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REVISÃO FINAL,
DELEGADO DE POLICIA
Cd~ base no Edital n° 007 -SEGPLAN/SSPÁPlPCGO; qe 4/11/2016
·. . • Revis~o ponto aponto •· .,
. . " ~ ~

POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE GOIÁS

COORDENAÇÃO
Rogério Sanches Cunha
Leandro Bortoleto
Paulo Lépore

AUTORES
Alan Martins, Daniel Trindade, Dimas Yamada Scardoelli, Duda
Nogueira, Fábio Rocha Caliari, Frederico Amado, Jaime Barreiros
Neto, Leandro Bortoleto, Paulo Lépore, Ricardo Ferracini Neto,
Ricardo Silvares, Rodolfo Gracioli, Rogério Sanches Cunha,
Wagner Inácio Dias, Wilson Luiz Palermo Ferreira

2017
);I EDITORA
1f fasPODIVM
www.editorajuspodivm.com.br
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EDITORA
www.editorajuspodivm.com.br

Rua Mato Grosso, 175 - Pituba, CEP: 41830-151 - Salvador -- Bahia


Tel: (71) 3363-8617 I Fax: (71) 3363-5050 •E-mail: fale@editorajuspodivm.corn.hr

Copyright: Edições JusPODIVM

Conselho Editorial: Dirley da Cunha Jr., Leonardo de Medeiros Garcia. Fredie Didier Jr., lG';e H0n1 iquc f\~'1t 1t<i.
José Marçelo Vigliar, Marcos Ehrhardt Júnior, Nestor Távora, Robério Nunes Filho, Roberval Rochc1 l-0rr~in Filhv.
Rodolfo ~amplona Filho, Rodrigo Reis Mazzei e Rogério Sanches Cunha.

Diagramação: Linotec Fotocomposição e Fotolito Ltda. (www.linotec.com.br)

Capa: Ana Caquetti

Todos os direitos desta edição reservados à Edições JusPODIVM.


É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, oor qualquer meio ou processo, sem
a expressa autorização do autor e da Edições JusPODtVM. A violação dos direitos autorais caracteriza crime
descrito na legislação em vigor, sem prejuízo das sanções civis cabíveis.
__I______ _

Apresentação da Coleção

A Coleção REVISÃO FINAL tem o propósito de preparar o concurseiro para provas dE


concursos públicos. Seu diferencial é a organização e a estruturação do conteúdo com basE
nos temas especificados no edital. É uma verdadeira revisão do conteúdo, ponto a ponto.
São diversos concursos, em cada um deles o edital é detalhadamente analisado e c
conteúdo elaborado por autores especializados na preparação para provas. Essa prepara-
ção direcionada garante a otimização do estudo e a revisão completa das matérias, corr
destaques aos pontos mais relevantes que costumam ser cobrados nos certames.
Os conteúdos são apresentados por meio de recursos diferenciados para facilitar a assi·
mi lação e consolidação da matéria estudada, como dicas, esquemas e quadrinhos. Assim
é possível aprofundar o conhecimento nos assuntos exigidos ao mesmo tempo que se ofe
rece um rápido panorama sobre temas complementares ao programa do edital.
Os autores também são responsáveis pela elaboração de dicas, pensadas de acorde
com o que tem sido exigido com mais frequência nas últimas provas realizadas.
Tudo isso para oferecer uma revisão de qualidade, que facilitará em muito o planeja
mento e o percurso rumo à sua aprovação.

Ricardo Didie1
Editora Juspodivn

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Apresentação

O livro Revisão Final__.: Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás é destinado a
auxiliar você, leitor, que pretende ocupar esse importante cargo policial.

De acordo com o edital, as disciplinas cobradas estão separadas em Conhecimentos


Básicos (Língua Portuguesa; Realidade étnica, social, histórica, geográfica, cultural, política
e econômica do estado de Goiás e do Brasil (Lei nº 14.911/2004) e Conhecimentos Especí-
ficos (Criminologia; Medicina Legal; Legislação Estadual; Direito Penal; Direito Processual
Penal; Legislação penal e processual penal extravagante; Direito Constitucional; Direito
Administrativo; Direito Civil; Direito Empresarial; Direito Tributário; Direito Ambiental;
Direito Eleitoral).

Sabe-se que tão importante quanto assimilar o conteúdo é revisá-lo com frequência.
Isso permitirá a consolidação do que foi estudado, o que contribuirá, em muito, para que
seja alcançado um rendimento de excelência nas provas de concursos públicos. Entre-
tanto, revisar não é tarefa fácil, especialmente pela dificuldade na seleção do conteúdo a
ser revisado, o que, muitas vezes, faz o candidato ou ler quase toda a matéria novamente
ou deixar pontos relevantes fora da revisão. Sem dúvida, essa atividade deve ser feita de
acordo com o concurso almejado, seguindo o respectivo edital.

Disso, surgiu a ideia deste livro, pois sua proposta é oferecer uma revisão, com quali-
dade, conforme o edital. Ponto a ponto. Não é pretensão esgotar os temas, mas, na ver-
dade, apontar aquilo que é mais relevante e costuma ser mais cobrado nas provas.

Para tanto, convidamos autores especializados na preparação para concursos.

O edital publicado foi, criteriosamente, analisado por cada autor e, com base nele, foram
elaboradas as dicas. Os autores selecionaram o que consideram essencial para a revisão
antes de sua prova conforme o que é cobrado no edital do seu concurso. Com isso, você
tem a sua disposição um material com excelentes dicas, seguindo ponto a ponto o edital.

Isso mesmo! No livro Revisão Final- Delegado de Polícia - Polfcia Civil do Estado de Goiás,
você tem dicas de todas as disciplinas cobradas, conforme o edital, e, ainda, cobrindo cada
ponto da matéria. Com certeza, isso vai facilitar em muito o planejamento e a execução de
sua revisão rumo à aprovação, futuro Delegado de Polícia!

Bons estudos!!!!

LEANDRO BORTOLETO
PAULO LÉPORE
ROGÉRIO SANCHES CUNHA
ALAN MA
Agente F
(UNESP). Esp
Saraiva. Instr
Fazesp. Profe
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Youtube:
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DIMAS Y
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públicos. Pro
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Facebook
Sobre os Autores

ALAN MARTINS
Agente Fiscal de Rendas/SP. Mestre em Direito pela Universidade Estadual Paulista
(UNESP). Especialista em Direito Tributário. Professor do CERS - Complexo de Ensino Renato
Saraiva. Instrutor da Escola Fazendária da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo -
Fazesp. Professor da Maestría Internacional Hacienda Pública Dirección y Admnistración Tri-
butaria do Instituto de Estudios Fisca/es do Ministerio de Hacienda y Administraciones Públicas
dei Gabemo de Espana. Docente em cursos de especialização e MBAs USP, CERS-Estácio,
Faculdade Baiana de Direito, ESD, UniFacef, INPG e de outras instituições. Autor de livros
para concursos e coordenador de carreiras fiscais da Editora Juspodivm.
www.professoralanmartins.com.br
Facebook: Alan Martins li e Alan Martins (professor)
lnstagram: @prof.alanmartins
Youtube: ProfessorAlanMartins
Grupo de Estudos: https://www.facebook.com/groups/ConcursosCarreirasFiscais/

DANIEL TRINDADE
Advogado. Ex-Delegado de Polícia do Estado do Rio Grande do Sul. Idealizador e Coor-
denador Pedagógico do iGabaritei. Especialista em Segurança Pública pela Academia de
Polícia do Estado do Rio Grande do Sul. Especialista em Direito Público pela Universidade
Potiguar. Membro honoris causa do Centro de Estudos de Direito Europeu em Lisboa, Por-
tugal. Autor e coautor de livros jurídicos.
Facebook: prof.danieltrindade
lnstagram: @professordanieltrindade

DIMAS YAMADA SCARDOELLI


Agente Fiscal de Rendas/SP. Mestre em Direito pela UNESP. Bacharel em Ciências Con-
tábeis pelo Uni-FACEF. Autor de livros jurídicos acadêmicos e preparatórios para concursos
públicos. Professor do CERS - Complexo de Ensino Renato Saraiva, cursos de pós-gradua-
ção e MBA's.
Facebook: Dimas Yamada Scardoelli
Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Sobre os Auto
10

DUDA NOGUEIRA LEANDRO

Professora de Língua Portuguesa para concursos públicos. Pós-graduada em Linguís- Mestre e


tica e Graduada em Letras. Autora de vários livros das Coleções Tribunais e MPU, Revisaço, dor e profess
Simulaço e Sinopses para carreiras fiscais. Coordenadora Editorial JusPodivm. Docente no Escola Super
Curso Ênfase e no curso EuVouPassar. graduação e
de Direito Ad
Grupo de estudos Facebook - Duda Nogueira Língua Portuguesa para concursos.
(Oficial de Ju
Twitter, lnstagram e Periscope - @DudaProfe. dicos. Ex-ofic
E-mail: professoraduda@gmail.com www.lean
@profbor
FÁBIO ROCHA CALIARI Facebook
Advogado, Assessor Jurídico, Mestre em Direito Penal pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo, PUC-SP. Aluno Especial do Doutorado na Universidade de São Paulo
PAULO L
USP - Largo São Francisco. Coordenador do Curso de Direito e Professor efetivo de Direito
Penal, Direito Processual Penal e Legislação Penal Especial no IMESB, Instituto Municipal de Coordena
Ensino Superior - Bebedouro/SP. Professor de Direito Penal no Centro Universitário UNIFEB Federal de S
- Barretos/SP. No Centro de Educação Barretos lecionou (2008-2015) Direito Penal, Direito Paulista - UN
Processual Penal e Prática Jurídica Penal. Possui graduação em Direito pelo Centro Univer- Direitos Cole
sitário da Fundação Educacional de Barretos - UNIFEB. Autor de artigos e obras jurídicas. Coordenado
Tem experiência forense atuando como advogado na área cível, criminal e pública. nador da Com
do Brasil do E
Facebook: Fábio Caliari
www.pau

FREDERICO AMADO
RICARDO
Procurador Federal. Professor de Direito Ambiental e Previdenciário do CERS cursos
on-line. Coordenador da pós-graduação on-line em Direito e Processo Previdenciário e dos Promotor
Cursos de Prática Previdenciária do Complexo de Ensino Renato Saraiva (www.cers.com. Criminologia
br). Doutorando em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social pela Universidade Livros Jurídic
Católica do Salvador - UCSAL. Mestre em Planejamento Ambiental pela UCSAL. Especialista ricardofer
em Direito do Estado pelo Instituto de Educação Superior Unyahna Salvador - IESUS.
@rferraci
www.fredericoamado.com.br
Facebook
@fredericoamado
Facebook: Frederico Amado
RICARDO

Promoto
JAIME BARREIROS NETO sor em curso
Mestre em Direito (UFBA). Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal graduação (F
da Bahia, aprovado em concurso de provas e títulos. Professor da Universidade Católica do e Legislação
Salvador e da Faculdade Baiana de Direito. Analista Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral Direito da Un
da Bahia. pela Univers
Facebook: Jaime Barreiros Neto nais - IBCCri
stado de Goiás Sobre os Autores i 11]
LEANDRO BORTOLETO

da em Linguís- Mestre e bacharel em direito pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Coordena-
MPU, Revisaço, dor e professor de Direito Administrativo no curso de especialização em Direito Público da
vm. Docente no Escola Superior de Direito - ESD, em Ribeirão Preto. Professor de Direito Administra.tiva na
graduação e na pós-graduação em direito do Centro Universitário Estácio Uniseb. PrÓfessor
de Direito Administrativo nos cursos Ênfase, Eu Vou Passar e Proordem. Analista Judiciário
oncursos.
(Oficial de Justiça Avaliador Federal) na Justiça Federal. Autor e coordenador de livros jurí-
dicos. Ex-oficial de justiç~ no TJ SP.
www.leandrobortoleto.com.br
@profbortoleto
Facebook: Leandro Bortoleto
a Universidade
de de São Paulo
PAULO LÉPORE
etivo de Direito
to Municipal de Coordenador e Professor do Curso Ênfase. Pós-doutor em Direito pela Universidade
ersitário UNIFEB Federal de Santa Catarina - UFSC. Doutor em Serviço Social pela Universidade Estadual
o Penal, Direito Paulista - UNESP. Doutorando em Direito pela Universidade de Coimbra - UC. Mestre em
Centro Univer- Direitos Coletivos e Função Social do Direito pela Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP.
obras jurídicas. Coordenador de Coleções e autor de diversos livros e artigos jurídicos. Advogado. Coorde-
pública. nador da Comissão de Direitos Infanta-Juvenis da 12ª Subseção da Ordem dos Advogados
do Brasil do Estado de São Paulo - OAB-SP.
www.paulolepore.com.br

RICARDO FERRACINI NETO


do CERS cursos
denciário e dos Promotor de Justiça do Estado de São Paulo. Graduado e Mestre em Direito Penal e
www.cers.com. Criminologia pela Universidade de São Paulo - USP. Professor de Direito Penal. Autor de
a Universidade Livros Jurídicos.
SAL. Especialista ricardoferracini@hotmail.com
or - IESUS.
@rferracinin
Facebook: Ricardo Ferracini

RICARDO SILVARES

Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo desde 1994. Profes-
sor em cursos de preparação para concursos (CERS), em pós-graduação (CERS/Estácio) e
rsidade Federal graduação (FACAMP), ministrando matérias relacionadas a Direito Penal, Processo Penal
ade Católica do e Legislação do Ministério Público. Mestre em Direito Processual Penal pela Faculdade de
egional Eleitoral Direito da Universidade de São Paulo. Especialista em Direito Penal Econômico e Europeu
pela Universidade de Coimbra, em convênio com o Instituto Brasileiro de Ciências Crimi-
nais - IBCCrim. Especialista em Direito Constitucional e Processo Constitucional pela EDB.
[~2]_ _____ _ Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

RODOLFO GRACIOLI
Graduado em Ciências Sociais (Bacharel e Licenciatura) pela Universidade Estadual Pau-
lista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP). Pós-graduado em "Política, Gestão Educacional e
Novas Tecnologias de Informação e Comunicação" (UNESP). Professor de Sociologia, Filo-
sofia, temas de redação e Atualidades de redes particulares de ensino e cursos preparató-
rios para concursos públicos. \
www.rodolfogracioli.com.br
Facebook: Rodolfo Gracioli
https://www.facebook.com/groups/AtualidadesComRodolfoGracioli/ LÍNGUA PO
Duda Nogue

ROGÉRIO SANCHES CUNHA PARTE 1- ED


Promotor de Justiça no Estado de São Paulo. Professor de Penal da Escola Superior do 1. Edital sis
Ministério Público de São Paulo, da Fundação Escola Superior do Ministério Público do
PARTE li - FO
Mato Grosso e do CERS (Complexo de Ensino Renato Saraiva)
ORTOGRAF
1. Introduç
WAGNER INÃCIO DIAS
2. Em conc
Professor Universitário. Mestre em Direito pela Universidade Está cio de Sá/RJ. Advogado.
Autor de diversas obras jurídicas. Consultor em Direito Civil e Direito Médico. Palestrante. 2.1. E
2.2. M
www.facebook.com/wagnerinaciocivil
2.3. V
instagram: @dicadodias
2.4. C
2.5. O
WILSON LUIZ PALERMO FERREIRA 2.6. S
Mestre em Direito Penal pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 2.7. T
Especialista em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor 2.8. D
universitário de Medicina Legal. Professor convidado na área de Medicina Legal do Curso 2.9. E
de Especialização em Ciências Criminais e Segurança Pública da Universidade do Estado do
2.1 O. A
Rio de Janeiro (UERJ). Delegado de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
2.11. M
lnstagram: @wlpferreira 2.12. A
facebook.com/professorwilsonferreira 2.13. S

ACENTUAÇ
1. Introduç
2. Regras
2.1.
2.2.

2.3.
2.4.
stado de Goiás

Sumário
e Estadual Pau-
Educacional e
ociologia, Filo-
sos preparató-

LÍNGUA PORTUGUESA
Duda Nogueira

PARTE 1- EDITAL SISTEMATIZADO


ola Superior do 1. Edital sistematizado ...................................................................................................................... 35
rio Público do
PARTE li - FONOLOGIA
ORTOGRAFIA..................................................................................................................................... 37
1. Introdução ........................................................................................................................................ 37
2. Em concursos ................................................................................................................................... 37
/RJ. Advogado.
2.1. Emprego dos porquês .................................................................................................... 37
o. Palestrante.
2.2. Mal e mau ............................................................................................................................ 38
2.3. Viagem e viajem ................................................................................................................ 38
2.4. Cessão, sessão e seção (ou secção) ............................................................................ 38
2.5. Onde e aonde .................................................................................................................... 38
2.6. Se não e senão ................................................................................................................... 38
UERJ). 2.7. Tão pouco e tampouco .................................................................................................. 39
UERJ). Professor 2.8. De encontro a e ao encontro de ................................................................................. 39
Legal do Curso 2.9. Em vez de e ao invés de ................................................................................................. 39
e do Estado do 39
2.1 O. Acerca de, a cerca de e há cerca de ............................................................................
2.11. Mas e mais ........................................................................................................................... 39
2.12. A fim e afim ......................................................................................................................... 40
2.13. Se quer e sequer ............................................................................................................... 40

ACENTUAÇÃO ...."............................................................................................................................. 41
1. Introdução........................................................................................................................................ 41
2. Regras de acentuação gráfica.................................................................................................... 41
2.1. Proparoxítonas ..............................................................................:.................................... 41
2.2. Paroxítonas......................................................................................................................... 41
2.2.1 . Observações ...................................................................................................... 41
2.3. Oxítonas............................................................................................................................... 42
2.4. Monossílabos ..................................,.................................................................................. 42
2.4.1. Monossílabos Tônicos..................................................................................... 42

",;·
14 1 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás 5umário

2.4.2. Monossílabos Ato nos .................................................................................... . 42 4.4. Pro


2.4.3. Observações...................................................................................................... 42 4.4.
2.5. Regras Especiais................................................................................................................ 42 4.5. Pro
2.5.1. Ditongos abertos............................................................................................. 42
4.5.
2.5.2. Hiatos................................................................................................................... 43
4.6. Pro
2.5.3. Verbos TER e VIR............................................................................................... 43
Colocação pro
REFORMA ORTOGRÁFICA............................................................................................................. 45 1. Próclise .....
1. Mudanças no alfabeto.................................................................................................................. 45 2. Mesóclise .
2. Trema.................................................................................................................................................. 45 3. Ênclise .......
3. Mudanças nas regras de acentuação...................................................................................... 45 4. Em locuçõ
1. Uso do hífen com compostos.................................................................................................... 46 Verbo ................
5. Uso do hífen com prefixos.......................................................................................................... 47 1. Definição .
5.1. Casos particulares............................................................................................................ 48 2. Classificaç
5.2. Outros casos do uso do hífen....................................................................................... 48 2. 1. Ab
PARTE Ili - MORFOLOGIA 3. Modo verb
Substantivo............................................................................................................................................... 51 3.1. For
1. Definição........................................................................................................................................... 51 4. Tempo ver
1. 1. Em Concursos - Morfossintaxe ................................................................................... 51 4.1. Tem
Adjetivo...................................................................................................................................................... 51 4.2. Cor
1. Definição........................................................................................................................................... 51 5. Voz verbal
1. 1. Em Concursos - Morfossintaxe ................................................................................... 51 5. 1. Voz
2. Locução adjetiva............................................................................................................................ 51 5.2. Voz
Artigo .......................................................................................................................................................... 51 5.2.
1. Definição .......................................................................................................................................... . 51 5.2.
2. Classificação do artigo ................................................................................................................ . 52 Advérbio .........
Numeral .................................................................................................................................................... . 52 1. Definição
1. Definição .......................................................................................................................................... . 52 Conjunção ......
2. Classificação do numeral ............................................................................................................ . 52 1. Definição
Pronome ................................................................................................................................................... . 52 2. Classificaç
1. Introdução ....................................................................................................................................... . 52 Preposição ......
2. Definição .......................................................................................................................................... . 52 1. Introduçã
3. Pronome adjetivo e substantivo .............................................................................................. . 52 2. Definição
4. Classificação dos pronomes ...................................................................................................... . 53
3. Locução p
4.1. Pronome pessoal ............................................................................................................. . 53 Interjeição ......
4.1 .2. Emprego dos Pronomes Pessoais ............................................................. . 53 1. Definição
4.1.2.1. Uso de MIM e EU ............................................................................. . 54
4.1.2.2. SE, SI, CONSIGO ............................................................................... . 54 PARTE IV - SIN
4.2. Pronomes de tratamento ............................................................................................. . 55 TERMOS ESSE
4.3. Pronome possessivo ....................................................................................................... . 55 1. Introduçã
4.3.1. Morfossintaxe do Pronome Possessivo ................................................... . 55 2. Definição
ado de Goiás 5umário i 15 •
__ L _____ ~

........... . 42 4.4. Pronome demonstrativo ............................................................................................... . 55


............ 42 4.4. 1. Emprego do Pronome Demonstrativo .................................................... . 55
............ 42 4.5. Pronome relativo ............................................................................................................. . 56
............ 42
4.5. 1. Emprego do Pronome Relativo ................................................................ ;.. . 56
............ 43
4.6. Pronome indefinido ....................................................................................................... . 57
............ 43
Colocação pronominal ........................................................................................................................ . 58
............ 45 1. Próclise .............................................................................................................................................. . 58
............ 45 2. Mesóclise ................... ,...................................................................................................................... . 59
............ 45 3. Ênclise ................................................................................................................................................ . 59
............ 45 4. Em locuções verbais ..................................................................................................................... . 59
............ 46 Verbo .......................................................................................................................................................... . 59
............ 47 1. Definição .......................................................................................................................................... . 59
............ 48 2. Classificação verbal ...................................................................................................................... . 60
............ 48 2. 1. Abundantes ....................................................................................................................... . 60
3. Modo verbal .................................................................................................................................... . 61
............ 51 3.1. Formas Nominais ............................................................................................................. . 61
............ 51 4. Tempo verbal .................................................................................................................................. . 61
............ 51 4.1. Tempos Compostos ........................................................................................................ . 62
............ 51 4.2. Correlação de tempos verbais .................................................................................... . 63
............ 51 5. Voz verbal ......................................................................................................................................... . 63
............. 51 5. 1. Voz Ativa ............................................................................................................................. . 64
............ 51 5.2. Voz Passiva ......................................................................................................................... . 64
............. 51 5.2.1. Passiva Analítica .............................................................................................. . 64
........... . 51 5.2.2. Passiva Sintética .............................................................................................. . 64
............ . 52 Advérbio ................................................................................................................................................... . 65
............ . 52 1. Definição .......................................................................................................................................... . 65
............ . 52 Conjunção ................................................................................................................................................ . 65
........... . 52 1. Definição .......................................................................................................................................... . 65
............ . 52 2. Classificação .................................................................................................................................... . 65
............ . 52 Preposição ................................................................................................................................................ . 65
............ . 52 1. Introdução ....................................................................................................................................... . 65
............ . 52 2. Definição .......................................................................................................................................... . 66
............ . 53 66
3. Locução prepositiva··:···················································································································
........... . 53 Interjeição ................................................................................................................................................ . 66
............ . 53 1. Definição .......................................................................................................................................... . 66
............ . 54
........... . 54 PARTE IV - SINTAXE
........... . 55 TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO ............................................................................................ . 67
........... . 55 1. Introdução ....................................................................................................................................... . 67
........... . 55 2. Definição ........................................................................................................................................... 67
( 16 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Sumário
1 -- --

3. Sintaxe de oração - termos essenciais................................................................................... 67 4.3. Su


3.1. Sujeito................................................................................................................................... 67 4.3
3.1.1. Em concursos.................................................................................................... 68 4.4. Su
3.2.2. Predicado............................................................................................................ 69 4.4
3.2.2.1. Predicação verbal ......................................... ,.................................. 69 4.5. Or
3.2.2.3. Predicativo··+·················································································-··· 69 4.5
3.2.2.3.1. Morfossintaxe dos predicativos............................. 70
CONCORDÂN
3.2.2.4. Classificação do predicado........................................................... 70
1. Introdução
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO........................................................................................ 71
2. Concordâ
1. Objeto direto................................................................................................................................... 71
2.1. Ca
1.2. Objeto direto preposicionado..................................................................................... 71
2.2. Su
2.3. Objeto direto pleonástico............................................................................................. 71
2.2
3. Objeto indireto................................................................................................................................ 72
2.2
3.1. Objeto indireto pleonástico......................................................................................... 72
2.3. Ve
4. Morfossintaxe dos complementos verbais........................................................................... 72
2.4. Ve
5. Agente da passiva.......................................................................................................................... 73
2.5. Ha
5.2. Morfossintaxe do agente da passiva......................................................................... 73
3. Concordâ
6. Complemento nominal................................................................................................................ 73
6.1. Morfossintaxe do complemento nominal............................................................... 74 3.1. Ca
7. Diferença entre complemento nominal e adjunto adnominal ·················-··················· 74 REGÊNCIA....
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO........................................................................................... 75 1. Introdução
1. Introdução........................................................................................................................................ 75 2. Regência
2. Adjunto adnominal ....................................................................................................................... 75 2.1. Ve
2.1. Morfossintaxe do adjunto adnominal ...................................................................... 75 2.2. Ve
3. Adjunto adverbial.......................................................................................................................... 75 2.3. Lis
3.1. Classificação do adjunto adverbial............................................................................ 76 3. Regência
3.3. Morfossintaxe do adjunto adverbial......................................................................... 76
CRASE............
4. Aposto................................................................................................................................................ 76
1. Introdução
4.1. Morfossintaxe do aposto............................................................................................... 77
2. Regra ger
4.2. Classificação do aposto.................................................................................................. 77
3. Casos em
5. Vocativo ............................................................................................................,................................ 77
5.1. Morfossintaxe do vocativo............................................................................................ 77 4. Diante de
5. Diante de
PERÍODO COMPOSTO..................................................................................................................... 79
6. Com pron
1. Introdução........................................................................................................................................ 79
7. Com pron
2. Con~eitos .......................................................................................................................................... 79
8. Antes da
3. Coordenação ................................................................................................................................... 79
9. Crase facu
3.1. Assindéticas........................................................................................................................ 79
1O. Não se us
3.2. Sindéticas............................................................................................................................ 79
4. Subordinação.................................................................................................................................. 80 PONTUAÇÃO
4.1. Introdução···-··················--····································································-'···························· 80 1. Introdução
4.2. Subordinada substantiva............................................................................................... 80. 2. Vírgula.....
tado de Goiás Sumário - ___l_i?_]
............. 67 4.3. Subordinada adjetiva...................................................................................................... 81
.............. 67 4.3.1. Classificação das subordinadas adjetivas................................................ 81
............. 68 4.4. Subordinada adverbial................................................................................................... 82
............. 69 4.4.1. Classificação ...................................................................................................... 82
.............. 69 4.5. Orações reduzidas............................................................................................................ 83
·········-··· 69 4.5.1. Classificação....................................................................................................... 83
............. 70
CONCORDÂNCIA.............................................................................................................................. 85
............. 70
1. Introdução........................................................................................................................................ 85
............. 71
2. Concordância verbal..................................................................................................................... 85
............. 71
2.1. Casos particulares............................................................................................................ 85
............. 71
2.2. Sujeito composto ............................................................................................................ 87
............. 71
2.2.1. Casos particulares ........................................................................................... 87
............. 72
2.2.2. Verbo+ SE........................................................................................................... 88
............. 72
2.3. Verbo SER............................................................................................................................ 88
............. 72
2.4. Verbo PARECER.................................................................................................................. 89
............. 73
2.5. Haja vista............................................................................................................................. 89
............. 73
3. Concordância nominal ................................................................................................................ 90
............. 73
............. 74 3.1. Casos particulares·············-·······································-······················································ 91
·············· 74 REGÊNCIA........................................................................................................................................... 93
............. 75 1. Introdução........................................................................................................................................ 93
............. 75 2. Regência verbal.............................................................................................................................. 93
............. 75 2.1. Verbos que apresentam uso popular em desacordo com a norma culta.... 93
............. 75 2.2. Verbos que possuem mais de uma regência.......................................................... 94
............. 75 2.3. Lista de verbos notáveis................................................................................................. 95
............. 76 3. Regência nominal.......................................................................................................................... 96
............. 76
CRASE.................................................................................................................................................. 97
............. 76
1. Introdução........................................................................................................................................ 97
............. 77
2. Regra geral........................................................................................................................................ 97
............. 77
3. Casos em que sempre haverá crase ....................................................................................... 98
............. 77
............. 77 4. Diante de nomes de lugar........................................................................................................... 98
5. Diante de pronome demonstrativo......................................................................................... 98
............. 79
6. Com pronome relativo................................................................................................................. 99
............. 79
7. Com pronome demonstrativo................................................................................................... 99
............. 79
8. Antes da palavra distância.......................................................................................................... 100
............. 79
9. Crase facultativa............................................................................................................................. 100
............ 79
1O. Não se usa crase ............................................................................................................................. 100
............. 79
............ 80 PONTUAÇÃO..................................................................................................................................... 101
············· 80 1. Introdução........................................................................................................................................ 101
............ 80. 2. Vírgula................................................................................................................................................. 101
Sl!mário

2.1. Vírgula no interior da oração........................................................................................ 101 transfor


zação, in
2.2. Vírgula entre as orações................................................................................................. 102
1.1. A
3. Ponto e vírgula................................................................................................................................ 103
1.2. A
4. Dois-pontos...................................................................................................................................... 103
1.3. \ A
5. Ponto final......................................................................................................................................... 103
1.4. I
6. Ponto de interrogação ................................................................................................................. 103
2. Modern
7. Ponto de exclamação ................................................................................................................... 103
8. Reticências........................................................................................................................................ 104 2.1. U
3. Populaç
9. Parênteses......................................................................................................................................... 104
gráfica....
10. Travessão........................................................................................................................................... 104
3.1. P
11. Aspas .................................................................................................................................................. 104
3.2. M
12. Colchetes........................................................................................................................................... 104
4. Econom
13. Asterisco............................................................................................................................................ 104
4.1. T
PARTE V - COESÃO E COERÊNCIA - REESCRITURA DE FRASES 5. As regiõ
COESÃO E COERÊNCIA - REESCRITURA DE FRASES ............................................................. 105 6. Aspecto
1. Introdução........................................................................................................................................ 105 6.1. V
2. Coesão referencial......................................................................................................................... 1OS 6.2 H
3. Coesão sequencial......................................................................................................................... 105 6.3. C
3.1. Paráfrase.............................................................................................................................. 106 6.4. R
3.2. Perífrase ............................................................................................................................... 106 7. Aspecto
na Repú
4. Tipos de incoerência..................................................................................................................... 107
de 1930
PARTE VI - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 7.1. I
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO.......................................................................................................... 109 7.2. O
1. Introdução........................................................................................................................................ 109 7.3. A
2. Tipologia textual ........................................................................................................................... 110 7.4. A
3. Gêneros textuais............................................................................................................................. 111 8. Aspecto
escravid
3.1. Gêneros literários ............................................................................................................. 111
8.1. O
3.2. Gêneros dramáticos........................................................................................................ 112
8.2. O
3.3. Gêneros líricos................................................................................................................... 112
8.3. A
4. Dicas para interpretar .................................................................................................................. 112
8.4. O
Bibliografia................................................................................................................................................ 113
8.5. C
REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, HISTÓRICA, GEOGRÁFICA, CULTURAL, 9. Atualid
POLÍTICA E ECONÔMICA DO ESTADO DE GOIÁS E DO BRASIL (LEI N° de Goiás
14.911 /2004)
CRIMINOL
Rodolfo Gracioli
Fábio Rocha
1. Formação econômica de Goiás: a mineração no século XVIII, a agropecuária nos
séculos XIX e XX, a estrada de ferro e a modernização da economia goiana, as 1. Criminol
Sl!mário

.................. 101 transformações econômicas com a construção de Goiânia e Brasília, industriali-


zação, infraestrutura e planejamento..................................................................................... 119
.................. 102
1.1. A agropecuária nos séculos XIX e XX e a modernização da economia goiana. 120
.................. 103
1.2. A estrada de ferro............................................................................................................. 122
.................. 103
1.3. \ As transformações econômicas com a construção de Goiânia e Brasília ..... i. 123
.................. 103
1.4. Industrialização, infraestrutura e planejamento................................................... 124
.................. 103
2. Modernização da agricultura e urbanização do território goiano............................... 124
.................. 103
.................. 104 2.1. Urbanização .. :···················································································································· 125
3. População goiana: povoamento, movimentos migratórios e densidade demo-
.................. 104
gráfica................................................................................................................................................. 125
.................. 104
3.1. Povoamento....................................................................................................................... 125
.................. 104
3.2. Movimentos Migratórios e densidade demográfica........................................... 126
.................. 104
4. Economia goiana: industrialização e infraestrutura de transportes e comunicação 127
.................. 104
4.1. Transportes e Comunicação......................................................................................... 127
5. As regiões goianas e as desigualdades regionais............................................................... 128
.................. 105 6. Aspectos físicos do território goiano: vegetação, hidrografia, clima e relevo......... 128
.................. 105 6.1. Vegetação ........................................................................................................................... 129
.................. 1OS 6.2 Hidrografia.......................................................................................................................... 129
.................. 105 6.3. Clima..................................................................................................................................... 130
.................. 106 6.4. Relevo................................................................................................................................... 131
................... 106 7. Aspectos da história política de Goiás: a independência em Goiás, o coronelismo
na República Velha, as oligarquias, a Revolução de 1930, a administração política
.................. 107
de 1930 até os dias atuais........................................................................................................... 131
7.1. Independência em Goiás............................................................................................... 131
.................. 109 7.2. O coronelismo na República Velha e as oligarquias............................................ 132
.................. 109 7.3. A revolução de 1930........................................................................................................ 133
................... 110 7.4. A administração política de 1930 até os dias atuais............................................ 134
.................. 111 8. Aspectos da História Social de Goiás: o povoamento branco, os grupos indígenas, a
escravidão e cultura negra, os movimentos sociais no campo e a cultura popular....... 134
................... 111
8.1. O povoamento branco................................................................................................... 134
.................. 112
8.2. Os grupos Indígenas....................................................................................................... 134
.................. 112
8.3. A escravidão e cultura negra........................................................................................ 135
................... 112
8.4. Os movimentos sociais no campo ............................................................................. 135
.................. 113
8.5. Cultura Popular................................................................................................................. 136
URAL, 9. Atualidades econômicas, políticas e sociais do Brasil, especialmente do estado
LEI N° de Goiás............................................................................................................................................. 138

CRIMINOLOGIA
Fábio Rocha Caliari
uária nos
goiana, as 1. Criminologia.................................................................................................................................... 143
r--1
L-~~-- -- -
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Sumário

1.1. Conceito de criminologia.............................................................................................. 143 12. Aspectos


1.2. Métodos da criminologia: empirismo e interdisciplinaridade......................... 144 13. Aspectos
1.3. Objeto da criminologia: delito, delinquente, vítima, controle social............. 144 Bibliografia.....
2. Funções da criminologia............................................................................................................. 147
2.1. Criminologia e política criminal................................................................................... 147 LEGISLAÇÃ
2.2. Direito Penal ........................................... j........................................................................... 148 Leandro Bort
3. Modelos teóricos da criminologia........................................................................................... 148 1. Lei Estad
3.1. Teorias sociológicas......................................................................................................... 150 do de Go
3.2. Prevenção da infração penal do Estado Democrático de Direito................... 157 2. Lei Estad
3.3. Prevenção primária.......................................................................................................... 157 Estado d
3.4. Prevenção secundária..................................................................................................... 158
3.5. Prevenção terciária.......................................................................................................... 158 DIREITO PE
3.6. Modelos de reação ao crime........................................................................................ 158 Rogério Sanc
1. Garantias
MEDICINA LEGAL 2. Direito p
Wilson Luiz Palermo Ferreira 3. A lei pen
1. Conceitos, importâncias e divisões da medicina legal ................................................... .. 161 3.1. C
2. Corpo de delito, perícia e peritos em medicina legal ...................................................... . 164 3.2. Le
3. Documentos médico-legais ...................................................................................................... . 165 3.3. Im
3.1. Conceitos de identidade, de identificação e de reconhecimento ................. . 166 3.4. C
4. Principais métodos de identificação ..................................................................................... .. 167 3.5. C
5. Lesões e mortes por ação contundente, por armas brancas e por projéteis de 4. Teoria ge
arma de fogo comuns e de alta energia .............................................................................. .. 171 4.1. C
6. Conceito e diagnóstico da morte ........................................................................................... .. 182 4.2. B
6.1. Fenômenos cadavéricos ............................................................................................... . 182 4.3. T
6.2. Cronotanatognose, comoriência e premoriência ............................................... .. 185 4.4. Le
6.3. Exumação ........................................................................................................................... . 185 4.5. T
6.4. Causa jurídica da morte ............................................................................................... .. 186 4.6. A
6.5. Morte súbita e morte suspeita .................................................................................. .. 186 4.7. Ir
7. Exame de locais de crime .......................................................................................................... .. 186 4.8. C
7.1. Aspectos médico-legais das toxicomanias e da embriaguez .......................... . 187 4.9. O
7.2. Lesões e morte por ação térmica, por ação elétrica, por baropatias e por 4.1 O. C
ação química ..................................................................................................................... . 189 4.11. T
8. Aspectos médico-legais dos crimes contra a liberdade sexual. .................................. .. 191 4.12. R
9. Asfixias por constrição cervical, por sufocação, por restrição aos movimentos do 4.13. Im
tórax e por modificações do meio ambiente ...................................................................... . 193 4.14. C
1O. Aspectos médico-legais do aborto, infanticídio e abandono de recém-nascido ... 198 4.15. D
11. Modificadores e avaliação pericial da imputabilidade penal e da capacidade civil. 200 4.16. C
11.1. Doença mental, desenvolvimento mental incompleto ou retardado, per- 4.17. A
turbação mental ............................................................................................................... 201 4.18. D

·····~· .....-..·.'
Estado de Goiás Sumário J 21]
................. 143 12. Aspectos médico legais do testemunho, da confissão e da acareação......................... 202
................ 144 13. Aspectos médico-legais das lesões corporais e dos maus-tratos a menores e idosos. 203
ial............. 144 Bibliografia................................................................................................................................................ 207
................. 147
................. 147 LEGISLAÇÃO ESTADUAL
.................. 148 Leandro Borto/eto
................. 148 1. Lei Estadual nº 16.901 /201 O (dispõe sobre a Lei Orgânica da Polícia Civil do Esta-
................. 150 do de Goiás)..................................................................................................................................... 211
................ 157 2. Lei Estadual nº 10.460/1988 (dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Efetivos do
................. 157 Estado de Goiás)............................................................................................................................. 228
................. 158
................. 158 DIREITO PENAL
................. 158 Rogério Sanches Cunha
1. Garantias penais fundamentais da Constituição................................................................ 265
2. Direito penal e política criminal................................................................................................ 268
3. A lei penal ......................................................... ,............................................................................... 268
............... .. 161 3.1. Características, fontes, interpretação, vigência e aplicação.............................. 268
................ . 164 3.2. Lei penal no tempo e no espaço................................................................................. 270
................ . 165 3.3. Imunidade........................................................................................................................... 272
................ . 166 3.4. Condições de punibilidade........................................................................................... 273
............... .. 167 3.5. Concurso aparente de normas.................................................................................... 274
jéteis de 4. Teoria geral do crime.................................................................................................................... 275
............... .. 171 4.1. Conceito, objeto, sujeitos, conduta, tipicidade, culpabilidade........................ 275
............... .. 182 4.2. Bem jurídico....................................................................................................................... 277
................ . 182 4.3. Tempo e lugar do crime................................................................................................. 278
............... .. 185 4.4. Lei penal excepcional, especial e temporária........................................................ 279
................ . 185 4.5. Territorialidade e extraterritorialidade da lei penal............................................. 279
............... .. 186 4.6. Analogia............................................................................................................................... 279
............... .. 186 4.7. Irretroatividade da lei penal......................................................................................... 279
............... .. 186 4.8. Causas de exclusão da ilicitude................................................................................... 280
................ . 187 4.9. O fato típico e seus elementos.................................................................................... 282
as e por 4.1 O. Causas de exclusão da tipicidade............................................................................... 285
................ . 189 4.11. Teoria da ação.................................................................................................................... 286
............... .. 191 4.12. Relação de causalidade e teorias ............................. ;.................................................. 288
entos do 4.13. Imputação objetiva........................................................................................................... 288
................ . 193 4.14. Consumaçãoetentativa................................................................................................ 289
ascido ... 198 4.15. Desistência voluntária, arrependimento eficaz e arrependimento posterior 290
ade civil. 200 4.16. Crime impossível.............................................................................................................. 291
ado, per- 4.17. Agravação pelo resultado ..... ,....................................................................................... 291
................ 201 4.18. Descriminantes putativas ..............................................................,................................ 292
_:"1 •.
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i 22 ' Revisão Final • Delegado de Polícia - P()lícia ~ivil d() ~st~_do de Goiás Sumário

4.19. Erro determinado por terceiro e erro sobre a pessoa......................................... 292 8. Crime e Co
4.20. Causas de exclusão da culpabilidade........................................................................ 293 9. Lei 10.741/
4.21. Imputabilidade.................................................................................................................. 295 1O. Lei 8.137 /9
4.22. Erro de proibição.............................................................................................................. 295
11. Le'. 8.072/90
4.23. Concurso de agentes...................................................................................................... 295
12. Lei 7716/89
4.24. Autoria e participação.................................................................................................... 296
13. Lei 9.455/9
4.25. Conduta delituosa, resultado, relação de causalidade e imputação............. 297 14. Lei 12.694/
4.26. Extinção da punibilidade............................................................................................... 298 Criminosa .
4.26.1. Conceito, causas gerais e específicas, momentos de ocorrência... 298 15. Lei 9.605/9
4.26.2. Prescrição: conceito, teorias, prazos para o cálculo da prescrição, 16. Lei 9.503/9
termos iniciais, causas suspensivas ou impeditivas, causas
1 7. Lei 11.343/
interruptivas....................................................................................................... 299
18. Lei 4898/65
5. Teoria geral da pena...................................................................................................................... 302
19. Lei 10.826/
5.1. Cominação das penas..................................................................................................... 302
20. Lei 8.078/9
5.2. Penas privativas de liberdade...................................................................................... 303
21. Lei 9.613/9
5.3. Penas restritivas de direitos ........................................................................................ .. 303
22. Convenção
5.4. Regimes de pena ............................................................................................................ .. 305
678/1992 ..
5.5. Pena pecuniária ............................................................................................................... .. 306
23. Lei 11.340/
5.6. Medidas de segurança ................................................................................................... . 307
24. Lei 8.069/9
5.7. Aplicação da pena ........................................................................................................... . 308
25. Direito Pen
5.8. Elementares e circunstâncias ...................................................................................... . 312
26. Disposiçõe
5.9. Causas de aumento e de diminuição das penas ................................................. .. 312
27. Entendime
5.10. Fins da pena ............................................. 0........................................................................ . 312
5.11. Livramento condicional e suspensão condicional da pena ............................. . 312 DIREITO PRO
5.12. Efeitos da condenação ................................................................................................. .. 315 Ricardo Silvare
5.13. Execução penal ................................................................................................................ . 317
1. Direito Pro
6. Crimes................................................................................................................................................ 318
1.1. Prin
6.1. Crimes contra a pessoa.................................................................................................. 318
1.2. Font
6.2. Crimes contra o patrimônio.......................................................................................... 321
1.3. Lei p
6.3. Crimes contra a propriedade imaterial..................................................................... 322
1.4. Sist
6.4. Crimes contra a propriedade intelectual................................................................. 322
2. Inquérito p
6.5. Crimes contra a organização do trabalho............................................................... 322
2.1. Hist
6.6. Crimes contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos......... 323
tula
6.7. Crimes contra a dignidade sexual.............................................................................. 324 noti
6.8. Crimes contra a família................................................................................................... 325 men
6.9. Crimes contra a incolumidade pública..................................................................... 326 3. Ação penal.
6.1 O. Crimes contra a paz pública......................................................................................... 326 3.1. Con
6.11. Crimes contra a fé pública............................................................................................. 327 4. Competênc
6.12. Crimes contra a administração pública.................................................................... 328 4.1. Crité
7. Garantismo Penal, Direito Penal do Inimigo........................................................................ 332 4.2. Inco
f'

~_do de Goiás Sumário

............ 292 8. Crime e Contravenção Penal .................................................................................................... .. 333


