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nílson josé machado


editora scipione
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lógica?
élógico!

nílson iosé machado

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odhore delom
RES PON S A EILIDADE EDITORIAL
Luiz Esteves Sallum
COORDENAÇÀO E EDIÇÃO DE TEXTO
Mizue Jyo
Gercon Ferracini
Áss€ssoÊ/Á DtDATtcA
Luiz Márcio lmenes
Valdemat Vello
PREPARAÇÀO DE TEXTO
Thelma Annes de Aêújo
NEWSÀO DE TEXTO
Angelo Alexandref Srcfanovits
Marília Andrade Pinto
nicardo Abího da Silva
DIREÇÂO DE ARTE
M. Eeatriz de Campos Elias
Antonio fadeu Damiani
PROGNAMAÇÂO VISUAL
Sylvio Ulhôa Cintra F ho
CAPA
Projeto Grálico.. Sylvio Ulhôa Cintra Filho
llu êÇões. Juan José Balzi
ILUSTRAÇÓES
Juan José Balzi
coMPostÇÃo € ART€
Diafte Composiçâo e Ane Géfica
coodenação geral. Nelson S. Urata
cootdenaÇáo de afte-final. Silvio Vivian
composição. Kiyoko Konishi
arrc-final: Manha H. Yoshida
Ma a de Souza

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É togico!
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, É togico estudar Lógica? 12 t


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A Lógica de Aristóteles
Princesas e diagramas 20
15
t
Conclusões e conseqüências 26
â
Mas, afinal, o café é caro ou não é
caro? 28
I
q Silogismos
índios e jacarés
32
34
I
A quem interessa a Lógica?
Respostas
38
40 I
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/íhrb, /o'qrrz tb*o, /rÃgn,8* o'cez-
N* /e utn, lzoüo- rom.anc? er?Ílv
0oú et eeto l,€12, cünrur.

JâlÃorr,
É lóctcol
í
i
Mal acabara de tocar o sinal paÍa começar a
aula, a professora Paula entrou na sala.
Fábio imediatamente peÍguntou:
- Para quando foi adiada a prova de hoie?
N DíA! EARA
QUANDO foi
ADiADÀ A ?
DE ITOJE
âI, "ROVÀ

r I
(

Todos arregalaram os olhos. Até mesmo


D. Paula ficou surpresa com a pergunta.
I De fato, ela achara mais proveitoso fazer
{ uma revisão da matéria com os alunos e trans-
I
ferir a prova para a semana seguinte. Mas não
I havia falado com ninguém a respeito disso e
ainda tinha nas mãos o pacote de folhas mi-
meografadas para a Prova.
5
- Como é que você concluiu isso, Fábio?
- É tOgico que não haverá prova hoje! -
respondeu ele. - Sempre que é dia de prova, a
senhora chega um pouco antes do sinal, e ho-
je não chegou. Além disso, tÍouxe a vareta
que usa para apontar as coisas na lousa, e não
costuma trazê-la em dias de prova. Havíamos
combinado que faríamos a prova com consul-
ta e que cada um utilizaria o material que dese-
jasse. Quando é assim, a senhora costuma
trazeÍ um livro para ler durante a prova, e não
estou vendo livro algum... Elementar, minha
cara mestra...
Surpresa, D. Paula admitiu que Fábio tinha
razão.
- É verdade... - disse. - A prova foi adia-
da para a próxima semana.

.?
n
t-, §
a....t.,*
*.w ?q'.
C
,..{gp,"
Ouantas vezes cada um de nós já utilizou esta ex-
pressão? Falando sobre futebol, sobre coisas do dia-a-
-dia ou sobre o futuro da humanidade, todos acreditam
pensar e agir com lógica. E muito freqüentemente, em
meio a uma conversa, defendendo um ponto de vista
qualquer, afirmamos: É tOgicol

6
Ouase sempÍe, essa expressão é utilizada quando
nos referimos a algo que nos parece evidente ou quan-
do ematimos uma opinião muito fácil de sustentar. Nes-
tê sentido, dizemos, por exemplo:
it,
"É togico que um atoÍ
precisa ter boa memória."
\
ffi'
Íi
I
ô
I ?
"É togico que a Terra
não é plana."

<9
I
, /t:
itf
"É lógico que, quando o preço do combustível aumen-
ta, o prúo das passagens de ônibus também aumenta"'

4..
I

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tí ttu If
#"ee. ffiffi {,.

