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A MORTE MÍSTICA E PREMEDITADA DE RIVER PHOENIX: MITO OU REALIDADE?

Uma Cachoeira na Viper Room


O ator River Phoenix uma vez disse: “Não quero morrer em um acidente de carro. Quando eu
morrer, será um dia glorioso. Vai ser provavelmente uma cachoeira”. Nas primeiras horas do
Halloween de 1993, River encontraria o seu destino e cumpriria a sua própria profecia. Embora a
história oficial declare que a morte dele foi resultado de uma overdose de drogas, é possível
perceber que há uma verdadeira conspiração de Hollywood oculta nas sombras. Deste modo, foram
essas sombras que acabaram tirando a vida dele. Como o bicho-papão escondido embaixo da cama
ou como um caçador camuflado entre as árvores, aqueles que atacaram River são invisíveis a olho
nu. Eles são os manipuladores ocultos, os espíritos impuros e deuses inferiores que controlam a
indústria por trás das cortinas. Eles são os espíritos possuidores responsáveis por passar as vítimas
pelo fogo. E foi exatamente assim que River morreu. Seu nome aponta para a maneira como ele
morreria – River [Rio] corresponde a “água”, e Phoenix [Fênix] corresponde a “pássaro de fogo”.
Mas, da mesma forma que o nome River Phoenix pode estar se referindo à celebração do batismo de
fogo maçônico, também é possível notar que o homem por trás desse nome se rebelou contra os
estilos ocultos de Hollywood. Seja como for, River morreu tentando revelar o segredo codificado no
seu próprio nome.
O diretor William Richert uma vez comentou: “É quase como se o Diabo tivesse matado River”.
Como veremos, ele estava mais ou menos correto. Da numerologia do nascimento e da morte de
River até a letra profética da sua música Soul Removal [Remoção da Alma], fica claro que a morte
dele foi qualquer outra coisa menos uma overdose acidental. Em River, temos uma evidência
inquestionável de que, em primeiro lugar, o batismo de fogo é real e, em segundo, que depois de
passar pelo fogo, as vítimas logo descobrem que as suas vidas imitam a suas artes. Os sonhos se
tornam visões, a arte se torna realidade e o futuro se torna um jogo de sinais e pistas. Em outras
palavras, após comer do fruto, eles se tornam como deuses, conhecendo o bem e o mal por
intermédio da luz do mundo espiritual. Em alguns casos, eles podem até descobrir o seu próprio
destino. O destino de River expõe o maior segredo oculto já conhecido pela humanidade. E, através
de décadas de letras de música, arte de álbuns, filmes e entrevistas, a história dele é finalmente
trazida à luz tanto pelas pessoas que o amavam muito quanto pelo próprio River.
Que Haja Luz
Antes de entrarmos fundo na história de River, temos primeiro de entender o conceito que há por
trás da Luz Maçônica. O lema da ordem é, acima de tudo, “que haja luz”. Esta tão falada luz é
geralmente citada nas notícias e nos símbolos do sistema maçônico e isso nada mais são do que
mensagens do mundo espiritual. Essas mensagens podem aparecer em toda e qualquer parte. Desde
outdoors até músicas no rádio, em programas de televisão, na conversa telefônica de um estranho e
até em um mendigo na rua. A notícia é praticamente inevitável. Na cultura popular, ela é geralmente
trazida à tona através de músicas, anúncios, revistas, filmes, etc. Abaixo, constam apenas alguns
exemplos da notícia sendo divulgada em filmes, revistas em quadrinhos, programas de televisão e
cartazes de filmes anteriores aos ataques de 9/111 às Torres Gêmeas em Nova York.

Trocando as Bolas (1983); Godzilla (1998); O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final


(1991); Matrix (1999); Máquina Mortífera (1987); O Pacificador (1997); O Patriota (2000); Os
Simpsons (1997).

1 Nota do Tradutor: em inglês, é padrão informar datas especificando primeiro o mês e depois o dia. Assim, enquanto
que, para nos referirmos ao 11 de setembro em português só por meio de números, usaríamos 11/9, em inglês a data é
especificada como 9/11.
Duro de Matar (1988); Armageddon (1998); Super Mario Bros. (1993); Rua Sésamo (1976); Carta
de um Jogo Illuminati (1995); Revista em Quadrinhos do Homem-Aranha (1991); Revista em
Quadrinhos do Mortadelo (1993).
Esses avisos antecipados não são obra de uma facção secreta de pessoas misteriosas. Eles são o
resultado de espíritos familiares trabalhando através de artistas, designers, roteiristas e diretores
responsáveis por produzir esse material. Esses espíritos são os governantes tenebrosos deste mundo
e do mundo perverso nos lugares celestiais. A Luz Maçônica ou notícia proveniente do mundo
espiritual é um tipo de programação prognóstica que se torna aparente só depois que a profecia
acontece. No entanto, aqueles que são versados na linguagem secreta podem detectar essas
mensagens antes que o evento profetizado aconteça. Tal conceito também é exemplificado na
famosa música The Sound of Silence [O Barulho do Silêncio], de Simon e Garfunkel:

E as pessoas se ajoelharam e rezaram


Para o deus de neon que criaram
E o sinal revelou o que estava advertindo
E as palavras que vinham surgindo

E o sinal dizia
“As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô
E nos corredores”
E o sinal sussurrou no barulho do silêncio
O deus neon provavelmente é uma referência à Luz Maçônica. Em todo o Antigo Testamento, sinais
são dados por Deus através dos seus profetas como uma forma de deixar o seu povo saber quem são
os seus profetas e o que o provo de Israel pode esperar do seu Deus. Inverta isso e você verá como
funciona o sistema maçônico, no qual quase todos são profetas e tudo é um sinal de “Deus”.
Considere, por exemplo, esta letra da clássica banda de rock Five Man Electrical Band:

Sinal, sinal. Em todo lugar há um sinal, bloqueando o cenário,


confundindo a minha mente. Faça isso, não faça aquilo. Você
consegue ler o sinal? Signs, Five Man Electrical Band.
Para as vítimas do sistema maçônico, as mensagens ou notícias do mundo espiritual podem ser uma
experiência enlouquecedora quando vistas de um nível pessoal. Como um malware infectando o
disco rígido de um computador, a “notícia” infecta o cérebro da vítima e redireciona os seus
pensamentos. Anúncios publicitários com algum tipo de referência recorrente ao câncer podem
fazer as vítimas acreditarem que elas logo desenvolverão a doença. Histórias, músicas e conversas
sobre armas podem fazer as vítimas acreditarem que, se elas não aderirem, provavelmente serão
baleadas. Os sinais têm o poder de estar em qualquer lugar, em qualquer pessoa, em tudo.

Os quadros de Rene Magritte: Filho do Homem e Homem com um Chapéu-Coco

O pintor surrealista Rene Magritte descreveu os seus quadros como conceitualizadores do que está
escondido em oposição ao que é visível ou “o visível que está escondido”. São essencialmente os
sinais, as notícias e a luz do sistema maçônico. São coisas que estão escondidas no plano da visão,
inevitáveis e invisíveis aos não iniciados. São as obras dos manipuladores secretos, em que o
mundo espiritual encontra o mundo material. A luz forma uma rede maligna, uma teia de aranha que
prende as vítimas em uma gaiola invisível. Como ratos em um labirinto, as vítimas estão perdidas
em um mundo que (aos olhos deles) aparenta ser normal, mas que é qualquer outra coisa menos
normal. Suas vidas se desintegram em um confuso mosaico de coincidências absurdas, padrões sem
lógica e fenômenos ilusórios, tornando quase impossível enxergar a floresta por causa do bloqueio
das árvores.
Clipe de Heart-Shaped Box, do Nirvana
Assim como as nossas notícias de cada dia, essa luz pode ser positiva ou negativa. O clipe da
música Heart-Shaped Box [Caixa com Formato de Coração], do Nirvana, exemplifica este conceito
apresentando uma menina com uma roupa branca de mágico que se transforma em preta, portanto, a
teoria da magia branca em oposição à magia negra. A luz também é referida como LOVE 2 (espíritos
que aparentam serem bons), enquanto que a sua imagem espelhada (EVOL) se refere aos espíritos
do mal. LOVE também se refere à fornicação, que então conduz a EVOL, ou seja, passar pelo fogo.

A banda de rock alternativo Sonic Youth lançou um álbum em 1986 entitulado EVOL. O slogan da
marca de comida Evol é “Good is Evol” [Evol é Bom]

2 Nota do tradutor: LOVE (amor, em inglês), lida de trás para frente, fica EVOL, cuja pronúncia é praticamente a
mesma da palavra inglesa EVIL, que significa MAL.
Michael Stipe, do REM, com LOVE/EVOL escrito no braço. Flea, cover do Red Hot Chili Peppers,
cobrindo o seu olho direito com o punho, onde aparece a palavra “Love”
Resumindo, a Luz Maçônica é o trabalhar dos outros deuses. Depois de passar pelo fogo, as vítimas
se tornam bem conscientes desses outros deuses e suas mensagens aparentemente proféticas.
Eventos passados, sonhos recorrentes e trabalhos antigos de repente começam a fazer sentido como
se tudo se juntasse formando um quadro maior, um perfeito ciclo da vida. O destino é
repentinamente trazido à luz quando os eventos na vida de uma pessoa revelam a verdadeira
intenção desses eventos. A escrita no muro é decifrada, e o destino aparece no meio da névoa
dissipada da bola de cristal. Através das armadilhas da gaiola, as vítimas entram no labirinto da sua
própria vida, onde estão prestes a descobrir um caminho pré-determinado. Isso, meus amigos, é a
Árvore do Bem e do Mal, e ela exige a pergunta “somos escravos do nosso próprio destino?”. No
caso de River Phoenix, a resposta é sim.
A Vida Imita a Arte
Os acontecimentos que levaram à morte de River formam uma intrigante linha do tempo de
coincidências estranhas e impossíveis. Começando com o filme “Conta Comigo” e terminando com
o filme inacabado Dark Blood [Sangue Escuro], a vida de River se assemelha a um roteiro bem
elaborado de Hollywood. Portanto, o funcionamento do mundo espiritual e as armadilhas do destino
são dolorosamente incontestáveis ao longo da sua breve vida.
Conta Comigo
Lançado em 22 de agosto de 1986 (um dia antes do aniversário de River), o filme “Conta Comigo”
possui exatamente 88 minutos de duração. Uma busca rápida no Google sobre o número 88 retorna
uma extensa lista de ocorrências. No filme “De Volta Para o Futuro”, 88 é a velocidade que o
DeLorean deve alcançar para viajar no tempo. Há 88 constelações no céu noturno. “88 Minutos” é
um filme de 2008 estrelado por Al Pacino. Há 88 teclas em um piano (36 pretas e 52 brancas). A
mão do homem morto no pôquer é um par de ases e um par de oitos. Os neonazistas usam o número
88 como uma abreviação do cumprimento nazista Heil Hitler. A letra “H” é a oitava do alfabeto,
através da qual 88 se torna HH. Duas espécies de borboleta (Diaethria e Callicore) são chamadas de
Oitenta e Oito, em virtude de haver marcas nas suas asas que se parecem com o número 88. O
planeta Mercúrio leva aproximadamente 88 dias para completar a sua órbita e, finalmente, a NGC
88 é uma galáxia em forma de espiral na constelação de Fênix. Na Bíblia, o Salmo 88 é focado na
morte e descida ao abismo. A palavra pit [abismo] aparece 88 vezes na Bíblia King James.
Certamente, o tempo de duração de “Conta Comigo” é significativo e pode ser interpretado como
uma das primeiras (e últimas) pistas da história de River.
Baseado em um conto de Stephen King intitulado O Corpo, “Conta Comigo” retrata a história de
quatro garotos em busca do cadáver do colega de escola deles, Ray Brower. Eles o encontram na
floresta próxima à estrada Back Harlow, onde ele foi atingido por um trem enquanto pegava
amoras. No sistema maçônico, o trem é um símbolo do ciclo de tempo ao qual as vítimas estão
sujeitas, com cada compartimento representando um novo galho da esotérica Árvore da Vida. Ou
seja, de acordo com as palavras (ou o ofício) deles, eles vão colher o que plantaram. O destino está
pronto para ser encontrado, a não ser que eles reiniciem o ciclo, voltem no tempo e mudem o seu
caminho. O DeLorean de “De Volta Para o Futuro” representa um condutor angelical (a carruagem
ou o querubim com rodas) que passa as vítimas pelo fogo, presumivelmente apagando a lousa e a
deixando limpa, para que elas não acabem indo para o pequeno vagão vermelho no fim do trem. Se
tudo isso soar bastante confuso e sem lógica para você, é porque de fato é. A música do REM
Carnival of Sorts (Boxcars) [Carnaval de Espécies (Vagões)] é um bom exemplo desse conceito de
referências a uma roda de ceifadeira e a caixas dentro de uma caixa:
Existe um símbolo secreto, uma roda de ceifadeira. Que se reduz a um carnaval de espécies. Uma
cidade doente, um pôster rasgado, uma roda de ceifadeira. São coisas estranhas, estranhas.
Cavalheiros, não fiquem presos em caixas dentro de uma caixa. Cavalheiros, não fiquem presos.
Vagões (estão puxando) para fora da cidade. Vagões (estão puxando) para fora da cidade. REM,
Carnival of Sorts (Boxcars).
No caso de Ray Brower, ele alcançou o final do ciclo de tempo e se tornou o Enforcado. Portanto,
ele ficou preso em caixas e o trem do destino o atingiu, deixando-o sem os seus sapatos azuis. Este
conceito do enforcado aparece na imagem abaixo, quando os quatro garotos encontram o corpo. O
personagem de River, Chris Chambers, é o primeiro a tocar o corpo do Enforcado, quando o cutuca
com uma vara. No final do filme, Chris Chambers também se torna o Enforcado.

As fotos abaixo são outros exemplos do Enforcado. A primeira é uma carta do tarô, e a segunda
retrata Will Smith como o Enforcado no filme “Eu Sou a Lenda”:
O nome Chris ou Christopher significa “portador do Cristo” ou “o ungido”. Portanto, o personagem
de River é o enforcado ungido. No final do filme, Ace e Eyeball Chambers chegam com a sua
gangue e reivindicam terem encontrado o corpo de Ray. Chris discute com eles e quase é morto,
quando Ace põe uma faca na garganta de Chris. Ele é salvo no último instante, quando o seu melhor
amigo, Gordie, dispara uma arma. Indo para o futuro, quando os quatro amigos já são adultos,
descobrimos que Chris foi morto quando tentava apaziguar uma briga de facas. Citando uma frase
do filme: “Ele levou uma facada na garganta e morreu quase na hora”. Assim, Chris Chambers (o
Enforcado) completa o ciclo e encontra o seu destino, morrendo com uma facada. Como veremos, a
vida de River seguiu o mesmo caminho.
Para entender o conceito do Enforcado, só precisamos ler a Bíblia deles. No Novo Testamento,
Jesus Cristo cumpre a escritura como sendo Aquele que é a Palavra de Deus. O cálice que é dado a
ele, o seu “destino”, é morrer na Cruz pelos pecados da humanidade e ser ressuscitado três dias
depois. Inverta isso e você verá como funciona o sistema maçônico/oculto. As vítimas seguem “a
palavra”, ou seja, seus filmes, livros, músicas, etc, vindo daí o conceito de que a vida imita a arte.
Isso é uma verdadeira perversão do evangelho de Cristo, que transforma a sua costumeira frase
“está escrito” em uma maldição. Obviamente, isso só se torna possível depois que as vítimas
passaram pelo fogo ou, no caso de “Conta Comigo”, pelo Blue Point [Ponto Azul].
Embora sutil e completamente imperceptível para o olho inexperiente, as imagens acima estão
anunciando a morte de River. A de baixo, à direita, ocorre no início do filme, quando Chris e Gordie
disparam uma arma do lado de fora do Blue Point Diner [Restaurante Ponto Azul]. Isso pode ser
interpretado como o disparo inicial, que é o ponto em que o relógio começa a sua contagem
regressiva. Os garotos fogem e uma garçonete corre para fora, gritando: “ei, quem está estourando
bombas aqui?”. A bomba é uma referência disfarçada ao batismo de fogo, o ponto azul que
acontece depois de uma experiência sexual.
Na próxima cena, dois valentões, Ace e Eyeball, encontram Chris e Gordie no lado de fora de um
bar. Ace derruba Chris no chão e segura um cigarro perto do rosto dele, enquanto seu amigo e seu
irmão ficam olhando. Chris ainda está com o saco de dormir nas costas. A tradução é esta: o bar
representa a Viper Room. Ace (vestido de preto) representa um espírito impuro. O cigarro
representa o batismo de fogo. E o saco de dormir representa a morte. River morreu no lado de fora
da Viper Room, rodeado de amigos e da sua família, inclusive o seu irmão. Se tudo isso parece um
pouco exagerado para você, espere um pouco. Notou o triângulo ou suporte de bolas de sinuca na
janela do prédio? É aqui que a coisa fica séria, por assim dizer. O triângulo representa o DNA de
cadeia tripla, ou seja, os filhos de Deus se misturando com as filhas dos homens. A janela representa
o mundo angelical, a quarta dimensão ou mundo espiritual. Na figura abaixo, as forças espirituais
da maldade nos lugares celestiais nunca estiveram tão evidentes:
Esta imagem foi tirada da cena em que os quatro garotos estão cuspindo água em uma lata
enferrujada. River está sentado na frente de um antigo carro azul que traz o número 236 e uma
mancha de tinta branca. Essencialmente, isso é a escrita no muro, a bola 8 mágica prevendo o
destino de River. É a Luz Maçônica, a notícia do mundo espiritual adivinhando o futuro cerca de
oito anos antes de se tornar realidade. O oráculo diz como e quando River vai finalmente morrer –
após passar pelo fogo no Halloween de 19933. Vamos agora esmiuçar esta imagem.
A mancha de tinta branca pode ser interpretada como uma tábua Ouija, que, obviamente, é um
instrumento usado para se comunicar com os espíritos. A tábua está entre os números 3 e 6 e o
ponteiro, representado pela parte limpa da mancha, está apontando para o número 3. Simplificando
isso ao máximo (visto que não sou matemático), o número 36 representa o cumprimento do destino
de River ou uma volta completa no ciclo da vida. Também é um símbolo do esquadro e do
compasso maçônicos. O 36 é tanto o quadrado de 6 quanto um número triangular, o que o torna um
número triangular quadrado. É o único número triangular (além do 1) cuja raiz quadrada também é
um número triangular. Ele é também um número circular, ou seja, um número cujo quadrado possui
o mesmo número como último dígito (62=36). Portanto, River vai dar uma volta completa no ciclo,
assim como o enforcado, Chris Chambers. Além disso, a soma dos números de 1 a 36 dá 666 – o
número da besta. Em outras palavras, River completará o ciclo e encontrará o seu destino na noite
do Diabo (o Halloween). O 23 naquele 236 representa a idade que ele tinha quando morreu e, como
veremos, o número 236 representa a sua árvore evolutiva.
Como dito acima, a parte limpa da mancha está apontando para o número 3, o qual representa a
hélice tríplice ou o DNA de cadeia tripla. Isso nos faz retroceder a Gênesis 6, em que os filhos de
Deus entraram às filhas dos homens, ocorrendo a fusão de Deus com o homem. Daniel, capítulo 2,
descreve um Reino de Ferro (o mundo angelical) que se mistura com a semente dos homens, ou
seja, ferro misturado com barro. O batismo de fogo ou batismo maçônico é a mistura desses dois
reinos. Também é a forma como River morreu.

3 Nota do tradutor: apesar de ter sido lançado em 1986, “Conta Comigo” começou a ser filmado no ano anterior. Assim,
de 1985 a 1993, temos um intervalo de oito anos.
O deus hindu Shiva com um tridente dourado simboliza a hélice tríplice. Perceba a água jorrando da
cabeça dele/dela e a serpente enrolada no pescoço. O símbolo do triquetra (aqui visto no livro de
Marilyn Ferguson A Conspiração Aquariana) é outro exemplo da hélice tríplice. O subtítulo
“Transformações Pessoais e Sociais nos Anos 80” é uma referência à hélice tríplice, ou seja, à
transformação. A pirâmide na nota de 1 dólar também simboliza o DNA de cadeia tripla.
A flor-de-lis é outro símbolo que representa a hélice tríplice, mostrada na figura acima na garra de
um dragão. Note que a cauda e a língua do dragão estão em formato de triângulo, e a cauda está
enrolada. O esquadro e o compasso, símbolo maçônico bastante conhecido, representa a fusão do
divino com o humano, enquanto que o triplo tau maçônico representa o DNA de cadeia tripla. O tau
triplo está posto dentro de um triângulo (representando o fogo) e o triângulo está envolto por um
círculo (o ciclo da vida ou do “destino”).
O número 236 escrito no carro azul atrás de River representa uma árvore filogenética ou
evolucionária. Há um total de 236 árvores filogenéticas diferentes que representam a história das
divergências evolucionárias entre as espécies. Uma árvore filogenética é um diagrama ramificado
ou uma “árvore” que mostra as relações evolucionárias entre várias espécies biológicas e outras
entidades. Ela pode ser interpretada como uma “árvore da vida”, a qual provém de antigos conceitos
de progressão como em uma escada, indo das formas de vida inferiores para as superiores. A
“árvore da vida” de River e seu relacionamento biológico com outras entidades (anjos) o fez morrer
a partir do batismo de fogo. A evolução de River no sistema maçônico está resumida na tábua Ouija
atrás dele – o carro azul. A cor azul representa o batismo do mundo espiritual (um renascimento
pervertido), ao passo que o carro representa o querubim com rodas (veja Ezequiel 1). River aparece
cuspindo água, representando o batismo de fogo, que causa uma rápida desidratação. Como
veremos mais adiante, sua carreira nos filmes imita o relacionamento dele (sua evolução biológica)
com o mundo angelical. Ele vai regredir, ou seja, não vai retroceder o relógio e finalmente vai
morrer no batismo de fogo. Negligenciar “viajar de volta no tempo” também possui ramificações
físicas, assim como a roda de ceifadeira do destino ou do carma também possui.
Resumindo: o carro azul = o condutor angelical. 236 = a árvore da vida de River. 23 = a idade que
ele tinha quando morreu. 3 = a hélice tríplice. 36 = o número da besta, o esquadro e o compasso e a
conclusão do ciclo da vida. River cuspindo água = o batismo de fogo.
Então, a teoria é a seguinte: o anjo se mistura com a semente do homem em uma espécie de rito
sexual conhecido como “Hierogamia” ou “Casamento Sagrado”. Em todas as religiões místicas
(Hinduísmo, Budismo Tântrico, Wicca, Mitologia Grega e até na Alquimia), a Hierogamia (ou
Hieros Gamos) é um rito sexual que encena um casamento entre um deus e uma deusa, em que os
participantes humanos representam as divindades. Também é conhecida como prostituição sagrada.
É durante este rito sexual que o espírito entra no corpo e desperta o fogo do Kundalini, ou seja, a
serpente que está enrolada na base da coluna. No misticismo oriental, o Kundalini é definido como
uma forma de energia primária, um deus ou deusa que estão adormecidos e esperando para serem
acordados. Pelo Novo Testamento, os cristãos sabem que “não há coisas boas” dentro da nossa
carne:

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem
algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo
realizar o bem. (Romanoss 7:18)
O despertar do Kundalini é o batismo de fogo. Trata-se de um conceito que remonta ao século III
a.C. O adjetivo sânscrito kundalini significa “circular”, enquanto que kunda é um substantivo que
significa “bacia” ou “pote de água”. O Tantra usa o termo kundalini significando “anel, bracelete
ou rolo de corda”. Portanto, o kundalini é a terceira cadeia de DNA, ou seja, a terceira corda que
está dentro de cada um de nós.

Diagrama dos chacras e do Kundalini em um ser humano. Note que o chacra de base está localizado
na base da coluna (ou na genitália) e é representado como um triângulo de cabeça para baixo (o pote
de água) com uma espiral ou uma serpente enrolada no centro.
A imagem de cima representa o mundo angelical (água) se misturando com o mundo terreno
(humanos) em um rito sexual conhecido como hieros gamos. A imagem de baixo, à esquerda, é uma
antiga pintura desenterrada em Xinjiang. Ela lembra o DNA e representa um homem e uma mulher
entrelaçados como duas serpentes. Note que eles estão segurando um esquadro e um compasso. A
última imagem é o caduceu alado e se trata do bastão de Hermes Trismegisto. É um bastão curto (a
coluna vertebral) entrelaçado por duas serpentes (DNA) sobrepujadas por asas (o despertar do
Kundalini, ou seja, a hélice tríplice). Na iconografia romana, ele geralmente aparecia sendo
segurado na mão esquerda de Mercúrio, o mensageiro dos deuses.
Quando o anjo (o Reino de Ferro) se mistura com a semente do homem (DNA), ele desperta a
chama do Kundalini. A serpente adormecida é então desenrolada como um pergaminho feito de
DNA na medida em que viaja pelas 33 vértebras da medula espinhal, em direção ao cérebro. A vida
começa a imitar a arte, os sonhos se tornam visões e a Luz Maçônica é ligada quando tudo parece
entrar em sincronia. O ciclo do Kundalini é então ativado junto com o DNA do Diabo. A implicação
disso é que nós temos o Livro da Vida de Deus – o DNA de duas cadeias e a Bíblia como Palavra
Viva – em oposição ao Livro da Vida do Diabo, que é a hélice tríplice (Kundalini) e a cultura/arte
popular. O condutor angelical é, na verdade, um motorista (ou mensageiro) do gene, que direciona o
código genético da hélice tríplice. Evol, então, não só representa “love” a partir do mundo
espiritual, mas também representa a evolução por intermédio do condutor do gene angelical. Ao
despertar a chama do Kundalini, um diferente degrau começa a tomar forma no DNA.

