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Curso config placa de rede Windows e Linux

Existe uma infinidade de opções, modelos e marcas de interfaces ou placas de rede


(NIC - Network Interface Cards), porém basicamente todas obedecem as normas
definida pela IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers - pronunciado
"Eye-triple-E" em inglês ou "I-três-É" em português) relacionada às famílias Ethernet
que elas conseguem suportar, por exemplo, Ethernet a 10Mbps ou Fastethernet a
100Mbps ou GigabitEthernet a 1000Mbps ou os três sendo 10/100/1000 Mbps.

Veja abaixo imagens com exemplos de placas começando pelas placas de rede que já
vêm como parte da placa mãe dos computadores chamadas "onboard".

Também você pode ter placas de rede PCI ou PCI-Express (tipos de


conectores para encaixe no computador) respectivamente.
A placas de rede ou adaptadores USB/RJ-45 (USB para conectar ao
computador e RJ-45 para o cabo de rede) também são opções interessantes
quando montamos laboratórios em casa para conexão do GNS3 com switches
reais.
Por último, a placa de rede pode ter uma saída para a rede via RJ-45 (maioria
utilizada no mercado) ou com fibra óptica (mais comum nos servidores) como
foto abaixo.
O tipo de placa ou interface de rede que você deve utilizar em seu
PC/Servior/Host depende da conexão interna e do tipo de cabo que você vai
conectar externamente, como estudamos aqui.

Uma placa de rede é classificada na camada de enlace do Modelo OSI


(camada-2 ou layer-2), pois ela toma suas decisões inicialmente através do
endereço MAC que vem gravado em sua memória ROM de fábrica.

Portanto, basicamente quando sua placa de rede recebe um quadro de


camada-2 ela verifica se aquele MAC de destino do quadro é igual ao gravado
nela para saber se deve ou não processar aquela informação, se for igual ela
vai processar, ou seja, remove as informações de camada-2 e passa as
informações recebidas dentro do payload do quadro para a camada de Internet
(protocolo IP).

Se o MAC de destino do quadro for diferente a placa de rede descarta as


informações, pois não são para ela.

A excessão disso é quando no MAC de destino temos um broadcast


(FFFF.FFFF.FFFF) ou um endereço de Multicast no qual a placa de rede faz
parte daquele grupo, aí mesmo não sendo o MAC de destino igual ao gravado
nela a informação é tratada.

Essa é a forma padrão de trabalho da placa de rede em camada-2, porém


existe a possibilidade de colocar a placa de rede em modo "promíscuo" e
passar a escutar ou "sniffar" a rede, ou seja, ela captura tudo o que vem e
repassar para cima. Normalmente esse processo é feito para análise de rede
com softwares como o Wireshark ou então para fins de espionagem mesmo
(não aconselhado por ser crime!).

Sobre o endereço MAC ele é composto por 48 bits (escrito em 12 algarismos


Hexadecimais) e dividido em duas partes: OUI (24 primeiros bits) + Serial
(últimos 24 bits). O OUI é o fabricante da placa de rede e o serial é um número
de série que garante que não existam duas placas de redes iguais no mundo,
pelo menos não se ela for fabricada legalmente e não seja "pirata"...

Você pode ver o MAC da sua placa de rede no Windows com o comando
"ipconfig /all" e no Linux/MAC com o comando "ifconfig". Veja exemplo abaixo
que tirei do meu computador que tem o Linux Mint, note que a interface se
chama "eth0", no MAC normalmente ela vai se chamar "en0" e no Windows o
nome é mais comprido como "Local area connection" ou "Conexão local de
rede".

marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $ ifconfig
eth0 Link encap:Ethernet HWaddr 24:b6:fd:06:dc:17
inet addr:192.168.1.27 Bcast:192.168.1.255 Mask:255.255.255.0
inet6 addr: fe80::26b6:fdff:fe06:dc17/64 Scope:Link
inet6 addr: 2000::e0de:be9a:700c:5967/64 Scope:Global
inet6 addr: 2000::26b6:fdff:fe06:dc17/64 Scope:Global
UP BROADCAST RUNNING MULTICAST MTU:1500 Metric:1
RX packets:681622 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:495930 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
collisions:0 txqueuelen:1000
RX bytes:885195955 (885.1 MB) TX bytes:58536729 (58.5 MB)
lo Link encap:Local Loopback
inet addr:127.0.0.1 Mask:255.0.0.0
inet6 addr: ::1/128 Scope:Host
UP LOOPBACK RUNNING MTU:65536 Metric:1
RX packets:7041 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:7041 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
collisions:0 txqueuelen:0
RX bytes:796613 (796.6 KB) TX bytes:796613 (796.6 KB)
marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $

Com o OUI você consegue descobrir o fabricante da sua placa de rede em


vários sites da Internet caso você precise da informação e não tenha. Um
exemplo é o site http://www.macvendorlookup.com/ basta copiar e colar o MAC
que ele traz o fabricante.

