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APOSTILA

PREPARATÓRIA

POLÍCIA
MILITAR
SOLDADO E BOMBEIRO

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LÍNGUA
PORTUGUESA
PROFESSOR
Pablo Jamilk
Professor de Língua Portuguesa, Redação e Redação
Oficial. Formado em Letras pela Universidade Estadual
do Oeste do Paraná. Mestre em Letras pela Universida-
de Estadual do Oeste do Paraná. Doutorando em Letras
pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Espe-
cialista em concursos públicos, é professor em diversos
estados do Brasil.

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SUMÁRIO

SUMÁRIO
1. COMO ESTUDAR LÍNGUA PORTUGUESA...................................................................................................................................05
Introdução...................................................................................................................................................................................................................................................... 05
Morfologia: classes de palavras............................................................................................................................................................................................................ 05
Artigo............................................................................................................................................................................................................................................................... 05
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 06

2. MORFOLOGIA......................................................................................................................................................................................... 06
Adjetivo........................................................................................................................................................................................................................................................... 06
Classificação Quanto ao Sentido........................................................................................................................................................................................................... 06
Classificação Quanto à Expressão........................................................................................................................................................................................................ 06
Adjetivo x Locução Adjetiva................................................................................................................................................................................................................... 06
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 09
Advérbio......................................................................................................................................................................................................................................................... 09
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 09
Conjunção....................................................................................................................................................................................................................................................... 10
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 10
Preposição...................................................................................................................................................................................................................................................... 1 1
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 1 1
Pronome.......................................................................................................................................................................................................................................................... 1 1
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 14
Substantivo.................................................................................................................................................................................................................................................... 14

3. SINTAXE..................................................................................................................................................................................................... 16
Sujeito.............................................................................................................................................................................................................................................................. 1 7
Predicado........................................................................................................................................................................................................................................................ 1 8
Termos Integrantes.................................................................................................................................................................................................................................... 1 8
Vozes Verbais................................................................................................................................................................................................................................................ 1 8
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 19
Tempos e Modos verbais.......................................................................................................................................................................................................................... 19
Formas Nominais do Verbo..................................................................................................................................................................................................................... 20
Complementos Verbais............................................................................................................................................................................................................................. 20
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 21

4. ACENTUAÇÃO GRÁFICA....................................................................................................................................................................22 03
Antecedentes................................................................................................................................................................................................................................................. 22
Encontros vocálicos.................................................................................................................................................................................................................................... 22
Regras de Acentuação............................................................................................................................................................................................................................... 22
Alterações do Novo Acordo Ortográfico............................................................................................................................................................................................ 23
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 23

5. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL .....................................................................................................................................24


Conceituação................................................................................................................................................................................................................................................. 24
Concordância Verbal................................................................................................................................................................................................................................. 24
Regras com Verbos Impessoais............................................................................................................................................................................................................. 25
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 25
Concordância Nominal............................................................................................................................................................................................................................. 26
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 27

6. CRASE.........................................................................................................................................................................................................27
Casos Proibitivos......................................................................................................................................................................................................................................... 28
Casos Obrigatórios..................................................................................................................................................................................................................................... 28
Casos Facultativos....................................................................................................................................................................................................................................... 29
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 29

7. COLOCAÇÃO PRONOMINAL............................................................................................................................................................. 30
Posições dos Pronomes – Casos de Colocação ............................................................................................................................................................................... 30
Colocação Facultativa................................................................................................................................................................................................................................ 31
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 31

8. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL ..................................................................................................................................................32


Principais Casos de Regência Verbal: ............................................................................................................................................................................................... 32
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 33
Regência Nominal....................................................................................................................................................................................................................................... 35
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 35

9. PONTUAÇÃO ...........................................................................................................................................................................................35
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 36
Ponto Final – Pausa Total......................................................................................................................................................................................................................... 37
Ponto-e-Vírgula – Pausa Maior do que uma Vírgula e Menor do que um Ponto Final.................................................................................................. 37

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SUMÁRIO

Dois-Pontos – Indicam Algum Tipo de Apresentação ................................................................................................................................................................. 37


Aspas – Indicativo de Destaque. .......................................................................................................................................................................................................... 38
Reticências (...).............................................................................................................................................................................................................................................. 38
Parênteses...................................................................................................................................................................................................................................................... 38
Travessão........................................................................................................................................................................................................................................................ 38
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 38

10. ORTOGRAFIA.........................................................................................................................................................................................39
Definição......................................................................................................................................................................................................................................................... 39
Emprego de “E” e “I”................................................................................................................................................................................................................................... 39
Empregaremos o “I”................................................................................................................................................................................................................................... 39
Orientações sobre a Grafia do Fonema /S/...................................................................................................................................................................................... 40
Emprego do SC............................................................................................................................................................................................................................................. 40
Grafia da Letra “S” com Som de “Z”..................................................................................................................................................................................................... 41
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 41

11. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS........................................................................................................................................................42


Tipologia Textual......................................................................................................................................................................................................................................... 42
Texto Narrativo............................................................................................................................................................................................................................................ 42
Texto Descritivo:.......................................................................................................................................................................................................................................... 42
Texto Dissertativo....................................................................................................................................................................................................................................... 42
Leitura e Interpretação de Textos........................................................................................................................................................................................................ 42
Vícios de Leitura.......................................................................................................................................................................................................................................... 43
Organização Leitora................................................................................................................................................................................................................................... 43

12. ESTILÍSTICA: FIGURAS DE LINGUAGEM..................................................................................................................................45


Figuras de Linguagem.............................................................................................................................................................................................................................. 45
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 46

13. REESCRITURA DE SENTENÇAS ...................................................................................................................................................46


Substituição................................................................................................................................................................................................................................................... 46
Deslocamento................................................................................................................................................................................................................................................ 47
Paralelismo.................................................................................................................................................................................................................................................... 47
Variação Linguística.................................................................................................................................................................................................................................. 48
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 48
04
14. SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS....................................................................................................................................................50
Campo Semântico....................................................................................................................................................................................................................................... 50
Sinonímia e Antonímia............................................................................................................................................................................................................................. 50
Hiperonímia e Hiponímia........................................................................................................................................................................................................................ 50
Homonímia e Paronímia.......................................................................................................................................................................................................................... 50
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 58

15. REDAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIAS OFICIAIS......................................................................................................................66


Aspectos da Correspondência Oficial................................................................................................................................................................................................. 66
Documentos Norteadores da Comunicação Oficial....................................................................................................................................................................... 67
Os Vocativos e Pronomes de Tratamento Mais Utilizados......................................................................................................................................................... 68
Concordância dos Termos Relacionados aos Pronomes de Tratamento.............................................................................................................................. 69
Os Fechos Adequados para Cada Correspondência..................................................................................................................................................................... 69
Identificação do Signatário..................................................................................................................................................................................................................... 69
Normas Gerais para Elaboração para Documentos Oficiais..................................................................................................................................................... 70
Destaques....................................................................................................................................................................................................................................................... 70
Documentos .................................................................................................................................................................................................................................................. 73
Aviso................................................................................................................................................................................................................................................................. 73
Ofício................................................................................................................................................................................................................................................................ 74
Memorando................................................................................................................................................................................................................................................... 74
Requerimento............................................................................................................................................................................................................................................... 74
Ata..................................................................................................................................................................................................................................................................... 75
Parecer............................................................................................................................................................................................................................................................ 75
Atestado.......................................................................................................................................................................................................................................................... 76
Certidão........................................................................................................................................................................................................................................................... 76
Apostila........................................................................................................................................................................................................................................................... 76
Declaração...................................................................................................................................................................................................................................................... 77
Portaria .......................................................................................................................................................................................................................................................... 77
Telegrama....................................................................................................................................................................................................................................................... 78
Exposição de Motivos................................................................................................................................................................................................................................ 78
Mensagem...................................................................................................................................................................................................................................................... 80
Fax..................................................................................................................................................................................................................................................................... 80
Correio Eletrônico....................................................................................................................................................................................................................................... 8 1
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 8 1

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CAPÍTULO 01 -

1. COMO ESTUDAR LÍNGUA mais simples para construir uma base sólida para a re-
flexão sobre a Língua Portuguesa.
PORTUGUESA
Artigo: termo que particulariza um substantivo.
Introdução Ex.: o, a, um, uma.

A parte inicial desse material se volta para a orienta- Adjetivo: termo que qualifica, caracteriza ou indica
ção a respeito de como estudar os conteúdos dessa dis- a origem de outro.
ciplina. É preciso que você faça todos os apontamentos Ex.: interessante, quadrado, alemão.
necessários, a fim de que sua estratégia de estudo seja
produtiva. Vamos ao trabalho! Advérbio: termo que imprime uma circunstância
Teoria: recomendo que você estude teoria em 30 % sobre verbo, adjetivo ou advérbio.
do seu tempo de estudo. Quer dizer: leia e decore as re- Ex.: mal, bem, velozmente.
gras gramaticais.
Prática: recomendo que você faça exercícios em Conjunção: termo de função conectiva que pode
40% do seu tempo de estudo. Quem quer passar tem que criar relações de sentido.
conhecer o inimigo, ou seja, a prova. Ex.: mas, que, embora.
Leitura: recomendo que você use os outros 30% para
a leitura de textos de natureza variada. Assim, não terá Interjeição: termo que indica um estado emotivo
problemas com interpretação na prova. momentâneo.
Ex.: Ai! Ufa! Eita!
Níveis de Análise da Língua:
Numeral: termo que indica quantidade, posição,
Fonético / Fonológico: parte da análise que estuda multiplicação ou fração.
os sons, sua emissão e articulação. Ex.: sete, quarto, décuplo, terço.
Morfológico: parte da análise que estuda a estrutu-
ra e a classificação das palavras. Preposição: termo de natureza conectiva que im-
Sintático: parte da análise que estuda a função das prime uma relação de regência.
palavras em uma sentença. Ex.: a, de, em, para.
Semântico: parte da análise que investiga o signifi-
cado dos termos. Pronome: termo que retoma ou substitui outro no 05
Pragmático: parte da análise que estuda o sentido texto.
que a expressões assumem em um contexto. Ex.: cujo, lhe, me, ele.

Substantivo: termo que nomeia seres, ações ou


Exemplos: anote os termos da conceitos da língua.
análise. Ex.: pedra, Jonas, fé, humanidade.
O aluno fez a prova.
Verbo: termo que indica ação, estado, mudança de
estado ou fenômeno natural e pode ser conjugado.
Morfologicamente falando, temos a se- Ex.: ler, parecer, ficar, esquentar.
guinte análise:
O = artigo. A partir de agora, estudaremos esses termos mais
pontualmente. Apesar disso, já posso antecipar que os
Aluno = substantivo.
conteúdos mais importantes e mais cobrados em concur-
Fez = verbo. sos são: advérbios, conjunções, preposições, pronomes e
A = artigo. verbos.
Prova = substantivo.
Artigo
Sintaticamente falando, temos a se-
Termo que define ou indefine um substantivo, par-
guinte análise: ticularizando-o de alguma forma. Trata-se da partícula
O aluno = sujeito. gramatical que precede um substantivo.
Fez a prova = predicado verbal.
A prova = objeto direto. Classificação:
• Definidos: o, a, os, as.
• Indefinidos: um, uma, uns, umas.

Morfologia: classes de palavras


Iniciemos o nosso estudo pela Morfologia. Assim, é

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LÍNGUA PORTUGUESA

Emprego do Artigo: dica a origem de outro”. Vejamos os exemplos:

1 – Definição ou indefinição de termo. • Casa vermelha.


Ex.: Ontem, eu vi o aluno da Sandra. • Pessoa eficiente.
Ex.: Ontem, eu vi um aluno da Sandra. • Caneta alemã.

2 – Substantivação de termo: Veja que “vermelha” indica a característica da casa;


Ex.: O falar de Juliana é algo que me encanta. “eficiente” indica uma qualidade da pessoa; e “alemã”
indica a origem da caneta. No estudo dos adjetivos, o
3 – Generalização de termo (ausência do arti- mais importante é identificar seu sentido e sua classi-
go) ficação.
Ex.: O aluno gosta de estudar.
Ex.: Aluno gosta de estudar. Classificação Quanto ao Sentido
4 – Emprego com “todo”: Restritivo: adjetivo que exprime característica que
Ex.: O evento ocorreu em toda cidade. não faz parte do substantivo, portanto restringe o seu
Ex.: O evento ocorreu em toda a cidade. sentido.

5 – Como termo de realce:


Ex.: Aquela menina é “a” dentista. Exemplos: cachorro inteligente,
menina dedicada.
Observação: mudança de sentido pela flexão:
Ex.: O caixa / A caixa. Explicativo: adjetivo que exprime característica
Ex.: O cobra / A cobra. que já faz parte do substantivo, portanto explica o seu
sentido.

Questões Gabaritadas Exemplos: treva escura, animal


(IBFC) Veja as três palavras que seguem. Com- mortal.
plete as lacunas com o artigo.___ púbis;___cal;__
06
mascote. Em concordância com o gênero das pala-
vras apresentadas, assinale abaixo a alternativa Classificação Quanto à Expressão
que completa, correta e respectivamente, as lacu-
nas. Objetivo: indica caraterística, não depende da sub-
jetividade.
a. o/a/a
b. a/a/o.
c. o/o/a Exemplo: Roupa verde.
d. a/o/o

Resposta: A Subjetivo: indica qualidade, depende de uma aná-


lise subjetiva.
(MB) Assinale a opção em que a palavra desta-
cada é um artigo. Exemplo: Menina interessante.
a. Foi a pé para casa. Gentílico: indica origem
b. O aluno fez a prova a lápis.
c. Chegamos a São Paulo no inverno.
d. Convidaram a mãe para as férias. Exemplo: Comida francesa.
e. Não a deixaram de fora da festa.

Resposta: D
Adjetivo x Locução Adjetiva
2. MORFOLOGIA Essencialmente, a distinção entre um adjetivo e uma
locução adjetiva está na formação desses elementos. Um
Adjetivo adjetivo possui apenas um termo, ao passo que a locução
adjetiva possui mais de um termo. Veja a diferença:
Podemos tomar como definição de adjetivo a seguinte
sentença “termo que qualifica, caracteriza ou in- Ela fez a sua leitura do dia.
Ela fez a sua leitura diária.

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CAPÍTULO 01 -

ADJETIVO LOCUÇÃO ADJETIVA D


A dedo digital

abdômen abdominal diamante diamantino, adamantino

abelha apícola dinheiro pecuniário

abutre vulturino E
açúcar sacarino elefante elefantino

águia aquilino enxofre sulfúrico

alma anímico esmeralda esmeraldino

aluno discente esposos esponsal

anjo angelical estômago estomacal, gástrico

ano anual estrela estelar

arcebispo arquiepiscopal F
aranha aracnídeo fábrica fabril
asno asinino face facial
audição ótico, auditivo falcão falconídeo

B farinha farináceo

baço esplênico fera ferino

bispo episcopal ferro férreo

boca bucal, oral fígado figadal, hepático

bode hircino filho filial

boi bovino fogo ígneo 07


bronze brônzeo, êneo frente frontal

C G
cabeça cefálico gado pecuário

cabelo capilar gafanhoto acrídeo

cabra caprino garganta gutural

campo campestre, bucólico ou rural gato felino

cão canino gelo glacial

carneiro arietino gesso típseo

Carlos Magno carolíngio guerra bélico

cavalo cavalar, equino, equídeo ou hí- H


pico
homem viril, humano
chumbo plúmbeo
I
chuva pluvial
idade etário
cidade citadino, urbano
ilha insular
cinza cinéreo
irmão fraternal
coelho cunicular
intestino celíaco, entérico
cobra viperino, ofídico
inverno hibernal, invernal
cobre cúprico
irmão fraternal, fraterno
coração cardíaco, cordial
J
crânio craniano
junho junino
criança pueril, infantil

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LÍNGUA PORTUGUESA

L pântano palustre

laringe laríngeo pato anserino

leão leonino pedra pétreo

lebre leporino peixe písceo ou ictíaco

leite lácteo, láctico pele epidérmico, cutâneo

lobo lupino pescoço cervical

lua lunar, selênico pombo colombino

M porco suíno, porcino

macaco simiesco, símio, macacal prata argênteo ou argentino

madeira lígneo predador predatório

mãe maternal, materno professor docente

manhã matutino, matinal prosa prosaico

mar marítimo proteína protéico

marfim ebúrneo, ebóreo pulmão pulmonar

mármore marmóreo pus purulento

memória mnemônico Q
mestre magistral quadris ciático

moeda monetário, numismático R


monge monacal, monástico raposa vulpino

morte mortífero, mortal, letal rio fluvial

08 N rato murino

nádegas glúteo rim renal

nariz nasal rio fluvial

neve níveo, nival rocha rupestre

noite noturno S
norte setentrional, boreal selo filatélico

nuca occipital serpente viperino, ofídico

núcleo nucleico selva silvestre

O sintaxe sintático

olho ocular, óptico, oftálmico sonho onírico

orelha auricular sul meridional, austral

osso ósseo T
ouro áureo tarde vesperal, vespertino

outono outonal terra telúrico, terrestre ou terreno

ouvido ótico terremotos sísmico

ovelha ovino tecido têxtil

P tórax torácico

paixão passional touro taurino

pai paternal, paterno trigo tritício

paixão passional U
pâncreas pancreático umbigo umbilical

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CAPÍTULO 01 -

urso ursino
tante saber reconhecer os advérbios em uma sentença,
portanto anote esses exemplos e acompanhe a análise.
V
vaca vacum
• Verbo.
• Adjetivo.
veia venoso • Advérbio.
velho senil
Categorias adverbiais: essas categorias resumem
vento eóleo, eólico os tipos de advérbio, mas não essencialmente todos os
verão estival sentidos adverbiais.
víbora viperino
• Afirmação: sim, certamente, claramente
vidro vítreo ou hialino etc.
• Negação: não, nunca, jamais, absolutamen-
virgem virginal
te.
virilha inguinal • Dúvida: quiçá, talvez, será, tomara.
visão óptico ou ótico
• Tempo: agora, antes, depois, já, hoje, ontem.
• Lugar: aqui, ali, lá, acolá, aquém, longe.
vontade volitivo • Modo: bem, mal, depressa, debalde, rapida-
voz vocal mente.
• Intensidade: muito, pouco, demais, menos,
mais.
Cuidados importantes ao analisar um adjetivo:
• Interrogação: por que, como, quando,
• Pode haver mudança de sentido:
onde, aonde, donde.
• Homem pobre X Pobre homem.
• Designação: eis.
Na primeira expressão, a noção é de ser desprovido
de condições financeiras; na segunda, a ideia e de indiví- Advérbio x Locução Adverbial
duo de pouca sorte ou de destino ruim.
A distinção entre um advérbio e uma locução adver-
bial é igual à distinção entre um adjetivo e uma locução
Questões Gabaritadas adjetiva, ou seja, repousa sobre a quantidade de termos. 09
Enquanto só há um elemento em um advérbio; em uma
(CESGRANRIO) Em “Ele me observa, incrédu- locução adverbial, há mais de um elemento. Veja os
lo”, a palavra que substitui o termo destacado, exemplos:
sem haver alteração de sentido, é:
• Aqui, deixaremos a mala. (Advérbio)
a. feliz • Naquele lugar, deixaremos a mala. (Locução
b. inconsciente adverbial)
c. indignado • Sobre o móvel da mesa, deixaremos a mala.
d. cético (Locução adverbial)
e. furioso

Resposta: D Questões Gabaritadas

(VUNESP) Indique o verso em que ocorre um (FCC) Érico Veríssimo nasceu no Rio Grande
adjetivo antes e outro depois de um substantivo: do Sul (Cruz Alta) em 1905, de família de tradição
e fortuna que repentinamente perdeu o poderio
a. O que varia é o espírito que as sente econômico. O advérbio grifado na frase acima tem
b. Mas, se nesse vaivém tudo parece igual o sentido de:
c. Tons esquivos e trêmulos, nuanças
d. Homem inquieto e vão que não repousas! a. à revelia.
e. Dentro do eterno giro universal b. de súbito.
c. de imediato.
Resposta: E d. dia a dia.
e. na atualidade.

Resposta: B
Advérbio
(AOCP) A expressão destacada que NÃO indica
Trata-se de palavra invariável, que imprime uma cir- tempo é
cunstância sobre verbo, adjetivo ou advérbio. É impor-

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LÍNGUA PORTUGUESA

a. “...mortes entre os jovens, especialmente nos DINADA SUBSTANTIVA.


países...”
b. “...Mais recentemente, me admiro com a co- Exemplos: É fundamental que o
ragem...”
país mude sua política.
c. “...diagnosticar precocemente doenças men-
tais.”
d. “...O que temos até então é um manual...” Maria não disse se faria a questão.
e. “...um milhão de pessoas morrem anualmen-
te...”
Adverbiais: Introduzem ORAÇÃO SUBORDINA-
Resposta: A DA ADVERBIAL.
São 9 tipos de conjunção:
Conjunção
• Causal: já que, uma vez que, como, porque.
Pode-se definir a conjunção como um termo invari- • Comparativa: como, tal qual, mais (do)
ável, de natureza conectiva que pode criar relações de que.
sentido (nexos) entre palavras ou orações. Usualmente, • Condicional: caso, se, desde que, contanto
as provas costumam cobrar as relações de sentido ex- que.
pressas pelas conjunções, desse modo, o recomendável • Conformativa: conforme, segundo, conso-
é empreender uma boa classificação e memorizar algu- ante.
mas tabelas de conjunção. • Consecutiva: tanto que, de modo que, de
sorte que.
Classificação das Conjunções • Concessiva: embora, ainda que, mesmo
que, apesar de que, conquanto.
Coordenativas • Final: para que, a fim de que, porque.
• Proporcional: à medida que, à proporção
Ligam termos sem dependência sintática. Isso quer que, ao passo que.
dizer que não desempenham função sintática uns em • Temporal: quando, sempre que, mal, logo
relação aos outros. que.

10
Exemplos: Machado escreveu con-
tos e poemas. Exemplos: Já que tinha dinheiro,
resolveu comprar a motocicleta.
Drummond escreveu poemas e entrou
para a história.
Questões Gabaritadas
(FCC) Ainda que já tivesse uma carreira solo
Categoria Conjunção Exemplo de sucesso [...], sentiu que era a hora de formar
seu próprio grupo. Outra redação para a frase aci-
Aditiva E, nem, não só... mas Pedro assistiu ao fil-
também, bem como, me e fez um comen- ma, iniciada por “Já tinha uma carreira...” e fiel ao
como também. tário logo após. sentido original, deve gerar o seguinte elo entre
as orações:
Adversativa Mas, porém, contu- A criança caiu no
do, entretanto, toda- chão, todavia não
via, no entanto. chorou. a. de maneira que.
b. por isso.
Alternativa Ou, ora...ora, quer... Ora Márcio estu-
c. mas.
quer, seja...seja. dava, ora escrevia
seus textos. d. embora.
e. desde que.
Conclusiva Logo, portanto, as- Mariana estava do-
sim, então, pois ente; não poderia
(após o verbo). vir, pois, ao baile. Resposta: C

Explicativa Que, porque, pois Traga o detergente,


(FCC) Segundo ele, a mudança climática con-
(antes do verbo), porque preciso la-
porquanto. var essa louça. tribuiu para a ruína dessa sociedade, uma vez
que eles dependiam muito dos reservatórios que
Subordinativas eram preenchidos pela chuva. A locução conjun-
tiva grifada na frase acima pode ser corretamente
Ligam termos com dependência sintática: substituída pela conjunção:
Integrantes: Introduzem uma ORAÇÃO SUBOR-

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CAPÍTULO 01 -

a. quando. Trás.
b. porquanto.
c. conquanto.
Acidentais
d. todavia.
e. contanto.
Salvo.
Resposta: B Exceto.

(FCC) Embora alguns desses senhores afortu- Mediante.


nados ocasionalmente emprestassem seus livros, Tirante.
eles o faziam para um número limitado de pes-
Segundo.
soas da própria classe ou família. Mantêm-se a
correção e as relações de sentido estabelecidas no Consoante.
texto, substituindo-se Embora (2º parágrafo) por

a. Contudo.
Questões Gabaritadas
b. Desde que.
(FJG) A preposição existente em “identificar
c. Porquanto.
uma mentira contada por e-mail” relaciona dois
d. Uma vez que
termos e estabelece entre eles determinada rela-
e. Conquanto.
ção de sentido. Essa mesma ideia está presente
em:
Resposta: E
a. As histórias que nascem por mãos humanas
Preposição são muitas vezes pura falsidade.
b. A pesquisa reforçou o que já se sabia: na
Trata-se de palavra invariável, com natureza tam- internet, frequentemente, se vende gato por lebre.
bém conectiva, que exprime uma relação de sentido. A c. Consumiu-o por semanas a curiosidade de
preposição possui uma característica interessante que é estar cara a cara com sua amiga virtual.
a de “ser convidada” para povoar a sentença, ou seja, ela d. Alguns deveriam ser severamente penaliza-
surge em uma relação de regência (exigência sintática). dos, por inventarem indignidades na rede. 11
A regência pode ser de duas naturezas:
• Verbal (quando a preposição é “convidada” Resposta: A
pelo verbo)
• Nominal (quando a preposição é “convida- (CEPERJ) “Cada um destes fatores constitui,
da” por substantivo, adjetivo ou advérbio) para as Nações Unidas, os desafios iminentes que
exigem respostas da humanidade” (7º parágrafo).
Nessa frase, a preposição “para” possui valor se-
Exemplo: O cidadão obedeceu ao mântico de:
comando. (Regência verbal)
a. conformidade
b. comparação
A necessidade de vitória o animava. c. finalidade
(Regência nominal) d. explicação
e. direção

Classificação Resposta: A

As preposições podem ser classificadas em: Pronome


Essenciais O conteúdo sobre pronomes é um dos mais impor-
tantes (senão o mais) dentro da parte relacionada à Mor-
A, ante, até, após, fologia. É muito comum haver questões que exijam sua
identificação, sua interpretação e sua análise funcional.
Com, contra,
Além disso, muitos examinadores gostam de cobrar as
De, desde, noções de “referenciação”, que – basicamente – significa
perceber a que elemento o pronome faz alusão.
Em, entre,
Por definição, pode-se dizer que o pronome é um ter-
Para, per, por, perante, mo que substitui ou retoma algo na sentença.
Sem, sob, sobre,

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03. Função de adjunto:


Exemplo: Comprei um carro e ele
estragou logo depois. Exemplo: Ela levou-me as cane-
tas. (adjunto adnominal do termo “cane-
tas”)
Vamos iniciar uma classificação dos pronomes, a fim
de facilitar nosso estudo.
Emprego de “O, A e LHE”
Classificação
Esse conteúdo é muito frequente em provas de con-
• Pessoais; cursos, portanto convém entende-lo.
• De tratamento;
• Demonstrativo; O, A: termos diretos.
• Relativos; Retomam elementos não introduzidos por preposi-
• Interrogativos; ção.
• Indefinidos;
• Possessivos. Lhe: termo indireto.
Retoma elemento introduzido por preposição.
Pessoais

São os pronomes relacionados às pessoas do discurso: Exemplos: Minha irmã devolveu


a carta para Jonas.
1ª pessoa = Quem fala. Minha irmã a devolveu para Jonas.
2ª pessoa = Para quem se fala. Minha irmã lhe devolveu a carta.
3ª pessoa = Sobre quem se fala.
Minha irmã devolveu-lha.

Caso Reto Caso Oblíquo


Emprego de “O” e “A” na Ênclise
Átonos Tônicos
12
Eu Me Mim, comigo Nos estudos de Colocação Pronominal, um dos ca-
sos – a ênclise (pronome após o verbo) – exige especial
Tu Te Ti, contigo
atenção para a estrutura da sentença.
Ele, ela O, a, lhe, se Si, consigo Se a palavra terminar em R, S ou Z: use lo, la, los
ou las.
Nós Nos Nós, conosco

Vós Vos Vós, convosco Exemplos: Soltar o pensamento.


Eles, elas Os, as, lhes, se Si, consigo Soltá-lo.

Se a palavra terminar em ÃO, ÕE ou M: use no, na,


Funções Pronominais
nos ou nas.
A depender de como são empregados, os pronome
podem possuir diferentes funções sintáticas. Veja: Exemplos: Compram as roupas.
Compram-nas.
01. Função de sujeito:

Exemplo: Nós compramos o car- Pronome de Tratamento


ro. (sujeito do verbo “comprar”)
É o tipo de pronome empregado para criar algum
tipo de circunstância cerimoniosa. São exemplos de pro-
02. Função de complemento: nomes de tratamento:

Exemplo: Pegue a toalha e a tra- Exemplos: Vossa Senhoria.


ga aqui. (complemento do verbo “trazer”) Vossa Majestade.
Vossa Excelência.

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CAPÍTULO 01 -

Observação: há uma distinção de Exemplo: Nunca vi tal pessoa


emprego dos pronomes de tratamento que passando por aqui.
costuma ser alvo de questões.

Pronome Relativo
Vossa Excelência: para o tratamento direto com a
pessoa. É o tipo de pronome que promove uma relação entre:

Substantivo e verbo.
Exemplo: Vossa Excelência gos- Pronome e verbo.
taria de um rascunho? Substantivo e substantivo.
Pronome e substantivo.

Sua Excelência: para o tratamento não direto, ou Vejamos quais são os pronomes relativos da língua.
seja, quando se fala sobre a pessoa. Não esqueça de anotar as informações pertinentes a
cada pronome.
Exemplo: Eu falei a respeito de
Que:
Sua Excelência ontem, mas ele não ouviu.

Exemplo: A matéria de que gosto


Pronome Demonstrativo é Gramática.

Pronome que aponta para algo no espaço, no tempo


ou no texto. O qual:

Masculino Feminino Neutro Exemplo: Eis a mãe do menino, a


Este Esta Isto qual passou a noite comigo. 13
Esse Essa Isso

Aquele Aquela Aquilo Quem:

Exemplo: O indivíduo com quem


Exemplos: A saída para a crise é briguei sumiu.
esta: interromper a especulação.

Quanto:
Interromper a especulação: essa é a sa-
ída para a crise.
Exemplo: Ele fez tudo quanto
pôde.
Manuel e Jorge chegaram: este com
uma maçã; aquele com um pão.
Onde:

Outros Demonstrativos
Exemplo: O país onde ocorreu o
Olho vivo para esses pronomes, pois costumam apa- evento está em crise.
recer associados a pronomes relativos.

O / A (aquilo / aquela) Cujo:

Exemplo: Ele dirá o que for ver- Exemplo: Ele falou da pessoa
dade. cuja mãe surgiu anteriormente.

Tal / semelhante (permutáveis por outros demons-


trativos)

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Pronomes Indefinidos prego do pronome pessoal segue a norma padrão.

Esses pronomes servem para esvaziar um referente. a. Manda ele fazer o serviço sozinho.
Veja alguns exemplos: b. Sinto muito, mas não posso lhe ajudar.
c. Há muito trabalho para mim fazer.
Alguém
d. Entre mim e você não há mais nada.

Algum Resposta: D
Ninguém
(FCC) Ao se substituir um elemento de deter-
Nenhum minado segmento do texto, o pronome foi empre-
Tudo gado de modo INCORRETO em:
Nada
a. e mantém seu ser = e lhe mantém
Cada b. é dedicado [...] a uma mulher = lhe é dedi-
cado
Qualquer
c. reviver acontecimentos passados = revivê-
-los
d. para criar uma civilização comum = para
Mudança de sentido criá-la
e. que provê o fundamento = que o provê
Importante: A depender da posi-
Resposta: A
ção do pronome, pode haver mudança de
sentido.
Substantivo
Exemplo: Algum amigo X Amigo É a palavra variável que nomeia seres, conceitos, sen-
algum timentos ou ações presentes na língua. Podemos classifi-
car os substantivos da seguinte maneira.
14

Pronomes Interrogativos Quanto à existência:

Servem para criar uma interrogação direta ou indi- Concreto: pessoa, casa, fada, Deus, carro.
reta. Abstrato: vingança, amor, caridade.

Que você deseja? Quanto à designação:


Qual é seu nome?
Quem trouxe o carro aqui? Próprio: João, Jonas, Fundação José Clemente.
Quanto de coragem você tem? Comum: homem, dia, empresa.

Quanto à composição:
Pronomes Possessivos
Simples: roupa, casa, sol.
Essencialmente indicam posse. Podem também in-
Composto: guarda-roupas, passatempo, girassol.
dicar aproximação ou familiaridade. É preciso observar
seu emprego para não gerar ambiguidade nas sentenças.
Quanto à derivação:

Meu, minha (s) Primitivo: motor, dente, flor.


