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Casamentos e Famílias

Dicas para Levantar um Ministério de Casais


Dicas para Levantar um Ministério de Casais

Estas dicas acompanham o livro de David Kornfield, Casamentos que Crescem Através
de Mentoria (Encontrando Companheiros de Jugo para Seu Casamento), Ed. Vida, fev
2006. Os seguintes quatro parágrafos se encontram no Apêndice 3 desse livro e depois
vêm mais detalhes que não se encontram no livro, úteis para quem quiser estruturar ou
acrescentar a um ministério de casais em sua igreja.

Esta visão de um ministério de casais baseia-se em três alicerces que iniciam com
a letra “M”: a Mentoria, Módulos semestrais e um Modelo de transparência.
Mentoria é um acompanhamento da parte de um casal mais maduro que orienta e
encoraja os outros casais. Módulos semestrais facilitam aprofundamento de
relacionamentos e crescimento através do tempo. O modelo de transparência parte das
histórias do autor e continua com a abertura do casal mentor e dos outros casais para
contarem para o grupo as suas histórias. Este livro é o módulo introdutório ainda que
cada módulo deve ser independente dos outros, permitindo a entrada ou saída de casais
no início de qualquer semestre.

Recomendamos que a equipe que lidera o ministério de casais estude este livro por um
semestre antes de iniciar o estudo dele com outros casais e abrir os grupos de mentoria.
O líder do ministério assumiria o papel de mentor dos outros casais na equipe ou equipe-
em-potencial. Talvez o casal líder queira pedir outro casal, até o próprio pastor e seu
cônjuge, a assumirem esse papel na primeira experiência.

Uma equipe que assim se inicia com um semestre de andar juntos neste estudo
experimentará crescimento nos seus relacionamentos e o benefício de mentoria nos seus
próprios casamentos. No percurso do semestre, cada casal na equipe convidará mais
três casais para comporem um grupo de mentoria junto com eles no próximo semestre.
Este processo pode demorar várias semanas, incluindo oração, conversas e aproximação
aos casais que Deus colocar nos seus corações, vendo quais casais respondem ao
convite. Se alguém não responder, tudo bem, pois o Espírito Santo sabe quais casais
devem compor cada grupo e confirmará isso nos corações das pessoas certas.

As dicas para levantar este ministério dividem-se em cinco áreas:

1. Como formar uma equipe para o ministério de casais. Indicamos 14 passos


para formar uma equipe para este ministério ou preparar sua equipe atual para
entrar neste projeto, incluindo passos embutidos no semestre inicial descrito acima.
2. Elaborar a visão e estratégias. É necessário definir o grupo alvo inicial: casais
com potencial para futuramente mentorearem outros ou casais em maiores
dificuldades. Os grupos terão maior êxito se cada um for homogêneo neste
sentido.
3. A implementação do projeto, esclarecendo a função dos módulos, da mentoria e
de retiros e eventos especiais. Esta seção indica como estruturar o ministério na
prática e dá um esboço de quatro módulos semestrais que podem ser repetidos a
cada dois anos com uma nova turma. Explicamos como incorporar o curso de
Casados para Sempre como também o Encontro de Casais de um final de semana
para as pessoas que já trabalham com esses modelos e desejam continuar.
4. O papel no grupo do mentor ou líder/facilitador. Já que esta função não é bem
conhecida, detalhamos a proposta, inclusive o papel e perfil de um
mentor/facilitador.
5. O papel de um apoiador aos grupos e mentores. Normalmente o casal líder do
ministério, tendo a experiência de mentorear a equipe, se torna apoiador dos
outros casais quando começam a mentorear seus próprios grupos.

Volte à página principal sobre casamentos e famílias saudáveis ou continue essa reflexão
vendo mais detalhes sobre como formar uma equipe para o ministério de casais.

Como Formar uma Equipe para o Ministério de Casais

A seguir indicamos 14 passos para formar uma equipe para um ministério de casais ou
preparar sua equipe atual para entrar neste projeto. Inicia-se formando um grupo de
estudo de um semestre com a equipe-em-potencial para experimentar as dinâmicas de
mentoria e transparência. Normalmente cada casal que foi mentoreado liderará um grupo
de mentoria de mais três casais no próximo semestre.

Os passos a seguir podem ajudar na formação de uma equipe de casais. Modifique-os


segundo as necessidades e maturidade de sua equipe e as particularidades de seu
contexto.