............ 293 9. Lei 10.741/2003 - Crimes do Estatuto do Idoso ................................................................ .. 333
............ 295 1O. Lei 8.137 /90 - Crimes contra a Ordem Tributária .............................................................. . 333
............ 295
11. Le'. 8.072/90\ Lei ~e Cri~es Hediondos .............................:.................................................... ( 333
............ 295
12. Lei 7716/89 - Lei de Cnmes Resultantes de Preconceito de Raça e Cor .................. .. 334
............ 296
13. Lei 9.455/97 - Lei de Tortura .................................................................................................... .. 334
.......... 297 14. Lei 12.694/12 - Lei de Crime Organizado e Lei 12.850/13 - Lei de Organização
............ 298 Criminosa .................... :.................................................................................................................... . 334
ncia... 298 15. Lei 9.605/98 - Lei de Crimes Ambientais ............................................................................. .. 335
crição, 16. Lei 9.503/97 - Crimes da Lei De Trânsito ............................................................................. .. 335
1 7. Lei 11.343/06 - Lei de Tóxicos ................................................................................................... . 335
............ 299
18. Lei 4898/65 - Lei de Abuso de Autoridade ......................................................................... .. 335
............ 302
19. Lei 10.826/03 - Lei de Armas .................................................................................................... . 335
............ 302
20. Lei 8.078/90 - Crimes do Código do Consumidor ............................................................ . 335
............ 303
21. Lei 9.613/98 - Lei de Lavagem de Capitais ......................................................................... .. 335
........... .. 303
22. Convenção Americana sobre Direitos Humanos - Pacto de São José - Decreto
........... .. 305
678/1992 .......................................................................................................................................... . 335
........... .. 306
23. Lei 11.340/06 - Lei Maria da Penha ........................................................................................ . 337
............ . 307
24. Lei 8.069/90 - Crimes do Estatuto da Criança e do Adolescente ................................ . 337
............ . 308
25. Direito Penal Econômico ............................................................................................................ . 337
............ . 312
26. Disposições constitucionais aplicáveis ao direito penal ................................................ .. 337
........... .. 312
27. Entendimento dos tribunais superiores acerca dos institutos de direito penal ... .. 337
............ . 312
............ . 312 DIREITO PROCESSUAL PENAL
........... .. 315 Ricardo Silvares
............ . 317
1. Direito Processual Penal ............................................................................................................ .. 341
............. 318
1.1. Princípios gerais, conceito, finalidade, características........................................ 341
............ 318
1.2. Fontes................................................................................................................................... 350
............ 321
1.3. Lei processual penal: fontes, eficácia, interpretação, analogia, imunidades.. 351
............ 322
1.4. Sistemas de processo penal......................................................................................... 354
............ 322
2. Inquérito policial............................................................................................................................ 354
............ 322
2.1. Histórico, natureza, conceito, finalidade, características, fundamento, ti-
s......... 323
tularidade, grau de cognição, valor probatório, formas de instauração,
............ 324 notitia criminis; de/atio criminis, procedimentos investigativos, indicia-
............ 325 mento, garantias do investigado, conclusão e prazos........................................ 354
............ 326 3. Ação penal........................................................................................................................................ 362
............ 326 3.1. Conceito, c.aracterísticas, espécies e condições.................................................... 362
............ 327 4. Competência ...................................................................... :............................................................ 366
............ 328 4.1. Critérios de determinação e modificação............................................................... 366
............ 332 4.2. Incompetência.................................................................................................................. 367
24 1 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Sumário

4.3. Conexão e continência................................................................................................... 368 22. Medidas


4.4. Questões e processos incidentes................................................................................ 370 23. Citações
5. Provas ........................................................ 1........................................................................................ 375 24. Lei nº 9.0
5.1. Conceito, objeto, classificação e sistemas de avaliação..................................... 375 25. Lei nº 12
5.2. Princípios gerais da prova, procedimento probatório:....................................... 379 26. Disposiç
5.3. Valoração .............................................................. \.............................................................. 380 27. Entendim
5.4. Ônus da prova................................................................................................................... 380 sual pena
5.5. Provas ilícitas...................................................................................................................... 381
5.6. Meios de prova: perícias, interrogatório, confissão, testemunhas, reco- LEGISLAÇÃ
nhecimento de pessoas e coisas, acareação, documentos, indícios.............. 381 Ricardo Ferra
5.7. Busca e apreensão: pessoal, domiciliar, requisitos, restrições, horários....... 385 1. Lei 10.82
6. Sujeitos do processo: juiz, Ministério Público, acusado e seu defensor, assistente, 2. Lei 8.072
auxiliares da justiça, peritos e intérpretes, serventuários da justiça, impedimen- 3. Lei 7716/
tos e suspeições.............................................................................................................................. 387 4. Lei 5.553
7. Juizados Especiais Criminais...................................................................................................... 389 Pessoal....
8. Termo Circunstanciado de Ocorrência................................................................................... 390 5. Lei 4898/
8.1. Atos processuais............................................................................................................... 390 6. Lei 9.455
8.2. Forma, lugar e tempo..................................................................................................... 392 7. Lei 8.069
9. Prisão.................................................................................................................................................. 393 8. Lei 10.74
9.1. Conceito, espécies, mandado de prisão e cumprimento.................................. 393 9. Lei 12.85
9.2. Prisão em flagrante.......................................................................................................... 396 1O. Lei 9.296
9.3. Prisão temporária............................................................................................................. 397 11. Lei 7.492
9.4. Prisão preventiva.............................................................................................................. 398 12. Lei 4.737
9.5. Alterações da Lei Federal nº 12.403/2011 ............................................................... 400 13. Lei 9.503
9.6. Princípio da necessidade, prisão especial, liberdade provisória..................... 400 14. Lei 7.210
9.7. Fiança.................................................................................................................................... 401 15. Lei 9099
1O. Sentença criminal .......................................................................................................................... 403 16. Lei 8.137/
11. Citação, intimação, interdição de direito............................................................................... 406 17. Lei 11.34
12. Processos dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos.......... 407 18. Lei 11.34
13. Sentença: coisa julgada, habeas corpus, mandado de segurança em matéria criminal. 408 19. Lei 8.078
14. Processo criminal de crimes comuns .............................................. .,...................................... 409 20. Decreto-
15. Processo Penal Constitucional.................................................................................................. 413 21. Lei 9.605
16. Aplicação da lei processual no tempo, no espaço e em relação às pessoas............. 415 22. Lei 8.429
17. Disposições preliminares do Código de Processo Penal................................................. 415 23. Lei 12.01
18. P_rocesso, procedimento e relação jurídica processual..................................................... 415 24. Lei 12.03
19. Elementos identificadores da relação processual.............................................................. 416 25. Lei 12.28
19.1. Formas do procedimento.............................................................................................. 416 26. Lei 12.83
19.2. Princípios gerais e informadores do processo....................................................... 416 27. Lei 12.85
19.3. Pretensão punitiva........................................................................................................... 417 28. Lei 1.521
20. Ação civil Ex Delicto ...................................................................................................................... 417 29. Lei 2.889
21. Jurisdição e competência........................................................................................................... 418 30. Lei 6.001

·-~.~--·:·~~-~~--~-""""':'-
Estado de Goiás Sumário

.................... 368 22. Medidas cautelares e liberdade provisória........................................................................... 422


................... 370 23. Citações e intimações................................................................................................................... 422
.................... 375 24. Lei nº 9.099/1995 e suas alterações (juizados especiais criminais).............................. 422
................... 375 25. Lei nº 12.830/2013 (investigação criminal)........................................................................... 422
................... 379 26. Disposições constitucionais aplicáveis ao direito processual penal............................ 423
.................... 380 27. Entendimento dos tribunais superiores acerca dos institutos de direito proces-
.................... 380 sual penal.......................................................................................................................................... 423
.................... 381
has, reco- LEGISLAÇÃO PENAL E PROCESSUAL PENAL EXTRAVAGANTE
ios.............. 381 Ricardo Ferracini Neto
orários....... 385 1. Lei 10.826/03 - Lei de Armas..................................................................................................... 433
assistente, 2. Lei 8.072/90 Lei de Crimes Hediondos................................................................................... 435
pedimen- 3. Lei 7716/89 - Lei de Crimes Resultantes de Preconceito de Raça e Cor.................... 436
................... 387 4. Lei 5.553/68 - Lei Sobre a Apresentação e Uso de Documentos de Identificação
................... 389 Pessoal................................................................................................................................................ 437
................... 390 5. Lei 4898/65 - Lei de Abuso de Autoridade........................................................................... 438
................... 390 6. Lei 9.455/97 - Lei de Tortura...................................................................................................... 440
................... 392 7. Lei 8.069/90 - Crimes do Estatuto da Criança e do Adolescente.................................. 441
................... 393 8. Lei 10.741 /2003 - Crimes do Estatuto do Idoso.................................................................. 443
.................. 393 9. Lei 12.850/2013 - Lei de Organização criminosa............................................................... 444
................... 396 1O. Lei 9.296/1996 - Lei de Interceptação Telefônica............................................................... 446
................... 397 11. Lei 7.492/86 - Lei de Crimes Contra o Sistema Financeiro.............................................. 447
................... 398 12. Lei 4.737/65 - Crimes do Código Eleitoral............................................................................ 448
................... 400 13. Lei 9.503/97 - Crimes da Lei de Trânsito................................................................................ 450
.................. 400 14. Lei 7.210/84-Lei de Execução Penal...................................................................................... 451
................... 401 15. Lei 9099/95 - Lei Juizado Especial........................................................................................... 453
................... 403 16. Lei 8.137/90 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo.. 455
................... 406 17. Lei 11.340/06 - Lei Maria da Penha......................................................................................... 457
cos.......... 407 18. Lei 11.343/06 - Lei de Tóxicos.................................................................................................... 458
a criminal. 408 19. Lei 8.078/90- Crimes do Código do Consumidor............................................................. 459
................... 409 20. Decreto-Lei 3.688/41 - Contravenções Penais.................................................................... 460
.................. 413 21. Lei 9.605/98 - Lei de Crimes Ambientais............................................................................... 462
as............. 415 22. Lei 8.429/92- Lei de Improbidade Administrativa............................................................ 463
.................. 415 23. Lei 12.016/09 - Lei do Mandado de Segurança.................................................................. 465
.................. 415 24. Lei 12.037/09 - Lei de Identificação Criminal...................................................................... 466
.................. 416 25. Lei 12.288/1 O - Estatuto da Igualdade Racial ...................................................................... · 466
.................. 416 26. Lei 12.830/2013 - Investigação por Delegado de Polícia................................................ 467
.................. 416 27. Lei 12.852/2013 - Estatuto da Juventude............................................................................. 467
.................. 417 28. Lei 1.521/51 -Crimes contra a Economia Popular............................................................. 467
................... 417 29. Lei 2.889/56 - Crime de Genocídio.......................................................................................... 468
.................. 418 30. Lei 6.001 /1973 - Estatuto do índio ......................................................... :................................ 469

·-~.~--·:·~~-~~--~-""""':'-,..------:------:----..,,..... .--------......
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-.
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Samário
··-·· --- . ---

31. Lei 6.766/79 - Lei do Parcelamento do Solo Urbano........................................................ 470 6.3. Dir
32. Lei 8.176/91 - Crimes contra a Ordem Econômica e Estoque de Combustíveis..... 4 71 6.4. Par
33. Lei 8.666/93 - Lei de Licitações................................................................................................. 472 6.5. Ga
34. Lei 9.029/95 - Lei de Crimes de Práticas Discriminatórias, para Efeitos Admissio- 6.6. Ga
nais ou df Permanência da Relação Jurídica de Trabalho............................................... 473 6.7. Re
35. Lei 9.279/96- Lei de Propriedade Industrial (Propriedade Imaterial)......................... 474 6.8. Dir
36. Lei 9.434/97 - Lei de Remoção de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano 6.9. Tra
para Transplantes........................................................................................................................... 476 me
37. Lei 9.609/98 - Lei de Propriedade Intelectual de Programa de Computador.......... 477 7. Poder leg
38. Lei 9.610/98 - Lei de Direitos Autorais................................................................................... 478 8. Processo
39. Lei 9.613/98 - Lei de Lavagem de Capitais........................................................................... 480 tos, atos e
40. Lei 9.807 /99 - Lei de Proteção às Vítimas e Tes~emunhas ............................................... 481 9. Poder exe
41. Lei 10.671 /2003 - Estatuto do Torcedor................................................................................ 482 1 O. Poder judi
42. Lei 11.1O1 /2005 - Lei de Falências........................................................................................... 484 11. Funções e
43. Lei 11.105/2005 - Lei de Biossegurança ................................................................................ 485 12. Defesa do
44. Lei 10.446/2002 - Lei de Regulamentação de Repressão Uniforme de Infrações 13. Atribuiçõ
Penais de Repercussão Interestadual e Internacional...................................................... 486 14. Ordem so
45. Lei 7.960/1989- Lei da Prisão Temporária............................................................................ 487 15. Tratados e
46. Lei 8.906/94 - Estatuto da OAB ................................................................................................. 488 16. Conceito,
47. Decreto 201/1967 - Crimes de Responsabilidade............................................................. 490 tituições.
48. Lei 6.385/76 - Lei de Mercados de Capitais.......................................................................... 492 17. Organizaç
49. Lei 12.846/2013 - Lei de Responsabilização Administrativa e Civil de Pessoas Jurí- 18. Administr
dicas Pela Prática de Atos contra a Administração Pública Nacional ou Estrangeira 493 19. Organizaç
50. Lei 12.015/09 - Corrupção de Menores (parte da legislação)........................................ 496 20. Comissõe
51. Lei 12.015/2009 - Lei de Identificação Criminal ................................................................. 496 21. Organiza
52. Lei 9.807/90 - Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas................................... 496 22. Conselho
53. Lei 12.737/2012 - Lei de Delitos Informáticos -"Lei Carolina Dieckman"................. 496 23. Funções e
24. Sistema T
DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITOS HUMANOS
25. Finanças
Paulo Lépore
26. Ordem ec
DIREITO CONSTITUCIONAL.......................................................................................................... 501 27. Sistema F
1. Direito constitucional................................................................................................................... 501
2. Classificações das constituições............................................................................................... 503 DIREITO AD
3. Poder constituinte......................................................................................................................... 507 Leandro Bort
4. Controle de constitucionalidade............................................................................................. . 508 1. Conceito
5. Interpretação constitucional ..................................................................................................... . 522 1.1. Re
6. Direitos e deveres fundamentais ............................................................................................. . 526 2. Administ
6.1. Direitos e deveres individuais e coletivos ............................................................... . 528 públicos .
6.2. Direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade........ . 528 3. Administ
6.3. Direitos sociais................................................................................................................... 543 4. Atos adm
6.3. Nacionalidade.................................................................................................................... 545 4.1. Co
stado de Goiás Samário

.............. 470 6.3. Direitos políticos. Cidadania ............................................... ;......................................... 547


íveis..... 4 71 6.4. Partidos políticos.............................................................................................................. 547
............... 472 6.5. Garantias constitucionais individuais....................................................................... 528
dmissio- 6.6. Garantias dos direitos coletivos, sociais e políticos .............................................. ,· 528
.............. 473 6.7. Remédios do\direito constitucional ........................................................................... " 536
.............. 474 6.8. Direitos Sociais e sua efetivação................................................................................. 543
Humano 6.9. Tratados Internacionais de Direitos Humanos e sua posição no ordena-
............... 476 mento jurídicq brasileiro................................................................................................ 550
or.......... 477 7. Poder legislativo: fundamento, atribuições e garantias de independência............. 571
............... 478 8. Processo legislativo: fundamento e garantias de independência, conceito, obje-
............... 480 tos, atos e procedimentos........................................................................................................... 575
............... 481 9. Poder executivo.............................................................................................................................. 578
............... 482 1 O. Poder judiciário............................................................................................................................... 580
............... 484 11. Funções essenciais à Justiça....................................................................................................... 585
............... 485 12. Defesa do Estado e das instituições democráticas............................................................ 587
nfrações 13. Atribuições constitucionais da Polícia Judiciária................................................................ 587
.............. 486 14. Ordem social.................................................................................................................................... 593
............... 487 15. Tratados e Convenções................................................................................................................ 551
............... 488 16. Conceito, objeto, elementos e classificações da Constituição. História das Cons-
.............. 490 tituições. Supremacia da Constituição................................................................................... 503
............... 492 17. Organização do Estado................................................................................................................ 561
oas Jurí- 18. Administração pública................................................................................................................. 565
angeira 493 19. Organização dos poderes no Estado...................................................................................... 571
.............. 496 20. Comissões parlamentares de inquérito................................................................................. 571
............... 496 21. Organização e competências.................................................................................................... 571
.............. 496 22. Conselho Nacional de Justiça (CNJ). ....................................................................................... 580
.............. 496 23. Funções essenciais à justiça....................................................................................................... 585
24. Sistema Tributário Nacional. Princípios gerais..................................................................... 590
25. Finanças públicas........................................................................................................................... 590
26. Ordem econômica e financeira................................................................................................. 592
............... 501 27. Sistema Financeiro Nacional ............................................................ ,......................................... 592
............... 501
............... 503 DIREITO ADMINISTRATIVO
............... 507 Leandro Borto/eto
.............. . 508 1. Conceito e fontes do direito administrativo ........................................................................ . 601
.............. . 522 1.1. Regime jurídico administrativo: princípios do direito administrativo.......... . 602
.............. . 526 2. Administração pública: organização, descentralização, desconcentração, órgãos
.............. . 528 públicos ............................................................................................................................................ . 603
de........ . 528 3. Administração indireta e entidades paralelas ....... :............................................................ . 604
............... 543 4. Atos administrativos..................................................................................................................... 608
.............. 545 4.1. Conceitos, requisitos, elementos, pressupostos e classificação...................... 608
Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Sumário

4.2. Fato e ato administrativo............................................................................................... 61 O 15. Administraçã


4.3. Atos administrativos em espécie................................................................................ 611 15.1. Admin
4.4. O silêncio no direito administrativo........................................................................... 611 16. Regime juríd
4.5. Cassação.............................................................................................................................. 611 17. Agências reg
4.6. Revogação e anulação.................................................................................................... 612 18. Processo adm
4.7. Processo administrativo. ·····················································!········································· 612 18.1. Lei nº
4.8. Fatos da administração pública: atos da administração pública e fatos ad- 19. Poderes e de
ministrativos ...................................................................................................................... . 612 19.1. Poder
4.9. Formação do ato administrativo: elementos, procedimento administrativo... . 612 19.2. Dever
4.1 O. Validade, eficácia e auto executoriedade do ato administrativo ................... . 612 19.3. Dever
4.11. Atos administrativos simples, complexos e compostos.................................... . 613 19.4. Dever
4.12. Atos administrativos unilaterais, bilaterais e multilaterais ............................... . 613 19.5. Dever
4.13. Atos administrativos gerais e individuais ............................................................... . 613 19.6. Uso e
4.14. Atos administrativos vinculados e discricionários ............................................... . 613 19.7. Jurisp
4.15. Mérito do ato administrativo, discricionariedade ............................................... . 614 20. Lei nº 8.987 /
4.16. Ato administrativo inexistente ................................................................................... . 614
21. Lei nº 11.079
4.17. Teoria das nulidades no direito administrativo .................................................... . 614
22. Lei nº 10.520
4.18. Atos administrativos nulos e anuláveis ................................................................... . 614
23. Contratação
4.19. Vícios do ato administrativo ........................................................................................ . 614
24. Modalidades
4.20. Teoria dos motivos determinantes ........................................................................... . 615
25. Tipos ..............
4.21. Revogação, anulação e convalidação do ato administrativo.......................... . 615
26. Procedimen
4.21. Revogação, anulação e convalidação do ato administrativo.......................... . 612
27. Anulação e r
5. Poderes da administração pública .......................................................................................... . 615
28. Improbidad
5.1. Hierarquia: poder hierárquico e suas manifestações ......................................... . 615
29. Processo Ad
5.2. Poder disciplinar.............................................................................................................. . 615
5.3. Poder de polícia................................................................................................................ 616 DIREITO CIVIL
5.4. Liberdades públicas e poder de polícia .................................................................. . 616 Wagner Inácio D
6. Serviços públicos: regulação, concessão, permissão e autorização do serviço público... 616 1. Lei de introd
7. Intervenção do Estado sobre a propriedade privada ..................................................... .. 620 2. Pessoa natur
7.1. Intervenção do Estado no domínio econômico................................................... . 623 3. Pessoa juríd
8. Bens públicos .................................................................................................................................. . 626 4. Personalida
9. Licitações: modalidades e procedimentos. 22 Lei nº 10.520/2002 e demais dispo- 5. Domicílio e
sições normativas relativas ao pregão. 23 Contratação direta: dispensa e inexigi- 6. Bens, difere
bilidade. 24 Modalidades. 25 Tipos. 26 Procedimento. 27 Anulação e revogação. 627 7. Fato jurídico
1O. Contratos administrativos .......................................................................................................... . 636 7.1. Atos
11. Convênios e consórcios administrativos .............................................................................. . 639 7 .2. Negó
12. Controle e responsabilização da administração: controle administrativo, contro- 7.3. Presc
le judicial, controle legislativo .................................................................................................. . 639 8. Posse ............
13. Agentes públicos: espécies e classificação .......................................................................... . 640 8.1. Class
14. Sistemas administrativos: sistema inglês, sistema francês e sistema adotado no 8.2. Prop
Brasil ................................................................................................................................................... . 644' 8.3. Direi
tado de Goiás Sumário 29

............. 61 O 15. Administração pública ................................................................................................................ . 644


............. 611 15.1. Administração Pública em sentido amplo e em sentido estrito.................... . 644
............. 611 16. Regime jurídico-administrativo............................................................................................... . 645
............. 611 17. Agências reguladoras .................................................................................................................. . 645
............. 612 18. Processo administrativo.............................................................................................................. . 645
·············· 612 18.1. Lei nº 9.784/1999 ............................................................................................................. . 646
tos ad- 19. Poderes e deveres da administração pública ..................................................................... . 648
............ . 612 19.1. Poder regulamentar. ....................................................................................................... . 648
ativo... . 612 19.2. Dever de agir..................................................................................................................... . 649
............ . 612 19.3. Dever de eficiência ......................................................................................................... .. 649
............ . 613 19.4. Dever de probidade ......................................................................................................... 649
............ . 613 19.5. Dever de prestação de contas .................................................................................... . 649
............ . 613 19.6. Uso e abuso do poder.................................................................................................... . 649
............ . 613 19.7. Jurisprudência aplicada dos tribunais superiores ............................................... . 650
............ . 614 650
20. Lei nº 8.987 /1995 ........................................................................................................................... .
............ . 614 650
21. Lei nº 11.079/2004 (parceria público-privada) ................................................................... .
............ . 614 650
22. Lei nº 10.520/2002 e demais disposições. normativas relativas ao pregão.............. .
............ . 614 650
23. Contratação direta: dispensa e inexigibilidade .................................................................. .
............ . 614
24. Modalidades ................................................................................................................................... . 650
............ . 615
25. Tipos ................................................................................................................................................... . 650
............ . 615
26. Procedimento................................................................................................................................. . 650
............ . 612
27. Anulação e revogação ................................................................................................................. . 650
............ . 615
28. Improbidade administrativa ..................................................................................................... . 650
............ . 615
29. Processo Administrativo Disciplinar....................................................................................... . 652
............ . 615
............. 616 DIREITO CIVIL E LINDB
............ . 616 Wagner Inácio Dias
úblico... 616 1. Lei de introdução às Normas do Direito Brasileiro ............................................................ . 655
........... .. 620 2. Pessoa natural ................................................................................................................................ . 662
............ . 623 3. Pessoa jurídica ................................................................................................................................ . 668
............ . 626 4. Personalidade ................................................................................................................................. . 676
dispo- 5. Domicílio e residência ................................................................................................................. . 678
nexigi- 6. Bens, diferentes classes de bens .............................................................................................. . 680
gação. 627 7. Fato jurídico .................................................................................................................................... . 684
............ . 636 7.1. Atos jurídicos lícitos e ilícitos ...................................................................................... . 684
........... . 639 7 .2. Negócio jurídico ............................................................................................................... . 685
ontro- 7.3. Prescrição e decadência ................................................................................................ . 687
............ . 639 8. Posse ................................................................................................................................................. .. 688
............ . 640 8.1. Classificação, aquisição, efeitos e perda .................................................................. . 689
ado no 8.2. Propriedade: aquisição e perda da propriedade ................................................. . 690
............ . 644' 8.3. Direito real sobre coisa alheia ..................................................................................... . 694
Sumário
1301 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

4. O Código Tr
9. Responsabilidade Civil................................................................................................................. 696
5. Normas gera
9.1. Teoria da culpa e do risco.............................................................................................. 700
6. Obrigação tr
DIREITO EMPRESARIAL 6.1. Conc
Daniel Trindade 6.2. Fa t.º.
1. Direito empresarial........................................................................................................................ 703 6.3. Sujei
1.1. Origem; evolução histórica; autonomia; fontes; características...................... 703 6.4. Solid
1.2. Empresário: caracterização; inscrição; capacidade; teoria da empresa e 6.5. Capa
seus perfis........................................................................................................................... 704 6.6. Domi
2. Teoria geral dos títulos de crédito............................................................................................ 706 7. Crédito tribu
2.1. Títulos de crédito: letra de câmbio; cheque; nota promissória; duplicata... 706 7.1. Conc
1.2. Aceite; aval; endosso; protesto; prescrição............................................................ 708 7.2. Natu
3. Espécies de empresa..................................................................................................................... 711 7.3. Lanç
3.1. Responsabilidade dos sócios....................................................................................... 712 7.4. Revis
3.2. Distribuição de lucros..................................................................................................... 712 7.5. Susp
3.3. Sócio oculto........................................................................................................................ 712 7.6. Presc
2.3 Segredo comercial........................................................................................................... 713 7.7. Repe
4. Teoria geral do direito societário.............................................................................................. 713 8. Responsabi
8.1. Resp
4.1. Conceito de sociedade; personalização da sociedade....................................... 713
8.2. Solid
4.2. Classificação das sociedades: sociedades não personificadas; sociedades
personificadas; sociedade simples; sociedade em nome coletivo; socieda- 8.3. Resp
de em comandita simples; sociedade em comandita por ações; socieda- 8.4. Resp
de cooperada; sociedades coligadas sociedades não personificadas.......... 714 9. Sistema Trib
4.3. Liquidação; transformação; incorporação; fusão; cisão; sociedades de- 9.1. Princ
pendentes de autorização............................................................................................ 717 9.2. Limi
4.4. Sociedade limitada; sociedade anõnima ................................................................. 719 1 O. Os tributos
4.5. Estabelecimento empresarial...................................................................................... 723 11. Processo jud
4.6. Recuperação judicial; recuperação extrajudicial; falência do empresário e 11.1. Exec
da sociedade empresária............................................................................................... 72S 11.1.
4.7. Institutos complementares do direito empresarial: registro; nome; pre- 11.1.
postos; escrituração; propriedade industrial.......................................................... 730 11.2. Ação
5. Sistema Financeiro Nacional: constituição; competência das entidades integran- 11.3. Ilícito
tes; instituições financeiras públicas e privadas; liquidação extrajudicial de insti- crim
tuições financeiras; sistema financeiro da habitação........................................................ 733
DIREITO AMB
6. Títulos de crédito: atributos gerais; integração das leis uniformes de Genebra no
direito brasileiro; nota promissória, duplicata; cheque ATRIBUTOS GERAIS............ 734 Frederico Amad
1. Princípios d
DIREITO TRIBUTÁRIO 2. A Constituiç
Alan Martins e Dimas Yamada Scardoelli 3. A legislação
1. O Estado e o poder de tributar.................................................................................................. 739 regulamentos
2. Direito tributário: conceito e princípios.,................................................................................ 740 4. A legislação
3. Tributo: conceito e espécies....................................................................................................... 740 mentos). A
-
._, ~...,..,t ..

Sumário i 31
tado de Goiás 1

4. O Código Tributário Nacional ................................................................................................... . 741


............. 696
5. Normas gerais de direito tributário ....................................................................................... .. 742
............. 700
6. Obrigação tributária .................................................................................................................... .. 742
6.1. Conceito e espécies ......................................................................................................... , 742
6.2. Fa t.º.gera d.ºr (h.1po't ~-~ e de .1nc1'd·enc1a · )...................................................................... í· 742
1
............. 703 6.3. Sujeitos ativo e passivo ................................................................................................ .. 743
............ 703 6.4. Solidariedade ................................................................................................................... .. 743
presa e 6.5. Capacidade tributária ................................................................................................... .. 744
............. 704 6.6. Domicílio tributário ........................................................................................................ . 744
............. 706 7. Crédito tributário ......................................................................................................................... .. 744
icata... 706 7.1. Conceito .............................................................................................................................. . 744
............ 708 7.2. Natureza ............................................................................................................................. .. 744
............. 711 7.3. Lançamento ....................................................................................................................... . 744
............. 712 7.4. Revisão ................................................................................................................................ . 74S
............. 712 7.5. Suspensão, extinção e exclusão ................................................................................ .. 746
............. 712 7.6. Prescrição e decadência ................................................................................................ . 749
............. 713 7.7. Repetição do indébito ................................................................................................... . 750
............. 713 8. Responsabilidade tributária ...................................................................................................... . 751
8.1. Responsabilidade tributária por dívida própria e dívida de outrem ............ . 751
............ 713
8.2. Solidariedade e sucessão ............................................................................................. . 751
edades
ocieda- 8.3. Responsabilidade pessoal e de terceiros ................................................................ . 751
ocieda- 8.4. Responsabilidade supletiva ......................................................................................... . 751
s.......... 714 9. Sistema Tributário Nacional ...................................................................................................... . 754
es de- 9.1. Princípios gerais .............................................................................................................. .. 754
............ 717 9.2. Limitações ao poder de tributar ............................................................................... .. 754
............. 719 1 O. Os tributos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ................ .. 757
............. 723 11. Processo judicial tributário ....................................................................................................... .. 761
sário e 11.1. Execução Fiscal ................................................................................................................ .. 761
............. 72S 11.1.1. Exceção de pré-executividade ................................................................... . 763
e; pre- 11.1.2. Embargos do executado .............................................................................. . 763
............. 730 11.2. Ação anulatória de débito fiscal.. .............................................................................. .. 764
egran- 11.3. Ilícito tributário: ilícito administrativo tributário, ilícito penal tributário,
e insti- crimes contra a ordem tributária .............................................................................. .. 764
............ 733
DIREITO AMBIENTAL
bra no
S............ 734 Frederico Amado
1. Princípios do Direito Ambiental................................................................................................ 769
2. A Constituição Federal e o meio ambiente........................................................................... 770
3. A legislação brasileira florestal (Leis nº 12.651/2012, 11.428/2006, 11.284/2006 e
............ 739 regulamentos)................................................................................................................................. 775
............. 740 4. A legislação brasileira de unidades de conservação (Lei nº 9.98S/2000 e regula-
............. 740 mentos). A Proteção e a conservação da biodiversidade. A Lei nº 11.Sl 6/2007..... 786
~_2J _____ _ Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

5. Poder de Polícia Ambiental. Crimes e infrações administrativas contra o meio am-


biente (Lei nº 9.605/1998 e regulamentos). Procedimento administrativo para apu-
ração de infrações ambientais (Decreto nº 6.514/2008). Licenciamento ambiental (LC
nº 140/2011, Lei nº 6.938/1981, Resolução CONAMA n°428/2010 e regulamentos)..... 790
6. Organizações dos Sistemas Nacionais de Meio Ambiente e de Unidades de Con-
servação (SISNAMA e SNUC). Instrumentos da Política Nacionai de Meio Ambiente
(Lei nº 6.938/1981 ). Proteção e conservação da biodiversidade. Lel;iislação e trata-
dos para a proteção às espécies ameaçadas. Biossegurança e controle de Organis-
mos Geneticamente Modificados (OGM) ................................................................................... 811
7. Responsabilidade ambiental: conceito de dano e reparação ambiental............................ 815

DIREITO ELEITORAL
Jaime Barreiros Neto
1. Lei Federal nº 4.737 /1965 e suas alterações (Código Eleitoral)..................................... 821
1.1. Introdução.......................................................................................................................... 821
1.2. Órgãos da Justiça Eleitoral............................................................................................ 822
1.2.1. Tribunal Superior Eleitoral............................................................................ 824
1.2.2. Tribunais regionais eleitorais....................................................................... 825
1.2.3. Juízes eleitorais e juntas eleitorais: composição, competências e
atribuições.......................................................................................................... 825
1.3. Alistamento eleitoral: qualificação e inscrição, cancelamento e exclusão.. 826
2. Lei Federal nº 9.504/1997 ............................................................................................................ 828
2.1. Disposições gerais............................................................................................................ 828
2.2. Coligações........................................................................................................................... 828
2.3. Convenções para escolha de candidatos................................................................ 829
2.4. Registro de candidatos................................................................................................... 829
2.5. Sistema eletrônico de votação e totalização dos votos..................................... 835
3. Lei Federal nº 9.096/1995............................................................................................................ 837
3.1. Disposições preliminares............................................................................................... 838
32. Filiação partidária............................................................................................................. 840
4. Resolução do TSE nº 21.538/2003 ............................................................................................ 841
4.1. Alistamento eleitoral....................................................................................................... 841
4.2. fransferência de domicílio eleitoral. .................................... :..................................... 842
4.3. Segunda via da inscrição............................................................................................... 842
4.4. Restabelecimento de inscrição cancelada por equívoco.................................. 842
4.5. Formulário de atualização da situação do eleitor................................................. 843
4.p. Título eleitoral.................................................................................................................... 843
4.7. Acesso às informações constantes do cadastro.................................................... 843
4.8. Restrição de direitos políticos...................................................................................... 844
4.9. Revisão do eleitorado..................................................................................................... 845
4.1 O. Justificação do não comparecimento à eleição (com a alteração do Acór-
dão do TSE nº 649/2005) ................................................................................................ 846
Estado de Goiás

meio am-
para apu-
iental (LC
mentos)..... 790
s de Con-
Ambiente
o e trata-
Organis-
.................. 811
.................. 815

................. 821
................. 821
................. 822
................. 824
................. 825
ências e
................. 825
xclusão.. 826
.................. 828 LíNGUA PORTUGUESA
................. 828
................. 828
Di.Jda Nogueira
................. 829
................. 829
................. 835
................. 837
................. 838
................. 840
.................. 841
................. 841
.................. 842
................. 842
................ 842
................. 843
................. 843
................. 843
................. 844
................. 845
do Acór-
.................. 846

,. .. ,..~-T-"••A··•"""· ,..--... ,_,T_.,,_...._~.T"'T"'•~-,--~-...-,


-----·--~~-
-~~--''----···" ___

CONTEÚDO
dos. 2. Rec
mecanismo
de conector
5. Domínio
de coordena
e entre term
5.6. Regênci
átonos. 6. R
palavras ou
Reescrita de

1. EDITAL S

1. Compreensã
vari.1dos.
2. H1"cm1hccim

3. Domínio da o

4. Domínio do
Emprego de e
e repetição, de
sequenciação te
6 Reescrita de fr
6.1 Significação
6.2 Substituição
6.3 Reorganizaç
do texto.
6.4 Reescrita de
formalidade.
4.2 Emprego de

5. Domínio da es

5.1 Emprego das


5.2 Relações de
mos da oração.
5.3 Relações de
mos da oração .

. ·~ :.
-~~--''----···" ________

PARTE 1- EDITAL SISTEMATIZADO

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO {EDITAL): 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros varia-


dos. 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. 3. Domínio da ortografia oficial. 4. Domínio dos
mecanismos de coesão textual. 4.1. Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição,
de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2. Emprego de tempos e modos verbais.
5. Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1. Emprego das classes de palavras. 5.2. Relações
de coordenaç&o entre orações e entre termos da oração. 5.3. Relações de subordinação entre orações
e entre termos da oração. 5.4. Emprego dos sinais de pontuação. 5.5. Concordância verbal e nominal.
5.6. Regência verbal e nominal. 5.7. Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8. Colocação dos pronomes
átonos. 6. Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1. Significação das palavras. 6.2. Substituição de
palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4.
Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.

1. EDITAL SISTEMATIZADO

ITENS DO EDITAL NO LIVRO !


ONDE ENCONTRAR
_,
1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros
vari.1dos. 1
Interpretação de texto PARTE VI - 1
2. H1"cm1hccimento de tipos e gêneros textuais.

Ortografia oficial PARTE 11-1


3. Domínio da ortografia oficial. Acentuação gráfica PARTE 11-2
Reforma ortográfica PARTE 11-3
4. Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1
Emprego de elementos de referenciação, substituição
e repetição, de conectores e de outros elementos de
sequenciação textual.
Pronome
6 Reescrita de frases e parágrafos do texto PARTE 111-5
Análise sintática
6.1 Significação das palavras. PARTE IV - 1, 2, 3
Período composto
6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. PARTE IV-4
Coesão e coerência
6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos PARTEV-1
Reescrita de frases
do texto.
6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de
formalidade.
4.2 Emprego de tempos e modos verbais. Verbo PARTE 111-6

5. Domínio da estrutura morfossintática do período. Análise sintática PARTE IV- 1, 2, 3


Classes de palavras PARTE Ili - 1 a 1O
5.1 Emprego das classes de palavras. Classes de palavras PARTE Ili - 1 a 1O
5.2 Relações de coordenação entre orações e entre ter-
mos da oração.
5.3 Relações de subordinação entre orações e entre ter- Período composto PARTE IV-4
mos da oração .
36 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

,. : ,\

. . IJENS DO EDITAL / NO LIVRO O.NDEENCONTRAR /

.
5.4 Emprego dos sinais de pontuação. Pontuação PARTE IV- 8

5.5 Concordãncia verbal e nominal. Concordância PARTE IV- 5

5.6 Regência verbal e nominal. Regência PARTE IV- 6

5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. Crase ~ARTE IV- 7

5.8 Colocação dos pronomes átonos Pronome fl'ARTE Ili - 5

1. INTRODU

Ortografi
fica "escrita".
Dicas para
1) Ao se
no dici
2) Faça
repete

2. EM CONC
2.1. Empre

Porque

Porque

Porquê

Porquê

Em concu
Faltou on
porquês.
Estado de Goiás

DEENCONTRAR /
PARTE li - FONOLOGIA
PARTE IV- 8

PARTE IV- 5 Ortografia


PARTE IV- 6

~ARTE IV- 7
fl'ARTE Ili - 5

1. INTRODUÇÃO

Ortografia deriva das palavras gregas ortho que significa "correto" e graphos que signi-
fica "escrita". Assim sendo, trata-se da escrita correta das palavras.
Dicas para facilitar o estudo, já que não é aconselhável ler todas as regras:
1) Ao se deparar com palavras novas, ou seja, desconhecidas, procure o significado
no dicionário e anote para que fixe melhor.
2) Faça muitos testes de concursos, pois as palavras exigidas pelas banca:,
repetem.

2. EM CONCURSOS
2.1. Emprego dos porquês

Reg.ras Exemplos

equivale a pelo qual Este é o caminho por que passo.


Porque vem acompanhado pela palavra razão
Por que você foi embora logo?
(mesmo que subentendida)

Fui embora logo porque estava muito


Porque é uma explicação, equivale a pois.
cansado.

é um substantivo, ou seja, nomeia. Não sei o porquê de sua demora.


Porquê
Admite PLURAL O estudo da palavra porquê.

Segue a regra da palavra que: quando


Porquê utilizada no fim de uma frase, será sempre Ele faltou, mas não sei por quê.
acentuada.

Em concurso: Faltou ontem e não sabemos por quê. Regra: final de frase.
Faltou ontem e não sabemos o porquê. Regra: admite plural = não sabemos os
porquês.
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugue
38 1

2.2. Mal e mau 2.7. Tão pouc

Regras Exemplos

substantivo (nomeia) O mal que a televisão me fez.


Tão pouco
·Mal
advérbio (indica circunstância) Dormi mal a semana toda.
Tampouco
Mau é um adjetivo (qualifica) Ele é um mau aluno.

Facilitando: em provas fáceis, pode pensar na antiga dica de antônimos.


2.8. De enco
Mal Bem

Mau 1: 1 Bom
De encontro
a
Ao encontro
2.3. Viagem e viajem
de
Regras Exemplos

Viagem substantivo (nomeia) A viagem que farão.


1 2.9. Em vez d
Viajem verbo (pode ser conjugado) Que eles viajem bem.
1

Em vez de
2.4. Cessão, sessão e seção (ou secção)
Exemplos Ao invés de
Regras
A cessão de terras não será feita pelo
Çessão Ato de i;eder governo.

Sessão reunião A sessão de cinerra começará às oito horas. 2.1 O. Acerca d


Seção ou parte, divisão Li a notícia na seção (ou secção) de esportes.
secção
Acerca de
A cerca de
2.5. Onde e aonde Há cerca de

Regras .Exemplos !

Significa no lugar e equivale a em que, no(a) O bairro onde fica a editora.


Onde =A editora fica no bairro.
2.11. Mas e m
qual
A casa aonde iremos.
Aonde Significa ao lugar
=Iremos a casa.

Mas
2.6. Se não e senão
Regras Exemplos
Se não fossem meus amigos, não seria quem
Equivale a caso não, quando não ou no caso sou.
Se não Perguntei aos alunos se não gostariam de
de o se ser conjunção integrante.
estudar. Mais

Equivale a caso contrário, do contrário, de Estude bastante, senão não conseguirá


Senão outro modo, a não ser, mas sim aprender o suficiente.
stado de Goiás Língua Portuguesa 39

2.7. Tão pouco e tampouco


·..:·
~. Regras . 1. ~;:,; ·: ·, el<em~1t,s~ :
o me fez. muito pouco, curto, pouca coisa, algo Estudei tão pouco que nem vou razer a
Tão pouco
pequeno, escasso prova.
na toda.
Tampouco também não ou nem 1 Não estudou, tampouco trabalhou.
uno.

.
2.8. De encontro a e ao encontro de

Regras Exemplos
De encontro
contra, em oposição a, para chocar-se com A decisão foi de encontro a nossos ideais.
a
Ao encontro estar de acordo com, em direção a, favorável Minha nota veio ao encontro do que
de a, para junto de desejava.

arão.

bem.
2.9. Em vez de e ao invés de

Regras Exemplos
Em vez de Em lugar de Em vez de estudar, foi ao cinema.
Ao contrário de, lado oposto. Utilizada para
Ao invés de Ao invés de rir, chorou muito.
indicar ideias opostas, ideias contrárias.
será feita pelo

ará às oito horas. 2.1 O. Acerca de, a cerca de e há cerca de


cção) de esportes. Regras Exen:iplos
Acerca de a respeito de ou sobre Acerca do fato, não darei minha opinião.
A cerca de perto de, aproximadamente, próximo de O mar fica a cerca de 50 metros da pousada.

Há cerca de tempo decorrido Há cerca de 1Oanos, foi aprovado .


s !

a editora.
o bairro.
2.11. Mas e mais
emos. Regras Exemplos
asa. substantivo comum = um defeito, um
Nem mas nem meio mas, faça já o que
senão
mandaram.
conjunção = adversativa tem sentido de
Mas Não estudou, mas foi aprovado.
uma oposição ou limitação, podendo ser
substituído por porém, todavia, contudo Ele é bom aluno, mas tão bom aluno que
s tem sempre nota máxima nas provas.
advérbio= enfatiza uma afirmação
os, não seria quem
Ela é a menina mais inteligente da turma.
Pode ser substantivo, conjunção, advér-
bio de intensidade, preposição, pronome Dois mais dois são quatro.
não gostariam de
Mais indefinido indicando noção de maior quanti- Isto é o mais que ele consegue fazer.
dade ou intensidade. Significa também ainda Não faço mais nada do que pensar.
não conseguirá
os outros, os demais, os restantes.
Vou embora, os mais que se decidam.
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

2.12. A fim e afim

Afim Locução de finalidade, equivale a para Estudou a fim de ter salário fixo.

Afim Semelhante, que tem afinidade Nossos valores sempre foram afins.

2.13. Se quer e sequer

', '.•' ·Re"ras .. , . / ••' ,. ·•.. '.''.:'.::>.:\· :.t: · .·.


·· Exemj>Íos · .. ,.,
''
' . ~'

Se quer Conjunção se+ verbo querer= se desejar Se quer ter sucesso, trabalhe. 1. INTRODUÇ
Estava doente e sequer tinha remédio em Acentuação
Sequer Ao menos = advérbio casa.
estão os acent
cedilha e hífen

2. REGRAS D
Iniciemos c
1) Separe a
2) A última
3) Não col
seguirem as cl

- Crítica

2.1. Propar
Sílaba tôni
As propar

2.2. Paroxí
Sílaba tôn
i, is, om, ons

2.2.1. Obse

As paroxitona
(hífen), mas as
tado de Goiás

Acentuação
ixo.
m afins.