Teu, tua (s) Derivado: mocidade, motorista, dentista.
Como partitivos: gole, punhado, maioria, minoria.
Seu, sua (s) Como coletivos: enxame, vara, corja, esquadrilha,
Nosso, nossa (s) esquadra.
Vosso, vossa (s)
Os substantivos próprios são sempre concretos e de-
Seu, sua (s) vem ser grafados com iniciais maiúsculas. Porém, alguns
substantivos próprios podem vir a se tornar comuns,
pelo processo de derivação imprópria que, geralmente,
Questões Gabaritadas ocorre pela anteposição de um artigo e a grafia do subs-
tantivo com letra minúscula. (um judas, para designar
(FUNDEP) Assinale a alternativa em que o em-

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CAPÍTULO 01 -

um indivíduo traidor / um panamá, para citar o exemplo Z ES Cartaz - cartazes


do chapéu que possui esse estilo).
As flexões dos substantivos podem se dar em gênero, N ES Abdômen - abdô-
menes
número e grau.
S (oxítonos) ES Inglês - ingleses
Gênero dos Substantivos AL, EL, OL, UL IS Tribunal - tribunais

Quanto à distinção entre masculino e feminino, os IL (oxítonos) S Barril - barris


substantivos podem ser: IL (paroxítonos) EIS Fóssil - fósseis
Biformes: quando apresentam uma forma para o
masculino e outra para o feminino. ZINHO, ZITO S Anelzinho - aneizi-
nhos

Exemplos: Gato, gata, homem, Alguns substantivos são grafados apenas no plural:
mulher
• alvíssaras;
Uniformes: quando apresentam uma única forma • anais;
para ambos os gêneros. Nesse caso, eles estão divididos • antolhos;
em: • arredores;
Epicenos: usados para animais de ambos os • belas-artes;
sexos (macho e fêmea). • calendas;
• cãs;
• condolências;
Exemplos: Besouro, jacaré, alba- • esponsais;
troz. • exéquias;
• fastos;
Comum de dois gêneros: aqueles que desig- • férias;
nam pessoas. Nesse caso, a distinção é feita por • fezes;
um elemento ladeador (artigo, pronome). • núpcias;
• óculos;
• pêsames; 15
Exemplos: Terrícola, estudante,
dentista, motorista; O plural dos substantivos compostos será tratado no
capítulo sobre Flexão Nominal. Esta é apenas uma in-
Sobrecomuns: apresentam um só gênero gra- trodução.
matical para designar pessoas de ambos os sexos.
indivíduo, vítima, algoz; O Grau do Substantivo
Em algumas situações, a mudança de gênero
altera também o sentido do substantivo: Aumentativo / Diminutivo

Exemplos: O cabeça (líder) / A Analítico: quando se associam os adjetivos ao subs-


tantivo.
cabeça (parte do corpo).

Exemplo: carro grande, pé pe-


O Número dos Substantivos queno;

Tentemos resumir as principais regras de formação Sintético: quando se adiciona ao substantivo sufixos
do plural nos substantivos. indicadores de grau.

Terminação Variação Exemplo Exemplo: carrão, pezinho.


Vogal ou ditongo Acréscimo do ‘s’ Barco - barcos

M NS Pudim - pudins Sufixos


ÃO (primeiro caso) ÕES Ladrão - ladrões
Aumentativos: -ázio, -orra, -ola, -az, -ão, -eirão,
ÃO (segundo caso) ÃES Pão - pães
-alhão, -arão, -arrão, -zarrão;
ÃO (terceiro caso) S Cidadão - cidadãos
Diminutivos: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, -im, -elho,
R ES Mulher - mulheres
-inho, -zinho (o sufixo -zinho é obrigatório quando o

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substantivo terminar em vogal tônica ou ditongo: cafe- os apetrechos ou os petrechos


zinho, paizinho);
O aumentativo pode exprimir tamanho (casarão), os arredores
desprezo (sabichão, ministraço, poetastro) ou intimida- os Bálcãs
de (amigão); enquanto o diminutivo pode indicar carinho
(filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco, casebre), além os confins
das noções de tamanho (bolinha). os esponsais (contrato de casa-
Alguns substantivos que se empregam apenas no mento ou noivado)
plural: os esposórios (presente de núp-
cias)
as algemas os Estados Unidos
as alvíssaras os fastos (anais)
as arras (bens, penhor) os idos
as cadeiras (ancas) os manes (almas)
as calças os parabéns
as calendas (1º dia do mês roma- os pêsames
no)
os picles
as Canárias (ilhas)
os suspensórios
as cãs (cabelos brancos)
os víveres
as cócegas

as condolências

as costas 3. SINTAXE
as custas
A sintaxe é a parte da Gramática normativa que es-
as damas (jogo)
tuda a função dos termos em um período. Para entender
16 as endoenças (solenidades reli- melhor o que isso quer dizer, é preciso fazer uma distin-
giosas) ção entre frase, oração e período. Vejamos:
as exéquias (pompas, honras, ce-
rimônias fúnebres) Frase: sentença dotada de sentido.
as férias

as fezes
Exemplos: Bom dia!
Até logo!
as finanças
Estudo para o concurso!
as hemorroidas

as matinas (breviário de orações


matutinas) Oração: frase que se organiza em torno de uma for-
ma verbal!
as nádegas

as núpcias
Exemplo: Língua Portuguesa é o
as olheiras
máximo!
as palmas (aplausos)

as pantalonas
Período: conjunto de orações. O período pode ser:
as primícias (começos, prelúdios, Simples: que possui apenas uma oração (ora-
primeiros frutos) ção absoluta).
as profundas Composto: que possui mais de uma oração.
Misto: que possui mais de um processo de
as trevas
composição de período.
as vísceras
A principal parte do estudo da Sintaxe está em estu-
os afazeres
dar os termos da oração, ou seja, do período simples, pois
os anais tudo se articula a partir dele. Portanto, vamos começar
os antolhos
fazendo uma divisão dos termos da oração.

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CAPÍTULO 01 -

Termos da Oração Perceba que há uma diferença entre sujeito sintático


e sujeito semântico. Estamos trabalhando com a classi-
ficação sintática do sujeito. O sujeito semântico será o
Essenciais Integrantes Acessórios
referente da frase.
Sujeito Complementos Ver- Adjunto Adnominal
bais 04. Sujeito indeterminado: comumente nos
Predicado Complemento No- Adjunto Adverbial casos a seguir.
minal

Agente da Passiva Aposto


Verbo na 3ª pessoa do plural, sem referente:

Predicativo do Su- Vocativo
jeito Exemplo: Entraram na sala do
Predicativo do Ob- presidente.
jeto

Anote os mais importantes e centralize seus estudos VTI, VL ou VI + SE:


neles!
Exemplos:
Sujeito Precisa-se de guerreiros.
Fica-se feliz na riqueza.
Termo sobre o qual se declara ou se constata algo.
Lembre-se de que o sujeito não precisa ser uma pessoa Vive-se bem no Brasil.
ou um ser animado. Como termo da sentença, pode ser
até mesmo uma oração inteira. Vejamos os tipos de su-
jeito: 05. Sujeito inexistente: também chamado
de oração sem sujeito, ocorre com verbos impes-
01. Sujeito simples: apenas 1 núcleo. soais!

Substantivo: Verbo que denota fenômeno natural:



17
Exemplo: Surgiram boatos sobre Exemplo: Nevou em Cascavel.
a crise.
Verbo “Haver” (empregado no sentido de existir, ocor-
rer ou acontecer):
Pronome


Exemplo: Havia pessoas estudan-
Exemplo: Você precisa de orien-
do.
tação.

Verbo “Haver”, “Fazer” ou “Ir” (no sentido de tempo


Expressão substantivada
transcorrido).


Exemplo: O falar alheio prejudica
Exemplo: Faz dez dias que a vi
a vida.
aqui.

02. Sujeito Composto: mais de 1 núcleo:


06. Sujeito Oracional: oração subordinada

substantiva subjetiva.
Exemplo: Joelma e Márcia aden-
traram a sala. Exemplos: É necessário que você
estude.
03. Sujeito Oculto: retoma-se pelo verbo. Convém que façamos essa prova.

Exemplo: Pedro saiu cedo, mas Os casos de sujeito oracional são muito cobrados em
não retornou. prova.

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Predicado Nocional: indica ação ou fenômeno natural. Como


essa categoria é extensa, o conveniente é dividi-la para
Definimos predicado como “aquilo que se declara ou facilitar a compreensão.
se constata a respeito do sujeito”. Há três naturezas de
predicado. Intransitivo: não necessita de complemento.

Verbal: que exige um verbo nocional. Exemplos: Chegar, sair, viver,


Nominal: que exige um verbo relacional e um pre-
dicativo. morrer.
Verbo-nominal: que exige um verbo nocional e um A criança nasceu.
predicativo.
Transitivo: necessita de complemento. A depender do
tipo de relação entre o verbo e o complemento, é possível
Exemplos: O aluno é inteligente. fazer ainda mais divisões. Veja:
(Predicado Nominal)
Eu farei a prova. (Predicado Verbal) Direto: não necessita de preposição.
Eu farei a prova entusiasmado. (Predi-
cado Verbo-Nominal). Exemplo: Comprar, fazer, falar,
ouvir, escrever.

Termos Integrantes
Indireto: necessita de preposição.
Os termos integrantes auxiliam na estruturação das
sentenças, preste atenção à relação desses termos para
Exemplo: Crer (em), obedecer (a),
com os termos essenciais da oração.
necessitar (de)
Verbo
Bitransitivo: 2 tipos de complemento: um direto e
Estamos diante do coração de muitas das análises
18 um indireto.
que podem ser feitas em uma sentença: o verbo. Essa

classe de palavras é especial, porque muitas questões
costumam envolver, mesmo que indiretamente, o conhe- Exemplo: Dar, doar, envolver, pa-
cimento a seu respeito. Vejamos a definição: gar.
Verbo é a palavra que exprime:
Ação: correr, jogar, pular.
Estado: ser, estar, parecer. Vozes Verbais
Mudança de estado: ficar, tornar-se.
Fenômeno natural: chover, ventar, nevar. A noção de voz do verbo está relacionada à atitude
que ele exprime. Isso quer dizer que deve ser feita uma
Algo muito importante, no estudo dos verbos, é sua análise semântica da forma verbal, para poder entender
classificação. Por isso, vamos ao trabalho! em que voz ela foi aplicada.

Classificação 01. Ativa: deve possuir um sujeito agente.


02. Passiva: deve possuir um sujeito paciente.
Relacional: exprime estado ou mudança de estado. 03. Reflexiva: deve possuir um sujeito ao
Decore a lista com esses verbos. mesmo tempo agente e paciente.
04. Recíproca: deve possuir um verbo que
Ser exprima ação mútua.
Estar
Voz ativa: foco no sujeito agente. Anote os papéis de
Continuar
sujeito agente e afetado!
Andar

Parecer Exemplos: O corretor vende ca-


Permanecer sas.
Ficar Eu comprarei aquela casa.
Meu aluno está fazendo uma ativida-
Tornar-se
de.

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CAPÍTULO 01 -

Voz passiva: há dois tipos de voz passiva. A VP ana- (FCC) Transpondo-se para a voz passiva o seg-
lítica (maior) e a sintética (menor). mento sublinhado em É possível que os tempos
modernos tenham começado a desfavorecer a so-
01. Analítica: sujeito paciente + locução verbal lução do jeitinho, a forma obtida deverá ser:
+ agente da passiva. Preste atenção para o fato de
o verbo auxiliar “ser” entrar na jogada da locução a. tenha começado a ser desfavorecida.
verbal. b. comecem a desfavorecer.
c. terá começado a ser desfavorecida.
d. comecem a ser desfavorecidos.
Exemplos: Casas são vendidas e. estão começando a se desfavorecer.
pelo corretor.
Aquela casa será comprada por mim. Resposta: A
Uma atividade está sendo feita por
meu aluno. Tempos e Modos verbais
Nessa parte, estudaremos a construção dos tempos e
02. Sintética: verbo + se + sujeito paciente. dos modos verbais nas formas de conjugação. É impor-
Preste atenção à função da palavra “se” = partícu- tante que você fique atento às desinências (formas que
la apassivadora / pronome apassivador. finalizam) os verbos. Facilita enormemente o processo de
aprendizagem.
Vamos relembrar a conjugação de alguns verbos.
Exemplos: Vendem-se casas. Faremos a conjugação da primeira pessoa dos verbos
Comprar-se-á aquela casa. “amar”, “vender” e “partir”, a fim de que seja possível es-
Está-se fazendo uma atividade. tudar algumas particularidades da conjugação.

01. Modo Indicativo: exprime ideia de cer-


Voz Reflexiva: nesse caso, o sujeito será o agente teza.
e o paciente da mesma ação. O pronome “se” será cha- Presente: amo, vendo, parto.
mado de pronome reflexivo (morfologicamente) e, sin- Pretérito Perfeito: amei, vendi, parti.
taticamente, receberá o nome de objeto direto – pois é a Pretérito Imperfeito: amava, vendia, partia
19
função que desempenha na frase. Pretérito Mais-que-perfeito: amara, vendera,
partira.
Futuro do presente: amarei, venderei, partirei.
Exemplo: A menina rabiscou-se Futuro do pretérito: amaria, venderia, partiria.
com a caneta.
02. Modo Subjuntivo: exprime ideia de hi-
pótese.
Voz Recíproca: nesse caso, o verbo deve exprimir Presente (que): ame, venda, parta.
uma ação mútua. Obrigatoriamente, haverá mais de um Pretérito Imperfeito (se): amasse, vendesse,
elemento envolvido na ação. partisse.
Futuro (quando): amar, vender, partir.

Exemplo: Os candidatos se ofen- 03. Modo imperativo: exprime ideia de or-


deram no debate. dem, pedido ou súplica.
Não há primeira pessoa.

Questões Gabaritadas Montagem do Imperativo:

AFIRMATIVO
(FCC) Transpondo-se para a voz passiva o
2ª do singular e 2ª do plural –s do final da palavra.
segmento sublinhado na frase os partidários de
O resto: Presente do Subjuntivo.
quem subjuga acabam por demonizar a reação do
subjugado, ele deverá assumir a seguinte forma:
NEGATIVO: SEM FRESCURA!
Não + presente do subjuntivo.
a. acabam demonizando.
b. acabam sendo demonizados.
c. acabará sendo demonizada. Exemplo: Verbo falar.
d. acaba por ter sido demonizado.
e. acaba por ser demonizada.

Resposta: E

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LÍNGUA PORTUGUESA

Presente do Imperativo Presente do Imperativo


expresso por um termo que (em essência) possui uma
Indicativo Afirmativo Subjuntivo Negativo
preposição:

Falo - Fale -
Exemplos: O acesso à água é difí-
Falas Fala tu Fales Não fales tu
cil naquele lugar.
Fala Fale você Fale Não fale você
Josué estava consciente da vitória.
Falamos Falemos nós Falemos Não falemos O professor agiu contrariamente ao es-
nós
perado.
Falais Falai vós Faleis Não faleis vós

Falam Falem vocês Falem Não falem


vocês Agente da Passiva

Formas Nominais do Verbo Termo ao qual se atribui a ação da voz passiva ana-
lítica (lembre-se da estrutura da voz passiva analítica):
São formas que fazem o verbo parecer algo do grupo O discurso foi proferido pelo orador. (Perceba que é
nominal. Vejamos suas terminações e seus sentidos. o orador que pratica a ação expressa pelo verbo apassi-
vado)
Infinitivo: terminados em –R.
Predicativo do Sujeito

Exemplos: amar, vender, partir. Termo que pertence ao predicado, mas que qualifi-
ca o sujeito. É um tipo de caracterização que se faz do
sujeito.
Gerúndio: terminados em –NDO.

Exemplos: O aluno está animado.


Exemplos: amando, vendendo, Eu fiz a prova empolgado.
partindo.
20
Termos Acessórios
Particípio: terminados em –ADO ou –IDO
Os termos acessórios são aqueles que aumentam a
Exemplos: amado, vendido, par- informação ou a especificidade a respeito de algum re-
ferente frasal. Isso quer dizer que, estruturalmente, eles
tido. não são “essenciais” (que obviedade!). Se a banca qui-
ser retirar o termo acessório, o que muda, em regra, é o
sentido. Vejamos quais são esses termos:
Complementos Verbais
Adjunto adnominal
Objeto direto: termo que completa o sentido de um
verbo e não necessita de preposição. Termo que particulariza o núcleo de uma expressão
nominal. Usualmente, artigos, pronomes, adjetivos, locu-
Exemplos: Alguém cortou a ár- ções adjetivas e numerais costumam desempenhar essa
função.
vore.
Maria disse que faria a prova. (Comple-
Exemplos: O aluno fez uma prova
mento Verbal Oracional)
fácil.
O aluno do curso fez aquela prova.
Objeto indireto: termo que completa um VTI. Três alunos farão a minha prova.

O aluno necessita de explicações.


Adjunto Adverbial
Complemento Nominal
Termo que imprime circunstância sobre verbo, ad-
Termo que completa o sentido de um substantivo, de jetivo ou advérbio. Na verdade, é o nome sintático do
um adjetivo ou de um advérbio! Fique de olho aberto advérbio ou da locução adverbial.
para o fato de que o complemento nominal é um termo Com afinco, o candidato estudou Gramática por
de natureza indireta, ou seja, ele é preposicionado ou

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CAPÍTULO 01 -

dias. (Modo / Tempo)


Exemplo: Meu amigo, chegou a
Exemplo: Amanhã será o grande hora de estudar!
dia! (Tempo)

Predicativo do Objeto
Aposto
Qualificação do objeto que é atribuída pelo sujeito da
Termo que explica, resume, especifica, enumera ou sentença.
distribui um referente – com o qual estabelece identifi-
cação semântica.
Exemplo: Os alunos chamaram
Explicativo: o professor de idiota. (Perceba que são os
alunos – sujeito – que atribuem essa carac-
Exemplo: José de Alencar, ro- terística ao professor – objeto)
mancista brasileiro, escreveu “Lucíola”.

Questões Gabaritadas
Resumitivo:
(FCC) ... o culto que a aristocracia do seu país
dedicava a tudo o que era francês... O segmento
Exemplo: Jonas perdeu o carro, a que possui a mesma função sintática do grifado
casa, a família, tudo. acima está também grifado em:

a) ... a morfologia e a sintaxe alemãs teriam afinida-


Especificativo: des com as gregas.
b) ... a afirmação é geralmente atribuída a Heidegger,
filósofo cujo tema precípuo é o ser.
Exemplo: O jogador Marco Man- c) Estranho é que haja franceses ou brasileiros... 21
co fez o comentário. d) O latim foi a língua da filosofia e da ciência na
Europa...
e) ... a superficialidade que atribui ao pensamento
Enumerativo: ocidental moderno...

Resposta: C
Exemplo: Busco duas coisas na
vida: sucesso e felicidade. (FCC) Donos de uma capacidade de orientação
nas brenhas selvagens [...], sabiam os paulistas
como... O segmento em destaque na frase acima
Distributivo: exerce a mesma função sintática que o elemento
grifado em:
Exemplo: Os alunos chegaram ao
a) Nas expedições breves serviam de balizas ou mos-
local: Márcio, primeiro; Juca, depois.
tradores para a volta.
b) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescenta-
riam aqueles de considerável...
Oracional: Também chamado de Oração Subordina-
c) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível
da Substantiva Apositiva.
o sinal.
d) Uma sequência de tais galhos, em qualquer flores-
Exemplo: Desejo apenas isto: que ta, podia significar uma pista.
você aprenda Língua Portuguesa. e) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-
-nos a vila de São Paulo como centro...

Resposta: D
Vocativo
(FCC) ...a pintura se torna também o registro
Trata-se de uma interpelação que indica o interlocu-
da mudança cromática da paisagem com o passar
tor, ou seja, indica com quem se fala.
das horas. O elemento em destaque acima possui
a mesma função sintática que o grifado em:

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a. Nenhum artista quer fazer o que já fizeram...


b. Nada me alegra mais do que deparar com Exemplos: Uruguai, Paraguai.
uma obra de arte...
c. ...o surgimento do novo é inerente à própria
criação artística. Regras de Acentuação
d. ...que facilitaram a ida das pessoas ao cam-
po...
e. ...houve momentos em que a necessidade do 01. Proparoxítonas: todas são acentuadas:
novo levou a um salto qualitativo.

Resposta: A Exemplos: Teleférico, hipotético,


amazônico.
4. ACENTUAÇÃO GRÁFICA
02. Paroxítonas: devemos observar duas re-
O conteúdo de acentuação está pautado em alguns
gras aqui:
princípios que o antecedem e se relacionam com a pró-
pria estrutura das palavras. Esses antecedentes são a
a. Não são acentuadas as terminadas em: a, e,
prosódia e os encontros vocálicos.
o, m (seguidos ou não de s).

Antecedentes
Exemplos: Cama, chefe, bolo,
Prosódia: distribuição da sílaba tônica na pronúncia imagem.
da palavra.

Oxítonas (última sílaba tônica) b. São acentuadas as terminadas em: r, n, l, x,


ps, us, i(s), om(ons), um(uns), ã(s), ão(s) e ditongos:
Exemplos: cajá, fubá, rapé.
Exemplos: Caráter, hífen, tórax,
22
bíceps, próprio.
Paroxítonas (penúltima sílaba tônica)

Exemplos: imagem, casa, carro. 03. Oxítonas: são acentuadas as terminadas


em:

Proparoxítonas (antepenúltima sílaba tônica) Exemplos:


A(s): fará, maracujás.
Exemplos: cadavérico, esqueléti- E(s): sopé, jacaré.
co, mágico. O(s): cipó, abricó.
Em, Ens: também, parabéns.

Encontros vocálicos
04. Monossílabos tônicos: são acentuados
Hiato: separação do encontro vocálico. os terminados em:

Exemplos: Piano; saúva. Exemplos:


A(s): lá, já, cá, má.
E(s): pé, ré, Sé.
Ditongo: encontro vocálico (semivogal + vogal / vo-
gal + semivogal) que não se separa. O(s): pó, dó, mó, só.

Exemplos:Céu, chapéu. 05. Acentuação de Hiatos: são acentuadas


as letras “i” e “u” – sozinhas ou seguidas de s,
quando formarem hiato na palavra.
Tritongo: encontro vocálico que não se separa (se-
mivogal + vogal + semivogal)
Exemplos: Saúde, saúva, egoísta,

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CAPÍTULO 01 -

Observação: Não são acentuados


Exemplo: Eles mantêm / Eles
os hiatos dessa natureza
convêm.
Seguidos de nh: tainha, bainha.
Paroxítonos antecedidos de ditongo:
Bocaiuva, feiura. 10. Acentos diferenciais: são empregado
Com “i” ou “u” duplicados: vadiice, uu- para distinguir palavras.
- Alguns permanecem:
çango.

Exemplos:
Dica Focus: se a palavra tiver Pôr/ Por
essas letras duplicas; mas for proparoxí- Pôde/ Pode
tona, o acento ainda vai ocorrer. É o caso Fôrma/ Forma
de “friíssimo”.
11. Outros desaparecem em função do
Novo Acordo Ortográfico:
06. Ditongos abertos: eu, ei, oi. Preste aten-
ção, porque essa regra mudou eu função do Novo
Pelo: antigamente havia a forma “pêlo”.
Acordo Ortográfico. Agora, são acentuados os di-
Pera: antigamente havia a forma “pêra”.
tongos abertos quando forem:
Polo: antigamente havia a forma “pólo”.
Para: antigamente havia a forma “pára”.
Oxítonos: chapéu, tonéis, lençóis.
Monossilábicos: céu, rói, réis.
Alterações do Novo Acordo Ortográfico
07. Formas verbais com hífen: deve-se
pensar em cada parte da palavra separadamente, Não são acentuados ditongos abertos paroxítonos:
como se possuísse um padrão tonal para cada pe-
daço (antes e depois do hífen):
Exemplos: Ideia, jiboia, boia, as- 23

sembleia.
Exemplos:
Convencê-lo. OO / EE paroxítonos não recebem mais acento:
Dizer-lhe.
Aplicá-la-íamos. Exemplos: Voo, enjoo, veem,
leem.

08. Verbos “TER” e “VIR”: quando empre- Trema: não é mais empregado em palavras da Lín-
gados na 3ª pessoa do singular (Presente do In- gua Portuguesa.
dicativo), não recebem acento. Quando na 3ª do
plural (Presente do Indicativo), recebem o acento
circunflexo. Exemplos: Tranquilo, equidade,
sanguíneo.
Exemplos: Ele tem, ele vem.
Eles têm, eles vêm.
Questões Gabaritadas
(CESPE) O emprego de acento gráfico em
09. Derivados de “TER” e “VIR” emprega-
“água”, “distância” e “primário” justifica-se pela
dos na 3ª pessoa do singular: devem ser gra-
mesma regra de acentuação.
fados com acento agudo.
( ) Certo ( ) Errado
Exemplo: Ele mantém / Ele con-
vém. Resposta: certo.

Empregados na 3ª pessoa do plural: devem ser (IESES) O acento diferencial é usado para dife-
grafados com acento circunflexo. renciar palavras homógrafas. Esse tipo de acento
ocorre em qual das alternativas? Assinale-a.

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a. Amém. Concordância Verbal


b. Sábia.
c. Pôde. Regras de Concordância Verbal
d. Pública.

Resposta: C Regra Geral (regra do Sujeito Simples): o verbo con-


corda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.
(FCC) Recebem acento gráfico pela mesma ra-
zão que o justifica na palavra obediência:
Exemplo: Ocorreram manifesta-
a. provisória e princípio. ções ao longo do país.
b. caráter e público.
c. ordinárias e ninguém.
d. ignorância e só. Regra do Sujeito Composto: há duas possibilida-
e. além e monetário. des claras:

Resposta: A a. Sujeito anteposto ao verbo: verbo no plural

Exemplo: Brasil e China hão de


5. CONCORDÂNCIA VERBAL E sediar o evento.
NOMINAL
b. Sujeito posposto ao verbo: verbo no plural
Conceituação ou concorda com o referente mais próximo:

“Concordar”, de uma maneira geral, significa mo- Exemplo: Chegou / chegaram


dificar as palavras de modo de elas se relacionem har-
Manoel e sua família.
moniosamente em uma sentença. Essa harmonia está
relacionada à flexão das palavras.
24
Regra do Sujeito Oracional: verbo deve ficar no
Concordar - deixar igual.
singular.
Gênero: masculino e feminino.
Número: singular e plural.
Pessoa: 1ª, 2ª e 3ª pessoa. Exemplos: É necessário que haja
superávit primário.
Os casos mais incidentes são os de concordância de
número.
Convém que o aluno estude Gramática.
Distinção importante:
Regras relativas à Construção do Sujeito: Sujei-
Concordância Verbal: análise da relação entre su- to construído com expressão partitiva seguida de nome
jeito e verbo. no plural: verbo no singular ou no plural.

Exemplo: Minhas alunas devem Exemplo: Grande parte dos joga-


fazer aquela prova. dores fez / fizeram uma preparação inten-
sa.

Concordância Nominal: análise da relação entre


os termos do grupo nominal – substantivo, artigo, adjeti- Sujeito construído com expressão que indica quanti-
vo, pronome e numeral. dade aproximada seguida de numeral: verbo concorda
com o substantivo que estiver na expressão.
Exemplo: “As pessoas boas de-
vem amar seus inimigos.”(Seu Madruga) Exemplos: Cerca de 50 % das
pessoas gabaritaram a prova.
Cerca de 50% do povo gabaritou a pro-
va.

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CAPÍTULO 01 -

Sujeito construído com substantivo plural: duas pos- Amanhã serão 25 de março.
sibilidades.

a. Sem artigo ou com artigo no singular: verbo Vamos praticar algumas das regras aprendidas.
no singular.
Questões Gabaritadas
Exemplos:
(FCC) O verbo indicado entre parênteses deve-
Minas Gerais exporta cultura.
rá flexionar-se de modo a concordar com o termo
O Amazonas é vasto. sublinhado na frase:

a. As soluções postas em prática pelo jeitinho


b. Com artigo no plural: verbo no plural. brasileiro não (deixar) de intrigar os estrangeiros,
que não entendem tamanha informalidade.
Exemplo: Os Estados Unidos en- b. Mesmo os brasileiros a quem que não (ocor-
rer) valer-se do jeitinho sabem reconhecê-lo como
traram no conflito. uma prática social até certo ponto legítima.
c. Os avanços da tecnologia, sobretudo os da
informática, (conspirar) contra a prática tradicio-
Regras com Verbos Impessoais nal do jeitinho brasileiro.
d. Acredita-se que a transparência dos meios
É muito comum haver questões a respeito desses ver- de comunicação (tender) a se converter numa es-
bos impessoais. A sugestão é memorizar e buscar com- pécie de inimiga mortal da informalidade.
preender os casos em que o verbo deverá permanecer e. Informalidade, sistema de favor, jeitinho,
no singular. muitas são as denominações que se (aplicar) a um
mesmo fenômeno social.
Haver (no sentido de existir, ocorrer e acontecer):
verbo fica no singular. Resposta: D

Há mais algumas regras de concordância para estu-


Exemplos: 25
darmos. Fique firme e leia os próximos casos.
Há meios de conseguir a vitória. Pronome “Que” (como sujeito da oração): verbo
Deve haver livros importantes na mi- concorda com o referente do pronome.
nha estante.
Exemplos:
O indivíduo que vir esses indícios deve
Haver, fazer ou ir (no sentido de tempo transcorri-
do): verbo fica no singular. procurar ajuda.
As mulheres que estudam crescem na
Exemplos: vida.
Há duas semanas, comecei a estudar
para o concurso. Pronome “Quem” (como sujeito de oração): verbo
Faz três meses que iniciei minha pre- fica na 3ª pessoa do singular.
paração.
Vai para três anos que não pego nos Exemplos:
cadernos. Foram os bandeirantes quem explorou
a área.
São os homens quem destruiu o plane-
Regra do verbo “ser” (indicando tempo ou distân-
cia): o verbo concorda com o predicativo. ta.

Exemplos: Verbos acompanhados da palavra “SE”


Daqui até ali são 60 metros.
De Cascavel até São Paulo, é uma hora Quando se trabalha com verbos acompanhados da
de avião. palavra “se”, o maior compromisso é desvendar a função
da palavra “se”. A partir de então, torna-se mais fácil a
Hoje é dia 20 de dezembro. análise da concordância. Veja os casos seguintes.

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a. Se – partícula apassivadora / pronome apas-


sivador: verbo concorda com o sujeito paciente:
Exemplos:
O primeiro momento árduo por que
passei foi aquele mencionado por você.
Exemplos:
É preciso atentar para alguns casos es-
Vendem-se sapatos.
peciais.
Ofereceram-se prêmios ao vencedor da
corrida.
Sabe-se que há problemas no país. Casos Especiais

Atente para esses casos, pois eles tendem a ser sor-


b. Se – índice de indeterminação do sujeito: rateiros.
verbo fica na 3ª pessoa do singular. Palavra “bastante”. Para não errar seu emprego,
basta entender a diferença de classificação morfológica:
Exemplos:
Advérbio: invariável.
Visava-se a cargos importantes para o
concurso.
Exemplo: Meu irmão estudou
Não se fica famoso sem esforço.
bastante.
Vive-se feliz em algumas partes do
mundo.
Pronome indefinido: variável.

Exemplo: Meu irmão estudou


Concordância Nominal
bastantes matérias.
A Concordância Nominal investiga a relação entre os
26 termos do grupo nominal. Para quem não se lembra de
quais são esses termos, basta ver o seguinte esquema: Adjetivo: variável.

Exemplo: Havia indícios bastan-


tes sobre o caso.

A palavra “menos”: invariável, por ser um advérbio.

Exemplo: Havia menos mulheres


no festival.

Além de saber quais são esses termos, é conveniente A palavra “meio”: depende da classificação.
também lembrar quais são as palavras por natureza in- Advérbio: Aquela menina parece meio abatida.
variáveis (que não flexionam) da língua. Numeral: Nhonho comeu meia melancia.

Palavras invariáveis da língua: Anexo, incluso e apenso: são termos variáveis e


Preposição devem concordar com o substantivo.
Interjeição
Conjunção
Advérbio. Exemplos:
Seguem anexas as imagens descritas.
Seguem apensos os documentos.
Regras de Concordância Nominal
Seguem inclusas as provas.
Regra Geral: o adjetivo, o numeral, o pronome e o
artigo concordam em gênero e número com o substanti-
vo a que se referem. Observação: A expressão “em

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CAPÍTULO 01 -

anexo” é invariável: d. Uma parte considerável dos candidatos não


• seguem em anexo as comprovações atendeu às exigências do edital.
e. Uma das coisas que mais o irritam é a falta
de renda;
de inteligência dos funcionários.
• é necessário, é proibido, é permitido.
Casos em que há verbo de ligação + um Resposta: C
predicativo variável. Só variam se houver
(VUNESP) Feitas as adequações necessárias, a
na sentença um determinante à esquerda
reescrita do trecho – O Marco Civil garante a in-
do núcleo do sujeito; violabilidade e o sigilo das comunicações. – per-
• é necessária a vinda antecipada/ É manece correta, de acordo com a norma-padrão
necessário chegar cedo. da língua portuguesa, em:
A inviolabilidade e o sigilo das comunicações...

a. ... mantêm-se garantidos pelo Marco Civil.


