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Angulos Poli´edricos

Para tornar a discuss˜ao mais clara, comec¸amos com a definic¸˜ao de pol´ı-

gonos.

Definic¸˜ao

Seja n um inteiro maior do que 2. Sejam A 1 , A 2

distintos de um plano, A 1 = A n+1 e A n+2 = A 2 Se os segmentos A i A i+1 ,

exceto pelas suas extremidades, s˜ao disjuntos dois a dois, ent˜ao a uni˜ao

desses segmentos ´e um pol´ıgono com v´ertices A i , lados A i A i+1 e ˆangulos

A i A i+1 A i+2 . Um pol´ıgono de n lados ´e chamado de n-ˆangulo. Se para

cada lado de um n-ˆangulo P temos que P est´a em um dos semiplanos

definidos por , ent˜ao P ´e convexo e a intersecc¸˜ao desses semiplanos ´e o

interior de P . Um pol´ıgono ´e regular se tem todos os lados congruentes e

todos os ˆangulos congruentes.

, A n1 , A n pontos

N.B. Um pol´ıgono de v´ertices A 1

n .

Todos os pol´ıgonos considerados s˜ao convexos, a menos que seja dito o

contr´ario.

, A n ser´a denotado por A 1 A 2

A

,
,

Nilton Barroso (UnB)

Geometria

30 de agosto de 2017

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Definic¸˜ao

A n e um ponto V que n˜ao est´a sobre

o plano do pol´ıgono, chama-se ˆangulo pol´edrico convexo ou anguloide

convexo `a figura formada pelos raios de v´ertice V e que passam pelos pontos

do pol´ıgono dado e do seu interior. O ponto V ´e o v´ertice do anguloide,

os raios

que passam pelos v´ertices do pol´ıgono

s˜ao as arestas do anguloide e os ˆangulos formados por raios que passam

por v´ertices consecutivos s˜ao as faces do anguloide que ser˜ao denotadas

por a 1 Va 2 ,

seus respectivos interiores ´e a sua superf´ıcie. Os ˆangulos diedros formados

por faces consecutivas s˜ao chamados de diedros do anguloide e denotados

por a 1 a 2 a 3 ,

seu contorno s˜ao chamados de pontos interiores e os pontos que n˜ao

n1 a n a 1 . Os pontos de um anguloide que n˜ao est˜ao no

Dado um pol´ıgono convexo A 1

VA 1

a 1 ,

, VA n

=

= a n

a

n1 Va n . O uni˜ao das faces do anguloide juntamente com

,a

pertencem ao anguloide s˜ao chamados de pontos exteriores.

O anguloide de v´ertice V e arestas a 1 ,

Nilton Barroso (UnB)

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,a n ser´a denotado por Va 1

a

n

.

,
,

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Nilton Barroso (UnB) Geometria , 30 de agosto de 2017 3 / 25 Definic¸˜ao O

Nilton Barroso (UnB)

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Definic¸˜ao

O anguloide de n arestas ´e chamado de n-edro. Em particular, o anguloide

de trˆes arestas ´e chamado de triedro.

Teorema 80

Em todo anguloide qualquer face ´e menor do que a soma das demais.

Dem.

Primeiramente provaremos o resultado no caso de um triedro Va 1 a 2 a 3 .

Se a 1 Va 2 ´e a maior face do triedro dado, tome um raio a de v´ertice V

no interior de a 1 Va 2 tal que a Va 2 a 2 Va 3 . Considere os pontos A a e

A 3 a 3 tais que VA VA 3 ; sejam ainda A 2 um ponto arbitr´ario de a 2 e A 1 a intersecc¸˜ao da reta A A 2 com a 1 . Note que os triˆangulos A VA 2 e

A 2 VA 3 s˜ao congruentes por LAL, de onde conclu´ımos que A A 2 A 3 A 2 .

Em relac¸˜ao ao triˆangulo A 1 A 2 A 3 sabemos que

Nilton Barroso (UnB)

A 1 A 2 <A 1 A 3 +A 2 A 3 .

