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MHMS, Maio/2010

TARÔ DE MARSELHA – Arcanos Menores

A INTERPRETAÇÃO DOS ARCANOS MENORES — A SIMBOLOGIA DAS REALIZAÇÕES CONCRETAS

1

2

 

1.1 A Simbologia dos Números

2

1.2 O Significado das Cores e dos Naipes

4

1.3 As Relações Simbólicas das Figuras

6

1.4 Arcano Rei — Representa Homens

6

1.5 Arcano Rainha — Representa Mulheres

7

1.6 Arcano Cavaleiro — Representa Eventos

7

1.7 Arcano Valete — Representa os Jovens

7

1.8 Arcano Dez

 

8

1.9 Arcano Nove

8

1.10 Arcano Oito

8

1.11 Arcano Sete

8

1.12 Arcano Seis

9

1.13 Arcano Cinco

9

1.14 Arcano Quatro

9

1.15 Arcano

Três

10

1.16 Arcano

Dois

10

1.17 Arcano

Ás

10

2

MÉTODOS DE TIRAGEM – DO PACTO DE INTENÇÕES À PRÁTICA

COMBINATÓRIA

 

11

 

2.1 As Oposições Elementares

12

2.2 Tétrades Comparativas

13

2.3 Os Ciclos na Tiragem

 

17

2.4 Um Exercício de Imaginação

17

2.5 Embaralhamento

 

18

2.6 Disposição das Cartas

19

2.7 Tiragem Por

Três

20

2.8 Tiragem Por

Cinco

20

2.9 Tiragem Por

Sete

20

2.10 Tiragem Por Dez

21

2.11 O Tema Astral

21

2.12 A Importância

do Envolvimento Pessoal

23

3

O QUE HÁ PARA SE LER

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MHMS, Maio/2010

1 A INTERPRETAÇÃO DOS ARCANOS MENORES — A SIMBOLOGIA DAS REALIZAÇÕES CONCRETAS

ARCANOS MENORES — A SIMBOLOGIA DAS REALIZAÇÕES CONCRETAS Retratando os aspectos e as manifestações exteriores da

Retratando os aspectos e as manifestações exteriores da personalidade humana, os arcanos menores apresentam um ordenado conjunto de significações, formado pela simbologia dos números, das cores, dos naipes e das fi- guras, que possibilita uma série de exercícios interpreta- tivos. Enquanto os arcanos maiores retratam o que ocorre nas profundezas do Eu interior, os arcanos menores infor- mam sobre a personalidade externa do consulente: ca- ráter e temperamento, relações pessoais, circunstâncias específicas de algum fato ou situação, questões financei- ras, etc. Ou seja, os arcanos menores, dos quais se originaram os baralhos comuns, apresentam elementos simbólicos apropriados ao território da pro- fecia mundana. No entanto, há neles um conjunto de significações que ofe- rece ao estudioso possibilidades dos mais variados exercícios, já que se ca- racteriza por uma riqueza ordenadora em relação a números, cores, naipes e até organização por classes sociais. A seguir, são apresentadas as interpre- tações tradicionais atribuídas aos símbolos dos arcanos menores.

tradicionais atribuídas aos símbolos dos arcanos menores. 1.1 A Simbologia dos Números Nos sistemas simbólicos,
tradicionais atribuídas aos símbolos dos arcanos menores. 1.1 A Simbologia dos Números Nos sistemas simbólicos,
tradicionais atribuídas aos símbolos dos arcanos menores. 1.1 A Simbologia dos Números Nos sistemas simbólicos,
tradicionais atribuídas aos símbolos dos arcanos menores. 1.1 A Simbologia dos Números Nos sistemas simbólicos,

1.1 A Simbologia dos Números Nos sistemas simbólicos, como o tarô, os números não são meramente quantidades: expressam também qualidades. Assim, cada número é carac- terizado por uma espécie de idéia-força específica, segundo a ordenação primordial.

· Número um — Símbolo da aparição do ser, da origem das coisas. Princí- pio ativo — masculino — que abre todas as sucessões e se fragmenta pa- ra gerar a multiplicidade, os outros números. Geometricamente, é o pon- to onde nascem as linhas. Ponto irradiante e potência suprema — o cen- tro. A unidade espiritual, a divindade, a luz. Interpretação divinatória: in- teligência e início de ação.

· Número dois —1 + 1 gera a soma de tudo o que existe e a repetição dos ciclos. O 2 é o reflexo do 1 como a natureza é o reflexo de Deus. Princípio feminino e passivo é representado por uma mulher. Geometricamente se expressa por dois pontos, duas linhas ou um ângulo. Dualismo do par de opostos que nasce do 1: vida/morte, bem/mal, etc. Contraposição e rela- tividade: a natureza em oposição ao criador, a lua em relação ao sol. In-

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terpretação divinatória: passividade, dualidade, dificuldade.

· Número três — Síntese espiritual, resolução do conflito colocado pela dualidade. Resultante da ação harmônica do 1 sobre o 2. Número do céu

e da Trindade. Não pode haver ação alguma sem três condições: o sujeito

que age, o objeto que reflete a ação e o agir. Geometricamente corres- ponde aos três pontos e ao triângulo. Número da forma: não há corpo sem três dimensões: comprimento, largura e profundidade. O 3 é a fór- mula dos mundos criados. Hemiciclo 1 : nascimento, zênite 2 , ocaso 3 . 2 + 1 representa o poder latente que recebe o germe masculino e a fecundação em ação. Interpretação divinatória: perfeição, fecundação, possibilidade de sucesso.

· Número quatro — Símbolo da organização racional, da terra, dos limites externos naturais, da totalidade. Número da harmonia e da unidade exer- cida sobre o ternário. Geometricamente é o quadrado e o cubo — o que é

finito e a criação com fronteiras próprias. Realização das coisas tangíveis

e concretas. A lógica quadrangular das leis do mundo. Interpretação divi-

natória: matéria, inércia, passividade, possibilidades, novo início.

· Número cinco — 4 + 1 é a ação do princípio unitário e espiritual sobre as forças materiais. Geometricamente é representado pelo pentagrama — estrela de cinco pontas que, com a cabeça virada para cima, simboliza o Adam Kadmon, homem primitivo antes da queda. O homem, a saúde, o amor. Pensamento criador. Hierogamia 4 . Interpretação divinatória: domi- nação e necessidade de modificação do estado atual.

· Número seis — 3 multiplicado por 2: atração polarizante e múltipla. A- mor, relação, antagonismo. Força que se afasta do centro espalhando-se em todas as direções. Geometricamente é representado pela união de dois triângulos — o hexagrama. Associado ao princípio de analogia: “O que está embaixo é como o que está em cima.” Ambivalência, equilíbrio. Tensão, esforço — os seis dias da criação. Balança. Hermafrodita. Inter- pretação divinatória: obstáculo interno ou externo, forte ou fraco.

· Número sete — 3 + 4 é a união do princípio ternário com o quaternário, motivo pelo qual o sete possui excepcional valor. Geometricamente cor- responde à conexão do quadrado e do triângulo, por superposição deste último: o princípio 3 dominando os 4 elementos. Aliança da idéia e da forma. As sete direções do espaço — as seis existentes mais o centro. Os sete dias da criação. As sete notas musicais. As sete cores do arco-íris. As sete virtudes e os sete vícios. Os sete dias da semana, etc. Enfim: ordem completa, período, ciclo. Cruz tridimensional. Interpretação divinatória:

triunfo, compleição 5 e coordenação que conduz ao sucesso.

1 Espaço semicircular, especialmente o munido de bancadas para receber espectadores.

2 1. Astr. Interseção da vertical superior do lugar com a esfera celeste. 2. Fig. Auge, apo- geu, culminância.

3 1. Desaparecimento de um astro no horizonte, do lado oeste, proveniente do movimento diurno; pôr. 2. Ocidente, oeste, poente. 3. Fig. Termo, fim, final. 4. Fig. Queda, ruína, de- cadência, extinção, morte, crepúsculo.

4 União de coisas divinas.

5 1. Constituição física de alguém; constituição, organização. 2. Disposição de espírito; tem- peramento, inclinação.