1. Ore muito! Ore antes e depois de cada um dos passos a seguir, procurando ouvir a
orientação de Deus.
2. Forme um grupo de estudo com pessoas interessadas em levantar um ministério
de apoio a casais. Estudem o livro de David Kornfield, Casamentos que Crescem
Através de Mentoria (Encontrando Companheiros de Jugo para Seu Casamento),
Ed. Vida, fev., 2006. Os encontros devem ser semanais por pelo menos um
semestre. Para não sobrecarregar a equipe, considerem reunir-se no horário da
escola bíblica dominical. Se faltar espaço, uma opção seria reunir-se numa casa
próxima à igreja.
3. Pergunte a seu pastor se ele e sua esposa querem participar nessa fase
introdutória e/ou assessorar a equipe. Consulte o pastor a respeito dos casais que
ele acha que devem participar. Talvez o pastor possa incentivá-los quanto a isso.
4. Consiga a aprovação do pastor e/ou do conselho de liderança da igreja quanto ao
projeto.
5. Confirme quem será o(a) líder da equipe.
6. Comecem a reunir-se como equipe-em-potencial para elaborar os planos e passos
indicados aqui. Pode fazer o download deste planejamento e adaptá-lo para seu
contexto.
7. Se o grupo tiver quatro ou mais casais, escolhe três pessoas para formarem uma
“equipe executiva” para fazer o planejamento e levar propostas objetivas para o
grupo todo avaliar e refinar. A equipe executiva seria composta das pessoas mais
idôneas para essas funções, incluindo portanto pelo menos um homem e uma
mulher.
8. Pesquise outros ministérios de casais, visitando-os e conhecendo seus ministérios.
Pesquise também recursos na internet.
9. Faltando aproximadamente dois meses para encerrar o primeiro módulo como
equipe-em-formação, cada casal deve orar, alistar e convidar os casais com quem
gostaria de formar um grupo para fazer este módulo no próximo semestre.
Programe o retiro e início do primeiro módulo, para que os casais interessados
possam se agendar. Veja se haverá espaço na igreja para encontrar-se durante a
escola bíblica dominical ou antes ou depois de um culto dominical.
10. Participe do seminário introdutório sobre dons espirituais e equipes de ministério ou
da clínica introdutória da rede ministerial.
11. Mais na frente, participe do seminário “Treinamento Básico na Formação de
Equipes de Ministério” para melhor estruturar sua equipe. Futuramente, a equipe
pode participar do treinamento avançado usando o livro do David Kornfield,
Equipes de Ministério que Mudam o Mundo.
12. Procure a assessoria de alguém fora da igreja neste ministério, esforçando-se para
fazer parte de uma rede de equipes envolvidas em ministérios para casais.
13. Procure treinamentos e congressos para aprimorar seu conhecimento e
habilidades nesta área.
14. Desenvolva seu planejamento estratégico para o próximo ano com uma declaração
de visão, estratégias, objetivos mensuráveis, atividades para alcançá-los, agenda,
etc.

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vendo mais detalhes sobre como elaborar a visão e estratégias para este ministério.

Elaborar a Visão e Estratégias

Aqui queremos ajudar-lhe a elaborar uma declaração de visão, esclarecer seu público
alvo e definir suas estratégias. Quanto ao grupo alvo, é necessário discernir se de início o
seu ministério quer ajudar casais que tem bastante potencial para também mentorearem
outros casais futuramente e/ou já ajudar casais em maiores dificuldades. Pode-se fazer
os dois ao mesmo tempo, mas cada grupo de quatro casais deve ser homogêneo neste
sentido.

As dicas a seguir são ilustrativas para nortear a equipe que assumir este ministério.
Contudo, você não deve apenas copiá-las, mas elaborar a sua própria visão, público alvo,
estratégias, etc.

Visão

O Ministério Aliança existe para proporcionar a casais:

 Uma visão divina do casamento e da família;


 Um renovo de seu casamento, liberando-se dos pesos e bloqueios;
 Amizades com outros casais que durarão ao longo prazo e servirão de apoio
através dos anos.
 Ferramentas práticas para manter o relacionamento saudável e ajudar outros
casais.

Público Alvo

 Casais que estão numa boa fase, querem aprofundá-la, ganhar ferramentas para
se fortalecerem e ajudar outros casais.
 Casais que passam por momentos difíceis e querem superá-los.