· ..:.t: · .·. ,.,


''
' . ~'

. 1. INTRODUÇÃO
nha remédio em Acentuação gráfica é a aplicação de sinais gráficos nas palavras e entre esses sinais
estão os acentos gráficos (acento agudo, acento circunflexo, acento grave, til, apóstrofo,
cedilha e hífen).

2. REGRAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA


Iniciemos com exemplo de uma simples tabela pra facilitar a classificação dos vocábulos.
1) Separe as sílabas. Lembre-se de que em cada sílaba, há uma vogal.
2) A última coluna deve estar sempre preenchida (como o exemplo da palavra hífen).
3) Não colocar na tabela: hiato, monossílabo e ditongos abertos (eu, oi, ei), por não
seguirem as classificações mencionadas a seguir.

J>re1paroxft'!na ·' .• ·, ~ai'.o*lt~na . . óitrtona


crí ti co
I

hl fen
ca fé

- Crítica é uma proparoxítona; hífen é paroxítona e café é oxítona.

2.1. Proparoxítonas
Sílaba tônica: antepenúltima.
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente: trágico, patético, árvore

2.2. Paroxítonas
Sílaba tônica: penúltima. Acentuam-se as PAROXÍTONAS terminadas em 1, n, r, ps, x, us,
i, is, om, ons, um, uns, ã(s), ão(s), ditongo oral (seguido ou não de s).

2.2.1. Observações

As paroxitonas terminadas em n são acentuadas hifens, jovens


(hífen), mas as que terminam em ens, não.

f.
42 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugu

Não são acentuados os prefixos terminados em i e r. semi, super Os ditongos abe


nas NÃO são ace
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos
várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingê·
crescentes: ea(s), oa(s), eo(s), ua(s), ia(s), ue(s), ie(s), A palavra destró
nua, início
uo(s), io(s). xítona terminada
aberto oi).

2.3. Oxítonas
2.5.2. Hiatos
Sílaba tônica: última. Acentuam-se as OXÍTONAS terminadas em a(s}, e(s}, o(s}, em, ens.
..

2.4. Monossílabos Acentuam-se o


com a vogal ante
2.4. 1. Monossílabos Tônicos ou acompanhad
sejam seguidos p
Possuem uma sílaba e são pronunciados fortemente. Acentuam-se os MONOSSÍLABOS
Não se acentuam
terminados em a(s}, e(s}, o(s}. vras seguintes

Motivo: -i ou -u
2.4.2. Monossílabos Átonos

Não possuem autonomia fonética, sendo proferidos fracamente, como se fossem síla- Cabe esclarecer
por serem hiatos
bas átonas do vocábulo a que se apoia~: o(s), a(s), um, uns, me, te, se, lhe nos, de, em, e,
que etc.

2.4.3. Observações 2.5.3. Verbos

Os monossílabos átonos são palavras vazias de sentido, vindos representados por artigos, pronomes oblíquos, Acentua-se
elementos de ligação (preposições, conjunções). ter e vir, bem
Você trouxe sua mochila para quê? (tônico) tem - Eles têm
Há monossílabos que são tônicos numa frase e átonos Que tem dentro da sua mochila? (átono)
Nos verbos
em outras. Há sempre um mas para questionar. (tônico)
gular. Distingu
Eu sei seu nome, mas não me recordo agora. (átono)
detém -eles de
beijar+ a= beijá-la
Muitos verbos, ao se combinarem com pronomes
oblíquos, produzem formas oxítonas ou monossilá- fez+ o = fê-lo
bicas que devem ser acentuadas por acabarem assu- dar + as = dá-las
mindo alguma das terminações contidas nas regras.
fazer+ o = fazê-lo

2.5. Regras Especiais


Estas regras não podem ser encaixadas na tabela de dica mencionada no início do
capítulo.

2.5. 1. Ditongos abertos

Os ditongos éi, eu e ói, sempre que tiverem pronún- éi (s): anéis, fiéis, papéis
cia aberta em palavras oxitonas (éi e não êi), são éu (s): troféu, céus
acentuados. ói (s): herói, constrói, caubóis
stado de Goiás Língua Portuguesa 43

Os ditongos abertos ocorridos em palavras paroxíto- assembleia, boia, colmeia, Coreia, estreia, heroico,
nas NÃO são acentuados. ideia, jiboia, joia, paranoia, plateia etc.
nue, cárie, ingê·
A palavra destróier é acentuada por ser uma paro-
xítona terminada em "r" (e não por possuir ditongo -
aberto oi). '
í,

2.5.2. Hiatos
o(s}, em, ens.
..
REGR~ .. EXE.MPLO ... .
Acentuam-se o i e u tônicos quando formam hiato sa -í -da
com a vogal anterior, estando eles sozinhos na sílaba
e -go- ís-mo
ou acompanhados apenas de "s", desde que não
sejam seguidos por -nh. sa - ú- de
ONOSSÍLABOS
Não se acentuam, portanto, hiatos como os das pala-
ju -iz, ra -iz, ru-im, ca-ir
vras seguintes

Motivo: -i ou -u não estão sozinhos nem acompanhados de -s na sílaba.

po-é-ti-co: proparoxítona.
se fossem síla- Cabe esclarecer que existem hiatos acentuados não bo-ê-mio: paroxítona terminada em ditongo
nos, de, em, e, por serem hiatos, mas por outras razões crescente.
ja-ó: oxítona terminada em "o".

2.5.3. Verbos TER e VIR

nomes oblíquos, Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos
ter e vir, bem como nos seus compostos (deter, conter, reter, advir, convir, intervir etc.): Ele
ônico) tem - Eles têm; Ele vem - Eles vêm; Ele retém - Eles retêm; Ele intervém - Eles intervêm.
no)
Nos verbos compostos de ter e vir, o acento ocorre obrigatoriamente, mesmo no sin-
tônico)
gular. Distingue-se o plural do singular mudando o acento de agudo para circunflexo: ele
o agora. (átono)
detém -eles detêm; ele advém -eles advêm.

a no início do
1. MUDANÇ
O alfabeto

. ·~:
símbolos de un
palavras e n
derivados)

2. TREMA
Não se usa
pronunciada

Em provas,
a exceção

3. MUDANÇ
,.
' .

Não se
1 ditongo
palavras
vras que
penúltim

Nas pala
2 se usa m
tônicos
de um d

Não se
3 palavras
ôo(s).
Reforma Ortográfica

1. MUDANÇAS NO ALFABETO
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y:
ABC D E FG H IJ K LM NO P Q RSTU VW X V Z

. ·~: ' Usadas.eni .· \ .\. · •., .. ·+ •.-Exempl"s .•·, : .,


símbolos de unidades de medida km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt)

palavras e nomes estrangeiros (e seus show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, Wil-
derivados) liam, kaiser, Kafka, kafkiano

2. TREMA
Não se usa mais o trema ('"),sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser
pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

Em provas, o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas: Müller,
a exceção mülleriano.

3. MUDANÇAS NAS REGRAS DE ACENTUAÇÃO


,.
' . d que mudol{ .. j. .·:
. .,·: , .., EX4!11)Pl"s .,. ,
j·,,:
.:.·· •: .: ,, f' ·.élcé~Çõe1fr' · '"'· ·
Essa regra é válida somente para
Não se usa mais o acento dos alcaloide, alcateia, androide,
palavras paroxítonas. Continuam
1 ditongos abertos ei e oi das apoia (verbo apoiar), apoio
a ser acentuadas as palavras oxí-
palavras paroxítonas (pala- (verbo apoiar), asteroide, boia,
tonas e os monossílabos tônicos
vras que têm acento tônico na celuloide, claraboia, colmeia,
terminados em éis e ói(s): papéis,
penúltima sílaba). Coreia
herói, heróis, dói (verbo doer), sóis.

1. se a palavra for oxítona e o i ou


o u estiverem em posição final (ou
Nas palavras paroxítonas, não seguidos de s), o acento perma-
2 se usa mais o acento no i e no u baiuca, bocaiuva (tipo de pai-
nece: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
tônicos quando vierem depois meira), cauila (avarento).
de um ditongo. 2. se oi ou o u forem precedidos de
ditongo crescente, o acento per-
manece: guaíba, Guaíra.

Não se usa mais o acento das


3 palavras terminadas em êem e abençoo, creem, deem, doo, enjoo.
ôo(s).

. ~-.-,-.~"';7'.'"'"
46 Língua Portugue

1. Permanece o acento diferencial em em compo


pôde e pode: Ontem, ele não pôde vras iguais
sair mais cedo, mas hoje ele pode. elementos
2. Permanece o acento diferencial nos comp
em pôr (verbo) e por (preposição): 3 elementos
Vou pôr o livro na estante que foi apóstrofo.
feita por mim.
nas palavra
3. Permanecem os acentos que
das de top
Não se usa mais o acento dife- diferenciam o singular do plural 4
prios de lu
rencial os pares pára - para, dos verbos ter e vir, assim como
Ele não para de falar. elementos
4 péla(s) - pela(s), pêlo(s) - de seus derivados (manter, deter,
Foram para Londres. reter, conter, convir, intervir, advir
pelo(s), pólo(s) - polo(s) e pêra
-pera. etc.): Ele tem - Eles têm; Ele vem -
Eles vêm; Ele mantém - Eles man-
têm; Ele convém - Eles convêm. nos compo
4. Acento facultativo - o uso do espécies a
acento circunflexo para diferenciar (nomes de
as palavras forma e fôrma. tos, raízes,
ou não ele
Em alguns casos, o uso do acento
deixa a frase mais clara: Qual é a
forma da fôrma do bolo?

Não se usa mais o acento agudo João argui Pedro sobre sua
no u tônico das formas (tu) ausência na reunião.
5 arguis, (ele) argui, (eles) arguem, Não se u
do presente do indicativo dos
Pedro redargui: Por acaso isso te
verbos arguir e redarguir.
interessa?
em compostos
Há uma variação na pronún- 1. verbo enxaguar: enxáguo, elementos de liga
cia dos verbos terminados em enxáguas, enxágua, enxáguam;
guar, quar e quir, como aguar, enxágue, enxágues, enxáguem.
averiguar, apaziguar, desaguar, verbo delinquir: delínquo,
enxaguar, obliquar, delinquir delínques, delínque, delín- Complemento: i
etc. Esses verbos admitem duas quem; delínqua, delínquas, caso os comp
pronúncias em algumas formas delínquam.
No Brasil, a pronúncia mais cor- oracional.
do presente do indicativo, do 2. (a vogal sublinhada é tônica,
6 presente do subjuntivo e tam- rente é a primeira, aquela com a e
isto é, deve ser pronunciada 1tônicos.
bém do imperativo. mais fortemente que as outras):
1. se forem pronunciadas com verbo enxaguar: enxagyo,
5. USO DO H
a ou i tônicos, essas formas enxagyas, enxagya, enxagyam;
devem ser acentuadas. enxagye, enxagyes, enxagyem. As observaç
2. se forem pronunciadas com u verbo delinquir: delinqyo, delin-
qyes, delinqye, delinqyem; (anti, super, ult
tônico, essas formas deixam de
ser acentuadas. delinqya, delinqyas, delinqyam. agro, auto, elet
--·
'•' : :;, :'. C
1. USO DO HIFEN COM COMPOSTOS
Usa-se o h
1
iniciada po
guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, Não se usa o hífen em certas pala-
nas palavras compostas que segunda-feira, mesa-redonda, vras que perderam a noção de com-
Usa-se o h
não apresentam elementos de vaga-lume, joão-ninguém, por- posição, como girassol, madressilva,
2 se inicia a
ligação. ta-malas, porta-bandeira, pão- mandachuva, pontapé, paraque-
-duro, bate-boca das, paraquedista, paraquedismo. micro-ond
Língua Portuguesa

o diferencial em em compostos ·que têm pala- reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu,
m, ele não pôde vras iguais ou quase iguais, sem rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-
oje ele pode. elementos de ligação. -pega, corre-corre
ento diferencial nos compostos entre cujos
or (preposição): 3 elementos há o emprego do gota-d'água, pé-d'água
estante que foi apóstrofo.
nas palavras compostas deriva-
s acentos que
das de topônimos (nomes pró- belo-horizontino, porto-alegrense, mato-grossense-do-sul, rio-gran-
gular do plural 4
prios de lugares), com· ou sem dense-do-norte, sul-africano
ir, assim como
elementos de ligação.
(manter, deter,
r, intervir, advir não se usa o hífen, quando os
têm; Ele vem - bem-te-vi, peixe-espada, compostos que designam espé-
ém - Eles man- peixe-do-paraíso, cies botânicas e zoológicas são
Eles convêm. nos compostos que designam mico-leão-dourado, empregados fora de seu sen-
vo - o uso do espécies animais e botânicas andorinha-da-serra, tido original. Observe a dife-
para diferenciar (nomes de plantas, flores, fru- lebre-da-patagônia, erva-doce, rença de sentido entre os pares:
fôrma. tos, raízes, sementes), tenham ervilha-de-cheiro, a) bico-de-papagaio (espécie de
ou não elementos de ligação. pimenta-do-reino, planta ornamental) - bico de papa-
uso do acento
peroba-do-campo, gaio (deformação nas vértebras).
clara: Qual é a
cravo-da-índia. b) olho-de-boi (espécie de peixe) -
bolo?
olho de boi (espécie de selo postal).

Não se usa hífen Exemplos : Exceçi)es


pé de moleque, pé de vento, pai de
água-de-colônia, arco-da-velha,
todos, dia a dia, fim de semana, cor
em compostos que apresentam cor-de-rosa, mais-que-perfeito,
de vinho, ponto e vírgula, camisa
elementos de ligação. pé-de-meia, ao deus-dará, à
de força, cara de pau, olho de
queima-roupa.
sogra.
Maria vai com as outras, leva e traz,
Complemento: incluem-se nesse diz que diz que, deus me livre, deus
caso os compostos de base nos acuda, cor de burro quando
úncia mais cor- oracional. foge, bicho de sete cabeças, faz de
aquela com a e conta.

5. USO DO HfFEN COM PREFIXOS

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos


(anti, super, ultra, sub etc.) ou por elementos que podem funcionar como prefixos (aero,
agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo etc.).
--·
: :;, :'. Caso5.g1i111lf, . . -~· :·:,.,:, Exemplos Ex~eçôes. .:

'•'

anti-histórico,
'
anti-higiênico,
Quando o segundo elemento per-
Usa-se o hífen diante de palavra macro-história, mini-hotel,
1 deu o H inicial: desumano, desumi-
iniciada por h. proto-história, sobre-humano,
dificar, inábil.
super-homem, ultra-humano
em certas pala-
a noção de com- Prefixo CO-: coordenar, cooperar,
Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que
ssol, madressilva, cooperação, cooptar, coocupante.
2 se inicia a outra palavra.
tapé, paraque- Prefixo RE-: reeleger, reenviar,
paraquedismo. micro-ondas, anti-inflacionário, sub-bibliotecário, inter-regional reescrever
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugue

· <ix~mplos
:·.:·
Casos geráls· ·· ·.
óu

Prefixos que sempre levam hífen: Usa-se o h


sota-, soto-, vice-, vizo-. rani que re
Não se usa o hífen se o prefixo autoescola, antiaéreo, inter- guaçu, miri
municipal, supersônico, supe- Observação: Se o prefixo terminar
terminar com letra diferente
3 por vogal e a outra palavra come- Usa-se o h
daquela com que se inicia a rinteressante, agroindustrial,
çar por r ou s, dobram-se essas que ocasio
outra palavra. aeroespacial, semicírculo 4
letras: minissaia, antirracismo, propriamen
ultrassom, semirreta vocabulare
Para clareza
de uma pa
5.1. Casos particulares cidir com o
seguinte.
Casos particulares Exemplos
Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também
sub-região, sub-reitor, sub-regional, sob-roda
Pesquisa rea
1
diante de palavra iniciada por r.
Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante circum-murado, circum-navegação,
2 pan-americano
de palavra iniciada por m, n e vogal.
além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno,
Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presi-
3
aquém, recém, vice. dente, recém-casado, recém-nascido, sem-terra,
vice-rei

pôs-graduação, pré-história, pré-vestibular,


prô-europeu.
4 Usa-se o hífen com os prefixos pós, pré, pró. Observação: Se os prefixos não forem autônomos,
não haverá hífen: predeterminado, pressupor, pos-
por, propor.
O prefixo co junta-se com o segundo elemento,
coobrigação, coedição, coeducar, cofundador,
mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste
s último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte
coabitação, coerdeiro, corréu, corresponsável,
cosseno
começar com r ou s, dobram-se essas letras.
Com o prefixo re, não se usa o hífen, mesmo diante
6 reescrever, reedição
de palavras começadas por e.
Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se
7 ad-digital, ad-renal, ob-rogar, ab-rogar
o hífen diante de palavra começada por b, d ou r.

5.2. Outros casos do uso do hífen

Outros ca~os ilo uso do h(f~~ • .. _, .. ,


,, .,
I';
·~xe~plos
,.,., .-
·' :'.: ,,· .. ,
Não se usa o hífen na formação de palavras com
1 (acordo de) não agressão, (isto é um) quase delito
não e quase.
mal-entendido, mal-estar, mal-humorado,
mal-limpo
)
Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra
Observação: Quando mal significa doença, usa-se
2 o hífen se não houver elemento de ligação. Exem-
seguinte começar por vogal, h ou 1.
pio: mal-francês. Se houver elemento de ligação,
escreve-se sem o hífen. Exemplos: mal de lázaro,
mal de sete dias.
stado de Goiás Língua Portuguesa

óutros casos do uso do hffen ', ,;,

mpre levam hífen: Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-gua-


vizo-. rani que representam formas adjetivas, como açu, capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim
guaçu, mirim.
prefixo terminar
ra palavra come- Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras
dobram-se essas que ocasionalmente se combinam, formando não ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo
a, antirracismo, 4 propriamente vocábulos, mas encadeamentos
eta vocabulares.
Para clareza gráfica, se no final da linha a partição
de uma palavra ou combinação de palavras coin- Na cidade, conta-se que ele foi viajar.
cidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha O diretor foi receber os ex-alunos.
seguinte.

al, sob-roda
Pesquisa realizada em: Guia Nova Ortografia Michaelis e umportugues.com.

rcum-navegação,

m-mar, ex-aluno,
refeito, ex-presi-
scido, sem-terra,

pré-vestibular,

orem autônomos,
o, pressupor, pos-

car, cofundador,
corresponsável,

rogar

:'.: ,,· .. ,

um) quase delito

mal-humorado,

ca doença, usa-se
de ligação. Exem-
mento de ligação,
s: mal de lázaro,
.
••e..·.-.--- .........._'· -·'· ,,,._.:_,,_.,,~
.
........ .....a..:... .
-~· ·.

SUBSTANTIVO

1. DEFINIÇÃO

Substantiv
pessoas e fenô
qualidades (ho

1.1. Em Conc

Na análise s
plemento nomi
tivo, do vocativ

ADJETIVO

1. DEFINIÇÃO

É a palavra
aspectos gerais
aluna esforçad

1.1. Em Conc

Na análise s

adjunto

2. LOCUÇÃO

Locução é o
que advém da
uma palavra co
tivo. Exemplos:

ARTIGO

1. DEFINIÇÃO

É a palavra q
definindo ou in
. .··-"' ....,.. ,. ···i·; ,, .....

PARTE 111 - MORFOLOGIA

SUBSTANTIVO

1. DEFINIÇÃO

Substantivo é a classe gramatical variável que denomina os seres. Além de objetos,


pessoas e fenômenos, os substantivos também nomeiam: lugares, sentimentos, estados,
qualidades (honestidade, sinceridade) e ações.

1.1. Em Concursos - Morfossintaxe

Na análise sintática, o substantivo pode ser núcleo de vários termos: do sujeito, do com-
plemento nominal, do agente da passiva, do complemento verbal, do aposto, do predica-
tivo, do vocativo, do adjunto adnominal e do adjunto adverbial.

ADJETIVO

1. DEFINIÇÃO

É a palavra que caracteriza o substantivo e lhe atribui qualidade, estado, aparência,


aspectos gerais, característica e modo de ser: candidato competente, aluno estudioso,
aluna esforçada, servidor aprovado, servidora empossada.

1.1. Em Concursos - Morfossintaxe

Na análise sintática, pode ser:

adjunto adnominal predicativo do sujeito predicativo do objeto

2. LOCUÇÃO ADJETIVA

Locução é o conjunto de duas ou mais palavras que portam significado distinto daquele
que advém da consideração das palavras isoladamente, isto é, locução adjetiva é mais de
uma palavra com valor de. substantivo. Normalmente é formada por preposição+ substan-
tivo. Exemplos: de águia= aquilino; de fogo= ígneo; de pato= anserino.

ARTIGO

1. DEFINIÇÃO

É a palavra que acompanha o substantivo e indica a forma que está sendo empregado -
definindo ou indefinindo. Indica, também, o gênero e o número dos substantivos.
( 52 1 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugu
L.... 1

2. CLASSIFICAÇÃO DO ARTIGO 4. CLASSIFIC


Definido - individualiza e se refere a um ser conhecido= o, a, os, as. O presidente viajou. 4.1. Pronom
Indefinido - generaliza e se refere a um ser desconhecido= um, uma, uns, umas. Substitui os
Um aluno faltou hoje. (quem fala ou
você ou vocês
NUMERAL\. designar o refe

1. DEFINIÇÃO
ta palavra que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência.

Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. quatro: numeral= atributo numérico de "ingresso".
TU
Eu quero café duplo. duplo: numeral= atributo numérico de "café".
ELE
primeira: numeral= situa o ser "pessoa" na sequência
A primeira pessoa da fila pode entrar. NÓS
de«fila».
VÓS
ELES
2. CLASSIFICAÇÃO DO NUMERAL
De acordo com suas funções, os numerais são classificados em: cardinais, ordinais, fra-
cionários, multiplicativos e coletivos. Emissor
Receptor
Multiplicativos Fracionários .ColetiVQS
Referente
1 um ''•' primeiro

?Ji2 dois ::-, se~undl!: duplo ou dobro meio ou metade duo, dueto, dupla
4.1.2. Empre
i~t:l:. · três ..·.....,,
-~·:/ :terceiro'.:,' · · i triplo ou tríplice terço trio
'
.:fJ:,.: 4 quatro · qliart<(:·· quádruplo quarto quarteto . •Pronomes-.

. 5 cinco quinto quíntuplo quinto quinteto


Retos

PRONOME Pronómes- :·

1. INTRODUÇÃO
Oblíquos
Os pronomes mais pedidos em provas são: pessoais, demonstrativos e relativos.

2. DEFINIÇÃO Objeto Di
Pronome é a palavra usada no lugar do nome, pode referir-se ao nome ou simples-
Eles
mente o acompanhar dando-lhe uma qualidade.
)
3. PRONOME ADJETIVO E SUBSTANTIVO
Objeto In
Pronome adjetivo: acompanha o substantivo.
Pronome substantivo: substitui o nome (substantivo). Todos

Exemplos: Nós viajaremos em seu carro. = nós: pronome substantivo; seu: pronome
adjetivo.
Estado de Goiás Língua Portuguesa _J~]

4. CLASSIFICAÇÃO DOS PRONOMES


residente viajou. 4.1. Pronome pessoal
uns, umas. Substitui os substantivos, indicando diretamente as pessoas do discurso. O emissor
(quem fala ou escreve) assume os pronomes eu ou nós, usam-se os pronomes tu, vós,
você ou vocês para designar o receptor (a quem se dirige) e ele, ela, eles ou elas para
designar o referente (pessoa ou pessoas de quem fala).

da sequência.

co de "ingresso". te ti, contigo


TU
o de "café". o, a, lhe, se si, consigo, ele, ela
ELE
ssoa" na sequência nos conosco, nós
NÓS
VÓS vos convosco, vós

ELES os, as, lhes, se si, consigo, eles, elas

\
ais, ordinais, fra- Pe~soas do, discurso. •,

Emissor quem fala eu, nós

Receptor com quem se fala tu, vós


.ColetiVQS
Referente de quem se fala ele, ela, eles, elas

duo, dueto, dupla


4.1.2. Emprego dos Prof!omes Pessoais
trio
. •Pronomes-. · ~: Flinçii'es I E)<emplos .. _.· P~r!iúntas Respostas
quarteto
Nós viajaremos no fim de semana. Quem? Nós
quinteto
Retos sujeito
Eles estudaram para a prova. Quem? Eles

Pronómes- :· ;:Filnções Quando é usado · .-',i':\i11I\·:.~- Ti >, 0,1,Çl! : ·, Sã9eles

Objeto vem após um verbo transitivo direto, ou seja, sem


o, a, os, as
Direto não pede preposição. preposição
Oblíquos
relativos. Objeto vem após verbo transitivo indireto, ou seja, com
lhe, lhes
Indireto pede preposição. preposição

Objeto Direto:
me ou simples- alguns livros. quem compra, compro algo
Eles compraram
! !
V.T.D. O.D.

Objeto Indireto:

Todos necessitam de felicidade. quem necessita, necessita de algo

; seu: pronome ! !
V.T.I. 0.1.
..__...______- , . , - . - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -.. ,. . . . . . ._.. .,. . ,-"'--· ·' ····"'"f-~ .-·.o.--~~_._ .........,.

'

~1 . . --
Língua Portugue

o prêmio ao vencedor. entregaram algo a alguém


4.2. Pronom
Entregaram
.J, .J, .J, Chamados
V.T.D.I O.D 0.1. da divisão dos
como autoridad
Sendo assim, teremos: 1

O.D: o(s), a(s) 4.3. Pronom


O.l:lhe(s) Indica poss

Convidei -O para jantar. quem convida, convida alguém

.J, .J,
P
V.T.D O.D.

S
O filho obedece -lhe. quem obedece, obedece a alguém

.J, .J,
T
V.T.I. 0.1.

4.3. 1. Morfos
Quis+ o =qui-lo
r, s,z +o, a =lo, la Fiz+a =fi-la O pronome
Verbos Amar+o =amá-lo função de adju
)E!rnii.l'Í.~~~~ fizeram +o =fizeram-no plemento verb
·'<·:·i.elTl.i-'-'···
·1~'· .:; ·~·'.'.:'~.:.: =no, na põe +a =põe- na
.. •'; m,ão, õe +o, a
~-· . ·:i:~;·t- ~/· -~~
dão +o =dão-no g.4. Pronom
O pronome
4. 7.2.1. Uso de M.'M e EU ou elementos.
Usa-se EU apenas quando o pronome possuir função de SUJEITO. Pess

Para que isso aconteça, é necessário haver um verbo posposto ao pronome: prime

segun
Este exercício é para MIM.
terce
Este exercício é para EU resolver.

quem irá resolver? ~é o sujeito do verbo posposto. 4.4. 1. Empre


Assim sendo, usamos a forma reta.
...

Não houve intrigas entre MIM e TI (você, ele, ela). prono

Este(s), es
_É difícil para mim acreditar no Brasil.
Esse(s), ess
Temos aqd um caso típico de inversão e uma grande "pegadinha" de concurso.
Aquele(s), aqu
Oração iniciada por VERBO SER (ou qualquer verbo de ligação)+ __ + PARA= MIM.
·'.

prono
4.1.2.2. SE, SI, CONSIGO
Este(s), esta(s)
Usamos em voz reflexiva, ou seja, quando o sujeito praticar e sofrer a ação. Exemplos:
Aquele(s), aquela
Ele feriu-se com a faca. O aluno trouxe o livro consigo. Pense em ele MESMO, ele PRÓPRIO.
- - - - - -.. ,. . . . . . ._.. .,. . ,-"'--· ·' ····"'"f-~ .-·.o.--~~_._ .........,. ... ~ •· ·- ... _;. :~ '"'' .....J.,;., -' .' .

'
Língua Portuguesa

alguém
4.2. Pronomes de tratamento
Chamados também de segunda pessoa indireta. O pronome de tratamento faz parte
da divisão dos pronomes pessoais por fazerem referência a pessoas que são consideradas
como autoridades.
1
4.3. Pronome possessivo
Indica posse das pessoas do discurso.

da alguém Pessoa, Número ·i>rón~ine


singular meu(s), minha(s)
Primeira
plural nosso(s), nossa(s)
singular teu(s), tua(s)
Segunda
ce a alguém plural vosso(a), vossos(as)
singular seu(s), sua(s)
Terceira
plural seu(s), sua(s)

4.3. 1. Morfossintaxe do Pronome Possessivo


=qui-lo
=fi-la O pronome possessivo, quando adjetivo, ou seja, acompanhado por substantivo, exerce
=amá-lo função de adjunto adnominal. Pode possuir função sintática de: núcleo do sujeito, do com-
=fizeram-no plemento verbal, do predicativo etc.
=põe- na
=dão-no g.4. Pronome demonstrativo
O pronome demonstrativo é utilizado em três situações. Pode se referir a espaço, ideias
ou elementos. São eles:

Pessoa·

ome: primeira este, esta, estes, estas isto

segunda esse, essa, esses, essas isso

terceira aquele, aquela, aqueles, aquelas aquilo

4.4. 1. Emprego do Pronome Demonstrativo

... . !'ar'! clemonsti:ar.no esp;;iço·· .. .• ·.:.1 >/:.: .. ·;. ' -~·:~:\i%::::


pronome usado para dica

Este(s), esta(s), isto o que está próximo a mim AQUI

Esse(s), essa(s), isso o que está próximo a você A[


de concurso.
Aquele(s), aquela(s), aquilo o que está distante LA
_ + PARA= MIM.
·'. ·.·· •: ..

pronome ,usado para

Este(s), esta(s) retomar o elemento mais próximo do pronome.


ção. Exemplos:
Aquele(s), aquela(s) retomar o elemento mais distante do pronome
MO, ele PRÓPRIO.
~·----------·----· ----------------------------- - ------------- -----------

sGj __ Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugu

Para ideias
Sempre ma
pronome usado para dica Não con
Esse (a), isso para retomar ideia anáfora
1)0n
Este (a), isto · para çitar ideia çatáfora
Quem mora
Pronome anafórico: retoma ideia cjo período anterior ou do parágrafo anterior.
A preposiçã
Pronome _çatafórico: _çita ideia. Associe o c no início dos dois vocábulos.
Assim, terem
Exemplos: Espero sinceramente isto: que se procedam as reformas. Que as reformas
sejam efetuadas logo; é isso que desejo. Não conheç
Não conheç
4.5. Pronome relativo
Este é o
Representa nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relaciona. Inicia as
orações subordinadas adjetivas. São eles: 1)Cuja

- Variáveis: o qual, a qual, os quais, as quais; cujo, cuja, cujos, cujas; quanto, quanta, Quem se re
quantos, quantas;
A preposiçã
- Invariáveis: que, quem, onde.
Atenção: n
Observações importantes: posição e não
- Os vocábulos como e quanto, quando retomam termos anteriormente menciona- Estas sã
dos, possuem função de pronome relativo.
1)C
- Para evitar erros, ao aparecer a palavra que, tente substituí-la por o qual, a qual, os
quais, as quais. Quem conc
A preposiçã
4.5.1. Emprego do Pronome Relativo

Um dos tópicos mais pedidos em concursos por fazer, também, de regência. Muitas 4.6. Pronom
teorias não valem a pena ser mencionadas porque as instituições pedem o emprego da
Designa o r
mesma forma.
Classificam
Atenção, em primeiro lugar, ao quadro-resumo a seguir.
Pronomes
Quem Cujo Onde ximada de ser
usado apenas
concorda com o termo posterior e indica usado para retomar lugar e pode ser subs- guém, outrem
posse da anterior e não admite artigo, apenas tituído por em que, na qual, no qual, nas
para pessoas.
preposição. quais, nos quais. Pronomes
' a noção de qu
Siga o passo a passo:
1) Encontre o pronome relativo;
f-----
2) Veja a qual termo o pronome relativo se refere. Masculin
algum
3) Construa outra oração com os termos posteriores ao pronome relativo e encaixe o
nenhum
vocábulo que o relativo retoma. ·

L
---- -----------

Estado de Goiás Língua Portuguesa

Sempre mantenha a informação, atente-se aos exemplos a seguir.


dica Não conheço o lugar onde você mora.
anáfora
1)0nde 2) Retoma lugar 3) Você mora no lugar
çatáfora
Quem mora, mora em algum lugar.
anterior.
A preposição em é pedida.
.
Assim, teremos:
Que as reformas
Não conheço o lugar em que você mora.
Não conheço o lugar no qual você mora.

Este é o autor a cuja obra me referi.


elaciona. Inicia as
1)Cuja 2) Refere-se a autor 3) Eu me referi à obra do autor (posse do anterior)

quanto, quanta, Quem se refere, refere-se a algo.


A preposição a foi pedida.
Atenção: não existem as formas cujo o, cuja a e o cuja, mas a cujo(a) existe =pre-
posição e não artigo.
mente menciona- Estas são as pessoas com cujas ideias concordo.

1)Cujas 2) Refere-se a Ideias 3) Eu concordo com as ideias do autor


qual, a qual, os
Quem concorda, concorda com algo.
A preposição com foi pedida.

regência. Muitas 4.6. Pronome indefinido


m o emprego da
Designa o referente, isto é, a terceira pessoa do discurso e possui sentido vago.
Classificam-se em:
Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do ser ou da quantidade apro-
ximada de seres na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin-
r e pode ser subs- guém, outrem, quem, tudo.
qual, no qual, nas
Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser expresso na frase, conferindo-lhe
a noção de quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
-: _, Variáveis . -
Singular ._ Plural ,. ·' ''' - inv~ríáveís
f----------------1-------~-------1
Masculino Feminino Masculino Feminino 1- .. :

algum alguma alguns algumas alguém


tivo e encaixe o
nenhum nenhuma nenhuns nenhumas ninguém
·

L
:.-.;.\. .. ·
:}

Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Ungua Portugu

2. MESÓCLIS
O pronome
Masculino Feminino Masculino Feminino sivamente na li
todo toda todos todas outrem Ocorrf ncias
muito muita muitos muitas tudo
Verbo no futuro d
pouco pouca poucos poucas nada indicativo.
vário vária vários várias algo
NÃO OCORRERA
tanto tanta tantos tantas cada como estudamos
outro outra outros outras
quanto quanta quantos quantas
3. ÊNCLISE
qualquer quaisquer
O pronome
nome, a mais u
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Ve
Os pronomes oblíquos átonos (o, a, os, as, lhe, lhes, me, te, se, nos, vos) podem ocu- Verbo
par três posições diferentes em relação ao verbo: próclise, mesóclise e ênclise. V

Dica: a fonética (a sonoridade) ajuda a resolver as questões. Pronuncie e perceba se a Verbo

dicção está perfeita. Em casos de colocação errada, a fala soa mal.


4. EM LOCUÇ
1. PRÓCLISE

O pronome oblíquo surge antes do verbo, isto é, proclítico.

Ocorre em orações nas quais antes do verbo haja:

Nunca me revelaram os motivos. Verb~


Palavra ou expressão de valor negativo. principal no
Não me conte seus problemas. infiriltilio oi! ·
Tudo se acaba um dia. gerún~io

Advérbios e pronomes indefinidos, sem que haja Assim se resolveram as questões.


pontuação. Havendo pontuação, ocorrerá ênclise:
Assim, resolvem-se os problemas.
Quem te chamou aqui?
Pronomes e advérbios interrogativos.
Por que a avisaram apenas agora?
Deus te abençoe. Verbo
Orações exclamativas e optativas (indicam desejo). Principa'I no
Como a admiro!
Particípio
É necessário que se faça a reforma.
Conjunções subordinativas.
Comprei o livro que me será útil.
Em se tratando de provas, é melhor fazer muitos VERBO
Gerúndio+ em (prepo>ição)
exercícios.
Só me lembrou disso hoje.= só: somente 1. DEFINIÇÃ
Advérbio~ e conjunção coordenada alternativa.
Ou se afaste, ou me ame. Verbo é pa
Pronome relativo Foi o seu irmão que me ensinou a matéria. (amanhecer),
.. ·
:}

Estado de Goiás Ungua Portuguesa

2. MESÓCLISE
O pronome oblíquo surge no meio do verbo, ou seja, mesoclítico. Éempregada, exclu-
sivamente na linguagem culta ou literária.
outrem Ocorrf ncias:
tudo
Verbo no futuro do presente ou futuro do pretérito do Convidar-me-ão para a festa.
nada indicativo. Convidar-te-ia para a reunião.
algo Amanhã o convidarão para a festa.
NÃO OCORRERA se houver justificativa para próclise,
cada como estudamos no tópico anterior: Todos te convidariam para a reunião.

3. ÊNCLISE
O pronome oblíquo surge depois do verbo, isto é, enclítico. Éa colocação básica do pro-
nome, a mais utilizada e ocorre quando não há palavras que atraem o oblíquo. Utilizada em:
Verbo no início da frase. Comenta-se que ele foi aprovado.
os) podem ocu- Verbo no imperativo afirmativo. Alunos, apressem-se.
clise. Verbo no gerúndio. Mudou o texto, acrescentando-lhe explicação.
Verbo no infinitivo impessoal. Leia os testes antes de resolvê-los.
e perceba se a

4. EM LOCUÇÕES VERBAIS

Quero-lhe apresentar a meus amigos.


Pronome depois do verbo auxiliar ou Quero apresentar-lhe a meus amigos.
do verbo principal la-lhe dizendo o gabarito inteiro.
la dizendo-lhe o gabarito inteiro.
Não lhe quero apresentar a meus amigos.
Verb~ Com palavra que exija próclise: pro-
principal no Não quero apresentar-lhe a meus amigos.
nome antes do verbo auxiliar ou
infiriltilio oi! · Alguém lhe ia dizendo o gabarito.
depois do principal
gerún~io Alguém ia dizendo-lhe o gabarito.
Preposição entre o verbo auxiliar e o Seu artigo há de encontrar-se no jornal de ontem.
se: infinitivo: duas formas. Seu artigo há de se encontrar no jornal de ontem.
Preposição a e o pronome oblíquo o = Voltou a cumprimentá-los pela aprovação.
pronome depois do infinitivo.

O pronome oblíquo átono não poderá Os poemas tinham-se perdido no vazio do tempo.
Verbo vir depois dele.
Principa'I no
Particípio Havendo fator que justifique a próclise, Não me haviam consultado sobre a data da prova.
o pronome ficará antes da locução.

lhor fazer muitos VERBO

mente 1. DEFINIÇÃO
Verbo é palavra variável que indica ação (caminhar), estado (ser), fenômeno da natureza
matéria. (amanhecer), processos naturais (morrer), processos mentais (estudar) etc.
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugue

2. CLASSIFICAÇÃO VERBAL 3. MODO VER


"'F;, :·:-:;.. ;,i.·· possuem as desinências normais de sua conju- Modo são as
canto, cantei, cantarei, cantava,
R~ularf!s. gação e cuja flexão não provoca alterações no
cantasse.
radical. '1.ndicatlvo·'·:' c
a flexão provoca alterações no radical ou nas _Subjuntivo .. d
Irregulares faço, fiz, farei, fizesse.
desinências.
' .•Imperativo
: "
o
Anômalos incluem mais de um radical em sua cbnjugação. Ir, pôr, ser, saber.
Defectivos ·· não apresentam conjugação completa. colorir, computar, falir.
'. <..·.
fazem parte da formação dos tempos compostos e 3.1. Formas N
·Auxiliare~- ser, estar, ter e haver.
:,, das locuções verbais.
São formas q
possuem mais de uma forma com o mesmo
valor. Geralmente, esse fenômeno costuma ocor-
fritar: frito, fritado; tivo e advérbio.
Abundantes rer no particípio, em que, além das formas regu-
lares terminadas em -ado ou -ido, surgem as prender: preso, prendido e
chamadas formas curtas (particípio irregular). 1nfi~1tiv~/ v
d
São aqueles verbos que se conjugam com os ''

pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se,
Pronominais
se, na mesma pessoa do sujeito, expressando dignar-se, arrepender-se. o
reflexibilidade. Gerúndio
a

2.1. Abundantes s
Particípio p
São verbos que possuem duas formas no particípio: formas regulares (terminação: t

-ado e -ido: formas longas) e formas irregulares (curtas). Exemplo: anexo, anexado;
eleito, elegido; morto, matado; solto, soltado. Como utilizá-las? 4. TEMPO VE

1) Ao lado de SER ou ESTAR, usamos as formas curtas (irregulares). 1) PRESENT

2) Ao lado de TER ou HAVER, usamos as formas longas (regulares). do indic

Exemplos: O vereador estava (ou foi) eleito pelo povo. O ladrão foi (ou estava) preso Ele estud
pelo policial. Alguém havia (ou tinha) fritado o bife. Ele tinha (ou havia) prendido o Canto, c
corrupto.
do subj
VERBOS QUE EXIGEM MUITA ATENÇÃO:
Que nós
1) Ao lado de TER e HAVER admitem as duas formas (regular e irregular).
Que eu c
PAGAR GASTAR GANHAR
2) FUTURO
Tinha pago Tinha gasto Tinha ganho
TER
Tinha pagado Tinha gastado Tinha ganhado
do pres
1 Havia pago Havia gasto Havia ganho Estarei n
HAVER
Havia pagado Havia gastado Havia ganhado
Cantarei
2) PEGAR passou a ser aceito como abundante do pret
Ele foi pego. Alguém tinha pegado o sujeito. Nós can
3) CHEGAR: não existe a forma chego! Cantaria

l
!
L
Estado de Goiás Língua Portuguesa 61 :

3. MODO VERBAL
Modo são as formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato. Há três:
ntarei, cantava,
'1.ndicatlvo·'·:' certeza estudo, estudei, estudarei.

_Subjuntivo .. dúvida, hipôtese que eu estude, se ele estudasse, quando você estudar.

.•Imperativo
: "
ordem, desejo
estuda tu, estude você, estudemos nôs, estudai vós, estu-
dem vocês.

3.1. Formas Nominais


São formas que não possuem noção de tempo, mas sim de nomes - substantivo, adje-
tivo e advérbio.
ido exprime a significação do verbo de modo
1nfi~1tiv~/ vago e indefinido, podendo ter valor e função cantar, fazer, partir
''
de substantivo.
edar-se, atrever-se, Saindo da escola, encontrei alguns amigos.
-se. o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou (função de advérbio)
Gerúndio
advérbio. No parque, havia crianças vendendo doces.
(função adjetivo)

se não for empregado na formação dos tem-


Particípio pos compostos, o particípio indicará ação cantado, feito, partido
erminação: terminada.

anexo, anexado;
4. TEMPO VERBAL

1) PRESENTE
do indicativo: indica ação que acontece no momento da fala; hábito.

u estava) preso Ele estuda de manhã e trabalha à tarde.


ia) prendido o Canto, cantas, canta, cantamos, cantais, cantam
do subjuntivo: indica hipótese, dúvida.

Que nós estudemos todas as manhãs.


).
Que eu cante, cantes, cante, cantemos, canteis, cantem
ANHAR
2) FUTURO
ha ganho
a ganhado
do presente do indicativo: ação futura certa (amanhã)

via ganho Estarei no local marcado à tarde.


a ganhado
Cantarei, cantarás, cantará, cantaremos, cantareis, cantarão
do pretérito do indicativo: tempo condicional

Nós cantaríamos se houvesse público.

Cantaria, cantarias, cantaria, cantaríamos, cantaríeis, cantariam

l
!
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L ~
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T

62 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugue

do subjuntivo: ação futura duvidosa i'empo


Quando fizero trabalho, darei os parabéns.
Pretérito Mais-que
(quando/se) eu cantar, cantares, cantar, cantarmos, cantardes, cantarem Composto do Su

3) PRETÉRITO

Perfeito do indicativo: ação concluída (ontem)


Futuro do Pres
Fizemos tudo certo naquele dia. Composto do Ind

Cantei, cantaste, cantou, cantamos, cantastes, cantaram


Imperfeito do indicativo: ação prolongada, contínua

Passeava de moto quando o guarda o multou.


Futuro do Pre
Cantava, cantavas, cantava, cantávamos, cantáveis, cantavam
Composto do In
Mais-que-perfeito do indicativo: ação passada em relação a outra ação também
passada.

Fez os exercícios e aprendera toda a matéria.


Futuro Compo
Cantara, cantaras, cantara, cantáramos, cantáreis, cantaram
Subjuntiv
Perceba que para ter o mais- que- perfeito é necessário o perfeito.
Infinitivo Pes
Imperfeito do subjuntivo: tempo condicional Composto

Se fizesse todas as tarefas, poderia viajar.