Lembre-se que as placas de rede estão na camada-2 do modelo OSI e as


propriedades de camada-3 estão no protocolo IP que faz parte da pilha do
TCP/IP instalado no driver de rede dos computadores.

Por padrão uma placa de rede não precisa ser configurada, uma vez instalada
corretamente ela ativa automaticamente o serviço de DHCP cliente para o IP
versão 4 (IPv4) e também para o IP versão 6 (IPv6) dependendo do sistema
operacional (chamado DHCPv6 Stateful).

O cliente DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) faz com que o


computador envie uma solicitação para o servidor DHCP alocar um endereço
da sua lista disponível de IPs, por isso nada precisa ser feito e desde que o
serviço esteja presente na rede os computadores navegam pela Internet sem
necessidade de configurações adicionais na rede.
No caso do IPv6 existem outras opções de alocação dinâmica de IPs como o
SLAAC (Stateless Address Autoconfiguration) em conjunto com o DHCPv6
Stateless, porém isso normalmente é definido pelo administrador de redes e os
clientes não precisam fazer nada em suas placas de rede, ou seja, isso tudo é
transparente para os usuários finais da rede.

No caso de servidores ou se você necessitar definir de forma manual o


endereço de camada-3 no seu computador isso é feito com a alocação de um
"IP Fixo" no dispositivo. Para isso você precisa de alguns parâmetros mínimos
para a configuração, segue a lista:

 Endereço IP a ser usado no computador


 Máscara de sub-rede
 Endereço do gateway (roteador padrão local)
 Pelo menos um endereço de servidor DNS

Esses parâmetros são necessários tanto para o IPv4 quanto para o IPv6
alocado manualmente, ou seja, IPv4 ou IPv6 fixo.

Dica Prática: Em laboratório a opção de servidor DNS pode ser omitida se


esse ambiente não tem conexão real com a Internet, por isso você pode
encontrar laboratórios e exemplos quando estiver estudando redes sem
servidor DNS configurado nos computadores e/ou servidores.

Como já citado anteriormente, se você conectar seu cabo de rede em uma rede
com o serviço de DHCP rodando não precisa ser feito nada em sua placa de
rede ou nas configurações de rede, pois o DHCP cliente já vem ativado por
padrão em todas as versões de Windows.

Para abrir Conexões de Rede e fazer as configurações manualmente (IP fixo),


clique no botão Iniciar e depois em Painel de Controle. Na caixa de pesquisa,
digite adaptador e, na Central de Rede e Compartilhamento, clique em Exibir
conexões de rede.

Em seguida clique com o botão direito do mouse na conexão que deseja alterar
e, em seguida, clique em Propriedades. É necessário ter permissão do
administrador, portanto se você for solicitado a informar uma senha de
administrador ou sua confirmação, digite a senha ou forneça a confirmação.

Clique na guia Rede, depois clique em Protocolo IP Versão 4


(TCP/IPv4) ou Protocolo IP Versão 6 (TCP/IPv6) e clique em Propriedades.
Note nas propriedades que o padrão é obter endereço IP e DNS
automaticamente, ou seja, via DHCP Cliente. Para inserir o IP fixo e suas
configurações é só clicar em Usar o seguinte endereço IP e Usar os
seguintes endereços servidores DNS e inserir manualmente os dados.

Dica: O Gateway Padrão sempre deve ser um endereço da sua própria sub-
rede, normalmente é o endereço de um roteador local ou endereço da VLAN
local configurada em um switch L3.

Para verificar as configurações básicas você pode entrar com o comando


"ipconfig" no prompt de comando do Windows, porém você pode utilizar opções
para ir além das configurações básicas (dê um espaço inserindo uma barra e a
opção em seguida), segue lista útil abaixo:

 /all - Exibe todas as informações de configuração


 /release - Libera o endereço IP para o adaptador especificado

 /renew - Renova o endereço IP para o adaptador especificado

 /flushdns - Limpa o cachê de resolução DNS

 /registerdns - Atualiza todas as concessões DHCP e torna a registrar os


nomes DNS

 /displaydns - Exibe o conteúdo de cache de resolução de DNS

Ao usar o DHCP você pode também algumas vezes precisar renovar seu
endereço, ou seja, liberar e solicitar novamente os dados principalmente
quando fazemos uma alteração na rede. Para isso use na sequência os
comandos acima "ipconfig /release" (para liberar a configuração) e
depois "ipconfig /renew" (para pegar uma nova configuração).