Se decidir incluir ambos destes tipos de casais, deve ter grupos de mentoria distintos para
cada tipo. Quando os grupos são homogêneos, entendem-se melhor e aprofundam sua
caminhada com maior facilidade.
Um casal com problemas crônicos e profundos pode desmoronar o seu grupo pela
gravidade de seus problemas. No caso, pode ser necessário encaminhar o casal para
uma terapia profissional, aconselhamento pastoral, ministério de restauração e/ou uma
séria assessoria financeira. Talvez seja possível que o casal possa participar do
Ministério Aliança de forma paralela, mas sempre com o apoio de outros recursos.

O grupo alvo pode mudar através do tempo. Provavelmente se iniciará com casais da
igreja. Pode se estender para noivos, casais não formalmente casados, casais não-
crentes e casais de outras igrejas com interesse em ganhar experiência no modelo para
levantar este ministério em suas igrejas.

Estratégias

Para atingir a visão em relação ao público alvo, sugerimos as seguintes estratégias:

1. Módulos: Dividir os assuntos que julgamos importantes nesta área em módulos


independentes, de forma que os casais que desejarem participar possam dar início
em qualquer um dos módulos.

Uma sugestão:

Módulo 1 – Encontrando Companheiros de Jugo em Grupos de Mentoria de Casais

Módulo 2 – Alicerces do Casamento – Ensino Básico

Módulo 3 – Celebrando nossas Diferenças!

Módulo 4 – Projetos Conjugais

2. Mentoria: Apontar um casal mentor ou facilitador para cada grupo ou célula de 4


casais. Estes casais mentores seriam apoiados pela equipe do Ministério Aliança.

3. Retiros e eventos especiais: No início de cada módulo, realizar um retiro com um


tema pela manhã e lazer à tarde. Planejar outros momentos especiais também.

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vendo mais detalhes sobre a implementação deste projeto.

A Implementação do Projeto

Aqui esclarecemos o papel dos módulos, da mentoria e de retiros e eventos especiais.


Esta seção indica como estruturar o ministério na prática e dá um esboço de quatro
módulos semestrais que podem ser repetidos a cada dois anos com uma nova turma.
Explicamos como incorporar o curso Casados para Sempre como também o Encontro de
Casais de um final de semana para as pessoas que já trabalham com esses modelos e
querem continuar.
1. Visão Panorâmica
2. Módulos independentes. Permite que um casal faça qualquer módulo sem ter feito
outros ou ter que continuar. O ideal, porém, é dar seqüência, especialmente para
manter o relacionamento com casais num grupo pequeno.
3. Módulos básicos semestrais de 16 semanas, no decorrer de 2 anos. O módulo
poderia ser programado para mais de 16 semanas para permitir flexibilidade no
caso de feriados, congressos da igreja, etc.
4. Os módulos básicos repetem-se num ciclo de dois anos, permitindo um casal
entrar em qualquer semestre e fazer o rodízio de 4 semestres.
5. Cada módulo começa com um retiro de um dia: ensino pela manhã, lazer à tarde.
Os retiros focalizam a visão divina do casamento, destacando um tema diferente a
cada módulo.
6. Encontros semanais: cada encontro deve levar de 90 a 120 minutos, normalmente
começando com 20 a 30 minutos em conjunto e o restante em grupos pequenos.
7. Alguns encontros extras e especiais (retiros, jantares, etc.)
8. Células de quatro casais para que, se alguém faltar, haja pelo menos três casais
em cada encontro. O ideal é a célula fazer juntos o rodízio dos quatro módulos
básicos, aprofundando seu relacionamento e podendo dar seqüência com
encontros avulsos ou módulos avançados.
9. Oferecer a opção de módulos avançados para casais que já fizeram o rodízio de
quatro semestres.
10. Cada casal na equipe, com possível exceção do líder, lidera um grupo como
mentor, líder ou facilitador.
11. Usar o horário já estabelecido da Escola Bíblica Dominical, já que muitos têm o
costume de participar na EBD e assim não seria sobrecarga. Outra vantagem de
usar o horário da EBD é que já existe estrutura para cuidar dos filhos.
12. Cobrar uma taxa de referência de participação que inclui o custo do livro (um livro
para cada casal). Deve haver flexibilidade para quem não puder pagar, mas
encorajar todos a pagarem alguma coisa. Esta taxa ajuda a financiar seminários
de treinamento para a equipe, livros para casais que não têm condições, eventos
especiais e surpresas para os casais.
13. Cada igreja pode decidir qual nome usar para este ministério. Sugerimos a opção
de Ministério Aliança, fazendo uma rede entre esses ministérios em diversas
igrejas. Se quiser mais informações sobre este ministério na Primeira Igreja Batista
de Jardim das Imbúias (SP), entre em contato através do e-mail
<minhalianca@hotmail.com>.