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· Número oito — 4 multiplicado por 2 implica dois pólos em oposição: a manifestação perfeita das formas. Simboliza a ordem universal das coisas em sua aplicação à ordem material. Tensão e equilíbrio. Geometricamen- te é representado pelo octógono, forma central entre o quadrado — or- dem terrestre, e o círculo — ordem da eternidade, e por isso símbolo da regeneração. Nesse sentido era o número emblemático das águas batis- mais, na Idade Média. Por sua representação gráfica, evoca duas serpen- tes enlaçadas do caduceu — equivalência entre a potência espiritual e a potência material. Símbolo do infinito e dos ciclos eternamente renova- dos. Carma. Darma. Céu das estrelas fixas — superação dos influxos pla- netários. Interpretação divinatória: sucesso parcial e sofrimento.

· Número nove — 3 multiplicado por 3 ou 3 + 3 + 3 — triplicidade do triplo — é a imagem completa dos três mundos. Número do conhecimento per- feito, é o limite da série antes de seu retorno à unidade. Geometricamen- te é o triângulo do ternário. Tem a característica de reproduzir-se a si mesmo quando multiplicado. Número dos ritos medicinais por representar

a tripla síntese, isto é, a ordenação de cada plano — espiritual, intelectual

e corporal. Interpretação divinatória: obrigação e sucesso que exige mu- dança de rumo para não estacionar.

· Número dez — Símbolo da realização espiritual. Ao mesmo tempo ex- pressa a ambivalência — unidade atuando como número par. De acordo com os sistemas decimais é o retorno à unidade, o começo de uma nova série total. Geometricamente pode ser representado por uma circunferên- cia com um ponto no centro. Número do ciclo perfeito e da totalidade do universo, da ordem interior e da totalidade psíquica. Interpretação divina- tória: realização, fim de um ciclo ou caminho, ponderação, estudo, avali- ação.

1.2 O Significado das Cores e dos Naipes As cores do tarô não são simplesmente o vermelho e o negro, síntese de co- res produzida pelos baralhos estilizados, mas todas as cores fundamentais, cada uma das quais, como já se explicou anteriormente (ao falarmos dos Ar- canos Maiores) com um simbolismo próprio. Os quatro naipes relacionam-se ao mundo simbólico do quaternário: os qua- tro elementos, os quatro pontos cardeais, as quatro fases da lua, as quatro estações do ano, etc. O quatro está associado à organização racional e à or- dem terrestre. Daí os quatro naipes indicarem os setores básicos da vida humana: amor, negócios, lutas e dinheiro.

MHMS, Maio/2010 Paus — Bastões, trevo, vara. Insígnia de coman- do, cetro da dominação viril,
MHMS, Maio/2010 Paus — Bastões, trevo, vara. Insígnia de coman- do, cetro da dominação viril,
MHMS, Maio/2010 Paus — Bastões, trevo, vara. Insígnia de coman- do, cetro da dominação viril,
MHMS, Maio/2010 Paus — Bastões, trevo, vara. Insígnia de coman- do, cetro da dominação viril,

MHMS, Maio/2010

Paus — Bastões, trevo, vara. Insígnia de coman- do, cetro da dominação viril, emblema do poder

masculino. Força. Relaciona-se a negócios e em- preendimentos. Socialmente corresponde ao go- verno civil, aos políticos, operários, empregados e camponeses. Elemento Terra. É um naipe e- nérgico, de crescimento e novos começos, po- dendo ser construtivo ou destrutivo, conforme a numeração. Paus anuncia novidades — São in- fluenciados pelo V (O Sumo Sacerdote) e pelo

XXI (O Mundo).

Copas — Coração, ânfora 6 . Receptividade femi- nina, ânfora de adivinhação. Sensibilidade. Rela- ciona-se ao amor, aos ideais e às criações artís- ticas. Socialmente corresponde ao poder adquiri- do pela cultura, aos intelectuais, artistas, cientis- tas e sacerdotes. Elemento Água. É um naipe de elevação e culminação do desejo, cuja presença no jogo é em geral feliz, já que está ligado às a- legrias da vida. Copas pressagia felicidade — São influenciadas pelo XV (O Diabo) e pelo XXI (O Mundo). Espadas — Lança, machado. Arma cujo desenho de cruz lembra a cooperação dos contrários — masculino e feminino. Lutas, combates, angús- tias. Socialmente corresponde ao poder apoiado pela força, aos militares, aos guerreiros. Está re- lacionado a uma ação penetrante, como a do Verbo. Elemento Ar. É um naipe de brigas, cora- gem, dificuldades súbitas e mistérios. Espadas pressagia infelicidade e morte — São influencia-

das pelo X (A Roda da Fortuna).

Ouros - Moeda, roda, estrela, pentáculo 7 . Maté- ria que condensa uma ação espiritual. Vontade, inteligência, esforço. Relaciona-se a qualquer empreendimento ou campo de atividade onde in- teragem forças materiais. Corresponde social- mente ao poder econômico, à burguesia, às fi- nanças, ao comércio e aos bens patrimoniais. E- lemento Fogo. É um naipe de paciência e estudo

que depende muito das cartas que o acompa-

nham. Ouros pressagia dinheiro — São influenci-

adas pelo XX (O Julgamento).

6 1. Vaso grande de cerâmica, com duas asas simétricas e fundo pontiagudo, usado por gregos e romanos para armazenar azeite, vinho, água, etc.

7 1. Estrela de cinco pontas, feita com um traçado contínuo, formando ao centro um pentá- gono regular, e à qual se atribuem virtudes mágicas e talismânicas. 2. Qualquer dos diver- sos símbolos do ocultismo semelhantes, por seu traçado contínuo, ao verdadeiro pentáculo.

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1.3 As Relações Simbólicas das Figuras

Um dos setores mais abandonados pelos investigadores do tarô, a origem das figuras, permite apenas vagas hipóteses. Alguns as comparam com uma corte feudal, com seu senhor, sua senhora, o pajem favorito, o mestre de armas e o cavaleiro. Outros, com o jogo de xadrez onde, tal como os peões, submetidas ao rei e à rainha. Alberto Cousté dá a seguinte interpretação ao simbolismo geral das figuras:

· O Rei — Representação do pai, do fundador dos povos e do poder gera-

dor. No plano iniciático, é o que concluiu o caminho, o guru ou instrutor,

e pode ser relacionado com o Ermitão. Tem analogia com o Sol e com Jú-

piter. O Rei é o grau mais elevado de evolução ou grandeza de uma es-

pécie

· A Dama — Num primeiro nível representa a Mãe, mas a importância des- te papel varia de acordo com a relação que mantém com as outras três figuras. Ou seja: é filha do rei, esposa do cavaleiro e mãe do valete. Cor- responde de qualquer forma ao simbolismo feminino e, num plano mais modesto, reúne a significação dos arcanos A Grã-Sacerdotisa, A Impera- triz, A Justiça, A Força e A Lua. No plano iniciático, representa as diversas etapas da via lunar.

· O Cavaleiro — O símbolo do cavaleiro está concretamente vinculado ao ri- tual das ordens de cavalaria medievais. Relaciona-se com os arcanos O Namorado e O Carro e, no plano iniciático, corresponde ao período dos

trabalhos e dos esforços concretos para a realização. Psicologicamente, refere-se aos estados intermediários, entre o mundo material e espiritual,

e transmutatórios, presentes na fase transformadora da Grande Obra Al-

química.

· O Valete — Seu simbolismo básico é o de filho, num sentido estático, e de mensageiro ou peregrino, num sentido dinâmico. Soluciona os conflitos colocados pelas outras três figuras. No plano iniciático, representa o grau primário e relaciona-se com O Mago, O Enforcado e O Louco.

1.4 Arcano Rei — Representa Homens

· De Paus: Liderança profissional, força interior. Sozinha: Haverá mudan- ças na própria vida e das pessoas próximas. Com o V (O Sumo Sacerdo- te): Mudança na área profissional. Com o XXI (O Mundo): Sucesso no amor e no trabalho.

· De Copas: Homem que é fundamentalmente bom, mas um tanto domi- nador em assuntos materiais. Sozinha: Facilmente levado pelos impulsos. Com o XV (O Diabo): Com mais sabedoria sua saúde melhora. Com XXI (O Mundo): Amor, ajuda e honra.