É evidente que existem muitíssimas regras de con-
b. ... mantém-se garantidos pelo Marco Civil.
cordância. Aqui encontramos algumas das mais recor-
c. ... mantêm-se garantido pelo Marco Civil.
rentes em provas de concurso público. Com o estudo
d. ... mantém-se garantidas pelo Marco Civil.
regrado e paciente, você será capaz de entender todas
e. ... mantêm-se garantidas pelo Marco Civil.
essas regras e reconhecê-las nos questionamentos. O
principal é manter o foco e estudar sempre!
Resposta: A

Questões Gabaritadas (VUNESP) Assinale a alternativa em que a con-


cordância está de acordo com a norma-¬padrão
(FCC) As normas de concordância verbal estão da língua portuguesa.
plenamente observadas na frase:
a. Os pesquisadores apresentam opiniões di-
a. Costumam-se criticar os defeitos das coisas versa a respeito da evolução humana.
antigas, sem se atentarem aos perigos que deriva b. Apesar das análises estatísticas, o resultado
da má utilização das novas. dos estudos ainda é inconclusivo.
b. Os vários processos de exclusão social, aos c. Os pesquisadores continuam determinado, 27
quais se aludem no texto, provam que carece de em busca de provar suas teorias.
compreensão e tolerância os rumos da nossa his- d. Continuam as pesquisa com a finalidade de
tória. se provarem as teorias defendidas.
c. Não se atribuam às tecnologias mais avan- e. Os meios dos quais cientistas se valem para
çadas o ônus de serem também nocivas, já que corroborar suas teses é muito variado.
toda a responsabilidade cabe a quem as manipu-
lam. Resposta: B
d. Caso não venha a faltar às novas tecnolo-
gias um autêntico padrão ético, não haveremos de
temer as consequências que decorrerem de seu 6. CRASE
emprego.
e. Muita gente, na vertigem dos dias atuais, Crase é o nome do fenômeno linguístico em que se
passam a criticar sem razão as novas tecnologias, pronuncia o som de duas vogais em apenas uma emis-
às quais não cabem ser responsáveis por seus são sonora. Na verdade, trata-se de uma união, como o
efeitos. próprio nome grego “krásis” O acento grave indicativo
de crase (`) deve ser empregado em contrações da pre-
Resposta: D posição “a” com:

a. O artigo definido feminino:


(FEPESE) Apenas uma das alternativas abaixo
não atende às regras de concordância verbal pre- Exemplo: O homem foi à reunião
vistas em relação à norma culta da língua portu-
guesa. Assinale a alternativa que apresenta des- descrita na ata.
vio da norma.

a. És tu quem deve ficar com o livro de contos. b. Os pronomes “aquele”, “aquela” ou “aquilo”.
b. Os jurados acreditavam que nem um, nem
outro estava com a razão. Exemplo: Referimo-nos àquele
c. Espera-se que 90% dos candidatos ao cargo
assunto mencionado.
de diretor compareça à reunião.

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c. O pronome demonstrativo “a”: 07. Diante da palavra “casa” (no sentido de


“lar”).
Exemplo: Tenho uma calça seme-
lhante à que você tem. Exemplo: O menino voltou a casa
para falar com a mãe.

Essa é a parte da teoria, a partir de agora, é possível


segmentar a matéria em três tipos: casos proibitivos, ca- Veja que há uma observação em relação a essa regra!
sos obrigatórios e casos facultativos.
08. Diante da palavra “terra” (no sentido de
Casos Proibitivos “solo”).

Exemplo: Muito virão a terra


Não se pode empregar o acento grave:
após navegar.
01. Diante de palavra masculina:
Veja que há uma observação em relação a essa regra!
Exemplo: Ele fazia menção a dis-
sídio trabalhista. 09. Diante de numerais cardinais referentes a
substantivos não determinados pelo artigo.

02. Diante de palavra com sentido indefinido: Exemplo: O presidente iniciou a


visita a quatro regiões devastadas.
Exemplo: O homem não assiste a
filmes medíocres.
Casos Obrigatórios
28 03. Diante de verbos: Deve-se emprega o acento grave:

01. Locução adverbial feminina


Exemplo: Os meninos estavam
dispostos a estudar Gramática.
Exemplo: à vista, à noite, à es-
querda, à direta.
04. Diante de alguns pronomes: (pessoais, de
tratamento, indefinidos, interrogativos)
02. Expressão (masculina ou feminina) com o
sentido de “à moda de”
Exemplo: A Sua Excelência, diri-
gimos um comunicado.
Exemplo: gol à Pelé, cabelos à
Sansão, poema à Bilac, conto à Machado.
05. Em expressões com palavras repetidas.

03. Locução prepositiva


Exemplo: Cara a cara, dia a dia,
mano a mano.
Exemplo: à vista de, à beira de, à
mercê de.
06. Diante de topônimos que não admitem o
artigo.
04. Locução conjuntiva proporcional
Exemplo: Agripino viajará a São
Paulo. Exemplo: à medida que, à pro-
porção que.

Veja que há uma observação em relação a essa regra!

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CAPÍTULO 01 -

05. Para evitar ambiguidade 3.Diante de ação, crase é marcação.


4.Vou à, volto da = crase há; vou a, volto
Exemplo: Ama a mãe a filha. de = crase pra quê?
5. “A”no singular + palavra no plural =
crase nem a pau.
06. Diante de “madame”, “senhora” e “se-
nhorita” 6.Com pronome de tratamento = crase
é um tormento.
7.Adverbial, feminina e locução = man-
Exemplo: Enviaremos uma carta
da crase, meu irmão.
à senhorita.
8. A + aquele = crase nele.
9. Palavras repetidas = crases proibi-
07. Diante da palavra “distância” (quando das.
estiver determinada)
10. Palavra determinada = crase libe-
rada.
Exemplo: O acidente se deu à dis-
11. Se for “à moda de” = crase vai ven-
tância de 100 metros.
cer!
12. Diante de pronome pessoal = crase
Casos Facultativos faz mal!
13. Com hora exata = crase é mamata!
14. Trocando “a” por “ao” = crase nada
Pode-se empregar facultativamente o acento grave:
mal!
01. 1. Após a preposição “até” 15. Trocando “a” por “o” = crase se las-
cou!
Exemplo: Caminharemos até a
29
sala do diretor. Essas regras ajudam, contudo não resolvem todo o
problema! Não seja preguiçoso e estude todos os casos
particularmente.
02. Diante de pronome possessivo femini-
no: Questões Gabaritadas

Exemplo:Ninguém fará menção a (CESPE) Em “a preços”, estaria correto o em-


prego do sinal indicativo de crase.
sua citação.
Resposta: errado.
03. Diante de substantivo próprio femini-
A participação e o lugar da mulher na história foram
no:
negligenciados pelos historiadores e, por muito tempo,
elas ficaram à sombra de um mundo dominado pelo gê-
Exemplo: Houve uma homena- nero masculino.
gem a Cecília. (CESPE) O acento indicativo de crase em “à
sombra” poderia ser omitido sem prejuízo da cor-
reção gramatical do texto, visto que seu emprego
04. Diante da palavra “Dona”. é opcional no contexto em questão.

Resposta: errado.
Exemplo: Enviamos a correspon-
dência a Dona Nádia. (IESES) Em qual das alternativas o sinal de
crase é facultativo?

a. Dirigi-me à Laura para saber como ela aten-


dia os contribuintes.
Dica Focus: Para memorizar: b. O sapato tinha detalhes à italiana.
1.Diante de pronome, crase passa fome. c. Suas publicações são semelhantes às mi-
2.Diante de masculino, crase é pepino. nhas.

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d. Fiz menção à teoria citada por você. Apossínclise: intercalação de palavras entre prono-
me e verbo.
Resposta: A

(VUNESP) Assinale a alternativa que completa Exemplo: A mulher o já não via


a frase a seguir, apresentando o emprego correto como marido.
do sinal indicativo de crase. Para as partidas no
campo de futebol, estabeleceu-se uma nova regra
– palavrão é falta – imposta... A partir de agora, você precisa memorizar os casos
de colocação e buscar empregá-los nas questões. Ante-
a. à times dos bairros vizinhos. cipando, as regras mais incidentes em concursos são as
b. à pessoas que frequentam o local. de próclise.
c. à turma de peladeiros.
d. à todos os moradores. Regras de próclise: essas regras são as mais fortes!
e. à uma comunidade onde há muitas crianças.
01. Palavras ou expressões negativas:
Resposta: C
Exemplo: Não lhe devemos expli-
cações.
7. COLOCAÇÃO PRONOMINAL
A colocação pronominal, também pode ser chamada 02. Conjunção subordinativa:
de toponímia ou de tmese e se trata do estudo da posição
do Pronome Oblíquo Átono em uma sentença. Caso você
não se lembre dos pronomes oblíquos, segue a lista: Exemplo: Necessito de que o aler-
tem a respeito da prova.
Tabela dos Oblíquos
Te 03. Pronome relativo:
30 O, a, lhe, se

Nos Exemplo: Os conceitos de que


Vos,
discordo são daquele imbecil.

Os, as, lhes, se.


04. Pronomes Indefinidos:

Posições dos Pronomes – Casos de Exemplo: Tudo me parecia estra-


Colocação nho.

Próclise: pronome antes do verbo. 05. Pronomes interrogativos:

Exemplo: Não me avisaram sobre Exemplo: Que te parece essa si-


o evento. tuação toda?

Mesóclise: pronome no meio do verbo. 06. Advérbios:

Exemplo: Denunciá-lo-emos às Exemplo: Nunca o levaria para


autoridades. aquele lugar.

Ênclise: pronome após o verbo. 07. “Em” + gerúndio:

Exemplo: Vista-se e vamos até o Exemplo: Em se desculpando


local. pela ofensa, ele poderá sair.

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CAPÍTULO 01 -

08. Verbo no particípio: 03. Verbo no gerúndio:

Exemplos: As meninas me ha- Exemplo: Mariana saiu descul-


viam questionado sobre a prova. pando-se pela situação.
As meninas haviam-me questionado
sobre a prova.
04. Verbo no imperativo afirmativo:
As meninas haviam me questionado
sobre a prova.
Exemplo: Tragam-me o livro so-
licitado!
09. Sentenças optativas:

05. Verbo no infinitivo + preposição “a” + pro-


Exemplo: Deus lhe pague! nomes “o” ou “a”.

Regras de mesóclise: essas regras são as mais fra- Exemplo: O lenhador saiu pela
cas. floresta a procurá-la apressadamente.

01. Verbo conjugado no futuro do presente do


indicativo: Colocação Facultativa
Notificá-lo-emos em razão de tal injú- Memorize esses casos! É muito comum as bancas
ria. questionarem se o pronome pode ser “deslocado” na sen-
tença, sem problemas para a construção gramatical. Há
apenas dois casos.
02. Verbo conjugado no futuro do pretérito do
indicativo: 01. Sujeito expresso próximo ao verbo.
31
Informá-la-ia quando retornasse de Exemplo: Aquela senhorita se re-
viagem. fere (-se) ao mendigo.

02. Verbo no infinitivo antecedido por “não” ou


Nota: se houver algum caso de por preposição.
próclise nessas frases acima, a regra de
mesóclise há de ceder lugar para a prócli- Exemplo: Todo sabemos que ao
se. Como disse anteriormente, as palavras se acostumar(-se) com a vida, tendemos ao
“atrativas” são mais fortes. comodismo.

Regras de ênclise: Questões Gabaritadas


01. Início de sentença: não se inicia sentença
com pronome oblíquo átono. (CESPE) No segmento “isso então nem se fala”
(l.8), a posição do pronome “se” justifica-se pela
presença de palavra de sentido negativo.
Exemplo: Faz-se muito com a de-
( ) Certo ( ) Errado
dicação.
Resposta: certo.

02. Verbo no infinitivo impessoal: (CESPE) Na oração “ele se destacou entre os


colegas” (l.11), é obrigatório o uso do pronome “se”
Exemplo: É fundamental esfor- em posição pré-verbal, devido ao fator atrativo
exercido pelo elemento que o antecede.
çar-se para novos rumos. ( ) Certo ( ) Errado

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Resposta: errado.
Exemplos:
(CESPE) O pronome átono ‘se’, em ‘não se tra- Substantivo: não havia acesso aos do-
ta’, poderia, opcionalmente, ocorrer após o verbo, cumentos naquele estabelecimento.
escrevendo-se não trata-se, sem comprometer a
Adjetivo: Maria tem orgulho de seus
fidelidade do texto à norma da língua na modali-
dade escrita formal. filhos.
( ) Certo ( ) Errado Advérbio: O candidato mora longe de
sua cidade natal.
Resposta: errado.

(FUNCAB) Assinale a opção em que o pronome Na realidade, o estudo da regência leva tempo e de-
oblíquo foi corretamente colocado. pende muito da leitura. Ocorre que, em grande parte das
questões, há verbos que são mais incidentes. Esses com-
a. Ninguém avisou-me sobre isso. põem os “casos fundamentais de estudo”. Isso é o que
b. Quem contou-te o que aconteceu? faremos a partir de então.
c. A pessoa que ajudou-me era muito simpá-
tica.
d. Quando nos viu, deu uma freada e parou. Principais Casos de Regência Verbal:
e. Não aproxime-se do alambrado.
Agradar:
Resposta: D VTD: acariciar.

(FCC) Estão plenamente adequados o emprego Exemplo: A garota agradava seu


e a colocação dos pronomes na frase:
animal de estimação.
a. Ao falar sobre viagens de metrô e avião, lhes
notou o autor certa semelhança, o que o permitiu
VTI (a): contentar.
estabelecer algumas analogias entre as mesmas.
b. Ninguém sabe por que ele se vale tanto do
32 celular, utilizando-lhe mesmo em viagens rápidas Exemplo: O aluno agradou ao
de metrô. professor com seu desempenho.
c. Olhando as nuvens pela janela do avião, ve-
mo-las passar como se as afugentassem as asas
da aeronave. Assistir:
d. Uma viagem por dentro de nós - somente VTD: ajudar.
realizamo-na quando dispostos a ficar sós conos-
co mesmos.
e. A razão por que ela não dispõe-se à prática Exemplo: O professor assistiu
da interiorização é o receio de que isso obrigue- seus alunos.
-lhe a enfrentar seus fantasmas.

Resposta: C VTI (a): ver.

8. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL Exemplo: O ministro assistiu à


apresentação do evento.
Regência é a parte da Sintaxe que estuda a relação
entre as palavras e seus possíveis complementos. Pode-
-se dividi-la em duas partes fundamentais:
VTI (a): pertencer.
Regência Verbal: relação entre o verbo e seus pos-
síveis complementos. Exemplo: Assiste ao homem o di-
reito à vida.
Exemplo: O menino assistia ao
jogo de seus amigos.
VI (em): morar.

Regência Nominal: relação entre substantivo, adje- Exemplo: Assistiremos em Ma-


tivo ou advérbio e seus possíveis complementos. naus até o dia da prova.

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CAPÍTULO 01 -

Aspirar Com pronome, com preposição.


VTD: sorver
Exemplos:
Exemplo: À tarde, aspirava o per- Esqueceram-se dos compromissos.
fume das flores. Lembraram-se dos compromissos.

VTI (a): ter em vista, desejar. Ensinar


Algo a alguém.
Exemplo: Aspiramos ao cargo
mais alto. Exemplo: Ensinei Gramática a
meus alunos.

Chegar / Ir: são verbos intransitivos Alguém a “verbo”.


Preposição “a” (destino).

Exemplo: O menino ensinou seu


Exemplos:
amigo a jogar futebol.
Chegaremos ao local mencionado.
Irei ao salão horas mais tarde.
Implicar
VTD: acarretar.
Preposição “em” (estaticidade).
Exemplo: Cada escolha implica
Exemplos: uma renúncia.
Cheguei no trem à estação.
Irei no carro de Marina.
Ir a / para VTI (com): rivalizar. 33

Exemplo: José implicava com as


Chamar: é VTD e admite as seguintes construções:
ideias de seu chefe.

Exemplos:
Eu chamei seu nome. VTDI: envolver.
Eu chamei por seu nome.
Eu chamei o concorrente de derrotado. Exemplo: Implicamos muito di-
Eu lhe chamei derrotado. nheiro na negociação.

Corroborar: é um VTD. Respire fundo! Não desanime! Siga para alguns exer-
cícios!

Exemplo: A pesquisa corroborou


Questões Gabaritadas
a tese apresentada.
(FUNDEP) Nos trechos a seguir, os verbos su-
blinhados são transitivos diretos, EXCETO em:
Esquecer / Lembrar
Sem pronome, sem preposição: a. Você poderá não ficar rico, mas será feliz.
Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga
Exemplos: melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito
do que àqueles que fazem o mínimo necessário.
Esqueceram os compromissos.
b. Eu respeito muito mais os altruístas que fa-
Lembraram os compromissos. zem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas
que só querem “fazer o que gostam”.
c. É uma arrogância intelectual que se ensina
nas universidades brasileiras e um insulto aos sa-

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LÍNGUA PORTUGUESA

pateiros e aos trabalhadores dizer que eles não aos meus devedores.
ajudam os outros.
d. Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a
pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Preferir: verbo bitransitivo. (Não é possível reforçar
esse verbo)
Resposta: D

(IADES) Considerando as diferentes redações Exemplo: A mulher preferia o li-


para a oração “Planaltina conta ainda com di- vro ao computador.
versos pontos turísticos” (linha 15), nas quais o
verbo original foi substituído por outro, apenas
uma delas está de acordo com as regras prescri- Querer: VTD.
tas pela norma-padrão acerca da regência verbal.
Com base nessa informação, assinale a alternati-
Exemplo: Quero um bom resulta-
va correta.
do na prova.
a. Planaltina dispõe ainda com diversos pontos
turísticos.
b. Planaltina lembrou ainda dos diversos pon- Quando no sentido de desejar bem, usa-se com objeto
tos turísticos. direto preposicionado.
c. Planaltina referiu-se ainda aos diversos
pontos turísticos. Exemplo: Eu quero bem a meus
d. Planaltina esqueceu-se ainda os diversos
alunos.
pontos turísticos.
e. Planaltina se simpatiza ainda com diversos
pontos turísticos.
Responder: VTI (a):
Resposta: C
Exemplo: Responda às perguntas
anteriores.
34 Morar / Residir (em): VI

Exemplo: O local em que moro Simpatizar / Antipatizar: VTI (com)


aparenta ser antigo.
Exemplo: Eu não simpatizo com
essa música.
Namorar: VTD

Exemplo: Juliana namora seu Suceder:


VTI: substituir.
amigo de infância.

Exemplo: Este governo sucedeu


Obedecer / desobedecer: VTI (a) ao regime anterior.

Exemplo: Não se deve desobede-


VI: ocorrer.
cer aos princípios éticos.

Exemplo: Sucederam eventos ter-


Pagar: verbo bitransitivo ríveis.

Exemplo: O menino pagou a con- Visar:


VTD: mirar.
ta ao dono da venda.

Exemplo: O arqueiro visava o


Perdoar: verbo bitransitivo alvo vermelho.

Exemplo: Eu perdoarei a dívida

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CAPÍTULO 01 -

VTI (a): objetivar. -padrão da língua portuguesa.

a. Há gritos nas arquibancadas, que ficam os


Exemplo: Aquele rapaz visava ao espectadores.
cargo de gerente. b. O narrador era fã de Domingos, cujas “tira-
das” admirava.
c. Ficaram conhecidas as bicicletas de Leôni-
Regência Nominal das, que se refere o narrador.
d. Os espanhóis defendem as touradas, cujas
são uma espécie de retrato psicológico do país.
Substantivos Adjetivos Advérbios e. Para o narrador, o campo de futebol é o lu-
Admiração por Acessível a, para Longe de gar o qual se pode divertir e viver.
Aversão a, por Acostumado com, a Perto de
Resposta: B
Capacidade de, Ávido por, de
para
9. PONTUAÇÃO
Obediência a Fácil de

Ojeriza a, por, de Favorável a O conteúdo de pontuação é importantíssimo nas pro-


vas de concurso público, principalmente porque os fa-
lantes desconhecem a maioria das regras. Para que seja
Questões Gabaritadas possível entender esse conteúdo propriamente, é reco-
mendável ter uma boa noção de Sintaxe.
(FCC) Nos pampas, há uma tendência de que
A pontuação é feita por meio de sinais que indicam
ocorra o inverso ... (2º parágrafo). A expressão su-
as pausas e as melodias da fala. O sinal mais importan-
blinhada acima deverá preencher corretamente a
te e mais cobrado em provas é o da vírgula. Estudemos
lacuna que se encontra em:
mais profundamente.
a. Havia, entre os especialistas, a preocupação
01. Vírgula – indica uma pequena pausa
...... não fosse possível tomar medidas preventivas
na sentença. Emprega-se para:
contra os desastres naturais naquela região.
a. separar termos que possuem mesma função
b. Estudos mapeiam as perspectivas de um ce- 35
sintática no período:
nário climático ...... preocupa os órgãos responsá-
veis pelo bem-estar da população.
c. Estão sendo destacadas algumas medidas Exemplos:
...... as autoridades possam trabalhar para evitar João, Mariano, César e Pedro farão a
maiores danos às vítimas de catástrofes ambien-
prova.
tais.
d. Cientistas se debruçam sobre um quadro Li Goethe, Nietzsche, Montesquieu,
climático preocupante, ...... se observam manifes- Rousseau e Merleau-Ponty.
tações extremas cada vez mais frequentes.
e. Uma preocupação constante, ...... se refe-
rem os ambientalistas, baseia-se no aumento das b. isolar o vocativo:
emissões de gases poluentes na atmosfera.

Resposta: A Exemplo: Força, guerreiro!

(FUNCAB) Assinale a alternativa em que a fra-


se segue a norma culta da língua quanto à regên- c. isolar o aposto explicativo:
cia verbal.
Exemplo: José de Alencar, o autor
a. Prefiro viajar de ônibus do que dirigir.
de Lucíola, foi um romancista brasileiro.
b. Eu esqueci do seu nome.
c. Você assistiu à cena toda?
d. Ele chegou na oficina pela manhã.
d. mobilidade sintática:
e. Sempre obedeço as leis de trânsito.

Resposta: C Exemplos:
Temeroso, Amadeu não ficou no salão.
(VUNESP) Considerando o emprego do prono-
Na semana anterior, ele foi convocado
me relativo e a regência verbal, assinale a alter-
nativa cuja frase está correta, segundo a norma- a depor.

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Por amar, ele cometeu crimes. 02. Polissíndeto:

e. separar expressões explicativas, conjunções Exemplo: Luta, e luta, e luta, e


e conectivos: luta, e luta: é um filho da pátria.

Exemplo: isto é, ou seja, por 03. Conectivo “e” com o valor semântico de
exemplo, além disso, pois, porém, mas, no “mas”:
entanto, assim, etc.
Exemplo: Os alunos não estuda-
f. separar os nomes dos locais de datas: ram, e passaram na prova.

Exemplo: Cascavel, 10 de março 04. Para enfatizar o elemento posterior:


de 2012.
Exemplo: A menina lhe deu um
g. isolar orações adjetivas explicativas: fora, e ainda o ofendeu.

Exemplo: O Brasil, que busca Agora é hora de praticar o que você aprendeu! Va-
uma equidade social, ainda sofre com a mos lá!
desigualdade social.
Questões Gabaritadas

h. separar termos enumerativos: O respeito às diferentes manifestações culturais é


fundamental, ainda mais em um país como o Brasil, que
apresenta tradições e costumes muito variados em todo
36
Exemplo: O palestrante falou so- o seu território. Essa diversidade é valorizada e preser-
bre fome, tristeza, desemprego e depres- vada por ações da Secretaria da Identidade e da Diver-
são. sidade Cultural (SID), criada em 2003 e ligada ao Minis-
tério da Cultura.
(CESPE) A retirada da vírgula após “Brasil”
i. omitir um termo: manteria a correção gramatical e os sentidos do
texto, visto que, nesse caso, o emprego desse si-
nal de pontuação é facultativo.
Exemplo: Pedro estudava pela ( ) Certo ( ) Errado
manhã; Mariana, à tarde.
Resposta: Errado.

j. separar algumas orações coordenadas A primeira concebe a missão institucional das polí-
cias em termos bélicos, atribuindo-lhes o papel de com-
bater os criminosos, que são convertidos em inimigos in-
Exemplo: Júlio usou suas estraté- ternos. A política de segurança é, então, formulada como
gias, mas não venceu o desafio. estratégia de guerra, e, na guerra, medidas excepcionais
se justificam. Instaura-se, adotando-se essa concepção,
uma política de segurança de emergência e um direito
Vírgula + E penal do inimigo.
(CESPE) O emprego da vírgula logo após “cri-
Existem muitos mitos sobre o emprego da vírgula minosos” justifica-se por isolar oração de caráter
com o conectivo “e”. É preciso saber que há casos em explicativo.
que a vírgula será bem empregada. Como os posteriores: ( ) Certo ( ) Errado

01. Para separar orações coordenadas com su- Resposta: certo.


jeitos distintos:
(ESAF) Assinale a opção que justifica correta-
mente o emprego de vírgulas no trecho abaixo.
Exemplo: Minha professora en- É neste admirável e desconcertante mundo novo que
trou na sala, e os colegas começaram a rir. se encontram os desafios da modernidade, a mudança

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CAPÍTULO 01 -

de paradigmas culturais, a substituição de atividades Final


profissionais, as transformações em diversas áreas do
conhecimento e os contrastes cada vez mais acentuados Usa-se para:
entre as gerações de seres humanos.
(Adaptado de Zero Hora (RS), 31/12/2013)
a. separar itens que aparecem enumerados:
As vírgulas:

a. isolam elementos de mesma função sintáti- Exemplos:


ca componentes de uma enumeração. Uma boa dissertação apresenta:
b. separam termos que funcionam como apos-
- coesão;
tos.
c. isolam adjuntos adverbiais deslocados de - coerência;
sua posição tradicional. - progressão lógica;
d. separam orações coordenadas assindéticas. - riqueza lexical;
e. isolam orações intercaladas na oração prin-
- concisão;
cipal.
- objetividade; e
Resposta: A - aprofundamento.

(VUNESP) No período – Meu Deus, me protege,


me guia, me salva! – (1.º parágrafo), a vírgula que b. separar um período que já se encontra divi-
separa a expressão Meu Deus está empregada dido por vírgulas:
com a mesma função que na passagem:

a. Ao sair do escritório, com o negócio fechado, Exemplo: Queria ter o marido no-
dona Irene... (2.º parágrafo) vamente; mudar não queria, porém.
b. ... até orgulhosa de haver cumprido a mis-
são, na cidade. (2.º parágrafo)
c. O marido, na cama, foi despertado pelo pu- c. separar partes do texto que se equilibram
xão nervoso... (7.º parágrafo) em importância:
d. Mas você não levou relógio nenhum, filha. 37
(11.º parágrafo)
Exemplo: O Capitalismo é a ex-
e. Sujeito assustado, aquele ladrão! (12.º pará-
grafo) ploração do homem pelo homem; o Socia-
lismo é exatamente o contrário.
Resposta: D

Após estudar a vírgula, já é possível passar ao estudo Dois-Pontos – Indicam Algum Tipo de
dos demais sinais principalmente cobrados nas provas
de concurso. Apresentação
São usados quando:
a. Discurso direto (ou em citações):
Ponto Final – Pausa Total.
a. É usado ao final de frases para indicar uma Exemplos:
pausa total: Senhor Barriga exclamou:
Tinha que ser o Chaves!
Exemplo: Vou desligar o telefone.

b. Se pretende introduzir uma enumeração:


b. Em abreviaturas:
Exemplo: Quero apenas duas coi-
Exemplo: Sr., a. C., Ltda., num., sas: que o aluno entenda essa matéria e
adj., obs. que ele passe no concurso.

Ponto-e-Vírgula – Pausa Maior do que c. Introduzir sentença comprobatória à ante-


rior:
uma Vírgula e Menor do que um Ponto

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LÍNGUA PORTUGUESA

É. E é por isso que na minha lira (...)


- Então, ele entrou na sala e...
Exemplo: Caos e revolta na ci- Oi, galera!
dade: cobrança de impostos abusiva faz o Eu até acho você aceitável, mas...
povo se rebelar.

Parênteses
Aspas – Indicativo de Destaque.
São usados quando se quer explicar melhor algo que
São usadas para indicar: foi dito ou para fazer simples indicações.

a. Citação literal:
Exemplo: Não posso mais fazer a
inscrição (o prazo expirou).
Exemplo: “A mente do homem
é como uma távola rasa” – disse o filóso-
fo. Travessão
01. Indica a fala de um personagem no discur-
b. expressões estrangeiras, neologismos, gí- so direto.
rias:
Exemplo:
Exemplo: Cíntia disse:
“Peace” foi o que escreveram na faixa. - Amigo, preciso pedir-lhe algo.
Ficava “desmorrendo” com aquela fei-
tiçaria.
02. Isola um comentário no texto (sentença in-
“Estou sentido uma treta”.
terferente).

38
c. Indicar o sentido não usual de um termo. Exemplo: Aquela pessoa – eu já
havia falado isso – acabou de mostrar que
Exemplo: Energia “limpa” custa tem péssimo caráter.
caro.

03. Isola um aposto na sentença.


d. Indicar título de obra.
Exemplo: Minha irmã – a dona da
Exemplo: “Serafim Ponte Grande” loja – ligou para você.
é uma obra do Modernismo Brasileiro.

04. Reforçar a parte final de um enunciado:


e. Indicar ironia
Exemplo: Para passar no concur-
Exemplo: Ele é um grande “pen- so você deve estudar muito – muito mesmo!
sador” da humanidade.

É evidente que há muitos casos de pontuação. Esses


que você estudou serão os mais cobrados em sua prova.
Reticências (...) Agora é hora de exercitar.
São usadas para indicar supressão de um trecho, in-
terrupção na fala, ou dar ideia de continuidade ao seg- Questões Gabaritadas
mento.
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Exemplo: (...) Enquanto o patrimônio tradicional continua sendo


O amor na humanidade é uma mentira! responsabilidade dos Estados, a promoção da cultura

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CAPÍTULO 01 -

moderna é cada vez mais tarefa de empresas e órgãos tho que significa “correto” e graphos que significa “es-
privados. Dessa diferença derivam dois estilos de ação crita”.
culturala). Enquanto os governos pensam sua política O Alfabeto atualmente possui 26 letras (inclusão de
em termos de proteção e preservação do patrimônio K, W e Y)
histórico, as iniciativas inovadoras ficam nas mãos da Exemplos do emprego dessas letras:
sociedade civil, especialmente daqueles que dispõem de Em abreviaturas e em símbolos de uso internacional:
poder econômico para financiar arriscando. Uns e ou- Kg – quilograma / w – watt
tros buscam na arte dois tipos de ganho simbólicob): os Em palavras estrangeiras de uso internacional, no-
Estados, legitimidade e consenso ao aparecer como re- mes próprios estrangeiros e seus derivados: Kremlin,
presentantes da história nacionalc); as empresas, obter Kepler, Darwin, Byron, byroniano.
lucro e construird)através da cultura de pontae), renova-
dora, uma imagem “não interessada” de sua expansão Emprego de “E” e “I”
econômica.
(Nestor Garcia Canclini, Culturas Híbridas, p. 33, com adaptações)
Emprega-se a letra “e” em:
(ESAF) Assinale a alteração na pontuação que 01. Palavras formadas com o prefixo ante-
provoca incoerência textual ou erro gramatical (que significa antes, anterior):
no texto.
Exemplo: Antebraço, antevéspe-
a. A substituição do ponto final depois de “cul-
ra, antecipar, antediluviano etc.
tural” por dois-pontos.
b. A substituição dos dois-pontos depois de
“simbólico” pelo sinal de ponto-e-vírgula.
c. A substituição do sinal de ponto-e-vírgula 02. A sílaba final de formas conjugadas dos
depois de “nacional” pela conjunção e. verbos terminados em –OAR e –UAR (quando es-
d. A inserção de uma vírgula depois de “cons- tiverem no subjuntivo):
truir”.
e. A retirada da vírgula depois de “ponta”. Exemplos:
Garoe (Garoar)
Resposta: E
Continue (continuar)
39
Num país territorialmente gigante, em que a censu- Pontue (pontuar)
ra restringe o acesso à rede para milhões de usuários,
a Internet tende a se tornar a ferramenta de maior in-
tegração nacional ao aproximar moradores urbanos e 03. Algumas palavras, por sua origem:
rurais, que falam dialetos variados, mas que têm apenas
um tipo de escrita. A China ganha 100 novos internautas
Exemplos: arrepiar, cadeado,
por minuto. É o segundo país com mais usuários online
no mundo - cerca de 162 milhões -, atrás apenas dos creolina, desperdiçar, desperdício, destilar,
Estados Unidos da América (EUA), onde há quase 200 disenteria, empecilho, indígena, irrequieto,
milhões. mexerico, mimeógrafo, orquídea, quase,
Jornal do Brasil, 22/7/2007, p. A25 (com adaptações).
sequer, seringa, umedecer etc.
(CESPE) Preservam-se a correção gramatical e
a coerência textual ao se retirarem os sinais de
travessão, inserindo-se uma vírgula logo após Empregaremos o “I”
“mundo”.
( ) Certo ( ) Errado
01. Palavras formadas com o prefixo anti- (que
Resposta: certo. significa contra):

Exemplos: Antiaéreo, anticristo,


10. ORTOGRAFIA antitetânico, anti-inflamatório.

Definição 02. A sílaba final de formas conjugadas dos


verbos terminados em –AIR, -OER e –UIR:
A ortografia é a parte da Gramática que estuda a es-
crita correta das palavras. O próprio nome da disciplina
já designa tal função. É oriunda das palavras gregas or- Exemplos: Sai (sair)

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Cai(cair) b. A correlação rg – rs:


Diminui (diminuir)
Mói (moer) Exemplos: Aspergir – aspersão
Imergir – imersão
03. Os ditongos AI, OI, ÓI, UI: Submergir– Submersão

Exemplos: Pai, foi, herói, influi. c. A correlação rt – rs:

04. As seguintes palavras: Exemplos: Divertir – diversão


Inverter – inversão

Exemplos: aborígine, chefiar, crâ-


nio, criar, digladiar, displicência, escárnio, d. O sufixo –ense
implicante, impertinente, impedimento,
inigualável, lampião, pátio, penicilina, pri- Exemplo: Cascavelense, cearen-
vilégio, requisito etc. se, maranhense.

