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AUXILIAR DE SERVIÇOS

ELÉTRICOS

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2007. SENAI - Departamento Regional
Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte.

SENAI. Departamento Regional do Paraná.


Auxiliar de serviços elétricos. / SENAI. Departamento Regional do Paraná. – Curitiba:
SENAI/PR, 2006.
101 p. : il. ; 19 cm. – (Caminhos da Profissão).
1. Eletrotécnica. 2. Prevenção de acidente do trabalho. 3. Instalações elétricas.
I. SENAI. Departamento Regional do Paraná. II. Título.

CDU 621.3

SENAI - Departamento Regional do Paraná


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Centro Cívico - Curitiba - PR
Tel (41) 3271 9000
Fax (41) 3271 9739
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introdução

O projeto “O Caminho da Profissão” é uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do


Estado do Paraná, que por meio do SESI/SENAI oportuniza a iniciação profissional aliada à
formação cidadã, compatibilizando a necessidade da indústria com a inclusão de potenciais
profissionais no mercado de trabalho.
Este curso viabiliza o conhecimento para o desempenho de tarefas básicas e de pouca
complexidade de uma ocupação profissional, bem como para o desenvolvimento de atitudes e
valores de assertividade profissional e cidadania.
Ainda que a iniciação profissional esteja voltada para tarefas básicas com o domínio de
conhecimentos estritamente necessários a sua execução, estes levam ao aluno os princípios
essenciais para fomentar o desejo da aprendizagem contínua.
Além das questões técnicas, será propiciada a formação cidadã como eixo fundamental
para a atuação profissional e para uma melhor inserção no mundo contemporâneo, onde as
características de flexibilidade e rapidez de respostas são exigidas pelos contextos marcados
pela mudança e incerteza.
A educação profissional deve, portanto, prover o trabalhador de instrumentos que lhe permitam
buscar o autoconhecimento, incorporando a noção de autodesenvolvimento, mudando
qualitativamente sua relação com o mundo do trabalho, numa perspectiva mais ampla de vida.
Com isso, pretende-se contribuir para a formação de um cidadão-trabalhador com a
competência de ação e autonomia, de modo que ele possa ingressar no mercado de trabalho
e participar conscientemente de uma sociedade cooperativa e humana, com a possibilidade
de geração de trabalho e renda próprios.

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sumário

1 ELETROTÉCNICA............................................................................................................. 07
1.1 MATÉRIA............................................................................................................... 09
1.2 TENSÃO ELÉTRICA (E)........................................................................................... 11
1.3 VOLTÍMETRO......................................................................................................... 12
1.4 CORRENTE ELÉTRICA............................................................................................ 13
1.5 AMPERÍMETRO..................................................................................................... 14
1.6 RESISTÊNCIA ELÉTRICA........................................................................................ 15
1.7 OHMÍMETROS...................................................................................................... 16
1.8 POTÊNCIA ELÉTRICA (P)........................................................................................ 16
1.9 CONDUTORES – ISOLANTES – RESISTORES........................................................ 19
1.10 RESISTIVIDADE................................................................................................... 20
1.11 CIRCUITOS ELÉTRICOS........................................................................................ 22
1.12 LEI DE OHM........................................................................................................ 25
1.13 QUEDA DE TENSÃO............................................................................................ 27
1.14 DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES............................................................. 28
1.15 DISJUNTORES.................................................................................................... 31
1.16 ATERRAMENTO................................................................................................... 35
1.17 LUMINOTÉCNICA................................................................................................ 36

2 RISCOS ELÉTRICOS........................................................................................................ 41
2.1 RISCOS EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE............................... 43
2.2 MANUSEIO DE ESCADA SIMPLES DE EXTENSÃO................................................. 51
2.3 MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO...................................................... 52
2.4 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA........................................................... 55
2.5 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL........................................................ 56

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3 INSTRUMENTAÇÃO........................................................................................................ 59
3.1 FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS............................................................................ 61

4 EMENDA DE CONDUTORES.......................................................................................... 69
4.1 EMENDAS EM PROSSEGUIMENTO...................................................................... 71
4.2 EMENDAS EM DERIVAÇÃO.................................................................................. 74
4.3 EMENDAS NA CAIXA DE PASSAGEM.................................................................. 76
4.4 UTILIZAÇÃO DA SOLDA, DO CADINHO E DA PASTA DE SOLDAR........................ 77

5 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS............................................................................................. 79
5.1 INSTALAÇÃO EM LINHA ABERTA......................................................................... 81
5.2 ELEMENTOS COMPONENTES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA.......................... 83
5.3 DIAGRAMAS ELÉTRICOS...................................................................................... 85
5.4 INSTALAÇÃO DE INTERRUPTOR SIMPLES COMANDANDO LÂMPADA
INCANDESCENTE, MAIS TOMADA MONOFÁSICA...................................................... 88
5.5 INSTALAÇÃO DE LÂMPADAS INCANDESCENTES COMANDADAS POR
INTERRUPTOR DE DUAS SEÇÕES................................................................................ 90
5.6 INSTALAÇÃO DE LÂMPADAS INCANDESCENTES COMANDADAS POR
INTERRUPTORES PARALELOS..................................................................................... 91
5.7 INSTALAÇÃO DE LÂMPADA FLUORESCENTE....................................................... 93

6 REFERENCIAS .............................................................................................................. 97
7. Créditos...................................................................................................................... 99

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O caminho da Profissão

1. ELETROTÉCNICA


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1.1 MATÉRIA

A compreensão dos fenômenos elétricos supõe um conhecimento básico da estrutura da


matéria, cujas noções fundamentais serão reunidas a seguir.
Toda matéria, qualquer que seja seu estado físico, é formada por partículas denominadas
moléculas. As moléculas são constituídas por combinações de tipos diferentes de partículas
extremamente pequenas, que são os átomos. Quando uma determinada matéria é composta
de átomos iguais é denominada elemento químico.
Os átomos são constituídos por partículas extraordinariamente pequenas, das quais as mais
diretamente relacionadas com os fenômenos elétricos básicos são as seguintes:

▪ prótons, que possuem carga elétrica positiva

▪ elétrons, possuidores de carga negativa

▪ nêutrons, que são eletricamente neutros


O caminho da Profissão

Uma teoria bem fundamentada afirma que a estrutura do átomo tem certa semelhança com a
do sistema solar. O núcleo, em sua analogia com o sol, é formado por prótons e nêutrons, em
redor dele giram, com grande velocidade, elétrons planetários. Tais elétrons são numericamente
iguais aos prótons, e este número influi nas características do elemento químico.

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Os elétrons, que giram segundo órbitas mais exteriores, são atraídos pelo núcleo com uma força
de atração menor que a exercida sobre os elétrons das órbitas mais próximas do núcleo.
Os elétrons mais exteriores podem ser retirados de sua órbita com certa facilidade, são
denominados elétrons livres.
O acúmulo de elétrons em um corpo caracteriza a carga elétrica deste. Apesar de um número
de elétrons livres constituir uma pequena parte do número de elétrons presentes na matéria,
eles são, todavia numerosos. O movimento desses elétrons se realiza com a velocidade da
ordem de 300.000Km/s e se denomina “corrente elétrica”.
Em certas substâncias, a atração que o núcleo exerce sobre os elétrons é pequena, estes
elétrons tem maior facilidade de se libertar e se deslocar. É o que ocorre nos metais como
a prata, o cobre, o alumínio etc., denominados, por isso, condutores elétricos. Quando, pelo
contrário, os elétrons externos se acham submetidos a forças interiores de atração que
dificultam consideravelmente sua libertação, as substâncias
em que tal ocorrem são denominadas isolantes elétricos. É o caso do vidro, das cerâmicas,
dos plásticos etc. Pode-se dizer que um condutor elétrico é um material que oferece pequena
resistência a passagem dos elétrons, e um isolante elétrico é o que oferece resistência elevada
a corrente elétrica.
Assim como em hidráulica a unidade de volume do líquido é o m3, em eletricidade exprime-se
a “quantidade” de eletricidade em coulombs.

Resumo
▪ Matéria : é tudo aquilo que tem massa e ocupa um lugar no espaço.

▪ Molécula : é a menor parte da matéria que conserva todas as propriedades dessa matéria.

▪ Átomo : é a menor porção de um elemento equilibrado eletricamente e apenas divisível


por reação atômica.

▪ Núcleo : é a porção central do átomo, onde se encontram os prótons e nêutrons.

▪ Eletrosfera : é a camada externa ao núcleo, onde se movimentam os elétrons.


O bservação

1C (coulomb) = 6,25x1018 elétrons.

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1.2 TENSÃO ELÉTRICA (E)

Nos condutores, existem partículas invisíveis chamadas elétrons, que estão em constante movimento
de forma desordenada. Para que estes elétrons passem a se movimentar de forma ordenada é preciso
que se aplique uma força, de modo que se estabeleça um fluxo ordenado de elétrons.
Desta forma podemos considerar que, quando entre as extremidades de um condutor existir
uma diferença de concentração de elétrons, isto é, de carga elétrica, existirá um potencial
elétrico ou uma tensão elétrica entre esses dois pontos.
Através destes conhecimentos, definimos tensão elétrica da seguinte maneira:
TENSÃO ELÉTRICA: é a força que impulsiona os elétrons livres nos fios.
A tensão elétrica é também conhecida como diferença de potencial (d.d.p.).

▪ Unidade de medida: Volt ( V )

▪ Aparelho de medida de tensão elétrica: voltímetro

1.2.1. RELAÇÃO ENTRE AS UNIDADES


Relações Denominação Símbolo Valor em relação ao volt
múltiplos megavolt MV 1000000V
“ quilovolt KV 1000V
unidade Volt V
submúltiplos Milivolt mV 0.001V
“ microvolt mV 0.000001V

Tabela para a conversão de unidades de medida:

KV V mV mV

1.2.2 TIPOS DE TENSÃO ELÉTRICA


O caminho da Profissão

▪ Tensão contínua

▪ Tensão alternada

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Tensão elétrica contínua
É aquela que não varia ao longo do tempo. Possui a sua polaridade definida.
Como exemplos de fontes de tensão contínua temos as pilhas e baterias.

Tensão elétrica alternada


É aquela que troca de polaridade constantemente, provocando nos circuitos um fluxo de
corrente ora em um sentido, ora em outro.
A tensão elétrica disponível nas residências é do tipo alternada, razão pela qual a maior parte
dos equipamentos elétricos é construído para funcionar alimentado a partir deste tipo de
corrente elétrica.

1.3 VOLTÍMETRO

A medida da diferença de potencial (tensão elétrica) entre dois pontos é feita por aparelhos
denominados voltímetros.
Os voltímetros, sejam de bobina móvel, ferro móvel ou eletrodinâmicos, caracterizam-se pela
sua resistência interna elevada e pela graduação da escala em volts. São empregados para
medir as tensões entre dois pontos diferentes de um circuito elétrico e, por essa razão, deve-
se ligá-los aos pontos, entre os quais se deseja conhecer o valor da tensão.

O voltímetro é sempre ligado diretamente aos pontos entre os quais se deseja conhecer
a tensão, todavia, antes de se efetuar a ligação de um voltímetro, deve-se verificar se a
escala está de acordo com a tensão prevista, o tipo de corrente, se as pontas de prova são
suficientemente isoladas e se a posição de trabalho está correta.
A leitura mais precisa é aquela obtida próxima ao meio da escala. Desta forma, se o voltímetro
possui várias escalas, deve-se selecionar aquela que forneça essa condição.

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1.4 CORRENTE ELÉTRICA ( I )

Os elétrons livres dos átomos de uma certa substância normalmente se deslocariam em todas
as direções. Quando, em um condutor, o movimento de deslocamento de elétrons livres for
mais intenso em um determinado sentido, diz que existe uma corrente elétrica ou um fluxo
elétrico no condutor.
A intensidade da corrente elétrica é caracterizada pelo número de elétrons livres que atravessa
uma determinada seção do condutor na unidade de tempo.
Através destas informações definimos corrente elétrica da seguinte forma :
CORRENTE ELÉTRICA é o movimento ordenado dos elétrons livres nos condutores, quando
existe uma diferença de potencial (tensão) elétrica entre suas extremidades.

▪ Unidade de medida : ampére (A)

▪ Aparelho de medida de corrente elétrica: amperímetro

1.4.1 RELAÇÃO ENTRE AS UNIDADES

Relações Denominação Símbolo Valor em relação ao AMPÉRE


múltiplos quiloampére kA 1000A
unidade ampére A -
submúltiplos miliampére mA 0.001A
“ microampére mA 0.000001A

Tabela para a conversão de unidades de medida:

kA A mA mA

1.4.2 TIPOS DE CORRENTE ELÉTRICA


▪ Corrente contínua

▪ Corrente alternada
O caminho da Profissão

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CORRENTE CONTÍNUA ( CC )
É aquela cuja intensidade é constante e sempre no mesmo sentido.
Ex. : pilhas comuns e baterias

CORRENTE ALTERNADA (CA)


Corrente Alternada é aquela cuja intensidade varia senoidalmente com o tempo e cujo sentido
inverte periodicamente.
Ex. : corrente utilizada nas residências

1.5 AMPERÍMETRO

Destinados a medir a corrente elétrica que atravessa um circuito, o amperímetro é um instrumento


indispensável ao eletricista que deseja executar seu trabalho dentro de uma boa técnica.
O amperímetro é sempre ligado em série com a carga, necessitando abrir o circuito para
instalá-lo. Como exceção, existe o amperímetro de alicate, que “vê” a corrente que está
passando pelo condutor elétrico através do campo magnético produzido.
Esse instrumento, o alicate volt-amperímetro, é muito útil e prático, pois podemos medir
uma corrente elétrica sem a necessidade de abrir o circuito, porque não se pode cortar a
alimentação da máquina ou equipamento. Os amperímetros, que também são encontrados
nos três tipos de mecanismos já citados, diferenciam-se dos
voltímetros pela sua baixa resistência interna e pela sua escala calibrada em ampéres.

