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12/27/2017 Código de Obras de Poá - SP

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LEI Nº 276/53 DE 07 DE ABRIL 1953.

"INSTITUI O CÓDIGO DE OBRAS."

Dr. Guido Guida, Prefeito Municipal de Poá, no uso de suas atribuições legais, sanciona e promulga, por
decreto da Câmara Municipal, a seguinte Lei:

Art. 1º Nenhuma edificação poderá ser realizada nas 1ª e 2ª Zonas dos Distritos da Sede e de Paz, sem a
previa aprovação de planta e a expedição do respec vo alvará de construção, alinhamento e de
nivelamento, nos termos do presente código de obras.

§ 1º - Nas 3ª e 4ª Zonas, serão permi das construções mediante previa aprovação de "croquis" assinados
pelos responsáveis e desde que haja expedição do respec vo alvará de construção de alinhamento.

§ 2º - Entenda-se por 1ª e 2ª, 3ª e 4ª Zonas as an gas Zonas Central, Urbana, Intermediaria e Rural,
respec vamente.

Art. 2º Nas plantas e "croquis" deverá figurar obrigatoriamente a situação do imóvel a ser construído, de
modo que sejam mencionados os nomes dos proprietários dos terrenos limítrofes bem como os nomes das
vias publicas que circundarem a quadra onde vai ser realizada a construção.

Art. 3º Também dependerão de alvará de construção e lineamento os pedidos de reforma ou aplicações de


prédios, bem como a construção de muros, cercas ou trabalho que importe em movimento de terra a ser
feito nas vias públicas do Município.

Art. 4º Serão proibidos as construções conhecidas com a denominação de "cor ços".

Art. 5º As obras que não forem realizadas nas condições deste código serão interditadas pelo Prefeito e
demolidas por conta do proprietário si, dentro de sessenta (60) dias, não forem regularizados as exigências
legais.

Art. 6º Para obter o alvará de construção deverá o interessado em requerimento ao Prefeito, submeter o
projeto da obra a aprovação da Prefeitura.

§ 1º - O requerimento deverá indicar com precisão onde será feita a construção e nome do construtor
responsável.

§ 2º - Acompanharão o requerimento:

a) prova de propriedade do terreno;


b) quatro vias do projeto de construção;

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c) memorial descri vo das obras.

Art. 7º No projeto deverão ser representados:

a) Situação da construção no terreno, observando o ar go nº 2;


b) Perfis longitudinal e transversal do terreno;
c) Orientação magné ca.
d) Planta da construção mostrando todas as suas dependências e indicando seus des nos e suas dimensões;
e) Cortes transversais e longitudinais da construção, indicando nestes os pés direitos e os vãos de portas e
janelas devidamente dimensionados, inclusive os alicerces.
f) Fachada indicando qual a natureza do remanejamento a empregar, sendo que no prédio de esquina serão
apresentados as duas fachadas.

§ 1º - As escalas mínimas aceitáveis, são: 1/200 para os itens "a" e "b", 1/100 para os itens "d", "e" e "f".

Art. 9º Nos projetos de reforma, acréscimo ou reconstrução, serão representados:

a) a nta preta as partes conservadas;


b) a nta vermelha as que verem de ser construídas.

Art. 10 - Todas as peças do projeto de construção deverão ter as seguintes assinaturas autografadas.

a) do proprietário do imóvel ou de seu representante legal.


b) Do construtor;
c) Do vendedor compromissário si o imóvel for adquirido por caderneta de compromisso de compra e
venda.

Art. 11 - Depois de estarem devidamente visados pelo Serviço Sanitário do Estado terão o seguinte des no
os projetos de construção: - dois (2) exemplares serão entregues as partes interessadas e um deles ficará
arquivado na Diretoria de Obras e Serviços Públicos da Prefeitura Municipal.

Art. 12 -Si os projetos não es verem completos ou apresentarem pequenas inexa dões, poderão os
interessados fazer tais re ficações sem provocar emendas ou rasuras ou apresentar, em separado, desenhos
em quatro vias devidamente auten cados.