Em seguida vamos estudar como testar essas configurações, apesar que no


Windows você será avisado se houver problemas de conexão com a Internet e
pode rodar diagnósticos automáticos para detectar e resolver problemas.

Para testar a conexão de rede nada melhor que tentar acessar um site da
Internet, por exemplo, o site da DlteC indo no seu navegador e digitando
"http://site.dltec.com.br".

Você pode também adotar um esquema de teste ponto a ponto, conforme a


saída da Internet da empresa, por exemplo, fazendo ping para o Gateway,
depois para o próximo roteador e assim por diante até a saída para a Internet,
isso considerando que você conhece a topologia e os caminhos seguidos pelos
pacotes na sua empresa.

O importante é lembrar que o ping não garante navegabilidade total na Internet,


pois ele testa somente até a camada-3, é preciso sempre fazer um teste de
aplicação, por exemplo, utilizando um navegador de Internet e acessando um
site ou então fazendo um Telnet para um dispositivo de rede.

É só lembrar que o ping testa fim a fim, se um host remoto responde, já o


tracert (traceroute no Linux e MAC OS) testa ponto a ponto o caminho que o
pacote faz até o destino, mas ambos em camada-3. Para testar TODAS as
camadas do modelo OSI só usando uma aplicação, por isso o melhor teste é
um acesso HTTP ou Telnet.

Em redes corporativas lembre-se da existência de firewalls e regras de acesso


na hora de planejar os testes, pois muitas vezes não é um problema e sim um
bloqueio normal de rede que pode estar acontecendo quando um determinado
teste falhar.
Outra coisa importante é o firewall do Windows, muitas vezes ao testar ping
entre dois computadores e o teste falhar verifique se não é o firewall do
Windows nas máquinas que está ativo e bloqueando as requisições, isso pode
economizar muito tempo "batendo a cabeça" atrás de problemas que não
existem.

Resumindo os testes:

 Ping: teste fim a fim.


 Tracert (Linux/MAC Traceroute): teste ponto a ponto, mostra cada salto
que o pacote IP dá.
 Telnet, HTTP, HTTPS: testa todas as camadas do modelo OSI.

O ping e o trace ajudam a definir onde está o problema, já acessar um serviço


de rede como HTTP e/ou Telnet garante que o problema foi resolvido e seus
clientes irão realmente "navegar" na rede.

O Linux segue o mesmo princípio de alocação de endereço IP estudado


anteriormente para o Windows, sendo que por padrão o DHCP cliente vem
ativo nas interfaces de rede e é só conectar o cabo de rede para a interface
pegar as configurações do servidor DHCP.

O Linux também vem com as duas opções de endereçamento IP ativas, ou


seja, funciona tanto com IPv4 como com redes IPv6 ou redes mistas,
chamadas "Dual Stack".

Para alterar as configurações no Linux você pode usar tanto o modo gráfico (se
estiver disponível) como linha de comando. No caso do uso de gerenciador
gráfico as configurações são parecidas, porém podem variar conforme cada
modelo.

Normalmente as configurações no modo gráfico estão em Menu > Systems


Settings > Hardware > Networking. As configurações da placa de rede
cabeada está em "Wired" e clicando em Options você é levado a uma tela para
alterar as configurações como na imagem abaixo.
Para alterar as configurações clique em IPv4, entre manualmente com os
dados (endereço, máscara, gateway e DNS) e salve as configurações.

Não vamos passar aqui as configurações mais específicas em linha de


comando.

Você pode seguir a mesma linha de raciocínio de testes utilizando ping,


traceroute e telnet ou acesso HTTP para testar as configurações da placa de
rede.

Da mesma maneira que já estudamos para o Windows, no Linux ping serve


para testar o alcance a um ponto específico, o traceroute para testar o caminho
seguido até o ponto de destino e o telnet/HTTP para testar todas as camadas
(verificar "navegabilidade").