B. Proposta de Módulos

Módulo 1 – Encontrando Companheiros de Jugo em Grupos de Mentoria de Casais

Objetivos: Levar os casais a experimentarem uma mentoria em grupo; criar um elo de


amizade e confiança para que grupos de casais se entrosem; ganhar a prática da
transparência através do modelo no livro e no casal mentor.

Conteúdo:

Retiro: Visão divina do casamento (entendendo o coração de Deus para o casamento).

1. Conhecendo-nos: compartilhando nossas histórias


2. Aliança – Crescendo juntos
Amor que Valoriza

Limites Saudáveis – e como lidar com a falta deles!

Interdependência – compartilhando as decisões

Atenção ao Ouvir – ganhando ferramentas práticas

Namoro Contínuo

Celebração das Diferenças – alegrando-se nelas ao invés de se estressar

Apoio Eficaz – apoio de outras pessoas para sua vida e casamento

Material de Apoio: Casamentos que Crescem Através de Mentoria (Encontrando


Companheiros de Jugo para Seu Casamento), Ed. Vida, fev, 2006.

Módulo 2 – Alicerces do Casamento – Ensino Básico

Objetivo: Dar uma visão panorâmica do ensino básico importante para alicerçar o
casamento.

Conteúdo (possivelmente uma semana para cada tema):

Retiro: Visão divina do casamento (identidade de servos e de filhos)

1. O compromisso no casamento
2. O “deixar” – relacionamento com os pais e sogros
3. Uma só carne – união
4. Tornando-se os maiores amigos
5. Suprindo as necessidades um do outro
6. Resolvendo os conflitos
7. Aceitação – a capacidade de perdoar
8. A vida sexual do casal
9. Finanças – até que a dívida nos separe?
10. Quem não se comunica…
11. Fidelidade, confiança e respeito
12. O papel do marido e da esposa
13. Os filhos do divórcio (ou a criação de filhos)
14. A força motivadora para permanecer casado
15. Prioridades, alvos e uso do tempo
16. A vida espiritual

Material de Apoio:

Kemp, Jaime. A Arte de Permanecer Casado, do qual o esboço acima, até o item 14, é
extraído.

Outras opções para colocar alicerces no casamento poderiam ser usados como a base
deste módulo, incluindo:

Casados para Sempre (que tem uma perspectiva mais renovada ou pentecostal).
Hernandez de Oliveira, Rogério. Escola Conjugal (parecido a Casados para Sempre, sem
a perspectiva renovada ou pentecostal).

Módulo 3 – Celebrando nossas Diferenças

Objetivo: Resolver conflitos e aumentar a alegria no casamento por meio de aceitar,


afirmar e celebrar nossas diferenças.

Conteúdo (3 a 4 semanas para cada assunto):

Retiro: Visão divina (unidade e diversidade).

1. Papéis do homem e da mulher (entregando sua vida e submetendo-se).


2. Personalidades (DISC).
3. Masculinidade e Feminilidade.
4. Dons e Chamados.
5. Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus.

Material de Apoio (para cada item acima):

1. Kemp, Jaime. O Lar Cristão, Parte 1: Os Papéis de Marido e Esposa no Lar


(páginas 7 a 24), Ministério Lar Cristão, SP.
2. As Chaves para Relacionamentos Saudáveis (DISC), Ministério Igreja em Células,
<vendas@celulas.com.br>; site:<www.celulas.com.br>.
3. Harley, Willard. Ela Precisa, Ele Deseja,
4. Kornfield, David. Desenvolvendo Dons Espirituais e Equipes de Ministério,
Sepal/Vida.
5. Gray, John. Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus (Um Guia Prático para
Melhorar a Comunicação e Conseguir o que Você Quer nos Seus
Relacionamentos), Ed. Rocco, RJ.

Módulo 4 – Projetos Conjugais


Objetivo: Ajudar os casais a aprofundarem áreas de maior interesse para eles,
estabelecendo projetos conjugais.