.T
"É lógico que uma viagem de porto Alegre a Manaus
custa mais que uma de Recife a Olinda.,,

oLrllB
PECTTE

PonÍo
AtT6RC

Depois de uma frase desse tipo, é comum alinhar-


mos uma série de razôes para fundamentaÍ a conclu-
são enunciada. Foi o que Fábio Íez ao concluir:
E "É lógico que não haverá prova hole.,,
a partir de alguns indícios que ele mesmo observou:
"Sempre que é dia de prova, a professora chega mais
cedo (e hoje não chegou).,,
"Sempre que é dia de prova, a professora não tÍaz a
vareta (e hole ela trouxel."
"Em dia de prova com consulta, a professora traz um
livro para ler (e hoie não trouxel.,,
Veja que ele encadeou uma série de indÍcios que o
conduziram à conclusão; ou seja, ele argumentou.
Se ele tivesse dito:
"Acho que não haverá prova hoje. Não sei por quê,
mas acho."
ele estaria apenas expressando uma opinião. Nesse ca-
so, êle não poderia dizer: ,,É lógico!,,
I
t
Se Fábio pretênde que sua conclusão seja lógica, ele
deve argumentaÍ, isto é, expor as razões que a sus-
tentam.
É a este encadeamento de razões que chamamos ar-
gumento.
Para você entender melhor o que é um argumento,
obser',e este diálogo:
voc É ec*e
\( QUE LUANA
t 5ÉRN APRoV^DA
r ) E?TE ANOT
L
'l LUat.lA7
) r.de ico

É I.o6ico ?
QUÉ oRA
EAAÉ.
, iN TELiGEt.I T
( 1T UDA Mui T
\ 7o^'rtq À
BO À, No T^,
\
\
to'cic o
EJ.A áE RA
o-I
Veja que o argumento está bem construído. As ra-
zões apresentadas são:

E Luana é inteligente.
E Luana estuda muito.
[] Luana só tira boas notas.

e parecem suficientes para garantir a conclusão

I Luana será aprovada.

9
r

A ligação entre a conclusão e as razões apresenta-


das é fundamental para se ter uma boa argumentação.
Seria estranho se alguém dissesse:
"É tOgico que a Terra é redondal Pois o limão é re-
dondo, a bola de futebol é redonda, a cabeça do Diego
também é redonda..."
Não é possÍvel concluir que a Terra é redonda a partir
das razões apresentadas. Não parece haver uma rela-
ção entre elas e a conclusão pÍetendida.
Realmente, o limão e a bola de futebol são redondos,
e a cabeça do Diego também. Mas não se pode deduzir
que a Terra é redonda a partir desses fatos. A aceita-
ção das razões não conduziu, nesse caso, à conclusão.
O argumento não está bem construÍdo.
Analise agora, neste diálogo, a argumentação apre-
sentada:

EM 4qô+ 2
É)<t?Ttu o DÍA co
2q DE FEVERE.I OUE ?11.,1
t,

I rcROUÊ
;:i
ÍoDo7 o1
ÀNo1 ôrr-
1E.X1U^1 7Ao
11ÚLTiPLO'
DE+ E 1qêí
E d t'4ú LTi PLO
1, LoGiCO oE +l
L \ Qu

, 'l

t
10
-'l

De fato, sabendo que os anos bissextos são múlti-


plos de 4 e notando que 1984 é múltiplo de 4, pode-
mos concluir que 1 984 foi um ano bissexto e que, por-
tanto, incluiu o dia 29 de fevereiro.
Este é mais um exemplo de argumento bem construí-
do, em que as razões apontadas levam, inevitavelmen-
te, à conclusão de que existiu o dia 29 de fevereiro de
1984.

Atividade t

Analise estes diálogos e diga se cada argumentação


está bem construída ou não.

Quando lançamos dois dados, a soma


- pontos ,
dos pode ser 13?

ao
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a oc
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t (o€ ê
l.! ro Noo
a A o
I í
I
I

É tógico que não! As faces de um dado


- numeradas
são de 1 a 6, de modo que o maior
resultado possÍvel no lançamento de um dado
é 6. Portanto, com dois dados, a maior soma
de pontos que se Pode obter é 12.

11
{n
4 a !
I

- Todo número par é divisível por 4?


- É tOgico que sim!
- É togico por quê?
- Para ser divisível por 4, um número preci-
sa ser múltiplo de 4. Os múltiplos de 4 são:
O, 4,8, 12, 16,... Todos estes números são
paÍes. Portanto, todo número par é divisível
por 4.

.a

i4
{

ffisq
.'

Você concorda com esses argumentos?


Confira depois as respostas na página 40

É l.Óclco EsTUDAR LÓGIcA?

Pois bem, a Lógica trata das formas de argumenta_


ção, das maneiras de encadear nosso raciocínio para
justificar, a partir de fatos básicos, nossas conclusões.
12
1..
A Lógica se preocupa com o que se pode ou não con-
cluir a partir de certas informações.
Sem dúvida, você já ouviu dizer que em Matemática
nós raciocinamos logicamente. Entretanto, não é só
em Matemática que isso acontece. Advogados, poli'
ciais, detetives e homens de negócios também utili-
zam, em seus trabalhos, noções de Lógica.
E nós, nas mais diversas situações, também exerci-
tamos o raciocínio lógico. Ouer ver?

"Se o carro de Senna


não quebrasse, ele ganha-
ria a corrida."

I
)

13
"Se chover, não preci- rti//
saremos rcgar a horta."

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7
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"Se o filme não fosse tão chato, eu não teria dormi-


do no cinema."

