de Estado de Coordenação Geral e Planejamento


Subsecretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos
SANTA CATARINA TURISMO - SANTUR

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Pedro Ivo Figueiredo de Campos ("In Memoriam" - Ex-Governador)
••
Av. Osmar Cunha, 15 - Bloco B - 6~ andar
Caixa Postal 1551
88019 Florianópolis - SC
Fone (0482) 24-6166 - Ramal 38
Roberto Ferreira Filho (Secretário da SEPLAN/SC de 15.03.87 a 20.03.89)
Paulo Macarini (Secretário da SEPI..AN/SC de 20.03.89 a 19.01.90) .
Jamir Abre u (Secretário da SEPLAN/SC de 19.01.90 a 28.03.90)
••
Apoio financeiro parcial:
Ministério da Educaçáo
Fundação de Assistência ao Estudante - F AE
••


••
•• APRESENTAÇÃO INTRODUÇÃO

• o Governo do Estado tem a satisfação de apresentar à sociedade catarinense


o primeiro "Atlas Escolar de Santa Catarina", elaborada no âmbito da Secre-
O "Atlas Escolar de Sania Catarina" é um volume que contém um conjunto
corrente e completo de mapas, gráficos, quadros e tabelas, acompanhado
•• taria de Estada de Coordenação Geral e Planejamento - SEPLAN/SC, através
da Subsecretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos.
Trata-se de mais uma iniciativa do Governo de Santa Catarina de promover
de textos elucidativos que descrevem o território catarinense, seus acidentes
físicos, clima, solo, vegetação, suas atividades econômicas, sua organização
político-administrativa e as relações entre o meio natural e os grupos que

• a melhoria do ensino, através da produção e do fornecimento às escolas e nele habitam .

•• aos seus alunos de meios necessários ao estudo e à pesquisa.


O trabalho aborda aspectos administrativos, geográficos, demográficos,
econômicos e organizacionais do Estado, ilustrados com textos e mapas didatica -
A obra é composta de sete unidades, enfocando os aspectos geográficos,
demográficos, econômicos e organizacionais do Estado de Santa Catarina.
A primeira unidade, Quadro Administrativo, descreve a posição geográfica,

• mente distribuídos.
Esta obra tem como objetivo principal atender à demanda do estudo de
os limites e os pontos extremos de Santa Catarina e sua evolução político-admi-
nistrativa.

•• aspectos geo-sócio-econômicos de Santa Catarina, no ensino de 1 ~ e 2~ graus. No Quadro Natural, apresentado na segunda unidade, faz -se a apreciação

.•
Para tanto, adequou-se a redação às características daqueles a quem a obra da formação geológica do solo catarinense, da morfologia, dos elementos líqui-
se destina, de forma a tomar seu estudo fácil e agradável. dos, da representação cartográfica do relevo de cada região, dos tipos climáticos
Contudo, devida à riqueza e à qualidade das informações, o "Atlas Escolar e suas características, da cobertura vegetal, dos solos e suas aptidões e do
de Santa Catarina" extrapola seu objetivo básico e apresenta-se, também,como meio ambiente onde se insere o homem catarinense.
um importante instrumento de estudo e pesquisa a todos aqueles que desejarem Os aspectos demográficos e sociais estão contemplados na terceira unidade,

•• aprofundar seus conhecimentos sobre o espaço catarinense.

Casildo Maldaner
no Quadro Humano, onde são abordados a história da ocupação do solo
catarinense pelas diversas etnias, os movimentos migratórios, a evolução popu-
lacional e a situação da educação e da saúde.

•• Governador do Estado O Quadro Econômico, na quarta unidade, apresenta a economia sob a


abordagem dos setores primário, secundário e ~erciário, onde constam comen-
tários sucintos a respeito da evolução das diferentes atividades em cada região.

••
A quinta unidade, Estrutura Urbana, apresenta a evolução dos aspectos
urbanos de algumas das principais cidades catarinenses.
Consta da sexta unidade, Microrregiões Geográficas, um resumo dos aspec-
tos geográficos, demográficos, econômicos e organizacionais das 20 micror-

•• regiões geográficas do Estado.


Faz parte da última unidade, Organização do Estado, a conformação políti-
co-administrativa do Estado e dos Poderes, bem como, os símbolos estaduais.

•• Para tornar mais fácil o entendimento dos textos distribuídos ao . longo


da Atlas, colocou-se à disposição do leitor um breve vocabulário onde estão
apresentados os principais termos utilizados .

•• Oanilo Aronovich Cunha


Secretário da SEPLAN/SC



•• SUMÁRIO

•• UNIDADE 1 - QUADRO ADMINISTRATIVO

Posição Geográfica ................ .


Evolução da Divisão Político-Administrativa ..... 10 12
8
Microrregião Geográfica Curitibanos - 460 ..
Microrregião Geográfica de Campos de Lages - 461 ..... .
Microrregião Geográfica de Rio do Sul - 462 ...
Microrre gião Geográfica de Slume nall - 463 ..
100
102
104
106

.- UNIDADE 11- QUADRO NATURAL


Microrregião Geográfica Itajaí - 464 ..... '.
Microrre gião Geográfica de Ituporanga - 465 ................ .
108
110

•• Geologia ............. .
Re levo .............. .
Hidrografia.
16
18
20
22
Mic rorre gião Geográfica de Tijllcas - 466
Microrregião Geográfica de Florianópolis - 467
Microrregião Geográfica do Tabule iro - 468
....... ... .. . ........ . ....
...... ......... .. .
Microrregião Geográfica de Tubarão - 469 ........................... ........ ..... ..
. .... .. .... .
. ............. . ..
112
114
116
Jl8 .
120

••
Hipsom e tria .... Microrregião Geográfica de Cricitíma - 470 ................... .. .. . .......... .. ..
Clima 24 Microrregião Geográfica de Araranguá - 471 . 122
vegetação .................................. . 26
Solos - Tipos de Aptidõe s .... .. 2830 UNIDADE VII - ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
M eio Ambiente . . 32

•• UNIDADE lll- QUADRO HUMANO

Povoam ento e Colo nização .. . .............. . 36


Símbolos E staduais
Organização Político·Adm ini strativa do E stado e dos Poderes..

VOCABULÃR IO ..... 132 133


126 128
130

134

••
População Total Res idente e De nsidade De mográfica .......... 0.0. 38
População Urbana e Rural.. ..... 40 BIBLIOGRAFIA 135
População Econo micame nte Ativa .. 42
População - Natalidade e Mortalidade ... 44 USTA DE TABELAS
População - Pirâm ides Etárias e Migrações ... . 46

• Educação..
Sa~de ....
. ........... . .
. . ... .. .. .. ... .. . ...... .................. .
48
50
Tabela
Tabe la
1 - Área total e part icipação pe rce ntual, segundo os E stados da Região Sul...
2 - Limites de Santa Catarina , segundo a posição geográfica e conrrontan tcs..
8
8

•• UNIDADE IV - QUADRO ECONÓMICO

Agricultura ............ . . ..... 54 56


Tabela
Tabe la
Tabela
Tabe la
3- Ano de criação e orige m dos municípios de Santa Catarina. .
4 - Escala do Tempo Geológico, segundo a e ra e o pe ríodo de formação..... .. ... ... ... ... .....
5 - Área e comprim ento dos cursos das principais bacias hidrográficas de Santa Catarina..
6 - Altitude e localização por município dos pontos culminantes e m Santa Catarina -
. . ... .. . 10, 12
16
20

•• Pecuária .. . 58 1986... ............. ... ................ 22


Indú stria .. ... 60 Tabe la 7 - População reside nte po r sexo e participação percentual no total e m Santa Catarina
Recursos Naturai s e Extrativismo. 62 - 1940-1989.. ... .......... ... ... .. ..... ...... 38
Com é rcio. . .. ... ... ... .. . 64 Tabela 8 - Área física e projeção da l>opulação total e de nsidad e demográfica, segundo as microrre·
giões geográficas e m Santa Catarina - 1989.. . ...... ..... . .. .. 38


Meios de Transporte ....... . ..... . . 66
Comu nicações e Ene rgia Elé trica .. 66 Tabe la 9 - Proporção da população rural e urbana , - segundo as Regiões do Srasil - lD70· 1980.... 40
Saneamento Básico ... 70 Tabe la 10 - População rural e urbana e participação perce ntual em Santa Catarina - 1940· 1990...... 40

•• Turismo ...

UNIDADE V - ESTRUTU RA URBA NA


72 Tabe la 11 - Projeção da população rural e urbana , por microrregiões geográficas em Santa Catarina
- 1989....... ............. .... ......... ........ ............
Tabe la 12 - População rural e urbana e participação perce ntual por sexo, e m Santa Catarina
1940-1990................................... .
40

40

••
Evolução Urbana ........... ... ....... .. 76 Tabe la 13 - Pessoas de 10 anos ou mai s de idade, por condição de atividade, segundo o se to r
Evolução dos Aspectos Urba nos de Algumas Cidades 78 de atividade e m Santa Catarina - 1980 .............. . 42
Tabe la 14 - População economicame nte ativa do E stado de. Santa Catarina, por microrregiões
UNIDADE VI - M1CRORREGIÓES GEOGRÁFICAS ge ográficas e se to res de atividade econô mica - 1980 ........ ... ... ......... ................... . 42
Tabe la 15 - Taxa de mortalidade , natalidade e c rescime nto vegetativo , segundo as micro rregiões

•• Divisão M icrorregional Geográfica


Microrregião Geográfica de São Miguel d'Oes te - 452
Microrregião Geográfica d e C hapecó - 453 .................. .
Micro rregião Geográfica d e Xanxe rê - 454 . .. . . .............. ... . .
82
84
86
88
geográficas e m Santa Catarina -1987
Tabe la 16 - Alunos matriculados no l ~e 2? graus e m Santa Catarina - 1978· 1989
Tabe la 17 - Estabelecimentos de satíde, por depe ndê ncia administrativa e tipo e m Santa Catarina
- 1989 ............ . . .............. .... . .................. ..... .
44
48

50

•• Mic rorregião Geográfica de Joaçaba - 455. . . .. .... ... .


Mi crorregião Geográfica de Concórd ia - 456. .
Microrregião Geográfica de Canoinhas - 457 ...
Microrregião Geográfica de São Sen to do Sul - 458.
. .......... . .
. ..........•.
90
92
94
96
Tabe la 18 - Percentual da cobe rtura vacinal co m doses ' conside radas imunizan tes e m me nores
de 1 ano , em ges tan tes, por tipo de vacina, segundo os CARS e m Santa Catarina
- 1989/1.000 ............ .........
Tabe la 19 - Estrut ura Fundiária de Santa Catarina - 1980..
. .......... . 50
54


Micro rregião Geográfica de JOinville - 459 ... .. . 98 Tabela 20 - Principais produtos exportados por Santa Catarina - 1987. 64

LISTA DE MAPAS

Posição Geográfica . . Microrre gião Geográfica d e Criciúma - 470 . .. ....... .. . . . . 121


'•.
••
9
Evolução da Divisão Político-Administrativo . .. .. ... . ... .. . .. . . . . .. . .. .. .. .. ... . .. ........... 0 . 0 ••• 11 Micro rregião Geográfica d e Araranguá - 47l. 123
Divisão Político-Administrativa . . 13 Bandeira do E stado d e Santa Catarina .. 127
Geologia .. . .. . ... . .. . 17 Armas do Estado d e Santa Catarina ........... . 129
Relevo .. . .. .. . ... . .. . .. . .. .. . ... ,'
Hidrografia
19
21 .,
••
Hipsometria. 23
Clima ... . ... . .. .. .. . ... . .. .. ... . . 25
Vegetação ......... . .... .. . 27
Tipos de Solos . . 29


Aptidão Agrícola dos Solos ... .. ... .... •• • 31
Maio Ambiente . 33

••
Povoamento e Colonização .. . ..... . .. .. . ....... ... . 37
População Total Residente e Densidade Demográfica .. 39
População Urbana e Rural .... . ... .. ... . ... . .. ...... ... ... .. . . . . .. ..... ... . 41
Popu lação Economicamente Ativa.. . . .. ... . .. ... .
0 .0 ........... .. . .. . 43


Popu lação-Natalidade e Mortalidade . ... 0.0 • ••• • •• • • • 45
População-Pirâmides Etárias e Migrações 47

••
Educação .... .. ........ . 49
Saúde . . 51
Agricultura - Milho , Soja, Arroz e Fe ijão .. 55
Agricultura - Fumo, Cebola, Maçã e Banana .. 57
Pecuária - Suínos, Bovinos, Aves e D e rivados . . 59
Indú stria - Principais Ramos. 61

••
Recursos Naturais e Extrativismo .. 63
Comé rcio - Varejista e Atacadista 65
Meios de Transporte ... 67
Comunicações e En e rgia Elé trica 69

••
Saneamento Básico . ... . . ... . ... .... . .. . . 71
Turismo . .. . 73
Evolução Urbana... . . . .. .. .. .. .. . . 77
Evolução dos Aspectos Urbanos de Algumas Cidades .. . 79


Divisão Microrregional Geográfica.. . .. .. ... .. . ... . . . . . 83
Microrregião Geográfica d e São Miguel D 'Oeste - 452 .. 85

••
Microrregião Geográfica de Chapecó - 453 ................ ...... ...... ... . . ... . .. .... .. 87
Microrre gião Geográfica de Xanxerê - 454 .. . 89
Microrregião G e ográfica d e Joaçaba - 455 . . . 91
Microrregião G e ográfica d e Concórdia - 456 .... . 93

••
Microrregião Geográfica de Canoinhas - 457 . . 95
Microrregião.Geográficade São Bento do Sul - 458 .. 97
Microrregião Ge ográfica de Joinville - 459. 99
Microrregião G eográfica d e C u ritibanos - 460 .............. ..• 101

••
Microrregião Geográfica dos Campos d e Lages - 461 103
Microrregião Geográfica de Rio do Sul - 462 ... 105
Microrregião G e ográfica d e Blume nau - 463 . ... . . ......• 107
Microrregião Geográfica de Itajaí - 464 .. . .. .. . ... ....... .. ... . . 109

••
Microrregião Geográfica de Ituporanga - 465.. . .. . .. . .. .. ... ... . .. ... ••. 111
Microrre gião Ge ográfica de Tijucas - 466. . ...... . ... . ..... .. ... . . . .. . .. . .. .. .. . 113
Microrregião Geográfica de F lorianópolis - 467 ... . ... .. . . . . . ....... . ... .. . •• 115
Microrregião Geográfica do Tabuleiro - 468.. . .. ... . ... .. . .. 117


Microrregião G e ográfica d e Tubarão - 469 .. . . 119


••

••
UNIDADE I

'.

QUADRO ADMINISTRATIVO

•• Posição Geográfica
Evolução da Divisão Político-Administrativa

••



••






••

• 7

POSIÇÃO GEOGRÁFICA

Para localizar o Estado de Santa Catarina é importante verificar prime iro a posição geográfica do

••
Tabela 2 - Lim ites de Santa Catarina, segundo a Posição Geográfica e Confrontantes,
Brasil. A Re pública Federativa do Brasil está localizada na Am érica do Sul e é cortada pe las linhas
do Equador. no norte, e pelo Trópico de Capricórnio, no sul. Como se obse rva no mapa da Amé rica POSiÇÃO EM se e ONFRONTANTE S LIM ITES
do Sul, o Brasil está situado Quase que totalme nte no hemisfé rio Sul, ocupando a parte centro-oriental
do continente sul-americano. Norte Paraná - divisor de águas (serras da Capanema e da Fartura)
O Estado de Santa Catarina, que é uma das unidade s da Re pública Fe derativa do Brasil , está
localizado no sul do te rritório brasileiro e juntame nte com os Estados do Paraná e do Rio Grande
- r io: Jangada
- BR-I53


do Sul formam a Grande Região Sul. Santa Catarina é o me nor Estado dessa Região c, ainda assim, - Re de F e rroviária Federal S.A. - RFFSA
tem extensão territorial quase equivale nte à de países corno a Áustria, Hungria, Irlanda e Portugal, - rios: Iguaçu, Negro, Cachoeira e Campo de C ima
- marcos divisórios e m linha geodésica


e quase três vezes maior do que a da Holanda e a da Bé lgica.
- rio : Saí-Guaç u
Santa Catarina possui urna área oficial de 95318,30 quilômetros quadrados(km ~. Portanto, ocupa Leste oceano Atlântico - linha litoninea
1, 11% da área territorial brasile ira e 16,57% da área da Região Sul.

••
Sul Rio Grande do Sul - rio: Mampituba
- arroio J osafá.
- taimbés da Serra Geral
- rios: das C ontas, Pelotas e Uruguai
Tabela 1 - Área Total e Participação Percentual, segundo os Estados da Região Sul Oeste República Argentina - rio: Peperi-Guaçu

ESTADO ÁREA ' FONTE : Secretaria de Estado de Coordenação Ceral e Planejamento - SEPL'\N/SC - Atlas de Santa Catarina 1986.

Km 2 %
Pontos Extremos
Nordeste - no limite com o Estado do Paraná, o ponto extremo é a ilha de Saí-G uaçu, cujas •
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
280. 674,00
95.3 18 ,30
48, 79
16,57 coordenadas geográficas são: 25°58'37" de latitude Sul e 48"35'24" de longitude Oeste.
Noroeste - e ntre os Estados de Santa Catarina e do Paraná e a República Argentina, o ponto •
••
Paraná 199.323, 90 34,64
extre mo é o marco divisório, cujas coordenadas geográficas são: 26°12'25" de latitude Sul e 53"38'49"
TOTAL 575.316,20 100,00 de longitude Oeste.
Sudoeste - o ponto extre mo é a foz do rio Pepe ri-Guaçu , no rio Uruguai, cujas coordenadas
FONTE : Fundação In sti tuto Bras ileirode Geografia e Estatística - IBGE ; Secretaria de Estadode Coordenação Ceral e Planejamento geográficas são: 27°10'01 " de latitude Sul e 53"49'58" de longitude Oeste.
- SEPLAN /SC/Subsecretaria de Estudos CeogTáfl.cos e E statísticos - SUECE .

o território catarine nse e ncontra-se entre os parale los 25°57'41" e 29"23'55" de latitude Sul e en tre
Sudeste - o ponto extremo é a foz do rio Mampituba, no oceano Atlântico, cujas coordenadas
geográficas são: 29"18' 18" de latitude Sul e 49"42'02" de longitude Oeste .

os meridianos 48°19'37" e 53°50'00" de longitude Oeste.
A linha litorânea catarinense inicia na foz do rio Saí-Guaçu, na divisa com o Estado do Paraná, •
seguindo até a foz do rio Mampituba, na divisa com o Estado do Rio Grande do Sul, numa e xte nsão
de 561 ,4km . A costa catarinense corresponde a 7% do litoral brasile iro.

Limites
••
Norte - com o Estado do Paraná: a partir do marco divisório e ntre Santa Catarina , Paraná e
República Arge ntina, na nasce nte do rio Pepe ri-Guaçu , segue pe lo divisor de águas das bacias hidrográ-

ficas dos rios Iguaçu e Uruguai, rumo leste, até a nascente do rio Jangada; desce por este até encontrar
a BR-153; continua por esta rodovia, pe lo traçado antigo de 1917, até e ncontrar o cruzame nto da

estrada de ferro da Rede Ferroviária F ederal Sociedade Anônima - RFFSA; segue por esta ferro via
até a ponte sobre o rio Iguaçu; continua pe lo rio Iguaçu acima até a foz do rio Negro e por este


acim a até a foz do rio Cachoeira; por este acima até a foz do rio Campo de C ima; por este acima
até sua nascente; a partir daí segue pelos marcos divisórios, e m linha geodésica, até encontrar o rio
Saí-G uaçu e por ele até o marco próximo a sua foz no oceano At lântico e daí segue , e m linha geodésica,
até o marco na ilha de Saí-Guaçu.
Leste - com o oceano Atlântico: a partir do marco da ilha de Saí-G uaçu , em direção sul , até •
a foz do rio Mampituba.
Sul - com o Estado do Rio Grande do Sul: a partir da foz do rio Mampituba, no oceano Atlântico, •
segue por aquele acima até a fo z do arroio Josafá e por este acima até a sua nascente; daí se gue
pelos taimbés da Se rra Geral, até a nasce nte do rio das Contas ; pe lo mesmo abaixo até a sua fo z

no ri o Pelotas e por este abaixo até o rio Uru guai ; segue por es te até a foz do rio Peperi-Guaçu
na front e ira com a Re pública Argentina.
Oeste - com a República Arge ntina: iniciando na foz do rio Pe peri-Guaçu , no rio Uruguai , segue
o rio Pe pe ri-Guaçu acima até a sua nascente , no marco divisório e ntre os Estados de Santa Catarina
••

e do Paraná e a República Arge ntina.

8
• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA POSiÇÃO GEOGRÁFICA
• NA AMÉRICA DO SUL NO BRASIL

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9

EVOLUÇÃO DA DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA


Evolução Municipa l
O prim e iro município a se r c riado na Ca pit a ni a d e Santa Ca tarina fo i o dI..' Nossa Sen hora da
Graça do Rio Sii.O Fra ncisco d o Sul. hoje São Fra ncisco do Sul. no a lio d e 1660; 1..'111 l7I-I , e ra criado
o st~gllndo munic ípio. Santo Antô ni o dos Anjos d a Laguna, a tual Laguna.
M UN iC íPIO

Ant ônio Carl()~


Apilina
ANO DE
C R I A Ç ÃO

1963
1988
OH I G EM

Biguaç'u
[lIdai,,1
••

Araqu a ri 1876 S~I() Fra nc i'iCo d o Sul
Em 1726 , d es!Ilc mbra\'a-se d L' Laguna o m u nicípio de Nossa do lJes lerro , hoje Fl o ri a nó poli ... Ar;lra nguj Tubar.jo
1880
Pelos caminh os de Lages foram -,,(' fi xando povoações em direção ao Hi o Grande d o Sul c , l' 1ll Arll lazérn 1958 T llbaró\o
1770, Lages e manci pava-se d a Ca pit an ia de S.10 Pall lo , anexand o-se à Ca p itania d e Santa Catarina .
Por volt a de 1832, e manc ipava m -se de Fl oria nó po lis: Po rt o Be lo. São M igUl' l (hoje Bi guaç'1I 1 ('
Ar ro io Trint a
A"Cllrra
Atalanta
1961
1963
196-t
Vid e ira
lndaial
Ituporan ga


São José . Após 27 3nos. Po rl o BL'lo perdia s ua au tonomia, retomando -a em 1925. Em 1859 fo i a Auro ra Rio d o Su l
1964
vez d a e manci paçt"io de São Sehasti ão d a Foz d o Ri o Tijucas, a tua l Tij ucas. Baln L':.í.rio Can lborili 1964 Camboriti
Em 1839 , o Gov(' rno da H.e p líblica Farroup ilha d ec re tava a cidade d e L.1.guna como a ca pita l de Barra Vt:'lh.l


1961 Araquari
San ta Catarin a. com o nom c d e J uliana , é poca m ovim e ntada que terminou em março d e 1845. (3t;! llcc.lito N ovo 196 1 Hocle io
A vinda d e imigra nt es euro pe us pa ra colonizar ter ras d e Sant a C atarina co ntri b uiu para a ('x pall s~"io Uig u aç·u 1833 Flo rianópol i'l


Blum t..' nau 1880 Itajaí
dos povoados e conseqüente aum e nt o da populaç·ão. Bo m Jardim da S. ' na 1967 S:"i.o Joa quim
O mapa de 1907 mostra os cont orn os imprecisos do Estado, d evid o a qu estões d e limi tes co m Bo m Retiro 1922 Lage s (' I'alhm,:a
os Estados do Ri o G rand e d o Su l t.' do Paran á. Em 1917, fo i es tabe lecid o o " Aco rdo d e Limit es"
e ntre o Para ná c Santa Catarina , pa ssa ndo o lim it e des ses E stados pe lo di \"i'iOf" d e águas e lltH' a ..
Uo tu ve rá
Br:1ç·o d o Norh '
1925
1955
Brusc lue
Tu han.\ u


Bru .. quc 188 1 lt ajaí
bacias hid rográficas d os ri os 1! ~1I<1~' 1I (.' Uruguai , inco rpora ndo-se d efi niti vamt' nt c a Sa nta Cata riml todo Caç·ado r 193-t Ca mpo!> N" o\"os t' JO<I(,:"IIIa
o OC'i te e os municípios d e ~-1a fra e Po rt o U ni ~"io , ao no rte. Ca ibi 1965 Palmitos

••
Ca mho,·ilí 1884 It ajaí
No an o d e 1930, ficou reso lvid o o proble m a di visó rio e ntre Santa C atarina f..' o Rio Grande d o Campo Alegre 1896 S,"i.o Bt..'nt o do SIlI
Sul, anexando -se ao territó rio catarinen :;c o trecho da nascenl(' do rio ~·t aTllpitllba , ent re o arroio Ca mpo 13e lo d o Su l 19fil L:.lgt.·~
Josafá e a encos ta da Serra G e ral. Ne ssa é po('a, Sant a Catarin a co nt ava co m 34 Tllunicípios. Ca mpo Erê 1958 C ha pt..'oo
Em 19:14, d esme mbrava m -se d e Blume nau : Timhó , In daial. Ihira ma c Gasp a r: d e Joaçaba : Concórd ia: Ca m pos Novos 188 1 C uriti ballO'l
Can c linha 1962 Tij ucalo
d e Campos Novos e J oa~'aba : Caçador; e d e Joi nville : Jaraguá do Su l.
Em 1944 . o Estado d e San ta Ca tarina sofreu uma redução com a c riação d o Territó rio d e Iguaçu .
Cano in has
Ca pinzal
C atandu vas
19 11
L9-t8
1963
Cur itiba nos
Joaç·aba e Ca mpos No \"u~
Joaç'aba •
••
poré m por pouco te mpo . poi s e m 1946 Santa Catarina retomava es te te rritó rio.
No a no d e 1953. 8 municípios con seguiam sua autonom ia: Dionísio Ce rqu e ira . Itapiran ga. Mo ndaí. C a xam bu d o Su l 1962 C hapecó
Cc l.. o Ramos 1989 Anila Caribaldi
Palmito s, São Ca rl os, São Migue l d ·O cs te, Xanx c rê e Xaxim , frag mentando , pe la prim e ira vez , () C hapecó 19 17 Des <ln l:xado do Paraná (A{·ordo de I.imit es)
Illunicípio d e C hapccó. Concórdia 1934 Joaç·aba
Em 1958 , mai s d e 30 municíp ios fo ram c riados ; e de 1961 a 1967 fo ram c riad os mais 91. Coro nel Fre ilalo 196 1 C ha pccó
Após um int e rvalo de 15 a nos , e m 1982, e manciparam -se de Lages, os mun icípios d e Otac íl io
Costa e d e Co rre ia Pinto,
Co rreia Pint o
Co rupá
C riciti m a
198 2
1958
1925
I ..agt' s
Jaraguá do Sul
Aram llg uá •
O maior ntím e ro d e des m e mbram e nto oco rreu n as zonas coloniais d e maior d e nsidad e populacional.
como nos vales d os rios Itajaí, d o Pe ixe, Tuban"io e C hapecó.
Cu nha Porá
C uritibanos
1958
18fi9
Palmi tos
Lage'l


IJt..'!>ca nso 1956 M o ndaí
Dionísio Ce rq ue ira 1953 C hapecó
Si tuação Atual Do na Emma 1962 Pr('s id t"n te Getülio

••
Santa Catari na. até o ano d e 1987, possuía 199 municípios . No tra nsco rre r do a no de 1988 , fora m Do utor Ped rinho 1988 Bell('dil o Novo
Erval Velho 1963 Campo!> Novos
c riad os 7 m un icípios L' , e m abril de 1989. mai s 1I municípios , totaliza ndo, assim , 217 municípim . F~l c hinal d05 C II L'dL' ~ Xanxerê
1958
Flo rianópo lis 1726 Lag una
Fonluilhinh a 1989 C ricitima
Tabela 3 - Ano de C riação e Origem dos Muni cípios d e Santa Cn tarina Frai )urgo 1961 Cu ritibanos e Videira

A:\O DE
Ca l ,,;"i.o
Caropaba
1962
1961
Xaxim
Palh oç·a


\1l!~· l c ípI O CRI AÇ t\.O OHIGE\I Caru va 1963 São Frallci 'lco do Sul
G aspar 1934 Blum c nau
Co\'t'rnado r C(·I'lo Ramos 1963 Biguaç·u


Abdo n Bat i.~ ta 1989 Ca mpos Novo .. Cr:"i.o Pa rá 1958 Orl .... lIns
Abelardo Luz 1958 Xa nxe rê G ravatal 1961 ' r ubarão
Agrolândia 1962 Trom hud o Centra l Cl lUIJiruba 1962 Bru squc
~ g ron ô mi ca
~ gua Doce
1-gU3S de Chapecó
Aguas Mo rnas
Al fredo \Vagner
1964
1958
1002
1961
1961
Hio do Su l
J ()a~·a ba
C hapccó
San to Amaro d a Impe ra triz
Bom Re tiro
Cua raciaba
C uara mirim
G uarujá d o Sul
Il c rva l d 'O este
Ibi ca ré
1961
1948
196 1
1953
1962
São Miguel d ' O es t l:.·
Join v ille
Dio nís io Ce rqueira
Joaç·aba
I le r va l (rOes te c T a ngará
••

Anc hie ta 1963 Gtlaraciaba Ih irama 193-t Blum cna u
An gel ina 1961 São José Iça ra 1961 C ricitÍ m a
Anita Cariba ldi 1961 Lages Ilh o ta 1958 Itajaí

10
Anitápo lis 1961 Sa nt o Anutro d a Impf..' ratri z I rnaruí 1890 l ,agunll


• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA EVOLUÇÃO DA DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA



••
••



• 1872
1907
LEGE N DA
1930
LEGENDA


LEGE N DA ORIGENS ORIGENS
ORIGENS
$ao FranciSCO do Sul 550 FranciSCo do Sul

•• S50 FranciSCO do Sul


Laguna
Lages
O
D
Laguna
Lag~

TemlÓrlQ em LitígiO com o Paraná


Laguna
Lages
Acordo de limites




••

••
•• 1944
LEGENDA
ORIGENS
1954
LEG EN DA
ORIGENS
1967
LEGENDA
ORIGENS

• Silo FrancISCO do St.il


Laguna O
São FranciSCO do Sul S!O FranciSCO do Sul
laguna

••
Laguna
Lages D Lages D Lages
Acordo de limites Acordo de limites Acordo de Limites

• I'onle' Secreta". de ESlado de Coordeniçlo Geral e PIaoejemenIO-SEPlAN/ SC


Altas de s.,,~ Catarm.. 1986

• 11
ANO DE ANO DE •

MUN IC fPI O ORIGEM M UN IC fPIO ORIGEM
C RIAÇ ÃO C RIAÇ ÃO

Imbituha
Imbuia
1958
1962
1934
Laguna
It u p o ranga
Praia Grande
Presid e nt e Cast e lo Bmn co
Presiden te G e túlio
1958
1963
Turvo
Ouro

••
Indaial Blumenau 1953 lbirama
Ipira 1963 Piratuba Preside nt e Nercu 196 1 Vidal Ramos
Iporã d o Oeste 1988 Mondaí Quilombo 196 1 C hapec6
Ipumirim 1963 Concó rdia Ranc h o Que imado 1962 São José
l race minha 1989 C unha Porá: Rio das Antas 1958 C a çad o r
Ira n ( 1964 Joaçaba Rio d o Ca mpo 196 1 Tai6
I ri n c6poli s
Itá
1962
1956
Porto U nião
Seara
Rio do O est e
Rio dos Cedros
Rio do Su l
1958
196 1
1930
Rio d o S ul
Timb6


lta i6po lis 19 18 Mafra 81ume n au
ltajaí 1859 São Francisco d o Su l e Porto Be lo Rio F o rtun a 1958 Braço d o Norte
Itape m a 1962 Port o Be lo Rio N egrinho 1953 São Be nto do Sul


lta piranga 1953 C hapec6 Rode io 1936 Tim bó
ltapoá 1989 Car uva Rome lândia 1963 São Mig uel d 'O est e
Ituporan ga 1948 Bo m Re tiro Salct e 196 1 Tai6


j aborá 1963 j oaçab a Salto Vcl oso 1961 Vide ira
j acinto M ach ad o 1958 Tu rvo Santa Cecília 1958 C uritiba nos
Jaguaruna 1891 Tubarão Santa Rosa d e Lim a 1962 Rio Fortun a
Jaraguá d o S ul
Joaçab a
1934
1917
Joi n v illc
C uritiba n os
Santa Rosa do Sul
San to Ama ro d a Imperatriz
São Be nt o d o Su l
1988
1958
1883
So mbrio
Palhoya

••
Jo in v ille 1866 São Franci sco do Su l Joinvi le
José Boit c lIx 1989 Ibirama São Bo ni fácio 1962 Palhoça
Lacerd6po li s 1963 Ouro São Carlos 1953 C h apecó
Lages lí70 C apitania d e São Pa ulo São D o mingos 1962 Xaxim
Laguna 1714 Criad o p o r Ato São Francisco d o Sul 1660 C riado por Carta Régia
Laure n tino 1962 Rio d o Sul São J oão Batis ta 1958 Tijuca s

••
Lauro Müller 1956 Orlean s São João do Su l 196 1 Sombrio
Leb on Régis 1958 Cu ritiba nos São Joaq uim 1886 Lages
Leobe rto Leal 1962 Nova Tre nt o São José 1833 F lo rianópoli s
Lind6ia d o Su l 1989 Con córdia e Irani São José do Cedro 1958 Dio nísio Cerquc ira
Lontras 196 1 Rio d o Sul São José d o Cerrito 196 1 Lages
São Loure nço d 'Ocste 1958


Luís Al ves 1958 Itajaí C h apecó
Mafra 1870 Rio N egro (PR) São Ludgero 1962 Braço d o No rte
Majo r Ce rci n o 1961 São João Batista São Martinho 1962 Imaruí


Major Vie ira 1960 Canoinhas São Mi g u e l d 'Oestc 1953 C hapecó
Ma raCaj á 1967 Araranguá Saud ad es 196 1 São Carlos
Maravi h a 1958 Palmitos Schroed e r 1964 G uaramirim


Mare ma 1988 Xax im Seara 1953 Concórd ia
Massara nduba 1961 C uaramirim Serra Alta 1989 Mo d e lo
Mat os Costa 1962 Porto União Sid e ró p o li s 1958 U ru ssan ga
Meleiro
Modelo
1961
1961
T urvo
São Car los
Sombrio
Taió
1953
1948
Arara n guá
Rio d o Su l


Mo n daí 1953 C hapec6 Tangará 1948 Vide ira
Mo nte C astelo 1962 Papandu va Tijucas 1859 Port o Be lo
Mo rro d a Fumaça 1962 Urussan ga Timbé d o Sul 1967 T u rvo


Navegantes 1962 Itajaí T imbó 1934 Blume n au
Nova Erechim 1964 Saudades Timb6 Grande 1989 Santa Coo1ia, Matos Costa, Lebon Régis lrincópolis
Nova Tre nto 1892 Tijucas Três Ba rras 1960 Canoinhas
Nova Ve n eza
O rlea n s
O tacílio Cos ta
1958
1913
1982
C riciúm a
Tubarão
Lages
Treze d e Ma io
Treze Tílias
Trombudo Centra l
196 1
1963
1958
Tubarão
Ib icaré
Rio d o Sul •
Ouro
Palhoça
1963
1894
C apin zal
São José
Tubarão
Tunápoli s
Turvo
1870
1989
Laguna
Itapiranga

••
Pa lma Sola 1961 Dionísio Cerqu e ira 1948 Araranguá
Palmitos 1953 C h apecó U nião d o Oeste 1988 Corone l Freitas
Papandu va 1953 C a n oinhas Urub ici 1956 São Joaqui m
Pau lo Lopes 1961 Palhoça Urupe m a 1988 São Joaquim
Pe dras G randes 1961 Tubarão Uru ssanga 1900 Tubarão
Pe nha 1958 Itajaí Vargcão 1964 F ach inal d os Guedes
Pe ritiba
Pe trolân dia
J963
1962
Pirat uba
It uporanga
Vid al Ramos
Vide ira
Vic tor M c irc1es
1956
1943
BnJ sque
Campos Novos, Caçad o r e Joaçaba

••
Piçarras 1963 Pe nha 1989 lbirama
P inhab .inho 196 1 São Carlos Witmarsum 1962 Preside nte Getúlio
Pinhe iro P re to 1962 Vide ira Xanxe rê 1953 C hapecó
Piratu ba 1948 Con córdia e C ampos Novos Xavan tina 1963 Seara
Pom e rode 1958 Blume nau Xaxim 1953 C hapecó
Pon te Alt a 1964 C uritiba nos
Po nt e Se rrad a
Porto Bel o
Porto U nião
1958
1832
1917
Joaçab a e C hapecó
F lorianóãoli s e C ambo riú
FONTE : Secretaria de Estado de Coordenação Gt;!ral c Planejamento - SEPLA N/SC/Subsecrt;!taria de Estudos GeográfICos c
Estatísticos - SU EGE .