Grafaremos com ss:


Observação: o Novo Acordo Or-
a. A correlação ced – cess:
tográfico explica que, agora, escreve-se
com “i” antes de sílaba tônica. Veja alguns
Exemplos: Ceder – cessão
exemplos: acriano (admite-se, por ora,
Interceder – intercessão
acreano), rosiano (de Guimarães Rosa), ca-
Retroceder – retrocesso
moniano, nietzschiano (de Nietzsche) etc.
40

b. A correlação gred – gress:


Orientações sobre a Grafia do Fonema
/S/ Exemplos:
Agredir – agressão, agressivo
Podemos representar o fonema /s/ por:
Progredir – progressão, progresso
S: ansioso, cansar, diversão, farsa.
SS: sucesso, assar, carrossel, discussão. c. A correlação prim – press:

C, Ç: cetim, cimento, açoite, açúcar.


Exemplos:
SC, SÇ: crescimento, adolescente, ascensão, consciência, nasço,
desça Imprimir – impressão, impresso
Oprimir – opressão, opressor
X: próximo, auxiliar, auxílio, sintaxe.
Reprimir – repressão, repressivo
XC, XS: exceção, exceder, exsudar, excepcional.

Grafaremos com s: d. A correlação meter – miss:

a. A correlação nd – ns: Submeter – submissão


Intrometer – intromissão
Exemplos:
Pretender – pretensão, pretenso, pre-
tensioso. Emprego do SC
Expandir – expansão, expansivo. Grafaremos com sc palavras que são termos empres-
tados do latim:

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CAPÍTULO 01 -

Teresa – Teresinha
Exemplos: Adolescente, adoles- Lápis – lapisinho
cência, consciente, crescer, descer, fasci-
nar, fescenino. 07. A correlação d – s

Exemplos:
Grafia da Letra “S” com Som de “Z”
Aludir – alusão, alusivo
Escreveremos com “s”: Decidir – decisão, decisivo
Defender – defesa, defensivo
01. Terminações –ês, -esa, -isa, que indicam
nacionalidade, título ou origem.
08. Verbos derivados de palavras cujo radical
Exemplos: termina em s
Japonês, japonesa
Marquês, marquesa Exemplos:
Camponês, camponesa Análise – analisar
Presa – apresar
Êxtase – extasiar
02. Após ditongos.
Português – aportuguesar

Exemplos: Causa, coisa, lousa,


Sousa 09. Os substantivo com os sufixos gregos –
esse, isa, -ose

03. As formas dos verbos pôr e querer e de Exemplos: Catequese, diocese,


seus compostos.
poetisa, virose. (obs.: “catequizar” com “z”) 41

Exemplos:
Eu pus, nós pusemos, pusésseis etc. 10. Os nomes próprios
Eu quis, nós quisemos, quisésseis etc.
Exemplos: Baltasar, Heloísa, Isa-
bel, Isaura, Luísa, Sousa, Teresa.
04. As terminações –oso e –osa, que indicam
qualidade.
11. As palavras: análise, cortesia, hesitar, re-
Exemplos: Gostoso, garboso, fer- ses, vaselina, avisar, defesa, obséquio, revés, vigé-
simo, besouro, fusível, pesquisa, tesoura, colisão,
vorosa, talentosa heresia, querosene, vasilha.

Esses são apenas alguns poucos casos de ortografia.


05. O prefixo trans- Essa matéria exige muita dedicação e muita paciência.
Para praticar seus conhecimentos, passemos aos exer-
Exemplos: Transe, transação, cícios.
transamazônico.
Questões Gabaritadas

O s tem som de /z/ quando aparece entre duas vo- (Instituto AOCP)Assinale a alternativa cuja
gais. grafa da palavra esteja adequada.

06. Em diminutivos cujo radical termine em s a. Administrassão.


b. Orssamento.
c. Conpanheiro.
Exemplos:
d. Pesquiza.
Rosa – rosinha e. Ansiedade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Resposta: E sobre como fazer algo. Exemplos são receitas, manuais


ou guias.
(FUNCAB)“...ao criar um espaço de DISCUS- Dentre as tipologias mais cobradas, destacam-se:
SÃO...” (§ 7). No trecho acima, o termo em des-
taque está corretamente grafado com SS. Das Texto Narrativo
opções abaixo, aquela em que os três vocábulos
também são escritos com SS é: Foco nas ações: portanto, preste atenção ao empre-
go dos verbos. Usualmente, os verbos são empregados no
a. submi__ão / exce__ão / sece__ão. pretérito perfeito do indicativo.
b. posse__ão / compre__ão / obse__ão. Personagens: são os indivíduos que praticam as
c. intromi__ão / emi__ão / encena__ão. ações da narração. Uma dica interessante é atentar para
d. ere__ão / progre__ão / opre__ão. suas características e o comportamento que demons-
e. viola__ão / suce__ão / admi__ão. tram.
Espaço: é o local em que as ações ocorrem. Se hou-
Resposta: B ver mais de um lugar, chamamos de espaço aberto; se
houver ação em apenas um lugar, chamamos de espaço
fechado.
11. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Tempo: pode ser bem marcado (cronológico); não
marcado e desregrado (psicológico); ou não marcado,
O conteúdo de interpretação de textos costuma ser mas linear (tempo da narrativa).
muito incidente em provas de concurso. Para cada base Ação: o que motiva a narração. Praticamente é o pa-
textual, cerca de 4 ou 5 questões desse assunto são co- pel de cada personagem.
bradas. Nem sempre o candidato entende o que deve Narrador: voz que narra as ações. Pode ser perso-
responder, ou mesmo o texto que acabou de ler. Isso é o nagem (protagonista ou coadjuvante) ou ainda estar fora
que torna essa parte tão importante: a dificuldade que a da estória narrada.
maioria do povo tem para interpretar textos.
Fundamentalmente, o problema se centra no hábito Texto Descritivo:
de leitura, que poucos têm. Como não praticam a leitura,
as pessoas dificilmente reconhecem uma tipologia tex- Foco nas características: portanto, abundam os
tual, uma inferência ou uma analogia. Pensando nisso, adjetivos e os verbos de ligação.
42
vamos dividir o conteúdo em partes menores e, de modo Descrição objetiva: é realizada sem transparecer
sucinto, solucionar os problemas de interpretação. sentimentos, principalmente com adjetivos caracteriza-
dores.
Tipologia Textual Descrição subjetiva: é realizada transparecendo
sentimentos, principalmente com adjetivos qualificado-
Todo texto é concebido para ser veiculado em deter- res.
minado espaço, tempo e suporte de divulgação. Isso quer
dizer que há características próprias que fazem os textos Texto Dissertativo
serem agrupados em tipos, daí a noção de tipologia. Há
muita discussão acadêmica a respeito de quais sejam as O texto é dito dissertativo, quando carreia opiniões,
tipologias e suas características; aqui, no entanto, vamos argumentos, teses e pontos de vista. Há duas orientações
nos limitar a entender os princípios básicos de análise fundamentais para classifica-lo.
dessas estruturas. Dissertativo-expositivo: é o tipo de texto que não
Primeiramente, é necessário observar o critério de busca persuadir o leitor, apenas informar ou explicar
predominância. Isso quer dizer que vamos analisar um algo. Esse tipo de texto é muito comum em reportagens
texto por aquilo que ele mais apresenta: se apresenta fa- ou notícias de jornal.
tos, se apresenta ações, se apresenta opiniões, cada item Dissertativo-argumentativo: é o tipo de texto que
permite classificar as tipologias em: levanta uma tese a respeito de algo e tenta convencer
Narração: tipo de texto que está centrado nas ações o leitor dessa tese, ou seja, busca a persuasão de quem
de personagens. lê. Para isso, o texto dissertativo argumentativo possui
Descrição: tipo de texto que está focado em apre- uma estratégia argumentativa, que costuma ser alvo dos
sentar características de algo ou de alguém. questionamentos da banca.
Dissertação: tipo de texto que se preocupa em
apresentar conceitos e opiniões sobre determinado fato Leitura e Interpretação de Textos
ou assunto.
Charge: texto que mistura linguagem verbal (escri- Muito da interpretação de textos está relacionado
ta) e não verbal (desenhada), a fim de estabelecer algum com a capacidade de reconhecer os assuntos do texto e
tipo de crítica ou opinião a respeito de algo definido no as estratégias de desenvolvimento de uma base textual.
espaço e no tempo. Para que isso seja possível, convém tomar três providên-
Texto instrucional: texto que apresenta instruções

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CAPÍTULO 01 -

cias: terpretar mais do que o texto permite. Antes de afirmar


Eliminação dos vícios de leitura: para concen- ou negar algo, deve-se buscar o texto como base.
trar-se melhor na leitura. 6. Buscar o tema central dos textos: é muito co-
Organização: para entender o que se pode extrair mum que haja questões a respeito do tema do texto. Para
da leitura. captá-lo de maneira mais objetiva, atente para os pri-
Conhecimento da tradição da banca: para optar meiros parágrafos que estão escritos.
pelas respostas que seguem o padrão comum da banca 7. Buscar a ancoragem das inferências: uma in-
examinadora. ferência é uma conclusão sobre algo lido ou visto. Para
que seja possível inferir algo, deve haver um elemento
Vícios de Leitura (âncora) que legitime a interpretação proposta pelo exa-
minador.
Movimento: consiste em não conseguir estudar, Agora é hora de pôr a mão na massa e fazer alguns
ler, escrever etc. sem ficar arrumando algum subterfú- exercícios!
gio para distrair-se. Comer, beber, ouvir música, ficar no
sofá, brincar com o cachorro são coisas que devem ser Questões Comentadas
evitadas no momento de estudar.
Apoio: o vício do apoio é péssimo para a leitura, pois Aprendo porque amo
diminui a velocidade e a capacidade de aprofundamento
do leitor. Usar dedo, régua, papel ou qualquer coisa para Recordo a Adélia Prado: “Não quero faca nem queijo;
“escorar” as linhas significa que você está com sérios quero é fome”. Se estou com fome e gosto de queijo, eu
problemas de concentração. como queijo... Mas e se eu não gostar de queijo? Procu-
Garoto da borboleta: se você possui os vícios an- ro outra coisa de que goste: banana, pão com manteiga,
teriores, certamente é um “garoto da borboleta”. Isso chocolate... Mas as coisas mudam de figura se minha na-
quer dizer que você se distrai por qualquer coisa e que morada for mineira, gostar de queijo e for da opinião
o mínimo ruído é suficiente para acabar com o seu fluxo que gostar de queijo é uma questão de caráter. Aí, por
de leitura. Já deve ter acontecido: terminou de ler uma amor à minha namorada, eu trato de aprender a gostar
página e se perguntou: “que foi mesmo que eu li”. Pois de queijo.
é, você só conseguirá se curar se começar a se dedicar Lembro-me do filme “Assédio”, de Bernardo Berto-
para obter o melhor de uma leitura mais aprofundada. lucci.A história se passa numa cidade do norte da Itália
ou da Suíça. Um pianista vivia sozinho numa casa imen-
43
Organização Leitora sa que havia recebido como herança. Ele não conseguia
cuidar da casa sozinho nem tinha dinheiropara pagar
Posto: trata-se da informação que se obtém pela lei- uma faxineira. Aí ele propôs uma troca: ofereceu mo-
tura inicial. radia para quem se dispusesse a fazer os serviços de
• Pressuposto: trata-se da informação acessada por limpeza.
meio do que não está escrito. Apresentou-se uma jovem negra, recém-vinda da
• Subentendido: trata-se da conclusão a que se chega África, estudante de medicina. Linda! A jovem fazia me-
ao unir posto e pressuposto. dicina ocidental com a cabeça, mas o seu coração estava
Veja o exemplo abaixo: na música da sua terra, os atabaques, o ritmo, a dan-
ça. Enquanto varria e limpava, sofria ouvindo o pianista
tocando uma música horrível: Bach, Brahms, Debussy...
Exemplo: Cientistas dizem que Aconteceu que o pianista se apaixonou por ela. Mas ela
pode haver vida extraterreste em algum não quis saber de namoro. Achou que se tratava de assé-
lugar do espaço. dio sexual e despachou o pianista falando sobre o horror
da música que ele tocava.
O pobre pianista, humilhado, recolheu-se à sua de-
silusão, mas uma grande transformação aconteceu: ele
Dicas de Organização de Leitura
começou a frequentar os lugares onde se tocava músi-
ca africana. Até que aquela música diferente entrou no
1. Ler mais de uma vez o texto: para ter certeza
seu corpo e deslizou para os seus dedos. De repente, a
do tema e de como o autor trabalha com o assunto.
jovem de vassoura na mão começou a ouvir uma músi-
2. Atentar para a relação entre os parágrafos:
ca diferente, música que mexia com o seu corpo e suas
analisar se há conexão entre eles e como ela é feita. Se
memórias... E foi assim que se iniciou uma estória de
há explicação, contradição, exemplificação etc.
amor atravessado: ele, por causa do seu amor pela jovem,
3. Entender o comando da questão: ler com aten-
aprendendo a amar uma música de que nunca gostara,
ção o que se pede para responder adequadamente.
e a jovem, por causa do seu amor pela música africana,
4. Destacar as palavras de alerta: palavras como
aprendendo a amar o pianista que não amara. Sabedo-
“sempre”, “nunca”, “exclusivamente”, “somente” podem
ria da psicanálise: frequentemente, a gente aprende a
mudar toda a circunstância da questão, portanto elas de-
gostar de queijo por meio do amor pela namorada que
vem ser destacadas e analisadas.
gosta de queijo...
5. Limitar a interpretação: cuidado para não in-

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Isso me remete a uma inesquecível experiência in- — o amor faz a magia de ligar coisas se-
fantil. Eu estava no primeiro ano do grupo A professo- paradas, até mesmo contraditórias. Pois a
ra era a dona Clotilde. Ela fazia o seguinte: sentava-se
gente não guarda e agrada uma coisa que
numa cadeira bem no meio da sala, num lugar onde to-
dos a viam — acho que fazia de propósito, por maldade pertenceu à pessoa amada? Mas a “coisa”
—, desabotoava a blusa até o estômago, enfiava a mão não é a pessoa amada! “É sim!”, dizem po-
dentro dela e puxava para fora um seiolindo, liso, branco, esia, psicanálise e magia: a “coisa” ficou
aquele mamilo atrevido... E nós, meninos, de boca aber-
contagiada com a aura da pessoa amada.
ta... Mas isso durava não mais que cinco segundos, por-
que ela logo pegava o nenezinho e o punha para mamar. Notícia de Jornal (Fernando Sabino)
E lá ficávamos nós, sentindo coisas estranhas que não Leio no jornal a notícia de que um ho-
entendíamos: o corpo sabe coisas que a cabeça não sabe. mem morreu de fome. Um homem de cor
Terminada a aula, os meninos faziam fila junto à dona
branca, 30 anos presumíveis, pobremente
Clotilde, pedindo para carregar sua pasta. Quem recebia
a pasta era um felizardo, invejado. Como diz o velho di- vestido, morreu de fome, sem socorros,
tado, “quem não tem seio carrega pasta”... Mas tem mais: em pleno centro da cidade, permanecendo
o pai da dona Clotilde era dono de um botequim onde deitado na calçada durante 72 horas, para
se vendia um doce chamado “mata-fome”, de que nunca
finalmente morrer de fome.
gostei. Mas eu comprava um mata-fome e ia para casa
comendo o mata-fome bem devagarzinho... Poeticamen- Morreu de fome. Depois de insistentes
te, trata-se de uma metonímia: o “mata-fome” era o seio pedidos e comentários, uma ambulância
da dona Clotilde... do Pronto Socorro e uma radiopatrulha fo-
Ridendo dicere severum: rindo, dizer as coisas sé-
ram ao local, mas regressaram sem pres-
rias... Pois rindo estou dizendo que frequentemente se
aprende uma coisa de que não se gosta por se gostar da tar auxílio ao homem, que acabou morren-
pessoa que a ensina. E isso porque — lição da psicanálise do de fome.
e da poesia — o amor faz a magia de ligar coisas separa-
das, até mesmo contraditórias.Pois a gente não guarda e
agrada uma coisa que pertenceu à pessoa amada? Mas a (IBFC) No primeiro parágrafo da crônica, há
“coisa” não é a pessoa amada! “É sim!”, dizem poesia, psi- uma espécie de resumo do fato narrado, que de-
44 canálise e magia: a “coisa” ficou contagiada com a aura pois, ao longo dos demais, será ampliado, com a
da pessoa amada. revelação de circunstâncias mais específicas so-
[...] bre a morte do homem. Sendo assim, em linhas
A dona Clotilde nos dá a lição de pedagogia: quem gerais, podemos inferir que, entre o primeiro pa-
deseja o seio, mas não pode prová-lo, realiza o seu amor rágrafo do texto e os demais, há uma relação que
poeticamente, por metonímia: carrega a pasta e come poderia ser sintetizada como:
“mata-fome”...
a. Hipótese – Confirmação
ALVES, R. O desejo de ensinar e a arte de aprender. SãoPaulo: Fundação Educar,
2007. p. 30.
b. Fato – Causa
c. Condição – Fato
(CESGRANRIO) Por meio da leitura integral do d. Síntese – Conclusão
texto, é possível inferir que o gosto pelo conheci- e. Consequência – Conclusão
mento
Resposta: B
a. é inerente a todos os indivíduos.
b. se constitui num processo de afetividade.
c. tem o desinteresse por consequência. A disseminação do vírus H1N1, causador da gripe
d. se vincula ao desejo efêmero de ensinar. denominada Influenza A, ocorre, principalmente, por
e. se forma a partir da autonomia do sujeito. meio das gotículas expelidas na tosse e nos espirros, do
contato com as 4 mãos e os objetos manipulados pelos
Resposta: B doentes e do contato com material gastrointestinal. O pe-
ríodo de incubação vai de dois a sete dias, mas a maioria
dos pacientes pode espalhar o vírus 7 desde o primeiro
Explicação: Ridendo dicere se- dia de contaminação, antes mesmo do surgimento dos
verum: rindo, dizer as coisas sérias... Pois sintomas, e até aproximadamente sete dias após seu de-
saparecimento. Adverte-se, pois, que as precauções com
rindo estou dizendo que frequentemente se
10 secreções respiratórias são de importância decisiva,
aprende uma coisa de que não se gosta por motivo pelo qual são recomendados cuidados especiais
se gostar da pessoa que a ensina. E isso com a higiene e o isolamento domiciliar ou hospitalar,
porque — lição da psicanálise e da poesia segundo a gravidade 13 de cada caso.

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CAPÍTULO 01 -

(CESPE) Esse texto é predominantemente dis- d. Efeito pela causa:


sertativo.
( ) Certo ( ) Errado
Exemplo: Jacira inalou a morte
Resposta: certo. naquela sala.

e. Matéria pelo objeto:


12. ESTILÍSTICA: FIGURAS DE
LINGUAGEM Exemplo: Onde estão as minhas
A Estilística é o ramo da linguística que estuda a ma- pratas?
nipulação da língua, inclusive para seu uso estético.
Em sentido lato, trabalha com os sentidos possíveis
das elocuções. f. Marca pelo produto:

Figuras de Linguagem Exemplo: Eu tive de comprar


uma Gilette.
• Recursos para transformar o conteúdo das
mensagens.
• Alteração do sentido. g. O símbolo pela coisa:
• Função poética da linguagem.
• Não ficam restritas à Literatura.
Exemplo: Naquele ano, caiu a co-
01. 1 – Metáfora: trata-se de um tipo de com- roa espanhola.
paração subentendida, sem utilizar conjunções
comparativas.
03. Prosopopeia, ou personificação: trata-
-se da figura que atribui características humanas
Exemplos:
a seres não humanos ou características animadas
A corrupção é um câncer. 45
a seres não animados.
Meu aluno é fera.
As lágrimas que verteu foram mágoas Exemplos:
passadas. O vento vem beijar-me a face.
E a noite grita em minha mente.
02. Metonímia: trata-se de um tipo de subs- Naquele dia, os crisântemos sorriram
tituição com efeito expressivo. Alguns exemplos para ela.
de metonímia são:

a. De parte pelo todo: 04. Antítese: consiste na tentativa de aproxi-


mar palavras com sentidos contrários.
Exemplo: Todos os olhos da sala
me olhavam. Exemplo: “Nasce o Sol, e não dura
mais que um dia, Depois da Luz se segue
a noite escura, Em tristes sombras mor-
b. Continente pelo conteúdo:
re a formosura, Em contínuas tristezas a
alegria.”
Exemplo: Bebeu duas garrafas de
(Gregório de Matos)
conhaque.

05. Pleonasmo: é uma repetição que pode


c. Autor pela obra: ser classificada de duas formas:

Exemplo: Eu nunca havia lido To- a. Pleonasmo lírico:


más Antônio Gonzaga.
Exemplo: Lutaram a luta dos lu-

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tadores. d. A perna da mesa estava quebrada.


e. O ator famoso bateu as botas hoje.

b. Pleonasmo vicioso (deve ser evitado): Resposta: A

Exemplos: subir para cima, des-


cer para baixo, hemorragia de sangue, elo 13. REESCRITURA DE SENTENÇAS
de ligação, goteira no teto etc. Quando o assunto é reescrita (ou reescritura) de sen-
tenças, não existe uma “teoria” sobre o assunto. O que
você deve fazer, na verdade, é prestar atenção ao que
Questões Gabaritadas pode haver como indicativo de mudança de sentido ou
prejuízo para a correção gramatical. Lembre-se de exa-
A linguagem por meio da qual interagimos minar particularmente o que diz o comando da questão,
no nosso dia a dia pode revestir-se de nuances a fim de responder corretamente.
as mais diversas: pode apresentar-se em sentido Nessa aula, você precisa anotar as dicas para resol-
literal, figurado, metafórico. A opção em cujo tre- ver as questões e acompanhar o raciocínio na hora de
cho utilizou-se linguagem metafórica é fazer a análise das questões.
Dois cuidados fundamentais:
a. O equilíbrio ou desequilíbrio depende do
ambiente familiar. Mudança de sentido
b. Temos medo de sair às ruas. Ordem das palavras.
c. Nestes dias começamos a ter medo também Troca de elementos.
dentro dos shoppings. Troca de tempo dos verbos.
d. Somos esse novelo de dons.
e. As notícias da imprensa nos dão medo em Prejuízo para a correção gramatical.
geral. Pontuação.
Crase.
Resposta: D Concordância.
Regência.
46
No verso “Essa dor doeu mais forte”, pode-se
perceber a presença de uma figura de linguagem Daqui para frente, você deve observar as peculiarida-
denominada: des de cada questão. Vamos ao trabalho!
Eventualmente, as bancas definem o que o candidato
a. ironia deve observar no momento de fazer a análise para a re-
b. pleonasmo escrita das sentenças. Eis os assuntos:
c. comparação
d. metonímia • substituição,
• deslocamento,
Resposta: B • paralelismo;
• variação linguística: norma culta.
Ao dizer que os shoppings são “cidades”, o au- • ambiguidade
tor do texto faz uso de um tipo de linguagem figu-
rada denominada. Vamos analisar cada um separadamente.

a. metonímia. Substituição
b. eufemismo
c. hipérbole. Quando ocorrer uma substituição de palavras na
d. metáfora. questão proposta pela banca, é conveniente buscar o
e. catacrese. sentido do termo que foi empregado na nova redação
da sentença. Usualmente, a banca tenta empregar algum
Resposta: D tipo de sinônimo na sentença, entretanto nem todas as
palavras possuirão o mesmo sentido. Haverá situações
Em relação às figuras de linguagem, assinale a em que você deverá perceber a diferença semântica na
alternativa que apresenta uma metonímia. frase por meio da substituição de palavras. Vamos virtu-
alizar um exemplo:
a. Ouço Mozart desde criança.
b. Ele esperou muito tempo por seu doce abra-
ço. Exemplo: Quando o país começar
c. Sua boca é um túmulo. a ser menos amigável com certas medidas

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protecionistas, o mercado tenderá a reagir Deslocando um Pronome Indefinido


de forma mais positiva para a economia.

Reescrita: Exemplos:
No momento em que o país começar a Soube-se que alguma situação pode ter
ser menos amistoso com certas medidas apresentado problema.
de proteção, o mercado tenderá a reagir Soube-se que situação alguma pode ter
de forma mais positiva para a economia. apresentado problema.

Deslocamento Na primeira forma da sentença, ao menos uma si-


tuação pode ter apresentado problema. Na reescrita da
Quando o assunto for deslocamento, é fundamen- sentença, nenhuma situação pode ter apresentado pro-
tal perceber quais elementos o elaborador modificou a blema. Essa mudança de posição do pronome acarreta
posição. Os que mais causam alteração são as locuções mudança de sentido no texto.
adverbais, os adjetivos e o pronomes indefinidos. Há dois
tópicos que podem ser alvo da questão no deslocamento: Paralelismo
a mudança de sentido e a correção gramatical. Vamos
analisar um exemplo: Trata-se da simetria ou da correspondência das es-
truturas ou das frases em uma sentença. Parte-se da
Deslocando um adjunto adverbial ideia de que uma estrutura é paralelística quando apre-
senta a mesma formulação de outra componente de um
período. Os principais aspectos relacionados ao parale-
lismo são o sintático e o semântico.
Exemplos:
Na semana passada, o ministro decla- Paralelismo Sintático
rou que faria esforços no sentido de conter
a crise. Diz respeito à forma como a sentença está montada.
Problemas com a construção dos complementos ou com 47
O ministro declarou que faria esforços
o emprego de algumas conjunções podem ser os princi-
para conter a crise na semana passada. pais casos de quebra de paralelismo sintático.

Forma errada:
Realizamos o deslocamento da locução adverbial de
tempo. Desse modo, houve mudança de sentido na sen- Naquela reunião, faziam referência ao homem, mu-
tença. No primeiro caso, a declaração foi dada na se- lher, casa, carro, prédio e rua.
mana passada. No segundo, os esforços seriam feitos na
semana passada.
Explicação: veja que todos os
Deslocando um Adjetivo elementos que compõem o complemento
da palavra “referência” estão subordina-
dos por meio da preposição “a”, o mais ló-
Exemplos: gico é que houvesse a preposição somada
Trouxeram uma nova pessoa para tra- ao artigo em todos os elementos, uma vez
balhar no setor. que há um artigo antes de primeiro núcleo.
Trouxeram uma pessoa nova para tra-
balhar no setor.
Forma correta 1:

Na frase original, a primeira sentença possui o sen- Naquela reunião, faziam referência ao homem, à mu-
tido de uma pessoa que ainda não havia estado ali (nova lher, à casa, ao carro, ao prédio e à rua.
no sentido de novidade). Na alteração proposta, o adje-
tivo passa a qualificar a pessoa no sentido de juventude, Explicação: aqui foram empre-
ou seja, não se tratava de uma pessoa idosa, mas sim de
gados os artigos e as preposições em todos
uma pessoa jovem.
os núcleos o complemento, ou seja, a estru-
tura está “paralelística”.

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Forma correta 2: tença como “pra”. É comum na fala, mas


não é aceito na escrita.
Naquela reunião, faziam referência a homem, mu-
lher, casa, carro, prédio e rua.
As inconsistências de concordância nas frases, o em-
Explicação: nessa sentença, não prego de gírias e formas menos privilegiadas (a exem-
plos dos barbarismos ), o emprego do verbo “ter” no lu-
foram empregados os artigos, portanto, gar do verbo “haver” são considerados traços de variação
não é necessário repetir a preposição. linguística.

Questões Gabaritadas
Paralelismo Semântico
Questão 1: FGV - AD II (FBN)/FBN/2013
O paralelismo semântico consiste na coordenação
das ideias de uma estrutura, ou seja, na manutenção da Os que podem ver mais alto
coerência da sentença. Veja alguns exemplos:
Escrevi, há dias, sobre crítica, arte, cultura.
Exemplos: Dizia, em meio a outras coisas, que sem crítica não se
pode desenvolver um gosto, pois que ele é uma constru-
Pedro gosta de Gramática e de Mate-
ção. Em outras palavras: ausente o espírito crítico, passa
mática. (Estrutura com ideias paralelas). a valer tudo – inclusive as empulhações do nosso tempo,
Pedro gosta de Gramática e de lavar a como a promoção da subliteratura, o horror musical, a
calçada. (Estrutura assimétrica). infâmia generalizada na área das artes plásticas etc. E,
dias depois, li um livro – “A literatura e os deuses” – que
me iluminou particularmente sobre essas questões.
Deve-se analisar a intenção de quem escrever a fim A falta de crítica (portanto, de uma educação bem
de verificar se a quebra de paralelismo não é proposital. fundamentada) impede, entre outras coisas, uma clara
visão da cultura e da arte. Ficamos meio cegos, incapa-
zes de perceber seja o que for acima da mediocridade.
Variação Linguística E aqui entra o livro a que me referi, abordando episódio
48
contado por Apolônio de Rodes sobre os argonautas.
A noção de variação linguística está relacionada às
Então eles, os heróis, chegaram a uma ilha deserta
transformações que a língua pode sofrer em relação ao
chamada Tinis, ao alvorecer. Estenderam-se na praia
tempo, ao lugar em que se manifesta, ao gênero, à idade
para descansar – e eis que surge o deus Apolo: “Áureos
dos falantes, enfim, a diversos fatores condicionantes de
cachos flutuavam, enquanto avançava; na mão esquerda
mudança.
segurava um arco de prata, às costas levava uma aljava;
Considera-se uma forma de variação aquilo que se
e, sob os seus pés, toda a ilha fremia, e as ondas se agi-
afasta do estilo chamado de “padrão”, ou seja, a forma
gantavam na praia.” Quando o deus se vai, voando sobre
aceita como correta e privilegiada da Língua. É possí-
o oceano, os heróis, por sugestão de Orfeu, consagram-
vel falar na distinção entre registro formal (que atende
-lhe a ilha e oferece-lhe um sacrifício.
ao padrão) e registro coloquial (menos preso às regras
Comenta o autor do livro: “Todos têm a mesma visão,
gramaticais).
todos sentem idêntico terror, todos colaboram na cons-
Usualmente, no universo dos concursos públicos, o
trução do santuário. Mas o que ocorre se não existem
assunto de variação não é cobrado muito aprofundada-
argonautas, se não existem mais testemunhas de tal ex-
mente, isso quer dizer que é necessário apenas perceber
periência?”
se há algum “desvio” em relação ao padrão na sentença
Os heróis puderam ver Apolo porque tinham seus es-
apresentada. Observe os exemplos:
píritos preparados para o que está além do terrestre e
imediato. Apolo é o patrono das artes, o deus da inspira-
Exemplos: ção, entre outras coisas. Em terra de gente que lê sem ler,
O documento foi enviado para a autori- que ouve sem ouvir, que vê sem ver, ele costuma perma-
necer invisível. Como no Brasil, cujos gestores e políticos
dade mencionada. promovem apenas o entretenimento vazio, relegando ao
O documento foi enviado pra pessoa ostracismo a Educação e as Artes – temerosos de que o
responsável. eleitor venha a ser um dia capaz de olhares altos e lúci-
dos como os dos argonautas...
(Ruy Espinheira Filho. Adaptado)

Comentário: um exemplo de re- “...sem crítica não se pode desenvolver um gos-


gistro coloquial é a forma sincopada da to, pois que ele é uma construção”. A forma de re-
escrever-se essa mesma frase que mantém o seu
preposição “para”, que apareceu na sen-

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CAPÍTULO 01 -

sentido original é: A charge a seguir refere-se à questão:

a. só se pode desenvolver um gosto, visto que


ele é uma construção, sem crítica.
b. não se pode desenvolver um gosto sem críti-
ca, já que ela é uma construção.
c. sendo um gosto uma construção, sem crítica
não se pode desenvolvê-lo.
d. em virtude de a crítica ser uma construção,
sem um gosto não se pode desenvolvê-la.