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t

14
Mas é na Matemática que, com maior freqüência, so-
mos levados a apresentar conclusões como conse-
qüência lógica de determinados fatos, admitidos ini-
cialmente. Você está acostumado a lidar com frases
como:
o Sex1,2= 7,entãox=5.
. Se um triângulo é eqüilátero, então cada um dos
seus ângulos mede 60o.
. Se a soma dos algarismos de um número é divisí-
vel por 3, então esse número é divisível por 3.
Observe que essas sentenças matemáticas são ge-
ralmente construÍdas desta forma:
,,Se isto é verdade
, então aquilo também é.

Estudar Matemática pode ser um permanente exercÍ-


cio de Lógica. Em Matemática, cada afirmação que fa-
zemos, por mais complicada que pareça, pode sempre
ser justificada a partir de outras mais simples, encadea-
das adequadamente.

A LÓGICA DE ARISTÓTELES

Na Grécia antiga, há mais de dois mil anos, viveram


inúmeros pensadores cuias idéias permanecem vivas
até os dias de hoje. Aristóteles, que viveu no século lV
antes de Cristo, foi um deles. Esse filósofo pode ser
considerado o primeiro a se pÍeocupar com o estabele-
cimento de regras para a argumentação. Ele fez um es-
tudo minucioso de certos tipos básicos de argumentos,
estabelecendo regras para distinguir os que são válidos
daqueles que não o são. Estes últimos são chamados
de Íalácias ou soÍismas. Hoie em dia, quando declara-
15
mos "tal argumento é falacioso" ou "isto é um sofis-
ma", queremos dizer que o argumento está mal cons-
truído, que a conclusão não é uma conseqüência das
razões apresentadas.

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VOCE NÃO DE.IXA
DE TUMAR 7 NÃO tsOtsAGEM. ME
BE. QU E o AVô FUMOU À ViDA
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17
Além dos argumentos falaciosos, existe ainda o pro-
blema das Írases ambÍguas, ou seja, frases que podem
ser entendidas de mais de uma maneira.
Quando alguém diz, por exemplo:

"Atletas são saudáveis."


isso pode ser entendido de duas formas:

1 ." l que todos os atletas, sem exceção, são sau-


dáveis
ou:

2."1 que alguns atletas são saudáveis


Esses dois significados são bem diferentes.
Em seus estudos sobre a Lógica, Aristóteles procu-
rou eliminar as frases ambÍguas, trabalhando apenas
com aquelas que não deixassem dúvida quanto ao seu
significado. Assim, ao invés de dizer, por exemplo:
"Pássaros comem insetos."
Aristóteles diria, mais especificamente:
"Todos os pássaros comem insetos."
ou então:
"Alguns pássaros comem insetos."
Aristóteles não diria:
"índios não são carecas."
mas srm
"Nenhum Índio é careca."
ou então:
"Alguns Índios não são carecas."
As sentenças assim formuladas foram chamadas de
proposições categóricas. Segundo a classificação de
Aristóteles, elas podem ser de quatro tipos:
18
Afirmação universa! Negação uníversal
Todos os atletas são sau- Nenhum atleta é saudá-
dáveis. vel.

Aíirmação particulal Negação panicular


Alguns atletas são sau- Alguns attetas não são
dáveis. saudáveis.
ou: ou:
Existem atletas saudá- Existem atletas não-sau-
veis. dáveis.

Para iulgar a validade ou não de um argumento, é ne-


cessário que as sentenças que o consütuem não te-
nham mais de um sentido. E, segundo Aristóteles, isso
é possível se enunciarmos as sentenç as na forrna cate-
górica.
hrau ? í,
a
? I

Í{cnhrm gato sabe lath,

Todoa o§ brasileiros sao


técnicos de Íutebol.

(1
)
l

Alguírâ3 pessoás gosÍar? Exbtem caubóis gae nâo sbem


de comer fígado. andar a cavalo

19
PRINCESAS E DIAGRAMAS

No século XVlll, na Alemanha monarquista, vivia


Anhalt-Dessau, uma princesa. Seu interesse por ques-
tôes filosóficas levou-a a se aproximar de Leonhard
Euler, um famoso matemático suíço que, nessa época, I!
ministrava aulas em Berlim. À sua amiga, Euler dedícou
um pequeno livro intitulado Cartas a uma princesa da
Alemanha.

