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Orixás

A Umbanda acredita que os Orixás não tiveram vida corpórea na terra; mas são a representação da
energia, força oriunda da natureza, e é tal força que auxilia os seres humanos nas dificuldades do dia a
dia. Na Umbanda, os orixás também não incorporam (diferentemente do Candomblé), o que se vê é a
manifestação dos Falangeiros dos Orixás, que são os Guias ou Entidades que trabalham sob ordens de
um determinado Orixá.

Cada pessoa recebe a influência de um Orixá, que será seu protetor por toda a vida e nós os chamamos
de Orixá Ancestre (ou Ancestral), sendo aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por
Deus e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas.
Recebemos em vida atual mais dois, o Orixá Adjunto (ou Djuntó) sendo aquele que apassiva ou
estimula o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.
E recebemos o Orixá de Frente, sendo aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa
direção na qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos
campos de atuação e crescimento interno.

Ogum
Ogum é a Divindade que está assentada na Linha da Lei. Representa a Ordenação Divina, o Governo da
Lei Maior em toda a Criação.
Suas Irradiações contínuas amparam e sustentam aqueles que vivem dentro da Lei e da Ordem Divinas
e também socorrem aos que necessitam desse amparo. Ogum é a Lei, cujo símbolo é a espada, que por
sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra, a honestidade. Perante a Lei não existe
“mais ou menos”, ou seja, não se pode ser “mais ou menos honesto”: ou se está no caminho reto,
respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está.
Ogum é o Senhor que realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos,
o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. A
primeira “batalha” que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que,
uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que
nasce do desrespeito à Lei Maior e à Justiça Divina.
Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência às
Leis da Criação. O dragão subjugado por São Jorge e por São Miguel Arcanjo, que sincretizam com
Ogum, representa exatamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é o
símbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado, da vaidade extrema e da ganância.
Vencendo o dragão, sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo
da Lei. Porque a Lei atua sem cessar, irradiando-se para toda a Criação.

Irradiação: Lei
Campo de atuação: Lei e Ordenação
Elementos: Ar e Fogo
Cores: Vermelho, Azul escuro e Prateado
Data comemorativa: 23 de abril
Dia da semana: Terça-feira
Sincretismo: São Jorge (também com Santo Antônio de Pádua)

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