Para verificar as configurações no Linux utilize o comando "ifconfig" ou


"ifconfig eth0" para ver as configurações apenas da interface de rede padrão.

marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $ ifconfig eth0


eth0 Link encap:Ethernet HWaddr 24:b6:fd:06:dc:17
inet addr:192.168.1.27 Bcast:192.168.1.255 Mask:255.255.255.0
inet6 addr: fe80::26b6:fdff:fe06:dc17/64 Scope:Link
inet6 addr: 2000::e0de:be9a:700c:5967/64 Scope:Global
inet6 addr: 2000::26b6:fdff:fe06:dc17/64 Scope:Global
UP BROADCAST RUNNING MULTICAST MTU:1500 Metric:1
RX packets:2989078 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:1920967 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
collisions:0 txqueuelen:1000
RX bytes:4063688223 (4.0 GB) TX bytes:205743659 (205.7 MB)

Para verificar a tabela de roteamento e o gateway utilize o comando "netstat -


rn" e verifique o IP que aparece na rota para a rede 0.0.0.0. Veja no exemplo
abaixo que o gateway é o endereço 192.168.1.1:
marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $ netstat -rn
Kernel IP routing table
Destination Gateway Genmask Flags MSS Window irtt Ifac
e
0.0.0.0 192.168.1.1 0.0.0.0 UG 0 0 0 eth0
169.254.0.0 0.0.0.0 255.255.0.0 U 0 0 0 eth0
192.168.1.0 0.0.0.0 255.255.255.0 U 0 0 0 eth0

Para ver qual o DNS utilizado via linha de comando utilize o exemplo abaixo:
marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $ nmcli dev list iface eth0 | grep IP4
IP4.ADDRESS[1]: ip = 192.168.1.27/24, gw = 192.168.1.
1
IP4.DNS[1]: 192.168.10.1
IP4.DNS[2]: 8.8.8.8

Nesse exemplo você pode verificar que temos dois DNSs configurados:
192.168.10.1 e 8.8.8.8. Além disso, esse comando acaba mostrando o gateway
também.

Outra opção é o comando "nm-tool", aí fica a sua escolha!

Se você está acostumado a utilizar o ping para realizar troubleshooting e ainda


não explorou muito das suas opções vamos discutir aqui algumas dicas bem
interessantes no uso desse recurso de teste disponibilizado pelo ICMP.

Quando executamos o comando ping na realidade um pacote IP com o


protocolo ICMP é criado com um código chamado "echo request". Quando
essa requisição ICMP chega ao destino o computador sabe que deve
responder com outro pacote ICMP chamado "echo reply", que é a resposta à
requisição de origem.

Cada sistema operacional trata por padrão o ping de uma maneira, por
exemplo, ao executar o ping para um IP de destino no Windows ele manda 4
requisições. Já no Linux Ubuntu ao realizar o ping para um endereço ele emite
"echos request" até que você cancele.
Para fazer que no Windows o ping envie requests sem para precisamos usar a
opção "-t", por exemplo, "ping -t 192.168.1.1", já no Linux para ele mandar
apenas 4 mensagens precisamos utilizar a opção -c4, veja exemplo abaixo:

marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $ ping 192.168.1.1 -c4


PING 192.168.1.1 (192.168.1.1) 56(84) bytes of data.
64 bytes from 192.168.1.1: icmp_req=1 ttl=255 time=1.23 ms
64 bytes from 192.168.1.1: icmp_req=2 ttl=255 time=1.21 ms
64 bytes from 192.168.1.1: icmp_req=3 ttl=255 time=1.53 ms
64 bytes from 192.168.1.1: icmp_req=4 ttl=255 time=1.28 ms
--- 192.168.1.1 ping statistics ---
4 packets transmitted, 4 received, 0% packet loss, time 3004ms
rtt min/avg/max/mdev = 1.212/1.318/1.538/0.136 ms
marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $

Note que nas últimas linhas o ICMP mostra uma estatísticas do ping marcadas
em amarelo, nesse exemplo foram enviados 4 pacotes, recebidas 4 respostas,
por isso tivemos 0% de perda de pacotes.

