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ºKÖSTENBERGER, A. J.; JONES, D. W.

Deus, casamento e família: reconstruindo o fundamento


bíblico. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2015.

LOCAL CITAÇÃO UTILIDADE


Cap. 1, Depois que a cosmovisão judaico-cristã de Necessidade histórica de definir os
Pág. 21. casamento e família foi trocada por outros termos “casamento” e “família”.
valores, pela primeira vez na história a
civilização ocidental necessita definir o
significado de “casamento” e “família”. A maneira
de avançar nessa definição é voltar às Escrituras
que registram a instituição divina do casamento
e apresentam uma teologia cristã de casamento
e educação de filhos.
Cap. 1, Os fundamentos judaico-cristãos sobre a família Confusão atual sobre casamento e
Pág. 22. foram trocados por ideologias libertárias (exalta a família.
liberdade humana e a autodeterminação como
princípios supremos). Seus resultados (aumento
do número de divórcios, adultérios,
homossexualidade, confusão de papeis, etc)
evidenciam ser algo prejudicial até apara que
não conhece a autoridade da Bíblia.
Cap. 1, A igreja deixou de oferecer as soluções de que o A falta de instruções bíblicas sobre
Pág. 23. mundo precisa e se tornou parte do problema, e casamento e família.
isso não é por falta de conscientização (existem
diversos tipos de trabalhos voltados para a
família nas igrejas). Esses esforços são
ineficazes devido à falta de compromisso sério
em estudar a Bíblia como um todo.
Cap. 2, Quanto aos fundamentos bíblicos sobre Definição de Complementarismo e
Pág. 51. casamento, temos 2 grupos de evangélicos: os igualitarismo. Cosmovisões bíblicas
complementaristas (definem papeis distintos de casamento.
para homens e mulheres) e os igualitários (não
encontram diferenças de papeis entre homens e
mulheres nas Escrituras).
Cap. 2, Gn 1-3: instituição do casamento como vontade Esboço do estudo sobre casamento
Pág. 27. de Deus e as consequências da queda sobre no VT.
o casal;
Pv 31: ideal divino de casamento;
Ct: antevisão da restauração do relacionamento
original entre marido e mulher.
Cap. 2, O homem tem uma responsabilidade central Responsabilidade final do homem
Pág. 30. dentro da família e da igreja porque foi criado pelo casamento.
primeiro (não foi criado por causa da mulher,
mas a mulher por causa do homem – 1Co 11.9;
Gn 2.18, 20; e a partir do homem – 1Co 11.8, 12;
Gn 2.22), foi quem recebeu a injunção divina
(Gn 2.16-17), antes da criação da mulher já
exercia a incumbência divina (2.19-20), foi
presenteado com a mulher (Gn 2.22) e
apresentou autoridade sobre a mulher dando
um nome derivado do seu (Gn 2.23; 3.20).
Cap. 2, Foi Deus quem percebeu a solidão do homem e, O casamento é plano de Deus.
Pág. 30. por isso, criou a mulher. Não há nenhuma
indicação de que o próprio Adão tivesse
consciência de sua solidão ou estivesse
descontente com o fato de ser solteiro. Por isso,
o casamento é uma ideia de Deus (Gn 2.18, 20)
e aponta um relacionamento monogâmico e
heterossexual. Deus criou uma ajudadora.
Cap. 2, Essência da expressão ajudadora adequada: Papel da mulher como sua
Pág. 31. adequada no sentido de ser mais parecida, da “ajudadora adequada”.
mesma espécie, semelhante a ele (Gl 3.28; 1Pe
3.7), diferente dos outros animais (“osso dos
meus ossos” – Gn 2.23). Ajudadora no sentido
de estar junto ao homem, colocada sob sua
responsabilidade. Ao mesmo tempo em que é
semelhante, é distinta (Ef 5.22).
As ordens que recebeu de Deus (Gn 1.28) estão
relacionadas à procriação (ao tornar-se uma só
carne com o homem – Gn 2.24) e a sujeição da
terra. Sua função é distinta e ao mesmo tempo
singular.
Igualdade e distinção precisam ser mantidas em
equilíbrio delicado. Esse caráter intercambiável
deve ser mantido. Em nenhum momento o
homem é chamado de “ajudador da mulher”.
A bíblia também não ensina que ela pode atuar
como ajudadora quando assim o desejar. Sua
função resume o motivo de sua existência, seu
propósito para o qual foi criada no que diz
respeito à condição de esposa.
Cap. 2, Juntos, homem e mulher são encarregados de Papel juntos.
Pág. 32. governar a terra para Deus de forma
representativa, não de forma andrógena, mas
cumprindo cada um o seu papel específico
conforme a determinação divina. Dessa maneira
encontrarão satisfação plena e a sabedoria de
Deus na criação.
Cap. 2, Com a queda criou-se uma inversão completa Consequências da queda.
Pág. 32. de papeis. A mulher não consulta o seu protetor
e provedor, e o homem, não a protegeu, foi
ausente e concedente.
Na mulher as consequências do pecado são:
parto (agora com dor física) e relacionamento
como marido (agora em conflito) – Gn 3.16.
No homem as consequências do pecado são: as
dificuldades em sujeitar a terra (terra repleta
de espinhos e ervas daninha, e trabalho penoso)
– Gn 3.17-19.
No final, tanto homem quanto mulher morre (Gn
3.22).
Cap. 2, Após a queda, o plano de Deus para o Papel e responsabilidades do
Pág. 34. casamento na criação continuou a servir como marido no VT.
norma e padrão para os relacionamentos entre
homem e mulher. Não teremos preceitos
explícitos no VT, mas trechos com as principais
responsabilidades.
Quanto aos maridos, esses devem: 1) amar,
cuidar e respeitar a mulher (pois é semelhante
a ele, ou seja, a imagem de Deus, além de ser
sua ajudadora, sendo assim deve ser tratada
como tal); 2) ser responsáveis pela união
conjugal e exercer autoridade suprema sobre
a família (ao homem foi dado o trabalho, ele foi
quem deu nome a mulher, foi quem Deus
chamou para prestar contas – Gn 3.9 – e no VT
os homens eram os chefes de família –
“patricentrismo”); 3) prover alimento,
vestimenta e outras necessidades (em Êx
21.10 nos é ensinado que o marido devia manter
os mantimentos, roupas e direitos conjugais da
esposa, além de prover um sepultamento
adequado – Gn 23.16, 19-20).
Cap. 2, No VT as esposas tinham 3 papeis e Papel e responsabilidades da
Pág. 35. responsabilidades: 1) gerar filhos (as pessoas esposa no VT.
se casavam para ter filhos, não gerar era
considerado uma desgraça – Gn 30.23); 2)
cuidar dos assuntos da casa (incluindo
cozinhar, vestir a família, cuidar da casa,
participar das colheitas. Algumas dessas
atividades não eram restritas às mulheres –
Esaú e Jacó preparavam comida –, mas era sua
obrigação supervisionar essas tarefas
domésticas); 3) fazer companhia ao marido (a
mulher era confidente e amiga fiel do marido –
Ml 2.14).
Cap. 2, A história de Israel testemunhou inúmeros casos Poligamia/poliginia.
Pág. 37. de poligamia, mesmo sem ser parte fundamental
do plano de Deus para o casamento.
Em Gn 4.19, após seis gerações e a morte de
Adão, Lameque toma para si duas mulheres.
Após esse caso, vemos um número considerável
de casos de poliginia, inclusive por alguns
patriarcas.
Ter muitas mulheres é um desvio ao plano de
Deus no VT: Dt 17.17. Além de evidenciar as
consequências más de quem possuem essa
prática (Ex.: favoritismo de Jacó, Gn 29.30,
Elcana, 1Sm 1.4-5, e Roboão, 2Cr 11.21;
ciúmes entre as esposas de Abraão, 21.9-10,
Jacó, Gn 30.14-16, e Elcana 1Sm 1.6; as
mulheres estrangeiras de Salomão desviaram-
lhe o coração, 1Rs 11.4).
Em resumo, os indivíduos da história de Israel
que viveram a poligamia fizeram isso em
desacordo com o Criador e para prejuízo próprio.
Não há nenhum versículo no VT a favor da
poligamia, enquanto que existem vários
defendendo a monogamia.