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1.6 RESISTÊNCIA ELÉTRICA (R)

É a dificuldade encontrada pela corrente elétrica ao atravessar um corpo.

▪ Unidade de medida: ohm (W)

▪ Aparelho de medida de resistência elétrica: ohmímetro


O bservação

Para medir a resistência de um aparelho a rede deve estar desligada, caso contrário

poderá danificar o equipamento (ohmímetro).

Todos os materiais apresentam resistência elétrica, desta forma podemos classificá-los em 3


grupos: condutores, isolantes e resistores.
a. Condutores: oferecem relativa facilidade à passagem da corrente elétrica (baixa
resistência);
b. Isolantes: oferecem muita dificuldade, sendo quase impossível a passagem da corrente
elétrica (alta resistência);
c. Resistores: permitem a passagem de corrente elétrica, mas oferecem uma certa resistência.
Transformam energia elétrica em calor.
A resistência elétrica de um condutor depende ainda de quatro fatores : material, comprimento,
área da seção (bitola ) e temperatura, e será estudado em um tópico à parte (Resistividade)
onde serão analisadas cada uma destas características.

1.6.1 RELAÇÃO ENTRE AS UNIDADES:


Relações Denominação Símbolo Valor em relação ao OHM
múltiplos quilohm kW 1000W
unidade ohm W -
submúltiplos miliohm mW 0.001W
“ microhm mW 0.000001W
O caminho da Profissão

Tabela para a conversão de unidades de medida:

kW W mW mW

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1.7 OHMÍMETROS

A medida direta do valor de uma resistência elétrica R pode ser feita por meio de aparelhos
denominados ohmímetros. Os ohmímetros possuem uma bateria própria, com tensão conhecida
e funcionam aplicando a lei de Ohm ou por comparação através de uma ligação em ponte.

Trabalhar com o circuito desenergizado

* O ohmímetro nunca deve ser ligado ao circuito energizado. Para medirmos o valor de uma
resistência, é necessário que ela não esteja sendo percorrida por nenhuma corrente, caso
contrário, corre-se o risco de queimar o instrumento.
** Para medir resistências elevadas (isolação dos condutores, máquinas e aparelhos elétricos),
utilizamos um aparelho denominado megôhmetro.

1.8 POTÊNCIA ELÉTRICA (P)

POTÊNCIA ELÉTRICA é definida como sendo o trabalho efetuado na unidade de tempo.


Assim como a potência hidráulica é dada pelo produto do desnível energético pela vazão,
a potência elétrica, para um circuito com resistência, é obtida pelo produto da tensão E pela
corrente elétrica I:
P=E*I

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▪ Unidade de medida: watt (W)

▪ Aparelho de medida de potência elétrica: wattímetro

Como vimos anteriormente à tensão (E) faz movimentar os elétrons, dando origem à corrente
elétrica (I).
Existindo corrente ocorrerá algum tipo de fenômeno.
Ex.: circuito simples onde uma lâmpada é acesa. O que ocorre? Quais os fenômenos que são
percebidos?
Luz e calor.
Esses fenômenos nada mais são do que a potência elétrica, que foi transformada em potência
luminosa (luz) e potência térmica (calor).
Desta forma é fácil verificar que para existir potência elétrica é necessário que haja tensão e
corrente elétrica.
O bservação

A grandeza da potência elétrica é quem nos informa a “dimensão“ do aparelho, ou seja,


a capacidade em transformar uma certa quantidade de energia elétrica em outras formas
de energia. Desta forma quanto maior a potência elétrica de um determinado receptor,
mais corrente elétrica será consumida e, conseqüentemente mais energia ele produzirá.

O dimensionamento de uma instalação elétrica é baseada na potência elétrica dos


aparelhos de consumo.

1.8.1 RELAÇÃO ENTRE AS UNIDADES

Relações Denominação Símbolo Valor em relação ao watt


múltiplos quilowatt kW 1000W
unidade watt W -
submúltiplos miliwatt mW 0.001W
“ microwatt mW 0.000001W
O caminho da Profissão

Tabela para a conversão de unidades de medida:

kW W mW mW

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1.8.2 CONSIDERAÇÕES
Na introdução ao estudo da potência elétrica definimos que potência elétrica é o produto de
uma tensão elétrica E por uma corrente I, onde obtemos como unidade de medida o watt (W).
No entanto, este produto fornece “na realidade” uma unidade de potência expressa em volt
- ampère (VA), a qual denominamos Potência Aparente.
Esta diferenciação, para fins de entendimento, existe pelo fato de trabalharmos com dois tipos
de tensão elétrica (contínua e alternada).
Portanto, sempre que trabalharmos em tensão contínua deveremos nos referir a uma potência,
cuja unidade de medida é o Watt (W), e quando trabalharmos em tensão alternada (na maioria
dos casos), utilizaremos o volt - ampére (VA) - potência aparente, a qual é composta de duas
parcelas: potência ativa (W) e potência reativa (Var).

▪ Potência ativa : é a parcela efetivamente transformada em outras formas de potência:


potência mecânica, potência térmica e potência luminosa, ou seja é a energia que
realmente produz algum tipo de trabalho. Em termos práticos é a energia que consumimos
e pagamos. A unidade de medida desta forma de potência é o Watt (W).

▪ Potência reativa : é a parcela transformada em campo magnético, necessário por exemplo


ao funcionamento de motores, transformadores e reatores. Este tipo de energia não gera
trabalho nenhum (desperdício). Logo, é uma energia que não consumimos mas pagamos.
A unidade de medida da potência reativa é o volt - ampére - reativo (Var).

A relação entre a potência ativa (W) e a potência aparente (VA) nos fornece o que chamamos de
fator de potência, muito importante para as indústrias e concessionárias de energia elétrica.

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1.9 CONDUTORES - ISOLANTES – RESISTORES

1.9.1 CONDUTORES
São materiais que, devido à sua constituição atômica, possuem um grande número de elétrons,
e por não sofrerem forte atração por parte do núcleo do átomo, podem ser retirados de suas
órbitas com relativa facilidade.
Devido a pouca atração exercida pelo núcleo do átomo, estes materiais apresentam grande
condutância e pequena resistência.
Não existe um condutor perfeito, por maior que seja a sua condutância, sempre existirá resistência.
Os materiais condutores são utilizados para transportarem ou conduzirem a corrente elétrica.
Abaixo citaremos os 4 melhores condutores:

▪ Ouro: é o melhor condutor elétrico, devido ao seu alto custo é pouco empregado na
eletricidade;

▪ Prata: é considerado o 2o melhor condutor elétrico, sendo pouco empregado na


eletricidade, devido ao seu alto custo. Na eletricidade a prata é utilizada em contatores,
recobrindo ou mesmo confeccionando os contatos internos.

▪ Cobre: é o 3o melhor condutor elétrico, é o material mais empregado em eletricidade,


devido ao seu custo relativamente baixo. O cobre é empregado na confecção de contatos
de interruptores, receptáculos, fios, etc.

▪ Alumínio: é o 4o melhor condutor elétrico. É bastante empregado na confecção de condutores


usados nas linhas de transmissão de energia, das usinas geradoras até as cidades.

1.9.2 ISOLANTES
São materiais que possuem grande resistência à passagem da corrente elétrica. Neste grupo
de materiais os elétrons estão presos aos átomos por uma força de atração muito maior do
que nos materiais condutores.
Devido a essa característica, estes materiais oferecem pequena condutância e grande resistência.
O caminho da Profissão

Não existe isolante perfeito, por maior que seja a sua resistência, sempre existirá condutância.
Os materiais isolantes mais utilizados são: o plástico, a borracha, a baquelita, a porcelana e a mica.

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▪ Plástico: é empregado no isolamento de condutores, corpo de tomadas, carcaça de
eletrodomésticos, interruptores, plugues, etc.

▪ Borracha: é empregado na fabricação de isolamento de condutores.

▪ Baquelita: é empregada na confecção do corpo de interruptores, tomadas e na base e


corpo de chaves.

▪ Porcelana: é empregada na fabricação de roldanas e bases de chaves.

▪ Mica: é empregado em locais onde serão desenvolvidas altas temperaturas, como por
exemplo, entre a resistência e a carcaça do ferro de soldar, ferro de passar roupas, etc.

1.9.3 RESISTORES
São materiais que oferecem uma certa resistência à passagem da corrente elétrica. Sua
função específica é transformar energia elétrica em calor.
Nestes materiais os elétrons estão presos ao núcleo do átomo por uma força de tração maior
do que nos materiais condutores e menor que nos materiais isolantes.
Devido a essa característica, estes materiais oferecem média condutância e média resistência.
Dentre os materiais considerados resistores elétricos, os mais usados em eletricidade são: o
tungstênio e o níquel-cromo.

▪ Tungstênio: é utilizado na confecção de filamentos de lâmpadas incandescentes.

▪ Níquel - cromo: é bastante utilizado na confecção de resistência de eletrodomésticos,


tais como : chuveiros, fogão elétrico, etc.

1.10 RESISTIVIDADE

Todos os materiais, em sua constituição física, facilitam, dificultam ou até mesmo impedem à
passagem da corrente elétrica.
A facilidade encontrada pela corrente elétrica ao passar pelos materiais é denominada
CONDUTÂNCIA (G).
Porém, em contrapartida à condutância, os materiais sempre oferecem certa oposição à
passagem da corrente elétrica.

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A essa dificuldade encontrada pela corrente elétrica ao percorrer um material é denominada
RESISTÊNCIA ELÉTRICA (R).
Todo material condutor de corrente elétrica apresenta certo grau de condutância e de
resistência. Quanto maior for à condutância do material, menor será sua resistência. Se o
material oferecer grande resistência, proporcionalmente apresentará pouca condutância.
A condutância e a resistência elétrica se manifestam com maior ou menor intensidade nos
diversos tipos de materiais.
Por exemplo: no cobre a condutância é maior que a resistência, (figura 1) já no plástico a
resistência é muito maior que a condutância.

Material cobre

▪ Maior resistência → Menor condutância

▪ Menor resistência → Maior condutância

Os valores de resistência elétrica e de condutância variam de acordo com certos fatores:

▪ Natureza do material

▪ Comprimento do condutor

▪ Seção transversal

▪ Temperatura

1.10.1 NATUREZA DO MATERIAL


Para a determinação dos valores de resistência, é importante levarmos em consideração a
constituição atômica do material. Como cada material possui uma estrutura atômica diferente,
logo teremos valores distintos de resistência.
O caminho da Profissão

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1.10.2 COMPRIMENTO
Um fator a ser considerado no estudo da resistência elétrica é o comprimento do fio, pois
mesmo que tenhamos um material de mesma constituição atômica, mas comprimentos
diferentes as respectivas resistências serão diferentes.
Portanto:

▪ Aumentando o comprimento → aumentará a resistência

▪ Diminuindo o comprimento → diminuirá a resistência


O bservação

É importante lembrar que estamos considerando materiais de mesma natureza.

Sabendo que a condutância é o inverso da resistência e levando em consideração o


comprimento do material, concluímos que:

▪ Aumentando o comprimento → diminuirá a condutância

▪ Diminuindo o comprimento → aumentará a condutância

1.11 CIRCUITOS ELÉTRICOS

Definição: circuito elétrico é o caminho fechado, pelo qual circula a corrente elétrica.
Um circuito elétrico é constituído basicamente por quatro componentes fundamentais:

▪ Fontes geradoras de energia

▪ Consumidor

▪ Condutor

▪ Dispositivo de manobra

1.11.1. FONTES GERADORAS


Fonte geradora de energia elétrica é a que gera ou produz energia elétrica, a partir de outro
tipo de energia. Ex.: pilha da lanterna, bateria do automóvel e usina hidrelétrica.

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1.11.2 CONSUMIDOR
Aparelho consumidor é o elemento do circuito que emprega a energia elétrica para realizar
o trabalho. A função do aparelho consumidor no circuito é transformar a energia elétrica em
outro tipo de energia. Exemplo: furadeira, ferro de soldar, televisor, etc.

1.11.3 CONDUTOR ELÉTRICO


O condutor elétrico faz a ligação entre o consumidor e a fonte geradora, permitindo a circulação
da corrente.

1.11.4 DISPOSITIVO DE MANOBRA


O dispositivo de manobra é um componente ou elemento que nos permite manobrar ou operar um
circuito. O dispositivo de manobra permite ou impede a passagem da corrente elétrica pelo circuito.
Acionando o dispositivo de manobra, ligamos ou desligamos os consumidores de energia.