· De Espadas: Homem meticuloso que pesa suas decisões. Sozinha: Re- presenta repressão (polícia, justiça, etc.). Com o X (A Roda da Fortuna):

Algumas vezes um protetor, mas a maioria das vezes prejudicial, especi- almente se o consulente for um homem.

· De Ouros: Homem rico e poderoso, no comércio ou na indústria. Sozi- nha: Incentivo a avareza e a intolerância. Com o XX (O Julgamento): A- juda para atingir objetivos fixados.

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1.5 Arcano Rainha — Representa Mulheres

· De Paus: Mulher independente, caprichosa. Sozinha: Rival perigosa para outras mulheres. Com o V (O Sumo Sacerdote): Ganho de fortuna e en- tusiasmo. Com o XXI (O Mundo): Triunfo sobre todos os obstáculos.

· De Copas: Dona de casa, mãe afetuosa e esposa devotada. Sozinha: Dá coragem, e às vezes resignação. Com o XV (O Diabo): Se esconde dos excessos, devido a carta representar O Diabo. Com XXI (O Mundo): Am- bições atingidas trazem-lhe conforto.

· De Espadas: Mulher autoritária, mórbida, obcecada pela opinião das ou- tras pessoas. Sozinha: Envenena a vida das pessoas que a cercam. Com

o X (A Roda da Fortuna): As coisas irão melhorar se a consulente sair pa- ra uma viagem.

· De Ouros: Mulher rica, sensual, mas incompreendida. Sozinha: É levada por sua imaginação. Com o XX (O Julgamento): Encontro com o verda-

deiro amor.

1.6 Arcano Cavaleiro — Representa Eventos

· De Paus: Pessoa amigável. Honesto e recíproco. Sozinha: Prediz um e- vento agradável. Com o V (O Sumo Sacerdote): Sucesso material conse- guido através de uma viagem. Com o XXI (O Mundo): Benéfico para o trabalho, planos e caso de amor.

· De Copas: Homem sentimental e sedutor. Sozinha: O amor é realçado, transformado e protegido. Com o XV (O Diabo): Agradável evolução de sentimentos e desejos. Com XXI (O Mundo): Felicidade total. Aprecie a vida.

· De Espadas: Pessoa empreendedora e útil. Sozinha: Indica ajuda, ganho ou inesperado suporte. Com o X (A Roda da Fortuna): Desapontamento.

· De Ouros: Pessoa realista e intrigante. Sozinha: Favorece ganhos, loteri- as, especulação e mercado de ações. Com o XX (O Julgamento): Sucesso depende de você.

1.7 Arcano Valete — Representa os Jovens

· De Paus: Ambição. Enamorado do trabalho, sempre reconhecido. Sozi- nha: Permite aspirar por um trabalho melhor. Com o V (O Sumo Sacerdo-

te): Se o consulente é uma criança, ela terá a vida cheia de sucesso. Com

o XXI (O Mundo): Associação benéfica e duradora.

· De Copas: Garota jovem, instável e passional. Sozinha: Perda do amado. Imprudência sentimental. Com o XV (O Diabo): Controle dos instintos bá- sicos. Cheque os impulsos incontroláveis. Com XXI (O Mundo): Mais se- gurança. Mais liberdade.

· De Espadas: Pessoa ingrata e hipócrita (pode ser uma criança). Sozinha:

Derrubar planos. Trás desapontamentos. Com o X (A Roda da Fortuna):

Falso testemunho em tribunal. Policial desonesto. Chantagem.

· De Ouros: Mulher de cabelos negros, sincera, caridosa, mas desorgani- zada. Sozinha: Gastos exagerados. Débitos pendentes. Com o XX (O Jul- gamento): Sorte inesperada.

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1.8 Arcano Dez

· De Paus: Carta benéfica para os negócios. Sozinha: Consulente deve mudar sua tática se quer alcançar sucesso. Com o V (O Sumo Sacerdo- te): Resultados esperados realizados. Com o XXI (O Mundo): Saúde me- lhor. Prosperidade. Sorte.

· De Copas: Amizade. Breve caso de amor. Sozinha: A família é protegida. As crianças (especialmente as meninas) são queridas. Com o XV (O Dia- bo): Sucesso nas artes. Nascimento de uma filha que será muito bonita. Com XXI (O Mundo): A pessoa que você ama é inatingível.

· De Espadas: Preocupação e infortúnio. Sozinha: Viagem cara e inútil. Com o X (A Roda da Fortuna): Falha de plano causado por má sorte.

· De Ouros: Aumento da fortuna e propriedade. Sozinha: Uma ousada transação comercial é um sucesso. Compre terras e faça negócios. Com o XX (O Julgamento): Falha de plano causado por má sorte.

1.9 Arcano Nove

· De Paus: Representa cuidado e reflexão. Sozinha: As circunstâncias for- çam você a pensar. É uma boa coisa. Com o V (O Sumo Sacerdote): Es- pere antes de tomar uma decisão. Com o XXI (O Mundo): Mudar sua pro- fissão pode ser muito arriscado.

· De Copas: Alegria. Para mulheres, fecundidade. Sozinha: Melhora na vi- da particular. Com o XV (O Diabo): Fim de um período de dúvida. Retor- no do ser amado. Com XXI (O Mundo): Felicidade. Boa saúde (para as mulheres, desejo de ficar grávida).

· De Espadas: Carta fatal. Sozinha: Indica sempre um atraso nos planos. Com o X (A Roda da Fortuna): Orgulho ferido. Doença ou morte de uma pessoa próxima a você.

· De Ouros: Dinheiro. Sozinha: Benéfica para o consulente. Com o XX (O Julgamento): Trabalho altamente remunerado. Contrato vantajoso.

1.10 Arcano Oito

· De Paus: Dúvida e preocupação. Sozinha: A roda está girando. O consu- lente abandona seu projeto. Com o V (O Sumo Sacerdote): Siga sua ins- piração. Com o XXI (O Mundo): Você tem que aprender a dizer “não”.

· De Copas: Desapontamento sentimental. Sozinha: Compromisso que- brado. Com o XV (O Diabo): Triunfo da razão sobre hostilidade. Com XXI (O Mundo): Casamento ou associação conduziria a uma ascensão social.

· De Espadas: Incerteza e letargia. Sozinha: Cansaço. Saúde requer mais cuidado. Com o X (A Roda da Fortuna): Inevitáveis complicações.

· De Ouros: Traição e desafio. Sozinha: Falsos compromissos. Riscos, es- peculações. Com o XX (O Julgamento): Aperfeiçoamento em todos os sentidos.

1.11 Arcano Sete

· De Paus: Resultados de sucesso intelectual. Sozinha: Boas idéias. Sur- preendente iniciativa. Com o V (O Sumo Sacerdote): Honra e glória con- seguidos com uma viagem. Com o XXI (O Mundo): Segurança, conforto, dinheiro.

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· De Copas: Amor correspondido. Sozinha: Satisfação com assuntos do coração e dos sentidos. Com o XV (O Diabo): Aumento de energia. Com XXI (O Mundo): Triunfo sobre todos os obstáculos.

· De Espadas: Coragem moral e psíquica. Sozinha: Reivindicações atendi- das. Com o X (A Roda da Fortuna): Prosperidade vem facilmente.

· De Ouros: Homem de negócios. Sozinha: Aumento de fortuna. Com o XX

(O

Julgamento): O consulente deve tomar iniciativa.

1.12

Arcano Seis

· De Paus: Hesitação e inferioridade. Sozinha: Mais prejuízos do que lu- cros. Com o V (O Sumo Sacerdote): Menos infelicidade. Com o XXI (O Mundo): Pessoa influente ajuda o consulente.

· De Copas: Fraqueza e pesar no coração. Sozinha: Esta carta freqüente- mente prediz a morte, separação. Com o XV (O Diabo): Com o poder da vontade, sua saúde evolui e o amado retorna. Com XXI (O Mundo): Acon- teça o que acontecer no futuro, restará o brilho.

· De Espadas: Preocupações e obstáculos. Sozinha: O consulente deve permanecer firme. Com o X (A Roda da Fortuna): Novos contatos serão benéficos.

