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QUESTAO 12

O líquido amniótico tem uma grande importância na vida do bebê. Tem como funções:

 Amortecer choques e movimentos bruscos.

 Impedir que o cordão umbilical seja comprimido, o que prejudicaria o fornecimento de oxigênio para o bebê.

 Manter uma temperatura constante dentro do útero.

 Proteger o bebê contra infecções.

 Permitir que o bebê se movimente, desenvolvendo os músculos e os ossos.

 Ajudar na formação do sistema digestivo e respiratório, já que o bebê "inspira" e "expira" o líquido, e o engole,
eliminando-o na forma de urina.

Até o quarto mês de gestação, é produzido pela placenta e membranas que envolvem a bolsa. A partir do
quinto mês, é feito pelos rins do bebê, exercitando os aparelhos digestivo e respiratório da criança. 
 A
renovação total do líquido é constante, ocorre entre 18 e 24 horas.

É importante investigar o seu volume, pois tanto no caso dele estar baixo ou em excesso, traz problemas ao
feto e a gestante.

O excesso do líquido amniótico ocorre em cerca de 2% das gestantes. O importante é iniciar um tratamento
assim que for constatado. O diagnóstico ocorre quando a quantidade desse líquido for maior do que a
considerada normal para a idade gestacional ou for maior que 2 litros em qualquer época da gestação. É
preciso ainda investigar as causas, que podem ser anomalias fetais, diabetes, sífilis ou toxoplasmose, pois o
aumento pode levar à fadiga do útero e ao parto prematuro.

A diminuição do líquido amniótico também é perigosa e atinge entre 0,5% e 5,5% das grávidas,
normalmente no terceiro trimestre da gravidez, e há vários fatores que levam a ela. Hipertensão, diabetes e
até algumas infecções virais da gestante estão entre eles. Em casos raros, pode ser indicativo de alguma
anomalia fetal, como problemas no sistema digestivo e urinário.

QUESTAO 14

onheça seus direitos: Direitos trabalhistas: • Licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias para gestantes com
carteira de trabalho assinada. • Não ser demitida enquanto estiver grávida e até cinco meses após o parto, a não
ser por “justa causa”. • Mudar de função ou setor em seu trabalho, caso ele apresente riscos ou problemas para sua
saúde ou à saúde do bebê. Para isso, apresente à sua chefia um atestado médico comprovando que você precisa
mudar de função. • Receber DECLARAÇÃO DE COMPARECIMENTO sempre que for às consultas de pré-natal ou fizer
algum exame. Apresentando esta declaração à sua chefia, você terá a falta justificada no trabalho. • Até o bebê
completar seis meses, você tem o direito de ser dispensada do trabalho todos os dias, por dois períodos de meia
hora ou um período de uma hora, para amamentar. Combine com seu empregador o melhor jeito de aproveitar
esse tempo. • Licença de cinco dias para o pai logo após o nascimento do bebê. Além disso, tem os direitos sociais:
• Guichês e caixas especiais ou prioridade nas filas para atendimento em instituições públicas e privadas (bancos,
supermercados, lojas). • Assento prioritário para gestantes e mulheres com bebê no colo em ônibus e metrô. Peça
licença e ocupe o lugar que é seu. Não viaje em pé! No ônibus você pode sair pela porta da frente. • Se a sua família
é beneficiária do Bolsa Família, você tem direito ao benefício variável extra na gravidez e durante a amamentação.
Entrega em adoção: • A Lei nº 12.010/2009 garante a você o direito de receber atendimento psicossocial gratuito se
desejar, precisar ou decidir entregar a criança em adoção. Procure a Vara da Infância e Juventude de sua cidade. Se
você for estudante, também tem seus direitos garantidos: • A Lei nº 6.202/1975 garante à estudante grávida o
direito à licença-maternidade sem prejuízo do período escolar. • A partir do oitavo mês de gestação a gestante
estudante poderá cumprir os compromissos escolares em casa – Decreto-Lei nº 1.044/1969. • O início e o fim do
período de afastamento serão determinados por atestado médico a ser apresentado à direção da escola. • Em
qualquer caso, é assegurado às estudantes grávidas o direito à prestação dos exames finais. Direitos nos serviços de
saúde: • Ser atendida com respeito e dignidade pela equipe, sem discriminação de cor, raça, orientação sexual,
religião, idade ou condição social. • Ser chamada pelo nome que preferir e saber o nome do profissional que a
atende. • Aguardar o atendimento sentada, em lugar arejado, tendo à sua disposição água para beber e banheiros
limpos. Lei da vinculação para o parto: • Lei Federal nº 11.340/2007, que garante à gestante o direito de ser
informada anteriormente, pela equipe do pré-natal, sobre qual a maternidade de referência para seu parto e de
visitar o serviço antes do parto. GESTA NTE E BEBÊ SEMPRE TÊM O DIREITO A VAGA! • Para o parto você deve ser
atendida no primeiro serviço de saúde que procurar. Em caso de necessidade de transferência para outro serviço de
saúde, o transporte deverá ser garantido de maneira segura. Lei do direito a acompanhante no parto: • Lei Federal
nº 11.108/2005, que garante às parturientes o direito a acompanhante durante todo o período de trabalho de
parto, no parto e no pós-parto, no SUS. Este acompanhante é escolhido por você, podendo ser homem ou mulher.
Violências na gravidez: • Se você sofrer qualquer tipo de violência física, sexual ou psicológica por parte de pessoas
próximas ou desconhecidas e desejar ajuda do serviço de saúde, converse com o profissional que a está atendendo.
Procure orientações para defender seus direitos e não permitir que aconteça novamente. Ligue 180 ou Disque
Saúde – 136, de forma gratuita, e denuncie.