1.11.5 CIRCUITO FECHADO


É o circuito não interrompido, ele tem continuidade e dá passagem à corrente elétrica.

1.11.6 CIRCUITO ABERTO


É o circuito interrompido, que não tem continuidade, o circuito pode ter sido interrompido por
um dispositivo de manobra ou, até mesmo por uma interrupção acidental.

1.11.7 TIPOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS


▪ Circuito elétrico série

▪ Circuito elétrico paralelo

▪ Circuito elétrico misto


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CIRCUITO SÉRIE
Circuito série é o mais elementar dos circuitos, pois se caracteriza ligando seus componentes
um após o outro, desta forma a corrente que passa por todos os elementos é a mesma.
A falha de um dos elementos do circuito faz com que este deixe de funcionar, isto é, ocasiona
sua interrupção. Isto significa que o circuito em série tem funcionamento dependente, ou seja,
um componente só pode funcionar quando todos os outros também funcionarem.
Circuito série

Interruptor simples

CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO SÉRIE

▪ Funcionamento dependente

▪ Corrente elétrica (I) constante em todo o circuito

▪ Tensão elétrica variável

▪ A corrente elétrica tem somente um caminho a percorrer

CIRCUITO PARALELO
Circuito paralelo é aquele em que o funcionamento de um elemento independe do funcionamento dos
demais, isto é, uma fonte receptora pode funcionar sem que os outros elementos estejam ligados.

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CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO PARALELO

▪ Funcionamento independente

▪ Tensão elétrica (E) constante no circuito

▪ Corrente elétrica variável

▪ O circuito oferece vários caminhos para a corrente elétrica percorrer

CIRCUITO ELÉTRICO MISTO


Circuito misto é o circuito que apresenta seus elementos ligados uns em série e outros em
paralelo, ou seja, é a união dos dois circuitos estudados anteriormente.
Como o circuito misto é uma composição de circuitos em série com circuitos em paralelo, logo
este apresenta num único circuito as características dos dois circuitos anteriores, ou seja,
trechos com funcionamento independente (circuito paralelo) e trechos com funcionamento
dependente (circuito em série).
Circuito misto

Interruptor simples

1.12 LEI DE OHM

Desde muito tempo os fenômenos elétricos tem despertado a curiosidade do homem.


Nos primórdios da eletricidade esta curiosidade levou um grande número de cientistas a se
O caminho da Profissão

dedicarem ao estudo da eletricidade.


George Simon Ohm foi um destes cientistas, dedicando-se ao estudo da corrente elétrica.
Através dos seus estudos Ohm definiu uma relação entre a corrente, tensão e resistência
elétrica em um circuito, denominado de “Lei de Ohm”.

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Nos dias de hoje, ampliando os conhecimentos sobre eletricidade, a Lei de Ohm é tida como a:

Lei básica da eletricidade


Observações realizadas por Ohm

▪ Ohm verificou a interdependência entre a tensão aplicada sobre uma resistência e a


corrente que por ela flui.

▪ Para uma mesma resistência, um aumento da tensão aplicada corresponde a um aumento


proporcional na corrente que flui através desta.

▪ Mantendo constante a tensão, um aumento do valor da resistência corresponde a uma


diminuição proporcional da corrente elétrica no circuito.

Isto se traduz da seguinte forma:


“A corrente que flui através de uma resistência é diretamente proporcional à tensão
aplicada e inversamente proporcional à resistência.”
I = E (Lei de Ohm)
R

1.12.1 DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DA LEI DE OHM


A Lei de Ohm pode ser obtida a partir de medidas de tensão, corrente e resistência realizadas
em circuitos elétricos simples, composto por uma fonte geradora e um resistor. Diversas
experiências podem ser realizadas variando-se a resistência ou aumentando a tensão.

miliamperímetro

resistor

fonte geradora

26

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1.12.2 APLICAÇÃO DA LEI DE OHM
A Lei de Ohm pode ser utilizada através da sua equação para determinar os valores de tensão
(E), corrente (I) ou resistência (R) em um circuito.
Sempre que se conhecem dois valores em um circuito (E e I; I e R ou E e R) o terceiro valor
desconhecido pode ser determinado pela Lei de Ohm.
Para tornar mais simples o uso da equação da Lei de Ohm, utiliza-se o seguinte método:
Quando se deseja determinar a intensidade da corrente elétrica (I) que percorre um circuito,
coloca-se o dedo sobre a letra I do triângulo.

Com a letra I (corrente elétrica) coberta, o triângulo fornece a equação que deve ser usada
para calcular a corrente do circuito. No caso teríamos a seguinte equação:
I=E/R
Quando for necessário determinar a resistência (R) de um circuito deve-se cobrir a letra R do
triângulo e a equação encontrada será:
R=E/I
Da mesma forma pode-se determinar a tensão aplicada em um circuito quando se conhece a
corrente e a resistência.
E=R*I
Para que as equações decorrentes da Lei de Ohm sejam utilizadas, as grandezas elétricas
devem ter seus valores expressos nas unidades fundamentais: volt (V), ampére (A) e ohm (W).
Quando os valores de um circuito estiverem expressos em múltiplos das unidades devem ser
convertidos para as unidades fundamentais antes de serem usadas nas equações.

1.13 QUEDA DE TENSÃO

Os aparelhos de utilização de energia elétrica são projetados para trabalharem em determinadas


O caminho da Profissão

tensões, com uma tolerância pequena.


Estas quedas são função da distância entre a carga, o centro de distribuição e a potência da carga.
A queda de tensão provocada pela passagem de corrente nos condutores dos circuitos de uma
instalação deve estar dentro de limites prefixados, a fim de não prejudicar o funcionamento dos
equipamentos de utilização ligados aos circuitos terminais.
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A queda de tensão (total) é considerada entre a origem da instalação e o último ponto de
utilização de qualquer terminal.
As quedas de tensão admissíveis são dadas em percentagens da tensão nominal ou de entrada:

queda de tensão = ( tensão de entrada - tensão na carga ) x 100


percentual (e %) tensão de entrada

Pela Norma Brasileira Registrada (NBR) 5410 admitem-se as seguintes quedas de tensão:
a. Para instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão, a partir da rede de
distribuição pública de baixa tensão:

▪ Iluminação: 4%

▪ Outras utilizações: 4%

1.14 DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES

1.14.1 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES PELA QUEDA DE TENSÃO


ADMISSÍVEL
Para que os aparelhos, equipamentos e motores possam funcionar satisfatoriamente, é necessário
que a tensão, sob a qual a corrente lhes é fornecida, esteja dentro de limites prefixados. Ao longo
do circuito, desde o quadro geral ou a subestação até o ponto de utilização em um circuito terminal,
ocorre uma queda de tensão. Assim, é necessário dimensionar os condutores para que esta
redução na tensão não ultrapasse os limites estabelecidos pela NBR 5410.

1.14.2 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES PELA CAPACIDADE


MÁXIMA DE CONDUÇÃO DE CORRENTE
A corrente ao passar pelo condutor, dissipa calor, segundo a Lei de Joule, e esse calor tende a
elevar a temperatura do condutor até um nível, a partir do qual todo o calor é transmitido para
o meio que circunda o condutor (ar, outros condutores, isoladores e outras partes vizinhas).
Não se deve deixar que o calor eleve a temperatura a um nível tal que danifique o condutor,
seu isolamento e outras partes próximas.
Os fabricantes de condutores e a própria NBR 5410 indicam, através de tabelas de capacidade
de condução, as correntes admissíveis para cada tipo, bitola e condição, segundo a qual cada
condutor está sendo utilizado.

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Tabela 1. Capacidade de condução de corrente, em ampéres, para a maneira de instalar:

▪ Condutores isolados em eletroduto embutido em alvenaria

▪ Temperatura no condutor: 70° C

▪ Até 3 condutores carregados

▪ Condutores de cobre

seção nominal (mm2) awg / mcm corrente elétrica (A)


1,5 14 15,5
2,5 12 21
4 10 28
6 8 36
10 6 50
16 4 68
25 2 89
35 1 111
50 1/0 134
70 3/0 171
95 4/0 207
120 300 239
150 400 272
O bservação

De acordo com a NBR 5410 devemos utilizar as seguintes seções mínimas para as
instalações residenciais:

▫ iluminação 1,5 mm2

▫ tomadas em quartos, salas 1,5 mm2

▫ tomadas em cozinhas, áreas de serviço 2,5 mm2

▫ aquecedores de água 4 mm2

▫ aparelhos de ar condicionado 2,5 mm2


O caminho da Profissão

▫ fogões elétricos 6 mm2

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1.14.3 CÁLCULO DE CONSUMO

consumo (kWh) = potência (W) x horas no dia x dias do mês


100

ou

consumo (kWh) = potência (kW) x horas no dia x dias do mês

1.14.4 RELAÇÕES ENTRE AS UNIDADES DE POTÊNCIAS

W = Watt
CV = Cavalo - Vapor
HP = Horse - Power

▪ 1 KW = 1000 W

▪ 1 CV = 736 W

▪ 1 CV = 0,736 KW

▪ 1 HP = 746 W

▪ 1 HP = 0,746 KW

▪ 1 HP = 1,0136 CV

▪ 1 CV = 0,9867 HP

a. Para transformar um valor de potência expressa em CV para uma potência em Watt, basta
multiplicar a potência em CV por 736, ou então 0,736 para obter a potência em KW.
b. Para transformar um valor de potência expressa em HP para uma potência em Watt, basta
multiplicar a potência em HP por 746, ou então 0,746 para obter a potência em KW.
c. Para transformar a potência expressa em CV para HP, basta multiplicar a potência em CV por 0,9867.
d. Para transformar a potência expressa em HP para CV, basta multiplicar a potência em HP por 1,0136.

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1.15 DISJUNTORES

Disjuntores são dispositivos eletromecânicos que satisfazem simultaneamente às seguintes


condições:

▪ possuir baixa resistência entre seus bornes de ligação

▪ abrir automaticamente no caso de sobrecarga no circuito

▪ abrir automaticamente no caso de curto-circuito

▪ possuir dispositivo para extinção do arco

▪ permitir a ligação após a remoção do defeito no circuito

1.15.1 FUNCIONAMENTO
Na ocorrência de uma sobrecorrente, provavelmente de uma sobrecarga ou curto-circuito, o
disjuntor atua interrompendo o circuito elétrico de modo a protegê-lo.
Estes disjuntores termomagnéticos possuem o elemento térmico contra sobrecarga e o elemento
magnético contra curto-circuito.
Quando há um excesso de corrente fluindo num circuito, dizemos que está havendo uma sobrecarga,
O caminho da Profissão

corrente além da prevista.


Surgindo esta condição num circuito, o elemento térmico que protege o circuito contra sobrecargas
entra em ação e desliga o circuito. Considerando sobrecarga até 10* In (corrente nominal).

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O elemento térmico é chamado de bimetal composto por dois metais soldados paralelamente,
possuindo coeficientes de dilatação térmica diferente.
O disjuntor é inserido no circuito como um interruptor, o relé bimetálico e o relé eletromagnético são
ligados em série. Ao acionarmos a alavanca, fecha-se o circuito que é travado pelo mecanismo de
disparo, e a corrente circula pelo relé térmico e pelo relé eletromagnético.

Havendo no circuito uma pequena sobrecarga de longa duração, o relé bimetálico atua sobre o
mecanismo de disparo, abrindo o circuito. No caso de haver um curto circuito, o relé eletromagnético
é quem atua sobre o mecanismo de disparo, abrindo o circuito instantaneamente.
O disjuntor substitui com vantagem o fusível, pois não é danificado ao abrir um circuito com
sobrecarga ou curto-circuito.

1.15.2 PROTEÇÃO CONTRA CURTO-CIRCUITO


Um curto-circuito pode ser definido como uma elevação brusca da carga de um circuito, acima de
10*In. O elemento magnético que protege o sistema contra curto-circuito é chamado de magneto.
A alta corrente produzida em conseqüência de um curto-circuito, cria um forte campo magnético
quando circula pelo magneto, atraindo a armadura e soltando o engate de disparo do disjuntor.

1.15.3 CÁLCULO DE DISJUNTORES


▪ Para calcular disjuntores em redes monofásicas, usa-se a seguinte fórmula:

D = I * 1,25 , onde
I = corrente nominal do circuito
D = disjuntor
1,25 = coeficiente de segurança
I = P / E → corrente nominal do circuito

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▪ Para redes trifásicas:

I= P , onde
1.73 * E * cosj
I = corrente nominal (A)
P = potência
1.73 = é a constante por ser trifásico
E = tensão
cos j = fator de potência
O bservação

A fórmula para o cálculo dos disjuntores em redes trifásicas é a mesma, muda apenas
o cálculo da corrente do circuito.

1.15.4 DISJUNTOR DIFERENCIAL RESIDUAL (DR)


É um dispositivo constituído de um disjuntor termomagnético acoplado a um outro dispositivo, o
diferencial residual, que protege os fios do circuito contra sobrecarga e curto-circuito e as pessoas
contra choques elétricos.