Questão 2: FGV - TAJ (TJ RJ)/TJ RJ/2014

Quanto Falta Para o Desastre?

Verão de 2015. As filas para pegar água se espalham


por vários bairros. Famílias carregam baldes e aguar-
dam a chegada dos caminhões-pipa. Nos canos e nas
torneiras, nem uma gota. O rodízio no abastecimento O chargista critica o mau desempenho dos
força lugares com grandes aglomerações, como sho- alunos de Medicina nas provas do Conselho da
pping centers e faculdades, a fechar. As chuvas abun- Classe.
dantes da estação não vieram, as obras em andamento A frase do primeiro candidato à esquerda, se
tardarão a ter efeito e o desperdício continuou alto. Por reescrita em norma culta, deveria ter a seguinte
isso, São Paulo e várias cidades vizinhas, que formam forma:
a maior região metropolitana do país, entram na mais
grave crise de falta d’água da história. a. “Esta prova é muito difícil. Há um monte de
(Época, 16/06/2014) perguntas a que eu não sei responder.”
b. “Essa prova é dificílima. Tem uma grande
A frase “As filas para pegar água se espalham quantidade de perguntas que eu não sei respon-
por vários bairros” mostra uma forma de escritu- der.”
ra que modifica o seu sentido original em: c. “Essa prova é muito difícil. Há um monte de 49
perguntas que não podem ser respondidas.”
a. espalham-se por bairros vários as filas para d. “Esta prova está bastante difícil e há um
pegar água; imenso número de questões a que eu não sei
b. as filas para pegar água por vários bairros como responder.”
se espalham; e. “Esta prova é muito difícil. Há um montão de
c. por vários bairros se espalham as filas para perguntas que eu não sei responder.”
pegar água;
d. para pegar água, as filas se espalham por Questão 5: FGV - AO (SSP AM)/SSP AM/2015
vários bairros; “Numa esquina perigosa, conhecida por sua má sina-
e. as filas se espalham por vários bairros para lização e pelas batidas que lá ocorrem, há um acidente
pegar água. de automóvel. Como o motorista de um dos carros está
visivelmente errado, o guarda a ele se dirige propondo
Questão 3: FGV - TJ Aux (TJ SC)/TJ SC/2015 abertamente esquecer o caso por uma boa propina. O
homem fica indignado e, usando o “Você sabe com quem
“...relembra que na época dos Trapalhões (1966-1995), está falando?”, identifica-se como promotor público,
negros e gays sabiam que as piadas eram apenas de prendendo o guarda”.
brincadeira.” (DaMatta, Roberto. Carnavais, malandros e heróis. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1990)
Para evitar a repetição de “quês”, a frase su-
“... identifica-se como promotor público, pren-
blinhada poderia ser adequadamente substituída
dendo o guarda”; a oração reduzida “prendendo o
por:
guarda” pode ser reescrita, em forma desenvolvi-
da adequada, do seguinte modo:
a. serem as piadas apenas de brincadeira;
b. terem sido as piadas apenas brincadeira;
a. quando prende o guarda;
c. as piadas apenas como brincadeira;
b. por isso prende o guarda;
d. sendo as piadas apenas de brincadeira;
c. porém prendeu o guarda;
e. como brincadeira apenas as piadas.
d. portanto prendeu o guarda;
e. e prende o guarda.
Questão 4: FGV - Assist (DPE MT)/DPE MT/As-
sistente Administrativo/2015

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Gabarito Tomamos aqui dois elementos de significação contrá-


ria, o que indica que são termos antônimos.
1-C 2-E 3-A 4-A 5-E
Observação: do mesmo modo
que nem todo sinônimo é perfeito, nem
14. SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS todo antônimo é diametralmente oposto ao
seu relativo.

Campo Semântico
Hiperonímia e Hiponímia
Chamamos de campo semântico o conjunto de pala-
vras relacionadas a um conceito, ou seja, a outras pala- Ao avaliarmos a relação de sinonímia entre as pa-
vras. Na verdade, todo sistema linguístico consiste em lavras, podemos perceber que há “graus de sinonímia”
uma rede de campos semânticos entrelaçados. Vejamos presentes entre as palavras. A depender dessa relação,
um exemplo: há uma nomenclatura específica que pode ser emprega-
Se considerarmos a palavra escola, podemos estabe- da nas análises.
lecer um campo semântico dessa palavra. Palavras como Chamamos de hiperônimo o elemento cuja signi-
quadro, giz, professor, aula, aluno, diretor, mesas, ficação se mostrar maior, ou seja, mais ampla do que a
cadeiras, quadro, matérias, dentre várias outras fa- de seu sinônimo. Veja a relação entre os termos cão e
zem parte desse campo semântico, ou seja, são compo- animal. Evidentemente todo cão é um animal, mas o seu
nentes desse quadro conceitual. contrário não é verdadeiro. Desse modo, compreende-se
Agora, tome como exemplo o termo bola. Não que a palavra animal é um hiperônimo da palavra cão,
posso dizer que faça parte do campo semântico da pala- pois – apesar de poder ser considerada como um sinôni-
vra em questão os termos parafuso, xícara, relógio, mo – trata-se de termo com significação mais ampla, ou
apostila. Isso quer dizer que pode existir uma relação seja, um hiperônimo.
conceitual entre os elementos componentes de um cam- Logo, a relação fundamental adotada para identificar
po semântico. Agora, isso não significa que um campo um hiperônimo é a mesma que se emprega para iden-
não possa ser construído, ou seja, que ele não possa ser tificar um hipônimo, pois o termo de significação mais
estabelecido por força de um contexto. Se o indivíduo restrita é o que vamos entender como tal. Automatica-
50
criar um contexto que relacione todas aquelas palavras mente, quando se encontra um hiperônimo, encontra-se
mencionadas, evidentemente elas farão parte de um – também – um hipônimo. No exemplo em questão, a
mesmo campo semântico, do contrário, não farão. palavra cão é um hipônimo da palavra animal. Outra li-
ção que se retira disso é que a divisão de hiperonímia e
Sinonímia e Antonímia hiponímia repousa em cada análise separadamente. Isso
quer dizer que não é possível dizer que todas as palavras
Quando se estuda a significação das palavras, é ne- terão uma classificação independentemente da relação
cessário relembrar os conceitos de sinonímia e de an- entre os elementos.
tonímia. Sinônimo é todo termo de significado seme-
lhante (não necessariamente igual) ao de outra palavra. Homonímia e Paronímia
Vejamos:
Vez ou outra, estamos escrevendo ou falando algu-
ma palavra e, repentinamente, surgem algumas dúvidas.
Exemplos:
Isso ocorre talvez pela semelhança ou mesmo pela igual-
Meu aluno é dedicado. dade de pronúncia ou de grafia entre esses termos. Cha-
Meu aluno é esforçado. mamos esses casos de homonímia ou paronímia.
A homonímia é o nome que se dá para os casos em
que palavras de sentidos diferentes têm a mesma grafia
Posso considerar, por força desses exemplos, que as (os homônimos homógrafos) ou a mesma pronúncia (os
palavras “dedicado” e “esforçado” são termos sinônimos, homônimos homófonos).
ou seja, de significação aproximada. Os homógrafos podem coincidir ou não na pronúncia,
Um antônimo, pelo contrário, é um termo cuja signi- como nos exemplos: banco (assento) e banco (instituição),
ficação se mostra como o oposto de outra palavra. Con- manga (fruta) e manga (de camisa), em que temos pro-
sidere o exemplo: núncia idêntica; e molho (coletivo de chaves “molho”) e
molho (líquido em que se servem iguarias).
Já os parônimos estão relacionados à semelhança en-
Exemplos:
tre algumas palavras, tal que, usualmente, gera dificul-
A manhã estava tranquila. dade de grafia ou compreensão. Um exemplo disso são
A manhã estava agitada. os pares descrição (‘ato de descrever’) e discrição (‘qua-
lidade do que é discreto’), retificar (‘corrigir’) e ratificar

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CAPÍTULO 01 -

(confirmar).
Veja a lista que se segue, a fim de ampliar seu voca- Exemplo: Isso foi feito há cerca
bulário e dirimir possíveis dúvidas. de dez anos.

Absolver: inocentar, relevar da culpa imputada:


Acidente: acontecimento casual; desastre.
Exemplo: O juiz absolver o ho-
mem. Exemplo: Houve um acidente na
rodovia.
Absorver: embeber em si, esgotar:

Incidente: episódio; que incide, que ocorre.


Exemplo: A terra absorveu a chu-
va que caía.
Exemplo: Esse isso é bastante in-
cidente aqui.
Acender: atear (fogo), inflamar.

Afim: que apresenta afinidade, semelhança, relação


Exemplo: Acenderam o fogo na
(de parentesco).
floresta.

Exemplo: Esses são assuntos


Ascender: subir, elevar-se. afins.

Exemplo: Seu espírito ascendeu


A fim de: para, com a finalidade de, com o fito de.
ao céu.

Exemplo: Ele fez o resumo, a fim


51
Acento: sinal gráfico; inflexão vocal: de que conseguisse entender o assunto.

Exemplo: Essa palavra não tem


Alto: de grande extensão vertical; elevado, grande.
acendo.

Exemplo: Esse cara é muito alto.


Assento: banco, cadeira:

Auto: ato público, registro escrito de um ato, peça


Exemplo: Não consegui encon- processual.
trar o meu assento.
Exemplo: O evento está registra-
Acerca de: sobre, a respeito de: do nos autos.

Exemplo: Conversaremos acerca Aleatório: casual, fortuito, acidental.


disso na reunião.
Exemplo: Essa foi uma escolha
A cerca de: a uma distância aproximada de. aleatória.

Exemplo: O prédio fica a cerca de Alheatório: que alheia, alienante, que desvia ou
dez metros daqui. perturba.

Exemplo : Essa palestra é total-


Há cerca de: faz aproximadamente (tanto tempo):
mente alheatória.

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Amoral: desprovido de moral, sem senso de moral. A par: informado, ao corrente, ciente.

Exemplo: Li um texto completa- Exemplo: Os alunos já estão a par


mente amoral. do que se pretende falar.

Imoral: contrário à moral, aos bons costumes, devas- Ao par: de acordo com a convenção legal.
so, indecente.
Fez a troca de mil dólares ao par.
Exemplo: Aquela cena que vi era
muito imoral. Aparte: interrupção, comentário à margem.

Ante (preposição): diante de, perante. Exemplo: Houve um aparte na


fala do ministro.
Exemplo: Ante sua imagem, fi-
quei estarrecido. À parte: em separado, isoladamente, de lado.

Ante- (prefixo): expressa anterioridade. Esse item será visto à parte.

Exemplos: Antecessor, antedilu- Apreçar: avaliar, pôr preço:


viano.
Exemplo: Eu não sei se já apre-
Anti- (prefixo): expressa contrariedade; contra. çamos a casa.

52
Exemplos: Antiético, antiaéreo. Apressar: dar pressa a, acelerar.

Ao encontro de: para junto de; favorável a. Exemplo: Necessitamos de apres-


sar a obra.

Exemplo: Maria foi ao encontro


de seus amigos. Área: superfície delimitada, região.

De encontro a: contra; em prejuízo de. Exemplo: Faremos a piscina nes-


sa área.

Exemplo: Esse conceito vai de en-


contro às minhas convicções. Ária: canto, melodia.

Ao invés de: ao contrário de. Exemplo: Gosto muito de uma


ária de Turandot.

Exemplo: Ao invés de subir, des-


ceu. Aresto: acórdão, caso jurídico julgado:

Em vez de: em lugar de. Exemplo: Neste caso, o aresto é


irrecorrível.

Exemplo: Em vez de falar com o Arresto: apreensão judicial, embargo:


amigo, falou com o chefe.
Exemplo: Os bens do traficante

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CAPÍTULO 01 -

preso foram todos arrestados.


Exemplo: Júlio avocou a respon-
sabilidade para si.
Arrochar: apertar com arrocho, apertar muito.

Evocar: lembrar, invocar.


Exemplo: Será preciso arrochar
a produção.
Exemplo: Evocou a memória do
ditador em seu discurso.
Arroxar: ou arroxear, roxear: tornar roxo.

Invocar: pedir (a ajuda de); chamar; proferir.


Exemplo: Arroxou o olho após a
pancada.
Exemplo: Invocou um exército
para ajudá-lo.
Ás: exímio em sua atividade; carta do baralho.

Caçar: perseguir, procurar, apanhar (geralmente


Exemplo: Pescou uma carta e re-
animais).
tirou um ás.

Exemplo:Aquele homem foi caça-


Az (p. us.): esquadrão, ala do exército. do na floresta.

Exemplo: Vimos os azes que pas-


Cassar: tornar nulo ou sem efeito, suspender, inva-
savam na marcha. lidar.

Exemplo: O político teve seus di- 53


Atuar: agir, pôr em ação; pressionar.
reitos cassados.
Exemplo: Leno atuou como vilão
naquele teatro. Cavaleiro: que anda a cavalo, cavalariano.

Autuar: lavrar um auto; processar. Exemplo: O cavaleiro salvou sua


donzela.
Exemplo: O homem fora autuado
anteriormente. Cavalheiro: indivíduo distinto, gentil, nobre.

Auferir: obter, receber. Exemplo: Aquele homem é um


cavalheiro.
Exemplo: Vi que pudemos auferir
lucros referentes à empreitada. Censo: alistamento, recenseamento, contagem.

Aferir: avaliar, cotejar, medir, conferir: Exemplo: Realizou-se o censo da


população.
Exemplo: Tivemos de aferir os re-
sultados da prova. Senso: entendimento, juízo, tino.

Avocar: atribuir-se, chamar: Exemplo: Aquela mulher não tem


senso de ridículo.

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Cerrar: fechar, encerrar, unir, juntar. o inglês.

Exemplo: Cerrou os olhos e se foi. Mas: conjunção. Sentido de oposição, sinônimo de


“porém”.
Serrar: cortar com serra, separar, dividir.
Exemplo: Ele não estudou, mas
Exemplo: Serraram a porta para passou no concurso.
tirar as vítimas do acidente.
Mais: advérbio de intensidade.
Cessão: ato de ceder:
Exemplo: Fale mais sobre esse
Exemplo: Solicitaram a cessão da assunto.
quadra de futebol.
Cheque: ordem de pagamento à vista.
Seção: setor, subdivisão de um todo, repartição, di-
visão. Exemplo: Pagaram o combustível
com cheque.
Exemplo: Jurandir trabalha na
seção de frios. Xeque: dirigente árabe; lance de xadrez.

Sessão: espaço de tempo que dura uma reunião, um Exemplo: Após a jogada, o rei fi-
congresso; reunião; espaço de tempo durante o qual se cou em xeque.
realiza uma tarefa.
54

Exemplo: Amanhã não haverá Doravante, segue a lista extraída do Manual de Reda-
ção da Presidência da República sobre o emprego desses
sessão legislativa. elementos.

Cível: relativo à jurisdição dos tribunais civis.


Chá: planta, infusão. Civil: relativo ao cidadão; cortês, polido (daí civilida-
de); não militar nem, eclesiástico.
Exemplo: Não gosto de chá de
Colidir: trombar, chocar; contrariar: A nova propos-
framboesa.
ta colide frontalmente com o entendimento havido.
Coligir: colecionar, reunir, juntar: As leis foram coli-
gidas pelo Ministério da Justiça.
Xá: antigo soberano persa.
Comprimento: medida, tamanho, extensão, altura.
Exemplo: O Xá convocou o exér- Cumprimento: ato de cumprir, execução completa;
cito persa. saudação.

Concelho: circunscrição administrativa ou municí-


Mau: adjetivo. O antônimo de “bom”. pio (em Portugal).
Conselho: aviso, parecer, órgão colegiado.

Exemplo: Ele possui esse mau há- Concerto: acerto, combinação, composição, harmo-
bito de falar besteira. nização (cp. concertar): O concerto das nações... O con-
certo de Guarnieri...
Conserto: reparo, remendo, restauração (cp. conser-
Mal: advérbio. O antônimo de “bem”. tar): Certos problemas crônicos aparentemente não têm
conserto.

Exemplo: Ele não fala muito bem Conje(c)tura: suspeita, hipótese, opinião.

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CAPÍTULO 01 -

Conjuntura: acontecimento, situação, ocasião, cir- Distratar: desfazer um trato, anular.


cunstância.
Distensão: ato ou efeito de distender, torção violen-
Contravenção: transgressão ou infração a normas ta dos ligamentos de uma articulação.
estabelecidas. Distinção: elegância, nobreza, boa educação: Todos
Contraversão: versão contrária, inversão. devem portar-se com distinção.
Dissensão: desavença, diferença de opiniões ou in-
Coser: costurar, ligar, unir. teresses: A dissensão sobre a matéria impossibilitou o
Cozer: cozinhar, preparar. acordo.

Costear: navegar junto à costa, contornar. A fragata Elidir: suprimir, eliminar.


costeou inúmeras praias do litoral baiano antes de partir Ilidir: contestar, refutar, desmentir.
para alto-mar.
Custear: pagar o custo de, prover, subsidiar. Qual a Emenda: correção de falta ou defeito, regeneração,
empresa disposta a custear tal projeto? remendo: ao torná-lo mais claro e objetivo, a emenda
Custar: valer, necessitar, ser penoso. Quanto custa o melhorou o projeto.
projeto? Custa-me crer que funcionará. Ementa: apontamento, súmula de decisão judicial
ou do objeto de uma lei. Procuro uma lei cuja ementa é
Deferir: consentir, atender, despachar favoravel- “dispõe sobre a propriedade industrial”.
mente, conceder.
Diferir: ser diferente, discordar; adiar, retardar, di- Emergir: vir à tona, manifestar-se.
latar. Imergir: mergulhar, afundar submergir), entrar.

Degradar: deteriorar, desgastar, diminuir, rebaixar. Emigrar: deixar o país para residir em outro.
Degredar: impor pena de degredo, desterrar, banir. Imigrar: entrar em país estrangeiro para nele viver.

Delatar (delação): denunciar, revelar crime ou de- Eminente (eminência): alto, elevado, sublime.
lito, acusar: Os traficantes foram delatados por membro Iminente (iminência): que está prestes a aconte-
de quadrilha rival. cer, pendente, próximo.
Dilatar (dilação): alargar, estender; adiar, diferir: A
dilação do prazo de entrega das declarações depende de Emitir (emissão): produzir, expedir, publicar. 55
decisão do Diretor da Receita Federal. Imitir (imissão): fazer entrar, introduzir, investir.

Derrogar: revogar parcialmente (uma lei), anular. Empoçar: reter em poço ou poça, formar poça.
Derrocar: destruir, arrasar, desmoronar. Empossar: dar posse a, tomar posse, apoderar-se.

Descrição: ato de descrever, representação, defini- Encrostar: criar crosta.


ção. Incrustar: cobrir de crosta, adornar, revestir, pren-
Discrição: discernimento, reserva, prudência, reca- der-se, arraigar-se.
to.
Entender: compreender, perceber, deduzir.
Descriminar: absolver de crime, tirar a culpa de. Intender: (p. us): exercer vigilância, superintender.
Discriminar: diferençar, separar, discernir.
Enumerar: numerar, enunciar, narrar, arrolar.
Despensa: local em que se guardam mantimentos, Inúmero: inumerável, sem conta, sem número.
depósito de provisões.
Dispensa: licença ou permissão para deixar de fa- Espectador: aquele que assiste qualquer ato ou es-
zer algo a que se estava obrigado; demissão. petáculo, testemunha.
Expectador: que tem expectativa, que espera.
Despercebido: que não se notou, para o que não
se atentou: Apesar de sua importância, o projeto passou Esperto: inteligente, vivo, ativo.
despercebido. Experto: perito, especialista.
Desapercebido: desprevenido, desacautelado: Em-
barcou para a missão na Amazônia totalmente desaper- Espiar: espreitar, observar secretamente, olhar.
cebido dos desafios que lhe aguardavam. Expiar: cumprir pena, pagar, purgar.

Dessecar: secar bem, enxugar, tornar seco. Estada: ato de estar, permanência: Nossa estada em
Dissecar: analisar minuciosamente, dividir anato- São Paulo foi muito agradável.
micamente. Estadia: prazo para carga e descarga de navio an-
corado em porto: O “Rio de Janeiro” foi autorizado a uma
Destratar: insultar, maltratar com palavras. estadia de três dias.

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Estância: lugar onde se está, morada, recinto. iguais).


Instância: solicitação, pedido, rogo; foro, jurisdição, Intra- (prefixo): interior, dentro de.
juízo.
Judicial: que tem origem no Poder Judiciário ou que
Estrato: cada camada das rochas estratificadas. perante ele se realiza.
Extrato: coisa que se extraiu de outra; pagamento, Judiciário: relativo ao direito processual ou à orga-
resumo, cópia; perfume. nização da Justiça.

Flagrante: ardente, acalorado; diz-se do ato que a Liberação: ato de liberar, quitação de dívida ou
pessoa é surpreendida a praticar (flagrante delito). obrigação.
Fragrante: que tem fragrância ou perfume; cheiro- Libertação: ato de libertar ou libertar-se.
so.
Lista: relação, catálogo; var. pop. de listra.
Florescente: que floresce, próspero, viçoso. Listra: risca de cor diferente num tecido (var. pop.
Fluorescente: que tem a propriedade da fluores- de lista).
cência.
Locador: que dá de aluguel, senhorio, arrendador.
Folhar: produzir folhas, ornar com folhagem, reves- Locatário: alugador, inquilino: O locador reajustou o
tir lâminas. aluguel sem a concordância do locatário.
Folhear: percorrer as folhas de um livro, compulsar,
consultar. Lustre: brilho, glória, fama; abajur.
Lustro: quinquênio; polimento.
Incerto: não certo, indeterminado, duvidoso, variá-
vel. Magistrado: juiz, desembargador, ministro.
Inserto: introduzido, incluído, inserido. Magistral: relativo a mestre (latim: magister); per-
feito, completo; exemplar.
Incipiente: iniciante, principiante.
Insipiente: ignorante, insensato. Mandado: garantia constitucional para proteger di-
reito individual líquido e certo; ato de mandar; ordem es-
Incontinente: imoderado, que não se contém, des- crita expedida por autoridade judicial ou administrativa:
56 controlado. um mandado de segurança, mandado de prisão.
Incontinenti: imediatamente, sem demora, logo, Mandato: autorização que alguém confere a outrem
sem interrupção. para praticar atos em seu nome; procuração; delegação:
o mandato de um deputado, senador, do Presidente.
Induzir: causar, sugerir, aconselhar, levar a: O réu
declarou que havia sido induzido a cometer o delito. Mandante: que manda; aquele que outorga um
Aduzir: expor, apresentar: A defesa, então, aduziu mandato.
novas provas. Mandatário: aquele que recebe um mandato, exe-
cutor de mandato, representante, procurador.
Inflação: ato ou efeito de inflar; emissão exagerada Mandatório: obrigatório.
de moeda, aumento persistente de preços.
Infração: ato ou efeito de infringir ou violar uma Obcecação: ato ou efeito de obcecar, teimosia, ce-
norma. gueira.
Obsessão: impertinência, perseguição, ideia fixa.
Infligir: cominar, aplicar (pena, castigo, repreensão,
derrota): O juiz infligiu pesada pena ao réu. Ordinal: numeral que indica ordem ou série (pri-
Infringir: transgredir, violar, desrespeitar (lei, regu- meiro, segundo, milésimo, etc.).
lamento, etc.) (cp. infração): A condenação decorreu de Ordinário: comum, frequente, trivial, vulgar.
ter ele infringido um sem número de artigos do Código
Penal. Original: com caráter próprio; inicial, primordial.
Originário: que provém de, oriundo; inicial, primi-
Inquerir: apertar (a carga de animais), encilhar. tivo.
Inquirir: procurar informações sobre, indagar, in-
vestigar, interrogar. Paço: palácio real ou imperial; a corte.
Passo: ato de avançar ou recuar um pé para andar;
Intercessão: ato de interceder. caminho, etapa.
Interse(c)ção: ação de se(c)cionar, cortar; ponto em
que se encontram duas linhas ou superfícies. Pleito: questão em juízo, demanda, litígio, discussão:
O pleito por mais escolas na região foi muito bem for-
Inter- (prefixo): entre; preposição latina usada mulado.
em locuções: inter alia (entre outros), inter pares (entre Preito: sujeição, respeito, homenagem: Os alunos

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CAPÍTULO 01 -

renderam preito ao antigo reitor. Repressão: ato de reprimir, contenção, impedimen-


to, proibição.
Preceder: ir ou estar adiante de, anteceder, adian- Repreensão: ato de repreender, enérgica admoesta-
tar-se. ção, censura, advertência.
Proceder: originar-se, derivar, provir; levar a efeito,
executar. Ruço: grisalho, desbotado.
Russo: referente à Rússia, nascido naquele país; lín-
Pós- (prefixo): posterior a, que sucede, atrás de, gua falada na Rússia.
após: pós-moderno, pós-operatório.
Pré- (prefixo): anterior a, que precede, à frente de, Sanção: confirmação, aprovação; pena imposta pela
antes de: pré-modernista, pré-primário. lei ou por contrato para punir sua infração.
Pró (advérbio): em favor de, em defesa de. A maio- Sansão: nome de personagem bíblico; certo tipo de
ria manifestou-se contra, mas dei meu parecer pró. guindaste.

Preeminente: que ocupa lugar elevado, nobre, dis- Sedento: que tem sede; sequioso (var. p. us.: seden-
tinto. te).
Proeminente: alto, saliente, que se alteia acima do Cedente: que cede, que dá.
que o circunda.
Sobrescritar: endereçar, destinar, dirigir.
Preposição: ato de prepor, preferência; palavra in- Subscritar: assinar, subscrever.
variável que liga constituintes da frase.
Proposição: ato de propor, proposta; máxima, sen- Sortir: variar, combinar, misturar.
tença; afirmativa, asserção. Surtir: causar, originar, produzir (efeito).

Presar: capturar, agarrar, apresar. Subentender: perceber o que não estava claramen-
Prezar: respeitar, estimar muito, acatar. te exposto; supor.
Subintender: exercer função de subintendente, di-
Prescrever: fixar limites, ordenar de modo explícito, rigir.
determinar; ficar sem efeito, anular-se: O prazo para en- Subtender: estender por baixo.
trada do processo prescreveu há dois meses.
Proscrever: abolir, extinguir, proibir, terminar; Sustar: interromper, suspender; parar, interromper- 57
desterrar. O uso de várias substâncias psicotrópicas foi -se (sustar-se).
proscrito por recente portaria do Ministro. Suster: sustentar, manter; fazer parar, deter.

Prever: ver antecipadamente, profetizar; calcular: A Tacha: pequeno prego; mancha, defeito, pecha.
assessoria previu acertadamente o desfecho do caso. Taxa: espécie de tributo, tarifa.
Prover: providenciar, dotar, abastecer, nomear para
cargo: O chefe do departamento de pessoal proveu os Tachar: censurar, qualificar, acoimar: tachar alguém
cargos vacantes. (tachá-lo) de subversivo.
Provir: originar-se, proceder; resultar: A dúvida pro- Taxar: fixar a taxa de; regular, regrar: taxar merca-
vém (Os erros provêm) da falta de leitura. dorias.

Prolatar: proferir sentença, promulgar. Tapar: fechar, cobrir, abafar.


Protelar: adiar, prorrogar. Tampar: pôr tampa em.

Ratificar: validar, confirmar, comprovar. Tenção: intenção, plano (deriv.: tencionar); assunto,
Retificar: corrigir, emendar, alterar: A diretoria ra- tema.
tificou a decisão após o texto ter sido retificado em suas Tensão: estado de tenso, rigidez (deriv.: tensionar);
passagens ambíguas. diferencial elétrico.

Recrear: proporcionar recreio, divertir, alegrar. Tráfego: trânsito de veículos, percurso, transporte.
Recriar: criar de novo. Tráfico: negócio ilícito, comércio, negociação.

Reincidir: tornar a incidir, recair, repetir. Trás: atrás, detrás, em seguida, após (cf. em locu-
Rescindir: dissolver, invalidar, romper, desfazer: ções: de trás, por trás).
Como ele reincidiu no erro, o contrato de trabalho foi Traz: 3a pessoa do singular do presente do indicati-
rescindido. vo do verbo trazer.