O alvará de licença será expedido dentro de vinte (20) dias da data da entrada do requerimento na
Art. 13 -
Prefeitura.

Parágrafo Único - Será cancelada a licença si o alvará não for re rado dentro de trinta (30) dias da data da
aprovação da planta.

O exemplo do projeto aprovado, entregue ao interessado, deverá estar sempre no local das obras,
Art. 14 -
a fim de ser examinado pelas autoridades encarregadas da fiscalização.

Art. 15 - As licenças de construção perderão o seu valor si esta não for iniciada dentro de dois (2) anos da
data da aprovação do projeto.

Art. 16 - É licito à Prefeitura exigir cálculos de resistência e de estabilidade apresentados pelo interessado

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nos casos de construção de muros de arrimo e de pontos de concreto ou de alvenaria.

Capítulo II
DAS DEMOLIÇÕES

Art. 17 - Os proprietários de prédios, muros, ou de qualquer edificação que ameace ruína ou perigo ao
público serão in mados a demoli-los.

Si a exigências do ar go anterior não for cumprido dentro do prazo estabelecido pelo Prefeito, este
Art. 18 -
mandará proceder imediata demolição por conta do interessado.

Capítulo III
DAS VISTORIAS E DO HABITE-SE

Art. 19 - A Prefeitura fiscalizará as construções, arquivamentos e retalhamentos, de modo a serem


executados de acordo com os projetos aprovados.

Art. 20 -Qualquer que seja a construção, ao ser terminada o seu construtor ou o seu proprietário, requere
vistoria da Prefeitura e a expedição do alvará de habite-se.

§ 1º - Ao serem instalados teatros, cinemas, circos e outras casas de diversões, o proprietário ou o locatário
será, antes de franqueá-las ao público, também obrigado a requerer vistoria da Prefeitura para verificar as
condições de higiene, segurança e comodidade, ainda que essas casas de diversões não sejam de construção
recentes.

§ 2º - À idên ca obrigação ficam sujeitos os proprietários ou lactários de hotéis, hospitais e casas de saúde.

§ 3º - Uma vez expedido o alvará de habite-se, cujo despacho deverá constar também e obrigatoriamente
nas plantas existentes em poder do proprietário e no arquivo da Prefeitura, não serão permi das quaisquer
modificações nos prédios, com que estes sejam preenchidas de novo processo de aprovação pela autoridade
competente.

Art. 21 - Em qualquer tempo que venha a ser verificada a irregularidade de falta do despacho de habite-se
nas plantas, ficará os proprietários obrigados ao pagamento dos impostos devidos e calculados desde a data
da aprovação deste código.

Capítulo IV
DOS ALINHAMENTOS E DOS ARRUAMENTOS

Art. 22 -Na 1ª Zona as edificações des nadas ao Comercio poderão ser levantadas no alinhamento da via
pública, junto às divisas laterais ou afastadas destas no mínimo dois (2) metros, quando devam receber luz e
ar por essas faces, e desde que a via pública em questão já disponha de largura em condições legais.

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Parágrafo Único - Nos demais casos impõe-se levantamento das edificações com o recuo necessário e de
modo a respeitar o alinhamento futuro e defini vo da via pública.

Art. 23 - As edificações residenciais será recuadas (4) quatro metros do alinhamento da rua, seja em Zona
que for, e afastadas de pelo menos uma das divisas laterais.

Os lotes de terreno não edificados serão murados nas divisas com as vias públicas, quando estas
Art. 24 -
forem calçadas.

Art. 25 - As construções nos lotes de esquina terão o cento cortado no alinhamento das vias públicas.

§ 1º - O canto da edificação será cortado no mínimos até dois e meio (21/2) metros a par r do cruzamento
dos alinhamentos.

§ 2º - Só é exigido o corte do canto do andar térreo da edificação.

§ 3º - Também é exigido o canto cortado nos muros de fecho.

Art. 26 - É proibida a abertura de vias de comunicação no município sem previa licença da Prefeitura.

§ 1º - Os interessados na abertura de vias públicas deverão requerer diretrizes para arruamento, juntando ao
pedido prova de propriedade e três (3) copias da planta na escala de 1/1000, contendo:

a) limites e confrontações;
b) curvas de nível de cinco (5) em cinco (5) metros.
c) Situação;
d) Orientação.