Nessas cartas, Euler procurava explicar à princesa o


significado das quatro proposições básicas da classifi-
cação de Aristóteles. Pretendia mostrar, de modo cla-
ro, o que se podia e o que não se podia concluir a partir
de cada uma delas. Para isso, utilizou desenhos que
acabaram se revelando muito eficientes e ficaram co-
nhecidos como diagramas de Euler. Você já lidou com
eles ao estudar conjuntos, em Matemática.
Vamos ver como se representam determinadas afir-
mações usando esses diagramas.
20
Lembremos que um coniunto é uma coleção de ele-
mentos que têm uma caracterÍstica, uma propriedade
que os distingue. Por exemplo, quando falamos no con-
iunto A dos atletas, estamos reunindo numa só coleção
todos os elementos que apresentam a seguinte carac'
terÍstica comum: 6eÍ atlota. Um atleta a pertence ao
,f conjunto A, enquanto uma pessoa b, que não pratica
,Íi esporte algum, não é atleta e portanto não pertence ao
:-' conjunto A.
Assim, podemos representar o conjunto A por uma
região limitada do plano. Os pontos de seu interior repre-
sentam os elementos de A, isto é, os atletas. Os pon-
tos externos a essa região formam o coniunto n'4, ou
seja, o dos não-atletas.

ruA

/{"
^i
O retângulo rep?esenta Íodas as
pessoas. Dentre elas, as que úo
atletas formam o coniunto A.

I
)

o..

A: conjunto dos atletas NA: coniunto dos não'atletas


a é um atleta b não é um atleta

21
Vamos agora chamar de S o coniunto das pessoas
saudáveis. Assim, o ponto c representa uma pessoa
saudável e o ponto d uma pessoa que não é saudável:
.1' ti -€ -. rê,f rr..t?.
:

'n'..;!..-.-,.r,,'d d

c é uma pessoa saudávet


d é uma pessoa nâo-saudávet

Veja, através destes exemplos, como Euler utilizou


os diagramas para Íepresentar as quatro proposições
categóricas de Aristóteles:

Todos os atletas são


saudáveis.

t-

Nenhum atleta é saudá-


vel. $

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22
rrai,rrri.\.'!à?.3\..r /i.1r . r .à 1'!/.:
Alguns atletas são sau-
dáveis. ""'-';.,.,.
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rr:{àrdr!-;'+.r rrelÊrE<dç.c t .._s ..'t€?


Alguns atletas não são a
t(
saudáveis.
t
ç\ I
II
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í .l 1
I i
a

a
*J

Vamos agora brincar um pouco com esses diagra-


mas. Por exemplo, a ProPosição:
"Todos.os pÍodutos importados são caros."
pode ser representada da seguinte maneira:

r*

n
Il oDoç oç

t*ííií;;;-.
f, J.
a
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à
PROOúTO9
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rl
f c\ tI
tc ç
1 1

t
I I
I

t.4,a,^á4^.:-'a2., 4 tt
23
Vamos agora localizar, nesse diagrama, os produtos
caros que não são importados:
rràr',,.i rr--1r.ê.-r.i.4&s,.$-::í*.r-,Jíia.Rt rry l!

!Ji'',"'r/..,-
r' ' ' ,;'ti .' '1'.,..
,$;: ..irr,u.:.
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.:';-:'i.'i,..
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;.,,,
; ;;, ;yii.j!
-', Í';'
Estes são os produtos que não são caros:

,,.".-.

"a

E estes, os produtos que não são importados:

24
Atividade

Chamando de R o coniunto dos paÍses ricos e de E o


conjunto dos paÍses exportadores de petróleo, e admi-
tindo válido o diagrama abaixo, procure identificar:
elrx,i'* *. * 4 1+r'+vrr'Ei'f'í"<rt?4+!"'ü{tti
,7
d
,v.r!r4úé.'.i'|{íl
,-:
Íl
I
^Ã .., I
i
l
i íR í1 Et I
I
I
I
J
;l
1
t.

t'r', o-;.çt*!t*.lA

al o coniunto dos paÍses que não são ricos;


b) o conjunto dos paÍses que não são exportadores de
petÍóleo;
c) o coniunto dos paÍses ricos que são exportadores
de petróleo;
d) o coniunto dos países ricos que não são exportado-
res de petróleo;
el o coniunto dos países que são exportadores de pe-
tróleo mas não são ricos.
Confira as respostas na Página 4O'

t
ê

25
coNcrusôes e coruseoüÊrucras

Vamos agora verificar, dentre as seguintes conclu-


sões, quais são conseqüência lógica da proposição:
"Todos os produtos importados são caros.,,
e quais não podem ser justificadas a partir dela.

Conclusões:

1 .'I Podem existir produtos importados que não


são caros.
2.â) Podem existir produtos caros que não são im_
portados.
3."1 Se um produto não é caro, então ele não é im-
poÍtado.
4J I Se um produto não é importado, então ele não
é caro.

Para examinar es sas conclusões, use os diagramas.