Desanexa o do Paraná (Acordo de Limites)
Pouso Redond o 1958 Rio d o S ul
12
• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA DIVI SÃO POLí TICO-ADM I N ISTRATIV A

••
•• 4: ' D o
,
..
••
\ ,."

z D ~ O


• UJ
a

••
••
•• ESTADO

friO

•• DIVISÃO MUNICIPAL
1990 REP PASSO FUNOO

••
LEGENDA
NUCLEOS
Capital
Cidade
.... 0


O
HIDROGRAFIA
a
•• Cu rso d Agua
Lagoa
Represa

•• RODOVIAS
Com Pavimentação
Sem Pavimentação

• LIMITES
IntermuniCipal

•• Inte re stadual
In ternaCional

.'\
10 ~ ",
ESCALA
o
1ixIl='=-I
la
1 2 000 000
'10 10
~-'
.0 &O ~ m


PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
Fonte' Secrelllfl. de ESlado de CoordeMçJo Geral e PI<lneIBmento
SEPlANJ SC - ~I>' 1'01'1100 de Sionla CéltBr!l'\lI 1990. DE MERCATOR . UTM

• 13

••
••

• UNIDADE 11
• QUADRO NATURAL
••
• Geologia
•• Relevo
Hidrografia

•• Hipsometria
Clima
Vegetação
•• Solos - Tipos e Aptidões
Meio Ambiente



••
••

••

• 15

GEOLOGIA
Gcologia é a ciê ncia qu e estuda a hist6r~a da Te rra c suas sucess iva s tran sformações.
••
••
-Cámbirela e ilha de Santa Catarina. Pe trograficamente, são riolitos, riodacitos, dacitos e rochas piroclásticas
A hi stória geológica da Te rra é re presentada por lima escala d e tempo , co m as princi pais divi sões (tufos).
e res pectivos intervalos, conforme tabela 4.
Cobertura Sedimentar Gonduânica
Schne ide r et alii (1974) estabeleceram a seguinte co lu na estratigráfica para a bacia do Paraná.


Tabela 4 - Escala do Tempo Geológico, segundo a Era c o Período de Formação

MILHÓES DE A1\D S (APROXI~IADOS )


ERA PERÍODO Formação Se rra Ge ral
Cenozóica Quaternário 2,5 _ _ _ _ __ Grupo São Be nto Formação Botucatu
{ Formação Piramb6ia

Mesozóica
Te rciário
Cretáceo
65 - - - - - -

cJ'~,'~á~ss~i~
co~______________________________
136-- - - - -
190--------------__
Grupo Passa Dois
Formação H.io do Rastro
Formação Te resina

••
Tr iáss ico
----------------------- 2~ ------ { Formação Serra Alta
Paleozóica Pc rmiano Formação Irat i
~~~------------
Ca rbonírero 2~-------
~~~~------------ 345 -----­

Silu riano
D evoniano
~~~------------ 395 ------­
~~~------------- 430 ------
Ordoviciano
'?-'=="'---- -- - - - ------ 5 0 0 - -- - - - Su pe rgrupo Tubarão
Grupo Cua tá
{ Formação Palermo
Formação Hio Bonito
••
Carn briano
------~~~~---------- 570 ------ Formação Hio do Sul
Proterozóica
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ ___ 2.500 _ _ _ _ __
Arq ucoz6ica
---'-_ _ _ _ _ _ __ _ _ __ _ _ _ _ _ _ 4.600 ___________

FQf"TE: Fundação I nstituto 8 rasileiro de Geografia e Estatística - IBGE .


Grupo Itararé Formação Mafra
{ Formação Ca mpo do Te nen te

A base da sedimentação gonduânica e m Santa Catarina iniciou-se no Pe rmiano Médio com deposição
••
A geologia de Santa Catarina pode ser claSSificada em cinco grandes domínios: Embasame nto Crista-
lino , Coberturas Vulcano-Se dim e ntares Eo-Paleozóicas, Cobertura Sedim e ntar Gonduânica , Rochas
Efusivas (Formação Serra Ge ral) e Cobertura Sedimentar Quaternária.
de argilitos , diamictitos, ritmitos , are nitos finos , siltitos, folh e lhos e conglomerados do Crupo Itararé,
em ambie nte contine ntal a marinho , co m innuê ncia glacial.
No Pe rmiano Médio e Superior, ocorreu a deposição do Grupo Guatá, e m ambie nte litorâneo,
núvio-de ltái co e, progressivamente, marinho de águas rasas. Os depÓSitos corresponde nt es a esse ambien -
••
••
te são arenitos finos e grosseiros, siltitos, folhelhos carbonosos, ca madas de carvão e si ltit os argilosos.
Embasamento Cristalino No Pe rm iano Superior, inicialm e nte, pre dominou o ambie nte marinho, passando após a fluvi al.
Engloba o conjunto de rochas mais antigas do Estado de Santa Catarina, incluindo dife re ntes til>OS Sob essas co ndições oco rreu deposição de folhelhos pirobe tuminosos, níveis de calcário , argilitos , siltitos,
de litologias, cujas idades vão desde o Arqueano (mais de 2,5 bilhões de anos) até o final do Prote rozóico folhelhos e a re nitos finos do Grupo Passa Dois .
No Mesozó ico, ocorre u a de posição dos sedimentos da Formação Pirambóia, re prese ntada por

••
(cerca de 570 milhões d e anos).
As principais associações litológicas, represe ntadas no mapa, são constituídas por granulitos; gnaisses argilitos, siltit os e arenitos conglome rados e m ambiente fluvi al. Poste riormente, ocorreu a deposição
e migmatitos; xistos e filitos ; e granitos. dos are nitos da Formação Botucatu , e m amb ie nte desértico.
Granulitos - Ocorre m no Nordeste do Estado. Inclue m um a variedade de rochas , tai s como:
noritos , enderbitos, charnoqui tos, com fre qüentes associações com ultramafitos, gnai sses, migmatitos, Rochas Efusivas (Formação Serra Geral)
anortositos e quartzitos fe rrífe ros.
Gnaisses e Migmatitos - Ocorrem na porção Sudes te do Estado. Alé m dos gnaisses e migmatit os,
Sob esta designação são descritas as rochas vulcânicas efu sivas (ou cxt rusivas) da bacia do Paraná,
re presentadas por uma sucessão de derrames que cob re m quase cinqüe nta por cento da superfície

esta associação inclui metagranitos, metadioritos , me tatonalitos , etc.
Xistos e Filitos - Localizam-se na porção centro-les te do Estado, na região de Brusque . Estão
balizados pelas cidades de Blume nau , ao norte; Itajaí, a leste; Vidal Ramos e Leoberto Leal, a oeste;
e Major Gercino, ao su l.
do Estado de Santa Catarina.
Duas seqüências são destacadas: a Se qüência Básica, predominante nos níveis mais infe riores , é
representada por basaltos e fe nobasaltos, com diques e co rpos tabula res de diabásio, co m oco rrências
ocasionais de le ntes de arenitos inte rde rrames, brechas vulcânicas e vu lcano-sedimentares, alé m de
••

G ra nitos - Distribuem-se e m toda a porção leste do Estado , desde as im ediações de Joinville andesitos e vidros vulcânicos ; e a Seqüência Ácida, predominand o e m direção ab topo do pacote vulcânico,
até a re gião ao sul de Tubarão. Ge ralmente, as rochas graníticas constitue m altos topográficos , de stacan- está repre se ntada por riolitos , riodacitos e dacitos.
do-se das litologias adjace ntes, devido a sua maior resist ência ao inte mpe rismo .

••
A idade destas rochas é atribuída do Jurássico Supe rior ao C re táceo Inferior (Ver Tabe la 4).

Coberturas Vulcano-Sedimentares Eo-Paleozóicas Cobertura Sedimentar Quaternária


Ocorrem em quatro bacias isoladas, nas regiões de Campo Alegre; Corupá, Itajaí, Queçaba; Cambirela A Cobertura Sedimen tar Quat e rnária é constituída por de pÓSitos inconsolidados ou fracame nte
e Ilha de Santa Catarina. São constituídas, predominante mente, por rochas sedimentares com metamorfismo consolidados de are ias, de sittes, de argilas ou conglomerados, distribuídos ao longo da planície costeira ,
incipiente, pouco dobradas, representadas por arenitos (arcósios), cong1omerados, siltitos, ardósias e filHos,
com freqü ente associação com rochas vulcânicas extrusivas. Estas podem ser de car:iter ácido, intennediário
nos vales dos principais cursos d'água , ao longo de antigas lagunas ou prÓximos às e ncos tas . D e acordo
com sua origem pod em ser classificadas como: depósitos marinhos, aluvionares , lagu nares, e6licos •
16
ou básico. A5 rochas :icidas são as mais co~uns , predominando nas regiões de Campo Alegre , Corupá, (dunas) e colu vionares.


• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA GEOLOGIA


••
••

• o

••
•• \'

•• ESTADO

•• LEGENDA
'1

Cobertura Sedimen tar Oua terná r la
li
••
Rochas EfusIVas (Formação Serra Geral)
(, . Sequênc,a Basica
(f • $equénc;:13 AClda

Cobertura Sedimentar Gonduãnlca


o
•• ...
Cobertura Vulçano -Sedlmentar Eo Paleozóica

Embasamento Cnstalmo
r - Granll os
.....

•• ., • Xlstosf,!ttosCalcárIOS, QuarlZltos e MetavulcâOlcas


Gna,sses e Mlgmatttos
l/f1 -
91 - Granulltos
...

A m. Agua M lneral te - Talco
_ _ Contato bx· Bauxita A v· Ouro
o
••
_ _ _ Falha e/ou Fratura Geológica C... • Carvão pb . Chumbo
• Ocorrência Mmeral Co - Calcáno Cu - Cobre
ESCALA 1 2000000
Mina ou Jazida Mineral cc· Conche'f:> Natural w Tungstênio

..
100 , 10 lO :10 4 [} 1>(''''
Mina ou Jazida Abandonada f - Fluonta Fe - Ferro b t. . J I==! I=d:. j

\

PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
Fonte: Sec:reuor" de E511do de Coordenaçk> Gerai e PI~ento SEPlAN/SC- AIIM de s.nuo Cauo,..... 1986 DE MEFtCATOR UTM
e F~ i9GE.DepIr~ RegoooaI de ~s em 5.n1a Catar...... 1989

• 17
RELEVO ••

•.
Re levo é o co njunto d e irregularidades da supe rfície te rrestre, sendo constituído por muitas e relevos residuai s d e topo plano (m esas), m antidos por rochas mais resistentes, e qu e faze m parte
variadas formas (modelados), agrupadas segundo sua semelh ança em unidades. As principai s unidades dos Patamares da Se rra Ge ral.
d e relevo encontradas e m Santa Catarin a são:
Patamares do Alto Rio ltajaí

••
Planícies Costeiras Di spondo-se em uma faixa d e direção geral NW - SE que se es treita para o s ul , es ta u nidade
Corresponde m a uma estre ita fa ixa situada na porção mais orie ntal do Estado, junto ao oceano é carac terizada pela inte n sa dis secação do relevo, com patamares e vales estruturais, cujo m elhor
Atlântico, onde existem inúmeras praias arenosas e dunas, que evidenciam a predominância de ações exemplo é o vale do rio Itajaí do Norte ou H e rcíli o. A presença d e e xtensos patamares , alcançando
e processos marinhos e eólicos. Alé m das praias arenosas c das dunas, aparece m com freqüência , dezenas d e quilôm etros, e d e relevos residuai s d e to po p\.an o (mesas), limitados por escarpas , de ve-se
ao longo d e todo o lito ral catarine n sc, pe nínsu las , ilhas, pontas , pontais, e n seadas, baías c lagunas. às rochas d e dife re ntes res istências à erosão, co m o os are nitos mais resiste ntes c os fa lhe lhos menos
As altitudes mé dias registradas situam·se em torno de 10m , atingindo até 30m e m alguns pontos resiste nt es.
O re levo apresenta grandes contrastes altimé tricos, sendo que as maiores altit udes , que atingem


mais afastados do mar, junto às serras e montanhas . O contato e ntre as planícies costeiras e estes
relevos e levados ocasiona contraste s altimétricos acentuados . 1.220m, são encont radas na serra da Boa Vista , locali zada no sud este da unidade. As m e nores altitudes
estão nos vales dos rios, se ndo grande a amplitude altimétrica e ntre os topos dos morros e os fundo s
Planícies F luviais
Correspondem às áreas planas situadas junto aos rios, pe riodicament e inundadas e frcqücnteme nte
utilizadas por lavouras. Por sua localização particu lar ocorrem , ao contrário das d e mais unidades, de
forma desco ntínua e em peq uenas ex tensões. As mais expressivas localizam -se na divisa co m o Paraná
dos vales.

Planalto de Lages
Caracteriza-se, e m quase toda a sua exte n são, co mo um degrau en tre os Patamares do alto rio
••
(rios Iguaçu e Negro), no norte (bacia do ltapocu), na po rção central do território (vários pontos d a
bacia do ltajaí), bem como na Un idad e de Relevo Planalto d e Lages (rios Canoas e João Paulo).

Planalto Dissecado Rio Iguaçu/Rio Uruguai


ltajaí e o plana lto dos Campos Gerais , com exceção da área da nascente do rio Canoas .
O relevo d o planalto d e Lages é ('omposto basicam e nt e por formas co linosas, se ndo comum a
presença de re levos residuais (mo rros teste munhos), com destaque para o morro do Tributo que se
eleva a 1.200m de altitude , nas de mais porções do planalto, as cotas altim é tricas es tão e m torno d e
850 a 900m . Alé m das colinas e dos rele vos residuais, observa-se també m a ocorrê ncia d e ressaltas
••
Sua principal característica é a forte dissecação a que foi submetido o relevo , com vale s profundo s
e encostas em patamares.
As maiores altitudes são registradas na borda leste e ultrapassam 1.00001; para oeste e noroest e
as cotas altimétricas decaem para menos de 300m, se nd o que este caime nto topográfico caracteriza
topográficos, com a frente voltada geralm e nte para sud este .

Patamar de Mafra
Localiza-se n o ex tremo norte d e Santa Catarina, a p resenta ndo um relevo d e colin as com p eq ue na
••
••
o relevo da área como um planalto monoclinal.
ampli tude alt imé trica, formand o uma superfície regular, quase plana .
A "cu esta" da Se rra G e ral , que se rve de limite em algun s setOres e ntre o Patamar de Mafra e
Planalto dos Campos Gerais o planalto dos Cam pos G e rais, corres ponde a um d esnível d e 300m em média . As altitudes médias
Aprese nta-se distribuído em blocos de rele vos isolados pelo Plan alto Dissecado rio Iguaçulrio U ruguai.
desta unidade são de aproximadame nte 750m , se ndo que as menores cotas são registradas junto ao
Os blocos que constituem esta unidad e são conh ecidos como planalto d e Palmas, planalto d e Capan ema,
planalto de Campos Novos e planalto d e Chapec6. E stes blocos estão situados to pograficame nte acima
das áre as circu ndantes.
sopé da "cu esta" da Serra G e ral e se situam em torn o dos 650m .


As cotas alti métricas mais e levadas ocorre m na porção leste da unidad e, ultrapassando 1.2oom ,
nas proximidades da "cuesta" d a Se rra G e ral , enquanto as m e nores são e ncontrad as no planalto de
Chapecó, atingindo 600m .
Serra do Mar
Constitui -se num prolongam e nto para o sul da escarpa d o planalto Paulistano , conh ecida també m
pe lo nome d e Se rra do Mar. No extre mo norte d e Santa Catarina, o re levo apresenta -se como uma
se rra propriamente dita, com verte ntes voltadas para leste e para oeste; a vertente leste (atlântica)
••
••
é a de maior decli vidade . Esta unidade se apresenta como um conj un to de cristas c picos, se parados
Serra Geral por vales profundos, com verte ntes de fort e de clividade . A grand e am plitude altimétrica d eve-se à
É formada pe las escarpas do planalto dos Campos Ge rais, com desníveis ace ntuados d e até I.OOOm .
profundidade dos vales, pod en d o atingir 4oom . Na Serra do Mar , registram· se as segundas maiore s
A direção geral deste escarpamento é N - S, se ndo poré m , a direção NNE - SSW a mai s freqüente
altitudes e nco ntradas e m Santa Catari na, atingindo 1.500m e m alguns picos.
e a que correspo nde à se rra do Rio d o Rasto. As formas de relevo abruptas apresentam vales fluvi ais

••
com aprofundam e ntos superiores a 500m em suas nasce nt es, formando verdade iros "can yons ".
Planalto de São Bento do Sul
Uma peq ue na parte d esta unidade locali7..a-se no e xtremo norte d e Santa Catarina, e ntre as unidades
Patamares da Serra Geral Serra do Mar e o Patamar de Mafra, ocorrendo a sua maior ext ensão no Estado do Paraná, onde
Aparece m como uma faixa es tre ita e descontínua no ex tremo su l de Santa Catarina e repre sentam
é m e lhor caracte rizado. O re levo apresenta forma s colinosas, posicionando-se altimetricamente en tre
testemunhos do recuo da linha de escarpa conh ecid a como Serra Geral. As forma s de re levo alongadas
e irregulares avançam sob re as planícies costeiras.
A alta capacidade erosiva dos principai s rios fragmenta a unidade , inte rrompe ndo-a e m algun s
850 e 950m.

Serras do Leste Catarinense •


trechos , como oco rre ao longo do vale do rio Mam pituba e de seus aflu e ntes da margem esquerda.

Depressão da Zona Carbonífera Catarinense


Posicionada no extre mo sul d e Santa Catarina, es ta u nidad e configura uma faixa alongada na direção
Estendem-se na direção N - S, desde as proximidad es de Joinville até Laguna . A principal caract e -
rística d o relevo é dada pela seqüência d e serras dispostas de forma s ubparalela. Estas se rras se di spõem.
predominan te m e nte, no se ntid o NE - SW, e se apresentam gradativamente mais baixas e m direção
ao lit oral, te rminando em pontais, penín sulas e ilhas. Nas proxi midad es da linha d e cos ta , as altit udes
••
N - S . As características d e relevo são diversificadas : da cidade de Sid eróp olis para o norte, pre d ominam
as formas colinosas com os vales e ncaixados e as vertentes íngremes; d e Sicl erópoli s para o sul, as
situam-se e m torn o dos 100m , enquanto no limite oc iden tal da unidade , na á rea d e con tat o com
os Patamares do alto rio ltajaL as mes mas at ingem 9OOm . Nas serras do Tabulei ro e de Anitápoli s,

18
formas de re levo são côncavo-convexas com vales abertos. Dissem inados ne sta última área encontmm-se ocorrem as maiores e levações, ultrapassan do 1.200m em alguns pontos.


•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA RELEVO

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LEGENDA
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UNIDADES DE RELEVO

-
D Planícies CosteIras Patamares do Alto Rro Itajai

-
D Planícies Fluvia Is Planalto de Lages

• Pla n alto DIssecado AIo Iguaçu/ RIo Urugua i Patamar de Mafra


SíMBOLOS

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• Planalto dos Campos Gerais Planalto de São Bento do Sul


o Pontão

• _ Serra Geral _ Serra do Mar


Ressalto

Escarpa
o
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D
Patamares da Serra Geral

Depressão da Zona Carbonifera Catannense


Serra s do Leste Catarmense
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Cuesta

Borda de Patamar Estrutural


Escarpa de Falha
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PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
Fonte" Secrelllna de Estado de Coordenaçlo Geral " PIa~mento-SEPLAN / SC-ArIM de 5Mlta Catarina 1986
[)epIorwnenlO fleglClMl de Geoxofnc,as em Santa Catarlf\3.1989
li Fundaçlo IBGE. ««< Duna DE MERCATOR UTM

• 19
HIDROGRAFIA
••

••
Hid rografia é o es tud o do e le me nto líquido , co m o oceanos, m ares, lagos , rios , e tc.
BAC IAS HIDROG RÁFI C AS ÁREA C OMPRIM E NTO DO S
A h idrografia d o E stad o d e Santa C atarina é re prese ntad a por dois siste mas inde p e nde ntes d e (Km~ CU RSOS (km )
dre nage m : o sistem a integrado da ve rte nte d o inte rior (bacia d o Prata), comandado pelas bacias d os
rios Paraná c Ur uguai , e o siste m a da ve rte nte do Atlântico (litoral de Santa C atarina), formado po r bacia do rio Tubarão 5. 100 7. 172
um conju nto de bacias isolad as . bacia do rio Araranguá 3 .020 5 .916
A Se rra Geral é o grande di visor d as águas q ue dre nam para os ri os Uru guai e Iguaçu , e das
qu e se dirige m para o litoral catarine n sc , no oceano Atlântico. No norte d o E stado, a Se rra do Mar
bacia
bacia
do
do
r io
r io
Itapocu
T ijucas
2.930
2. 420
4.684
4.088

ta mbé m se rve com o diviso r ent re a b acia d o rio Iguaçu e as bacias d a ve rte nte atl ântica.
O siste m a de d re nagem d a ve rte nte d o in te rior ocupa uma área aproximada de 60. 185km 2 , equivale nte
a 63% d o te rritório catarin ense . Neste siste m a se d es taca a b acia d o ri o U ruguai co m 49. 573km z,
cujo curso d o rio apre senta um a exte n são d e 2.300km , da cabeceira principal à foz d o rio Pe pe ri -Guaçu .
bacia
bacia
bacia
bacia
bacia
do
do
do
do
do
rio
rio
Mampituba
Uru ssa nga
rio C uba tão (do :\'orte)
rio Cubatão (d o Sul)
rio d'U nal
1. 224
580
472
900
540
1.864
1.064
792
1.284
1.028
••
Esta bacia aprese nta aflu e ntes importantes com o os ri os Pe pe ri-Guaçu , das An tas, C hapecó (com se u
afluente Ch ap ecozinh o, fo rmando o m aior aflu en te do rio Urug uai) , lrani , Jacutin ga, d o P e ixe , Canoas
bacia do r io Bigll al,~ u
bacia do rio .\1 ad re
382
305
582
60 8

••
e Pelotas. Outra bacia q ue faz parte do m es mo siste ma é a do rio Igu açu , com uma ár ea aproximada
d e 1O.6 12km 2 ; seus principai s aflu e nt es são o~ rios Jangada e Negro (limite com o Estado d o Paraná), FONT E: Secre taria de Estado de Coordenação Geral c Planejamento - SE PLAN /SC - Atlas dt' San ta Catarina 1986.
T im b ó e Pac iê ncia.
O sis te m a d e dre nagem da ve rte nt e d o Atlântico co mpree nde uma á rea d e aproxim adam e nte Na vertente do interio r, os rios apresentam , via de re gra , um pe rfil longitudinal com longo p ercurso
35.298k m 2 , ou seja, 37% d a área total d o E stad o, o nde se d es taca a bacia do ri o Itajaí co m 15. 500km 2 e ocorrê ncia d e inüme ras quedas d 'água, re presentando importante riqueza e m pote ncial hidre létrico.
de área aproximada. E sta bacia t e m com o rio principal o ltaj aí-Açu , que conta com d ois grand es
fo rm adores: os rios Itajaí do Su l e It ajaí do O este; e co m doi s grandes tributários: os rios ltaj aí do
Os rios da ve rte nte atlântica apresentam um pe rfil longitudinal bastante acidentado no curso superior ,
onde a topografia é muit o mo vim e ntada ; no curso infe rio r, os rios ge r alm e nt e formam meandros,

No rte ou H e rcílio e Itajaí-Miri m, fo r ma ndo, assim , a maio r baci a inte iramente catarine n se.
Ai nda na vertente do At lântico , existe m ou tras b acias como a d o rio T ubarão , co m 5 .100km ; a
do ri o Araranguá, com 3.020km 2; a d o rio Ita pocll , co m 2.930km 2; a do ri o Tijucas, com 2.420km ;
2
a d o rio Mampit uba (di visa co m o E stad o d o Rio G rand e do Sul) , com 1. 224km ; a d o rio U r ussanga,
2
2
e os p e rfis longitudinais assinalam baixas declividade s, caracte rizando-se como rio s d e planície.
O s rios d e Santa C atarina são normalm ent e comandados pe lo re gime plu viomé trico , caracte ri zado
pelas chuvas di stribuídas o ano inte iro , garantind o, assim , o abastecime nto normal d os mananciai s.
O comportame nto da grande maioria do s rios, d e acordo com a distribuição das chu vas, é re presentado
••
com 580km 2 ; a do rio C u batão (do no rte), com 472km 2; a do rio C ubatão (do sul) , com 900km 2 ; e
a d o rio d ' Una , com 540k m 2 .
po r d o is m áximos (um na primavera e outro no fi nal d o ve rão) e dois mínim os (um no início d o
verão e outro noo uton o, co m prolongam e nto no in verno), re ve lando caracte rísticas d o re gime subtropical .
Em Santa Catarina , os recursos hídricos e n contram -se e m situação d e plorável. Segundo a Fundação •
Tabela 5 - Área e Comprimento dos Cursos das Principais Bacias Hidrográficas de
Sa nta Catarin a
de Amparo à Tecn ologia e ao Me io Ambie nt e - F ATMA , ce rca d e 80% d os recursos hídricos d o
te rritório catarincllse estão comprom etidos pelos m e tais pesados , agrotóxicos, eflue ntes urbanos e indus-
triai s e li xo urban o . Alé m da poluição d as águas, há o d es matamento irracional (mai s d e 80% da
cob e rtura veg\ tal nativa do Estado já foi d es truída), as que imadas e o assoream e nto d os rios, da s
••
BA C IA S H IDH.OG H.ÁFl C AS C O\1PRIME:\"TO DO S
CU RSO S (km )
lagunas e das lagoas.
O processo d e d egradação d os recursos hídricos no t e rritório catarin en se ve m se d ese nvolvendo

Vertente do Interior
(bacia do Prata)
bacia do rio Uruguai
sub-bacias
d e form a alarmante e, provave lm ente , irreve rsível e m três regiões con sid e radas críticas.
O sul do Estado, onde a mineração d e carvão é a principal re sponsáve l pela polui ção da~ águas,
coloca-se e m 14'? lugar e ntre as regiões m ais poluídas d o Bras il. As bacias hidrográfi cas dos rios T ubarão,
Ararang uá e Urussanga tê m suas águas comprome tidas e m qualidade, ameaçando seriam e nte o a basteci -
••

me nto d e águ a e m di versas cid ad es .
rio Peperi-Guaçu 1.043 250
rio das Antas 2.655 154 O norte d o E stado con stitu i a segunda áre a crítica estadual e m te rmos d e d egradação ambie ntal.
rio
r io
Chapecó
Irani
rio Jacutinga
r io do Peixe
rio Canoas
8. 180
1. 227
992
5.2 16
15 .016
12.7 16
209
154
8.304
24 .992
Som e nte e m Join ville, importante centro indu strial , 19 indústrias de galvanoplásticos lan çam di ariam e nte
grande quantidade d e m etais pesad os , especialme nt e chumbo e m e rc úrio, no rio Cachoeira e seu s
aflu e ntes, provocando elevado índice de poluição no refe rido rio e na lagoa d e Saguaçu (situação talvez
irreversível), alé m d e comprom et er se riame nte toda a área d e mangues e a baía d e Babitonga.
No Me io-Oeste d o Es tado, a bacia hidrográfica do rio do P e ixe re presenta a te rce ira áre a seriam e nte
••

rio Pelotas 7.268 12.824
am eaçada pe la degradação ambie ntal, através das indü strias de celulose e papel, fri goríficos, c urtum es,
bacia do rio Iguaçu 10.6 12 19.092 indüstrias de p asta m ecân ica, d e óleo vegetal e d e vinho . E ssa situação se agrava ainda mais com