QUESTAO 15

Puerpério é o nome dado à fase pós-parto, em que a mulher experimenta modificações físicas e
psíquicas. Este é o período de tempo que decorre desde a dequitadura até que os órgãos reprodutores da
mãe retornem ao seu estado pré-gravídico.

O momento do término do puerpério é impreciso, aceitando-se, em geral, que ele termina quando retorna
a ovulação e a função reprodutiva da mulher. Nas puérperas que não amamentam poderá ocorrer a
primeira ovulação após 6 a 8 semanas do parto.
O puerpério apresenta-se dividido em três fases, assim denominadas:

1. puerpério imediato: logo após o nascimento do bebê, até 10 dias depois do parto;
2. puerpério tardio: do 11° ao 40° dias após o parto;
3. puerpério remoto: contado a partir do 41° ao 60° dias após o parto

Nas que estão amamentando, a ovulação retornará em momento praticamente imprevisível. Poderá
demorar até 6 a 8 meses, a depender da frequência das mamadas. Isto impõe, entre outras medidas, a
adoção de método anticoncepcional adequado.
QUESTAO 16

A vacina contra a rubéola contém vírus vivo atenuado. Embora o vírus não seja detectável na maioria dos
casos, ele pode atravessar a barreira placentária e entrar em contato com o feto, em aproximadamente
5% dos casos.

Devido ao fato do vírus selvagem da rubéola ser altamente teratogênico no início da gestação, a vacina,
que é composta pelo vírus vivo atenuado, não é recomendada durante a gestação e aconselha-se às
mulheres que receberam a vacina evitar a concepção até um mês após a vacinação.

Síndrome da rubéola congênita

A grande preocupação em relação a rubéola está na contaminação de mulheres grávidas. Se em

crianças e adultos a doença é branda, no feto em desenvolvimento ela pode ser catastrófica.

Se a rubéola for adquirida durante o primeiro trimestre, o risco de mal formações é maior que 80%.

Além dos defeitos morfológicos, 1 em cada 5 mulheres infectadas sofre aborto nesta fase. A
síndrome da rubéola congênita se caracteriza por catarata, surdez, defeitos cardíacos, alterações no

fígado e lesão neurológica, inclusive com retardo do desenvolvimento mental. Em vários países do

mundo, o aborto é permitido em casos de rubéola no 1º trimestre.

Recém-nascidos com rubéola congênita podem transmitir o vírus por até um ano, sendo necessário

evitar o seu contato com outras grávidas não imunizadas.

Infecções contraídas após a 20º semana trazem pouco risco de mal formações, porém ainda existe a

chance de transmissão da virose para o feto. Normalmente estas crianças nascem com baixo peso,

mas sem defeitos na formação.

Grávida tem de tomar vacina antitetânica?

Sim, toda grávida deve tomar a vacina antitetânica. O que pode variar é a quantidade de doses que cada
gestante deverá receber, dependendo do seu histórico de vacinação.

A imunização é fundamental porque garante a presença de anticorpos contra o tétano no corpo da mulher
e também do bebê, já que o feto recebe esses anticorpos através da placenta. Assim, além de ficar
protegida, a mãe protege o filho nos primeiros meses de vida, antes de a criança receber sua primeira
antitetânica, aos 2 meses de idade

QUESTAO 17

O ingurgitamento mamário é caracterizado pelo excesso de leite nas mamas, popularmente chamado de
"leite empedrado" que pode ocorrer em qualquer fase da amamentação embora seja mais comum nos
primeiros dias, após o nascimento do bebê.