▪ Descrição

Na NBR 5410 está preconizado o emprego dos dispositivos de proteção a corrente diferencial-
residual (dispositivos DR) mais conhecidos no mercado como “interruptores de corrente de fuga“.
Estes dispositivos asseguram a proteção contra tensões de contato perigosas, provenientes de
defeitos de isolamento em aparelhos ligados a terra. Os dispositivos DR protegem contra contatos
indiretos a totalidade da instalação, parte desta, ou consumidores individuais, de acordo com a sua
localização. Os dispositivos DR com IDN = 30mA asseguram ainda a proteção contra contatos
diretos com partes ativas da instalação. As correntes de falta à terra que atingem o valor da corrente
de falta nominal, são igualmente cortadas (proteção contra incêndios).
Conforme NBR 5410, item 412.5.3. Os dispositivos de proteção a corrente diferencial residual tem
a vantagem de, além de facilitar a proteção contra os contatos indiretos, ainda assegurar de certa
forma a supervisão permanente do isolamento das instalações em relação a terra, por detecção
O caminho da Profissão

das correntes de falta.

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▪ Princípio de funcionamento

Para evitar tensões de contatos elevados, a norma NBR 5410, tabela 24 estipula que o disparo
do interruptor de corrente de falta deve ocorrer em 0,2 segundos, sob tensão de 110V ~, ou 0,05
segundos sob 220V ~.

▪ Conceito de proteção

Os dispositivos DR tem as sensibilidades de IDN = 0,5 A (500mA) e 0,03 A (30mA). Estes


dispositivos com sensibilidade superior a 30mA asseguram apenas a proteção contra os
contatos indiretos e contra incêndios (NBR 5410). A utilização de dispositivos com IDN =
30mA asseguram uma proteção complementar contra contatos diretos com partes ativas da
instalação, conforme aconselhado pela norma.

▪ Proteção contra incêndio

A NBR 5410, item 472.2.9, exige que:


Para limitar as conseqüências da circulação de correntes de falta nas instalações, sob o ponto de
vista dos riscos de incêndio, os circuitos que servem a estes locais, devem ser protegidos por meio
de dispositivos à corrente diferencial residual, igual ou inferior a 500mA.
Assim, esta norma contempla não só as instalações comerciais e industriais, mas também as
domiciliares.
A proteção contra incêndio com dispositivos DR deve ser utilizada não só em edifícios com atividades
de elevado risco de incêndio (código BE2 e BE3 da tabela 21 da NBR 5410), mas também todas as
restantes instalações de um modo generalizado.

▪ Utilização

É dada uma grande importância à segurança e à qualidade. Os dispositivos DR são sujeitos a


ensaios de 10000 manobras à corrente nominal, sem apresentarem defeitos. Após estes ensaios
permanecem em perfeito estado de funcionamento.
Os dispositivos DR podem ser utilizados em locais sujeitos a condições climáticas difíceis.
Os dispositivos DR podem ser utilizados em ambientes com umidade relativa de 95% e com
temperaturas até 45o C. Neste caso, e para temperaturas elevadas, a corrente de carga do aparelho
deve ser reduzida no que respeita ao valor da sua corrente nominal.

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O bservação
1. Os disjuntores termomagnéticos somente devem ser ligados aos condutores fase
dos circuitos;

2. Os disjuntores DR devem ser ligados aos condutores fase e neutro dos circuitos,
sendo que o neutro não pode ser aterrado após o DR.

1.16 ATERRAMENTO

Aterramento é um complemento das instalações, tendo em vista a proteção contra choques


perigosos nas pessoas que utilizem os equipamentos elétricos.
O aterramento é feito através de um fio chamado de condutor de terra que interliga o sistema ou
equipamento elétrico ao eletrodo de terra. O condutor de terra não pertence ao circuito, servindo
apenas como proteção contra choques elétricos.
Todos já devem ter ouvido falar que a superfície da terra é o caminho natural de escoamento de
cargas elétricas indesejáveis, como, por exemplo, dos relâmpagos, nas tempestades.
Então, a terra pode servir como condutor de corrente elétrica.
Quase todos os sistemas de distribuição de energia elétrica possuem um fio neutro em ligação com
a terra, para proteção individual.
Nos chuveiros elétricos mal instalados era comum tomar choques em todas as torneiras da casa,
hoje em dia isso raramente ocorre devido à tubulação ser praticamente toda de PVC.
A água em contato com a resistência elétrica do chuveiro conduz um pouco de corrente para a sua
carcaça e daí para o encanamento. Qualquer pessoa tocando uma torneira, estando com os pés no
chão, deverá levar “choque ‘, porém, se ligarmos um fio condutor qualquer entre a entrada e a saída
da caixa d’água, esta hipótese ficará quase abolida, pois a corrente se escoará pelo encanamento de
entrada da caixa para a terra, o qual oferece melhor caminho para a terra do que o corpo da pessoa.
Em todos os prédios, no ponto de alimentação de energia, deverá ser executado um eletrodo de
terra, para ligação do condutor de proteção (PE).
O eletrodo de terra deverá apresentar a menor resistência de contato possível, devendo ser da
ordem de 5 ohms e nunca ultrapassar 25 ohms.
O caminho da Profissão

O condutor terra é normalmente de cobre e deve ter a dimensão mínima, de acordo com o ramal de
entrada do prédio (consultar a concessionária local).

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1.17 LUMINOTÉCNICA

É o estudo das fontes luminosas.


A seguir veja as principais fontes.

1.17.1 FONTES LUMINOSAS


A excitação dos corpos luminosos pode ser de origem térmica, como o sol. Outras fontes luminosas
podem ser como os raios em uma tempestade ou como a luminescência de um vaga-lume.
As fontes de luz artificial estão apresentadas em três grandes famílias: de incandescência, de
luminescência / fotoluminescência e de descarga.

1.17.2 INTENSIDADE LUMINOSA


Expressa em candelas, é a intensidade do fluxo luminoso de uma fonte de luz projetada em
uma determinada direção.
Uma candela é a intensidade luminosa de uma fonte pontual que emite o fluxo luminoso de um
lúmen em um ângulo sólido de um esferoradiano.

1.17.3 LÂMPADAS
As lâmpadas modernas são fontes luminosas de origem elétrica. As com filamento convencional
ou alógenas produzem luz pela incandescência, assim como os raios. E os diodos utilizam a
fotoluminescência, assim como os vaga-lumes.
Existem ainda as lâmpadas mistas, que combinam incandescência e luminescência, e as
fluorescentes, cuja característica é o aproveitamento da luminescência e fotoluminescência.

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1.17.4 TIPOS DE LÂMPADAS
▪ Lâmpadas Mistas

Como o próprio nome diz, são lâmpadas compostas de um filamento e um tubo de descarga.
Funcionam em tensão alternativa, sem uso do reator. São, via de regra, alternativas de maior
eficiência para substituição de lâmpadas incandescentes de altas potências.

▪ Lâmpadas de Vapor de Mercúrio em Alta Pressão

Lâmpadas de descargas com aparência branco azulada, eficiência de até 55 Im/w, apresentadas
em potencias de 80 a 1000W.
Normalmente utilizadas na iluminação de vias públicas e áreas industriais.

▪ Lâmpadas de Multivapores Metálicos

São lâmpadas que combinam iodetos metálicos, apresentando altíssima eficiência energética e
excelente reprodução de cor. Sua luz, extremamente branca e brilhante, realça e valoriza espaços
e ilumina com intensidade, além de apresentar longa durabilidade e baixa carga térmica.
Alta Potência: Para a iluminação de grandes áreas, com níveis de iluminância elevados e,
principalmente, em locais onde alta qualidade de luz é primordial, as lâmpadas de multivapores
metálicos de 250 a 3500W são ideais.
Apresentam durabilidade variada, com índice de reprodução e cor de até 90, eficiência
energética de ate 100 Im/w, temperatura de cor de 4000 a 6000K, em versões elipsoidais,
tubulares e compactas.
São indicadas para iluminação de estádios de futebol, ginásios poliesportivos, piscinas
cobertas, indústrias, supermercados, salas de exposição, salões, saguões de teatros, hotéis,
fachadas, praças, monumentos, aeroportos, locais onde ocorrem filmagens e televisionamentos
externos, a exemplo dos sambódromos.
Baixa Potência: Baseando-se nas características das lâmpadas de multivapores metálicos de
alta potência, foram desenvolvidas as de baixa potência de 70 a 400W, em versões compactas.
Elas são apresentadas nos formatos tubular com base bilateral, bipino, elipsoidal e refletora.
Todas, sem exceção, apresentam pequenas dimensões, alta eficiência, ótima reprodução de
cor, vida útil longa e baixa carga térmica.
O caminho da Profissão

Cada uma, dentro de sua característica, e recomendada tanto para uso interno como externo,
na iluminação geral ou localizada. Ideais para shopping centers, lojas, vitrinas, hotéis, stands,
museus, galerias, jardins, fachadas e monumentos.

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▪ Lâmpadas de Vapor de Sódio em Alta Pressão

Altíssima eficiência energética de até 130 Im/W, longa durabilidade e, conseqüentemente,


longos intervalos para reposição, são sem dúvida a garantia da mais econômica fonte de luz.
Em versões tubulares e elipsoidais, estas lâmpadas se diferem pela emissão de luz branca e
dourada, indicada para iluminação de locais onde a reprodução de cor não e um fator importante.
Amplamente utilizadas na iluminação externa, em avenidas, auto-estrada, viadutos, complexos
viários etc., têm seu uso ampliado para áreas industriais, siderúrgicas e ainda para locais
específicos como aeroportos, estaleiros, portos, ferrovias, pátios e estacionamentos.

▪ Lâmpadas de Descarga em Alta Pressão

As modernas lâmpadas de descarga em alta pressão tem um princípio de funcionamento


completamente diferente das incandescentes.
Uma descarga elétrica entre os eletrodos leva os componentes internos do turbo de descarga
a produzirem luz.
Esta família de lâmpadas funciona através do uso de reatores e, em alguns casos, só partem
com o auxilio de ignitores.
Os reatores são equipamentos auxiliares necessários para manter a estabilização da descarga
elétrica. Os ignitores proporcionam picas de tensão da ordem de 5000 V., necessários para o
acendimento destas.
Dependendo do tipo, necessitam de 2 a 15 minutos para a estabilização total do fluxo luminoso
após a partida.
Consiste de uma grande família, diversificada no que diz respeito às características de luz,
economia, potência e durabilidade, o que garante de forma abrangente o uso em locais
internos, externos ou situações especiais.

▪ Lâmpadas Fluorescentes

As lâmpadas fluorescentes contém em seu interior vapor de mercúrio e gases inertes.


Com a passagem da corrente elétrica, os elétrons chocam-se com os átomos de mercúrio.
Com o choque, a energia é transferida para os elétrons de mercúrio, que irão passar para uma
órbita superior em torno do átomo.
Quando estes elétrons regressam a sua órbita original, eles omitem energia na forma de
radiação ultravioleta.
A radiação ultravioleta é convertida em luz visível pela camada fluorescente que reveste a
superfície interna do bulbo.
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▪ Lâmpadas Fluorescentes Compactas

Como prova do processo de inovação, existe hoje uma opção de substituição direta ou indireta
para cada lâmpada convencional disponível (muitas vezes obsoleta, dependendo do tipo de
aplicação), que garante ganhos e vantagens adicionais. Neste contexto, surgiram as lâmpadas
fluorescentes compactas.
Foram incorporadas nestes produtos todas as características e tecnologia das lâmpadas
fluorescentes tubulares, consideradas de nova geração, porém, na forma reduzida.
Hoje, é uma linha de lâmpadas com design moderno, extremamente compacta e com
diversidade capaz de atender as mais diferentes necessidades de aplicação, seja comercial,
institucional, ou residencial.
Quando comparadas as incandescentes comuns, apresentam as seguintes vantagens:

▫ Consumo de energia 80% menor, resultando dai uma drástica redução na conta de luz;

▫ Durabilidade dez vezes maior, implicando em uma enorme redução nos custos de
manutenção e reposição de lâmpadas;

▫ Design moderno, leve e compacto;

▫ Aquecem menos o ambiente, representando uma forte redução na carga térmica


das grandes instalações, proporcionando conforto e sobrecarregando menos os
sistemas de ar condicionado;

▫ Excelente reprodução de cores, com índice de 85, o que garante seu uso em locais
onde fidelidade e valorização dos espaços e produtos são fundamentais;

▫ Tonalidade de cor adequada para cada ambiente, obtida graças a tecnologia do pó


tri fósforo, com opções de:

- 2700 K, com aparência de cor semelhante as incandescentes e, portanto,


indicadas para ambientes onde se deseja atmosfera aconchegante e
tranqüila, como residências, hotéis, restaurantes refinados etc.
- 4000 K, com aparência de cor mais branca, indicada para ambientes
ativos onde se pretende estimular a produtividade ou o consumo, como em
restaurantes do tipo “fast food”, lojas, shopping centers, escritórios, clubes,
O caminho da Profissão

academia de ginástica, escolas, hospitais etc.