Se cantasse, cantasses, cantasse, cantássemos, cantásseis, cantassem 4.2. Correlaçã


Normalmente usado junto com o futuro do pretérito para enfatizar a condição. Presente do

Pretérito pe
4.1. Tempos Compostos
Presente do
Composto por haver mais de um verbo. Os tempos compostos são formados por locu-
ções verbais: verbo auxiliar ter ou haver+ verbo principal (particípio). Vamos, agora, aos Pretérito imp
tempos. Futuro do su
Tempo Formação Exemplo Valor Pretérito imp
indica uma ação repetida
auxiliar ter ou haver no Presente Pretérito ma
Pretérito Perfeito tenho que tem ocorrido no
do Indicativo e o principal no
Composto do Indicativo
particípio
estudado passado, prolongando-se do indicativo
até ao presente.
Futuro do su
auxiliar ter ou haver no Presente indica uma ação anterior já
Pretérito Perfeito tenha
do Subjuntivo e o principal no concluída, podendo se referir
Composto do Subjuntivo estudado Futuro do su
particípio a um fato passado ou futuro.
indica uma ação que ocorreu
Pretérito auxiliar ter ou haver no Pretérito antes de outra ação passada. 5. VOZ VERBA
tinha
Mais-que-perfeito Imperfeito do Indicativo e o Pode indicar também um
estudado
Composto do Indicativo principal no particípio acontecimento situado de Refere-se à f
forma incerta no passado. ções gramaticai
T

Estado de Goiás Língua Portuguesa [ 63

i'empo ...·. '. •',

indica um fato anterior


auxiliar ter ou haver no Pretérito a outro fato passado.
Pretérito Mais-que-perfeito tivesse
em Imperfeito do Subjuntivo e o Pode se referir também a
Composto do Subjuntivo estudado
principal no particípio acontecimentos irreai~ do
passado. •
refere-se a um fato futuro
auxiliar ter ou haver no Futuro do que estará terminado antes
Futuro do Presente terei
Presente simples do Indicativo e de outro fato futuro. Pode
Composto do Indicativo estudado
o principal no particípio expressar tanto certeza
como incerteza.
indica uma ação que
poderia ter acontecido
posteriormente a uma
situação passada,
auxiliar ter ou haver no Futuro do
Futuro do Pretérito teria encontrando-se
Pretérito simples do Indicativo e
Composto do Indicativo estudado condicionada. Indica
o principal no particípio
ra ação também também a possibilidade
de uma ação passada e
transmite incerteza, surpresa
e indignação.
auxiliar ter ou haver no Futuro do ação futura que estará
Futuro Composto do tiver
Subjuntivo simples e o principal terminada antes de outra
Subjuntivo estudado
no particípio ação futura.
auxiliar ter ou haver no Infinitivo
Infinitivo Pessoal ter
Pessoal simples e o principal no fato passado já concluído.
Composto estudado
particípio

4.2. Correlação de tempos verbais


a condição. Presente do indicativo+ Presente do subjuntivo

Pretérito perfeito do indicativo+ Pretérito imperfeito do subjuntivo

Presente do indicativo+ Pretérito perfeito composto do subjuntivo


mados por locu-
amos, agora, aos Pretérito imperfeito do indicativo+ Mais-que-perfeito composto do subjuntivo

Futuro do subjuntivo+ Futuro do presente do indicativo


Valor Pretérito imperfeito do subjuntivo+ Futuro do pretérito do indicativo
ma ação repetida
m ocorrido no Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo + Futuro do pretérito composto
prolongando-se do indicativo
ao presente.
Futuro do subjuntivo+ Futuro do presente do indicativo
ma ação anterior já
podendo se referir
Futuro do subjuntivo+ Futuro do presente composto do indicativo
passado ou futuro.
a ação que ocorreu
utra ação passada. 5. VOZ VERBAL
icar também um
mento situado de Refere-se à forma como o agente e o paciente de uma oração são enquadrados nas fun-
certa no passado. ções gramaticais - sujeito e complementos verbais (especialmente o objeto direto).
~1 ______ _ Língua Portugues

Há duas vozes verbais principais,voz ativa e voz passiva. A diferença principal é que 0 Dica 1: Sujeit
sujeito da voz passiva tem o mesmo papel em relação ao verbo principal que o objeto da Dica 2: Atent
voz ativa. Há algumas variantes dessas duas vozes principais, como a voz (ativa) reflexiva
(Eles se prepararam) e a voz passiva sintética. Há ainda uma outra voz na Língua Portu-
1 verbo
guesa, a voz reflexiva, na qual o sujeito sofre e efetua a ação ao mesmo tempo.
2 verbos

5.1. Voz Ativa

O sujeito pratica a ação. Exemplo: ADVÉRBIO


1. DEFINIÇÃO
V.A.= Todos os alunos ouviram aquela música
Advérbio é u
sujeito V.T.D. objeto direto
próprio advérbi
Para passar uma oração da voz ativa para a passiva, o objeto direto é obrigatório. expressa pelo àd
Aprofundaremo
5.2. Voz Passiva Advérbio e l
o sujeito sofre a ação. Advérbio

Há dois tipos de voz passiva: Locução Adverbi

5.2.1. Passiva Analítica


CONJUNÇÃO
SER+ PARTIC[PIO 1. DEFINIÇÃO
V.P.= Aquela música foi ouvida por todos os alunos É a palavra in
sujeito paciente Ser+ particfpio agente da passiva oração.
Aprofundare
ção é invariável
5.2.2. Passiva Sintética
Na sintaxe,
V.T.D.(I.) +SE= V.P. (sujeito)
ção sintática: sã
Verbo transitivo direto ou transitivo direto e indireto+ se= voz passiva e possui sujeito.
O se é pronome aPASSIVAdor. 2. CLASSIFIC

Vende-se livro = V.P. sintética As conjunçõ


ções independ
V.T.D. + se = VP sujeito
Entregou-se o prêmio ao vencedor. = V.P. sintética dência sintática

V.T.D.I. + se= VP sujeito objeto indireto Coordenad

Subordina
E~uivalem a:
Livro é vendido.= V.P. analítica PREPOSIÇÃO

O prêmio foi entregue ao vencedor.= V.P. analítica 1. INTRODU


Assim com
Por isso, as formas corretas são:
provas de con
Vendem- se livros. Entregaram-se os prêmios aos vencedores. vezes, é a mes

___--;.
,.,, .,..,...~--~.

' ·
,,..,,.
.,..---~---
Língua Portuguesa

principal é que 0 Dica 1: Sujeito no plural =verbo no plural


que o objeto da Dica 2: Atente-se ao número de verbo.
(ativa) reflexiva
Voz Passiva =· + SER
na Língua Portu- 2 verbos - SER = 1 verbos
1 verbo 1 verbo + SER= 2 verbos 2 verbos
empo.
2 verbos + SER= 3 verbos 3 verbos 3 verbos - SER= 2 verbos
2 verbos

ADVÉRBIO
1. DEFINIÇÃO
la música
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do
eto direto
próprio advérbio. Esclareço: fazendo pergunta ao verbo, encontramos a circunstância
brigatório. expressa pelo àdvérbio. Modifica o adjetivo e o próprio advérbio através de intensidade.
Aprofundaremos o estudo na PARTE IV em adjunto adverbial.

Advérbio e locução adverbial

Advérbio uma palavra ontem


Locução Adverbial é um conjunto de palavras que pode exercer a função de advérbio. de modo algum

CONJUNÇÃO
1. DEFINIÇÃO
os os alunos É a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma
e da passiva oração.
Aprofundaremos os estudos em sintaxe, no período composto. Facilitando: a conjun-
ção é invariável e liga orações.
Na sintaxe, as conjunções, como as preposições, não exercem propriamente uma fun-
ção sintática: são conectivos.
e possui sujeito.
2. CLASSIFICAÇÃO
As conjunções podem ser coordenativas ou subordinativas. Coordenadas ligam ora-
ções independentes sintaticamente e subordinadas ligam orações que possuem depen-

. sintética dência sintática.


Coordenadas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas;

Subordinadas: integrantes e adverbiais.

PREPOSIÇÃO
1. INTRODUÇÃO
Assim como o advérbio, a preposição faz parte das classes gramaticais invariáveis. Em
provas de concursos públicos, é pedida a relação que a preposição indica e, na maioria das
vezes, é a mesma circunstância expressa pela locução adverbial.

,,..,,.
:. .. ·~::
...~--~. .,..---~---

. :
·
.......... '

66 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

2. DEFINIÇÃO
É a palavra invariável que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração.
Essa relação é do tipo subordinativa, isto é, entre os elementos ligados pela preposição
não há sentido separado, individualizado. O sentido da expressão é dependente da junção
de todos os elementos que a preposição vincula.
Os candidatos de São Paulo falavam sobre a prova.
As preposições ligam termos, subordinam-nos. O termo que antecede a preposição é
chamado de regente e o termo posposto é chamado de regido.
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou
variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz
1. INTRODUÇ
como os verbos. Em diversas situações as preposições se combinam a outras palavras da
língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de concordância em Sintaxe é o
gênero e número com essas palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata de uma concursos públ
variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde. Para fazer a
Combinação não ocorre perda de som Contração ocorre perda de som e outras classe
a +o (artigo) ao em ..- o (artigo) no
passo a passo.
+onde (advérbio ou
a aonde por - a (artigo) pela
pronome) 2. DEFINIÇÃ
a +os (artigo) aos de + isto (pronome) disto
A sintax
preciso haver c
3. LOCUÇÃO PREPOSITIVA vocábulos e da

Como já visto em capítulos anteriores, iocução é o conjunto de palavras. Assim, locu-


3. SINTAXE D
ção prepositiva é mais de uma palavra que possui a função de subordinar termos, ou seja,
de ligar palavras. Facilitando: preposição liga palavras e conjunção liga orações. Exemplo: 3.1. Sujeito
abaixo de, acima de, acerca de, a fim de, além de, a par de etc.
Para encon
Atente-se: se h
INTERJEIÇÃO tica ação. Pode
1. DEFINIÇÃO
Simples
Classe gramatical invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito, ou
que procura agir sobre o interlocutor de forma sintetizada.
Composto
Exemplos:
Simples e impl
Bravo! Bis! Ai!Ai!Ai! Ah Hum! Psiu! Puxa! ou elíptico o
desinencial ou o

Indetermina
Estado de Goiás

PARTE IV - SINTAXE
ermos da oração.
pela preposição
!e.r~os essenciais da or~ção
ndente da junção

e a preposição é

nero, número ou
do, aspecto e voz
1. INTRODUÇÃO
utras palavras da
concordância em Sintaxe é o cerne da língua portuguesa, o âmago do estudo para todas as provas de
o se trata de uma concursos públicos.
de. Para fazer a análise, precisa-se da morfologia - substantivo, adjetivo, pronome, verbo
perda de som e outras classes gramaticais. Para entender os tópicos nela contidos, é necessário seguir o
o) no
passo a passo.

o) pela
2. DEFINIÇÃO
ome) disto
A sintaxe estuda a relação lógica das palavras na frase, no período e no texto. É
preciso haver coerência para que uma mensagem seja compreendida; a combinação dos
vocábulos e das orações nada mais é do que a sintaxe.

vras. Assim, locu-


3. SINTAXE DE ORAÇÃO -TERMOS ESSENCIAIS
r termos, ou seja,
rações. Exemplo: 3.1. Sujeito
Para encontrar o sujeito faz-se a pergunta o quê? (para coisa) e quem? (para pessoa).
Atente-se: se há voz ativa, voz passiva e voz reflexiva, o sujeito não é apenas o ser que pra-
tica ação. Pode praticar, sofrer ou praticar e sofrer a ação. Classificam-se em:

Muitos fatos estranhos ocorriam naquela situação.


Simples um núcleo
=o que ocorriam?
os de espírito, ou
mais de um Música e literatura fazem bem à alma.
Composto
núcleo =o que fazem bem?

Simples e implícito não está Fez o texto ontem.


Puxa! ou elíptico ou explicito na
=quem fez? Ele, mas o pronome não está explicito.
desinencial ou oculto oração
não se sabe 1. Verbo na terceira pessoa do Fizeram ótima prova.
quem é plural; =quem fizeram? Não se sabe.
o sujeito.
Indeterminado 2. Verbo na terceira pessoa Necessita-se de silêncio.
Pode ocorrer
do singular + se (índice de = quem necessita, necessita de
em duas
indeterminação do sujeito) algo (V.T.I.) - de silêncio é 0.1.
situações:
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portuguesa
1 68

Havia pessoas.
=existiam
Havia de haver alun
1. Verbo haver no sentido de São duas horas.
existir ou ocorrer; =ser indicando tempo Alunos: objeto diret
não há sujeito Está muito calor.
2. Verbos ser, estar e fazer
e pode
Oração sem sujeito indicando tempo ou fenô- ~
\neteorológico
estar indicando fenômeno
ocorrer em
meno meteorológico; Verbo FAZER
três situações:
3. Verbos que indicam fenô- Faz três anos que não a vejo.
menos da natureza. Faz dois anos
=fazer indicando tempo decorrido
Ontem choveu demais. Em: O dia am
=fenômeno da natureza
possui função de

3. 1. 1. Em concursos
3.2.2. Predicado
O que é pedido em concursos e pode gerar dúvidas:
Predicado é a
- Simples: retirando o núcleo, o(s) termo(s) que resta(m) possui (possuem) função de adjunto adnominal.
cado. Pode have
Muitos fatos estranhos ocorriam naquela situação.
classificados em
A.A. núcleo A.A.
Para classificá
- Composto: o termo que liga os núcleos é chamado de conjunção ou conectivo.
Siga o passo a pa
Música e literatura fazem bem à alma.
E= conectivo ou conjunção 3.2.2. 1. Predicaç

- Simples e implícito ou elíptico ou desinencial ou oculto: No singular, sujeito = Predicação é


ele; no plural, sujeito= indeterminado.
qassificação
Fez o texto ontem.= sujeito simples e implícito (ele) - Fora de contexto.
Fizeram o texto ontem.= sujeito indeterminado (verbo no plural). Intransitivo

Indeterminado: Sempre muito pedida a diferença do SE. Transitivo


direto
Índice de Intransitivo, transitivo
Verbo no singular Dormiu-se bem. Transitivo
indeterminação do indireto e verbo de
+se. Precisa-se de livros. indireto
sujeito ligação.

Verbo no singular ou Encontrou-se o local da prova = Transitivo


transitivo direto + se
no plural + se. Admite encontraram-se os locais da prova. direto e indireto
Pronome apassivador ou transitivo direto e
plural porque possui Dão-se aulas aos necessitados =
indireto+ se
sujeito. aulas são dadas aos necessitados.

Verbo de ligação
- Oração sem sujeito: Há pouco tempo, acrescentou-se o verbo bastar seguido da
preposição de= Basta de problemas: oração sem sujeito.
Fixando a concordância:
3.2.2.3. Predica
ORAÇÃO SEM SUJEITO SUJEITO
verbo no singular verbo admite plural
Predicativo
Havia alunos. Existiam alunos. Muito impo
Devia haver alunos. Deviam existir alunos. verbo de ligaçã

L
,.
,.,...~-.
Estado de Goiás Língua Portuguesa

Havia de haver alunos. Haviam de existir alunos.


Alunos: sujeito
empo
Alunos: objeto direto •por isso o verbo admite plural

ando fenômeno
Verbo FAZER indicando tempo decorrido: singular.
e não a vejo.
Faz dois anos. Vai fazer dois anos.
o tempo decorrido
emais. Em: O dia amanheceu calmo, embora o verbo indique fenômeno da natureza, o dia
natureza
possui função de sujeito.

3.2.2. Predicado
Predicado é a declaração feita do sujeito, isto é, retirando-se o sujeito obtém-se o predi-
nto adnominal.
cado. Pode haver oração sem sujeito, mas não há como existir oração sem predicado. São
classificados em verbal, nominal e verbo-nominal.

Para classificá-lo, é necessário estudarmos os termos que fazem parte do predicado.


u conectivo.
Siga o passo a passo p<Jra evitar erros.

3.2.2. 1. Predicação verbal

ngular, sujeito = Predicação é a classificação do verbo. Vamos aprofundar:

qassificação Teoria Exemplo Dica


xto. Nunca caberão as pala-
o verbo não exige com pie-
mento, por isso o prefixo
o vulto desapareceu na
vras algo e alguém após o
Intransitivo planície.
IN. intransitivo.

Transitivo o verbo exige com pie- "Tenho duas mãos e o sen-


quem tem, tem algo
direto mento SEM preposição. timento do mundo."
-se bem. Transitivo o verbo exige com pie- Todos precisam de quem precisa, precisa DE
e de livros. indireto mente COM preposição. felicidade. algo

o verbo exige dois com- quem oferece, oferece


local da prova = Transitivo Alguém ofereceu flor à
os locais da prova. plementos: com e sem algo a alguém
direto e indireto lemanjá.
preposição
s necessitados =
aos necessitados. liga o sujeito ao predica- Para haver verbo de
tiva (termo que qualifica) ligação, é preciso haver
Verbo de ligação Todos ficaram felizes.
star seguido da e não indica ação. Indica predicativo.
estado.

3.2.2.3. Predicativo

al
Predicativo é o termo que qualifica o sujeito ou o objeto.
Muito importante: para haver predicativo é necessário o verbo de ligação e para haver
verbo de ligação é necessário o predicativo.

L . ~'=-------
. .
"'""'--'---------....:...-------- ---~-------~------~---··· "~--~---~··-.·~·~·

,.-~,

: 70 ' Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

Fácil assim:

Predicativo~ Verbo de ligação

Verbo de ligação~ Predicativo

A plateia aplaudiu o espetáculo emocionada.


A plateia (sujeito) aplaudiu o espetáculo (e estava= V.L.) emocionada.

Predicativo do objeto Encontrei mortos os soldados.


Encontrei (transitivo direto) os soldados (objeto direto) (e eles estavam) mortos. 1. OBJETO DI
Completa a
3.2.2.3.1. Morfossintaxe dos predicativos sição obrigatóri
adjetivos ou locuções adjetivas A lua é branca. Importante
substantivos Ele é engenheiro. adnominal.
pronomes substantivos Para Vinicius de Moraes, a beleza era tudo.
Predicativo As m
do sujeito numerais substantivos Os irresponsáveis eram cinco.

palavra substantivada A vida é um querer sem fim.


oração subordinada O estático
A verdade é que ele foi aprovado.
substantiva estático.
Predicativo adjetivo Todos consideraram a prova difícil.
do objeto substantivo Nomearam-no sindico.

3.2.2.4. Classificação do predicado Os longos b


longos.
PREDICADO Teoria Exemplo Dica
menos o verbo de
Verbal o núcleo é o verbo Todos CAMINHAVAM traoguilamente gela graia. 1.2. Objeto d
ligação
o núcleo é o há verbo de Completa o
Nominal Alguns estavam FELIZES.
predicativo ligação ser retirada sem
verbo
há dois núcleos: O pronome pesso
Todos CAMINHAVAM FELIZES gela maia. (+ V.L. oculto)
Verbo-nominal verbo e predicativo
Pronome relativo
+ predicativo
Evitar ambiguida
Todos CAMINHAVAM (e estavam) FELIZES gela graia.
Numeral ambos.
Nomes prôprios
Pronomes substa

Reciprocidade.

Ênfase.

2.3. Objeto d
Ocorre repe
tem de se refe
.
"~--~---~··-.·~·~·

Estado de Goiás

Termos integrantes da oração

emocionada.

1. OBJETO DIRETO
Completa a significação de verbos transitivos diretos sem acompanhamento de prepo-
sição obrigatória.
Importante notar que dentro do objeto direto pode haver, também, o adjunto
adnominal.
a tudo.
As mãos cálidas encontram o estático olhar.

sujeito V.T.D. o.o.


O estático olhar: objeto direto. Núcleo: olhar (substantivo). Adjunto Adnominal: o,
estático.

Abriu os longos braços ao chegar.

V.T.D. o.o.
Os longos braços: objeto direto. Núcleo: braços (substantivo). Adjunto adnominal: os,
longos.
Dica
menos o verbo de
1.2. Objeto direto preposicionado
ligação
há verbo de Completa o sentido de um verbo transitivo direto (não exige preposição) e a preposição pode
ligação ser retirada sem que prejudique a estrutura. Pode ser preposicionado em algumas situações:
verbo
O pronome pessoal obliquo tônico é objeto direto. Ela amava a si mesma. Enganaram a ti.
(+ V.L. oculto)
Pronome relativo quem. Era a moça a quam amava.
+ predicativo
Evitar ambiguidade. Ao dono, nenhum cão abandona.

Numeral ambos. Aprovou a ambos.

Nomes prôprios ou comuns. Ele traiu ao pai.

Pronomes substantivos indefinidos ou demonstrativos. Aprecio a este.

Reciprocidade. Todos se odiavam uns aos outros.

Ênfase. Pegou da viola. Bebeu do vinho. Comeu do bolo.

2.3. Objeto direto pleonástico


Ocorre repetição do objeto direto através de um pronome oblíquo átono. O pronome
tem de se referir ao objeto direto.
Língua Portugu
r1..12 1.
-
Revisão Fi_nal • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás ------ -

5. AGENTE D
Estes livros, já os li.
É o termo
O.D. O.D. pleonástico V.T.D.
preposição, co

A mim, ninguém me engana. Quanto à t

0.1. (tônico) 0.1. pleonástico (átono) damos os estu

3. OBJETO INDIRETO su

Completa a significação de verbos transitivos indiretos, com acompanhamento de pre- Note que
posição obrigatória. passa a objeto

Importante notar que dentro do objeto direto pode haver, também, o adjunto adnomi-
nal e, claro, a preposição. s

Desobedeço a meus patrões. Por isso é

V.T.I. Exemplo c
a: preposição 0.1.
meus: adjunto adnominal Os gabar
sujeito pa
- Desobedece A alguém.
Se na voz
Precisamos de silêncio para estudar.
V.T.I. 0.1. Os candi
sujei
- Precisamos DE algo.
5.2. Morfo
Enviou lhe o livro.
V.T.D.I. 0.1. O.D. O agente
com valor de
- Enviou algo A alguém.
O poema

3.1. Objeto indireto pleonástico O poema


O poema
Ocorre repetição do objeto indireto através de um pronome oblíquo átono. O pronome
tem de se referir ao objeto indireto.
6. COMPL
Aos pobres, nega -lhes tudo.
É o term
0.1. V.T.D.I. 0.1. pleonástico O.D.
pre por mei

~o estudante relapso, nenhuma disciplina lhes interessa. O novo


0.1. SUJEITO 0.1. pleonástico V.T.I. suje

Faz-se a
4. MORFOSSINTAXE DOS COMPLEMENTOS VERBAIS
Alg
Os objetos podem ser representados por: substantivo, pronome substantivo, numeral
sujeito
substantivo, palavra substantivada, oração subordinada. ·
1

Língua Portuguesa 1_73


do Estado de Goiás ------ ---~--------

5. AGENTE DA PASSIVA
li.
É o termo da oração que pratica a ação verbal na voz passiva, sempre introduzido por
V.T.D.
preposição, com a finalidade de indicar o ser que pratica a ação verbal sofrida pelo sujeito.

engana. Quanto à transposição da voz ativa para a passiva analítica (ser+ particípio), já aprofun-
damos os estudos no capítulo 7 - Verbo.

A prova foi adiada pela banca.

sujeito paciente ser+ particípio agente da passiva

anhamento de pre- Note que o agente da passiva passa a ser sujeito na voz ativa e que o sujeito paciente
passa a objeto direto:

A biinca adiou a prova.


, o adjunto adnomi-
sujeito·ativo V.T.D. O.D.

patrões. Por isso é necessário o objeto direto para haver transposição da voz ativa para a passiva.

Exemplo com três verbos:


1.
tinham sido encontrados no pátio da escola pelos candidatos.
Os gabaritos
ser particípio adj. adverbial de lugar agente da passiva
sujeito paciente

Se na voz passiva há três verbos, na ativa haverá dois: retira-se o ser.


estudar.
tinham encontrado no pátio da escola os gabaritos.
Os candidatos
=encontraram: V.T.D. adj. adverbial de lugar O.D.
sujeito

5.2. Morfossintaxe do agente da passiva


livro.
O.D. O agente da passiva é representado por um substantivo ou por uma palavra ou oração
com valor de substantivo.

O poema foi escrito por um grande poeta. núcleo: poeta= substantivo

O poema foi escrito por ele. núcleo: ele= pronome substantivado

O poema foi feito pelos três. núcleo: três= numeral substantivado


o átono. O pronome

6. COMPLEMENTO NOMINAL
tudo.
É o termo da oração que se liga a um nome - substantivo, adjetivo ou advérbio - sem-
O.D.
pre por meio de uma preposição. Possui a função de completar o sentido do nome.

interessa. O novo projeto é acessível .aos meinbÍ'os do grupo,

V.T.I. sujeito V.L. predicativo do sujeito

Faz-se a pergunta ao nome (regência nominal): é acessível a algo= completa adjetivo.

Alguns tinham medo


ubstantivo, numeral V.T.D. O.D.
sujeito
·

. . : ..
74 · ~_e~i~ão F~~"_~ • ~elegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás
---- ------------------------·- -~------------- ~ ----- -·-·-·- -------
1
\-'

1
1

Quem tem medo, tem medo de algo= completa substantivo. r1


Agiu contrariamente
adj. adverbial de modo c.rf ·
Agiu contrariamente a algo= completa advérbio

6.1. Morfossintaxe do complemento nominal

O co~plemento nominal possui função substantiva, isto é, será representado por um


substantivo ou palavra ou oração com valor de substantivo. 1. INTRODUÇ
Termos aces
7. DIFERENÇA ENTRE COMPLEMENTO NOMINAL E ADJUNTO ADNOMINAL para a compree
Para que haja diferença entre os dois termos é necessário atentar-se a três itens: exprimirem circ

1. O termo deve estar dentro do sujeito;


2. ADJUNTO
2. O termo é preposicionado;
É o termo q
3. O termo vem ligado a um substantivo. tiva na oração,
Feitas as três análises, passemos ao segundo passo: pronomes adje
Agrupam-se
Sentido Ativo Adjunto Adnominal
integrante ou m
A resposta DO ALUNO convenceu a classe.
O aluno respondeu: sentido ativo Aqueles
Sujeito. N
Sentido Passivo . 1 Conjplemento Nominal Aque
A resposta AO ALUNO l convenceu adasse: .• ..

O aluno recebeu a resposta: sentido passivo

2.1. Morfoss
A crítica DO T~CNICO AOS JOGADORES foi severa.
O adjunto
O técnico criticou: do técnico= adjunto adnominal
pessoal oblíqu
Os jogadores foram criticados: aos jogadores = complemento nominal

3. ADJUNTO
É o termo
(faz-se uma pe

Facilitando
do próprio ad

- - - ·----------------------
Estado de Goiás
--- ~ ----- -·-·-·- -------
1
\-'

1
1

r1 Termos acessórios da oração


rf ·

esentado por um
1. INTRODUÇÃO
Termos acessórios são dispensáveis na estrutura básica da oração, mas são importantes
OMINAL para a compreensão do enunciado. Podem caracterizar o ser, determinar os substantivos e
três itens: exprimirem circunstâncias. São eles: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto.

2. ADJUNTO ADNOMINAL
É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. Possui função adje-
tiva na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos,
pronomes adjetivos enumerais adjetivos.
Agrupam-se ao redor dos substantivos dentro de qualquer termo da oração - essencial,
integrante ou mesmo acessório (adjunto adverbial).

Aqueles dois rapazes interessados estudaram toda a matéria.

V.T.D . O.D. Núcleo: matéria


Sujeito. Núcleo: rapazes (substantivo)
al Toda e a:
Aqueles, dois e interessados:
adjunto adnominal
adjunto adnominal

2.1. Morfossintaxe do adjunto adnominal


O adjunto adnominal pode ser: artigo, numeral adjetivo, pronome adjetivo, pronome
pessoal oblíquo (equivalendo a possessivo), adjetivo, locução adjetiva, oração subordinada.

3. ADJUNTO ADVERBIAL
É o termo da oração que indica circunstância. Pode modificar o sentido de um verbo
(faz-se uma pergunta}, de um adjetivo (intensidade) ou de um advérbio (intensidade).

Facilitando: indica circunstância do verbo e pode intensificar o sentido do adjetivo ou


do próprio advérbio.

O verão chegou

quando?

Leram o livro

onde?

-
Língua Portu~~~~-
r 761 - Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

Recentemente
O verão chegou .~. ~-~".:·~'. '··.·;~~~~~~\:~~:)~:;-_.:>
pontuação. Comp
• 1 • • - '.. ·:;

quando? ·.:·,,~~ijiW~tf:: ~~h:f~t!~~ . 1P1t~~;-~··


carlos Drummond

Ele estava atrasado.


Intensidade · predicativo (adjetivo)

O poeta Carlos
3.1. Classificação do adjunto adverbial Aposto especi

'··
' c1rcuhsi:â11cia;.;; ';J>' . ·•:· ·· ,;. : Exé!h1>1ó. · i;/;< ,· -á;/9i~~i~1"!:~~i~i <'.t
Além da alegria, sentia cansaço.
4.1. Morfossin
Acréscimo +
Afirmação Certamente será aprovado. Não é necessário fazer pergunta. O aposto pos

Assunto Falávamos sobre política. Sobre o quê? tantivo ou palavr


Causa Com o frio, os animais morreram. Porquê?
Companhia Com quem você saiu ontem? Com quem? 4.2. Classifica
Concessão Apesar do nervosismo, fez boa prova. Embora, apesar de. Pode ser: exp
Condição Sem a autorização do fiscal, você não poderá sair. Se, caso. tivo, aposto de o
Conformidade Fez tudo conforme o combinado. Regra.
Dúvida Quiçá acertemos todas as questões. Não é necessário fazer pergunta. 5. VOCATIVO
Fim, finalidade Eles vivem para estudar. Para quê? o vocativo é
Frequência Sempre vêm aqui. Quando? do predicado, n
Instrumento Desenhava a lápis. Com o quê?
Possui funçã
Intensidade Todos corriam bastante. Não é necessário fazer pergunta.
pre, separado p
Limite Estudava até cansar. Até.
"Pai, afasta
Lugar Nasceu em Ribeirão Preto. Onde?
Matéria Era feito de ferro. De quê? Dica: o voca
Meio Foi de avião. De quê? 1) A pontu
Modo Ficamos à vontade. Como?
2) A pontu
Negação Não pode haver enganos. Não é necessário fazer pergunta.
Os livros são vendidos a preços baixos. Quanto?
No exempl
Preço
Substituição ou troca Abandonou os estudos por trabalhos rentáveis. Poro quê? rativo afirmativ
Tempo Ontem à noite saiu com amigos. Quando?
5.1. Morfoss
Por se refe
3.3. Morfossintaxe do adjunto adverbial
nome substan
O a~junto adverbial é representado por um advérbio (invariável) ou por uma locução
adverbial (variável).

4. APOSTO

É o termo explica ou especifica os substantivos e os pronomes. Pode vir separado dos


demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão.

- - .i_f..····· 1·
Estado de Goiás Língua Portu~~~~-- _

Recentemente, o mais pedido em provas é o aposto especificativo - não possui sinal de


:)~:;-_.:>
pontuação. Compare:
~~;-~··
carlos Drummond de Andrade · ,;:,f:;:~~·~~~PM~Jh~~i'c)f~~i;'.<:.;,: escrevia sobre a arte de escrever.
Aposto explicativo= com
pontuação

O poeta Carlos Drummond de Andrade escrevia sobre a arte de escrever.

Aposto especificativo =sem pontuação


9i~~i~1"!:~~i~i <'.t
4.1. Morfossintaxe do aposto

rio fazer pergunta. O aposto possui função substantiva na oração. Seu núcleo é representado por um subs-
tantivo ou palavra substantivada.

4.2. Classificação do aposto


ar de. Pode ser: explicativo, enumerativo, resumidor ou recapitulativo, comparativo, distribu-
tivo, aposto de oração, especificativo.

rio fazer pergunta. 5. VOCATIVO


o vocativo é um termo independente dentro da oração. Não faz parte do sujeito, nem
do predicado, nem dos termos integrantes ou acessórios da oração.
Possui função de chamar ou interpelar o interlocutor (é com quem se fala). Vem, sem-
rio fazer pergunta.
pre, separado por sinal de pontuação.
"Pai, afasta de mim esse cálice." (Chico Buarque de Holanda e Milton Nascimento).

Dica: o vocativo não pode ser confundido com o sujeito.

1) A pontuação é obrigatória no vocativo;

2) A pontuação nunca poderá separar o sujeito.


rio fazer pergunta.
No exemplo citado anteriormente: Pai: vocativo; sujeito: tu, pois o verbo está no impe-
rativo afirmativo (afasta tu).

5.1. Morfossintaxe do vocativo


Por se referir a um ser, o vocativo é representado por um substantivo ou por um pro-
nome substantivo.
por uma locução

vir separado dos


--~1---·~~ -~ .
1
i

1. INTRODU
Estudamos
dentro da oraç
conjunção - te

2. CONCEIT

Coordenação

Subordinação

3. COORDEN
3.1. Assindé
As orações
Importante

3.2. Sindéti
Possuem c

. . ·1 • ·~. . . . " \
;~é!J~iv~~lÇ
.
--~1---·~~ -~--··---~·

1
i

Período composto

1. INTRODUÇÃO
Estudamos o período simples, ou seja, as relações que os termos (vocábulos) possuem
dentro da oração. Agora estudaremos as relações estabelecidas entre as orações, é a vez da
conjunção - termo que liga orações.

2. CONCEITOS

Período Simples Possui uma oração.


Período Composto Possui mais de uma oração.

Período Composto
Coordenação São orações que possuem independência sintática. Ele estudou /e foi aprovado.
Há dependência sintática entre as orações, isto é, uma
Subordinação Já que estudou, /foi aprovado.
oração se subordina à outra.

3. COORDENAÇÃO
3.1. Assindéticas
As orações coordenadas assindéticas não possuem conjunção.
Importante: é preciso haver verbo em toda oração.

Acordou, estudou, viajou depois.

assindética assindética assindética

3.2. Sindéticas
Possuem conjunção e são classificadas em:

Não só cantou como também


. . ·1 • ·~. . . . " \ · e, nem, não só ... mas
dançou.
;~é!J~iv~~lÇ !~~;:!:~~a~~~:o. de adição, também, não só ...
Nem comprei o livro, nem
como, assim ... como.
estudei.
Exprimem fatos ou conceitos Ficou muito cansada, contudo
mas, contudo, todavia,
que se opõem ao que se declara se divertiu.
entretanto, porém, no
na oração coordenada anterior,
entanto, alÍlda, assim, Não comprei o estudei, mas
estabelecendo contraste ou
senão. trabalhei.
compensação.
80 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portuguesa

Ou usa o protetor solar, ou usa Com


Alternativas Expressam ideia de alternância ou ... ou· ora ... ora; o óleo bronzeador. •,

de fatos ou escolha. guer ... guer seja ... seja. 1 - a


Quer eu durma quer eu fique
acordada, estarei no quarto.
Compf.etil!l! ..
Noniinai·
Exprimem conclusão ou con- Passou no concurso, portanto
logo, portanto, por
Conclusivas sequência referentes à oração irá comemorar.
fim, por conseguinte,
anterior. consequentemente. Tomou muito sol, conjequen-
Exer
temente ficou adoentac;o.
- a
Indicam uma justificativa ou Passei na prova porque me
uma explicação referente ao que, porque, pois, isto
Explicativas esforcei. Predicativa
fato expresso na declaração é, ou seja, a saber, na
verdade. Não fui à aula pois merecia uma
anterior.
folga à noite.

Exer
4. SUBORDINAÇÃO
- n
4.1. Introdução Apositiva To
. '
As orações subordinadas possuem estrutura distinta das orações coordenadas -assin-
dética e sindética. Veja:

Todos sabem que é necessário ter coragem. 4.3. Subordinad


Oração principal Oração subordinada
As orações adj
A oração principal rege a oração subordinada (possui conjunção ou verbo na forma cionam-se a um n
nominal). muito exigido em

As orações subordinadas são divididas em três tipos: substantivas, adjetivas e adverbiais. Converse

4.2. Subordinada substantiva Or

A oração substantiva possui função de substantivo e dependendo da função sintática


que exerce, classifica-se em: Os escritores

Exerce a função sintática de sujeito do verbo da oração principal. Oração


É preciso Principal
Subjetiva que o grupo estude.
V.L. + predicativo sujeito
Oraçãa principal oração subordinada substantiva subjetiva 4.3. 7. Classificaç
Exerce função de objeto direto do verbo da oração principal
Classificação
- que termina com V.T.D.
Objetiva Ex
Os candidatos pediram que a prova fosse adiada. Explicativa
.,
Dir_eta do
Sujeito+ V.T.D objeto direto Re
.· J Oração principal
Restritiva
es
oração subordinada substantiva objetiva direta
É objeto indireto do verbo da oração principal e vem precedida de preposição.
- a oração principal termina em V.T.I.
. :~ . ' ·' :~ ;,
Cap
.~:})bjetlv~' ... .. ·-.., Mac
O autor precisa ress
;.... •.,Indireta .. de que alguém a ajude. EXplicà~iva:;.::i
-:'ii.1.c.' ··. ,,.·.,
.,\· ... .. Sujeito + V.T.I.
:;i . . :<,
...
Objeto indireto - O ir
... .. ·~
Oração principal ..•";· pres
oração subordinada substantiva objetiva indireta
·. ". ··"

i·,

L
·~--~. ~-
Estado de Goiás Língua Portuguesa Ls_1 1

otetor solar, ou usa Completa um nome que pertence à oração principal e possui preposição.
eador. •,

1 - a oração principal termina em NOME.


ma quer eu fique
tarei no quarto.
Compf.etil!l! .. Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Noniinai·
oncurso, portanto (eu) + V.T.D. +O.D. Complemento nominal
ar. Oraçôo principal oração subordinada substantiva completiva nominal
o sol, conjequen-
Exerce papel de predicativo do sujeito do verbo da oração principal.
u adoentac;o.
- a oração principal termina em VERBO DE LIGAÇÃO.
rova porque me
Predicativa A verdade é que você não virá.
pois merecia uma Sujeito+ V.L. Predicativo do sujeito
Oração principal oração subordinada substantiva predicativa

Exerce função de aposto de algum termo da oração principal.


- normalmente há dois-pontos.
Apositiva Toda a turma tem o mesmo
. ' que ele seja aprovado.
objetivo:
denadas -assin-
Oração principal oração subordinada substantiva apositiva

m. 4.3. Subordinada adjetiva


As orações adjetivas exercem função sintática de adjunto adnominal do adjetivo. Rela-
verbo na forma cionam-se a um nome da oração principal e são introduzidas por pronome relativo. Tópico
muito exigido em questões de pontuação.

as e adverbiais. Conversei ontem co'!' alunos que estudam português.


que= os quais
Oração Principal que estudam= estudiosos - adjetivo

unção sintática oração subordinada adjetiva

Os escritores que fizeram um ótimo trabalho serão homenageado,s,

Oração que= os quais Oração


Principal oração subordinada adjetiva Principal

ubjetiva 4.3. 7. Classificação das subordinadas adjetivas

Classificação Teoria· ' .~·:,. ,\·: º·-.~~-i . Dica.. <.· -


Explica, isto é, atribui característica própria e pode ser retirada Atente-se ao SENTIDO. Pos-
. Explicativa
do período sem que haja alteração no sentido. sui pontuação.
Restringe, ou seja, limita a significação do nome a que se refere Atente-se ao SENTIDO. Não
Restritiva
e se retirada do período, altera o sentido, perde-se informação. possui pontuação.
tiva direta
. . :~ . ' ·' :~ ;,
Capitu, que é uma personagem de =a qual
.. ·-.., Machado de Assis, tinha olhos de A informação generaliza (Capitu é personagem) e
ressaca. pode ser retirada, explica.
EXplicà~iva:;.::i
=o qual
- O irmão dela, que era advogado,
A informação generaliza (o irmão era advogado) e
..•";· prestou servicos ao réu.
va indireta pode ser retirada, explica .
·. ". ··"

i·,

L
·~--~. ~--~~---·--- . .
....,..,,...,...,....,_,.,,, ., ~ ........... --.
....
_,

Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Lfogua Portug

=os quais
Você é um dos poucos autores que
Conheço alguns autores e não todos.
rnnheço.
Não se pode retirar a informação da oração adjetiva. Final
Restritiva
=os quais
Eles são um dos alunos que falaram
Conversamos com algun; alunos e não com todos.
conosco ontem.
Não se pode retirar a informação da oração adjetiva.

4.4. Subordinada adverbial Proporcional

A oração subordinada adverbial exerce a função de adjunto adverbial do verbo da


oração principal. Indica circunstância.

4.4. 7. Classificação 1

Iniciam-se pelas conjunções subordinativas, exceto as integrantes, que fazem parte Temporal
apenas das orações subordinadas substantivas. São elas:

Definição Conjunções Exemplo Dica


É a causa, o porque, como, pois, pois Ela foi aprovada por- Faz-se a pergunta
Causal motivo da ora- que, já que, uma vez que, que se dedicou aos por quê? A ora- 4.5. Orações
ção principal. visto que. estudos. ção principal
Orações re
que, de forma que, de sorte Fiz o trabalho tão características:
Indica a conse- Encaixa-se sem-
que, tanto que etc., e pelas concentrada que
Consecutiva quência da ora- pre a expressão
estruturas tão ... que, tanto ... nem percebi sua
ção principal de modo que. .1. Apresentam
que, tamanho ... que. presença.
se, caso, contanto que, 2. N
Algo que se
desde que, salvo se, exceto Caso não se prepare
impõe como
se, a não ser que, a menos com antecedên- Substitua por
Condicional necessário para
que, sem que, uma vez que eia, será difícil ser caso e se.
a realização ou 4.5. 1. Classific
- acompanhada de verbo no aprovado.
não de um fato.
subjuntivo.
1. Subordin
Indica conces- dinada Reduzid
embora, conquanto, ainda Embora a prova
são em relação
que, ainda quando, mesmo estivesse dificí- Encaixe embora
Concessiva à oração princi-
que, se bem que, posto que, lima, fui aprovado e e apesar de.
pai, contraste,
apesar de que. convocado.
ideias opostas.
Normalmente
como, tão ... como (quanto), há verbo implí-
É uma Estudou como um
Comparativa mais (do) que, menos (do) cito. No exemplo
comparação. louco.
que. citado: como um
louco (estuda).
Conforme foi pre-
Indica confor- conforme, como, consoante visto, houve atraso E n c a i X e
Conformativa
midade, regra. e segundo na entrega dos conforme.
documentos.

Só português. Disponível em <http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf86.php>. Acesso em 15


nov. 2016, alterado.
Estado de Goiás Lfogua Portuguesa

dos.
Indica finali- Estudaram de manhã
da oração adjetiva. Final dade da oração a fim de que, que, porque (= Pergunta: para
para que) e para que. para depois irem ao
principal. cinema. quê?
e não com todos. à proporção que, à medidaj
da oração adjetiva. que, ao passo que, quanto
Indica propor- maior... (maior), quanto
cionalidade, maior... (menor), quanto
Proporcional ações simultâ- menor... (maior), quanto Amedida que estuda,
Encaixe: à medida
neas, aconte- menor... (menor), quanto aprende mais. que.
bial do verbo da cem ao mesmo mais ... (mais), quanto mais ...
tempo. (menos), quanto menos ...
(mais), quanto menos ...
(menos).
quando, enquanto, mal,
Indica o tempo assim que, logo que, todas "Quando você foi
que fazem parte Temporal da oração Pergunta
as vezes que, antes que, embora, fez-se noite
principal. depois que, sempre que, em meu viver ... "
quando?
desde que etc.
Dica
Faz-se a pergunta
por quê? A ora- 4.5. Orações reduzidas
ção principal
Orações reduzidas, como o próprio nome indica, são menores. Possuem duas
Encaixa-se sem- características:
pre a expressão
de modo que. .1. Apresentam o verbo em uma. forma nominal. Gerúndio, particípio, infinitivo.

2. Não possuem conectivo. Conectivos: conjunções subordinativas ou pronomes


relativas.
Substitua por
caso e se.
4.5. 1. Classificação

1. Subordinada Reduzida de Infinitivo; 2. Subordinada Reduzida de Gerúndio; 3. Subor-


dinada Reduzida de Particípio.
Encaixe embora
e apesar de.

Normalmente
há verbo implí-
cito. No exemplo
citado: como um
louco (estuda).

E n c a i X e
conforme.

.php>. Acesso em 15
1. INTRODUÇÃ

Concordância
de uma oração, co

2. CONCORDÂN

REGRA GERAL

O verbo conco

"Você
sujeito
pronome terceira p

Música e
sujeito c
dois n
terceira pes

2.1. Casos parti


Expressão p
= parte de, uma
grosso de, metade
de, a maior parte de
de-.
+substantivo ou
plura
Expressão que indi
aproxim
'
=cerca de, mais d
perto d
+numeral e su

Só português. Di
2016, alterado.

l'
Concordância

1. INTRODUÇÃO

Concordância é a correspondência de flexões existentes entre dois termos - ou mais -


de uma oração, como entre verbo e sujeito, entre substantivo e adjetivo.

