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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

CAMPUS DO SERTÃO
CURSO DE PEDAGOGIA
DISCIPLINA: AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

ESTUDO DIRIGIDO

Texto Base: SORDI, Mara Regina Lemes de; LUDKE, Menga. DA AVALIAÇÃO DA
APRENDIZAGEM À AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: APRENDIZAGENS NECESSÁRIAS. In.:
Avaliação, Campinas; Sorocaba, SP, v. 14, n. 2, p. 253-266, jul. 2009.

Aluno: MARCEL SILVA GARRIDO (14114019)

Questões:

1º) “A organização do trabalho escolar como atividade que reúne diferentes atores é afetada
por esta diversidade de concepções, interesses, valores. Disto deriva a necessidade de
construção de acordos mínimos para que se balizem as decisões que são tomadas, sem os
quais pode-se comprometer a eficácia do trabalho planejado. A avaliação da aprendizagem
como uma categoria constitutiva do trabalho pedagógico com alta força indutora nas formas
de agir dos atores escolares merece atenção especial visando entender/desvelar seu modus
operandi, dentro e fora da sala de aula, dentro e fora da escola”.
A assertiva acima revela a necessidade de rediscutir a escola, explique o que representa
“entender/desvelar seu modus operandi”.

Resposta: Enender/desvelar o modus operandi implica diretamente na


necessidade de identificar e compreender os processos de organização e
desenvolvimento educativo, desenvolvidos dentro e fora da sala de aula,
buscando melhorias no contexto pedagógico.

2º) O que Roldão, deseja explorar ao citar que: “ Esta mentalidade se incorpora de tal forma
que começa a se naturalizar a ideia de que o trabalho pedagógico pertence apenas ao
professor, não cabendo nenhum tipo de controle social sobre como se desenrola, mesmo
quando este ocorre de forma disjuntiva com o projeto da escola.”

Resposta: Entende a equipe escolar com elemento que incorpora e complementa


o trabalho pedagógico, antes entendido como responsabilidade apenas do
professor, de forma que essa deve contribuir como ambiente social, com
participação de todos os atores da comunidade escolar.

3º) Em nossas aulas chegamos a conclusão de que a Avaliação Institucional se constitui em


política pública. Que desdobramentos a rejeição radical e até por vezes alienada acarreta ao
fazer pedagógico?

Resposta: A avaliação institucional é de fato uma política pública.


Consequentemente a rejeição a este dispositivo/ferramenta de mediação
interna dos processos educacionais acarretará na diminuição da qualidade da
educação ofertada para as crianças. Consequentemente impede a comunidade
de cobrar da instituição o melhoramento das do trabalho educativo.

4º) Por que os profissionais da educação precisam desenvolver uma expertise sobre o fazer
pedagógico e da auto e hetero-avaliação?

Resposta: É necessário que o profissional de educação desenvolva a expertise


sobre o fazer pedagógico e de hetero-avaliação, para que seja capaz de
identificar as os pontos fortes e fracos do seu trabalho como educador e as
dificuldades de aprendizagem do educando. Dessa forma essa hetero-
avaliação opera os campos de causa e efeito do processo educacional,
promovendo a melhoria do ensino (como atividade docente) e da
aprendizagem (como atividade discente). Além de proporcionar a melhoria do
trabalho educativo na instituição como um todo, através das possibilidades de
avalição crítica dos resultados do conjunto de fazeres educacionais.

5º) Comente a assertiva a seguir:


As relações e interações do professor com os alunos e os saberes da formação que acontecem
em uma sala de aula, não podem ser tomados, inadvertidamente, como expressão do
conjunto de eventos e projetos que marcam a qualidade da escola e as relações desta com o
entorno social.

Resposta: A qualidade da escola não é condicionada simplesmente a interação


entre professor e aluno. Logo, a qualidade da escola surge quando esta é
participativa na sociedade e a sociedade é participativa dentro dela. A ação
mútua “escola – sociedade – escola” proporciona o desenvolvimento da
aprendizagem do educando. Ações como visitas a outras instituições, tais
como, museus, institutos de ciência, academias de artes, centros esportivos e
empresas dos setores comerciais e industriais podem ajudar a expandir a
aprendizagem do aluno, auxiliando de forma positiva na qualidade da escola e
na produtividade do trabalho docente.

6º) Que praticas sociais/educativas corroboram para que haja um certo apequenamento da
função social da avaliação ao legitimar determinados construtos de qualidade abstratamente
explicitados.

Resposta: O uso mal-intencionado dos resultados encontrados nos processos


avaliativos em que não se esclarece, de forma mais aprofundada, os motivos
que levaram aos resultados de desempenhos excelentes ou insatisfatórios.
Essa situação banaliza o processo de enriquecimento do trabalho docente,
proporcionado pela avaliação.

7º) O que significa a “eclipsia” a concepção da qualidade educacional?