Elesoajudarãoara ciocanar.
C, t-o'ci c
QUE ãRA
OiAGRA MÀ A GENTÊ
VE. QUE TUOO O Q.uE
E9tê( EM I ( IMPORTÀDO
<:r,mgÉm e,7Tx
enrc( êARo)
tuowo, iMpoRr Dc'

tr#
'no DoÍO, c.tílag
tr\'

26
A 7eG UNDÀ
coNct-urÃo Ê1rA
CORRETA , tul1
FODEM ÉxirriR
?RoDUTqÍr CARO1
QUE NAO áAO I
imFOerloo?

EiRÀ
ÍÀMB é FA
9rA. ?ODÊ-?É
VER NO DiÊ\frRAM A
o ? ERODTJ êUE N Ão
á^ô c^ROá fORÀ DEC
E r co_Ní EI,ITEMENTE ,
ÍAMBÉI'1 FOR|I ED C,O§IÚUN
Í. ouÉR gizE 13, ne vvr
ftoDuro vÃo E <ARO
ENÍÁO EtE NÁO E
hlPoR o

I
(tROô E (,
§

E a quarta conclusão?
Aclto ôuÊ E?TÀ
c.oNcLurÃo E-9Íx
ERRÀDA,6i1 EX,íÍEM
?R,ODuÍO7.CÀRO' OUE
vÃo:Ão aMPoRTADo,
vÉ511 76'
o? REÇO, PÔ
€,AtÉ I

27
De fato, a quarta conclusão não está correta, pois,
observando o diagrama, vemos que existem produtos
representados em C que não são importados.

.f^í|!i.i:1.i.::.
'.. .t.r t'.:
;r. t*.1. /1-
i{;,t:í;;xi!i:iiÍi:
i:*.í \'í:ti
',;)i1."...,';t
.,4.i,.././

PRoDUÍo, ouE NÃo


TMPORÍA905
t o ?Roourog ouE 9Ão c^Ro9
MAt NÃo 9Ão rrap6"r^oo,

Vemos que a quarta conclusão realmente não está


correta. Entretanto isto não pode ser justificado atra-
vés do exemplo do café.

MAS, AFINAI, O CAFÉ É CENO


ou NÃo É caRor
I :EU NÀO AC{iO
, CAFÉ
E CÀRO r?11.,1
CÀRO É UM
ÀNEL DE ÊRILI{ÀNT Elt
OU ÉNTÃO
UM CARRO...

a
'i ,.'

28
De fato, ca?o e barato são noções relativas. O que é
caro para uma pessoa pode não ser para outra. Por
exemplo, o mesmo preço pode ser considerado alto por
quem não gosta de café e baixo por quem gosta muito.
Veia que discussões acerca do preço do café não são
muito lógicasl
A Lógica não se preocupa com a verdade ou falsida-
de de uma proposição isolada, tal como "Café é caro"
ou "Café não é caro".
Ela se preocupa com as Íormas de apresentar uma
proposição como consêqüôncia de outras. A Lógica se
ocupa das formas válidas de argumentação.
Se alguém afirma:
"CauÍ ó Íilotímico."
não é função da Lógica analisar se esta frase, isolada-
mente, exprime ou não uma verdade. Para isso, preci-
saríamos conhecer CauÍ e saber o significado da pala-
vra filotÍmico.
Agora, se afirmarem:
"Cauí é filotímico, pois ele é um Índio, e é um fato
conhecido que todos os Índios são filotÍmicos."
então é uma questão de Lógica analisar se a conclusão:
I "Cauí é filotímico."
decorre, de fato, das razões apresentadas:
n "CauÍ é um Índio."
n "Todos os Índios são filotÍmicos."

,
,t

r
F: Íilotlmicos
,t l: indios
CÀ U I

29
Realmente, o diagrama de Euler revela com clareza
que a conclusão é coÍreta.

f1Aá... O AUÊ
OUER DizER
FiLOTÍF4i co?
r
I I I

t\ \
/P
Não importa! lndependentemente do que isso possa
significar, o argumento apresentado está logicamente
bem construÍdo.
Mas, para satisfazer a sua curiosidade, veja o que
significa essa palavra:

gostâ
Ádj' Aqueleque
$o6mico' rias
da§ honÍa

ÍUDO BÉMI ( )
ENÍÃo Ceuí'É
Tir-oríMicO

a
,\

Pode ser verdade ou não que os índios gostem de


honrarias, mas isso não é uma questão para a Lógica.
À tOgica interessa apenas saber se ê possível con-
cluir que "CauÍ é filotÍmico" a partir das razões apre-
sentadas.
30
Por exemplo, se soubermos que:
'- "Todos os ctetenses são mentirosos."
que:
-- e"Todos os mentarosos são detestáveis."
então poderemos concluir que:
I "Todos os cretenses são detestáveas."
Se, nas mesmas frases, substituirmos as palavras
cretenses, mentirosos e detestávetb por outras, a ter-
ceira proposição continuará sendo conseqüência das
duas primeiras.
Experimente a seguinte substituição:

,)
ll

Se:
: "Todos os parisienses são franceses."
e:
tl "Todos os Íranceses são europeus."
então:
I "Todos os parisienses são europeus."

31
Observe que esse aÍgumento apÍesenta a seguinte
forma
,
TodoAéB
Se: e
TodoBéC I

Então: TodoAéC I
J
Um argumento desse tipo é um argumento bem
construído. Sejam quais forem as palavras representa-
das por A, B e C, a forma como estes três elementos
estão articulados torna a terceira proposição uma con-
seqüência inevitável das duas primeiras.

srLoctsMos

Aristótetes, em suas tentatavas de sistematizar as re-


gras lógicas, dedicou atenção especial a esse tipo de
argumento, com duas proposições iniciais e uma con-
clusão.
As proposições iniciais são chamadas premissas.
Elas servem de base para se chegar à terceira proposi-
ção, que é a conclusão do argumento.
Um argumento assim formulado é um exemplo de si-
logismo.