· De Ouros: Avarento. Sozinha: Cuidado com as especulações. Com o XX

(O

Julgamento): Aperfeiçoamento a caminho.

1.13

Arcano Cinco

· De Paus: Coração e mente generosos. Sozinha: Será o caminho certo se você preservar. Com o V (O Sumo Sacerdote): Sucesso merecido. Felici- dade no amor. Com o XXI (O Mundo): Alegria de estar juntos.

· De Copas: Separação e lágrimas. Sozinha: Você está cercada por pesso- as ciumentas, Mexericos põem em perigo sua felicidade. Com o XV (O Di- abo): Leve aperfeiçoamento. Com XXI (O Mundo): O coração está em paz. A sorte retorna.

· De Espadas: Ciúmes e lágrimas. Sozinha: O consulente deve lutar con- tra as más influências. Com o X (A Roda da Fortuna): Qualquer mudança seria benéfica.

· De Ouros: Amor de sangue ou adultério. Sozinha: O namorado (ou o Enamorado) é a causa da ruína. Com o XX (O Julgamento): Aperfeiçoa- mento em suas condições morais e físicas.

1.14 Arcano Quatro

· De Paus: Mudança e bons contatos. Sozinha: Conduz a um casamento prático e transações de propriedade. Com o V (O Sumo Sacerdote): Bons avisos conduzem ao sucesso desejado. Com o XXI (O Mundo): Você logo terá alegria com as melhores coisas da vida.

· De Copas: Desapontamento e neurastenia. Sozinha: Cuidado com os pe- rigos físicos e desapontamentos sentimentais. Com o XV (O Diabo): Dá- lhe coragem. Com XXI (O Mundo): O consulente livra-se de suas obriga- ções.

· De Espadas: Solidão. Coração ferido. Sozinha: Ausência, morte, desa- pontamento. Com o X (A Roda da Fortuna): Amor instável. Saúde frágil.

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· De Ouros: Mudança agradável. Sozinha: O amor entra em sua vida no- vamente. O dinheiro também. Com o XX (O Julgamento): Um presente será dado a você. Ambições preenchidas.

1.15 Arcano Três

· De Paus: Idéias e conhecimentos. Sozinha: Os negócios estão em alta. A mente torna-se mais alerta. Com o V (O Sumo Sacerdote): O consulente pode se beneficiar dos erros de outras pessoas. Com o XXI (O Mundo):

Vida significa viver.

· De Copas: Corpo e mente em paz. Sozinha: Final feliz num acontecimen- to. Com o XV (O Diabo): Seus estudos trarão benefícios. Saúde melhor. Com XXI (O Mundo): Seus planos se materializarão.

· De Espadas: Erros repetitivos. Sozinha: Amor e amizade colocados em perigo ou talvez mesmo destruídos. Com o X (A Roda da Fortuna): Nada pode alterar o destino.

· De Ouros: Sorte e promoção. Sozinha: Fim das dificuldades. Com o XX (O Julgamento): Esforços são recompensados.

1.16 Arcano Dois

· De Paus: Argumentos. Incompatibilidade. Sozinha: Saúde frágil. Isola- mento. Com o V (O Sumo Sacerdote): Perspectiva melhor. Com o XXI (O Mundo): Harmonia restaurada no relacionamento.

· De Copas: Animosidade. Calúnia. Sozinha: Dependendo das circunstân- cias esta carta também use as pessoas ou as separa. Com o XV (O Dia- bo): Amor recíproco com sentimentos de ansiedade. Com XXI (O Mundo):

Fim de relacionamento dá um sentimento de liberdade.

· De Espadas: Contradições e honestidade. Sozinha: Freqüentemente in- dica hostilidade ou doença súbita. Com o X (A Roda da Fortuna): Retalia- ção violenta.

· De Ouros: Mesquinhez. Promessas não cumpridas. Sozinha: Roubo ou possível desonestidade. Com o XX (O Julgamento): Ser incompreendido no amor e nos negócios.

1.17 Arcano Ás

· De Paus: Criação e dominação. Sozinha: Ambição e tirania. Consulente freqüentemente é um vencedor. Com o V (O Sumo Sacerdote): Situação financeira está em alta. Sucesso no amor. Com o XXI (O Mundo): Destino excepcional.

· De Copas: Talento e comunicabilidade. Sozinha: Alegria íntima. Conver- sas úteis. Com o XV (O Diabo): Esperança vã. Com XXI (O Mundo): O consulente se afirma e atrai simpatias.

· De Espadas: Virilidade. Autoconfiança. Sozinha: Vitória pela coragem e pelo mérito. Com o X (A Roda da Fortuna): Recuperação ou fim de uma provação.

· De Ouros: Como um talismã esta carta simboliza sucesso. Sozinha: Au- mento de dinheiro. Com o XX (O Julgamento): Em geral tudo deve ir bem.

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2 MÉTODOS DE TIRAGEM – DO PACTO DE INTENÇÕES À PRÁTICA COMBINATÓRIA

As cartas não alteram o destino. Simplesmente, por meio de uma prospec- ção psicológica, decifram acontecimentos futuros, apresentando-os ao livre- arbítrio do consulente. É para isso que servem os métodos de tiragem.

Tempo algum conheceu, como hoje, tantos magos falsos: supervidentes que prometem o retorno da mulher infiel para o marido e o regresso do homem amado para a mulher abandonada. Na verdade, os cartomantes podem até acertar nas suas previsões, mas jamais poderão modificar o futuro. Só ao consulente, de acordo com sua própria vontade, é conferida a possibilidade de alterar o seu destino. Portanto, devem-se considerar suspeitos os feitiços, contrafeitiços, medalhas, amuletos, pedras da sorte e congêneres que mui- tos adivinhos oferecem aos seus clientes. Esse tipo de tentativa de controle ou manipulação do destino representa um pacto com forças cujo poder se desconhece, servindo mais à magia negra do que ao próprio cliente. Ao contrário, o único pacto que garante a eficácia e preserva a integridade do tarô é aquele que tanto o consulente como o adi- vinho fazem consigo mesmos. As "obrigações" desse pacto, segundo Alberto Cousté, podem ser resumidas, para cada uma das partes, desta maneira:

Para o adivinho:

1) Antes de falar, deve obter uma visão de conjunto da mesa, no sentido de observar as principais forças em tensão. 2) A leitura não é prévia à sua verbalização, mas simultânea a ela. Fixar-se em um só dos planos de significados que a mesa oferece pode ser fatal para

o

adivinho, que perde, assim, a sua principal arma prospectiva: o assombro

e

a surpresa diante do que vai lendo.

3) Nunca se deve forçar uma leitura: é preferível uma interpretação pobre a uma desonesta.

A função da previsão é sugerir, não determinar. O adivinho que transmite li-

teralmente o que crê perceber ignora tudo sobre a adivinhação, uma vez que a manipulação de um intermediário simbólico produz, inevitavelmente, uma linguagem desverbalizada, cuja riqueza de conteúdos só pode ser transmitida por alusões. Para o consulente:

1) A precisão e a amplitude da formulação das perguntas são fatores básicos para o êxito da consulta. Perguntas como "o que me acontecerá?" ou "terei sorte?" não são válidas porque se referem a um segmento operativo tão vasto como a própria vida do consulente. 2) Deve ter em conta que a situação divinatória é um diálogo cuja versatili- dade pode ser enriquecida com a sua participação ativa. Quanto mais rica e detalhada a sua proposta, maior o número de variáveis a serem manejadas pelo adivinho e mais exaustiva a resposta. 3) Como toda tentativa de diálogo, a situação divinatória é também uma en- trevista psicológica. O consulente deve evitar as colocações frívolas e as contradições deliberadas, que só conduziriam a respostas sem interesse.

Finalmente, tanto adivinho como consulente devem partir de níveis de inten-

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cionalidade semelhantes, para que a entrevista seja homogênea. Em dois níveis básicos apóia-se a leitura de uma mesma mesa, de acordo com Ouspensky e Cirlot:

1) Relação do consulente consigo mesmo — investigação do desenvolvimen- to pessoal, análise da busca e o encontro posterior da identidade (via lunar, abstrata, experiência intransferível). 2) Relação do consulente com seu meio ambiente — luta ou desenvolvimen- to com os outros, profissão, amores, situação no mundo (via solar, concreta, experiência que só se realiza ao ser compartilhada).