A imagem acima contém citações do livro A Conspiração Aquariana, de Marilyn Ferguson. Note
que ela menciona a biologia humana como sendo a chave da transformação, ou seja, o despertar do
Kundalini. Ela também menciona como se tornar um novo ser humano através de “novos padrões
de vida”, quando os cromossomos são divididos, formando essencialmente um novo código
genético. A metamorfose humana, como a da borboleta, é completada através da mistura de nós
mesmos com o mundo angelical. Assim como Jesus forma um novo homem dentro de você, o
espírito impuro também inicia uma transformação ou evolução para um novo homem. No caso de
River, a transformação começou antes mesmo de ele atingir a idade adulta.
Publicado em 1995, o livro Lost in Hollywood [Perdido em Hollywood], de John Glatt, relata como
River não apenas começou a fumar maconha nas filmagens de “Conta Comigo”, mas como também
ele oficialmente perdeu a virgindade. No capítulo intitulado River Catches Fire [River Captura o
Fogo], o autor escreve: “durante as filmagens, River ficou atraído por uma garota de 18 anos,
amiga dos seus pais, que se ofereceu para inciá-lo”. Diz a história que os pais dele montaram uma
“barraca do amor” no quintal, com velas e incensos, a fim de comemorar a ocasião. “Conta
Comigo” foi, no final das contas, o Ponto Azul de River. Quando o personagem de Will Wheaton,
Gordie Lachance, dispara uma arma do lado de fora do Blue Point Diner [Restaurante Ponto Azul],
ele é, simbolicamente, o códon inicial, o ponto de partida ou o primeiro mensageiro de uma
transcrição de RNA. No final do filme, ele mais uma vez dispara uma arma, representando a
interrupção do códon que essencialmente sela o destino de Chris (ou de River), completando, assim,
o ciclo.
Perceba também que Gordie fica em frente à janela com um cantil de água nas costas. Ele
representa o fluxo dos genes na evolução de River. O nome “Gordon” significa “originário da colina
de trilhas”. E “Lachance” corresponde a destino. Portanto, ele é o adivinho do novo homem, o
escritor da expressão genética (transcrição) da hélice tríplice. O filme é, acima de tudo, contado a
partir da perspectiva de Gordie.

“Conta Comigo” foi o DNA do Diabo para River, profetizado no carro azul velho pelos próprios
espíritos impuros. Além dos números localizados do lado esquerdo de River, o direito mostra um
vislumbre do futuro. Caricaturas desenhadas aparecem na ferrugem e nas sombras do carro azul,
representando três observadores, um gato preto e um coração sendo amassado por um grande
punho. À esquerda, acima do número 236, há duas faixas de tinta que lembram uma estrada ou
mesmo uma calçada. É quase como se esta cena estivesse prevendo aquela noite na Viper Room, em
que River entrou em colapso fora da boate, na calçada, rodeado por observadores, enquanto o seu
coração tinha uma parada brusca.
“Conta Comigo” possui exatamente 88 minutos de duração, um número que simboliza o ciclo do
Kundalini. Se o tempo do ciclo não for reiniciado por outro rito sexual, a serpente vai retroceder
para a boca4 do estômago – a palavra pit [abismo] aparece 88 vezes na Bíblia King James. O planeta
Mercúrio leva aproximadamente 88 dias para completar a sua órbita – Mercúrio é o mensageiro dos
deuses que carrega o caduceu na mão esquerda. A NGC 88 é uma galáxia em espiral que fica na
constelação de Fênix – nas primeiras horas de 31 de outubro de 1993, aquela espiral se desenrolou
pela última vez, completando o seu código genético.
Uma Floresta para as Árvores
Fora dos limites da cidade de Castle Rock, as árvores não são o que parecem, e os sapatos azuis de
Ray Brower não são a única coisa que elas escondem. Assim como as pistas encontradas no carro
azul, a floresta também revela as pegadas dos deuses. Em uma entrevista de 1991 para a Village
View, River faz a sua análise do filme “Garotos de Programa”, embora ele também possa ter se
referido a “Conta Comigo”:
Ontem à noite, vi o filme [Garotos de Programa] pela oitava vez. A versão final. E, na oitava vez,
finalmente entendi tudo. Entendi tudo sobre ele. A edição… tudo. O som, cada detalhe. Eu me senti
como se fosse Deus. Um paranormal. Eu sabia o suficiente para estar um passo adiantado e
entender tudo que eu não tinha enxergado antes. Sabe quando você passa a conhecer bem um
cenário? Foi uma sensação tremenda. Senti como se estivesse fazendo um filme apenas por assisti-
lo. Foi como um experimento científico, em que participei ativamente. Eu e Gus conversamos sobre
isso. Essa coisa [o filme] tem muitas vidas… ou camadas? [River ri]. Palavras como essas soam
tão imperfeitas. Mas possuem consistência. A iluminação exala cheiro.
Em 1991, tornou-se indubitável que River estava bem ciente dos sinais proféticos em camadas
contidos nos seus próprios filmes. Sua frase “a iluminação exala cheiro” sem dúvida se refere à luz
do mundo espiritual. Nas fotos abaixo, essa luz aparece como inscrições em grafite nas árvores,
fornecendo um vislumbre arrepiante do trabalho dos espíritos. As imagens foram ampliadas em
200%, e o brilho foi ajustado. Mas elas não foram alteradas.

4 Nota do tradutor: em inglês, a expressão usada para “boca do estômago” é pit of the stomach.
Foto original da cena em que os quatro garotos descobrem o corpo de Ray Brower
Como nas formas observadas nas nuvens, as imagens apresentadas abaixo revelam rostos dentro de
rostos, bem como caricaturas de desenhos animados. As imagens mudam de forma umas dentro das
outras, adquirindo uma variedade de características, e nenhuma delas aparenta estar feliz.
Na primeira figura, vemos na árvore da esquerda um gambá que lembra o personagem Flor, do
clássico da Disney “Bambi”. Próximo da cabeça do gambá, há um coração. A árvore do meio possui
várias imagens e rostos. De cima para baixo, vemos a silhueta de um rosto; uma criança que procura
manter as mãos no rosto com uma máscara azul cobrindo os olhos; um rato; um rosto com os olhos
arregalados e sem boca; e um rosto angustiado sem o olho direito.
A terceira árvore da primeira figura talvez seja a mais perturbadora. Um rosto demoníaco ou de um
troll é visto com um ponto branco cobrindo a sua boca sorridente. Abaixo dele, vemos o rosto de um
garoto sem o olho direito e com o mesmo ponto branco cobrindo a boca. A implicação disso é que o
espírito impuro, o condutor genético, assumiu a “árvore da vida” do garoto. Os rostos sem o olho
direito simbolizam a Luz Maçônica ou a “notícia” que aflige a vida das vítimas. Como a parte
esquerda do cérebro é responsável pela lógica, reconhecimento de padrões e habilidades
matemáticas, o olho esquerdo então é um símbolo das coincidências e sincronicidades que tornam
quase impossível enxergar o cenário maior. Portanto, as vítimas são incapazes de enxergar a floresta
por causa das árvores, e tentar explicar o dilema deles só vai se traduzir em confusão.
A imagem da segunda foto é a da mesma árvore que aparece à esquerda da primeira foto. Ela
fornece uma imagem melhor, em que vemos o rosto angustiado de um garoto, com sua boca
redonda formando a figura de outro garoto. Note que o coração no centro do seu peito simboliza
que tanto o seu coração quanto a sua alma foram roubados.

A imagem acima é uma versão ampliada do rosto com aparência demoníaca e do garoto sem o olho
direito. O rosto demoníaco de olhos brilhantes é, talvez, um autorretrato de um dos espíritos
impuros. A luz que cobre a boca do garoto e o rosto sorridente simboliza os sussurros desses
espíritos familiares, que parecem se manifestar através de outras pessoas. Assim, é como se as
conversas de todos estivessem de alguma forma relacionadas ao dilema inexplicável das vítimas.
À direita, está a imagem de neurônios piramidais localizados no cérebro. Um neurônio é uma célula
do sistema nervoso que processa e transmite informação através de sinais elétricos e químicos. Eles
são os componentes centrais do cérebro, da medula espinhal e do sistema nervoso central. Eles se
parecem com árvores. Como veremos mais adiante, o rito sexual conhecido como hieros gamos é
essencialmente o meio pelo qual os espíritos impuros roubam o cérebro da vítima, transformando,
assim, o seu corpo. Como um incêndio provocado na floresta, os neurônios piramidais são ligados e
controlados por um raio de luz invisível.
A imagem acima é uma foto promocional de “Conta Comigo”. Ela contém mais notícias do mundo
espiritual sobre como River vai morrer. Note que a figura à esquerda de River lembra um rosto
reptiliano que é metade branco e metade escuro. Isso simboliza a fusão de dois opostos (hieros
gamos), ou seja, o mundo angelical se misturando com o mundo terreno. Da mesma forma que os
rostos nas árvores, o olho esquerdo (o lado negro) está aberto, enquanto que o olho direito (o lado
branco) está fechado. Uma pequena cruz branca é vista no pedaço de metal azul, à direita do seu
ombro, simbolizando que ele é o Enforcado. Assim como as cruzes brancas que são colocadas nas
estradas e rodovias para indicar que houve um acidente fatal de carro naquele lugar, essa cruz
branca simboliza a cachoeira fatal de River.
Vemos mais uma vez a cruz branca em uma foto promocional do filme “O Corvo”. O ator Brandon
Lee morreu no set de filmagens, quando foi atingido no abdômen por uma pistola com defeito. É
quase como se o “X” no seu estômago estivesse sinalizando o local onde ele seria atingido. “O
Corvo” foi lançado em 13 de maio de 1994. O filme conta a história de um roqueiro, interpretado
por Lee, que é ressuscitado dos mortos para vingar a sua própria morte e também o estupro e
assassinato da sua noiva. As duas mortes ocorreram em 30 de outubro (A Noite do Diabo). Lee
morreu do lado de fora, na rua, após ter sido atirado de uma janela – talvez um paralelo proposital
com River, que morreu fora da Viper Room.
O que há em um nome?
Em toda a sua carreira de filmes, a vida de River imitou a sua arte. Vemos um padrão emergir do
nome dos personagens que ele interpretou, assim como no próprio nome dos filmes. Uma
mensagem contínua de mistura e separação do mundo angelical estabelece a evolução biológica
dele no sistema maçônico. Do seu primeiro filme (Viagem ao Mundo dos Sonhos) até o seu último
(Dark Blood [Sangue Escuro]), a conclusão do ciclo do Kundalini se torna dolorosamente
incontestável.
Em 1985, River estrelou no seu primeiro filme, “Viagem ao Mundo dos Sonhos”, interpretando o
personagem nerd Wolfgang Müller. O nome “Wolfgang”, em alemão, significa “caminho do lobo”,
uma vez que “gang” significa “jornada” ou “caminho”. O nome alemão Müller significa
“empregado”. Portanto, “Viagem ao Mundo dos Sonhos” traçou o caminho do cão na carreira de
River como ator. Os cães são símbolos dos deuses inferiores e dos espíritos impuros, ou seja, são a
imagem espelhada de um deus (god/dog)5. Um ano depois, em 1986, River é iniciado e oficialmente
pega fogo enquanto filmava “Conta Comigo”. Seu cão (ou o chamado guia espiritual) providencia a
escrita no muro (o carro azul velho). “Conta Comigo” marcou a primeira mistura de River com o
mundo angelical e o despertar da chama do Kundalini.
River estrelou em “A Costa do Mosquito”, de 1986, como Charlie Fox. O nome “Charlie” ou
“Charles” é derivado de uma palavra alemã que significa “homem livre”. Portanto, River não estava
mais misturado com o cão/deus (dog/god). “Fox” é outra referência a um cachorro, reforçando a
teoria de que River estava livre do cão. Parece que ele evoluiria novamente em 1988, quando
estrelou, como Jimmy Reardon, em “Uma Noite na Vida de Jimmy Reardon”. “Jimmy”, diminutivo
de “James” [Jacó], significa “suplantador”. A definição de suplantador é algo ou alguém que toma
indevidamente o lugar de outro. O nome “Reardon” possui origem irlandesa medieval e significa
“bardo real”. Um bardo é um poeta, um contador de histórias, um compositor musical, etc. Assim,

5 Nota do tradutor: em inglês, a palavra god (deus), lida de trás para frente, fica dog (cachorro).
“Jimmy Reardon” significa alguém ou algo que toma indevidamente o lugar de um artista. O filme
é centrado nas façanhas sexuais de Jimmy Reardon e é outra pista da evolução biológica de River.
River também estrelou como Jeff Grant no filme “Espiões Sem Rosto”, em 1988. “Jeff” ou
“Jeffery” significa “paz de Deus” ou “promessa pacífica”. “Grant” significa “concordar”, “dar” ou
“permitir”. Portanto, o significado é “uma promessa pacífica para permitir algo”, talvez um sinal
exigindo que River permita que o seu fogo seja reavivado por “Deus”. A carteira de motorista
mostrada abaixo é proveniente do filme e é outra pista, ou seja, mais notícias do mundo espiritual.

Palavras e frases como Fountain Grove [Fonte do Bosque], Mission Avenue [Avenida da Missão] e
o número 33427 são notícias ou sinais no sistema maçônico. Fonte = água, e bosque = floresta.
Portanto, Fountain Grove equivale a estar perdido na floresta depois de outro rito sexual. Ele está
em uma missão para se permitir ser regenerado antes que a sua carteira vença, ou seja, antes que ele
atinja o final do seu ciclo. 33 é um número maçônico que representa o mundo angelical e também
as 33 vértebras da coluna vertebral, por onde a chama do Kundalini viaja. O número 27 geralmente
representa a morte no mundo da cultura pop (como o clube 27). E o 4 é um número que representa o
Quarto Reino (o Reino de Ferro) e o mundo espiritual. Um estudo do número 4 na Bíblia King
James traz à luz algumas revelações. Por exemplo, Efésios 6:12 lista 4 coisas com as quais lutamos:
principados, potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade nos
lugares celestiais. No seu livro “Morais e Dogma”, o maçom do 33° grau Albert Pike descreve o
número 4 como um número espiritual que representa um deus:

Quatro era um número divino, que se referia à Divindade. E


muitas nações da Antiguidade deram a Deus um nome de quatro
letras. (Albert Pike, Morais e Dogma, pg. 634).
Portanto, o número 33427 pode ser traduzido como o seguinte aviso do mundo maçônico/espiritual:
reativar o fogo (33) e se reconectar com um deus (4) antes de se tornar o enforcado (27).
O “EO” que aparece antes do número 33427 talvez signifique Equal Opportunity [Oportunidade
Igual]. O fato de que a carteira de motorista dele vence em 1990 provavelmente simboliza o final do
seu ciclo, antes que a chama do Kundalini retroceda para a boca do estômago.

Eu quero um fim para tudo isso. Se é assim que tem de ser, eu não
me importo. Na verdade, eu preferiria cair fora enquanto estivesse
à frente. Não há necessidade de ficar além do seu tempo. (River
Phoenix, 1988).
Em 1988, River interpretou Danny Pope em “O Peso de um Passado”. Danny ou Daniel significa
“Deus julgou”. “Pope” [Papa] se refere ao líder da Igreja Católica, ao Vaticano ou, talvez ainda mais
significativamente, a um voto de celibato. Portanto, “Deus” ou o cão/deus (dog/god) julgou o
“Papa” (River), que está correndo no vazio 6. River foi indicado ao Oscar por ter interpretado Danny
Pope, mas, a julgar pelas fotos abaixo, ele estava pouco entusiasmado com a cerimônia.

River Phoenix na cerimônia do Oscar de 1989. A foto da direita mostra River fazendo uma cara
zangada antes da cerimônia.
Em 1989, River interpretou o jovem Indiana no filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”.
“Indiana” significa “terra dos índios”. No sistema maçônico, os índios são uma referência a rebeldes
e intrusos que se recusam a se submeterem às regras e, portanto, estão no vermelho. “Jones”
significa “filho de John”. O nome do pai de River é John. Deste modo, o filho de John é um índio
rebelde na sua última cruzada ou batalha. As Cruzadas foram uma série de guerras religiosas, e foi
exatamente isso que estava acontecendo na vida de River. Nas imagens abaixo (ambas são de 1989),
River está fazendo dois sinais maçônicos com as mãos – o esquadro e o compasso.

6 Nota do tradutor: o título original do filme é Running on Empty, que literalmente significa “Correndo no Vazio”.
Em 1990, River participou do filme “Te Amarei Até Te Matar”, interpretando o personagem Devo
Nod. O nome “Devo” é de origem inglesa e significa “regredir”. Os sinônimos da palavra nod
[gesto] incluem “sinal, pista e indício”. Assim, River estava declinando ou regredindo,
provavelmente por ter falhado em se reconectar com o mundo angelical. O nome do filme sugere
que o “amor” vai finalmente conduzi-lo à morte7.

River fazendo a Mão Oculta Maçônica na cerimônia do Oscar de 1989. A foto do meio mostra River
chegando na pré-estreia do filme “Batman” em 1989. E a última é uma foto de 1992.
Breve Nota Sobre a Mão Oculta Maçônica
A Mão Oculta Maçônica é um gesto tirado diretamente da Bíblia. No livro Duncan’s Masonic
Ritual and Monitor [Ritual Maçônico e Monitor de Duncan], de Malcom C. Duncan, ele descreve o
ritual da seguinte maneira:
Vocês três devem ter sido dos mais excelentes mestres, ou então não poderiam ter chegado aqui.
Mas não poderão ir mais longe sem as minhas palavras, sem o sinal e sem uma palavra de
exortação. Minhas palavras são Sem, Jafé e Adoniram. Meu sinal é este: (pôr a mão no peito). É
uma imitação de algo dado por Deus a Moisés, quando Ele o ordenou a pôr a mão no peito e,
quando a tirou, ela estava leprosa, branca como a neve. Minha palavra de exortação é uma

7 Nota do tradutor: o título original do filme é I Love You to Death, que literalmente significa “Eu te Amo até a Morte”.
explicação deste sinal, e ela é encontrada nos escritos de Moisés, a saber, o capítulo quatro do
Êxodo.
Assim como Moisés estava sob o governo de Deus, os maçons estão sob o controle de um deus
diferente através da fornicação. A mão leprosa e branca de Moisés foi instantaneamente curada por
Deus, como um sinal de que ele está sob o comando de Deus. Inverta isso e você terá como os
maçons usam a mão oculta – um consentimento em ter lepra, que, na Bíblia, é um símbolo do
pecado e da aflição espiritual. Na imagem acima, o fato de River usar a mão “oculta”(na sua
chegada à estreia do filme) implica que ele não estava leproso naquele momento.

O vocalista Michael Stipe, no clipe Losing My Religion [Perdendo Minha Religião]


O R.E.M lançou seu álbum Out of Time [Sem Tempo] em 1990. É um nome que coincide com a
carteira de motorista de River no filme Espiões sem Rosto. O vocalista e compositor, Michael Stipe,
tinha se tornado um amigo íntimo de River, e uma música neste álbum parece validar que talvez o
título do álbum foi inspirado na rebelião de River. A música Belong [Pertence] estranhamente
anuncia a morte de River quando diz que ele entrou em colapso no despontar do domingo, do lado
de fora da Viper Room. A letra fala de uma mulher que se levanta da mesa da cozinha, dobra o
jornal e desliga o rádio. Em outras palavras, ela vê os sinais e a notícia do mundo espiritual, ou seja,
a Luz Maçônica.
Belong (Out of Time) [Pertence (do álbum “Sem Tempo”)]

O mundo dela entrou em colapso no despontar do domingo


Ela se levantou da mesa da cozinha
Dobrou o jornal e desligou o rádio
Aquelas criaturas pularam as barricadas
E se dirigiram para o mar, o mar

Aquelas criaturas pularam as barricadas


E se dirigiram para o mar
Ela começou a respirar
A respirar pensando em tal liberdade
Ela parou e sussurrou para o filho, o seu pertence
Ela abraçou a criança e sussurrou
Com calma, com calma; o seu pertence

Essas barricadas aguentam tanto tempo


O mundo dela entrou em colapso no despontar do domingo
Ela pegou a criança e abraçou forte
Abriu a janela
Respirou esta música, demoradamente
E ela conhecia, conhecia; o seu pertence

A implicação é que River, junto com seus amigos e familiares, conhecia o seu destino pré-
determinado por intermédio das notícias do mundo espiritual. As barricadas citadas na música são
possivelmente uma referência para retroceder o relógio e reiniciar o código genético do destino. As
criaturas talvez sejam uma referência ao DNA de cadeia tripla (ou células), e o mar, uma referência
ao corpo humano, que é constituído por cerca de 60% de água. O sal representa cerca de 4% do
peso do corpo a uma concentração bastante semelhante à da água do mar. Portanto, as criaturas
estão se dirigindo para o mar. Em outras palavras, é a tradução da versão do DNA do condutor
angelical.

A capa da revista mostra mais da Luz Maçônica no título do artigo, In Deep [A Fundo]. O
significado deste “a fundo” é que River estava em águas profundas ou, mais precisamente, estava
correndo perigo de encontrar o seu tão divulgado destino.
River não alcançou a meta de pertencer a um sistema governado pela devassidão e pela perversão.
Uma vez ele comentou, na matéria acima da revista Details [Detalhes], que perdeu a virgindade aos
quatro anos. Quando perguntado se havia alguma coisa que ele fez quanto tinha pouca idade e pela
qual esperou muito, ele respondeu: “sim – fazer amor”. E ele explicou que, desde então, nunca mais
tinha feito. Esse comentário foi depois reportado como uma brincadeira. Desde os dias dos abusos
sexuais que ele alegou ter sofrido nas mãos da seita religiosa “Meninos de Deus”, a vida de River
verdadeiramente se tornou um ciclo completo. Diante de uma pressão cada vez maior (chantagem
sexual) de se juntar ao mundo angelical, River estava cada vez menos propenso de pertencer a tal
mundo.
Ele atuou no filme “Apostando no Amor”, de 1991, interpretando Eddie Birdlace. Eddie ou Edward
significa “rico em amizade”, e bird [pássaro] simboliza espíritos/anjos. Lace é um tipo de tecido
fabricado em um padrão que o assemelha a uma rede. Portanto, River está preso pelos espíritos em
uma rede e ele e seus amigos estão lutando contra os cães8 (espíritos).
Em 1991, ele também interpretou o personagem Mike Waters em “Garotos de Programa”, um filme
de Gus Van Sant. Mike ou Michael [Miguel] significa “quem é como Deus?” O sobrenome
“Waters” se refere ao mundo espiritual, bem como à chama de Kundalini. Deste modo, o nome
“Mike Waters” simboliza o mundo angelical se misturando com a semente dos homens. River
interpreta um garoto de programa no filme, o que também é um símbolo do rito sexual, o hieros
gamos ou prostituição sagrada. Depois de cada encontro sexual, o personagem de River desmaia
devido a algo conhecido como narcolepsia, que é uma desordem neurológica que causa sono e
episódios parecidos com ataques epiléticos. Como veremos, a chama do Kundalini causa esses
mesmos sintomas quando viaja rumo à glândula pineal. Essa glândula, por meio de ritmos
circadianos (relógio biológico) é responsável por controlar os ciclos do sono. Os ritmos são, na

8 Nota do tradutor: o título original do filme é Dogfight, que literalmente significa “Luta de Cães”.
verdade, controlados (entram em sincronia com algo) e podem ser reiniciados ao serem submetidos
a estímulos externos, tais como luz, calor ou, neste caso, o condutor angelical (literalmente
“iluminação”). O estímulo externo usado para controlar um ritmo é chamado de Zeitgeber, que
literalmente significa “doador de tempo”. Uma vez que a chama do Kundalini é acesa, as vítimas se
tornam fisicamente controladas pelo condutor angelical, o qual, por sua vez, torna-se, de certa
forma, o deus delas (o doador de tempo ou a luz). O corpo físico se torna controlado pelo Zeitgeber,
quando o mundo inteiro parece entrar em sincronia.
A palavra “Idaho” é derivada de um termo da língua Shoshone e significa “o sol vem das
montanhas”. O nome do filme9, então, pode ser traduzido como “Minha Luz Particular” ou “Meu
Deus Particular”. Além disso, se compararmos as montanhas com o cérebro humano, o “sol” ou
“luz” na verdade vem do cérebro ou, mais especificamente, dos neurônios piramidais. O nome
“Mike Waters”, portanto, implica que os seres humanos se tornam como deuses depois de se
misturarem com o mundo angelical. Eles se tornam a sua própria luz particular. É daí que vem a
mentira da serpente no jardim: “se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus”.

River Phoenix e Keanu Reeves em “Garotos de Programa”. Note a fonte de água com as palavras
The Coming of the White Man [A Chegada do Homem Branco] gravadas na pedra. A água está
saindo da boca de um gato, ao lado da inscrição. Trata-se de mais simbolismo da chama do
Kundalini, desencadeada por um rito sexual. Os gatos geralmente simbolizam algum tipo de
fornicação.
Quando River gravava “Garotos de Programa”, ele estava bem ciente da sua morte premeditada. É
seguro considerar que ele sabia como, quando e onde aconteceria. Embora a Viper Room ainda não
existisse, ficou aparente na sua música (que examinaremos mais adiante) que ele sabia que entraria
em colapso do lado de fora de algum lugar de Los Angeles. É difícil dizer o quanto ele tinha
controle sobre o seu personagem em “Garotos de Programa”. Mas duas cenas em particular
colocam em questão o quanto foi planejado e o quanto acabou sendo “coincidência”. Em outras
palavras, quem estava no volante, River ou “a luz”?