TodoAéB
e ---,
----\ TodoAéC
TodoBéC
pfemtssas conclusão

32
I

Vamos observar outros exemplos de silogismos:


l- Alguns alemães são loiros.
Premissas: f Todos os alemães são europeus.
Conclusão: I Alguns europeus são loiros.

Premissas:
trAlguns médicos são poliglotas.
D Alguns professores são poliglotas.
Conclusão: I Alguns médicos são professores.

Premissas:
I
Alguns corintianos não são chatos.
---
Todos os corintianos são fanáticos
Conclusão: I Alguns fanáticos não são chatos.
Fique atento, pois alguns desses silogismos são fa-
láciasl

Certos silogismos constituem argumentos bem 1

construÍdos, enquanto outros são sofismas ou falácias.


!

Aristóteles classificou os silogismos, estabelecendo re-


gras para distinguir os que são válidos dos que não o
são. Uma dessas regÍas dizia, por exemplo, que "de
duas premissas afirmativas não se pode obter uma
conclusão negativa".
Assim, um silogismo como o que se segue é um so-
fisma, pois viola a regra acima:
í tr Todos os alemães são euroPeus.
Premlssas:
| tr Rtguns alemães são loiros.
Conclusão: I Nenhum europeu é loiro.
Utilizando apenas proposições categóricas, como
"Todo A é B", "Algum A é B", "Nenhum A é B" ou
"Algum A não é B" , é possÍvel construir 2 56 tipos de
silogismos. Entretanto, destes apenas 24 (menos de
1O%) constituem argumentos válidos, sendo todos os
demais falaciosos.
33
(

A Lógica evoluiu bastante, de Aristóteles até


hoje.
Há muito que o estudo das formas válidas de argumen-
tação não se limita ao estudo dos silogismos.
Muitos filósofos e matemáticos modernos trataram
da sistematização de regras lógicas, com o propósito
de organizar, a partir delas, as leis gerais do pensamen-
to humano. Essas regras ajudaram o homem a raciocinar
corretamente, a generalizar com base em fatos conhe-
cidos e a obter conclusões de forma segura.

Para encerrar nossa conveÍsa sobre lógica, vamos


propor um desafio: que tal ajudarmos um jovem índio
apaixonado, evitando que ele seja devorado por jaca-
rés? É possÍvel conseguir isso usando apenas lógica?

ítuoros E JAcARÉs

Segundo a tradição da tribo dos logicaetés, ao atingi-


rem a idade adequada para o casamento, os homens
devem submeter-se a uma prova de competência lógi-
ca. Somente os que superam este obstáculo têm per-
missão para casaÍ-se. A prova é sempre decisiva: ven-
cê-la é a certeza da glória; perdê-la significa o fim das
espeÍanças.

Totelesáris, um jovem índio desta tribo, caiu de amo-


res pela bela Masófis. Desejando casar-se com ela, viu
chegar a sua vez de enfrentar a prova pré-nupcial.
A ele foi proposto o seguinte desafio:
34
"No meio da aldeia, há duas cabanas rigorosa'
mente idênticas. Dentro de uma delas o espe'
ra a bela Masófis. A outra, no entanto, apenas
recobre um poço habitado por iacarés ferozes,
capazes de devorar qualguer um que ultrapas'
se a entrada.
Cada cabana tem apenas uma porta, perma-
nentemente fechada e vigiada por um índio,
que conhece perfeitamente o conteúdo da ca'
bana que vigia.
Totelesáris deve escolher uma das cabanas e
entrar: se encontrar sua amada, poderá casar'
se com ela; se entrar na dos jacarés, será de'
vorado instantaneamente. Antes de realizar
sua escolha, ele terá permissão de fazer uma
única pergunta ao índio gue guarda a porta de
uma das cabanas.
Mas Totelesáris deve ainda levar em conta ou'
tro pormenor: um dos guardas mente sempre,
enquanto o outro só fala a verdade."

Baseado na resposta de um desses guardas, Totele-


sáris deverá decidir-se por uma das cabanas.
Como ele deve proceder para não ser devorado pelos
!acarés?
CONÍÉCE QUE
?ODERiA DEJ.ET §1ENTE TEMPRE
GUNTAR A UM"E.R-
D Oé2 E o ouÍRo çó ralÀ
GUARDA? I'O Q UE À VÉRDADE..
Aí DÊNTRO?,1 NÀO ?E
TABT CTJAL DE.
LE.? É O MENÍi-
RoTo
,,\
I t Z
\
35
Oue pergunta ele deve Íazer a um dos índios para ter
certeza de que cairá nos braços de Masófis?
Parece que não há saída, não é mesmo? No entanto,
você pode estar certo de que é possÍvel encontrar a ca-
bana de Masófis fazendo uma só peÍgunta a um dos
guardas.
Vamos raciocinar juntos e ajudar Totelesáris a se li-
vrar dos dentes dos jacarés.
Comecemos chamando de M o Índio mentiroso e de
V o que só diz a verdade.