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Nilton Barroso (UnB) Geometria , 30 de agosto de 2017 5 / 25 Como A

Nilton Barroso (UnB)

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Como A 1 A 2 =A 1 A +A A 2 , temos

A 1 A +A A 2 <A 1 A 3 +A 2 A 3 .

Lembrando que A A 2 A 3 A 2 conclu´ımos que

A 1 A <A 1 A 3 .

()

Observe que os triˆangulos A 1 VA eA 1 VA 3 tˆem dois lados congruentes,

a saber VA VA 3 e VA 2 que ´e comum; os demais satisfazem (). Como

o maior lado se op˜oe ao maior ˆangulo, conclu´ımos que a 1 Va < a 1 Va 3 .

Juntamente com a Va 2 a 2 Va 3 resulta que

a 1 Va +a Va 2 <a 1 Va 3 +a 2 Va 3 ,

ou seja

a 1 Va 2 <a 1 Va 3 +a 2 Va 3 .

´

E claro que o mesmo resultado vale para as outras faces. Por exemplo,

a 1 Va 3 a 1 Va 2 <a 1 Va 3 +a 2 Va 3 a 1 Va 2 +a 2 Va 3 .

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Agora vejamos o caso de um anguloide de n arestas Va 1

a n . Mais uma

vez, seja a 1 Va 2 a maior face desse anguloide. Tome os planos definidos pelo

n . Dessa forma, dividimos o anguloide , Va 1 a n1 a n , onde pode-se aplicar o

em n 2 triedros Va 1 a 2 a 3 , Va 1 a 3 a 4 ,

raio a 1 e pelas demais arestas a 3 ,

a

resultado demonstrado no caso anterior. Assim

a 1 Va 2 <a 1 Va 3 +a 2 Va 3

a 1 Va 3 <a 3 Va 4 +a 1 Va 4

de onde vem que

a 1 Va n1

<a n1 Va n +a n Va 1 ,

a 1 Va 2 <a 2 Va 3 +a 3 Va 4 +⋯+a n Va 1 .

Procedendo como no caso do triedro, podemos estender o resultado para

as demais faces do anguloide

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Nilton Barroso (UnB) Geometria , 30 de agosto de 2017 7 / 25 Nilton Barroso (UnB)

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Teorema 81

Em todo triedro qualquer face ´e maior que a diferenc¸a das duas restantes.

Dem. Seja a 1 Va 3 a face do triedro Va 1 a 2 a 3 que ´e menor do que as duas

´

restantes. E claro que basta provarmos o resultado para esta face, pois se

uma face ´e maior ou igual que uma segunda face ser´a maior que essa ultima´

menos a face restante.

face ser´a maior que essa ultima´ menos a face restante. Pelo teorema 8 0 temos que

Pelo teorema 80 temos que

a 1 Va

isto ´e

a 1 Va

2

3

<a 1 Va 3

+a 2 Va 3 ,

>a 1 Va 2

a 2 Va 3 .

3 , > a 1 Va 2 − a 2 Va 3 . A partir do

A partir do pr´oximo teorema usaremos a letra r para simbolizar um ˆangulo

reto.

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Teorema 82

Em todo anguloide a soma das faces ´e menor do que quatro ˆangulos retos.

Dem. Novamente dividiremos em casos. Primeiro o triedro. Seja VA a semirreta de v´ertice V oposta `a aresta a 1 do triedro Va 1 a 2 a 3 .

`a aresta a 1 do triedro Va 1 a 2 a 3 . No triedro Va

No triedro Va 2 a 3 a , pelo teorema 80 temos que

a

2 Va 3

<a 2 Va +a 3 Va .

Isso implica que

a 1 Va 2

+a 1 Va 3 +a 2 Va 3

<a 1 Va 2 +a 1 Va 3 +a 2 Va +a 3 Va .

Observe que a 1 Va 2 +a 2 Va =a 1 Va 3 +a 3 Va = 2r , assim

a 1 Va 2 +a 1 Va 3 +a 2 Va 3 <2r +2r =4r.

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Vejamos o caso de anguloide de n arestas Va 1 a 2

a

n .