§ 2º - Depois de examinados e julgados bons os tulos apresentados, a Prefeitura fornecerá as diretrizes


para o arruamento, constantes de:

a) acessos a gleba atendendo à con nuação das ruas oficializadas.


b) Eixos e larguras das avenidas;
c) Largura mínima das ruas;
d) Área e localização de uma ou mais praças;
e) Áreas mínimas totais de ruas, praças e espaços livres;
f) Marcos e estacas;
g) Rampa máxima;
h) Frente a área mínima dos lotes;

§ 3º - De posse dos elementos acima, o interessado fará juntar ao processo o projeto defini vo contendo:

a) planta geral, na escala de 1/1000, com todos as praças de comunicação e espaços livres;
b) indicação dos marcos de alinhamento e nivelamento,
c) sistema de escoamento das águas superficiais;
d) retalhamento das quadras em lote;
e) memorial descri vo.

Art. 27 - Não poderão ser arruados terrenos baixos ou alagadiços, sujeitos a inundação, sem ser antes

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tomadas as providências necessárias ao escoamento das águas.

As vias de comunicação sem saída deverão possuir na extremidade fechada uma praça de retorno
Art. 28 -
de veículos.

Art. 29 - A Prefeitura não poderá, em hipótese alguma, autorizar iluminação pública, receber em doação ou
pedir oficialização de vias públicas que não tenham a largura mínima de doze (12) metros.

Poderá ser permi da, em caráter par cular, a abertura de ruas com menos de doze (12) metros de
Art. 30 -
largura nos termos da Legislação que rege o assunto.

Art. 31 - Os cortes e aterros não poderão ter a altura superior a três e meio (31/2) metros.

Art. 32 - A largura de cada passeio deverá ser pelo menos um oitavo do total de largura da rua.

Art. 33 - A Prefeitura somente poderá receber a escritura de doação de qualquer via de comunicação depois
de expedida a competente Lei.

Parágrafo Único - Esse recebimento será feito após a demarcação das quadras e a execução das ruas por
parte e a custa dos proprietários.

Art. 34 - Não poderão ser oficializadas as ruas que es verem em desacordo com os termos deste Código.

Art. 35 - Não caberá à Prefeitura responsabilidade alguma pelas diferenças de áreas nos lotes ou quadras
vendidas por terceiros.

Capítulo V
DOS EMPLACAMENTOS DAS CASAS E VIAS DE COMUNICAÇÃO.

Art. 36 - É priva vo da Prefeitura o emplacamento das vias de comunicações e a numeração das casas.

Art. 37 - Cabe à Câmara Municipal expedir as Leis dando denominação às ruas, avenidas e praças públicas.

As casas serão numeradas de uma à outra extremidade da via pública por uma serie de números
Art. 38 -
correspondentes a cada lote, sendo os números pares distribuídos pelo lado direito e os impares do
esquerdo.

§ 1º - Essa numeração obedecerá ao numero de metros corridos pela frente da via pública e contados a
par r do cruzamento com a via onde teve origem.

§ 2º - Os dizeres do emplacamento das vias de comunicação e da numeração dos edi cios serão colorido
azul, si oficial, e vermelho, si par culares.

Capítulo VI
DOS CONSTRUTORES

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Art. 39 -Para dirigir as obras de qualquer edificação necessário que o construtor tenha diploma de
engenheiro ou tulo registrado e esteja quite com a Fazenda Municipal.

Art. 40 - O registro de tulos ou diplomas depende de requerimento ao Prefeito, acompanhado dos


documentos exigidos pelas Leis Federais em vigor, devendo o registro constar de livro especial.

Os construtores licenciados poderão ser suspensos até seis (6) meses; sempre que prosseguirem
Art. 41 -
edificações ou construções que tenham sido embargadas pela Prefeitura.

Art. 42 - É vedada a concessão de "habite-se" sem haver parecer por escrito do Fiscal e Encarregado de
Obras da Prefeitura.