Remição: ato de remir, resgate, quitação. Vestiário: guarda-roupa; local em que se trocam
Remissão: ato de remitir, intermissão, intervalo; roupas.
perdão, expiação. Vestuário: as roupas que se vestem, traje.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Vultoso: de grande vulto, volumoso. da evasão, destacam-se: a ignorância frente à matéria


Vultuoso (p. us.): atacado de vultuosidade (conges- tributária, muitas vezes reforçada por uma legislação
tão da face). complexa e ambígua; a impunidade que privilegia os
que não pagam impostos; a falta de percepção quanto
Questões Gabaritadas ao uso do dinheiro público ou sua malversação, em pre-
juízo do exercício pleno da cidadania fiscal; a utilização
Questão 1: FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2008 imprópria de recursos judiciais; a existência de uma re-
lação desequilibrada nas relações entre o fisco e o con-
Ética e Tributo tribuinte.
Estudos da Secretaria da Receita Federal, com base
No amplo debate sobre as questões tributárias fala-se no recolhimento da CPMF, mostram que um terço dos
com freqüência de ética ou moralidade tributária, ainda pagamentos realizados por intermédio de instituições fi-
que não se tenha absoluta clareza quanto à real extensão nanceiras foi tributado apenas por aquela contribuição,
desse conceito. Nada diferente do que ocorre em relação o que significa dizer que foram objeto de evasão, elisão
à acepção da ética em outros domínios da política e da ou isenção fiscais. Trata-se de percentual elevado, porém
economia. A propósito, Norberto Bobbio, em “Elogio da bem inferior a uma muito propalada estimativa de sone-
serenidade e outros escritos morais”, já observara que gação no Brasil (“para cada real arrecadado correspon-
“nenhuma questão moral, proposta em qualquer campo, de um real sonegado”).
encontrou até hoje solução definitiva”. O combate à evasão fiscal é um dos pilares básicos
A despeito de sua natureza relativamente controver- sobre os quais se assenta a ética tributária. Nada produz
sa, a ética tributária, ao menos conforme admite o senso mais distorções concorrenciais ou injustiça na arreca-
comum, vincula-se à concepção e à prática de regras dação de impostos que a evasão fiscal, inclusive quando
justas e razoáveis em matéria tributária. Aponta para comparada com outras supostas “imperfeições” do sis-
questões, não raro conflitantes, que envolvem as limita- tema tributário, como a incidência em cascata. Ao fim
ções do poder de tributar, os direitos dos contribuintes, o e ao cabo, não é demais lembrar que inexiste igualdade
dever fundamental de pagar impostos, o equilíbrio con- na ilegalidade.
correncial, a prevenção das guerras fiscais, etc. Encerra, Ao contrário do que alguns propagam, evasão fiscal
portanto, questões concernentes às relações entre o fisco não é um problema adstrito à administração tributária,
e o contribuinte, entre os contribuintes e entre os fiscos. a ser debelado pela ação fiscalizadora. A própria con-
No Brasil, o debate sobre ética tributária só recente- cepção dos tributos já traz em si os riscos de sonegação.
58
mente ganhou vulto em decorrência do aumento da car- Tributos muito vulneráveis à evasão, especialmente em
ga tributária, da expansão da “indústria de liminares”, países sem forte tradição tributária, são altamente per-
do visível aperfeiçoamento da administração fiscal, da niciosos, porque sendo a sonegação uma conduta opor-
estabilidade econômica e da crescente inserção do país tunista ela inevitavelmente ocorrerá e, em conseqüência,
na economia globalizada. Na maioria dos países desen- acarretará toda sorte de desequilíbrios no mercado e
volvidos, com cultura tributária mais amadurecida, esse deficiências no erário.
debate é mais limitado, porque praticamente restrito a (...)
discussões sobre a pressão fiscal e a competição fiscal No âmbito da administração tributária, o enfrenta-
nociva (harmfull tax competition). mento da evasão fiscal exige um contínuo aperfeiçoa-
Ainda não se enxerga horizonte visível para fixação mento, que passa, entre recursos, pela aplicação de pro-
de padrões éticos no campo tributário brasileiro, porque cedimentos de inteligência fiscal e pelo uso intensivo das
essa meta demanda uma ampla reestruturação de rela- novas tecnologias de informação e comunicação. Tudo,
cionamentos entre os fiscos e os contribuintes. O cidadão entretanto, será inócuo se resultar em impunidade, o que
brasileiro, ao menos no plano cultural, não inclui o paga- requer celeridade nas execuções fiscais e nos julgamen-
mento de impostos entre os deveres fundamentais. Não tos de recursos e impugnações administrativas, extrema
causa estranheza o empresário afirmar, sem nenhum parcimônia na concessão de anistias e remissões, e arti-
sentimento de culpa, que deixou de pagar os impostos culação entre órgãos de fiscalização.
porque a “crise” o obrigou a optar entre o recolhimento Ninguém põe dúvida quanto à legalidade da eli-
de impostos e o pagamento aos fornecedores e empre- são fiscal, entendida como um ato ou negócio jurídico
gados. Dito de outra forma, o pagamento de impostos destinado a reduzir ou eliminar o ônus tributário, me-
ainda não é um valor definitivamente incorporado à vida diante utilização de “brechas fiscais” (fiscal loopholes),
nacional sem ofensa à lei e anteriormente à ocorrência do fato
(...) gerador. Não há, portanto, como confundi-la com evasão
A evasão tributária é explicável por várias razões. fiscal, de natureza francamente ilegal. Tampouco pode
A mais conhecida é o propósito ilícito de auferir van- alguém cogitar de restrições ao legítimo direito de auto-
tagens em relação aos demais contribuintes. organização do contribuinte. A questão é de outra natu-
Essa é a razão que socorre o homo oeconomicus, que reza. Deve a legislação brasileira, à semelhança do que
pensa em sua conveniência econômica e não reconhece ocorre em vários países desenvolvidos, estabelecer uma
nenhum dever moral de conduta. No seu entender, é líci- norma geral antielisão? A prática do planejamento fis-
to tudo que o beneficia. Entre outras razões explicativas cal não poderá, em certos casos, resultar em ofensa aos
princípios constitucionais da igualdade, solidariedade e

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CAPÍTULO 01 -

justiça, favorecendo os que dispõem de mais recursos e Robert Wagner, quando prefeito de Nova York,
mais informações? cunhou uma frase que se tornou célebre na literatura
A elisão fiscal não poderá assumir um caráter de se- tributária: “Os impostos são o preço da civilização; não
gregação entre os que podem fazer uso dela e os que não existem impostos na selva.” No Brasil, a consolidação
podem e, por isso mesmo, acabam, obliquamente, sendo de uma ética tributária constitui requisito crítico para
onerados por um inusitado “imposto sobre os tolos”? o desenvolvimento, para a segurança dos investimentos,
As respostas a essas questões não são simples, ade- para o equilíbrio concorrencial e para a justiça fiscal.
(Everardo Maciel. www.braudel.org.br)
mais de controversas. A matéria não foi ainda suficien-
temente pacificada entre os tributaristas. Entretanto, por Assinale a alternativa em que não se encontre
mais fortes que sejam os argumentos dos que se opõem um sinônimo para propalada.
a uma norma geral antielisão é inequívoco que a prática
do planejamento fiscal fixa um divisor entre contribuin- a. divulgada
tes de primeira e segunda classes, em detrimento de um b. rebuçada
desejado tratamento igualitário. c. espargida
(...) d. apregoada
As isenções complementam o quadro dos institutos e. disseminada
que comprometem a igualdade tributária. Freqüente-
mente, elas resultam de pressões exercidas por grupos
de interesses, alimentadas por financiamentos de cam- Questão 2: FGV - Adv (SEN)/SEN/2008
panhas, e têm pouca ou nenhuma fundamentação eco-
nômica ou social. No Brasil, não se percebe claramente Justiça de Qualidade
que a sociedade finda pagando mais impostos justamen-
te para compensar os que não pagam em virtude da frui- A instalação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça)
ção de benefícios fiscais. Esses benefícios, todavia, assim em 2005 sinalizou profundas mudanças no Judiciário,
como as despesas, não são órfãos. Removêlos implica até então apontado como o mais hermético e resisten-
uma verdadeira batalha política. É evidente que essa te a mudanças entre os três poderes. Foram instituídas
crítica não se aplica a incentivos transitórios e específi- normas para proibir o nepotismo nos tribunais e regras
cos para regiões ou pessoas pobres, nem ao ajustamento para a aplicação do teto remuneratório para coibir os
dos impostos à capacidade econômica dos contribuintes. supersalários que recorrentemente escandalizavam a
(...) opinião pública.
A ética tributária guarda relação, também, com a A correção dos desvios refletiu nova atitude dos ma- 59
percepção externa das administrações tributárias. É im- gistrados, mais aberta ao diálogo com a sociedade e
portante que os contribuintes percebam que a política mais propensa a assimilar construtivamente críticas em
tributária é justa, a administração fiscal é proba, sensí- relação aos serviços judiciais. Pôs-se fim ao clichê do juiz
vel e confiável, e os recursos arrecadados são correta- encastelado em torre de marfim, distante da sociedade.
mente aplicados. Tal atitude implicou a busca de maior transparência.
(...) Era preciso assegurar ao cidadão amplo acesso a infor-
A confiança do contribuinte na administração fiscal mações sobre o desempenho da Justiça. Essas informa-
presume, desde logo, a existência de servidores probos ções, lamentavelmente, não existiam ou eram imprecisas
- não apenas honestos ou que pareçam honestos, mas e defasadas. O Judiciário, na verdade, não se conhecia.
sobretudo exemplares. A autoridade que se confere ao Nesse contexto, a Corregedoria Nacional de Justiça
servidor fiscal impõe responsabilidade e exemplaridade. lançou em 2007 o programa Justiça Aberta, um banco de
A instituição de corregedorias, com autonomia funcio- dados com informações na internet (www.cnj.jus.br) atu-
nal e mandato, é peça indispensável para consecução de alizadas continuamente, que permite o monitoramento
padrões de honestidade nas administrações tributárias. da produtividade judicial pelo próprio Poder Judiciário e
(...) pela sociedade. É a prestação de contas que faltava.
A ética tributária, por último, reclama a observân- Esse autoconhecimento é o ponto de partida para que
cia de relações de cooperação entre as administrações o Judiciário dê continuidade a mudanças que se reflitam,
tributárias, como a troca de informações e, no plano in- efetivamente, na qualidade da prestação jurisdicional,
ternacional, as convenções para prevenir a bitributação. que, sabemos, é alvo de insatisfação por parte dos juris-
Militam em direção oposta a esse entendimento a utili- dicionados. A principal das reclamações é a morosidade,
zação de instrumentos de “guerra fiscal” e a constitui- muitas vezes associada à impunidade ou não-efetivação
ção de paraísos fiscais. Inúmeros estudos mostram que da Justiça. Mais de 50% das representações que chegam
a guerra fiscal, particularmente no caso brasileiro, em ao CNJ referem-se a esse problema.
nada aproveitou ao desenvolvimento das regiões mais É um problema que atinge desde a primeira instân-
pobres. Quando muito, serviu para acumulação de ri- cia até os tribunais superiores. Nascido na Constituinte
quezas de certas elites, não necessariamente residentes que ampliou os direitos e as garantias do cidadão, o STJ
nessas regiões. Não nos esqueçamos de que as guerras (Superior Tribunal de Justiça) completará 20 anos no dia
fiscais são quase tão velhas quanto a pobreza dessas re- 7/4 do ano que vem, com aumento de 8.920% no número
giões. de processos julgados. No primeiro ano de funcionamen-
(...) to, julgou 3.700 processos. Em 2007, 330 mil processos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A progressão geométrica da demanda compromete O STF e a Estabilidade das Instituições


não só a celeridade, mas a própria missão constitucional Em 5 de outubro de 1988, com meridiana clareza, ao
do STJ, que é a de uniformizar a interpretação das leis ser outorgada uma nova carta política à nação, o cons-
federais. tituinte determinou que seu guardião seria o Supremo
Chegou-se ao paradoxo em que, por julgar número Tribunal Federal (artigo 102, caput).
excessivo de processos, a construção da jurisprudência, A Constituição, que rege os destinos do Estado demo-
que é seu papel maior, ficou em segundo plano. Com crático de Direito, portanto, sedia no pretório excelso seu
uma média anual de 10 mil processos julgados por cada elemento de estabilização.
ministro, o complexo ato de julgar corre o risco de se Compreende-se, pois, que, entre os constitucionalis-
transformar em mero ato mecânico. tas, tenha-se por assentado que, no capítulo destinado
Atacar esse mal implica a adoção de um conjunto de ao Poder Judiciário em sua competência de atribuições
ações e iniciativas. A busca da gestão eficiente, certa- (artigos 92 a 126), caiba aos juízos monocráticos e aos
mente, é uma delas. A emenda constitucional 19, de 1998, tribunais de segundo grau a missão de administrar a
forneceu importante meio de a sociedade exigir a qua- Justiça e, aos tribunais superiores (STF, STJ, TST, TSE e
lidade dos serviços prestados pelo Estado, ao introduzir STM), dar estabilidade às instituições, exercendo o papel
a eficiência como um dos princípios da administração mais relevante, entre eles, a Suprema Corte.
pública. Diagnósticos precisos, planejamento, profissio- É exatamente isso o que tem ocorrido, nos últimos
nalismo, soluções criativas, racionalização, enfim, todos tempos, no que diz respeito ao direito de maior impor-
os requisitos de uma gestão moderna não são, portanto, tância em uma democracia, que é o direito de defesa,
apenas desejáveis, mas indispensáveis. inexistente nos Estados totalitários.
Se a Constituinte de 1988 deu ênfase à segurança ju- Todos os cidadãos dignos, que constituem a esmaga-
rídica, particularmente à garantia do contraditório e da dora maioria da nação, são contra a impunidade, a cor-
ampla defesa, em detrimento da celeridade processual, rupção, o peculato. Há de convir, todavia, que, na busca
o que se observa hoje é o clamor da sociedade por uma dos fins legítimos de combate à impunidade, não se pode
Justiça mais rápida. A emenda constitucional 45, da re- admitir a utilização de meios ilegítimos, risco de se nive-
forma do Judiciário, refletiu esse anseio ao inserir entre larem os bons e os maus no desrespeito à ordem jurídica
os direitos fundamentais a razoável duração do processo e à lei suprema.
e os meios que garantam a celeridade da tramitação. É Ora, o simples fato de o país ter percebido, estupe-
difícil conciliar esses dois princípios antagônicos: celeri- fato, que houve 409.000 interceptações telefônicas au-
dade x segurança. torizadas pela Justiça, em 2007, seguido de declarações
60 A demanda por transparência e por celeridade pro- do ministro da Justiça de que todos devem admitir que
cessual exige uma Justiça de qualidade. Esta deve ser podem estar sendo grampeados, ou do ministro chefe do
buscada não apenas com uma ou duas ações, mas, sim, serviço de inteligência de que a melhor forma de não ser
com múltiplas iniciativas, que passam pela busca de grampeado é fechar a boca, está a demonstrar a exis-
uma gestão mais eficiente, com o aproveitamento racio- tência de excessos, com a conseqüente violação desse
nal dos recursos, a capacitação de magistrados e servi- direito, o que se tornou mais claro na operação da Polícia
dores e a racionalização de procedimentos, por avanços Federal de maior visibilidade (Satiagraha).
na informatização do processo, de acordo com os proce- Nada mais natural, portanto, que a Suprema Corte,
dimentos previstos na Lei 11.419/06, pela reforma pro- por imposição constitucional, interviesse - como, efeti-
cessual e por tantas outras medidas. vamente, interveio - para recolocar em seus devidos
Esse é um desafio a ser enfrentado não apenas pelos termos o direito de investigar e acusar, assim como o
dirigentes do Judiciário, mas por todos os partícipes da direito de defesa, cabendo ao Poder Judiciário julgar,
atividade judicial, sejam eles magistrados, membros do sem preferências ou preconceitos, as questões que lhe
Ministério Público, advogados, servidores, promotores. são submetidas.
Somente com a mobilização de todos esses atores é que No instante em que foram diagnosticados abusos
o Judiciário poderá atender à exigência da sociedade de reais, a corte máxima, de imediato, deflagrou um sau-
uma Justiça de qualidade, efetiva e em tempo razoável. dável processo de conscientização de cidadãos e gover-
(Cesar Asfor Rocha. Folha de São Paulo, 8 de setembro nantes de que tanto os crimes quanto os abusos devem
de 2008.) ser coibidos, dando início a processo que desaguará em
Por transparência, não se pode entender: adequada legislação, necessária ao equilíbrio do conten-
cioso, além, naturalmente, à busca da verdade, com a
a. diafaneidade. intervenção judiciária, isenta e justa, dentro da lei.
b. translucidez. E, por força dessa tomada de consciência, não só o
c. cristalinidade. Conselho Nacional de Justiça impôs regras às autoriza-
d. perspicuidade. ções judiciais como o Poder Legislativo examina projeto
e. crassidade. de lei objetivando evitar tais desvios. Essas medidas per-
mitirão que as águas, que saíram do leito do rio, para ele
Questão 3: FGV - CO (SEN)/SEN/Consultoria e As- voltem, com firmeza e serenidade.
sessoramento em Orçamentos/Assessoramento em Or- Há de realçar, todavia, nos episódios que levaram,
çamentos/2008 novamente, o país a conviver com o primado do Direito
- especialmente com a valorização do direito de defe-

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CAPÍTULO 01 -

sa, garantidor, numa democracia, da certeza de que o similáveis em qualquer Constituição, algumas já corrigi-
cidadão não sofrerá arbítrios -, a figura do presidente das, como a fixação dos juros bancários.
do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, Outro aspecto que configura alguns desafios ainda
hoje, indiscutivelmente, um dos maiores constituciona- não resolvidos na atual Constituição é a existência de
listas do país, com merecido reconhecimento internacio- muitos dispositivos a reclamar leis que lhes dêem efi-
nal (é doutor em direito pela Universidade de Münster, cácia plena. A propósito, convém recordar que, promul-
na Alemanha, com tese sobre o controle concentrado de gado o diploma constitucional, o Ministério da Justiça
constitucionalidade). realizou levantamento de que resultou a publicação do
Graças à firmeza com que agiu, foi possível não só livro “Leis a Elaborar”. Nele, à época, foram relaciona-
diagnosticar as violações como deflagrar todo o proces- dos, frise-se, 269 preceitos a exigir regulamentação.
so que está levando ao aperfeiçoamento das instituições, Feitas as ressalvas, não é exagero afirmar que a
em que o combate à corrupção, legítimo, deve, todavia, Constituição de 1988, batizada “Constituição Cidadã”
ser realizado dentro da lei. pelo presidente Ulysses Guimarães, ofereceu ao povo
Conhecendo e admirando o eminente magistrado há brasileiro a mais ampla Carta dos direitos individuais e
quase 30 anos, a firmeza na condução de assuntos polê- coletivos e o mais completo conjunto de direitos sociais
micos, na procura das soluções adequadas e jurídicas, que o país conheceu.
seu perfil de admirável jurista e sua preocupação com Os capítulos dos direitos políticos e dos partidos polí-
a “Justiça justa”, tenho a certeza de que não poderia ter ticos, por sua vez, constituem inovação a merecer encô-
sido melhor para o país do que vê-lo dirigir o pretório mios, pois só de maneira indireta os textos constitucio-
excelso nesta quadra delicada. nais anteriores tratavam da matéria. O título IV, relativo
Prova inequívoca da correção de sua atuação é ter à organização dos poderes, é denso e o mais completo
contado com o apoio incondicional dos demais ministros, no que diz respeito ao Poder Legislativo, cujas compe-
quanto às medidas que tomou, durante a crise. tências foram substancialmente ampliadas. Ressalve-se,
Parodiando a lenda do moleiro - que não quis ceder contudo, o alusivo às medidas provisórias, que ampliam
suas terras a Frederico da Prússia, dizendo que as de- a nossa insegurança jurídica por não observarem fre-
fenderia, porque “ainda havia juízes em Berlim” -, posso qüentemente os pressupostos de relevância e urgência.
afirmar: há juízes em Brasília, e dos bons! Com relação ao Poder Judiciário e à especificação das
(Ives Gandra da Silva Martins. Folha de São Paulo, 16 de setembro de 2008.)
ações essenciais da Justiça, a nossa Constituição também
é inovadora, ao discriminar as funções do Ministério Pú-
Por estupefato, não se pode entender: blico, da advocacia da União e da Defensoria Pública e
privada. O mais criativo foi, sem dúvida, o estabeleci- 61
a. peremptório. mento dos juizados especiais, cíveis e penais, que apro-
b. enleado. ximaram a Justiça da população e tornaram mais ágeis
c. pávido. as decisões de interesse de maior parcela de brasileiros
d. perplexo. em questão relevante, como a defesa de seus direitos.
e. atônito. A discriminação de rendas entre a União, os Estados, o
Distrito Federal e os municípios caracteriza, com pro-
Questão 4: FGV - AL (SEN)/SEN/Apoio Técni- priedade, o que se convencionou chamar de “federalismo
co ao Processo Legislativo/Processo Legislati- compartilhado” ou “federalismo solidário”, cuja prática,
vo/2008 todavia, exige leis complementares previstas no pará-
grafo único do artigo 23 da Constituição.
Vinte Anos da Constituição de 1988 Já as finanças públicas se beneficiaram de reconhe-
cidos avanços, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias
A Constituição de 1988, cujos 20 anos de promulga- (LDO) e a proibição de práticas antigas, como a vin-
ção estamos fazendo memória, nasceu - fato pouco per- culação de receita de impostos, a abertura de créditos
cebido pela sociedade brasileira - de amplo acordo polí- suplementares ou especiais sem prévia autorização e a
tico, o intitulado “compromisso com a nação”. Esse pacto, instituição de fundos sem o mesmo requisito.
talvez o mais importante de nossa história republicana, A ordem econômica consagrou princípios vitais: a
ensejou a eleição da chapa Tancredo Neves/José Sarney, função social da propriedade, as garantias de livre con-
por intermédio do Colégio Eleitoral, e tornou possível, de corrência, a defesa do consumidor e do meio ambiente e
forma pacífica, a passagem do regime autoritário para o o tratamento fiscal simplificado para micro, pequenas e
Estado democrático de Direito. Como toda obra humana, médias empresas. A tutela dos direitos sociais, anote-se,
é evidente, uma constituição tem virtudes e imperfei- está devidamente resguardada, inclusive pelo princípio
ções. As virtudes decorrem do contexto histórico em que de proteção das minorias, como crianças e adolescentes,
são discutidas e votadas. No período 1987/1988, aspirava- idosos e índios, e o estabelecimento da igualdade étnica.
-se, antes de tudo, à restauração plena das liberdades e A ampla cobertura da Previdência Social é, indubitavel-
garantias individuais e à edificação de uma democracia mente, um dos maiores programas de proteção social e
sem adjetivos. distribuição de renda de todo o mundo. Cumpre, agora,
As imperfeições derivam, observo como constituinte, completar a obra iniciada, que pressupõe a realização
do afã de tudo regular, conseqüência talvez da crença na das reformas políticas. Sem elas não se assegura solidez
onipotência do Estado. Daí a inserção de matérias inas- às instituições brasileiras indispensáveis ao pleno trave-

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LÍNGUA PORTUGUESA

jamento da democracia. A questão do mandato realmente pegou fogo. Em


(Marco Maciel. Folha de São Paulo, 5 de outubro de 2008.)
15/11/1987, um domingo, a Comissão de Sistematização
votou quatro anos para Sarney. A terra tremeu no Pla-
Observe a expressão democracia sem adjeti- no Piloto. Final da manhã, telefonema do general Ivan
vos. de Souza Mendes, ministro-chefe do SNI. Está ansioso
Entendendo a palavra adjetivos como “predi- e preocupado. Pede que eu vá depressa ao Palácio da
cado” (em sua acepção semântica), é correto afir- Alvorada, residência presidencial.
mar que a expressão sem adjetivos poderia ser Meia hora depois, encontro lá o presidente Sarney,
substituída por: os ministros militares e muitos civis. Dia tenso, perigo-
so. Grande atividade, agitação, nervosismo. O presidente
a. primária. ouvia muito e falava pouco. Agüentou firme. Não arre-
b. predicativa. dou pé do compromisso democrático. Começo da noite,
c. substantiva. li nota à imprensa, em que ele reafirmava o respeito a
d. tautológica. todas as decisões que viessem a ser adotadas pela Cons-
e. estóica. tituinte. Inclusive eleições em 1988.
No final do processo, acirrada disputa da duração do
Questão 5: FGV - AL (SEN)/SEN/Apoio Técnico e Ad- mandato e do sistema de governo. Deu presidencialismo
ministrativo/Tradução e Interpretação/2008 e cinco anos. Mas a alma parlamentarista ficou, como
mostra, por exemplo, o instituto das medidas provisó-
Constituição à Brasileira rias, inspirado no parlamentarismo italiano. Abundante
remessa de matérias polêmicas para a legislação infra-
Vinte anos. Congresso superlotado, emoção quase constitucional permitiu aprovar o texto definitivo em
palpável, o presidente da Constituinte, deputado Ulysses 23/9/1988. Conforme pesquisa do jurista Saulo Ramos,
Guimarães, 71, muito à vontade, no auge da glória, ex- precisava de 289 leis de concreção, sendo 41 comple-
pressão de felicidade no rosto altivo, termina vigoroso mentares.
discurso. De pé, ergue os longos braços para exibir um A nova Carta serviu bem ao país? Críticos dizem que
livro de 292 páginas, capa verde-amarela, 245 artigos e é irrealista, rica em contradições e ambigüidades, eco-
70 disposições transitórias, que chama de Constituição nomicamente desequilibrada e anacrônica, excessiva
Cidadã, porque acha que recuperará como cidadãos mi- em matérias e detalhamentos, mas repleta de lacunas.
lhões de brasileiros. “Mudar para vencer! Muda, Brasil!”, Que provocou o maior desastre fiscal da história brasi-
62 grita entusiasmado. leira, induzindo a disparada do déficit público, da dívida
Foram 20 meses de muito poder, palco iluminado, interna e da carga tributária.
pressão, choques, trabalho extenuante, abertura à par- Afirmam que as imperfeições sufocaram o Congres-
ticipação popular. Esperava muito da Carta, seu maior so. Citam o advento de 56 emendas, 69 leis complemen-
feito. E também a Presidência da República. tares, além de milhares de propostas de emenda rejeita-
De outubro a dezembro de 1988, em ambiente nacio- das ou em tramitação.
nal de sinistrose e medo de hiperinflação, funcionou o Também exuberante demanda de interpretações ao
chamado “pacto social”, reunindo governo, empresários, STF e implacável bombardeio de medidas provisórias.
trabalhadores e, no fim, políticos. Espaço de diálogo e Aspas para Sarney: “Logo, logo se viu que a Consti-
negociação. Deu certo. Os entendimentos foram essen- tuição Cidadã criava mais direitos que obrigações, mais
ciais para amenizar o impacto inicial da Constituição. despesas que fontes de recursos. Um dos efeitos danosos
A convocação da Assembléia Nacional Constituinte foi a necessidade de emendá-la continuamente. A cada
ganhara força na reta final da ditadura. Tancredo Neves, emenda, o governo se torna refém da parte menos nobre
candidato a presidente, prometera fazê-lo. Hábil, usava do Congresso.”
o compromisso para se desvencilhar de questões em- Ela fez bem à nação? Politicamente, sim. Completou
baraçosas. Seu eventual mandato seria de quatro, cinco a transição, é profundamente democrática, assegurou o
ou seis anos? “Será o que a Constituinte fixar.” Um dia, Estado de Direito. Tem muitas virtudes. A mais abran-
na intimidade, perguntei: “Seis anos, doutor Tancredo?”. gente de todas, trouxe avanços notáveis em campos
“Muito”, respondeu. “Quatro?”. “Pouco.” Indispensável, como o dos direitos e das garantias individuais, liberda-
mas também fonte de instabilidade, a Constituinte po- des públicas, meio ambiente, fortalecimento do Minis-
dia quase tudo. Quando foi instalada, fevereiro de 1987, o tério Público, regras de administração pública, planeja-
presidente Sarney me disse que, apesar de tema conjun- mento e Orçamento, nas cláusulas pétreas.
tural, a duração de seu mandato ocuparia o centro das Seu coração, feito de democracia, de cidadania e de
atenções. Tinha certeza de que iam politizar o assunto. esperança, não perdeu a identidade.
Coisas da política, do poder e da paixão. Havia forte en- (Ronaldo Costa Couto. Folha de São Paulo, 7 de outubro de 2008.)
xame de moscas azuis no Congresso Nacional, muitos
presidenciáveis. Difícil governar com inflação alta, eco- Assinale a alternativa em que não se encontre
nomia em baixa e um suprapoder em cima. um sinônimo para implacável .
No Palácio do Planalto, inesgotável romaria de par-
lamentares, parte de nariz empinado, salto 15 ou mais, a. inexorável
exalando poder e importância. b. imitigável

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CAPÍTULO 01 -

c. alhanável li nota à imprensa, em que ele reafirmava o respeito a


d. inclemente todas as decisões que viessem a ser adotadas pela Cons-
e. ferrenho tituinte. Inclusive eleições em 1988.
No final do processo, acirrada disputa da duração do
Questão 6: FGV - AL (SEN)/SEN/Apoio Técnico e Ad- mandato e do sistema de governo. Deu presidencialismo
ministrativo/Tradução e Interpretação/2008 e cinco anos. Mas a alma parlamentarista ficou, como
mostra, por exemplo, o instituto das medidas provisó-
Constituição à Brasileira rias, inspirado no parlamentarismo italiano. Abundante
remessa de matérias polêmicas para a legislação infra-
Vinte anos. Congresso superlotado, emoção quase constitucional permitiu aprovar o texto definitivo em
palpável, o presidente da Constituinte, deputado Ulysses 23/9/1988. Conforme pesquisa do jurista Saulo Ramos,
Guimarães, 71, muito à vontade, no auge da glória, ex- precisava de 289 leis de concreção, sendo 41 comple-
pressão de felicidade no rosto altivo, termina vigoroso mentares.
discurso. De pé, ergue os longos braços para exibir um A nova Carta serviu bem ao país? Críticos dizem que
livro de 292 páginas, capa verde-amarela, 245 artigos e é irrealista, rica em contradições e ambigüidades, eco-
70 disposições transitórias, que chama de Constituição nomicamente desequilibrada e anacrônica, excessiva
Cidadã, porque acha que recuperará como cidadãos mi- em matérias e detalhamentos, mas repleta de lacunas.
lhões de brasileiros. “Mudar para vencer! Muda, Brasil!”, Que provocou o maior desastre fiscal da história brasi-
grita entusiasmado. leira, induzindo a disparada do déficit público, da dívida
Foram 20 meses de muito poder, palco iluminado, interna e da carga tributária.
pressão, choques, trabalho extenuante, abertura à par- Afirmam que as imperfeições sufocaram o Congres-
ticipação popular. Esperava muito da Carta, seu maior so. Citam o advento de 56 emendas, 69 leis complemen-
feito. E também a Presidência da República. tares, além de milhares de propostas de emenda rejeita-
De outubro a dezembro de 1988, em ambiente nacio- das ou em tramitação.
nal de sinistrose e medo de hiperinflação, funcionou o Também exuberante demanda de interpretações ao
chamado “pacto social”, reunindo governo, empresários, STF e implacável bombardeio de medidas provisórias.
trabalhadores e, no fim, políticos. Espaço de diálogo e Aspas para Sarney: “Logo, logo se viu que a Consti-
negociação. Deu certo. Os entendimentos foram essen- tuição Cidadã criava mais direitos que obrigações, mais
ciais para amenizar o impacto inicial da Constituição. despesas que fontes de recursos. Um dos efeitos danosos
A convocação da Assembléia Nacional Constituinte foi a necessidade de emendá-la continuamente. A cada
ganhara força na reta final da ditadura. Tancredo Neves, emenda, o governo se torna refém da parte menos nobre 63
candidato a presidente, prometera fazê-lo. Hábil, usava do Congresso.”
o compromisso para se desvencilhar de questões em- Ela fez bem à nação? Politicamente, sim. Completou
baraçosas. Seu eventual mandato seria de quatro, cinco a transição, é profundamente democrática, assegurou o
ou seis anos? “Será o que a Constituinte fixar.” Um dia, Estado de Direito. Tem muitas virtudes. A mais abran-
na intimidade, perguntei: “Seis anos, doutor Tancredo?”. gente de todas, trouxe avanços notáveis em campos
“Muito”, respondeu. “Quatro?”. “Pouco.” Indispensável, como o dos direitos e das garantias individuais, liberda-
mas também fonte de instabilidade, a Constituinte po- des públicas, meio ambiente, fortalecimento do Minis-
dia quase tudo. Quando foi instalada, fevereiro de 1987, o tério Público, regras de administração pública, planeja-
presidente Sarney me disse que, apesar de tema conjun- mento e Orçamento, nas cláusulas pétreas.
tural, a duração de seu mandato ocuparia o centro das Seu coração, feito de democracia, de cidadania e de
atenções. Tinha certeza de que iam politizar o assunto. esperança, não perdeu a identidade.
(Ronaldo Costa Couto. Folha de São Paulo, 7 de outubro de 2008.)
Coisas da política, do poder e da paixão. Havia forte en-
xame de moscas azuis no Congresso Nacional, muitos
presidenciáveis. Difícil governar com inflação alta, eco- Por concreção, só não se pode entender:
nomia em baixa e um suprapoder em cima.
No Palácio do Planalto, inesgotável romaria de par- a. concretização.
lamentares, parte de nariz empinado, salto 15 ou mais, b. volatilização.
exalando poder e importância. c. substancialização.
A questão do mandato realmente pegou fogo. Em d. materialização.
15/11/1987, um domingo, a Comissão de Sistematização e. solidificação.
votou quatro anos para Sarney. A terra tremeu no Pla-
no Piloto. Final da manhã, telefonema do general Ivan Questão 7: FGV - ARE (AP)/SEAD AP/2010
de Souza Mendes, ministro-chefe do SNI. Está ansioso
e preocupado. Pede que eu vá depressa ao Palácio da Corrupção, Ética e Transformação Social
Alvorada, residência presidencial.
Meia hora depois, encontro lá o presidente Sarney, Em toda História do Brasil, talvez nunca tenhamos
os ministros militares e muitos civis. Dia tenso, perigo- visto um momento em que notícias de corrupção tenham
so. Grande atividade, agitação, nervosismo. O presidente sido tão banais nos meios de comunicação, e tão discu-
ouvia muito e falava pouco. Agüentou firme. Não arre- tidas por grande parte da população.Em qualquer lugar
dou pé do compromisso democrático. Começo da noite, (mesmo que seja um ônibus, por exemplo), sempre há