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▪ Lâmpadas Fluorescentes Tubulares

Estas lâmpadas são a clássica forma para uma iluminação econômica. A alta eficiência e a longa
durabilidade garantem suas aplicações nas mais diversas áreas comerciais e industriais.
As lâmpadas fluorescentes emitem luz pela passagem da corrente elétrica através de um gás.
Esta descarga emite quase que totalmente radiação ultravioleta (invisível ao olho humano)
que, por sua vez, será convertida em luz pelo pó fluorescente que reveste a superfície interna
do bulbo.
É da composição deste pó fluorescente que resultam as mais diferentes alternativas de cor de
luz adequadas a cada tipo de aplicação. E ele que determina a qualidade e a quantidade de
luz, além da eficiência na produção de cor.

▪ Lâmpadas lncandescentes

As lâmpadas incandescentes são radiadores térmicos. Consistem de um filamento de


tungstênio alojado no interior de um bulbo de vidro, que é preenchido com gás inerte, uma
mistura de um gás inerte com nitrogênio ou vácuo.
A corrente elétrica que passa pelo filamento aquece-o fazendo atingir temperaturas de ate 3000°C.
Quando da passagem da corrente pelo filamento, os elétrons se chocam com os átomos de
tungstênio e esta energia é transformada, em forma de luz e calor.

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O caminho da Profissão

2. riscos ELéTRicos
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2.1 RISCOS EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM
ELETRICIDADE

Há diferentes tipos de riscos devido aos efeitos da eletricidade no ser humano e no meio
ambiente. Os principais são o choque elétrico, o arco elétrico, a exposição aos campos
eletromagnéticos e o incêndio. Neste módulo você vai descobrir como a eletricidade pode
causar tantos males.

2.1.1 CHOQUE ELÉTRICO


Hoje, com o domínio da ciência da eletricidade, o ser humano usufrui de todos os seus benefícios.
Construídas as primeiras redes de energia elétrica, tivemos vários benefícios, mas apareceram
também vários problemas de ordem operacional, sendo o mais grave o choque elétrico.
Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros, portanto,
O caminho da Profissão

aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar, produzindo


um potencial de risco ao choque elétrico. Como a população atual da Terra é enorme, sempre
haverá alguém perto do defeito, e o acidente será inevitável.

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Portanto, a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo humano é fundamental
para a efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do choque elétrico. Em termos de riscos
fatais, o choque elétrico, de um modo geral, pode ser analisado sob dois aspectos:

▪ Correntes de choques de baixa intensidade, provenientes de acidentes com baixa tensão,


sendo o efeito mais grave a considerar as paradas cardíacas e respiratórias;

▪ Correntes de choques de alta intensidade, provenientes de acidentes com alta-tensão, sendo


o efeito térmico o mais grave, isto é, queimaduras externas e internas no corpo humano.

CONCLUSÃO
O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no
organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. Os efeitos do choque
elétrico variam e dependem de:

▪ Percurso da corrente elétrica pelo corpo humano

▪ Intensidade da corrente elétrica

▪ Tempo de duração

▪ Área de contato

▪ Freqüência da corrente elétrica

▪ Tensão elétrica

▪ Condições da pele do indivíduo

▪ Constituição física do indivíduo

▪ Estado de saúde do indivíduo

2.1.2 TIPOS DE CHOQUES ELÉTRICOS


O corpo humano, mais precisamente sua resistência orgânica à passagem da corrente, é uma
impedância elétrica composta por uma resistência elétrica, associada a um componente com
comportamento levemente capacitivo. Assim, o choque elétrico pode ser dividido em duas categorias:

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Choque estático

É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido à descarga eletrostática.


O bservação

Descarga estática – É o efeito capacitivo presente nos mais diferentes materiais e


equipamentos com os quais o homem convive. Um exemplo típico é o que acontece
em veículos que se movem em climas secos. Com o movimento, o atrito com o ar gera
cargas elétricas que se acumulam ao longo da estrutura externa do veículo. Portanto,
entre o veículo e o solo passa a existir uma diferença de potencial. Dependendo do
acúmulo das cargas, poderá haver o perigo de faiscamentos ou de choque elétrico no
instante em que uma pessoa desce ou toca no veículo.

Choque dinâmico
O caminho da Profissão

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É o que ocorre quando se faz contato com um elemento energizado.
Este choque se dá devido ao:

▪ Toque acidental na parte viva do condutor.

▪ Toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações, que ficaram


energizadas acidentalmente por defeito, fissura ou rachadura na isolação.

Este tipo de choque é o mais perigoso, porque a rede de energia elétrica mantém a pessoa
energizada, ou seja, a corrente de choque persiste continuadamente. O corpo humano é um
organismo resistente, que suporta bem o choque elétrico nos primeiros instantes, mas com a
manutenção da corrente passando pelo corpo, os órgãos internos vão sofrendo conseqüências.
Isto se dá pelo fato de o choque elétrico produzir diversos efeitos no corpo humano, tais como:

▪ Elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimento produzido pela corrente de


choque;

▪ Tetanização (rigidez) dos músculos;

▪ Superposição da corrente do choque com as correntes neurotransmissoras que


comandam o organismo humano, criando uma pane geral;

▪ Comprometimento do coração, quanto ao ritmo de batimento cardíaco e à possibilidade


de fibrilação ventricular;

▪ Efeito de eletrólise, mudando a qualidade do sangue;

▪ Comprometimento da respiração;

▪ Prolapso, isto é, deslocamento dos músculos e órgãos internos da sua devida posição;

▪ Comprometimento de outros órgãos, como rins, cérebro, vasos, órgãos genitais e produtores.

Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque ou pela tensão de passo.

2.1.3 PROTEÇÃO CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS


O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques elétricos, conforme
a NBR 5410/2004, pode ser resumido por:
1. Partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis;
2. Massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições
normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente vivas.

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No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamente a parte viva do circuito
de instalação de energia elétrica. Acontece somente quando duas ou mais partes do corpo
tocam simultaneamente duas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico.
Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela:

▪ Resistência elétrica do corpo humano

▪ Resistência do calçado

▪ Resistência do contato do calçado com o solo

▪ Resistência da terra no local dos pés no solo

▪ Resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto de alimentação de energia

Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visem impedir o contato com
partes vivas perigosas em condições normais, como por exemplo:

▪ Isolação básica ou separação básica

▪ Uso de barreira ou invólucro

▪ Limitação de tensão.

No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferença de potencial
devido a um curto-circuito na instalação ou nos equipamentos.
Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa está tocando ou pisando regiões
ou elementos não energizados da instalação. Porém, no momento do curto-circuito,ou mais
precisamente durante este, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí
o choque elétrico.
Neste caso devem-se prover medidas de proteção supletivas que visem suprir a
proteção contra choques em caso de falha da proteção básica, como por exemplo:

▪ Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação

▪ Isolação suplementar

▪ Separação elétrica
O caminho da Profissão

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2.1.4 FATORES DETERMINANTES DA GRAVIDADE DO CHOQUE
Os principais fatores que determinam à gravidade do choque elétrico são:

▪ Percurso da corrente elétrica

▪ Características da corrente elétrica

▪ Resistência elétrica do corpo humano

2.1.5 ESPRAIAMENTO DE CORRENTE DO CHOQUE ELÉTRICO


Devido à diferença da resistência elétrica e de seções
transversais das várias regiões do
corpo humano, a corrente que provoca o choque
elétrico sofre, dentro de um indivíduo, uma distribuição
diferenciada, um espraiamento como mostra a figura.
Portanto, o efeito da corrente do choque se dá de
maneira diferenciada no corpo humano. Desse modo os
efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de alta
intensidade de corrente, podendo
produzir queimaduras de alto risco. Já na área de baixa
densidade de corrente o calor produzido é pequeno. Em virtude da área da região do tórax ser
maior, a densidade de corrente é pequena,
diminuindo os efeitos térmicos de contração e fibrilação no coração. Isso é positivo do ponto
de vista da segurança humana.
O espraiamento pode ser na forma de macrochoque ou microchoque.
O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpo humano pelo lado externo.
A corrente entra pela pele, invade o corpo e sai novamente pela pele. Ou seja, o corpo
humano está em toda a sua resistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana.
O valor da corrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencial do
choque. Para uma mesma tensão, a corrente vai depender do estado da pele.
O macrochoque é o choque comum, sentido pelas pessoas. Qualquer pessoa ao encostar
num local energizado, ou num equipamento elétrico com defeito na sua isolação, ficará à
mercê do macrochoque.

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Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano.
É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar.
Qualquer equipamento invazivo, usado para analisar, diagnosticar ou monitorar qualquer
órgão humano, poderá produzir microchoque.
Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e a pele, ou entre dois condutores
internos no corpo.
A resistência elétrica nestas condições é muito baixa, aumentando muito o perigo do choque.
O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentos médico-hospitalares.

2.1.6 SINTOMAS DO CHOQUE NO INDIVÍDUO


Manifestam-se por:

▪ Parada respiratória – inibição dos centros nervosos, inclusive dos que comandam a
respiração.

▪ Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco, podendo produzir fibrilação e uma


conseqüente parada.

▪ Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido.

▪ Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente elétrica.

▪ Perturbação do sistema nervoso.

▪ Seqüelas em vários órgãos do corpo humano.


O bservação

Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede, todas as
manifestações podem ocorrer.

Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passo impostas pelo sistema
de aterramento durante o defeito na rede elétrica, a manifestação mais importante a
ser considerada é a fibrilação ventricular do coração.
O caminho da Profissão

Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. Quando está efetivamente


parado, o sangue não é mais bombeado, a pressão cai a zero e a pessoa perde os
sentidos. Nesse estado as fibras musculares estão inativas, interrompendo o batimento
cardíaco.

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Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente da parada cardíaca,
mas com conseqüências idênticas. Na fibrilação ventricular as fibras musculares do coração
ficam tremulando desordenadamente, havendo, em conseqüência, uma total ineficiência no
bombeamento do sangue.

2.1.7 SINTOMAS DA QUEIMADURA DEVIDO AO CHOQUE ELÉTRICO


Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma
energia térmica. Este fenômeno é denominado Efeito Joule.
E térmica = R corpo humano . I2 choque . t choque

Onde:
R corpo humano → Resistência elétrica (S) do corpo humano.
Ou se for o caso, só a resistência de parte do corpo, do músculo ou
órgão afetado.
I choque → Corrente elétrica do choque (A).
t choque →Tempo do choque (s).
E térmica → Energia em joules (J) liberada no corpo humano.

O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano, podendo produzir
vários efeitos e sintomas, que podem ser:

▪ Queimaduras de 1o, 2o ou 3o graus nos músculos do corpo

▪ Aquecimento do sangue, com a sua conseqüente dilatação

▪ Aquecimento, podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens

▪ Queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida

▪ Queima das camadas adiposas ao longo da derme, tornando-se gelatinosas

As condições citadas não acontecem isoladamente, mas sim associadas, advindo, em


conseqüência, outras causas e efeitos nos demais órgãos.
O choque de alta-tensão queima, danifica, fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e
saída da corrente pelo corpo humano. As vítimas do choque de alta-tensão morrem devido,
principalmente, a queimaduras. E as que sobrevivem ficam com seqüelas, geralmente com:

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▪ Perda de massa muscular

▪ Perda parcial de ossos

▪ Diminuição e atrofia muscular

▪ Perda da coordenação motora

▪ Cicatrizes, etc

Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. O problema maior é o tempo de
duração que, se persistir, pode levar à morte, geralmente por fibrilação ventricular do coração.
A queimadura também é provocada de modo indireto, isto é, devido ao mau contato ou a falhas
internas no aparelho elétrico. Neste caso, a corrente provoca aquecimentos internos, elevando
a temperatura a níveis perigosos.

2.2 Manuseio de escada simples e de extensão


▪ Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras,
degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc;

▪ Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo
ou troca;

▪ Devem ser manuseadas sempre com luvas;

▪ Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la;

▪ No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-


suportes, devidamente amarradas;

▪ Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes;

▪ Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança
e com os pés apoiados sobre os seus degraus;

▪ Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça;

▪ Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida
O caminho da Profissão

paralelamente ao meio-fio;

▪ Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de


aproximadamente ¼ do seu comprimento;

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▪ Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente
o dispense depois de amarrar a escada;

▪ Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau,
verificando o travamento da extensão;

▪ Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé


dela, segurando-a;

2.3 MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO

2.3.1 DESENERGIZAÇÃO
É o conjunto de procedimentos visando à segurança pessoal dos envolvidos ou não em
sistemas elétricos. É realizada por no mínimo duas pessoas.
Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho.

2.3.2 SECCIONAMENTO
É a ação da interrupção da alimentação elétrica em um equipamento ou circuito. A interrupção
é executada com a manobra local ou remota do respectivo dispositivo de manobra, geralmente
o disjuntor alimentador do equipamento ou circuito a ser isolado (ver figura a seguir).

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Sempre que for tecnicamente possível, deve-se promover o corte visível dos circuitos, provendo
afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica, impedindo assim
a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito.
O seccionamento tem maior eficácia quando há a constatação visual da separação dos
contatos (abertura seccionadora, retirada de fusíveis, etc.).

A abertura da seccionadora deverá ser efetuada após o desligamento do circuito ou


equipamento a ser seccionado, evitando-se, assim, a formação de arco elétrico.