Em toda construção, e em lugar bem visível, deve haver uma placa contendo o nome e tulo do
Art. 43 -
profissional, responsável pela obra.

Art. 44 - Os projetos de arruamentos deverão ser assinados por engenheiros registrado na prefeitura.

Capítulo VII
DOS EMOLUMENTOS E PENAS

Art. 45 - Toda e qualquer obra fica sujeita a embargo das seguintes condições:

a) quando a construção for iniciada sem planta devidamente aprovada;


b) quando for executada em desacordo com o projeto aprovado;
c) quando a edificação, durante a sua execução, vier representar defeitos técnicos de construção, depois de
devidamente constatados.;
d) quando o construtor responsável não for registrado.

§ 1º - Verificada pelo órgão fiscalizador da Prefeitura qualquer infração, o Prefeito providenciará ao imediato
embargo das obras.

§ 2º - Desse embargo será lavrado auto, no ficando interessado por escrito e convidando-o pronunciar-se
no processo.

§ 3º - O levantamento do embargo depende de requerimento ao Prefeito, acompanhado das provas de que


forem cumpridas as exigências legais, que deram causa ao processo.

Art. 46 -Verificada a procedência do embargo e constatado a impossibilidade de se refazerem as obras,


serão estas demolidas pelo fator, em parte ou totalmente, mediante peso marcado por escrito pelo Prefeito.

Capítulo VIII
DAS CONDIÇÕES PARTICULARES DO PROJETO

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Art. 47 -Os porões não poderão ter altura inferior a cinqüenta (50) cen metros, serão providos de
ven ladores protegidos de grades de malha estreita e terão o piso impermeabilizado.

Art. 48 - Nas lojas são exigidas as seguintes condições:

Art. 49 - A natureza do reves mento do piso e das paredes depende do fim a que se des na o
compar mento, de acordo com as Leis estaduais.

Cada pavimento do prédio deverá ser construído de acordo com as condições especiais desta Lei,
Art. 50 -
tendo em vista o respec vo des no.

Capítulo IX
DAS CONDIÇÕES GERAIS DOS COMPARTIMENTOS

Art. 51 - Nenhum compar mento poderá ser subdividido por meio de tabique, biombo, reposteiro ou
qualquer disposi vo fixo ou móvel sem que cada um dos compar mentos resultantes obedeça por completo
às exigências deste Código, com si fosse independentes.

Art. 52 - Os dormitórios ou salas de estar terão pelo menos uma janela voltada para uma das faces norte,
leste ou oeste.

Cada compar mento, seja qual for o seu des no, deve ter pelo menos uma porta ou janela, em
Art. 53 -
plano ver cal, abrindo para o exterior do prédio.

Parágrafo Único - Podem cons tuir exceções, os corredores, até oito (80 metros de cumprimento, "hall" de
passagem, até quatro (4) metros de areia e caixa de escada, que poderão ser iluminação e ven lação por
meio de clarabóia.

Art. 54 - A janela iluminaste, limitada pela face internados vãos de portas e janelas externas de cada
compar mento, não poderá ser inferior a 1/6 da área do cômodo correspondente.

Nenhuma janela ou porta poderá ser aberta sem que, normalmente ao parâmetro externo da
Art. 55 -
parede nesse ponto, haja distancia livre de dois (2) metros.

Art. 56 - Todas as janelas dos dormitórios serão providas de venezianas.

Art. 57 - NO computo da área mínima de um compar mento será descontada a projeção da escada, até a
altura de dois e meio (2 1/2) metros.

Capítulo X
DAS CONDIÇÕES PARTICULARES DOS COMPARTIMENTOS

Art. 58 - Toda habitação par cular deve ter, pelo menos um dormitório uma sala, uma cozinha e ou
compar mento para latrina e banheiro.

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Em qualquer po de construção os dormitórios e salas não poderão ter menos de dez (10) metros
Art. 59 -
quadrados de área, e nunca menos de três (3) metros de pé direito.

Art. 60 - A largura mínima das escadas será de oitenta (80) cen metros, salvo nas habitações de caráter
cole vo, cujo mínimo será de um metro e vinte (1,20) cen metros.