Se perguntássemos a qualquer um deles:


"Em que cabana se encontra Masófis?"
M mentiria e V indicaria a cabana certa:
NAQUÉLA.
ALi I

ou então

NE?TA
4Quir

36
Mas como descobrir quem está falando a verdade?
Por esse caminho não chegaremos a nenhuma con-
clusão.
E se fizéssemos a seguinte pergunta a cada um de-
les:
"se eu perguntasse ao seu colega qual a cabana de
Masófis, o que ele responderiaT"
Vamos ver qual seria a resposta de cada um:
1.'I Se a pergunta fosse feita ao mentiroso:
v

À
Vi
MAá EU DiRE
R, M
OUtÉ ErÊ iNDIC U
I

Como V indicaria corretamente a cabana de Masófis,


M mentiria dizendo que V indicou a dos jacarás.
2." I
Se a pergunta fosse feita ao guarda que só diz a
verdade:


v
f, )

Oo. ü

37
(

Como M mentiria, indicando a cabana dos jacarés, V


responderia a verdade, indicando esta mesma, a dos ja-
carós.
Ora, vejam só! Fazendo essa pergunta a qualquer um
dos guardas, obteremos sempre uma única indicação:
a cabana dos jacarés. E não será necessário saber
quem está mentindo.
É tógico, então, que Totelesáris deverá entrar na ou-
tra cabana para encontrar sua Masófis.

Este desafio, então, já foi vencido. Veja que usando


o raciocínio lógico poupamos Totelesáris de ser devo-
rado pelos jacarés.

A OUEM INTERESSA A LÓGICA?

O estudo da Lógica interessa a todos.


No dia-a-dia, vivemos constantemente argumentan-
do, ora tentando convencer os outros de nossas con-
38
clusões, ora sendo levados a concordar com nossos in'
terlocutores.
Se nos mantivermos atentos, por exemplo, unica-
mente às mensagens publicitárias que enchem as ruas
e invadem nossas casas, lá teremos muitas oportunida-
des para exercÍcios de Lógica.
Ouer ver?

ríílt
x

iJ
íit
"ú(,
Yl;''
utnmo

"$[{H-

Analise você mesmo mensagens desse tipo e reflita


sobre as suas argumentações.
39
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS

a Lançamento de dois dados (página 1 1.)


Este é um aÍgumento bem construÍdo. As razões
apontadas levam inevitavelmente à conclusão de
que, no lançamento de dois dados, a soma dos pon-
tosnuncaéigual a 13.
a Todo número par é divisÍvel por 4? (página 12.)
Este argumento não está bem construÍdo. A partir
das razões apresentadas, pode-se concluir que to-
dos os números divisÍveis por 4 são pares, mas não
o contrário.

a Países ricos e países exportadoros de petróleo (pági-


na 25.1

al dt
n,

bt e)

{^ffi o
c
5
À
c)
É.
à
E
ô
c
tIrl
G
40 À
i)
), *"{" d
a
c I.JJ I n'/"U'

élógicoI
nílson josé machado

J)

3. Sendo A o coniunto das pessoas que moram no Brasil e B o con-


junto dos brasileiros, temos a seguinte representação para a re.
lação existente entre A e B:

,{ T

Descreva com suas palavras o que caracteriza cada um dos


coniuntos assinalados a segu ir:

a)- Conjunto dos q.*


,r
..

\ P
,:Sd§à§.na_s,

b)
R Conjunt o dos heltú.r\
,),
!
n}tu

c)

P
conjunto o* ,.Losi.[Uxa^ U*!
I
\ ))
nú rnnm^ ilI &;â*)

4. Nos argumentos a seguir, identifique quais são premissas e qual


é conclusão.
Argumento !
Sempre que chove muito, o ônibus da escola chega atrasado. A
meteorologia prevê muita chuva para amanhã cedo. Logo, o
ônibus da escola deverá chegar atrasado.

,)-^,1)Vuul1ô
g o^0
tk c ,-ffL
Fôí4 Gdô
ú *,[* à" *tu§" d»üd
vivendoa tr

Argumento ll
Vágner gosta de música porque ele é filho de músicos e todos
os filhos de músicos gostam de música.

I N}, nfu ul)^tur-t^d^,


dr tv\túrf{í, À! hülÀ,Ja.
Aoarrtn +"trblty oÁ n'
.trC'Cô
0'ltr^
Argumento lll
Márcia é médica. Portanto, Márcia estudou em uma faculdade,
pois todos os médicos estudaram em faculdades.

?rr^,r-c p. !, oo trtdito+
{.^\
\À4^rÀ at),À* a-ív. tÀ1*Â
t*,UJú

5. Um eminente antropólogo afirmou que:


"Todos os aÍaneus são zaragós."
e que:
"Todos os zar ag§s são chumPitazes."
Do que foi dito, é possivel concluir logicamente que:
"Todos os afaneus são chumPitazes"?
Ou será necessário conhecer o significado das palavras afaneu,
zarago e chumpitaz?