2.3.3 IMPEDIMENTO DE REENERGIZAÇÃO


É o processo pelo qual se impede o religamento acidental do circuito desenergizado. Este
impedimento pode ser feito por meio de bloqueio mecânico, como
por exemplo:

▪ Em seccionadora de alta tensão, utilizando cadeados que


impeçam a manobra de religamento pelo travamento da haste
de manobra.

▪ Retirada dos fusíveis de alimentação do local.

▪ Travamento da manopla dos disjuntores por cadeado ou lacre.


O caminho da Profissão

▪ Extração do disjuntor quando possível.

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2.3.4 INSTALAÇÃO DA SINALIZAÇÃO DE IMPEDIMENTO DE ENERGIZAÇÃO
Este tipo de sinalização é utilizado para diferenciar os equipamentos energizados dos não
energizados, afixando-se no dispositivo de comando do equipamento principal um aviso de
que ele está impedido de ser energizado.

Somente depois de efetuadas todas as etapas descriminadas anteriormente, o equipamento


ou circuito estará no estado desenergizado, podendo assim ser liberado pelo profissional
responsável para intervenção. Porém, o mesmo pode ser modificado com alteração da ordem
das etapas ou mesmo com o acréscimo ou supressão de etapas, dependentemente das
particularidades do circuito ou equipamento a ser executada a desenergização, e a aprovação
por profissional responsável.
Os procedimentos acima deverão ser executados em todos os pontos possíveis de
alimentação do equipamento/circuito a ser desenergizado.

2.3.5 ATERRAMENTO
Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e
funcionais da instalação.
O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de
funcionamento da instalação elétrica.

Ligações a terra
Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional), o aterramento deve ser único
em cada local da instalação.
Para casos específicos, de acordo com as prescrições da instalação, o aterramento pode
ser usado separadamente, desde que sejam tomadas às devidas precauções.

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Aterramento funcional
É o aterramento de um ponto (do sistema, da instalação ou do equipamento) destinado a
outros fins que não a proteção contra choques elétricos. Em particular, no contexto da seção,
o termo “funcional” está associado ao uso do aterramento e da eqüipotencialização para fins
de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética.

Aterramento do condutor neutro


Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária, o condutor neutro deve
ser aterrado na origem da instalação.
O bservação

Do ponto de vista da instalação, o aterramento do neutro na origem proporciona


uma melhoria a equalização de potenciais essenciais à segurança.

2.4 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA

Como estudado anteriormente, em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser
previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a
saúde dos trabalhadores.
As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica, e na sua
impossibilidade, o emprego de tensão de segurança, conforme estabelece a NR-10.
Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que
será executada e que gerou o risco, como também à proteção de outros funcionários que possam
executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes, cujo percurso pode levá-los à
exposição ao risco existente.
O caminho da Profissão

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2.5 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente
inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteção
individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na
NR-6, a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos.
As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, considerando-se, também, a
condutibilidade, a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas.
É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades,
principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia.
Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho
e Emprego.

O EPI deve ser usado quando:

▪ Não for possível eliminar o risco por outros meios

▪ For necessário complementar a proteção coletiva

2.5.1 EXEMPLOS DE EPIs


Óculos de segurança
Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão, como, por
exemplo, descargas elétricas.

Capacetes de segurança
Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes
energizadas da instalação. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B
(submetido a testes de rigidez dielétrica a 20 kV).

Luvas isolantes

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O bservação
As luvas de cobertura devem ser utilizadas por cima das luvas isolantes.

Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos,
e por injeção de tensão de testes.

As luvas isolantes apresentam identificação no punho, próximo da borda, marcada


de forma indelével, que contém informações importantes, como a tensão de uso, por
exemplo, nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes.

Elas são classificadas pelo nível de tensão de trabalho e de teste, conforme tabela a seguir:

CLASSES DE LUVAS ISOLANTES (NBR 10622/89)


Classe Cor Tensão de cor (V) Tensão de ensaio (V) Tensão de perfuração (V)
00 bege 500 2 500 5 000
0 vermelha 1 000 5 000 6 000
1 branca 7 500 10 000 20 000
2 amarela 17 500 20 000 30 000
3 verde 26 500 30 000 40 000
4 laranja 36 000 40 000 50 000

Calçados (botinas, sem biqueira de aço)

Equipamento utilizado para minimizar as conseqüências de contatos com partes energizadas, as


botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas
O caminho da Profissão

energizadas ou não).
Devem ser acondicionadas em local apropriado, para a não perder suas características de isolação.

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Cinturão de segurança

Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas, sendo obrigatória sua utilização
em trabalhos acima de 2 metros de altura. Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e
de três pontos (pára-quedista).
Para o tipo pára-quedista, podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou
flexível fixados em estruturas a serem escaladas.

Protetores auriculares

Pomplus Sem cordão

Equipamento destinado a minimizar as conseqüências de ruídos prejudiciais à audição.


Para trabalhos com eletricidade, devem ser utilizados protetores apropriados, sem elementos
metálicos.

Máscaras/respiradores
Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras.

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O caminho da Profissão

3. instrumentação
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3.1 FERRAMENTAS E ACESSÓRIOS

A execução das instalações elétricas, como de resto a realização de qualquer instalação


ou montagem, depende muito do ferramental empregado e de como o mesmo é utilizado.
Instrumentos e ferramentas adequadas ao serviço que se está realizando facilitam o trabalho
e dão correção e segurança ao mesmo. Com ferramentas adequadas ao serviço, ganha-
se tempo, executa-se a tarefa dentro do melhor padrão e despende-se menos energia.
Descrevemos as principais ferramentas empregadas em trabalhos de eletricidade, seu uso
correto e em que são mais empregadas.

3.1.1 ALICATES
Descrição
São ferramentas manuais de aço carbono feitas por fundição ou forjamento, compostas de
O caminho da Profissão

dois braços e um pino de articulação, tendo em uma das extremidades dos braços, suas
garras, cortes e pontas, temperadas e revenidas.

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Utilização
O Alicate serve para segurar por apertos, cortar, dobrar, colocar e retirar determinadas peças
nas montagens.

Classificação
Os principais tipos de alicate são:
1. Alicate Universal
2. Alicate de Corte
3. Alicate de Bico
4. Alicate de Pressão
5. Alicate de Eixo Móvel
O Alicate Universal serve para efetuar operações como segurar, cortar e dobrar.

O Alicate de Corte serve para cortar chapas, arames e fios.


Corte Diagonal

Corte Frontal

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O Alicate de Bico é utilizado em serviços de mecânica e eletricidade.
Bico redondo

Bico chato

O Alicate de Pressão trabalha por pressão e dá um aperto firme ás peças, sendo sua pressão
regulada por intermédio de um parafuso existente na extremidade.

O caminho da Profissão

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O Alicate de Eixo Móvel é utilizado para trabalhar com peças cilíndricas, sendo sua articulação
móvel, para possibilitar maior abertura.

3.1.2 DESENCAPADOR DE FIOS

Este é bastante simples e se assemelha a um alicate. Regula-se a abertura das lâminas de


acordo com o diâmetro do condutor a ser desencapado.
Outro tipo de desencapador é o desarme automático. Nele existem orifícios com diâmetros
reguláveis correspondentes aos diversos condutores. Ao pressionar suas hastes, tanto o corte
como a remoção da isolação são executados.

3.1.3 CHAVE DE PARAFUSO DE FENDA


A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de
aço carbono, com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de
espiga prismática ou cilíndrica estriada, onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico.
É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras
que permitam a entrada da cunha.

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A chave de fenda deve apresentar as seguintes características:
1. Ter sua cunha temperada e revenida.
2. Ter as faces de extremidade da cunha, em planos paralelos.
3. Ter o cabo ranhurado longitudinalmente, que permita maior firmeza no aperto, e bem
engastado na haste da chave.
4. Ter a forma e dimensões das cunhas proporcionais ao diâmetro da haste da chave.
Para parafusos de fenda cruzada, usa-se uma cunha em forma de cruz, chamada Chave Phillips.

3.1.4 CHAVE COM MORSA DE BANCADA


É um dispositivo de fixação constituído de duas mandíbulas, uma fixa e outra móvel, que se
desloca por meio de parafuso e porca.

▪ As mandíbulas são providas de mordentes estriados e temperados, para maior segurança


na fixação das peças.

▪ As morsas podem ser construídas de aço ou ferro fundido, em diversos tipos e tamanhos,
Existem morsas de base giratória para facilitar a execução de certos trabalhos.
O caminho da Profissão

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3.1.5 ARCO DE SERRA
É uma ferramenta manual de um arco de aço carbono, onde deve ser montada uma lâmina de
aço ou aço carbono, dentada e temperada.

O arco de serra caracteriza-se por ser regulável ou ajustável de acordo com o comprimento
da lâmina.
A lâmina de serra é caracterizada pelo comprimento e pelo número de dentes por polegada
Comprimento: 8” - 10” - 12”.
Número de dentes por polegada: 18 -24 e 32.
1. A serra manual é usada para cortar materiais, para abrir fendas e rasgos.
2. Os dentes das serras possuem travas, que são deslocamentos laterais dos dentes em
forma alternada, a fim de facilitar o deslizamento da lâmina durante o corte.
3. A lâmina de serra deve ser selecionada, levando-se em consideração:
a. A espessura do material a ser cortado, que não deve ser menor que dois passos
de dentes.
b. O tipo de material, recomendando-se maior número de dentes para materiais duros.
4. A tensão da lâmina de serra no arco deve ser a suficiente para mantê-la firme.
5. Após o uso do arco de serra a lâmina deve ser distencionada.

3.1.6 FERRO DE SOLDA


É destinado à execução de soldas de estanho, usuais em instalações elétricas. É uma
ferramenta que armazena o calor produzido por uma chama ou resistência elétrica e o transfere
para as peças a serem soldadas e a própria solda, de modo a fundi-la, A solda fundida adere
às peças a unir, solidificando-se ao esfriar.
Os ferros de soldar são dos principais tipos: a gás e elétricos.
Ferros maiores são usados para a solda de peças grandes que exigem maior quantidade de calor.
Os ferros de solda elétricos são encontrados no mercado com diversas formas e potências.

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3.1.7 MARTELO E MACETE
Martelo
O Martelo é uma ferramenta de impacto, constituída de um bloco de aço carbono preso a um
cabo de madeira, sendo as partes com que se dão os golpes, temperadas.

Utilização
O Martelo é utilizado na maioria das atividades industriais, tais como a mecânica geral, a
construção civil e outras.

Comentários
Para o seu uso, o Martelo, deve ter o cabo em perfeitas condições e bem preso através da cunha.
Por outro lado, deve-se evitar golpear com o cabo do martelo ou usá-lo como alavanca.
O peso do Martelo varia de 200 a 1000 gramas.

▪ Utilizado em trabalhos, com chapas finas de metal, como também na fixação de pregos,
grampos, etc.

▪ Destina-se a serviços gerais como exemplo, rebitar, extrair pinos, etc. Muito utilizado em
serviços pesados como chapas de metal, etc.
O caminho da Profissão

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3.1.8 ESCADAS
Muitas vezes, o profissional tem necessidade de trabalhar no alto, em uma torre, no teto, numa
marquise ou num telhado. A escada é um equipamento auxiliar do instrumentista e o ajudará
muito se for adequada ao serviço.

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O caminho da Profissão

4. Emenda de condutores
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Emendar condutores é uma das operações mais praticadas pelos eletricistas, visto que nem
sempre o condutor elétrico tem extensão suficiente para o trabalho a ser executado. No entanto,
vários cuidados devem ser tomados, visando uma excelente conexão elétrica e mecânica.
As emendas de fios e cabos devem possibilitar:
1. A passagem da corrente admissível para o condutor mais fino sem aquecimento
excessivo, ou seja, não devem apresentar mau contato e ter suficiente seção, de modo
que não venham a aquecer muito por efeito Joule;
2. Resistência mecânica suficiente para o serviço ou tipo de instalação;
3. Isolamento pelo menos iguais aos dos condutores emendados e com a mesma classe
de isolamento.

4.1 EMENDAS EM PROSSEGUIMENTO


O caminho da Profissão

Sempre que a extensão de uma rede ou linha aberta for maior que o condutor disponível,
devem-se emendar os condutores em prosseguimento.

71

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Os procedimentos que se seguem devem ser atentamente observados:
1. Desencapar as pontas dos condutores com uma faca, retire o isolamento em direção
à ponta, assim como se estivesse apontando um lápis.
O bservação

O comprimento das pontas deve ser igual a 50 vezes o diâmetro do condutor nu,
aproximadamente.

Na prática, pode-se desencapar o fio 1,5mm2 → 8cm; 2,5mm2 → 10cm e o fio 4mm2
→13cm.

ATENÇÃO
Ao manusear a faca, evite ferir-se com a lâmina. O movimento de cortar deve ser executado
afastando a lâmina da mão que segura o objeto.

2. Limpar os condutores.
Retire os restos de isolamento porventura presos ao metal, ou raspe com as costas da lâmina
a oxidação.

NOTA
No caso de o condutor ser estanhado, não deve ser raspado.