Prolongando-se as faces a n2 Va n1 e a 1 Va n , elas se interceptar˜ao em um

raio a de v´ertice V exterior ao anguloide, por convexidade. Para o triedro

Va n a n1 a vale que

a n Va n1 <a n1 Va +a n Va ,

logo

Σ n =a 1 Va 2 +a 2 Va 3 +⋯+a n2 Va n1 +a n1 Va n +a n Va 1

<a 1 Va 2 +⋯+a n2 Va n1 +a n1 Va +a n Va +a n Va 1

=a 1 Va 2 +⋯+

a n2 Va

+

a Va 1 .

Obtemos dessa forma a soma dos ˆangulos de um anguloide Va 1 a 2

cuja soma das faces Σ n1 ´e tal que Σ n < Σ n1 . A repetic¸˜ao do processo

acima nos d´a uma sequˆencia

a

n2 a

Σ n <Σ n1 <<Σ 4 <Σ 3 <4r,

como quer´ıamos demonstrar.

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Definic¸˜ao

Um ˆangulo ´e dito agudo se ´e menor do que um ˆangulo reto e ´e dito obtuso

se ´e maior que um ˆangulo reto.

Teorema 83

Se por um ponto de um plano tomamos duas semirretas, uma perpendicular

e outra obl´ıqua a esse plano, essas duas semirretas formam um ˆangulo agudo

se est˜ao no mesmo semiespac¸o ou obtuso se est˜ao em semiespac¸os distintos

Dem. Exerc´ıcio.

se est˜ao em semiespac¸os distintos Dem. Exerc´ıcio. Dado um triedro Va 1 a 2 a 3

Dado um triedro Va 1 a 2 a 3 , seja a 1 a semirreta de v´ertice V perpendicular

ao plano a 2 a 3 e no mesmo semiespac¸o de a 1 . Analogamente sejam a 2 e a

as semirretas de v´ertice V ortogonais aos planos a 1 a 3 e a 1 a 2 e no mesmo

3

semiespac¸o de a 2 e a 3 , respectivamente. Obtemos dessa forma um novo

triedro Va 1 a 2 a 3 .

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Definic¸˜ao

O triedro Va

1

a 2 a

3 ´e o triedro suplementar do triedro Va 1 a 2 a 3 .

Teorema 84

Se o triedro Va

mentar de Va

1

a 2 a

1

a 2 a

3 ´e o suplementar de Va 1 a 2 a 3 , ent˜ao Va 1 a 2 a 3 ´e o suple-

3 . Em outras palavras, o suplementar do suplementar de

um triedro ´e o pr´oprio triedro.

Dem. Seja Va 1 a 2 a 3 um triedro e Va

1

a 2 a

3 seu triedro suplementar. Temos

que a 2 perpendicular ao plano a 1 a 3 e que a 3 ´e perpendicular a a 1 a 2 . Con-

clu´ımos que a 1 ´e perpendicular a a 2 ea 3 . Isto significa que a 1 ´e perpendicular

ao plano a

o

ˆangulo entre essas retas deve ser agudo. Ent˜ao, novamente pelo teorema

2 a 3 .

Como a 1 e a 1 est˜ao do mesmo lado do plano a 2 a 3 , pelo teorema

83
83
do mesmo lado do plano a 2 a 3 , pelo teorema 83 8 3 ,

83 , a 1 e a 1 devem estar do mesmo lado de a

2 a 3 .

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Aplicando esse mesmo racioc´ınio para as demais arestas do triedro Va 1 a 2 a 3 ,

conclu´ımos que ele ´e o suplementar de Va 1 a 2 a 3 .

o suplementar de Va 1 ′ a 2 a 3 . ′ ′ O pr´oximo resultado

O pr´oximo resultado justifica a nomenclatura utilizada na identificac¸˜ao

do triedro Va 1 a 2 a 3 .

Teorema 85

Se dois triedros s˜ao suplementares as faces de um e os diedros do outro s˜ao

suplementares.

Dem. Seja Va 1 a 2 a 3 um diedro e Va 1 a 2 a 3 seu diedro suplementar. Considere

o diedro a 2 a 1 a 3 . Temos que:

1. A aresta a 2 ´e ortogonal `a face a 1 a 3 e est´a no mesmo semiespac¸o

desse plano que a face a 1 a 2 ;

2. A aresta a 3 ´e ortogonal `a face a 1 a 2 e est´a no mesmo semiespac¸o

desse plano que a face a 1 a 3 ;

3. O plano a

2

a

3 ´e perpendicular `a aresta a 1 .