Cap. 2, Em Gn 2.24 o homem se une a mulher tornando- Divórcio.
Pág. 38. se uma só carne, dando a noção de que Deus
criou o casamento para ser permanente.
O divórcio foi um problema sério na história de
Israel. Existiram diversas leis para controlar os
divórcios e casamentos com mulheres
repudiadas (Lv 21.7, 14; Dt 22. 19. 29; 24.1-4;
Ed 9-10; Ne 13.23-31; Ml 2.14-16). Porém, fica
evidente que Deus não aprova o divórcio. Em
várias analogias do VT, o divórcio é usado
para apostasia espiritual de Israel (Is 50.1; Jr
3.8), além de o profeta esclarecer que Deus não
aprova o divórcio pelo ódio (Ml 2.16).
Cap. 2, O AT trata diversos casos de traição, como Adultério.
Pág. 39. também, pecados sexuais que provavelmente
envolveram adultério e situações que quase
chegaram a adultério. Porém, várias passagens
registram que o ideal de Deus para o
casamento é a fidelidade (Ex.: o 7º
mandamento, o código de santidade, as
punições de morte e as orientações em
provérbios).
No AT Deus usa o adultério para se referir a
traição espiritual de Israel com outros
deuses.
Cap. 2, Temos diversos registros de homossexualidade Homossexualidade.
Pág. 40. no AT, porém vemos com clareza que a
heterossexualidade é o ideal de Deus para o
casamento pela severidade de punição contra
esse preceito (pena de morte – Lv 20.13).
A heterossexualidade é clara em Gn 2.24 além
de ser o único arranjo possível para a ordem
de frutificar (Gn 1.28).
Cap. 2, Na bíblia, a fertilidade no casamento é descrita Esterilidade.
Pág. 41. como uma virtude a ser buscada e, uma vez
obtida, é considerada uma bênção (Êx 23.26;
Dt 7.14; Sl 113.9; 127.4-5; 128.3-4). Algumas leis
visavam promover a fertilidade no casamento
(licença do soldado recém-casado – Dt 24.5; e o
casamento levirato – Dt 25.5-10).
Cap. 2, A complementaridade (valor igual, mas papeis Deterioração da diferença entre os
Pág. 42. diferentes) faz parte do ideal de Deus para o sexos.
casamento.
O igual valor entre marido e mulher pode ser
visto na obediência dos filhos (êx 20.12; 21.15,
17; Lv 20.9; Dt 5.16), nos privilégios econômicos
(leis que permitiam mulheres herdarem
propriedades – Nm 27.1-11; 36.1-9), na
liberdade de ter encontros espirituais (Jz 13.2-
25), receberem respostas de orações (1Sm 1.9-
20), participarem do culto público (Ne 8.2) e
exercerem o ofício profético (Êx 15.20; Jz 4.4;
2Rs 22.14; Ne 6.14).
As diferenças funcionais entre os sexos podem
ser vistas na confirmação de liderança de Adão
pelo Senhor (Gn 3.16), nos casamentos dos
patriarcas (Gn 18.12; 1Pe 3.6) e na descrição da
mulher virtuosa como uma dona de casa
diligente sob a autoridade de seu marido (Pv
31.10-31).
Cap. 2, Está preservado na literatura sapiencial do AT O ideal de Deus para o casamento.
Pág. 43. (Provérbios e Cantares de Salomão).
Cap. 2, Valiosa para o marido (10-11); companheira fiel Provérbios 31 (Mulher Virtuosa).
Pág. 44. (11); é a favor do marido (12); esforçada (13,
27); responsável pela alimentação (14, 15);
acorda cedo (15); compra propriedades (16);
reaplica a renda de seus negócios (16); tem
vigor (17, 25); produz roupas para a família e
para vender (13, 18, 19, 21, 22, 24); é bondosa
(20); providencia roupas adequadas e de
qualidade (21, 22); contribui para o respeito do
seu marido (23, 31); está preparada para o futuro
(21, 25); demonstra sabedoria no falar e no
ensino (26); é louvada (28, 29, 31); teme a Deus
(30).
Cap. 2, O livro de Cantares antevê a restauração do Cantares de Salomão (a beleza do
Pág. 45. relacionamento entre o homem e a mulher. sexo no casamento).
Pós queda, o desejo da mulher (de querer
dominar o homem, segundo o paralelo próximo –
Gn 4.7) seria para o seu marido. Em Ct 7.10,
temos a restauração do estado original no qual o
desejo do marido será por sua esposa.
Cap. 2, Adão e Eva, Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Exemplos de casamentos do AT.
Pág. 47. Jacó e Raquel, Sansão e Dalila, Rute e Boaz,
Ana e Elcana, Davi e suas esposas, esposas de
Salomão, Acabe e Jezabel, e Ester e Assuero.
Cap. 3, O Mestre forneceu pouca instrução sobre o Alta consideração de Jesus pelo
Pág. 59. casamento. Sem dúvida, isso deve-se ao fato de casamento.
Jesus tomar por certo a validade do padrão
divino para o casamento no AT.
Ao ser questionado reafirmou o casamento
valendo-se de textos do AT.
Cap. 3, Pedro vem apresentando, desde o cap. 2 a 1 Pedro 3.1-7.
Pág. 60. sujeição como regra geral de conduta
(autoridades – 1Pe 2.13; governo – 13-17;
trabalho – 18; e no lar – 3.1).
No verso 7, Pedro reconhece a distinção entre
homem e mulher e a igualdade desses em
Cristo.
Cap. 3, Paulo combate o ascetismo, que valorizava o 1 Coríntios 7.2-5.
Pág. 62. solteirismo como um estado mais espiritual que o
casamento.
Paulo preocupa-se com a abstenção sexual no
casamento.
Cap. 3, O casamento é bom e não deve ser rejeitado. 1 Timóteo 2.15; 4.1-4.
Pág. 62. “Dar à luz filhos”: devoção da mulher aos
deveres domésticos e familiares, inclusive dar à
luz filhos.
Cap. 3, Deve-se estudar o casamento nessa passagem, Efésios 5.21-33.
Pág. 63. no contexto da carta como um todo. No contexto
da restauração de todas as coisas sob a
liderança de Cristo.
O propósito de Deus para a humanidade é “fazer
convergir em Cristo todas às coisas” (Ef 1.10).
União de judeus e gentios como Igreja (2.11-22;
3.6-13), restauração da criação (Rm 8.18-25).
Quando chama Deus de “Pai de quem toda
família... recebe o nome” (Ef 3.14-15), Paulo
identifica o Criador como aquele que instituiu o
casamento e tem jurisdição legítima sobre ele.
As instruções para maridos e mulheres em Ef
5.21-23 são dirigidas a cristãos.
Ef 5.21 não pede submissão mútua mas que as
mulheres se submetam aos maridos que devem
amar suas esposas.
Ser “cabeça” não inclui só em provisão, mas
também autoridade ativa, reflexo da autoridade
de Deus.
Cap. 4, Sacramento = “mistério”. O casamento como sacramento.
Pág. 79. Esse conceito é fruto dos pais da Igreja, que
observavam 3 benefícios do casamento: filhos,
fidelidade e vínculo sacramental (vínculo
sagrado e permanente que retrata a união de
Cristo com a Igreja).
Visão católica: 1) a participação nesse rito faz o
casal obter graça por meio da igreja e 2) é um
sinal que aponta para a presença de Deus no
meio do povo. Essa visão é biblicamente
deficiente pois não há nada no casamento que
confira graça. O casamento não tem nenhum
poder em si.
Cap. 4, No AT não havia distinção entre contratos e O casamento como contrato.
Pág. 80. alianças, uma vez que, ao acordarem, Deus era
invocado como testemunha. Porém, a sociedade
secular moderna separa contratos de alianças.
A abordagem contratual do casamento não
recorre às Escrituras como base de autoridade.
Essa abordagem é reducionista. O acordo feito
entre um casal constitui um aspecto do
casamento, e não ele todo.
Esse conceito também é deficiente, visto que
contratos são condicionais e possuem período
limitado, fornecendo uma base fraca para a
permanência do casamento.
Por fim é inapropriado, pois, ao fundamentar a
união na lei civil, abre as portas para outros
arranjos conjugais (poligamia, bestialidade,
pedofilia, homossexualismo).
