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ENTREVISTA – MARCELO GLEISER

Papel social do cientista inclui


divulgar seu trabalho
Germana Barata

A física pode ter fama de ser um tema para poucos, dada a sua
complexidade, mas é para quebrar esse estigma que Marcelo
Gleiser dedica 40% de seu tempo para levar informação, reflexão e
fascínio a um público não especializado. Há 25 anos nos Estados
Unidos, esse professor de física e astronomia do Dartmouth College
foi levado à divulgação científica quando recebeu a missão, em
1995, de ensinar física a alunos da área de humanas. Nesse meio
tempo, Gleiser consolidou seu trabalho de divulgador de ciência do
país, além de atuar no exterior. Conquistou dois Prêmios Jabuti
(1998 e 2002) por seus livros A dança do universo, transformado em
peça, e O fim da terra e do céu, além do Prêmio José Reis de
Divulgação Científica (2001). O seu carisma chegou à televisão
onde já contribuiu com programas e documentários e, mais
recentemente, com a série "Mundos Invisíveis" no Fantástico, da
Rede Globo, para uma audiência de 40 milhões de espectadores.
Nesta entrevista o pesquisador carioca fala dos cuidados a se tomar
ao comunicar ciência para o público. "Mesmo que nem todo
cientista deva fazer divulgação científica, já é hora de sairmos de
nossas salas e participar de forma mais ativa na educação da
população como um todo", conclama.
No Brasil, a atividade em divulgação científica ainda não tem
peso no currículo acadêmico e acaba sendo pouco praticada
pelos cientistas em geral. Nos Estados Unidos ocorre o oposto
e os próprios pesquisadores têm uma postura bem diferente
em relação à mídia e ao público. Qual espaço a divulgação
científica ocupa na sua rotina de trabalho e como a
comunidade de físicos recebe seu trabalho lá e cá?

Marcelo Gleiser – Nos EUA, meu trabalho de divulgação, assim


como o de meus colegas, é visto como fundamental para o
engajamento da sociedade na cultura científica. As organizações
que dão bolsas de pesquisa nos EUA, como a National Science
Foundation (o CNPq americano), obrigam a todos os bolsistas a
dedicar parte de seu tempo divulgando ciência. Dedico em torno de
40% de meu tempo à divulgação, mas que varia dependendo do
projeto que esteja envolvido ou de quantas aulas tenho que dar. No
Brasil, de modo geral, acho que meus colegas vêem esse trabalho
com interesse, entendendo sua importância. Claro, existem sempre
aqueles que ainda vêem a divulgação científica como uma tarefa
impossível e inviável, mas essa atitude dinossáurica está
desaparecendo. Cada vez mais, existe conscientização de que a
ciência não pertence exclusivamente aos cientistas, mas sim à
população, sendo parte da cultura de nosso tempo.
Você se envolveu no trabalho de divulgação pela TV,
inicialmente no programa Globo Ciência e, mais recentemente,
no Fantástico. Como é divulgar ciência pela TV, considerando
os limites próprios do veículo ?

Marcelo Gleiser – Se o objetivo é levar ciência para o maior número


possível de pessoas, não há dúvida a TV é fundamental. Toma um
tempo enorme e é extremamente difícil adequar a linguagem
científica a um público enorme como o do Fantástico. Mas a
repercussão é imensa e inspira milhares de jovens a pensar numa
carreira científica. Não há nada mais gratificante do que receber e-
mails de jovens interessados em ciência. A nova série –"Mundos
Invisíveis", que estreou em dezembro – trata do estudo da matéria,
traçando em dez capítulos a história do conhecimento sobre o
assunto, desde os gregos e os alquimistas até os átomos e
partículas do século XX.

A divulgação de ciência ainda é pouco crítica, é mostrada como


inquestionável, neutra e mais valiosa do que outros pontos de
vista. As controvérsias são pouco tratadas. Como lidar com as
controvérsias, os erros e as fragilidades científicas?

Marcelo Gleiser – Tento, sempre que possível, mostrar que não


existe uma verdade científica, que ciência é uma narrativa
construída gradativamente, na medida que nossos instrumentos e
idéias vão avançando. O universo em que vivemos hoje, ou a nossa
percepção dele, é completamente diferente da de uma pessoa do
século XVIII ou de outra do século XVI.

Quais as dificuldades em divulgar temas científicos para a


população?

