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DIREITO CIVIL (Parte Geral, Obrigações e Contratos)

(20 Questões)
Prof. Fernando Fraga
Data da Aula Dia 27 de março de 2010
Horário: de 13 às 16 hs
PROVAS PRELIMINARES DE INGRESSO NA EMERJ

PROVA PRELIMINAR 2º Semestre de 2001 (17 DE JUNHO DE 2001)

1ª QUESTÃO - Antônio, Bento, Carlos e Máximo tornaram-se conjuntamente devedores de


Daniel. Antes do vencimento da dívida, Antônio foi declarado insolvente, Bento veio a falecer e
Carlos foi interditado oficialmente. Sendo a dívida de R$80.000,00(oitenta mil reais), de que
forma poderá o credor exigir o pagamento da obrigação, no seu vencimento?

PROVA PRELIMINAR 1º Semestre de 2002 (25 DE NOVEMBRO DE 2001)

1ª QUESTÃO - O contrato contém duas cláusulas penais, uma moratória, outra compensatória,
sendo ambas no montante de 20% (vinte por cento) sobre o valor da obrigação. Ocorrendo a
inexecução, sem a prova da fortuidade, poderá exigir o credor, cumulativamente, ambas as cláusulas
penais acrescidas de perdas e danos, provando, inclusive, prejuízo maior que o montante das multas
contratuais?

PROVA PRELIMINAR 1º Semestre de 2004 (16 DE NOVEMBRO DE 2003)

1ª. QUESTÃO - 10 pontos -Antônio é devedor de uma quantia a Pedro, débito este decorrente de
uma aposta. Em vez de Antônio pagar a aposta, assume uma obrigação com Pedro em substituição
àquela dívida. Verifica-se, neste caso, a novação?

PROVA PRELIMINAR 2º Semestre de 2004 (08 DE JUNHO DE 2008)

1ª. QUESTÃO - 10 pontos – Distinga o depósito regular do depósito irregular, classificando o primeiro
e definindo o segundo. Indique os dispositivos legais nos quais ambos se encontram previstos.

2ª. QUESTÃO - 10 pontos – Discorra a respeito do instituto da reserva mental, fazendo a distinção
com o instituto da simulação.

PROVA PRELIMINAR 2º Semestre de 2009 (15 DE NOVEMBRO DE 2009)


1ª. QUESTÃO (10 PONTOS)
É sabido que os contratos onerosos podem ser comutativos ou aleatórios. Nestes podemos distinguir aqueles
que são aleatórios por sua própria natureza e aqueles que são acidentalmente aleatórios. Dê a distinção entre
ambos, exemplificando.

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Questões avulsas
1ª. QUESTÃO

Três trabalhadores rurais humildes, que possuem de receita um salário mínimo


mensal, constam como adquirentes das cotas societárias da empresa MRVL Ltda., com
capital social estimado em um milhão de reais, tornando-se os únicos sócios. No mesmo
ato da aquisição, os compradores outorgam procuração aos alienantes com poderes
ilimitados de gestão. Os alienantes são donos da fazenda na qual os compradores
trabalham.

Pergunta-se:

1) O negócio de compra e venda das cotas é válido?


2) Se o negócio foi celebrado sob a égide do Código Civil de 1916, haverá alguma
diferença na resposta do item 1? Qual? Esclareça.
3) Mesmo sendo praticado sob a égide do CC de 1916, poderá ser o negócio
regulado pelo atual código? Justifique.

2ª. QUESTÃO

Em julho de 2000, o veículo de João estava estacionado corretamente na margem direita


de uma tranqüila rua de sua cidade, quando foi abalroado por um caminhão em alta
velocidade e cujo motorista estava alcoolizado. Na época, estava em vigência o Código
Civil de 1916, que estipulava um prazo prescricional de vinte (20) anos para pleitear tal
indenização (art. 177 do CC/1916).

O atual Código Civil – que entrou em vigência em janeiro de 2003 – diminuiu tal prazo
para três (3) anos (art. 206 § 3.°, V). Levando-se em conta que João ainda não intentou
a competente ação, pergunta-se:

Em que ano estará consumada a prescrição da pretensão de João para cobrar tal dívida?
Justifique.

3ª. QUESTÃO
João celebrou contrato de promessa de compra e venda de bem imóvel em
20/01/2001 com José, tendo por objeto um apartamento. A escritura não foi registrada no
cartório imobiliário. Diante da inadimplência das cotas condominiais, desde agosto de 2003, o
condomínio ajuíza a ação de cobrança em face de José, promitente vendedor. José alega
ilegitimidade passiva, pois, entende que já teria transferido a responsabilidade pelo pagamento
da cota condominial ao promitente comprador.

Pergunta-se:
1) Qual a finalidade do registro?

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2) A promessa de compra e venda não registrada tem qual efeito jurídico?
3) A ação foi proposta corretamente?