Cap. 4, O casamento é um vínculo sagrado entre dois Casamento como Aliança.
Pág. 82. indivíduos e entre o casal e Deus (Gn 2.24; Pv
2.16-17; Ml 2.14).
 Linguagem pactual: a bíblia usa termos
que transmitem o conceito de aliança ao
casamento. 1) “uma só carne” (Gn 2.24);
2) a consumação do casamento por
meio da relação sexual é equivalente ao
juramento de outras alianças no AT; 3) o
fato de Adão dar nome a Eva (Gn 2.23)
está em conformidade com o fato de
Deus mudar o nome de Abrão e Jacó
(Gn 17.5; 35.10).
 Terminologia bíblica explícita:
referindo-se ao casamento como
“aliança”. 1) Pv 2.16-17 – essa aliança é
provável que seja o casamento (Ml 2.14;
Ez 16.8).
Cap. 5, ‘am (“povo” – refere-se à nação de Israel). Termos relacionados à família no
Pág. 91. Šēbet matteh (“tribo” – refere-se a estrutura AT.
tribal do povo).
Mišpāhâ (“clã” – subgrupo menor do que tribo,
porém maior que família).
Bêt ‘āb (“casa de um pai” – família, englobando
os filhos casados e solteiros, servos contratados
e escravos, juntamente com suas famílias).
Cap. 5, No AT a estrutura familiar é patriocêntrica. A Estrutura familiar no AT.
Pág. 92. comunidade era formada em torno do pai:
patrilineares (eram reconhecidos pela linhagem
do pai); patrilocais (as mulheres se tornavam
parte da família do marido); patriarcais (o pai era
responsável pela família).
Nos lares saudáveis, o pai e marido
normalmente inspirava confiança e segurança
em seus membros.
Cap. 5, Principais responsabilidades dos pais no AT: Principais responsabilidades dos
Pág. 92.  Viver como exemplo da fidelidade pais no AT.
pessoal de Deus (Gn 6.9; Js 24.15; 2Rs
18.1-3);
 Liderar a família nos festivais e
promover a memória da salvação;
 Instruir a família nas tradições bíblicas
(Dt 6.7-9, 20-25);
 Manejar a terra conforme a Lei (Lv 29);
 Suprir a família;
 Defender a família (Jz 18.21-25);
 Atuar como chefe e representante da
família nas assembleias (Rt 4.1-11);
 Preservar o bem-estar e unidade da
família;
 Implementar decisões tomadas pelo clã
ou tribo.
Cap. 5,  Dar nome aos filhos (juntamente com as Responsabilidades dos pais para
Pág. 93. mulheres) – Gn 16.15; 17.19; com os filhos do sexo masculino.
 Consagrar os filhos primogênitos a Deus
(Êx 13.2);
 Circuncidar os filhos no oitavo dia (Gn
17.12; 21.4; Lv 12.3);
 Deleitar-se nos filhos, ter compaixão
deles e amá-los (Sl 103.13; Pv 3.12;
13.24; Os 11.1-4);
 Promover o desenvolvimento espiritual
dos filhos (relacionamento com Deus e
instrução nas Escrituras), dando
testemunho público de seu compromisso
espiritual (Êx 12.24; 13.8);
 Guardar a própria conduta ética de
modo a não envolver os filhos em
pecados pessoais (Êx 20.5);
 Instruir os filhos no caminho da
sabedoria, desenvolvendo uma vocação
e andando nos passos do pai (Pv 1-9);
 Disciplinar os filhos e apresenta-los aos
líderes comunitários para disciplina,
quando recusarem correção;
 Administrar os negócios da família
criteriosamente, garantindo uma
transição tranquila para a próxima
geração;
 Arranjar o casamento dos filhos com
esposas adequadas (Gn 24; Jz 14);
 Antes de morrer, pronunciar bênçãos
aos filhos (Gn 27; 48-49).
Cap. 5,  Proteger as filhas de “predadores” do Obrigações dos pais em relação às
Pág. 93. sexo masculino para casar-se virgem, filhas no AT.
acrescentando honra ao nome do pai e
pureza ao marido (Êx 22.16-17; Dt
22.13-21);
 Arranjar o casamento da filha com um
marido adequado e tomar as
providências devidas;
 Garantir segurança para a filha provendo
um dote (Gn 29.24, 29);
 Proteger a filha de votos precipitados
(Nm 30.2-15);
 Prover segurança caso o seu casamento
não dar certo;
 Instruir as filhas nas Escrituras (a leitura
do Torá ocorria na presença de todos os
integrantes da família) – o termo banim,
traduzido por filho masculino, talvez
fosse aplicado para crianças em geral
(Dt 6.7; Pv 1.8; 31.10-31).
Cap. 5, O AT põe a esposa e mãe em posição elevada: Posição das mulheres no AT.
Pág. 94. 1) criada por Deus a sua imagem e semelhança
(Gn 1-2); 2) responsabilidade conjunta com o
homem de sujeitar a terra e cultivá-la (Gn 1.28);
3) é ajudadora e não serva ou escrava (Gn 2.18,
20); 4) por ter sido criada da costela do homem,
nos transmite a ideia de ser próxima e querida
de seu coração (Gn 2.22); 5) seu nome a
designa como correlata do homem; 6) a união
em uma só carne destaca sua proximidade e
intimidade com o homem.
Cap. 5,  Possui uma relação complementar com Papel e responsabilidades das
Pág. 94. o homem (Cânticos dos Cânticos); mães no AT.
 Davam nomes aos filhos (Gn 29.31;
30.6);
 Devem ser honradas pelos filhos (Êx
20.12);
 Defender, juntamente com o marido, a
honra das filhas;
 Instruir os filhos (Pv 1.8; 6.20);
 Cheia de iniciativa, criatividade e energia
(Pv 31);
 Exercer influencia positiva sobre o
marido;
 Quando necessário, exercer liderança.
Cap. 5,  Prover alimento, vestimentas e abrigo Responsabilidades das mães para
Pág. 95. (Pv 31); com os filhos no AT.
 Após o parto, a mãe cortava o cordão
umbilical banhava o bebê e o
embrulhava em um pano (Ez 16.3-4);
 Durante a primeira década de vida as
mães davam ensino, exemplo e
instruções fundamentais;
 Treinavam as filhas para os papéis de
esposas e mães;
 Eram responsáveis pelos servos e
escravos domésticos.
Cap. 5, Era considerada parte do plano de Deus para o Procriação.
Pág. 95. casamento (Gn 1.28; 9.1, 7; 35.11).
Os rabinos exigiam que os maridos divorciassem
das mulheres que, após um período de testes,
se mostrassem incapazes de gerar filhos.
No AT a esterilidade costumava ser vista como
desfavorecimento divino para com a união (Gn
29.31).
Os filhos eram considerados dádivas e bênçãos
de Deus (Êx 23.25-26; Sl 127.3-5; 128.3-6).
No mundo antigo, sem previdência pública e
planos de saúde, os filhos também eram uma
necessidade econômica para as mulheres.
Cap. 5, Bēn (“filho”); bat (“filha”); yeled (“feto, criança do Termos comuns para “filhos” no AT.
Pág. 96. sexo masculino, jovem”); yaldâ (“criança do sexo
feminino”); zera’ (“semente”); e běkōr
(“primogênito”).
Considerava-se a infância desde o primeiro mês
até os cinco anos e a juventude, dos cinco anos
aos vinte anos.
Cap. 5,  Eram imagem de Deus (Gn 1.27; Sl 8); Considerações que se tinham das
Pág. 96.  Garantem a perpetuação da crianças.
humanidade e cumprimento da ordem
divina (Gn 1.26; 5; 9.18-19);
 A concepção era produto da ação divina
e sinal do favor de Deus;
 Recurso econômico importante;
 Ideia de que os pais continuam a viver
nos filhos (“eliminar a descendência” e
“apagar o nome” de alguém eram os
piores destinos).
Cap. 5,  Honrar a Deus; Principais responsabilidades dos
Pág. 96.  Honrar os pais (primeiro princípio filhos no AT.
horizontal do decálogo) – Êx 20.12; Dt
5.16;
 Ajudavam de várias maneiras dentro e
ao redor da casa dos pais, assim que
tivessem idade para fazê-lo;
 Guardavam a integridade genealógica
da família;
 Eram responsáveis por suprir as
necessidades dos pais na velhice;
 Deviam demonstrar respeito por outros
adultos mais velhos.