Marcelo gleiser – Um dos maiores desafios da divulgação científica


é escolher corretamente a linguagem com que você vai se dirigir à
sua audiência. É fácil cair no jargão, usar imagens impossíveis de
serem compreendidas pelo público. Outra coisa essencial é
relacionar ciência à vida das pessoas. Mostrar como o cotidiano
depende das descobertas científicas, como o futuro será forjado por
elas, desde aplicações tecnológicas até questões mais
fundamentais, como a origem do universo e da vida ou o de como o
cérebro cria a consciência.
Há uma expectativa de que a ciência solucione os problemas
da pobreza, mas ela é também uma forma de exclusão no
Brasil. A divulgação científica pode ser eficaz para diminuir o
gap de conhecimento? Será que os divulgadores científicos
são bem-sucedidos nessa missão ou apenas escrevem
matérias que não interessam a ninguém?

Marcelo Gleiser – Basta ver o número crescente de publicações de


divulgação científica sendo vendidas no Brasil para perceber que o
interesse é cada vez maior: National Geographic, Scientific
American, Superinteressante, Galileu, e na TV também; claramente,
ciência vende. Se não vendesse, essas revistas não estariam sendo
publicadas. Portanto, acho que a divulgação científica é cada vez
mais bem-sucedida no Brasil.
Mas os problemas educacionais de nosso país são imensos; o
analfabetismo, a situação precária do ensino público, a pobreza que
tira as crianças das escolas. Vivemos uma situação paradoxal, onde
o Brasil está entre os dez países mais ricos do mundo e vemos
ainda pobreza por toda a parte. A divulgação científica não é a cura
desses males, mas pode ajudar. Na medida em que mostramos aos
jovens de todas as classes sociais a importância da educação num
mundo onde informação é o bem mais valorizado, quando
mostramos que a ciência tem a capacidade de mudar a sociedade
de forma profunda, quando educamos de modo a construir uma
sociedade capaz de decidir seu próprio futuro e não de ser
manipulada por políticos ou potências externas, fazemos nossa
parte. Mesmo que nem todo cientista deva fazer divulgação
científica, já é hora de sairmos de nossas salas e participar de
forma mais ativa na educação da população como um todo. Dar
uma palestra numa escola pública, explicar para as crianças o que
faz um químico, um biólogo ou ou astrônomo, não custa mais do
que uma tarde e pode fazer uma enorme diferença. E vale a pena,
só para ver aqueles olhares curiosos querendo aprender mais.

Quais os trabalhos em que está você envolvido atualmente?

Marcelo Gleiser – Na pesquisa, estou trabalhando em dois temas:


um ligado à questão da origem da vida e de como todos os
aminoácidos, que formam proteínas nos seres vivos, têm uma
estrutura espacial preferencial, como a imagem no espelho de
nossas mãos: no laboratório essas moléculas aparecem como
"canhotas" ou "destras", mas nos seres vivos, todas são "canhotas".
A questão é desenvolver um mecanismo para explicar isso,
aplicando-o à Terra primordial. Outra área de pesquisa envolve
estruturas com extensão espacial em física de partículas, os
chamados solitons e sua importância na dinâmica do universo
primitivo. Quanto à divulgação, fora a série nova no Fantástico e o
livro que a acompanha, estou começando a escrever um novo livro,
sobre a questão neo-platônica da perfeição na natureza e de como
essa visão deve ser suplantada para que possamos criar uma nova
visão de mundo.

Germana Barata

Fonte:
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S000
9-67252008000100006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
Revista Ciência e Cultura – vol 60 nº 1 – São Paulo, 2008

© 2008 Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

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ARRASTANDO-SE PARA MORRER


T S Wiley,
Antropóloga e teórica médica, com passagem pelo jornalismo
investigativo. Trabalha atualmente em pesquisa médica, com
especial interesse nas áreas de endocrinologia e biologia evolutiva