9 Nota do tradutor: o título original do filme é My Own Private Idaho, que literalmente significa “Minha Idaho
Particular”.
Na cena acima, River assiste a um episódio de Halloween dos Simpsons, em que Homer é abduzido
por alienígenas. Note a janela de vidro ao fundo e o número 4 na sua manga. A abdução alienígena
(ou nave-mãe) é um símbolo do condutor angelical assumindo o volante e finalmente matando
River. Janelas são símbolos do mundo espiritual, assim como o número 4, conforme já
mencionamos. O fato de que ele está assistindo TV é um símbolo da programação profética (as
notícias e os sinais) associada com a Luz Maçônica. Assim como os exemplos da cultura pop que
previram os ataques de 11/9 às Torres Gêmeas, as imagens acima também são exemplos desse
conceito.

A cena final do filme talvez seja a mais perturbadora e representativa do personagem de River,
quando ele tem um desmaio narcoléptico no acostamento da estrada. Um caminhão para enquanto
ele está inconsciente e rouba sua mochila e seus sapatos. Esta cena, como muitas pessoas
observaram, assustadoramente lembra como River morreu do lado de fora da Viper Room. O
caminhão no filme pode ser interpretado como o condutor angelical tomando não os seus pertences,
mas a sua vida. Note também que ele está usando uma camiseta azul com uma gola
dourada/amarela – o dourado é um símbolo da conclusão do ciclo de Kundalini, portanto, é a
aliança dourada do casamento sagrado.
As fotos mostradas acima parecem contar uma história. Na primeira, ele faz a mão oculta com a sua
mão direita e forma um ângulo reto com a mão esquerda, enquanto tapa o olho esquerdo. Isso pode
ser um indício de que ele podia enxergar o cenário maior, que não estava mais perdido em um
labirinto caótico de sinais e notícias. A mão oculta e o ângulo reto são, naturalmente, símbolos
maçônicos. Na segunda foto, ele puxa a mão de dentro do casaco, tira a outra mão do olho e aponta
o antebraço para baixo, formando um ângulo reto. Esse ângulo reto invertido talvez signifique a
conclusão de um ciclo, ou seja, a habilidade dele de enxergar o cenário maior. Na terceira foto,
River não olha para a câmera e põe a mão direita no coração, o que talvez signifique que ficar fora
da luz (ou seja, da notícia do mundo espiritual capturada através das lentes de uma câmera) preserva
o coração e a alma.

Acredito muito nos índios nativos da América, que eram os


proprietários dessa terra. A ideia deles é que uma foto podia
capturar a sua alma. (River Phoenix, 1991).
Nas duas fotos abaixo, está algo que é conhecido não oficialmente como A História Rolling Stone.
Temos ali dois iniciados mostrando a mão oculta. Um deles morreu no clube noturno do outro
exatamente dois anos depois. Ambas as fotos são de edições de 1991 da Revista Rolling Stone.
Johnny Depp apareceu na capa da edição de 10 de janeiro, enquanto River apareceu em um anúncio
contido na edição de 31 de outubro. Os dois estão vestidos com trajes semelhantes. Johnny de azul,
e River, de vermelho.

O casaco vermelho de River significa o seu fracasso em fazer parte do fogo, bem como o
enfraquecimento da chama. Enquanto uma chama azul indica um fogo extremamente forte, uma
chama vermelha é bem fraca e indica um fogo que está se ajustando e vai enfraquecendo até se
apagar. Note que a frase no canto superior esquerdo da foto (com o nome de River em vermelho)
está em conformidade com esta teoria: “River Phoenix está se ajustando bem, dentro e fora da
tela”. A cor vermelha também simboliza sangue, perigo e morte. Johnny está vestido de azul, o que
indica que ele reacendeu a chama do Kundalini. A frase Let if Flow [Deixe que Flua] posta
transversalmente na foto de River também é bastante significativa. Levando em conta que essa
imagem apareceu em uma edição de 31 de outubro da revista, vamos agora decifrar o seu
simbolismo disposto em camadas.
O “F” comprido e exagerado em Flow [Fluir] forma um “X” com o corpo de River. “F” significa
fogo e também destino [fortune, em inglês] e representa a chama [flame, em inglês] do Kundalini
acesa pelo casamento sagrado, ou seja, pela mistura dos anjos com os seres humanos. A letra está
em dourado, cor que representa iluminação, eletricidade e também a aliança dourada do casamento
sagrado. A aliança dourada também simboliza a conclusão do ciclo de Kundalini e do ciclo da vida.
Resumindo, a serpente do Kundalini vai subir da boca do estômago, viajar pela coluna e cumprir a
profecia, atacando o coração de River. A aliança dourada (ou ciclo do destino) é então concluída nas
primeiras horas do Halloween. A palavra flow [fluir] indica o fluxo de eletricidade por todo o corpo
de River ou o fluxo espiritual da água. Note também que o “X” está posto no abdômen de River,
como na foto de Brandon Lee. Assim, o “X” sinaliza o local onde a serpente (a Viper10) irá se
levantar do abismo pela última vez. A letra “X” também representa um dos dois cromossomos
determinadores do sexo encontrados em cada célula.

A arte do álbum Automatic for the People [Automatização para as Pessoas], do R.E.M., mostra uma
estrela de ferro. Em Daniel, capítulo 2, está profetizado que o Reino de Ferro (o mundo angelical)
vai se misturar com a semente dos homens. O simbolismo implica que o que está acontecendo na
indústria do entretenimento deve acontecer com o resto da humanidade – automatização para as
pessoas, ou seja, condutores angelicais para as massas. A foto da direita consta no livreto que
acompanha o álbum e mostra Michael Stipe no oceano.
O R.E.M. lançou o seu oitavo álbum de estúdio, Automatic for the People, em outubro de 1992.
Muitas das músicas falam de perdas e lamentos, mas a música intitulada Monty Got a Raw Deal
[Monty Fez um Acordo Injusto] é de particular interesse, pois, sem dúvida, foi escrita para River. A
letra pinta o mesmo cenário que temos discutido até aqui, que, francamente, é o de River ter feito
um acordo injusto.
A letra começa com a frase “Monty, isso me parece estranho, os filmes têm essa coisa esquisita”,
muito provavelmente se referindo aos sinais e notícias encontradas nos filmes de River, como
também ao fato de a vida dele ter imitado a sua arte. A música também menciona uma “aliança de
boas-vindas”, quando Stipe canta “o que não faz sentido tem uma aliança de boas-vindas, e os
heróis não surgem com facilidade”. Isso possivelmente se refere ao ciclo de tempo ou, mais
especificamente, ao reinício do relógio antes de chegar ao pequeno vagão vermelho no fim do trem.
O códon de parada do RNA é também chamado de códon sem sentido, o qual sinaliza o término da
tradução genética. Temos outra referência ao tempo quando Stipes canta “mas a virtude não é tudo,
então não perca tempo”. A palavra “virtude”, significando “altos padrões morais”, refere-se à
aparente recusa de River em se reconectar com o mundo angelical.

10 Nota do tradutor: em inglês, a palavra viper significa “víbora”.


A música também menciona Mischief [Malícia], usada como nome próprio, como no trecho
“Mischief propôs um acordo injusto, Monty passar despercebido”. Essa é uma possível referência
aos espíritos, assim como às pessoas (embora elas permaneçam bem escondidas) responsáveis por
conjurá-los. A segunda ocorrência, na música, de “algo que não faz sentido” (agora, não fazer
sentido não é novidade para mim, conheço a minha cabeça e os meus pés) pode estar se referindo à
aparente amnésia que as vítimas sofrem se perderem a consciência a partir do fogo do Kundalini.
Stipe faz referência ao Enforcado quando canta “eu te vi amarrado em uma árvore”. Mais adiante,
sob uma música com toques indígenas ao fundo, ele canta o refrão e avisa “você não quer essa
compaixão, não desperdice o seu fôlego pelo cinema”. Também ouvimos a frase “vi o oceano se
encontrar com o homem, eu te vi enterrado na areia”, o que mais uma vez indica que River não
estava jogando de acordo com as regras. A letra também afirma que “os heróis não surgem com
facilidade”, o que é uma consideração precisa, apesar de que os verdadeiros heróis vivem e morrem
em busca da liberdade.
Em 1992, River mostrava indícios de estar temendo pela sua vida, ou, pelo menos, de não querer
ficar sozinho. Parece que ele estava indo com frequência à casa dos seus amigos. Ele teria ficado na
casa de Flea (do Red Hot Chili Peppers), de Dan Aykroyd e de William Richert, enquanto filmava
“Quebra de Sigilo”. Durante as filmagens de “O Espírito do Silêncio”, ele passou a maior parte do
tempo no trailer de Richard Harris, em vez de ficar no seu. Harris uma vez relatou: “ele batia na
minha porta e perguntava se podia vir dormir ali”.
River desempenhou um papel importante em “Quebra de Sigilo”, interpretando um nerd do
computador chamado Carl Arbogast, que na verdade foi uma pessoa real, conhecida pelo chamado
“Método Arbogast”, usado na silvicultura. A silvicultura é a prática de controlar o crescimento das
florestas, e Arbogast era conhecido pelo seu método de seleção de corte, que é uma prática de ceifar
árvores. Em outras palavras, a “Árvore da Vida” de River estava prestes a ser selecionada para ser
cortada. Outro detalhe interessante é o anagrama no filme, Setec Astronomy, que é traduzido pela
equipe de hackers como Too Many Secrets [Muitos Segredos]. “Setec Astronomy” parece ser outra
referência velada ao sistema maçônico, com “Setec” sendo traduzido como sea technology
[tecnologia marítima]. A palavra “tecnologia” literalmente significa “ciência do ofício” e, neste
contexto, refere-se ao ofício da água ou, mais precisamente, ao ofício dos espíritos. “Astronomy”
[Astronomia], naturalmente, refere-se ao estudo dos astros. Como todos sabem, o sistema maçônico
possui muitos segredos. Como veremos mais adiante, o próprio nome de River contém um
anagrama profético. O nome do filme11 também confirma a teoria de que River não estava mais sob
o controle de um condutor angelical.

11 Nota do tradutor: o título original do filme é Sneakers, que, dentre os seus vários sentidos, pode ser traduzido como
“Tênis de Corrida”.
Na primavera de 1992, ele gravou um filme de baixo orçamento, “O Espírito do Silêncio”, tendo
estrelado como Talbot Roe, ao lado de Richard Harris. A palavra “Talbot” se refere a uma raça
extinta de cães de cor clara. Já “Roe” quer dizer “ovos de peixe”. O nome implica que o cão/deus
(dog/god) de River, ou o seu condutor angelical, eram coisas do passado e que ele tinha regredido.
Na verdade, muito parecida com o peixe de Darwin, a regressão de River o levou de volta ao seu
nascimento. Em uma cruel reviravolta do destino, “O Espírito do Silêncio” só foi lançado em 1994,
após a morte de River, que se tornou um cachorro extinto de cor branca cuja linguagem 12 foi
silenciada para sempre. Mas, como afirma o cartaz do filme, a justiça nunca pode ser silenciada
(justice can never be silenced).

A piada é sobre as massas que estão de mãos dadas e de joelhos


diante da cruz e da bandeira, porque eles estão cruzando linhas.
Penso que toda essa Nova Ordem Mundial é real, uma ideia real e
terrível. (River Phoenix, 1993).
Em 1993, River se tornou mais franco com relação às suas opiniões políticas. A citação acima
parece concordar com a ideia de que o que está acontecendo na indústria do entretenimento vai
acontecer algum dia com a humanidade. As convicções religiosas das pessoas (especialmente os
cristãos) serão postas à prova quando os seus pecados de fornicação os fizerem sentir o que os
outros sentem. Alguém poderia dizer que o despertar do Kundalini será um catalisador para a Nova
Ordem Mundial. As linhas que estão sendo cruzadas não são apenas geográficas, mas também
genéticas.

12 Nota do tradutor: o título original do filme é Silent Tongue, que literalmente significa “Linguagem Silenciosa”.
Uma nova administração é apenas uma administração. Para chegar
lá, você tem que descer até o inferno algumas vezes durante a
caminhada. (River Phoenix, 1993).
De fato, os políticos (tais como os republicanos e democratas) estão bem cientes da iniciação
espiritual necessária para subir a escada do sucesso. Os teóricos da conspiração que discursam e
criticam o controle mental do governo e a imunidade deles a tais táticas não estão te contando toda a
verdade.
O Filho da Viúva
River estrelou como um cantor country problemático chamado James Wright no seu último filme
completo, “Um Sonho, Dois Amores”, lançado em 1993. Como mencionado anteriormente, o nome
“James” [Jacó] significa “suplantador”, ou seja, algo ou alguém que toma indevidamente o lugar de
outro. O sobrenome “Wright” significa “fabricante” ou “construtor” ou, no caso de River, um
arquiteto. Talvez o ritual maçônico mais conhecido é aquele relacionado a Hiram Abiff, o arquiteto
assassinado, também conhecido como “O Filho da Viúva”. Na Maçonaria, Hiram é apresentado
como o arquiteto chefe do Templo do Rei Salomão. Ele é então assassinado no Templo por três
rufiões que tentaram forcá-lo a revelar os segredos maçônicos. Os temas dessa alegoria são a
importância da fidelidade e a certeza da morte. Como veremos, River era Hiram Abiff, morto em
um assassinato ritualístico por mãos invisíveis.

Publicado em 1919 por William Harvey, grão-mestre provincial de Forfarshire, na Escócia, o livro
The Story of Hiram Abiff [A História de Hiram Abiff] descreve Hiram como um descendente de
Caim, que trabalhava com metais. De acordo com a alegoria maçônica, Hiram era amado por
poucos e odiado por muitos, incluindo o Rei Salomão. Com ciúmes do afeto da rainha por Hiram,
Salomão “se organizou para destruir esse afeto e preparar a humilhação e ruína do seu rival” . Ele
contratou três colegas para sabotarem o trabalho com metais de Hiram, “planejando que a fundição
do mar de bronze, que elevaria a glória de Hiram até as maiores alturas, fosse tornada um
fracasso. O dia da fundição chegou, e a Rainha de Sabá estava presente. As portas que encerravam
o metal fundido foram abertas, e torrentes de fogo líquido foram derramadas no molde em que o
mar de bronze adquiriria a sua forma. Mas o metal líquido escorreu como lava para fora do molde.
A multidão aterrorizada fugiu do grande fogo que se formou, enquanto Hiram, calmo como um
deus, tentou conter o avanço das chamas com pesadas colunas de água, mas sem sucesso”.
Essa alegoria foi essencialmente o que aconteceu com River naquele Halloween. As portas que
encerravam o metal fundido podem ser interpretadas como membranas celulares, com o metal
fundido sendo proteínas e o molde sendo o corpo humano (barro). As portas que encerravam o
metal fundido foram abertas, ou seja, arrombadas pelo condutor do gene angelical. Assim como na
música Belong, do R.E.M., “aquelas criaturas pularam as barricadas e se dirigiram para o mar”.
Hiram permaneceu calmo como um deus, usando pesadas colunas de água, mas sem sucesso. Ao
despertar ou reativar a chama do Kundalini, ocorre uma desidratação rápida e degenerativa, e a
água, embora necessária, parece potencializar a experiência. A alegoria continua sendo descrita da
seguinte forma:
Hiram então ouve uma voz estranha vinda do alto e ele contempla uma figura humana gigantesca.
A aparição diz: “Venha, meu filho, não temas, eu te tornei imune ao fogo, vá para as chamas”.
Hiram então se atira na fornalha e, onde outros teriam encontrado a morte, ele experimentou
deleites inefáveis e, atraído por uma força irresistível, não podia sair dali, e perguntou àquele que
o atraiu para o abismo: “quem é você?” “Eu sou o pai dos teus pais”, foi a resposta, “eu sou
Tubalcaim”. Tubalcaim levou Hiram para o santuário de fogo e para a presença de Caim, o
genitor da sua raça. [Quando Hiram volta para a terra, é-lhe dado um martelo, sobre o qual
Tubalcaim explica]: “graças a este martelo e à ajuda do gênio do fogo, realizarás rapidamente o
trabalho que ficou inacabado por causa da estupidez e da malignidade do homem”.
E assim os maçons estão finalizando hoje o trabalho dos gigantes ao se misturarem com o mundo
angelical e, com isso, despertando a chama do Kundalini, o gênio do fogo ou a hélice tríplice. De
acordo com a alegoria, quando Hiram Abiff volta para a terra, Salomão, cheio de ciúmes, ordena
aos seus três rufiões que o matem. Ele é então ressuscitado sete dias depois. É importante notar que,
conforme a Bíblia, Jesus é da linhagem de Salomão, enquanto Hiram Abiff (segundo a alegoria
maçônica) é da linhagem dos gigantes, que eles sugerem ser de Caim. Como veremos mais à frente,
isso pode não estar muito distante da verdade.
O personagem de River em “Um Sonho, Dois Amores”, James (o suplantador) Wright (o arquiteto)
é alguém talentoso, embora indesejável, assim como Hiram Abiff. Esse nome também implica que
River foi mais uma vez reconciliado com o condutor angelical e logo experimentaria o gênio do
fogo pela última vez. Durante as filmagens, River teve um relacionamento amoroso com a atriz
Samantha Mathis. Pode-se supor que a coisa chamada amor13 (love/evol) foi o que acabou o
levando à morte.

13 Nota do tradutor: o título original do filme é The Thing Called Love, que literalmente significa “A Coisa Chamada
Amor”.
Antes de cortar o cabelo para filmar “Dark Blood”, River apareceu nesta última foto, tirada pelo
fotógrafo Michael Tighe. Na foto do canto superior esquerdo, vemos uma imagem do Olho de
Hórus, com o reflexo no chão formando a parte de baixo do olho. Amuletos funerários eram
frequentemente feitos com o formato do Olho de Hórus, que era o filho divino de Osíris e Ísis. À
direita, vemos o que parece formar a letra “M” de maçom, quando ele está abaixado nesta foto de
capa da Revista Detour [Desvio]. As imagens em preto e branco são também um símbolo da fusão
de dois opostos. Dois meses depois de essa foto ser tirada, a vida de River faria o seu último desvio.
Como se estivesse se preparando para morrer, River assinou o seu testamento com um procurador
em fevereiro de 1993. Alguns meses depois, em junho de 1993, ele mudou o sobrenome na sua
certidão de nascimento, de Bottom para Phoenix, talvez com a esperança de que o nome “River
Phoenix” fosse dotado de mais promessas do que “River Bottom”, pois a fênix, no final das contas,
ergue-se das próprias cinzas. Mas o sobrenome “Bottom” parecia fortalecer a maldição do
Kundalini. Ele comemorou o seu aniversário de 23 anos em 23 de agosto de 1993. Foi também no
mês de agosto que a Viper Room celebrou sua grande inauguração, no número 8852 da Sunset
Boulevard (8+8+5+2=23). River tinha um total de 23 filmes e créditos na TV. E, para acrescentar
lenha na fogueira genética, cada indivíduo contribui com 23 dos 46 cromossomos do corpo humano.
As fotos mostradas abaixo também foram tiradas para a Revista Detour. River, vestido todo de
preto, posa como o Enforcado. Se precisarmos de mais provas de que ele sabia qual era o seu
destino, essas duas fotos cumprem esse papel.
River não só imita o Enforcado da carta do tarô, mas também o Diabo. A profecia predita no carro
azul de “Conta Comigo” logo se tornaria realidade.

Antes de partir para o deserto de Utah a fim de gravar “Dark Blood”, River visitou o seu pai na
Costa Rica, que teria implorado que ele deixasse a indústria do cinema. Embora digam que ele
concordara, River já tinha assinado o contrato para atuar como o repórter em “Entrevista com o
Vampiro”, de Anne Rice. Ele morreu quatro semanas antes do começo das filmagens, e o papel
ficou com Christian Slater. O filme traz uma dedicação a River, após os créditos finais. Apesar de
todos os sinais proféticos, River parecia manter um fio de esperança.
A última foto conhecida de River, tirada nas filmagens de “Dark Blood”, no deserto de Utah.
No começo de setembro, River voou para o deserto de Utah, a fim de dar início às filmagens de
“Dark Blood”. Como veremos, esse filme completa o ciclo de Kundalini de River e o leva de volta
para onde tudo começou – “Conta Comigo”. Seu estilo de atuação é uma reminiscência do
personagem Chris Chambers, com o seu jeito e expressões faciais transmitindo uma espécie de
inocência melancólica. No filme, seu personagem é simplesmente chamado de “Garoto”, um jovem
viúvo (lembrando o Filho da Viúva) que mora sozinho no deserto, esperando o mundo acabar. Ele
resgata um casal de Hollywood, Harry e Buffy, quando o carro deles (um Bentley) estraga e estão
com extrema necessidade de água. As coisas rapidamente se agitam entre eles e, no final, Harry
mata o Garoto com uma machadada na cabeça.

Os paralelos com a vida de River são os seguintes: o deserto representa a falta de água, ou seja, um
condutor angelical. River parece ter passado toda a sua carreira fugindo da água de Hollywood e se
recusando a se reconciliar com o mundo espiritual. O Garoto tem um cachorro preto que, no filme,
fica lhe seguindo como uma sombra. Debaixo de onde o cachorro dorme, o Garoto pendura fotos
pornográficas de mulheres (uma delas é de Buffy), significando que o cachorro é, na verdade, um
espírito. Posteriormente, o Garoto tem relações sexuais com Buffy e, logo em seguida, ele e seu
cachorro são mortos por Harry. O filme acaba com a casa do Garoto pegando fogo e com o casal de
Hollywood indo embora de carro. Assumindo que River e Samantha estavam tendo um
relacionamento amoroso, ele mais uma vez foi reconciliado com o “cão” e morreu no Halloween
após reativar a chama do Kundalini. Portanto, a sua casa foi queimada pelo cão/deus (dog/god).
O personagem chamado Harry completa o ciclo da estrada Back Harlow de “Conta Comigo”. É
Harry quem mata o Garoto em “Dark Blood” e, em “Conta Comigo”, o corpo de Ray Brower é
encontrado fora da estrada Back Harlow. Juntando esses dois nomes, uma rápida pesquisa no
Google para “Harry Harlow” traz como resultado um psicólogo (bastante cruel) nascido em 31 de
outubro de 1905. O intervalo entre 1905 e 1993 é de 88 anos. Assim, “Harry Harlow” nos leva de
volta a “Conta Comigo” e completa o ciclo do Kundalini. O nome “Harlow” significa “campo das
lebres”, portanto, “Conta Comigo” foi o coelho branco que conduziu River pelo buraco (de volta à
estrada Back Harlow) para encontrar o seu “destino”. Em “Dark Blood”, Harry pode ser
interpretado como sendo o coelho branco. No filme, ele vive reclamando sobre a necessidade de
estar em algum lugar, está sempre com pressa e fica constantemente olhando para o relógio. Em
uma cena, ele até diz “o que é isso, um enigma? Alice no País das Maravilhas?” Em outra cena, ele
tenta roubar as chaves do carro do Garoto, que estão adornadas com um pé de coelho.

Quando Harry e o Garoto saem para caçar, o Garoto diz que Harry atira muito bem, depois de
perguntar no que ele tem atirado. Quando Harry diz “em alguns coelhos”, o Garoto responde
“hum, coelhos, gosto disso”. Nessa mesma cena, ele depois diz ao Garoto “acho que você vai
aprender que as feridas mais profundas são aquelas autoinfligidas”. O significado de profundo
aqui é que a culpa é de Alice por ter ido atrás do coelho branco. No caso de River, isso implica que
ele ateou fogo em si próprio. Na imagem acima, Harry está segurando um maço de cigarros de cor
dourada, significando que o coelho branco é na verdade o ciclo dourado que acendeu a chama do
Kundalini. Portanto, todos aqueles sinais, pistas, notícias e a luz – são essencialmente o coelho
branco. Trata-se de um assédio psicológico e das peças de um jogo mental indescritível. Harry é o
coelho branco que, no final, mata River. Ele é o trem que atingiu Ray Brower, deixando-o sem os
seus sapatos azuis.
Quando Harry e Buffy dirigem para longe da cena do crime, vemos um relógio dourado no visor
solar, acima da cabeça de Harry. O coelho branco (um Coelho da Playboy) aparece no retrovisor,
significando que o ciclo está completo.

O personagem de River se parece mesmo com Ray Brower. Ambos estão usando camisa xadrez,
tem o cabelo curto e um machucado no lado direito da cabeça – assim como o Filho da Viúva.
Depois de pular no mar de lava (a chama do Kundalini), Hiram Abiff é informado por Tubalcaim
para que termine de construir o Templo de Salomão. Ele é então morto no Templo com um golpe na
cabeça. Essa alegoria implica que ele é o arquiteto do seu próprio destino, pois, se não tivesse
terminado de construir o Templo, talvez não tivesse despertado o ciúme de Salomão e, assim, não
teria sido morto pelos três rufiões. O Templo pode ser interpretado não apenas como um corpo
humano, mas também como uma oficina de trabalho. Também é significativo notar que “Conta
Comigo” e “Dark Blood” são os dois únicos filmes em que o personagem de River morre. O cabelo
curto e preto dele até parece a roupa de uma viúva em “Dark Blood” e, quando chega o Halloween,
os três rufiões (a hélice tríplice) o atacam no seu próprio templo.
Em uma cena do filme, o Garoto leva Buffy e Harry para uma caverna que ele transformou em um
refúgio. Decorada com uma pirâmide de bonecos indígenas (seres espirituais) que o garoto chama
de amigos, a caverna também contém livros em prateleiras amarradas com cordas e iluminadas por
velas brancas. Cada livro possui sua própria prateleira e vela. Os livros simbolizam a construção do
templo dele, e as cordas simbolizam a conclusão de cada capítulo, como os vagões de um trem ou
os tijolos de um muro. Os livros iluminados simbolizam a corrente dourada do ciclo do Kundalini.
Os nomes dos livros também são bastante reveladores. No canto superior esquerdo, vemos um
chamado “Judas”, outro sobre psicologia e, na imagem do lado, há um livro chamado Sexercises
[Exercícios Sexuais]. Um outro se chama Water Music [Música da Água] e, do lado dele, há um
chamado “Jazz”. O Jazz, assim como o Blues e o Rock, são estilos famosos por usarem o trítono,
que é um intervalo de três tons, também conhecido como o intervalo do diabo. Nas imagens abaixo,
aparece um livro intitulado Lessons in Truth [Lições de Verdade], com uma grande flecha vermelha
e, embaixo, há um chamado Living with Chronic Illness [Vivendo com Doenças Crônicas]. O
último livro mostrado contém a imagem de um homem que tem bastante semelhança com o Garoto.
A vela possui uma chama verde ou esmeralda, significando que é o fim da estrada de tijolos
amarelos, ou seja, a conclusão do ciclo do Kundalini. Note também o círculo em volta da cabeça do
homem.
De “Judas” (o desertor), passando por “Sexercises” (o casamento sagrado), “Water Music” (os
sinais e as notícias), “Jazz” (a hélice tríplice) e “Lessons in Truth” (o fim da estrada), esses livros
contam a história de uma vida comandada pelo sistema maçônico – um campo minado psicológico
com ramificações físicas.