Os sintomas do ingurgitamento mamário são:


 mamas muito cheias de leite, que se tornam muito tesas ou "duras";
 as mamas ficam muito volumosas, com áreas avermelhadas e a pele fica brilhante;
 desconforto ou sensação de dor nas mamas;
 pode haver extravasamento de leite pelas mamas;
 pode haver febre.
Em caso de ingurgitamento mamário os mamilos ficam achatados o que dificulta a "pega" do bebê
e amamentar fica mais difícil. Por isso, neste caso, recomenda-se que a mulher retire um pouco de leite
com as mãos ou com uma bombinha de leite antes de oferecer a mama ao bebê.

QUESTAO 18

1. Protuberantes
Esse tipo de mamilo fica um pouquinho para fora da pele e tem o bico apontado para
fora. Eles também ficam durinhos muito mais fácil com estímulos ou no frio (cuidado
com o farol aceso!)

2. Planos
Nesse tipo, a aréola (aquela parte circular que envolve o mamilo) fica no mesmo nível
do bico, como se fossem uma tatuagem sobre a pele.

3. Inchados
Os mamilos inchados apresentam a aréola e o bico do seio mais saltados, por isso
parecem mais “cheinhos” ou “fofinhos”.

4. Invertidos
Nesse caso, parece que os mamilos foram para dentro dos
seios. Pode ser resultado de uma formação congênita e dependendo
do caso pode ser colocado para fora facilmente ou até mesmo
interferir na amamentação.

5. Invertido em um só lado
Um dos mamilos apresenta uma aparência normal, enquanto o outro se retrai.

6. Glândulas aparentes
Sabe quando a aréola tem aquelas pequenas “bolinhas”? Elas são
chamadas de Glândulas de Montgomery, e produzem secreções que
mantém a área protegida. Todas as mulheres têm, mas em algumas
elas são mais evidentes.

7. Com pelos
É possível que apareçam pelos à volta dos mamilos, mas isso
depende muito da produção hormonal da mulher e não é nenhum
problema! Caso incomode, existem tratamentos ginecológicos para
isso, ou até mesmo a boa e velha depilação, mas cuidado!
Existem técnicas para não machucar.

8. Supranumerário
Popularmente chamado de “terceiro mamilo”, o supranumerário pode aparecer tanto
em mulheres como em homens. Normalmente ele fica abaixo dos mamilos.

QUESTAO 19
Lóquios são denominados as perdas de sangue, muco e tecidos do interior do útero durante o período
puerperal, caracterizam-se, microscopicamente, por eritrócitos, células epiteliais, fragmentos de decídua
e bactérias.

Nos primeiros 3 dias de pós-parto, tem-se a loquiação vermelha (locchia rubra), constituída
principalmente por sangue e debris trofoblásticos. Do 3º ao 10º dia, tem-se a locchia fusca, de coloração
marrom-acastanhada pela degradação da hemoglobina.

Após o 10º dia, tem-se a locchia flava (loquiação amarela), de aspecto purulento e com odor semelhante
a queijo; sendo que em condições patológicas (infecções) pode adquirir odor putrefato desagradável. A
partir do 21º dia, tem-se a locchia alba (loquiação branca), de aspecto pouco mais fluido que clara de ovo,
e consiste na esfoliação normal do endométrio.

Se houver persistência de coloração avermelhada depois de duas semanas deve-se considerar a


possibilidade de persistência de restos ovulares e/ou subinvolução do sítio de implantação da placenta. O
odor fétido pode estar relacionado à infecção puerperal ou à vaginose bacteriana (provocada, dentre
outras, pela bactéria Gardnerella vaginalis).

QUESTAO 23

Existem alguns exercícios simples que podem ser feitos, desde que você pergunte primeiro
ao seu médico se não existem problemas em fazê-los. Um bem conhecido é o exercícios de
Hoffman. Para fazê-lo, coloque um dedo de cada lado do mamilo sobre a pele da aréola e
pressione a mesma para trás e para fora até o ponto em que começar a doer, não até doer
muito. Repita três vezes a manobra nesta posição, três vezes com os dedos em diagonal e
três em posição vertical, a fim de provocar o estiramento das fibras que estão debaixo da
pele da aréola e que fazem com que o mamilo seja pequeno, plano, umbilicado ou retráctil.

Outro exercício é conhecido como Exercício de Exteriorização. Três vezes ao dia, durante um
minuto no máximo, faça vários movimentos de tração do mamilo para fora, com dois dedos,
lubrificados com lanolina. Esta manobra, ao mesmo tempo que fortalece a pele do mamilo,
vai aos poucos tornando-o mais protuso, o que facilitará para o bebê quando levado à
sucção.