Conteúdo:

1. Retiro: Visão divina (definindo projetos conjugais).


2. Oferecer “mini-módulos” de 4 semanas sobre os seguintes assuntos, cada casal
escolhendo dois:

 Finanças;
 Educação de filhos;
 Sexo;
 Comunicação – ouvir bem, tomar decisões, resolver conflitos.

1. Desenhar um projeto conjugal de curto prazo, 3 a 6 meses, possivelmente


aprofundando um dos assuntos acima (4 semanas).
2. Desenhar um projeto conjugal de longo prazo, 3 a 5 anos (4 semanas).
Material de Apoio:
Neste módulo, como nos outros, pode pedir material de apoio através do e-mail
<minhalianca@hotmail.com>.

Possíveis módulos avançados – Outros livros, como o de Willard Harley, Ela Precisa,
Ele Deseja, podem ser a base para um módulo avançado.

C. Proposta de Mentoria

1. Durante o semestre que a equipe-em-formação esteja estudando o livro do David


Kornfield, cada casal ora e escolhe mais três segundo afinidade para convidar a
serem um grupo de mentoria juntos no seguinte semestre. Deve ter uma lista de
suplentes para convidar se um ou outro casal não aceitar.
2. O casal mentor ou facilitador deve conversar sobre seus papéis. Segundo seus
dons e personalidade e conhecimento do assunto sendo trabalhado, definam quem
assumirá as diversas responsabilidades. Separem um tempo semanal para
conversar e orar pelo grupo.
3. De vez em vez, o grupo de quatro casais se dividirá em dois grupos, com homens
e mulheres separados; cada um com seu facilitador.
4. Ser mentor ou facilitador não é algo que automaticamente entendemos ou fazemos
bem. Veja a página deste site para mentores ou facilitadores, que deve ser
trabalhada pela equipe no semestre antes de abrir o ministério com grupos de
casais.
5. Uma vez aberta o ministério com grupos de casais, a equipe deve agendar
encontros para manter a comunicação, resolver os problemas que surgem e
continuar dando apoio a seus próprios casamentos. Isto pode ser feito através de
encontros regulares ou periódicos antes ou depois do encontro semanal de casais
e/ou através de um mini-retiro num sábado bimensalmente, encontrando-se para o
café e continuando até a hora do almoço.
6. O casal líder da equipe normalmente fez a mentoria dos outros casais no semestre
da formação da equipe. Recomendamos que esse casal não escolhe um novo
grupo para mentorear. O papel desse casal seria apoiar os outros casais
mentores. Veja mais. Se os outros casais sentem-se seguros e firmes e não
acham que precisam desse apoio, o casal líder da equipe pode escolher e liderar
seu próprio grupo de casais.
7. Quando um casal precisa de um apoio ou aconselhamento específico, além da
interação no grupo, um membro da equipe pode fazê-lo ou indicar outros
conselheiros.
8. Mais na frente quando a equipe amadurecer e crescer, pode considerar outras
opções que permitem mais casais participarem. Por exemplo, poderia incluir casais
interessados sem um mentor facilitador experiente, descobrindo esse facilitador na
hora com um membro da equipe funcionando no papel de apoio para esse(s)
facilitador(es) verde(s). Sugerimos que apenas considere esta opção depois de
haver ganhando bastante experiência com o modelo de apenas ter casais por
convite.

D. Proposta de Retiros e Eventos Especiais

1. Cada módulo começa com um retiro de um dia, com ensino pela manhã e lazer à
tarde.
2. Pode haver jantares especiais para o grupo inteiro, como, por exemplo, no dia dos
namorados.
3. Cada grupo pode marcar saídas especiais também, como num final de semana,
num aniversário ou algo parecido.
4. O encontro de casais de um final de semana é algo muito especial; encorajamos
todos a participarem em algum momento, possivelmente no final do primeiro ano
ou início do segundo.

E. Outras Opções para o Ministério Aliança

1. Assumir o papel de fazer aconselhamento pré-nupcial, com casais que mentoreiam


os noivos.
2. Fazer uma boa ponte entre este ministério e outros que podem ser
complementares, como os ministérios de restauração, de aconselhamento, etc.

Casais que não participam do Ministério Aliança podem ser aconselhados ou socorridos
pela equipe de forma simples ou encaminhados para outros recursos se precisarem de
continuidade.

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vendo mais detalhes sobre o papel do mentor ou líder/facilitador de um grupo.