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Em particular, os itens acima implicam que o plano que cont´em a 2 e a

3

′′

determina um ˆangulo plano a Va

2

′′

3

a 2 Va 3 e a 2 Va 3 s˜ao retos. Seja a

′′

′′

do diedro a 2 a 1 a 3 e al´em disso os ˆangulos

´e a semirreta de v´ertice V oposta `a

′′′

3

semirreta a 3 ; como os ˆangulos a Va

2

′′

′′

a 2 Va

′′

3

a 2 Va . Isso significa que

3

′′′

′′′

3

e a Va 2 s˜ao retos, conclu´ımos que

3

′′

a 3 Va 2 +a Va

3

′′

′′

2

=a 3 Va 2 +a 2 Va

′′′

3

=2r.

Dado o triedro Va 1 a 2 a 3 , definimos

F 1 =a 2 Va 3 ,

F 2 =a 1 Va 3 ,

F 3 =a 1 Va 2 ,

D 1 =a 2 a 1 a 3 ,

D 2 =a 1 a 2 a 3 ,

D 3 =a 1 a 3 a 2 .

Se Va

1

a 2 a

3 ´e o triedro suplementar de Va 1 a 2 a 3 , os teoremas

implicam que, para i = 1, 2, 3 vale

F i +D =F +D i =2r.

i

i

84 e 85 ,
84
e
85
,

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Teorema 86

Em qualquer triedro um diedro acrescido de dois ˆangulos retos ´e maior que

a soma dos demais diedros.

Dem. Seja D 1 o menor diedro do triedro Va 1 a 2 a 3 . Se Va

1

triedro suplementar temos que

a 2 a

F <F +F 3 .

1

2

que ′ a 2 a F < F + F 3 . 1 2 ′ ′

Por outro lado, o teorema 85 implica que F =2r D i , ou seja,

i

2r D 1 <2r D 2 +2r D 3

3 ´e o seu

Conclu´ımos que

D 1 +2r >D 2 +D 3 .

Para verificar a desigualdade para os demas diedros de Va 1 a 2 a 3 note que se

D 2 D 1 , ent˜ao D 2 +2r D 1 +2r >D 2 +D 3 D 1 +D 3 .

,
,

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Teorema 87

A soma dos diedros de um triedro ´e maior que dois ˆangulos retos e menor

que seis ˆangulos retos

Dem. Sejam Va 1 a 2 a 3 o triedro dado e Va

1

a 2 a

3 o seu triedro suplementar.

Temos que F +F +F < 4r . Da´ı, lembrando que F =2r D i , obtemos

1

2

3

i

2r D 1 +2r D 2 +2r D 3 <4r,

isto ´e,

D 1 +D 2 +D 3 >2r.

Por outro lado como D i < 2r , vale que D 1 +D 2 +D 3 <6r.

,
,
Definic¸˜ao Os anguloides Va 1 a n e Va 1 a n s˜ao congruentes se
Definic¸˜ao
Os anguloides Va 1
a
n e Va 1
a
n s˜ao congruentes se possuem faces
hom´ologas e diedros hom´ologos congruentes, isto ´e, F i ∼F i e D i ∼D i .

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Teorema 88

Se dois triedros s˜ao congruentes, ent˜ao seus triedros suplementares ser˜ao

congruentes.

Dem. Considere os triedros Va 1 a 2 a 3 , Va 1 a 2 a 3 e seus respectivos triedros

suplementares Va

a 3 e seus respectivos triedros suplementares Va ′ 1 ′ ′ ′ ′ a 2

1

′ ′ ′ ′ a 2 a 3 e Va ′ a 2 a 3
a 2 a
3 e Va ′
a 2 a
3 . Suponhamos queVa 1 a 2 a 3 ∼ Va 1 a 2 a 3 ;
1

neste caso temos que D i D i e F i F i para i = 1, 2, 3. Como

D i +F =2r =D i +F e F i +D =2r =F i +D i ,

i

i

i

conclu´ımos que F F e D D , ou seja, Va

i

i

i

i

1 a 2 a 3 Va 1 a 2 a 3 .