2.1 As Oposições Elementares Quanto às oposições elementares, os onze pares poder ser assim esquema- tizados:

1

 

I

Ativo, positivo. Iniciativa. Autocontrole. Sabedo-

Sujeito, ponto

de partida

 

O

MAGO

ria. Razão.

 

O

0

LOUCO

Passivo, negativo. Submissão às influências ex-

teriores. Impulsividade, desrazão.

   

II

Intuição, adivinhação. O espírito penetrando o

2

 

A GRÃ-

mistério. Conhecimento instintivo das coisas o-

Percepção do

SACERDOTISA

cultas.

desconhecido

 

XXI

Êxtase, vidência. O mistério se faz consciente.

 

O

MUNDO

Conhecimento do absoluto.

3

 

III

Observação, lucidez. Concepção, estudo. Sabe-

Assimilação do que é exterior

ao sujeito

A

IMPERATRIZ

doria. A razão preside ao nascimento das idéias.

 

XX

O

Inspiração, exaltação. Entusiasmo, dom proféti-

co. Idéias que se impõem sem se deixarem con-

JULGAMENTO

trolar.

   

IV

Luz interior, verbo encarnado. Concentração de pensamento e de vontade. Energia, cálculo, de- dução. Espírito positivo.

4

O

IMPERADOR

Iluminação

 
 

Luz universal. Verbo eterno. Expansão. Lumino- sidade de gênio. Serenidade. Arte, poesia, idea- lismo.

espiritual

 

XIX

 

O

SOL

   

V

Abstração. Realidade especulativa. Metafísica. Religião. Espiritualidade. Saber transcendental. Dever. Lei moral. Concentração. Aparências

sensíveis. Ilusões dos sentidos. Superstição. Materialismo. Erros, preconceitos. Caprichos, fantasias.

5

Elaboração de

O

SUMO

SACERDOTE

uma síntese

 

XVIII

Concentração. Aparências sensíveis. Ilusões dos sentidos. Superstição. Materialismo. Erros, pre- conceitos. Caprichos, fantasias.

A

LUA

   

Liberdade, eleição, prova. Dúvida. Luta e inquie-

6

Determinação

VI

O NAMORADO

tação ante as dificuldades da vida. Sentimentos. Afetos.

das ações

 

XVII

Predestinação. Esperança. Confiança na imorta- lidade. Idealismo. Estética. Amor à beleza.

7

 

Dominação, triunfo. Talento, capacidade. O mestre que se faz obedecer. Progresso. Harmo- nia.

A inteligência

no encontro

 

O

VII

CARRO

MHMS, Maio/2010

com a matéria

 

XVI

 

A CASA

Presunção, queda. Vaidade. Incapacitação. A ví- tima de forças em conflito. Explosão, catástrofe.

DE DEUS

8

 

VIII

Lei, ordem, equilíbrio. Estabilidade, lógica. Pla- cidez, calma. Regularidade. Discernimento.

Organização e

A JUSTIÇA

governo

 

XV

Arbitrariedade, desordem. Desequilíbrio. Instin-

das forças

O

DIABO

to. Raiva, furor. Confusão. Paixões cegas.

9

Relações do sujeito com o ambiente

O

IX

ERMITÃO

Abstenção, insularidade 8 . Prudência, discrição.

Sabedoria metódica e minuciosa. Medicina. Ava- reza.

 

XIV

Participação, comunhão. Despreocupação, fran-

A

queza. Prodigalidade. Taumaturgo. Médico de almas.

 

TEMPERANÇA

   

X

Azar, ambição. Inventos, descobrimentos. Ger- me vital. Cuidado com a existência individual.

10

A

RODA DA

Intervenção do

FORTUNA

destino

 

XIII

Fatalidade. Desilusão. Renúncia. Putrefação. Es-

A

MORTE

quecimento. Fim. Renovação. Transformação.

   

XI

Potência, idéia realizável. Talento prático. Inte- ligência que domina a matéria. Energia. Cora- gem. Triunfos.

11

A

FORÇA

Objetivo e

 
 

Impotência. Utopia. Sonhador. Espírito lírico (sentimental; sonhador; apaixonado). Apóstolo. Vítima da incompreensão das pessoas.

Resultado final

 

XII

O ENFORCADO

2.2 Tétrades Comparativas Os pares que acabamos de passar em revista dão lugar a relações do mais alto interesse. Comparados dois a dois, colocam quatro arcanos em oposição conjugada. Formam as tétrades, algumas das quais merecem mais particu- larmente a nossa atenção. Em cada tétrade, o primeiro arcano está para o segundo assim como o ter- ceiro está para o quarto. O primeiro está, por outro lado, em relação ao ter- ceiro tal como o segundo está para o quarto. Finalmente, o primeiro está pa- ra o quarto assim como o segundo está para o terceiro. Para aprofundar o estudo do Tarot, é importante resolver a série de proble- mas e de equações que são colocados pelas tétrades. Existe aí um exercício intelectual do qual tirarão proveito principalmente aqueles que querem apli- car o Tarot à adivinhação. Esse exercício ativa a imaginação e a prepara para apreender as relações entre as imagens que se justapõem. É impossível que o Tarot fale enquanto o adivinho não assimilar a linguagem dos símbolos. Estes não falam por si mesmos, sem serem solicitados; daí a necessidade de os interrogar com mé- todo. Nada é mais fecundo a esse respeito que a disciplina das tétrades aqui preconizada. As indicações seguintes mostrarão como se pode obter, de um lado, a idéia sintética que liga os quatro arcanos entre si e, a seguir, a compreensão dos diferentes aspectos dessa mesma idéia oferecidos pelos arcanos um a um.

8 Tornar solitário; isolar. Tornar incomunicável; separar da sociedade.

2.2.1 O Princípio da Inteligência Individual

I - O Mago No poder. Apto para se ins- truir em todas as coisas.

0 - O Louco Inativo, inerte, incapaz in- telectualmente. Estupidez. Incompreensão.

incapaz in- telectualmente. Estupidez. Incompreensão. X MHMS, Maio/2010 XI - A Força Na ação. Plenamente ins-
incapaz in- telectualmente. Estupidez. Incompreensão. X MHMS, Maio/2010 XI - A Força Na ação. Plenamente ins-
incapaz in- telectualmente. Estupidez. Incompreensão. X MHMS, Maio/2010 XI - A Força Na ação. Plenamente ins-

X

incapaz in- telectualmente. Estupidez. Incompreensão. X MHMS, Maio/2010 XI - A Força Na ação. Plenamente ins-

MHMS, Maio/2010

XI - A Força Na ação. Plenamente ins- truído e aplicado às obras práticas.

XII - O Enforcado Entravado, tornado impro- dutivo. Gênio incompreen- dido. Pensamento por de- mais sublime para se tor- nar inteligível.

2.2.2 O Espírito (a Mente) em Presença do Mistério

II – A Grã-Sacerdotisa Esforço para penetrar. Adi- vinhação, intuição, gnose, fé.

XXI – O Mundo Percepção do conjunto. Vi- são estática. Ciência inte- gral.

do conjunto. Vi- são estática. Ciência inte- gral. X X – A Roda da Fortuna Diferencia,
do conjunto. Vi- são estática. Ciência inte- gral. X X – A Roda da Fortuna Diferencia,
do conjunto. Vi- são estática. Ciência inte- gral. X X – A Roda da Fortuna Diferencia,

X

do conjunto. Vi- são estática. Ciência inte- gral. X X – A Roda da Fortuna Diferencia,

X – A Roda da Fortuna Diferencia, descobre. De- tém-se em conjecturas ge- niais.

XIII – A Morte Rejeição, negação. Desilu- são. Ceticismo absoluto.

2.2.3 O Princípio Espiritual, Fonte do Pensamento e da Vida

III – A Imperatriz Atração pela inteligência, que se assenta para gerar as idéias. Compreensão, concepção.