2. CONCORDÂNCIA VERBAL

REGRA GERAL

O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.


"Você me faz feliz."
sujeito verbo
pronome terceira pessoa singular verbo terceira pessoa singular

Música e literatura fazem bem à alma.


sujeito composto verbo
dois núcleos:
verbo terceira pessoa plural
terceira pessoa do plural

2.1. Casos particulares 1


Expressão partitiva o verbo pode ficar no singular ou 1 A maioria dos alunos aprovou
no plural. (aprovaram) a equipe.
= parte de, uma porção de, o
grosso de, metade de, a maioria
de, a maior parte de, grande parte
de-. Coletivos: Um bando de vândalos destruiu {destruíram) o jardim.
+substantivo ou pronome no
plural
Expressão que indica quantidade o verbo concorda com o 1 Cerca de mil pessoas participa-
aproximada substantivo. ram da manifestação.
'
=cerca de, mais de, menos de,
perto de... mais de um + verbos que exprimem redprocldade, o plural é obriga-
tório: Mais de um colega se abraçaram.
+numeral e substantivo

Só português. Disponível em <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49.php>. Acesso em 15 nov.


2016, alterado. .

l'
'·.'.,'."
_....__....__..._N-:----.......-------------------------------..:.--.;__._.__ --=~----- ·~·-

,---·i--------
L~
L.íngua Portug

2.2. Sujeito
Nomes que só existem no plural,
o artigo manda na concordância
Sem artigo: verbo no singular.
Com artigo no plural: verbo no
As Minas Gerais fazem sonhos.
Minas Gerais faz poesia e bons
.r
1 Sujeito é com
plural. sons. verbo
Pronome interrogativo ou verbo concorda com o primeiro
indefinido plural pronome -na terceira pessoa Quais de vós são (sois) capazes? Sujeite> compo
do plural- ou com o pronome soas gramatica
=quais, quantos, alguns, poucos, pessoal. pessoa do plu
muitos, quaisquer, vários segunda pessoa
Interrogativo ou indefinido estiver no singular: verbo no singular:
+ de nós ou de vós lece sobre a terc
Qual de nós é capaz?

Sem modificador da porcenta- 30% do orçamento da empresa Sujeito compos


gem: facultativamente o verbo deve (ou devem) destinar-se à em vez de conc
pode concordar com o substan- Educação. totalidade do su
tivo ou com o número referente 1% dos alunos faltaram (ou fal- belecer concord
à porcentagem. tou) à prova. sujeito mais pr
não uma obrigaç
Expressão que indica Com modificador da porcen-
porcentagem + substantivo tagem: o verbo concorda com o Quando ocorre i
Os 10% da classe estudam muito. no entanto, a co
modificador que pode ser pro-
Este 1% dos alunos estuda mais. gatoriamente no
nome demonstrativo, possessivo
ou artigo.
Expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo = 2.2. 1. Casos p
verbo concorda com o número: 40% precisam de mudança.
Sujeito compos
concordância em número e Fui eu que paguei o livro. sinônimos ou qu
Pronome relativo QUE pessoa com o antecedente do ts tu que me fazes ver o sentido
pronome. da vida. Sujeito composto
postos em grada
Você é um dos que admiram o
verbo plural.
livro.
Um dos que
Ele foi um dos escritores que mais fez sucesso.
Ela é uma das alunas mais brilhante da sala. Núcleos do sujei
unidos por ou ou
verbo na terceira pessoa do
singular Fui eu quem pagou o livro. Fui
Quem
ou concordando com o antece- eu quem paguei o livro.
dente do pronome.

verbo na 3ª pessoa do singular ou Vossa Excelência é casado? Um e outro


Pronome de tratamento
plural. Vossas Excelências vão escrever?
Deu uma hora no relógio da sala.
verbo concorda com o numeral. Deram cinco horas no relógio da
Bater, dar e soar sala. Núcleos do sujeito
com
sujeito da oração =relógio, sir.o, torre etc., o verbo concorda com o
sujeito: O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
.. ,.

Vertips Impessoais:
Havia muitos alunos na sala.
Haver no sentido de existir;
verbo na 3ª pessoa do singular Faz três anos que não viajamos. 2 Só português. D
Fazer Indicando tempo; 2016, alterado.
Chovia ontem à tarde.
lnd!~m.fen6menos da natureza. 3
Só português. D
2016, alterado.
.--.;__._.__ --=~----- ·~·---···--•~•· .T ..
.•.. ,,...~--- ......,,, ....~....,................. ,.... .,,,"'"'·-..·'

L.íngua Portuguesa
87 __ i

2.2. Sujeito composto 2


ais fazem sonhos.
faz poesia e bons
.r
1 Sujeito é composto e anteposto ao verbo plural
verbo
Pai e filho conversavam.

são (sois) capazes? Sujeite> compostos formados por pes-


Teus irmãos. tu e eu tomaremo\; a decisão.= nós i
soas gramaticais diferentes: a primeira Tu e teus irmãos tomareis (tomarão) a decisão.= vós (ou vocês)*
pessoa do plural prevalece sobre a *sujeito é composto. formado por um elemento da segunda pessoa
segunda pessoa, que por sua vez, preva- e um da terceira, é possível empregar o verbo na terceira pessoa
: verbo no singular: do plural.
lece sobre a terceira.
Pais e filhos precisam respeitar-se.= eles
mento da empresa Sujeito composto posposto ao verbo:
vem) destinar-se à em vez de concordar no plural com a
totalidade do sujeito. o verbo pode esta- Faltaram coragem e competência.
s faltaram (ou fal- belecer concordância com o núcleo do
Faltou coragem e competência.
sujeito mais próximo. t uma opção, e
não uma obrigação.
Quando ocorre ideia de reciprocidade,
asse estudam muito. no entanto, a concordância é feita obri- Abraçaram-se vencedor e vencido.
lunos estuda mais. gatoriamente no plural. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.

da de substantivo = 2.2. 1. Casos particulares 3


mudança.
Sujeito composto por núcleos
guei o livro. verbo no plural ou no singular. Descaso e desprezo marcam
sinônimos ou quase sinônimos
(marca) seu comportamento.
fazes ver o sentido
Sujeito composto por núcleos dis- verbo no plural ou concorda com Com você, meu amor. uma hora,
postos em gradação o último núcleo do sujeito. um minuto, um segundo me satis-
os que admiram o fazem (satisfaz).

verbo no plural se a declaração Drummond ou Bandeira represen-


contida no predicado puder ser tam a essência da poesia brasileira.
Núcleos do sujeito composto são atribuída a todos os núcleos. Nem o professor nem o aluno
unidos por ou ou nem acertaram a resposta.

núcleos excludentes: Roma ou Buenos Aires será a sede


pagou o livro. Fui verbo
singular. da próxima Olimpíada.
uei o livro.
Você ou ele será escolhido.
Um e outro compareceu (compa-
cia é casado? Um e outro receram) à festa.
verbo no singular ou no plural.
ncias vão escrever? Nem um nem outro saiu (saíram)
do colégio.
a no relógio da sala.
horas no relógio da O pai com o filho montaram o
Núcleos do sujeito são unidos por o verbo pode ficar no plural: brinquedo.
com O governador com o secretariado
bo concorda com o com=e.
traçaram os planos para o pró-
ove horas.
xi mo semestre.

alunos na sala.
que não viajamos. 2 Só português. Disponível em <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint53.php>. Acesso em 15 nov.
m à tarde. 2016, alterado.
3
Só português. Disponível em <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint53.php>. Acesso em 15 nov.
2016, alterado.
88 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás
Língua Portugue

Núcleos do sujeito são unidos por Não só a seca, mas também o


expressões correlativas: não só ... pouco caso castigam o Nordeste.
'·-·

mas ainda, não somente ..., não verbo no plural.


Tanto a mãe quanto o filho fica-
apenas ... mas também, tanto ...
ram surpresos com a notícia.
quanto Sujeito indicar p
Filmes, novelas, boas conversas, concorda co
Elementos do sujeito com- nada o tirava da apatia.
a concordância é feita com o termo
posto resumidos por aposto Trabalho, diversão, descanso, tudo
resumidor.
recapitulativo é muito importante na vida das Sujeito for
pessoas. interrogativo

2.2.2. Verbo+ SE
Impessoal na ind
Precisa-se de funcionários.
dias e distância
Alugum-se apartamentos à beira-mar. concorda com

Precisa-se de governantes interessados em


lndice de o "se" acompanha os verbos intransi- civilizar o país.
indeterminação tivos, transitivos indiretos e de liga- Sujeito indicand
Confia-se em teses absurdas.
do sujeito ção = singular. quantidade + p
Era-se mais feliz no passado. menos de, mais
Construiu-se um posto de saúde. ser no si
acompanha verbos transitivos diretos Construiram-se novos postos de saúde.
Pronome e indiretos na formação da voz passiva
apassivador sintética. O verbo deve concordar com Não se pouparam esforços para despoluir o rio.
Sujeito ou pre
o sujeito da oração. Não se devem poupar esforços para despoluir
o rio.
pronome pessoa
com este conco

2.3. Verbo SER


Sujeito com sen
O futuro é esperanças. ou coletivo e o p
Verbo ser concorda com a sujeito plural= verbo se
Sujeito
o predic

O futuro são esperanças.


Verbo ser concorda com o predicativo do sujeito. predicativo 2.4. Verbo PA

Ocorre variação d
'.'i"
• O VERBO SER CONCORDA COM O PREDICATIVO DO SUJEIT04 e não se flexion

Sujeito representado pelos A variação do ver


Isso são lembranças inesquecíveis.
pronomes - isto, isso, aquilo, ocorre, o infinitiv
Aquilo eram problemas gravíssimos.
tudo, o - e o predicativo estiver
no plural. O que eu admiro em você são os seus cabelos compridos.
' 2.5. Haja vista
Sujeito no singular - referindo-se Nosso piquenique foram só guloseimas.
a coisas - e o predicativo
substantivo no plural. Sua rotina eram só alegrias. À expre~são e
O verbo haver
=se não seguido
4 Só português. Disponível em <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint56.php>. Acesso em 15.nov. considerando
2016, alterado. posposto com
t,

. '~ ...
L
····-···"·"
Estado de Goiás
Língua Portuguesa 11 89

·•.
a, mas também o
'·-· .. .Ô .VERBO SER ~ONCORDA cot\n ÓPREDICATllÍÔ'o'Osl.IJEifci•'+ef,· 1· •·' ·'·" 11 :,;; ' •,
tigam o Nordeste.
Gustavo era só decepções.
quanto o filho fica-
com a notícia. Minhas alegrias é esta criança.
Sujeito indicar pessoa, o verbo
concorda com o sujeito. Admite-se a concordância no singular quando se deseja fazer preva-
s, boas conversas,
lecer um elemento sobre o outro:
da apatia.
A vida é ilusões.
são, descanso, tudo
rtante na vida das Sujeito for pronome Que são esses papéis?
interrogativo que ou quem. Quem são aquelas crianças?

É uma hora.
São três da manhã.
Impessoal na indicação de horas,
Eram25 de julho quando partimos.
dias e distâncias; o verbo ser
concorda com o numeral. Daqui até a padaria são dois quarteirões.
Hoje é dia quatro de março.
s interessados em Hoje são quatro de março.
Sujeito indicando peso, medida, Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
s.
quantidade + pouco, muito,
. Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido.
menos de, mais de etc. = verbo
saúde. ser no singular. Duas semanas de férias é muito para mim.
tos de saúde.
No meu setor, eu sou a única mulher.
para despoluir o rio.
Sujeito ou predicativo for Aqui os adultos somos nós.
orços para despoluir
pronome pessoal do caso reto,
Ambos os termos representados por pronomes pessoais = verbo con-
com este concordará o verbo. corda cem o pronome sujeito:
Eu não sou ela. Ela não é eu.

Sujeito com sentido partitivo


esperanças. ou coletivo e o predicativo no A grande maioria no protesto eram jovens.
plural= verbo ser concorda com O resto foram atitudes imaturas.
o predicativo.

esperanças.
predicativo 2.4. Verbo PARECER

Ocorre variação do verbo parecer


e não se flexiona o infinitivo. Alguns colegas pareciam chorar naquele momento.

A variação do verbo parecer não


ocorre, o infinitivo sofre flexão. Alguns colegas parecia chorarem naquele momento.

pridos.
2.5. Haja vista

Haja vista as lições dadas por ele. =tendo em vista


e
À expre~são invariável.
Haja vista aos fatos explicados por esta teoria.= tendo em vista
O verbo haver pode variar
=se não seguido de preposição, Hajam vista os exemplos de sua dedicação.= vejam-se
>. Acesso em 15.nov. considerando-se o termo
posposto como' sujeito.
t,

L
····-···"·"-·--··~-----------~---------------------.--
1
_L. ___ _

3. CONCORDÂNCIA NOMINAL
. "~ ... ;:
Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

Regras g~rais 5 •
r
l
l
Ungua Portugu

3.1. Casos p

O adjetivo concorda em Formadas p


gênero e número com o As mãos trêmulas denunciavam o que sentia. adjetivo, ficam
substantivo. se o substant
Encontramos caídas as roupas e os referem poss
O adjetivo con- prendedores. genérico (não v
corda em gênero de art
Encontramos caída a roupa e os
e número com
prendedores. Sujeito dessas
Adjetivo referindo-se a vários Adjetivo ante- o substantivo
Encontramos caído o prendedor e a estiver determ
substantivos, a concordância posto aos mais próximo.
roupa. artigos, pro
varia substantivos:
Substantivos As adoráveis Fernanda e Cláudia vie- adjetivos, tan
como nomes ram me visitar. como o adjetiv
próprios, adje- Encontrei os divertidos primos e pri- com
tiva plural. mas na festa.
A indústria oferece localização e atendi-
mento perfeito. Concordam e
O adjetivo concorda com o substan- número com o
A indústria oferece atendimento e loca-
tivo mais próximo ou com todos ou pronom
Adjetivo posposto aos lização perfeita.
eles.
substantivos A indústria oferece atendimento e refer
localização perfeitos. São expressõe
Substantivos possuindo mesmo A beleza e a inteligência feminina(s).
gênero, adjetivo no singular ou plural. O carro e o iate novo(s).
O adjetivo fica no masculino singu-
lar, se o substantivo não for acampa- Agua é bom para saúde.
nhado de nenhum modificador.
Expressões formadas pelo
O adjetivo concorda com o subs- Invariáveis
verbo SER+ adjetivo
tantivo, se este for modificado advérb
Esta água é boa para saúde.
por um artigo ou qualquer outro
Concordam c
determinativo.
a que se refer
O adjetivo concorda em
funcionam com
gênero e número com os
Juliana as viu ontem muito felizes. pronomes ad
pronomes pessoais a que se
nume
refere.
Nas expressões formadas por
pronome indefinido neutro
(nada, algo, muito, tanto etc.) Os jovens tinham algo de misterioso.
+ preposição DE + adjetivo=
adjetivo masculino singular. Quando adjeti
concorda com
A palavra só, quando equivale Cristina saiu só. se ref
a "sozinho", tem função Cristina e Débora saíram sós.
adjetiva e concorda com o só= somente ou apenas - função adverbial: invariável. Quando a
nome a que se refere. (modificando
Eles só desejam uma palavra.
sentido de u
O substantivo permanece no sin- permanece
Admiro a cultura espanhola e a
Um único substantivo guiar e coloca-se o artigo antes do
portuguesa.
modificado por dois ou mais último adjetivo.
adjetivos no singular O substantivo vai para o plural e o Admiro as culturas espanhola e Essas palavras, n
artigo antes do adjetivo é omitido. portuguesa. são advérbios e
invariá

Só português. Disponível em <http://www.soportugues.eom.br/secoes/sint/sint59.php>. Acesso em 15 nov.


2016, alterado.
Estado de Goiás
r
l
l
Ungua Portuguesa

3.1. Casos particulares


É proibido-' É necessário - É bom - É preciso - É permitido ... ·' . "
91

Formadas por verbo+ É proibido entrada de crianças.


adjetivo, ficam invariáveis Em certos momentos, é necessário atenção. t
se o substantivo a que se 1
No verão, melancia é bom. 1
as as roupas e os referem possuir sentido
genérico (não vier precedido É preciso cidadania.
a a roupa e os de artigo). Não é permitido saída pelas portas laterais.
Sujeito dessas expressões,
estiver determinado por É proibida a entrada de crianças.
o o prendedor e a
artigos, pronomes ou Esta salada é ótima.
anda e Cláudia vie- adjetivos, tanto o verbo A educação é necessária.
como o adjetivo concordam
São precisas várias medidas na educação.
tidos primos e pri- com ele.
Anexo - Obrigado- Mesmo - Próprio - Incluso - Quite
localização e atendi- Seguem anexas as documentações requeridas.
Concordam em gênero e A menina agradeceu:
atendimento e loca- número com o substantivo
ou pronome a que se - Muito obrigada.
ce atendimento e referem. Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas faremos isso.
os. São expressões adjetivas. Seguem inclusos os papéis solicitados.
ncia feminina(s). Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites.
o(s). Bastante - Caro - Barato - Longe
As jogadoras estavam bastante cansadas.= advérbio
aúde.
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. = pronome adjetivo
Invariáveis quando (muitos)
advérbios. Nunca pensei que o estudo fosse tão caro.= advérbio
ra saúde.
Concordam com o nome As casas estão caras.= adjetivo
a que se referem quando Achei barato este casaco.= advérbio
funcionam como adjetivos, Hoje as frutas estão baratas.= adjetivo
pronomes adjetivos, ou
"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília Meireles)
numerais.
=advérbio
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles) =
adjetivo)
Meio-Meia
·-
Quando adjetivo (metade),
concorda com o nome a que Pedi meia cerveja e meia porçao de polentas.
se refere.
Quando advérbio
(modificando um adjetivo,
A noiva está meio nervosa.
sentido de um pouco)
a espanhola e a permanece invariável.
Alerta - Menos
uras espanhola e Essas palavras, normalmente,
Os escoteiros estão sempre alerta.
são advérbios e permanecem
invariáveis. Carolina tem menos bonecas que suil omiga.

>. Acesso em 15 nov.


1. INTRODUÇÃ

Regência trata
entre eles.

Regente é o t

Nin

2. REGÊNCIA V

Com o intuito

1. Verbos que

2. Verbos que

3. Lista de ver

2.1. Verbos qu

Verbo
Custar
Implicar

Namorar

Obedecer e
desobeceder
Admitem voz passiv
O patrão é obedecid

Pedir

Pede a preposição p
licença

L
··- .. " ' _________________________ _
Regência

1. INTRODUÇÃO

Regência trata das relações entre os termos da frase, estabelecendo a dependência


entre eles.

Regente é o termo que exige complemento e regido é o termo complementar.

Ninguém assistiu à palestra.


termo regente termo regido

2. REGÊNCIA VERBAL

Com o intuito de facilitar, vamos dividir o estudo de regência em:

1. Verbos que apresentam uso popular em desacordo com a norma culta;

2. Verbos que possuem mais de uma regência;

3. Lista de verbos notáveis.

2.1. Verbos que apresentam uso popular em desacordo com a norma culta
..
Verbo Sentido Regência Exempl~'·

Custar ser difícil V.T.I. Custou ao candidato aceitar a nota.


Implicar acarretar V.T.D. Sua atitude implicará demissão.

-
Ela namora o advogado há alguns
Namorar V.T.D.
meses.
Obedecer e Ele obedece ao patrão.
desobeceder
- V.T.I.
Ela desobedece ao pai.
Admitem voz passiva, embora sejam transitivos indiretos:
O patrão é obedecido por ele. O pai era desobedecido por ela.
V.T.D.
Pediu licença e saiu.
(coisa)
Pedir - Pediu ao professor que lhe entre-
V.T.I.
gasse o gabarito.
(pessoa)
Pede a preposição para quando subentendida a palavra
V.T.D. Pediu (licença) para sair.
licença

L
94 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugu

. .·.
·:~
·. e. sentido Exemplo· Verbo .1

V.T.D.I.
Preferir (algo a Prefere cinema a teatro.
algo)

Responder quando declaração da resposta V.T.D. Respondeu que não sabia o segredo.
r1 Visar

quando nomeia a coisa ou a pessoa a


~'
V.T.I. Ele respondeu a todas as perguntas.
quem se dá a resposta

Simpatizar e
antipatizar
V.T.I. Simpatiza com ela.
1 2.3. Lista de
Não admite o pronome oblíquo, por não ser pronominal.
f Verbo
'
2.2. Verbos que possuem mais de uma regência
Abraçar
Verbo Sentido Regência Exemplo
respirar, sorver (perfume, ar) V.T.D. Aspirou um ar venenoso.
pretender/desejar V.T.l.(a) Os candidatos aspiram a aprovações.
Aspirar
s
O verbo aspirar não aceita os pronomes lhe, lhes como objeto indireto, por isso devemos
c
substituí-los por a ele, a ela, a eles, a elas.
Agradar
s
ver V.T.l.(a) Assistiu ao jogo.
q
Usado nesse sentido, "assistir" não aceita lhe, lhes, como objeto indireto; por isso, quando
s
necessário, deveremos trocá-lo por a ele, a ela, a eles, a elas.
Assistir g
socorrer, ajudar V.T.D. O amigo assistiu o doente.
o
O poder de resolver assiste a ele Agradecer
caber, pertencer V.T.l.(a) 1e
apenas.

mandar vir, solicitar a presença V.T.D. A professora chamou os alunos.


:t
Chamaram a menina de balão. Cha- Ajudar
Chamar há quatro maram a menina balão. Chamaram
chamar pelo nome, apelidar
construções à menina de balão. Chamaram à S
menina balão.
a
não pronominais: sem preposição Esqueceu o caderno. ç
a
Esquecer e pronominais: com preposição (de) Ele se esqueceu do caderno.
Atender p
lembrar Se a coisa esquecida possuir função de sujeito, sofre alteração:
d
Esqueceu-me o ocorrido. Lembrou-me o assunto.
c
Informei a data ao aluno a
(algo a alguém). a
Informar Admite duas construções V.T.D.I.
Informei o aluno da data (alguém de Chegar a
algo). a

Pagar e Para coisa V.T.D. Paguei o DVD. Perdoei seus erros. o


perdoar Para pessoa V.T.I. Paguei a você. Perdoei a você. e
Ensinar d
ter fundamento 1. Os boatos não procediam.
Proceder e
executar V.T.l.(a) Procederemos ao inquérito. si
desejar V.T.D. "A gente quer dinheiro e felicidade." a
Querer Residir
estimar V.T.I. (a) Quero a meus amigos. a
o Estado de Goiás Língua Portuguesa
_[9s
xemplo· Verbo .1 Sentido Regência
,, ""i"i' ,, ......;.•. ,;:if".'}
Exemplo'·:·::·
..
mirar V.T.D. Visou o alvo.
a teatro.
vistar V.T.D. Visou o cheque.

não sabia o segredo.


r1 Visar
. te: em v~sta V.T.I. (a) Visam a aprovações. \ :
~' O verbo visar nao aceita os pronomes lhe, lhes como objeto indireto, por isso devemos subs-
todas as perguntas. tituí-los por a ele, a ela, a eles, a elas.

ela.
1 2.3. Lista de verbos notáveis
f Verbo Sentido Regência Exemplo
'
cingir com os braços, ocupar-se de,
seguir V.T.D. Muitos abraçam as ideias comunistas.
Abraçar
xemplo adotar como sua V.T.D. Abraçou nossa causa.
enenoso. fazer agrados, mimar, acaricia V.T.D. Ele agrada seu cão.
spiram a aprovações. ser agradável, contentar, satisfazer,
sendo o sujeito da oração nome de V.T.I. (a) A música agradou ao público.
eto, por isso devemos
coisa.
Agradar
ser agradável, contentar, satisfazer,
. V.T.D. Ela não consegue agradar o chefe.
quando o sujeito é nome de pessoa.
eto; por isso, quando
ser agradável, contentar, satisfazer 1. A apresentação não agradou.
gostar: pronominal V.T.I. (de) Agradou-se muito do rapaz.
o doente.
objeto direto de coisa
esolver assiste a ele Agradecer V.T.I. (a) Agradeci o presente a meu pai.
1 e indireto de pessoa

amou os alunos. Ajudei este homem nos seus estudos.


: transitivo direto ou indireto V.T.D. ou
enina de balão. Cha- Ajudar V.T.I. (a) Ajudei a este homem nos seus
na balão. Chamaram estudos.
balão. Chamaram à Seguido de infinitivo V.T.D.I. Ajudei este homem a estudar.
acolher ou receber alguém com aten-
derno. ção, responder a alguém que se dirige O diretor atendeu os alunos.
a nós, ouvir, conceder, deferir um V.T.D.
o caderno. Deus atendeu a súplica de seu servo.
Atender pedido

dar atenção a alguém, ouvir-lhe os A mãe não atendia aos apelos do


conselhos, levar em consideração, V.T.I. (a) filho.
ao aluno atentar, prestar atenção a, satisfazer Atenderemos ao chamado do cliente.
aparece modificado por adjunto
o da data (alguém de Chegar adverbial de lugar (rege a preposição 1. Chegamos a São Paulo pela manhã.
a)

Perdoei seus erros. objeto direto de coisa

Perdoei a você. e indireto de pessoa ou objeto direto Ensino a dança a João.


Ensinar de pessoa V.T.D.I.
procediam. Ensina-o a converter cada espinho em
e indireto no infinitivo (rege a prepo- flor.
ao inquérito. sição a)
inheiro e felicidade." aparece modificado por adjunto. Rege
Residir 1. Reside na rua Garibaldi.
migos. a preposição em
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia_ Civil d_o Esta~o de_~oiá~
[!6_\
3. REGÊNCIA NOMINAL
É a relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos
regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição.

- alheio a, de - liberal com

- ambicioso de - apto a, para

- análogo a -grato a

- bacharel em - indeciso em

- capacidade de, para - natural de 1. INTRODUÇÃ

- contemporâneo a, de - nocivo a A palavra cras


-contíguo a - paralelo a meiro a sempre s
- curioso a, de - propício a

-falto de - sensível a 2. REGRA GERA


- incompatível com - próximo a, de
Haverá crase q
- inepto para - satisfeito com, de, em, por
artigo a ou as.
- misericordioso com, para com - suspeito de

- preferível a - longe de
- propenso a, para -perto de

- hábil em

In

Dica: Nos cas


seja, que pertenç
+artigo o), have
Esta~o de_~oiá~

Crase
bio) e os termos
osição.

1. INTRODUÇÃO
A palavra crase significa fusão, junção, mistura. Ocorre com vogais idênticas e o pri-
meiro a sempre será uma preposição.

2. REGRA GERAL
Haverá crase quando o termo regente exigir a preposição a e o tremo regido admitir o
artigo a ou as.

Referi-me à autora.
Referi-me a (preposição) +a (artigo)= à

Ficou insensível à dor.


Insensível a algo (preposição) +a (artigo)= à

Chegamos às sete horas.


Chegamos a (preposição) +as (artigo)= às

Dica: Nos casos mencionados, basta trocar a o regido por um masculino correlato, ou
seja, que pertença à mesma classe gramatical. Se obtiver a combinação ao (preposição a
+artigo o), haverá crase.

Referi-me à autora. (substantivo feminino)


ao autor. (substantivo masculino)= à

Ficou insensível à dor. (substantivo feminino)

ao sofrimento. (substantivo masculino)= à

Chegamos às sete horas. (numeral indicando hora)


ao meio-dia. (substitua por meio-dia)= às

'•,.r ______
98 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás
Língua Portu

3. CASOS EM QUE SEMPRE HAVERA CRASE 1


Dedique
Dlanté.!le palavras femininas .
- Substitua sempre por uma masculina

Sou grata à aluna. Sou grata ao aluno.

Álcool é prejudicial à saúde. Álcool é prejudicial ao organismo.

Este texto é posterior à invenção do conto. Este texto é posterior ao problema do conto.
· Se o te
Diante da palavra moda =à moda de
{mesmo que a expressão moda de fique subentendida)

O jogadorfez um gol à (moda de) Neymar.


6. COM PR
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Na indicação de horas

Acordamos às seis horas.= ao meio-dia


Elas chegaram às dez horas.= ao meio-dia Dependerá da
- se exige ou
Foram dormir à meia-noite.= ao meio-dia
-, mas trabalh
Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas para que não o
formadas por palavras femininas.
à tarde, às ocultas, às pressas, à medida que, à noite, às claras, às escondidas, à força, à vontade, à beça, à larga,
à escuta, às avessas, à revelia, à exceção de, à imitação de, à esquerda, às turras, às vezes, à chave.

4. DIANTE DE NOMES DE LUGAR


Não resultand
Substitua o termo regente por um verbo que peça a preposição de. crase.

Resultando na contração da significa que esse nome de lugar aceita o artigo e haverá crase.

Vou à Alemanha.= Vim da Alemanha.


Algumas gra
Cheguei à Grécia.= Vim da Grécia.
não haver o
Retornarei à Escócia. = Vim da Escócia. de crase ante
exceção e é pe
Observação: Se especificar o nome do lugar, haverá crase. (comparação
pronome dem
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes.= Vim da São Paulo dos bandeirantes. daremos abaix

Irei à Salvador de Jorge Amado.= Vim da Salvador de Jorge Amado.

S. DIANTE DE PRONOME DEMONSTRATIVO


Não há crase
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição a. e cujo por rep
caso de dúvida

Refiro-me a aquele livro

Preposição a+ pronome demonstrativo aquele= àquele


Dediquei a aquele aluno o meu livro. 7. COM PR

Façamos,

Só português. Disponível em <http://www.soportugues.eom.br/secoes/sint/sint78.php>. Acesso em 13 nov.


Sua ideia é liga
2016, alterado.
l do Estado de Goiás
Língua Portuguesa i99'
•. . . . . . 1

Dediquei algo a alguém


Preposição a+ pronome demonstrativo aquele= à alguém

Não haverá crase


anismo.
roblema do conto. Aluguei aquele apartamento.
· Se o termo regente não pedir preposição
=Aluguei algo

6. COM PRONOME RELATIVO

A QUAL

A apostila b. qual me referi.


Dependerá da regência do verbo
- se exige ou não a preposição 1. O relativo retoma um substantivo feminino (apostila);
-, mas trabalharemos com dicas 2. Substitua-o por um substantivo masculino: O livro ao qual me referi.
para que não ocorra erro.
Resultou em ao, há crase.

à vontade, à beça, à larga, A sessão à qual assisti foi muito rápida.


zes, à chave. 1. O relativo retoma um substantivo feminino (sessão);
2. Substitua-o por um substantivo masculino: O filme ao qual assisti.
Resultou em ao, há crase.

Não resultando em ao, não há A propaganda a qual vi.


e. crase. =O filme o qual vi.
o artigo e haverá crase.

QUE
Algumas gramáticas alegam
Sua caneta é igual à que comprei.
não haver o acento indicativo
de crase antes do que, mas há 1. O relativo retoma um substantivo feminino (caneta);
exceção e é pedido em concursos 2. Substitua-o por um substantivo masculino: Seu lápis é igual ao que
(comparação que está ligada ao comprei.
pronome demonstrativo - estu-
dos bandeirantes. Resultou em ao, há crase.
daremos abaixo).

mado.
QUEM e CUJO

A mulher a quem obedeço.= O homem a quem obedeço.


Não há crase anteposta a quem
A autora a cuja obra me referi. =A autora a cujo livro me referi.
e exigir a preposição a. e cujo por repelirem o artigo. Em
caso de dúvida, substitua. *O a que acompanha o relativo cujo é preposição e não artigo: refiro-me
livro à obra.

aluno o meu livro. 7. COM PRONOME DEMONSTRATIVO

Façamos, mais uma vez a substituição.

78.php>. Acesso em 13 nov. =Sua ideia é ligada àquela.


Sua ideia é ligada à de seus professores.
=Seu dever é ligado ao de seus professores.
\1oo\ Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

8. ANTES DA PALAVRA DISTÂNCIA

,: ·s~~~~ecl~~~d~;:'J '. A rua fica à distância de 50 Km daqui. =Determina-se a distância.


haver~ c~as!!. , . Fiquem à distância de 100 metros do =A palavra distância está especificada.
palco.
Ficaram a distância.
Sem especlfic,;ír = Ensinou a distância.
gm.crê!s.e.
Foi reconhecido a distância.
Observação: para evitar ambiguidade, pode-se usar a crase. Ensinou à distância. Ela o curou à distância.
1. INTRODU
9. CRASE FACULTATIVA São sinais g

Diante de nomes Enviei o e-mail a Fernanda. Facultativo porque o artigo pode ou não
próprios femininos Enviei o e-mail à Fernanda. acompanhar o nome próprio. 2. VÍRGULA

Diante de pronome Referi-me a sua ideia. Facultativo porque o artigo pode ou não
possessivo feminino Referi-me à sua ideia. acompanhar o pronome possessivo. 2.1. Vírgula
Fui até a esquina. Iniciemos p
Fui até à esquina. adjunto adve
Após preposição até
O curso vai até as oito horas.
Se a oração
O curso vai até às oito horas.
Os
s
1O. NÃO SE USA CRASE
Diante de substantivos masculinos, diante de verbos, diante de pronomes e das expres- A vírgula é
sões de tratamento (exceção: diante de pronomes de tratamento que se referem à mulher:
senhora, dona, senhorita e madame), diante de numerais cardinais, singular+ plural, entre
palavras repetidas dentro do adjunto adverbial (exceção: em palavras que façam parte de
complemento verbal - objeto indireto).

Termos interca

Termos desloc
= normalmen
oração não se
com o sujei

Palavras omit
o Estado de Goiás

Pontuação
istância.
ia está especificada.

ou à distância.
1. INTRODUÇÃO
São sinais gráficos da linguagem escrita que indicam a entoação da leitura.
o artigo pode ou não
me próprio. 2. VÍRGULA
o artigo pode ou não
nome possessivo. 2.1. Vírgula no interior da oração
Iniciemos pela ordem direta da oração: sujeito + verbo + complemento verbal +
adjunto adverbial ou predicativo ou complemento nominal.
Se a oração estiver na ordem apresentada, não se usa a vírgula.

Os poetas escreveram os textos com entusiasmo.


sujeito V.T.D. O.D. adj. adv. mado

omes e das expres- A vírgula é usada para separar:


e referem à mulher:
! Exemplo Dica
gular+ plural, entre
que façam parte de Trabalharam muito, logo, merecem
Intercala conjunção
descansar.
Nossos alunos, certamente, serão
Intercala adjunto adverbial
aprovados.
Estudem, concurseiros, pois chegou a
Intercala vocativo
Termos intercalados hora.
Mary, aluna da turma top, foi
Intercala aposto
empossada.
Intercala expressões explicativas: isto é,
A música, isto é, o alimento da alma
a saber, por exemplo, ou melhor, ou
encanta a humanidade há séculos.
antes etc.
Adjunto adverbial anteposto. Em locu-
Naquele dia, muitos faltaram.
Termos deslocados ção adverbial, a virgula é obrigatória.
= normalmente, a
Em advérbio anteposto, a vírgula é
oração não se inicia Hoje, muitos faltaram.
dispensável.
com o sujeito.
Este assunto, já o li em uma revista. Objeto direto pleonástico anteposto.
A turma 1 estudou português e a turma
Palavras omitidas Zeugma ou elipse
2, informática.
L_íngua Portug
102 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

3. PONTO E
Exemplo Dica

Vocativo Alunos, estudem mais. É um sinal


Pode estar no início, meio ou final da Usa-se para se
"Deus! ó Deus! onde estás que não res-
=a quem se dirige pondes?" (Castro Alves)
frase.

"--\ Oraçõe
E o namorado, e os amigos, e os irmãos
Termos coordenados magoaram-no. Ex.: Ele
Repetindo a conjunção coordenada
ligados por g, !!.!!.
Não andou por montanhas, ou florestas, indica ênfase (polissíndeto).
nem Oraçõe
ou cavernas.
rados p
Datas Ribeirão Preto, 26 de janeiro de 2014. Separa o local.

Advérbios sim ou - Você leu o livro? Ex.: O r


Usados como resposta.
não - Sim, inteiro. Itens d
Com muito amor,
Saudação Em correspondência comercial ou social. Ex.: Con
Respeitosamente,
recessã
Termos de mesma Leu o livros, a apostila, os contos e as
Objeto direto
função sintática poesias. Substit
Elementos paralelos Tal pai, tal filho. Em provérbios.
Ex.: Gos
Oraçõe
2.2. Vírgula entre as orações oração
As orações, compondo um período, podem possuir vírgula ou não. Estudemos os Ex.: Esp
casos.

Exemplo Dica 4. DOIS-PON


Orações
subordinadas
o homem, que é um ser racional, Sempre possuirão vírgula, ou travessão Introduzem
aprende com os erros. ou parênteses. tórias de ficção
adjetivas explicativas
Restringe (apenas o que estuda): sem ções apositivas
Orações O aluno que estuda é aprovado. invocação das
pontuação.
subordinadas
Observação: com verbos seguidos, pode-se inserir a vírgula.
adjetivas restritivas
O homem que fuma, adoece rápido. 5. PONTO FI
Orações
Quando entrou na sala de aula, todos Oração deslocada: não se inicia com a Usado para
subordinadas
aplaudiram. oração principal.
adverbiais
Orações Espero que me telefone logo. 6. PONTO DE
Não se separa da principal, exceto a
subordinadas
O remédio era esperar. apositiva.
substantivas O ponto de
Chegou, ficou em silêncio, aguardou Separam-se por virgula. Exceto as pergunta não e
alguns minutos e aplicou a prova. aditivas.
Onde vo
Os ignorantes falam muito, e os sábios
Sujeitos distintos: com virgula.
se calam. Quais se
Orações coordenadas
E estuda, e enlouquece, e fica bravo, e Polissindeto (a conjunção indica ênfase):
será aprovado. com vírgula.
7. PONTO DE
Conjunção e com valor adversativo: com
Não estudou, e foi aprovado.
vírgula. O ponto de
Orações intercaladas
Eu, disse o candidato, preciso do voto Sempre serão separadas por virgulas, tra- vas. Pode exprim
de vocês. vessões ou parênteses. entoação desce
L_íngua Portuguesa
o Estado de Goiás . 103

3. PONTO E VÍRGULA
Dica
É um sinal intermediário entre a vírgula e o ponto e não indica o término do período.
io, meio ou final da Usa-se para separar:

Orações coordenadas não unidas por conjunção.


njunção coordenada Ex.: Ele saiu tarde; chegou atrasado.
síndeto).
Orações coordenadas, quando pelo menos uma delas possui elementos sepa-
rados por vírgula.
Ex.: O resultado foi: dois alunos foram a favor; quinze, contra.
sta.
Itens de uma enumeração.
a comercial ou social. Ex.: Considerando: 1) A alta taxa de desemprego; 2) A elevação da taxa de juros; 3) A
recessão; solicitamos atenção.
Substituir a vírgula em conjunções adversativas.
Ex.: Gostaria de encontrar você hoje; todavia, a vida impede.
Orações coordenadas adversativas quando a conjunção aparecer no meio da
oração
ão. Estudemos os Ex.: Esperava receber todos os livros; recebi, porém, apenas dois.

Dica 4. DOIS-PONTOS

vírgula, ou travessão Introduzem algo importante. Utilizam-se: para anunciar a fala de personagens nas his-
tórias de ficção, para anunciar uma citação, para anunciar uma enumeração, antes de ora-
o que estuda): sem ções apositivas, para indicar um esclarecimento, resultado ou resumo do que se disse, em
invocação das correspondências.

5. PONTO FINAL

não se inicia com a Usado para fechar o período de frases declarativas e imperativas e em abreviaturas.

6. PONTO DE INTERROGAÇÃO
principal, exceto a

O ponto de interrogação é usado ao final de qualquer interrogação direta, ainda que a


virgula. Exceto as pergunta não exija resposta. Exemplos:
Onde você comprou este curso?
om virgula.
Quais seriam as causas de tantas discussões?
junção indica ênfase):

7. PONTO DE EXCLAMAÇÃO
alor adversativo: com
O ponto de exclamação é utilizado após as interjeições, frases exclamativas e imperati-
adas por virgulas, tra- vas. Pode exprimir surpresa, espanto, susto, indignação, piedade, ordem, súplica etc. Possui
ses. entoação descendente. Exemplos:
-- 1
Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás
[_~~-- --··

"Como as mulheres são lindas!" (Manuel Bandeira)

Pare, por favor!


P

8. RETIC~NCIAS

As reticências marcam uma interrupção da sequência lógica da frase. Podem ser usadas
para: indicar continuidade de uma ação ou fato; indicar suspensão ou interrupção do pen-
samento; representar, na escrita, hesitações comuns na língua falada; realçar uma palavra
ou expressão; realizar citações incompletas; transmitir mais emoção e subjetividade para
quem lê.

9. PAR~NTESES 1. INTRODUÇ
Isolam explicações, indicações, orações de caráter explicativo, palavras ou comentários Coesão rela
acessórios. ligações das ide
Podem ser substituídos por vírgulas ou travessões. Coerência t
é o resultado d
10. TRAVESSÃO mento que o p
mundo, o conh
O travessão simples(-) serve para dar início à fala de um personagem; indicar mudança
refere-se ao nív
do interlocutor nos diálogos; unir grupos de palavras que indicam itinerário.
fundo de verda
O duplo travessão (- -) pode substituir dupla vírgula ou parênteses.

2. COESÃO R
11. ASPAS
Ocorre qua
Destacam uma parte do texto. São usadas: antes e depois de citações ou transcrições referência, inic
textuais; para representar nomes de livros ou legendas; para assinalar estrangeirismos,
neologismos, gírias, expressões populares, ironia; para realçar uma palavra ou expressão. Coesão por Referê

Coesão por Referê

12. COLCHETES

Os colchetes, assim como os parênteses, isolam explicações, indicações, orações de 3. COESÃO S


caráter explicativo, palavras ou comentários acessórios. Seu uso normalmente se restringe É obtida po
aos escritos de cunho didático, filológico, científico. à integração h
mentos de coe
13. ASTERISCO
Prioridade, rele
O asterisco(*) é usado nas remissões a notas ou explicações contidas em pé de páginas
ou ao final de capítulos e nas substituições de nomes próprios não mencionados. :!~~p-~~~?~~-~;?J
sucessao
anteriorii:Íail
posterlÓri~â~

1_ Brasil Escola. D
alterado.

• ,.. .,.,..-,.r,.,,.;..;·:...-....,.:;o>W~-~,------'
~: ~. ~
' • : ' 1
........
Estado de Goiás

PARTE V- (OESÃO ECOERÊNCIA - REESCRITURA DE FRASES

Coesão e coerência - reescritura de frases


dem ser usadas
rupção do pen-
çar uma palavra
bjetividade para

1. INTRODUÇÃO
ou comentários Coesão relaciona-se com o microtexto, ou seja, com as palavras que estabelecem as
ligações das ideias. É importante para estabelecer a coerência do texto.

Coerência textual é a relação lógica entre as ideias, pois essas devem se complementar,
é o resultado da não contradição entre as partes do texto. Inclui fatores como o conheci-
mento que o produtor e o receptor têm do assunto abordado no texto, conhecimento de
mundo, o conhecimento que esses têm da língua que usam e intertextualidade. Por isso,
ndicar mudança
refere-se ao nível semântico e cognitivo, isto é, as informações de um texto possuem um
o.
fundo de verdade em relação ao próprio texto e em relação ao mundo real.'

2. COESÃO REFERENCIAL

Ocorre quando determinado elemento textual se remete a outro, substituindo-o. A


ou transcrições referência, inicialmente, pode ser em relação a um dado externo ou interno ao texto.
strangeirismos,
ou expressão. Coesão por Referência exofórica Refere-se a um elemento fora do texto.

Coesão por Referência endofórica Faz referência a algo dentro do texto.

es, orações de 3. COESÃO SEQUENCIAL


nte se restringe É obtida por meio dos elementos de ligação que proporcionam as relações necessárias
à integração harmoniosa de orações e paréÍgrafos em torno de um mesmo assunto. Ele-
mentos de coesão mais utilizados:

principalmente, primordialmente, sobretudo, em primeiro lugar, antes de mais


Prioridade, relevância
m pé de páginas nada, primeiramente, acima de tudo.

nados. :!~~p-~~~?~~-~;?J!~'.i·~i;
sucessao, ·'·' _.·- -
~:finalmente, agora, atualmente, hoje, frequentemente, constantemente, às vezes,
eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao
anteriorii:Íail~;:l;J;;,-' mesmo tempo, simultaneamente, a princípio, pouco antes, pouco depois, ante-
posterlÓri~â~I!)' '.'.' riormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim.

1_ Brasil Escola. Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coerencia.htm. Acesso em 24 julho 2014,


alterado.