Resposta: “Eclipsia”, para a concepção da qualidade educacional significa dizer


que a os atores do processo educacional encontram-se inertes as ações que
tanto podem melhorar quanto piorar a qualidade da educação. Isso implica
diretamente na interpretação dos resultados da a valiação, de forma que a
instituição se mostra indiferente aos resultados apresentados, não
desenvolvendo planos de metas para melhoramento ou manutenção de seus
resultados.

8º) Segundo Lima (2008), o estudo da escola é processo complexo, assim, caracterize as
dimensões macroanalíticas e microanalíticas que inferem no processo de ensino e
aprendizagem e avaliação.

Resposta: Macroanaliticos são os fatores organizacionais dos fenômenos


educativos e pedagógicos. Microanalíticos são os estudos do ambiente em
que acontecem práticas pedagógica.

9º) Sordi e Ludke (2009), tecem uma série de considerações sobre o processo de avaliação da
aprendizagem e da avaliação institucional. O que justifica a menção que as autoras fazem à
necessidade de que os professores, a escola, os gestores e o sistema ainda tenham que
aprender no que tange à Avaliação?

Resposta: A participação nos processos de planejamento e potencialização do


ensino. Entende-se que os educadores contribuem para a elaboração de
planos que viabilizem o atingimento das metas e proporcione a potencialização
do ensino. Dessa forma é fundamenta a participação dos educadores no
processo de planejamento.

10º) Uma escola é um pouco a expressão dos atores sociais que nela atuam. O que a afirmação
anterior implica quando falamos de planejamento? E qual o verdadeiro papel da AIP?

Resposta: A afirmativa implica em dizer que o planejamento escolar, quando


elaborado com a participação efetiva dos atores educacionais, terá
consequentemente as características desses atores reveladas pelos seus
anseios e desejos em favor da instituição educacional. O AIP, de acordo com o
texto, tem o papel de revisitar e interrogar o comportamento dos profissionais
da educação, no que concerne a avaliação, avaliando seu nível de
preocupação em compartilhar e entender com os demais profissionais se
comportam sobre avaliação e como eles têm desenvolvidos e produzidos
projetos.

11º) O ensino da avaliação aos futuros professores não pode se resolver apenas na descrição
teórica, politicamente correta, sobre como deveria ser e/ou sobre as razões porque não
consegue ser diferentemente desenvolvida. Qual a importância da vivência dos futuros
educadores com outros processos/instrumentos avaliativos?

Resposta: A vivência com outros processos/instrumentos avaliativos permitirá ao


educador um melhor desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem
através das relações estabelecidas entre as práticas utilizadas em processos
anteriores de forma a ser adaptada como forma de solução para situações
semelhantes, presentes nas avaliações atuais.

12º) A avaliação institucional é uma ação intrínseca a gestão escolar. Assim, aprender
avaliação institucional significa assumir o monitoramento ativo do cotidiano escolar, sem que
se resvale para o controle, assegurado pela excessiva produção de regras sobre a realidade e a
comunidade. Como pode haver gestão se não há avaliação?
Resposta: A avaliação é a lupa investigativa que condiciona o aprimoramento de
qualquer processo de gestão, independentemente de ser escolar ou não.
Nesse conceito tanto avaliador como avaliado se apropriam de um ponto de
vista diferenciado sobre o processo, que lhes permite agir em favor de ações
corretivas ou expansivas dos trabalhos realizados nos processos, através do
conhecimento das causas e efeitos.

13º) Tenti Fanfani (2008) alerta que o conhecimento é uma riqueza estratégica, cuja
distribuição não é igualitária. Explique porque a avaliação deve ser utilizada como mecanismo
de superação das fragilidades e superação das adversidades por hora presentes no
cenários/realidade escolar?

Resposta: A dever ser utilizada pois proporciona o conhecimento das causas que
levaram determinados processos a cenários/realidades indesejados ou
desejados. Assim, a avaliação cumpre o seu papel de “espelho” que reflete a
face daquele que, sem a sua presença, não conseguiria ver seus defeitos e
qualidades.

14º) Os profissionais da educação precisam se fortalecer, teórica e eticamente, para discutir


com lucidez as relações macro e micro sociais que afetam a escola gerando regras de um jogo,
nem sempre límpidas, mas nem por isso inexoráveis. O que significa tomar a condução do jogo
e entender as regras de funcionamento, explique como isso significa?

Resposta: Tomar a condução do jogo é a atitude do gestor que não espera ser
cobrado para poder intervir sobre os problemas identificados pelo processo de
avaliação. Entender as regras de funcionamento do jogo significa saber suas
limitações, e até onde pode empenhar esforços para resolver os problemas. No
ambiente escolar, isso significa tomar atitude e respeitando a participação dos
demais atores educacionais.

15º) Ludke empresta da obra de Martinand, um pesquisador francês, em entre vista dada a
Bourguière (2002), onde o conceito de circularidade aparece. O que para os autores significa a
circularidade dos saberes?

Resposta: O processo de produção dos conhecimentos concebidos por meio de


aptidão e transmissão de ideias coletivas, plurais e dialógicas que perpassa as
várias possibilidades do saber.