Cap. 5, Os pais cristãos têm a incumbência de transmitir O dever de transmitir o Evangelho
Pág. 98. sua herança religiosa aos filhos, aproveitando aos filhos.
todas as oportunidades para tratar com eles as
questões fundamentais do Evangelho (Êx 13.14;
Dt 4.9; 6.6-9, 20-25; Js 4.6-7; 21-22; Sl 78.4).
Cap. 5, Não deve ser considerada uma promessa divina, Comentário sobre Pv 22.6.
Pág. 99. mas um produto da observação sensata do que
normalmente acontece e deve ser levado a sério.
Em última análise os filhos terão de tomar suas
próprias decisões a respeito do caminho que
desejam seguir.
Cap. 5, Os jovens precisam escolher entre o caminho da Porque as crianças devem ser
Pág. 99. sabedoria ou o da insensatez. As crianças instruídas.
precisam de instrução (Pv 1.22), pois são
ingênuas, crédulas e desprovidas de
entendimento (Pv 14.15), tornando-as
vulneráveis a influências impróprias, caso seu
caráter não seja treinado (Pv 9.16).
Cap. 5,  Diligência e dedicação (Pv 6.6-11); Atributos que devem ser ensinados
Pág. 100.  Justiça (11.1); aos filhos.
 Bondade (11.17);
 Generosidade (11.24);
 Domínio próprio – falar (12.18) e reagir
(14.17, 29);
 Retidão (12.21, 28);
 Veracidade e honestidade (12.22);
 Discernimento na escolha de amigos
(13.20) e cônjuge (18.22);
 Cautela e prudência (14.16);
 Brandura (15. 1, 4);
 Contentamento (15.16-17);
 Integridade de caráter (15.27);
 Humildade (16.19);
 Amabilidade (16.24);
 Franqueza (16.30);
 Comedimento (17.14, 27-28);
 Fidelidade nas amizades (17.17) e em
outras áreas (28.20);
 Pureza (20.9);
 Busca intensa pelo o que é bom e certo
(20.29);
 Aptidão no trabalho (22.29);
 Paciência (25.15).
Cap. 5, É responsabilidade dos pais ensinar os filhos a Abstinências que devem ser
Pág. 100. se absterem de uma vida hedonista (Pv 21.17), ensinadas aos filhos.
de farras, glutonarias e bebedeiras (23.20-21;
28.7), com arrogância e de futilidade (21.24).
Cap. 5, Os pais devem aplicar a disciplina apropriada, a Disciplina física.
Pág. 100. qual os filhos devem se sujeitar. Isso inclui
disciplina física (13.24).
Cap. 6, Os membros da família viviam juntos (Mc 1.30) e Famílias da palestina do 1º século.
Pág. 107. dividiam uma casa com 3 ou 4 cômodos.
Como a mãe, as filhas eram responsáveis pelas
tarefas domésticas (Mt 10.35; Lc 12.53).
Os meninos deviam imitar o exemplo do pai (Mt
13.55; Mc 6.3).
Cap. 6, Evidências apontam que o ofício de Jesus não Comentário sobre a profissão de
Pág. 107. se limitava ao trabalho com madeira. Jesus.
Provavelmente ele era um artífice.
Cap. 6, A variedade dos termos usados para “criança” Termos usados para falar “crianças”
Pág. 107. indica a consciência dela em seu contexto social na bíblia.
e seus estágios de desenvolvimento.
 Brephos (bebê, criança pequena, feto);
 Nēpios (criança pequena com 3-4 anos
de idade);
 Teknon e teknion (criança, prole em
geral);
 Paidion e paidarion (criança pequena,
normalmente antes de chegar à
puberdade);
 Pais (jovem, normalmente antes de
chegar à puberdade).
Cap. 6, Jesus concebia sua comunidade de fieis em Ensinos de Jesus acerca da família.
Pág. 108. termos familiares que transcendiam os laços
naturais de parentesco.
Os ensinos de Jesus, embora corroborem os
relacionamentos naturais (casamento e família),
reconhecem o chamado para o discipulado
superior.
Cap. 6, Naquela época, era incomum aos adultos Comentário sobre Mc 9.36-37.
Pág. 110. imaginarem que poderiam aprender algo com
uma criança.
Cap. 6, As qualidades de posição inferior, de serem As crianças no ministério de Jesus.
Pág. 110. despretensiosas, e dependentes, ilustra o modo
apropriado e necessário para os candidatos ao
reino de Jesus.
Devemos considerar as crianças do ponto de
vista das características desejáveis do reino que
elas podem exemplificar.
O ministério às crianças deve ser realizado de
forma não paternalista e considerado um
privilégio e não uma tarefa indesejável entregue
aos incapazes de alcançar uma vocação
superior.
Cap. 6, No período do NT os lares possuíam um “código Código Doméstico.
Pág. 112. doméstico”. Diferentemente de hoje, os lares
antigos abrigavam outros dependentes além do
casal e filhos (servos, por exemplo), e tinham
que obedecer a um cabeça em posição de
autoridade. Os padrões éticos desse código
contribuem para o evangelismo da igreja.
Cap. 6, Assim como os judeus, o mundo grego-romano Os filhos nos ensinamentos de
Pág. 112. valorizava a obediência dos filhos. Sabia-se, Paulo.
porém, que não se podia pressupor que essa
obediência surgiria naturalmente; antes, ela
devia ser inculcada desde a infância. Por isso os
pais devem manter os filhos em sujeição, com
todo respeito (1 Tm 3.4; Tt 1.6). No NT a
desobediência aos pais é considerada um
fenômeno característico do fim dos tempos (Mc
13.12; 1 Tm 1.9; 2 Tm 3.1-2) que traria o
julgamento divino (Rm 1.30, 32).
Pais que não responsabilizam os filhos por
serem obedientes ficam em falta com eles, pois
não os ajuda a seguir o caminho do discipulado,
do qual a obediência é essencial. A importância
da obediência reside em os pais ajudarem os
filhos a aprender a exercitar obediência.
Cap. 6, A submissão dos filhos aos pais é resultado de Comentário de Ef 6.1-4.
Pág. 113. ser cheio pelo Espírito (Ef 5.18; 6.1).
Por que os filhos devem obedecer aos pais? A
obediência aos pais faz parte da submissão a
Cristo. A expressão "no Senhor” é equivalente a
“como ao Senhor” ou “como a Cristo”.
Obediência significa honra, respeito e, com o
devido sentido, “temor”.
O mandamento de honrar aos pais vem após os
quatro primeiros mandamentos (referentes à
santidade de Deus) e é o primeiro que diz
respeito aos relacionamentos em escala
horizontal.
A promessa de vida longa e boa, no contexto
original, se refere a vida longa na terra prometida
(Êx 20.12). Paulo universaliza a promessa e
mostra que ela ainda é aplicável. Os filhos
recebem vida longa na terra, onde quer que
estejam.
Em Ef 6.4, o termo grego “provocar” (parorgizō).
Em Cl 3.21, o termo grego “irritar” (erethizō). De
fato, muitos pais “irritam” os filhos, o que
constitui abuso de autoridade.
A responsabilidade dos filhos de honrar os pais
também implica cuidar deles na velhice (1 Tm
5.8).
Cap. 6, O termo “hoi pateres” pode significar, em certos Comentário Ef 6.4.
Pág. 114. contextos, “pai e mãe” em geral (Hb 11.23). Em
Ef 6.4 há uma mudança de palavras de “goneis”,
“pai e mãe”, no v1, para “pateres” no v4. Logo, é
provável que a presente referência seja voltada
especificamente para os pais (e não para as
mães).
A exposição para que não irritem os filhos é
consoante com a sua preocupação anterior a
respeito da ira (Ef 4.26-27, 31), e a ordem de
criar os filhos na disciplina e instrução do Senhor
nos lembra da instrução sobre o aprendizado (Ef
4.20-21).
Cap. 6, Os pais eram responsáveis pela educação e A importância da paternidade nos
Pág. 114. disciplina dos filhos tanto na cultura judaica ensinamentos de Paulo.
quanto na cultura greco-romana.