........
Língua Portugu
106 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

Exemplo: A
Sé~élhanÇa; . igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, ana- mundo todo.
comparação Ioga mente, por analogia, de maneira idêntica.
conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de Observaçã
Conformidade
vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem como. Exemplos:
Conc;lição) hipótese se, caso, salvo se, contanto que, desde que, a menos que, a não ser que etc.
O Divin
e, além disso, ademais, por sua vez, outro ponto, mais (grave) ainda, ainda mais,
Adição, continuação também, mas também, constata-se também, vale frisar ainda, vale lembrar O Poeta
também.
O Poeta
Dúvida provavelmente, possivelmente, é prováveL
de fato, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem
Certeza, ênfase 4. TIPOS DE
dúvida, obviamente.
Ilustração,
exemplificação, por exemplo, isto é, em outras palavras, ou por outra, a saber, haja vista.
esclarecimento
Semântica
Propósito, intenção,
com o fim de, a fim de, com o propósito de, para que, afim de que.
finalidade
Resumo, recapitulação, em suma, em síntese, enfim, em resumo, portanto. assim, dessa forma, dessa
conclusão maneira, logo, afinal, está claro que.
Causa em virtude de, por causa de, devido a, é resultado de. Sintática
consequentemente, por consequência, como resultado, por isso, assim, como
Consequência
efeito, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que.
Explicação porque, porquanto, pois, já que, uma vez que, visto que.
por outro lado, paradoxalmente, pelo contrário, caso contrário, em contraste com,
Contraste, oposição Incoerência.·
mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
· Estilística ·
embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, conquanto, se bem que, por
Restrição, ressalva
mais que, por menos que, não obstante.
. ...··· ···:.'.''
. ;::: . \::·<.~/:.;:x~::.
!'ragmátlêa .;
3.1. Paráfrase
::·=L<~;~:,·:1-~t~~-:·:
A Paráfrase é um texto que procura tornar mais claro e objetivo aquilo que se disse em
outro texto. Portanto, é sempre a reescrita de um texto já existente, uma espécie de tradu-
ção dentro da própria língua.

O autor da paráfrase deve demonstrar que entendeu claramente a ideia do texto. Além
disso, são exigências de uma boa paráfrase:

1) Utilizar a mesma ordem de ideias que aparece no texto original.

2) Não omitir nenhuma informação essencial.

3) Não fazer qualquer comentário acerca do que se diz no texto original.

4) Utilizar construções que não sejam uma simples repetição daquelas que estão no
original e, sempre que possível, um vocabulário também diferente.

3.2. Perífrase

Trata-se de uma expressão que designa um ser através de alguma de suas característi-
cas ou atributos, ou de um fato que o celebrizou.
Língua Portuguesa • lOl ·.
Estado de Goiás

Exemplo: A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua atraindo visitantes do


, similarmente, ana- mundo todo.

o mesmo ponto de Observação: quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o nome de antonomásia.
Exemplos:
o ser que etc.
O Divino Mestre(= Jesus Cristo) passou a vida praticando o bem.
) ainda, ainda mais,
inda, vale lembrar O Poeta dos Escravos(= Castro Alves) morreu muito jovem.

O Poeta da Vila (=,Noel Rosa) compôs lindas canções.

ionavelmente, sem
4. TIPOS DE INCOERÊNCIA

"A televisão transmite lazer."


haja vista.
O significado das palavras não O verbo transmitir significa "fazer passar de um lugar
Semântica a outro, comunicar". Nesse sentido, o lazer não é algo
se completam.
que. que venha de um ponto para outro, mas algo que é
"proporcionado".
dessa forma, dessa Não são utilizados correta-
mente os meios sintáticos para
expressar a coerência semân- Pessoas ricas procuram o ensino particular. Onde os méto-
Sintática
tica, ou seja, empregam-se dos, equipamentos e professores são melhores.
r isso, assim, como conectivos, pronomes (etc.)
que. inadequadamente.
Observe a mudança "de tom" no discurso que se segue:
, em contraste com, "Venho diante de vossa Magnificência manifestar meu
Incoerência.· Ocorre quando se misturam
repúdio ao fato de uma instituição pública querer subtrair
· Estilística · registros linguísticos.
da população um espaço de lazer. Francamente, achei a
nto, se bem que, por
maior sujeira, sacanagem, nada a ver."
. ...··· ···:.'.'' A: "Achei diflcil compreender o tópico dois do capítulo
. ;::: . \::·<.~/:.;:x~::. O sentido de uma sequência de três."
!'ragmátlêa .;
atos de fala é quebrado. B: "O céu está maravilhoso com as nuvens escuras de
::·=L<~;~:,·:1-~t~~-:·: chuva."
o que se disse em
espécie de tradu-

ia do texto. Além

nal.

las que estão no


.

suas característi-
1. INTRODUÇ

A maioria d
mente porque
a palavra medo
matérias ao me
resumi-lo ment
(assunto) do te
conclusão (últim

Para obter d
importantes tóp

Texto

Contexto

lntertexto

Interpretação
de texto

i
f
f
1

l
PARTE VI - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

Interpretação de texto

1. INTRODUÇÃO

A maioria dos candidatos possui dificuldade ao interpretar texto. Por quê? Simples-
mente porque você não está habituado a ler. Para se criar o gosto pela leitura e eliminar
a palavra medo, comece a ler revistas e jornais; assim, estará se preparando para duas
matérias ao mesmo tempo: português e atualidades. Leia um texto, feche a revista e tente
resumi-lo mentalmente. Analise: para que o autor escreveu? Qual o objetivo? Qual o tema
(assunto) do texto? Note que o tema se repete na introdução (primeiro parágrafo) e na
conclusão (último parágrafo).

Para obter domínio sobre a leitura, precisamos aprofundar, ou melhor, esclarecer alguns
importantes tópicos. Vamos a eles:

É um conjunto de palavras e frases encadeadas que permitem interpretação e trans-


mitem uma mensagem. É qualquer obra escrita em versão original e que constitui
Texto
um livro ou um documento escrito. Um texto é uma unidade linguística de extensão
superior à frase.

É a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre dentro do texto. É o conjunto
Contexto de circunstâncias em que se produz a mensagem que se deseja emitir- lugar e tempo,
cultura do emissor e do receptor etc. - e que permitem sua correta compreensão.

Os textos podem apresentar referências diretas ou indiretas a outros autores através de


lntertexto
citações. É um texto dentro de outro texto.

A primeira leitura deve ser feita cuidadosamente por ser o primeiro contato com o
texto, extraindo-se informações e se preparando para a leitura interpretativa. Sublinhe
palavras-chave e ideias importantes; encontre a ideia central de cada parágrafo.
O segundo nível de leitura concentra-se nas perguntas e opções de respostas. Atente-
Interpretação -se às palavras NÃO, EXCETO, RESPECTIVAMENTE, INCORRETO, SEMPRE, TODOS, NUNCA
de texto etc., pois fazem diferença na escolha adequada. Retorne ao texto sempre que necessá-
rio. Leia a frase anterior e posterior para ter ideia do sentido global proposto pelo autor.

i A banca nos oferece um texto completo e, nas questões, extrai uma parte do texto para
pedir a análise. O segredo é voltar ao texto e ler as informações anteriores e posteriores
f à parte mencionada. Se fosse para analisar apenas o trecho, não haveria motivo para
f
1
mencionar o texto completo. Aqui mora o grande segredo.

l
;,;..;._-.;_----~..,~.-----"- ----......
...... ------------------------~---~;;;...-----·····~---

110 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás


Língua Portugu

2. TIPOLOGIATEXTUAL1
3. G~NEROS
:; .t1~ç5;:r::' Y.•.: i':'';.<\ ·;?;;'<cF;. ···oiiíifNfÇ~õ '.:.•. ', :·.;'.\~:/;\;~~'.~;~ ·: :~;~~~t?r :r,v_·?:··~,·:!f~iícíiMi>fos~ii':i•• ".'>.:i·,"
Os Gêneros
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, escritos. Essas e
que ocorreu num determinado tempo e lugar, envol-
vend1· certos personagens. Conto, fábula, cronica, romance, gir intenções co
Narração novela, depoimento, piada, relato formas de ling
Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de
etc.
anterioridade e posterioridade. tual tem seu es
O tempo verbal predominante é o passado. suas característ
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um
lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de
palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, Notícia
pela sua função caracterizadora.
Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever Cardápio, folheto turístico, anún-
Descrição sensações ou sentimentos. Não há relação de anteriori- cio classificado etc. Reportagem
dade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a
imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição mi nu-
ciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega. Carta ao
É um tipo textual que se agrega facilmente aos outros leitor
tipos em diversos gêneros textuais.
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um Propaganda
assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do objetivo
do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.
Bula de
Dissertação-Exposição: Apresenta um saber já cons- remédio
truído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta
Aula, resumo, textos científicos,
informações sobre assuntos, expõe, reflete, explica e
enciclopédia, textos expositivos Receita
avalia ideias de modo objetivo. O texto expositivo ape-
de revistas e jornais etc.
Dissertação nas expõe ideias sobre um determinado assunto. A
intenção é informar, esclarecer.
Editorial
Dissertação-Argumentação: Um texto dissertativo-ar-
gumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista Sermão, ensaio, monografia,
do autor. O texto, além de explicar, também persuade o dissertação, tese, ensaio, mani- Tutorial
interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. Caracteri- festo, crítica, editorial de jornais e
za-se pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza revistas.
Entrevista
linguagem denotativa.
Entrevista, conversa telefõnica,
Óialogal/Conversacional História em
chatetc.
quadrinhos
Ordens; pedidos; súplica; desejo;
manuais e instruções para mon-
tagem ou uso de aparelhos e ins- Charge
Outros Tipos lnjunção/lnstrucional trumentos; textos com regras de
Textuais comportamento; textos de orien-
tação; receitas, cartões com votos
e desejos. 3.1. Gêneros
Previsões astrológicas, previ-
Predição sões meteorológicas, previsões
... , ..
escatológicas/apocalípticas. . . ,. ~'

1' ·Gênero N;irratll

..
~·'

Português x Concursos. Disponível em < http://www.portuguesxconcursos.com.br/p/tipologia-textual-ti-


pos-generos.html>. Acesso em 30 julho 2014, alterado.

1
---~---~;;;...-----·····~---

Estado de Goiás
Língua Portuguesa : 111

3. G~NEROS TEXTUAIS
iícíiMi>fos~ii':i•• ".'>.:i·,"
Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam orais ou
escritos. Essas estruturas são muito parecidas, com características comuns, procuram atin-
, cronica, romance, gir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em situações específicas. São v~riadas
mento, piada, relato formas de linguagem que circulam na sociedade, formais ou informais. Cada gênero tex-
tual tem seu estilo próprio, podendo ser identificado e diferenciado dos demais através de
suas características.

Possui características narrativas: o fato ocorrido que se deu em um determinado momento e


Notícia em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. Características do lugar,
bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamente descritos.

heto turístico, anún-


o etc. Gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, por objetivo,
Reportagem
infor.mar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta.

Carta ao
Gênero dissertativo-argumentativo e possui linguagem pessoal e leve.
leitor
Gênero textual dissertativo-expositivo. Há o intuito de propagar informações sobre algo, bus-
Propaganda cando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes, mensagens
que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo.
Bula de Gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo. Fornece as informações neces-
remédio sárias para o correto uso do medicamento.
o, textos científicos, Gênero textual descritivo e injuntivo. Objetivo: informar a fórmula para preparar tal comida,
textos expositivos Receita descrevendo os ingredientes e o preparo destes, com verbos no imperativo, dado o sentido
ornais etc. de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções.
Gênero textual dissertativo-argumentativo. Expressa o posicionamento da empresa sobre
Editorial
determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade.
nsaio, monografia, Gênero injuntivo. É um guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo a passo e de
tese, ensaio, mani- Tutorial
maneira simplificada, como fazer algo.
editorial de jornais e
Gênero textual dialogal e dissertativo-expositivo. Representado pela conversação de duas ou
Entrevista mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do entre-
vistado ou de algum outro assunto.
conversa telefõnica,
História em Gênero narrativo. Consiste em enredos contados em pequenos quadros através de diálogos
quadrinhos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação.
dos; súplica; desejo;
nstruções para mon- Gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de caricaturas,
o de aparelhos e ins- Charge com o objetivo de realizar uma sátira, critica ou comentário sobre algum acontecimento atual,
extos com regras de em sua grande maioria.
nto; textos de orien-
s, cartões com votos
3.1. Gêneros literários
astrológicas, previ-
Na Antiguidade Clássica: épico, lírico e dramático.
ológicas, previsões
... , .. Épico passou a ser considerado apenas uma variante do gênero literário narrativo, devido
/apocalípticas. . . ,.
~'

1' ·Gênero N;irratll(ô' · ao surgimento de concepções de prosa com características diferentes: o romance, a
novela, o conto, a crônica, a fábula. Todas as obras narrativas possuem elementos estru-
..
~·'
turais e estilísticos em comum e devem responder a questionamentos, como: quem? o
quê? quando? onde? por quê?
p/tipologia-textual-ti-

1
( 1
: 112 1 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Língua Portugues

Textos épicos são longos e narram histórias de um povo ou de 1 Ler todo o te


uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroi-
~pico {ou Epopeia) 2 se encontrar
cos etc. Apresentam um tom de exaltação, valorização de seus
·, 3 ler, ler bem, l
heróis e seus feitos.
É um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem 4 inferir (concl
definidos e de caráter mais verossímil. Conta as façanhas de um voltar ao tex
5
., herói, mas principalmente uma história de amor vivida por ele e
Romance uma mulher, muitas vezes, "proibida" para ele. Apesar dos obs- 6 não permitir
táculos que o separam, o casal vive sua paixão proibida, física, 7 fragmentar o
adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no final. É
o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. 8 verificar, com

Texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade 9 o autor defen


Novela do romance e a brevidade do conto. O Alienista, de Machado de
Assis, e A Metamorfose, de Kafka são exemplos.

Texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que BIBLIOGRAFIA


Gênero Narrativo Conto conta situações rotineiras, anedotas e até folclores (conto popu-
NOGUEIRA, Duda
lar). Caracteriza-se por personagens previamente retratados.
Texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As persa- ALI, M. Said. Gram
Fábula nagens principais são não humanos e a finalidade é transmitir tos, 1966.
alguma lição de moral.

Narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com lingua- ALMEIDA, Napole
Crônica gem coloquial. Pode ter um tom humorístico ou um toque de Paulo: Saraiva
crítica indireta.
BAGNO, Marcos.
Crônica Há alternância entre os momentos narrativos e manifestos
narrativo-descritiva descritivos. Editorial, 2003

Texto literário breve, situado entre o poético e o didático, BECHARA, Evanil


expondo ideias, criticas e reflexões morais e filosóficas a res-
Nacional, 198
Ensaio peito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tra-
.,. tado. Há defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre BECHARA, Evanild
um tema sem que se paute em formalidades.
'
Janeiro, RJ. 2001.

3.2. Gêneros dramáticos CARVALHO, José


torial /Thesau
Por serem pouco exigidos em concursos, apenas citaremos os tipos: tragédia, farsa,
comédia, tragicomédia e poesia de cordel. CEGALLA, Domin
Companhia E
3.3. Gêneros líricos
CIPRO NETO, Pas
Outro tópico pouco pedido. São eles: elegia, epitalâmia, ode, idílio, sátira, acalanto, São Paulo, SP.
acróstico, balada, canção, gazal, haicai, soneto, vilancete.
CUNHA, Celso e C
Nova Fronteir
4. D~CAS PARA INTERPRETAR2
FARACO&MOURA
As dicas abaixo devem ser seguidas para treinar, para exercitar em questões de concur-
GARCIA, Othon M
sos. Treine a fim de que, no dia da prova, consiga não perder muito tempo.
13. edição, Rio

1 HENRIQUES, Clau

L
Janeiro: Elsev
2 Algo Sobre. Disponível em< https://www.algosobre.com.br/redacao/dicas-de-interpretacao.html>. Acesso
em 8 de junho 2016, alterado. HILDEBRANDO, A
Estado de Goiás Língua Portuguesa ____ _J113

de um povo ou de 1 Ler todo o texto: tenha uma visão geral do assunto;


gens, gestos heroi-
2 se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
valorização de seus
3 ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos duas vezes;

personagens bem 4 inferir (concluir ou deduzir a partir de exame dos fatos e de raciocínio);
as façanhas de um voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
5
mor vivida por ele e
le. Apesar dos obs- 6 não permitir que prevaleçam suJs ideias sobre as do autor;
xão proibida, física, 7 fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
r punido no final. É
édia. 8 verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;

ntre a longevidade 9 o autor defende ideias e você deve percebê-las.


sta, de Machado de
os.

nte em prosa, que BIBLIOGRAFIA


lores (conto popu-
NOGUEIRA, Duda. Língua Portuguesa para concursos. 3. ed. Salvador, Editora JusPodivm, 2016.
ente retratados.
erossímil. As persa- ALI, M. Said. Gramática secundária da língua portuguesa. 7. ed. São Paulo: Editora Melhoramen-
lidade é transmitir tos, 1966.

diana, com lingua- ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática metódica da língua portuguesa. 46. ed. revista. São
o ou um toque de Paulo: Saraiva, 2009.

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flexível que o tra-
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CUNHA, Celso e CINTRA, Luiz F. Lingley, Nova Gramática do Português Contemporâneo. Editora
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114 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás ----- . ·-- . .

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xica. 113. ed. Rio de

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1
REAL
GEOGRÁ
D

L
REALIDADE ÉTNICAi ·SOCIAL, HISTÓRICA,
GEOGRÁFICA, CULTURAL, POLÍTICA EECONÔMICA
DO ESTADO DE GOIÁS EDO BRASIL
(LE-1 Nº 14.911/2004)
Rodolfo .Gracioli

L
... ~· ·.

R
Cultural,

CONTEÚDO P
agropecuária n
maçôes econôm
2. Modernizaçã
movimentos m
de transportes
território goian
dência em Goiá
política de 193
indígenas, a es
econômicas, po

1. FORMAÇÃ
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De modo que, e
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foi extraído das

Dispensa o tra
mentos, como
Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica,
Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do
Brasil (Lei nº 14.911/2004)

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (EDITAL): 1. Formação econômica de Goiás: a mineração no século XVIII, a


agropecuária nos sérnlos XIX e XX, a estrada de ferro e a modernização da economia goiana, as transfor-
maçôes econômicas com a construção de Goiânia e Brasília, industrialização, infraestrutura e planejamento.
2. Modernização da agricultura e urbanização do território goiano. 3. População goiana: povoamento,
movimentos migratórios e densidade demográfica. 4. Economia goiana: industrialização e infraestrutura
de transportes e comunicação. 5. As regiões goianas e as desigualdades regionais. 6. Aspectos físicos do
território goiano: vegetação, hidrografia, clima e relevo. 7. Aspectos da história política de Goiás: a indepen-
dência em Goiás, o coronelismo na República Velha, as oligarquias, a Revolução de 1930, a administração
política de 1930 até os dias atuais. 8. Aspectos da História Social de Goiás: o povoamento branco, os grupos
indígenas, a escravidão e cultura negra, os movimentos sociais no campo e a cultura popular. 9. Atualidades
econômicas, políticas e sociais do Brasil, especialmente do Estado de Goiás.

1. FORMAÇÃO ECONÔMICA DE GOIÁS: A MINERAÇÃO NO SÉCULO XVIII, A AGROPECU-


ÁRIA NOS SÉCULOS XIX E XX, A ESTRADA DE FERRO E A MODERNIZAÇÃO DA ECO-
NOMIA GOIANA, AS TRANSFORMAÇÕES ECONÔMICAS COM A CONSTRUÇÃO DE
GOIÂNIA E BRASÍLIA, INDUSTRIALIZAÇÃO, INFRAESTRUTURA E PLANEJAMENTO
No final do século XVII e início do século XVIII, a história de Goiás tem seu desdobra-
mento com a descoberta das suas primeiras minas de ouro. Marcada pela chegada dos
bandeirantes, em 1727 provindos de São Paulo, a região intensificou-se na mineração com
a exploração do ouro de aluvião 1 •
Entretanto, em 50 anos, verificou-se a rápida decadência do ouro na região de Goiás.
A partir disso, mesmo com medidas administrativas por parte do governo, a economia do
ouro, não encontrou de imediato, uma substituição para o lucro garantido pela mineração do
produto. Economicamente, as desvantagens foram evidenciadas no retorno a:

Ruralização da sociedade goiana

Economia de Subsistência

Bartolomeu Bueno da Silva (filho), conhecido como Anhanguera ou "diabo velho", tentou
refazer êl expedição de seu pai (Bartolomeu Bueno da Silva) cerca de 40 anos depois, em 1722.
De modo que, explorou ouro nas margens do Rio Vermelho em 1725. Primeiramente fundou
o povoado da Barra e depois o Arraial de Sant'Anna, com a grande quantidade de ouro que
foi extraído das minas, o Arraial, por sua importância econômica para a Coroa Portuguesa.

Dispensa o trabalho de sondagem profunda. Emprega técnicas rudimentares, usando-se poucos equipa-
mentos, como: bateia, peneira de madeira em forma de cone, enxada utilizada na mineração, entre outros.
!
120
~ Realidade Étnica, So
1
Revisão Final • Deleg_ado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás
1
1
Até 1749, Goiás pertencia a capitania de São Paulo. E posteriormente, tem-se a criação
!~ O destaque e
ram sua parti
da capitania de Goiás. A mineração foi propulsara na formação dos arraiais e povoados. l sentando 84,
Ápice da mineração de Goiás foi de 1751 a 1770 1
Entre as mais
A partir de 1770, ocorre uma rápida decadência da exploração do ouro e consequen-
mentos em G
temente, o abandono de muitos povoados goianos.
O processo de m
Marcha do Ouro: Promove a efetiva ocupação do território ao longo do século XVIII
agrária da região d
Descobertas auríferas se sucederam em outras regiões perto da Barra, como: procedentes do Sul
• Sant' Anna, origem de Vila Boa (1727) de terras e consequ
Na região dos Pireneus e junto ao rio das Almas afloram as minas de Meia Ponte Nas décadas de
(1731)
representação sign
Maranhão (1730) os estabelecimento
Água Quente (1732) disso, o número de p
de 2.000 hectares a
Traíras (1735) e Cachoeira (1736)
Em geral, a mo
1.1. A agropecuária nos séculos XIX e XX e a modernização da economia goiana por todo o territóri
São Paulo, contemp
Com a expansão das Agroindústrias e da pecuária nos séculos XIX e XX, torna-se
p~eocupante para umas das regiões mais ricas em Biodiversidade, a preservação do abrigasse grande p
b1~ma cerrado. Diante desta realidade, a região que ocupa a liderança em produção de nal intensificou a a
graos e possui, o terceiro maior rebanho de gado bovino do país, convive com graves A agropecuária
danos ambientais oriundos da ocupação predatório do território. cial, a agropecuár
O desenvolvimento da agropecuária em Goiás foram influenciados por fatores como: o crescimento con
agroindústrias de s
P~líticas de incentivos fiscais que intensificaram o desenvolvimento da agroindús-
tria nos anos 80 e 90 na região. Na agricultura,
Créditos concedidos pelo Governo Federal para o plantio de Soja. Soja
Mobilidade de Imigrantes do sul do país.
Feijão
Avanços técnicos nas pesquisas de plantio no cerrado.
Cana
Investimentos em destilarias na produção do álcool a partir da cana de açúcar.
Tomate
Transformação industrial alimentar.
Café
Dia.~te dos novos modelos industriais resultantes do desenvolvimento da agropecuária
na reg1ao, como por exemplo a transformação industrial alimentar e seus direciona- Trigo
~entps aos novos cenários e práticas de produção e consumo, o território de Goiás Tais produtos fo
insere-se no cenário econômico nacional.
vimento de varieda
Sabe-se que a reestruturação técnico-produtiva caracterizou-se pelo emprego de adequadas para o c
maquinaria e de insumos industriais acelerando o processo de modernização agrí- da indústria; proxi
cola regional. vas para diminuiçã
Atores responsáveis pela modernização foram empresas de capital nacional. e ção dos moinhos; e
empresas internacionais que se instalaram na região. integrar os diverso
!
~ Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica
Estado de Goiás
1
tem-se a criação
!~ O destaque esteve com as empresas nacionais do complexo grãos-carne que amplia-
ram sua participação no Estado de 198S a 1991 em termos de geração de ICMS repre-
is e povoados. l sentando 84,57 por cento do total gerado pelas empresas agroindustriais no território.
1
Entre as mais importantes empresas regionais surgiram a Arisco e a Só-Frangos Ali-
uro e consequen-
mentos em Goiás.
O processo de modernização das técnicas pr~1dutivas trouxe impactos na estrutura
go do século XVIII
agrária da região de Goiás. Norteado pelos processos agrários, os fluxos de empresários
como: procedentes do Sul e Sudeste do país, ocasionaram maiores participações nas privatização
de terras e consequentemente, em uma maior concentração fundiária do Estado.
s de Meia Ponte Nas décadas de 1950 e 1960, as propriedades de até 50 hectares, portavam de uma
representação significativa em números e em áreas ocupadas. Posteriormente, em 1970,
os estabelecimentos de até 50 hectares diminuíram em ambas as modalidades. Além
disso, o número de propriedades de 100 hectares a 1000 hectares e a área ocupada por classes
de 2.000 hectares a mais de 20.000 hectares resultou de consideráveis expansões na região.
Em geral, a modernização da Agricultura em Goiás foi desenvolvida parcialmente
mia goiana por todo o território, concentrado regionalmente no centro-sul, área mais próxima de
São Paulo, contemplada no programa de desenvolvimento dos cerrados. Embora Goiás
X e XX, torna-se
preservação do abrigasse grande parcela das terras ociosas do país, o processo de modernização regio-
em produção de nal intensificou a apropriação fundiária.
vive com graves A agropecuária tem papel importante para a economia nacional do país. Em espe-
cial, a agropecuária para a economia goiana assume papel preponderante para
fatores como: o crescimento contínuo na capacidade de gerar alimentos e matérias primas para as
agroindústrias de serviços, como pelos empregos gerados.
o da agroindús-
Na agricultura, os produtos que mais influenciaram para o bom desempenho foram:
Soja
Feijão
Cana
de açúcar.
Tomate
Café
da agropecuária
eus direciona- Trigo
ritório de Goiás Tais produtos foram eficazes e exerceram um aumento da produção pelo desenvol-
vimento de variedades mais adaptadas às condições climáticas do cerrado e tecnologias
lo emprego de adequadas para o cultivo irrigado; garantia antecipada de preços ao produtor por parte
dernização agrí- da indústria; proximidade dos setores de produção e moageiros na busca de alternati-
vas para diminuição de dependência do trigo importado, reduzindo o custo de produ-
ital nacional. e ção dos moinhos; e forte aliança entre o Governq do Estado e setor privado, na busca de
integrar os diversos elos que compõem a cadeia produtiva do trigo.

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r·- - 1
. 122 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás
1 - ·-· ' Realidade Étnic

Em detrimento do desempenho do PIB goiano ao longo dos últimos anos, a agrope-


1.3. As transf
cuária ocupa taxas positivas. Dentre os setores que compõem o PIB goiano, no período
de 2003-2014, Goiás se destaca com maior expansão no setor da agropecuária. Por- A constr
tanto, a modernização agrícola, que a partir dos anos 1980, fez com que Goiás pas- governo
sasse a ganhar importância e dinam;\smo, principalmente na atividade agropecuária, Transfor
em função da maior produção agríco.a, da diversificação de culturas e do aumento de Goiás, na
produtividade.

Tabela 1 - Crescimento médio de Goiás e Brasil (2003-2014} - %


Atividade Goiás Brasil
MUDANCISTA
Serviços 4,7 3,6
Indústria 4,4 2,9
Agropecuária 5,2 2,7
PIB 4,8 3,6 ANTIMUDANCIS
Fonte: JBGE, Instituto Mauro Borges

A cidade
1.2. A estrada de ferro i território
!
Visando integrar o transporte ferroviário as condições do resto de ferrovias do território Vencido os
brasileiro, é postulado em 1873, o decreto do Governo Imperial para concretizar tal de Goiás abre
situação. Portanto, o então presidente da Província, Antero Cícero de Assis, autoriza a da nova cidade
construção de uma Estrada de Ferro para ligar a Cidade de Goiás, ora capital, à margem do A intens
Rio Vermelho, partindo da Estrada de Ferro Mogiana. infraestr
do territ
Ao final do século XIX, a primeira tentativa de promover a o sistema viário fér-
A constr
reo é mal sucedida.
planejad
Para Araújo (1974) 2, as primeiras manifestações em favor de dotar o Estado de Goiás
Fusão e
de um meio de transporte ferroviário, a altura das necessidades locais, aconteceram, na
De início, a
verdade, em 1890. O autor afirma que talvez o primeiro plano ferroviário que concretizou
as rotas a serem construídas esteja contido no Decreto 862, de 16 de outubro de 1890. ção local.
Esse decreto visou, sem dúvida, fazer de Goiás um dos polos brasileiros dos transportes Falta de
terrestres. Falta de
Atualmente
ESTRADA DE FERRO
cidades, sofre
Criação da Companhia Estrada de Ferro Goiás
3DEMARÇO Brasília foi
Decreto nº 5.949 do então presidente Rodrigues Alves
DE 1906 locamento do
Romper com o estrangulamento da economia goiana

27DEMAIO O incen
Inicio da criação da estrada de ferro Goiás
DE1911 Melhor
1896 Os trilhos da Estrada de Ferro Mogiana integram São Paulo, Minas e Goiás.
Atualme
grande
2 ARAÚJO, Délio Moreira de. Mais planos que realizações - a estrada de ferro no Estado de Goiás. ln: Estudos
Goianenses. Goiânia: Oriente, 1974.
3 Regiões admin
. .
~----·-..,__,~""·-"l•(L>.. "--"'>L""--"_.~ "'C" '-·-"-·"·''-"'~-O-.Jtlf.x.a~o""L'>"·~-"''"-...... -'-.

do Estado de Goiás
Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica

mos anos, a agrope-


1.3. As transformações econômicas com a construção de Goiânia e Brasília
goiano, no período
agropecuária. Por- A construção de Goiânia ocorreu nos anos de 1930, do acerto da resolução do
om que Goiás pas- governo estadual.
dade agropecuária, Transformações relevantes na história do Estado. Mudança da capital do Estado do
s e do aumento de Goiás, na década de 30 - da cidade de Goiás para Goiânia.

TRANSFORMAÇÕES ECONÔMICA.S .
14} - % Grµpo político que apoiavam a mudança da capital
Transferência para um local mais estratégico
MUDANCISTAS
Mudança necessária vista pelo ponto econômico e político para o desenvolvi-
menta do Estado

Combatiam o discurso dos Mudancistas


ANTIMUDANCISTAS O progresso da cidade de Goiás poderia ser eficaz a partir dos investimentos do
governo federal.

A cidade de Goiás representava uma das partes mais desfavorecidas e atrasadas do


i território brasileiro. Ademais, sua população vivia isolado do resto do país.
!
rrovias do território Vencido os obstáculos e dificuldades financeiras para a construção de Goiânia, o estado
ara concretizar tal de Goiás abre suas fronteiras e tem uma elevação dos índices demográficos. A criação
de Assis, autoriza a da nova cidade - Goiânia - intensifica o contingente de migrantes para ocupação da área.
apital, à margem do A intensidade das migrações para a cidade de Goiânia, não teve a mesma eficácia na
infraestrutura necessária para abranger os migrantes que chegavam para ocupação
do território.
sistema viário fér-
A construção de Goiânia foi um acontecimento marcante por ser a primeira cidade
planejada do século XX.
r o Estado de Goiás
Fusão entre o urbano e o rural, entre os valores da sociedade tradicional e moderna.
s, aconteceram, na
De início, a falta de infraestrutura dificultava o progresso da cidade e a vida da popula-
rio que concretizou
e outubro de 1890. ção local.
ros dos transportes Falta de energia elétrica nas casas;
Falta de saneamento básico, principalmente, nos grandes centros.
Atualmente, Goiânia é umas das capitais mais modernas do país, e como em outras
cidades, sofre com problemas de criminalidade, habitação e saneamento básico.
Brasília foi construída estrategicamente no Planalto Central, com o intuito do des-
locamento do centro político do país para fora do eixo Rio-São Paulo.
O incentivo ao povoamento do interior do país favoreceu sua construção estratégica.
Melhor posição estratégica e militar da capital.
Minas e Goiás.
Atualmente, o Distrito Federal possui mais de 2,4 milhões de pessoas, sendo a
grande maioria moradores das cidades satélites 3 •
do de Goiás. ln: Estudos

3 Regiões administrativas localizadas no entorno de Brasília.


Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Realidade Étnica, S

Sua economia baseia-se ao poder público.


Brasília é a cidade com uma das maiores rendas per capita do Brasil. Profundas mudanças

Desqualificação, a su
Uma das consequências do inchaço populacional de Brasília está evidenciada nos
o desemprego que g
problemas sociais e econômicos que emergem na cidade, como: desemprego, violên-
cia, etc. Monocultu
A incorpor
1.4. Industrialização, infraestrutura e planejamento
produtore
A indústria Goiana concentrou suas atividades inicialmente em bens de con- famílias de
sumo não duráveis e, a partir da década de 1970, nos bens intermediários e na indús- precarieda
tria extrativa. Em meados da década de 1990, o desenvolvimento industrial goiano era
iniciante, e pouco se beneficiou das vantagens da agropecuária e das reservas minerais.
Finalidade: necessid
Aumento nos setores da indústria extrativa e da produção de minerais não metá- Causas: As estações
licos, bens de capital e bens de consumo duráveis. acidez dos solos e a

A produção da indústria de alimentos - fabricação de laticínios, beneficiamento


de produtos agrícolas e abate de animais - não acompanhou a ascendência dos 2.1. Urbanizaç
demais setores nas últimas décadas do século XX.
A urbanização
tir da intensificaç
INDUSTRIALIZAÇÃO
das cidades.
NOVAS Metalúrgica, química, têxtil, de bebidas, de vestuário, de madeira, editorial e
INDÚSTRIAS gráfica Em Goiás
rural, apo
Importante para o crescimento econômico
IMPLANTAÇÃO
DOS DISTRITOS Nos municípios de Anápolis, ltumbiara, Catalão, São Simão, Aparecida Apostilas Só quatro
Aprendizado Urbano 12 de Goiânia, Mineiros, Luziânia, lpameri, Goianira, Posse,
INDUSTRIAIS Goiás, 8 m
Porangatu, lporá e Santo Antônio do Descoberto

Devido à
As ações de infraestrutura alinham itens como transportes, energia, comunica- tem-se um
ções, saneamento.
A moderniza
urbanização do
engendra a ade
2. MODERNIZAÇÃO DA AGRICULTURA E URBANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO
GOIANO
3. POPULAÇÃ
Introduzido em 1980, o principal produto agrícola do estado é a soja. Além disso,
DADE DEM
seu desenvolvimento foi acarretado pelas sementes adaptadas ao cerrado e pela
~aplicação de calcário e outros elementos para combater a acidez do solo. 3.1. Povoame
A modernização da agricultura resultou na produção de novas variedades de A primeir
grãos mais resistentes à armazenagem e às pragas. Sant'Ana

A estipulação da racionalidade técnica e cientifica na agricultura brasileira, princi- O deline


palmente no Estado de Goiás, transformou as paisagens rurais do Planalto Central como irre
Brasileiro em grandes lavouras tecnificadas. · dependen
Estado de Goiás Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica 125

il. Profundas mudanças nas relações sociais de trabalho no espaço rural.

Desqualificação, a subproletarização e outras formas precarizadas.


evidenciada nos
o desemprego que gerou a subordinação dos trabalhadores a nova dinâmica da produção.
mprego, violên-
Monocultura para exportação, especialmente ªlsoja e o milho.
A incorporação das Agroindústrias e a "integração" de grande parcela dos pequenos
produtores ao mercado nos espaços rurais provocaram a expulsão de milhares de
m bens de con- famílias de espaços rurais. Portanto, a problemática cidade-campo emerge com a
rios e na indús- precariedade da aglomeração de famílias em centros urbanos.
strial goiano era
Política generalizada de subsídios
ervas minerais.
Finalidade: necessidade de destinar grandes somas para evitar qualquer prejuízo para os investidores.
erais não metá- Causas: As estações secas (estiagem) e alguns anos de poucas chuvas mesmo no período chuvoso, somado a
acidez dos solos e a elevação dos preços dos insumos e maquinarias, fomentaram a necessidade da política.

beneficiamento
scendência dos 2.1. Urbanização
A urbanização consistiu em um processo acelerado com a revolução industrial. A par-
tir da intensificação da mão de obra para as indústrias, observa-se o crescimento rápido
das cidades.
adeira, editorial e
Em Goiás o censo de 1940, o primeiro a fazer distinção entre população urbana e
rural, apontava para o estado 14,6% de população urbana e 85,4% rural.
parecida Apostilas Só quatro cidades passavam dos 7 mil habitantes (Goiânia, 15 mil, Anápolis, 9.500,
ri, Goianira, Posse,
Goiás, 8 mil e lpameri 7 mil).

Devido à crescente urbanização concentrada em algumas regiões do estado,


rgia, comunica- tem-se um agravamento no atendimento à população mais carente.

A modernização econômica de Goiás tornou-se preponderante no processo de


urbanização do estado. Ao fato que, com a necessidade da criação de novas estruturas
engendra a adequação as novas necessidades de capital.
O TERRITÓRIO

3. POPULAÇÃO GOIANA: POVOAMENTO, MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS E DENSI-


oja. Além disso,
DADE DEMOGRÁFICA
o cerrado e pela
do solo. 3.1. Povoamento
s variedades de A primeira região ocupada foi a do Rio Vermelho. Dando origem ao Arraial de
Sant'Ana (que depois seria chamado de Vila Boa e, mais tarde, cidade de Goiás).

brasileira, princi- O delineamento do povoamento é estabelecida pela mineração do ouro. Visto


Planalto Central como irregular e instável, o povoamento emerge sem planejamento e ordem. Eram
· dependentes do aparecimento do ouro.
~-·

Realidade Étnic
126 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

Êxodo r
Os primeiros habitantes de Goiás foram as populações das diversas nações indíge- dução n
nas que ocupavam praticamente todo o atual território do Estado. especula
..
ZONAS DE POVOAMENTO para os
Santa Cruz, Santa Luzia (Luziâr\ ia), Meia Ponte (Pirenópolis)
condiçõ
CENTRO-SUL Principal centro de comunicaç,ões, chegando a disputar com Vila Boa e categoria
Imigraç
de sede do governo
Norte e
REGIÃO DE
Traíras, Agua Quente, São Jose (Niquelândia), Santa Rita, Muquém etc. setores
TOCANTINS

NORTE DA Arraias, São Felix, Cavalcante, Natividade, São Jose do Duro (Dianópolis), Porto Real
CAPITANIA (Porto Nacional), o arraia mais setentrional 4. ECONOMI
TES E COM
3.2. Movimentos Migratórios e densidade demográfica
4.1. Transpo
Em prol do desenvolvimento econômico e da ocupação de territórios, emergiram
Há necessid
uma série de políticas públicas para o povoamento da porção oeste do território brasi-
e as comunica
leiro, conhecida como Marcha para o Oeste.
mente, as ferro
A denominada "Marcha para o Oeste" foi um projeto dirigido pelo governo Getúlio
Vargas no período do Estado Novo, para ocupar e desenvolver o interior do Bra- De·vido
sil. Tal projeto foi lançado na véspera de 1938, e nas palavras de Vargas, a Marcha encontr
incorporou "o verdadeiro sentido de brasilidade", uma solução para os infortúnios Em virtu
da nação. final do
Fluxos migratórios para Goiás
região S

Expansão da fronteira agrícola Somente e


Investimentos de Infraestrutura para o Estado progresso soci
Construção da nova capital - Goiânia para um estad
Construção da capital federal - Brasília
No sécu
Correntes migratórios oriundas do Pará, do Maranhão, da Bahia, de Minas, povoando os rigorosos sertões
portes.
Sob o impulso da pecuária, surgiram novos centros urbanos, como: Rio Verde, Jataí, Mineiros, Caiapõnia,
Quirinópolis 1921 é
No norte a pecuária trouxe intensa mestiçagem com o índio, que foi aproveitado como mão de obra para a
A Estrad
criação de gado.
piciou a
Exploração do babaçu, de pequenos roçados, do comércio do sal (muito rendoso) e a faiscarão.
região S
Nas primeiras décadas do século XX teve início a migração europeia em Goiás.
A estrad
Densidade demográfica de Goiás das pop
DÉCADAS DE 1940 rios, des
A1tos índices de crescimento demográfico tanto urbano quanto rural.
E 1950
Com a
A PARTIR DEl 960 A relação urbano/rural foi se alterando com nítida redução da expansão rural.
1.' da estru
As áreas urbanas do Estado alcançaram supremacia quantitativa sobre a zona rural.
DÉCADA DE 1970 em mel
A urbanização crescente em fLmção do processo da modernização agropecuária.
da nova
O estado de Goiás enfrentou dois grandes problemas demográficos, o Êxodo rural e a
A comu
Imigração continuada.
1
Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica 127
o Estado de Goiás

Êxodo rural na década de 1980: A partir da adoção de formas capitalistas de pro-


sas nações indíge- dução na agricultura, elevou-se a valorização das terras, da apropriação fundiária
o. especulativa e ainda tendo em vista a legislação que instituiu direitos trabalhistas
para os antigos colonos, levando fazendeiros a preferir "expulsá-los" - por falta de
condições econômicas - do que obedecer às normas legais.
m Vila Boa e categoria
Imigração Continuada: A busca por novas oportunidades de vida nas regiões
Norte e Centro-Oeste do país, resultantes dos altos índices de desempregas e de
quém etc. setores de serviço com potencialidade de absorção dos imigrantes.
Dianópolis), Porto Real
4. ECONOMIA GOIANA: INDUSTRIALIZAÇÃO E INFRAESTRUTURA DE TRANSPOR-
TES E COMUNICAÇÃO

4.1. Transportes e Comunicação


tórios, emergiram
Há necessidade de compreender a importância que exercem os meios de transportes
do território brasi-
e as comunicações para a integração e desenvolvimento do mercado interno. Inicial-
mente, as ferrovias foram pioneiras em exercer a função de integração nacional.
lo governo Getúlio
o interior do Bra- De·vido às péssimas condições de transporte e comunicação, o estado de Goiás
e Vargas, a Marcha encontrava dificuldades para se tornar uma nova fronteira agrícola.
para os infortúnios Em virtude da localização do estado, o alto custo dos transportes elevava o valor
final dos bens e, ao mesmo tempo, reduzia a competitividade do produto goiano na
região Sudeste.

Somente em 1913, o estado de Goiás concebe o transporte "rápido" e "barato" para o


progresso social e econômico -300Km de estrada de ferro (visto como pouco significativo
para um estado com mais de 600.000 quilômetros quadrados).

No século XX, com a chegada dos automóveis, observa-se uma revolução nos trans-
os rigorosos sertões
portes. E em 1907, o primeiro automóvel chega em Goiás. Entretanto, somente em
, Mineiros, Caiapõnia,
1921 é inaugurado a primeira estrada de rodagem.
o mão de obra para a
A Estrada de Ferro Goiás, teve suas obras iniciadas em meados do século XX, e pro-
piciou ao estado de Goiás condições reais de escoamento da sua produção para a
faiscarão.
região Sudeste.
peia em Goiás.
A estrada de ferro desempenhou a função de transformar a vida econômica e social
das populações que viviam naqueles locais, pois, aos redores dos terminais ferroviá-
rios, desenvolveram-se vilas, vilarejos, acompanhados de um dinâmico comércio.
nto rural.
Com a construção de Brasília, é propiciado o interesse federal no desenvolvimento
a expansão rural.
1.' da estrutura rodoviária do Centro-Oeste. Ademais, emerge grandes investimentos
iva sobre a zona rural.
em melhorias e na construção de novas rodovias, visando atender às necessidades
zação agropecuária.
da nova capital do país
o Êxodo rural e a
A comunicação de Goiás é feita por rodovias, ferrovias e aerovias.