Art. 61 - As escadas em caracol só poderão ser permi das para comunicações com sótãos, porões e adegas.

A largura mínima dos corredores será de um (1) metro e terão luz direta quando seu cumprimento
Art. 62 -
passar de oito (8) metros, se sendo que em prédios de habitações múl plas não poderão ter menos de um
metro e vinte cen metros (1,20) de largura.

Art. 63 - As cozinhas deverão sa sfazer as seguintes concessões:

a) deverão ter uma área de sete metros (7) quadrados.


b) Não podem ter comunicação direta com dormitórios e latrinas;
c) Devem ter o piso ladrilhado ou impermeabilizado e as paredes até um metro e meio (1 1/2) de largura,
reves das com material resistente e liso.
d) Devem ter o teto gradeado de madeira ou rede metálica que garantam a ven lação permanente.
e) Tenham o pé direito mínimo de dois e meio ( 2 1/2) metros.

Parágrafo Único - Caso haja copa con gua à cozinha, essas dependências deverão se comunicar por um vão
largo e desprovido de esquadrilhas e poderão ter ambas as áreas mínimas de sete (7) metros quadrados.

Art. 64 - Todas as chaminés devem ter a altura suficiente de modo que a fumaça não incomode os vizinhos.

As copas estabelecem comunicação entre a sala e a cozinha e não pode ter quaisquer disposições
Art. 65 -
que permitam o seu uso independente de passagem, tais como dispensa, des nada a guarda de gêneros
alimen cios, deposito de objeto e moveis em desuso, ter comunicação direta com latrinas, banheiros e
dormitórios.

Art. 66 -As copas e dispensas devem ter uma área mínima de seis (6) metros e quatro (4) metros quadrados
respec vamente, o piso e as paredes, estas até a altura de um e meio (1,50) metros, reves dos com material
liso e impermeável.

Art. 67 -Os compar mentos des nados a servir como latrinas serão dois (2) metros quadrados de área
mínima, si construídos no interior da habitação e um metro e vinte (1,20) decímetros quadrados nos demais
casos.

Os compar mentos de banho em comum com a latrina terão à área mínima de quatro metros (4)
Art. 68 -
quadrados, e em qualquer dos dois casos o piso e as paredes, estas até um e meio (1,50) metros de altura,
serão reves dos de material liso e impermeável.

Os armários embu dos serão a área mínima de três (3) metros quadrados, sendo que umas das
Art. 69 -
dimensões não poderá ser superior a um (1) metro.

Art. 70 - Nenhuma marquise pode exceder a largura do passeio nem ser maior que dois (2) metros.

Art. 71 - As garagens terão a área mínima de nove (9) metros quadrados, sendo que o lado menor terá dois

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e meio (2,50) metros no mínimo.

Art. 72 - O piso das garagens será reves do de material liso e impermeável, facilitando o escoamento, das
águas.

Art. 73 - É vedada a construção de qualquer garage sem serem previstas aberturas que garantam
permanente ven lação e dispostas ao nível do piso e sem que o pé direito tenha a altura mínima de dois e
meio (2,50) metros.

Art. 74 - Nas vias públicas sujeitas e recuos e onde os respec vos leitos fiquem no mínimo a dois e meio ( 2
1/2) metros abaixo do nível do terreno, será permi da a construção de garagens no alinhamento, desde que
sobre as mesmas haja terraço de nível não superior do terreno.

Capítulo XI
DAS CONDIÇÕES PARTICULARES DA CONSTRUÇÃO

Art. 75 - Nenhum edi cio poderá ser construído sem prévio saneamento do solo, em terreno:

a) úmido e pantanoso;
b) qual haja servido como deposito de lixo;
c) que seja misturado com húmus ou substancias orgânicas.

Parágrafo Único - Nos terrenos úmidos serão tomadas as providencias necessárias a impermeabilização das
paredes e de modo que a umidades não ultrapasse dos alicerces.