••
sub-bacias O lançam e nt o de eflu entes urba no s diretam e nte aos rios e com o uso indi scriminado d e agrotóxicos
rio j angada 495 82
r io Tirnb6
e fe rtili zante s quím icos . Por outro lad o, a ár ea cobe rta pe la vegetação nati va da bacia hidrográfica
2.682 129
rio Paciência 574 78 do rio Uruguai está resumida a aproximadam e nte 12%.
r io Kegro 5.944 347
rio Canoinhas
riu São João
1. 443
879
144
83


rio Preto 1. 032 99
Vertente do Atlân tico


(Litoral de Sant a Catarina)
bacia do rio ltajaí-Aç u 15.500 24 . 171

20
•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA HIDROGRAFIA
...
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• LEGENDA

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•• VERTENTE DO ATLÂNTICO
(Litoral de Santa Catarina)

RIo Ifalai-Açu
V ERTEN TE DO IN TER IOR
(Bacia do Prata)

RIO Uruguai
o
O

o
•• 2

4
RlO Tubarão

RIo Araranguá

RIo Itapocu
11
, 2
13
'4
RIO Pepen -Guaçu
RIO das Antas
RIO Chapeco
RIO Irani
DIVisor das Vertentes

••
15 AIO Jacutmga
16 RIO do Peixe DIvisor das BaCias
5 RIO lrJucas 17 AIO Canoas DIVisor das Sub BaCias

6 RIo Mampltuba
2
18 A la Pelotas

RIO Iguaçu
o
DIvisor das Sub·Sub-Baclas

BaCias do Atlântico ..
•• 7

8
RIo Urussanga

RIO Cubatão (do Norte)


2 1 AIO Jangada
22 RIO T,mbó
2 3 RIO PaCiênCia
CJ BaCias Sub-BaCias
e Sub· Sub BaCias
o

-
D
24 RIO Negro Vertente do A tlântico

••
9 RIO Cubatao (do Sul) 2 4 1 RIO Canomhas ESCALA 1 2 .000000
24 2 RIO São João 10km" 'O :20 30 40 ~OI<,
Vertente do Interior
243 AIO Preto ~j

Fonte. Seae1illl' .. de ENdo óe Coordenaçio GeBI e


AIIft óe s.m. C.1a"1~ 1986
~IO-SEPl.AN/SC· \ PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
Df MERCATOR . UThA

• 21
HIPSOMETRIA
••

••
Ta bela 6 - Altitude e Localização por Município dos Pontos C ulminantes em Santa Catarina _1 986
A hipsolllctria t rata da re prese ntação cartográfica do re levo d e um a região e m faixas altitudinais.
delimitadas através de cu rvas de nível.
Co m o se obse rva no mapa hipsométrico d e Santa C atarina , a re prese ntação é fcita através d e DEj\O~H :'\AÇÃO ALTIT UDE (111 ) LOCAUZAÇ ÃO/\ 'I U:'\I C ÍPIO
cores conven cionai s. Dessa forma, nota-se a distri bu ição do re levo segundo suas diferentes classes
morro d a Boo Vista 1. 82i,OO Bom Ret iro c Urub ici


d e altitud es a partir da cota O (zero), ou seja. o nível do mar .
morro Bela Vista do Guizoni ( I) 1.823.49 Bom Ret iro
As me nores altitudes de Santa Catarina , re prese nt ad as pela fa ixa de O - 200 m , e ncontram -se
morro da Igreja 1.822.00 Bom Jardim d a Serra. Orleall s c Urub .ci

••
ao lo ngo d o lito ral, formando as planícies Costeiras. e num peque no trecho do ex tre mo oe ste catarin ense, morro Campo dos Padres l .i90. 00 Bom Retiro e Anitápolis
no vale do rio Uruguai , e ntre os rios das Antas e Pe pe ri -Guaçu . mo rro do Quiriri (I) 1. 430.66 Garuva
As planícies cos te iras são forma das por sediment os marinh os, flu vioma rinh os e alu viais, correspo n- morro d o Capão Doc(' 1. 340.00 Água Doce
dendo ao baixo cu rso dos principais rios da ve rtente atl ântica. Apresen tam te rre nos plan os ou levemente llIorro do T ributo li ) 1.260, 12 Lages
ondulados , de limitados po r aclives , com larg ura variáve l. morro da Pedra Branca 1.128,00 I.ages
No Nort e do Estado, no município de Garuva , a larg ura dessas pla nícies cos te iras é de 26km
até a encosta da Serra d o Mar. Já a sua maior largura, aproximadame nt e 85km , se encontra no val ('
morro do Funil
morro d o C ambil'e la
1.062,00
1.043,00
Taió
Palhoça

••
do rio Itajaí, quando a cota 200 m se adentra até o limit e e ntre os municípios de Ibirama e Indaia\. morro do Taió 950,00 Itaiópolis
morro do Spit7.kopf (I ) 913.00 BIUlllcnau c Indaial
A me nor largura . aproximadamente 500 m , situa-se no sopé d o morro do Cambirela, na baía su l,
morro d o Baú (1) 8 19, 47 Ilhota
defront e à ilha de Santa C atarina . Mais ao sul , a cota 200 m afas ta-se novame nte . forma ndo d uas
grandes planíci es: a do rio Tubarão e a d o rio Ararangu á. FONTE . SecrNaria de Estado de Coordenação G~'ral e Planejament o - S EPL'-l'/SC - At las de Santa Catarina 19"6

••
A faixa de 200 - 400 m ocupa menor porção no Estado. Esta fa ixa se este nde e ntre as planícies (1) Cota compro\'ada.
coste iras e as se rras litorâne as, constituindo-se numa área int e rme diária . No Sul do Estado, es ta faixa
correspo nd e ao sopé d a Se rra Geral. Ocorre també m ao longo dos principais afluen tes do rio Urugu ai.
Na faixa de 400 - 800 111 , e nco ntram-se as se rras litorâneas e g rande part e do planalto Oc ide ntal.
As Se rras Lito râneas são fo rmadas po r antigas estruturas cristalinas e me tamórficas do Pré-Ca mbriano.
Dispos tas . em sua maioria , obl iquamen te à costa, e las vão e m média até 600 m , porém , alg uma s
serras e mo rros ultrapassa m esta cota, com o as se rras do Itajaí, do Tijucas e do Tabuleiro e os morros
do Bali. do Spitzkopf e do Cam bire la.
Esta faixa ocupa grande parte da zona basáltica (que integra o planalto Ocidental), principalme nte
••
no extremo oes te. e acompanhando os vales dos rios do Pe ixe, Canoas e outros.
A faixa de 800 - 1.200 m é a de maior ocorrência no Es tado , (..'O rres ponde ndo a grande part e
do pl analto Ocid e ntal e às áreas mais e levadas das se rras litorâneas .
A maior part e da Se rra Ge ral , que não passa de borda de planalto ,ou escarpa , eneontra·se nes ta
faixa, delimitand o o planalto Ocidental.
••
Dentro desta faixa e ncontramos. no Norte d o Estado , trec hos d as se rras do Mar, de Jaraguá e
da Moe ma. E nquanto que no oeste, tem -se as serras d o Gregó rio. d o Ira ni, d o Arira nha, do Pedrão ,

do Bonit o, do Sertãozinho, da Anta , do Capane ma e da Fartura, se ndo que as duas últimas delimitam
os Estados de San ta Catarina e do Paraná . Ainda nes ta fa ixa, e nco ntram -se, nos altos do rio Itajaí
do sul , as serras da Boa Vista e dos Faxi nais .
A fa ixa d e 1200 - 1.600 m constit ui as maiores altitud es da se rra do C hapecó . da Taquara, do
••
Espigão , d a Pedra Branca. d a Farofa, d a Anta Go rda, do Mar e Geral.
O trec ho me ridio nal d a Se rra Ge ral é a única região do Estado o nde as altitudes ultrapa ssam

a cota de 1.600 m, como por e xe mplo, no morro da Boa Vista , O mais elevado do Estado com 1.827
m, e no Be la Vista d o Gu izoni , que possui 1.823,49 m de altitude . Al é m des tes. tê m -se os morros
da 19reja e Campo dos Padres, co m 1.822 m e L 790 m. respectivam e nte, am bos na Serra Geral. ••

••
••
22

• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA HIPSOMETRI A
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SEPLAN/ 5(;' A!In de s.n.. c..n.... 1986
\ PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
DE MERCATOR • UTM

• 23
CLIMA
••

••
Entende-se por clima a sucessão habitual de tipos de tempos . Te mpo é o estado da atm os fe ra
de um lugar num dado mome nto. Para defi ni r o clima de uma região é necessário conside rar a atuação Precipitação
de seus fatores: rad iação solar, latitude, contin e ntalidadc, massas de ar c co rrent es oceânicas. Tais É o fe nômeno pe lo qual a água re torna à superfície terrestre sob a forma líquida ou sólida.
fato res condicionam os e le me ntos climáticos co mo: te mpe ratura, precipitação, um id ade do ar e pressão A distribuição espacial dos totais a nuais de precipitação no Estado re vela que as Isoie tas de maiores
atmosférica, que, por sua vez , de finirão os tipos climáticos . valores ocorre m no Oeste e as de me nores valores, no Su l do Estado.

Circulação Atmosférica
A amplitude pluviomé trica no Estado é de 1. 154mm, dife re nça e ntre a estação de Xanxe rê (2.373m01),
no oeste, e a de Araranguá (1.21 9mm), no litoral.

Os siste mas atmosfé ricos que atuam no Sul do Bras il são controlados pe la ação das massas de
ar inte rtropicais (que ntes) c polares (frias), sendo estas últimas responsáve is pe lo caráter mesoté rmico
do cl ima.
Na região Sul do Brasil , as condições de te mpo de pe ndem da atuação da Massa Tropical Atlântica
Em geral, a pluviosidade es tá be m distribuída no te rritório catarinen se de vido às at uações d o
re levo, da Massa Polar Atlântica e da Massa Tropical Atlântica que , por sua constância, faze m co m
que não ocorra uma estação chu vosa e uma estação seca. Pe la distribuição das chu vas durante todo
o ano, fica definid o o re gime tropical.
••
(MTA) e da Massa Polar Atlântica (MPA). A prime ira atua o ano inteiro, destacando-se na primave ra
e no ve rão, enquanto que a Massa Polar Atlântica at ua com maior freqü ê ncia no outono e no inverno . Umidade Relativa do Ar

A Fre nte Polar Atlântica, resultado do contato e ntre a Massa Tropical Atlântica com a Massa Polar
Atlântica, é a responsável pela boa distribuição das chuvas durant e o ano .
A atuação destes siste mas atmosféricos, que se dá co m maior ou me nor fre qüê ncia , é que proporciona
o estado de te mpo na região Sul e, co nseqüentemente. no território catarine nse. A Massa Tropical
O ar, geralm ente, não está saturado, cont é m apenas uma fração do valor de água possível. Esta
fração, ex pressa e m percen tage m, é a umidade re lativa. Obse rvando os valores mé dios da umidade
re lativa no Estado, nota-se que e les ficam , geralmente, e ntre 73,4% e 85%, tendo assim uma amplitude
de 11 ,6%.
••
••
Atlântica, origi nária do Anticiclone Semifixo do Atlântico, caracteriza-se pe los ventos do quadrante Na distribuição espacial das isoígras, o e xtre mo oeste catarine nse registra valores médios de 75%,
norte e apresenta-se com e levadas te mperaturas e fo rte umidade. A Massa Polar Atlântica, originária o oeste e o planalto, co m valores d e 80%, have ndo um aumento e m direção ao litoral , onde ocorrem
da zona Subantártica, caracte riza-se por ventos do quadrante sul e por te mpe raturas baixas. O e ncontro valores de 85%. D e um modo geral, as isoígras decrescem do litoral para o inte rior.
da Massa Polar Atlântica co m a Massa Tropical Atlântica forma a Frente Polar Atlântica (FPA), resultando
na ocorrê ncia de chu vas com a passagem desta fre nte e m direção ao norte. Após a passagem da Fre nte Tipos Climáticos
Polar Atlântica, o te mpo torna-se estável, com te mpe raturas mais baixas.

Pressão Atmosférica
A pressão atmosférica é o peso da ca mada de ar que está sobre a superfície te rrestre. variando
Segundo a classificação climática de Thornthwaite, o Estado de Santa Catarina é dotado de um
clima mesotérmico, com precipitação di stribuída durante todo ano.
A própria posição do Estado , o e nquadra nas regiões te mpe radas úmidas, poss uindo, ass im , o
tipo supe rúmido , que ocorre na região Oes te do Estado, na região próxima a São Joaq uim e e m
••
de lugar para lugar. Esta variação é causada principalme nte pela altitude e pela te mpe ratura. Quanto
maior a altitude , menor será a pressão atmos fé rica. Quanto mais baixa a te mpe ratura, maior será
torno da cidade d e Join vill e, e m direção a nordeste ; e o tipo úmido , que predom ina no restante
do Estado.

a pressão.
As áreas frias são consid e radas de alta pressão atmosfé rica e co nstitue m áreas de depressão de
massas de ar. Tais tipos de áreas recebe m o nom e de áreas anticiclonais. As áreas quentes , de nominadas
ciclonais, são de baixa pressão at mosfé rica e recebe m massas de ar. Co nclui -se, e ntão , que os desloca-
Aplicando o siste ma de Kõppe n, o te rritório catarine nse se e nquadra nos climas d o Grupo C -
Mesoté rmico, uma vez que as te mperaturas médias do mês mais frio estão abaixo de 18°C e supe rior
a 3°C . Pe rte nce ao tipo úmido (O, se m es tação seca definida , pois não há índices pluviomé tricos inferiores
a 60mm me nsais. De ntro deste tipo é ainda possível di stinguir , graças ao fator altitude , dois subtipos:
••
••
mentos de massas de ar de pe nde m da tempe ratura e, co nseqüente me nte, da pressão atmosférica. de verão q ue nt e (a) e ncontrado no litoral e no oeste, ond e as te mpe raturas médi as de ve rão são
mais e levadas; e de verão fresco (b), nas zonas mais e levadas do planalto. Portanto, segu ndo Kõppe n ,
Temperatura predominam no Estado os climas Cfa - co m verão que nte e Cfu - com verão fresco.
A te mperatura atmosfé rica é definida como o estado té rmico do ar atmosfé rico, ou seja, o estado

••
de fri o ou calor da atm osfera.
A análise do mapa de te mperaturas médias anuais revela qu e as isote rmas de 22°C aparecem na
região Nordeste do Estado , compreendendo a área de Joinville, São Franci sco do Sul, Garuva e Itapoá.
Já as isote rmas de 2Ü"C aparecem no litoral centro- norte e no oeste catarine nse; as de 19"C e 18°C ,

••
aparece m no litoral centro-s ul , aco mpanhando as bordas das Se rras do Mar e Geral, e áreas do oeste
do Estado . As isote rmas de me nor valor aparecem nas regiões mais e levadas , que corresponde m ao
pla nalto , onde se destaca o m O rT O da Boa Vista, na se rra da Anta Co rda, co m o menor valor do
Estado (7°C).
Nas te mperaturas mé dias do mês mais que nte. jane iro, as isotermas de maior valor (24°C e 25°C)
aparece m no Nord este do Estado. Na região Centro-S ul , o valor té rmico é um pouco me nor (23°C),
decrescendo na borda orie ntal das Serras do Mar e Geral , cujas temperaturas médias variam de 22°C

a 19"G Nas áreas do planalto, as te mpe raturas mé dias são me nores devido às cotas altim é tricas sere m
maiores. No Oeste do Estado, as isote rmas aprese ntam mé dias mais e levadas nos meses mais que nt es.
••
.,
Nos meses de inverno , quando as te mpe raturas são mais baixas, as médias mais ele vadas aparecem
no Nordeste do Estado, co m te mperaturas médias de 16"<:. Do litoral norte até a ilh a de Santa Catarin a
pre dominam te mperaturas médias de 15"<:. No litoral, e m direção sul , as médias declinam , chegando
a 12"C. Em di reção ao inte rior do Estado, as temperat uras diminue m ainda mai s, atingindo médias
de goC . A me nor média do Estado ocorre no morro d a Boa Vista, na se rra da Anta Gorda , co m

24
7OC. No Oeste do Estado, as te mpe raturas médias aumentam novamente, atin gindo 15°C.


• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA CLIMA
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•• TEMPERATURA MEDIA ANUAL


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" 1800

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• EstaçOes MeteorológicaS • Estac;Oes Meleorolôgocas

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ISOiGRAS EXPRESSAS EM " SEGUNDO THORNTHWAITE


75 LEGENDA
80
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• • EstaÇOEIs Meteorológicas
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• EstaÇOes Meteorológicas
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s-. c-.... 1986


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25
VEGETAÇÃO
••
Vegetação é o conjunto de pl antas ou vegetais que se estabelece m numa área . campest res acompanh ando geralmen te as s upe rfícies de rel cvo mais suave, e m c uja fisio nomia distin-

••
O d esenvo lvim e nto vegeta l es tá intima m en te vinculado às ca racte rís ti cas do ambie n te onde se guem-se , esparsalllen te , as flores tas-de-galeria e os capões-d e- mata , marca ndo o avanço das comun idades
e nco nt ra m, de pe nd e dos índice s de umidade , lum inosidade, ca lor, fe rtilidade c de outros fa tores do arbóreas sobre a Savana (C ampos), fruto princ ipalm e nte dos processos dinâmicos de cxpans:."io natura l
substrato . Em ou tras palav ras. a cobe rtura vege tal é semp re O re fl exo d as condições ambien tais (clima, das fl orestas , acionados pc la evolução cl imá tica.
solo , relevo, e tc .). O processo n atu ral d e seleção/adaptação p er mite id entificar es pécies c formas de O clima ame no do plan alto ve m , há mi lhares d e anos , evoluindo d e tem pe rad o para tro pica l,


vida próprias de amb ie nt es diversos: úmidos (higrófi tas), alagados (hidrófitas), áridos ou se mi-áridos prom ovend o a natural a mpliação das flo res tas sobre os ca mpos .
(xeróll tas), pob res e m nut rie ntes (oligotróficas. xe rom6rficas), sujei tos ã alt e rnância d e pe ríodos clim áticos As savanas (Campos) co mpõe m -se d e grande quantid ade de espécies d e gramíneas , sobretud o o

••
tí midos c secos (trorx')n.tas). sali nos (halóntas), e tc. Como conseqüência d este processo. ocorre o dese nvol- capim -ca nin ha , o capilll -co lchão, a gra m a-forq u ilh a, a gra ma-scm pre-ve rd e e a grama-missione ira, além
vime nto d e di ve rsas formações vegetais arbóreas, arb usti vas, h e rbáceas o u gra mín eo- Ie n hosas , b e m de outras, que se mis turam a uma grand e variedad e de es pécies d e di versas famílias COIllO ci pe ráccas ,
com o de nsas, abe rt as , es tacionais, omb rófi las c ou tras. legumi nosas, verbc náceas c com pos tas. .
O Es tado d e San ta Catari n a, pe la s it uação geográfi ca, for mas d e re le vo , natu reza d e suas rochás
e dive rs ifi cação dos solos , apr esent a a mpla var iedade am bie ntal, tradu zida na multiplic idad e d as p aisagens Área das Formações Pioneiras
naturais e d as fo r mações vegetais , dis tri buídas pelas suas vá ri as regiôes fltogeográfica s.

Região da F loresta Ambrófila Densa (Mata Atlãntica)


Com preend e as p lanícies e se rras d a cos ta catar ine nse , com ambientes ma rcad os in te nsam e nte
A ex pressão Formação Pio ne ira é u sad a para d esig nar a vegetação co nstituída d e espécies colo ni zadoras
d e amb ie ntes in stáveis ou e m fase d e estabelecim en to , isto 6, áreas sub traíd as naturalme nte a outros
ecoss iste mas ou surgidas e m fu nçâo da atuação recen te Oll atual d os agent es m orfodi nâmicos e pcd oge-
nét icos.
••
pe la influ ência oceânica, traduzida e m ele vado índ ice d e umidad e e baixa amp litu de té rmica.
As excep cio nais condições am bi en tais da região pe r mitiram o d ese nvo lvim e n to d e uma fl ores ta
As espécies pione iras desempe nham importante papel na pre paração do me io à in stalação su b seq üe nte
d e espécies mais exige nt es ou menos adaptad as às condiçôes d e in stabi lidad e. Conform e o ambi e nt e

com fi sionom ia e es trut ura peculiares, g ra nde variedade d e fo r mas d e vid a e e levad o con tin ge nte
d e espécies endêmicas. As canelas , os guamirins, a bicuíba, a peróba-ve rmelha , o ced ro, o pau -d'óleo,
e m q ue se d esenvolvem , as forma ções pio ne iras pode m se r classificadas em: fo rmaçôcs d e influênci a
marinha, fl uvio ma rinha e flu vial.
••
.
a figu e ira, o o landi , o palmitc iro , e out ras esp écies d e árvo res, arvore tas , arbus tos, palm eiras, e rvas , As d e influê ncia ma rinh a são chamadas resti ngas . Cobrem as dunas, as d e pressües int erdunares
epífi tas e lia nas compõem as suas comunidad es vege tais. c out ros ambie ntes sob influ ê ncia d o mar c , e m geral, têm IXlrt e arbustivo c he r báceo. Nestas fo rm ações
se d es tacam as a roeiras, os guam irins, as ca pororocas , as macegas, a sa lsa-d a-praia , o capim -d as-du n as,
o fe ijão-da-p raia , o man gue-da-praia e outras espécies.
Região da Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária)
A fo rmação flu vio- m arinha comp ree nd e a vegetação d e ma ngue, que oco rre e m co ntato co m os
Transpo nd o as se rras coste iras para o interior , penetra-se no planalto catarinense, de clima mai s
am eno , o nd e se ob se rva a coex istê ncia d as flora.s t ro pical c te mpe rada , com po ndo a flores ta d e Araucá ria.
ambi e ntes salin os c lodosos. As esp écies caracte rísticas são a siriüba, o m a ngue-ve rme lho e o mangue -
branco. També m se obse rva nestes ambie ntes o cap im -praturá, a g uaxuma e Out ras es pécies me nos

••
A coexistê ncia d e fl oras adve rsas d e te rmina o padrão est rutural e fi tofisionômico da Flores ta Ombr6fil a freqüe ntes.
Mi sta , cujo domínio d esce aos 500/600 m e t ros de altitude. As forma ções de influê ncia flu vial d ese nvolvem-se sob re pl anícies aluviais e F luvio- Iaeustres, pod e ndo
A a raucá ria d ese mpe nha papel principal na fisionomia fl o restal do planalto. Se u valor paisagístico, ser d e arbu sti vas e herb áceas, com ou se m agrupamentos signi ficativos de palm e iras. Ge ralm e nte ,
poré m foi d esca rtado face ao va lor econô mico. Hoje , esta espécie, j untam e nte co m o utras andin as são d ominadas por cipe ráceas e gram ín eas altas, alé m d e compostas e verbenáceas, es tabelecidas e m
e principalm e nt e a d e orige m tropical , está desaparecendo diante da expansão da fron te ira agrícola


locais melhor dre nados .
e da ex ploração made ire ira.
Nos ambi e nt es ainda prese rvados é p ossível, hoje , ob serva r-se a impone nte ara ucária sobre a copage m

••
de outras espécies, ond e se d es taca m princi palme nte as ca ne las c , e m partic ular, a imbuia, ao lado
Considerações Finais
dos ca mboatás, da sapo pc ma , da e rva- mate, da b racatinga e tantas ou t ras arbóreas, arbustivas e h e rbáceas O E stado d e Santa Catarin a, a p esa r d e possui r hoje a maior á rea d e flor es ta nativa d a região
típicas do planalt o. Sul , es tá com seu patrim ónio vegetal natural e m adiantado estágio d e exte rm ín io. Os campos naturais,
como as fl orestas , ced e m espaço à agri cultura . A e xpan são das áreas agríco las e pecuá rias mudou

••
Região da Floresta Estacionai Decidual (Mata Caducifólia) a fisiono mia geral das paisagens ca tarin e nses, d evastando o patrim ônio fl o restal d o Estado . Some nte
na re gião coste ira as reser vas alcançam maior expressão, e ntre tanto, a grand e maioria d o ve rde natural
No oeste catarine n se, d escendo o planalto , pe ne tra-se na bacia d o rio Uruguai. por ond e se es te nde
que se observa são fo rmações secu ndárias pobres, re fl exo d a din âmica d e reco nstit uição da cobe rtura
o d omínio da Flo resta EstacionaI D ec idual, d os 500/600 m e tro s para baixo, em cujas formaçõ es já
vege tal.
não se o bser va natura lme nte a araucária.
Nesses ambie ntes, freqüe nt e m e nte marcados por fo rte d issecação d o relevo, vales e ncaixados e
pend e ntes íngre mes, o clima ca racte riza-se por ace ntuad a va riação té r mica e po r tempe raturas médias
mais e levadas do que no planalto. Esses e o utros gradi e ntes ecológicos pe rmit e m o d ese nvolvime nt o
d e urna fl ora típica e d e uma flo resta particularm e nte inte ressan te pe lo seu dinâmico aspecto fi tofis io-
••

nômico. A dinarnicid ad e é re fle tida mag nificame nte no estrato supe rior d a floresta qu e , anualme nte ,
no inve rn o pe rde suas fo lhas , recuperando-as na primave ra e p e rmanece ndo verd es durante o verão
e o o utono. Como exe mplo d es te tipo d e vege tação, pode -se ci tar a grápia, o ang ico ve rmelho , o
louro-pard o, a canafís tula e a guajuvira.
A Flores ta D ecidual ap rese nt a també m grand e n ú m e ro d e esp écies perenifoliadas, po ré m , d e baixa
••
re prese ntat ividade fi sionómica. D este grupo faze m parte o pau-marfim , as cane la s, os camboatás,
o tanhei ro, e tc. , q ue junto com as espécies arbu sti vas e he rbáceas dão conteúdo inte rior à floresta.

Região da Savana (Campos do Planalto) .


26
No planalto catari ne nse, face as suas caracte rísticas a mbie ntais, e ncon tram -se dive rsas formações


• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA VEGETAÇÃO
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•• LEGENDA
DISTRIBUiÇÃO REGIONAL
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• SAVANA (CAMPOS DO PLANALTO)
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Áreas Remanescentes
Atividades Agrícolas
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FLORESTA QMBA6FiLA DENSA (MATA ATLÂNTICA)

Áreas Remanescentes
Vegetação Secundária e Atividades Agrícolas

(MATA DE ARAUCÁRIA)
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Áreas Remanescentes
Atividades Agrícolas e Vegetação Secundária
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•• FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL (MATA CADUCIFÓLlA)
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E::J Áreas Remanescentes


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C==:J Atividades Agrícolas e Vegetação Secundária ~

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FORMAÇÕES PIONEIRAS (HERBACEA FLUVIAL,AESTINGA E MANGUE) $' ón

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Áreas Originais •
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ESCALA 1, 2 000 000
Áreas Remanescentes
1 O ~ '" Q 1(l 20 30 40 w~rn

Atividades Agrícolas l::o .., d I=::od Ld I


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PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA

~ Fonte: Secretar,a de Esüdo de CoordenaçJo Geral e f'laOE!jamento-SEPLAN / SC· AIIas de Sanuo CatawlI 1986
e Fl.IfIdação IBGE. Depart8mento RegIOnal de Geoclênc,as 1101 Santa Calarina.1989
~t.. DE MERCATQR - UTM

~<q

• 27

SOLOS -
Introdução
TIPOS E APTIDÕES
••
••
- Podzólico Vermelho- Amarelo - São so los profun d os (l a 2m ) e bem dre nados, cuja ca racterística
O homem depen de do so lo e, até certo ponto, bons solos dependem do homem c do uso que principal é a marcante diferenciação entre a ca mada supe rficial (horizon te A) mais are nosa ou m e nos
e le faz. Seu padrão de vida é muitas vezes determinado pela qualid ade de seus solos c pelos tipo.', argi losa e a camada subsll perficial (horizonte H) !"nais argilosa, devid o à m igração da argila de A para
de espécies de plantas c anima is que neles se desenvolvem. B. Situam-se em relevo ond u lado e for te on dulado, necessitando d e cu idados para evitar a crosão
O s solos, porém, sign ificam para o hom em mais do que um meio ambien te para o d cscnvokim t'nto quando utilizados. Normalm ente, possuem fertilidade natural baixa e são utili zados, principalm en te .
de culturas. Ap6iam os alicerces de casas e fábricas, são usados como leitos para estrad as, exercem
gran d e influência sohre a vida útil dessas estruturas, além de impresci nd íveis p ara a produção de
para pastagem natural e para culturas de sub sistência.
- Pod zol - São solos profundos (1 a 3m ) e ar enosos, com acumu lação d c matéria orgânica ou

alim entos.
As grand es civili zações, quase sempre, dispuseram clt' bons solos como uma d e suas principais
fontes naturais d e produção. As antigas dinastias do .\filo só existiram graças à capacidad e d e produção
de alimentos no s férteis so los do va le e aos seus sistemas associados de irrigação. Igualmen te, os
de ferro na camad a subsu per fi cial. Quando ocorrem em ambien te en charcado são d enominados d e
Podzol Hidromórfico. Estes solos não deve m ser utilizad os para a produção aglicola por serem muito
arenosos, com lllUitO baixa fertilidad e natura l; nos Hidromórficos existe o proble ma de e.xcesso d e
água.
••
~o l os do vale do Tigre e do Eu fra tes, na Mesopotânia , c dos rio s [ndu s, Ya ngtse e H uang-ho , na
[ndia e na C hin a, foram berços de civi lizações floresce ntes. Submetidos a freqüentes renovações n a
sua fertilidade por inundações naturais, esses so los assegu ram abundante e contínuo suprim ento d e
alime ntos .
Ocu pam , ap roximadam ente, 1% da área total d o Estado.
- Camb issolo BmllO I-Iúm ico, Cambissolo Bruno, Cambissolo e Cambissolo I-llÍmico - São solo s
com menor profu ndidade (0 ,5 a ( ,5m), ainda em p rocesso d e d ese nvolvimento c com material d e
origem na lllassa do solo. Quand o possuem teor muito elevado de m atéria orgânica são denominados
••

A d estruição do solo ou exploração desordenada esteve associada à qu eda de algumas daq ue la s
H úmicos. Situam-se nos mais variados tipos d e re levo, desde o suave ondulado até o montanhoso ,
civilizações, cujos solos ajudaram a cons truí-las.
podendo ou não a presentar p edras em sua su pe rfície. Sua fertilidade natural é muito variável, d e

••
A hi stó ria fo rn ece li ções qu e o home m moderno nem sempre aprove ita. Um exem plo é o uso
imprevidente d os recursos do solo nos Estados Unidos durante o primeiro sécu lo de inte nsiva produ ção baixa a alta. São utilizados principalmente para o plantio d e milh o, fe ijão, batatinha, arroz. banana,
agrícola d o homem branco. Mes mo hoje, muitos não dão o devido apreço aos solos, em ter m os d e hun o, soja c trigo, para pastagem e reflorestamento.
ex ploração a longo prazo. o que é. em parte, conseqüê ncia da ignorância gene ralizada d os problemas Ocupam, aproximadamente. 52 % da área total do Estado .
de solos, do que re presentavam para ge rações passadas e do que significanl para as atuais e as fu turas. - Glei Húm ico e G lei Pouco Húmico - São so los com elevado teo r de matéria orgânica, desenvol-
A falta de preocup ação com o solo é devida. principal m ente. a conceitos e pontos d e vista divcr.~os
em re lação a es te importante produto da natureza.