Outro detalhe é que por padrão são usados pacotes de 64 bytes para o teste,
veja isso no início de cada resposta marcado em verde no comando anterior.
Você pode alterar esse valor para testar pings com pacotes maiores e
sobrecarregar mais a rede para ver como uma interface ou conexão responde.
Para isso utilizamos a opção "-s" no Linux ou "-l" no Windows, veja exemplo
abaixo:

marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $ ping 192.168.1.1 -c 4 -s 1500


PING 192.168.1.1 (192.168.1.1) 1500(1528) bytes of data.
1508 bytes from 192.168.1.1: icmp_req=1 ttl=255 time=7.19 ms
1508 bytes from 192.168.1.1: icmp_req=2 ttl=255 time=2.58 ms
1508 bytes from 192.168.1.1: icmp_req=3 ttl=255 time=2.61 ms
1508 bytes from 192.168.1.1: icmp_req=4 ttl=255 time=2.48 ms
--- 192.168.1.1 ping statistics ---
4 packets transmitted, 4 received, 0% packet loss, time 3004ms
rtt min/avg/max/mdev = 2.488/3.720/7.191/2.005 ms
marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $

No Windows o comando seria "ping 192.168.1.1 -l 1500", lembrando que 1500


bytes é o MTU ou valor máximo padrão em uma LAN com padrão Ethernet.

Para pingar um endereço ipv6 no Linux você deve utilizar o comando "ping6",
já no Windows o mesmo comando serve para ambos os protocolos, porém se
você precisar forçar sair pelo IPv6 utilize a opção "-6".

Por exemplo, para pingar o site do Google pelo IPv6:

 Linux: ping6 www.google.com


 Windows: ping -6 www.google.com
Um assunto que sempre traz polêmica são os compartilhamentos no Windows,
pois se não realizados de maneira correta podem ficar instáveis, principalmente
em redes com grupos de trabalho que não utilizam servidores.

Em geral as recomendações para compartilhamentos são as seguintes:

 Ambos os computadores tenham o compartilhamento habilitado ou pelo


menos a máquina que tem os arquivos de interesse.
 Os arquivos que você deseja compartilhar estão designados para
compartilhar (permissão correta).
 Ambos os computadores devem estar no mesmo grupo de trabalho e
devem ter descoberta de rede ativada.
 Na ativação da conexão de rede escolher para que o PC esteja em uma
rede corporativa e não como público.

Para ter certeza que o nome do computador está ao alcance dos demais e
certificar que não existe nenhum problema de rede causando a falha no
compartilhamento utilize o comando "Nbtstat" para encontrar via Netbios o
computador, pois é normalmente assim que os compartilhamentos são
encontrados na rede local.

Você pode digitar o comando no Windows "nbtstat -A . Com esse comando


deve ser mostrado o IP do computador de destino. No Linux você pode utilizar
o comando "nmblookup -A ", veja exemplo abaixo.

marcelo@marcelo-Vostro-3550 ~ $ nmblookup -A 192.168.1.11


Looking up status of 192.168.1.11
SERVER-DLTEC-PC <00> - B
WORKGROUP <00> - B
SERVER-DLTEC-PC <20> - B
WORKGROUP <1e> - B
MAC Address = E0-CB-4E-CC-9B-9B

Note que o comando traz as informações como o nome Netbios configurado,


que ele está em um workgroup e o endereço MAC da placa de rede.

Se houver resposta a esse comando provavelmente se o compartilhamento


estiver falhando não é devido a problemas de rede!

Os problemas mais comuns que encontramos ao conectar um computador a


rede podem ser físicos ou lógicos (camadas-2 e 3). Veja uma sequência que
costumo utilizar para testar conexões de redes:

1. A primeira coisa a se verificar é o cabo de rede, pois os problemas


físicos no cabo são muito comuns. Você pode utilizar um testador
simples de cabos ou simplesmente pegar esse cabo suspeito e colocar
em um ponto que você tem 100% de certeza que esteja funcionando, se
ao conectar o cabo ele funcionar com certeza não será o cabo o
problema.
2. Não é o cabo? Faça um ping para 127.0.0.1 que é a loopback do
computador, se ele responder você garante que não tem problemas no
driver. Se sua rede for IPv6 o ping deve ser dado para o endereço ::1.
3. Com o ipconfig /all ou os comandos do Linux (ifconfig) verifique as
configurações da placa de rede, pois se forem manuais (IP Fixo) você
pode ter errado algum parâmetro como gateway, máscara ou DNS.
4. Utilize o ipconfig ou os comandos do Linux mostrados e verifique qual
seu gateway para realizar um ping para ele.
5. Se o gateway responder procure pingar o DNS, pois ele é quem resolve
os nomes de Internet.

Com esse passo a passo você consegue identificar onde está a maior parte
dos problema e ir até essa fonte, procure sempre isolar o problema para saber
onde atacar para a resolução.