Ainda que a mãe talvez passe mais tempo com
os filhos, a responsabilidade principal de
discipliná-los é atribuída ao pai.
Caso a ira seja prolongada Satanás tentará
explorar a discórdia familiar. Os filhos não são
escravos pertencentes aos pais, mas sim,
confiados a eles por Deus como incumbência
sagrada.
Muitos filhos têm uma visão distorcida do Pai
celestial por causa de um pai terreno inadequado
ou mesmo abusivo. Nesses casos, é necessário
perdoar e concentrar-se em Deus, o Pai, o único
que é perfeito e capaz de suprir todas as nossas
necessidades.
Cap. 6, Também era aplicado a homens mais velhos e Dinâmica da linguagem “pai e filho”.
Pág. 114. mais jovens sem vínculos biológicos. Homens
mais jovens podiam chamar homens mais velhos
de “pai” e esses, podiam chamar os mais jovens
de “filho”. O mestre também pode chamar seus
discípulos de filhos (Jo 13.33; 21.5; 3 Jo 4), e os
discípulos podem chamar os mestres de “pai” (2
Rs 2.12).
Cap. 6, As aptidões necessárias para administrar o Comentário 1 Tm 3.4-5.
Pág. 114. próprio lar são as mesmas exigidas para exercer
liderança no contexto público.
Cap. 6, Um dos principais papeis das mulheres era “dar A importância da maternidade nos
Pág. 116. a luz filhos”, ou seja, não apenas o ato de dar à ensinamentos de Paulo.
luz, mas o papel doméstico relacionado a criar
os filhos e administrar o lar (1 Tm 2.15; 5.14).
O ensino bíblico considera a maternidade como
vocação suprema e privilégio da mulher. Em 1
Tm 2.14-15, entende-se que afastar-se do lar é
ceder à tentação de Satanás de maneira
semelhante à como Eva ultrapassou seus limites
na queda.
Cap. 6, Devem ser tratadas com respeito (1 Tm 5.1-2) e A importância das mulheres mais
Pág. 116. devem ser mentoras das mais jovens no tocante velhas.
as responsabilidades familiares (Tt 2.3-5).
Convém observar que essa instrução (realizada
normalmente em particular) deve ter como foco o
âmbito doméstico.
Devem exemplificar as características: 1)
reverentes no modo de viver; 2) não ser
caluniadoras; 3) não ser dadas (“presas” ou
“escravizadas”) ao vinho; 4) ser mestras do bem.
Cap. 6, A dificuldade de locomoção que costuma ocorrer Comentário sobre Tt 2.3-5.
Pág. 116. com a idade avançada torna as pessoas mais
velhas propensas a preencher os dias com
passatempos como bebida ou fofoca.
Tito não é instruído a ensinar as mulheres mais
novas diretamente.
O amor pelo marido vem antes do amor pelos
filhos (observe a sequência em Tt 2.4). Se o
casal não cuidar do relacionamento conjugal, é
provável que a educação dos filhos e a dinâmica
familiar sofram consequências.
“Ninguém falará mal”: (cf. 1 Pe 3.16) se as
esposas viverem de acordo com esses princípios
será difícil os incrédulos terem algo negativo a
dizer a respeito do cristianismo.
Cap. 6, As instruções de Paulo para as mulheres jovens A importância das mulheres mais
Pág. 117. são: 1) ser esposa e mãe: que ama o marido e jovens.
os filhos (Tt 2.4); 2) cultivar o caráter cristão:
equilíbrio e pureza (Tt 2.5); envolver-se em
atividades com uma atitude correta: ser
diligentes no trabalho do lar e bondosas (Tt 2.5;
1 Ts 5.15); 3) ser submissas ao marido (Ef 5.24).
Cap. 6, A submissão ao marido deve ser amorosa e Comentário sobre Ef 5.21-33.
Pág. 117. voluntária. O termo “hypotassō” = “colocar-se
sob”, o que implica em um ato espontâneo,
associado ao respeito.
Cap. 7, O AT não tem nada a dizer diretamente a Aborto.
Pág. 128. respeito do aborto, pois o ato de matar crianças
não nascidas era uma prática impensável para o
povo de Deus.
As escrituras não aprovam o aborto em razão do
seu conceito sobre o valor da vida humana e por
passagens específicas.
 Os filhos são bênçãos de Deus (Sl
127.3-5; Mc 10.13-16);
 O assassinato de crianças é hediondo
(Êx 1.16-17; Lv 18.21; Jr 7.31-32; Ez
16.20-21; Mt 2.16-18).
A bíblia não reconhece nenhuma diferença entre
o ser no ventre e o ser depois do nascimento. A
palavra “brephos” usada para o filho não nascido
de Isabel (Lc 1.41, 44) é usada para um bebê
recém-nascido (Jesus – Lc 2.12) e para as
crianças levadas para Jesus (Lc 18.15).
A bíblia mostra o envolvimento de Deus na
criação do homem ainda no ventre materno (Sl
139.13-16; Jr 1.5; Jó 31.15; Sl 119.73).
A bíblia demonstra um profundo respeito pela
vida no estágio pré-natal (Êx 21.22-25).
 Essa passagem fortalece a ideia de que
não existe um “direito humano” de tirar a
vida de uma criança não nascida.
Um dos motivos para o aborto não ser comum
no mundo antigo era a grande chance da mãe
morrer no processo. Mais comum era o
abandono de bebês, pois os meninos eram mais
valorizados. Estes eram abandonados em um
montão de lixo ou local isolado. Também
poderiam ser recebidos por mercadores para
serem escravos, os meninos, e prostitutas, as
meninas.
Os cristãos primitivos também condenavam o
aborto e abandono.
 Didaquê e Epístola de Barnabé: “não
farás aborto, não cometerás infanticídio”
(Did. 2.2; Ep. Barn. 19.5);
 Primeira Apologia, Justino: “abandonar
crianças recém-nascidas é prática de
homens perversos” (Apol. 1.27);
 A carta a Diogneto: [cristãos] “não
abandonam sua prole”.
Cap. 7, A única exceção para o aborto se dá quando o Exceção para o aborto.
Pág. 128. princípio da inviabilidade da vida do não nascido
conflita com a preservação da vida da mãe,
segundo o qual “o etos moral antigo da Escritura
[...] foi suplantado por uma moralidade mais
adequada”.
Cap. 7, O costume hebraico do levirato (Dt 25.5-10) Comentário Gn 38.6-10.
Pág. 131. determina, na morte de um homem casado e
sem filhos, o casamento da viúva com o parente
mais próximo do falecido. O 1º filho desse
segundo casamento levaria o nome e herança
do falecido.
Os católicos citam a passagem para sugerir que
os meios de contracepção são contraditórios à
vontade de Deus.
Ao explorar o texto percebemos que o desprazer
do Senhor está associado ao modo explorador,
abusivo e desperdiçador como Onã se
relacionava sexualmente com Tamar. Dt 25.5-10
indica que a pena para o descumprimento da lei
era a “humilhação” e não a morte. A severidade
do castigo sugere, portanto, que Deus tirou a
vida de Onã por razões que iam além da recusa
de sua “obrigação”.
Cap. 7, As Escrituras não mostram de forma direta se é Contracepção.
Pág. 130. bíblico ou não o uso de contraceptivos. Nem por
isso devemos supor que as Escrituras não têm
nada a dizer a respeito.
Deus criou o casamento para outros fins além
da procriação: 1) companheirismo (Gn 2.18,
24); 2) prazer (Pv 5.15-23); e 3) fidelidade (1 Co
7.1-9). A ideia de que todo ato sexual no
casamento deve ser para a procriação vai
além das exigências bíblicas.
À luz de Êx 20.13, qualquer forma de “controle
de natalidade” que coloque a vida da criança
em risco ou procure encerrar sua vida antes
ou depois da nidação é um meio moralmente
repreensível.
Cap. 7, São aceitáveis os métodos contraceptivos de Formas aceitáveis de controle de
Pág. 132. natureza “contraceptiva” (que impedem a natalidade.
fecundação – encontro dos gametas).
 Abstinência (única opção para solteiros);
 Rítmico/Tabelinha;
 Barreira (diafragma, capuz cervical,
camisinhas e espermicidas).