Tipos de Solo
vidos num ambiente com excesso de umidade tern p orál'ia ou permancnte, faze ndo com qu e possuam
cores acinzentadas. Possuem m édia e alta fertilidade natu ral e oco rre m em relevo praticamente plano,
margeando os rios ou locais de depressão, sujeitos a inllndayões . A principal limitação para seu uso
é a má dre nagem . São utilizados para o plantio d e arroz irrigado , hortali ças c cana-de-açúcar.
••
••
Solo é a ca m ada sup e rficial d a crosta terrestre, conte ndo maté ria viva e suportand o ou sendo ca paz
de su portar as plan tas. Essa tên ue camada é co mposta por partícu las de rochas em dife rentes es tágios Ocu pam, aproximadamente , 1,5% da área total d o Estado .
de de sagregação, água. substâncias químicas em di ssolução, ar, organi sm os vivos c maté ria orgânica - Solos Orgânicos - São so los d e colo ração preta ou cinza muito escura , resu ltantes de depósitos
e m distintas fases de d ecomposição. É desta ca mada que se suste ntam e se nutrem as plantas, se nd o vegetais em grau vari ável de d eco mposição, e m ambiente com excesso de água. Para serem aproveitados
lima das mai ores fontes d e energia que atua na te rra , geração a pós ge ração d e h omem, plantas e necess itam d e dre nagem artificial e são utilizados para o plantio d e ca na-d e-açúear, hortaliças e arroz
animais.
De mod o geral , o uso e a poten Cialidade agríco la dos so los es tão estre itam e nte relacionados às
suas características físicas e quím icas, co mo também ao clima e ao re levo d e cad a região.
Para se ter uma visão geral dos solos do Estado d e Santa Catarina, serão coment adas a seguir
irrigado .
- Are ias Quartzosas - São solos profu ndos (l a 3m ), arenosos e excessivamente drenados . Sua
utilização é limitada devido a baixa fertilidade natllTal e baixa capacidade de retenção d e água . ••
as suas princi pais características:
- Latossolo Bruno H úmico, Latossolo Bruno, Latossolo Bruno Inter mediário para Latossolo Roxo
e Latossolo Vermelho-Escuro - São solos p rofundos (e m média 2 a 3m), porosos e b em drenados,
com es trutura predominante mente granular e situados em relevo suave ondulado c ondu lado. Quando
Ocupam , aproximadamente , 1,5% da área total do Estado .
- Solos Litó licos - São so los rasos (0, 15 a 0 ,40m ), de fertilidade natural variável. O relevo bastante
acidentado em que ocorrem, a p equena espessura que con d iciona lima deficiê ncia de água, e a presença
de pedras n a sup erncie . são fato res que limitam a sua util izayão agrícola, principalmente. em relação
•.

muito ricos em matéria orgânica são chamados de HlÍmicos. Normalmcnte, são de uaixa fertilidade à m ecanização. São utilizados para o plantio d e milho, feijão e para as d e mais c ulturas d e subsistência.
natural , necess itando d e calagem e adubação para se obte r boa produção agrícola. Entretanto , por
Ocupam , aproximadamente, 9 ,5% da área total do Estado.

••
se situarem em relevo que facilita a mecanização. sâo solos muito utilizados p ara o plantio d a soja
- So los [ndiscrim inados d e Mangue - São solos predominantemente alagados que se localizam
e d o trigo, para a pastagem e para a cu ltura de maçã.
nas partes baixas do lito ral, nas proximidades da desembocadura cios rios, nas reentrâncias da cos ta
e margens de lagoas. diretamente infl uenciados pelo movim e nto das marés. D evem ser mant idm.
Ocupam, aproximadamente, 7,5% da área total d o Estado.
como am bien tes de preservação ecológica.
- Te rra Bruna Estrutu rad a H lí mica, Terra Bruna E stru t urada , Te rra Brun a Inter med iária para
Terra Roxa Estrutu rada e Te rra Roxa Estruturada - São solos profundos (1 a 2m) e bem drenados,
com es trutura normalmente e m bl ocos s uhangulares e si tuados preferencialmente e m re levo suave
ondu lado e ond ulado , oco rre ndo també m em relevo fo rte o ndulado , principalm e nte a Terra Roxa
Estruturada . Na sua supe rfície pod em ocorrer pedras de tamanhos va riados.
Características Gerais
Aproximadamente 60% dos solos do Estado apresentam baixa fe rtilidade natural , n ecessitando d e
calagem e adubação para lima produção agríco la sat isfató ria .
••
Com e xceção da Te rra Roxa E struturada que possui fe rtilidad e alta ou média , as d e mai s var iedades
são d e baixa fer ti lidade natural, n ecess itando d e adubação e calagem para o bt e r produção agrícola
satisfatória. São utilizados principalmente p ara o plantio da soja, do trigo e d o milho, para pastage m
e fruticultura.
Os solos de fertilidad e natural elevada oc upam uma área de 21 % da superfície do Estado , mas
grande parte deles se situam e m re levo muito aciden tad o, não recomendando sua util ização p ara a
agric ultura.
Apesar d o relevo scr um fator limitante para a ut ili zação dos solos d e boa parte do te rritório ca tarinc n se,
•.

prinCipalmente com cu lturas anuais. na maioria das vezes esta limitação não es tá sendo respeitad a,
Ocupam. aproximadamente, 12,5% da área total do Estado. ocas ionando g ra nd es perdas p o r erosão e reduzindo drasticamente o tempo d e utilização d o solo.

28
•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA TIPOS DE SOLO

••
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•• ESTADO
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•• LEGENDA ~.

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D latossolo Bruno HúmICO. latossolo Bruno Latossolo Bruno Intermediário
Para Latossolo Roxo Latossolo Vermelho-Escuro
.... O

••
Terra Bruna Estruturada Húmlca,Terra Bruna Estruturada.Terra Bruna Estruturada O
Intermediária Para Terra Roxa Estruturada Terra Roxa Estruturada

Podzólico Vermelho-Amarelo o
D

Podzol

••
Camblssolo Bruno Húmica Camblssolo BrunoCamblssolo,Camblssolo Húmlco

D Glel HúmlCO e Glel Pouco HúrnlCO

_ Solos Orgânicos

•• D "

....
Areias Quartzosas
o
D Solos L,lóllcos
ESCALA '·2000000

_ Solos Ind l~c rlminados de Mangue


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8e d
10 'O
I=:::::::i
10
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Fonte" Secrtlfl"" de ESI.oo de CoordenaçJo Gtr~ t Plantfl'Tl!<llo-SEPLAN / SC "AlI" de


• FundaçIo laGE. ~to Reg..".,.1 de Geoc~l,II$tm s.nu. c.w.... 1989
s.nu. Cal...... 1986
\ PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
DE MEReATOR UTM

• 29
Isto faz com que haja uma tendência natural d e compensar a pe rda de produtividade do solo aumentan d o
••
••
a área cu lti vada . Com isso , ocorrem novos d es matame ntos que alteram sen sivel me nte () regime hídrico
dos có rregos t' ri os .

Aptidão Agrícola dos Solos


Foram co nsid eradas 4 classes de aptidão agrícola, d e nominadas boa, regular , restrita e inapta ,
para utiliza~'ão com cu lturas, pastagem e si lvicu ltu ra.
Classe Boa - so los sem limitações significativas pa ra p r odução suste ntada de um determinado
tipo de utilização , observando as condições de manejo conside rado . As restri ções são mínimas , d e
••
•.
tal forma que nâo reduzem a produti vidade, sem aumentar os insumos acima d e UIll nível ace itável.
Classe Hegular - solos que apresentam limitaçõe s moderadas para a produção sustentada d e um
determinado tipo d e utilização, observando as condições d e manejo considerado. Essas lim itações redu-
zem a produtividade , elevando a neces sidade d e insllmos para se obte r lima boa produção .
Classe Restrita ~ solos que apresentam limitações fortes para a p rodução sustentad a de um d etermi-
nado tipo d e utilização , obse rva ndo as condições de manejo considerado. Essas lim itações reduzem
a produtividad e de ta l forma que exigem lima ap licaç:ão de in su mos a nível muito elevado.
Classe lnapta - solos que não apresentam co ndições d e utilização para agricu ltu ra , podendo ser
indicados para a prese rvaç:ão da flora (' da fauna, recreação ou algum ou tro tipo de li SO não agrícola .
••
••
O s fatore s de limitação mai s significativos utilizados para J efinição das clas ses de a pt idão são: d efi -
ci ê ncia de fert ilidadt:" d eficiência d e águá: excesso d e água ou de fici ê ncia de ox igênio , suscep tibil idade
à erosão e im pedimento s à mecanização.

••

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••
••

••
••
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30 •
•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA APTIDÃO AGRíCOLA DOS SOLOS

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lEGENDA
GRUPOS DE APTIDÃO AGRíCOLA
Aptidão Boa Para Culturas

•• _ Aptidão Regular Para Culturas


... ()

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Aptidão Restrita Para Culturas O

Apttdão Boa para Pastagem Plantada o


Aptidão Regular Para Pastagem Plantada

Aplldão Restnta Para Pastagem Plantada

•• Aptidão Boa Para Silvicultura

Aptidão Regular Para SilVicultura .. ... ....•


•• D
CJ
Aptidão Restnta Para Silvicultura

Aptidão Regular Para Pastagem Natural


o

••
ESCALA 12000000
lO<. I020~"4{)5.m
Sem Aptidão Para Uso Agricola tlgA --------=I l=:::::=i 1
PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
Fonte, Secrel~na de Estado de Coo<OOJl8Çao Geral e f'IltnelatTle'nlo-SEPlAN / SC AII~ de Santa Cata"", 1986 ~~ DE MERCATOR . UTM
e Fundaçlo IBGE. Dep;onamenlo Aeg~1 de Geoc~nc'as em Santa Catarme 1989

• 31
MEIO AMBIENTE ••
o meio ambiente é fo rmado por todos os e le me ntos que constit uem o lugar , o espaço onde o
home m vive . Fazem p art e deste me io , os rec ursos naturais produzidos direta me nt e pela nature za,
como a vegetação, os rios, os solos. e tc. , c os produzidos pe lo home m, como os edifícios , as ruas,
vime nt o Urbano e Me io Am biente, que faz parte do Sistema Nacional do Me io Ambie nte - SlSNAMA ,
coorde nado a nível nacional pelo In stituto Brasile iro de Me io Ambiente e de Recu rsos Naturais Re no-
váve is.
••
a agricultura, as pont es , as barragens, e tc.
Os recursos naturais em Santa Catarina, como na grande maioria dos lugares ocupados pelo home m,
vê m sendo de gradados . Este fa to deve-se a três fat ores principais:
As princ ipais atividades da FATMA são: co ntrole da poluição, através d o licenciam e nto ambie ntal
das atividad es potenciais ou efetivame nte causadoras de degradação ambi e nt al ; a avaliação ambiental,
pela afe rição da qualidade dos recursos naturais suje itos à degradação; promoção de pesqu isas e ge ração
de tecnologia aplicáveis na áre a ambie ntal ; ed ucação ambiental; e proteção dos recursos naturais através
••
Fator Econômico
As atividades comerciais e produtivas de um a fo rma ge ral e as condições soc iai s delas decorrentes
são as grandes responsáve is pe las alt erações ambie ntais negativas , co mume nt e chamadas d e p olui ção
ou degradação ambien tal. Polu ir O amb ie nte é degradar os recursos naturais ex iste nt es: o ar , as águas ,
de legislação e a admin istração de pa rqu es e rese rvas in stituíd as pelo Estado.
A nível muniCipal , as prefeituras dese nvolvem atividades se me lhantes às da F ATMA.
A Secretaria de Estad o da Agricultura, do Abastecimento e da Irrigação criou , e m 1977, o Distrito
Florestal , estabelecendo crité rios para a orde nação do espaço físico quanto aos loca is destinad os ao
••
o solo, a fauna e a flora.
O desenvolvime nto eco nôm ico envolve um cus to am biental que precisa se r be m co nh ecido e aval iado.
Apesar de trazer benefícios à população, e le aca rre ta sérios danos ao me io ambie nt e. A co be rtura
ve getal do Estado origina lm ente e ra de 8 l%, hoje é de apenas 14%, portanto, se não forem tomadas
reflorestamen to, bem como às áreas de prese rvação pe rman e nte , no se ntido de dar atendimento ao
setor made ire iro do Estado, dividindo-o e m três setores: o Subdistrito Florestal Celu lóico, o Subdistrito
Flo restal Energético e as Flores tas de Pre se rvação. Este último abrange praticame nte toda a unidade
morfológica da Serra do Mar e da Se rra Geral , onde se registram as maiores declividad es e se localiza
••
••
prov idê ncias rápidas e eficazes , a própria população pas sará a sofrer as conseqü ê ncia s dos age ntes a Floresta Tropical Atlântica.
poluidores. O Oeste catarin e nse não foi e nvolvido nas áreas de prese rvação devido a q uase total ausência
Na região carbonífera , tida como a 14 ~ área crít ica nacio na l em termos de poluição (Decreto Fe de ral de mata expressiva naque la região, decorre ntes da ação degradadora das atividades agrícolas, pastoris
n ~ 85.206, de 25. 09.80), a la vra e o be ne ficiam e nto do carvão min e ral nos últimos a nos de ixaram e industriais. Alé m do Distrito Florestal que, de certa forma, proíbe as agressões às florestas , outras
um rast ro de des truição. unidades de conservação foram també m criadas com a finalidade de dar proteção não só à' flora co mo
A prese nça de finos e ultrafinos de carvão nos rios com prom ete a qualidade da água para o abasteci-
me nto püblico, a dessede ntação de animais, a irrigação e o uso industrial nos estuá rios dos rios da
região. A presença da pol uição compromete tam bé m a reprodução de pe ixes e cru stáceos, des locando
os pescadores para ou tras fre ntes de trabalho. As terras fé rte is foram inuti li zadas ou tornadas esté re is
també m à fau na, aos recursos hídricos e aos solos. Os parques , as rese rvas biológicas e as estações
ecológicas são categorias adotadas de acordo co m as condições ecológicas de cada área.
Em Santa Catarina, a preocu pação a nível gove rnamental e m criar unidades de conservação surgiu
e m 1975, com a decretação do Parqu e Es tadual da Serra do Tabule iro. A seguir foram criados: Reserva
••
pela lavra do carvão mineral a cé u aberto ou pela utilização das mesmas para de pós ito de reje itos
de carvão.
Ao longo do litoral, os balneários mai s visitados tê m aprese nt ado condições de baln eabilidade bas tante
prejud icadas pela má destinação dos esgotos cloacais que , muitas vezes, são condu zidos pe las valas,
Biológica Estadual do Sassafrás, Rese rva Biológica Estadual da Canela Pre ta, Parqu e Estadual da Serra
Furada, Reserva Biológica Estadual do Aguaí e Estação Ecológica do Braci nho . A administração dos
parques e reservas está afe ta à F ATMA , co m exce ção da Estação Ecológica do Bracinhoque é proprie dade
das Cen trais Elé tricas de Santa Catarina S. A. - CE LES C .
••
••
c6rre go s, ri os e canalizações pluviais até a própria praia, have ndo , també m, proble mas generalizados A preoc upação em preservar os recursos naturais, especialm e nte as matas, é sentid a també m nos
de má ocupação do solo, destruição de man gues, dunas e patrimônio natural. municípios e até mesmo por particulares que tê m procurado procede r o tombamento de florestas
Na região Norte, onde pre dom in a O se tor me tal-mecânico, os indicadores da poluição são os me tais e solucionar casos de d esmatamen tos produzidos por grandes e mpresas. Apesar disso, some nte 236. 769 ,34
pesados encontrados na lagoa de Saguaçu e na baía de Babitonga , redu zindo, assim , a produção pesqueira hectares de florestas são prese rvadas mediante ato institucio nal, corres ponde ndo a 2,44 % da superfície
da região. te rritorial cata rinense . Este índice é preocupante e m decorrência dos acele rados processos de des mata -
No planalto, as indüstrias de mad e ira e movele ira produ ze m toneladas de resíduos sólidos (aparas,
se rragem , pó de serra), que , muitas ve zes, são lançados ao s rios inad equadamente. Nos locais onde
pre dom in a a agropecuária, o liSO indiscriminado de agrotóxicos causa proble mas de abrangência estadual.
No vale do Itajaí, os rios vêm se ndo contami nados por despejos das tint urarias tê xte is e fecularias,
me ntos para atender o setor made ire iro a exp'ansão da front e ira agrícola e a produ ção de carvão vegetal.
Esta re tirada de made ira nem semp re é seguida por re florestam e nto com espécie s nativas. De ssa
forma, aum e ntam as preocu pações com re lação à cobe rtura flore stal catarine nse que , uma vez dizimada,
haveremos de pagar altos preços pe los danos ecológicos da ação antrópica nociva ao me io ambie nt e.
••
••
com prome te ndo seriame nte a vida nesses ambie ntes.
No O este do Estado , onde pre domina a agroindú stria, a c riação de aves e suínos contaminou
praticamente todos os rec ursos hídricos. No vale do rio do Pe ixe , a indüstria pape le ira despeja se us
eflu entes nos rios, ca usando sé rios proble mas ao meio ambie nt e.

Fator Cultural
Para que se recupe re os ambie ntes degradados e se mantenha os mananciais , faz-se necessário
que a população ten ha consciência de que é iml>ortante não I>oluir. Essa conscie nti zação s6 virá at ravés
••
••
de um programa de e ducação a mbi e ntal incen tivado pe las a utoridades, edu cado res e pela própri a
comunidad e.

Fator Legal

••
Os mecanismos le gais e adm inist ra tivos são c riados para disciplinar e orie ntar as at ivi dades causado ras
da 1>oluição, bem como, protege r e recupe rar a natureza. Alé m da legi slação não se r cumprid a por
Illuitos, pe la falta de consciência ecológica, a situação se agrava ainda mai s pela in suficiê ncia de uma
fiscalização co mpe tente.
Em Santa Catarina, o órgão estadual que cuida dos ass untos do me io ambie nt e é a Fundação

32
de Amparo à Tec nologia e ao Me io Ambiente - F ATMA. vin culada a Secre taria de Estado de Dese nvol-


•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA POPULAÇÃO TOTAL RESIDENTE E DENSIDADE DEMOGRÁFICA

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LEGENDA
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•• DENSIDADE DEMOGRÁFICA POR
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA -1989
(hab/ km 2 )
POPULAÇÃO TOTAL RESI DENTE POR
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA -1989
(NQ de Habitantes)

•• o
O
9.49

35,01
a 35,00

a 75.00
___-~."'--- -·-·-· ····················495203 hab

___-,---............ .......... ... -300 000 hab

•• O 75,01 a 121 19

16048
____- -,.-............... .............. -150 000 hab

-····-············ 50000 hab


---··--···-·········· 25.000 hab
o

••
ESCALA 1 '2.000 000
_ 19541 10~ '" (} 10 20 30 40 50km
88 R =---4 I=d
Li mite das Microrregiões Geográficas PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
C' DE MERCATOR • UTM
Fonte' Secretaria de Estado da SaUde / SC- EstllTllluva PopulacIonal para 1989

• 39
POPULAÇAO URBANA E RURAL
••
o processo de industrialização atraiu, para as aglomemçõcs de caráter urbano, um número cada vez maior de pessoas oriundas
do campo ou de cidades menores, gerando o fenômcno da urbanização. Este fenômeno é cntcndido como a concentração cada
vez mais densa de população cm árcas urbana.~.
Tabela 11 - Projeção da População Rural e Urbana , por Microrregiões Geográficas em Santa Catarina - 1989. ••
r\o Brasil, a urbanização possui duas características bem marcantcs: é reecnte e rápida. Ela começou a ganhar proporçõcs
a partir da década de 50. juntamente com o processo dc ind\lStrializa~'ão , não ocorrendo uniformemente em topo o País. Há
regiõcs como o Sudeste , Centro-Oeste c Sul que, em 1980, apresentaram um percentual de urbanização bastante elevado. A
região Centro-Oeste foi a que sofrcu mais intensamente o processo c \lrbaniza~'ão no período 1970 - 1980, conforme se observa
na tabela 9.
"-Il C ROR RF. G IÕr. S GEOGRÁ FIC AS
DE
Total
R URAL

I % T otal
U RBAi\A

I %

35,26
••
••
São Miguel d'Oeste 149.254 64 .74 81.289
Chapecó 193.820 52,53 175.1 48 47,47
Tabela 9 - Proporção da População Ru ral e Urbana , se~u ndo as Regiões do Brasil - 1970 - 1980 Xanxerê i3.818 53 ,90 63. 134 46,10
Joaçaba 84.92 1 36,54 147,492 63,46
Concórdia 87.284 67 ,58 41.871 32, 42
1970 1980

••
Canoinhas 72 .971 35,87 130.449 64, 13
São Bento do Sul 11.482 12,06 83.737 87,94
RE C IÓ ES Rural
% I
Urbana
%
Rural
% I Urbana
%
Joirwille
Curitibanos
Campos de Lages
50.637
36.493
70.220
10,23
33,67
28,02
444 .566
71. 902
199.666
89,77
66,33
73 ,98
54,9 45,1 48,3 51,7

••
l\ortc Rio do Sul 65.874 40.35 97.376 59,65
~ord cstc 58,0 42,0 49.6 50, 4 Bl uJIlcnau 59.385 13,93 367.020 86.07
Sud es te 27,2 72,8 17,2 82,8 Itajaí 29.489 11 .82 220.056 88, 18
Sul 5S,4 44 ,6 37,5 62, 4 ltuporanga 31.866 70,28 13.474 29.72
Centro-Oe ste 51,7 48,3 32,3 6i,7 Tijucas 24 .76 1 45 ,91 29. 176 54,09

••
Florianópolis ,'57.5.'51 11 ,7 1 433.907 88,29
TOTAL 44 ,0 56.0 32, 4 67,6 Tabuleiro 16.061 72,48 6.098 27,<'52
Tubarão 85 . 100 3 1,29 186.830 68,71
FONTE, Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central - CODEPLAK - Atlas do Distrito rederalll - 1984.
Criciúma 49 ,857 19,45 2(){j.4G8 80,55
Araranguá 52 .417 44,54 65.276 55,46
A região Sul concentrava 62,4% de sua populaç'ão em áreas urbanas em 1980. Deste montante. 18.14% correspondiam
população urbana de Santa Catarina
O Estado de Santa Catarina, noo; últimos decénios. tem sofrido o processo de desrurali7.açãu, com o crescimento vertiginoso
da sua I)()pulação urbana, devido a fatores como:
- mecanização das atividades agrárias. e cOllSeqüente liberação de mão-de-obra:
- decadência econômica de propriedades furais, acarretando na "fuga dos campos";
TOTAL 1.303.26 1 29.84 3.064.935

FQ1.... TE: Secretaria de Estado da Saúde/Se Secretaria de Estado de Coordenação Geral e Planejamento -
cretaria de Estudos Geo~nifkos e Estalísticus - SVEGE .
70.16

SEPLAN/SCISubsc-
••
- ampliação do mcrcado de trabalho ( servi~~os ) em áreas urhanas. atraindo a população rural:
- atração em particular pelos salários em geral mais elevados nas Cidades:
- redll~'ão das áreas novas de ocupação agrícola: e
- suposição de maiores oportunidades de emprego (' condiÇ'ÕCs de vida cultural nas cidades .
- Falta de--incentivo a população rural.
As maiores concentrações populacionais urbanas cncont ram -se nos centros local izados nas regiões litorâncas de ocupa\'âo mais
antiga (Florianópolis , São José, Criciúma e Tubarão): na região de colonização alemâ (Joinville , Blumcnau c ltaja0: no planalto
(Lages), e no Oeste (Chapecó), rcsponsáveis por mais de 50% da popula~'ão urbana estadual em 1980; o que representa uma
tendcncia de concentração populacional se eomparada com a ta.xa verificada e.m 1970. Entretanto. os núcleos de menor porte
••
••
Em 1980, 59,38% da população catarinense residiam em áreas urbanas (Cidades e sedes distritais) e 40,62% em áreas rurais também apresentaram, de uma forma geral. um crescimcnto bastante expressivo
(campos). conformt' dados da tabela 10. Segundo estimath'a populacional para 1990, iL25% da população catarinense cstarão Ao observar a tabela 12, que trata da população rural e urbana por sexo, constata-se que a população r\.iral masculina supera
residindo em áreas urbanas e 28,75% em áreas rurais : o que caract erizará ° Estado como urbano, acarrct;lIldo problemas às a femin ina em todos os anos . Já nas áreas urbanas ocorre o contrário, a população feminina supcra a masculina.
cidades que não encontram suportes eficientemente adequados para absorver contingentes populacionais em seu quadro ocupacional
e em seu cspaço físico-territorial.
Tabela 12 - População Ru ral e Urbana e Participação Percentual por Sexo, em Santa Catarina - 1940 - 1990.
Tabela 10 -

ANOS
População Ru ral c Urba na e Participação Percentual em Santa Catarina -

Rural %
1940 - 1990

Urbana % A~O
H omens %
R URAL

Mulhere s % H omens %
URB ANA

Mulheres %
••
1940
1950
1960
1970
1980
924,623
1.197.785
1.440.894
1.655.691
1.473.695
78,47
76,76
67 ,67
57,06
40,62
253 .7 17
362.717
688.358
1.246.043
2. 154.238
21 ,53
32,24
32,33
42 ,94
59,38
1940
1950
1960
1970
472.172
613.965
741.800
853.100
51,07
51,26
5 1,48
51.53
452.451
583.820
699.094
802.591
48,93
48 .74
48,52
48,47
123.970
175.258
337.305
609.602
48 ,86
48,32
49,00
48.92
129.747
187.458
351.053
636.44 1
51 , 14
51,68
51,00
51 ,08
••
1990 ( 1) 1.281,263 28,75 3. 174.599

FONTE : Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístiça IBGE - Censo Demográfico/SC - 1940 - 1980, Seçretaria
71,25

de Estado dE" Coordenil~'ão GeJ:al t' Planejamen to - SEI' LA/'>; /SC/Sunsecretaria dt· Estudus Geu~I,'ifi(;os t' Estatísticos
- SUEGE .
1980
1990 (I)
764.094
670.507
51 ,85
52,33
709,60 1
610.757
48 , 15
47,67
1.066. 105
1.575.848
49,49
49,73
1.088. 133
1.595.750

FONTE : Fundação Instituto Brasileiro de Geografia c Estatística IBGE - Censo Demográfico/SC - 1940 - 1980: Secretaria
de Estado de Coordenação Ceral e Planejamento - SEPLANISC/Subsecretaria de E studos Geográficos e Estatísticos
50,51
50,27
••
••
(l ) Estimativa da Secretaria {Ie Estado da Saúde/Se. -SUECE ,
(I) Estimativa da Secretaria dc Estado da Saúde/SC .
Analisando a projeção da população urbana e rural !Xlr microrrcgiões geográficas - 1989 - Tabela 11 - observa-se que
há uma tendência de urhanizaç-"do. Este fato deve-se ao enômenu de atra<.;ão que as cidades vem cxercendo sobre o meio rural,
e que pela falta de incentivo , vcm sofrendo um processo de repulsão. No entanto. percebe-se que algumas microrregiões apresentam
uma população rural maior que a urbana. é o caso das mLcrorre,giõcs geográficas de Ituporanga, do Tabuleiro, de Concórdia

40
c de São Miguel d ·Oeste . onde a diferenç'a de um perccntual para o outro ultrapassa os 30%.


• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA POPULAÇÃO URBANA E RURAL

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• LEGENDA

•• VARIAÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL


POR MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA
1980-1989
COMPARAÇÃO DA POPULAÇÃO URBANA
E RURAL POR MICRORREGIÃO
GEOGRÁFICA -1989
a

•• 149 a

,
75
444 566 hab

- D 7.4 O 350000 hab


- O1 a - 75
150000 hab

D a -175
o

-76
50000 hab
-176 a - 2445 20000 hab


ESCALA 12.000.000
!O~", OI lU ?fl :!,) 40 ~,O'

Limite das Microrregiões Geográficas b u d 1=:::=1 bd 1

\

PROJEÇAO UNIVERSAL TRANSVERSA
Fonte. FundaçIo lostllulO BrllSOle!ro de Geog;afia e EstatlSllC8-IBGE- Censo OemogrMoco 1980; DE MERCATOR UTM
Secrettroa de hlJdo <UI SaUde-EstimalJV~ l'opuIacoonal par, 1989

• 41

POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA •
o exa me das caracterís ticas da estrutu ra sócio-eco nômica d e lima d ada soc ied ad e pe r m it e a con statação
d a po pulação chamada ativa o u não-ativa, sob o ponto de vista d o exercício d e uma ati vidade econôm ica.
A pop u lação econom ica m ente ativa é a que exerce uma atividad e econô m ica re m u ne rad a, ou q ue
A pop u lação ativa catarincnsc, e m 1980, e ra p redominante mente mascu lina nos se to res primá rio
c secun d ário, e femi n ina no terciá rio . D o total da população at iva , 73 ,36% e ram ho me ns c 26,64 %,
••

m ulhe res.
esteja a p rocura d e e m pre go, ab rangendo pessoas de ambos os sexos , com 10 anos ou mais. A não-econom i- O maior con ti ngente d a população economica me nte ativa se encontrava na microrregião geográfica
camen te ativa é Corm ad a por l>essoas q ue não exerce m atividade rem unerada, com o as cr ianças , 05 de Bl umenau , q ue detinha 11 ,04% do total da população ati va do Es tado . Deste mo ntan te, 9,22%
idosos, os inválidos, as mulheres que se ded icam aos afazeres domésticos, etc.
As atividad es econôm icas são agru pad as e m tres grandes setores: Pri mário (agricu ltura, pesca, silvi-
atu avam no se tor primário , 54 ,80 % no se tor secu ndário. 34,53% no se tor te rciário e 1,45% p rocurando
trabalh o,

cult ura e p ecuá ria), Secund ário (indú stri as extrati vas m inerais , d e con strução e d e transformação),
Terciári o (co mércio, t ransportes, admini stração p ública, serv iços, etc).
Na m icrorregião geográfi ca de Joinville resid iam 10.82 % d a população econo micame nt e ativa es tad ual,
sen d o q ue d estes, 9. 55% atuava m no se to r pri mário, 53,55% no seto r secundário, 34.70% no setor

Da pop ulação total do Es tad o em 1980,37,38% estavam e ngajad os na fo rça d e trab alho, represe ntand o
1. 356.186 p essoas, assim di stribu íd as: 30 ,84 % no setor prim ário, 3 1,59% no setor secundário , 35, 70%
te rciário e 2 ,21 % procurando trabalh o ,
Na microrregião geog ráfi ca d e Florianó poli s res idiam 9,80% da popul ação econom icam e nte ativa


no setor tc rciário e 1, 87% es tavam , na é poca, procu rand o trabalho . est adu al. se ndo qu e d este s, 7,03% atuavam no seto r prim ário , 23, 03% no secu ndári o, 66 ,96% no
Embora os seto res primário e secundário scjam expressivos, é no seto r te rciário q ue se co ncentrava te rciário e 2.98% procurand o trabalh o,
a maio r p art e d a força produti va catarin e n se.


Co nstata-se , através d a tabe la 14 , qu e na micro rre gião geográfica de C hapecó se concentrava a
ma io r p arte d a p opulação econo micame nte ativa d o se to r prim ário d o Estad o; o se tor secu ndá ,·io p red o-
minava nas mic ro rregiões geográfi cas d e Bl u mena u e d e Joinville e o setor te rciário na de Florianópo lis.


Tabela 13 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por Condição
de Atividade , segundo o Setor de Atividade de DependênCia em
TABELA 14 - Populaçâo Economicamente At'iva do Estado de Santa Catarina, por Microrregiões Geográficas e Setores de Atividade
Econômica - 1980.