3 ∼ Va ′ 1 a 2 a 3 . ′ ′ ′ ′ Agora veremos

Agora veremos os casos de congruˆencia de triedros.

Teorema 89 (FFF)

Se dois triedros Va 1 a 2 a 3 eVa 1 a 2 a 3
Se dois triedros Va 1 a 2 a 3 eVa 1 a 2 a 3 s˜ao tais que F 1 ∼F 1 ,F 2 ∼F 2 eF 3 ∼F 3 ,
ent˜ao Va 1 a 2 a 3 ∼Va 1 a 2 a 3

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Dem. Sejam α e α ˆangulos planos dos diedros D 1 e D 1 , respectivamente,

passando pelos pontos C a 1 e C a 1 . Podemos supor, sem perda de

generalidade, que VC V C . Suponha ainda que os ˆangulos a 1 Va 2 e a 1 Va 3

ainda que os ˆangulos a 1 Va 2 e a 1 Va 3 s˜ao agudos. Pelo

s˜ao agudos. Pelo teorema 83 as semirretas a 2 , a 3 e a 2 , a 3 interceptam os

ˆangulos α e α nos pontos A, B e A, B, respectivamente.

α e α nos pontos A , B e A , B , respectivamente. Nilton Barroso
α e α nos pontos A , B e A , B , respectivamente. Nilton Barroso

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Como por hip´otese temos que AVC A V C , o esquema de con-

gruˆencia ALA nos d´a que AVC A V C ; analogamente BVC B V C .

Conclui-se da´ı que VA V A e VB V B . Como AVB A V B , por LAL

temos que AB A B. Finalmente, por LLL temos que ABC A B C ,

ou seja, ACB A C B. Isso significa que D 1 D 1 . De forma semelhante

podemos provar que D 2 D 2 e D 3 D 3 ; isso mostra que os triedros s˜ao

congruentes.

D 3 ; isso mostra que os triedros s˜ao congruentes. N.B. No argumento acima assumimos explicitamente

N.B. No argumento acima assumimos explicitamente que a 1 Va 2 e a 1 Va 3 s˜ao ˆangulos agudos. O mesmo resultado pode ser demonstrado para as situac¸˜oes onde os ˆangulos s˜ao obtuso-obtuso, agudo-obtuso, agudo-reto, obtuso-reto e reto-reto. Por exemplo, se os ˆangulos s˜ao retos conclu´ımos

que a 2 Va 3 e a 2 Va 3 s˜ao ˆangulos planos do diedros e da´ı D 1 D 1 ; se os ˆangulos s˜ao obtusos, ent˜ao os ˆangulos formados com a semirreta oposta `a a 1 s˜ao agudos e ca´ımos no caso j´a estudado. Os demais casos s˜ao menos elementares e os deixaremos como desafio para o leitor diligente.

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Teorema 90 (DDD)

Se dois triedros Va 1 a 2 a 3 e Va 1 a 2 a
Se dois triedros Va 1 a 2 a 3 e Va 1 a 2 a 3 s˜ao tais que D 1 ∼ D 1 , D 2 ∼ D 2 e
D 3 ∼D 3 , ent˜ao Va 1 a 2 a 3 ∼Va 1 a 2 a 3
Dem. Sejam Va 1 ′ a 2 a
3 e Va ′ 1 a 2 a
3 os triedros suplementares de Va 1 a 2 a 3 e
′ 1 a 2 a 3 os triedros suplementares de Va 1 a 2 a 3
′ 1 a 2 a 3 os triedros suplementares de Va 1 a 2 a 3

Va 1 a 2 a 3 , respectivamente. De acordo com o teorema 85 temos que

D i +F =2r

i

D i +F =2r

i

e como por hip´otese D 1 D 1 , D 2 D 2 e D 3 D 3 , resulta que

1

F

F 1 , F F 2 e F F 3 .