Cap. 7, São inaceitáveis os métodos contraceptivos que Formas inaceitáveis de controle de
Pág. 132. induzem o aborto. natalidade.
 DIU (Dispositivo IntraUterino);
 RU-486/Pílula Abortiva/Pílula do Dia
Seguinte (impede o estabelecimento e
continuidade da gestação e bloqueia a
secreção de progesterona).
Cap. 7, Esse procedimento causa o desligamento ou Esterilização. Comentário sobre 1
Pág. 133. desativação permanente de uma função física, Co 6.12-20.
tornando-o diferente dos demais métodos
contraceptivos.
Os argumentos contra seu uso são se temos o
direito de remover uma parte do nosso corpo
por conveniência e se esse é um modo
apropriado de tratar o “Templo do Espírito”
(Dt 23.1; 1 Co 6.19).
Em 1 Co 6.12-20 o apóstolo mostra que não
temos domínio ilimitado sobre o corpo. O corpo é
um bem que nos foi cofiado pelo Senhor para
glorifica-lo.
Portanto a dúvida é se a esterilização é
biblicamente permissível ou não.
Cap. 7, Os contraceptivos combinados (estrogênio e Pílula.
Pág. 134. progesterona) e as pílulas exclusivamente de
progesterona consistem em: 1) evitar a ovulação;
2) acumular muco no endométrio inviabilizando o
espermatozoide e inibindo o endométrio,
incapacitando-o de sustentar a vida. Essa última
funciona como um “dispositivo de segurança”
caso os outros falhem, caracterizando um
aborto.
A probabilidade de falha dos outros mecanismos
é pequena, porém devido o fato de muitas
mulheres usarem essas pílulas, o efeito delas
pode ocasionalmente encerrar a vida de uma
criança concebida.
Cap. 7, Nem sempre Deus age por meios miraculosos Infertilidade.
Pág. 138. para tratar da infertilidade de um casal.
Os avanços na tecnologia abriram caminho para
a reprodução médica assistida. Com base no
fato de Deus ter dado raciocínio e domínio sobre
a terra ao homem (Gn 1.28-31), os cristãos não
rejeitam o uso de intervenções médicas que não
violem princípios bíblicos.
Cap. 7,  Respeito à santidade da vida humana: não Princípios para avaliação de
Pág. 140. deve ser formado mais embriões do que o tecnologias reprodutivas.
número de crianças que se queira educar.
Os que usam medicamentos que estimulem
a fertilidade devem estar cientes da
possibilidade de gestação múltipla e a
“redução seletiva” não é uma opção;
 A fidelidade do vínculo conjugal: foi no
contexto de “uma só carne” que Deus
ordenou ao homem frutificar (Gn 2.24). A
bíblia afirma a natureza exclusiva do vínculo
conjugal (Mt 19.5; 1Co 6-7; Ef 5.28-31).
Essas passagens implicam o uso de
tecnologias reprodutivas que empregam
material genético de terceiros;
Uma vez que ocorre a incerteza ética das
tecnologias de reprodução talvez a prudência
sugira que se limitem os esforços e se dê
preferência à adoção.
Cap. 7, Os dois testamentos apresentam exemplos de Adoção.
Pág. 143. adoção (Dã e Naftali – Gn 30.1-13; Efraim e
Manassés – Gn 48.5; Moisés – Êx 2.10; Ester –
Et 2.7; Jesus – Mt 1.25).
Paulo ensina que os cristãos são adotados na
família de Deus (Rm 8.15, 23; 9.4; Gl 45; Ef 1.5).
Esses exemplos fornecem evidências para a
adoção como precedente bíblico honroso para
glorificar a Deus e constituir uma família cristã
especialmente para os casais com dificuldade de
conceber filhos biológicos.
Cap. 8, Utilizar uma metodologia pode ter bons Educação dos filhos.
Pág. 151. resultados, mas também traz desvantagens.
Portanto a educação deve estar sensível as
características pessoais de cada criança:
 Abordagem relacional: meditação das
Escrituras, enchimento do Espírito,
conselhos de outros pais e experiências
relacionais com a criança.
Cap. 8, Educar os filhos sozinho não fazia parte dos Pais sozinhos.
Pág. 153. planos de Deus no início. Por esse motivo é
difícil definir os ensinamentos bíblicos para pais
sozinhos.
Deus é defensor dos órfãos (Dt 10.18; 27.19; Sl
10.18; 82.3), seu provedor e auxiliador (Sl 10.14;
146.9) e seu Pai (Sl 68.5). uma vez que o próprio
Deus cuida dos órfãos e viúvas, ele ordena que
seu povo faça o mesmo (Dt 14.29; 24.19; 26.12-
13).
A igreja pode ajudar os pais sozinhos de
diversas maneiras:
 Ser tratados de maneira normal;
 Com sensibilidades e empatia identificando
necessidades que podem ser assistidas
pela igreja.
Cap. 8, A bíblia apresenta a “vara” como forma de Disciplina física.
Pág. 154. correção: 1) disciplinar a criança (Pv 13.24); 2)
remover insensatez e incutir sabedoria (Pv
22.15; 29.15); 3) auxílio na salvação da criança
(Pv 23.13-14); 4) para corrigir e/ou castigar os
tolos (Pv 10.13; 14.3; 22.8; 26.3)
A disciplina física não deve ser um capricho dos
pais, mas sim, uma necessidade moral.
Disciplina física não é equivalente a abuso físico.
Hb 12.5-11 sugere continuidade entre os
conceitos de disciplina do AT e NT.
Apelar para os casos de excesso que envolvem
abuso não justifica abandonar o castigo físico
como forma de disciplina. Os pais devem,
contudo, considerar o perfil singular de cada
filho.
Cap. 8, A confusão crescente entre os sexos é, pelo O cultivo da masculinidade e
Pág. 156. menos em parte, um dos resultados negativos da feminilidade.
revolução feminista. James Dobson: “os meninos
se encontram em uma situação de crise em
nossa cultura, pois [...] perderam a noção daquilo
que significa ser homem”.
Quanto ao caminho para o casamento, o homem
deve tomar a iniciativa e a mulher deve
responder à liderança masculina. Deus colocou o
homem em liderança no lar e na igreja.
 Princípios da masculinidade: 1)
rejeitar a passividade; 2) assumir
responsabilidade; 3) viver
corajosamente; 4) esperar uma
recompensa maior.
 10 ideais bíblicos que o pai pode
transmitir ao filho: lealdade, liderança
por meio do serviço, bondade,
humildade, pureza, honestidade,
autodisciplina, excelência, integridade e
perseverança.
Cap. 8, A disciplina precisa ser: Princípios da disciplina parental.
Pág. 157.  Coerente – o comportamento certo e errado
deve ser esclarecido, assim como os
castigos e recompensas;
 Apropriada para a idade – quanto mais
velha a criança, mais apropriado é arrazoar
com ela;
 Imparcial e justa – castigo apropriado para a
ofensa e oportunizar a apresentação do
ponto de vista da criança;
 Específica para cada criança – um método
não funciona com todas as crianças;
 Aplicada com amor – os pais são
instrumentos de Deus para ajudar os filhos
a aprender a obedecer;
 Voltada para o futuro – (Pv 22.6 e Hb 12.11)
para que a criança se torne um adulto
cristão maduro e responsável;
 Parte de um relacionamento – não devemos
trata-los como ratos de laboratório.
Cap. 8, Uma vez que uma família e o casamento não Casamento, família e batalha
Pág. 159. são convenções humanas, é de se esperar que espiritual.
seja atacada espiritualmente.
Em Efésios nos cap. 4-6 temos os ensinamentos
de como nos encher do Espírito, as relações
familiares e, após essas relações familiares,
batalha espiritual.
Cap. 8, Em 1Co 7.5 observamos que a tentação sexual As ferramentas do diabo.
Pág. 162. é um alvo comum dos ataques de Satanás no
matrimônio. Em Ef 4.26-27, 6.4 e Cl 3.21 temos
a raiva não resolvida como uma área de
fraqueza na família. Em Cl 3.19 e 1Pe 3.7,
vemos que a insensibilidade do marido para
com a mulher também pode semear o conflito
conjugal. O diabo pode usar o mundo separado
de Deus, bem como nossa natureza pecaminosa
inata para fortalecer o poder do pecado sobre
nós (1Jo 2.15-17).