Santa Ca tarin a - 1980.
TOT.\I. SETOR SETOR SETOR PROCL!Il\S DO

••
SETO R DE ATIVIDADE CON DlÇÔES DE ATIVIDADES .\![CRORRECIÀO ~O 'ST.\DO PRI \I.\RIO SECUSDÁRJO IERCIÁRIO TIl\BAUIO
DE
DEPENI)ÉNC IA
CEOCRiFICI População Partri(>lÇâo 4 População Participação % População PartICIpação 4 População PartJcipaçào% População PartICIpação i
Economi- Não-Econo-
t'ronomlca· eronomica· eronomiCll· t'fODOmo- erooomica·
camente
A tiva.~
% micamen te
Ativas
%
mente
atha
So )
Estado
I Sa
.\Ikro
mente
atilo.
So
Estado
I ~a
\ltero
mente
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~o o
E.t~do
I ~.
\ticro
mente
ali".
~o
Estado
I ~.
.\Iirro
mente
athO!
So
E.tado
I ~.
.\!lCro

Setor Primário 41 8,249 30,84 391.323 28, 70
452 .\Iicromgião de São \ligue! D'Oeste iU&6 5,26 100,00 ~.HJ 11,65 &S,28 i.S6j 1.8' 11.02 14.358 l,9i 20.1 I 420 1.66 0,59

••
Atividade ag ropecuária, de 418, 249 30,84 391.323 26.70
453 Microrregião de ChapeftÍ 108.&;6 8.03 100.00 tiH93 15,18 58,33 14.824 3,46 13,62 zg,ID3 5,87 26,00 1.13<; 8,41 1.96
extração vegetal e I>csqueira
454 .\Iicrorregião de Xanterê 41.896 J,II! 100,00 22.&-1 8 5A6 M,.).! 7,581 1.11 18.11! 10.914 2,25 26,05 5.lJ 2.IS 1.32
-155 .\Iicrorregiáo de J~ab.t 50.914 5.9i 100.00 2S.0-I; 6,i1 J4,66 N,!J5& ;,iJ 3O.i.l 5,iS 33,40 &S6 3A9 1.00
Setor Secu ndário 428.392 31,59 320.394 23.48
456 .\Iicrorregião de Concin1ia 42.124 J. II 100.00 2iJSJ 6.07 00,26 7,522 1,76 17.66 8.006 1.S5 lUI JSJ 1.12 0,6i


Indústria de Transformação 319.323 23,55 211.8 15 15,33
4.51 \hrrorregião de Canoinbas &1.58; 4,76 100,00 25.995 6.22 4O.11 li.0-I5 3.95 26,39 2l),f.31 t26 31.9--1 916 3.61 1.42
Indústria de Construção 80.799 5,96 75.595 5,54
4.5S .\h:rorregião de S;io Bento do Sul 27.m 2,00 100.00 liSO 0,52 s.ro 17,213 t<t2 &139 1.175 US 26.43 58< 2.30 2,15
28.270


Outras atividades indust riais 2.08 32.984 2.41
4.59 \hrrorregião de Jomlille 146,H9 10.62 100.00 1 ~ .011 3.35 9.~ 78.5;7 18,J.\ 53,M 3lg.~ to,52 3t70 3.239 12.i6 2.21
Setor Terciário 484 , 161 35,70 313.345 22,96 460 .\hrrorregião de Curilib.too! 33.!05 2.45 100.00 12.595 J.OI J7.93 9,207 tl5 2i,73 10.616 :UO 31.1;, 1,56 2,19
Comércio de !\Iercadorias
Transportes e Co muniea~-ões
110.004
50.377
8, 11
3,72
78.716
56,584
5,77
4.1 5
461 .\tlCrorregião de Campos de Lages
462 .\hcrorregião de Rio do Sul
79!H6
62931
5.S9
t&l
100,00
100,00
2t lH
29.j,j4
5,ii
i,Oi
]).20
46,96
II 692
15.461
5,(16
3.61
2i,13
24,57
3J.S!19
1'i.l'IS
6.59
J.jii
J9.9Il
li,55
2.211
jjj
8.;1
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L77
0.92

Prestaçáo de Serviços
Atividades Sociais
161.907
81.517
11 ,94
6,01
79.346
26.764
5.81
1.96
~ \Iirrorreflio de Blumenau
4&4 ~ icrorregi.io de Ita}ií
149.;46
65.1iO
11 ,1)<
tS[
100,00
100.00
IJ 110
9.879
3,30
i36
9,21
15.\6
,lllH
lL!1i9
19,15
U2
5-1,&0
3i.36
j1 7~

31.752
10.68
6.56
:\<.7>1
48,72
2.176
U 50
5.57
9.65
1.43
J.76

Administração Plíblica
Outras Atividades
46.988
33.368
3,46 53.754
18. 181
3,94
1,33
-165 .\t icrorregião de Itupor.mga
~ .\tirrorregW> de Tijucas
192i8
2HS5
1.42
U9
100.00
[00,00
IL5bi
9.006
3,49
U6
75,67
H,OO
I&H
6.111
0.38
l.43
8.7>1
25. 49
J.007
611!1
0,62
1.2<;
15.60
J8.J5
,O
23i
0.16
0,93
0.20
1.10


2A6
-l6i \ticrorregiio de FloriaoolX'!i5 IJ2.932 9,50 100.00 9.339 H1 I,ro 30,612 I, J.I Z3,ro ~.Oll 18.J9 66.96 3.95i 15,59 2,95
Procurando Trabalho 25 .384 1,87 2.709 0,19 468 .\tirrorregião do Tabuleiro 10.2<lJ 0,i5 100,00 7.(~ l.iO 69,~ Uil 0,32 13,44 \.612 0.33 15,80 IN 0,49 UI
Cond ição de Inativo 335.603 24,61 ·169 Microrregião de Tubarão
470 \ticmrregião de Criciúma
86.326
iO,E.63
6,J1
5.20
100.00
100,00
nus
1O.35i
6,49
2.48
3L ü
14.68
22.864
33.502
5,34
7,82
26,49
47.48
34.621
2), 240
'i,lj
5,21
40,10
35,7i
1.693
\.4&1
6,6i
5,j'i
1.96
l,Oi

TOTA L 1.356. 186 1.363. 374 4iI .\ticrorregião de Araranguá 40,m J.OO 100,00 00.00l 4,i8 49,10 il91 1.68 li,65 12.5.31 2.65 3J.,'() ill 2.80 I. jj



FONTE : Funda~'ã o Instituto Brasile iro de Geografia e Estatística - IBGE - Ce nso TOTAL 1.356.166 100.00 100.00 418.249 100.00 :11..84 ,J8.J~l 100,00 JI.59 454.151 100.00 35,iO 100,00 I.Si
Dt'mográfi co - ~t :io- d e-Ob r aJSC - 1980; Secretaria de Estado de Coorde-
nação Geral c Planejamen to - SEPLAN/SC-$ubsecretaria dl' E studo~


FONTE : Fundação Instituto Brasileiro de Geogr.l.fla e Estatlstica - IBGE - Censo De mográfico - M :lo- d ~-obra/SC - 1980, Secretaria de Estado de Coordenação Geral e
Ceogr:1ficos c Estatísticos - SU EGE. Pla nejamen to - SEPLAr\/sC/Subsccretaria de Estudos Geográficos e Estatísticos - SUEG E .

42
• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA
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• LEGENDA


SETORES DE ATIVIDADES POR POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA POR MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA

• D Setor Primá no
.... _-_. -149 746 hab

100000 hab

• _ Setor Secundário

o

-50000 hab.
Setor Terciário
- - -- ----.- 20 000 hab


ESCALA "2.000.000
Procurando Trabalho
l()1.:m o 10 20 30 40 50k",
b ., d 1:::::::::::0:: bd I

\

Limite das Mlcrorregloes Geográficas PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
DE ~ERCATOR . UTM
Fonte; Fundação Insll1l.l10 BnJSile"o de Geografia e Es18tíSlic30-IBGE-Cemo Demog,álioo-MA<Kie-Obra / SC · 1980

• 43

POPULAÇÃO - NATALIDADE E MORTALIDADE •
o c rescim e nto populacio nal é res ultante d e doi s fato res: a) d o cresci me nto vegetati vo ou natural,
q ue é a diferença e ntre a taxa d e natalidad e e a tax a d e m ort alidad e, o u seja, a dife re nça
Mortalidade
A taxa d e mortalidade é a re lação e nt re o n ü me ro d e óbitos oco rridos e o nüme ro d e hab itan te s
••

entre o n úme ro d e nascim ento e o n úme ro d e óbitos oco rridos ; e b ) d as migrações , q ue é num mesmo ano e num d e term inado te rritório.
a tran sfe rê ncia d e pessoas d e um lugar p ara o outro . Em Santa Catarina, a taxa d e mortalidade , e m 1980 , foi d a ord e m d e 5 ,63 %. Alé m d es ta taxa ,

Natalidade
que indica a mortalidad e ge ral, existe a taxa d e mortalidade in fantil , que apo nta o núme ro d e c rianças
mortas antes d e comple tar o prim e iro ano d e vida p ara cada mi l crianças nascidas vivas ,


A taxa de natalidad e (T N) é a relação e ntre o núm ero d e nascim e ntos ocorridos e o n ú me ro d e E m 1987, a taxa de mortalidade estadu al d ecresce u para 5, 05 %, e m co nseqü ê nci a d o desenvolvim ento
h abitantes ex iste ntes num mes mo ano c num d e te rminado te rritório. Em Santa Catarina, a econô mico que te m elevado o níve l d e vida d a população , proporcionando mel hores condições d e
ali me ntação , d e saüde e d e sanea me nto b ás ico . Poré m , a re dução d a taxa d e mortalidade nâo é maior


taxa d e natalidad e , e m 1980, c r a d e 32 ,76%., o que significa que nasceram 32, 76 crianças
vivas p ara cad a grupo d e mil habitantes . d evido à insu fi ciê ncia d os me ios d e prevenção d e acide ntes d e trabalho ; à falta d e condições salubres,
A fórmul a para calcula r a taxa d e natalidad e é a seguint e: principalme nt e na min e ração d e carvão e nas indü stria s agro pasto ris; e à falta o u in sufic iê ncia d e

TN = N? d e nasci dos vivos x 1000 = x% .


N': d e habitant es
san eamne to básico na pe rife ria d as grande s cidades e nas zonas rurai s.
As microrregiões geográfi cas que registraram as me nores taxas d e mortalidad e C Io 1987 fo ram :
d e São Migue l d 'O es te (3, 54 %), d e C hapec6 (3, 69%), de Xanxecê (3, 74%), d e ltupocanga (3,86%).
As microrregiões geográficas que poss ue m h os pitai s me lh or e quipados apre se ntam índices mai s
••
TN 118.885 x 1000
3. 627.933
3 2,76 %.

E m 1987, a taxa d e natalidad e no E stad o e ra da o rde m d e 25 , 60%. A microrre gião geográfica


e levados de mortalidade , por se re m a li ass istid os pacientes oriundos d e outros locai s à proc ura d e
me lhores condições hospitalares . O re gistro d e óbitos efe tuado no local d e ocorrê ncia e n ão no d e
p rocedê ncia do p acie nte faz e le var o índice d e mo rtalidade nas microrre giões melho r assist idas.
A re d ução da taxa d e mortalidad e refl ete-se na e le vação do ciclo da vida, chamado d e e sp erança
••

de C riciúma apresentou , e m 1987, a maior taxa de natalidad e d o Estado , ou seja, 29 ,36%, d e vid a ao nasce r , qu e p ara a p opulação catarin e n se e ra de 60,3 an os e m 1980 , sendo 58 ,7 anos
e a d o Tabule iro registrou a me nor taxa eom 21 ,40% (tabe la 15). para hom en s e 62, I anos para mulhe res . A vida m éd ia do catarinense naqu e le ano e ra a maior d e ntre
as re gistradas p e las d e mai s un idades da fe d e ração ,

••
O aum e nto d a natalidad e é uma con stante pre ocupação , não s6 para o Estado como para todo
o País c o m undo, p orque redu z a re nda "p e r capita" e to rna o de se nvol vime nto econô mico
de masiadame nte le nto , d ete rio rando o nível d e vida das p opulações ating idas pelo fe nôme no.


TABELA 15 - Taxa de Mortalidade , Natalidade e Cresci men to Vegetativo , segundo as Microrregiões
Geográficas cm Santa Catarina - 1987.

MIC RORRE G IÕE S TAXA DE


:\IORTALIDADE
TAXA DE
NATALIDADE
C RESC IME NTO
VE GETATIVO

G EOG RÁFI C AS DE

Sâo Miguel d 'O e stc


C hapecó
Xanxerê
(por 1(00)

3,54
3,69
3 ,74
(poc 1000)

25, 40
27,33
26, 27
2 1,86
23,64
22,53
••
Joaçaba
Concórdia
5,25
4,04
28. 26
24,48
23,0 1
20, 44

Canoinhas
São Be nto do Sul
Joinville
6 ,79
4,82
4,92
27 ,64
25,74
23,7 1
20,85
20,92
18,79 •
Curitibanos
Campos de Lages
5,00
5 ,35
28 , 22
25, 09
23 ,22
19,74

Rio do Su l
Bl ulIlcnau
5. 61
5 ,82
26.8 1
22.0 1
21 . 20
16, 19


Itaja í 5,45 23, 84 18, 39
It u po ranga 3. 86 27,93 24 ,07
Tijucas 5, 47 27,72 22,25
Florianó pol is
Tabule iro
5,5 1
4,35
24,9 1
2 l ,40
19, 40
17, 05


Tu barão 5, 3G 25, 06 19. 70
CriciÍlma 5, l9 29,36 24 , 17
Araranguá 4,81 27,88 23,07

TO TAL D O ESTALJ O 5, 05 25,60 20,55



FONTE : F undação Ins tituto Brasile iro de Geografi a c E statística - IBG E - E statístícas d o Regist ro Civil 1987; Secretaría
de Estado de Coo rJt' Ilfi~'ão Ge ral e Planejame nt o - S E I' LA;'; /SC/Subsecre taria de Eslu{Jos Geográficos e Estatísticos

44
- SU EG E .


• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA POPULAÇÃO-NATALIDADE E MORTALIDADE

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• REP PASSO FUNDO

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• TAXA DE NATALIDADE TAXA DE MDRTALl DADE PDR

• POR MICRORREGIÃO
GEOGRÀFICA -1987
MICRORREGIÃO GEOGRÀF ICA 1987
(Or Por: 000 t-Jar"iilf' l e .<;;

o
• (% Por 1000 Habi tantes)
3 54 ~ 4 20
,'" '"
• D 21 4 0 a 23 0 0
O
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421? 4 78

•• o 2301 a 24 70

479õ'22
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• 247 1 a 2710

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2711 a 2936

Limite das M icrorregiões Geog raflcas


O·"
Fome- Furo:l;oyio IJlSt,luIO B,as'.!no de Geograf.a e EstatíStIca-IBGE ESl3tos ltca do RegIstro eMI 1987., 12
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ESCALA

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12_000.000
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PROJEÇÃO UNlVERSAL TRANSVERSA


DE MEA;CATOR • UTM
40 50~",

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45

POPULAÇÃO PIRÃMIDES ETÁRIAS E MIGRAÇÕES •
Pirâ mides E tá ri as
As pirâmid es e tárias re prese ntam e m um gráfico a estru t ura etária da população , ou seja , a distribui\'ão
pe riferia das maiores cidades , com a c riação d e mícleos favelados, e a abertura d e fronteiras no vas
para o trabalho agrícola.
••
da população por raixas d e idade. Observand o uma pirâmide etária no ta-se que :
- a base da pirâmide representa a população jovcnl, de O a 19 anos;
O Censo Demográfico d e 80 mostrou que 64 ,8% da população eatarinense nasceram no Estado ,
30,8% em outros estados e 4.4 % no exterior. A mpbilidadc interna , nesse período , com transfe rências

- o corpo , parte intermediária, represe nta a popu lação adulta, de 20 a 59 anos :
- o á pice da pirâmid e re presenta a população idosa, d e mais de 60 anos :
intcrdistritais, inte rmunicipais e interrcgionais, superou a casa dos 70% , indicand o lima migração direta
das áreas rurais p ara as cidades mais indu strializadas ou para aquelas com maior ofe rta de serviço.

- à direi ta estão representadas as mulheres e à esque rda os homens: ('
- no e ixo vertical es tão represe ntadas as faixas de idade c no eixo horizo ntal , o míme ro d e habitantes.
A análise d etalhada de lima pirâmide etária mostra a evo lução demográfica da população quanto
à natalidade, mortalidade, expectativa d e vida e ao equilíbrio e ntre as populações femini na e masculina.
A com posição dife re nciada por sexo nas cidades receptoras mostra que o con tingente masculino
supe ra o feminino .
A migração interes tadu al e o êxodo no Estado são formados por pessoas co m idade média de
30 anos . As que têm idade abaixo de 15 anos re prese ntam 50% do contingente. demon strando qut..'
••

As pirâmid es etá rias variam de acordo com a predomin ância da população do país que represe nta : são famílias com pais não mu ito idosos e uma prol e relativamente grande qll e ocasionalll a maio r
- As pirâmid es d e países de população jovem caracte ri zam -se peJo alto wntingente d e pe ssoas movim e ntação.
com idade inferior a L9 anos e haixo contingente d e população idosa, indicando uma alta taxa d e
natalidade e baixa ex pectativa d e vida. Os países su hdese nvo lvidos , em ge ral , apresentam esta forma
de p irâmide. Ex. · Mé xico, Argélia (' Brasil. •
- As pirâmides d e países de população intcrmediária caracterizam-se pela predominâ ncia d e pessoas
e m idade adulta (20 a 59 anos), co m índices mé dios de natalidade c d e ex pectativa de vida em rclaç,·..10

aos países d e população jovem. São, em geral, países desenvolvidos como os Estados Unidos , Canadá
e União Soviética.

- As p irâmides d e países d e população idosa representam aqueles I)aíscs que atingiram o desenvol-
vimento há mais tempo. Possuem um baixo índice d e natalidad e e uma alta expectativa d e vida em

relação aos países d e po pulação jove m . Ex.: Suécia, França c Replíblica F ederal da Al e manha .
Ass im , no caso d e Santa Catarina, a pirâmid e , por se apresentar larga na base. demonstra quc


os níve is de natalidade são e levados. enquanto o ápice muito es treito d emons tra baixa expectativa
de vida. Pode-se dizer que a estrutura demográfica catarin ensc é acentuadamente jovem.
Obse rvando a pirâmid e etária de Santa Catarina sem um es tud o d e talhad o , percebe-se que há
um equ ilíbrio en tre o Illímero de home n s e de mulheres e m cada faixa d e idad e. Porém, analisando
deta lhadam e nte os dados, obse rva-se que a popu lação feminina d e O a 9 anos c de 10 a 19 anos

é menor que a mascu lina das m esmas faixas d e idade. Isto dCl"nonstra que na d écada d e 70-80 nasce ram
menos m e ninas que na década de 60- 70, ao passo qu e o co ntinge nte masc u lino viu-se ampliado

na d écada d e 70-80.
A dife re nça en tre home ns c mu lheres encontra um e quilíbriO a partir dos 30 anos, quan do a popu lação

fem inina torna-se gradativame nte mais ampla, devido a mai or incidência de mortalidade nos homen s.
Conclu i-se , en tão , que a expecta tiva d e vida das mu lheres é maio r qu e a dos ho mens.


O c re scime nt o populacional ca tarin ense duplicou nas ültimus duas d écadas devido ao cresdmento
vege tat ivo c à importante co ntribuição imigratória.

Migrações


As migrações são movimentos populac ionai s, ou seja , o deslocamento de pessoas d e UIll lugar
para o outro da s upe rfície terrestre. Pod em se r pe ríodicas ou definitivas, explicando , em g rande part e ,
não só a complexidad e é tnica d e certas regiões como a própria distribuição atual do h omem na terra.
Os movimentos migratórios não são características exclusivas de nossos tempos, pois ocorrem desde
os tem pos mais remotos.
As causas das migrações podem ser re pulsivas ou atra ti vas , determinadas po r fatores de ordem
po lítica, soc ial religiosa , eco nôm ica e natural. Quanto ao tempo . podem se r pe riódicas ou d efi nitivas
••
e quanto ao espaço , nacionais (inte rnas) e int ernacionais (exte rnas ).
Os movim e nto s mi gratórios co mp ree ndem dois momentos: a saída, denominada e migração e a

e ntrada, imigração.
De ntro d es ta dinâmica demográfica, o E stado d e Sa nta Catarina ca ra.cte riza-se como receptor , princi -

palme nte, de ga úchos, paranaenses, paulistas e ca riocas, segu indo-se os mi neiros, capixabas e nordes-
tinos .
Na década d e 70-80, 100.865 migrantes ca tarin cnses foram para o Estado do Paraná , atraídos •
pela floresce nt e agricultura de soja e trigo . 1'\a década seguinte . seguiram para o Mato Grosso , Goiá~
e Rondôn ia para conquistar a nova fronteira agrícola do País. •
46
O maior indutur da migração é a ex pul são do homem do campo , que provoca o inchamcnto da

• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA POPULAÇÃO - PIRÂMIDES ETÁRIAS E MIGRAÇÕES



SANTA CATARINA

• H M
MOVI MENTO DE SAíDA

•• 1970 - 1980
LEGE NDA
N? DE SAioAS

• •

Infeflor

1000
,
,
1000

2500

• 2500 , 5000

• 5.000 , 10.000

••
10000 25000

...
500
LEGENDA
25000 , 50000
FAIXAS ETAPIAS
( Em 1 000 Hablt3rl19S )
,
• m
-
50000 100 865

m
1970

• 1980 147210

• Fonte: Fun<MçIo Ins~luto Bras<Ko'O ót Geogtlha ~ Eo1llt ..,ICII - [9G( • Cens<.> O".n"II,.he<>
FIltldaç.!o I"'UMO Br .... Ie<", "" Geog,.I~" Emh'!1CI IBGE
0"""" Gela0.
C."".;. Oemog.ol lC<l , SC ~ '970
se - 1980


• SANTA CATAR INA MOVIM ENTO D E ENTRA DA


1970 - 1980
H M
LEG EN DA

• NQ DE ENTRADAS

,

4- ~ Infeflor 1000

• 1000 , 2500

• 2500 , 5000

• ...
5_000 10_000

10.000 , 50000




600 500 400 300 200 100
LEGENDA
FAIXAS ETAR IAS
( Em 1 (XX) HabItantes)
100 200 300 400 500 600

... 50000

126.597
, 100000

• 11:] 1980
297980

• ~ 1990'

• • População EstImada


Fonte FundaçIc Insl'IUIO ar........ " de Geoyrafia" Es"''''''oco . IBGE _ Cer>so Oemogtrioco - 0.00. Ge< ... , $C - 1980 fonte' FundaçIc InslIIUIC Ih...... " "" GeogrIR. e bl~tis_ IBGE - Censo DemogrMico i SC - 1970
s..c,eta...1 di Estodo di s.údoI / SC - [JI""IIdo POpJI..:"""" p.. 1990 FundllÇlD ",",,( = IIrMi,"O de Geogr,'io e EstoIiSl.,. IBGE _ Censo DemogrMim - o.doo GeI... ' SC - 1980

47

E D UCAÇÃO

A educação é um processo pelo qual as ge rações adultas transfe rem às gerações mais jove ns suas
experiências c conhecim e ntos, adaptando-o s à vida social ; esti mulando, d esenvolven do c orientando
Atualmente , 17 municíp ios catarinenses p ossue m estabelecimentos de ensino sup erior , que visam
a formação d e profissionai_s esp ecializados em dive rsos c ursos nas seguinte s áreas:
••

as aptidões do indivíduo , aperfeiçoando e desenvolve ndo sua faculdade s físi cas, intelectuais c m orai s - ciências econ ômicas, humanas e sociais - administ ração e ge rência, educação artística , b iblioteco-
de acordo com os ideai s de uma socie dade . nomia, ciê ncias sociais, contabilidade, economia, jornalis mo, direito , estudos sociai s, filosofia, geografia,
A e du cação pública no Estado é de responsabilidade da Secre taria de Estado da Educação, que


história , let ras, p edagogia , p sicologia e se rviço social;
te m por finalidade desenvolve r, para o en sino, as atividades de: educação Física, magistério, ass istência - ciências exatas e tecno lógicas - arquit etu ra, compu tação, en genharias, física, matemática c quí-
ao e ducando, cu ltura, inte rcâmbio e edu cação especial. mica ;
Em Santa Catarina, a educação e nfrenta vários problemas como a insuficiência d e matrícula s ofere -
cidas, d e mate riais escolares, d e mím e ro de e scolas , de recursos finan ce iros e outros.
- c iênc ias biológicas e da saúde - biologia, educaç:'lo física, e nfe rmage m , farmácia e bioquímica,
medicina, odon tologia e nutrição ;

Segundo constatações do Plano Estadual de Educação, o ensi no pré-escolar em Santa Catarin a
abrange uma peque n a percentagem do total de crianças na faixa de O a 7 an os que recebem ate ndim e nto
- ciê ncias agrárias - agronom ia e ve tcrinária;
- c ursos d e pós-graduação e m vá rias áreas.

formal e m creches, jardins d e infância , esco las maternais e similares . E sse aten dime nto é reduzido
quantitativamente e deficiente qualitativame nte, conce ntrando-se nas áreas l! rbanas e d es tinando-se ,
A capacidade d e expan são d o e n sino supe rior parece es tagnada , pe lo m enos p ara a prese nt e década.
O míme ro de pessoas que prestam vestibular é bastante grande em relação ao núme ro d e vagas oferecidas.


prefe re ncialmente, às crian ças das classes m é dia e alta . As crianças que mais precisam d esse atendim e nto O ensino supletivo, que atende aos adolesecn tes c adultos qu e não concluíram a esco larização
são as m e nos be n eficiad as. O problema se agrava mai s nas pe riferias urbanas, nas áreas pesqueiras na idade adequada , junto com os cu rsos d e a pren dizagem e qu alificação de mão-d e-ob ra , ofe recido s
e nas zonas rurai s.


pe lo Serviço Nacional do Comércio - SENAC e Ser viço Nacional da In dústria - SEN Al , e o p rograma
Apesa r do e nsino d e I ~ grau se r obrigatóri o para crianças na faixa de 7 a l4 anos, a evasão escolar de alfabetização para adu ltos da Fundação Edu car são in sulicie nt es, poi s con cen tram -se nas regiões
é grande, sendo comum os alunos abandonare m as escolas para trabalhar. de forte dens idade demográfica.
Já o e n sino de 2 . grau apresenta caráter profi ss ionalizante , dirigido à fo rmação de mão-de -obra
qualificada, cujos técn icos d e nível m édio enfre ntam problemas profi ssionais.
Em alguns municípios catarine nses existe o programa de edu cação especial que atende crianças
e adolescentes com d e fi ciências físico-mentais. Apesar desse programa , as unidades de ate ndimen to •
Os currículos, atualme nte, es tão vol tados para o materiali smo e individualismo , desvalorizando
as disciplinas humanizantes, mostrando desinte res se pelos assuntos sociais da cornu nidad e , não atendend o
e o pessoal técnico não são suficicntes para a clie nte la existe nte.

às aspirações e necessidade do homem; e estão presos aos conteúdos teóricos, c ujos objetivos são
inadequados à realidade tanto do s alunos das zonas urbanas quanto d as rurais.


Em Santa Catarina, a evolução d o número de alunos matriculados no l '~ c 2': graus registra quase
se mpre um aumento posi tivo, sendo o núme ro d e matriculados no 2'~ grau muito inferior ao mime ro


de matriculados no l .grau , o que indica um grande núme ro de alunos que não continuam os estu do s
(ve , tabela 16).
Em 1989, os alunos matriculados no e n sino d e l ~ gr au estavam distribuídos da seguinte forma :
588.114 alunos na área urbana , e m 1.602 escolas ; 195 .147 alunos na área rural , e m 6 .698 esco las.
Já os alunos matriculados no ensino de 2': grau estavam assim distribuídos: 115. 164 alu nos na área •
urbana, em 527 estabelecimentos d e e nsino ; 2.484 alunos na área rural, e m a pe nas 18 estabelecimen tos.

Tabela 16 - Alunos Mat r iculados no I: e 2~ graus em Santa Cata rina - 1978- 1989


AKOS NÚ:\:IERO DE AL U:\OS ~IATRI CU LADOS



I ~ Grau 2~' Grau

1978 51 4.376 82.511


1980
1982
508.654
496.771
95 . 246
97.403


1984 500.64 1 96.673
1986 712.862 106.524
1988 756.560 11 7.768
1989 783. 261 1\7 .648


FOl\TE: Secretaria de Estado da Ed ucao;'ãolSC - Plano Estadual de Educação 1985- 1988.


O n úmero de estabelecime ntos d e e nsino de l ~ e 2? graus, no Estado de Santa Catarina é de
8.245 c está distribuído de man eira irregular. Na área urbana, totalizam 2. 129 estabe leci mentos d e


en si no, estando as microrregiõe s geográficas d o Tabuleiro, d e Ituporanga e d e Tijucas com o menor
número de estabe leci me ntos , ou seja, 16, 26 e 40 , respectivamente . O maior n úmero d e e stabelecimentos
concen t ram -se nas regiões mai s dese n volvidas eco nom icam ente, co mo a mic rorregião geográfica d e
Blumenau, co m 211 estabelecimentos na á rea urbana . Na área rural o total d e es tabele cimentos so m am
6 . 716, estando grand e parte comprometida com o e n sin o d e 1 ~ grau , ou seja, 6 .698 : e a p e nas 18 •
48
com o e nsino d e 2~ grau .

• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA EDUCAÇÃO

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D O D O

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• ESTADO
DO
ESTADO
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•• ALUNOS DE l ' GRAU 1989


A LUN OS DE 2' GRAU 1989
LEGENDA
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NÚMERO DE ALUNOS POR
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MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA
NÚMERO DE ALUNOS POR
RURAL URBANA
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• RURAL
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA
URBANA ..
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O 1672 li 6700
50000
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D 80 • 200
6000 oSv (
D D

-
6701 a 14100 201 8 275 3000
...... 25000

••
G G
D 14101 li 18047 10000
3000
O El 276 a 375 '23
18048 a 26290 376 a 454
Fom.: s.a-;. .. bIaiIo tt. EOuo::.çIo/SC . 1989.

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• ESTADO
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• ESCOLAS DE 2' GRAU 1989 O

• ESCOLAS DE l ' GRAU 1989


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LEGENDA
NÚMERO DE ESCOLAS POR
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MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA
NÚMERO DE ESCOLAS POR 0<:- O RURAL URBANA 0<:-
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA
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110
1 35
25
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251 a 360 2
~8 C (,

liliiii ,3

361 a 550 14 O O
551 a 781


N
Fonw. s.c.-.. di budo ct. EduaoçIo / SC - l989 ForIM' s.cr-.. de Estado di Educaçiof SC · 1989

'" 49

SAÚDE •
Saú de é o es tad o d e bem·cs tar físico , me n tal e social qu e s6 pode rá existir d e n tro d e est ruturas
polít ica, social e economicam e nte sadias, segundo a O rganização Mund ial da Saú de - O MS.
As princi pais causas de mo rtalidade infantil, no ano d e 1988, fo ram : infecções origin árias no pe ríod o
pré- natal; d oe nças infecciosas e paras itárias mal d e fin idas; d oe nças do apare lho respiratório ; ano malias
••

Para man te r bon s níveis de saúde c ga ran tir o be m-es tar social da população, o gove rno c ri a c congên itas ; doe nças das glând ulas e ndócrinas , d a nu t rição e d o me tabolismo ; d oe nças do siste ma ne rvoso
ope ra siste m as d e saúde p ública. e d os órgãos d os sent idos doe nças d o aparelho ci re ulatório e nt re o ut ros.


A partir de 1987, foi implan tado pelo Mi ni sté rio da Saúde, e m todo o País, o Sistema Unificado
Desce ntrali zado de Saúde - SU DS , hoje de nominado de Siste ma Unificado de Saúde - 5 US, co m Doenças
o obje tivo de desce nt raliza r os se rviços de saúde e mu nicipali zar o setor. Já foram fir mados 139 co nvênios


As principai s doe nças qu e ati nge m a população infan til e que ainda ocorre m de fo rma e ndê mica
com municípios catarinc nses, que passa ram a ge re nciar as ações d e saúd e. e m Santa Catari na sâo: sarampo, d ift e ria, coque luche , té tano , me ni ngite me n ingocóccica, o ut ras me n in-
A assistê ncia médica no E stad o é realizada bas icame n te por unidades hospi talares e sa nitárias,


git es , fe bre tifóide , tube rculose, hanse níase e he patite.
at ravés d os se rviços médicos, auxil iares méd ico-hospitalar e paramédicos (ve r tabela 17). No cont role d e e nd e m ias co mo a malári a, fe bre amare la, d oe nça de chagas e esq uistossom ose ,
també m atu a no Estado a Superinte ndê ncia d e Cam panhas d e Saúde Pública - SU C AM , ó rgão fed e ral.
Tabela 17 -
- 1989.
Es tabelecimentos de Saúde . por De pendência Admini strativa e Tipo em Santa Catarina Dessas d oenças, ape nas a esqu istossomose ainda não fo i totalme nte erradicada .
No E stado , re gistraram-se surtos d e me n in git e me ni ngocóccica , d e polio mie lite c de he pat it e ,

DEPF. :\" D E ."\CIA AIJ\ t1 ~ I ST RATIVA
res pectivame nte, e m 1974, 1979 e 1983.
Para o sara mpo , a d ift eria , a coque luche. o tétano , a tu be rculose? a poliom ie li te e xiste m vacinas

ESTAB E L EC I\ I F. :\"TOS
Estad ll al ~\'I u níci pal Part icl llar Total
que são d ad as rotine irame nte e m me nores d e 5 anos d e id ad e . A febre t ifóid e , a hepatite e a me n ingit e
me ningocóccica també m pod e m se r e vitad as pe la vaci na, poré m sua aplicação rotine ira necessita d e

Il os pital 3 19 9 173 204
ind icação e specífica .
A partir d e 1979, ho uve u m c resci me n to sign ifi cativo da cobe rt u ra vacin al no Estad o , e co m a


Un idade IntOo'j.:rada 5 5 obrigatoriedad e d a vaci nação a té o pri me iro a no de vida, red uziu-se a mo rtalidad e inf..1. nt il. Em 1980,
Ce ntro de Saúde 3'16 346 fo i instituído O D ia Nacional d e Vacinação contra a Po lio mie li te.
Po,to de Saúd e 620 620
Po,to de tb sistênci.1 \ 'I('Ilica 43 43
T abe la 18 - Percentual da Cobe rtura Vacinal com Dose s Conside radas l munizantes (1) em M enores
d e 1 ano, em Gestantes. por Tipo d e Vacina , segundo os CARS e m Santa C atarina - 1989/ 1.000 •
FOl\'T K Secre taria de Estado da Saúde/SC .