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alguém falando sobre a crise na saúde, a crise na educa- “Como poderemos superar essa incongruên-
ção e, inclusive, a crise ética na política brasileira. cia?”
Contudo, é preciso notar também que, muitas vezes, Assinale a alternativa que não tem significa-
enquanto cidadãos, nós mesmos raramente decidimos ção semelhante à do termo sublinhado:
fazer alguma coisa pela transformação da realidade -
isso, quando fazemos algo. Certo comodismo nos toma a. Inconveniência.
de assalto e reveste toda a nossa fala de uma moral va- b. Incompatibilidade.
zia, estéril, que se reduz à crítica que não busca alterar c. Indolência.
a realidade. Afinal de contas, em época de eleições, como d. Impropriedade.
a que estamos prestes a vivenciar, nós notamos nas pro- e. Inadequação.
pagandas políticas dos partidos a presença dos mesmos
políticos e das mesmas propostas políticas, as mesmas já Questão 8: FGV - FRE (AP)/SEAD AP/2010
prometidas nas eleições anteriores, e que jamais foram
executadas. Logicamente há as exceções de certos go- O Jeitinho Brasileiro e o Homem Cordial
vernantes que fazem por onde efetivar suas promessas,
mas esses, infelizmente, continuam sendo uma minoria O jeitinho caracteriza-se como ferramenta típica de
em todo o Brasil. indivíduos de pouca influência social. Em nada se rela-
Numa outra perspectiva, é interessante perceber ciona com um sentimento revolucionário, pois aqui não
também quão contraditória consiste ser a distância entre há o ânimo de se mudar o status quo. O que se busca
o que nós criticamos em nossos políticos e as ações que é obter um rápido favor para si, às escondidas e sem
nós reproduzimos em nosso cotidiano. De uma forma ou chamar a atenção; por isso, o jeitinho pode ser também
de outra, reproduzimos a corrupção que nós percebemos definido como “molejo”, “jogo de cintura”, habilidade de
na administração pública nacional quando empregamos se “dar bem” em uma situação “apertada”.
o chamado jeitinho brasileiro, em que o peso de um so- Sérgio Buarque de Holanda, em O Homem Cordial,
brenome ou o peso da influência do status social passa fala sobre o brasileiro e uma característica presente no
a ser um dos elementos determinantes para a obtenção seu modo de ser: a cordialidade. Porém, cordial, ao con-
de certos fins. É nesse sentido que podemos apontar aqui trário do que muitas pessoas pensam, vem da palavra
um grave problema social brasileiro, uma das principais latina cor, cordis, que significa coração. Portanto, o ho-
bases para se buscar o fim da corrupção política no Bra- mem cordial não é uma pessoa gentil, mas aquele que
sil: a existência de uma ética baseada em uma falta de age movido pela emoção no lugar da razão, não vê dis-
64 ética. Como poderemos superar essa incongruência? tinção entre o privado e o público, detesta formalidades,
Com certeza, a Educação pode ser a saída ideal. Mas põe de lado a ética e a civilidade.
tem de ser uma Educação voltada para desenvolver nas Em termos antropológicos, o jeitinho pode ser atri-
crianças, nos jovens e até mesmo nos universitários - in- buído a um suposto caráter emocional do brasileiro,
dependentemente de frequentarem instituições públicas descrito como “o homem cordial” pelo antropólogo. No
ou privadas - uma preocupação para com o bem público, livroRaízes do Brasil, esse autor afirma que o indivíduo
isto é, para com a sociedade. Uma Educação que os leve brasileiro teria desenvolvido uma histórica propensão
a superar uma concepção de mundo utilitarista, segundo à informalidade. Deve-se isso ao fato de as instituições
a qual toda sociedade humana não passa de um somató- brasileiras terem sido concebidas de forma coercitiva
rio de indivíduos e seus interesses pessoais, que tão bem e unilateral, não havendo diálogo entre governantes e
se acomoda ao jeitinho brasileiro, será o primeiro pas- governados, mas apenas a imposição de uma lei e de
so para se desenvolver uma sociedade mais justa, uma uma ordem consideradas artificiais, quando não incon-
sociedade em que a preocupação com o público, com o venientes aos interesses das elites políticas e econômicas
coletivo, será a forma ideal para buscar a felicidade in- de então. Daí a grande tendência fratricida observada
dividual, que tanto preocupa certos conservadores. na época do Brasil Império, que é bem ilustrada pelos
Para tanto, sabemos que é preciso não uma “educa- episódios conhecidos como Guerra dos Farrapos e Con-
ção política”, mas sim uma educação politizada. Uma federação do Equador.
educação que reconheça que a solução para a corrupção Na vida cotidiana, tornava-se comum ignorar as leis
centra-se em conceber a política não apenas como um em favor das amizades. Desmoralizadas, incapazes de se
instrumento para se alcançar um determinado fim, con- impor, as leis não tinham tanto valor quanto, por exem-
solidando-se, portanto, numa mera razão instrumental. plo, a palavra de um “bom” amigo. Além disso, o fato
Uma educação na qual a própria política, a partir do de afastar as leis e seus castigos típicos era uma prova
momento em que buscar ser de fato um meio para se de boa-vontade e um gesto de confiança, o que favore-
alcançar o bem de todos - como ao que se propõe o nosso cia boas relações de comércio e tráfico de influência. De
modelo democrático -, vai estruturar uma ética que loca- acordo com testemunhos de comerciantes holandeses,
lizará no comodismo e no jeitinho brasileiro as raízes de era impossível fazer negócio com um brasileiro antes de
nosso analfabetismo político, substituindo-os por outras fazer amizade com ele. Um adágio da época dizia que
formas de ação social ao longo da construção de uma “aos inimigos, as leis; aos amigos, tudo”. A informalidade
cultura cívica diferente. era - e ainda é - uma forma de se preservar o indivíduo.
(adaptado de MOREIRA, Moisés S. In www.mundojovem.com.br:)
Sérgio Buarque avisa, no entanto, que esta “cordiali-
dade” não deve ser entendida como caráter pacífico. O

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CAPÍTULO 01 -

brasileiro é capaz de guerrear e até mesmo destruir; no de controle da administração empresarial, promovidos
entanto, suas razões animosas serão sempre cordiais, ou por empresas que pretendem implementar, o quanto
seja, emocionais. antes, práticas administrativas voltadas à prevenção de
(In: www.wikipedia.org - com adaptações.)
qualquer tipo de responsabilidade penal.
Dessa realidade legal e da tendência político-crimi-
Deve-se isso ao fato de as instituições brasileiras te- nal que dela se pode inferir, ganham importância, no
rem sido concebidas de forma coercitiva e unilateral. espectro de preocupação não só das empresas estran-
Tem significação oposta à do termo sublinhado o vo- geiras situadas no Brasil, mas também das próprias em-
cábulo: presas nacionais, as práticas de criminal compliance.
Tem-se, grosso modo, por compliance a submissão ou
a. licenciosa. a obediência a diversas obrigações impostas às empre-
b. tirana. sas privadas, por meio da implementação de políticas e
c. normativa. procedimentos gerenciais adequados, com a finalidade
d. proibitiva. de detectar e gerir os riscos da atividade da empresa.
e. repressora. Na atualidade, o direito penal tem assumido uma
função muito próxima do direito administrativo, isto é,
Questão 9: FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2011 vêm-se incriminando, cada vez mais, os descumprimen-
tos das normas regulatórias estatais, como forma de
Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica reforçar a necessidade de prevenção de riscos a bens
juridicamente tutelados. Muitas vezes, o mero descum-
No Brasil, embora exista desde 1988 o permissivo primento doloso dessas normas e diretivas administra-
constitucional para responsabilização penal das pesso- tivas estatais pode conduzir à responsabilização penal
as jurídicas em casos de crimes ambientais (artigo 225, de funcionários ou dirigentes da empresa, ou mesmo à
parágrafo 3º), é certo que a adoção, na prática, dessa própria responsabilização da pessoa jurídica, quando
possibilidade vem se dando de forma bastante tímida, houver previsão legal para tanto.
muito em razão das inúmeras deficiências de técnica le- Assim sendo, criminal compliance pode ser compre-
gislativa encontradas na Lei 9.605, de 1998, que a tornam endido como prática sistemática de controles internos
quase que inaplicável neste âmbito. com vistas a dar cumprimento às normas e deveres ín-
A partir de uma perspectiva que tem como ponto de sitos a cada atividade econômica, objetivando prevenir
partida os debates travados no âmbito doutrinário na- possibilidades de responsabilização penal decorrente da
cional, insuflados pelos também acalorados debates em prática dos atos normais de gestão empresarial. 65
plano internacional sobre o tema e pela crescente acei- No Brasil, por exemplo, existem regras de criminal
tação da possibilidade da responsabilização penal da compliance previstas na Lei dos Crimes de Lavagem de
pessoa jurídica em legislações de países de importância Dinheiro - Lei 9.613, de 3 de março de 1998 - que sujeitam
central na atividade econômica globalizada, é possível as pessoas físicas e jurídicas que tenham como ativida-
vislumbrar que, em breve, discussões sobre a ampliação de principal ou acessória a captação, intermediação e
legal do rol das possibilidades desse tipo de responsabi- aplicação de recursos financeiros, compra e venda de
lização penal ganhem cada vez mais espaço no Brasil. moeda estrangeira ou ouro ou títulos ou valores mobiliá-
É certo que a mudança do enfoque sobre o tema, no rios, à obrigação de comunicar aos órgãos oficiais sobre
âmbito das empresas - principalmente, as transnacio- as operações tidas como “suspeitas”, sob pena de serem
nais -, decorrerá também de ajustamentos de postura responsabilizadas penal e administrativamente.
administrativa decorrentes da adoção de critérios de Porém, sofrendo o Brasil os influxos de modelos le-
responsabilização penal da pessoa jurídica em seus pa- gislativos estrangeiros, assim como estando as matrizes
íses de origem. Tais mudanças, inevitavelmente, terão das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas
que abranger as práticas administrativas de suas congê- às normas de seus países de origem, não tardará para
neres espalhadas pelo mundo, a fim de evitar respingos que as práticas que envolvem o criminal compliance
de responsabilização em sua matriz. sejam estendidas a diversos outros segmentos da eco-
Na Espanha, por exemplo, a recentíssima reforma do nomia. Trata-se, portanto, de um assunto de relevante
Código Penal - que atende diretivas da União Europeia interesse para as empresas nacionais e estrangeiras que
sobre o tema - trouxe, no artigo 31 bis, não só a possibili- atuam no Brasil, bem como para os profissionais espe-
dade de responsabilização penal da pessoa jurídica (por cializados na área criminal, que atuarão cada vez mais
delitos que sejam cometidos no exercício de suas ativi- veementemente na prevenção dos riscos da empresa. (...)
dades sociais, ou por conta, nome, ou em proveito delas), (Leandro Sarcedo e Jonathan Ariel Raicher. In: Valor Econômico. 29/03/2011 -
com adaptações)
mas também estabelece regras de como essa responsa-
bilização será aferida nos casos concretos (ela será apli-
cável [...], em função da inoperância de controles empre- Por ínsitos, NÃO se pode entender
sariais, sobre atividades desempenhadas pelas pessoas
físicas que as dirigem ou que agem em seu nome). A a. inerentes.
vigência na nova norma penal já trouxe efeitos práticos b. peculiares.
no cotidiano acadêmico e empresarial, pois abundam, c. típicos.
naquele país, ciclos de debates acerca dos instrumentos d. adventícios.

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e. característicos. a. “A comunicação é uma arma poderosa na


batalha cotidiana pela queda dos números de aci-
Questão 10: FGV - AssT (DETRAN MA)/DETRAN dentes...” / diária.
MA/2013 b. “O número de vítimas fatais de acidentes no
trânsito...” / graves.
A Educação no Trânsito c. “...ajuda a persuadir condutores e transeun-
tes...” / pedestres.
A comunicação é uma arma poderosa na batalha d. “...adotou uma série de medidas preventi-
cotidiana pela queda dos números de acidentes, servin- vas...” / acautelatórias.
do ao mesmo tempo como instrumento de educação e e. “Foi um processo polêmico.” / controverso.
conscientização. Campanhas de mobilização pelo uso de
cinto de segurança, das práticas positivas na direção, da
não utilização de bebidas alcoólicas ao dirigir, do uso da
faixa de pedestres, entre outras, são comprovadamen-
Gabarito
1-B 2-E 3-A 4-C 5-C
te eficientes. É crescente a preocupação com o ensino
dos princípios básicos do trânsito desde a infância e ele 6-B 7-A 8-A 9-D 10-B
pode acontecer no espaço escolar, com aulas específicas,
ou também nos ambientes especialmente desenvolvidos
para o público infantil nos departamentos de trânsito. 15. REDAÇÃO DE
Com a chegada do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), CORRESPONDÊNCIAS
em 1998, os condutores imprudentes passaram a fre-
quentar aulas de reciclagem, com o propósito de reedu- OFICIAIS
cação.
Como se vê, alguma coisa já vem sendo feita para Por definição, é possível dizer que redação oficial
reduzir o problema. Mas há muito mais a fazer. A expe- redação oficial é “a maneira pela qual o Poder Público
riência mundial mostra que as campanhas para alertar redige atos normativos e comunicações”. Essa definição
e convencer a população, de forma periódica, da necessi- ajuda a entender que há uma sistematização para os
dade de obedecer regras básicas de trânsito, não são su- procedimentos de serviço na Administração Pública.
ficientes para frear veículos em alta velocidade e evitar Dentre os documentos que servem de base para en-
infrações nos semáforos. O bolso, nessas horas, ajuda a tender a documentação oficial, podemos destacar os se-
66 persuadir condutores e transeuntes a andar na linha. A guintes:
Capital Federal é um exemplo de casamento bemsucedi-
do entre comunicação de massa e fiscalização. Um con- Aspectos da Correspondência Oficial
junto de ações foi responsável por significativa queda no
número de vítimas fatais do trânsito na cidade. O gover- O propósito primeiro de qualquer comunicação con-
no local, a partir da década de 1990, adotou uma série de siste em transmitir uma informação. A depender da rela-
medidas preventivas. Foram veiculadas campanhas de ção entre as partes comunicadoras, surgem as distinções
conscientização, foi adotado o controle eletrônico de ve- entre tipos de comunicação. A comunicação oficial difere
locidade e foi implementado o respeito às faixas de pe- das demais pelos critérios fundamentais de formalidade
destres. Essas providências, associadas à promulgação e de rigor na produção dos textos.
do novo Código de Trânsito, levaram a uma expressiva Há previsão da natureza comunicativa do expedien-
redução nos índices de mortalidade por 10 mil veículos te oficial no artigo 37, da CF, o qual ensina que “a ad-
em Brasília - de 14,9 em 1995 para 6,4 em 2002. Nesse ministração pública direta, indireta ou fundacional, de
período, apesar do crescimento da frota de 436 mil para qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
469 mil veículos, o número de mortes por ano caiu de Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
652 em 1995 para 444 em 2002. legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
Foi um processo polêmico. O governo foi acusado de eficiência (...)”. Isso se estende para a comunicação, que
estar encabeçando uma indústria de multas,devido ao deve ter como princípios a impessoalidade e a publicida-
grande número de notificações aplicadas. Reclamações de de seus atos normativos.
à parte, o saldo das ações se apresentou bastante positi- Vale mencionar que, apesar de o texto oficial possuir
vo. Recentemente as estatísticas mostram que o proble- padrões específicos para sua formatação, a burocracia
ma voltou a se agravar. O número de vítimas fatais de comunicativa deve ser evitada, ou seja, não existe uma
acidentes no trânsito passou de 444 em 2002 para 512 linguagem da redação oficial, não há um “burocratês”
em 2003. Pesquisas do DETRAN apontam que um dos para a redação de expediente.
principais motivos desse aumento é o uso de álcool por Os elementos da comunicação estão divididos da se-
motoristas. guinte maneira:
(Pedro Ivo Alcântara. www.ipea.gov.br)

Assinale a alternativa em que a indicação de


um sinônimo adequado para a palavra sublinha-
da está incorreta.

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CAPÍTULO 01 -

qualquer natureza a respeito daquilo que está co-


municando;
• da impessoalidade de quem recebe a co-
municação, com duas possibilidades: ela pode ser
Ou seja: dirigida a um cidadão, sempre concebido como
a. alguém que comunique (emissor); público, ou a outro órgão público. Nos dois casos,
b. algo a ser comunicado (mensagem); temos um destinatário concebido de forma homo-
c. alguém que receba essa comunicação (re- gênea e impessoal. O que significa que deve ser
ceptor). evitado qualquer tipo de intimidade na comuni-
cação;
No caso da redação oficial, o comunicador é o Serviço • do caráter impessoal do próprio assunto
Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departa- tratado: se o universo temático das comunicações
mento, Divisão, Serviço, Seção); aquilo que é comunicado oficiais se restringe a questões que dizem respei-
é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão to ao interesse público, desse modo, não é possível
que expede a comunicação; o receptor ou destinatário fazer uso da comunicação oficial para finalidade
dessa comunicação pode ser o público, o conjunto dos particular.
cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos
outros Poderes da União. Note-se que, se na comunicação houver pronomes
Por meio disso, fica evidente também que as comu- que indiquem primeira pessoa, não haverá rompimento
nicações oficiais são necessariamente uniformes, pois da noção de impessoalidade, contanto que o propósito da
há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e comunicação seja público.
o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Algumas questões exigem que o candidato analise o
Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão tipo de comunicação e a adequação do texto aos princí-
a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tra- pios da RCO. Nesse momento, é muito importante pensar
tados de forma homogênea (o público). a respeito do critério de impessoalidade.

Documentos Norteadores da Uso do Padrão Culto da Linguagem


Comunicação Oficial O uso do padrão culto da linguagem está relaciona-
do essencialmente com a correção gramatical do texto.
Essencialmente, mas não apenas. Existem outras carac- 67
• Manual de Redação da Presidência da Re-
terísticas que devem ser levadas em consideração nesse
pública.
tópico:
• Manual de Redação do Senado Federal.
• Evitar o uso de uma linguagem restrita a
• Manual de Redação da Câmara dos Depu-
determinados grupos, tais como gírias, regiona-
tados.
lismos e jargões técnicos.
• Evitar coloquialismos.
É necessário levar em consideração a orientação que
• A linguagem técnica deve ser empregada
esses documentos trazem, porque a cobrança nas provas
apenas em situações que a exijam, sendo de evi-
está relacionada às normas que os manuais veiculam.
tar o seu uso indiscriminado.
Deve-se retirar o preconceito com que algumas pes-
• Lembrar que não existe “padrão oficial de
soas tratam esse assunto, pois a matéria é fácil, apesar
linguagem”.
de exigir um pouco de memorização. A capacidade de
• Usar o estrangeirismo de forma consciente.
analisar regras fundamentais de escrita será essencial
• Usar neologismos com critério.
para acertar as questões de prova.
• Observar as regras da gramática formal.
Vejamos, a partir de agora, quais são os princípios da
• Empregar um vocabulário comum ao con-
Redação Oficial.
junto dos usuários do idioma.
• Evitar preciosismos.
Impessoalidade
Clareza
A fim de compreender o que é IMPESSOALIDADE na
comunicação oficial, é preciso associar esse conceito ao
Consiste, basicamente, no modo com a mensagem é
conceito de impessoalidade que se identifica como um
transmitida. Não se concebe um texto oficial obscuro ou
dos princípios da Administração Pública.
de difícil entendimento. Para que haja clareza na men-
Para que o tratamento nas comunicações oficiais seja
sagem, a observação dos itens relativos ao uso do padrão
considerado, de fato, como impessoal, necessita-se, den-
culto da linguagem é imprescindível, bem como a for-
tre outras características:
malidade e a padronização documental, que serão vistos
posteriormente.
• da ausência de impressões individuais de
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda,
quem comunica: o que quer dizer que é vetado
se ele será de fácil compreensão por seu destinatário.
ao emissor da comunicação introduzir juízos de

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Concisão • Deputados Estaduais e Distritais;


• Presidentes das Câmaras Legislativas Muni-
Consiste em exprimir o máximo de ideias com o mí- cipais;
nimo de palavras, para, desse modo, agilizar a comuni- • Conselheiros dos Tribunais de Contas Esta-
cação oficial. Devem ser evitadas redundâncias, expli- duais.
cações desnecessárias e partes que não façam parte da
matéria da comunicação. c. Do Poder Judiciário:

Formalidade e Uniformidade • Ministros dos Tribunais Superiores;


• Membros de Tribunais;
São dois aspectos muito próximos, uma vez que, ao • Juízes;
falar de Administração Pública e redação de documen- • Auditores da Justiça Militar.
tos que lhe são relativos, é preciso entender a necessida-
de de haver uma padronização na comunicação oficial. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigi-
Pensando nisso, o Manual de Redação da Presidên- das aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, segui-
cia da República estabelece uma formatação especifica do do cargo respectivo:
para cada tipo de correspondência ou documento. Isso
quer dizer que há um rito específico para cada tipo de • Excelentíssimo Senhor Presidente da Repú-
documento, sendo que tal rito envolve desde o formato blica,
do documento até os itens dele constantes. • Excelentíssimo Senhor Presidente do Con-
gresso Nacional,
• Excelentíssimo Senhor Presidente do Supre-
Os Vocativos e Pronomes de Tratamento mo Tribunal Federal.
Mais Utilizados
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo
Com o objetivo de respeitar o princípio da forma- Senhor, seguido do cargo respectivo:
lidade na redação oficial, o emprego dos pronomes de
tratamento deve observado. Estabelecido por secular • Senhor Senador,
tradição, o emprego dos pronomes de tratamento está • Senhor Juiz,
relacionado ao cargo que o indivíduo ocupa. Além dis- • Senhor Ministro,
68 so, é preciso entender que há um vocativo que deve ser • Senhor Governador,
empregado com os pronomes de tratamento em alguns
expedientes: No envelope, o endereçamento das comunicações
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência,
a. Do Poder Executivo: terá a seguinte forma:

• Presidente da República; Exemplo 1:


• Vice-Presidente da República; A Sua Excelência o Senhor
• Ministros de Estado*; Fulano de Tal
• Governadores e Vice-Governadores de Esta- Ministro de Estado da Justiça
do e do Distrito Federal; 70064-900 – Brasília. DF
• Oficiais-Generais das Forças Armadas;
• Embaixadores; Exemplo 2:
• Secretários-Executivos de Ministérios e de- A Sua Excelência o Senhor
mais ocupantes de cargos de natureza especial; Senador Fulano de Tal
• Secretários de Estado dos Governos Estadu- Senado Federal
ais; 70165-900 – Brasília. DF
• Prefeitos Municipais.
Exemplo 3:
* Nos termos do Decreto no 4.118, de 7 de fevereiro de A Sua Excelência o Senhor
2002, art. 28, parágrafo único, são Ministros de Estado, Fulano de Tal
além dos titulares dos Ministérios: o Chefe da Casa Ci- Juiz de Direito da 10a Vara Cível
vil da Presidência da República, o Chefe do Gabinete de Rua ABC, no 123
Segurança Institucional, o Chefe da Secretaria-Geral da 01010-000 – São Paulo. SP
Presidência da República, o Advogado-Geral da União e
o Chefe da Corregedoria-Geral da União. Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tra-
tamento digníssimo (DD), pois seria redundante, uma
b. Do Poder Legislativo: vez que “dignidade” é um pressuposto para os cargos
em questão.
• Deputados Federais e Senadores; Vossa Senhoria é empregado para as demais autori-
• Ministros do Tribunal de Contas da União; dades e para particulares. O vocativo adequado é:

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CAPÍTULO 01 -

Senhor Fulano de Tal, Os Fechos Adequados para Cada


No envelope, deve constar do endereçamento:
Correspondência
O fecho das comunicações oficiais possui, além da
Ao Senhor
finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o des-
Fulano de Tal
tinatário. São divididos, para sintetizar, em apenas dois
Rua dos Grãos, no 69
fechos simples:
12345-000 – Cascavel. PR
Para autoridades superiores, inclusive o Presidente
Como se depreende do exemplo acima, fica dispen-
da República:
sado o emprego do superlativo ilustríssimo para as au-
Respeitosamente,
toridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria
e para particulares. É suficiente o uso do pronome de
Para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar-
tratamento Senhor.
quia inferior:
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamen-
Atenciosamente,
to, e sim título acadêmico. Apesar de haver tradição no
ramo do Direito, as comunicações oficiais dispensam o
seu uso. Importante: ficam excluídas des-
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, sa fórmula as comunicações dirigidas a
empregada por força da tradição, em comunicações diri-
autoridades estrangeiras, que atendem a
gidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vo-
cativo “Magnífico Reitor”. rito e tradição próprios, devidamente dis-
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acor- ciplinados no Manual de Redação do Mi-
do com a hierarquia eclesiástica, são: nistério das Relações Exteriores.

• Vossa Santidade, em comunicações dirigi-


das ao Papa. O vocativo correspondente é “San- Identificação do Signatário
tíssimo Padre”.
• Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reve- À exceção das comunicações assinadas pelo Presi-
rendíssima, em comunicações aos Cardeais. Cor- dente da República, todas as demais comunicações ofi-
responde-lhe o vocativo: ciais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que 69
• Eminentíssimo Senhor Cardeal; as expede, abaixo do local de sua assinatura. O modelo
• Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor de identificação é o seguinte:
Cardeal.
• Vossa Excelência Reverendíssima é usado (espaço para assinatura)
em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Nome
• Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Chefe do Departamento do Exemplo da Assinatura
Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e
superiores religiosos; (espaço para assinatura)
• Vossa Reverência é empregado para sacer- Nome
dotes, clérigos e demais religiosos; Ministro de Estado da Justiça

Caso não haja espaço na página, recomenda-se não


Concordância dos Termos Relacionados deixar a assinatura em página isolada do expediente.
aos Pronomes de Tratamento Por isso, é necessário transferir ao menos a última frase
anterior ao fecho para a última página.
Lembre-se, sempre, de que a concordância verbal
na correspondência oficial, independente do vocativo Vossa Excelência Poder Executivo;
adotado, é realizada como se o pronome fosse a palavra Poder Legislativo;
“você”. Além disso, o a concordância nominal deve ser Poder Judiciário;
feita como gênero da pessoa, não da palavra. Vossa Senhoria Demais autoridades e
Exemplo: particulares

Vossa Magnificência Reitores de


• Vossa Senhoria está convidado para o even-
Universidade
to (Diretor de Repartição).
• Vossa Excelência está convocada para a reu- Vossa Santidade Papa
nião (Diretora de Comissão). Vossa Eminência ou Cardeais
Vossa Eminência
Reverendíssima

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Vossa Excelência Arcebispos e Bispos


composto pelo cargo e pelo nome do destinatário em
Reverendíssima questão.
Vossa Reverendíssima Monsenhores,
ou Vossa Senhoria Cônegos e superiores
Exemplo:
Revendíssima religiosos Ao Senhor Assessor
Juca Duarte
Vossa Reverência Sacerdotes, clérigos e
demais religiosos
Quando um documento estiver respondendo à soli-
citação de outro documento, deve-se fazer referência à
Resumo para os Fechos: espécie, ao número e à data ao qual se refere.
O tema ou assunto que motiva a comunicação deve
A dica é a seguinte: ser introduzido no primeiro parágrafo, seguido do de-
talhamento e conclusão. Se houver mais de uma ideia
Dica Focus: contida no texto, deve-se tratar dos diferentes assuntos
em parágrafos distintos.
Se o cara for superior, é preciso ter res-
A referência ao ano do documento deve ser feita após
peito! a espécie e número do expediente, seguido de sigla do
Se o cara for igual ou inferior, você órgão que o expede.
quase não dá atenção!
Exemplo:
Ofício nº 33/2009-DAI/TCE
Normas Gerais para Elaboração para
Destaques
Documentos Oficiais
Existem maneiras de criar “pontos de atenção” den-
As normas que se seguem foram retiradas do Manual tro do texto. Esses recursos sãos os destaques. Vejamos
de Redação da Presidência da Republica: os principais:
01. Utilize as espécies documentais, de acordo
Itálico
com as finalidades expostas nas estruturas dos
70 modelos que serão expostos;
Por convenção, usa-se o recurso do itálico em:
02. Utilize os pronomes de tratamento, os vo-
• títulos de livros,
cativos, os destinatários e os endereçamentos cor-
• de periódicos,
retamente;
• de peças,
• de óperas,
03. Utilize a fonte do tipo Times New Roman
• de música,
de corpo:
• de pintura,
12 no texto em geral;
• de escultura,
11 nas citações;
• nomes de eventos,
10 nas notas de rodapé.
• estrangeirismos citados no corpo do texto.
04. Para símbolos que não existem na fonte Ti-
Lembre-se, porém, de que, na grafia de nome de ins-
mes New Roman pode-se utilizar as fontes:
tituição estrangeira, não se pode usar o itálico.
Symbol;
Wingdings.
Observação: se o texto já estiver
05. É obrigatório constar, a partir da segunda todo escrito em itálico, a marcação que
página, o número da página;
destaca as palavras e locuções de outros
06. Os ofícios, memorandos e seus anexos po- idiomas que não foram adaptadas ao por-
derão ser impressos em ambas as faces do papel. tuguês, pode ser feito por meio de um re-
Neste caso, as margens esquerda e direita terão curso que se chama “redondo”, ou seja, o
as distâncias invertidas nas páginas pares (“mar-
contrário do itálico, grafar a palavra nor-
gem espelho”);
malmente sem o recurso em questão.
No caso de Comunicação Interna – como exemplo do
MEMORANDO -, o destinatário deverá ser identificado
pelo cargo, não necessitando do nome de seu ocupante. O itálico é utilizado na grafia de nomes científicos,
Exceto para casos em que existir um mesmo cargo para de animais e vegetais (Exemplos: Canis Familiaris, Zea
vários ocupantes, sendo necessário, então, um vocativo Mays). Finalmente, também é possível sua utilização,

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CAPÍTULO 01 -

desde que sem exageros, na escrita de palavras e/ou de • nome de zona geoeconômica e de designa-
expressões às quais se queira enfatizar, recurso tal que ções de ordem geográfica ou político-administra-
pode ser substituído pelas aspas. tiva (Agreste, Zona da Mata, Triângulo Mineiro);
  • nome de logradouros e de endereço (Av.
Aspas Tancredo Neves, Rua Carlos Gomes);
• nome de edifício, de monumento e de esta-
As duplas (“ ”) são utilizadas para: belecimento público (edifício Coimbra, Estádio do
Pacaembu, Aeroporto de Viracopos, Igreja do São
• Introduzir citações diretas cujos limites não Tomé);
ultrapassem três linhas; • nome de imposto e de taxa (Imposto sobre a
• Evidenciar neologismos. Por exemplo: “ma- Propriedade de Veículos Automotores);
caqueação”; “printar”; • nome de corpo celeste, quando designativo
• Ressaltar o sentido de uma palavra quando astronômico (“A Terra gira em torno do Sol”);
não habitual, principalmente nos casos de deriva- • nome de documento ao qual se integra um
ção imprópria – Exemplos: Existem alguns “por- nome próprio (Lei Áurea, Lei Afonso Arinos).
quês” a respeito da situação;
• Evidenciar o valor – irônico ou afetivo de um Minúsculas
termo – Exemplos: Esse “probleminha” custou a
empresa. Além de sempre usada na grafia dos termos que de-
signam as estações do ano, os dias da semana e os meses
As aspas simples (‘ ’) são utilizadas quando, em qual- do ano, a letra minúscula (comumente chamada de cai-
quer uma das circunstâncias mencionadas, surge dentro xa-baixa – Cb), é também usada na grafia de:
de uma citação que já foi introduzida por aspas.
• cargos e títulos nobiliárquicos (rei, dom);
Negrito dignitários (comendador, cavaleiro); axiônimos
correntes (você, senhor); culturais (reitor, bacha-
Usado para: rel); profissionais (ministro, médico, general, pre-
sidente, diretor); eclesiásticos (papa, pastor, frei-
• Transcrição de entrevistas. ra);
• Indicação de títulos ou subtítulos. • gentílicos e de nomes étnicos (alemães, pau-
• Ênfase em termos do texto. listas, italianos); 71
• nome de doutrina e de religiões (catolicismo,
Maiúsculas protestantismo);
• nome de grupo ou de movimento político e
Emprega-se letra maiúscula no início de sentenças, religioso (petistas, evangélicos);
bem como nos títulos de obras de arte ou de natureza • na palavra governo (governo Lula, governo
técnico-científica. Além desses usos, convencionou-se o de Minas Gerais);
emprego nas seguintes circunstâncias: • nos termos designativos de instituições,
quando esses não estão integrados no nome delas
• substantivos que indicam nomes próprios e – Exemplos: O Conselho Nacional de Segurança
de sobrenomes (Pablo Jamilk) de cognomes (Ale- tem por objetivo (…), porém, esse conselho não ab-
xandre, o Greve); de alcunhas (o Batata); de pseu- dica de...
dônimos (Alberto Caeiro); de nomes dinásticos (os • nome de acidente geográfico que não seja
Médici); parte integrante do nome próprio: rio Amazonas,
• topônimos (Rio Grande do Sul, Itália); serra do Mar, cabo Norte (mas, Cabo Frio, Rio de
• regiões (Nordeste, Sul); Janeiro, Serra do Salitre);
• nomes de instituições culturais, profissio- • prefixo, Exemplos: ex-Ministro da Saúde,
nais e de empresa (Fundação Carlos Chagas, As- ex-Presidente do Senado;
sociação Brasileira de Normas Técnicas); • nome de derivado: hegeliano, kantiano;
• nome de divisão e de subdivisão das Forças • pontos cardeais, quando indicam direção ou
Armadas (Exército, Polícia Militar); limite: o norte de São Paulo, o sul do Paraná.
• nome de período e de episódio histórico
(Idade Moderna, Estado Novo); Siglas e Acrônimos
• nome de festividade ou de comemoração cí-
vica (Natal, Dia dos Pais); Sigla é a representação de um nome por meio de suas
• designação de nação política organizada, de letras iniciais – Exemplos: IPVA, CEP, INSS. Apesar de
conjunto de poderes ou de unidades da Federação obedecer às mesmas regras dispostas para as siglas, os
(golpe de Estado, Estado de São Paulo); acrônimos são distintos em sua formação, ou seja, são
• nome de pontos cardeais (Sul, Norte, Leste, palavras constituídas pelas primeiras letras ou síla-
Oeste); bas de outras palavras – Exemplo: Telebras, Petrobras,

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Transpetro. Acima do milhar, no entanto, dois recursos são pos-


Regras: síveis:

• Costuma-se não se colocar ponto nas siglas; • Aproximação de número fracionário, como
• São grafadas em caixa-alta as siglas com- em 33,8 milhões;
postas apenas de consoante: FGTS; • Desdobramento dos dois primeiros termos,
• São grafadas em caixa-alta as siglas que, como em 33 milhões e 789 mil.
apesar de compostas de consoante e de vogal, são
pronunciadas mediante a acentuação das letras: Os ordinais são grafados por extenso de primeiro a
IPTU, IPVA, DOU; décimo, os demais devem ser representados de forma
• São grafados em caixa alta e em caixa-bai- numérica, com algarismos: quarto, sexto, mas 18º, 27º etc.
xa os compostos de mais de três letras (vogais e
consoantes) que formam palavra, ou seja, os acrô- O Padrão Ofício
nimos: Bacen, Cohab, Petrobras, Embrapa.
• Siglas e acrônimos devem vir precedidos de No que diz respeito à Redação Oficial, as questões de
respectivo significado e de travessão em sua pri- concurso costumam focalizar o conteúdo relativo ao Pa-
meira ocorrência no texto (Exemplos: Diário Ofi- drão Ofício. Portanto, é muito importante entender como
cial da União– DOU). ele se estrutura e o que as bancas podem cobrar a seu
respeito. Nesse momento, é importante seguir precisa-
Enumerações mente o que o Manual de Redação da Presidência da
República ensina.
Tradicionalmente, as enumerações são introduzidas Estrutura de correspondência no Padrão Ofício:
pelo sinal de dois-pontos, seguidas dos elementos enu- a. Tipo e número do expediente, seguido da si-
merados que devem aparecer introduzidos por algum gla do órgão que o expede.
tipo de marcador. O mais comum é o marcador feito com
letras minúsculas em ordem alfabética seguidas de pa-
rênteses. Exemplos:
Mem. 123/2014-MME
Aviso 123/2013- MPOG
Exemplos:
Of. 123/2012-MF
72 a)
b)
c) b. Local e data em que foi assinado, por exten-
so, com alinhamento à direita.