Cap. 8, Algumas sugestões para se construir tradições Cultura familiar.
Pág. 165. familiares cristãs fortes e positivas instituindo
uma cultura distintiva:
 Prática do culto, devocional ou estudo
bíblico doméstico – pais cristãos nunca
devem delegar a outros a
responsabilidade de ensinar a bíblia aos
filhos;
 Instituir tradições familiares distintas –
incluindo a maneira como celebramos as
principais festas religiosas assim como
os israelitas ensinavam os filhos sobre o
significado da Páscoa e do Êxodo;
 Incentivar atividades saudáveis – leitura,
programas ao ar livre, tempo com outras
crianças que sejam exemplo positivo.
Cap. 9, Era raro encontrar solteiros com idade suficiente Solteirismo no AT.
Pág. 174. para casar (12-13 anos para as moças; 15-16
para rapazes) devido, em grande parte, à ordem
de Deus para procriação (Gn 1.28). Não existia
conceito de adolescência ou período extenso de
maturidade adulta sem cônjuge e filhos.
Consideravam o permanecer solteiro contrário a
natureza. Os solteiros se encaixavam em uma
das seguintes categorias:
 Viúvas – não era um estado desejável.
Enfrentavam dificuldades financeiras e
eram desamparadas;
 Eunucos – eram guardas das virgens
ou concubinas, servos da rainha,
confidentes, chefes de oficiais, e até
líderes militares, mas para o judeu
antigo, ser eunuco era detestável, pois o
excluiria da congregação dos
adoradores do Senhor, bem como do
sacerdócio. Tornar-se eunuco era uma
ameaça de castigo por afastar-se do
Senhor;
 Solteiros que não podias casar devido
enfermidade ou dificuldade econômica;
 Por chamado divino – Jr 16.1-4;
 Divorciados;
 Rapazes e moças ainda não casados.
Cap. 9, No tempo de Cristo, o solteiro provavelmente se Solteirismo no NT.
Pág. 176. encontrava em uma fase de transição por ser
jovem demais para casar, ter ficado viúvo, ou por
outro motivo.
João Batista, Jesus Cristo e Paulo eram
solteiros. Tanto Jesus quanto Paulo mencionam
que celibato é um “dom de Deus” (1Co 7.7), ou
que pessoas se fazem celibatários por causa do
reino (Mt 19.12). Esse chamado permite que as
pessoas dediquem atenção maior ao serviço
religioso (1Co 7.32-35).
 Solteirismo, por tanto, seria um
conceito positivo;
 É um dom concedido por Deus;
 Chamado divino limitado a poucos e
escolhido voluntariamente;
 Os chamados a permanecerem solteiros
por amor do reino precisam de uma raça
especial de Deus.
Cap. 9, O costume judaico permitia que homens casados Solteirismo na igreja primitiva.
Pág. 178. pudessem sair para estudar com um rabino
(como aconteceu com os discípulos).
Na igreja primitiva o solteirismo também era
exceção, e não regra. A maioria dos líderes era
casada e pregava a excelência do casamento.
Devido à filosofia gnóstica1, ascética2 e
maniqueísta3, juntamente com o desejo da igreja
romana de centralizar o poder, o celibato tornou-
se aceito e, posteriormente exaltado.
Muitos concílios no início do séc. IV começaram
a pedir e, em seguida, exigir que os clérigos
permanecessem solteiros. Em 1123, no 1º
Concílio de Latrão, o celibato tornou-se
obrigatório.
Cap. 9, No antigo Israel o noivado era considerado Namoro.
Pág. 183. semelhante ao casamento e, portanto, romper o
noivado exigia um divórcio formal.
Se o amor exercesse um poder irresistível sobre
as pessoas, isso justificaria, evidentemente, uma
série de ações, inclusive o sexo antes do
casamento, o adultério, o divórcio e até a
homossexualidade e o estupro.
Em contraste as Escrituras estabelecem o ideal
de amor que é centrado no outro, abnegado e
voltado para o verdadeiro ser interior, e não para

1
Gnosticismo – movimento religioso, de caráter sincrético e esotérico, desenvolvido nos primeiros séculos de
nossa era à margem do cristianismo institucionalizado, combinando misticismo e especulação filosófica.
2
Ascetismo – doutrina de pensamento ou de fé que considera a ascese, isto é, a disciplina e o autocontrole
estritos do corpo e do espírito, um caminho imprescindível em direção a Deus, à verdade ou à virtude.
3
Maniqueísmo – rel dualismo religioso sincretista que se originou na Pérsia e foi amplamente difundido no
Império Romano (sIII d.C. e IV d.C.), cuja doutrina consistia basicamente em afirmar a existência de um conflito
cósmico entre o reino da luz (o Bem) e o das sombras (o Mal), em localizar a matéria e a carne no reino das
sombras, e em afirmar que ao homem se impunha o dever de ajudar à vitória do Bem por meio de práticas
ascéticas, esp. evitando a procriação e os alimentos de origem animal.
características físicas mutáveis.
Pv 18-22 esclarece que encontrar uma esposa
temente à Deus é uma bênção. O que deve se
procurar na futura esposa não é beleza, mas o
caráter piedoso (1Pe 3.3-4). Todos já ouviram de
pessoas que conduziram o futuro cônjuge a
Cristo, mas partir do pressuposto de que essa é
a vontade de Deus é colocar o Senhor à prova.
Os solteiros mais velhos devem dedicar tempo
ao ministério e serviço na companhia de casais e
grupos de solteiros maduros, a fim de evitar os
desafios que ambientes mais íntimos poderiam
apresentar.
Cap. 9,  Rapazes – devem purificar-se de tudo que Grupos específicos de solteiros.
Pág. 184. é desonroso e ser santificados e úteis ao
Senhor (2Tm 2.21-22).
 Moças – as Escrituras dirigidas a essa
classe enfatizam principalmente o recato na
aparência (1Tm 2.9-10; 1Pe 3.3-6) e
autocontrole (1Tm 2.9, 15; Tt 2.3, 5). O
recato não se limita ao tipo de roupa que as
mulheres vestem. Estende-se à linguagem
verbal, as maneiras, comportamentos
sugestivos, modo de agir agressivos e
iniciativas inapropriadas. A beleza física é
uma dádiva de Deus e deve ser
acompanhada de sabedoria e descrição (Pv
11.22).
 Viúvos – devem ser ajudados pelos
parentes. Cuidar dos familiares é agradável
a Deus. Os recursos da igreja devem ser
reservados para os mais necessitados e
que não têm parentes que possam ajuda-
los. Ainda que na era da previdência social
o cenário tenha mudado, a igreja deve
continuar a cuidar dos necessitados.
 Pais sozinhos – seus desafios são 1)
prover sustento material, emocional e
espiritual para os filhos ao mesmo tempo e
2) ausência de um cônjuge. O conselho
assemelha-se às de Paulo às viúvas jovens:
se possível, devem casar.
 Divorciados – a igreja deve-lhes apoio e
ânimo. O preço do divórcio é alto e a
separação deixa feridas tanto para a pessoa
quanto seus filhos. O divórcio não é um
pecado imperdoável, embora haja
consequências a se lidar.
Cap. 10, A homossexualidade é uma distorção do plano Homossexualidade e seu
Pág. 203. de Deus para o casamento e a família. movimento de aceitação.
 Foi um problema no antigo Israel:
Sodoma e Gomorra, gibeonitas nos
tempos dos juízes, aparições de
homossexuais no governo de ímpios;
 Era manifesto no mundo do NT: Rm
1.24-28; 1Co 6.9-11; 1Tm 1.9-10.
Sua aceitação na sociedade norte-americana
teve início em 1973, com sua remoção da lista
de distúrbios psicológicos no DSM (Diagnostic
and Statistical Manual of Mental Disorders). Após
isso, a homossexualidade tem ganhado terreno
na cultura secular.
A igreja tem assumido uma postura menos rígida
quanto à homossexualidade.
Cap. 10, Comparado a Gn 2.24, a homossexualidade, Homossexualidade e a Natureza
Pág. 204. antítese da heterossexualidade, é contrária ao integrada do casamento e da
plano de Deus para o casamento e família. família.
“Portanto, o homem [indivíduo masculino]
deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua
mulher [indivíduo feminino]”.