XX – O Julgamento Sujeição da inteligência que fecundou. Inspiração, entu- siasmo.

da inteligência que fecundou. Inspiração, entu- siasmo. X IX – O Eremita Frutificação na inteligência que
da inteligência que fecundou. Inspiração, entu- siasmo. X IX – O Eremita Frutificação na inteligência que
da inteligência que fecundou. Inspiração, entu- siasmo. X IX – O Eremita Frutificação na inteligência que

X

da inteligência que fecundou. Inspiração, entu- siasmo. X IX – O Eremita Frutificação na inteligência que

IX – O Eremita Frutificação na inteligência que constitui a esfera men- tal. Reservatório da memó- ria.

XIV – A Temperança Circulação e animação da multiplicidade dos seres. Via universal.

2.2.4 A Luz Criadora

IV – O Imperador Fixada no centro da perso- nalidade, princípio de ener- gia voluntária, da expansão individual e do crescimen- to.

XIX – O Sol Irradiante de sua fonte u- niversal. Expansão do ser. Altruísmo.

de sua fonte u- niversal. Expansão do ser. Altruísmo. X MHMS, Maio/2010 VIII – A Justiça
de sua fonte u- niversal. Expansão do ser. Altruísmo. X MHMS, Maio/2010 VIII – A Justiça
de sua fonte u- niversal. Expansão do ser. Altruísmo. X MHMS, Maio/2010 VIII – A Justiça

X

de sua fonte u- niversal. Expansão do ser. Altruísmo. X MHMS, Maio/2010 VIII – A Justiça

MHMS, Maio/2010

VIII – A Justiça

Afinada, harmonicamente repartida para assegurar o funcionamento normal do organismo e sua conserva- ção.

XV – O Diabo

Condensada com excesso. Congestão, cio, ardor cego, instinto brutal. Egoísmo.

2.2.5 A Quádrupla Fonte das Convicções Humanas

V – O Sumo Sacerdote A tradição filosófica ou reli- giosa. Crentes esclarecidos.

tradição filosófica ou reli- giosa. Crentes esclarecidos.   X XVIII – A Lua As opiniões recebidas,
 

X

XVIII – A Lua As opiniões recebidas, os preconceitos dominantes. Supersticiosos, escravos da letra morta.

XVIII – A Lua As opiniões recebidas, os preconceitos dominantes. Supersticiosos, escravos da letra morta.

2.2.6

Diferentes Aspectos da Verdade

 

II – A Grã-Sacerdotisa Mistério que solicita a intui- ção e pede ser penetrado.

II – A Grã-Sacerdotisa Mistério que solicita a intui- ção e pede ser penetrado.
 

X

XXI – O Mundo Absoluto que só se revela no arrebatamento do êxta- se.

Absoluto que só se revela no arrebatamento do êxta- se. VII – O Carro Pesquisa independente
Absoluto que só se revela no arrebatamento do êxta- se. VII – O Carro Pesquisa independente
Absoluto que só se revela no arrebatamento do êxta- se. VII – O Carro Pesquisa independente
Absoluto que só se revela no arrebatamento do êxta- se. VII – O Carro Pesquisa independente
Absoluto que só se revela no arrebatamento do êxta- se. VII – O Carro Pesquisa independente

VII – O Carro

Pesquisa independente da verdade. Livres pensado- res.

XVI – A Casa de Deus A contradição de doutrinas inimigas. Sectários antirre- ligiosos, falsos livres- pensadores.

V – O Sumo Sacerdote

Dogma no qual importa compreender o esoterismo, pensamento intimo ou espí-

rito vivificante.

XVIII – A Lua Signos materiais, formas, invólucros, cascas do pen- samento, letra morta.

2.2.7 A Idéia em Relação ao Entendimento

III – A Imperatriz Ela é atraída, penetrada e ganha raízes.

– A Imperatriz Ela é atraída, penetrada e ganha raízes.   X XX – O Julgamento
 

X

XX – O Julgamento Ela se apropria espontane- amente, provocando delírio e entusiasmo.

XX – O Julgamento Ela se apropria espontane- amente, provocando delírio e entusiasmo.

2.2.8

Resultados da Atividade Humana

VII

– O Carro

VII – O Carro  
 

Triunfo, sucesso conquista- do pelo mérito.

X

XVI – A Casa de Deus Reveses provocados pelas ilusões ou pelos erros.

XVI – A Casa de Deus Reveses provocados pelas ilusões ou pelos erros.

2.2.9

Aplicações da Energia

VIII – A Justiça Equilíbrio entre receita e despesas, funcionamento normal.

VIII – A Justiça Equilíbrio entre receita e despesas, funcionamento normal.
 

X

XV – O Diabo

Acúmulo levado ao extremo e, depois, despesa súbita; ardor veemente, explosão.

e, depois, despesa súbita; ardor veemente, explosão. MHMS, Maio/2010 IV – O Imperador Ela desenvolve todas
e, depois, despesa súbita; ardor veemente, explosão. MHMS, Maio/2010 IV – O Imperador Ela desenvolve todas
e, depois, despesa súbita; ardor veemente, explosão. MHMS, Maio/2010 IV – O Imperador Ela desenvolve todas
e, depois, despesa súbita; ardor veemente, explosão. MHMS, Maio/2010 IV – O Imperador Ela desenvolve todas
e, depois, despesa súbita; ardor veemente, explosão. MHMS, Maio/2010 IV – O Imperador Ela desenvolve todas
e, depois, despesa súbita; ardor veemente, explosão. MHMS, Maio/2010 IV – O Imperador Ela desenvolve todas
e, depois, despesa súbita; ardor veemente, explosão. MHMS, Maio/2010 IV – O Imperador Ela desenvolve todas

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IV – O Imperador Ela desenvolve todas as suas conseqüências lógicas.

XIX – O Sol Ela se afina, torna-se mais sutil e assume um caráter poético ou sublime.

X – A Roda da Fortuna Êxito obtido por favores ou pela sorte.

XIII – A Morte Catástrofe inevitável e fatal pela qual a vítima não é responsável.

IX – O Eremita Redução das despesas, re- serva, abstinência.

XIV – A Temperança Relaxamento, indolência, indiferença, apatia, frieza.

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2.3 Os Ciclos na Tiragem

A maior parte dos métodos existentes atribui valor fixo e imutável às cartas,

tornando, com isso, quase nulo o valor simbólico e psicológico que elas têm. Uma maneira de evitar essa falha é, antes de aplicar qualquer método, ana- lisar o conjunto das cartas, considerando os princípios gerais que regem os ciclos do tarô. Os métodos de tiragem, por sua vez, obedecem a um critério de complexidade, de forma que a resposta a uma pergunta complexa exige uma tiragem também complexa, enquanto a resposta a uma pergunta me- nos complicada requer uma tiragem mais simples. De uma maneira ou de outra, as tiragens obedecem aos seguintes ciclos de cartas, correspondentes aos arcanos maiores.

· Um a um — Refere-se apenas ao estudo individual das cartas, segundo seu simbolismo, grafismo etc. Corresponde ao plano intuitivo.

· Dois a dois — Corresponde ao mundo fenomenal: ação/reação, yin/yang. É utilizado no estudo dos diferentes significados que uma carta pode as- sumir ao encontrar-se com outra.

· Três a três — Serve para avaliar a atuação das forças produzindo os fe- nômenos. Ação/reação/resultado. Ativo/passivo/neutralizador. Uma força que atua mais uma força que recebe produzem uma terceira força que, ao mesmo tempo em que mantém as características das anteriores, é di- ferente.

· Quatro a quatro — Neste ciclo, procura-se identificar quais os elementos materiais envolvidos em qualquer processo.

· Cinco a cinco — Diz respeito aos problemas psicológicos que envolvem as relações pessoais, familiares e sociais.

· Seis a seis — Relaciona-se a problemas familiares e sociais mais amplos:

obstáculos, dificuldades, desacordos, falhas, bloqueios.

· Sete a sete — Identifica as forças mágicas e paranormais que ajudam em qualquer situação.

· Oito a oito — Corresponde aos sofrimentos, dificuldades e doenças que independem da pessoa e pelas quais ela não é diretamente culpada.