1
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Realidade Étnica, S

Pela ligação das ferrovias, Goiás está integrada aos estados de São Paulo e Minas 6.1. Vegetação
Gerais.
O cerrado está
Carência de estradas de rodagem no norte goiano. tilidade do solo, t
A navegação fluvial encontra-se em pequenas escalas, oriundas dos rios Tocantins e As árvores s
Araguaia. profundas.
O cerrado é div
5. AS REGIÕES GOIANAS E AS DESIGUALDADES REGIONAIS
Subsistema
A integração do território goiano estruturou-se pelas inquietações e variações dos ele-
mentos políticos, sociais, culturais e econômicos. Subsistema

A diversidade regional do Estado de Goiás é fruto da expansão de fronteiras que criaram Subsistema
novas estruturações no âmbito do território nacional. Subsistema
REGIONÀLIZAÇÃO DO EStADO l)E GOIA~ Subsistema
Pioneira na exploração de ouro, da estrada de ferro e das estradas de rodagem
SUL Subsistema
Mola propulsora das exportações

Pecuária e agricultura predominantes na região Ambientes


Em 1970, acentuou-se o processo de modernização da agricultura. Além disso, atri-
bui as características de maior região exportadora de produtos agrícolas do Estado
de Goiás
Lob
SUD0ESTE Alta concentração fundiária e de agroindústrias
Ma
Concentração de centros urbanos.
Peq
Conflitos sociais
Pla
No comando da economia

SUDESTE Polo minero-metalúrgico, ancora da economia


Na porção
Abriga aproximadamente 140.000 pessoas, em uma área de 38.786,36 km2. Trata- espécies co
NORDESTE
-se da região que exibe os menores indicadores sociais e econômicos do Estado.
randá e a c
NORTE Região é impulsionada pela produção mineral
O rio Aragu
OESTE Potenciar a ser explorado
por exemp
ENTORNO DE
BRASÍLIA
Vocação para agropecuária, indústria e turismo rados dese
pau-de-san
CENTRO-GOIANO A força dos polos produtivos

REGIÃO Além do biorn


Desenvolvimento com qualidade de vida
METROPOLITANA grosso goiano e v
de outras cidades
6. A~PECTOS FÍSICOS DO TERRITÓRIO GOIANO: VEGETAÇÃO, HIDROGRAFIA, CLI-
MA E RELEVO 6.2 Hidrografi

O estado de Goiás está localizado na região centro-oeste do Brasil. É o estado mais A rede hidrog
populoso dessa região. Faz limites com: Tocantins (Norte); Minas Gerais (Sul e Leste); Mato Tocantins e a Bac
Grosso (Oeste); Bahia (Nordeste); Mato Grosso do Sul (Sudoeste) e o Distrito Federal.
A capital do estado de Goiás é Goiânia. • Pa

,_,l'LN .i-"••t':>•-1"""""""'"~""1"" '~·~----..... •~::r0.--=1<<>. ' '"'-

' .;.;t·~.1Íi.'1'!Jif
stado de Goiás Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica ____ J_1~

Paulo e Minas 6.1. Vegetação


O cerrado está presente na maior parte do território do estado de Goiás. Devido a fer-
tilidade do solo, tem-se um direcionamento para a agricultura.
rios Tocantins e As árvores são baixas com troncos retorcidos, folhas e cascas grossas, além de raízes
profundas.
1
O cerrado é dividido em subsistemas e variações no biorna:
Subsistema do cerrado comum,
riações dos ele-
Subsistema cerrado,

ras que criaram Subsistema de cerradão,


Subsistema de matas,
Subsistema de campo
s de rodagem
Subsistema de veredas
Ambientes alagadiços
a. Além disso, atri-
grícolas do Estado :· • Exemplos de árvores do Cerrado. '
Lobeira,
Mangabeira,
Pequizeiro
Plantas medicinais, tais como a caroba e a quineira.

Na porção centro-norte do estado, encontra-se a principal mancha florestal. Abriga


786,36 km2. Trata- espécies como o jatobá, a palmeira guariroba, a copaíba ou óleo vermelho, o jaca-
micos do Estado.
randá e a canela.
O rio Araguaia passa por transição entre cerrado e cerradão, onde ocorrem espécies,
por exemplo: angico, aroeira, sucupira-vermelha. Em áreas que predominam os cer-
rados desenvolve-se: lixeira, lobeira, pau-terra, pequi, pau-de-colher-de-vaqueiro,
pau-de-santo, barbatimão, quineira-branca e mangabeira.
Além do biorna cerrado, há uma restrita área de floresta tropical, que abrange o mato
grosso goiano e vestígios de floresta atlântica nas proximidades de Goiânia, Anápolis, além
de outras cidades do sul de Goiás.
OGRAFIA, CLI-
6.2 Hidrografia

É o estado mais A rede hidrográfica goiana é formada pelas Bacia do rio Paraná, a Bacia do Araguaia -
l e Leste); Mato Tocantins e a Bacia do São Francisco.
o Federal.
• Paranaíba, Aporé, Araguaia, São Marcos, Corumbá, Claro, Paraná e Maranhão.

\
,.."' '.

Realidade Étnic

S.:IM Hldrogrtftc81, prlnclpml• rios e i.go.


Hydn>gntphlc S.Ulns. mllln r/llflfs and l"""9
GOIÁS, 2006

.. \
1
r
r
•'

Fonte: http://pt.allm

•São Francisco 6.4. Relevo

O estado de
posições rocho

Está loca
planalto

Nas regi
taca-se a

O pico do

Planalto'Cristal

Planalto sedime
Bacio cio Rio São Ff'ClnClsco da bacia do me
Bacio cio Rio TocantlRs Norte
Bacio cio Rio Araguaia Planalto sedime
Bacio cio Rio Paranaiba do São Francis
Planalto sedime
da bacia do Par
6.3. Clima
Planície sedime
O clima predominante no estado é o tropical semiúmido do médio Aragu

Na estação de chuva, período de outubro a abril, as temperaturas são altas,


principalmente nas regiões oeste e norte. 7. ASPECTOS
O CORONE
Na estação seca, período de maio a setembro, as temperaturas podem chegar
1930, A AD
a 4 graus.Com isso, o verão constitui um período úmido e no inverno um período
seco. 7 .1. Independ
A temperatura média anual do Estado pode variar em 18° e 26°C, com amplitude tér- A Independ
mica significativa, variando de acordo com o regime dominante do Planalto Central. para Goiás. Op
Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica

Goiás : precipitação (mm)


400
350
300
250
200
1 150
r 100
50
o
r
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.,
e:
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Ql ..<; '5 >
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l1... <(
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Fonte: http://pt.allmetsat.com/clima/brasil

São Francisco 6.4. Relevo

O estado de Goiás apresenta um revelo heterogêneo, com distintas formas e com-


posições rochosas.

Está localizado no Planalto central brasileiro, entre chapadas, depressões, vales e


planaltos.

Nas regiões sul e leste do estado são encontradas as maiores altitudes, no qual des-
taca-se a Chapada dos veadeiros.

O pico do Pouso Alto é o ponto mais elevado do estado, com 1784 metros de altitude

: ·. ·UNIDADESDERELEVô .:, .' . .

Planalto'Cristalino Maiores altitudes na porção sudeste (Goiânia, Anápolis e proximidade do Distrito


Federal) chegando aos 1.380m na Serra dos Pirineus
Planalto sedimentar
Conjunto de chapadas cujas altitudes médias atingem 600m.
Ff'ClnClsco da bacia do meio
Norte Divisa com o estado do Maranhão
ntlRs
uaia Planalto sedimentar Situado na divisa com a Bahia e Minas Gerais apresentando altitude média de
naiba do São Francisco 800m.
Planalto sedimentar Porção sudoeste do estado com altitudes variáveis de mil metros, decrescendo
da bacia do Paraná para SOOm na Serra do Caparaó, fronteira sul de Goiás com Mato Grosso do Sul
Planície sedimentar
do médio Araguaia Frequentes inundações, localizada entre Goiás e Mato Grosso em sua porção oeste.

raturas são altas,


7. ASPECTOS DA HISTÓRIA POlÍTICA DE GOIAS: A INDEPEND~NCIA EM GOIAS,
O CORONELISMO NA REPÚBLICA VELHA, AS OLIGARQUIAS, A REVOLUÇÃO DE
ras podem chegar
1930, A ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA DE 1930 ATÉ OS DIAS ATUAIS
nverno um período
7 .1. Independência em Goiás
com amplitude tér- A Independência do Brasil 1822, não trouxe transformações sociais e econômicas
do Planalto Central. para Goiás. Operou-se teoricamente a descolonização.
1m· Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Realidade Étnica

A Capitania de Goiás foi elevada à categoria de província.

Pequenas mudanças ocorreram apenas de ordem política e administrativa. MANIPULAÇÃO


IDEOLÓGICA
Grupos oligárquicos se destacaram durante o período imperial e permaneceram
no poder até as primeiras décadas do século XX, com.o os Bulhões, os Fleury e INTIMIDAÇÃO

os Caiado

A separação do norte com o sul do estado de Goiás (Movimento separatista do


Norte de Goiás), foi provocada pela falta de assistência governamental, principal- Multiplicavam-se p
Minas Gerais
mente pela insatisfação do norte.
Apoiadas pelo gov
Os empregados públicos eram os mais descontentes com a situação. A receita não boa bancada no Co
saldava suas despesas. Sistema de "troca d

Entre as principais causas e descontentamentos da população goiana, estavam: Partidos representa


Republicano Feder
Crise política no território brasileiro com a volta de D. João VI para Portugal
As disputa
ln satisfação de elementos ligados a administração, ao exército, ao clero e a algumas
famílias ricas e poderosas, com a administração da colônia. Elites Do

A conjuntura da administração colonial liderava os descontentamentos da população. Os Bulhões c


quia foi José Leo
Com a Independência do Brasil 1822, as transformações sociais e econômicas para
Almeida, os Bulh
Goiás não tiveram efeito. Operou-se teoricamente a descolonização. No dia 16 de dezem-
bro, fez-se juramento solene à aclamação do Imperador Constitucional do Brasil D. Pedro 1. A "Revolu
Antônio R
7.2. O coronelismo na República Velha e as oligarquias Sabe-se q
O período republicano no Brasil - final do século XIX e começo do século XX - vigorou nistrativo
um sistema conhecido como coronelismo. forma de
meio para
Nome que representava a política controlada pelos coronéis {ricos fazendeiros).
Com a un
Com o fim do império, a instalação da República Federativa do Brasil consolidou a -Jayme-A
implantação dos coronéis na política. à particip
A partir da República federalista, os estados tornavam-se "independentes" políticos, Portanto, crio
diferentemente da situação do antigo controle do império. coronéis, e não
Fim do controle do imperador sobre as províncias com a república federativa A partir d
As províncias (atualmente estados) dependiam delas próprias para escolherem seus popularm
própríos representantes o movime
_,,., : . . CORONELISMó ',
.. .
~',,. ····: ' .:~ '.:· ..;:"',''· •.
* Esquemas para a ascensão ao poder estadual
7.3. A revoluç

80 por cento da população viviam no campo, sendo os grandes latifundiários e os


coronéis Fase de real pros
CURRAL ELEITORAL
Criação de círculos eleitorais, envolvendo os seus subordinados. O chefe do gove
A precariedade do sistema eleitora brasileiro favorecia o controle dos coronéis no Em dezembro d
poder Anápolis, que iri
Estado de Goiás Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Politica e cw .. ~ .. ··--

strativa. MANIPULAÇÃO O sistema de favores, no qual o coronel era visto como um "padrinho" ou 'bem-fei-
IDEOLÓGICA tor" pelos subordinados.
permaneceram
Recorriam ao uso de violência em caso de intimidação ou conflitos entre oligar-
ões, os Fleury e INTIMIDAÇÃO
quias rivais.

OLIGARQUIAS 1
o separatista do
ental, principal- Multiplicavam-se pela Brasil, principalmente em regiões como o Centro-Oeste e Nordeste, incluindo também
Minas Gerais
Apoiadas pelo governo federal, ao fato que, havia interessante para o presidente da República contar com um
o. A receita não boa bancada no Congresso
Sistema de "troca de favores"

estavam: Partidos representativos em Goiás até o início do século 20: PRG (Partido Republicano de Goiás), PRF (Partido
Republicano Federal) e PD (Partido Democrata).
Portugal
As disputas entre oligarquias eram constantes.
lero e a algumas
Elites Dominantes - Bulhões e Jardim Caiado

os da população. Os Bulhões consolidaram seu domínio na política de Goiás. O grande líder desta oligar-
quia foi José Leopoldo. Em 1904, com o fracionamento do grupo, e liderança de Xavier de
conômicas para
Almeida, os Bulhões são afastados do poder.
dia 16 de dezem-
Brasil D. Pedro 1. A "Revolução de 1909" legitima a ascensão dos Caiado, tendo à frente do grupo
Antônio Ramos Caiado.

Sabe-se que a Revolução de 1909 representou apenas reviravolta do poderio admi-


ulo XX - vigorou nistrativo. Nada afetou na situação das classes populares. Ademais, não foi uma
forma de protesto contra a administração do grupo de Xavier de Almeida, e sím um
meio para substituí-la.
os fazendeiros).
Com a união de poderosas oligarquias (conjuntura Bulhões-Caiado-Jardim-Fleury-
asil consolidou a -Jayme-Abrantes), criou-se uma situação política em Goiás totalmente desfavorável
à participação popular.
entes" políticos, Portanto, criou-se mandatos administrativos que seguiam os rumos traçados pelos
coronéis, e não a vontade da população.
ederativa A partir de 1912, a elite dominante na política goiana, vai ser a dos Jardim-Caiado,
escolherem seus popularmente conhecida como Caiadismo. Somente foi afastado do poder quando
o movimento renovador de 1930 tornou-se vitorioso.

..;:"',''· •.
7.3. A revolução de 1930

latifundiários e os REVO~UÇÃO DE.1930

Fase de real prosperidade para o estado


. O chefe do governo, Pedro Ludovico Teixeira, escolheu coma meta a mudanças da capital do estado
le dos coronéis no Em dezembro de 1932 foi decretada a mudança de sede do governo para um local próximo da cidade de
Anápolis, que iria receber em breve a Estrada de Ferro de Goias.

~~---~".,.,.,.,,. ______
......,. ~~---~------
..
· ·,,· •,1

134 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Reali~_a~_:_Étni
-~- -~--

1
.
'.·,.··,.,····
· Ri:v0,i.'.tiçA<HIE·i9~o .X
Não foi uma revolução popular, nem de cunho voltado para objetivos sociais. Tais áreas loca
Revolução importada em Goiás. O apoio do estado na revolução foi por parte da classe dominante descontente. e Rubiataba, s
Feita por grupos heterogêneos da classe dominante descontente (Minas Rio Grande do Sul), de militares
Tribos mais im
(Grupos tenentista) e das classes médias, sem uma ideologia determinada 1
No período da
A participação efetiva de Goiás na revolução limitou-se a ação pessoal dd Dr. Pedro Ludovico. Ao explodir
a revolução a 4 de Outubro de 1930, reuniu um grupo de 120 Voluntários no Triângulo Mineiro, com que
1
intentou invadir a região do Sudoeste de Goiás.
1 8.3. A escra

i
Em 1736, o
7.4. A administração política de 1930 até os dias atuais Com mais de
Um dos primeiros atos políticos de Pedro Ludovico, nomeado por Getúlio Vargas, foi Sofriam
executar a política de transferência da capital da cidade de Goiás (aproximadamente ves do
200 anos como capital) para Goiânia, em 1933.
Ao mo
Cria-se um envolvimento do governo a partir da construção de Goiânia, e intensifi- des e c
ca-se na década de 50, com a criação do Banco do Estado e a CELG.
A escra
A tributação per capita multiplicou-se por mais de seis, durante os quatro últimos
anos. Governo Mauro Borges levou a cabo a Reforma Administrativa. Essa reforma
criava associado ao corpo administrativo do Estado, serviços estatais autônomos e
Entre 1750e1
paraestatais.
Os serviços paraestatais são constituídos pelas empresas públicas e sociedades de
economia mista, nas quais o governo é acionista majoritário 1804

Outro empreendimento importante que nasceu do governo de Mauro Borges foi a


tentativa de reforma agrária. Quand
começ
baixos
8. ASPECTOS DA HISTÓRIA SOCIAL DE GOIÁS: O POVOAMENTO BRANCO, OS GRU-
POS IND(GENAS, A ESCRAVIDÃO E CULTURA NEGRA, OS MOVIMENTOS SOCIAIS Portan
NO CAMPO E A CULTURA POPULAR aos sen
8.1. O povoamento branco 8.4. Os mov
Com a decadência da mineração, os brancos que já ocupavam a minoria da população, A expansã
tornavam-se cada vez mais escassos no território goiano. de 1940, teve
Migração para outras regiões provocadas pela decadência da mineração iniciava o seu
Em 1804, os brancos constituíam pouco menos de 14% da população. Os ano
trabalh
Mesmo entre os brancos a pobreza era geral, tornando-se raro o número de minei-
ros que em goiás tinham 12 escravos. Entretanto, ser branco continuava ser uma Em Go
honra e um privilégio.
Conflitos pel
8.2. Os grupos Indígenas Impactos na
O moviment
GRUPOS INDIGENAS
Para abrigar
Ultrapassa 1O mil habitantes aceleração d
Quatro áreas indígenas existentes no estado novos empre
o Estado de Goiás Reali~_a~_:_Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica
-~- -~---~------- ---· ----~---------------------- --·-··-- · - - - · - - - - - - - --~------
f-l-3s].

Tais áreas localizam-se nos seguintes municípios: Aruanã, Cavalcante, Colinas do Sul, Minaçu, Nova América
minante descontente. e Rubiataba, sendo que a maioria da população considerada parda, possui ancestrais indígenas
do Sul), de militares
Tribos mais importantes no estado de Goiás: Caiapó, Xavante, Goiá, Crixá, Araés, Xerente, Carajá Acroa.
0

No período da mineração a relação entre índios e mineiros foram conflituosas e de mútuo extermíni 0
udovico. Ao explodir
ulo Mineiro, com que
1
1 8.3. A escravidão e cultura negra

i
Em 1736, os escravos·correspondiam mais da metade da população do território goiano.
Com mais de 1O mil escravos, em uma população total de 20 mil habitantes.
Getúlio Vargas, foi Sofriam com os males do garimpo: trabalho esgotador, má alimentação, as gra-
aproximadamente ves doenças.
Ao modo que também sofriam com os males da falta de liberdade: arbitrarieda-
Goiânia, e intensifi- des e castigos.
G.
A escravidão negra sustentou a exploração do ouro em Goiás
os quatro últimos
-· . DATAS RELEVANTES' •··' . ·'./'·,·-1:',•. ;j ';
tiva. Essa reforma
A partir da decadência da mineração os impacto são representados na diminuição
atais autônomos e
Entre 1750e18,04 da população.
Emigração de brancos e livres para outros territórios.
s e sociedades de O censo deu 50 mil habitantes para Goiás
1804 Diminuição em 20% do número de escravos
Aumento do número de livres ou "forros"
Mauro Borges foi a
Quando a escravidão deixou de ser a base da produção e o preço do escravo
começou a ficar muito caro, os trabalhadores perceberam a necessidade de pagar
baixos preços aos trabalhadores seria lucrativo.
RANCO, OS GRU-
MENTOS SOCIAIS Portanto, torna-se perceptível o início de uma preocupação e reflexão associadas
aos sentimentos humanitários de libertação do negro.

8.4. Os movimentos sociais no campo


oria da população, A expansão das fronteiras agrícolas, resultantes da "marcha para o Oeste", na década
de 1940, teve o intuito de atender as demandas de produtos primários, para a região que
neração iniciava o seu processo de industrialização, a região Sudeste.
ação. Os anos 1950 e 1960 representam, em todo o Brasil, a participação e entrada dos
trabalhadores rurais, nas lutas sociais no campo.
número de minei-
ontinuava ser uma Em Goiás, as lutas'sociais no campo foram evidenciadas pelos camponeses.

Conflitos pela posse de terra


Impactos na expansão do capitalismo
O movimento do capital na agricultura acarretou mudanças QO território
Para abrigar a capital federal - Brasília - emergiu profundas alterações económicas e políticas para o estado:
aceleração do ritmo migratório; ocupação de novas terras; abertura de estradas; expansão do mercado;
novos empregos
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Realidade Étnica,

No final da década de 1940, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), por meio das Ligas Além disso, o
Camponesas, articulou os trabalhadores rurais para lutar a favor da baixa do arrendo. português, como

Conforme a intensificação dos conflitos p~la posse de terras, em 1960, consolida a Broas
disputa pela hegemonia e organização dos trabalhadores rurais. Entre: Biscoitos f
- Igreja Católica Pão de qu

- PCB Biscoito d

- Outras organizações da sociedade civil Bolo de ar

Estado Cuscuz

Nos anos 1962 e 1963, as principais forças sociais presentes naquela conjuntura polí- As sobremesa
tica procuraram traçar plataformas políticas e orientar a organização sindical dos como o caju, ma
trabalhadores rurais. Portanto, surge um movimento sindical rural com certa expres-
sividade na frente das lutas sociais em Goiás.
PROCISSÃO DO
A região centro-norte apresentou, nos anos 1964-1965, a maior taxa de intervenção sin- FOGARÉU
dical em todo o Brasil, e Goiás foi considerado o lócus de maior conflito político sindical.

Os posseiros representavam os maiores atores da luta camponesa no território. FESTA DO DIVIN


PAI ETERNO DE
De outro lado, os partidos políticos e outras instituições da sociedade civil disputam TRINDADE
pela hegemonia na organização dos trabalhadores rurais.

No período 1954-1964, houve encaminhamentos da reinvindicações dos trabalhado- ROMARIA DO


MUQUÉM:
res rurais mediante a associação de lavradores e sindicais rurais. E os agentes políticos na
frente do processo, eram o PCB e a Igreja católica.
CONGADA
8.5. Cultura Popular
A cozinha goiana está diretamente influenciada pela cozinha mineira e baiana. Ao fato
que, a formação populacional encontra-se aos limites geográficos de tais regiões. FOLIA

O pequi, por exemplo, nas antigas vilas de Meia Ponte (hoje Pirenópolis), e Vila Boa, ainda
no início do século XVIII, começou a ser utilizado na culinária de Goiás. E atualmente, o fruto f
pode ser degustado de diferentes formas: no arroz, cozido, no frango, com peixe, etc. l
1
Entre as iguarias pode-se citar como pratos típicos: 1
i' CAVALHADAS
Arroz com pequi; 1·
1
Arroz com guariroba;
l
Empadão goiano;

Pamonha;
i! CONGADA

CATIRA
Galinhada;
1
Peixe na telha;

L
Goiás, an
Carne com quiabo. dade, em
stado de Goiás Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica

meio das Ligas Além disso, observa-se que o café da manhã reproduz o cenário do período colonial
ixa do arrendo. português, como:

60, consolida a Broas


e: Biscoitos fritos
Pão de queijo
Biscoito de queijo

Bolo de arroz
Cuscuz

onjuntura polí- As sobremesas seguem a tradição de doces feitos à base de leite, coco e frutas típicas
ão sindical dos como o caju, mangaba, jenipapo, manga, jaca, que também fazem as bases dos sucos.
m certa expres-
FESTAS RELIGIOSAS
Evento que simula a perseguição dos farricocos a Jesus Cristo. A procissão acon-
PROCISSÃO DO
ntervenção sin- tece nas ruas da Cidade de Goiás, sempre na quarta-feira da Semana Santa, e tem
FOGARÉU
o envolvimento direto da população local.
político sindical.
Nos dias de hoje, a festa, religiosa e profana ao mesmo tempo, reúne milhares de
o território. FESTA DO DIVINO pessoas. Nessas épocas, a Rodovia dos Romeiros, que liga a cidade a Goiânia, com
PAI ETERNO DE 18 km, é percorrida a pé por centenas de pagadores de promessa e tem uma via
e civil disputam TRINDADE sacra, com todas as estações, pintadas em grandes painéis de alvenaria pelo artista
Omar Souto.
Festa religiosa-profana, homenageia Nossa Senhora da Abadia do Muquém.
os trabalhado- ROMARIA DO
Reúne milhares de pessoas de todo o nordeste goiano e ainda dos Estados do
MUQUÉM:
es políticos na Tocantins e da Bahia.
Realizada em várias localidades goianas, é uma homenagem à padroeira dos
negros, Nossa Senhora do Rosário, sendo celebrada em 13 de outubro. A principal
CONGADA
congada de Goiás é a de Catalão, que reúne vários grupos de cantadores, dança-
dores e tocadores, vestido a rigor e com roupas bastante coloridas
baiana. Ao fato As principais são a Folia de Reis, a Folia do Divino e a Folia de São Sebastião. O
giões. evento consiste na andança de um grupo de cantadores e rezadores, que munidos
FOLIA
de instrumentos de corda e percussão e ainda de sanfona, realizam rezas, cantorias
Vila Boa, ainda e danças, como a catira, em uma sequência de casas pré-selecionadas

lmente, o fruto f
eixe, etc. l DANÇAS.··
1
Realizada no chamado Ciclo do Divino Espírito Santo e de origem medieval, foi
1 introduzida pelos portugueses. Duas equipes de cavaleiros, vestidos a rigor, uma
i' CAVALHADAS
azul e outra vermelha, simulam uma guerra entre mouros e cristãos. O palco nor-

malmente é o gramado de um estádio de futebol.
1
Introduzida por negros, é marcante em todo o interior brasileiro e está ligada às

i! CONGADA

CATIRA
festas do Divino e de Nossa Senhora do Rosário. Dois grupos de homens, vestidos
normalmente de vermelho ou azul simulam uma batalha, cantando e dançando,
enquanto instrumentistas tocam viola e percussão.
Essa dança é feita em duas fileiras, uma de frente para a outra, em que todos sal-
tam, batem palmas e batem o pé no chão estabelecendo um ritmo.
1

L
Goiás, antiga capital do estado ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humani-
dade, em 27 de junho de 2001.
138 Realidade Étni

De duplas sertanejas atuais, que fazem sucesso em todo o País até a música clássica mudar da capi
e regional, em que sobressaem valores como Ely (amargo, Honorina Barra e a musi- para 2.362 em
cista Belskiss Carneiro de Mendonça. transeuntes s

Em setemb
9. ATUALIDADES ECONÔMICAS, POLÍTICAS E SOCIAIS DO BRAS~L, ESPECIALMEN- Social de Quiri
TE DO ESTADO DE GOIÁS
O radialista
Estimativa publicada em agosto de 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-
o candidato à
tística (IBGE) apontou que Goiás tem 6.695 milhões de habitantes, com taxa de cres-
válidos. De ac
cimento de 1,28% entre 2015 e 2016. Em 2010, a população de Goiás era de 6.003.788
candidato a ve
milhões de habitantes. Com 1.448.639 cidadãos, Goiânia segue como o município mais
populoso do Estado. Aparecida de Goiânia também continua como a segunda cidade Durante as
com mais habitantes, a estimativa do IBGE é que sejam 532.135 cidadãos. Gomes, foi ass
morto a tiros p
Área de plantação de sorgo em Goiás é 13% menor que a safra de 2015. O grão é
de uma carrea
uma importante alternativa para a ração animal, principalmente com a seca que afetou a ltumbiara, com
produção de milho. E com produção em baixa, preço sobe.

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) manteve duas


condenações impostas ao vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 28 anos, apon-
tado como serial killer de Goiânia. No total, Tiago Henrique foi condenado, até o dia 17
de novembro de 2016, por 20 homicídios. Preso desde outubro de 2014, em Aparecida de
Goiânia, na Região Metropolitana da capital, ele já cumpre pena por roubo e porte ilegal de
arma e responde por mais de 30 mortes. Ele foi absolvido em apenas um processo.

As empresas de telefonia lideram o ranking de reclamações feitas por consumidores à


Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor em Goiás (Procon-GO).

A crise econômica enfrentada pelo país afeta os investimentos em Goiás. A projeção de


aplicações para 2016 feita em 2015 era de quase R$ 3,4 bilhões, segundo dados do Portal
da Transparência. No entanto, o valor empenhado (compromissos assumidos) de janeiro
até agosto de 2016 foi de R$ 826 milhões, ou seja, 24% do total.

Na contramão da crise, o estado de Goiás é o que mais abriu vagas de trabalho em todo
0 Brasil. As 14 mil oportunidades estão distribuídas entre o campo, a indústria e o turismo.

Em agosto de 2016, a polícia levou para depor, a presidente da Câmara Legislativa e


mais quatro deputados do Distrito Federal. Todos suspeitos de exigir propina para liberar o
pagamento de gastos com UTls.

Dados divulgados em novembro de 2016 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública


(FBSP) mostrou que Goiás é o estado com o maior índice proporcional de furtos e rou-
bos de carros em todo o país. De acordo com a pesquisa, essa taxa é de 798 crimes para
cada 100 mil veículos, à frente do Rio de Janeiro (775,8) e São Paulo (717).

A quantidade de pessoas assassinadas em Goiás aumentou quase 34% de 2011 para


2015, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO). Nesse mesmo
período, também houve aumento de roubos a residências e a população em geral. A
violência assusta principalmente os moradores de Goiânia, tanto que alguns pensam em se
Realidade Étnica, Social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica 139

a música clássica mudar da capital. Os roubos a residências registrados no estado passaram de 901 em 2011
a Barra e a musi- para 2.362 em 2015, ou seja, 162% a mais, segundo a secretaria. O número de roubos a
transeuntes subiu 122%, passando de 14.384 em 2011 para 31.983 em 2015.

Em setembro de 2016, uma rebelião deixou 1O presos feriados no Centro de lr;iserção


ESPECIALMEN- Social de Quirinópolis, região sul de Goiás. '

O radialista Jorge Kajuru (PRP) foi eleito vereador de Goiânia com 37.796 votos. Ele foi
Geografia e Esta-
o candidato à Câmara goianense mais votado na eleição de 2016 com 5,65% dos votos
om taxa de cres-
válidos. De acordo com o banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kajuru é o
era de 6.003.788
candidato a vereador que obteve maior número de votos nos últimos 20 anos na capital.
município mais
segunda cidade Durante as campanhas eleitorais de 2016, o candidato à prefeitura pelo PTB, José
Gomes, foi assassinado a tiros junto com outras duas pessoas. José Gomes da Rocha foi
morto a tiros por Gilberto Ferreira do Amaral, funcionário da prefeitura, quando participava
2015. O grão é
de uma carreata. O seu substituto, José Antônio (PTB), venceu as eleições para prefeito de
eca que afetou a ltumbiara, com mais de 67% dos votos.

O) manteve duas
e 28 anos, apon-
ado, até o dia 17
em Aparecida de
e porte ilegal de
processo.

consumidores à
con-GO).

ás. A projeção de
dados do Portal
midos) de janeiro

rabalho em todo
stria e o turismo.

ara Legislativa e
na para liberar o

egurança Pública
de furtos e rou-
798 crimes para

% de 2011 para
O). Nesse mesmo
ção em geral. A
ns pensam em se
CRIMINOLOGIA
\. Fábio Rocha Caliari
CONTEÚDO P
disciplinaridad
criminologia. 2
3.1. Teorias soc
ção primária. 3

1. CRIMINOL
A Criminolo
do Crime, é a c
cias sociais, os
conduta crimin
A criminolo
teve como pat
e nessa perspe

1.1. Conceito
A palavra C
cada por Garof
Deve-se res
cias contribuem
biologia, a soci
para delimitare
pria consolidaç
A interdisci
ou seja, o diálo
do conhecimen
pois todas (bio
Criminologia

CONTEÚDO PROGRAMATJCO (EDITAL): 1. Criminologia. 1.1. Conceito. 1.2. Métodos: empirismo e inter-
disciplinaridade. 1.3. Objetos da criminologia: delito, delinquente, vítima, controle social. 2. Funções da
criminologia. 2.1 Criminologia e política criminal. 2.2. Direito penal. 3. Modelos teóricos da criminologia.
3.1. Teorias sociológicas. 3.2. Prevenção da infração penal no Estado democrático de direito. 3.3. Preven-
ção primária. 3.4. Prevenção secundária. 3.5. Prevenção terciária. 3.6. Modelos de reação ao crime.

1. CRIMINOLOGIA
A Criminologia (do latim crimino - crime, e do grego logos - estudo) significa o estudo
do Crime, é a ciência que estuda o crime, o criminoso e a vítima, além das circunstân-
cias sociais, os fatores físicos, psicológicos, que levaram o criminoso ao cometimento da
conduta criminosa. Também cuida das instâncias de controle social.
A criminologia foi fortemente influenciada pela sociologia no final do século XIX, e
teve como patronos Alexandre Lacassagne, Émile Durkheim e Jean-Gabriel de Tarde,
e nessa perspectiva, o crime é um fato social, no qual abrange e envolve toda a sociedade.

1.1. Conceito de criminologia


A palavra Criminologia foi utilizada pela primeira vez em 1883 por Paul Topinard e apli-
cada por Garofalo, no mencionado livro Criminologia de 1885.
Deve-se ressaltar que a Criminologia é um campo multidisciplinar, donde outras ciên-
cias contribuem, influenciam e estão presentes em seu conteúdo de estudo, e dentre elas, a
biologia, a sociologia, a psicologia, a antropologia e o direito, todas de grande importância
para delimitarem os contornos da criminologia. Tal interdisciplinaridade decorre da pró-
pria consolidação histórica da Criminologia.
A interdisciplinaridade decorre de uma necessidade de articulação dos conhecimentos,
ou seja, o diálogo entre as disciplinas, com troca de informações essenciais para a melhoria
do conhecimento. Outro ponto importante é que não existe hierarquia entre as ciências,
pois todas (biologia, psicologia, sociologia, e outras) têm a mesma importância científica.
Direito

Biologia Medicina
Criminal Legal

Psicologia Sociologia
Criminal Criminal
Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Criminologia
--~-------

Três são os
1.2. Métodos da criminologia: empirismo e interdisciplinaridade
de ouro da
Metodologia significa reunir os elementos teóricos, ou ainda, instrumento para com-
da vinganç
preender o homem e a sociedade. Na Criminologia o método é a observação e a indução,
justiça tinha
juízos empíricos dos fenômenos sociais e da realidade dos fatos. A Criminologia per- a composiçã
tence a ciência do ser. De outro lado o direito é ciência do dever ser, cultural, utilizando- do indivídu
-se do método abstrato, formal e dedutivo. O direito usa a interpretação da norma para
ela~orar a construção científica. Assim, enquanto o direito parte da interpretação do fato o conglome
através da norma, a Criminologia procura antes conhecer o fato, entrando no mundo real, O segundo
e, portanto, evolutiva e flexível em relação ao direito. reação ao fa
pode ser ju
1.3. Objeto da criminologia: delito, delinquente, vítima, controle social vítima justi
-dever de m
O objeto da Criminologia passou por transformações ao longo da história. Inicialmente,
ainda o foco era o delinquente, em seguida, já na Escola Positiva o objeto passa a estudar garantir a s
nada pela c
a vítima e a reação social. Na atualidade a Criminologia possui como objeto de estudo e
análise: o delito, o delinquente, a vítima e o controle social. Somente n
a) o delito maneira m

O delito é um fenõmeno social com múltiplas facetas, que exige uma ampla abor- por Adolf H
dagem juntamente com demais ramos do direito. Para o direito penal o crime ou A vítima ta
delito possui conceito jurídico próprio, podendo ser formal, material e analítico. De vítima: prim
outro lado, "para a criminologia, no entanto, o crime deve ser encarado como um
fenômeno comunitário e como um problema social" 1• A vitimizaç
nosa. Secu
A Criminologia, como ciência autônoma define o crime a partir de sua realidade, e
com suas
não das fórmulas abstratas utilizadas pelo direito penal. Assim, para a Criminologia
ciária com
o delito como problema social somente pode ser identificado como a presença dos
pria socied
seguintes requisitos: reiteração do fato na sociedade; lesão à vítima e à socie-
dade; persistência temporal; estudo das causas e eficácia de intervenção. d) o controle
b) o delinquente O Control
ue deter
A Criminologia também por objeto de estudo o criminoso, pois com a Escola Posi- q
tiva o foco de atenção passou a ser o delinquente, conforme já exposto anterior- de destina
mente. Outra Escola que deu destaque ao criminoso foi a Correcionalista, onde o res da co
delinquente era visto com alguém que necessitava de ajuda. Segundo
De fato, o criminoso "é um ser histórico, real, complexo e enigmático, e na maioria como um
das vezes um ser absolutamente normal, pode estar sujeito às influências do meio e promover
não aos determinismos"'.
Para a rea
e) a vítima e o contr
\
A vítima pode ser entendida como aquele indivíduo e a comunidade que sofrem escola at
,
as consequências do crime. A vítima foi praticamente desconsiderada nos últimos cido pelo
séculos pelo direito penal, mas na Criminologia seu papel foi resgatado. Público, P

1 SHECAIRA, Sérgio Salomão. Criminologia. 5. ed. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013. p. 44. GOMES e MOLI
2 SHECAIRA, Sérgio Salomão. Criminologia. 5. ed. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013. p. 48. Revista dos Trib

L ·- -.. -.·~---~-·~-~-
stado de Goiás Criminologia
--~----------- --------------- -------------- --

Três são os momentos do estudo da vítima nos estudos penais: primeiro idade ª
ório onde preponderou a fase
de ouro da vítima, considerando-a com pape1acess ,
ento para com- u vingança de sangue, onde a
da vingança privada, consistente na perd a d a paz o ·- .
ão e a indução, t t tela pena de tahao e finalmente
justiça tinha caráter privado, prevalecen d o a au 0 u ' . . . ão
minologia per- a composição. Nesta fase a reação à agressão devia ser a regra. A principio reaç ª
ral, utilizando- do indivíduo e depois, não só dele como de seu grupo, para, mais tarde passar para
da norma para
o conglomerado social. \
etação do fato
no mundo real, O segundo momento é a neutralização da vítima, que deixa de ter 0 pode; de
·d lo poder público Este penodo
reação ao fato criminoso que passa a ser assumi o pe ·.
pode ser justificado como tentativa de transformar a vítima em d~hnquented ou
0
al vítima justiceira. Com a maior organização do Estado, e este ass_ummdo po er-
-dever de manter a ordem social. A primeira finalidade reconhecida nesta fase er~
a. Inicialmente, . d !"cação da sanção penal, denom1-
passa a estudar garantir a segurança do soberano, por meio a ap 1 . . . . .
nada pela crueldade, desumanidade, características do d1re1to cnrnmal da epoca.
eto de estudo e
• 1 · a vítima com estudo feito de
Somente no terceiro momento e que se va onza •
maneira mais aprofundada, logo após a 2ª Guerra Mundial e massacre comandado

ma ampla abor- por Adolf Hitler.


nal o crime ou . _ . . d do verificar-se a existência da
A vítima também possui classif1caçao propna, po en
e analítico. De vítima: primária, secundária e terciária.
rado como um . ·d d"retamente pela conduta crimi-
A vitimização primária verifica-se quando at1ng1 a 1
· ·r
nosa. Secundária consiste na ocorrência de danos a v1 ima em r
azão do processo
.. . _ '
sua realidade, e . . · e de estupro E a v1t1m1zaçao ter-
com suas experiências traumat1cas, como no cnm · •. .
a Criminologia • da penalização da v1t1ma pela pro-
ciária compreende os abusos, maus-tratos, a1em
a presença dos
pria sociedade.
ima e à socie-
rvenção. d) o controle social
. d c nismos e sanções sociais
O Controle Social constitui-se em um coniunto e me a
ue determinam ao indivíduo um padrão de conduta, sendo, porta~to, uma forma
m a Escola Posi- q - 'ntonia com os valo-
posto anterior- de destinada a levar ao comportamento adequa d ore 1açao em si
nalista, onde o res da coletividade.
Segundo Luiz Flávio Gomes e García-Pablos de Molina, o controle social é entendido,
- · · ue pretendem
o, e na maioria como um "conjunto de instituições, estratégias e sançoes sociais q ,,,
. t do indivíduo aos modelos e normas .
ncias do meio e promover e garantir referido su b met1men o
. · . trole social informal
Para a realização deste objetivo existem dois sistemas. 0 con . . . f T
e o controle formal. O primeiro deles é constituído pela sociedade civil, ~mi ia,
de que sofrem escola atividade profissional, clubes de serviços etc. Já o controle formal_ e_ e~e_r-
, p 1· · E · cito Mm1steno
da nos últimos cido pelo poder do Estado, através de seus órgãos como o 1c1a, xer '
ado. Público, Poder Judiciário.

. . . 5 ed rev atual. ampl. São Paulo:


3. p. 44. GOMES e MOLINA, Luiz Flávio; Antonio García-Pablos de.Cnmmo /ogw, · : .,
3. p. 48. Revista dos Tribunais, 2006, p. 113.

L ·- -.. -.·~---~-·~-~-·....--..--<-------
[: _146-i
_::_j ________
Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás
------· --- - · - - - - - - - - -
Criminologia

Sociedade civil

Família
Controle social
informal
Escola

Atividade
profissional, etc.

Polícia. Exército
2. FUNÇÕES

Controle social Ministério Público Como a crim


formal uma ciência hu
empírica, mas
Poder Judiciário tar estes dados
delito. Assim a

O controle social informal atua ao longo da formação do indivíduo, transmitindo A função da


valores morais e éticos, sem a atuação do Estado. nal, visando int

O controle social formal entra em cena quando os controles sociais informais se Dessa forma
tornaram insuficientes, atuando de modo coercitivo e impondo sanções distintas minal, informa
daquelas do controle informal. e intervenção a

O controle social informal possui mais efetividade em ambientes reduzidos ou A criminolo


pequenos centros urbanos. Nestes casos o controle social informal é mais efetivo índices de crim
e o número da criminalidade é bem menor do que nos grandes centros. Contudo, valida e confiáv
"em épocas como a atual, em que se assiste ao aprofundamento das complexida- sociedade.
des sociais, e em que são enfraquecidos os laços comunitários, cada vez mais os
mecanismos informais de controle social tornam-se enfraquecidos ou até mesmo 2.1. Crimino
inoperantes"4 •
Sempre se
Além do controle formal e informal, o controle social pode ainda ser classifi- estuda o delin
cado em positivo e negativo, sendo positivo através de prêmios em incentivos, e prevenção e r
negativo com reprovações e sanções. E, por fim o controle social pode ser interno
A política c
(autodisciplina) e externo. O primeiro surge das regras sociais que o indivíduo
objeto o estud
aprende desde o seu surgimento. A o externo pode ser identificada nas multas
nadas ao crime
de trânsito quando aplicadas, e o caso mais grave é a aplicação da pena de prisão
utilizando med
pelo Estado. belece toda a o
ticas extrapena
os meios que d

4 SHE(AIRA, Sérgio Salomão. Criminologia. 5. ed. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013. p. 53-54. 5 LIMA JÚNIOR,
Estado de Goiás Criminologia 1
!147

O delito

O delinauente
Objeto da
Criminologia
A vítima

O controle social

2. FUNÇÕES DA CRIMINOLOGIA

Como a criminologia não se trata de uma ciência exata com informações absolutas, mas
uma ciência humana do ser, por meio de informações, observação e experiência, portanto,
empírica, mas com validade e confiabilidade sobre o delito, com a função de interpre-
tar estes dados e levá-los, em sintonia com realidade, a contribuir para a compreensão do
delito. Assim a Criminologia "busca conhecer, explicar e transformar a realidade"s.

duo, transmitindo A função da criminologia é fornecer ao poder público e a sociedade o problema crimi-
nal, visando intervir com eficáciél e de modo favorável.

ciais informais se Dessa forma, a finalidade da Criminologia é permitir a compreensão do fenômeno cri-
sanções distintas minal, informando a sociedade sobre o crime, o criminoso e a vítima, visando a prevenção
e intervenção adequada.

tes reduzidos ou A criminologia é a ciência adequada para diagnosticar e buscar soluções para os
mal é mais efetivo índices de criminalidade, e ao mesmo tempo oferecer aos Poderes Públicos informação
centros. Contudo, valida e confiável para sustentar a opção de política criminal adequada para determinada
o das complexida- sociedade.
cada vez mais os
os ou até mesmo 2.1. Criminologia e política criminal

Sempre se confunde criminologia e política criminal. É certo que enquanto a primeira


ainda ser classifi- estuda o delinquente e a criminalidade, a última se ocupa com o estudo dos meios de
s em incentivos, e prevenção e repressão do delito.
l pode ser interno
A política criminal é a atividade do Estado e também atividade científica que tem por
que o indivíduo
objeto o estudo da postura a ser adotada pelo Estado no que se refere ã atividades relacio-
icada nas multas
nadas ao crime. O Estado através da política criminal tem por fim prevenir a criminalidade,
da pena de prisão
utilizando medidas penas e extrapenais. Assim, "o Estado, através da Política Criminal, esta-
belece toda a orientação a seguir a fim de prevenir a criminalidade. Utiliza, para isso, polí-
ticas extrapenais, penais e dentro destas é imprescindível estabelecer quais são os fins e
os meios que devem empregar, quais são os fins e os meios que devem empregar, quais

2013. p. 53-54. 5 LIMA JÚNIOR, José César Naves de. Manual de Criminologia. Salvador/BA: JusPodivm, 2014, p. 30.
( ---·

148 Revisão Final· Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Criminologia

os comportamentos que se considera delitivos, quais são os fins que se pretende alcançar pequenos grupos
com as penas a serem estabelecidas, etc." 6
• funcionalista, tam
teoria do consenso
2.2. Direito Penal da anomia, e teori
onde se situam as
Ainda que cada uma possua interesses independentes e diversos sobre o delito e os
elemento~\ que o envolvem, mantendo seus respectivos modelos e óticas, a Criminologia, a
Política Criminal e o Direito Penal, apreciam o mesmo tema, o crime.