QUESTAO 24

Mastite é o nome dado a uma inflamação aguda que ocorre nas glândulas mamárias, que pode ou não
evoluir para uma infecção.
Nas mulheres, essa inflamação geralmente se dá na fase do puerpério (período pós-parto), mas pode
ocorrer em qualquer fase durante o período da amamentação. Essa inflamação é causada pela ação de
vários microrganismos, sendo o Staphylococcus aureus o agente infeccioso em 50% dos casos.
Geralmente a mastite é acompanhada por fatores como ingurgitamento mamário (extração insuficiente de
leite pelo bebê), obstrução dos ductos mamários, estresse, fadiga e fissura nos mamilos.
Muitos especialistas acreditam que a forma errada com que a mãe segura o bebê no momento da
amamentação seja a causa dos ferimentos nos mamilos e ingurgitamento mamário. Uma vez feridos, os
mamilos se tornam uma porta de entrada para os microrganismos que podem causar a mastite.
Os sintomas da mastite são: regiões da mama endurecidas, vermelhidão, sensibilidade, dor e inchaço das
mamas, seguidos por febre, calafrios, mal-estar, prostração e astenia.

QUESTAO 25
O melhor jeito de evitar a mastite é garantir que o bebê esteja fazendo a "pega" correta e esvaziando
totalmente o peito na hora de mamar. Evite usar sutiãs meia-taça com ferrinho e descanse bastante e
mantenha-se bem alimentada, para sua resistência não baixar.

na maioria das vezes a mastite é causada pela "estase láctea", ou seja, o leite "volta" porque sua
eliminação é menor que sua produção. Se você não tiver conseguido fazer com que seu bebê abocanhe
direitinho a mama, o leite não sairá na quantidade adequada.

TRATAMENTO

Dependendo da gravidade da mastite, o médico pode prescrever antibióticos.

O médico deve receitar também repouso, analgésicos e compressas quentes.

Se o problema básico estiver na pega do bebê no seio, porém, os antibióticos serão só uma solução
temporária. Para que você não volte a ter mastite, é importante garantir que a criança esteja mamando
direitinho.

 Amamente sempre que puder, para manter a mama afetada o mais vazia possível.

 Ordenhe o excesso de leite com as mãos ou com uma bombinha depois da mamada, se sentir que o bebê não
chegou a esvaziar o peito.

QUESTAO 26

Endometrite
A Endometrite é o processo inflamatório da mucosa uterina provocado por uma infecção
microbiana e por causas mecânicas, tóxicas ou circulatórias.
A maioria das endometrites é, porém, de origem bacteriana. A infecção da mucosa uterina
pode aparecer devido ao contacto directo com os germes (operações cirúrgicas, lavagens,
etc...) ou devido à propagação de germes já existentes na vagina ou que aí foram colocados
durante relações sexuais, por exemplo, ou ainda por via circulatória, quer em relação com o
bacilo da tuberculose, quer com outros agentes infecciosos responsáveis por formas
generalizadas.
O parto e o aborto são ocasiões muito favoráveis para o início de uma endometrite. Os
germes que provocam a endometrite são sobretudo o gonococo e o estreptococo, o
colibacilo, o enterococo, o bacilo de Koch, o estafilococo, o pneumococo, o bacilo diftérico,
alguns anaeróbios e, excepcionalmente, o treponema pálido.
As alterações de circulação que favorecem o aparecimento de uma endometrite estão ligadas
ao prolongamento excessivo da posição erecta, aos esforços físicos e sexuais intensos, às
práticas contraceptivas, às alterações de posição do útero e às doenças circulatórias e
respiratórias.
A endometrite pode ser aguda ou crónica.
A endometrite crónica pode ser consequência da sífilis, de tuberculose, etc. Nestas sente-se
uma sensação de peso ou de corpo estranho no útero, febrícula inconstante, perdas brancas
ou amarelas.
A sintomatologia da endometrite aguda é caracterizada por dor no hipogastro, febre alta,
menstruações dolorosas e abundantes perdas amareladas e hemáticas.

A endometrite geralmente provoca os seguintes sintomas:


 inchaço do abdome;

 sangramento vaginal anormal;

 corrimento anormal da vagina;

 prisão de ventre ou incômodo ao defecar;

 febre;

 sensação de mal-estar geral;

 dor na pelve ou na região abdominal.


A endometrite é tratada com antibióticos. O parceiro sexual da paciente pode também necessitar de
tratamento, se o médico descobrir que ela tem uma DST. É importante tomar toda a medicação prescrita
pelo médico até o fim. Os casos graves ou complexos podem requerer administração endovenosa (EV)
de líquidos e repouso em um hospital, especialmente se a doença ocorrer após o parto.