I1,.{§ r runÂouroír.o. ./b* o- axâ&


?'ü*e qíÁ A,c^" o.lr{!À*ürJ" .

6. Considere os dois argumentos que se seguem

Argumento I
Alguns automóveis são verdes e algumas coisas verdes são co
mestíveis. Logo, alguns automóveis são comestiveis.

Argumento ll
Alguns brasileiros são ricos e alguns ricos são desonestos. Logo,
alguns brasileiros são desonestos.

Observe que a conclusão do argumento I não parece aceitável,


enquanto a conclusão do argumento ll parece razoável. lsto se
deve, no entanto, a nossas convicções pessoais, a nosso conhe-
cimento a respeito dos assuntos tratados. Do ponto de vista da
Lógica, os dois argumentos são igualmenle inaceitáveis, quer
dizer, não são válidos, uma vez que a conclusão não decorre
das.premissas. Na verdade, todos os argumentos com a forma:

Algum A é B Logo, algum A é C não são válidos.


Algum B é C )
Iógica?
élógico!
nílson josé machado

lnvente dois argumentos deste tipo, sendo um deles como o ar


gumento l, em que a conclusão é claramente inaceitável, e ou
tro como o argumento ll, cuja conclusão parece razoável.

W"",

Na"r!\

o-tU)

7. O f ilme O enigma de Kaspar Hauser relata a história de um ho-


mem (Kaspar Hauser) que viveu isolado de outras pessoas des-
de muito cedo até a idade adulta, somente então aprendendo a
falar.
Neste filme, há uma cena em que um professor de Lógica, para
investigar a inteligência de Kaspar Hauser, propôe-lhe o seguin-
te problema:
"Caminhando por certa estrada, você chega a um ponto em
que há uma bifurcação: uma das vias conduz a uma aldeia A e
a outra conduz a uma aldeia B.

4 t'

No ponto de bifurcação você encontra dois homens, cada um


vindo de uma das aldeias, onde vive. Não se sabe qual deles
vem da aldeia A ou da B. Sabe-se apenas que todos os habitan-
tes da aldeia A mentem o tempo todo, enquanto todos os habi-
tantes da B falam somente a verdade. Você deve identif icar a
procedência de cada um dos homens, sendolhe permitido, pa-
ra isso, fazer uma única pergunta a um só deles. Qual deve ser a
pergunta?"
Kaspar H auser respondeu:
- Eu peÍguntaria a qualquer um dos dois: "Você é
pedra?" Explique como esta única pergunta, feita a qualquer
uma

um dos homens, possibilitou a identificação da origem de cada


um deles.

-,)&^r^U
uÀla
oU"f Árdur,^, p.r t!

l*À^^, f^^" r \!,tfuà.,§ J


-.D Xêr\ar'" drc^ B, cln
1rú Iruq,o "jlçte.,o
lL\Â 11Lür^) lllr"ô Ào' ^,
G 00d" l^L
"dg
vivendoa D

0o e*tAr»* /cste, enra/b €z/brorr" a&ure


aÃs///zto{, alorda/oo no- l)tro', tant, como.'
. rc?aürÍnrPa/oil4na, abau€s/ /Í, áry/to-
mat, /z âu/er,
o a/rtry'*ar, r?.u/r?/
W,lrrnzr?Ía, at,lrenàtaa, e
an, con/rarlea,'
. sal,"r'a /ze a/oúx/ conrlur oy'ar*> /e
utna, /a/olro/ot4ãc,'
. úro//? lrrJ/â,-
M/r€r' f/rarrlo' unat conchtão-
tc da*/ran *o*, o uqi€car,re, /olon*> /e
oltÍa. /0 fúairu, eua, agaunerzkru .rão
acehúrca, ott nâo.

1. Construa diagramas de E uler (ver página 20) que representem as


segu intes proposições:
a) Todos os poetas são pobres.
b) Todos os Íranceses são europeus.
c) Nenhum europeu é asiático.
d) Existem árvores que são verdes.
-tivtos que não sãffiro3:-

--_eH+a

!,)

ür

F
z
=
ô

o
Q
o
2
CE
2. Sendo N o coniunto de todos os seres que nadam, construa dia-
gramas de Euler que representem as proposiçôes:
o
a
o
z N
o
TE \
o
ô
L J
É a) Todos os patos nadam.
z b) Alguns gorilas nadam.
F
c) Nenhum eato nada.
d) Alguns hJmens não nadam
LANÇAMENTOS DA COLEçÃO
VIVENDO A MATEMATICA

I Brincando com números


I Geometria dos mosaicos E
I Descobrindo o teorema de Pitágoras
I Medindo comprimentos
I
I Problemas curiosos
I Polígonos, centopêias e outros bichos
I Geometria das dobraduras
I Logica? E lógicol

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