T I PO S DE VA C I~A
Unidad e Hospitalar - ass istê nc ia hospitalar integra-se à polít ica d e saúd e d a pop ulação , c ujo
fu ncionam e nto é fiscalizado pe los M inisté rios e pelas Secre ta rias Estaduais e Mu nicipais, qu e supe rvi- C AHS S ABI ~ T RÍ P LI C E A."\TI ·S ARA\ I \'0 BCC TETÂ."\I C A
sio nam a saúd e p ública e toda a red e de es tabe lecim e n tos d e saúde part ic ulares. A principal fu nção
d e um hospital é a prestação d e se rviços d e d iagnósticos, de ass istê ncia mé dica e de e nfe rmage m .
" 69, 0 69 .7 70 .3 77 ,0 3, 0


C o mpe te aos hospitais a realização e participação d e ati vid ades d e prev enção à saúd e , a ofe rta d e 2: 73,7 73. 9 75 .3 85 ,3 5,5
opo rtunidades d e e nsin o, d e t re inamento c pesqu isa cie ntífi ca , e o d e sen volvime nt o d e programas 3: 89,5 89.7 95,0 106.0 16, 1
77,7 4.'

d e reabilitação física, social e profiss ional. 4: 74 ,0 74,7 80,7
A red e hospitalar catari ne nse, e m 1989 , constit uía-se d e 204 unid ad es , send o 3 fed e rai s, 19 es taduais, 5? 89.3 90.3 97,5 105.1 10,5
9 mu nicipais e 173 part ic ulares, co m u m total de 16.446 le itos, ou seja, 3, 76 le itos 1'0 mil habita nt es. 6: 76.9 77 ,0 80.7 87. 0 10,5
- Uni d ad e Sanitária - A Sec re taria d e E stado d a Saúd e é o ó rgão res po nsável pe lo siste ma
d e "aüd e pública nos m u nicípios catarin c nscs . Atu a através d os 7 Cent ros Adm ini strativos Regionais
7, 72.9 73.3 80.9 96.9 6. 1



ESTA DO 79,3 78 ,3 82.4 9 1, 1 8. 0
d e Saúde - C ARS, q ue estão s ubord in ados ao De partame nto d e Saú d e p tíblica - DS P. Em 1989
os C AHS ate nd ia m a pop ulação, através de 971 un idad es sani tá rias.
As unidad es sanit árias são di vididas, segundo o po rte , e m : u nid ades in tegrad as - poss ue m até
12 le itos para ate nd ime n to e me rgencial e peq uenas cirurgias, co m in te rname nto po r um pe ríodo infe rio r
FOl\"TE : Secretaria de Estado da Saúde/Se.
(I ) São conside radas contO doses imunizantcs:


- 3: dose para trfplice e sabin;
a 48 horas; ce nt ros de saúde - pres tam at e ndi mento méd ico-ambu latori al e d esenvolvem programas - 2~ dosc para anll t o~ tetân ica E ;
d e at e nd ime nt o mate rno-in fa ntil ; postos d e sa úde - são u ni dades me nore s Qu e atuam como peq ue nos - dose lh lica para a nti-sarampo c BCC.


ambu latórios.
- Se rviço Méd ico - O Estad o co ntava, e m 1989 , com 3. 447 mé dicos in sc ri tos no Conse lho Regio nal
d e Medic ina - C RM /SC . Des tes , 1. 12.3 e stava m sedi ados na micro rregião geográfi ca d e F lorianól>o!is.
- Auxiliares Mé dico-hospi talar e Pessoa l Paramédico - Os e nfe rme iros , técnicos e m e nfe rmagem
e auxili ares, e m 1989, somavam 862, 750 e 1.200, res pecti vame n te. Nesse mes mo ano, os pa ramédicos •
totalizavam e m 3.372 profiss ionais, dos quai s J .46 1 e ram farmacê ut icos e bioQuímicos e 1.46 1, d e nti st as.

Mortalidade Infantil
É um d os indicado res pa ra o diagnóst ico e d e termi nação do nível d e saüde, pe lo fa to d a criança •
se r mais susce ptível ã .. agressões d o me io.
Em 1980 , o núme ro d e óbitos e m me nores de um ano fo i d e 3.803. Em 1988, com a imple mc n tação •
50
de proje tos d e vaci nação c mel hores con d ições d e saúde, esse ntí me ro caiu para 2.553.

• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA SAÚDE

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• Fonte: Secretaria de Estado di SaUde / SC-l989 Fonte, ÇonsooIho fIe9- de O<Iontologla/ SC-l989.

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F<>nte: See.-III de EStado di Saúde/ SC- 1989 Fune: $ecretamo de Estado di s.w./ SC - 1989.
"-
51


••


• ·UNIDADE IV
• QUADRO ECONÔMICO


• Agricultura
• Pecuária

• Indústria

•• Recursos Naturais e Extrativismo


Comércio
Meios de Transporte
• Comunicações e Energia Elétrica
•• Saneamento Básico
Turismo









••
• 53

AGRICULTURA

A Agricultura é a atividade que se caracteriza-pcla produção d e alimentos e matérias-primas decor-
ren tes do cultivo de plantas e da criação de animais. E la es tá relacionada com o meio ecológico,
social , econôm ico e político, podend o se e ncontrar e m estágios d e desenvolvi mento m ais avançado ,
o número d e pequ enas propriedad es é quase 127 vezes maior que o n úmero d as grandes proprie -
dades, e elas ocupam uma área aproximadamente duas vezes m aior que a área ocupada p e las gra ndes.
Observa-se, ai nda, que 134 .667 propriedades no Estado são d e tamanho inferior a 20 hectares.
••
como a moderna agricultura dos Estados Unidos , o u menos avançado, co mo a agricultura antiga e
itinerante de algumas regiões do Brasil - sistema de roças.
As p equ enas propri edades, além de ocuparem pouca quantidade d e te rra , com o te mpo acabam
sendo divididas, na maioria das vezes por he rança, tornando-se ainda m en ores. O s minifúndios, insufi-

No Brasil, a agricultura tropical d e cu lt uras de exportação, d esde o d escobrime nto até a década
de 1930, fo i uma das principais atividades econ ômicas. Inicialmente, explorava-se a madeira. Depois,
cie ntes para o sustento, fo rçam a família a migrar para as cidades em busca d e e mprego . A migração
do campo para a cidade , que recebe o nome de êxodo rural , ocasiona o aumento da população urbana ,

cultivou-se a cana-de-açúcar e, do final do século XIX até a década de 1930, o café.
A partir da grande crise econ ôm ica mundial d e 1929, a indú stria passou a ter crescente importância
a concent ração da pobreza (fave las) e o d esemprego .



na econ omia brasileira. A maior necess idade d e mão-de-obra, fez com que as pessoas se de slocassem
do campo rumo à~ cidades , acelerando o c rescimento das m es mas.
Principais Produtos Agrícolas
Apesar do se tor industrial es tar atualm e nte bastante desenvolvido , a agricu ltura aind a desempe nha Santa Catarina caracteriza-se pela policultura e pe lo cu ltivo d e produtos que ocupam posição d e
importante papel, representando considerável p eso nas exportações e n o e mprego da mão-de -obra
brasileira.
d estaque no cenário agrícola nacional. Nas culturas temporár ias sobressae m o milho , a soja, o fumo,
o feijão , o arroz e a cebola e nas perm anen tes, a banana e a maçã.

A agricu ltura refle te a história da ocupação e co loni zação do território catarinense.
O litoral , primeira área povoada do Estado, foi ocupado, inicialmente, pelos vicen ti stas (Séculos Milho

XVII e XVIII), mad eire n ses e aço rianos (d e 1748 a 1756) e, mais tard e , por imigrantes alemães e
italianos (principalmente a partir de 1850), qu e se fixaram em lotes coloniais, con stituídos basicame nte
Ocupand o, em 1985, o 5? lugar na produção nacional e o I ~ na produção estadual, o milho é
a cultura d e maior destaque no Estado , tanto em área plantada quanto no valor da produ ção. É cult ivado

de pequenas propriedades. Atualm en te , na produção agrícola d es ta região des taca-se o arroz, a ba nana,
o le ite , o fumo, a hortaliça e a cebola.
em todas as microrregiões e m pe que nas proprie dades rurais, sendo grande parte da produção utilizada
como ração para a criação de suínos e aves.


No planalto, os caminhos d e gado, as árcas de in vernadas e a extração de made ira foram fatores Como se pode visuali zar no mapa ao lado, as microrregiões geográficas localizadas no Oeste catarinense
preponde rantes para a con stituição de grande s propriedad es. As microrre giões geográficas dos Ca mpos e no vale do rio do P e ix e são as maiores produtoras de milho do Estado, como d estaque para a


de Lages e d e Cu ritibanos dedicam -se principalm e nte à criação d e bovinos e à .p rodução d e alho microrregião geográfica d e C hapecó. E sta produção d e stina-se à alime ntação do grande re banho d e
e maçã , favorecidas pe lo clima e p e la presença d e campos naturais. Nas microrregiões geográficas suínos e aves (frangos , perus e outros) que são indu st rializados.
de Canoinhas, d e Ri o do Sul e d e ltuporanga, a produção agrícola dominante cons iste nos cultivos No en tanto, a produção estadual ainda é insuficien te para atende r ao consu m o, sendo necessária
de milho , soja, feijão , cebola e fumo.
O Oeste e o Me io-Oeste catarine nse, que e nglobam as microrregiões geográficas de Joaçaba, d e
a sua importação dc ou tros estados.

Concórdia, de Xanxe rê, d e Chapecó e d e São Migue l d'Oes te , corresponcl e m à área mais populosa
e de maior su perfície do Estado. A re gião foi ocupada por migrantes (d escendentes de alemães e
Soja
.Santa Catarina, em 1985, era o 8~ produtor de soja do Brasil. A soja també m é cultivada por •
italianos) oriundos do Rio Grande do Sul , que se fixaram em pequenas propriedades . G rande parte
da população se manté m no m eio rural porq ue a região abriga importante parque agroindu strial (industria-
pe quenos produtores, m as as grandes propriedades são as responsáveis pela maior parte da produção .
Parte dos grão s de soja é utilizada nas indú strias alime ntares, onde é t ransformada em ó leo e •
lização de aves e suínos). Os principais prod utos agropecuários são: suínos , aves , milho , soja, fe ij ão
e m açã .
fa re lo. O farelo serve també m para á alimentação de suínos e aves . Outra parte da soja é exportada
para outros es tados e países .


É importante d estacar, ainda , que em Santa Catarina existe grande número Je pequenas propriedades
O O este de Santa Catarina é o maior produtor d e soja, sobressaindo as microrregiões geográficas
onde se adota a policultura , ou seja, o cultivo de vários p rodutos na mesma área . A monocultura,
d e Xanxerê, de Chapecó e d e São Miguel d'Oest e.
cultivo de um só produto numa grande área , é caracterizada pe las plantações de cana-d e-açúcar, trigo
e out ros, poré m não é tão pred omin ante quanto à policu ltura .
Os m u nicípios d e Campos Novos e Abe lardo Luz são os q "e mais produze m soja no Estado d e
Santa Catarina. No litoral catarinense , o cu ltivo de soja é praticado no extre m o sul , onde existe pequena


produção.
Estrutura F undiária
O s e stabelecim e n tos rurais são classificados pe lo se u taman ho e pe la quantidade ; chama-se a essa Arroz
organização d e Estrutura Fundiária.
Nos estados brasile iros existe m vários tamanhos de propried ades . Por exemplo, e m San ta Catarina
Santa Catarina, e m 1985, ocupava o 7? lugar na produção nacional de arroz.


No Estado, a maioria dos produtores poss ui proprie dades pequ e nas e cultiva tanto o tipo irrigado
há um grande número d e minifúnd ios e pequenas propriedades, e um reduzido núme ro d e grande s
como o d e sequeiro. O arroz de sequeiro é c ultivado em p eque nas áreas e destina-se à subsistência
propriedades e latifún d ios , conforme constata-se na tabe la 19.


da família, enquanto que o arroz irrigado é cultivado e m grandes áreas e d estinado ao mercado con su -
Tabela 19 - Estrutura Fund iá ri a de Santa Catarin~ - 1980, midor .
As maiore s produções d e arroz localiza m -se no Sul do Estado, no vale do rio ltajaí n o litoral
CRUPOS DE TAMANHO
(ha)
NÚ:\1ERO ÁREA OCUPADA
(ha)
CATECORIA norte.
A microrregião geográfica de Araranguá é a maior prod utora d e arroz d o Estado.

inferior a 100 206.512 3.875. 179 pequena propriedade e minifúndio
F eijão •
••
100 a 500 7.847 l.552.057 média propriedade
acima de 500 l. 633 2.046.540 grande propried ade e latifúndio Santa Catarina, e m 1985, e ra o 3? produtor d e feijão do País. O produto é cultivado em p eq uenas
propriedades, utili zando-se predominante mente do trabalho familiar.
TOTAL (1) 215.992 7.473. 776 Apesar d e utilizar pouca tecnologia, a produção catarinense tem sido suficiente para ate nde r às
necessidade s d o consum o inte rno e també m para a comercialização com outros estados.


FO NTE: Fundaçao Insti tuto Brasileiro de Geografia c Estatística - IBGE - Censo Agropecuário/SC 1980.
(I ) Totais incluem "sem declaração", conforme o Censo Agropecuário A microrregião geográfica d e Chapecó é a que apresenta a maior produção de feijão em Santa

54
• AGRICUL TURA -MILHO ,SOJA ,ARROZ E FEIJÃO
• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA

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MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA
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fonw. I8GfA'rocluçlo Agrfcdr. ~ 1988.
85662
FonIe: 1I:IGl- Produçlo AgricIM ~. 1988

55

Catarina. No litoral , e ncontra-se a mais baixa produção , com e xceção do litoral su l. Alho
Até 1976 o alho não tinha expressão econômica no E stado, mas com a ca mpanha d esen volv ida •
Fumo
Em 1985, Santa Catarina era o prim eiro produtor nacional d e fumo. O fumo é um a alternativa
a nível nacional para aume nt ar a produção , esta olerícola tem ampliado sua área cu ltivada e a prod ução .
No Estado , de staca-se a varied ad e C honan , obtida pe los imigrantes japoneses no município de Curiti-

de renda para o pequeno agricu ltor . Grande núme ro d e produt ores rurais d ed ica-se à fumicultura
e m pequenas propriedad es, utilizando-se da mão-de-obra familiar.
banos.
Apesar d e cultivado em todas as microrregiões geográficas , são as de C uritibanos e dos Ca mpo s

A produ ção d e fumo é co mprada por e mpre sas fumagei ra s que fiscalizam o cultivo dos agricultores.
A e mpresa fornece assistência aos agricultores com a finalidade de comprar um produto d e boa qualidade .
de Lages que se d estacam por apresentarem condições edafo-climáticas favo ráveis.
Na safra 1984/85, Santa Ca tarina pos icionou-se como o 2~ maior produtor de alho do País.


Parte das folhas d e fum o é processada e re metida para as fábricas de ciga rros existe nte s no Brasil.
Outra grande parte da produção é ex portada na forma d e fumo e m fol ha para outros países. Uva
Apesa r do fumo ser cultivado praticame nte e m todo o Estado, as microrregiões geográficas d e
Araranguá, d e Tubarão e de Rio d o Sul são as maiores produtoras .
Santa Catarina é o 3': produtor nacional d e uva, seguido d o Rio Grande do Sul e São Paulo.
A viticultura é de se nvolvi da principalm en te nas regiões d e tradição germânica e italiana, com a

Cebola
Em 1985 , Santa Ca tarina conquisto u o 3~ lugar na produção nacional de ce bola. Se u cultivo é
utilização d e mão-d e-obra familiar. Ass im , parte do cultivo conce ntra -se na microrregião geográfica
de Joaçaba (Videira, Pinh e iro Pre to, Tan gará , Fraiburgo c outros) e no Sul d o Estado sobressai o


município de Urussanga, na microrre gião d e Criciúma.
realizado e m pequ e nas lavouras e su a produção é suficie nte para atender ao consumo estadual , se ndo A mai or parte da produção d e u va d estina-se à vini ficação para o co ns umo no próprio Estado,
també m come rciali zado co m outros estados. como també m no Paran á, e m São Paulo e no Mato Grosso, principalme nt e.
O uso de fe rtilizantes e a utilização d e novas técnicas de c ulti vo têm contribuído para o aumento
da produção.
A fruta ·'in natura" é comercializada principalme nt e no litoral catarine nse e centros como Curitiba
c São Paulo. •
Nas microrre giões geográfi cas de Ituporanga , do Tabule iro , d e Tiju cas e de Rio do Sul e nco ntram -se
as maio res produções d e cebola, de stacando-se os municípios d e Ituporanga e Alfredo Wagne r.

Maçã

A produção catarinense d e maçã co rrespo nd e a mais de 60% da produção nacional, posicionando
o Estado co mo o maior produtor brasile iro .
As condições climáticas encontradas em Santa C atarina, principalme nt e no planalto ea tarinense ,
são favo ráveis ao cultivo d a maçã. O inverno rigo roso co m baixas te mpe raturas contribui para o melhor
••
rendimento da macie ira. Já o excesso de chu vas, na é poca do florescim e nto, prejudica o bom re ndime nto
da safra.


A mal eicultura (cultivo da maçã) é recente no E stado e requ er técnicas se mpre novas e altos investi-
me nt os.
A maçã catarinense , além de abastecer o Estado , é comercializada principalmente nos E stado s
do Rio de Janeiro, São Paulo , Paraná, Rio Grande d o Su l, Di strito Fed e ral e Minas Gerais.
As maiores produções d e maçã e ncon tram- se nas microrregiões geográficas d e Joaçaba , d e Curitibanos •
c dos Campos de Lages .

Banana
San ta Catarin a é o maior produtor de banana da região Sul e ocupava, em 1985, o 5~ lu gar na •
produção nacional.
A banana é cu lti vad a e m pequenas propriedades por muitos produtore s rurais. •
No Estado, o bananal ocupa á reas menos nobres, como as e ncostas de morros , onde é protegido
do vento e das geadas, ficando as áreas planas para cu lturas mais exigentes.

As cu lturas mais com uns no Estado são: nanieão, nanica , e nxe rto e branca.
A micro rregião geográfica d e Joinville é a maior produtora de banana d o Es tado , sendo o município

d e Co rupá o principal prod utor , seguid a d a microrregião geográfica d e Araran guá e de Criciüma,
onde se d estaca o município de Jacinto Machado.

Mandioca

o cultivo da mandioca, o riginária das c ulturas indígenas, e stá bastante difundido por todo O Estado
como uma cu ltura tradic ional e d e subsistência. No lito ral, esta ati vidade passou a exe rce r maior influência

após a sua assimilação pelos açorianos . Atualmente , os antigos e nge nhos de far inha estão send o su bsti -
tuídos por indústrias be ne fici ado ras.

Na produção, destacam-se as microrregiões geográficas d e Blumcnau, de Rio do Sul e d e Ituporanga,
onde a mandioca d estina-se às indústrias que e xtraem o amido e fabr icam a fécu la . Nas microrregiões
geográficas de Tubarão , de Criciúma e d e Araranguá, a produção d estina-se principalme nte para a
fabricação d e farinha.
Quanto à área plantada, a mandioca no Estado oc upa normalm e nte a 5~ posição, após o milho ,

soja, feijão e arroz. Em 1985, Santa Catarina foi o 6~ produtor nacional.

56
• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA AGRICUL TURA-FUMO,CEBOLA,MAÇÃ E BANANA

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D 8.001
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• Fonte: IEIGE-f'roduo;Jo Ag<icolo Munocipol.198B. Fonle: IBGE - ProOOçlo Agrioolo Munoc1pal.1988

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Produçi'io IneXistente ou InexpreSSiva

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Fonoe: ISGE-Produçlo Agrícola M"""'t!>aI ,I988 Fonte' ISGE- Produç,kl AgrlcoII Municr;»l,l988.
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57

PECUÁRIA

A pecuária é a atividade econômica que visa à cri ação de gra ndes e pe quenos animais (bovin os , qualidade d as aves, tornand o-se o Estado o maior produtor d e aves do País. Este ava nço na produção •
bubalinos, eqüi nos, asininos , muares , su ínos, ovinos, caprin os, coelhos , aves, abel has e bicho-da-seda),
que são destinados ao consu m o em forma de alimentos, à indústria em forma de matéria-prima e
de veu-se à implantação dos siste m as integrados de produção, constituídos d a união e ntre o produto r
e a indüstria fri gorífi ca. A indü stria frigorífiea é responsáve l p e lo abate e co m e rci ali zação d e aves •
ao trabalho. Esta at ividade pod e ser praticada através de dois sistemas de cri ação.
a) Sistema In tensivo: o animal é criado em estábu los ou em pequenas áreas e recebe atenções
em g rande escala para o abastecime nto d o mereado inte rno e externo .
A avicu ltura te m aprese ntad o cresci m ento su b stancial nas microrregiões geográficas d e Joaçaba,

especiais, como cuidad os ve te rinários, pastagens artificiais , alime nt ação esp ecia l e seleção d e raça c
cruzamento, resu ltando numa melhor qualidade e maior produtividade.
de Concó rdia, de Xanxerê, dc Chapecó e d e São Mig ue l d 'Oeste, onde está diretame nte ligada às
peq ue nas propri edad es produtoras de cereais e próxima a import ant es indústrias frigoríficas.


b) Sistema Extensivo: o animal é criad o em grandes áreas, geralm ente de pastagem natural, sem Apesar d a tecnologia desen volvida, a produção comercial de ovos não te m aco mpanh ado o crescim ento
maiores cu idados especiais. do mercado con sumidor, obri gando o Estado a importá- los. As microrregiõcs geográfi cas localizadas


A pecuária catarinense destaca-se pela avicultura, prin cipalme nte, e su inoc ultura , ativid ades de no vale do rio do Peixe e Oeste cata rinense são as maiores produtoras d e ovos.
grande importância econômica, ocupand o destacada pos ição no co ntex to nacional.
Apicultura
Suinocultura A apicultura é uma das ativ idades mais antigas do mundo, prestando significat iva co nt ribuição


l nicialm e nte , a criação de su ínos objetivava apenas à produção d e gordura animal (banha) e , a ao hom e m através da produção d e mel, gelé ia real, pr6poli s e cera, b e m com o à agricultura, pela
partir d e 1960 , iniciou-se t.ambém a industrialização de sua carne. polinização.
Em Santa Catarina, a suinocultura é desenvolvida em pequenas propriedades, cuja mão-de-obra


Em Santa Catarina, o prod uto a píeola d e maio r d es taque é o mel , cuja produ ção alcança a P
é predominantemente fa miliar. Co m a mode rnização do parqu e produti vo, os produtores passaram colocação a níve l nacional, ab as tecendo o mercado co ns umidor catarine n sc e os principais centro s
a utilizar tecnologias cada vez mai s avançadas, co nsegu ind o, assim, e levar o nível d e produti vid ade. do País co m mel d e prim eira qualidade . .
H oje, a principal característica da sui nocultura catarinense é a organização da produção e m sistemas
integrados, que são utilizados po r aproximadamente 50% dos produto res.
A apicultura é uma excele nte alte rnativa d e re nda para o agr icu ltor , tendo e m vista qu e n ecess ita
d e pouca mão-d e-ob ra, pouco esp aço e pode ser d ese nvolvida juntamente com outras atividades.

As agroindústrias , através d o siste m a integrado , mantêm contratos com os produtores que são
obrigados a ve nder sua produção às mesmas, em troca d e assistência para a criação. Com isso, se
Parte da produ ção d e m e l d e abelhas é be neficiada - p assa ndo p e lo trabalho d e controle d e
qualidade , d e processamento e d e co m ercialização - po r empresas q ue seguem normas es tabelecidas


estab ele uma d e p end ência mútua e ntre o agricult or e as agroindú strias. pe los ó rgãos d e fiscalização; ou tra parte da produção é ve ndida di retamente ao mercado co nsu midor,
As propriedades criado ras de su ínos dedicam-se também à agricultura , p rodu zindo milho c/ou soja se m passar por u m processo indu strial e p ela inspeção fe d e ral.


para a alimentação dos reban hos. Esta atividade concentra-se , princi palm e nte, nas microrregiões geográficas do Tabul e iro , dos Cam pos
Os reba nhos s uínos concentram -se, principalm e nte, nas microrregiõcs geográficas de Concórdia, de Lages, de Curitibanos c de Joaçaba.
de Xanxerê, de Chapec6, d e Joaçaba e de São Miguel d'Oeste, p erfazendo 80 % d o efetivo estadu al,
com destaque para os municípios d e Concórdia, ltapiranga, Chapecó e Seara.

Bovinocultura


A bovinocultura catarinense caracte ri za-se por pequenos estabe leci m entos agrícolas, cuja produção
se destina, em grande parte , à sub sistê ncia familiar (leite e tração animal). D e modo geral, o re banho
a presen ta baixa produtividade por n ão poss uir um padrão racial definido, uma vez que os animais
resultam d o cruzame nto d e dive rsas raças . Alg umas proprie dad es tradicio nais vêm se preocu pando
com a modernização e com o investimento na tentativa d e eleva r o seu nível d e prod utividade. O

baixo desem pen h o dos rebanhos está ligad o també m à alime ntação deficitária, à alta incidência parasitária,
às doenças infecto-contagiosas e de re prod ução, o q ue atrasam o desenvolvimento do anim al e elevam

a mortalidad e dos bezerros.
A produ ção d e carne não tem sid o suficie nte para suprir as necessid ad es d o mercado consu midor


interno, sendo necessária a sua importação. D estacam-se como maiores prod u toras de gado de corte ,
as microrregiões geográficas dos Campos de Lages, de C uritibanos e de Canoinhas.


Q uanto à produção d e leite, o Estado con segue atender as n ecess idades d o mercado consu midor
interno. O produto te m do is d estin os: con sumo "i n natura" e abastecime nto às indú strias de laticínios.
As indüstrias de laticínios concentram-se em áreas d e prod ução le ite ira, principalmen te nas regiões
do Vale do Itajaí, d o Pl analto Se rrano e d o O este Catarin ense . Outra região com sig nificativo potencial
leiteiro é o Su l do Estado, c uj a produção é e ntregue às indústrias da região e do Rio Grand e do •
Sul.

Avicultura


Em Santa Cata rin a, a criação de frangos tem destaque econôm ico basta nt e significativo no cenário
nacional. A c riação de p erus é outra atividad e econômica de grande importância, que visa abastece r
o co nsumo sazo nal d o mercado brasileiro.
Na d écada d e 70 , a avicu ltura e m Santa Catarina passou por u m processo d e exp ansão, d eixando
de ser uma atividad e d e subsistê ncia para se tornar uma atividade de característica ag roindu strial.
Os aviários fOJ;"am d otados d e moderna tecnologia , melhorando sen sivelmen te a produ ti vid ad e e a

58
• PECUÁRIA-SUíNOS,BOVINOS,AVES E DERIVADOS
• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATAR INA

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REBANHO SUiNO·1988 REBANHO BOVINO·1988

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MICRORREGIÃO GEOGRAFICA

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MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA

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LEGENDA
QUANTIDADE (Ng DE CABEÇAS) . POR

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7772 11 70000 11

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c=::::] 170.001 11 518605


c I==:J 160001 11 250000

530791 ~ 250001 a 481 600

• F<>n"" IIIGE-PmduçJo Pecuiril M ~.1988.

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LEGENDA

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GEOGRÁFICA


QUANTIDADE (N9 DE CABEÇAS). POR
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA LEITE (1000 litros)

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71306108

• Fónle; IfIGE·Ptod.,çlo Pecu&r" M"""",*,l96a

59

I ND ÚSTRIA •

A indü stria é um conjunto de atividades produtivas que se caracte riza pela tran sformação d e matérias-
primas, manualmente ou com o auxílio d e máquinas e ferramentas, eom o obj etivo d e fabricar mercadorias.

D e uma maneira b em ampla, entend e-se como indüstria de sd e o artesanato voltado para o autocon sumo
até a moderna produção d e eomputadores e in strum e ntos e le trô ni cos.

No passado , o homem em pregou sua própria força física para transfo rmar as matérias-primas, passan -
do , posteriorme nte , a utilizar tração animal. Entre tanto , a indü st ria só teve impul so considerável com


a utilização da e ne rgia prove nie nt e d o carvão mineral e vege tal nas máq uinas a vap or e nos transportes.
A partir do final d o séc ulo XIX, os derivados do petróleo passara m a ser cada vez mais u sados co mo
insumos ener géticos, tornando-se, juntamente co m a eletricidade, imprescindíveis ao d ese nvolvim e nto
da indü stria no século XX.
A indú stria divide-se e m dois setores principais: a Extrati va Min e ral , que tem co m o Finalidade •
a extração , a elaboração e o beneficiamento d e min erais : e a l ndüstria d e Tran sformação, voltada
para a tran sformação d e m até rias-primas e m be n s.

De acordo com a utilização dos ben s produzidos, a indú stria é ass im classificada: indústria d e
bens de eapital (máquinas e eq uipam e ntos), indústria de bens d e consumo interm ed iário (matérias- primas

para outras e mpre sas) e indústria de be1)s de consumo fi nal (duráveis ou não).
A indústria catarinen se em pregava em 1980301.116 pessoas em suas 11. 363 e mpresas e era respon-

sável pe la geração de 37% d o Produto Inte rno Bruto estadual.
D e maneira ge ral , a inexistê ncia d e cidades de grande port e con tribuiu para que Santa Ca tarina


não apresentasse grandes concentrações indu striai s. As microrre giões geográficas de Joinville, BJum enau ,
ltajaí, Criciúma, Joaçab a, Con có rdia e C hapecó, são as que concen tram maior mímero d e indústrias.
Na microrregião geográfi ca d e JOinville , as indü strias voltadas para a produ ção d e produtos m e talür-
gicos, e lé tricos, p lás ticos e mecânicos alcançam gra nde projeção nacional.
A microrregião geográfica d e Blumenau caracteriza-se por poss uir um dos mai s importantes parques

da indt't stria têxtil e do vestu ário da Am érica d o Sul, res po nde ndo por 15% da produção nacional
de malhas e 10% d a fabricação d e fe lpudos.
As microrregiõe~ geográficas d e Criciúma e de Tubarão, no Sul do Estado, a presen tam um expressivo
cen tro industrial , send o re sp onsáveis pelas maiores indú strias ex trati vas e de beneficiamento d o carvão
••
e d e cerâmicas. C riciúma e Urussanga são os doi s municípios que mais se d estacam na produ ção
d e pisos e azulejOS. Em Tubarão a Us ina Jorge Lacerda, antiga SOTELCA , é a maior te rmoe létrica •
brasileira movida a car vão-va por. No municíp io de I mbituba , opera a Indú stria Carboquímica Catarin ense
- I CC, a qual aproveita os rejeitas piritosos do carvfl.O para a produ ção de ácid o su lfúrico que é

u tilizado para a fab ricação de ácid o fosfórico .
Nas microrregiões geográfias de Canoinhas e, especialm ente, na d os Campos de Lages , predominam

as indústrias de beneficiamento de madeira e de fabricação de papel e papelão. Os princip ais fatores
que favoreceram o desenvolvimento destes gêneros industriais foram as fac ilidades encontradas , como


o preço da terra, o a p rovei tamento hidroelétrico de baixo custo e as co nd ições ecológicas para o refloresta-
mento com pinus, araucárias e cucaliptu s, além d e outras espécies exóticas.