Alguém vai morrer neste filme. (River Phoenix, 1993).


Durante as filmagens de “Dark Blood”, River teria comentado que alguém morreria naquele filme,
embora isso tenha sido interpretado como uma referência às condições climáticas extremas que eles
estavam enfrentando. River continuou escrevendo músicas enquanto estava em Utah e mandava as
letras por fax para o seu estúdio. Mark Pinske, engenheiro de som, comentou: “Foi bastante
assustador. As letras estavam na caligrafia dele e falavam de morte e passagem para o outro lado.
Acho que ele estava tentando transmitir uma mensagem a alguém”. Assim como a sua arte
imitando a sua vida, os sonhos de River também se tornaram realidade. No livro Lost in Hollywood
[Perdido em Hollywood], de John Glatt, Abby Rude (um amigo da família) relata o seguinte a
respeito de uma conversa que teve com a mãe de River: “a mãe dele me disse que, quando River
era um garotinho, ele costumava acordar no meio da noite e correr até ela, dizendo: ‘eles estão
tentando me levar. Eles me querem de volta’. E ela dizia: ‘Está tudo bem. São anjos bons. Eles não
vão te machucar’”.
Parece que River passou a maior parte da sua carreira fugindo desses anjos. No último dia que ele
gravou, no sábado, 30 de outubro, a luz do mundo espiritual iluminou o destino de River pela última
vez. Quando o diretor anunciou “feito por hoje”, o cinegrafista Ed Lachman relatou ter esquecido
de desligar a câmera. Ele disse: “por dez segundos, River ficou na frente da câmera. Era apenas
uma silhueta iluminada pela luz do ambiente”. Após ver a filmagem, o diretor George Sluizer fez o
seguinte comentário: “Foi assustador. Dava para ver River caminhando na escuridão por cerca de
um minuto até finalmente desaparecer”. Algumas horas depois, ao chegar à Viper Room, a vida
imitaria a arte pela última vez, quando River caiu do lado de fora e desapareceu na escuridão.
A Última Noite em Questão
De acordo com o relatório da autópsia, River ingeriu 8 vezes a quantidade letal de cocaína e 4 vezes
a de heroína – uma quantidade absurda de drogas. Levando em conta tudo o que foi apresentado até
aqui (notícias, sinais e pistas), temos mesmo de acreditar que River não tomou cuidado naquela
noite e se entupiu de drogas? Quando pesquisamos, a última noite em que River estava vivo soa
como o final de um episódio do Scooby-Doo – vai depender do narrador, pois cada versão
apresentada é diferente.

Atuar é como pôr uma máscara de Halloween. (River Phoenix).


Os relatos daquela última noite são contraditórios até mesmo no que diz respeito à chegada de River
ao clube. Sua irmã mais nova, Rain, e o seu irmão Joaquin viajaram naquela noite para se juntarem
a ele e a Samantha Mathis no Hotel Nikko. Embora algumas versões afirmem que ele estava
festejando no quarto do hotel, cheirando cocaína, fumando maconha, bebendo champanhe e
dançando sozinho, seu irmão nega essas alegações:
Ouvi coisas sobre a noite em que River morreu, de que ele estava festejando e tudo mais. Nada tão
mentiroso. Naquela noite, nós estávamos juntos. Ele estava só tocando guitarra. Ele queria me
mostrar uma música nova e… eu quis sair para ver o Flea, pois nunca o tinha visto tocar. River
queria ficar em casa, curtir, tocar guitarra. Fui eu quem quis sair, e ele queria ter certeza de que eu
ia ficar bem. E agora aparece um cara afirmando que era um grande amigo de River. Não sei quem
é ele, e nem ninguém sabe, e ele fica dizendo toda essa besteira. É por isso que tenho sido relutante
em compartilhar alguma coisa. (Joaquin Phoenix, Revista Movieline).
Em uma entrevista ao escritor Gavin Edwards, William Richert relatou o que Mathis disse a ele em
1993. Ela também afirmou que River não queria sair naquela noite e tinha se oferecido para tomar
conta do irmão e da irmã dele, uma vez que Joaquin ainda era menor de idade. River então mudou
de ideia no último minuto e correu para encontrá-los no elevador. Abby Rude também estava no
hotel naquela noite, mas não foi com eles para o clube. Antes de ir, River teria dito algo a ela e,
embora Rude não tenha mencionado o que ele realmente disse, ela lembrou:

Vi algo nos olhos dele que nunca tinha visto antes. Ele tinha algo
intenso no olhar… foi a última vez que o tinha visto vivo. (Abby
Rude).
River e sua turma saíram então do hotel. Empilhando-se em uma limusine, eles chegaram à casa do
ator Jason London, nas colinas de Hollywood, para uma festa de Halloween. Leonardo DiCaprio
também estava naquela festa e, em entrevistas posteriores, lembrou ter visto River e o descreveu
como “de aparência bastante pálida”, embora outros relatos digam que ele estaria usando uma
máscara de Halloween. O grupo então deixou a festa e chegou à Viper Room por volta da meia-
noite. De acordo com Richert, após chegar ao clube, Mathis disse que o guitarrista John Frusciante
(do Red Hot Chili Peppers) se aproximou da mesa deles e ofereceu a River um copo azul de
plástico, dizendo: “beba isso, vai te fazer sentir maravilhoso”. River teria bebido e sofrido uma
reação imediata. Ele abaixou a cabeça, suas costas se contraíram e ele reclamou: “alguma coisa
está errada”. Ele então vomitou na mesa e pediu para ser levado para fora. Richert prossegue
dizendo que Mathis mais tarde mudou a sua versão.
Em 1994, o diretor Peter Bogdanovich (Um Sonho, Dois Amores) afirmou em uma entrevista que
Mathis tinha lhe dito que, depois de eles terem chegado, River foi para fora com Frusciante. Mais
tarde, Mathis foi ver como ele estava. Ela viu os dois tendo uma discussão inflamada e voltou para
dentro. Quando viu River de novo, ele estava segurando uma bebida e passou mal logo em seguida.
De acordo com Bob Forrest (cantor do Thelonious Monster e astro do Celebrity Rehab), River e
Frusciante chegaram juntos à Viper Room e logo começaram a distribuir cocaína. No seu livro
Running with Monsters [Correndo com Monstros] (lançado no 20° aniversário da morte de River,
em outubro de 2013), Forrest afirma que, em um determinado momento, River bateu no seu ombro
e disse: “Bob, não estou muito bem, estou me sentindo estranho”. No entanto, alguns minutos
depois, ele parecia estar bem.

John Frusciante, Bob Forrest, Gibby Haynes e William Richert


Atualmente, a maioria das fontes midiáticas apostam na teoria do músico descontente, dizendo mais
ou menos isso: River apareceu com a sua guitarra naquela noite, mas foi informado por Flea que
não poderia se juntar a eles no palco. Chateado, River foi ao banheiro com John Frusciante ou outro
dos seus amigos de drogas e ingeriu uma dose de heroína persa marrom de primeira qualidade. Ele
imediatamente sofreu uma reação e gritou algo do tipo “mas que merda é essa?”. Alguém lhe deu
uma dose de Valium para que se acalmasse. Então River cambaleou por alguns instantes, atirou-se
na mesa e finalmente foi levado para fora, onde desmaiou e sofreu violentas convulsões.
Em um artigo do The Independent, publicado em 1993, uma jovem chamada Heather McDougal
afirmou que era uma frequentadora regular da Viper Room. Ela descreve aquela noite da seguinte
maneira: “Cheguei lá por volta das 23h45 e havia pessoas completamente diferentes do usual.
Bastante gente de rock pesado. Foi uma sensação bem esquisita. Pelo espelho, vi River Phoenix de
pé lá, com algumas pessoas, curtindo e se divertindo. Pelo menos naquele momento, ele estava
normal. As pessoas dizem ‘ele estava agindo estranho’, pois elas querem que seja assim”. De
acordo com um artigo do LA Times, de 2 de novembro de 1993, a Viper Room estava lotada naquela
noite, a maioria composta por amigos: “No sábado, quando o baixista do Chili Peppers, Flea,
juntou-se a uma sessão improvisada no palco, o clube estava lotado de amigos dos donos [Johnny
Depp e Chuck E. Weiss]. Eram bem poucos os clientes pagantes”. Além de Flea, a sessão
improvisada incluía a Banda “P”, de Johnny Depp, com um arranjo que apresentou Depp, Gibby
Haynes, Sal Jenco e Bill Carter. De acordo com Haynes, eles estavam cantando uma música
chamada “Michael Stipe” quando River passou mal:
Estávamos tocando uma música e River Phoenix estava ali embaixo, bem na minha frente, à
esquerda. Começamos a tocar “Michael Stipe”. Como ela citava o nome de River, ia ser legal. Ele
é meu amigo e nunca tinha ouvido a música. Então, estávamos cantando no palco o trecho “ele e
River Phoenix vão...” E, bem naquele momento, ele já estava na calçada. Eu vi River quando a
música começou, mas depois não o vi mais. (Gibby Haynes).
Lá fora, River teria primeiro ficado com o rosto na calçada, onde sofreu violentas convulsões por
cerca de dez minutos. Joaquin correu até um telefone do outro lado da rua e fez a famosa ligação
para o 911, enquanto os curiosos se avolumavam para ver a cena. O fotógrafo Ron Davis (que não
tirou fotos) descreveu River como “um peixe fora d’água, debatendo-se na calçada como um
peixinho de aquário. Era quase como se seu corpo estivesse possuído”. As convulsões teriam
durado de quinze a vinte segundos, cada uma seguida por um terrível silêncio. Quando os
paramédicos chegaram, o coração de River estava parado. Ele foi declarado morto no hospital à
01h51 da manhã. Todas as testemunhas em potencial se recusaram a responder as perguntas dos
investigadores de homicídios e, no dia seguinte, a família de River cancelou a investigação. “Em
suma, a família não quis que ninguém fosse preso por ter participado do consumo de drogas com
River”, disse o detetive Sergeant Lee. “Eles disseram que, se foi uma overdose de drogas, então
era o que tinha sido”.
Nos dias e semanas seguintes à morte de River, o giro de notícias pegou fogo quando a ligação de
Joaquin para o 911 inundou a mídia e uma enxurrada de flores e velas decorou a calçada onde River
caiu. A maioria dos seus amigos que estavam presentes naquela noite teriam deixado a cidade e um
véu de silêncio parecia encobrir os detalhes daquela fatídica noite. William Richert mais tarde
descreveria a sua morte como tão “misteriosa” quando a sua vida.
O Acordo
Em novembro de 1995, a Banda “P” lançou o seu primeiro e único álbum. A música “Michael
Stipe”, que tocou enquanto River estava morrendo, foi o único single a ser lançado fora desse
álbum. Pode-se mesmo dizer que Michael Stipe matou River Phoenix. O nome “Michael” [Miguel]
significa “quem é como Deus?”. E “stipe” é uma haste ou um caule (como o caule que suporta um
cogumelo). “Michael”, então, refere-se ao cão/deus (dog/god) que acende a chama do Kundalini e a
faz viajar pela coluna vertebral (o caule). Portanto, a música é menos sobre o homem Michael Stipe
e mais sobre o que realmente matou River. A Banda “P” tocou essa música pela primeira vez no
Austin Music Awards Show, em março de 1993, antes da morte de River. A letra reproduzida abaixo
pinta uma imagem assustadora do que logo aconteceria:
Michael Stipe

Finalmente falei com Michael Stipe, ele tocou no meu braço.


Eu o conheci em Hollywood Hills, entre os astros de cinema e TV.
Estou contente de ter conhecido o velho Michael Stipe, eu não vi o carro dele.
Ele e River Phoenix vão pegar a estrada amanhã, e eu, esta noite.
Michael Stipe chorou hoje à noite.
Então conheci o velho Michael Stipe, conheci também a garota do seu vídeo.
Sophia Coppola olhou para mim, eu não sabia o que fazer.
Estou contente de ter conhecido o velho Michael naquele dia.
No caminho para Laurel Canyon o encontraria.
Neil disse que estava lotada de astros famosos.
Que inferno, eu estava dirigindo o carro do Johnny Depp.
Michael Stipe e eu, hoje à noite. Michael Stipe.
Dissemos adeus a John Frusciante, na sua suíte do Chateau Marmont.
Mas não conseguíamos encontrar uma parte, nem um pedaço do nosso coração.
Nem Michael, River Phoenix, Flea ou eu.
Acho que voltarei logo para o Texas, vou deixar Hollywood Hills.
Senão vou me matar com uma arma na cabeça.
Porque é isso que esta cidade gostaria que eu fizesse.

Ao mesmo tempo em que não posso dizer que tenho um entendimento completo desta música, o
cenário maior dela é que os integrantes da banda sabiam o que River sabia – que ele estava escalado
para morrer na chegada do Halloween de 1993. Eles também foram vítimas do cão/deus (dog/god) e
do ciclo do Kundalini. O trecho “eu estava dirigindo o carro do Johnny Depp” se refere à luz
enlouquecedora que tem o poder de ser qualquer um ou qualquer coisa. O carro pode ser
interpretado como o cérebro, e a “luz”, como um vírus que assume o volante. Não é coincidência o
fato de as pessoas mencionadas na música (Flea, John Frusciante, Johnny Depp e River) também
estarem naquela noite na Viper Room. Parece que armaram um plano para River. O trecho “ele e
River Phoenix vão pegar a estrada amanhã” talvez seja uma referência a River dominando o
cão/deus (dog/god) (“Michael Stipe”). No fim das contas, a vida imitou a arte mais uma vez com
River morrendo na calçada (a estrada) no exato momento em que este trecho estava sendo cantado.
Em uma entrevista à US Magazine em fevereiro de 1994, Johnny Depp foi perguntado sobre a Viper
Room. Ele fechou o clube por cerca de duas semanas após a morte de River e, quando o
entrevistador lhe perguntou se estava pensando em fechá-la definitivamente, Depp deu uma
resposta curiosa: “Eu estava pensando em fechá-la definitivamente. Eu… (demonstrando
ansiedade). Eu estava pensando em fazer isso antes daquela noite”. Nessa mesma entrevista, ele
também disse: “o cara [River] apareceu com a namorada e a guitarra… isso não é atitude de
alguém que está esperando para morrer”. Uma declaração bastante peculiar para ser feita. Afinal,
quem disse alguma coisa sobre River estar esperando para morrer?

Talvez a música mais reveladora fora do álbum do “P” é uma intitulada The Deal [O Acordo].
Escrita depois da morte de River, a música parece contar a história das consequências de um plano
que saiu horrivelmente errado. O refrão repete a frase “o acordo perto da aba do meu negócio”,
que pode ser traduzido como “a coisa aconteceu fora do meu clube, próximo à entrada, debaixo da
lona”. A música começa com Haynes cantando “apareceu de repente, há uma semana, um arranjo
ousado de células”. O fogo do Kundalini é uma transformação física dentro do corpo, então essa
frase implica que River planejou dominar o ataque físico. Portanto, o arranjo ousado de células
poderia se referir aos neurônios piramidais do cérebro, que são o grau zero no despertar do
Kundalini. A música então faz uma série de perguntas que uma pessoa em profundo arrependimento
ou luto pode se perguntar depois da morte de um ente querido. Com referências a um cão (“e o
batom no cachorro?”), à luz (“e os faróis no nevoeiro?”) e à pomada para queimadura Neosporin no
babador (“e a Neosporin no babador?”), a letra da música então faz a seguinte pergunta “e as
mentiras que contamos para viver?”. No final da música, Haynes canta “levaram o filho/sol
(sun/son) há cerca de uma semana, a criança teve de fugir e se esconder”, o que provavelmente é
uma referência aos amigos de River saindo da cidade após a morte dele e sendo forçados a viver
com a mentira de uma overdose de drogas. A música termina com a frase “e então a moral dessa
história é nunca cruzar um anjo com uma víbora”, que é uma referência ao mundo angelical se
misturando com o DNA humano.
River morreu na frente da Viper Room em um Halloween, debaixo
de uma lua cheia. São circunstâncias sombrias. (William Richert).
A própria Viper Room é bastante simbólica de como River morreu – o número 8852 soma 23. Os
pares de cromossomos em uma célula humana são 23. O número 88 significa a serpente se
levantando da boca do estômago. 88 são as teclas do piano (36 pretas e 52 brancas), com o preto e o
branco simbolizando a mistura de dois opostos, ferro se misturando com barro para formar a música
da água. 666 é igual à soma dos números de 1 a 36. A Sunset Strip simboliza a Luz Maçônica. O
espelho de dois sentidos dentro do clube simboliza o mundo espiritual (o céu como um espelho
derretido). O logotipo mostrando a Deusa Fortuna como uma serpente sentada em um dado
simboliza o ciclo de destino do Kundalini – River Phoenix não morreu de uma overdose de drogas
que não faz sentido.
O que significa o “P”?
Em 1997, Johnny Depp foi ao programa televisivo de Rosie O’Donnell, a fim de promover o único
álbum do “P”. Quando perguntado sobre o que significa o “P”, Depp simplesmente respondeu que é
uma letra do alfabeto. Apesar de haver uma série de alternativas, o elemento conhecido como
phosphorus [fósforo] certamente é uma forte possibilidade. Simbolizado pela letra “P”, o fósforo foi
o 13° elemento a ser descoberto e, às vezes, é citado como “o elemento do diabo”. O nome foi
tirado da mitologia grega e significa “portador de luz” ou “Lucifer”, referindo-se ao planeta Vênus
ou Mercúrio. Ele possui 23 isótopos conhecidos e desempenha um papel importante no quadro
estrutural do DNA. O fósforo emite um leve brilho quando exposto ao oxigênio, é altamente reativo
e nunca é encontrado na terra como um elemento livre. Ele é essencial à vida e é também usado em
explosivos, venenos e agentes nervosos. Se “fósforo” é mesmo o significado de “P”, isso com
certeza lança luz sobre como River morreu. Ele é também o principal ingrediente que acende a
chama do Kundalini.

Gibby Haynes desenhou a arte do álbum do “P” e o nome “Michael Stipe” (acima) está pintado de
uma forma bem leve. A figura à esquerda está mais esquelética, uma indicação de que “Michael
Stipe” representa mesmo o fósforo. A princípio, o fósforo elementar era isolado a partir da urina
humana e das cinzas ósseas. Da mesma forma, os dois feijões à esquerda e à direita de “Michael
Stipe” também podem estar representando os rins, que são os órgãos responsáveis pela produção de
urina e remoção de resíduos. Vemos também no corpo de Michael Stipe algo no formato de um
guarda-chuva cor de carne cobrindo a área do tórax. O tórax ou a região do peito possui órgãos
vitais como o coração, os pulmões e a glândula timo. Então, o “Stipe” é o caule que conduz até o
topo do cogumelo ou a coluna vertebral que conduz ao tórax. O sol que aparece acima da mão de
Michael Stipe representa a Luz Maçônica, ou seja, Lucifer, e a língua representa o início do sistema
digestivo. Como veremos, o sistema digestivo é o que acende a chama.
Na figura à direita, “Michael Stipe” parece segurar uma barra branca de algo que pode ser um
símbolo do fósforo branco. Descoberto em 1669 pelo alquimista alemão Hennig Brand, o fósforo
branco é altamente inflamável e pega fogo quando em contato com o ar. Portanto, o fósforo branco
só está seguro de não pegar fogo quando submerso em água. Devido à sua piroforicidade, o fósforo
branco é usado como um aditivo no napalm. Brand estava tentando criar a pedra filosofal através da
destilação de alguns sais pela evaporação da urina. Ao invés disso, ele descobriu o fósforo branco.
O ponto-chave aqui é que o fósforo branco é formado a partir do homem através de calor, sal e
urina. Ao lado do cálcio, o fósforo é o mineral mais abundante no corpo humano. Cerca de 85% do
fósforo do corpo está nos ossos e nos dentes. Vem daí a ênfase nos dentes e no esqueleto de Michael
Stipe.

Na figura acima, vemos o mesmo conceito sendo apresentado. As enguias elétricas representam os
espíritos impuros, e as escovas de dente (próximas do dente e da cabeça de Michael Stipe)
representam o fósforo. “Michael Stipe” é tanto masculino quanto feminino, simbolizando a fusão de
dois opostos, e o cão com um “X” nos olhos possivelmente representa a cadeia extra de DNA ou o
cão/deus (dog/god). No canto superior esquerdo, vemos a frase “P é uma banda, e NÃO um líquido
ou uma fruta”, o que nos diz que “P” provavelmente é tanto um líquido quanto uma fruta. O líquido
é o fósforo, e a fruta é bem provável que seja o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
No Jardim do Éden, a serpente fala exatamente 46 palavras a Eva na versão King James da Bíblia,
da mesma forma que “o diabo” também é mencionado 46 vezes – o número de cromossomos do
corpo humano. A implicação disso é que o fósforo é a coisa ruim dentro de nós.
A imagem acima apresenta a letra “P” como tendo olhos hipnotizados enquanto os dados são
jogados. Tem sido teorizado que o dado se desenvolveu a partir da prática da adivinhação, sendo,
portanto, parte do hipnotismo e do transe. A imagem à direita é o antigo logo da Viper Room e
mostra a Deusa Fortuna como uma serpente sentada em um dado.
Para resumir, a chama do Kundalini é uma transformação no âmbito do corpo físico (e da mente)
acionada por um ser espiritual durante um rito sexual conhecido como hieros gamos (casamento
sagrado ou prostituição sagrada). Os neurônios piramidais do cérebro são afetados e começa a ser
escrito um novo código genético através dos fosfatos do corpo. Quando o acionamento ocorre, as
trevas são apresentadas como luz e excrementos humanos como religiosidade. As vítimas passam a
ser dirigidas pelo condutor angelical quando o seu relógio biológico entra em sincronia com a fonte
externa de luz. A glândula pineal é ativada quando o “doador de tempo” se apresenta como Deus e o
mundo inteiro de repente entra em sincronia.