4ª. QUESTÃO
Célia e Leomar celebraram um contrato de mandato, visando a uma futura compra e
venda de imóvel, em que a primeira conferiu poderes ao segundo para proceder à transferência
do bem para seu nome. Falecendo Célia, seu único herdeiro, Ariovaldo, considerou o negócio
extinto e pleiteou a devolução do imóvel. Alega Ariovaldo que o contrato é nulo em razão de ser
o imóvel financiado e o contrato com a Caixa Econômica proibir a transferência.
O contrato celebrado é válido perante o sistema jurídico vigente? Justifique,
indicando o dispositivo legal utilizado para a resposta.

5ª. QUESTÃO
ARLENE CERQUEIRA promoveu em face de SÃO FRANCISCANO PATRIMONIAL S/A
ação visando rescindir compromisso de compra e venda de uma unidade imobiliária integrante
de um empreendimento. Além da rescisão requereu devolução atualizada dos valores pagos,
indenização por danos morais – pelo sofrimento e angústia e materiais – por ter permanecido
pagando aluguel quando poderia estar residindo em bem próprio. Sustenta seu pedido no fato
da construtora não ter entregue o bem objeto da avença na data aprazada. Alega a empresa ré
que o atraso teria sido de apenas 180 (cento e oitenta dias) e que não procede o pedido de
devolução integral do valor pago pois há o direito a reter o percentual de 20% a 30 % do valor
para evitar-se o enriquecimento sem causa, vez que há despesas administrativas a serem
suportadas. Pretende, ademais, que seja julgado improcedente o pedido de reparação de
danos materiais, correspondente aos valores dos aluguéis mensais por completa distorção na
finalidade do negócio jurídico celebrado.

1.Considerados comprovados os fatos alegados, a quem assiste razão ?

6ª. QUESTÃO

Carolina celebra contrato de compra e venda de um imóvel no valor de R$ 150.000,00, por


instrumento particular. Ao se dirigir ao RGI para registro, é informada que em face da não
utilização da forma adequada para realização do negócio jurídico, o mesmo é nulo de pleno
direito. Ao procurar Ângela, alienante, é informa que não irá realizar novo instrumento de
compra e venda, pois o existente é plenamente válido. Pergunta-se:
a) A quem assiste razão?
b) Qual a providencia jurisdicional cabível?

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7ª. QUESTÃO

Gilda, proprietária de um imóvel na cidade de Fortaleza celebra um contrato de locação


com Josiel, tendo este último lhe informado de sua intenção de abrir um novo negócio rentável
na cidade, se esclarecer o que seria. Ultrapassados seis meses, Josiel inaugura o seu novo
empreendimento, no referido imóvel, que consiste na utilização do terreno para reciclagem de
lixo e armazenamento de lixo tóxico. Para diminuir os custos de seu empreendimento Josiel
recebe o lixo tóxico e não faz o tratamento adequado. Os moradores ingressam com uma ação
coletiva visando coibir a atividade de Josiel quanto ao armazenamento de lixo tóxico em razão
dos vários riscos à saúde e a integridade física dos moradores, alegam ainda o
descumprimento das normas adequadas para armazenamento de lixo tóxico.
Em defesa, Josiel ressalta os princípios da relatividade dos contratos e o da autonomia
da vontade, sob o argumento de que o seu contrato está perfeito e só gera efeitos entre as
partes contratantes, não havendo interesse dos moradores em ingressarem na sua esfera
jurídica.

Pergunta-se :
1) O que é o princípio da autonomia da vontade e no que se funda ?
2) O que significa o princípio da relatividade dos contratos ?
3) A quem assiste razão ? Sob qual fundamento ?

8ª. QUESTÃO

Humberto Telles convenciona com o casal Soares intermediar a venda de imóvel deles,
localizado em Jurerê Internacional. O contrato de corretagem previa o prazo de 6 ( seis ) meses
para que Humberto captasse clientes. No sétimo mês, Humberto encontra um comprador, Rolf e
assina termo de compromisso de venda do imóvel do casal. Rolf em razão do compromisso
firmado com Humberto retira todo o dinheiro que mantinha aplicado. O casal Soares ao receber
o telefonema de Humberto menciona não ter mais interesse na venda em razão de terem
transferido o bem na semana anterior a Cláudio, sócio de Manoel Soares. Rolf ao ser informado
de que não haveria transação imobiliária ingressa em juízo em face de Humberto e do casal
Soares requerendo indenização a ser paga em razão da perda financeira sofrida com a
desaplicação prematura de seu dinheiro.

1)Houve na hipótese estipulação em favor de terceiro ou contrato com pessoa a declarar?


Justifique.
2) Há base legal para a ação de ressarcimento proposta?Esclareça.