O O este do Estado é representado pe la ativid ade agroindustrial , r espon sável pela produção e indu stra-
Iização de aves , suínos , soja , milho , etc. As em presas adotam o siste ma de produção integrada, no
qual o agricul tor te m o com p rom isso de fornecer a matéria-prima (suínos , aves e grãos) para as indústrias
que, po r sua vez , fornecem assis tência ao produt or.
Em 1985 foram recenseados 10.431 estabelecimentos industriai s e 3 10.272 pessoas ocupadas. •
Neste parq ue industrial con stituído basicamente d e pequenos estabelecime ntos , cerca d e 80% das
em presas empregava m , em 1980, menos de 20 trabalhadores e 36%· absorviam menos de 5. Já em

1985 essa t't ltim a proporção subiu para 43% e o número de microempresas re presentava cerca de
51 % total.

É importante sali entar que apesar da caracte rística atom isada , a ind ústria catarinen se é sus ten tada
pelas em presas que possue m mais de 5 empregad os , as quais ge raram 99% do valo r bruto da produção

industrial de 1985.

••
60



ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA INDÚSTRIA - PRINCIPAIS RAMOS

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• E.STADO ESTADO
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•• PRODUTOS ALlMENTARES -1980 INDÚSTRIA TÊXTIL -1980


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LEGENDA LEGENDA
VALOR DA PRODUÇÃO (C r$ lO O) POR VALOR DA PRODUÇÃO (Cr$ l OO)POR
MICRORREGIÃO GEOGRAF ICA MICRORREGIÃO GEOG RÁF ICA
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5000 000
10000 000

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2500000 5000000


1000000 1000000
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• Fonte: f\A'ldaçio ImlllulO s....lewo de Geograí.a e


EstaUsIlClI-IBGE-Ceoso Inch.i$tflilll 1980
Fonte: Fu~ Immuto Bras,le..-o de GeogrBI ..
ESUhSbCa-IBGE·Censo Induslf1at 1980
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• VESTUÁRIO,CALÇADOS E

•• ARTEFATOS DE TECIDOS -1980


LEGENDA
VALOR DA PRODUÇÃO (C r$ 100 ~ POR
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA

MADEREIRA - 1980
LEGENDA
VALOR DA PRODUÇÃO (C r$ 100) POR
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA


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22108 644 oO 5377920 o
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••
10000000 3.000000
5000000 1000000
1000000 500000
500000 100000


Fonle Funo:laçlo Insh!\JIO &M,IeKO de Geografo.a I! Fome Fund<OÇJo In!;ml>m S,ilSIletfO de Geo!yllr.. e
EslallslocalBGE·Censo Indusl1~ 1980 EstilllSIICit·IBGE· Cen!o industrial 1980

61

RECURSOS NATURAIS E EXTRATIVISMO


Recursos naturais c) Extrat ivismo mineral

São considerados recursos naturais: o ar , a água, a e nergia solar , os min e rais , as rochas , o solo ,
os vegetai s e os animais.
Em Santa Catarina, a maior concentração de reservas min e rai s está na microrregitl0 Carho nífera,
no Sul do Estado . O grande destaque nesta ,1rea é o carvão, cuja produção em 1985 roi d e 19.271.430


O homem se relaciona co m os rec ursos naturais de várias formas , 11m3 vez que é através de les toneladas, o que co rrespondeu a aprox imadamente 62% da produção nacional. Os prin cipai s produtore s
que as necess idades humanas são sati sfe itas. Isto quer dizer que a base mat e rial para a existência de carvão mineral no Estado são os municípios de Criciúma, Içara , Sid crópolis e Lauro Müller.
O carvão mine ral bruto re tirado d as minas passa por I1Ill processo d e pré-lavagem , próximo ao


do homem é a natureza . A forma de relacioname nto homem/natureza depe nde do modo d e produção ,
da estrutura social e do nível tecnológico utili7..ado no processo d e produção. local d e e xtração, seguindo para o Lavador de Capivari, onde é sepa rado e m carvão e ne rgé tico , carvão
metalúrgk'O e coque,


Nas antigas sociedades, o homem retirava da natureza apenas o necessário para a s ua sobrevivência.
Com o advento da industrialização em larga escala c do ace lerado crescimento demográfico, a exploração O carvão e ne rgé tico é usado na produç,io d e elctricidade pe la Usina Termoel é trica Jo rge Lacerda,
dos recursos naturais sofreu violenta alteração nos seus obje tivos, volum e e variedade, estabelecendo-se , em Tubarão/Se. Também é em pregado como ronte de energia nas indústrias de alimen tos, de papel
em muitos países , urna re lação hom e m/natureza d e caráte r predatório.
Os recursos naturais pode m se r classificados segu ndo vários critérios, d e acordo com o re ino a
e cerâmica, alé m d e se r usado nas locomotivas da Estrada de Ferro Dona Teresa Cr istina .
O carvão m e talúrgico é consumido na rabricação d e aço pela s Companhia Side rúrgica Nacional

que pe rte nce m , o grau d e abundância e outros. Uma classificação simples (' amplamente utili zad;l
rerere-se à possibilidade ou não de sua re novação. Assi m , te m -se:
- CSN, Companh ia Siderúrgica Paulista, Companhia Sidenlrgica de Tuharão e Usina Side nírgica
de Minas Gerais , situadas, respectivament e , nos Estados do Hio de Janeiro, São Paulo , Espírito Santo

a) recu rsos renováve is - são aqueles que poss ue m a capacidade de se renovar. Exe mplo : vegetai s,
animais , água;
b) recu rsos não-renováve is - são os que não poss uem capacidade d e renova~:;:io . Exemplo: os mine rais.
e Minas G e rais.
Por sua vez. o coque é utilizado nos se tores indu striai s d e fundição . d e artefatos de borracha
e de metalurgia .
Al ém do ca rVel0, o solo catarinense tem outros minerai s, co mo a fluorita ~ principal font e comercial
••
Extrativismo
Extrativismo é a atividade que tem por finalidade a ex ploração dos recursos naturai s. Está dividido
d e fIúor - que é e mpregada nas indú strias químicas, d e alumínio, cerâmica e ó ti ca. As rese r .... as
c a produ ção estadual d e fluorita são as mai s importantes do País e estão localizadas no s municípios


e m animal. vegetal e mineral. de Armazém, Orleans, Rio Fortun a, Santa Rosa de Lima, Tubarão , Imaruí, Jaguaruna e , de forma
Os animais e os vegetais são riquezas que poss uem capacidade d e re novação, mas , devido às co ndições substancial , e m Morro da Fumaça e Pedras Grandes. .


d e degradação em que se e nco ntra a natureza , es tão se torna ndo cada vez mai s escassos . Muita s As argilas que se originam a partir d a alteraç'ão dos aluminossilicatos componentes das rochas -
es pécies já d esapareceram c outras e ncontram-se am caçadas. largamente utilizadas na rabricação d e pisos e azulejos e nas indú strias d e louças, d e pape l, de borracha,
d e cimento e d e in seticida - a parece m e m toda a ex te n são do te rritório ea tarinense. As maiores
a) Extrativismo animal
No extrativismo animal. Santa Catarina co nce ntra-se na atividade pesquei ra, que, por se r bastant e
reservas são e ncontradas nas microrregiões geográficas de Rio do Sul, de Itupora nga , d e C riciúma
e de Hlum e nau .

d esenvolvida, coloca o Estado en tre os maiores produtores d e pescado do Brasil.
A raixa litorânea catarincnse possui característica irregular , o que proporciona grallde diversificaçüo
nos tipos de pesca. O po te ncial pesqueiro , além da faixa de mar aberto, oco rre nos rios , lagoa s c
baías, onde são capturadas g rand es quantidades d e pe ixes , crustáceos e mo luscos.
As are ias são um tipo de sedimento d e trítico , não-conso lidado , podendo ser constituídas d e qualquer
mi neral ou rragmento de rocha, tendo o quartzo como se u principal compo ne nt e. S ~1 0 utilizadas na
constru ção civ il e nas indústria s d e cc nimica c de cristais. D es tacam-se na produ ção de areia, as
microrregiões geográficas de Araran guá , de Itajaí, de Hio d o Su l, d e Criciúm a, d e JOinville e de
••
A p esca é realizada de rorma artesanal c industrial. A primeira caract eriza-se por utilizar técnicas
rudimentares , como redes de malhas , arrasto, tarrara , espinhé is, etc. Já a pesca indu st rial , util iza
Tubarão .
Outros minerais que aparecem em menor escala em Santa Catarina são: água mineral. ametista ,


tec nologia c aparelhos mais sofis ticad os, como ccossondas, rede d e cerco e traineiras. ardósia , bauxita , calcário , C'd-ul im , (·oríndo n , diatomita , re ld sl)ato , rosratos , ouro, pirita, quartzo e volfra-
Os municípios que mais se d es tacaram na ati vidade pesq ue ira em 1985 foram: ltajaí, Navegantcs, mita , ete.


Florianópoli s, Lag una , Gove rn ado r Celso Ramos e Jaguaruna.


h) Extrat ivismo vegetal
O ex trativismo vegetal e m Santa Catarina ocorre co m maior intensidade nas regiões do Planalto
de Cano inhas, Meio-Oes te Catarin ense c , principalm en te , no Vale do Hio do Peixe.
Nas d écadas d e 40/60, o Estado era o primei ro produtor de made ira , baixando poste riormen te
a s ua produção devido à d evastação das matas d e araucárias. •
Atualme nte , Santa Catarina ainda é u m dos maiores p rod utores nacion ais de madeira, principalm e nt e
e m tora e lenha. As princi pais microrregiões geográficas produtoras são: a d e Joaçaba (onde se d es tacam

os municípios de Água Doce e Catanduvas), d e Xanxerê (Pont e Serrada), de C uritiban os, d e Hio
do su l e d e ltuporanga .
També m é important e a c ultura da erva-mate, c uja produção se co nce ntra na microrregião d o
P lanalto de Canoinhas, onde os municípios d e Ca noinhas, ltaiópolis, lrin eópolis e Major Vi e ira s,10
••
os maiores produtores.
Outro produto d o extrativ islllo vegetal é o palmit o que, e mbora apareça e m me nor escala, é de
grande importância eco nômica , se ndo encontrado nas microrregiões geográficas de JOinville e de Blu-
me nau .
Bes ta mencionar, ainda, O carvão vegetal, quc apa rece e m quase tod o o Estado , principalmen te
••
, 62
nas microrregiões geográficas de Araranguá , de C riciúma, de Rio do Sul, de Ituporanga e do Tabulei ro .

• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA RECURSOS NATURAIS E EXTRATIVISMO

•• p A ESTADO DO PARANÁ

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• ESTADO a

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• EXTRATIVISMO MINER AL -1985

• LEGENDA
VALOR DA PRODUÇÃO (Cr$ 1.00). POR

• M ICRORREGIÃO GEOGRÁFICA

706.439.48

•• 500.000.00
250 exx),(X)
100000.00
50 (XXl,{X)




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u EXTRATIVISMO
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1985
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LEGENDA
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VA LOR DA PR ODUÇÃO


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(C r$1.00)POR MICRORREGIÃO
~ /O ~
GEOGRÁFICA

• EXTRATIVI SMO V EGETAL - 1985


~

192 .388.224.49

•• LEGENDA
VALOR DA PR ODUÇÃ O (C r$ 1.00 l.POI
M IC ROR REGIÃO GEOG RÁ F ICA

: ..... ................... 86764.02


"
" D Pe ixes
o
~-_',"" " - ' ____,.................. 100000.000.00

50000.000,00

•• . ........ . 50000.00
25 000.00
10000,00
5.000,00
O '-'
"'- ."
D Crustâceos

Moluscos
10000.000,00

Fonte: SUOEP€-An"" rio hta!fstico -1985.

63

COMÉRCIO

Entende-se por comércio a troca de mercadorias ent re os indivíduos com o objetivo de obter
lucro. A prática do comé rcio precede a da própria industrialização.
Tabela 20 -

PROD UTOS
Principais Produtos Exportados por Santa Catarina -1987.

uss FOB %
••

Em Santa Catarina, o processo de expansão do comércio não foi muito diferente do restante do
País. A colonização alemã que se fixou no vale do rio ltajaí já mantinha , desde aquela época, laços Têxtil 177.370.77 1 17,53
come rciais com a Europa. A atividade de comércio denominada " import-export" , ou seja, compra


Carne de Aves, Congeladas é De rivados 129.079.370 12,76
de produtos das colônias para exporta r para a Europa, propiciou a geraç.'ão de excedentes que foram Farelo de Soja 117.452.319 11.61
canalizados para a implant ação de atividades industriais. Fumo 89. 195.654 8,82

Comér cio Interno


MotoC'omprcssores
Calçados
75.228.783
49.890. 599
7,43
4,93


A(,'lkar Hdinado 49.645.890 4,91
o comércio de mercadorias pode ser classificado e m duas classes: varejista e atacadista. Óleo de Soja Refinado 31.584.252 .'3, 12
O comércio varejista é aquele realizado em pequenas quantidades entre o comerciante e o consumidor Pape! K raft 27.515.488 2.72
final ou en tre produtores e consumidores finais, com alguma margem d e lucro sobre o produto comercia-
lizado. O comércio atacadista é aquele realizado em grandes quantidades e ntre produtores e revendedores
Pisos e Azulejos
Acessórios para Tubos de ferro .'vl alcâvel
27.413.'190
13. 350 .023
2,71
1.32

que se encarregam de fazer chegar os produtos aos cons umidores finai s. Este tipo d e co mércio funciona
mai s como um meio de redistribuição de m e rcad orias entre os diversos estabelecimentos comerciais.
Portas, Janelas e Bat entes de .'vladt! ira
Carne de Suín os Congelada
11.511.456
9.487.435
9.454.006
1.14
0,9-1
0,93 •

Algodào
Em Santa Catarina, no ano de 1980, ex istiam 24.000 estabe lecimentos comerciais, sendo que 22.000 Refrigeradores de Uso Dom ést ico 8.696.378 0,86
eram varejistas e apenas 2.000 atacadistas. Outras Lou~~as e Utensílios de Uso Domést ico 8.298.659 0,82


Os produtos mais importantes comercializados no varejo são: alimentos, tecidos , roupas e medica- .'vI atores Trifásicos com Pot ência igualou maior a 1 H P 7.946.108 0,79
mentos. As microrregiões geográficas que co ncentram o maior número de es tabelecimentos de varejo Parte e Peças Separados de ferr o Oll A~'o 6.993.692 0,69
são as que apresentam grandes centros populacionais e econômicos, tais como: Florianópolis, Chapecó,


Mad eira Compensada 6. 791.377 0,67
Joinville e Blumenau. Sementes e Frutos de Soja 6.334.489 0,62
No comércio atacadista, as mercadorias predominantes são: produtos alimentícios, extrat ivos e agrope- Outros 148.603.006 14 ,68
cuários. Este tipo d e comércio é mais re presentativo nas microrregiões geográficas de Florianópolis,
de Blumenau, d e Chapecó, de Concórdia e de Xanxe rê.
TOTAL 1.011.953.245 100,00%

As atividades de co mé rcio, de uma maneira geral, são bem dístribuídas por todo Estado, devido
a ausência de gra ndes concentrações populacionais e econômicas.
RESUMO POR CLASSES ,

Por outro lado, o expressivo número de municípios de pequeno porte favoreceu também o apareci-
mento de uma estrutura comercial concentrada em pequenos estabelecimentos. E stes estabelecimentos
Manufaturados
Básicos
627.9G4.515
370.260.628
62,05
36,59

empregam até 9 pessoas e representam 90% do total existente no Estado .
O desempenho do comércio na década de 70/80, embora tenha sido inferior ao da indústria, deu
Semimanufaturados

TOTAL
13.728, 102

1.011.953.245
1.36

100,00% •
mostras de seu dinamismo, dobrando o número de empregos num espaço de 10 anos, chegando a
empregar, e m 1980, cerca de 100.000 pessoas e aumentando em 4 .000 o mímero de novos estabeleci-
FONTE: Centro de Com~rcio Exterior de Santa Catarina - CECESC.


mentos no Estado.
Quanto ao d estino das exportações, os países que mais compram produtos catarincnses são: Estados

••
Comér cio Externo Unidos, Alemanha Ocidental e Arábia Saudita, ab sorvendo em conjunto mais de 30% do total exportado.
As atividades d e co mércio externo compreendem as transações de compra e venda realizadas com A evolução das exportações catarinenses, no contexto nacional, também tem sido notável, evoluindo
outros países. num curto espaço d e tempo de 1% p ara mais d e 4% do total exportad o pelo País. Atualmente, Santa
Santa Catarina, desde o início de sua co lonização , procurou integrar-se ao mercado internacional. Catarina ocupa a posição de 9'; maior Estado expo rtador do Brasil.
As prim eiras exportações catarinenses ocorreram no início d a segunda metade do sécu lo passado , quando


As microrregiões geográficas que tem maior participação nas exportações catarinenses são: de Chape-
o principal produto de exportação era a erva-mate. có, de Concórdia e de Joaçaba , eujo produto mais exportado é a carne de aves e suínos; de Blumenau,
Com a implantação das primeiras indústrias tradicionais no vale do rio ltajaí e litoral d e São Francisco com os produtos texteis e derivados de soja; de Joinville e de Itajaí, com motoeompressores e produtos
a partir de 1880, a pauta d e produtos exp ortados vem se modificando ano após ano.
Santa Catarina, que até há pouco tempo atrás era caracterizado como um Estado exportador de
metal-mecânicos.
Quanto ao volume, as importações catarinen ses somavam US$ 500 milhões. equivalendo a somente •
produtos básicos, ou seja, produtos não-i ndustrializados , passou, nesta última década, a exportar produtos
manufaturados , e sem imanufaturados , que representam mais de 60% do valor total das vendas ao
exterior.
50% do total exportado, destacando-se como principais produtos importados as máquinas e os equipa-
mentos.
••

Os principais produtos exportados por Santa Catarina e suas respectivas participações podem ser
visualizados na tabela 20.

••
64
•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA COMÉRCIO-VAREJISTA E ATACADISTA

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CLASSES DE COMERCIO INTERNO VALOR TOTAL EM C,$1,OO POR ~
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• _ Atacadista 2000000 li
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10000.00
Varejista
5000.00 ~

•• Limite das Microrregiões Geográficas

fonte: FundaçJo IBGE: Censo Cornefc.al -1980


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PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA
DE MERCATOR . UTM
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• 65
MEIOS DE TRANSPORTE
••

Compreendem o conjunto de meios em pregados pelo homem para de slocar pessoas e me rcadorias
de um local para outro. Os meios de tran sport e mais usuais são : terrestre (rodovicírio c ferroviário),
Em fins da d écad a de 40 haviam 50 empresas regist radas no País como op e radoras d e transport e
aéreo. Em 1957, e ram 17 e , em 1980, as mais im portantes e ram e m núm e ro d e três: Viação Aé rea

aquático (lacustr e, fluvial e marítimo) e aéreo. Hio Grandense S/A - VARIG/C R UZE IRO , Viação Aé rea São Pau lo S/A - VASP e a Transbrasil
S/A ~ Linha Aé rea ~ TRA NS BRASIL, qu e teve origem em Con córd ia/Se.


Transporte Rodoviário Em 1969, fo i cri ad a a Empresa Bras il ei ra de Ae ro náu tica - EMBRAER, com a finalidade d e
A abe rtura de novas fren tes de coloni zação , a diversificação da produção , o aume nt o do comércio fome ntar a p esquisa e a p rodução d e aviões no Brasil.


intern o c externo c o acelerado ritmo d e crescimento po p ulac ional provocaram , grad at ivamen te , a Na d écada de 40, já e xi stia em Florianópolis um aer6dromo, conh ecid o como C aiacan ga, e já
necessidade de ampliação e rcc quipamcnto d o setor fe rroviário. No entanto , o elevado custo financeiro na d écada de 50 su rge o Aeroporto H crC11io Luz, que em 1976 recebia n ovas in stalações, e em 1988,
ap6s a realização d as obras necessária s, co nq u istou a posição de ae rop orto inte rnacional.


para im pl antação e conse rvação das ferrov ias levou os governantes, por volta da década de 40, a optar
pelo in vest imento no setor rodov iário, que é d e implantação mais rápida e menos onerosa, em h ora Em Santa Catarina ex istem 30 aer6dromos , sendo os 3 maiores os d e Fl orianópolis, Navegantc s
o custo de transport e d e cargas e passage iros seja m en os caro. e ] oin vill e.
Dessa fo rm a, as rodovias começaram efetivamente a ser ampliadas e melhoradas por volta da d écad a
de 40 e ra pidamen te se expandiram em diversas áreas do Estado. Na décad a d e 50, o d ese nvolvim e nto
Santa Catarin a, atualmente , é atendida pelo transporte aéreo e m diversos municípios, sendo efetuado
po r quatro e mpresas: THANSBRASIL e VASP que op e ram e m Florian6p olis; a VAR IG que ope ra

industrial, em especial a implantação d a indústria auto mobil ística na região Sudeste, favo receu ainda
ma is a e xpansão da red e rodoviária, p rin cipal mente nas duas d écadas seguintes.
As rodovias de Santa Catarin a , que co ncentram praticam en te todo o transporte d e passagei ros
no Estado, estão distribuídas, com o n os demais estados , em rodov ias federais, a cargo do D ep artam en to
em Flo rianó poli s, Navegantes e ) oin ville ; e a RIO- SU I- Se r viço Aéreo Hegional S/A que ope r a
e m Flo rian6po lis, Navegantes , Criciúma, Blum e nau , ) oinville, Lages e C hapec6 . Além d es tas e mpresas,
o transpo rte aér eo para o interior do Es tad o é realizado també m por táxis aéreos e aviões particulares. ••
Nacional d e Estradas d e Hodagem - D NE R; em rodovias es tadu ais, sob a jurisdição do De partamen to
de Estrad as de Hodagem do Estado d e Santa Catarin a - DER/ SC; e em rodovias mun icipais, sob
Transporte Marítimo
Em Santa Catarin a, o transporte marítimo é fei to prin cipalme nte através dos portos d e São Francisco


respo nsabi lidade das Pre feituras. d o Su l, ltajaí e 1mbituba c do ter mi nal pesqueiro d e Lagu na.
As BHs longitudinais que cortam o Estado são: BR ~ 10l , acompa nh ando o lito ral ; BH ~ 11 6, passando Os portos catarin enses estão integrados ao Siste ma Portuário C Hidroviário Nacional, sob concessão
da Empresa de Portos do Brasil S/A ~ PORTOBRÁS.


pelo Planalto de Canoinhas e Campos d e Lages ; BR -153, atravessa o Me io-Oeste , passando por Porto
União e Conc6rdia. A BR transversal c a BR de ligação, respecti vamente , BR ~ 2 82 e 470 , ligam o O porto de ?ão Franci sco do Su l situa~se perto da ponta do Rabo Azed o e fo i inau gurado em
litoral ao Oeste catarinense . As demais rodovias me nores são responsáveis pelo restante das comunicações ju nh o d e 1955. E conside rado o sétimo port o Brasileiro na exportação p or "containe rs" e receb e ce rca
entre os dive rsos locais do Estado. d e 30 navios p or mês. Ele a presen ta algumas condiçõcs bas tante favoráveis como: tarifas mais baixas ,
fat ores naturais propícios e sati sfatória rede de acesso rodoviário e fe rroviário, sendo escoadouro natural •
Transporte Ferroviário
As principais ferrovias da região Su l fo ra m implantadas no fina l do sécu lo XIX (1874) e p rinc ípio
para os produtos catarin enses oriundos de diversas regiões d o Estado. As princi pais m e rcadorias movi ~
me ntad as por este porto são: fa re lo de soja, soja e m grãos e trigo e m g rãos.

do atual.
Por volta d e 1890, esta b e l ece u ~se a ligação fe rroviária entre a região Sudeste eo Extremo Su l
Em 1914, iniciou -se a construção d o porto d e ltajaí, que foi construído em e tapas, no d ecorre r
d o tempo. A barra c o canal d e acesso p erm ite m a e ntrada d e navios co m calad o m áximo de 7m.

do País , en tre Itar aré (S P) e M arcelin o Kamos (RS ), orientada no sentido do an ti go cami nho do gado.
Este e ixo longitudinal tornou~ se a princ ipal via d e circu lação ferroviária, pois , em virtude d e sua
articulação com a Estrada de F e rro Sorocab ana , estabeleceu ligação d ireta com O Sudeste, concct a lld o~se
com a fcrrovia que liga Ponta Grossa (PR) a Paranaguá (PR) e com a linha P orto União (SC) - São
As princi pa is mercadorias que est e porto m ovime nta são: açücar, frango co ngelado e derivados d e
pe tró leo.
A d escobe rta do carvão mineral , e m m e ados d e 1870, nas verte ntes d o rio Tubarão , gero u a n eces~
sidad e de cons tru ção d e uma estrada d e ferro (D ona Tereza Cristina) e de u m porto para se u escoame nto ,
••

Francisco do Sul (Se). tendo sido escolhida a ensead a d e 1mbit ub a, onde se iniciou a construção do p orto. D esta iniciativa
No início do século efetuou ·se a ligação de Trombudo Central a Hlum enau, no vale do ltajaí. resu ltou apenas a construção de um trapiche de 70m de extensão. Porém , 12 anos após, em 1919,
re ini ciaram~se as obras co m as segu intes melhorias : cais de acostagem com 308m de exten são e 8


Blumc nau pe rman eceu até a década d e 50 como ponta de trilhos , ligando-se a lt.ajaí pela navegação
fluvial. a 10m d e profundidade, armazéns e pátios d e estocagcm. A Companhia Docas de Imbit uba possui
Em 1969, foi eoncluído o trecho Montenegro (RS) ~ Mafra (SC) , parte do eixo que pret en de a concessão d o porto por 70 anos, a partir de 1942, para exploração, conser vação e me lhoria do mesmo .
estabelecer a ligação de Porto Alegre a Brasília , passando por SélO Paulo.
A Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina s itua ~se totalmente no Estado . Sua criaç.'ão d eveu -se
à desco berta do carvão m ineral nas verte ntes do rio Tubanl0 , em 1870.
A quilometragem das re rrovias ex istentes no Estado é a segu inte: 453 km de Po rt o União a São
As pri ncipais me rcadorias movimentadas neste porto são: açúcar, frangos e suínos congelad os , carvão
mineral , ácido fosf6rico, rocha fosfát ica, bobinas e ch apas d e aço e máquinas , aparelhos e lé tricos e
acess6rios.
O porto de Laguna, situado na e ntrada da barra d e Lagu na, foi desativado d evido princi palmente
••
Fran cisco do Sul; 293 km entre Lages e Mafra ; e 372 km ent re Porto União e Conc6rdia. A Estrada
de Ferro Don a Tereza Cristina con tava, em 1973, com 229 km. Nos últimos anos a exten são ferroviária
a ques tões técnicas c p olíticas. Em 1970, foi rcativado , no antigo porto, o "Te rmin al P esque iro" que ,
no enta nto, não e ntrou e m funcionamento. Em 1985 fo i dad o início à dragagem da bacia de evolução


tem dimi nu ído pela desativação de trechos ou pela re tificação de traçados . Tem~se observad o também e recupe ração das in stalações.
a progressiva substi tuição da tração a vapor p ela tração a diesel; e m 1970, a maioria d os trens utilizava O p orto possu i fáb rica de gelo, câmara de esp era , túne is d e con gelamento, câmara d e embalage m,
câm ara de estocagem de conge lad os , cais de d escarga , d c p6si to de lavage m de caixas, mercado d e


a tração a die sel , com exceção da Estrada de F e rro Dona Tereza Cristina que conti nuava a vapor.
Atualme nte, as ferrovias sulinas int egram o Sistema Regional Sul, componente da Re de F e rroviá ria peixes, ambulat6rio, restaurante, box e apetrechos de p esca, edifício marquise d e descarga e área

••
F ederal S/A ~ HFFSA , que é um órgão vinculado ao Ministé rio dos Tran sportes. industrial .

Transporte Aéreo
A evo lução do tran sporte aé reo brasileiro tem se caracterizado pelo aumento substancial d o volu me

66
d e cargas e passageiros tran sportados e pela redução do lHímero de empresas que op eram no setor.

•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA MEIOS DE TRANSPORTE


••

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TERRESTRES

RODOVIAS
Com Pavlmentaçào
Sem Pavimentação

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FERROVIAS
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Aeródromo Pavimentado
Aeródromo Sem Pav imentação

MAAiTIMO
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•• Porto

Fonte AIIM de s.n~ C"r.,,.. 1986; AIlliIhzado Pelo Mapa ftodoIn6rlO


DER/ SC 1990
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PROJEÇlO UNIVERSAL TRANSVERSA


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67
COMUNICAÇÕES E ENERGIA ELÉTRICA
••

Telefonia
A e mpresa pioneira na telefonia estadual foi a Companhia Te lcfõnica Catarinense - eTC que
mantinha , en tre 1910/ 1920, em algumas cidades d o Estado , equipam en tos a rnagneto.
A primeira central automática foi inaugu rada em 1930 , em FlOrianópolis. Entre 1940/ 1950, foram
e m Blume nau , dando origem a um p rocesso evolutivo dos mais importantes na impre nsa catarin e nse.
Em 1969, nasce u a Rádio e TV Cu ltura em Florian6polis. Em 1979, a TV Eldorado (Criciúma).
a TV Catarinense (Florian6polis) e a TV Santa Cata rina Uoinville). Em 1980, a TV Planalt o (Lages).
Em 1982, a TV Barriga Ve rde (Florian6polis). Em 1986, a TV Itajaí (Itaja0 ; a TV Chapec6 e a TV
••
instaladas as ce ntrais te le/ún icas automáticas de Hlum enau , Lages e Ri o do Sul. Em 1950, foram adquiridos
pela eTC a rede te fefo nica d e Porto União (SC) e União da Vitória (PR) c o siste ma te lefô nico d e
Mafra , até então entregues a te rceiros.
Em 1969, O Estado d e Santa Catarina adquiriu a eTC e con stituiu a sua e mpre sa, a Companhia
O Estado, estas duas em C h apec6, e a TV O Estado de Florian6po lis já libe rada, porém não in stalada .
A tran sm issão da TV Pl analto de Lages para Floria n6polis é feita através de equipamento de rádio
da TELESC , sendo o ún ico no Estado. Atualme nte, existem 10 e mi sso ras de televisão e 102 re p etidoras
operando em te rrit6rio catarinen se.
••

Catarin cnsc de Te lecomun icações - C OTES C. Nessa é poca , mais da metade dos municípios não
di spunha d e qualquer se rviço telefônico e todo o Oeste do Estado estava completamente isolado. Jornal


Para e nfre ntar essa realidade, a COTESC elaborou um plan o d e e me rgência que em pouco t empo Em 28 d e julho d e 183 1 e ntrou e m circulação, e m D es te rro (hOje Florian6po lis), o prime iro jornal
integrou todo o Estado, unindo o O ste a litoral. A seguir d e u -se a implantação do sistema d e Discagem de Santa Catarina, denominado "O Cat harin ense" . Ele nasceu sob a inspiração d e Je rônim o Franci sco
Direta à Di stância - DDD, se ndo Blume nau a prime ira cidade a dispor desta inovação. Enquanto


Coelho, que é conside rado o fundad or da Impre n sa Catarine n se.
isso , e m Florian6polis e ram in stalados telefone s moedeiros e a capacidade das centrais era ampliada Ap6s e ste jornal, outros co m eçaram a surgir como: " O Brasil ", ainda em 1831 ; no ano seguint e,
em 50%.