Os itens enumerados também podem aparecer em


linha: a), b), c). Exemplo: Brasília, 19 de outubro
Os elementos da enumeração são, usualmente, en- de 2014.
cerrados com ponto-e-vírgula até o penúltimo item, pois
o último elemento deverá ser finalizado por ponto final.
Caso o trecho anunciativo termine com um ponto final, c. Assunto: resumo do teor do documento.
os itens que o sucedem serão grafados com a inicial mai-
úscula, bem como serão finalizados com ponto final.
Exemplo: Assunto: Solicitação de
fundos.
Grafia de Numerais

A orientação geral para a grafia de numerais é a de


d. Destinatário: o nome e o cargo da pessoa a
que sejam escritos com algarismos arábicos. Porém, em
quem se dirige a comunicação. No caso do ofício,
algumas situações especiais é regra grafá-los, no texto,
deve-se incluir também o endereço.
por extenso. Eis algumas dessas situações:
e. Texto: nos casos em que não for de mero en-
• De zero a nove: três quadras, quatro mil;
caminhamento de documentos, o expediente deve
• Dezenas redondas: trinta pessoas, sessen-
conter a seguinte estrutura:
ta milhões;
• Centenas redondas: quatrocentos mil, oi-
• Introdução, que se confunde com o parágra-
tocentos trilhões, duzentas mulheres.
fo de abertura, na qual é apresentado o assunto
que motiva a comunicação. Lembre-se de que o
Em todos os casos, porém, só se usam palavras quan-
texto deve primar por concisão, clareza e objeti-
do não há nada nas ordens ou nas classes inferiores
vidade, portanto, não e aceitável que se incluam
(Exemplos: 10 mil, mas 10.200 e não 10 mil e duzentos).

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CAPÍTULO 01 -

itens redundantes ou retóricos nesse texto. CIO:


• Desenvolvimento, no qual o assunto é deta- Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo
lhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca
o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido
distintos, o que confere maior clareza à exposição; de vírgula.
• Conclusão, em que é reafirmada ou simples-
mente reapresentada a posição recomendada so-
bre o assunto. Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto República
nos casos em que estes estejam organizados em itens ou Senhora Ministra
títulos e subtítulos.
Quando se tratar de um encaminhamento de docu- Senhor Chefe de Gabinete
mentos a estrutura é a seguinte:

• Introdução: deve iniciar com referência ao Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício
expediente que solicitou o encaminhamento. Se a as seguintes informações do remetente:
remessa do documento não tiver sido solicitada, – nome do órgão ou setor;
deve iniciar com a informação do motivo da co- – endereço postal;
municação, que é encaminhar, indicando a seguir – telefone e endereço de correio eletrônico.
os dados completos do documento encaminhado
(tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que Aviso
trata), e a razão pela qual está sendo encaminha-
do, segundo a seguinte fórmula: Os avisos são atos que competem aos Ministros de
Estado que dizem respeito a assuntos relativos aos seus
“Em resposta ao Aviso nº 50, de 2 de fevereiro de ministérios. Os avisos são expedidos exclusivamente por
2014, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 77, de 3 de Ministros de Estado, Secretário-Geral da Presidência
março de 2013, do Departamento Geral de Infraestru- da República, Consultor-Geral da República, Chefe do
tura, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal.” Estado Maior das Forças Armadas, Chefe do Gabinete
ou Militar da Presidência da República e pelos Secretários
“Encaminho, para análise e pronunciamento, a anexa da Presidência da República, para autoridades de mes- 73
cópia do telegrama no 13, de 1o de fevereiro de 2005, do ma hierarquia. Note-se o ensinamento sobre avisos do
Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a MRPR: o aviso é expedido exclusivamente por Ministros
respeito de projeto de modernização de técnicas agríco- de Estado, para autoridades de mesma hierarquia. Usu-
las na região Nordeste.” almente, as bancas costumam mudar uma palavra nessa
sentença: trocar “aviso” por “ofício”.
• Desenvolvimento: se o autor da comuni-
cação desejar fazer algum comentário a respeito MODELO DE AVISO
do documento que encaminha, poderá acrescen- BASEADO NO MANUAL DE REDAÇÃO DA
tar parágrafos de desenvolvimento; em caso con- PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
trário, não há parágrafos de desenvolvimento em
aviso ou ofício de mero encaminhamento.

f. Fecho: respeitosamente (para autoridades


de hierarquia superior) ou atenciosamente (para
autoridades de hierarquia igual ou inferior) (de-
pendendo do destinatário);
g. Assinatura do autor da comunicação;
h. Identificação do signatário.

Os expedientes que se assemelham pela estrutura de


diagramação (o padrão ofício) são o aviso, o ofício e o
memorando – ressalvadas as suas particularidades.

Documentos
Os documentos a seguir devem ser estudados, me-
morizados e vividos, para não perder questão alguma
nas provas.
Vejamos a orientação do MRPR sobre AVISO e OFÍ-

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Ofício
É o tipo mais comum de comunicação oficial. Uma
vez que se trata de um documento da correspondência
oficial, só pode ser expedido por órgão público, em obje-
to de serviço. O destinatário do ofício, além de outro ór-
gão público, também pode ser um particular. O conteúdo
do ofício costuma ser matéria administrativa. Lembre-se
de que o ofício é documento eminentemente externo.

Requerimento
O requerimento é um tipo de pedido, em que o sig-
natário pede algo que pense ser justou legal. Qualquer
indivíduo que tenha interesse no serviço público pode se
valer de um requerimento, que será dirigido a uma au-
toridade competente para tomar conhecimento, analisar
74 e solucionar o caso, podendo ser escrito ou datilografado
(digitado).

Estrutura:
Apesar de não haver muita normatização a respei-
to do requerimento (ele não está no MRPR), é possível
distinguir alguns elementos fundamentais. Os elementos
constitutivos do requerimento são:

a. Vocativo: indica a autoridade a quem se diri-


ge a comunicação. Alinhado à esquerda, sem pa-
rágrafo, identificando a autoridade e não a pessoa
em si;

b. Texto: O nome do requerente em maiúscu-


las, sua qualificação (nacionalidade, estado civil,
Memorando idade, residência, profissão etc.), o objeto do re-
querimento com a indicação dos respectivos fun-
É uma modalidade de comunicação eminentemente damentos legais e finalidade do que se requer.
interna, que ocorre entre unidades administrativas de Quando o requerimento é dirigido à autoridade
um mesmo órgão, as quais podem estar hierarquica- do órgão em que o requerente exerce suas ativi-
mente em mesmo nível ou em níveis diferentes. O uso dades, basta, por exemplo, citar nome, cargo, lo-
corrente do memorando deve-se a sua simplicidade e a tação, número de matrícula ou registro funcional.
sua rapidez, isso quer dizer que é uma comunicação cé- Deve primar pela concisão;
lere. Ultimamente, o memorando vem sendo substituído
pelo correio eletrônico. c. Fecho: há fórmulas específicas para o fecho
Quanto à forma, o memorando segue o modelo do do requerimento. Algumas delas são:
padrão ofício, todavia com uma distinção: o destinatário
deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Veja um mo- • Pede e aguarda de ferimento - P. e A. D.
delo de Memorando. • Termos em que pede deferimento
• Espera deferimento - E. D.

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CAPÍTULO 01 -

• Aguarda deferimento - A. D. co. Por isso, deve ser redigida de modo que
não sejam possíveis alterações posteriores
d. Local e data;
à assinatura. Os erros são ressalvados, no
e. Assinatura.
texto, com a expressão “digo” e, após a re-
MODELO DE REQUERIMENTO dação com a expressão “em tempo”.
3) Não há parágrafos ou alíneas em
uma ata. Deve-se redigir tudo em apenas
um parágrafo, evitando os espaços em
branco.
4) A ata deve apresentar um registro
fiel dos fatos ocorridos em uma sessão. Em
razão disso, sua linguagem deve primar
pela clareza, precisão e concisão.

Parecer
O parecer é o pronunciamento fundamentado, com
caráter opinativo, de autoria de comissão ou de relator
designado em Plenário, sobre matéria sujeita a seu exa-
me. É constituído das seguintes partes:

a. Designação: número do processo respecti-


vo, no alto, no centro do papel (Processo nº). Esse
item não está presente em todos os pareceres, ne-
cessariamente.
75
Ata b. Título: denominação do ato, seguido de nú-
mero de ordem (Parecer nº).
A ata é o documento que possui como finalidade o
registro de ocorrências, resoluções e decisões de assem- c. Ementa: resumo do assunto do parecer.
bleias, reuniões ou sessões realizadas por comissões con- Deve ser concisa, escrita a dois espaços do título.
selhos, congregações corporações ou outras entidades.
Estrutura da ata: d. Texto: que consta de:
- introdução (histórico);
a. Dia, mês, ano e hora (por extenso). - esclarecimentos (análise do fato);
b. Local da reunião. - conclusão do assunto, clara e objetiva.
c. Pessoas presentes, devidamente qualifica-
das. e. Fecho: que compreende:
d. Presidente e secretário dos trabalhos. - local e/ou denominação do órgão (sigla);
e. Ordem do dia (discussões, votações, delibe- data;
rações etc). - assinatura (nome e cargo de quem emite o
f. Fecho. parecer).

MODELO DE PARECER

Observação:
1) Não há disposição geral quanto à
quantidade de pessoas que deve assinar a
ata, no entanto, em algumas circunstâncias
ela é apenas assinada pelos membros que
presidiram a sessão (presidente e secretá-
rio). O mais comum é que todos os parti-
cipantes da sessão assinem o documento.
2) A ata é documento de valor jurídi-

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Atestado
Atestado é o documento mediante o qual a autorida- Certidão
de comprova um fato ou uma situação de que tenha co-
nhecimento em razão do cargo que ocupa ou da função Certidão é o ato pelo qual se procede à publicidade
que exerce. de algo relativo à atividade Cartorária, a fim de que, so-
bre isso, não haja dúvidas. Possui formato padrão pró-
Generalidades: prio, termos essenciais que lhe dão suas características.
Exige linguagem formal, objetiva e concisa.
O atestado é simplesmente uma comprovação de fa- Termos essenciais de uma certidão:
tos ou situações comuns, possíveis de modificações fre-
quentes. Tratando se de fatos ou situações permanentes a. Afirmação: CERTIFICO E DOU FÉ QUE,
e que constam nos arquivos da Administração, o docu- b. Identificação do motivo de sua expedição: A
mento apropriado para comprovar sua existência é a PEDIDO DA PARTE INTERESSADA,
certidão. O atestado é mera declaração a repeito de algo, c. Ato a que se refere: REVENDO OS ASSEN-
76
ao passo que a certidão é uma transcrição. TAMENTOS CONSTANTES DESTE CARTÓRIO,
NÃO LOGREI ENCONTRAR AÇÃO MOVIDA
Partes do atestado: CONTRA FULANO DE TAL, RG 954458234, NO
PERÍODO DE 01/2000 ATÉ A PRESENTE DATA.
a. Título ou epígrafe: denominação do ato d. Data de sua expedição: EM 16/05/2014.
(atestado), centralizada na página. e. Assinatura: O ESCRIVÃO:
b. Texto: exposição do objeto da atestação.
Pode se declarar, embora não seja obrigatório, a Apostila
pedido de quem e com que finalidade o documen-
to é emitido. Apostila é o aditamento (acréscimo de informações)
c. Local e data: cidade, dia, mês e ano da a um ato administrativo anterior, para fins de retificação
emissão do ato, podendo se, também, citar, prefe- ou atualização. A apostila tem por objeto a correção de
rentemente sob forma de sigla, o nome do órgão dados constantes em atos administrativos anteriores ou o
onde a autoridade signatária do atestado exerce registro de alterações na vida funcional de um servidor,
suas funções. tais como promoções, lotação em outro setor, majoração
d. Assinatura: nome e cargo ou função da de vencimentos, aposentadoria, reversão à atividade etc.
autoridade que atesta. Normalmente, a apostila é feita no verso do docu-
mento a que se refere. Pode, no entanto, caso não haja
mais espaço para o registro de novas alterações, ser feita
em folha separada (com timbre oficial), que se anexará
ao documento principal. É lavrada como um termo e pu-
blicada em órgão oficial.
Partes:
São, usualmente, as seguintes:
a. Título denominação do documento (apos-
tila).
b. Texto desenvolvimento do assunto.
c. Data, às vezes precedida da sigla do órgão.
d. Assinatura nome e cargo ou função da au-
toridade.

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CAPÍTULO 01 -

APOSTILA

O funcionário a quem se refere o presente Ato


passou a ocupar, a partir de 12 de dezembro de 2012,
a classe de Professor ............. ....... código EC do Quadro
único de Pessoal Parte Permanente, da Universidade
Federal do Paraná, de acordo com a relação nominal
anexa ao Decreto nº XXXXX, de 28 de junho de 1977,
publi¬cado no Diário Oficial de 21 de julho de 1977.

César Petrarca (Diretor de Campus).

Declaração
A declaração deve ser fornecida por pessoa creden-
ciada ou idônea que nele assume a responsabilidade so-
bre uma situação ou a ocorrência de um fato. Portanto, Portaria
é uma comprovação escrita com caráter de documento.
A declaração pode ser manuscrita em papel alma- São atos pelos quais as autoridades competentes de-
ço simples (tamanho ofício) ou digitada/dati-lografada. terminam providências de caráter administrativo, dão
Quanto ao aspecto formal, divide se nas seguintes partes: instruções sobre a execução de leis e de serviços, defi-
nem situações funcionais e aplicam medidas de ordem
a. Timbre impresso como cabeçalho, conten- disciplinar.
do o nome do órgão ou empresa. Atualmente a Basicamente, possuem o objetivo de delegar com-
maioria das empresas possui um impresso com petências, designar membros de comissões, criar gru-
logotipo. Nas declarações particulares usa se pa- pos-tarefa, aprovar e discriminar despesas, homologar
pel sem timbre. concursos (inscrições, resultados etc).

b. Título deve se colocá lo no centro da folha, Partes (estrutura):


em caixa-alta.
a. Numeração (classificação): número do ato e 77

c. Texto deve se iniciá lo a cerca de quatro li- data de expedição.


nhas do título. Dele deve constar: b. Título: denominação completa (em caracte-
res maiúsculos, preferencialmente) da autoridade
• Identificação do emissor. Se houver vários que expede o ato.
emissores, é aconselhável escrever, para facilitar: c. Fundamentação: citação da legislação bá-
os abaixo assinados. sica em que a autoridade apóia sua decisão, se-
• O verbo atestar ou declarar deve aparecer guida do termo resolve. Eventualmente, pode ser
no presente do indicativo, terceira pessoa do sin- substituída por “no uso de suas atribuições”.
gular ou do plural. d. Texto: desenvolvimento do assunto.
• Finalidade do documento em geral costu- e. Assinatura: nome da autoridade que expede
ma se usar o termo “para os devidos fins”, mas o ato.
também pode se especificar: “para fins de traba-
lho”, “para fins escolares”, etc. PORTARIA Nº 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE
• Nome e dados de identificação do interessa- 2011
do. Esse nome pode vir em caixa alta, para facili-
tar a visualização. Dispõe sobre os procedimentos de
• Citação do fato a ser atestado. controle e de vigilância da qualida-
de da água para consumo humano e
d. Local e data deve se escrevê los a cerca de seu padrão de potabilidade.
três linhas do texto.
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das
e. Assinatura assina se a cerca de três linhas atribuições que lhe conferem os incisos I e II do pará-
abaixo do local e data. grafo único do art. 87 da Constituição, e
Considerando a Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977,
que configura infrações à legislação sanitária federal e
estabelece as sanções respectivas;
Considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de
1990, que dispõe sobre as condições para a promoção,
proteção e recuperação da saúde, a organização e o fun-
cionamento dos serviços correspondentes;

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Considerando a Lei nº 9.433, de 1º de janeiro de 1997, Forma e Estrutura


que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos,
cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Formalmente, a exposição de motivos tem a apresen-
Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Consti- tação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo
tuição e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de que acompanha a exposição de motivos que proponha
1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro alguma medida ou apresente projeto de ato normativo,
de 1989; segue o modelo descrito adiante.
Considerando a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, A exposição de motivos, de acordo com sua finali-
que dispõe sobre normas gerais de contratação de con- dade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma
sórcios públicos; para aquela que tenha caráter exclusivamente informa-
Considerando a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, tivo e outra para a que proponha alguma medida ou sub-
que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento meta projeto de ato normativo.
básico, altera as Leis nºs 6.766, de 19 de dezembro de No primeiro caso, o da exposição de motivos que
1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do
de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, e revoga a Lei Presidente da República, sua estrutura segue o modelo
nº 6.528, de 11 de maio de 1978; antes referido para o padrão ofício.

ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA Exemplo de Exposição de Motivos de caráter


informativo
Telegrama
Definição e Finalidade

Com o fito de uniformizar a terminologia e simpli-


ficar os procedimentos burocráticos, passa a receber o
título de telegrama toda comunicação oficial expedida
por meio de telegrafia, telex, etc.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa
aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve
restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situa-
78
ções que não seja possível o uso de correio eletrônico ou
fax e que a urgência justifique sua utilização e, também
em razão de seu custo elevado, esta forma de comuni-
cação deve pautar-se pela concisão (v. 1.4. Concisão e
Clareza).

Forma e Estrutura

Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma


e a estrutura dos formulários disponíveis nas agências
dos Correios e em seu sítio na Internet.

Exposição de Motivos
Definição e Finalidade

Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Pre-


Já a exposição de motivos que submeta à considera-
sidente da República ou ao Vice-Presidente para:
ção do Presidente da República a sugestão de alguma
medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de
a. informá-lo de determinado assunto;
ato normativo – embora sigam também a estrutura do
b. propor alguma medida; ou
padrão ofício –, além de outros comentários julgados per-
c. submeter a sua consideração projeto de ato
tinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar:
normativo.
a. na introdução: o problema que está a re-
clamar a adoção da medida ou do ato normativo
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presi-
proposto;
dente da República por um Ministro de Estado.
b. no desenvolvimento: o porquê de ser aquela
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de
medida ou aquele ato normativo o ideal para se
um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assi-
solucionar o problema, e eventuais alternativas
nada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa
existentes para equacioná-lo;
razão, chamada de interministerial.

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CAPÍTULO 01 -

c. na conclusão, novamente, qual medida deve que o ato ou medida proposta possa vir a tê-lo)
ser tomada, ou qual ato normativo deve ser edita-
do para solucionar o problema.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à
exposição de motivos, devidamente preenchido, de acor-
do com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decre-
to no 4.176, de 28 de março de 2002. 07. Alterações propostas
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do
TEXTO ATUAL TEXTO PROPOSTO
Ministério ou órgão equivalente) no , de de de 200.

01. Síntese do problema ou da situação que re-


clama providências

02. Soluções e providências contidas no ato


normativo ou na medida proposta

08. Síntese do parecer do órgão jurídico

• Com base em avaliação do ato normativo ou


da medida proposta à luz das questões levantadas
03. Alternativas existentes às medidas propos- no item 10.4.3.
tas
Mencionar: A falta ou insuficiência das informações prestadas
• se há outro projeto do Executivo sobre a ma- pode acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos Ju- 79
téria; rídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato nor-
• se há projetos sobre a matéria no Legisla- mativo para que se complete o exame ou se reformule
tivo; a proposta.
• outras possibilidades de resolução do pro- O preenchimento obrigatório do anexo para as expo-
blema. sições de motivos que proponham a adoção de alguma
medida ou a edição de ato normativo tem como finali-
04. Custos dade:
Mencionar:
• se a despesa decorrente da medida está pre- a. permitir a adequada reflexão sobre o pro-
vista na lei orçamentária anual; se não, quais as blema que se busca resolver;
alternativas para custeá-la; b. ensejar mais profunda avaliação das diver-
• se é o caso de solicitar-se abertura de crédi- sas causas do problema e dos efeitos que pode
to extraordinário, especial ou suplementar; ter a adoção da medida ou a edição do ato, em
• valor a ser despendido em moeda corrente; consonância com as questões que devem ser ana-
lisadas na elaboração de proposições normativas
05. Razões que justificam a urgência (a ser no âmbito do Poder Executivo (v. 10.4.3.).
preenchido somente se o ato proposto for medida c. conferir perfeita transparência aos atos pro-
provisória ou projeto de lei que deva tramitar em postos.
regime de urgência)
Mencionar: Dessa forma, ao atender às questões que devem ser
analisadas na elaboração de atos normativos no âmbito
• se o problema configura calamidade públi- do Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e
ca; seu anexo complementam-se e formam um todo coeso:
• por que é indispensável a vigência imediata; no anexo, encontramos uma avaliação profunda e dire-
• se se trata de problema cuja causa ou agra- ta de toda a situação que está a reclamar a adoção de
vamento não tenham sido previstos; certa providência ou a edição de um ato normativo; o
• se se trata de desenvolvimento extraordiná- problema a ser enfrentado e suas causas; a solução que
rio de situação já prevista. se propõe, seus efeitos e seus custos; e as alternativas
existentes. O texto da exposição de motivos fica, assim,
06. Impacto sobre o meio ambiente (sempre reservado à demonstração da necessidade da providên-

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cia proposta: por que deve ser adotada e como resolverá d. o local e a data, verticalmente a 2 cm do fi-
o problema. nal do texto, e horizontalmente fazendo coincidir
Nos casos em que o ato proposto for questão de seu final com a margem direita.
pessoal (nomeação, promoção, ascensão, transferência,
readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração, A mensagem, como os demais atos assinados pelo
recondução, remoção, exoneração, demissão, dispensa, Presidente da República, não traz identificação de seu
disponibilidade, aposentadoria), não é necessário o en- signatário.
caminhamento do formulário de anexo à exposição de
motivos. EXEMPLO DE MENSAGEM
Ressalte-se que:
– a síntese do parecer do órgão de assessoramento
jurídico não dispensa o encaminhamento do parecer
completo;
– o tamanho dos campos do anexo à exposição de mo-
tivos pode ser alterado de acordo com a maior ou menor
extensão dos comentários a serem ali incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha pre-
sente que a atenção aos requisitos básicos da redação
oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formalidade,
padronização e uso do padrão culto de linguagem) deve
ser redobrada. A exposição de motivos é a principal
modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da
República pelos Ministros. Além disso, pode, em certos
casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou
ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário
Oficial da União, no todo ou em parte.

Mensagem
Definição e Finalidade
80

É o instrumento de comunicação oficial entre os Che-


fes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens
enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legis-
lativo para informar sobre fato da Administração Públi-
ca; expor o plano de governo por ocasião da abertura
de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional
matérias que dependem de deliberação de suas Casas;
apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações Fax
de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e
da Nação. Definição e Finalidade
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos
Ministérios à Presidência da República, a cujas assesso- O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simi-
rias caberá a redação final. le) é uma forma de comunicação que está sendo menos
usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado
Forma e Estrutura para a transmissão de mensagens urgentes e para o en-
vio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há
As mensagens contêm: premência, quando não há condições de envio do docu-
a. a indicação do tipo de expediente e de seu mento por meio eletrônico. Quando necessário o original,
número, horizontalmente, no início da margem ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe.
esquerda: Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com
cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel,
Mensagem nº em certos modelos, se deteriora rapidamente.
b. vocativo, de acordo com o pronome de trata-
mento e o cargo do destinatário, horizontalmente, Forma e Estrutura
no início da margem esquerda;
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, estrutura que lhes são inerentes.
c. o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; É conveniente o envio, juntamente com o documento
principal, de folha de rosto, i. é., de pequeno formulário

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CAPÍTULO 01 -

com os dados de identificação da mensagem a ser envia- da SUFRAMA


da, conforme exemplo a seguir:
Assunto: Sugestão de novas reuniões com a Delega-
cia da Receita Federal do Brasil

Comunico que o encontro com os auditores da De-


legacia da Receita Federal do Brasil, ocorrido em
27/1/2014, em Manaus, cumpriu o objetivo de demons-
trar os principais passos adotados pela SUFRAMA, para
a importação de insumos.

Como é do conhecimento de Vossa Senhoria, eventos


como esse estreitam as relações entre os dois órgãos e
visam, também, à melhoria do atendimento no serviço
público, com benefício direto ao contribuinte. Assim, su-
Correio Eletrônico giro que novas reuniões com esse órgão sejam marcadas,
a fim de se fortalecer o controle de entrada de insumos
Definição e Finalidade importados, o que garantirá também maior eficiência no
atendimento ao público.
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e
celeridade, transformou-se na principal forma de comu- Respeitosamente,
nicação para transmissão de documentos.
Sicrano
Forma e Estrutura Técnico da Coordenação-Geral de Acompanhamento
de Projetos
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô- Industriais da SUFRAMA
nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir for-
ma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar Com base no documento hipotético apresenta-
o uso de linguagem incompatível com uma comunicação do acima e nos preceitos do Manual de Redação
oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Ofi- da Presidência da República, julgue o item sub-
ciais). sequente. 81

O campo assunto do formulário de correio eletrôni- Caso quisesse conferir mais formalidade e po-
co mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a lidez ao documento, o técnico deveria ter utiliza-
organização documental tanto do destinatário quanto do do os tratamentos Doutor, Ilustríssimo ou Dignís-
remetente. simo, para se dirigir ao coordenador-geral.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser uti- ( ) Certo ( ) Errado
lizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A men-
sagem que encaminha algum arquivo deve trazer infor- Questão 2: CESPE - AnaTA MDIC/MDIC/2014
mações mínimas sobre seu conteúdo.. Levando em consideração as normas constan-
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de tes do Manual de Redação da Presidência da Re-
confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve pública, julgue o seguinte item.
constar da mensagem pedido de confirmação de rece- Em “Vossa Excelência deve estar satisfeita com os re-
bimento. sultados das negociações”, o adjetivo estará corretamen-
te empregado se dirigido a ministro de Estado do sexo
masculino, pois o termo “satisfeita” deve concordar com
Valor Documental
a locução pronominal de tratamento “Vossa Excelência”.
( ) Certo ( ) Errado
Nos termos da legislação em vigor, para que a men-
sagem de correio eletrônico tenha valor documental, i.
Questão 3: CESPE - TA (ICMBio)/ICMBio/2014
é, para que possa ser aceito como documento original, é
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
necessário existir certificação digital que ateste a identi-
dade do remetente, na forma estabelecida em lei.
Comunico a Vossa Excelência o envio das Mensagens
SM número 106, de 2013, nas quais informo a promulga-
Questões Gabaritadas ção dos Decretos Legislativos n.º 27 e 29, 2012, relativos à
exploração de petróleo no litoral brasileiro.
Questão 1: CESPE - Ag Adm (SUFRAMA)/SU-
FRAMA/2014 Brasília, 28 de março de 2013.

Em 30 de janeiro de 2014. Considerando o documento apresentado aci-


ma, julgue o item a seguir, com base no Manual
Ao Senhor Coordenador-geral de Projetos Industriais de Redação da Presidência da República.

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Por ser o receptor do texto o presidente do Se- operacional


nado Federal, o termo “Vossa Excelência” foi ade-
quadamente empregado. 1. Como é sabido, recentemente adquirimos um novo
( ) Certo ( ) Errado sistema operacional. Como se trata de um sistema muito
diferente do anterior, informo a Vossa Senhoria que o
Questão 4: CESPE - AJ (TJ CE)/TJ CE/Judiciá- Setor de Tecnologia (SeTec) oferecerá, entre os dias 26 e
ria/”Sem Especialidade”/2014 30 de janeiro deste ano, uma série de oficinas práticas
Assinale a opção correta acerca dos aspectos para apresentação desse novo sistema aos funcionários.
formais das comunicações oficiais.
2. Por essa razão, solicito que, no período acima indi-
a. Assinatura, nome e cargo compõem a forma cado, Vossa Senhoria libere todos os funcionários do seu
da identificação do signatário, elemento essencial setor duas horas antes do fim do expediente para que
nas comunicações oficiais, exceto quando o reme- eles possam frequentar as oficinas.
tente é o presidente da República.
b. A formalidade diz respeito à urbanidade na 3. Devo mencionar, por fim, que a participação dos
abordagem do assunto da comunicação, ao pas- funcionários nas oficinas é obrigatória, pois o novo siste-
so que a impessoalidade diz respeito ao emprego ma já entrará em funcionamento no dia 20 de julho do
adequado dos pronomes de tratamento na intera- corrente ano. Nessa data, todos já deverão conhecê-lo e
ção com as autoridades. saber como operá-lo.
c. Os ministros dos tribunais superiores de-
vem ser tratados por Vossa Excelência e o vocati- Atenciosamente,
vo referente a eles deve ser Senhor Ministro. (espaço para assinatura)
d. O aviso, o ofício e a exposição de motivos [nome do signatário]
têm a apresentação do padrão ofício, embora difi- Chefe do Setor de Tecnologia
ram quanto à diagramação.
e. Os pronomes possessivos devem ser em- Com base no disposto no Manual de Redação
pregados em concordância com os pronomes de da Presidência da República, julgue o item que
tratamento, a exemplo de “Vossa Senhoria deve se segue, a respeito da correspondência oficial
prestar contas devosso uso da verba de gabinete”. hipotética Xxx. 1032/SeTec, anteriormente apre-
sentada, na qual o remetente e o destinatário são
82 Questão 5: CESPE - APF/PF/2014 funcionários de igual nível hierárquico de um
Com referência à adequação da linguagem ao mesmo órgão da administração pública.
tipo de documento e à adequação do formato do Dada a presença, no texto, do pronome de
texto ao gênero, julgue o seguinte item. tratamento “Vossa Senhoria”, estaria adequada
A forma de tratamento “Vossa Excelência” é a substituição, no segundo parágrafo da corres-
adequada para se dirigir a um secretário de segu- pondência em apreço, da forma verbal “libere”
rança pública estadual. por libereis e do trecho “todos os funcionários do
( ) Certo ( ) Errado seu setor” por todos os funcionários do vosso se-
tor.
Questão 6: CESPE - AA (ANTAQ)/ANTAQ/Ciên- ( ) Certo ( ) Errado
cias Contábeis/2014
Considerando aspectos estruturais e linguís- Questão 8: CESPE - AnaTA MDIC/MDIC/2014
ticos das correspondências oficiais, julgue o item Levando em consideração as normas constan-
que se segue, de acordo com o Manual de Redação tes do Manual de Redação da Presidência da Re-
da Presidência da República. pública, julgue o seguinte item.
O tratamento Digníssimo deve ser empregado O texto das comunicações oficiais dirigidas a
para todas as autoridades do poder público, uma ministro de Estado deve ser precedido pelo voca-
vez que a dignidade é tida como qualidade ine- tivo “Senhor Ministro”.
rente aos ocupantes de cargos públicos. ( ) Certo ( ) Errado
( ) Certo ( ) Errado
Questão 9: CESPE - Cont (MTE)/MTE/2014
Questão 7: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Admi- Com base nos preceitos do Manual de Reda-
nistrativa/2015 ção da Presidência da República, julgue o item a
seguir.
Xxx. 1032/SeTec Em comunicações entre chefes de poder, em-
pregam-se o vocativo Excelentíssimo Senhor, se-
Goiânia, 15 de janeiro de 2015. guido do respectivo cargo, e o fecho Atenciosa-
mente.
Ao Senhor Chefe do Setor de Documentação ( ) Certo ( ) Errado

Assunto: Oficinas de apresentação do novo sistema Questão 10: CESPE - TBN (CEF)/CEF/Adminis-

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CAPÍTULO 01 -

trativa/2014
Com base nas normas constantes no Manual
de Redação da Presidência da República, julgue o
item que se segue.
Em comunicações oficiais endereçadas a se-
nador da República, deve-se empregar o vocativo
Excelentíssimo Senhor Doutor.
( ) Certo ( ) Errado

Gabarito
1-Errado 2-Errado 3-Certo 4-C 5-Certo
6-Errado 7-Errado 8-Certo 9-Errado 10-Errado

83

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