O que acontece ao maior relógio de seu corpo quando a luz nunca


se acaba ao pôr-do-sol? Quando o combustível que alimenta seu
coração nunca varia e o pânico percebido em sua mente nunca tem
fim? Tantas coisas que você nem pode imaginar.
E nenhuma delas é boa.
Suas artérias realmente “sentem” o sangue correr através delas.
Os sensores que lêem a força com que seu sangue puxa e
empurra, ao correr através de seu corpo, são chamados células
endoteliais. Essas células vivem à própria maneira. Elas mudam de
forma, movimentam-se e ativam/desativam uma miríade de genes,
em resposta à pressão sangue e à velocidade, aos hormônios e
citocinas que detectam no sangue e aos fótons trazidos ao sangue
pelas células chamadas criptocromos. (As células endoteliais
controlam sozinhas a dinâmica de fluidos do fluxo sangüíneo; ou
seja, elas distribuem as forças para evitar extremos perigosos.)
As células endoteliais também controlam a metabolização dos
ácidos graxos que flutuam em seu sangue. Os ácidos graxos são
aquilo que o médico mede quando o ameaça por causa de seu
colesterol alto. Os exames de sangue que ele pede para avaliar seu
colesterol analisam diferentes componentes cujas siglas são VLDL,
HDL e LDL. Se as LDLs (lipoproteínas de baixa densidade) são
divisões das VLDLs (lipoproteínas de baixíssima densidade) que
foram fabricadas em seu fígado, a partir dos carboidratos que você
comeu e se transformaram em partículas LDL – menores, pesadas
e oxidadas –, tudo isso vai depender exclusivamente de suas
células endoteliais.
O médico lhe diz para não comer antes do exame. Isso é
necessário não porque uma refeição rica em gorduras vai mascarar
os resultados; uma refeição rica em carboidratos é o que o faz. Os
carboidratos se transformam em triglicérideos (gordura corporal),
para insulá-lo e nutri-lo quando não houver mais açúcar disponível
para comer. Os carboidratos também se transformam,
simultaneamente, nesses ácidos graxos (colesterol), para proteger
suas células cardíacas contra vazamentos, caso você congele, e
para nutrir as células musculares de seu coração.
Seu coração possui um metabolismo sazonal da mesma forma
que seu cérebro. O coração do verão funciona com açúcar puro
(glicose) e o coração do inverno funciona com ácidos graxos livres.
Como é sempre verão em nossos corações, nossas artérias nunca
têm chance de usar todo o colesterol disponível. Além disso, a
serotonina continua a se acumular, o que provoca resistência à
serotonina, que por sua vez provoca pressão alta, no caminho para
a formação de coágulos e – enquanto as luzes estiverem brilhando
– cortisol permanentemente elevado. E você sabe muito bem o que
significa qualquer coisa em estado crônico.
A resistência ao cortisol é uma situação desastrosa.
A produção de cortisol é um mecanismo sempre à disposição de
suportar situações, de lidar com o estresse episódico. A cobertura
de seu coração adora cortisol, em pequenas doses. As células
endoteliais da cobertura de seu coração não podem realizar todas
as suas tarefas sem doses pequenas e administráveis de cortisol.
Doses grandes, no entanto, são sinal de grande perigo para suas
células endoteliais. Doses grandes o dia inteiro, a semana inteira e
o ano inteiro, durante décadas, significam resistência ao cortisol na
certa.
Além de mau humor, impaciência, percepção mascarada do
tempo e pânico generalizado.
Não importa se a gordura que você ingere é saturada ou não-
saturada, se é boa ou ruim; se as células endoteliais da cobertura
de seu coração estiverem mortas, você também está. A cobertura
de cada vaso sangüíneo de seu corpo é fundamental no esquema
maior do órgão sensorial conhecido como coração.
A corrida de seu sangue, o puxa-empurra, é um esforço sobre as
paredes de suas artérias. O esforço sobre uma almofada macia de
cobertura formada por células endoteliais ativa três genes muito
importantes: um que produz óxido nítrico, que controla o
estreitamento de seus vasos sangüíneos, que por sua vez controla
a velocidade e o volume de sua pressão arterial, e dois genes que
inibem a formação de coágulos e suavizam qualquer formação