O Direito Penal, inicialmente, é ramificação da ciência jurídica, direcionada ao crime


com seu conteúdo exclusivamente normativo, cuja delimitação encontra-se contida nas
normas penais e suas tipificações, por esta razão é denominada dogmática penal.

A criminologia se ocupa dos aspectos fáticos do crime, analisando-o de modo empírico.


O estudo penal, ou ciência penal, se volta para fixação dos limites, interpretações e contor-
nos estritos da sistemática dos delitos, ou seja, a criação das leis penais e dos crimes, não se
esquecendo, porém, da persecução penal e dos resultados.
As teorias do
Vale observar que, em comparação, o Direito Penal manuseia a metodologia sistemá- são verificados q
tica e dedutiva para lidar com fatos criminais, tentando, pois, mediante normas, suprir a duos compartilha
ineficácia das demais instâncias, já a Criminologia, de outro lado, baseia-se no empirismo determinados va
em razão de que enfrenta o delito como fato social real. sociedade é um e
contribuir na ma
ELEMENTOS DA CRIMINOLOGIA, DO DIREITO PENAL E DA POlÍTICA CRIMINAL
membros. Neste
ELEMENTO CRIMINOLOGIA DIREITO PENAL POLITICA CRIMINAL tuições que divid
Ciência Empírica valorativa Normativa Política
As teorias do c
Éuma Ciência que estuda o Fonte de normas penais Atividade estatal
crime lidade, funciona
Observa o crime como Fato social Conduta ilegal transgressora Conduta a ser regulada
Esta teoria de
da norma penal
positivista das no
Resulta em Dados científicos Normas Ações concretas con-
tra a criminalidade essenciais e comu
Tem função de Fornecer teorias e dados Regular a conduta humana Instituir os meios e téc- daqueles valores,
analisados empiricamente restringindo-a aos padrões nicas para combater o
da reação social mediante a crime mediante o con-
imputação de pena trole da criminalidade

3. MODELOS TEÓRICOS DA CRIMINOLOGIA


A moderna sociologia parte de que não somente as degenerações apontadas por Lom-
broso !eram suficientes para explicar o fato criminoso, mas também as transformações
sociais que afetam os indivíduos desajustando-os.

A moderna sociologia analisa as teorias macrossociológica, sob os aspectos consen-


suais e do conflito, pois não é possível limitar-se apenas a uma visão do indivíduo ou de

6 BUSATO, Paulo César; HUAPAYA, Sandro Montes. Introdução ao Direito Penal - Fundamentos para um Sistema 7 SMANIO, Gianpa
Penal Democrático. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2. ed. 2007. p. 16. 2010. p.86.
Estado de Goiás Criminologia !149 \

etende alcançar pequenos grupos. Assim, o pensamento da criminologia possui duas visões. A primeira visão,
funcionalista, também conhecida como teoria da integração, ou, seu nome mais comum de
teoria do consenso, onde abrange a escola de Chicago, teoria da associação diferencial, teoria
da anomia, e teoria da subcultura do delinquente. A segunda, chamada de teoria do conflito,
onde se situam as teorias do labelling approach e teoria crítica ou radical.
re o delito e os
a Criminologia, a Teorias
macrossociológicas

onada ao crime
-se contida nas i l
penal. Teorias do Teorias do
consenso, conflito social
modo empírico. funcionalistas ou
ações e contor- da integração
s crimes, não se

As teorias do consenso compreendem que os objetivos de uma sociedade somente


dologia sistemá- são verificados quando ocorre o funcionamento adequado das instituições, e os indiví-
normas, suprir a duos compartilham e concordam com as regras de convívio. A sociedade se mantém com
e no empirismo determinados valores comuns, graças ao consenso de todos os seus membros, pois toda
sociedade é um estrutura de elementos integrada, todo elemento tem uma função para
contribuir na manutenção do sistema, e assim, é baseada em um consenso entre seus
MINAL
membros. Neste caso os sistemas sociais dependem da voluntariedade de pessoas e insti-
LITICA CRIMINAL tuições que dividem os mesmos valores.
ica
As teorias do consenso possuem os seguintes elementos sociais: perenidade, integra-
dade estatal
lidade, funcionalidade e estabilidade.
duta a ser regulada
Esta teoria deu origem a Criminologia do Consenso, cuja característica é "a aceitação
positivista das normas jurídico-criminais como um dado e destinadas à tutela de valores
es concretas con-
criminalidade essenciais e comuns a todos os membros da sociedade. O crime é visto como uma negação
tuir os meios e téc- daqueles valores, sendo uma ameaça ao equilíbrio e ao próprio funcionamento do sistema"'.
s para combater o
e mediante o con- Perenidade
da criminalidade

Integralidade
Teorias do
consenso
ntadas por Lom-
(elementos)
transformações Funcionalidade

spectos consen- Estabilidade


indivíduo ou de

tos para um Sistema 7 SMANIO, Gianpaolo Poggio; FABRETII, Humberto Barrionuevo. Introdução do Direito Penal. São Paulo: Atlas,
2010. p.86.

. ,.,

!-'~
..-· ·.

150 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Criminologia

Por sua vez, as teorias do conflito sustentam que as relações sociais são conflituosas,
com base na distribuição desigual de autoridade, e, portanto, necessita de força e coerção,
ignorando-se a existência de acordos em torno de valores de que depende o próprio esta-
belecimento da força.

Os postulados das teorias do conflito são: mudanças contíguas, cooperação e luta dJ


classes.

Segundo Sérgio Salomão Shecaira, Dahrendorf descreve as premissas das teorias do


conflito, e que toda sociedade está sujeita a processo de mudanças, e que toda sociedade
apresenta dissenso e conflito, e que todo indivíduo contribui para isto, e, por fim que toda
sociedade é baseada na coerção de alguns de seus membros por outros"".

Mudança contígua

Cooperação para
Teorias do conflito
dissolução
(elementos)

Luta de classes

A Criminologia do conflito enfatiza o modelo econômico como forma de distribuição a) Escola d


de criminalidade. O Direito Penal e Direito Processual Penal são fruto da classe detentora
Pertence
do poder para impor seus valores aos grupos conflitantes, o que historicamente se verifica
Universid
nas condutas típicas de classes inferiores.
mundo, e
aos inúm
3.1. Teorias sociológicas
favoráve
As teorias sociológicas da criminologia são divididas em: social.
a) Criminologia do consenso: Escola de Chicago, Teoria da associação diferencial, Teo- Através d
ria da anomia, Teoria da subcultura do delinquente. a escola
b) Criminologia do conflito: Labelling approach e Teoria crítica concentr
necessid
investim
tes. Tais
América

O grande
5éculo XX
do mund
pelo con
8 SHECAIRA, Sérgio Salomão. Criminologia. 5. ed. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013. p. 125. logia da
1
.... ,
.' . .''.~:"t

do Estado de Goiás Criminologia 151

is são conflituosas,
Criminologia do Criminologia do
de força e coerção,
consenso conflito
nde o próprio esta-

i
operação e luta dJ Escola de Labelling approach
Chicago
ssas das teorias do
que toda sociedade .i Teoria crítica
e, por fim que toda
s"". Teoria da associação
diferencial

i
Teoria da anomia

l
Teoria da subcultura
do delinquente

rma de distribuição a) Escola de Chicago


da classe detentora
Pertencente ao grupo das teorias do consenso, surgindo no século XX dentro da
icamente se verifica
Universidade de Chicago, onde foi criado o primeiro departamento de sociologia do
mundo, em razão do crescimento desordenada da cidade de Chicago nos EUA, face
aos inúmeros problemas sociais, econômicos e culturais que criaram um ambiente
favorável à criminalidade, ainda mais pela ausência de mecanismos de controle
social.
ção diferencial, Teo- Através de um paralelo entre as plantas da natureza e organização da sociedade,
a escola de Chicago cria as zonas de delinquências, ou também conhecida como
concentração geográfica de criminalidade. E, como forma de prevenção defende a
necessidade de ações de intervenção nas cidades como planejamento dos bairros,
investimento com recursos compatíveis com a realidade e o interesse dos habitan-
tes. Tais fatores são ainda hoje muito mais evidentes na sociedade, em especial na
América Latina, como Caracas, Lima, e Brasil.

O grande fator para o desenvolvimento da escola foi a crescente industrialização do


5éculo XX, o que provocou não só na cidade de Chicago, mas em diversas cidades
do mundo, um grande contraste de etnias, culturas, religiões, regiões marcadas
pelo conflito e pela desordem, por isso a escola de Chicago é mercada pela socio-
, 2013. p. 125. logia da cidade ou ecologia social da cidade.
1
!
l_ -
1s2J ·--·--·-·--------
Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás
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Criminologia

A observação da criminalidade urbana da escola de Chicago provoca alterações do ciação Difer


ponto de vista da política criminal, em especial no que se refere ao controle social criminoso. 7
informal, pois encontra na desorganização social um fator da criminalidade, e por intensidade
esta razão os estudiosos da escola atribuem à vizinhança, igreja, família e escola tural é a cau
importante fator para a organização social, e o cóntrole da criminalidade. A partir como a cult
daí a criminalidade deve ser enfrentada com intervenções urbanas para o planeja- minantes pa
mento dls cidades, revitalização de áreas degradadas, e proteção do patrimô- pessoais) é a
nio público.
Assim, pela
Deve-se à escola de Chicago o incentivo a programas de intervenção urbana, e tencem a cl
segundo Sérgio Salomão Shecaira "no âmbito puramente metodológico, depois de
Surge junta
escola de Chicago, não há qualquer política criminal séria que não se baseie em
branco, que
estudos empíricos da criminalidade na cidade"•.
econômico
b) Teoria da associação diferencial lado pode s
Considerada como teoria do consenso, a associação diferencial foi desenvolvida terística de
por Edwin Sutherland, com base no pensamento de Gabriel Tarde. A teoria teve grande dano
influência da escola de Chicago. No final dos anos 30 ficou conhecida a expressão As principais
White col/ar crimes (crimes do colarinho branco), para diferenciar criminosos especí- em salas fec
ficos dos criminosos comuns, que passa ser a base da teoria. descobrir e
A teoria sustenta que o delito não reside apenas no cometimento por classes menos praticados p
favorecidas, pois não é praticado somente pelas pessoas que pertencem a estes gru- terminada; p
pos. O comportamento criminoso é aprendido pelo criminoso, mas nunca her- Dessa forma
dado, assim o indivíduo é convertido em delinquente quando os valores de seu ses menos f
grupo lhe ensinam o crime (aprendizagem) por um processo de interação. (fraudes, so
A maior contribuição de Edwin Sutherland para a criminologia foi afirmar que não ambiente pr
só as classes menos favorecidas é que cometem. O crime não parte somente das c) Teoria da a
classes sociais menos favorecidas, fato que no contexto histórico contraria as ideias
sustentadas pela Escola Positiva. É important
funcionalist
Para a teoria da associação diferencial existem fatores que levam o indivíduo a as consequê
praticar o delito: 1. Comportamento aprendido - Aprende-se a delinquir como se analítica.
aprende também o comportamento virtuoso; 2. Comportamento é aprendido em
um processo comunicativo. Estabelecer as diferenças entre estímulos reativos e Tais teorias
operantes - Pavlov. Inicia se no processo comunicativo familiar, nas relações sociais às consequ
e empresariais, etc. 3. A parte decisiva do processo de aprendizagem ocorre no seio fenômeno" 1
das relações sociais mais íntimas. A aprendizagem é diretamente proporcional à Anomia pela
\ interação entre as pessoas. 4. O aprendizado inclui a técnica do cometimento do ou desinteg
delito. 5. Direção dos motivos e dos impulsos se aprende com as definições favo- tente de tran
ráveis ou desfavoráveis aos códigos legais. Todo ser humano se depara com tais normas clara
fronteiras. 6. A pessoa se converte em criminosa quando as definições favoráveis à mento que
violação da norma superam as definições desfavoráveis. Princípio da ideia de Asso- social. Apon

9 SHECAIRA, Sérgio Salomão. Criminologia. S. ed. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013. p. 16S. 10 LIMA JÚNIOR, José
Estado de Goiás
-----------
Criminologia ____________[1siJ
ca alterações do ciação Diferencial, processo interativo que permite desenvolver o comportamento
o controle social criminoso. 7. Tais associações mudam conforme frequência, duração, prioridade e
minalidade, e por intensidade, com que o criminoso se depara com o ato criminoso. 8. O Conflito Cul-
família e escola tural é a causa fundamental da associação diferencial. A cultura criminosa é tão real
alidade. A partir como a cultura legal. As relações culturais nas sociedades diferenciadas são deter-
para o planeja- minantes para as posturas diferenciais. 9. Desorganização Social (perda das raízes
ão do patrimô- pessoais) é a causa básica do comportamento criminoso sistemático.

Assim, pela primeira vez o objeto da criminologia passa a ser os indivíduos que per-
nção urbana, e tencem a classes sociais mais altas (criminalidade X estrutura social).
ógico, depois de
Surge juntamente com teoria da associação a expressão crimes de colarinho
ão se baseie em
branco, que significa, em síntese, o crime cometido por uma pessoa com alto status
econômico que viola as leis que regulam suas atividades profissionais. Tal postu-
lado pode ser considerado como surgimento do Direito Penal Econômico. A carac-
oi desenvolvida terística de tais crimes é de atingirem um número indeterminado de pessoas, com
de. A teoria teve grande dano econômico.
cida a expressão As principais características destes crimes são: delitos pouco perceptíveis; praticados
minosos especí- em salas fechadas; são complexos; dificuldade das instâncias formais de controle de
descobrir e julgar tais infrações; reduzido número delações ou denúncias; não são
or classes menos praticados por meios violentos; ausência de valoração da comunidade; vítima inde-
cem a estes gru- terminada; possuem planejamento e extensão temporal.
mas nunca her- Dessa forma, não se pode afirmar que é produto de comportamento de clas-
valores de seu ses menos favorecidas, não é exclusividade destas, porque outra série de crimes
nteração. (fraudes, sonegações) são praticados por pessoas de elevada estrutura social e de
afirmar que não ambiente profissional respeitável (empresários, políticos, industriais).
rte somente das c) Teoria da anomia
ontraria as ideias
É importante inicialmente destacar que esta teoria está inserida dentro das teorias
funcionalistas que, por sua vez refere-se a uma orientação metodológica em que
m o indivíduo a as consequências dos fenômenos empíricos constituem o centro de sua atenção
elinquir como se analítica.
é aprendido em
mulos reativos e Tais teorias "são consideras como conservadoras, pois sua análise se restringe
s relações sociais às consequências do conflito criminal, evitando-se investigar a etiologia deste
m ocorre no seio fenômeno" 1º.
e proporcional à Anomia pela etimologia significa ausência de lei. Para Durkhein a anomia é ausência
cometimento do ou desintegração das normas sociais, resumida em três acepções: situação exis-
definições favo- tente de transgressão por quem pratica ilegalidades; a existência de um conflito de
depara com tais normas claras, que dificultam a adequação do indivíduo; e a existência de um movi-
ões favoráveis à mento que discute a inexistência das normas que vincule as pessoas a um contexto
da ideia de Asso- social. Aponta ainda Durkhein a existência de dois tipos de sociedade, a sociedade

13. p. 16S. 10 LIMA JÚNIOR, José César Naves de. Manual de Criminologia. Salvador/BA: JusPodivm. 2014, p. 73.

/
Criminologia
,54
r, ______ _J1______ .
Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

primitiva, é aquela onde a sociedade não possui diferenciação entre os seus mem- O reforço
bros, pois possuem os mesmos valores, sentimentos e crenças religiosas. Destaca vida, expe
ainda a sociedade contemporânea, onde os membros da sociedade em decor- tro da teo
rência do trabalho, valores não compartilham das mesmas metas, enfraquecendo a diferente
consciência coletiva, o chamado fenômeno social cultural. punidos.

Assim, a teoria da anomia tem como característica o determinismo sociológico, e) Teoria da


onde a perda das consciências coletivas da vida em sociedade leva ao enfraqueci- A teoria d
mento da solidariedade social, e consequentemente ao crime. de Albert
O crime se produz em toda sociedade, não existe nenhuma que não o apresente, Parte de u
portanto, é inevitável. Assim, o crime é um fenômeno social normal e constante. criação de
Co11cluindo, "as condutas desviantes permitem a sociedade definir com mais preci- cultura, e
são sua ordem moral (a chamada consciência coletiva) e, de outra parte, fortalecê-la culturas d
por meio do aprendizado em face da violação da lei"". Com a as
d) Teorias da aprendizagem social guerra mu
e sucesso
Nos anos 60 e 70, as pesquisas sobre a criminalidade de altas classes sociais levam
naqueles
ao abandono das metas convencionais da personalidade e infância do indivíduo,
em toda a
justificando o comportamento pelo processo de aprendizagem.
do que um
Quatro são as teorias da aprendizagem: associação diferencial, identificação dife- sibilidades
rencial, reforço diferencial e neutralização, todas elas teorias do consenso.
Segundo
A primeira delas associação diferencial teve como principais pensadores Sutherland é maior e
e Cressey, e Gabriel Tarde. Para Tarde o criminoso é mero espectador e receptor de favorecido
impulsos delitivos, não havendo contribuição para o influenciado. Já para Suther- do própri
land o comportamento criminoso vem da aprendizagem desenvolvida no meio em Assim, a
que o fato é cometido. tura do d
ao citado
Sutherland definiu ainda os crimes de col11rinho branco como o crime cometido 1 genérica,
por pessoa de alto status social e socioeconômico que viola as leis de atividades
profissionais. E destaca ainda alguns elementos da referida conduta como: crime,
pessoa respeitável, elevado status, relação profissional, e, danosidade social. Dessa
t
forma, é possível explicar os crimes de altas classes, superando a teoria mertoniana \
para o fenômeno da criminalidade.
De outro lado, com a teoria surgem dois pontos e a serem verificados como a ausên-
cia de dados chamado de cifra dourada, e também a questão de que são crimes
sem vítimas. Neste caso pode-se concluir que não é possível explicar o surgimento
do crime, somente sua aprendizagem.
i
l
Já a teoria da identificação diferencial criada por Daniel Glaser afirma que f) Labelling
o crime decorre de um processo de comunicação entre os indivíduos e não de
f
A teoria
aprendizagem. mento, ro
60, consid
11 SHECAIRA, Sérgio Salomão. Criminologia. 5. ed. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013. p. 199. Goffman
. 1
o Estado de Goiás Criminologia 1
155 1

ntre os seus mem- O reforço diferencial propõe que a conduta criminosa decorre de estímulos de
eligiosas. Destaca vida, experiências de vida, como abusos, comportamento violentos. Jeffery den-
edade em decor- tro da teoria sustentou que as pessoas privadas e saciadas respondem de forma
enfraquecendo a diferente no delito, e de que o crime ocorre, pois fatos do passado não foram
punidos. í

ismo sociológico, e) Teoria da subcultura


eva ao enfraqueci- A teoria da subcultura é considerada como teoria do consenso, e surge com a obra
de Albert Cohen chamada Delinquent boys (1955), e Richard Cloward e Lloyd Ohlin
e não o apresente, Parte de uma estrutura social defeituosa onde a exclusão das metas sociais leva a
mal e constante. criação de subcultura. O termo significa cultura dentro de cultura, ou ainda contra
nir com mais preci- cultura, e cultura de minorias. As diferenças sociais levam a existência de várias
parte, fortalecê-la culturas dentro de uma mesma sociedade.

Com a ascensão das economias, em especial a norte americana após a segunda


guerra mundial, tornado a sociedade cada vez mais competitiva em busca de riqueza
e sucesso, as desigualdades entre os membros provocam diferenças, ainda mais
sses sociais levam
naqueles que não obtiveram êxito econômico e social. Tal sentimento é vivenciado
ncia do indivíduo,
em toda a sociedade, criando o contexto das subculturas, que nada mais significam
do que uma reação das minorias para prosseguir numa sociedade de reduzidas pos-
dentificação dife- sibilidades, revelando um estado de frustração.
do consenso.
Segundo Cohen o comportamento dos jovens em reação aos sistemas dominantes
adores Sutherland é maior em grupos do que individualmente. Os sinais de status entre jovens menos
ador e receptor de favorecidos são diferentes daqueles com mais recursos, cada um possui um valor
do. Já para Suther- do próprio subgrupo. Daí surgem as gangues nos bairros localizados em periferias.
olvida no meio em Assim, a subcultura é uma cultura de grupo. Cohen também classificou a subcul-
tura do delinquente como: não utilitária, maldosa e negativista. A crítica quanto
ao citado autor repousa sobre a incapacidade de explicar a criminalidade de forma
o crime cometido 1 genérica, restando apenas à criminalidade juvenil.
s leis de atividades
duta como: crime,
idade social. Dessa
t Não utilitarismo

a teoria mertoniana \
Teoria da

i
Malícia
subcultura
dos como a ausên-
de que são crimes
plicar o surgimento Negativsimo
l
Glaser afirma que f) Labelling approach
divíduos e não de
f
A teoria do Labelling approach ou ainda interacionismo simbólico, etiqueta-
mento, rotulação social ou reação social, surgiú nos Estados Unidos na década de
60, considerada como teoria do conflito, teve como principais expoentes Erving
2013. p. 199. Goffman e Howard Becker.
[1s6 \ Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Criminologia

Para a teoria a criminalidade não é produto da conduta humana, mas sim em razão O crime es
do estigma que diferencia o homem comum, pelo rótulo que recebe. Tal rotulação dade, "pa
cria estigmas e desigualdades, onde o homem passa a sofrer reação social da famí- gualdades
lia, amigos, trabalho, escola. busca asse
entre as cl
A linha marcante desta teoria é que deixou o estudo do fenômeno criminoso e pas-
As bases d
sou para as reaç~>es sociais que surgem com a prática do delito. Assim, funda-se na
criminolog
ideia de que a intervenção da justiça pode acentuar a criminalidade, e ainda que a
criminaliza
criminalidade resulta de um processo de interação social, ou seja, a conduta proi-
sociais, pró
bida seria uma qualidade atribuída a um determinado comportamento pelos socie-
dade, caracterizando-se como seletivo, e discriminatório. Segundo a
minalidad
Os desvios podem ser considerados primários e secundários, "o desvio primário mes contr
corresponde à primeira ação delitiva do sujeito, que pode ter como finalidade resol-
Destacam
ver alguma necessidade, por exemplo, econômica, ou produz-se para acomodar sua
proteger a
conduta às expectativas de determinado grupo subcultura!. O desvio secundário se
c) crítica a
refere à repetição dos atos delitivos, especialmente a partir da associação forçada do
põe reform
indivíduo com outros sujeitos delinquentes" 12 •
A crítica re
O etiquetamento pode se verificar dentro do controle formal, e também dentro do penal mín
controle informal da criminalidade.
A teoria sustenta que não se pode compreender o crime sem o processo de reação 3.2. Prevenção
social, de seleção de pessoas e condutas etiquetadas como delitivas. A prevenção
deiro objeto do E
O labelling contesta a criminologia tradicional, trazendo para a visão central
medidas que pas
desta ciência a reação social com a prática da conduta pelo delinquente. Nesta teo-
ria verifica-se a passagem da criminologia liberal para a criminologia crítica. Estas medida
como alvo o ind
As principais consequências o labelling são a política de: descriminalização, diver-
com medidas so
são, devido processo legal, e, desinstitucionalização, que contribuíram para a pessoas. A segun
chamada prudente não intervenção, como forma de repensar o ordenamento jurí-
dico penal. Alguns fatore
gualdade, corrup
Por fim, verifica-se que os processos de condutas desviantes primárias, não interes- a criminalidade.
sam, mas sim os processos de criminalização secundária, de reação e controle social.
No Estado D
g) Teoria crítica ção prevencionis
estudo criminoló
Também conhecida como teoria radical ou nova criminologia tem suas bases no
marxismo, de onde o delito é fruto de um sistema capitalista. Firmou-se da década
3.3. Prevenção
' de 70. Berkeley, Schwendinger e T. Plant fora os principais precursores. Tem ori-
gem com Georg Rusche e Otto Kirchheimer. Para a teoria as condutas criminosas A prevenção
dos menos favorecidos são as perseguidas, ao contrário do que ocorre com a crimi- direitos da pesso
nalidade dos poderes mais elevados. de médio a logo

12 GOMES e MOLINA, Luiz Flávio; Antonio García-Pablos de. Criminologia, 5. ed. rev., atual. ampl. São Paulo: 13 LIMA JÚNIOR, Jo
Revista dos Tribunais, 2006, p. 367. • 14 LIMA JÚNIOR, Jo
Estado de Goiás Criminologia i 157 j

mas sim em razão O crime está associado à estrutura política e econômica de determinada socie-
ebe. Tal rotulação dade, "parte da ideia de que a divisão de classes do sistema capitalista gera desi-
ão social da famí- gualdades e violência a ser contida por meio da legislação penal. Com isso, a norma
busca assegurar uma estabilidade provisória contendo as confrontações violentas
entre as classes que constituem uma determinada sociedade" 13 •
criminoso e pas-
As bases desta teoria foram o fundamento para a crítica das posturas tradicionais da
Assim, funda-se na
criminologia do consenso. Esta teoria dirigiu-se principalmente para o processo de
de, e ainda que a
criminalização, sendo identificado como uns dois maiores problemas das relações
, a conduta proi-
sociais, próprias das sociedades capitalistas.
mento pelos socie-
Segundo a teoria devem ser reduzidas as desigualdades sociais penalizando a cri-
minalidade das altas classes sociais como colarinho-branco, crime organizado, cri-
o desvio primário mes contra ordem tributária e sistema financeiro.
o finalidade resol-
Destacam-se as principais características da teoria: a) o direito penal se ocupa de
ara acomodar sua
proteger as classes mais dominantes; b) deve haver compreensão para o criminoso;
vio secundário se
c) crítica a criminologia tradicional; d) o capitalismo é fonte de criminalidade; e) pro-
ciação forçada do
põe reformas estruturais para diminuir as desigualdades.
A crítica repousa sobre a sua não aplicação em países socialistas, e propõe um direito
mbém dentro do penal mínimo, e extinção do sistema de exploração econômica.

ocesso de reação 3.2. Prevenção da infração penal do Estado Democrático de Direito


as. A prevenção significa as ações destinadas a evitar a prática do crime. Constitui verda-
deiro objeto do Estado a manutenção da paz e a prevenção dos atos criminosos, através de
a a visão central
medidas que passam por todos os setores do Poder Público.
uente. Nesta teo-
ia crítica. Estas medidas podem ser di.retas ou indiretas. As primeiras atuam sobre causas, e tem
como alvo o indivíduo e o meio em que vive, ou seja, quanto à personalidade, caráter, e,
nalização, diver-
com medidas sociais, políticas, e econômicas que influenciam na qualidade de vida das
ntribuíram para a pessoas. A segunda atua sobre a infração penal.
rdenamento jurí-
Alguns fatores contribuem para a existência do crime como desemprego, miséria, desi-
gualdade, corrupção, ao passo que trabalho, educação, democracia, justiça social afastam
árias, não interes- a criminalidade.
e controle social.
No Estado Democrático de Direito o saber criminológico tem como norte a orienta-
ção prevencionista, pois o interesse se volta a evitar o delito, e não em puni-lo. 14 Assim, o
estudo criminológico tem papel importante na elaboração de programas de prevenção.
m suas bases no
mou-se da década
3.3. Prevenção primária
ursores. Tem ori-
dutas criminosas A prevenção primária repousa sobre as causas do delito, incidem na concretização dos
orre com a crimi- direitos da pessoa, como saúde, educação, segurança, qualidade de vida, com prevenção
de médio a logo prazo.

ual. ampl. São Paulo: 13 LIMA JÚNIOR, José César Naves de. Manual de Criminologia. Salvador/BA: Juspodivm, 2014, p. 78.
• 14 LIMA JÚNIOR, José César Naves de. Manual de Criminologia. Salvador/BA: JusPodivm, 2015, p. 73.
158 1
·Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás

3.4. Prevenção secundária


A prevenção secundária atua no momento do crime ou após a sua realização, com foco
nas ações policiais, programas de apoio e comunicação, com prevenção a curto e médio
prazo.

3.5. Prevenção terciária

Alguns autores ainda colocam a prevenção terciária que consiste na prevenção da


reincidência, e "realiza-se por meio de medidas socioeducativas, como a laborterapia, a
liberdade assistida, a prestação de serviços comunitários" 15 •

- Primária: ataca as
raízes

~
Prevenção Criminal Secundária: destina-se
1
>-- à comunidade

Terciária: destina-se à
- reeducação do preso

3.6. Modelos de reação ao crime


A reação, de outro lado, ocorre quando se verifica a prática de um delito. Três são os
modelos de reação social: dissuasório, ressocializador e restaurador.

O modelo dissuasório ou retributivo tem como característica a punição intimidatória e


proporcional do criminoso, e tendo como objeto o Estado e criminoso, ficando de fora a
vítima e sociedade, o que lhe rende críticas. A pena é aplicada aos imputáveis e semi-impu-
táveis, e aos inimputáveis o tratamento psiquiátrico.

O modelo ressocializador não se limita à imposição da pena, mas sim à reinserção social
do criminoso, onde a sociedade tem papel importante para prevenir e evitarestigmatização.
A preocupação com a utilidade da pena do delinquente e sua efetividade possui grande
importãncia. O Estado deve preparar o condenado para reintegrar o corpo social.

O modelo restaurador (integrador) ou também justiça restaurativa visa recuperar o cri-


minoso, assistência à vítima, reparação do dano e controle social rompido pela prática do
fato, e ainda a conciliação entre os envolvidos com meios de solução de conflitos. A vanta-
gem é diminuição das penas, humilhações e demais consequências.

15 PENTEADO FILHO, Nestor Sampaio. Manual Esquemático de Criminologia. 2. ed. São Paulo; Saraiva. 2012. p. 86.
Estado de Goiás

lização, com foco


a curto e médio

na prevenção da
a laborterapia, a

MEDICINA LEGAL
Wilson Luiz Palermo Ferreira
elito. Três são os

ão intimidatória e
ficando de fora a
veis e semi-impu-

reinserção social
arestigmatização.
de possui grande
o social.

a recuperar o cri-
o pela prática do
onflitos. A vanta-

; Saraiva. 2012. p. 86.


CONTEÚDO PR
2. Corpo de Deli
identidade, de id
tes por ação con
6. Conceito e dia
promoriência. 6.3
locais de crime.
ação térmica, po
contra a liberdad
tos do tórax e po
abandono de rec
dade civil. 11.1. D
12. Aspectos mé
lesões corporais

1. CONCEITOS
MEDICINA LE
A literatura so
Ciência, pois siste
minado) e arte, p
que somente este
dades instintivas
dramático da lesã
DENOMINAÇÕ
Cada autor tra
médicos. Abaixo
nas para exempli
Ambroise
Adelon: "é
tração da J
Lacassagn
Justiça";
Legrand du
questões es
Nerio Rajas
Bonnet: "um
a questões

.1.
Medicina Legal

CONTEÚDO PROGRAMÃTICO (EDITAL): 1. Conceitos importâncias e divisões da Medicina Legal.


2. Corpo de Delito, perícia e peritos em Medicina Legal. 3. Documentos Médico-Legais. 3.1. Conceitos de
identidade, de identificação e de reconhecimento. 4. Principais métodos de identificaç~o. 5. Lesões e mor-
tes por ação contundente, por armas brancas e por projéteis de arma de fogo comuns e de alta energia.
6. Conceito e diagnóstico da morte. 6.1. Fenômenos cadavéricos. 6.2. Cronotanatognose, comoriência e
promoriência. 6.3. Exumação. 6.4. Causa jurídica da morte. 6.5. Morte súbita e morte suspeita. 7. Exame de
locais de crime. 7.1. Aspectos m<o'dico-legais das toxicomanias e da embriaguez. 7.2. Lesões e morte por
ação térmica, por ação elétrica, por baropatias e por ação quimica. 8. Aspectos médico-legais dos crimes
contra a liberdade sexual. 9. Asfixias por constrição cervical, por sufocação, por restrição aos movimen-
tos do tórax e por modificações do meio ambiente. 10. Aspectos médico-legais do aborto, infanticídio e
abandono de recém-nascido. 11. Modificadores e avaliação pericial da imputabilidade penal e da capaci-
dade civil. 11.1. Doença mental, desenvolvimento mental incompleto ou retardado, perturbação mental.
12. Aspectos médico legais do testemunho, da confissão e da acareação. 13. Aspectos médico-legais das
lesões corporais e dos maus-tratos a menores e idosos.

1. CONCEITOS, IMPORTÂNCIAS E DIVISÕES DA MEDICINA LEGAL


MEDICINA LEGAL COMO CIÊNCIA E COMO ARTE
A literatura sobre o tema trata o conceito de Medicina Legal como ciência e como arte.
Ciência, pois sistematiza seus conhecimentos (técnicas e métodos para um objetivo deter-
minado) e arte, pois, de acordo com o professor Genival Veloso de França, requer mais do
que somente estes conhecimentos: apesar de haver sofisticação neles, "necessita de quali-
dades instintivas para demonstrar, de forma significativa, a sequência lógica do resultado
dramático da lesão violenta". Tal arte é objetiva e racional.
DENOMINAÇÕES
Cada autor traz a sua denominação de acordo com a aplicação dos seus conhecimentos
médicos. Abaixo estão descritos alguns autores com suas respectivas denominações, ape-
nas para exemplificarmos:
Ambroise Pare: "arte de fazer relatórios em juízo";
Adelon: "é a medicina considerada em sua relação com a existência das leis e a adminis-
tração da Justiça";
Lacassagne: "a arte de pôr os conceitos médicos ao serviço da administração da
Justiça";
Legrand du Sau/e: "a aplicação das ciências médicas ao estudo e solução de todas as
questões especiais, que podem suscitar a instituição das leis e a ação da Justiça";
Nerio Rajas: "a aplicação dos conhecimentos médicos aos problemas judiciais'~
Bonnet: "uma disciplina que utiliza a totalidade das ciências médicas para dar respostas
a questões judiciais";

.1.
162 Revisão Final• Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Medicina Lega
-- -

IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA MEDICINA LEGAL Medicin


devere
No âmbito criminal: atualmente, não é mais possível conceber a aplicação do Direito
Penal sem a ciência médico-legal. O operador jurídico não pode desprezar tais conheci- Medicin
mentos. Deve saber identificar os tipos e a dinâmica das lesões mais comuns e sua relação da Med
com os crimes; deter conhecimentos suficientes para formular quesitos, extraindo a res-
- Ant
posta mais precisa dos peritos; relacionar critérios de inimputabilidade à embriaguez e ao
dad
uso de substâncias tóxicas etc.
- Tra
Para o juiz de direito: importante, pois permite conferir tratamento mais justo quando
dico
da decisão, principalmente através da utilização do art. 59 do Código Penal Brasileiro.
do
- Para o promotor de justiça: permite enquadrar de forma mais justa a conduta típica.
- Sex
- Para o delegado de polícia: através destes conhecimentos poderão ser requisitadas co-b
perícias específicas que terão como finalidade justificar e fundamentar a atuação sexu
policial nos inquéritos policiais, o que permite conduzir a investigação da maneira
mais adequada possível, buscando alimentar o órgão ministerial com conhecimen- - Tan
tos que demonstram a realidade dos fatos. mor

Para o advogado: permite aprimorar e direcionar a defesa do seu cliente de forma eficaz. - Tox
cos
- Para os médicos, dentistas etc., que atuam no campo da medicina legal: saber rela-
cionar os conhecimentos da medicina com a legislação vigente; fornecer resposta - Asf
aos questionamentos médico-legais etc. com
No âmbito cível: auxilia a relacionar causas de interdição, de anulação de casamento, de - Psi
determinação de paternidade. Já no âmbito trabalhista, a medicina legal auxilia na determi- caç
nação das causas dos acidentes de trabalho e doenças típicas de determinadas profissões. men
DIVISÃO DA MEDICINA LEGAL (ângulos, segundo Genival França) - Me
Ângulo Histórico: Esta classificação faz referência à evolução da Medicina Legal no con- vol
texto científico. Podem ser vistas as seguintes fases: de p

Pericial: seria a forma mais antiga. Está voltada aos interesses legispericiais da admi- - Cri
nistração da Justiça; crim
deli
- Legislativa: esta fase contribui na elaboração e revisão das leis em que se discipli-
nam fatos ligados às ciências biológicas; - Cri
da v
Doutrinária: consiste na discussão dos diversos elementos que sustentam alguns
institutos jurídicos onde é necessário o conhecimento médico-legal; - lnfo
Filosófica: forma mais recente. Discute aspectos ligados à ética, à moral e bicética médica. ças
hig
Ângulo Profissional: O ramo profissional da Medicina Legal busca entender como se
exerce a medicina legal na prática. Há subdivisões como a medicina legal pericial, a crimi- - Gen
as p
nalística e a de identificação.
Ângulo Doutrinário: Este ramo tem por objetivo definir as especificidades de cada ramo - Vit
do direito (medicina legal penal, civil, trabalhista). prin
Ângulo Didático: O ramo didático trata a maneira pela qual a Medicina Legal é estu- - Pol
dada, vale dizer, quais são as subdivisões a serem exploradas nesta disciplina. pela
o Estado de Goiás Medicina Legal 163 :
-- -

Medicina Legal geral: neste viés do ângulo didático são estudados as obrigações e os
deveres dos médicos (deontologia) e os direitos dos médicos (diceologia);
plicação do Direito
rezar tais conheci- Medicina Legal especial: sob esse prisma são estudados os ramos mais específicos
muns e sua relação da Medicina Legal, quais sejam:
os, extraindo a res-
- Antropologia forense: ramo da Medicina Legal que busca estudar a identi-
à embriaguez e ao
dade e a identificação médico-legal e judiciária;
- Traumatologia forense: estuda as lesões corporais sob o ponto de vista jurí-
mais justo quando
dico e as energias causadoras do dano, bem como os aspectos do diagnóstico,
go Penal Brasileiro.
do prognóstico e das suas implicações legais;
ta a conduta típica.
- Sexologia forense: é a parte da Medicina Legal que trata das questões médi-
ão ser requisitadas co-biológicas e perícias ligadas aos delitos contra a dignidade e a liberdade
amentar a atuação sexual;
tigação da maneira
com conhecimen- - Tanatologia forense: é o ramo da Medicina Legal que estuda a morte e o
morto, bem como suas repercussões na esfera jurídico-social;

ente de forma eficaz. - Toxicologia forense: parte que estuda os venenos (energia química) e cáusti-
cos bem como suas repercussões médico-legais;
na legal: saber rela-
; fornecer resposta - Asfixiologia forense: ramo que estuda os diversos tipos de asfixias, bem
como os mecanismos e sinais específicos;
o de casamento, de - Psicologia e psiquiatria forense: ramos que estudam os limites e as modifi-
l auxilia na determi- cações da responsabilidade penal e da capacidade civil, bem como os doentes
minadas profissões. mentais, oligofrênicos etc.;
- Medicina Legal desportiva: procura dar ênfase nas questões médico-legais
dicina Legal no con- voltadas ao esporte, como casos de verificação de substâncias proibidas antes
de práticas desportivas;

gispericiais da admi- - Criminalística: procura investigar, de forma técnica, os indícios materiais do


crime, seu valor e sua interpretação nos elementos constitutivos do corpo de
delito. Estuda a dinâmica do crime;
em que se discipli-
- Criminologia: estuda os diversos aspectos da natureza do crime, do criminoso,
da vítima e do ambiente;
e sustentam alguns
egal; - lnfortunística: ramo da Medicina Legal que estuda os acidentes e as doen-
ral e bicética médica. ças de trabalho, bem como doenças profissionais, no que se refere à perícia,
higiene e insalubridade laborativas;
entender como se
gal pericial, a crimi- - Genética médico-legal: estuda questões voltadas ao vínculo genético entre
as pessoas;

dades de cada ramo - Vitimologia: ramo da Medicina Legal que se preocupa com o estudo da vítima,
principalmente com o comportamento da.vítima por ocasião do delito;
dicina Legal é estu- - Policiologia científica: significa o estudo dos métodos científicos utilizados
ciplina. pela Medicina Legal no auxílio das investigações policiais.
1
\ 164 Revisão Final • Delegado de Polícia - Polícia Civil do Estado de Goiás Medicina Legal

2. CORPO DE DELITO, PERICIA E PERITOS EM MEDICINA LEGAL Peritos: Per


como habilitaç
CORPO DE DELITO
que o motivou.
Definição: É o conjunto de elementos sensíveis, denunciadores do fato criminoso,
Os peritos c
sendo composto pelos elementos percebidos pelos sentidos ou pela intuição humana. É
tos legistas (mé
importante não "corpo de delito" com "exame de corpo de delito". Este último é o exame
feito com base no corpo de delito. \ No âmbito d

Tratando especificamente dos aspectos processuais penais, o artigo 158 do CPP dispõe tendência de P
que quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, Também no
direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. dual nº 15.490
perícias antrop
Além disso, para compreensão do tema é importante analisar os artigos seguintes, em
seguintes funçõ
que são tratadas diversas nuances sobre o exame de corpo de delito. De acordo com o
em local de ex
artigo 159 do CPP, o exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito
oficial, portador de diploma de curso superior. das com possi
étnico (raça), id
Caso isso não seja possível, o parágrafo primeiro do mesmo dispositivo informa que mais; V - proce
na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras identidade de i
de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem dos, putrefeitos
habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. Além disto, os peritos não ofi- p;ipiloscopia es
ciais prestarão o compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo. alimentos, em c
O exame no corpo de delito é uma prova ad perpetuam rei memoriam, o que significa ter rísticas odontol
a finalidade de perpetuar a memória dos fatos sob apuração mediante laudo gerado por provada; VIII - p
esta ocasião. Pode ser subdividido em exame de corpo de delito direto (realizado pelos peri- e pós-morte; IX
tos sobre vestígios de infração existentes), ou exame de corpo de delito indireto (realizado X - realizar exu
quando inexistentes tais vestígios materiais, sendo suprido pela informação testemunhal). suposto erro od

PERÍCIA E PERITOS EM MEDICINA LEGAL


3. DOCUMEN
Perícia Médico-Legal (Definição): Na definição de Genival Veloso de França, é um "con-
junto de procedimentos médicos e técnicos que tem como finalidade o esclarecimento de CONCEITO:
um fato de interesse da Justiça". Se materializa através dos laudos. Possui uma parte obje- duzir e represe
tiva (alterações visíveis encontradas) e subjetiva (valoração da parte objetiva). Nos termos Apresentam co
do art. 182 do CPP, o juiz não está adstrito ao laudo. A importância da perícia médico-legal TIPOS DE D
pode ser destacada da seguinte forma:
Notificaç
nos indivíduos vivos: diagnóstico de lesões, determinação de idade, sexo etc. compete
nos mortos: diagnóstico da causa da morte, causa jurídica da morte, tempo da doenças
\ morte, identificação do cadáver etc.; Atestado
dade de
nos esqueletos: identificação do sexo e tempo da morte;
É uma d
nos objetos: exames de armas, projéteis, procura por sangue, digitais etc. subdivid
Sobre o aspecto da legislação, a Lei nº 12.030/09 trata das perícias de natureza criminal. Prontuá
Já o Código de Proce.sso Penal dispõe sobre o tema a partir do artigo 158, em que trata do tal padro
exame de corpo de delito e das perícias em geral, inclusive a médico-legal. Constitu
1 ••
Estado de Goiás Medicina Legal i 165 i

Peritos: Perito é todo indivíduo que, detendo conhecimentos técnico-científicos, bem


como habilitação específica, realize uma perícia. Limita-se a verificar o fato e indicar a causa
que o motivou. Age de maneira livre. Pode ser oficial ou ad hoc.
fato criminoso,
Os peritos criminais são aqueles cuja menção é feita pelo artigo 6°, 1, do CPP. Já os peri-
uição humana. É
tos legistas (médico legistas) são os especialistas que atuam na área da Medicina Legal.
ltimo é o exame
No âmbito do Estado de Goiás, a Gerência de Medicina Legal está vinculada à Superin-

8 do CPP dispõe tendência de Polícia Técnico-Científica.


corpo de delito, Também no Estado de Goiás há, ainda< a figura do odontolegista, criada pela Lei Esta-
dual nº 15.490/2005. Nos termos do artigo 2° desta Lei, sua atribuição é a realização de
perícias antropológicas e odonto-legais, mediante o desempenho, especialmente, das