A imagem acima é uma xilogravura do The Rosary of the Philosophers [O Rosário dos Filósofos],
que é um tratado alquímico do século XVI, publicado em 1550. No livro, a xilogravura é explicada
como sendo o estágio illuminatio com a seguinte frase: “Aqui o sol simplesmente morre outra vez e
é afogado com o Mercúrio dos Filósofos”. A imagem apresenta um sol alado dentro de uma
estrutura quadrada cheia de líquido. O quadrado, assim como o Homem Vitruviano de Da Vinci,
representa o corpo humano. O sol alado representa a chama do Kundalini, que é acesa pelo condutor
do gene angelical através de um rito sexual. À esquerda, consta outra xilogravura do Rosário dos
Filósofos, explicada como sendo o estágio fermentatio, retratando o casamento sagrado.
O que exatamente é o fogo do Kundalini?
Também chamado de Fogo de São Telmo ou Chama Eterna, o fogo do Kundalini é descrito como
uma energia primordial ou cósmica que jaz enrolada na base da coluna. No Hinduísmo, é descrito
como “A Grande Mãe Divina”. Nos ensinamentos da Nova Era, é representado como uma deusa ou
uma serpente esperando para ser despertada com o intuito de obter iluminação espiritual. Também
tem sido chamado de uma força inconsciente, instintiva ou libidinal que, quando despertada, viaja
pela coluna até o topo da cabeça. No seu livro The Secret Teachings of all Ages [Os Ensinamentos
Secretos de Todas as Eras], Manly P. Hall diz que há “bastante semelhança entre o Hiram
maçônico e o Kundalini do misticismo hindu”. Hall se refere a ele como um “Espírito do Fogo” que
se move pela coluna vertebral e que é, essencialmente, a Chave Perdida da Maçonaria:
A ciência exata da regeneração humana é a Chave Perdida da Maçonaria, pois, quando o Espírito
do Fogo é erguido através dos trinta e três graus ou seguimentos da coluna vertebral e entra na
câmara do crânio humano, ele finalmente vai para o corpo pituitário (Isis), onde invoca Ra (a
glândula pineal) e exige o Nome Sagrado. (Manly P. Hall, The Secret Teachings of all Ages).
Essa energia cósmica enrolada na base da coluna é o nosso próprio lixo humano reciclado e
transformado em energia nova, portanto, trata-se de regeneração humana ou renascimento. Pense no
intestino grosso e delgado enrolados na base da coluna. É no intestino delgado que acontece a maior
parte da digestão química. E o intestino grosso, ou cólon, é a última parte do sistema digestivo. Ele
extrai a água e o sal dos detritos sólidos antes de eles serem eliminados do corpo. O cólon é também
onde a flora intestinal (micro-organismos) fermenta os materiais não absorvidos. A fermentação é
um processo que transforma o açúcar em ácidos, gases ou álcool (como o vinho). Na xilogravura
intitulada de estágio fermentatio no Rosário dos Filósofos, é apresentado o rito sexual conhecido
como hieros gamos. A implicação disso é que o condutor angelical do gene (como sendo um raio
inteligente de luz) afeta as ondas cerebrais de uma pessoa durante o orgasmo. Assim como as
enguias elétricas na arte do álbum do “P”, os resultados são bem físicos, provocando uma
transformação ou regeneração no sistema digestivo. Portanto, a pessoa geralmente relata a
experiência com o Kundalini como sendo uma sensação de uma corrente elétrica percorrendo a
coluna. Numerosos relatos descrevem efeitos colaterais indesejados, geralmente chamados de
Síndrome de Kundalini. Os sintomas incluem:
• Movimentos involuntários, tremores, comichões e formigamentos, especialmente nos braços
e nas pernas.
• Sensação de corrente elétrica circulando pelo corpo.
• Calor intenso (suadouro) ou frio.
• Dificuldade para respirar e falta de ar.
• Dor de cabeça, enxaqueca ou pressão dentro do crânio.
• Entorpecimento emocional.
• Sensibilidade à luz, ao barulho e ao toque. Visões.
• Alterações de humor com períodos de depressão ou mania.
• Aumento da pressão sanguínea e batimento cardíaco irregular.
• Transes e estados alterados de consciência.
• Falta ou aumento do apetite.
• Dores em diferentes áreas do corpo, principalmente nas costas e no pescoço.
• Aumento do desejo sexual, às vezes conduzindo a um estado constante de orgasmo
envolvendo o corpo inteiro.
• Sono interrompido (insônia ou dormir demais).
Pacientes epiléticos também têm descrito que os ataques possuem paralelos com as experiências do
Kundalini. Quando pensamos em como River morreu, o corpo dele tombou com os ataques que teve
por cerca de dez minutos. Não seria muito exagero considerar que o culpado foi a chama do
Kundalini?
A queimadura e a bolha do caldeirão
Pense no estômago como sendo um caldeirão (a palavra “caldeirão” literalmente significa “banho
quente”). Quando o espírito impuro se mistura com a semente dos homens (DNA), ele assume o
controle do sistema digestivo. O estômago se torna uma panela de pressão, a barriga da besta, por
assim dizer, onde acontece a transformação química. O estômago transforma a degradação da
matéria orgânica em uma mistura altamente ácida de sucos gástricos, hidrogênio, gases metanos,
fosfatos, metais e minerais naturais. No entanto, em vez de o corpo descartar esses resíduos, o DNA
angelical os coleta e os recicla em energia. Pense em Macbeth e nas três bruxas reunidas em volta
do caldeirão cantando “mais dores para a barrela, mais fogo para a panela” - o estômago é
literalmente o caldeirão [panela] da bruxa. Esse estágio é conhecido como fermentação. O próximo
estágio (separação) é um processo alquímico descrito pela Tábua de Esmeralda como “O Vento o
Embalou em seu Ventre”. O vento, por assim dizer, é o movimento de gases, ar e partículas
carregadas, vindo daí o conceito de “vento passageiro”. Lembra da imagem de River com um “X”
no estômago, na Revista Rolling Stone? A bebida da bruxa transformou o estômago de River em
uma bomba-relógio.
Assim como mexer no caldeirão, o Vento ou energia pura forma um vórtice de fluxo ascendente que
viaja pela coluna vertebral em direção ao tórax e ao cérebro. O estômago literalmente dá a luz à
chama do Kundalini. Usando o filme “De Volta Para o Futuro” como exemplo, o DeLorean usa lixo
como combustível e apresenta um gerador que é chamado de Mr. Fusion no filme. Pense no carro
como sendo o corpo humano e o Mr. Fusion como sendo o espírito impuro. E o carro na verdade
possui “asas” muito parecidas com o sol da figura acima.

O capacitor de fluxo é o componente central da máquina do tempo e ele consiste de um


compartimento retangular com três tubos de estilo Geissler intermitentes (tubos de descarga de gás)
dispostos em forma de “Y”. O compartimento em forma de retângulo representa o corpo humano, e
o “Y” representa a coluna vertebral e o tórax. Portanto, a chama do Kundalini (o gás/energia) viaja
pela coluna vertebral rumo ao coração e ao corpo todo. O doutor descreve o capacitor de fluxo
como “o que torna possível a viagem no tempo”. Embora o filme não descreva exatamente como o
capacitor de fluxo trabalha, o doutor menciona que o corpo de aço inoxidável do DeLorean possui
efeito direto na “dispersão de fluxo”, e isso implica que os metais naturais do corpo ajudam a
alimentar a chama. No primeiro filme, o doutor aparelha o carro com uma grande estaca e um
gancho com o objetivo de canalizar o poder de um raio para o capacitor de fluxo. Em outras
palavras, o condutor angelical desencadeia a chama do Kundalini que se ergue do estômago.
Quando a máquina se aproxima das 88 milhas por hora, uma luz do capacitor de fluxo começa a
piscar mais rapidamente até se tornar um fluxo constante. Cercado pela corrente elétrica, o carro
desaparece por completo em um flash de lux branca/azul, deixando para trás um par de rastros
ardentes de pneus. No filme, o doutor teve a ideia do capacitor de fluxo quando escorregou
enquanto pendurava um relógio no banheiro e bateu a cabeça na pia.
Com relação ao ciclo do Kundalini, a máquina do tempo mostra o destino em vermelho,
significando que esta é a programação inicial, o códon de partida e de parada ou o “destino” de uma
pessoa (pense em Gordie LaChance vestindo uma camiseta vermelha em “Conta Comigo”). A cor
amarela representa o último horário, ou seja, a conclusão do ciclo dourado. E o verde representa o
tempo atual. Portanto, viajar no tempo simplesmente se refere ao ciclo temporal que as vítimas
experienciam. No caso de River, o verde representava a morte.

Em “Dark Blood”, o Garoto põe água à força na garganta de Harry a partir de um recipiente de
gasolina. Note o “X” no recipiente vermelho. Esse simbolismo implica que o Garoto está dando ao
coelho branco um pouco do seu próprio remédio. O “X” representa a transformação física acendida
pela chama do Kundalini.
Uma clássica overdose de cocaína… Mesmo?
Quando os paramédicos chegaram, River tinha entrado em uma parada cardíaca total, sem nenhuma
pulsação e pressão sanguínea. O capitão Ray Ribar disse posteriormente aos repórteres que “foi
uma reação clássica à cocaína”. De acordo com Bob Forrest, River e seu bom amigo John
Frusciante apareceram naquela noite e começaram a distribuir cocaína. Agora, ou River, com sua
imagem limpa, tinha mesmo decidido cheirar um punhado de cocaína na frente do seu irmão mais
novo e da sua irmã ou “cocaína” é um código para algo mais.
O sal (sódio) compõe cerca de 4% do peso do corpo, o que é bastante equivalente ao que é
encontrado na água do mar. Ele ajuda a controlar a pressão sanguínea, a retenção de água e também
a propriedade funcional dos nervos e músculos ao estimular a contração. Quando a chama do
Kundalini é acesa, a sensação é como a de ter todos os fluídos drenados ou ser transformado
literalmente em uma coluna de sal. Curiosamente, quando estava no set de filmagens de “Dark
Blood”, River certa vez mencionou para a atriz Jude Davis que ele tinha tomado bastante sódio na
noite anterior.

Houve um dia em que ele chegou tão estranho. River disse que
tinha tomado muito sódio na noite anterior. Eu nunca tive uma
overdose de sódio. Mas talvez elas se pareçam exatamente com
aquilo. (Judy Davis).
Pode ser que Davis estivesse mais certa do que imaginava. Como um raio atingindo o oceano,
talvez o corpo de River foi transformado em um condutor humano, uma bateria humana ativada
pelo calor. Com pontos de fusão abaixo de 100 graus Celsius, os sais fundidos são um tipo de
eletrólitos altamente condutores usados em pilhas e baterias. Sódio, potássio, cloreto, cálcio,
magnésio e fosfato são todos exemplos de eletrólitos. Assim como transformar água em vinho ou
água salgada em um uma mistura de fusão altamente condutora, o vento acumulado na barriga de
River acendeu o caldeirão borbulhante.
Nas próprias palavras dele
River gravou duas músicas com John Frusciante, que eram para ser lançadas em 1994 no álbum
solo de Frusciante intitulado Usually, Just a T-shirt [Vulgarmente, Apenas uma Camiseta]. Mas (de
acordo com a Wikipedia), foram retiradas do álbum devido aos protestos da família de River. Mais
tarde, elas foram incluídas com nomes diferentes no álbum de 1997 de Frusciante chamado Smile
from the Streets You Hold [Sorria para as Ruas que Você Possui]. O nome original das músicas eram
Soul Removal [Remoção da Alma], posteriormente mudado para Height Down [De Cima Para
Baixo], e Bought Her Soul [Comprou a Alma Dela], depois modificado para Well, I’ve Been [Bem,
Eu Tenho...]. Escritas e cantadas pelo próprio River, a letra de Soul Removal fornece um vislumbre
arrepiante do seu conhecimento prévio de como ele finalmente morreria. Embora não exista
nenhuma versão oficial da letra, a que apresentamos abaixo pinta uma imagem bastante próxima.
Remoção da Alma

Dois, três, quatro…

Vou mandar flores de novo para ela


Seus convidados têm os aromas das flores do castelo
Um presente disfarçado de meu rival

Adorável vida, arrependimento total


Psicóticos, vocês deram ouvidos apenas os garotos sujos?
Vejam aquela história da Rolling Stone sendo desvendada
Ou como ela poderia sê-lo
Posso mesmo ver como eles vão se reunir
Ao redor da lareira
Sentindo medo, filho

Mãos auxiliadoras inocentes em uma remoção da alma


O Líder diz que o tempo é agora
A realeza dá a ela por mim

A plumagem se ergue

A falta de luz fixou o prego na parede


Para perceber que eles virão depois do que você planejou
Estou declarando o que vai acontecer amanhã para que faça o que é certo

A letra soa como um enigma, mas frases-chave como “mãos auxiliadoras inocentes em uma
remoção da alma” e “posso mesmo ver como eles vão se reunir ao redor da lareira sentindo medo,
filho” são bastante diretas. Os espíritos impuros (as mãos auxiliadoras inocentes) foram
responsáveis por acender a chama do Kundalini, removendo, desse modo, a alma dele. A frase “o
Líder diz que o tempo é agora” é uma referência a uma pessoa real (os Sumo Sacerdotes da
Maçonaria) ou aos condutores angelicais. Seja como for, é um indício de que ele sabia que o seu
tempo tinha acabado. A música também se refere a uma realeza, o que é outra sugestão de que
pessoas reais estavam envolvidas. A música começa com a frase “vou mandar flores de novo para
ela”, a qual parece conter um significado em camadas. No sistema maçônico, as flores são
geralmente um símbolo do mundo espiritual se misturando com o mundo terreno (pense no
personagem Flor, o gambá do desenho Bambi da Disney – luz e trevas ou a fusão de dois opostos).
A frase também poderia ser uma referência às flores funerárias. A próxima frase “seus convidados
têm os aromas das flores do castelo” é muito provavelmente uma referência ao mundo angelical e
ao misterioso cheiro doce que acompanha os seres angelicais. Deste modo, o cheiro de um espírito é
embriagantemente melhor do que o das flores. A frase “um presente disfarçado de meu rival”
talvez seja uma referência à Viper Room, do seu rival Johnny Depp. O presente seria então a chama
do Kundalini. River também canta a frase “apenas os garotos sujos”, implicando que apenas
aqueles com lepra são bem-vindos na indústria do entretenimento, com a lepra significando alguém
que é espiritualmente impuro. Ele também usa a frase “vejam aquela história da Rolling Stone
sendo desvendada”, o que parece ser uma referência direta à sua foto da Revista Rolling Stone com
um “X” no abdômen, publicada em 31 de outubro.
A última parte da música é cantada por John Frusciante e começa com a frase “a plumagem se
ergue”, o que é um símbolo da alma se levantando do corpo. As últimas três linhas da música se
referem a uma “luz” como sendo uma espécie de espião, muito provavelmente se referindo ao
mundo espiritual e à chamada bola de cristal da bruxa. “Eles virão depois do que você planejou”,
ele canta, indicando que o plano de River daria errado. A última linha “estou declarando o que vai
acontecer amanhã para que faça o que é certo” parece querer dizer que Frusciante estava
suplicando a River para não ir à Viper Room. Apesar de que a minha análise dessa música pode
conter erros, seu título original “Soul Removal” é, mais uma vez, bem direto.
Comprou a Alma Dela
A segunda música do álbum em que River participa também lança luz na sua vida e morte. Embora
o nome da música tenha sido mais tarde mudado para Well, I’ve Been [Bem, Eu Tenho…], o título
original Bought Her Soul [Comprou a Alma Dela] mais uma vez contém a palavra “alma” e se
refere a “ela”. A história conta que Frusciante disse a River para apenas falar no microfone e ele
então incluiria os vocais no sentido inverso da faixa. A versão original, ou seja, a que é tocada em
sentido normal, é fácil de descartar como sendo um discurso sem sentido provocado pelas drogas.
Mas certas palavras e frases sugerem o contrário.
River começa com a frase “entrei na Arca de Noé”, o que muito provavelmente é uma referência à
sua recusa de se juntar ao mundo angelical. Rimando com arca (ark), ele também se refere a uma
flatulência (fart), o que, embora seja engraçado, prevê o dilúvio que estava se formando no seu
estômago e que finalmente o matou. Ele então canta no microfone “choro pelo seu irmão que está
sentado em um fogão”, que é uma frase bem perturbadora com implicações bastante pessoais. O
forno é muito provavelmente uma referência ao caldeirão ou à chama do Kundalini nos trabalhos.
River também menciona um cachorro e um coelho quando diz “Marmaduke, consiga-me um coelho
apropriado, um de tamanho bem pequeno”. Marmaduke era uma tira de quadrinhos sobre um
Dogue Alemão. Também ouvimos a frase “eu queria poder entrar no seu cérebro… nos nervos”, o
que é outra previsão perturbadora da sua morte. A chama do Kundalini afeta o sistema nervoso
central por intermédio dos neurônios piramidais do cérebro. Em um sistema governado pela
numerologia oculta, o uso de River da frase “nenhum número para me guiar” também é
significativo e é outra implicação de que ele não estava jogando conforme as regras. Por último,
ouvimos uma referência ao livro infantil “O Pequeno Motorzinho”, quando ele diz “vou um pouco
mais rápido, como um trem subindo a montanha, eu acho que consigo, eu acho que consigo, eu
consigo, eu consigo, eu menti. Eu tento, eu consigo, eu consigo, eu corro...”. O vocal então para
abruptamente. Na versão do álbum, a música termina com Frusciante cantando “suas roupas
surradas, você não pode ser vendido ou comprado, nem o seu ouro”, implicando que River tinha
completado o ciclo do Kundalini.
Desenhada por John Frusciante, a capa do álbum parece descrever a cena do crime. A garrafa em
primeiro plano contornada de azul simboliza o processo alquímico que matou River. Como abrir
uma garrafa de refrigerante, a pressão é liberada e as bolhas de gás vêm para a superfície ou, no
caso de River, para o cérebro. Note a serpente emergindo do topo da garrafa, representando a chama
do Kundalini ou a serpente enrolada. As camadas de vermelho, púrpura e vermelho simbolizam a
mistura de matéria fundida e gases altamente acústica e altamente condutora. A área branca próxima
da garrafa pode ser interpretada como sendo River, com as linhas talvez representando diferentes
ondas cerebrais. É possível que River acreditasse que podia alterar suas ondas ou frequências
cerebrais e, portanto, resistiria ao dilúvio. A serpente emergindo da garrafa pica “River” e, abaixo
dela, vemos três símbolos – um diamante, um coração e um objeto com formato oval. O diamante
(ou quadrado) e o círculo representam o esquadro e o compasso ou a mistura do mundo angelical
com o mundo terreno. O coração de River foi finalmente atacado por causa do esquadro e do
compasso. Também vemos uma criatura pequena parecida com um duende, próxima do coração,
exemplificando este conceito. A garrafa está em uma superfície vermelha coberta com vários “X’s”,
simbolizando, mais uma vez, o DNA e o corpo humano. O símbolo próximo da garrafa parece
representar a ave fênix se erguendo das suas cinzas e, ao fundo, vemos o que parece ser uma alma
se levantando de um coração. O espelho simboliza o mundo espiritual, e a tonalidade dourada
representa a conclusão do ciclo dourado. Uma lua cheia olha a cena do alto. Como mencionado
anteriormente, River morreu em uma noite de lua cheia.
A arte da contracapa do álbum mostra a figura de um peixe verde parecido com um pássaro, que
aparenta estar prestes a cair de rosto no chão. A combinação de pássaro e peixe representa a fusão
de dois opostos – o pássaro simboliza o anjo, e o peixe simboliza o ser humano (assim como o peixe
de Darwin). Em outras palavras, é a última evolução de River. Como mencionado anteriormente, o
verde, além de representar o tempo presente, também indica outra coisa, ou seja, uma referência à
morte de River. Um “X” azul marca o local onde a figura vai cair, significando a cachoeira (queda
d'água) de River. A mancha vermelha arredondada em segundo plano representa o destino dele no
ciclo temporal do Kundalini. Note também que há uma faca vermelha com orelhas de gato. Isso
leva diretamente de volta à “Conta Comigo”, o início do ciclo, quando Chris Chambers é morto em
uma briga de facas – o destino de River. As orelhas de gato representam o gato preto visto no carro
azul, bem como o rito sexual do hieros gamos. Birdman (Homem-Pássaro), escrito em vermelho, é
uma gravadora independente, mas que se encaixa no cenário.

Um ano se passou, baby, ela quer ser feliz com você? A vida é um
banho, o sexo é água. A vida é um banho, o sexo é água. (John
Frusciante, Life’s a Bath).
Outra música do álbum Smile from the Streets You Hold, intitulada Life’s a Bath [A Vida é um
Banho], também apoia as informações aqui apresentadas. Frusciante uma vez disse que ele tinha
que tocar esta música na Viper Room na noite em que River morreu. “Banho” é outro termo usado
para se referir ao fogo do Kundalini.
Ao longo dos anos, os trabalhos solos de John Frusciante parecem ter se focado no mesmo tema.
Lançado em 2004, seu quarto álbum solo, Shadows Collide with People [As Sombras Colidem com
as Pessoas], é uma referência óbvia ao mundo angelical se misturando com o mundo terreno. Seu
álbum de 2001, To Record Only Water for Ten Days [Gravar Apenas Água por Dez Dias], é outra
referência ao mundo espiritual. Lançado em 2014, seu décimo álbum solo, Enclosure [Recinto],
simboliza o ciclo vermelho do destino da chama do Kundalini.
Frusciante lançou o seu oitavo álbum solo, The Empyrean [O Sublime], em 2009. A arte do álbum
(apresentada acima) parece ser outra referência à morte de River. Um Frusciante multifacetado está
submerso, com asas que brotam da água e com uma cachoeira no cenário. Vemos um navio
destruído no fundo do oceano e um jovem morto segurando uma linha da vida que vai até o barco
em direção à mão de Frusciante. O castelo no canto superior direito é uma reminiscência da letra de
Soul Removal, “seus convidados têm os aromas das flores do castelo”. A mensagem geral parece
implicar que Frusciante está tentando dizer ao mundo o que realmente aconteceu com River. Uma
música em particular fora do álbum, intitulada Dark/Light [Trevas/Luz], parece ser sobre o seu
amigo falecido e um plano que saiu horrivelmente errado. A frase “e agora, veja o que
conseguimos ao tentar ir atrás de um ‘T’ e de todas as instruções que você me deu para fazer”
parece ser uma referência direta aos seus amigos e àquela última noite na Viper Room.
Trevas/Luz
Lembre-se de tudo que você esqueceu
Não posso deixar aqueles pensamentos de lado
Está na minha cabeça qualquer coisa que tenho pensado
E agora, veja o que conseguimos ao tentar ir atrás de um “T”
E de todas as instruções que você me deu para fazer
Você já notou
Que é por você que tenho vivido a minha vida?
Toda vez que eu me divertia, você estava na minha cabeça
Perdi a minha perspectiva
Enlouqueci
Não tendo nenhuma certeza se sou necessário aqui
Ei
Esta é a minha última tentativa
Eu sempre serei menos do que os meus outros eus a mais
Então sinto que estou competindo com o eu de alguém mais
Alguém que eu nunca poderia vencer, nem em um milhão de anos
Fui levado a pensar que vamos acabar por esse ano
Será que vamos ficar juntos em uma canção?
Será que você sempre vai contar a todos o certo e o errado de antemão?
Será que você vai deixar que todos entendam o sentido da morte e da vida?
Você precisa de mim ou está esperando o meu último suspiro de vida?
Ouça

O nome da música sozinho conta a história do que na verdade aconteceu com River – trevas/luz,
ferro e barro, a fusão de dois opostos. O nome de John Frusciante tem se tornado sinônimo da morte
de River, mas não de uma forma positiva. Ele é a pessoa mais frequentemente acusada de entregar a
River as drogas que o mataram. Se esta música é de fato sobre River, a letra é bem direta. A frase
“fui levado a pensar que vamos acabar por esse ano” é uma indicação de que ele espera que a
verdade finalmente venha à tona algum dia. Esta frase é seguida por “será que vamos ficar juntos
em uma canção?”, o que pode ser uma referência direta à música Soul Removal. Todos os sinais
apontam para o fato de que John Frusciante e River estavam tentando expor o funcionamento do
sistema maçônico.
Correntes Estranhas
O clipe do R.E.M para a música Strange Currencies [Correntes Estranhas] foi filmado em 30 de
outubro de 1994, no aniversário do primeiro ano da morte de River. O elenco tinha um total de 23
pessoas. A música começa assim: “não sei porque você é má comigo quando te telefono. E não sei
o que você significa para mim, mas quero te animar, te levantar, te entender, te encarar, eu quero te
assumir. Essas palavras ‘você será minha’. O tempo todo essas palavras ‘você será minha’”. Como
veremos a partir do clipe, a música aparenta ser, em parte, proveniente da perspectiva do cão/deus
(dog/god), ou seja, Michael Stipe. O “telefone” é muito provavelmente uma referência à
comunicação com o mundo espiritual feita através de correntes elétricas. Portanto, é provável que
“correntes estranhas” seja uma referência a partículas carregadas tanto no ar como no corpo
humano. A frase “eu quero te animar” não é apenas uma insinuação sexual, mas também uma
referência ao cérebro.
A expressão “fogo estranho” é mencionada três vezes na Bíblia King James. Em Levítico e em
Números, os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, morreram após oferecerem “fogo estranho” diante do
Senhor. Em Lucas 10:18-19, Jesus descreve Satanás como um raio caindo do Céu. Em Ezequiel, os
anjos são descritos como “fogo que se revolve” e também “luzentes como a cor de cobre polido”.
Os anjos em Ezequiel também são descritos como tendo rodas. Se pensarmos nos anjos como sendo
estrelas – gás, plasma, energia pura – o conceito de eletricidade como sendo DNA angelical começa
a fazer sentido. O coração humano funciona através de uma série de impulsos e sinais elétricos
enviados por todo o corpo, incluindo o sistema nervoso central e o cérebro. Manly P. Hall descreveu
o “Fogo do Espírito” como algo que entra no cérebro e passa para a glândula pituitária. Aliás, a
glândula pituitária expele hormônios que ajudam a controlar a pressão sanguínea, certas funções dos
órgãos sexuais, das glândulas tireóideas, do metabolismo, da concentração de água e sal nos rins e
do controle da temperatura. Em outras palavras, uma vez que o condutor angelical assume o
volante, ele também assume o controle das funções físicas do corpo. Como um carro no piloto
automático, o “fogo estranho” transforma as funções interiores do corpo. O cérebro é literalmente
iluminado como uma maçã durante um orgasmo, sendo desse jeito que uma pessoa se torna
controlada (entra em sincronia) com o condutor angelical. O ritmo do coração é roubado quando a
vítima entra temporariamente na mesma frequência de uma estrela. Pode-se até dizer que a Luz
Maçônica é a eletricidade ou as correntes estranhas.
A música do R.E.M. também inclui o trecho “vou fazer o que for preciso, te ligar, te chamar,
escrever seu nome, amar em segredo, rimar, te absorver e te fazer só minha”. O termo “rimar” se
refere à descarga que acontece através de outro rito sexual. A letra também afirma: “você sabe que,
com o amor, vêm correntes estranhas”. Mais uma vez, amor (love) ou evol se refere ao rito sexual
que, por sua vez, traz a chama do Kundalini. No caso de River, o amor trouxe a morte. A música
termina com a frase “essas palavras me perseguem, me caçam, tomam a minha garganta, me fazem
rezar e dizem que o amor está confinado na Terra”. Em outras palavras, o “amor” ou as “coisas
carnais” estão confinadas na Terra.

As imagens acima são do clipe de Correntes Estranhas, o qual conta a história da vida e da morte
de River. O clipe começa com um holofote passando por um hidrante próximo de pilhas de jornais.
Então vemos um jovem dentro de uma televisão, simbolizando River, o astro mirim. Na verdade,
esta cena é um símbolo de “Conta Comigo”, em que o destino de River foi trazido à luz depois de
ele ter sido iniciado. Os jornais representam as notícias e os sinais do mundo espiritual, e o hidrante
representa a chama do Kundalini. Em seguida, vemos uma fotografia de Samantha Mathis (que
aparece durante todo o vídeo). A foto está manchada de água, simbolizando o amor que acendeu a
chama do Kundalini pela última vez. A cena inicial, então, exemplifica o ciclo de destino do
Kundalini.

O próximo conjunto de imagens apresenta River (representado por Norman Reedus) se escondendo
do holofote, que é exatamente como River viveu a sua vida. Na última imagem, uma cabine
telefônica é vista com um carro/condutor angelical com o holofote aceso, apresentando a ideia de
que os espíritos são espiões.