muscular anormal (formações grumosas). Células endoteliais que
captam turbulência demais ou, no extremo oposto, nenhuma
turbulência, ativam muito pouco esses genes. E isso é mau.
Isso significa que, embora correr o tempo todo numa esteira
produza excesso de turbulência, ficar o tempo todo colado à
televisão ou à tela do computador é ruim do mesmo jeito. Um pouco
de estresse, episodicamente, é bom – da mesma forma que um
pouco de cortisol, episodicamente, mantém o ritmo e prova que
você está vivo.
Excesso de estresse crônico, é claro, para a natureza significa
que você é um perdedor e deve ser eliminado de forma
permanente. Um pequeno banho de cortisol, porém, faz as células
endoteliais muito felizes; já o excesso vai afogá-las. Como seu
cortisol fica alto enquanto as luzes estiverem acesas, você
provavelmente está se afogando. Por isso, só o fato de manter as
luzes acesas até tarde da noite o ano todo já causa a morte das
células endoteliais. Qualquer elevação na pressão arterial, a partir
de seu sistema nervoso simpático ou em função da pesada
ingestão de carboidratos na estação errada, vai alterar a pressão e,
com isso, criar ainda mais esforço, para matar suas células
endoteliais duplamente. Lembre-se de que os cinco quilos de
peso de água que você carrega enquanto está numa dieta rica
em carboidratos já é um aumento de volume suficiente para
responder pela pressão alta subclínica crônica, observada na
maioria dos homens acima de 35 anos de idade.
Qualquer pressão alta, não importa o quão leve seja, sempre
significa esforço.
O outro assassino importante das células endoteliais da cobertura
do seu coração é o nível cronicamente alto de endotoxina LPS.
Lembre-se de que a endotoxina LPS é o “suor” bacteriano
proveniente dos dois quilos de bactérias simbióticas que vivem em
suas entranhas, e que, à medida que se eleva, ativa seu sistema
imunológico e a interleucina-2, que faz você dormir e baixa
novamente o número de bactérias. Quando você luta contra o sono,
porém, esse número se eleva e permanece alto.
Isso mata o seu coração.
A maneira mais obscura de matar suas células endoteliais por não
dormir é através da homocisteína elevada. Um homem chamado
Kilmer McCully percebeu, há cerca de trinta anos, que crianças
portadoras de uma doença genética chamada homocisteinúria
sempre morriam de ataques cardíacos por entupimento das artérias
por volta da idade de dez ou onze anos. As crianças portadores de
homocisteinúria são incapazes, geneticamente, de fabricar uma
enzima que metaboliza a homocisteína, para removê-la da corrente
sangüínea. McCully foi esperto o suficiente para concluir que os
altos níveis de homocisteína acumulada deviam estar também
associados à doença coronariana arterial em adultos. E ele estava
certo.
É claro que ninguém o levou a sério, até que os cientistas
descobriram que um aumento de suplementos de ácido fólico
compensava a falta da enzima nos caminhos de eliminação da
homocisteína. E, como surgiu um tratamento, de repente apareceu
também uma doença: deficiência genética de ácido fólico. Minha
nossa!
Uma deficiência genética de ácido fólico generalizada na maior
parte da população masculina que chega à idade madura é algo
virtualmente impossível; então, sabendo que ninguém havia
montado o quebra-cabeça, nós investigamos o caminho da
fabricação e da metabolização da homocisteína. Sem dúvida
nenhuma, a apenas alguns sistemas circulares de resposta e
cascatas atrás, uma enzima que é crucial para metabolizar a
metionina – a precursora da homocisteína – é abatida por um
criptocromo carregado de luz azul. A quantidade de luz do dia a que
você é exposto, agravada pela quantidade de luz artificial, controla
a produção de uma coisa diminuta, aparentemente esotérica, lá em
cima na cascata dos outros hormônios e funções, que pode matar
você.
Então.
As células endoteliais – que forram o seu coração – controlam a
formação de coágulos, o crescimento excessivo, o metabolismo de
gorduras e a pressão arterial. Você pode matar suas células
endoteliais de quatro maneiras:

1. Cortisol elevado crônico (luz inesgotável)


2. Altos níveis de endotoxina LPS (não dormir)
3. Homocisteína alta (luz em excesso)
4. Esforço (pressão arterial elevada sazonal – junto com “peso de
água” dos carboidratos, além de resistência à serotonina e à
insulina – que nunca acaba)

Como os itens 1, 2 e 3 são o resultado da vida moderna e o 4 – a


dieta de açúcar o tempo todo – é conseqüência direta de 1, 2 e 3,
podemos dizer, com segurança, que a doença cardíaca, que é um
estado caracterizado por células endoteliais mortas, é causada por
não dormir e por excesso de luz, certo?

SEM SAÍDA
A cobertura endotelial também controla o crescimento excessivo de
tecido muscular macio (protuberâncias grumosas), que, ao lado do
colesterol que forma placas, é o fator mais importante da
arteriosclerose (artérias entupidas). Um fluxo sangüíneo difícil, em
terreno acidentado, ativa um conjunto de genes totalmente
diferentes nas células endoteliais. Esses outros genes são postos
em marcha para “corrigir” aquilo que as células endoteliais
interpretam como sendo um problema de “fluxo”, simulando pelas
protuberâncias grumosas.
As placas de colesterol, por si mesmas, não são responsáveis
pelo terreno acientado.
O problema é causado pelos “fatores” imunes liberados pelas
próprias células endoteliais, numa tentativa protetora de restaurar a
homeostase e distribuir o fluxo sangüíneo. Um fluxo anormal, na
verdade, desliga os genes protetores e causa pânico entre as
células endoteliais. Após liberarem os fatores imunes que se
fecham, elevando sua pressão arterial por engano, elas começam a
se agachar em torno, estendendo pseudopodos (pezinhos), para
escapar de áreas onde o espaço mudou abruptamente.
A migração dessas células que forram suas artérias leva ao
afinamento da parede arterial. Os claros são preenchidos por
células imunes, chamadas leucócitos, que formam uma casca
suficientemente grudenta para atrair o colesterol que flutua na
corrente sangüínea. Este faz um band-aid de gordura para reforçar
a parede arterial que afinou. A essa altura, você tem placas de
colesterol, crescimento excessivo de tecido muscular macio e
células imunes, produzindo o que se conhece por células de
espuma.
As células de espuma constituem uma “lesão”.
Essa nova bagunça forma um terreno excessivamente
“acidentado” e um fluxo extremamente dificultado, o que
enlouquece ainda mais as suas pobres células endoteliais. Elas
fogem e a parede da artéria afina; e quando seu sistema
imunológico tenta consertá-la, ela vai ficando cada vez mais
acidentada – e aí, claro, as células endoteliais mais uma vez
escapam, e toda a confusão começa de novo. E de novo e de novo.
Você só percebe esse quadro porque não morreu ainda.
Provavelmente você já teve uma forte dor no peito ao se exercitar.
E sem dúvida também está achando cada vez mais difícil combater
a depressão causada por todos os carboidratos que ingeriu e pela
serotonina anormalmente alta que se acumula, porque não tem
para onde ir. Sim, porque quando você nunca apaga as luzes, a
serotonina não tem como se transformar em melatonina. Na
verdade, a luz suprime a enzima que converteria a serotonina em
melatonina. Além de fazer você ficar triste, esses níveis absurdos
de serotonina criam resistência à serotonina nas plaquetas do
sangue, o que as torna mais grudentas que o usual. Isso é
importante, porque é difícil ter um ataque cardíaco sem um coágulo
sangüíneo, e é difícil ter um coágulo sangüíneo sem plaquetas
grudentas.
Você está cansado, ansioso, infeliz, miserável, viciado em açúcar
ou em álcool, talvez dependente de Prozac – e anda por aí com a
cobertura do coração morta, mantida de pé à custa de estacas de
colesterol.
Você tem uma doença cardíaca.
E provavelmente vai morrer... logo.

(Fonte: trecho do livro “Apague a Luz!”, páginas 149 a 144).


“Apague a luz!” Durma melhor e: perca peso, diminua a
pressão arterial e reduza o estresse, Bent Formby e T. S. Wiley,
384 páginas, Rio de Janeiro, Editora Campus, 2000.

Com base em uma pesquisa minuciosa, colhida no National Institutes of


Health (Instituto Nacional de Saúde), T.S.Wiley e Bent Formby apresentam
descobertas incríveis:os americanos estão doentes de cansaço. Diabetes,
doenças do coração, câncer e depressão são enfermidades que crescem em
nossa população e estão ligadas à falta de uma boa noite de sono.

Quando não dormimos o suficiente, em sincronia com a exposição sazonal


à luz, estamos alterando um equilíbrio da natureza que foi programado em
nossa fisiologia desde o Primeiro Dia. A obra revela por que as dietas ricas
em carboidratos, recomendadas por muitos profissionais da saúde, não são
apenas ineficazes, mas também mortais; por que a informação que salva
vidas e que pode reverter tudo é um dos segredos mais bem guardados de
nossos dias.

Com o livro, o leitor saberá que:

• perder peso é tão simples quanto uma boa noite de sono

• temos compulsão por carboidratos e açúcar quando ficamos


acordados depois que escurece

• a incidência de diabetes tipo II quadruplicou

• terminaremos como os dinossauros, se não comermos e dormirmos


em sincronia com os movimentos planetários.