O Papel de Mentor ou Líder/Facilitador de um Grupo

O mentor, líder ou facilitador, torna mais fácil a participação de todos, inclusive dele
mesmo, de forma que todos alcancem seus alvos. Esses servos/líderes ajudam todos os
membros do grupo a expressarem-se e sentirem-se apoiados.

O ritmo normal de uma reunião do grupo pode ser:

1. Iniciar com oração;


2. Retorno rápido e objetivo a assuntos ou tarefas pendentes que foram conversados
na semana anterior;
3. Pedir que cada pessoa compartilhe sobre o que mais chamou atenção na leitura da
semana. (Seja sensível à possibilidade de um ou dois casais aprofundarem temas
particulares que nem estão ligados ao assunto abordado na leitura. Se isso
acontecer com uma certa freqüência, talvez precisem de reuniões extras para
recuperar os assuntos do módulo.)
4. Com uma certa freqüência, dividir homens e mulheres.
5. Encerrar com 15 a 20 minutos de oração séria, até mini-ministrações. Muitas
vezes, isso pode ser mais eficaz em duplas, trios ou grupos de quatro.

Qualidades do Mentor ou Facilitador

1. Experimentado: já participou de um grupo com um mentor e aprendeu com essa


pessoa como mentorear.
2. Modelo: sabe demonstrar as atitudes que deseja ver nos outros, incluindo ser
assíduo nas tarefas.
3. Transparente: sabe abrir seu coração e não tem dificuldade de compartilhar sua
história e seus problemas.
4. Fiel: uma pessoa de palavra, confiável, sabe guardar sigilo (manter as coisas do
grupo dentro do grupo e/ou dentro da equipe).
5. Ensinável: deseja crescer; tem um espírito humilde o suficiente para receber
correção ou orientação dos outros membros do grupo.
6. Sabe fazer boas perguntas. Não é um requisito, mas ajuda muito se foi treinado no
modelo de mentoria, AROA.
7. Ouvinte: não domina as conversas; deixa os outros à vontade para falar. Além das
palavras, ouve também o coração das pessoas.
8. Entende e respeita limites, levando o grupo a fazer o mesmo. Não permite uma
pessoa dominar.
9. Discernimento: procura ouvir a Deus e ajuda os outros a fazerem o mesmo.

Papel do Facilitador

1. Facilitar para que todos participem (sem forçar) – Pv 20.5.


2. Ser bom ouvinte – Tg 1.19, 26.
3. Ter sempre a lição estudada – Tg 1.25.
4. Abrir seu coração com coragem; às vezes, se o facilitador abre seu coração,
inspira confiança para que outras pessoas façam o mesmo, aprofundando o nível
de abertura do grupo – Pv 15.23.
5. Ter o coração aberto para aprender mais com os outros do grupo – Pv 27.17.
6. Planejar, durante a semana, o tempo do grupo: o compartilhar de cada um,
respostas, pedidos de oração, oração em duplas ou em grupo, etc. – Lc 14.28-30;
Pv 16.1.
7. Sempre que possível, ligar para as pessoas que faltarem às reuniões (ou delegar
para alguém do grupo).
8. Procurar discernir onde Deus está trabalhando em sua vida e casamento para
compartilhar, se for apropriado, com o grupo – Pv 25.11.

O que não é Papel do Facilitador

1. Julgar – Tg 4.11-12; Lc 6.41-42.


2. Dar conselhos extensos, principalmente de algo que ele mesmo não põe em
prática.
3. Contar casos de outros sem manter a confidencialidade.
4. Falar mais do que os outros – Tg 1;19; Pv 12.18.
5. Ter vergonha de demonstrar fraqueza – Pv 13.10; Pv 12.1.
6. Colocar-se em vantagem por já ter superado algo – Lc 18.10-14.
7. Ser dono da verdade – Pv 12.15.
8. Usar a frase “Deus me falou que” para impor sua opinião, mesmo que sinta que o
Espírito falou com ele. Se sua opinião for do Espírito, vai impactar e gerar o efeito
que Deus quer na vida das pessoas – 2 Pe 1.21.
9. Usar versículos para julgar ou condenar. Se alguém do grupo realmente deixar a
desejar, ele segue os passos de Mt 18.15-17, falando com a pessoa de forma
particular como um primeiro passo.
10. Ter um pré- julgamento ou discriminação por uma pessoa do grupo. Todos têm o
seu tempo determinado por Deus para tomar passos de crescimento. Sempre é
válido investir tempo e paciência nos componentes do grupo – Lc 16.15; Lc 15.1-7.
11. Pôr panos quentes nos confrontos dentro do grupo. Sempre que possível, ajude o
grupo a chegar a um denominador comum. Quando não conseguir, peça ajuda do
líder da equipe (o apoiador).