9ª. QUESTÃO

Antônio comprou o Sítio São José pelo preço de R$ 500.000,00, com área de 22.000 metros
quadrados, para nele instalar uma empresa. Antônio fez constar da escritura de aquisição, com
a concordância do vendedor Benedito, que essa área é a mínima necessária ao estabelecimento
de referida empresa. Realizada a compra e venda, com o registro do título no Registro
Imobiliário, Antônio constatou, com perícia, ao cabo de seis meses após esse registro, que a
área adquirida só possuía 18.000 metros quadrados, o que inviabilizou, parcialmente, o
empreendimento de Antônio, que pretende desfazer o negócio. A pretensão de Antônio
procede? Justifique a resposta, aplicando artigos do Código Civil. ( OAB São Paulo )
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10ª. QUESTÃO
Mário celebrou com Elizabeth contrato que teve como objeto a venda da casa de campo do
primeiro para a segunda. Foi estabelecido direito de arrependimento. No ato da negociação,
Elizabeth pagou a Mário a importância de R$20.000,00 (vinte mil reais), a título de arras
penitenciais. O restante do pagamento do bem seria feito em 10 parcelas sucessivas de
3.000,00 (três mil reais).Na semana anterior à quitação da primeira parcela, Elizabeth aplica o
dinheiro na Bolsa de Valores e acaba perdendo não só o dinheiro da primeira parcela como o
capital para o pagamento das demais, inviabilizando o cumprimento do pactuado.
1) Pela previsão legal, Elizabeth poderá desistir da compra do bem e receber o valor pago de volta?
2) Mário terá direito de ser indenizado na hipótese em estudo?

11ª. QUESTÃO
Construtora X LTDA. Ajuizou ação de resolução contratual cumulada com reintegração de
posse e indenização por perdas e danos em face de João e sua mulher. Sustenta que em
22/05/2005 prometeu vender aos réus o apartamento 301 do “Edifício Morar Bem” pelo preço de
R$ 60.000,00, a serem pagos em 3 prestações iguais.
Por sua vez, segundo a cláusula 5ª da promessa de compra e venda, também se
responsabilizam os réus pelo pagamento do débito hipotecário junto ao agente financeiro,
correspondente ao citado apto 301, e no parágrafo 2º desse item contratual, estipulou-se que
sendo impossível aos compromissários compradores o cumprimento de tal encargo, ficariam
eles obrigados a substitui por outros imóveis, mas a critério do promitente vendedor, cujo valor
não poderia ser inferior a R$ 60.000,00.
Na data do cumprimento do encargo, os réus ofereceram um terreno localizado na praia de
Búzios, que foi rejeitado pela autora.
Em contestação, sustentam os réus que se trata de obrigação alternativa e, em sendo oferecido
o bem, estavam exonerados, não sendo lícito ao credor rejeitá-lo.
Decida a questão.

12) (XXVII Concurso da Magistratura/RJ) A e B realizaram um negócio jurídico em que o


primeiro se obrigou a fornecer, no curso de 90 dias, por preço certo, de logo adiantado,
20 cabeças de vacas leiteiras da raça holandesa, dentre as melhores de seu pasto, no
Município de Cações. Cláusula especial estabeleceu que, no dies ad quem do termo,
poderia A desobrigar-se, entregando, no lugar do gado, 5 cavalos da raça manga larga
marchador, em criação no Haras Solar, situado no município vizinho. Uma súbita
epidemia dizimou todo o rebanho bovino de A, impedindo a entrega das 20 vacas. B,
então, exigiu os 5 cavalos, invocando o artigo 253 do Código Civil.
Responda objetivamente:

a) Que tipo ou espécie de obrigação assumiu A?

b) Cabe aplicar-se ao caso o artigo 253 do Código Civil?

Resolva, sucintamente, a questão, fornecendo os esclarecimentos e a fundamentação


necessários e pertinentes.
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13) César adquiriu um imóvel e após se encontrar no bem, soube por Josué,
síndico do prédio, que havia débito residual relativo a três meses de parcela condominial
não adimplida por Carlos, antigo proprietário. César entende não ter qualquer
responsabilidade sobre o pagamento, posto que a sua titularidade é ulterior.
Fundamenta, sobretudo, que o eventual cumprimento dessa obrigação caracterizaria
enriquecimento sem causa para o alienante.
Ante a questão estabelecida, responda fundamentadamente as indagações que seguem:

1- Qual a natureza da obrigação imputada a César?

2- Há exigibilidade do cumprimento da obrigação conforme pretendido pelo


condomínio, mesmo que seja comprovada a ausência do vínculo jurídico entre as
partes à época da constituição da mora ?

14) (Baseada na PROVA DA OAB-SP) Carlos, arquiteto, realizou um extenso trabalho de


pesquisa, desenhos e viabilidade geográfica para um grupo de (5) cinco amigos que
pretendiam comprar um terreno. Ficou acertado em contrato escrito que: “os
contratantes deverão pagar ao contratado, a título de honorários, o valor de dez mil
reais, trinta dias após a conclusão do serviço”.
Passados trinta dias após o serviço prestado, não ocorreu o pagamento; Carlos deseja
cobrar toda a quantia de um só cliente, posto ser o mais rico de todos. Os demais amigos
não têm meios para arcar com a dívida.
Analise o caso a partir dos seguintes tópicos:

1)Com base em nosso Código Civil, pode Carlos efetuar a cobrança de um só dos
devedores? Explique juridicamente.

2)Qual a principal diferença entre os sistemas brasileiro, italiano, alemão e argentino


acerca da solidariedade ?

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