· Nove a nove — É o ciclo do autoconhecimento e do crescimento interno, correspondente às três tríades — física, emocional e intelectual.

· Dez a dez — Ciclo das estruturas completas que implica sempre começo, meio e fim. Evolução dentro de um ciclo completo.

· Onze a onze — É a máxima divisão de cartas que o tarô permite em ter- mos de arcanos maiores. Os dois ciclos de onze correspondem um ao presente e outro ao passado.

Observação: O estudo dos ciclos deve ser feito com todas as cartas, utili- zando-se ao máximo as possibilidades combinatórias de cada um deles. Veja

a seguir um exemplo.

2.4 Um Exercício de Imaginação

O exercício que se segue, sugerido por Oswald Wirth, oferece simplesmente

um modelo que de forma alguma esgota as possibilidades combinatórias do tarô. No ciclo de onze, Wirth apresenta duas séries homólogas de onze arcanos

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cada uma (representadas graficamente no diagrama 1). Essas duas séries correspondem às duas vias de acesso ao conhecimento: uma definida como Seca (arcanos I a XI) e a outra como Úmida (arcanos 0 a XII).

· Via Seca — Solar. Masculina. Racional. Conhecimento dedutivo. Extrover- são. Ativa.

· Via Úmida — Lunar. Feminina. Intuitiva. Conhecimento indutivo. Introver- são. Passiva.

Intuitiva. Conhecimento indutivo. Introver- são. Passiva. Do diagrama fornecido depreendem-se as oposições

Do diagrama fornecido depreendem-se as oposições elementares: 1/0, II/XXI, III/XX etc., sendo os arcanos VI e XVII o eixo do tarô. Wirth observa que, na iniciação ativa, a teoria precede a prática, enquanto que na passiva, o sujeito realiza as ações antes de compreendê-las. Assim, para alcançar uma atividade consciente, o sujeito precisa começar adquirin- do os conhecimentos que se encontram nos arcanos I, II, III, IV e V. Quan- do a instrução terminar, uma prova moral, representada pelo arcano VI, permite, se for cumprida com êxito, a realização prática representada pelos arcanos VII, VIII, IX, X e XI. No domínio da via passiva, o conhecimento in- tuitivo se traduz em obras representadas pelos arcanos XII, XIII, XIV, XV e XVI; em função das influências exteriores representadas pelo arcano XVII, há uma iluminação progressiva, cujas fases são refletidas nos arcanos XVIII, XIX, XX, XXI e 0. (Veja o diagrama 2.) O processo de leitura das cartas abrange duas operações: o embaralhamen- to e a posição das cartas.

operações: o embaralhamen- to e a posição das cartas. 2.5 Embaralhamento Os dois conjuntos de cartas

2.5 Embaralhamento Os dois conjuntos de cartas — os 22 arcanos maiores e os 56 arcanos meno- res — devem ser embaralhados separadamente. As cartas podem ser emba- ralhadas basicamente de duas maneiras: da forma usual, clássica, tal como se faz com os baralhos comuns, ou espalhando-as sobre uma mesa.

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A segunda maneira é a mais recomendável, pois indica a prontidão ou não do consulente para obter uma resposta. Consiste em separar os 22 arcanos maiores, espalhando-os em movimentos circulares, girando-os no sentido anti-horário - da direita para a esquerda —, com as faces voltadas para bai- xo. Juntam-se as cartas e corta-se o maço, o mais exata-mente possível pe- la metade, em dois maços menores. Em seguida, interpõe-se a carta de um maço a uma outra do outro maço, repetindo-se a operação de uma a uma, até formar um maço só. Como não pode haver sobras em nenhum dos ou- tros dois maços, deve-se proceder a três embaralhamentos e a três cortes, com a interposição das cartas. Geralmente, só na terceira vez, quando a in- terposição dos 22 arcanos fica completa e sem sobras, o tarô costuma dar o “aviso”, denunciando a prontidão do jogo. Às vezes, o “aviso” surge já na segunda vez e, excepcionalmente, na primeira vez. Se na terceira vez o ma- ço resultante dos dois maços menores não estiver completo, é melhor desis- tir, embaralhar tudo de novo e recomeçar, de preferência, em outro dia. Quando o tarô não dá o “aviso”, é porque o inconsciente do consulente não está preparado para ouvi-lo. Aconselha-se que apenas o dono do tarô manipule as cartas sendo, entre- tanto, permitido que o consulente faça o(s) corte(s). É indiferente que o cor- te seja feito com a mão direta ou esquerda. As cartas devem estar sempre direitas e, se alguma aparecer virada, será preciso endireitá-la imediatamente. Segundo Hadés, um dos enganos mais comuns consiste em acreditar que as cartas têm um outro significado quan- do invertidas. Usá-las dessa forma constitui um apelo direto ao mundo da inversão, com todas as conseqüências que implica. Além disso, cada símbolo integra significações opostas, devendo ser compreendido, em conjunto com os outros, na totalidade da ambivalência que encerra. As cartas são colocadas com as faces voltadas para baixo. Só depois de dis- postas devem ser abertas para que se proceda à leitura.

2.6 Disposição das Cartas Os métodos, em geral, obedecem a uma estrutura semelhante às mandalas, imagens geométricas simbólicas cujo centro representa o núcleo central da psique, o qual Jung denominou self; ou, ainda, mapas-guia do inconsciente cujos lugares simbólicos representam pontos onde os conteúdos da psique podem se apoiar. Dessa maneira, quanto menos dogmáticos, ou seja, menos vinculados a sistemas interpretativos prontos, e mais abertos à imaginação, tanto melhor podem guiar. Não se adotarão, portanto, os conhecidos méto- dos italiano, francês, cigano, dos boêmios, da Madame Flonka, etc., mas al- gumas tiragens que permitem maior liberdade de interpretação. Somente através de uma compreensão simbólica, a nível individual e específico, de cada situação, pode-se chegar a uma boa leitura. Normalmente, para se obter uma resposta satisfatória, bastam os 22 arca- nos maiores. Alguns estudiosos recomendam as tiragens mistas — com os arcanos maiores e os menores — apenas para as análises mais profundas de problemas. Para o iniciante, quanto mais simples a tiragem, melhor e mais eficaz a leitura, já que a familiaridade com os símbolos é fundamental.

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2.7 Tiragem Por Três

Para se obter uma resposta rápida, pode-se usar essa tiragem. Deve-se lembrar, contudo, que, mesmo nas tiragens mais simples, a compreensão simbólica tem de ser levada até às últimas conseqüências, isto é, não se de- ve simplificar a interpretação dos símbolos em tiragem alguma. Embaralham-se os 22 arcanos maiores, corta-se o maço e tira-se uma se- qüência de três cartas, colocando-as da esquerda para a direita. A primeira representa o passado, a do meio o presente e a terceira o futuro (veja o ci- clo de três em três). A interpretação é feita pelo encadeamento dos signifi- cados das cartas, a começar da primeira. Caso se deseje obter maiores es- clarecimentos, uma modificação pode ser introduzida colocando-se, embaixo de cada uma dessas três primeiras cartas, uma nova seqüência de três car- tas, a partir da esquerda para a direita. Cada uma das cartas da fileira de baixo afeta diretamente a de cima, funcionando como um “explicador” des- ta. (Ver Fig. 1.)

funcionando como um “explicador” des- ta. (Ver Fig. 1.) 2.8 Tiragem Por Cinco Embaralhado e cortado

2.8 Tiragem Por Cinco

Embaralhado e cortado o tarô, coloca-se uma seqüência de cinco cartas, da esquerda para a direita: a primeira representa o passado; a segunda, o pre- sente; a terceira, o futuro; a quarta, a visão consciente que o consulente tem sobre o problema; a quinta, a visão inconsciente do consulente em rela- ção à pergunta. Acrescentando-se uma nova fileira de cinco cartas abaixo da primeira, ob- tém-se a tiragem modificada por cinco. (Ver fig. 2.)

ob- tém-se a tiragem modificada por cinco. (Ver fig. 2.) 2.9 Tiragem Por Sete Opera-se da

2.9 Tiragem Por Sete

Opera-se da mesma forma que nas duas anteriores, acrescentando-se mais duas cartas: a sexta, que representa a visão que o consulente tem de si mesmo, e a sétima, que representa a visão que outras pessoas (amigos, pa- rentes) têm do consulente. (Ver fig. 3.)