2

3

3 s˜ao con-

gruentes. Pelo teorema 88 seus suplementares ser˜ao congruentes, mas

De acordo com o teorema

ser˜ao congruentes, mas De acordo com o teorema 9 0 os triedros Va 1 ′ a

90 os triedros Va 1 a 2 a

3 e Va 1 a 2 a

′ ′
a 2 a ′ ′ 3 e Va ′ 1 a 2 a ′ ′ pelo

pelo teorema 84 esses triedros s˜ao exatamente Va 1 a 2 a 3 e Va 1 a 2 a 3 .

,
,

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Teorema 91 (FDF)

Se dois triedros Va 1 a 2 a 3 eVa 1 a 2 a 3
Se dois triedros Va 1 a 2 a 3 eVa 1 a 2 a 3 s˜ao tais que D 1 ∼D 1 ,F 2 ∼F 2 eF 3 ∼F 3 ,
ent˜ao Va 1 a 2 a 3 ∼Va 1 a 2 a 3

Teorema 92 (DFD)

Se dois triedros Va 1 a 2 a 3 e Va 1 a 2 a
Se dois triedros Va 1 a 2 a 3 e Va 1 a 2 a 3 s˜ao tais que D 1 ∼ D 1 , D 2 ∼ D 2 e
F 3 ∼F 3 , ent˜ao Va 1 a 2 a 3 ∼Va 1 a 2 a 3

Dem. Temos

D 1 +F D 1 +F 1

1

D 1

= 2r

= 2r

,

D 1

D 2 +F D 2 +F 2

2

D 2

= 2r

= 2r

,

D 2

F 3 +D 3 D 3 +F 3

F 3

= 2r

= 2r

.

F 3

1

F

= F

1

Pelos teoremas

Nilton Barroso (UnB)

91 ,
91 ,

e′ 1 F = F ′ 1 Pelos teoremas Nilton Barroso (UnB) 91 , ′ F

F = F

2

2

teoremas Nilton Barroso (UnB) 91 , e ′ F = F 2 ′ 2 8 4

84 o resultado segue.

Geometria

′ D ′ 3 = D 3
D
3 = D
3
,
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Referˆencias I

[1] Elementry Geometry from an Advanced Viewpoint, E. E.

Moise, Adison Wesley, 3 a edic¸˜ao, 1990.

[2] Euclidean Geometry and Transformations, C. W. Dodge,

Dover, 2004.

[3] Euclid’s Elements, T. L. Heath, Dover, Vols. 1, 2 e 3, 1956.

´

[4] Elementos de Algebra, J. Monteiro, Elementos de Matem´atica –

Instituto de Matem´atica Pura e Aplicada (IMPA), Ao Livro T´ecnico

S.A., 1969.

[5] Foundations of Geometry (Grundlangen der Geometrie),

D. Hilbert, Open Court, La Salle - Illinois.

[6] Geometria. Antˆonio Caminha Muniz Neto, Colec¸˜ao PROFMAT,

SBM, 2013.

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Geometria

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Referˆencias II

[7] Geometry and the Imagination, Hilbert & Cohn-Vossen, AMS

Chelsea, 1952.

[8] Geometry: Euclid and Beyond, R. Hartshorne, Springer, 2000.

[9] Introduction to Geometry, Coxeter, Jonh Wiley and Sons, 1962.

[10] Introduc¸ ao˜ a` Geometria Espacial , P. C. P. Carvalho, SMB ,

1993.

[11] Introduc¸ ao˜ a`

Historia´

da Matematica´

, Traduc¸˜ao de Hygino

H. Domingues, Editora da UNICAMP, 2004.

[12] Lec¸ons de Geom´

etrie´

´

Elementaire´

mand Colin. Vols. 1 e 2, 1905.

, J. Hadamard, Librairie Ar-

[13] Os Elementos, Euclides, Traduc¸˜ao do grego de Irineu Bicudo,

UNESP, 2009.

Nilton Barroso (UnB)

Geometria

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Referˆencias III

[14] The Works of Archimedes, T. L. Heath, Dover, 2002.

[15] What is Mathematics? R. Courant & H. Robbins, Revisado por Ian Stewart, Oxford University Press, 1996.

Nilton Barroso (UnB)

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