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Após 3 anos em cartaz, ‘Relatos Selvagens’ terá

última sessão no sábado (2), no Belas Artes


POR GUILHERME GENESTRETI

“Mas você conhece Gabriel Pasternak?”

A frase que é conhecida por qualquer um que já tenha assistido a “Relatos Selvagens”,
sucesso do argentino Damián Szifrón, será ouvida pela última vez num cinema paulistano
neste sábado (2).

É que após três anos em cartaz no Cine Belas Artes, a comédia de humor negro sairá de
cartaz. A última sessão ocorre às 16h20 e deve ser especial. Segundo a assessoria de
imprensa do cinema, a ocasião deve reservar sorteio de brindes para marcar o evento.

O filme, que concorreu ao Oscar pela Argentina, é composto de seis histórias que têm em
comum o fato de girarem em torno de vingança. Há tramas sobre disputas na estrada,
percalços com a burocracia, e assim vai. Na melhor delas, a última, uma noiva prepara uma
revanche contra o noivo bem no dia do casamento.

No Belas Artes, “Relatos Selvagens” permaneceu em cartaz por 162 semanas consecutivas
desde que estreou, em 23 de outubro de 2014, e foi visto ali por 41.156 pessoas, segundo
informa o local.

Aquele cinema, na região central de São Paulo, é conhecido por abrigar filmes que ficam um
longo tempo em suas salas. Antes de o Belas Artes ser reaberto, o recorde pertencia a
“Medos Privados em Lugares Públicos”, de Alain Renais, que também seguiu por três anos
em cartaz (de 2009 a 2012).

Outros títulos longevos foram “2046”, de Wong Kar-Wai, por dois anos (2006 a 2008), “O
Filho da Noiva”, de Juan José Campanella, por 1 ano e 1 mês (outubro de 2002 a novembro
de 2003), “As Bicicletas de Belleville”, de Sylvain Chomet, por 11 meses (maio de 2004 a
abril de 2005), e “Elsa e Fred”, de Marcos Carnevale, também 11 meses (junho de 2006 a
maio de 2007).

Mais recentemente, “Relatos Selvagens” voltou a ser bastante discutido nas redes quando a
Globo o exibiu na “Tela Quente”, no último dia 20. Na ocasião, o título virou um dos
assuntos mais comentados no Twitter.