3. Emendar os condutores.
a. Cruze as pontas dos condutores, conforme mostra
o desenho e, a seguir, torça uma sobre a outra em

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sentido oposto.
NOTA
Cada ponta deve dar seis voltas sobre o condutor, no
mínimo.
b. Complete a torção das pontas com ajuda de
um ou dois alicates, dependendo do diâmetro do
condutor.
As pontas devem ficar completamente enroladas e apertadas no condutor, porém com pequeno

espaçamento entre as espiras, para a solda penetrar.


4. Soldar a emenda.
a. Ligue o ferro de soldar à rede de energia e deixe-o aquecer até a temperatura de
fusão da solda.
NOTA
Verifique, antes de ligar, se a tensão da tomada é
adequada ao ferro, ou seja: ferro para 127V, tomada
também de 127V.
b. Aplique um pouco de solda à ponta do
ferro para que esta faça bom contato térmico
com a emenda.
c. Encoste a ponta do ferro à emenda, aquecendo-a.
d. Aplique o fundente (breu) sobre a emenda, caso a solda não tenha o seu núcleo de
breu. Ou então utilize a pasta de soldar.
e. No início, aplique a solda entre a ponta do ferro e a emenda, até que a solda flua
para ela.
f. Mude a posição do ferro para cima da emenda e aplique solda no local até preencher
todos os espaços entre as espiras.
g. Repita o processo em toda a extensão da emenda.
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NOTA
Às vezes é necessário aplicar novamente o breu ou a pasta de soldar em algumas partes mais

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oxidadas, onde se nota que a solda não pega.
h. Retire o ferro de soldar, rapidamente, sem
arrastar na emenda e deixe esfriar.

5. Isolar a emenda em prosseguimento.


a. Inicie na extremidade mais cômoda, prendendo a ponta da fita
e, em seguida, dê uma volta sobre ela.
b. Continue enrolando a fita, de modo que cada volta se sobreponha
à anterior, na metade da largura da fita, até atingir uns dois centímetros sobre o
encapamento do condutor.

NOTA
Mantenha a fita esticada durante todo o tempo, para que a aderência seja perfeita.

c. Retorne com a fita, enrolando-a agora com inclinação oposta, porém da mesma
forma anterior.
d. Complete o isolamento com três ou mais camadas, de modo que a espessura do
isolamento fique, pelo menos, igual ao encapamento do condutor.
e. Seccione a fita com uma lâmina.
f. Pressione a ponta da fita, fazendo-a aderir ao isolamento.

4.2 EMENDAS EM DERIVAÇÃO

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Na ligação dos ramais, será necessário emendar os
condutores em derivação.
Observe atentamente a seqüência de procedimentos:
1. Desencapar as pontas dos condutores do circuito
ramal.

Proceda como anteriormente.


2. Desencapar os condutores da linha.
a. Marque com dois piques de faca uma faixa de uns 20 mm a partir do ponto de derivação.
b. Retire, com uma faca, o isolamento em volta do condutor, entre as marcas.

NOTA
A faca não deve atingir o metal para evitar pontos de ruptura (quebra) do condutor.

Ao manusear a faca, evite ferir-se com a lâmina.


3. Limpar os condutores.

Proceda como anteriormente.


4. Emendar os condutores.
a. Cruze a ponta sobre a derivação e enrole-a sobre esta, de modo que as espiras
fiquem com ligeiro espaçamento entre si.

O caminho da Profissão

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b. Complete a torção da ponta com a ajuda do alicate.
NOTA
A ponta deve ficar completamente enrolada e apertada no condutor e contar, pelo menos, 6
(seis) espiras.
5. Soldar a emenda em derivação.

Proceda como anteriormente.


6. Isolar a emenda em derivação.
a. Enrole a fita primeiramente no condutor da rede e, ao voltar, enrole-a no condutor
do ramal.

b. Para os demais detalhes, proceda como anteriormente.

4.3 EMENDAS NA CAIXA DE PASSAGEM

Os procedimentos a seguir devem ser atentamente observados:


a. Desencape as pontas, em um comprimento igual a
cinqüenta vezes o diâmetro do condutor nu.
b. Cruze os condutores.
c. Torça os condutores, inicialmente com a mão, auxiliado
por um alicate.
d. Dê o aperto final com dois alicates.
e. Dobre a ponta dos condutores.

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4.4 UTILIZAÇÃO DA SOLDA, DO CADINHO E DA PASTA DE
SOLDAR

O profissional, em muitas ocasiões, necessita soldar terminais, bornes, assim como as emendas
dos condutores, para que o contato elétrico nesses pontos seja o mais perfeito possível, evitando
assim o aquecimento causado pela corrente elétrica, que pode proporcionar incêndio e maior
consumo de energia.
É importante lembrar, também, que a solda evita que essas conexões se desfaçam, no caso
de os condutores serem puxados, ou então no caso de estarem oxidados pela maresia.
É ainda bastante comum isolar as emendas dos condutores e outras partes descobertas das instalações
com fita isolante, para que não ocorra curto-circuito, no caso de os condutores com potencial elétrico
diferente se unirem, ou para que as pessoas não fiquem sujeitas a choque elétrico.

Para soldar, proceda observando os seguintes passos:


1. Corte a solda em pequenos pedaços.

2. Coloque os pedaços de solda no cadinho e aqueça-o.


3. Passe a pasta de soldar nas emendas já dobradas. Utilize um pincel.
4. Verifique se a solda fundiu completamente. Utilize o maçarico a querosene ou a gás. O caminho da Profissão

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NOTA
A solda estará com sua fusão ideal, quando ficar com uma tonalidade rubra.
5. Mergulhe as emendas no cadinho cheio e retire-as rapidamente.

NOTA
Tão logo a emenda esfrie, limpe-a com trapo ou estopa, embebendo-os em álcool.
6. Isole a emenda e acomode-a dentro da caixa.

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5. INSTALAÇÃO ELÉTRICA
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Instalação elétrica é o conjunto de elementos montados, obedecendo às normas de
funcionamento e segurança para um circuito.

5.1 INSTALAÇÃO EM LINHA ABERTA

É aquela em que os condutores são suportados por isoladores, roldanas e clites, fixados numa
superfície (parede, teto, forro, etc.)

5.1.1 CONDIÇÕES GERAIS PARA O USO DAS INSTALAÇÕES EM LINHA


ABERTA
▪ Essas instalações somente podem ser feitas a uma altura mínima de 3 metros acima do
piso. Há exceção para os casos em que a linha seja fixada diretamente no forro, de pé
direito mínimo de 2,5 m.
O caminho da Profissão

▪ Não podem ser feitos em locais onde possam provocar acidentes ou danificar os
condutores, tais como ambientes úmidos e corrosivos.

▪ Não podem ser feitas nos trechos de difícil acesso entre a entrada e o medidor. (teatros,
cinema, auditório, poço de elevadores, etc.)
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5.1.2 CONDUTORES
Os fios condutores, empregados nas instalações elétricas em linha aberta, podem ter diferentes
bitolas para atender às intensidades das correntes que transportam.
A escolha do fio condutor apropriado evitará o seu excessivo aquecimento e conseqüências
indesejáveis para a instalação.
Para selecionar o fio condutor você deverá conhecer a intensidade da corrente elétrica do
circuito e consultar a tabela para identificar a bitola adequada.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT determina que:

▪ A bitola dos condutores, nas instalações em geral, deverá ser de 1,5 mm²;

▪ Todos os condutores deverão ter isolamento adequado para a tensão de serviço de 600 volts;

▪ Só é permitido o uso de condutor rígido, isto é, condutor composto de um só fio.

5.1.3. ROLDANAS
A roldana é escolhida de acordo com a bitola do condutor, mas no comércio é identificada em
função do diâmetro e da altura.

Tabela de roldanas
Diâmetro (mm) altura (mm) furo (mm) condutores (mm2)
18 24 6 1.5
24 24 6 2.5
30 30 7 4.0
36 36 7 6.0
42 42 8 10.0
48 48 10 16.0

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5.2 ELEMENTOS COMPONENTES DE UMAINSTALAÇÃO
ELÉTRICA

Para que uma pessoa possa elaborar um projeto de instalações elétricas, é necessário que
fiquem caracterizados e identificados os elementos ou partes que o compõem.

DEFINIÇÕES
▪ Ponto: é o termo empregado para designar aparelhos fixos de consumo.

Ex.: centro de luz, tomadas, arandelas, interruptores, botões de campainha.

▪ Ponto útil ou ponto ativo: é o dispositivo onde a corrente elétrica é realmente utilizada
ou produz efeito ativo.

Ex.: receptáculo onde é colocada uma lâmpada ou uma tomada na qual se liga um
aparelho eletrodoméstico.

▪ Ponto de comando: é o dispositivo por meio do qual se governa um ponto ativo. É


constituído por um interruptor de alavanca, botões, disjuntor ou chave.

5.2.1 PRINCIPAIS PONTOS ATIVOS


a. Ponto simples: corresponde a um aparelho fixo (exemplo: chuveiro elétrico).
Constituído também por uma só lâmpada ou um grupo de lâmpadas funcionando em
conjunto, em um lustre, por exemplo.
b. Ponto de duas seções: quando constituídas por duas lâmpadas ou dois grupos de
lâmpadas que funcionam por etapas, ligadas independentemente uma da outra.
c. Tomada simples: quando nela pode ligar-se somente um aparelho. Em geral, são
de 15 A - 125/250V.
d. Tomada com terra: quando a tomada de corrente tem uma ligação auxiliar para
aterramento (o potencial da terra é zero em relação às pessoas), de modo a evitar os
efeitos do choque elétrico.
O caminho da Profissão

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5.2.2 FIAÇÃO
No traçado do projeto de instalações é necessário a marcação dos fios contidos na tubulação,
para determinar o diâmetro e para orientar o trabalho da futura fiação.
Para tanto, é necessário conhecerem os esquemas de ligação e a denominação dos fios,
segundo a função que desempenham.
Definição dos condutores que conduzem energia dos pontos de comando aos de utilização.
Os condutores de alimentação podem ser divididos em:

▪ Condutores de circuitos terminais, que saem do quadro terminal de chaves de um


apartamento ou andar, por exemplo, e alimentam os pontos de luz, as tomadas e os
aparelhos fixos.

▪ Condutores de circuitos de distribuição, que ligam o barramento ou chaves do quadro de


distribuição geral ao quadro terminal localizado no apartamento, no andar de escritórios,
ou no quadro de serviço.

▪ Condutores de circuitos de distribuição principal, que ligam a chave geral do prédio ao


quadro geral de distribuição ou ao medidor.

CONDUTORES DE ALIMENTAÇÃO QUE CONSTITUEM OS CIRCUITOS ELÉTRICOS


TERMINAIS

▪ Fios diretos: são os dois condutores (fase e neutro) que, desde a chave de circuito no
quadro terminal de distribuição, não são interrompidos, embora forneçam derivações ao
longo de sua extensão.

▪ Fio neutro vai, sem exceção, diretamente a todos os pontos ativos. É fio que, não
apresenta tensão elétrica. De uma maneira mais simples ainda, podemos dizer que é o
fio que não dá choque. O fio neutro deverá ser ligado aos seguintes elementos: tomadas
monofásicas, receptáculos de lâmpadas, campainhas, chuveiros (127V), etc.

▪ Fio fase vai diretamente apenas às tomadas e pontos de luz que não dependem de comando,
aos interruptores simples e a somente um dos interruptores paralelos, quando há comando
composto (caso dos three - way e four - way). O fio fase é o fio que transmite energia, caso
você toque em alguma parte que esteja desencapada, certamente levará um choque.

▪ Fio de retorno, é o condutor fase que, depois de passar por um interruptor ou jogo de
interruptores, “retorna“, ou melhor, “vai“ ao ponto de luz.

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▪ Fios alternativos, são os condutores somente existentes nos compostos, e que permitem,
alternativamente, a passagem da corrente ou ligam um interruptor paralelo com outro
interruptor intermediário.

Observação: A energia que chega até a sua residência pode ser de três formas:
a. Ligação monofásica = um fio neutro + um fio fase;
b. Ligação bifásica = um fio neutro + dois fios fase;
c. Ligação trifásica = um fio neutro + três fios fase.

5.3 DIAGRAMAS ELÉTRICOS

Diagrama é a representação de uma instalação elétrica ou parte dela, por meio de símbolos gráficos.
A seguir estudaremos os dois tipos de diagramas utilizados no nosso curso:

▪ Diagrama unifilar

▪ Diagrama multifilar

5.3.1 DIAGRAMA UNIFILAR


Diagrama unifilar é a representação gráfica dos elementos da instalação (tomadas, interruptores,
pontos de luz, etc.), em forma de símbolos, com a indicação dos fios condutores.

Características

▪ O diagrama unifilar apresenta pontos principais de um sistema elétrico e identifica o


número de condutores, porém representa seus trajetos por um único traço.

▪ Geralmente representa a posição física dos componentes da instalação, porém não


representa com clareza o funcionamento e a seqüência funcional dos circuitos.
O caminho da Profissão
O bservação

Os projetos elétricos utilizam este tipo de diagrama.

Exemplo: instalação de uma lâmpada incandescente comandada por interruptores


paralelos e duas tomadas 127V num projeto elétrico residencial.