T.S.WILEY e BENT FORMBY, Ph.D., são pesquisadores que trabalharam


juntos no Sansum Medical Research Institute em Santa Barbara, na
Califórnia – o centro de pesquisas de ponta sobre diabetes desde que a
insulina foi sintetizada pela primeira vez, lá mesmo, na década de 1920.

Para adquirir este livro:


EDITORA CAMPUS
Ligue grátis: 0800-265340
e-mail: info@campus.com.br
www.campus.com.br

http://www.livrariasaraiva.com.br/

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Livros recomendados::mg

“O fim da Terra e do Céu”, O apocalipse na Ciência e na


Religião, Marcelo Gleiser, 336 páginas, Editora Companhia
das Letras, Rio de Janeiro, 2002.
www.companhiadasletrinhas.com.br/

“Cartas a um Joven Cientista”, O Universo, a vida e outras


paixões, Marcelo Gleiser, Rio de Janeiro, RJ, Editora
Elsevier, 2007.

“Poeira das Estrelas”, De onde viemos? Para onde vamos?


Estamos sozinhos no Universo?, Marcelo Gleiser (Textos de
apoio: Frederico Neves), São Paulo, SP, Editora Globo, 2006.

“A Harmonia do Mundo”, Aventuras e desventuras de


Johannes Kepler, sua astronomia mística e a solução do
mistério cósmico, conforme reminiscências de seu mestre
Michael Maestlin. Marcelo Gleiser, São Paulo, SP, Editora
Companhia das Letras, 2006.

“Micro Macro”, Marcelo Gleiser, Publifolha.


“Micro Macro 2”, Marcelo Gleiser, "Micro Macro 2" é uma
reunião das colunas de Marcelo Gleiser, publicadas no
caderno "Mais!" da Folha de S.Paulo de 2004 a 2007.
Publifolha.

“O Livro do Cientista”, Col. Profissões. Marcelo Cipis /


Marcelo Gleiser, Companhia das Letrinhas.

“Mundos Invisíveis: da Aquimia à Física de Partículas”.


Marcelo Gleiser, 288 páginas. Editora Globo, 2008.

Depois do sucesso de Poeiras nas Estrelas, o físico Marcelo


Gleiser lança seu novo livro Mundos invisíveis: Da alquimia à
física de partículas, pela Editora Globo. Nesta obra, o autor
analisa os fenômenos físicos do micro para o macro,
partindo das subpartículas do átomo para desvendar o
universo. Para explicar tudo isto, Gleiser parte da simples
pergunta: Do que tudo é feito?. Logo nas primeiras páginas,
o escritor nos apresenta a frase O essencial é invisível aos
olhos, de Antoine de Saint-Exupéry, sugerindo a idéia de que
geralmente não prestamos muita atenção naquilo que está
ao nosso redor.Posteriormente, ele explica ao leitor como a
partir da simples observação de um fenômeno natural, ou de
algo que intrigava as pessoas, foi possível chegar às
principais descobertas do conhecimento.Ao longo de dez
capítulos, Gleiser, autor também de um quadro no programa
Fantástico, da Rede Globo, aborda os principais
questionamentos da ciência na história. A busca do elixir da
vida pelos alquimistas, os estudos sobre o cosmo, a
eletricidade e o magnetismo e a fascinante teoria da
relatividade são alguns dos temas abordados no livro.
Com exemplos e analogias simples, presentes no nosso
cotidiano, Gleiser explica as descobertas e experimentações
de estudiosos como Aristóteles, Isaac Newton e Albert
Einstein, na busca de desvendar um mundo invisível que
determina a composição de tudo o que existe na natureza.
Além de fotos e ilustrações, que enriquecem as teorias
apresentadas, a obra também conta com textos de apoio,
escritos pelo jornalista Frederico Neves.Desde o
pensamento de Nicolau Copérnico, para quem o Sol, e não a
Terra, era o centro do cosmo, até o surgimento da bomba
nuclear, na Segunda Guerra Mundial, o autor propõe uma
espécie de viagem no tempo para contar a história dos mais
antigos mestres da ciência e seus discípulos - pessoas que
foram capazes de trazer grandes descobertas para a
humanidade.O livro é essencial para todos aqueles que
querem conhecer os estudiosos que, movidos pela
curiosidade e pelo seu espírito criativo, foram corajosos o
suficiente para desafiar todos os conceitos de sua época e
quebrar paradigmas.

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