Art. 76 - Os alicerces das edificações deverão estar de acordo com as seguintes disposições:

a) a material de pedra ou jolo de boa consistência e será assentado com argamassa de cal e areia;
b) a sapata será de concreto na proporção convincente, a profundidade mínima dos alicerces será de
quarenta (40) cen metros abaixo do nível do solo.;
c) a profundidade mínima dos alicerces será de quarenta (0,40) cen metros abaixo do nível do solo.
d) Serão respaldados na altura do vigamento por meio de camada impermeabilizante.

Art. 77 -As paredes externas dos prédios residenciais poderão ter a espessura de meio jolo e somente
quando forem de um só pavimento, sendo que nos demais casos é obrigatória a construção das paredes
externas com um jolo de espessura.

Parágrafo Único - As paredes internas das edificações poderão ter a espessura de meio (1/2) jolo.

Art. 78 -Todas as paredes das edificações serão reves das interna e externamente de camada de reboco de
cal e areia ou de material apropriado ao fim a que se des na a construção, salvo nos edi cios em que o
es lo exigir material aparente ou quando este for de jolo prensados, de cantaria ou alvenaria de pedra.

Art. 79 - Toda a super cie do solo ocupado por edificações, inclusive uma faixa mínima de noventa (0,90)
cen metros construída em redor, sob a denominação de calçadas, será reves da de camada isolante de
material liso e impermeável e com declividade para o escoamento das águas.

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Os assoalhos embu dos deverão ter os caibros pintados com piche ou material equivalente antes
Art. 80 -
de serem mergulhados em concreto, de modo que este tenha a espessura mínima de oito (8) cen metros e
que na parte de baixo do caibro corra uma escada mínima de três (3) cen metros de concreto.

§ 1º - O concreto des nado nos fins previstos neste ar go deverá ser reves do de uma camada de material
impermeabilizante antes de receber a aplicação do tabuado do soalho.

§ 2º - Os barrotes terão o espaçamento máximo de cinqüenta (0,50) cen metros e deverão ter as partes
embu das e reves das de material impermeabilizante.

Art. 81 -As coberturas dos edi cios serão de telha de barrou outro material cujo emprego seja aprovado
pela Prefeitura.

§ 1º - Nos casos de prédios con guos ou geminados, que tenham uma só cobertura corrida, as paredes
divisórias devem acima do forro elevar-se até o telhado.

§ 2º - Si os forros forem de madeira deverão ser pintados a óleo ou envernizados.

Os terrenos que circundam quaisquer construções deverão ser convenientemente preparados para
Art. 82 -
permi r o escoamento superficial das águas.

Art. 83 - Os edi cios construídos nos alinhamento serão providos de calhas e condutores para escoamento
das águas pluviais, sendo que a cada cinqüenta (50) metros quadrados de telhado deve corresponder um
condutor de setenta e cinco (75) cen metros quadrados de seção.

Parágrafo Único - Os condutores con nuarão por baixo dos passeios de modo a canalizarem as águas até a
sarjeta.

Capítulo XII
DAS CONSTRUÇÕES EM GERAL

Art. 84 - A edificação principal não pode ocupar área superior a dois (2) terços da área do lote.

Art. 85 - Será permi do o emprego de barro no assentamento dos jolos nas construções de um pavimento.

Nenhum tapume ou andaime poderá permanecer no passeio por mais de cento e vinte dias (120),
Art. 86 -
a contar da data de sua colocação, cabendo a Prefeitura cobrar a importância de Cr$1,00 (um cruzeiro) por
metro de frente e por dia que exceder daquele prazo.

Art. 87 - Os tapumes não poderão ocultar as luzes da iluminação pública e nem as placas de nomenclatura
das ruas.

Art. 88 - Nenhum material des nado às edificações poderá permanecer por mais de vinte e quatro (24)
horas nos passeios ou nas ruas.

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Capítulo XIII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 89 - Nos casos omissos neste Código, será subsidiaria a legislação existente naquilo que não es ver
implícita ou explicitamente revogada, bem como o Código Sanitários do Estado de São Paulo.

Art. 90 - Este Código entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrario.

Prefeitura Municipal de Poá, 7 de Abril de 1953.

Guido Guida
Prefeito Municipal

Data de Inserção no Sistema LeisMunicipais: 01/07/2008

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