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vendo mais detalhes sobre o papel do apoiador dos mentores e os grupos.
O Papel do Apoiador dos Mentores e Grupos

Para iniciar o ministério, o casal líder da equipe normalmente mentorea três outros casais
para um semestre. Quando esses casais passam a abrir seus próprios grupos, o casal
líder da equipe não abre um grupo. Baseado na experiência de haver mentoreado os
casais na equipe no semestre anterior, agora ele passa a ser um apoiador deles.
Futuramente um mentor que levantar outros mentores pode também passar a ser um
apoiador.

Os casais mentores ou facilitadores lideram os grupos, provavelmente um total de três


grupos se cada casal abrir um novo grupo. O apoiador é externo ao grupo. Ele visita e
observa, ficando nos bastidores. O papel de apoiador não funciona se ele/a fica sempre
com um grupo, tornando-se parte do grupo. Ele visita mas depois se afasta, a não ser
que haja alguma crise ou conflito sério. Ele vem e vai porque ele apoia dois ou três
grupos, especialmente os facilitadores ou mentores do grupo, para que os grupos sejam
um sucesso. O casal pode visitar um grupo juntos ou se separarem para visitar grupos
diferentes. Além de visitar os grupos, o casal apoiador pode usar o tempo do encontro
dos casais de várias formas. Podem aconselhar um casal em crise, planejar o próximo
encontro, passar um tempo em intercessão ou conversar juntos sobre o andamento dos
grupos.

O Ritmo Normal de um Apoiador Pode Ser:

1. Encostar num de seus grupos por 20 a 30 minutos, normalmente sem falar nada,
apenas ouvindo e observando pontos positivos para dar feedback para o facilitador
e, se precisar, um ponto que pode melhorar.
2. Semanalmente, conversar com o mentor fora do grupo, ainda que seja por 5
minutos ao final ou antes dos grupos se encontrarem. Nessa conversa deve ouvir
as preocupações do facilitador e ajudá-lo da melhor forma que puder.
3. Se o primeiro grupo que visitar estiver bem, passe a assistir um de seus outros
grupos. Outra opção é ficar com um grupo a cada semana, alternando-os; nesse
caso, teria que se esforçar para não tornar-se participante ativo do grupo.
4. Ligar para pessoas que faltarem em seus grupos. Se o facilitador também fizer
isso, a pessoa que faltar receberá dois telefonemas. Deve estabelecer a
expectativa que quem faltar irá comunicar-se com seu mentor de antemão, para
que a comunicação se mantenha. para que o grupo se sente valorizado e para que
possam apoiar esse casal em oração.
5. Normalmente, o apoiador apenas participa num grupo se for convidado e essa
participação for curta, rápida e objetiva, respondendo ao pedido ou necessidade do
grupo, e então devolver a palavra ao mentor/facilitador e ao grupo.
6. Se o mentor e grupo pedirem, de forma excepcional, o apoiador pode ajudar de
forma mais extensa, mas isso deve ser um convite claro e objetivo, entendido como
exceção. Nesse caso, se negligenciar outro de seus grupos, deve dar mais atenção
para este na próxima semana. O apoiador pode ajudar através de uma mini-
ministração, aconselhamento, um mini-ensino de 5 a 15 minutos ou apoiar o
facilitador, se ele mesmo estiver precisando de atenção e o grupo não souber
como ajudar.
7. Se alguém em um de seus grupos precisar de atenção individual maior, o apoiador
pode reunir-se com ele à parte, durante o tempo do grupo ou em outro horário.
8. Se o apoiador perceber que um problema ou conflito vai além de sua habilidade,
deve procurar ajuda, possivelmente do pastor, um psicólogo ou alguém nos
ministérios de aconselhamento ou restauração de vidas.
9. O apoiador deve estar aberto a feedback quanto a como melhorar, vindo da parte
de sua equipe, de membros dos grupos ou até de seu cônjuge!

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vendo outras ferramentas para o ministério de casais.

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