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MHMS, Maio/2010 2.10 Tiragem Por Dez Denominada Cruz Céltica, esta tiragem, rica de possibilidades, exige grande

2.10 Tiragem Por Dez

Denominada Cruz Céltica, esta tiragem, rica de possibilidades, exige grande poder de concentração.

· A primeira carta representa a pergunta ou o problema colocado pelo con- sulente e também o próprio consulente.

· A segunda, os obstáculos inerentes à questão (enganos, equívocos, ini- migos, etc.).

· A terceira, a visão consciente do consulente em relação ao problema.

· A quarta, a visão inconsciente do problema.

· A quinta, a imagem que o consulente tem de si mesmo.

· A sexta, a visão que outras pessoas — amigos, parentes etc. — têm do consulente.

· A sétima, reafirma e explica a quarta.

· A oitava, a síntese das seis primeiras cartas.

· A nona é a explicação e a reafirmação da terceira, assumindo também o papel de obstáculo a ser vencido.

· A décima, isolada, representa o futuro e a resposta à questão formulada. (Ver. fig. 4.)

o futuro e a resposta à questão formulada. (Ver. fig. 4.) 2.11 O Tema Astral A

2.11 O Tema Astral

A tiragem por doze baseia-se no sistema de casas derivado da astrologia, cada uma delas correspondendo a um dos doze setores da vida do consulen-

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te. São inúmeras as possibilidades interpretativas que esse jogo oferece, constituindo, sobretudo, um ótimo exercício para a exploração da riqueza combinatória das cartas. Essa tiragem, que deve levar em conta as oposi- ções entre as casas e o sistema das casas derivadas, exige, entretanto, co- nhecimentos astrológicos e um grande domínio do jogo. Embaralhado e cortado o tarô, dispõem-se as cartas circula-mente, em sen- tido anti-horário. Na tiragem modificada por doze, embaralha-se e corta-se o maço dos arcanos menores, dispondo-se doze de suas cartas na parte in- terna do círculo formado pelos arcanos maiores. (Ver figuras 5 e 6.)

dispondo-se doze de suas cartas na parte in- terna do círculo formado pelos arcanos maiores. (Ver

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MHMS, Maio/2010 2.12 A Importância do Envolvimento Pessoal O simbolismo que foi empregado na confecção do

2.12 A Importância do Envolvimento Pessoal

O simbolismo que foi empregado na confecção do tarô é o mesmo que apa-

rece na magia cerimonial, na cabala, na alquimia, nas projeções astrais, em

suma, na aquisição de conhecimentos de várias disciplinas das chamadas ci- ências ocultas. Assim, tradicionalmente, através de cerimônias complexas, o dono do jogo toma posse das cartas, impregnando-as com sua presença e sua vibração pessoal. No entanto, via de regra, basta apenas manter o jogo envolvido por um pano de seda escuro, em contato permanente com o am- biente pessoal do dono, por 10 dias seguidos, para que adquira as qualida- des deste. Além disso, recomenda-se a aquisição de um jogo de cartas que, uma vez preparado, "não mais deverá ver a luz", ou seja, não mais poderá ser mos- trado a ninguém. Este é o tarô, de pesquisa e de aquisição de conhecimen- tos e experiências inteiramente pessoal. Deve ser escolhido com cuidado e tratado como um objeto de estimação, pois o envolvimento emocional au- menta a sensibilidade do jogo.

A tendência do iniciante, que tira as cartas para si mesmo ou para os outros,

é desconsiderar informações que o incomodam. Desse modo, se a primeira tiragem não está de acordo com os seus desejos, faz outra, obscurecendo os influxos e impedindo o conhecimento da verdade. Ora, o tarô, como instru- mento de imensas revelações, tem como finalidade aumentar a compreen-

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são dos problemas. Se alguém deseja tirá-lo, deve ser capaz de suportar a verdade, qualquer que ela seja,em vez de ocultá-la. Para que estes e outros vícios sejam evitados, a Tradição recomenda alguns princípios:

1) Nunca se deve cobrar por qualquer tiragem do tarô. No máximo é lícito aceitar presentes, embora isso nunca deva ser sugerido. 2) Não se deve tirar o tarô aos que se dizem incrédulos, pois, então, ele se transformaria em simples jogo de salão. 3) É indispensável fazer uma concentração antes de se tirar o jogo. Quando se tira para outra pessoa, deve-se convidá-la também a fazer a concentra- ção. 4) O tarô deve sempre ser considerado um guia favorável. O que se chama “má sorte” não passa para ele de simples atraso. O que se batiza de catás- trofe representa progresso na vida espiritual. 5) A verdade é sempre fundamental. É preferível dizer uma verdade desfa- vorável a deformá-la. Constitui traição ao tarô não seguir este preceito cor- retamente.

6) Não é lícito fazer propaganda ou deixar circular informações, fora do cír- culo restrito de amizades, sobre a habilidade de ler cartas. 7) Nunca se faz uma consulta para mais de uma pessoa por vez. 8) Em alguns casos, admite-se que o adivinho não tenha conhecimento da pergunta. 9) Uma vez tirados o número certo de cartas, não é válido acrescentar no- vas cartas para melhorar a explicação. Melhor será refazer tudo de novo. 10) É necessário aguardar que os fatos previstos pelas cartas ocorram, an- tes de se tirar de novo o tarô. Somente depois de um certo período, de du- ração variável, pode-se consultar novamente o tarô. 11) Devem-se marcar cuidadosamente os resultados obtidos numa tiragem

e verificar a sua realização. Só assim se criam possibilidades de progresso

na ciência do tarô, cuja conseqüência é o aumento da intuição e da percep-

ção em proporções notáveis.

12) Não adianta decorar o significado das cartas, pois de acordo com a posi- ção que estas venham a ocupar, ele apresentará nuanças diferentes. Aplicar

o conhecimento intuitivo é sempre mais adequado.

13) Qualquer carta tirada deve ser deixada no seu lugar. 14) As melhores tiragens geralmente são feitas sobre um pano negro. 15) Entre uma pergunta e outra, as cartas deverão ser amontoadas e des- carregadas, ou seja, abandonadas por algum tempo, de preferência sobre uma superfície escura. 16) Quando as cartas não mais tiverem utilidade ou seu dono não mais qui- ser ou puder tirá-las, deverão ser queimadas. 17) Não se pode impedir a difusão do conhecimento do jogo, dos significa- dos das cartas e dos modos de tirá-las. Sempre que alguém quiser obter, com sinceridade, tais informações, deverá ser atendido e ter total e facilita- do acesso ao jogo.

MHMS, Maio/2010

3 O QUE HÁ PARA SE LER

Cavendish, Richard, The Tarot, Michael Joseph, Londres, 1975. , Cousté, A., O Tarô ou a Máquina de Imaginar, Editorial Labor do Brasil, 1978. Ouspensky, P. D., A New Model of the Universe. Routledge & Kegan Paul, Londres, 1978. Gettings, Fred, The Book of Tarot. Itália, 1973. Haich, Elisabeth, Sagesse du Tarot. René Gaillard, 1972. Repollés, J. El Ta- rot. Bruguera. Espanha, 1981. Hades, Cartas e Destino. Edições 70, Portugal, 1976. Cirlot, Juan-Eduardo, Diccionario de Símbolos Tradicionales. Luís Miracle, Espanha, 1958. Silveira, Nise da, Jung - Vida e Obra. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1981. Mar- teau, Paul, Le Tarot de Marseille. Paris, 1949. Douglas, Alfred, The Tarot. Londres, 1973. Benoits, Luc, El Esoterismo. Buenos Aires, 1969. Tarô Adivinhatório. Editora Pensamento, São Paulo, 1966. Huson, Paul, El Tarot Explicado. Editorial Dédalo, Buenos Aires, 1976. Arcanos Maiores do Tarô - Enciclopédia do Ocultismo, tradução do original russo. São Paulo, 1980. As Grandes Iniciações Segundo os Arcanos Menores do Tarô. Editora Gráfica, São Paulo, 1978.