••
"O E xpositor" ; depois "O Be nfazejo", " O Mercantil"' e "O Redator C atharin c nse", em 1845: e m 1892,
Nos prim eiros anos da década de 70, a execução do Plano Dire tor de Teleco municações do Estado "O Estado"; e em 1901 , " O Dia" Algun s d e les circulava m em alemão c italiano, duas vezes por
possibilitou, num curto espaço d e tempo, atender 142 sed es municipai s e su b stituir todas as centrais se mana, e conce ntravam -se mais na Cap ital e nas grandes cidades como Joinville , Blumenall. Jaraguá
telefônicas antigas de co mutação manual e automática p or centrais modernas. do Sul e Laguna .
Em 1974 , a COTESC passou a denominar-se Te lecomunicações do E stado d e Santa Catarina S/A "O Estado ", que deixou de circu lar e m 1902 e ressurgiu em 1915, é conside rado como o mai s
- TELES C, to rnando-se uma das primeiras su b sidiárias da Telecomunicações do Brasil S/A - TELE -
BRÁS.
antigo dos diários catarinenses. A seguir foram lan çados: "Co rre io do Povo" e m Jaraguá d o Sul, em
1919; "A Notícia" e m Join villc, e m 1923 ; " A Gazeta" e os " Diári os da Justiça e Oncial de Santa Catarina"


Ao final d e 1974, foram inauguradas 2 ce ntrai s, e m 1975, outras 29 e ram ativadas; e m 1976, mais em Florianópolis, e m 1934; "Jornal d o Povo" e m ltajaí, e m 1935; " Barriga Ve rde" em Canoinhas ,
63; e, e m 1977, 27 novas centrais. Em 1978, a TELESC já e ra con side rada a segun da e mpresa do e m 1937; e o "Corre io Lageano " em Lages , em 1939.
Sistema TELE BRÁS a atender a totalidade d e seus municípios. Ao final d e 1979, u m novo marco
era atingido , o DDD chegava a todos os municípios de Santa Catarina.
A partir d e novembro d e 1975, o E stado passou a co ntar co m o serviço de Discage m Direta Interna-
Até meados de 1986, a quantidade de jornais si ndicali zados à di sposição dos leitores ch egava a
73, dos quais 5 na Capital.

cio nal - DOI , que perm ite ligações telefônicas com mais d e 140 países.
Em 1986, o númc ro de terminai s telefônicos in stalados e em serviço no Estado d e Santa Catarina ENERGIA ELÉTRICA


e ra 177 .279 e 171.209, res pectivamen te. Ap6s a 2 ~ Guerra Mundial , verificou-se um gra nde desen volvimento indu strial , fazendo com que
as companhias regionais Força e Luz e Empresu l, respon sáveis pelo fornecime nto d e energia e létr ica


Correios e Telégrafos no vale do Itajaí e Joinville e arredo res, respectivamente , não conseguisse m su prir a d ema nda. A
Em 1969, o Departamento de Correios e Tel égrafos - DCT foi tran sfo rmado e m em presa pública, necessidade d e sanar a falt a d e oferta e a poss ibilidade d e aproveitar o cxced e nte d e carvão mineral

••
vincu lada ao Ministé rio das Comunicações, soh a denominação de Empresa d e Correios e Te légrafos produzido no E stado , levaram os gove rnos estadual e federal a implantar a Sociedade Termoe lét rica
- ECT de Capivari - SOTELCA , atual Usina Termoe lé tri ca Jorge Lacerda , em Tubarão, na d écada d e 50.
Em Santa Cata rina , a ECT possuía, em 1986, 172 agê ncias postais e telegráficas, 37 agências postais, Na etapa inicial d a co nst ru ção dessa usina, () governo federal, através da Com panhia Sidenírgica
e 147 postos d e corre ios qu e são unidades integrantes da rede postal de atendimento, instalados e Nacio nal - CSN, ins talou duas unidades de e quipame ntos importados d e 50 mi l kwh cada uma ,
operados por tercei ros através d e convênios. Além d estes , existem ainda as agê nc ias postais satélite s e o governo estadual construi u a linha d e tran smissão de Tubarão a Join ville .
e o balcão postal , que são un idades auxi liadoras. Com a implantação d a Usina Te rmoelétrica Jorge Lace rda , e xpandiram-se duas empr csas na p rodução,
transmissão c distribuição d e e letricidade: a Cen trai s Elétricas de Santa Catarina S. A . - CE LESC

Rádio
A radiodifusão e m Santa Catarin a começou em Hlume nau , em 1929, por in ieiativa do radioamad or
e a Cen trai s Elétricas d o Sul do Brasil S.A. - ELETROSUL.
A CE LESC incumbiu-se de duas tarefas prin ci pai s: a absorção das e mpresas regionais d e eletricidade,

João Med eiros Junior, que instalou , junto a uma pequena biblioteca, um alto-falante para transmitir,
em determinadas horas, trechos mu sicais.
in corporan do várias pequenas u sin as; e a im plant ação de duas linhas de tran sm issão, a prime ira da
Usina Jorge Lace rda passa ndo por Lages , até o O es te , a a segunda para Florian6polis. A ELETROSUL


pa ssou a se e ncarregar da ampliação d a Usi na Jo rge Lacerda a partir de 01.07.73, ampliando sua
Essa iniciati va re su lto u na primeira estação de rádio d o Estado, a Rádio C lube de Blum enau ,
capacidade in stalada d e 166 mwh para 232 mwh. No ano de 1986, a capacidade in stalada da Jorge
que foi instalad a em 1935 nesse município. A Capital do E stado inaugurou a sua prim eira es tação,
Lacerda alea nçou 482 mwh .
a Rádio Guarujá, so me nte em 1943.
A partir de 1945, notad am en te nas décadas de 50 e 60, surgiram uma série d e emissoras d e rádio
por tod o o Estado . N esse pe ríod o, o rádio foi o grande m e io de co municação e d e pen etração , tanto
no meio urbano como no rural , exe ree ndo fo rte influ ência no processo de politizaç,10 d a população
Em 1976, a C ELESC gerou 468.253 mwh e adquiriu 1.573.029 mwh; e m 1986 gerou 281.294
mwh e adqu iriu 5. 340.419 mwh. O con su mo estadual é basicamente indu strial (60,70% e m 1976 c
56,89% em 1986), alé m d o residencial (16,76% e 18,36%), co m ercial (11 ,44 % e 9,00%) e demais classes
(11,09% e 15,73%).
••
catarine nse.
Em 1985, existiam cerca d e 121 c missoras de rádio. Ao fin al do pri meiro semes tre de 1986, e las
e ram 130, operando e m freqüê ncia modulada , ondas curtas e ondas médias .

Televisão
Santa Catarina possu i 9 usin as hidroe lé tricas: Usina Celso Ramos (Fachinal dos Guedes) Usina
Ivo Silveira (Capinzal), Usina Pe ry (Cu ritibanos ), Usina Cave iras (Lages), Usina Cedros e Us in a Palme iras
(Rio d os Ce dros), Us ina Bracinho (Schroeder), Us in a Salto (Blum ena u) e Usina Garcia (An gelina).
E a Usin a Te rmoe létrica Jorge Lacerda , Cm Tubarão.
••
68
No início da década d e 60, su rgiu a prime ira e missora d e tel evisão em Santa Catar in a, a TV Coligadas
Os principais municípi os con su midores de eletricidade, e m 1986, fo ram : Join villc , Blumenau , Cricilí -
ma , Flo rian6polis, Bru sque, Itajaí, Tubarão c C hapcc6.

•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA COMUNICAÇÕES E ENERGIA ELÉTRICA

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TERMINAIS TE LE FÔNICOS -1989
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TERMINAIS POR MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA

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RESID~ N CIAl
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CORREIOS E TE LÉGRAFOS-1989

E TELEGRÁFICA

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LEGENDA
AGtNCIAS E POSTOS, POR
MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA
AG~ NCIA POSTA L

AG~ N CI A POSTAL

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EMISSORAS E REPETIDORAS POR ENERGIA ELÉTRI CA -1989
MICRORREGIÃO GEOGRAFICA -<1,\-

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EMISSORAS REPETIDORAS MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA
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USINAS
HIDROELETRICAS

USINAS
TERMOELHRICAS
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• FontlI' O€NTEl , 1969. Fome: CELESC - Boletim EmIisrioo. 1989.

69
SANEAMENTO BÁSICO
••
Saneame nto é toda a infra-es trutura d e a bastecimento de água c de se r viço de esgoto tratados
adequadamente . visa ndo a prese rvação ambiental c da saúde pública.
••

Em Santa Catarin a, o saneamento básico apresentava, no fina l da d écada de 60 , uma situação
b astante difíci l, pois não havia no E stado um sistema d e planejam e nto para os se rviços d e água c

••
d e esgoto, que era m precá ri os e insufici e ntes . O s recursos financeiros e ram p oucos e a ex pansão
dos se rviços não acompanhava o crescime nto da população . A exploração dos se rviços, inadequada
em sua maio ria, e ra realizada por e ntidades munici p ais care nte s d e rec ursos humanos e técnicos.
Por esses motivos, surgiu a necessidade de se r criada uma e mpresa estadual que fo sse e ncarregada
da implantação, op e ração e conservação dos sistemas d e água e d e esgo to no E stado. Ass im , e m
1970, foi criada a Com panhia Catarine n se de Água s c Saneamento - CASAN, com o objetivo d e
somar esforços com os mun icípi os para a solu ção d os problema s e xistentes. Inici alme nte, a CASA N

aSSumiu a operação d e 12 sistemas públicos d e abastecime nto d e água, que atendiam 15 municípios,
e o sistema d e esgoto sanitário de Florianópoli s.

Em 1971 , apenas 60 municípios eram abastecidos com água tratada , at e ndendo eerca d e 34 % da
população u rbana total do Estado. Sete anos após , em 1978, quase 71 % da população urbana res idente

••
e m .116 municípios já tinham água tratada para seu consumo. Destes sistemas de abastecime nto, 79
estavam sob a responsabilidade da C ASAN , 19 eram operados p e la Fundação Serviço E spec ial d e
Saúde Pública - SESP e 18 pelas prefe ituras municipai s.
A partir daí, a evolução d os sistemas d e abastecimento d e água no Estado foi bastante significativa,
ser vindo , e m 1984, a população urbana d os 199 municípios catarin e nses: 164 com abastecime nto admini s-
trado pela CASAN; 14 pela Fundação SESP; 20 pelas prefeituras municipai s; e um município (Porto
União) pela Co mpanhia de San eam e nto do Paraná.

O abastecime nto d e água em Santa Catarina é fe it o através de vários tipos de mananciai s:
a} rios - os mais utilizados d evido a abundante hidrografia d o Estado;

b) lagoas - são pouco utilizadas, se ndo aproveitadas apenas e m Ara ranguá c Laguna ;
c) poços artesianos - existentes e m 27 municípios;


d) fontes n at urais - encontrad as em apenas 5 municípios .
Quanto aos d ejetos humanos e lixo , inicialmente, não havia controle quanto ao seu destino , pois
eram depositados fora das res idências. Mais tarde, com o advento das primeiras cidades, os deje tos
domésticos p assaram a ser canalizados ao lado das ruas e a céu aberto, indo parar no mar, rios ou
vales, ocasionando a sua poluição. Com a evolução dos costumes , passou -se a implantar sistemas d e

coleta de lixo e de dejetos, mas ainda sem a preocupação com o destino final desses resíduos, que
provocariam a d eterioração ambiental. Mais tarde, pas saram a ser recolhidos, e co m o avanço da
tecnologia começou-se a construir estações de tratamento d e esgoto .
Em Santa Catarina, o se rviço de esgoto san itário pouco evoluiu , pois em 1971 havia ape nas uma
••
rede , e em 1984 , este mímero aumentou para sete , dos quais seis operados pe la C ASAN e um p e la
Fundação SESP.
A maioria dos municípios catarine n ses d es p eja o e sgoto san itário e m fossas , outros lançam no s
rios C no oceano sem tratamento ad eq uado . Baln eário Camboriú é o único município que trata o s
••

d eje tos. Florianópolis é o caso mais crítico do Estado, pois lança os deje tos diretam e nte nas baías
Sul e Norte.
Entretanto , vários municípios tê m d e monstrado preocupação quanto ao d estino do e sgoto sanitário,
elaborando projetos d e tratame nto e d e recuperação d e áreas poluídas, que ainda não foram e xecutados
por falta d e recursos e tecnologia adequada .
O lixo urbano , comumente depositado em aterros sanitários, tem se constituído e m outra preocupação
do gove rno estadual e das prefeituras catarinenses. Atualmente, as autoridades estão tomando iniciativas,
••
tais como a instalação de u sinas de reciclagem de lixo , buscando soluções para este tipo dc problema.

••
••
70

•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA SANEAMENTO BÁSICO

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•• ABASTECIMENTO DE ÁGUA POR


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• MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA - 1989 .... 0

•• TOTAL DE LIGAÇÕES
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···········200000 hab


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······100000 hab
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25000 hab .- o

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ESCALA 1 2.000000

Fome

limIte das Mlcrorreglôes Geográficas

Esgoto Urbano
CASAN / SC Fundaçio SESP. PREFEITURAS MUNICIPAtS.SAMAE SANEPAR 1989
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PROJEÇAO UNIVERSAL TRANSVERSA
DE MERCATOR
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• 71
T URISMO
••
A palavra turi smo o riginou -se do te rmo ing lê s "tour", que significa viage m , e xcursão , etc . É utilizad a
para definir o ato d e ir a lugares, só ou em grupos, pe rman ece ndo p or algum te mpo fo ra d e se u
No município de Criciúma ex iste uma mina m odelo, o nd e pode-se observar tod as as e tapas da
e xtração do carvão mine ral.
Ainda no sul, outras atrações são os balneá rios hidro m ine rai s te rm as do Gravatal, no município
••

local d e orige m . Essa pe rmanê nci a, qu e não seja por fu nç,l.o re mune rada , pod e ser po r vários moti vos
como fé rias, saúd e, e tc. d e m es mo nome ; te rm as da Guarda , e m Tubarão e o porto d e Imbituba. No município d e Orlea n s
Dentro do conte xto social , cultural e eco nômico, o turi sm o re veste-se d e grande importância, p ois, en contra-se o único mu se u ao ar li vre da Am é rica Latin a, re tratando a co lonização italiana da região ,
alé m d e ampliar indi vidualmente o círc ulo de rel acio nam e nto das pessoas, poss ibilita maior in crem e nto
cultural pela comparação das diversas características regionais c/o u nacionai s.
É font e ge radora d e lucros e e mpregos, constituindo-se muitas vezes e m base da econo mia regional.
Santa Catarina reúne dife re ntes características, de terminando seu alto pot e ncial turístico , ond e
e també m o paredão d e 130 m e tros quadrados, o nde o escu lt or "Zé D iabo" e te rnizou personage n s
bíblicos. A F es ta do Vinho no município d e Urussanga é o utra grande atração turística, alé m do fam oso
Farol d e Santa Marta , em Lag una .
Na re gião do Vale do Itajaí encontram-se casas com e stilo e nxaim el em Blumenau e indú strias
••

se e ncontra uma varie dade de atrações naturais rarame nte igualadas, qu e vão desd e o litoral pontilhado têxte is e de cristai s, onde acontece todos os anos a " OKTOBERFEST", consagrada fe s ta , co m baile s,
d e praias, passando p elos Campos de Lages, até o Oe ste com suas e staçõe s te rm ais. muito chopp, comida, traje s e bandas típicas ale mãs.


Alé m das belezas naturais , a qu estão c ultural det e rminada pelas diferentes coloni7..ações innuiu Esse es pírito de fes ta prevalece em todo o vale, com o em Pom e rodc, conhecida por cidad e m ais
marcadam e nte na vocação turística do Estado. ale mã com suas famosa s porce lanas ; Bru sque, que é consid e rada o " Be rço da Fiação ", d estacando-se
també m co m a F esta Nacional d o Marreco e da F esta d e Azambuj a, esta última d e cunho religioso.


O imigrante açoriano, deixou marcantes características e m todo o litoral , principalmente no folclore,
artesanato e gastronomia. O imigrante alemão d esenvolveu a região do Vale do ltajaí, assim como Em Trombudo C e ntral te m-se mais uma fonte de águas te rmais. A Exposição Nacional d a Ce bola,
a região Norte, implantando grandes e diversificados centros industriais , perpetuando , ao me smo tempo , no município d e Ituporanga, pos sui també m grande rc pe rcu ssão turística.
suas ricas tradições germânicas. O imigrante italiano desenvolveu grande s áreas nas regiões do Oeste
e Vale do Rio do Peixe, onde floresce u a vitivinicultura e a agropecuária. O imigrante polo nês , juntamente
com o ale mão , ajudou a implantar a indústria tê xtil, hoje disseminada e m todo o Vale do ltajaí. As
demais ctnias, com seu esforço e sua c ultura, també m muito colaboraram para o dese nvolvimento
Na região serrana, percorre ndo a se rra d o Rio do Rastro, atinge-se u rna altitude d e 1. 360 me tros
para se chegar a São Joaquim , uma das poucas cidades brasile iras onde ocorre o fen ôm e no d a neve .
Em Lages, es tão as faze ndas d e gado c o Parqu e das Pe dras Bran cas,onde o turi smo ru ral cstá
se d estacand o através da implant ação dos hoté is-faze nda.
••
de Santa Catarina.
Na região Norte , os municípios d e Joinville, São Bento do Sul e Rio Negrinho gu ardam as tradiçõe s,
os usos e os costumes quc le mbram a colonização germânica . C omo atrações turísticas d e Joinville
figuram a Exposição das Flore s, os bailes e festi vais do chopp c os torneios d e "s katt" com caracte rísticas
As fe stas da maçã são tradicionai s e m muitos municípios nesta região .
Na região do vale d o Rio d o Pe ixe e ncontra-se Vide ira , onde es tão localizad os grand es abat ed ouros
d e aves e suínos, além da vitivinicultu ra.
O clima te mpe rado dessa re gião fa vo rece o culti vo d a maçã e faz d o municípi o de F rai bmgo um
••
••
alemãs. dos maiores produtores desta fruta , a níve l nacional.
Em São Be nto do Sul c Rio Negrinho e ncontram -se fábricas dc móve is de grande re levância a Treze Tílias, no m es mo vale, é con sid e rad o o maio r ce ntro de p rod ução d e artes sacras d e Sant a
níveis e stadual e nacional. São Francisco d o Sul , com suas igrejas , casas coloniais e ru as e streitas, Catarina. Foi fundada por au stríacos e é con side rada o "Tirol Bras ile iro" . Obras d e art is tas locais
recorda a colonização açoriana , tendo grande importância turística por ter sido a prim eira cidade d o fazem parte do ace rvo da Catedral de Brasília (Distrito F ed c ral).
Estado e poss uir o maior porto catarine n se , através do qual é e scoada grande pa rt e da produ ção Na re gião O cs te , lIma das maiores atrações é o rio Uru guai qu e, n o município d e Concó rd ia,
industrial e agrícola do Estado .
Na região do litoral norte estão localizados os mais belos recantos do Sul do Brasil, es pecialmente
na localidadc dc " E stre ito do Rio U ruguai " , d ese mboca num vão d e ape nas 60 cm , de ond e se pod c
atravessar d e uma m argem para outra d esse local. A poucos m etros dc di stância , ex iste uma fo nte •
Balneário Camboriú , Piçarras, Porto Be lo e Itapema , polos turísticos com red e hot e le ira d e alta categoria .
Em Balneário Camboriú encontra-se um grande comple xo turístico ~ cultural e de pesquisas do Estado,
o Parqu e Baln cário Camboriú da SANTUR S .A.
Nessa região e ncontra-se ainda o município de ltajaí que possui um d os três portos d o Estad o,
natural ch amada "Passo das Formigas" , onde o rio d esaparece sol, as rochas.

A localização geog ráfica e os acessos rod ov iários co nfe re m às duas mai ores cidad es d a região, C oncórdi a
e C h ap ecó, urna posição es trat ég ica no Oe ste catarin e n se, funci onando co m o ce ntro s d e apo io ao
••
com grande importância na exportação dos produtos catarine n ses.
No litoral centro lo c aliza~ se a Ilha d e Santa Catarina, ond e se situa Florianópoli s, a C apital d o
Estado . A ilha p ossui 42 praias, duas baías (a norte e a su l) e duas pont es qu e a une m ao contin cnte :
a hist órica Hercílio Luz , uma das maio res ponte s pê n sei s do mundo, e a Colombo Machado Salles ,
por onde trafegam milhares d e veículos diariamc nte .
corredor das e stâncias hidromine rai s d e Águas d e C hapecó, São Carlos, Palmit os e Caib i. Áreas d e
camping, florestas e qu ed as d 'água das mais variad as altitud es, d estacando-se es tas em Abelard o Luz,
co mpl etam as atraçôes turíst icas da região co m se u re levo caracte risticam en te o ndu lad o.
F estas trad icionali stas gaúch as são comun s nessa região, atraindo grande míme ro d e pessoas p ara
as mesm as .
••
No norte d a ilha estão as praias d e Canasvie iras, Jure rê , Ponta das Canas, Ingleses e Brava; no
sul e stão as d e Armação , Pântano d o Sul , Campeche e a hi stórica Ribe irão da Ilha, b e rço da colonização
Alé m d os eventos c ulturais, as atividades econô m icas també m atrae m turistas , através da F esta

••
E stadual do Milho e m Xanxcr ê, da F esta Nacional do Fran go, e do P eru . d o Coste lão e m C hapecó
açoriana, com sua arquite tura típica. e a F es ta Nacional do Leitão Assado e m C oncórdia.
Na costa les te está a s ua maior atração, a lagoa da C once ição , que pode ser vista d o alto d o morro No litoral, uma das maiores expressões do folclore catarine nse é a dança do " Boi-de- Mam ão" ,
das Se te Voltas, com suas dunas brancas e a Ave nida das Rende iras, onde se comercializa rendas de influê ncia açoriana. No Vale do Itajaí e no N orte d o E stado reali zaram-se festas, d an ças, cânt ico s
d e bilro e fruto s d o mar. Próximas à lagoa , localizam -se as praias da Joaquina e Mole , as preferidas e tradiçõe s d e nítida conotação germânica . Já na re gião onde se instalaram os italianos , ocorre m as
pelos jovens, onde constanteme nte realizam- se campeonatos de "surf ·. Na Barra da Lagoa pode -se
acompanhar movime ntados arrastões d e tainha no inve rno e a resp ectiva fe sta tradicional.
Outras atrações turísticas qu e me rece m d cs taque em Florianópolis são: o Forte de São José d a
Ponta Grossa; o Forte d e Santa Bárbara ; o Morro do Antão, conhecido co mo " Mo rro da C ru z", !\:1irant e
fc stas re ligiosas e as que giram c m torno d o cultivo da uva .
O artesanato, uma das mais originais e es pontâneas manifes taçõe s d a cultura de u m gru po sociaL
destaca-se e m Santa Catarina p ela infl uê ncia das três m aio res corre ntes im igratórias. No litoral, há
as re ndas d e bilro e crivo , alé m da ce râmica popular , tanto fig urativa com o utilitária, u sando motivo s
••
onde se vislumbra uma be la vista d a cidade; e o carnaval , um dos mais populares do Brasil.
Próximas à Capital , locali zam -se a F ortal eza da Ilha d e Anhato mirim , as te rmas d e Caldas d a
Imperatriz e Águas Mornas, conhe cidas nacional e inte rnacionalm ente pe la alta te mpe ratura de s uas
águas radioati vas com propriedades co mprovadam e nte be né ficas à salÍde .
Na região Sul, es ~á Laguna , cidade tombada pe la ESPHAN , palco da Re pública Juliana ; e os muni ~
domés ticos e também fi guras folcló ricas.
No vale do ltajaí e n contra~se um artesan ato mai s sofi sticad o, d es tacando-se os bord ad os, as bon ecas
d e palha e m trajes típico s, as jó ias e m osso e e m m etal e, ainda, os obje tos fe itos c m b amb u.
Finalme nte , pode ~ se con statar que todas estas manifestações c ulturai s, sócio -eco nô m icas e físicas
d o E stado d e Santa Catarin a con stitu e m -se e m p onto s d e atração tu rís t ica d e grande re pe rc ussão
••
72
cípios de Garopaba , Jaguaruna e Içara, que poss ue m be las praias e lagoas com colônias de pescadores. a níveis cstadu al, nac ional e inte rnacional.

•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA TURISMO

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2- Litoral Norte ..,


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3· Litoral Centro

• 4· Região Sul
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• 5· Vale do ItaJaí

6- Região Serrana ® PrinCipaiS Portões de En trada


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7- Vale do Peixe -+ Aeroportos


ESCALA 1 2000000

8- Região Oeste

Fonle' SAHTUR / SEPLAN 1988


PrinCipaiS Rodovias
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PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA


DE MERCATOR UTM
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• UNIDADE V
•• ESTRUTURA URBANA

•• Evolução Urbana
Evolução dos Aspectos Urbanos de Algumas Cidades
••
••
••

••

••
••
••
• 75
EVOLUÇÃO URBANA
••

••
As cidades catarincn ses tê m evoluído em e tapas sucessivas, coi ncid indo co m marcos d o d esenvol- Lages - Con stitui-se no mais importante ce ntro de serviços do planalto catarine n se e importante
vimento econômico. centro industrial nos seto res de papel e pape lão e d e made iras. Em 1980, a população urbana re presentava
Dentro de uma região existem cidades em estágios diferenciados de crescime nto , polarizadas por 5,74% do total da população urbana es tadual.
um centro d e maior p orte ou d e maior nível hi er árquico, formando a red e urbana regio nal. Itajaí - É o mais important e centro portuári o catarine nse. Em 1980, a população urbana re presentava
O estudo d a evolução da re de urbana catarin CIl SC permite compreender a organização esp acial 3,66% do total da população urbana d o Estado.
existe nte:
I - A urbanização antes de 1940 e ra in expressiva . A economia estadual era essencialm en te agrícola,
vo ltada à exploração do minifúndio familiar. As dificuldades d e tran sporte não permitiam uma vida
econômica integrada, gerand o red es urbanas praticam e nte inde p ende ntes, conhecid as como "ilhas econô-
Criciúma - Torn ou-se o mais important e centro de ser viços do Sul d o Estado, a pa rtir da década
de 60, devido a uma taxa de crescimento populacional bastante elevada. S1.; as fun ções estão dire tamente
ligadas ao d ese nvolvim e nto da indú stria ex trativa mine ral (carvão) e de minerais não -metálicos (ce râmica),
despontando co mo ce ntro indu strial da região sul.
••

micas", tais como: - no planalto Pastoril , Lages p olari zou a red e d e cidades que surgiram e m função Tubarão - N o pe ríodo de 1960 - 70, suas taxas de crescime nto d eclinaram significativamente
da criação de gado; - no litoral , várias rede s urbanas formaram-se em função dos portos: a) Blume nau e seu crescime nto manteve-se, basicamente, ligado à indú stria do carvão. O estabe lecimento de novas


dividia sua polaridade com Itajaí, cidade po rtu ária, respon sável p e la importação e exportação de produtos atividades industriais de caráter duradouro e auto-s uste ntável alteraram para melhor s uas perspectivas
des ta rede , cujas cidades apresentavam características industriais ; b) Joinville dividia sua polaridade futuras , com reflexo na expansão de se u sítio urbano.

••
com São Francisco do Sul, cidade portuária; e c) Laguna polarizava as cidades do Sul do Es tado , Chapecó - A mais importante cidad e do oeste do Estado co nstituía -se, até 1960, e m p eque no
pela fun ção portuária. Florianópolis apesar de apresentar um porto na época, seu crescimento ocorre u núcleo urbano . Hoje está incluída no rol das maiores do Estado devido a s ua posição fun cional, d estacan-
e m virtude de sua condição d e centro político-administrativo (capital do E stado) e prestador de serviços; do -se com o principal ce ntro prestador de se rviços, centro agroindustrial e foco irradiador sobre a
- no Meio-Oeste, Caçador e Cruzeiro (hoje Joaçaba) e ram localidades ce ntrais, mantendo interd e pe n- front eira agrícola. Na d écada d e 60, apresentou um cresci me nto po pulacio nal d e 6,4% ao ano , elevando-se
dência e ntre si. Caçador di stinguia-se como centro indu strial e Joaçaba co mo ce ntro de serviços. no pe ríodo 70 - 80 para 10,5%.
n - A orige m dos núcleos urbanos a partir d e 1940 foi bastante h ete rogê nea . Em cada região,
dive rsas foram as iniciativas d e povoame nto. As populações inicialm e nte isoladas em suas áreas, aos
poucos expandiram -se. As trocas int ernas no seto r primário intensificaram-se até a década d e 50, d esenvol-
vendo um sistema de tran sportes entre os centros urbanos, o que permitiu a estrutu ração do em brião
São José - Em 1980, apresentou um aumento populacional de 169% em re lação a 1970, tornando-se
a 6~ cidade mais populosa do Estado. É centro prestador d e serviços e sed e d e peque nas e médias
ind Ústrias.
Alé m das cidades citadas, o Estado conta com um conjunto d e 21 cidades d e port e intermediário,
••

da atual red e urbana. com população urbana entre 15.000 e 50.000 habitantes (1980). São co nside radas ce ntros complementares
III - A partir da d écada de 60, o comércio torn o u-se inten so e a agricultura especializada, permitindo com fun ções específicas. Estes centros, por ordem decresce nte d e grandeza d a população urbana,

••
a estruturação d a agroindústria, como importante re fl exo na re d e urbana que , d e 52 sed es municipais são: Bru squ e, Rio do Sul, Jaraguá do Sul, São Be nto do Sul, Canoinhas , Laguna, Curitibanos, Mafra ,
e m 1950, passou para 102 e m 1960. Caçador, Araranguá, Porto União, Concórdia, Joaçaba, São Miguel d 'Oeste , Videira, Inclaial , Rio Negri -
IV - As atividades industriais poporcionaram m aior re torno econô mico d o que a agricultura a parti r nho , Xanxe rê, São Francisco do Sul, Campos Novos e Imbituba.
da década de 70, atraindo para as cidades grande contingente populacional d o campo. O núm ero Segundo este crité rio p opulacional , inclui -se ainda Biguaçu, Palhoça e Balneário Camboriú. As
de municípios passou para 197 e m 1970, totalizando 199 e m 1982, com a criação de Otacílio Costa duas prime iras são conside radas como expansão da cidade d e Florianópolis. Já Balneário Camboriú
e Correia Pinto. Paralelamente a este processo d e urbanização, h ouve ex pan são da re d e viária no
mesmo período.
Em Santa Catarina, como no Brasil , te m -se a prese nça dos maiores e mais importante s núcleos
urbanos numa faixa litorân ea d e menos de 50km d e largura. Alé m desta faixa, que coincide com
impõe-se mais p e la g rande população flutuante na é poca d e ve raneio, e ncontrando-se em processo
d e conurbação com a cidade d e Itajaí.
As d e mais cidades não citadas cumprem, basicam e nte , fun ções d e centros prestadores de serviços
ao meio rural circu nvizinho . O volum e popu lacional das m es m as é infe rior a 15 .000 habitantes na
••
a barreira re presentada pelas Serras do Mar e Geral, apenas Lages, importante e ntroncam e nto viário,
se des tacou antes d a d écada de 50.
área urbana, e te ndem a declinar a sua participação n o total estadual à medida em que as maiores
cidades vão aumentando a sua participação e incrementando se u volume populacional.

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Florianópolis, Hlume nau , JOin ville e Lages foram, d esd e 1940, os maiores centros d o Estado, refle- A caracte rística importante e peculiar da atual rede urbana catarine n se é o tamanho d as suas cidades.
tindo o e quilíbrio da rede urbana catarinensc. Santa Catarina é o único E stado cuja maior cidade não é a capitaL Nenhum o utro Estado d a Federação
O oeste recebeu um g rande contingente migratório e , em con seqüência, teve um acelerado cresci- possui uma rede urbana tão eq uilibrada, se m os proble mas de aglomerações gigantescas ao redor
mento econômico e populacional. D e poi s d e 1970, com a melhoria do siste ma viário que integrou d a capital. No e ntanto , seu espaço urbano é fortemente popularizado por Cur itiba e Porto Alegre ,
mais o E stado no sentido leste-oeste , algumas cidades ganharam d es taque. Chapecó, com o exemplo, devido a ausência de uma m etrópole estadual.
assume hoje o papel de grande centro regional d e todo o oeste catarin e nse.

Aspectos Gerais das Princip ais Cidad es Catarine n ses:
Florianópolis - constitui-se na capital político-administrativa e principal centro de serviços, conce n-
trando 7,5% da população urbana estadual em 1980 . Pode-se co nside rar Florianópo lis dentro de um
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proce sso d e pré -metropolização, baseado na expansão física, ou seja, pe la proximidade com as cidades
de São José, Palhoça e Biguaçu.
Join ville - Passando da quarta posição e m 1950, para a prime ira e m 1980 na hie rarquia estadual ,
detinha mai s d e 10% da população urbana do Estado , constituindo-se no principal pólo dinâmico
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de conce ntração indu strial. Pe las suas atividades indu striais (setor metal-mecânico), exerce, ainda hoje ,
forte influê ncia sobre o norte e nordeste do Estado, além de mante r vínculos co m os pólos naci onais,
princ ipalm e nte São Paulo.
Blumenau - Con stitui -se em importante p ólo de concentração de indústrias tradicionai s, principal-
mente do ramo têxtil , voltadas para o m e rcado nacional e internacio nal , além d e exercer fun ção d e

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centro pre stador de serviços no vale d o rio Itajaí.


•• ATLAS ESCOLAR DE SANTA CATARINA EVOLUÇÃO URBANA


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