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5.3.2 DIAGRAMA MULTIFILAR
Diagrama multifilar é a representação gráfica onde os condutores são individualmente traçados,
ou seja, mostra claramente como a instalação será realizada.
O bservação

O diagrama multifilar não traz informações quanto à posição entre os componentes do


circuito, é usado para circuitos elementares, pois é de difícil interpretação quando o
circuito é complexo.

Recomendações
▪ Basicamente um diagrama é representado com seus componentes de comando na
posição “desligada”;

▪ Para a execução de uma instalação dois aspectos são fundamentais para o eletricista:

▫ O primeiro é a localização dos elementos na planta e o número de fios que passarão


em determinado eletroduto e qual o trajeto da instalação;

▫ O segundo é o funcionamento e a distribuição dos circuitos e dos dispositivos. Como não


é possível representar ao mesmo tempo esses dois aspectos num único diagrama sem
prejudicar a clareza de interpretação de um deles, (posição física ou funcionamento)
a instalação é representada por dois diagramas: Diagrama Unifilar de fiação e de
Distribuição, essa é a finalidade da utilização de tipos diferentes de diagramas.

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Exemplo
Representaremos a seguir o diagrama multifilar de uma instalação contendo: interruptor
simples, lâmpada incandescente e tomada.

5.3.3 SIMBOLOGIA

DESCRIÇÃO ANTIGA ATUAL (NBR 5444)


- luz incandescente no teto

- luz incandescente na parede

- luz incandescente no teto

- tomada baixa (30cm do piso)

- tomada média (130cm do piso)

- tomada alta (200cm do piso)

- tomada no piso

- interruptor simples S
- interruptor de 2 seções S2
O caminho da Profissão

- interruptor de 3 seções S3
- interruptor paralelo ou three-way S3w
- interruptor intermediário ou four way S4w
- disjuntor

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DECRIÇÃO ANTIGA ATUAL (NBR 5444)
- condutor fase no eletroduto

- condutor neutro no eletroduto

- condutor de retorno no eletroduto

- condutor terra no eletroduto

- eletroduto embutido no teto ou parede


- eletroduto embutido no piso
- quadro geral (luz e força)

5.4 INSTALAÇÃO DE INTERRUPTOR SIMPLES


COMANDANDO LÂMPADA INCANDESCENTE, MAIS
TOMADA MONOFÁSICA

▪ Interruptor simples: permite o comando de uma lâmpada ou grupo de lâmpadas a partir


de um único ponto. Possui uma tecla que possui duas posições que, quando apertada,
modifica a posição das peças internas do interruptor, as quais também ocupam duas
posições. Externamente, os interruptores simples possuem dois bornes de ligação
isolados entre si, para a conexão dos condutores.

SIMBOLOGIA UNIFILAR A SER UTILIZADA NA INSTALAÇÃO

DESCRIÇÃO LÂMPADA INTERRUPTOR TOMADA CONDUTOR CONDUTOR CONDUTOR


SIMPLES FASE NEUTRO DE RETORNO

Símbolo S

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Exercício

a. Montar os diagramas multifilar e unifilar, para uma instalação onde um interruptor simples
comande duas lâmpadas:

Diagrama multifilar: Diagrama unifilar:

b. Completar os diagramas abaixo:

c. Completar o diagrama unifilar da perspectiva abaixo


Interruptor simples e tomadas monofásicas

O caminho da Profissão

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d. Completar o diagrama multifilar da figura abaixo:

5.5 INSTALAÇÃO DE LÂMPADAS INCANDESCENTES


COMANDADAS POR INTERRUPTOR DE DUAS SEÇÕES

▪ Interruptor de 2 seções: permitem o comando de duas ou mais lâmpadas a partir de um


único ponto. Possuem duas teclas ou botões. Externamente, possuem quatro bornes
para a conexão dos condutores. Em outras palavras, podemos dizer que os interruptores
de 2 seções são dois interruptores simples, conjugados na mesma peça.

SIMBOLOGIA UNIFILAR A SER UTILIZADA NA INSTALAÇÃO

DESCRIÇÃO LÂMPADA INTERRUPTOR CONDUTOR CONDUTOR CONDUTOR


de 2 seções FASE NEUTRO DE RETORNO

Símbolo S2

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Exercícios

DIAGRAMAS ELÉTRICOS DA INSTALAÇÃO


Montar os diagramas a seguir:
a.Diagrama multifilar:
b. Diagrama unifilar:

5.6 INSTALAÇÃO DE LÂMPADA INCANDESCENTE


COMANDADA POR INTERRUPTORES PARALELOS

▪ Interruptores paralelos: são dispositivos que permitem o comando da iluminação de dois


pontos diferentes. Trabalham sempre aos pares . Possuem externamente três bornes de
ligação, os quais são interligados dois a dois (ver figura a seguir), conforme a posição da
tecla.

Aplicação: são geralmente instalados em cômodos com duas entradas, possibilitando o


comando da iluminação das duas portas. São utilizados também para comandar a iluminação
de: escadarias, corredores, quartos e salas.

O caminho da Profissão

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INTERLIGAÇÃO DOS CONTATOS
Conforme a posição da tecla do interruptor, teremos duas posições para os contatos:

▪ Posição 1: nesta posição ocorrerá o contato entre os bornes A e B, onde o borne A é


um borne lateral e B o borne comum ou borne central do interruptor. Assim, o fluxo de
corrente elétrica do circuito onde estivesse inserto este interruptor, passaria por estes
dois bornes.

▪ Posição 2: supondo que apertássemos a tecla do interruptor o contato móvel


estabeleceria agora a interligação entre os bornes B e C, permitindo o fluxo de corrente
por estes dois bornes.

SIMBOLOGIA UNIFILAR A SER UTILIZADA NA INSTALAÇÃO

DESCRIÇÃO LÂMPADA INTERRUPTOR CONDUTOR CONDUTOR CONDUTOR


de 2 seções FASE NEUTRO DE RETORNO

Símbolo S2

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Exercícios

DIAGRAMAS ELÉTRICOS DA INSTALAÇÃO


Montar os diagramas a seguir:
a. Diagrama unifilar :

b. Diagrama unifilar:

5.7 INSTALAÇÃO DE LÂMPADA FLUORESCENTE

▪ Lâmpada fluorescente: é uma lâmpada que utiliza a descarga elétrica através de um


gás, para produzir energia luminosa. São constituídas por um tubo cilíndrico de vidro, em
cujas paredes internas é fixado um material fluorescente (cristais de fósforo) e onde se
efetua uma descarga elétrica, a baixa pressão, em presença de vapor mercúrio. Produz-
se, então, uma radiação ultravioleta que, em presença do material fluorescente existente
nas paredes se transforma em luz visível.

▪ Reator: tem por finalidade provocar um aumento da tensão durante a ignição e uma
redução na intensidade da corrente, durante o funcionamento da lâmpada. Tipos de
reatores:

O caminho da Profissão

(*) O sistema paralelo (c/ fase e neutro no interruptor) é um tipo de ligação utilizado freqüentemente em instalações prediais devido à
facilidade na colocação dos fios, já que aproveitam para ligar no mesmo circuito tomada e iluminação.
Embora isto represente uma certa economia, contraria totalmente dois aspectos:
- Segurança das pessoas em relação a choques, no caso de troca de lâmpadas;
- Ligação não permitida pela NBR 5410 de iluminação e tomadas no mesmo circuito;
- Risco de um curto-circuito acidental.

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▫ Reatores convencionais

▫ Reatores de partida rápida

▫ Reatores eletrônicos

▪ Starter: é um dispositivo que atua como interruptor automático, abrindo o circuito dos
filamentos depois do tempo necessário para o seu aquecimento. O starter funciona
segundo o princípio das lâminas bimetálicas. Utiliza-se o starter somente nos circuitos
convencionais.

▪ Circuito de lâmpada fluorescente com reator convencional

a. Fechando-se o interruptor a corrente segue o circuito assinalado pelas setas, forma-


se um arco entre os contatos do starter e o circuito se completa, conforme as setas.
b. O calor do arco no starter faz a lâmina bimetálica curvar-se e encostar-se no contato fixo.

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Uma elevada corrente circula pelos filamentos, aquecendo-os e o mercúrio se vaporiza.
c. O starter esfria e abre o circuito, provocando uma tensão mais alta, originária do reator.

Essa tensão vai determinar a ignição da lâmpada. Uma corrente, então, flui através do gás,
auxiliada pelo vapor de mercúrio. Devido ao choque dos elétrons com os átomos do gás ocorre
a emissão de raios ultravioleta, que são invisíveis. Esta radiação transmite-se em todas as
direções e, em contato com a pintura fluorescente do tubo, produz radiação luminosa visível.
Circuito de lâmpada fluorescente com reator de partida rápida

O caminho da Profissão

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Os reatores dos sistemas de partida rápida tem enrolamentos separados para aquecerem os filamentos
da lâmpada continuamente. Quando o circuito é energizado, esses enrolamentos aquecem rapidamente
os eletrodos, causando suficiente ionização na lâmpada para que o arco se estabeleça com a tensão dos
enrolamentos principais do reator. O aquecimento imediato dos filamentos reduz a tensão necessária para
o arco saltar. Isto diminui o tamanho e as perdas do reator, aumentando assim a eficiência do sistema.
O circuito de partida rápida elimina o piscar incômodo que se associa em geral à partida dos
sistemas convencionais. E também simplifica o sistema de manutenção a partir do momento
em que os starters são eliminados.
Circuito de lâmpada fluorescente com reator eletrônico

Estes novos reatores baseiam-se principalmente em circuitos eletrônicos que operam em


alta freqüência, permitindo assim que as lâmpadas gerem mais luz do que se estivessem
conectadas a outros sistemas.
Características gerais dos reatores eletrônicos:

▪ Possuem pequena dissipação térmica

▪ Não cintilam, devido à operação em alta freqüência

▪ Alto fator de fluxo luminoso

▪ Alto fator de potência

▪ Proteção à partida mal sucedida

▪ Proteção contra erros de conexão de lâmpadas

▪ Mais econômicos

Alguns reatores eletrônicos são projetados para trabalharem em duas tensões (110/220V).

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6.REFERÊNCIAs
1. Creder, H. Instalações Elétricas. 13a Edição. Editora LTC. Rio de Janeiro, RJ.
2. Niskier, J.; Macintyre, A.J. Instalações Elétricas 2a Edição. Editora LTC . Rio de Janeiro, RJ.
3. Alvarenga, B.; Máximo, A. Curso de Física 3 . 2a Edição, Editora Harbra. São Paulo, SP.
4. Resnick, H. Fundamentos de Física.
5. Apostila Anglo. 27 . Física - Eletrodinâmica.
6. Apostilas de Eletrotécnica do Senai.
7. Apostilas da Pirelli. Instalações Elétricas Residenciais. VOL 1 a 6.
8. Manual Pirelli de Instalações Elétricas. Editora Pini.
9. NTC 9-01100 – Fornecimento em tensão secundária de distribuição.

Catálogos Técnicos:

▪ Siemens

▪ Weg

▪ GE

▪ Osram

▪ Ficap

▪ Universal Peletri

▪ Catálogo geral de lâmpadas fluorescentes O caminho da Profissão

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7.créditos

Serviço Social da Indústria do Paraná – SESI


Coordenação Gestão Social
Coordenadora
Sonia Maria do Rocio Beraldi de Magalhães

Gestores do Projeto O Caminho da Profissão


Daniel Moraes Pinheiro
Maria Carolina de Castro Leal
Consultores em Gestão Social

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI


Coordenação de Orientação Profissional e Aprendizagem Industrial
Coordenador
Marco Antonio Areias Secco

Coordenação Técnica
Gilberto Baggio
O caminho da Profissão

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Conteúdo

Capítulo 1, 2 e 5
Elaboração Técnica - SENAI PR
Helder Flávio Masaki
Edson Vander Lopes
Revisão Técnica
Cláudio Alves Batista e Laércio Facina

Capítulo 4
Gerência de Educação Profissional - SENAI RJ
Carlos Bernardo Ribeiro Schlaepfer
Pesquisa de Conteúdo e Redação
Antonio Gomes de Mello
Revisão Pedagógica
Izabel Maria de Freitas Sodré
Revisão Gramatical e Editorial
Izabel Maria de Freitas Sodré
Revisão Técnica
Antonio Gomes de Mello
Angela Elizabeth Deneck

Capítulo 3
Elaboração Técnica - SENAI ES
Celio Marcio Lopes
Ulisses Barcelos Viana

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Coordenação de Mídias Educacionais
Produção Editorial
Coordenação e Revisão final – Tânia Regina Rover Virmond
Análise Pedagógica – Alcione Mazur
Bianca Pontarolo
Revisão – José Carlos Klocker Vasconcellos Filho
Projeto Gráfico – Ana Célia Souza França
Priscila Bavaresco
Editoração – Ana Célia Souza França
– Giovana da Silva dos Santos
Tratamento de imagens – Ana Célia Souza França
– Giovana da Silva dos Santos
– Priscila Bavaresco

Ficha Catalográgica – Vera Schiewaldt da Costa (Bibliotecária)

Código de Catalógo: 0004 B A 0305606


Data de Editoração: 28/02/2007

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