Sombras também são vistas no vídeo, atrás de uma construção de metal com a letra “B”. Elas muito
provavelmente representam os motoristas angelicais ou espíritos, e o “B” é possivelmente uma
referência às ondas beta ou ritmos beta, que acontecem sobre o córtex do cérebro. Elas geralmente
são associadas com as contrações musculares. Uma das sombras está segurando um guarda-chuva,
que é um símbolo da descarga do cérebro. Quando o condutor angelical assume o volante, o mundo
da vítima cai debaixo de um guarda-chuva de sincronicidades enlouquecedoras. Michael Stipe
também é visto no vídeo, sentado no banco de trás de um carro com a sombra de uma borboleta na
janela. É bem provável que isso simboliza o condutor angelical assumindo o volante. A janela
representa o mundo espiritual. A borboleta representa o anjo/espírito, e o carro representa o corpo
humano/cérebro. Na última imagem, um jovem está segurando uma figura humana com asas,
simbolizando a ideia de sacrifício.
Perto do fim do vídeo, “River” é visto fugindo de um carro, com um holofote sobre ele. Um lobo é
mostrado despedaçando carne crua, e um jovem e uma jovem solenes aparecem ajoelhados no
acostamento de uma rodovia – uma cena que mostra a morte de River do lado de fora da Viper
Room, testemunhada pelo seu irmão e sua irmã. Pilhas de pneus de um caminhão de 18 rodas são
vistas atrás do jovem casal, ao lado de uma misteriosa jovem loira. Vestida com roupas cinzentas e
sombrias, ela não olha para a câmera e está com as duas mãos no bolso. O estilo do seu cabelo
lembra o de Samantha Mathis na época da morte de River. Portanto, o simbolismo implica que a
mulher misteriosa é o espírito que assumiu o volante enquanto River e Samantha estavam
namorando. Mathis também aparece no final do vídeo, abaixando a cabeça com tristeza quando um
carro iluminado pelo holofote passa por uma poça de água. O sapato branco de salto alto também é
bastante simbólico. O branco representa a lepra, bem como um fogo extremamente quente ou uma
explosão. O salto alto representa um nível superior ou evolução, às vezes citada no sistema como
um “voo”. O pneu, naturalmente, representa a cachoeira de River.

Encontre o Rio
Lançado em 21 de outubro de 1993 (há praticamente uma semana antes da morte de River), Find
the River [Encontre o Rio] foi o último single do álbum Automatic for the People do R.E.M. a ser
lançado. Com a letra focada no ciclo da água, a música começa com as seguintes frases:
Ei, seu apressadinho
A leitura no velocímetro diz
Que você tem coisas a fazer na cidade

Onde as pessoas trabalham e se afogam


Não seja tímido. Seu devido mérito
Está a anos-luz daqui
Note o simbolismo referente ao carro (velocímetro), bem como a referência ao afogamento e ao
trabalho, ou seja, jogar de acordo com as regras em oposição a nadar contra a maré. Note também a
referência ao “devido mérito” (ou destino) de River e aos anos-luz, ou seja, ao ciclo temporal e ao
ciclo do Kundalini. A música também contém o trecho “o oceano é o objetivo do rio, uma
necessidade de partir que a água compreende, estamos mais perto agora do que a anos-luz daqui”,
o que parece ser outra referência à aproximação do destino de River. “A água compreende” se
refere aos sinais, notícias e pistas do mundo espiritual que aparentemente mostravam o suposto
destino de River.
O oceano é o objetivo do rio
Podemos pensar no corpo humano como sendo o ciclo da água: o calor do sol fornece energia para
evaporar a água da superfície da terra (oceanos, lagos, etc) e o vapor da água condensa, formando
pequenas gotículas de nuvens. Quando as nuvens encontram o ar frio nos ares, a precipitação é
desencadeada e a água retorna para a terra (ou para o mar). À medida que a água vai fluindo através
dos rios, ela arrasta pequenas quantidades de sais minerais das rochas e do solo dos rios antes de
fluir para os oceanos e mares. A água dos oceanos só sai quando evapora, mas o sal permanece
dissolvido no oceano – ele não evapora. Então, a água remanescente vai ficando cada vez mais
salgada à medida que o tempo passa. Podemos pensar no condutor angelical como sendo o sol (a
energia) que evapora fluidos do corpo humano (a terra), que então se reúne no céu (o cérebro)
quando a chama do Kundalini se eleva do estômago. O fracasso de River em continuar reavivando a
chama do Kundalini elevou o nível do mar a um oceano altamente salgado e condutor.
Pegue suas coisas e siga viagem, o rio vai desaguando na maré, cai no oceano. O rio vai para o
oceano, para a sorte da correnteza
O trecho acima aparece no final da música. O rio deságua na maré do oceano, onde então contribui
para a ressaca – as marés são o aumento e a queda dos níveis do mar, e uma ressaca é uma corrente
de água abaixo da superfície. Uma correnteza, por assim dizer, é um fluxo de água, um fluxo de
eletricidade e uma referência para o tempo. River caiu no oceano, fora da Viper Room, onde o seu
destino foi cumprido pela correnteza.

A força e a coragem superam


Os olhos privilegiados e cansados
Da ingênua busca do poeta do rio

Pegue suas coisas e siga viagem


O rio vai desaguando na maré
Tudo isto está vindo ao seu encontro

A música termina com uma referência bem óbvia à pessoa de River e parece expressar que ele
reavivou a chama do Kundalini. Ele agora vai subir (voar) ou cair com a maré. Lançado após a
morte de River, o clipe de Find the River também conta a história de como ele morreu. Centrado em
um ancião e no seu cachorro, o significado mais profundo do clipe retrata River como o ancião e o
condutor angelical como o cachorro.
O ancião segue um fluxo de água na medida em que o cão avança, esperando que o ancião continue
seguindo em frente. Eles param e o ancião salpica água no seu rosto enquanto o cachorro observa
atentamente – uma referência velada ao hieros gamos. O ancião então observa uma casa incendiada
(simbolizando o corpo ou o templo dele) com um fogão branco colado na parede. A estatueta de um
gato espreitando atrás de uma parede é iluminada pelo holofote, e o ancião pega o lixo. O zoom da
câmera focaliza um desenho enquanto ele passa os dedos no olho do dragão – uma referência óbvia
à serpente de fogo.

O vídeo termina com o ancião dormindo (ou morrendo) em uma calçada com o cachorro do seu
lado, o que é outra referência velada à morte de River na calçada do lado de fora da Viper Room. O
cachorro é então visto correndo em uma praia e brincando com a ascensão e a queda da maré.

No decorrer dos anos, as letras das músicas de Michael Stipe parecem se focar na morte de River e
na dolorosa perda do seu amigo. O álbum de 1994 do R.E.M., intitulado Monster, foi dedicado a
River, e futuras músicas como E-bow the Letter [A Carta E-Bow], Electrolite [Eletrólito],
Bittersweet Me [Torne-me Agridoce] e The Outsiders [Os Forasteiros] parecem todas estarem
focadas em como ele morreu – nenhuma delas sugere que foi de uma overdose de drogas. Uma
música em particular, intitulada The Worst Joke Ever [A Pior Piada de Todas], parece zombar da
versão oficial da morte de River apresentando pistas do que realmente aconteceu:

Você vê que há um ladrão que não pode enxergar no escuro


Ele aposta em mais 8 vidas, entra em um bar
Desliza sobre a bola 8, cai sobre a sua faca
E diz: “Não sei o que fiz, mas não parece certo!”

Algumas coisas não se sustentam ao longo de uma vida


Quando foi a primeira vez que você ouviu essa, 1954?
Chegar à linha de nocaute, cair no chão

River é o ladrão de gatos que provocou o destino e tentou substituir o condutor angelical. Ele jogou
o dado, entrou em um bar escuro (a Viper Room) e perdeu a aposta. A terceira frase é de particular
interesse quando diz que ele deslizou sobre a bola 8 e caiu sobre a sua faca – a bola 8 é uma
referência ao destino de River (não relativo às drogas) e a faca simboliza o destino de Chris
Chambers de morrer em uma briga de faca. A linha é também uma reminiscência do desenho de
John Frusciante da faca com orelhas de gato no seu álbum Smile From the Streets You Hold. A
menção ao ano de 1954 pode ser uma referência a “Conta Comigo”, cuja história se passa nos anos
1950.

Michael Stipe exibe com frequência o símbolo da água (o triângulo de cabeça para baixo) em suas
fotos e durante os shows. Note que ele faz o sinal segurando as mãos próximas do meio do
estômago. A foto com a serpente em volta do pescoço é talvez a mais óbvia – a serpente do
Kundalini se erguendo da boca do estômago e estrangulando o Enforcado.
Azul
Lançado em 2011, o último álbum de estúdio do R.E.M., intitulado Collapse into Now [Colapso
Dentro do Agora], parece ser outra referência à morte de River. O álbum começa e termina com a
mesma melodia, com uma letra que encoraja os ouvintes a “Descobrir!”. A mensagem talvez seja
um apelo esperançoso para que a verdade por trás da morte de River seja finalmente revelada.
A última música do álbum é intitulada Blue [Azul], e o clipe apresenta cenas de River no filme
“Garotos de Programa”. Cenas de Los Angeles predominam no clipe, incluindo a Sunset Strip, as
estrelas da calçada da fama de Hollywood, o Hotel Chateau Marmont, etc, enquanto uma antiga
televisão passa cenas do filme. A atriz Lindsay Lohan também aparece no vídeo, fazendo uma pose
bem sensual em cima de um fogão. O clipe de Find the River também mostra um fogão, e o próprio
River usou esse simbolismo quando cantou “choro pelo seu irmão que está sentado em um fogão”.
Claramente, o fogão representa a chama do Kundalini sendo acendida pelo rito sexual do hieros
gamos. Um cinema com pisos xadrez em preto e branco é destacado no vídeo enquanto “Garotos de
Programa” passa no telão – trevas/luz. Ferro e barro. O esquadro e o compasso. A eletricidade e a
água. O vídeo termina com a antiga televisão pairando sobre as areias do oceano.
O azul é a cor da água, a cor do céu, a cor dos sapatos de Ray Brower, a cor do gás natural quando
queima e a cor do carro em “Conta Comigo”, que revelou o futuro de River. A letra da música inclui
a frase “Cinderela menino, você perdeu o seu sapato”, o que é uma reminiscência do sapato azul de
Ray Brower. River também perde o seu sapato no clipe de Strange Currencies. Stipe canta “o
século XX é o colapso dentro do agora” – o último vídeo da última música do último álbum deles
que fala de River. Descubra.

River espalhando areia


O Ático de Aleka
River formou a sua banda Aleka’s Attic [O Ático de Aleka] em 1988, com sua irmã Rain e seus
amigos Josh Greenbaum, Josh Mckay, Tim Hankins e Sasa Raphael. Quando era perguntado sobre a
escolha do nome da banda, River geralmente respondia que “Aleka é um filósofo e poeta de ficção
que reuniu amigos no seu ático para discutir suas ideias. Quando Aleka morreu, eles formaram
uma banda para compartilhar as crenças dele através da música”. Podemos pensar que River é
Aleka, já que, depois que ele morreu, é exatamente isso que seus amigos fizeram. O nome “Aleka”
significa “defensor do homem”, e o ático talvez seja um símbolo para o cérebro. Embora a banda
tivesse intenção de lançar um álbum pela Island Records, a morte de River arquivou esse plano
indefinidamente. No entanto, em 1997, Michael Stipe comprou da Island Records os direitos de
todos os materiais do Aleka’s Attic. As músicas podem agora ser encontradas no YouTube e em
vários outros sites. Através das músicas de River, podemos ouvir, nas suas próprias palavras, o
quanto ele sentia sobre o sistema maçônico, o cão/deus (dog/god) e o seu próprio destino. Embora
muitas das músicas sejam cantadas por Rain, meu entendimento é que foi River quem escreveu a
maioria das letras.
A música intitulada Blue Period [Ponto Azul] é uma reminiscência do Blue Point Diner
[Restaurante Ponto Azul] de “Conta Comigo”. Como dito acima, o azul é a cor que simboliza o
mundo angelical se misturando com o mundo terreno. A música contém a frase “eu nunca vou
conhecer o fantasma que veste as suas roupas” e finaliza com a frase “nossa sentença termina com
um ponto azul”, fazendo lembrar mais uma vez o Blue Point Diner. A sentença de River terminou
mesmo com um ponto azul.
Ponto Azul
Eu nunca pensei que pudesse enxergar esse azul
Como no gelo em que caí
Eu nunca pensei que pudesse sentir esse azul
Como o frio de abraçar você agora

A maioria de nós sabe para onde ir quando precisa de alguém


Mas eu sou um tolo, bastante fora de alcance
Não acredito em ninguém

Este não é o caminho pelo qual quero ver o seu rosto


E essa mudança poderia ser
A sua morte e a minha

Porque eu abri a porta para esse vívido azul da carne


Para como o sangue é mostrado
(À medida que as veias afundadas se afastam de você)
Se eu pudesse desenhar uma conclusão agora
Eu diria que o fim está se desenhando aí fora

A maioria de nós tem um lugar seguro para do frio poder escapar


Mas esgotamos qualquer confiança de pensar que podemos realizar
E eu nunca vou conhecer o fantasma que veste as suas roupas
E você não deve saber para quão perto do limite eu vou

Este não é o caminho pelo qual quero ver o seu rosto


Seus olhos desesperados chegaram até mim
Tão azuis como o azul poderia ser

Nossa sentença termina com um ponto azul


Nossa sentença termina com um ponto azul

Talvez uma das músicas mais perturbadoras é aquela intitulada In the Corner Dunce [No Canto do
Burro]. Embora a melodia seja otimista e peculiar, a letra é bem mais cínica quando River canta
sobre morrer e retornar como um fantasma. É uma crença comum entre aqueles que estão
familiarizados com o sistema maçônico que as comunicações vindas do mundo espiritual são, na
verdade, oriundas de entes queridos falecidos ou, mais precisamente, do que a Bíblia chama de
“espíritos familiares”. Em uma parte da música, River canta “há um buraco no ozônio, então vale a
pena desistir da vida como estou fazendo agora, e você não me perdoaria?”. Ele prossegue
perguntando “você vai responder se eu flutuar?”. Por toda a música, frases como “quando eu cair,
esqueça-me” e “seu ponto de vista me designou a morrer” são indicações claras de que River
conhecia o seu destino. Ele mais uma vez se compara a um fantasma quando canta “quando eu
ando pela cidade e não posso ser encontrado, então espere pelos barulhos”. A música termina com
a frase “ohh, la la, é o meu amor imperfeito, lá no canto como um burro, em um pensamento de
autocrítica”. O trecho “ohh, la la” possui uma óbvia conotação sexual e “amor imperfeito” se refere
ao love/evol ou à evolução através da chama do Kundalini. A palavra “burro” se refere a uma
pessoa tola ou incapaz de aprender, neste caso, ao retrocesso de River no sistema.

No Canto do Burro
Há um buraco no meu chapéu
Que quase mostra o meu couro cabeludo
E minhas mãos são os únicos ferimentos
Vou ficar de pé se puder
Quando eu cair, esqueça-me

Você vai responder se eu flutuar?


Sim, receba-me de volta com uma banda marchando

Há um buraco no ozônio
Então vale a pena desistir da vida como estou fazendo agora, e você não me perdoaria?
Não é isso que perdi
Porque, de certa forma, eu tenho vencido

Você vai responder se eu entrar?


Receba-me de volta com uma banda marchando

Há uma parte de você que não pode enxergar através desta parte de mim
Quando eu ando pela cidade
E não posso ser encontrado, então espere pelos barulhos
Bem, está sobre você, você está debaixo de mim e, se é assim que deve ser, então não vou me
preocupar
Seu ponto de vista me designou a morrer
Então, quando você ouvir um barulho forte, isso significa que voltei da cidade
E que agora toda esta noite está do meu lado

Ooh, como um pato sentado, flutuando como um cisne e voando como uma pomba
Ooh la, como um pato sentado
Flutuando como um cisne, sendo tudo uma reflexão tardia

Há um pedágio na ponte
Se eu pagar, vou ceder
E, se não fizer isso, então posso nadar para sempre
Com asas, eu poderia voar e evitar o risco de afogamento

Você vai responder se eu flutuar?


Pois agora esqueci como usar minhas barbatanas

Há uma parte de você que não pode enxergar através desta parte de mim
Quando eu ando pela cidade
E não posso ser encontrado, então espere pelos barulhos
Bem, está sobre você, você está debaixo de mim e, se é assim que deve ser, então não vou me
preocupar
Seu ponto de vista me designou a morrer
Então, quando você ouvir um barulho forte, isso significa que voltei da cidade
Sabe, eu raramente me sinto, eu quase nunca me sinto no lugar

Como um pato sentado, flutuando como um cisne e voando como uma pomba
Ohh, la la, é o meu amor imperfeito
Lá no canto como um burro, em um pensamento de autocrítica

A música You’re So Ostentatious [Você é Tão Ostentável] se refere ao ciclo de tempo ao qual as
vítimas estão sujeitas. A letra de River é um protesto ao ciclo de tempo quando ele canta “você
conta o tempo quando não há tempo para ser contado”. Ele também menciona um relógio de ouro,
o que é muito provavelmente uma referência ao ciclo dourado do Kundalini.
Você é Tão Ostentável

Você é tão gentil, você é tão legal


Você conta o tempo com o seu relógio de ouro
Você conta o tempo quando não há tempo para ser contado
Você conta o tempo quando não há tempo para ser anunciado

A música Scales and Fishnails [Escamas e Unhas Postiças] parece abordar diretamente o mundo
angelical quando River canta “não quero ouvir do seu satélite, baby”. O uso da palavra “satélite” se
refere às notícias do mundo espiritual, bem como ao próprio condutor angelical, que age como uma
espécie de satélite. De fato, um satélite é um corpo artificial que orbita em volta da terra (a vítima)
coletando informações e tentando se comunicar. O uso por River do termo “olhos clonados” é uma
referência direta ao DNA e à transformação física que ocorre depois do rito sexual. As duas últimas
frases indicam uma espécie de rendição relutante da parte dele, mas ele termina afirmando “não
vou me casar com você” – uma referência direta ao casamento sagrado ou hieros gamos.
Escamas e Unhas Postiças

Não quero ouvir do seu satélite, baby


Não quero ver nos seus olhos clonados
Talvez eu me case com você ou você… não fará
Amor com ninguém e continue dizendo “não vou me casar com você”
Outra música sobre casamento, Alone We Elope [Sozinhos, Nós Fugimos], parece ser dirigida a uma
pessoa real. O termo “fugir” significa um casamento sagrado, portanto, o nome da música implica
querer abandonar o cão/deus (dog/god) ou o condutor angelical para estar com alguém. A frase
“faça uma caminhada antes de atingir o Pico da Viúva” se refere a reativar a chama do Kundalini e
se perder na floresta. O “Pico da Viúva” é uma referência a Hiram Abiff, o Filho da Viúva, e ao seu
destino infeliz. River ainda canta “eu não fui construído para isso, então me ajude a te ajudar”, o
que implica que ele estava tentando ajudar alguém que também era uma vítima do sistema
maçônico. A letra também confessa abertamente a rejeição de River ao sistema quando ele afirma
“eu não fui construído para isso”, sendo muito provavelmente uma confissão física e mental. A
música ainda se refere ao ciclo do Kundalini quando ele canta “faça uma caminhada antes de
atingir o Pico da Viúva, eu gostaria de saber o que são os chapéus de artilharia de que ela me fala,
do ciclo saímos e então fugimos”. Um chapéu de artilharia é um tipo de capacete usado no exército
e também por motociclistas. No sistema maçônico, as motocicletas são símbolos de um só
motorista, vindo daí o motor de cilindro único de uma motocicleta.
Sozinhos, Nós Fugimos

Eu digo, vamos começar do nada


Para algo além do nada
Que é sempre melhor do que não ter nada
Eu digo, vamos começar com algo além do nada
Que nem sempre é melhor do que não ter nada

Faça uma caminhada antes de atingir o Pico da Viúva


Eu gosto de vagar
Eu não fui construído para isso
Então, ajude-me a te ajudar
Sozinhos, nós fugimos

Eu digo, vamos começar com nada mais do que o nada


Que nem sempre é melhor do que não ter nada

Faça uma caminhada antes de atingir o Pico da Viúva


Eu gostaria de saber
O que são os chapéus de artilharia de que ela me fala
Do ciclo saímos
E então fugimos
Sozinhos, nós fugimos
Sozinhos, nós fugimos

Faça uma caminhada antes de atingir o Pico da Viúva


Eu gosto de vagar
Eu não fui construído para isso
Então, ajude-me a te ajudar

Talvez a música mais conhecida do Aleka’s Attic, Across the Way [Do Outro Lado do Caminho],
parece contestar a ideia de que a grama é mais verde do outro lado. Superficialmente, a música soa
como um protesto contra os poderes políticos governantes (o que na verdade é), mas os principais
poderes governantes são mais espirituais do que terrenos. O nome da música é muito provavelmente
uma referência ao mundo espiritual, com uma letra que repete a frase “é do outro lado do caminho
que você vive, foi você quem disse, e não foi através das palavras estampadas no seu rosto”. A
implicação é que “você” não é uma pessoa de verdade, mas a “luz” proveniente do mundo
espiritual. Também ouvimos a frase “vamos passar pela areia”, o que é uma revolta direta contra as
águas espirituais. A letra então continua com “um anjo caído foi enclausurado, ele deve ser solto
através de um chamado, o que está respirando debaixo do seu pescoço é uma respiração de leão,
então respire”. River está claramente se referindo a Lúcifer neste trecho, bem como à serpente de
fogo ou ao anjo caído que foi enclausurado. A música também contém a frase “vamos apenas dizer
que isso é encontrado em todos nós”, indicando que a chama do Kundalini tem o poder de atingir
alguém quando despertada.
Do Outro Lado do Caminho

Ouça, ouça agora, ouvi dizer que você encontrou


Há mais coisas do outro lado do caminho
Agora, o outro lado pode parecer tão legal
Até que você ouça dizer que este mito não vai desaparecer
Ouvi dizer que há mais coisas nas terras modificadas
Não há rochas, não há ferramentas, não há trilhas de pedras
É do outro lado do caminho que você vive, foi você quem disse
E não foi através das palavras estampadas no seu rosto
Eu uso a minha língua, eu uso na manga
Sem o chapéu, com minha gravata desfeita, bem-vindos…
Este plano de cruzar a fronteira, os soldados dividem famílias
Esta é a reforma
Ouça, ouça agora, ouvi dizer que você encontrou
Dizem que é verde do outro lado do caminho

É do outro lado do caminho que você vive, foi você quem disse
E não foi através das palavras estampadas no seu rosto
Eu uso a minha língua, uso na manga
Sem o chapéu, não podemos sentir você
E você não pode falar porque agora é um idiota
A maneira inapropriada de você se sentar no seu escritório
Ele é um peixinho dourado
Que fica tão grande quanto o aquário
Comida para o seu próprio prato
Vamos apenas dizer que isso é encontrado em todos nós
Em vez disso, dizemos nós, eles, ela, ele
Apenas chame-os pelo nome
O bem poderia ser encontrado
Vamos passar pela areia
O bem poderia ser encontrado
Um anjo caído foi enclausurado
Ele deve ser solto através de um chamado
O que está respirando debaixo do seu pescoço é uma respiração de leão
Então respire…
Por ora, isso é tudo que tenho a dizer
Vou deixar o resto para os dias chuvosos

A Tradução
Embora nunca tivessem lançado um álbum, River e o Aleka’s Attic brincaram usando nomes como
Zero e Never Odd or Even [Nunca Par ou Ímpar]. Este último se trata de um palíndromo, que é uma
palavra, frase, número ou sequência lida da mesma forma de trás para frente e de frente para trás.
Os palíndromos também são encontrados nas estruturas biológicas, especialmente no DNA e no
RNA, quando uma única cadeia é igual à sua sequência correspondente lida de trás para frente. No
livro de Marilyn Ferguson, A Conspiração Aquariana, ela menciona tornar-se um novo ser humano
através de “novos padrões de vida” na medida em que os cromossomos se dividem para formar um
novo código genético. Através da sequenciação palindrômica, os condutores angelicais estão
fazendo justamente isso.
No capítulo 6 do Livro de Gênesis, os versículos 1 e 2 falam dos filhos de Deus (anjos) tomando
esposas do meio das filhas dos homens (mulheres humanas). Aqui, temos o relato bíblico do hieros
gamos ou casamento sagrado, com os dois versículos possuindo 46 palavras – o número de
cromossomos por célula humana.

E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se


sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de
Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si
mulheres de todas as que escolheram. (Gênesis 6:1-2)14
Então somos informados que os Filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram
filhos, homens poderosos (gigantes), uma raça modificada de humanos misturada com o DNA
angelical. A palavra “Gênesis”, no final das contas, contém a palavra “gene”. Noé achou graça
diante de Deus não porque não tinha pecado, mas porque era perfeito nas suas GENErações
(gerações). Na verdade, os dois versículos que falam de Eva sendo criada a partir de Adão também
possuem 46 palavras (começando após o trecho “E disse Adão”):

E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha
carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi
tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e
apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. (Gênesis
2:23-24)15
Em Gênesis, capítulo 3, a serpente seduz Eva para que coma do fruto da Árvore do Conhecimento
do Bem e do Mal, resultando na queda do homem. A serpente fala exatamente 46 palavras para Eva
no Jardim do Éden. A implicação é que o fruto proibido alterou o DNA do homem. Cerca de 85%
do fósforo do corpo (que é essencial à vida) é encontrado nos ossos e nos dentes. Quando levamos
em conta o trecho “osso dos meus ossos e carne da minha carne”, não seria possível considerar que
o fósforo é algo ruim dentro de nós? Não seria possível que o fósforo é o elemento físico que
corrompe a nossa carne? Talvez sim, mas o aspecto mais importante para se ter em mente é que o
rito sexual, o hieros gamos, conduz a uma transformação física. A Bíblia afirma que o homem
“apegar-se-á (se ligará) à sua mulher” e que eles serão “uma carne”. A palavra “apegar-se (ligar-
se)” também aparece no Livro de Daniel, quando fala do Quarto Reino ou do reino de ferro que se
mistura com a semente do homem.

Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo,


misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao

14 Nota do tradutor: a Bíblia citada pelo original é a versão King James, em que os versículos 1 e 2 de Gênesis 6 de fato
possuem 46 palavras. A versão em português que usamos (Almeida Corrigida e Revisada) possui 40 palavras em
Gênesis 6:1-2.
15 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, Gênesis 2:23-24 possui 42 palavras após o trecho “E
disse Adão”.
outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. (Daniel
2:43)
A versão moderna do hieros gamos é uma zombaria ao casamento instituído por Deus e, assim
como o ferro não se mistura com o barro, a união deve ser continuamente reavivada. A estranha
chama/fogo/espírito do Kundalini transforma o funcionamento interno do corpo, como se fosse um
raio inteligente dotado de consciência. É o condutor angelical reescrevendo o código genético do
corpo humano.

A Cabalística Árvore da Vida


O número 236 escrito no carro azul de “Conta Comigo” representa a árvore filogenética de River
ou, mais especificamente, a sua Cabalística Árvore da Vida. Usada no judaísmo esotérico, a Árvore
da Vida é um símbolo místico que representa o caminho espiritual da ascensão do homem, ou seja, a
evolução. Ela contém 10 sephiroths (palavra hebraica que literalmente significa “contagem”) ou 11
quando as 10 são juntadas em uma só. Ela também contém 22 caminhos que conduzem a cada uma
das 10 sephiroths. Nos dias atuais, a Kabbalah tem se tornado uma tendência bem conhecida em
Hollywood por celebridades como Britney Spears, Madonna, Demi Moore e tantos outros que
abraçam a prática das ideias judaicas. Embora seja apresentada como uma espécie de guia para a
iluminação espiritual, a Cabalística Árvore da Vida é menos sobre transformação espiritual e mais
sobre transformação física. Mais precisamente, as 10 sephirots representam os 10 maiores sistemas
de órgãos do corpo humano:
1. Sistema Circulatório – coração, vasos sanguíneos, etc.
2. Sistema Digestivo – boca, estômago, etc.
3. Sistema Endócrino – glândula pituitária, tiroide, etc.
4. Sistema Tegumentar – pele, cabelo, glândulas sudoríparas, etc.
5. Sistema Muscular.
6. Sistema Nervoso – cérebro, medula espinhal, nervos.
7. Sistema Respiratório – pulmões, laringe, etc.
8. Sistema Ósseo.
9. Sistema Urinário – rins, bexiga, etc.
10. Sistema Reprodutor – ferro misturado com barro, ou seja, o hieros gamos.
A décima primeira sephirot representa “o novo ser humano” que é formado através de “novos
padrões de vida”. Quando o condutor angelical assume o volante através dos neurônios piramidais
(células) do cérebro, o resultado é uma transformação física que ocorre quando todos os 10 sistemas
são roubados. Os 22 caminhos da Cabalística Árvore da Vida que conectam as 10 sephirots na
verdade representam os 22 aminoácidos geneticamente codificados. Os aminoácidos são
responsáveis por criar as proteínas e podem ser interpretados como sendo as letras das palavras do
livro do DNA. Podemos também interpretar o condutor angelical como sendo um vírus que
temporariamente redireciona ou reescreve o Livro da Vida de Deus (DNA). Portanto, como vimos
acontecer com River, a vida começa a imitar a arte. Os maçons se referem ao deus deles como “O
Grande Arquiteto do Universo” e, se as células são os blocos de construção da vida, faz sentido
concluir que o condutor do gene angelical está construindo um novo templo para si próprio. Ao
reorganizar as células, novos padrões de vida, de fato, emergem.
RNA contra DNA (Caim contra Abel?)
DNA significa ácido desoxirribonucleico, enquanto RNA significa ácido ribonucleico. Embora
ambos carreguem informação genética, há algumas diferenças entre eles. O DNA é uma molécula
de cadeia dupla, ao passo que o RNA é uma molécula de cadeia única. Ambos possuem fosfato
intercalado, mas o DNA contém o açúcar desoxirribose, enquanto o RNA contém o açúcar ribose. A
diferença é que a ribose possui um grupo a mais de OH (oxigênio e hidrogênio) do que a
desoxirribose. Por causa disso, o DNA é estável em condições alcalinas, ao passo que o RNA não é
estável. O DNA armazena informação genética, mas o RNA age como um mensageiro responsável
por decodificar e transferir essa informação. O DNA é autorreplicante, e o RNA é sintetizado a
partir do DNA, conforme necessário.
Simbolicamente, podemos pensar no RNA como sendo Caim, e no DNA, como sendo Abel.
Quando Hiram Abiff se atira no fogo, ele encontra uma figura gigantesca que lhe diz que ele é
Tubalcaim. Na Bíblia, Tubalcaim era um descendente de Caim e um instrutor de ferro e cobre. A
imagem do sonho de Nabucodonosor no capítulo 2 de Daniel é descrita como tendo o ventre e as
coxas de cobre, as pernas de ferro e os pés em parte de ferro e em parte de barro. O cobre é um
metal composto, feito de um processo de derretimento e resfriamento, portanto, o ventre é um
caldeirão borbulhante. O ferro representa o Quarto Reino, ou seja, o mundo angelical. Deste modo,
Tubalcaim é a personificação de uma raça humana espiritualmente modificada. Enquanto estava no
fogo, Hiram Abiff é informado de que ele também está na presença de Caim, “o genitor da sua
raça”. A história maçônica é uma alegoria para o despertar da chama do Kundalini, que, como
veremos, é como se fosse um retrovírus que usa o RNA como material genético.
Podemos pensar nas duas cadeias como sendo os dois irmãos. Um tem a função da fé e da confiança
em Deus (DNA de cadeia dupla), e o outro confia em si próprio e nas suas próprias obras (RNA).
“Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim (Hebreus 11:4)”. Caim era lavrador da
terra e ofereceu os frutos do seu próprio trabalho. Abel, por outro lado, era guardador (pastor) de
ovelhas, assim como o DNA é um guardador de informação genética, ou seja, da Palavra de Deus.
Conforme afirmamos acima, os 22 aminoácidos geneticamente codificados podem ser interpretados
como as letras das palavras do livro do DNA. Curiosamente, o versículo abaixo contém 22 palavras:

E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e
Caim foi lavrador da terra. (Gênesis 4:2)16
DNA e RNA funcionam juntos no corpo humano. Um guarda a informação genética, e o outro
decodifica essa informação. Entretanto, uma vez que a chama do Kundalini é acesa, o RNA age
como um vírus intruso que se emancipa do DNA e se torna o seu próprio deus, com um conjunto
diferente de regras e um novo autor. No versículo em que Caim mata Abel, mais uma vez, temos um
total de 22 palavras:

E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele


disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? (Gênesis 4:9)17
Abel era pastor (guardador) de ovelhas, um guardador da Palavra de Deus. Caim mata Abel e
pergunta “sou eu guardador do meu irmão?”, significando que ele não se preocupa mais com a
Palavra de Deus (DNA). “Não sei” é o que Caim responde quando perguntado sobre onde Abel está.
Em outras palavras, o RNA não está mais tomando as ordens genéticas a partir do DNA. Novos
16 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, Gênesis 4:2 possui 21 palavras.
17 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, Gênesis 4:9 possui 22 palavras, assim como na versão
King James, citada pelo original.
padrões de vida emergem quando um novo código genético começa a tomar forma. As formas, por
assim dizer, são um fator extremamente importante.

Vagões de Trem, Cadeias de Proteínas e Cana-de-Açúcar


Os aminoácidos são os blocos de construção das proteínas, os quais desempenham um papel crucial
em quase todos os processos biológicos. As formas das proteínas são de importância fundamental e
elas são determinadas pela sequência de aminoácidos que as compõem. Essas formas são
produzidas através de um processo conhecido como enovelamento de proteínas, que ocorre durante
o processo de tradução por intermédio do RNA mensageiro. O RNA transportador decodifica a
mensagem e as proteínas então formam uma cadeia linear de aminoácidos (como os vagões de um
trem). A estrutura de proteínas começa a tomar forma através de algo conhecido como efeito
hidrofóbico. A palavra “hidrofóbico” literalmente significa “medo de água” e se refere aos nove
aminoácidos que possuem cadeias laterais hidrofóbicas. Esses aminoácidos tendem a se agrupar em
uma solução aquosa (como o corpo humano) e excluir as moléculas de água. Isso então maximiza a
ligação de hidrogênio entre as moléculas de água. Um bom exemplo do efeito hidrofóbico é a
separação do óleo e da água. Altos níveis de sal também aumentam o efeito. Essencialmente, este é
o conceito por trás da morte de River e ele também pode ser encontrado na Bíblia. Em Gênesis,
capítulo 1, Deus reúne as águas em um lugar, fazendo aparecer a terra seca. Após o trecho “e disse
Deus”, o versículo contém 22 palavras:

E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e


apareça a porção seca; e assim foi. (Gênesis 1:9)18
Os 22 aminoácidos são os blocos de construção do DNA e do RNA, portanto, eles são os blocos de
construção das proteínas. Cada proteína possui uma função específica debaixo do comando do seu
próprio gene, e o efeito hidrofóbico possui influência direta na estrutura das proteínas. A
minimização do número de cadeias laterais hidrofóbicas expostas à água é a força motriz por trás do
enovelamento de proteínas. Similarmente, o efeito hidrofóbico ocorre quando a proteína de cadeias
laterais enovela e entra em colapso. Quando a chama do Kundalini é despertada ou reativada, ocorre
uma desidratação rápida e degenerativa, e a água, embora desejada, parece magnificar a
experiência. A transformação física ocorre quando os aminoácidos (ou proteínas) são reunidos,
reorganizados e enovelados em uma nova estrutura, um retrovírus em que o DNA é transcrito em
RNA e então o RNA é traduzido em proteínas. Como se o relógio biológico fosse reiniciado, todos
os 10 sistemas de órgãos passam a estar sob o comando do novo código genético. O autor da
“linhagem de Caim” é a serpente e, através do casamento sagrado, tal semente é despertada.

18 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, Gênesis 1:9 possui 16 palavras após o trecho “E disse
Deus”.
A proteína antes e depois do enovelamento
Em um contraste direto, a hidrólise (hidro significa “água” e lise significa “desatar”) é a separação
de ligações químicas pela adição de água. No RNA, o fosfato intercalado de açúcar é degradado e
quebrado durante a hidrólise. Isso é o inverso da síntese de desidratação, na qual duas moléculas se
juntam em uma molécula maior. Síntese de desidratação significa “unir enquanto perde água”. Isso,
combinado com o efeito hidrofóbico, é o processo pelo qual a chama do Kundalini é despertada e
ele explica o sentimento repentino de rápida desidratação que as vítimas experimentam. Portanto, é
como se o corpo inteiro estivesse com todos os fluídos sendo drenados. Ao passo que a síntese de
desidratação junta as moléculas, a hidrólise adiciona água a fim de quebrar aquelas ligações
químicas. Um tipo comum de hidrólise ocorre quando o sal é dissolvido em água. A implicação
disso é que o novo código genético (o vírus RNA angelical) é, na verdade, degradado e quebrado
pela água. Ao contrário do DNA, o RNA é muito mais suscetível à hidrólise em virtude do açúcar
ribose ter mais um grupo de OH (oxigênio e hidrogênio) do que o açúcar desoxirribose.
Na alegoria maçônica, Hiram permaneceu “calmo como um deus”, tentando conter com pesadas
colunas de água as chamas que avançavam, mas sem sucesso. Hiram é, essencialmente, símbolo dos
aminoácidos (os blocos de construção do DNA), e as pesadas colunas de água são um símbolo das
cadeias laterais hidrofóbicas. Conforme já afirmamos antes, ele é apresentado na Maçonaria como
arquiteto chefe do Templo do Rei Salomão. Na Bíblia, Hiram é apresentado como o rei de Tiro, que
enviou a Salomão e a Davi arquitetos, trabalhadores, madeira de cedro e ouro para ajudar a
construir o Templo de Salomão e a casa de Davi. Certamente não por coincidência, o nome “Hiram”
é mencionado 22 vezes na Bíblia King James. Também não por coincidência, os dois versículos
abaixo possuem 22 palavras cada um:

E Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, e madeira de


cedro, e carpinteiros, e pedreiros que edificaram a Davi uma casa.
(2 Samuel 5:11)19
Este versículo menciona pela primeira vez o nome de Hiram (Hirão) na Bíblia King James. E o
versículo abaixo é o que menciona pela última vez:

Então Hirão, rei de Tiro, mandou mensageiros a Davi, e madeira


de cedro, e pedreiros, e carpinteiros, para lhe edificarem uma casa.
(1 Crônicas 14:1)20

19 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, 2 Samuel 5:11 possui 23 palavras.
Esses dois versos que se repetem são símbolos do par de bases, que são unidades constituídas de
uma ligação de nucleobases unidas por uma ligação de hidrogênio. Elas formam os blocos de
construção do DNA de dupla hélice e contribuem para o enovelamento da estrutura do DNA e do
RNA. Assim como os dois versículos acima, elas são o início e o fim da Palavra de Deus, ou seja, o
DNA.
Na alegoria maçônica, quando Hiram volta à terra após passar pelo mar de lava, é lhe dado um
martelo. Tubalcaim então explica: “graças a este martelo e à ajuda do gênio do fogo [o gene do
fogo], realizarás rapidamente o trabalho que ficou inacabado por causa da estupidez e da
malignidade do homem”. Naturalmente, o gênio do fogo é a chama do Kundalini desencadeada pelo
hieros gamos, e o martelo é muito provavelmente uma referência ao ribozima cabeça de martelo. Os
ribozimas são moléculas de RNA capazes de catalisar reações bioquímicas. E os ribozimas cabeça
de martelo são pequenos RNAs catalíticos que sofrem autoclivagem na sua própria intercalação
para produzir dois produtos a partir do RNA. Em termos leigos, o RNA tem o poder de se tornar
autossuficiente ao se dividir em sua própria intercalação. Assim como Caim, o RNA confia em si
próprio e nas suas próprias obras. Como um lavrador da terra, do pó e da carne, Caim se preocupa
em construir um templo terreno, outra casa e outra estrutura de RNA de cadeia dupla através da
autoclivagem. Não sendo mais o guardador do seu irmão, o RNA transcreve e reescreve o código do
DNA.
No seu livro The Secret Teachings of all Ages [Os Ensinamentos Secretos de Todas as Eras], Manly
P. Hall fala da “semelhança entre o Hiram da Maçonaria e o Kundalini do misticismo hindu”. Hall
se refere a ele como um “Espírito do Fogo” que se move pela coluna vertebral e que é,
essencialmente, a Chave Perdida da Maçonaria:
A ciência exata da regeneração humana é a Chave Perdida da Maçonaria, pois, quando o Espírito
do Fogo é erguido através dos trinta e três graus ou seguimentos da coluna vertebral e entra na
câmara do crânio humano, ele finalmente vai para o corpo pituitário (Isis), onde invoca Ra (a
glândula pineal) e exige o Nome Sagrado. (Manly P. Hall, The Secret Teachings of all Ages).
O que Manly P. Hall falha em mencionar é que a coluna vertebral, ou espinha dorsal, é mais
precisamente o fosfato intercalado de açúcar que forma o quadro estrutural dos ácidos nucleicos,
como o DNA e o RNA. As moléculas conhecidas como nucleotídeos são unidas através da
formação de ligações entre o açúcar de 5 carbonos e o fosfato, formando, assim, o fosfato
intercalado de açúcar dos ácidos nucleicos. As bases desses nucleotídeos se sobressaem da mesma
forma que os ossos da coluna vertebral. Os 33 seguimentos da coluna a que ele se refere são mais
precisamente as 33 proteínas encontradas em algo conhecido como “pequena subunidade
ribossomal eucariótica” ou, em termos leigos, o ribossomo que possui o centro de decodificação na
tradução de proteínas.

20 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, 1 Crônicas 14:1 possui 22 palavras, assim como na
versão King James, citada pelo original.
Encontrado em todas as células vivas, o ribossomo é uma molécula complexa que une os
aminoácidos na ordem especificada pelo RNA mensageiro, formando, assim, uma cadeia. Da
mesma forma que Eva foi criada a partir da costela de Adão, também podemos pensar no ribossomo
como “a costela” do condutor angelical. Ele serve como o lugar de tradução que une os
aminoácidos, ou seja, as letras das palavras do novo livro da vida em uma ordem específica. Se
essas letras estão rearranjadas como em um anagrama e “Muitos Segredos” se torna “Setec
Astronomy”, um diferente livro da vida emerge. Podemos interpretar o ribossomo como sendo a
semente da serpente, e a chama do Kundalini como sendo a descendência. Uma vez acendida, a
transformação física toma forma. Como se fosse uma versão plástica de Deus, o vírus RNA começa
a escrever o seu próprio livro da vida, portanto, a vida começa a imitar a arte. Assim como River
canta em Across the Way, ele é, de fato, encontrado em todos nós.
Como já dito antes, o código genético de River foi mostrado em “Conta Comigo” quando Gordie
Lachance disparou uma arma do lado de fora do Blue Point Diner. A parte limpa da tábua Ouija no
carro azul aponta para o número 3, representando 3 nucleotídeos que, juntos, formam uma unidade
de código genético no DNA ou no RNA. Se uma interrupção do códon (término da tradução) não é
inserida, o RNA enovela e forma um hairpin loop, ou seja, um ciclo dourado. A cadeia de
nucleotídeos é traduzida em proteínas, assim, o mundo é tornado carne. Da mesma forma que na
música Find the River, do R.E.M., River [o Rio] literalmente esvazia no nucleotídeo e deságua no
oceano.
Na alegoria maçônica, Tubalcaim (RNA) diz a Hiram Abiff para terminar de construir o Templo de
Salomão. Ele é então assassinado naquele templo por três rufiões, ou seja, por três nucleotídeos,
formando um códon de código genético. Conforme já dito antes, a alegoria implica que ele é o
arquiteto do seu próprio destino, pois, se tivesse terminado de construir o templo, talvez não tivesse
sido morto pelos três rufiões. Em outras palavras, Hiram (que representa os 22 aminoácidos, uma
figura pintada pela própria Bíblia) transcreveu o seu próprio destino. Os maçons se referem ao deus
deles como “O Grande Arquiteto do Universo”, que é o condutor do gene angelical, o construtor do
templo ou o espírito responsável por acender a chama do Kundalini.
O RNA é essencial por codificar, decodificar e regular a expressão do gene. Da mesma forma, a
transferência de RNA serve como a ligação física entre o RNA mensageiro e a sequência de
aminoácidos das proteínas. Assim como os anjos são enviados como mensageiros de Deus na
Bíblia, o condutor angelical pode ser pensado como um RNA mensageiro responsável por transmitir
informações genéticas. Agindo como se fossem pontes, a transferência de RNA conduz as
mensagens (os aminoácidos) até os ribossomos, nos quais a tradução pode então acontecer. A
transferência de RNA é geralmente descrita como algo que se parece com um trevo de três folhas.
Portanto, essa estrutura de trevo de três folhas é responsável pela conexão entre cada códon,
anticódon e aminoácido. Ela também se parece com o enforcado.

Exemplo de uma transferência de RNA mostrando as regiões de ligação do anticódon e do


aminoácido. A estrutura de trevo é formada por hairpin loops que resultam de ligações de
hidrogênio. Um códon é uma sequência de três nucleotídeos (os blocos de construção dos ácidos
nucleicos) que formam uma unidade de código genético no DNA ou no RNA.
O trem que atingiu Ray Brower bem nos seus sapatos azuis simboliza a cadeia dos nucleotídeos que
caem no lugar durante a tradução. De uma forma muito parecida com um acidente de trem, as
proteínas enovelam e uma nova estrutura é formada, revelando o cenário maior. O futuro entra em
cena quando a escrita no muro é decifrada e o destino aparece através da névoa dissipada da bola de
cristal.
Os hairpin loops mostrados na imagem acima são blocos-chave de construção das estruturas
secundárias do RNA. Um hairpin loop é um ciclo de mensageiro de RNA que não possui par, criado
quando a cadeia enovela e forma pares de base com outra seção da mesma cadeia. Ele geralmente
ocorre quando uma sequência de nucleotídeo é complementar quando lida em direções opostas. Em
outras palavras, a cadeia de RNA se liga a si própria, formando uma hélice dupla por meio de uma
sequência palindrômica.
Nunca Par ou Ímpar
A tentativa de nome para o álbum do Aleka’s Attic’s, Never Odd or Even [Nunca Par ou Ímpar], é
um palíndromo, que é uma palavra, frase, número ou sequência lida da mesma forma, de trás para
frente e de frente para trás. Como dito acima, os palíndromos também são encontrados em
estruturas biológicas, especialmente no DNA e no RNA, quando uma única cadeia é igual à sua
sequência correspondente lida de trás para frente.

As cadeias de açúcar e as moléculas de fosfato criam uma cadeia “intercalada” por uma hélice dupla
ou única. Em qualquer cadeia, a orientação química (direcionamento) das cadeias vai do extremo 5’
para o extremo 3’ (lê-se: do cinco prima para o 3 prima) – referindo-se aos cinco locais de carbono
sobre as moléculas de açúcar nos nucleotídeos adjacentes.
As cadeias de DNA e de RNA têm um terminal a montante e a jusante definido por diferentes
grupos químicos em cada extremidade. As extremidades de cada vertente são denominadas de 5’
(fosfato ligado ao carbono 5’) e 3’ (fosfato ligado ao carbono 3’) primas. Junte esses dois primas e
teremos não apenas o hairpin loop (o ciclo dourado), mas também o número 88 – e então chegamos
ao ciclo completo.
Oitenta e oito milhas por hora é a velocidade que o DeLorean deve atingir para viajar de volta no
tempo. Há 88 constelações no céu. A palavra pit [abismo] aparece 88 vezes na Bíblia King James.
“Conta Comigo” possui exatamente 88 minutos de duração. O psicólogo Harry Harlow nasceu em
31 de outubro de 1905 e, entre 1905 e 1993, há 88 anos. Harry é quem mata Boy em “Dark Blood”
e, em “Conta Comigo”, o corpo de Ray Brower é encontrado fora da estrada Back Harlow. Junte
esses dois nomes e teremos a “pessoa” que matou River Phoenix – Harry Harlow ou HH. Os
neonazistas usam o número 88 como uma abreviação para a saudação nazista Heil Hitler. A letra
“H” é a oitava do alfabeto, portanto, o 88 se torna HH. Gente, William Richert estava certo ao dizer
que foi quase como se o Diabo tivesse matado River nas primeiras horas de um Halloween. Através
da criação de um novo livro da vida (a carreira cinematográfica de River) por intermédio da chama
do Kundalini, Caim mata Abel quando o RNA assume uma vida própria. Muitos cientistas
relacionam a formação palindrômica com a conservação da informação genética, e a implicação
disso nos leva de volta até a mentira da serpente no Jardim do Éden:

Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.


Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os
vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
(Gênesis 3:4-5)
O DeLorean viaja de volta no tempo a 88 milhas por hora, ou seja, à conservação de energia
genética. Virado de lado, o 88 se torna um símbolo duplo do infinito, teoricamente parando a
contagem do tempo na ampulheta. Ao se dividir e formar uma cadeia dupla, o RNA (através do
casamento sagrado) se torna a ferramenta mais valiosa do Diabo. A Árvore Cabalística da Vida é na
verdade a Árvore do Bem e do Mal e, como não sou bioquímico, a implicação disso é que o ciclo
dourado do Kundalini acaba sendo um gene que se concretiza quando começa o processo de
tradução. Se o códon de parada (ou códon sem sentido) não for encontrado, o processo de tradução
é lido. Os códons de parada podem ser interpretados como reativadores da chama do Kundalini,
sendo, portanto, eliminadores da cadeia proteica (o código genético) e reiniciadores do processo. O
caldeirão borbulha e apaga a lousa, deixando-a limpa, enquanto outra serpente de fogo se levanta do
poço e nasce de novo das suas próprias cinzas. A sequência é então repetida inúmeras vezes.
Dependendo de como o novo código é escrito, o corpo humano tem o poder de envenenar a si
próprio, que é exatamente como River morreu.
O Aleka’s Attic gravou duas músicas cujos nomes também são palíndromos. A letra de Senile
Felines [Felinos Senis] está postada abaixo (até onde sei, não existe uma letra oficial dessa música).
Seu nome implica que reativar a chama do Kundalini não só apaga a lousa física, mas também a
mental. Embora tenha curta duração, a amnésia é um aparente efeito colateral de reativação da
chama e ocorre se a pessoa perde a consciência durante o procedimento. A letra de River retrata o
cenário de uma vida governada pela semente da serpente ou pelo RNA de cadeia dupla criado pelo
casamento sagrado. As três primeiras frases são uma referência a retroceder o relógio antes de se
tornar o Enforcado, e a estrofe “os dons estavam envolvidos em casacos de pequenas criaturas,
ratos e muitas ninhadas” é muito provavelmente um símbolo do corpo humano. “Pequenas
criaturas” = células. “Casacos” = membranas celulares. A referência a “dons” é uma versão
distorcida da expressão “dom de Deus”, mencionada oito vezes na Bíblia King James. Presume-se
que os dons do condutor angelical (dons de deus) são fama e fortuna, enquanto “rats” [ratos] é
“star” [estrela] de trás para frente. Sem nenhuma sombra de dúvida, posso dizer a vocês que
Hollywood e a indústria do entretenimento são governadas pelo casamento sagrado, em que a
maioria é vítima. Portanto, quase todas as músicas, filmes e roteiros de Hollywood falam, de certo
modo, sobre a chama do Kundalini. O trecho “muitas ninhadas” é bem provavelmente uma
referência ao sacrifício humano. Quase no final da música, a frase “mandíbulas em forma de
enguias prontas para matar” é uma referência ao ciclo dourado, ou seja, a Hiram Abiff e ao Filho
da Viúva. O uso da palavra “enguia” é um símbolo da eletricidade e dos neurônios piramidais do
cérebro que são roubados durante o casamento sagrado. É por isso que a arte do álbum do “P”
também possui enguias elétricas.
Felinos Senis

Vire, enfrente, ataque


Rosto vermelho, reviver, movimento para trás
Todos caem, todos caem

Os dons estavam envolvidos em casacos de pequenas criaturas, ratos e muitas ninhadas


Os dons estavam envolvidos em casacos de pequenas criaturas, ratos e muitas ninhadas
Casacos de pequenas criaturas, ratos e muitas ninhadas
E todos chamam de Gato Louco

Vire, enfrente, ataque


Arrependa-se das suas vidas, na pior posição
Todos caem
Nós todos caímos

Os dons estavam envolvidos em casacos de pequenas criaturas, ratos e muitas ninhadas


Não volte para lá, há mandíbulas em forma de enguias prontas para matar
Mandíbulas em forma de enguias prontas para matar
Pega leve, Gato Louco
Felinos Senis (repete)

A música intitulada Dog God [Deus Cão] também é um palíndromo e é talvez a música da banda
que mais possui conotações religiosas. Apesar de não haver uma letra oficial para esta música, os
versos postados abaixo são claros o bastante para decifrar o significado geral. Na verdade, o título
sozinho já diz tudo. Através da autoclivagem, ou seja, da sequenciação palindrômica, o RNA é
transformado em um vírus pelo condutor angelical ou, neste caso, pelo deus cão. A música começa
com a frase “o assobio foi uma cruz do deus cão”, que possui duplo sentido. Por intermédio do
deus cão, os cromossomos (que lembram a letra “X” ou cruzes) se separaram e formam novos
padrões de vida. Mas a frase também transmite uma posição religiosa. O assobio ou bandeira
vermelha foi uma crença de que Jesus não é o Filho de Deus, mas o filho dos deuses. Como a
indústria do entretenimento é uma prova clara disso, a maioria daqueles que experimentaram a
chama do Kundalini perdem completamente a fé. A crença comum é que Jesus era como eles, um
homem que ganhou fama depois de experimentar a chama do Kundalini, vindo daí a mentira de que
Maria Madalena foi mais do que apenas uma discípula. Embora não posso afirmar que conheço a
posição religiosa de River, a letra claramente afirma que “meus pensamentos e minha religião
fizeram uma bagunça” e ainda “minhas crenças e convicções são sempre um teste”. Seria difícil
contestar a ideia de que River estava enojado com o sistema no qual se encontrava. A letra também
é uma referência a Caim e Abel, comparando Abel (DNA) a um ser estável e Caim (RNA) a um ser
que se autopromove. Resumindo, Deus Cão é um vislumbre das batalhas religiosas de River em um
sistema em que o Cristianismo não é bem visto.
Deus Cão
O assobio foi uma cruz do deus cão. Meus pensamentos e minha religião fizeram uma bagunça. Na
melhor das hipóteses, é menos do que isso. Que tipo de cão faz você querer se inteirar melhor? Que
tipo de cão? É um deus, é um deus. Tudo é afundar ou nadar do lado de uma balsa para poder
entrar e todos se salvarem. Abel não ocupa um lugar de autopromoção irrefletida. Ele é
completamente estável, falando de igrejas. Minhas crenças e convicções são sempre um teste.
Nossas crenças e convicções são sempre um teste. Um teste que recebo. Que tipo de cão faz você
querer se inteirar melhor? Que tipo de cão? É um deus, é um deus. Meu bastão é uma lição, minha
perna é esquerda. Minha carteira é uma lição, mas Caim é meu amigo. O assobio foi uma cruz do
deus cão. O deus cão deixou com este velho. Ele pode ser encontrado se Satanás for solto…
seguindo o felino senil.
Ao longo dos anos, River falou sim a respeito da sua fé e religião. Em uma entrevista para a
Premiere Magazine em 1988, ele foi questionado se a oração ainda era algo importante na sua vida,
ao que ele respondeu: “Li um pouco a Bíblia nesta manhã e falava sobre orar”. O entrevistador
observa que River falou com sofisticação, embora ele “inconscientemente” (nas palavras do
entrevistador) tenha salpicado a conversa com frases como “o Diabo é tão belo e tentador” e
inocentemente usado palavras como “Anticristo”. Nessa mesma entrevista, River é citado como
tendo dito “eu quero usar o suborno do Diabo para Deus”.
Em uma entrevista em 1991 para a Interview Magazine, ele afirmou: “nós [River e Keanu Reeves]
sabemos o que é estar no fundo do poço. O Senhor Jesus Cristo nos deu uma chance de estarmos
no topo. Então, não iremos abusar. Seremos muito gratos por isso e pela sorte de estarmos nessa
posição”.
A indústria do entretenimento é regida pelas crenças e ideais da Maçonaria, e o Cristianismo não é
muito favorecido. De acordo com o maçom do 33° grau, Albert Mackey:

Não é permitido a um cristão maçom apresentar suas opiniões


particulares no que diz respeito ao ofício mediador de Cristo na
loja. (Albert G. Mackey, Lexicon of Freemasonry).
Como afirmado nesta citação, a Maçonaria apresenta Jesus Cristo como sendo nada mais do que um
colega maçom (quando admitem que ele de fato existiu) cujo “ofício mediador na loja” foi
perpetuado pela chama do Kundalini. A citação a seguir é outro exemplo de como os maçons
enxergam o evangelho de Jesus Cristo:

Reúna os pressupostos teológicos da religião de Jesus, como


ensinada por Ele, pelos essênios e pelos gnósticos dos primeiros
séculos, que ela se tornará a Maçonaria na sua pureza, derivada da
antiga Kabbalah hebraica como sendo parte da grande religião
universal da mais remota antiguidade. (J. D. Buck, Mystic
Masonry)
De acordo com J. D. Buck, “a grande religião universal” derivada da Cabala engloba o casamento
sagrado e o acendimento da chama do Kundalini. Resumindo, é uma religião baseada inteiramente
em perversão sexual.
A Carne e o Espírito
No capítulo 2 de João, os judeus pedem que Jesus lhes mostre um sinal de que ele provém de Deus,
ao que Jesus responde: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei”. O próximo versículo
possui exatamente 22 palavras, e podemos ver nele que o templo é um símbolo do corpo humano:
Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado
este templo, e tu o levantarás em três dias? (João 2:20)21
Quarenta e seis anos. 46 é o número de cromossomos de cada célula. A Bíblia até nos relata que
Jesus (referindo-se ao versículo acima) fala do templo do seu corpo no versículo seguinte, João
2:21. E João 2:22 afirma que, após Jesus ter sido ressuscitado dos mortos três dias depois, seus
discípulos se lembraram do que ele disse e creram nas palavras que tinha dito:

Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos


lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na
palavra que Jesus tinha dito. (João 2:22)
Isso nos leva ao 22° capítulo da Bíblia (Gênesis 22), quando Abraão oferece Isaque, seu único filho,
como sacrifício – uma imagem ou prenúncio de Jesus. O número 22 representa as letras da Palavra
de Deus e os 22 aminoácidos, que são os blocos de construção do DNA. Mas não para por aí. O
Antigo Testamento foi escrito em hebraico, e o alfabeto hebraico possui 22 letras. O Novo
Testamento, por outro lado, foi escrito em grego. O alfabeto grego possui 24 letras: 24 + 22 = 46,
vindo daí que a Bíblia é o Livro da Vida. O último versículo do capítulo 2 do Evangelho de João
afirma que Jesus não necessitava que ninguém testificasse acerca dele, “porque ele bem sabia o que
havia no homem”. Trata-se da coisa ruim dentro de nós, nossa carne, nosso sangue e nosso pecado
que está em nós todos.
Jesus é uma figura do pecado na Bíblia (II Coríntios 5:21). Ele redimiu a humanidade da maldição
da lei e da maldição da nossa carne, “porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado
no madeiro” (Gálatas 3:13). No Livro de Números, o povo de Israel é picado e morto por serpentes
de fogo enviadas por Deus como castigo por murmurarem contra Ele. Moisés é então ordenado a
fazer uma serpente de fogo (que ele fez de bronze) e a colocá-la em um poste. Qualquer um que
fosse picado, quando olhasse para a serpente, vivia. Essa história prenuncia Jesus na cruz – conexão
que é feita em João 3:14.

E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que


o Filho do homem seja levantado (João 3:14)
Somos amaldiçoados pela nossa carne, e a chama do Kundalini é a serpente de fogo no poste
nascida do pecado. Assim como Jesus foi uma figura do pecado, também podemos pensar em River
como sendo uma figura de Jesus.

21 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, João 2:20 possui 20 palavras.
Na imagem acima, Boy confronta Harry após este lhe dizer que “as feridas mais profundas são as
autoinfligidas”. O personagem de River está segurando uma estaca de madeira com uma serpente
amarrada, e Harry está com uma arma. Como já afirmado anteriormente, Harry representa o
assassino de River – o coelho branco, o novo código genético, o condutor angelical e a chama do
Kundalini. Assim como Jesus, River pode ser visto como o pecado que se tornou carne e foi
oferecido como sacrifício nas primeiras horas do Halloween. “Havendo a concupiscência
concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:15). O
sistema no qual River se encontrava segue a Bíblia com um objetivo e, embora Jesus tenha salvado
a humanidade da maldição da lei e do pecado, Satanás (se apresentando como o Altíssimo) está
fazendo o seu melhor para provar o contrário.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem


feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome. (João 1:12)
Através de Jesus, somos nascidos de novo e não estamos mais debaixo da maldição da lei. E
também nos tornamos filhos de Deus.

Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem


da vontade do homem, mas de Deus. (João 1:13)
O versículo acima possui 22 palavras22, simbolizando a redenção da nossa carne quando nascemos
de novo como cristãos. Vire isso de cabeça para baixo e teremos a religião dos maçons. Teremos, de
acordo com J. D. Buck, “a grande religião universal”, que envolve nascer de novo a partir da carne
e não do espírito. Este é todo o conceito que está por trás da chama do Kundalini. Embora
desencadeada por um ser angelical, a chama do Kundalini é criada na carne, pela carne e para a
carne.
Recapitulando, os aminoácidos desempenham um papel-chave no armazenamento de nutrientes e na
remoção de impurezas produzidas junto com o metabolismo. Semelhantemente, a chama do
Kundalini é criada a partir da reciclagem de lixo humano. Os aminoácidos são os blocos de
construção das proteínas. As proteínas são codificadas pelos genes, e os genes são embalados em
feixes chamados cromossomos. Os seres humanos possuem 23 pares de cromossomos (de um total
de 46), em que 22 estão presentes tanto nos homens quanto nas mulheres, sendo o 23° o par que
determina o sexo. Os cromossomos geralmente possuem a forma de uma cruz ou de um “X” e, de
acordo com Manly P. Hall, “a cruz é um símbolo do corpo humano”. Isso nos leva de volta ao “X”
22 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, João 1:13 possui 19 palavras.
na barriga de River na Revista Rolling Stone. O “X” simboliza não apenas a morte, mas também o
novo código genético que se ergue da boca do estômago.
O Ventre e o Vinho Novo
A chama do Kundalini que se ergue da barriga (acendida pelo condutor do gene angelical) também
pode ser encontrada na Bíblia. Na verdade, ela é a maldição que Deus colocou na serpente e que a
serpente colocou no homem. Depois de ter seduzido Eva no Jardim do Éden a comer da Árvore do
Bem e do Mal, Deus amaldiçoou a serpente a andar sobre o ventre e a comer pó pelo resto dos seus
dias.

Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto,


maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do
campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da
tua vida. (Gênesis 3:14)
Enquanto a serpente é Satanás, o versículo também é um símbolo da chama do Kundalini, que, no
final das contas, é a semente da serpente. Deus formou o homem a partir do pó da terra, portanto, o
pó simboliza a nossa carne. A serpente, então, comerá carne ou, mais especificamente, os
aminoácidos do ventre. Em Filipenses 3:18-19, Paulo chora quando adverte seus irmãos a terem
cuidado com aqueles “cujo Deus é o ventre”. Ele também pode estar se referindo aos maçons.
Esses dois versículos juntos possuem 46 palavras:

18 Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora
também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, 19
Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para
confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. (Filipenses
3:18-19)23
Em I Coríntios (o 46° livro da Bíblia), vemos mais uma vez um quadro da chama do Kundalini
relacionado com a fornicação. As proteínas são para o ventre e o ventre é para as proteínas, mas o
corpo não é para a fornicação:

Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos;


Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo
não é para a prostituição, senão para o SENHOR, e o SENHOR
para o corpo. (I Coríntios 6:13)
No Livro de Jó, vemos um prenúncio do Novo Testamento, portanto, um contraste entre a antiga lei
e o novo evangelho. Jó se refere ao seu ventre como sendo vinho sem respiradouro, o que é um
símbolo do pecado, que não possui perdão. O versículo continua dizendo que o ventre dele está
prestes a arrebentar como odres novos. Em outras palavras, seu respiradouro (o respiradouro da
humanidade) é o Novo Testamento, os quatro evangelhos e um novo corpo em Cristo. A expressão
“odres novos” é mencionada quatro vezes na Bíblia King James.

23 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, Filipenses 3:18-19 possui 44 palavras.
Eis que dentro de mim sou como o mosto, sem respiradouro,
prestes a arrebentar, como odres novos. (Jó 32:19)
Nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, Jesus profere uma parábola sobre vinho velho e vinho
novo em oposição a odres velhos e odres novos. A expressão “vinho novo” é mencionada 22 vezes
na Bíblia King James, simbolizando a carne e o sangue. No Novo Testamento, o vinho também
simboliza o sangue de Cristo que foi derramado pelos pecados da humanidade. Junto com “odres
novos”, as expressões “sangue de Cristo” e “corpo de Cristo” também são citadas quatro vezes na
Bíblia King James. Conforme já mencionamos, o número quatro simboliza coisas espirituais, ou
seja, anjos, espíritos impuros e, o mais importante, o Espírito Santo. A parábola diz o seguinte:

Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os


odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se
vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.
(Mateus 9:17)
A parábola é entendida pelos cristãos como o Evangelho de Jesus sendo o vinho novo, e os odres
novos como sendo seus seguidores. Ela simboliza o renascimento espiritual no corpo de Cristo,
mas, no contexto da chama do Kundalini, parece também conter um significado em camadas. A
parábola também implica que aqueles que se entregaram a Cristo e rejeitaram o “Deus do seu
ventre” não devem voltar aos seus pecados e fornicação. Aqueles que experimentaram e rejeitaram
a semente da serpente não podem retornar aos seus antigos caminhos (os odres velhos), para que a
víbora não fique a postos e ataque pela última vez. Este é exatamente o conceito por trás da morte
de River. Apesar de não poder dizer por que ele colocaria vinho novo em um odre velho sabendo
qual seria a consequência, imagino que ele estava debaixo de uma grande pressão e aflição
espiritual. Eu pessoalmente acredito que ele fez isso para chegar ao Céu? Absolutamente.
River não morreu em vão e, sabendo ele ou não sabendo, a sua morte expõe o maior mistério
esotérico conhecido pela humanidade desde os tempos antigos. Esse mistério é a chave perdida da
Maçonaria, ou seja, a regeneração humana, invocada por feiticeiros e trazida à vida pela própria
serpente. A ruína de River foi fazer sexo antes do casamento, um pecado comum cometido
diariamente por milhares de cristãos. Muitos livros e fãs tem se maravilhado com o anagrama do
nome dele, VIPER HEROIN X [Heroína no X da Viper], mas River não morreu de uma overdose
de heroína. Penso que um anagrama mais adequado seria VIPER HERO IN X [Herói no X da
Viper].
Água Viva
Os sinais, notícias e luzes do mundo espiritual podem ser interpretados como “a água” que
supostamente prediz o futuro. Assim como os sinais que conduziram River ao caminho do seu
último “destino”, a água espiritual é tanto boa quando ruim, ou seja, é o Espírito Santo contra os
espíritos impuros. A profecia é um dom que vem do Espírito Santo. Da mesma maneira, para
aqueles que vivem debaixo do comando de um novo código genético, a profecia é um dom que vem
dos espíritos impuros. Mas não importa quanta luz afirmam ter esses feiticeiros, espíritos e crentes
em falsos deuses. Nós todos vemos através de um espelho, em enigma.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos


face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como
também sou conhecido. (I Coríntios 13:12)
A “profecia” da morte de River se tornou tão única quanto uma reflexão tardia. Simplesmente pelo
detalhe do livre arbítrio, é falsa a afirmação de que ele foi um escravo das circunstâncias, destinado
a morrer do lado de fora de um clube noturno de Los Angeles. Tendo visto os sinais, lido as notícias
e decifrado o significado dos seus recorrentes sonhos quando criança, River podia simplesmente ter
fugido, mas, por alguma razão, ele escolheu não fazer isso. Quantas outras supostas profecias não
são cumpridas por causa do livre arbítrio? E quantas nós nunca chegaremos a ver?

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas;


havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque,
em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier
o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. (I
Coríntios 13:8-10)
A palavra “águas” aparece em 33 livros da Bíblia King James. Jesus tinha 33 anos quando morreu
na cruz. Há 33 vértebras na coluna. E 33 proteínas são encontradas no centro de tradução de um
ribossomo. Além disso, a terça parte dos anjos (33.3333333…) cairá do céu nos últimos dias.
Portanto, a água pode ser interpretada como um livro de profecia. Seja do DNA ou do novo código
genético do Kundalini, a água é a escrita no muro. Assim como o carro azul em “Conta Comigo”, a
água é o prognóstico espiritual, mas, como a maioria dos falsos profetas, o homem da previsão do
tempo geralmente se engana.
Em Daniel, capítulo 5, o rei Belsazar literalmente ficou com as pernas bambas quando uns dedos de
mão de homem “escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real”. Antes
disso, o rei, suas esposas e suas concubinas estavam bebendo vinho e louvando aos deuses de ouro,
de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra. Assustado, o rei clamou para que trouxessem
os astrólogos e adivinhadores a fim de decodificarem a escrita, mas os sábios não puderam. Foi
Daniel, um verdadeiro homem de Deus, quem lhe mostrou a interpretação. Este é exatamente o
conceito que está por trás dos profetas verdadeiros e dos falsos. Qualquer um pode escrever um
livro. Mas em qual deles você está disposto a acreditar? Facebook? Hollywood? Cultura popular?
Qual livro vai se manifestar dentro de você?
A expressão “Água Viva” é mencionada três vezes na Bíblia King James se referindo a Jesus.
Quando pensamos no número três dentro do contexto do Cristianismo, temos a tendência de pensar
na Trindade. Talvez o versículo mais polêmico da Bíblia King James é I João 5:7, que está faltando
na maioria das outras traduções e que afirma que os três que testificam no Céu (o Pai, a Palavra e o
Espírito Santo) são um. Este versículo possui 22 palavras.

Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o


Espírito Santo; e estes três são um. (I João 5:7)24
O número 22 traduz a Palavra de Deus, uma divina revelação para os seres humanos, a revelação,
como os 22 capítulos do Livro do Apocalipse. O número simboliza o Livro de Deus tornado carne.
A Água Viva é o Pai, a Palavra e o Espírito Santo, o Deus celestial único. O próximo versículo está
contrastando com a Trindade celestial e se refere ao mundo terreno (ou à versão terrena de Deus),
que é o espírito humano, a água (a Bíblia) e o sangue (carne). Em outras palavras, está se referindo
aos cristãos.

24 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, I João 5:7 possui 21 palavras.
E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o
sangue; e estes três concordam num. (I João 5:8)25
Esse versículo possui 23 palavras, ou seja, 23 pares de cromossomos. Vire isso de cabeça para baixo
e temos as obras do sistema maçônico. Temos o culpado pela morte de River. Em “Conta Comigo”,
a parte limpa da tábua Ouija aponta para o número 3: o DNA de três cadeias, a hélice tríplice ou,
mais especificamente, a trindade. Da mesma forma que o seu personagem Mike Waters, em
“Garotos de Programa”, temos aquele que é como Deus – o espírito, a água e o sangue, ou seja, o
condutor do gene angelical, a “palavra” (a carreira cinematográfica de River) e o novo código
genético. Temos o símbolo do triquetra, que aparece no livro A Conspiração Aquariana, de Marilyn
Ferguson, o qual também lembra a transferência de RNA.

Uma estrutura tridimensional de transferência de RNA lembra o símbolo do triquetra mostrado no


livro de Marilyn Ferguson. Embora usado algumas vezes como um símbolo da Trindade no
Cristianismo, o triquetra é uma antiga figura celta utilizada por pagãos, agnósticos e místicos
orientais.
Quer sejam músicos, escritores, atores e atrizes, as celebridades cumprem a profecia codificada nos
seus próprios trabalhos – a história de River é uma prova absoluta disso. E, assim como Jesus Cristo
cumpriu a escritura quando a Palavra se fez carne, a serpente também cumpre a sua própria profecia
se for dada a chance.
Água Amarga
Quando olhamos para o Antigo Testamento, vemos uma imagem de pecado, maldições, ira e
profecia. Vemos uma imagem de carnalidade, adultério, fornicação, assassinato e adoração de
ídolos. Foram dadas tarefas e atribuições especiais aos sacerdotes para lidar com esses tipos de
pecado. Uma delas é a lei do ciúme descrita no Livro de Números. Quando uma mulher se
contaminava cometendo adultério contra o seu marido, ela era trazida diante de um sacerdote, que
executava um ritual diante do Senhor. O versículo a seguir descreve esse ritual, que inclui a
preparação de água santa pelo sacerdote em um vaso de barro. Tal versículo possui exatamente 33
palavras:

25 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, I João 5:8 possui 21 palavras.
E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também
tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o
deitará na água. (Números 5:17)26
O ritual é de purificação do pecado de adultério, até mesmo da maldição do Kundalini trazida pela
infidelidade. Na verdade, parece que esse ritual era a única forma de purificar o corpo e a alma da
semente despertada da serpente. Nos versículos seguintes, o sacerdote então apresenta a mulher
perante o Senhor, descobre a cabeça dela “e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na
mão do sacerdote”. A expressão “água amarga” é mencionada quatro vezes na Bíblia King James,
todas no Livro de Números se referindo à lei dos ciúmes. A maldição do pecado de fornicação é
purificada somente pelas obras dos sacerdotes. Trata-se de uma maldição espiritual trazida pelo
assim chamado casamento espiritual com ramificações físicas. O ventre incha, a coxa é consumida e
a mulher deverá dizer “amém, amém”. Os sacerdotes então escrevem as maldições em um livro e as
apaga com a água amarga.

E esta água amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer


inchar o ventre, e te fazer consumir a coxa. Então a mulher dirá:
Amém, Amém. Depois o sacerdote escreverá estas mesmas
maldições num livro, e com a água amarga as apagará. (Números
5:22-23)
Se olharmos de novo para Números 5:17, uma imagem familiar surge. Água santa é colocada em
um vaso de barro, e pó do chão é colocado na água – esta é a água amarga que apaga a maldição,
um versículo que possui 33 palavras. O sacerdote então escreve as maldições em um livro. Jesus
Cristo é o vaso de barro cheio de Água Santa, a Palavra que se tornou carne para apagar a maldição
do pecado. Ele é o sacerdote que apresentou a mulher perante o Senhor e a purificou. Vemos isso
acontecendo em João, capítulo 8, quando os fariseus trazem a Jesus uma mulher que foi apanhada
cometendo adultério. Jesus se abaixa e, com o seu dedo, escreve na terra, como se não os tivesse
ouvido. Ele então se levanta e diz “aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire
pedra contra ela”. Ele se abaixa de novo e escreve na terra. Duas vezes ele purifica o vaso de barro.
Amém, amém. Assim como a escrita na parede, aqueles que ouviram saíram um por um, deixando a
mulher ilesa.
O Antigo Testamento é uma imagem da maldição do pecado e da carne, purificada somente pelos
sacerdotes designados. Jesus é a Palavra tornada carne que aboliu a maldição da lei, do pecado e da
carne, tornando todas as obras em obras mortas.

Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha


esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da
carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se
ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas
consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
(Hebreus 9:13-14)
No Antigo Testamento, o sumo sacerdote tinha de oferecer uma oferta não apenas pelos pecados da
congregação, mas também por ele próprio. Este é o conceito por trás da indústria do entretenimento,
26 Nota do tradutor: na versão Almeida Corrigida e Revisada, Números 5:17 possui 27 palavras.
da morte de River e da chama do Kundalini. Os Sumos Sacerdotes permanecem nas suas obras
mortas, escondidos daqueles que eles procuram “purificar”, mas eles não são de Deus. Para quem
está experimentando ou pretende experimentar no futuro a chama do Kundalini (tenha certeza que
será uma experiência de fogo), apegue-se a estas palavras:

Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva


correrão do seu ventre. (João 7:38)
Que o amor esteja com todos vocês em Cristo Jesus. Amém.

Em memória de River Phoenix (23 de agosto de 1970 – 31 de outubro de 1993)

Texto traduzido por Marcelo Raupp (mrraupp@yahoo.com.br), do site The Apple and the Birdcage
[A Maçã e a Gaiola].

Original disponível em: https://midnight-rant.com/waterfall-at-the-viper-room/.