A homossexualidade também infringe a
natureza complementar do casamento. De
acordo com Gn 2 e 3 as diferenças entre os
papeis de cada sexo são a essência do plano de
Deus. Esses papeis foram designados na
criação (Gn 2.18, 20), na queda (3.16-19) e no
NT (Ef 5.22-33; 1Pe 3.1-7). Casais do mesmo
sexo não podem participar desse plano, embora
tentem imitá-lo (um dos parceiros quase sempre
adora o papel de liderança, enquanto o outro de
ajudador), mesmo sendo inerentemente
incapazes de manifestar a verdadeira
complementariedade.
Outro componente que a homossexualidade não
cumpre é o dever de procriar. É o 1º
mandamento ao casal: Gn 1.28.
Além de não cumprir o padrão heterossexual,
complementar e fértil, os casais homossexuais
muitas vezes também não preservam outros
aspectos como a monogamia, fidelidade e
durabilidade.
Cap. 10, As Escrituras referem-se à homossexualidade Homossexualidade no AT.
Pág. 205. mais de 20 vezes. Todas as passagens a
condenam inequivocamente.
 Sodoma e Gomorra (Gn 18.17-19.29) –
é o primeiro e mais detalhado relato da
confrontação divina da
homossexualidade; única menção pré-
mosaica à homossexualidade nas
Escrituras.
Alguns defensores do homossexualismo
interpretam o pecado de Sodoma e
Gomorra como sendo o estupro coletivo.
Isso é questionável, tendo em vista Jd 6-
8 (cf. 2Pe 2.4-10), que enfatiza o
desenho incontrolável e contrário à
natureza das duas cidades.
Outra tentativa é a de que a
transgressão não foi a
homossexualidade, mas sim, a
inospitalidade. Porém o termo “Yāda’”
(conhecer) em Gn 19.5, no contexto, só
pode se referir a relações sexuais, pois
em 19.8 é esse o sentido do contexto.
 Código Levítico de Santidade – duas
leis em Levítico tratam da
homossexualidade: 18.22 e 20.13.
ambas prescrevem a pena de morte
para transgressores homossexuais.
Os exegetas pró-homossexuais usam o
termo “tō’ ēbāh” “(abominação”)
referindo-se a impureza ritual ligada à
idolatria, ou seja, atos homossexuais
realizados por prostitutas cultuais na
adoração a falsos deuses.
Outras atividades também são
chamadas de “tō’ ēbāh” (incesto, 18.6-
18; adultério, 18.20; bestialidade, 18.23).
Portanto, seríamos obrigados a concluir
que essas atividades também só eram
proibidas em contextos de rituais
idólatras.
Mesmo assim, a proibição de
determinada atividade não limita a sua
imoralidade.
Cap. 10,  Romanos: Paulo diz que, ao rejeitar o Homossexualidade no NT.
Pág. 211. Senhor, os homens foram entregues ao
desejo dos seus corações desonrando seus
corpos (1.18-25). Prosseguindo, ele explica
o que é “desonrar o corpo entre si” (1.26-27)
e os declara “dignos de morte”, os que
praticam e os que aprovam tais coisas
(1.28-32).
o A homossexualidade em geral é
contrária à ordem de Deus (Rm 1.26-
27);
o Não só os que praticam são
condenáveis (Rm 1.32);
o Paulo condena os atos homossexuais
(Rm 1.27, “paixões desonrosas”; 1.32,
“os que praticam essas coisas”) e os
pensamentos e paixões subjacentes
(1.24, “desejo ardente de seus
corações”; 1.28, “mentalidade
condenável”).
 Coríntios: conhecida no 1º século por sua
imoralidade sexual é orientada por Paulo,
em uma carta anterior, a não se associarem
com pessoas que dizem ser irmãos e são
imorais (1Co 5.9-11).
o 1Co 6.9-10: “nem os que se
submetem... nem os que as procuram”;
o original traz dois termos,
possivelmente referindo-se ao parceiro
ativo e passivo. Os dois termos,
malakos e arsenokoitai, dizem respeito
à homossexualidade. O 1º significa,
literalmente, “macio” e, no tempo de
Paulo, era epíteto para o parceiro
afeminado (passivo).
 Timóteo (1.8-11): Paulo inclui a
homossexualidade em uma lista de vícios,
juntando-a com o adultério como
transgressão do 7º mandamento, portanto,
inaceitável para os cristãos.
Cap. 10, A bíblia afirma a homossexualidade como Concluindo o assunto sobre
Pág. 221. pecado e ofensa moral a Deus. homossexualidade.
Atualmente, aqueles que condenam a
homossexualidade como pecado são acusados
de homofobia, sendo ela apresentada como
direito individual. Essas ações têm feito pressão
para que a igreja flexibilize sua postura.
A proclamação dos ensinos bíblicos acerca da
homossexualidade deve ser acompanhada da
proclamação do amor de Deus (Jo 3.16). A
homossexualidade não é um pecado
imperdoável (1Co 6.11).
Perdão implica arrependimento, o que significa
reconhecer o erro.
Cap. 10, A igreja visível deve se opor às distorções do Implicações práticas sobre o tema
Pág. 223. modelo bíblico de casamento e família para não homossexualidade.
ficarem em desacordo com a Palavra.
Mas se eu sou homossexual ou alguém em
minha família, o que devo fazer? A
homossexualidade se aplica à 1Jo 1.9.
A homossexualidade é um pecado que pode ser
superado. Existem vários ministérios e recursos
disponíveis para quem deseja abandonar essa
prática.
Cap. 11, A passagem mais importante é Dt 24.1-4. Como Contexto de divórcio e novo
Pág. 233. Jesus esclareceu a lei não legitima o divórcio casamento no AT.
e/ou o novo casamento, apenas tenta minimizar
uma prática já existente (Mt 19.8; Mc 10.5).
No tempo de Jesus os rabinos possuíam duas
interpretações para a lei: 1) em caso de
comportamento indecente ou imoralidade sexual
(escola de Shammai); e 2) em caso de a esposa
fazer algo que desagradasse o marido (escola
de Hillel). Parece que a última interpretação era
a mais influente na época (Mt 19.3, 10).
A interpretação correta nos lembra que a lei não
está falando de divórcio por adultério, pois a
pena peara o adultério era a morte e não divórcio
(Lv 20.10; Dt 22.22). É possível que se refira a
várias questões que o marido poderia considerar
como objeção, e aplicava-se antes ou depois do
casamento: esterilidade ou defeitos de
nascença, comportamento imoral, menstruação
irregular, etc.
Quanto ao fato de não retomar a esposa se essa
tiver outro divórcio ou ficar viúva do 2º
casamento, serve para que os maridos não se
precipitem em se divorciar.
Cap. 11, O AT deixa claro que o divórcio não é o ideal de A opinião de Jesus sobre divórcio e
Pág. 234. Deus (Ml 2.16). Jesus nos lembra que Deus nos novo casamento.
criou homem e mulher (Gn 1.27) e que, ao se
casar, tornam-se uma só carne unidos à esposa
(Gn 2.24), portanto não deve-se haver
separação (Mt 19.4-6; Mc 10.6-9). Usar duas
passagens bíblicas para corroborar um
argumento era um recurso rabínico conhecido
como Gezerah Shawah.
Os estatutos mosaicos foram introduzidos para
reconhecer a realidade do coração humano (Mt
19.7-8; Mc 10.5).
A reação dos discípulos comprova que o padrão
de Jesus devia ser extremamente elevado em
comparação às interpretações rabínicas que
seguiam um ramo mais conservador (divorcio só
em caso de imoralidade sexual – escola de
Shammai). Ou seja, o divórcio é proibido uma
vez que o casamento foi consumado.
Em Mt 19.3-12 o questionamento dos fariseus
desejava colocar Jesus em uma situação difícil
em relação a Herodes Antipas, assim como João
Batista sofreu por condenar a união ilícita do
governante.
Não existe nenhuma distinção nítida entre as
duas expressões porneia e mocheia. Há, de fato,
continuidade entre elas. Em Jr 3.8-10 e Os 2.2-
5ª os termos são usados reciprocamente. Por
esse motivo não ocorre distinção dos termos na
literatura judaica pré-cristã mas, usadas no típico
paralelismo hebraico.
Jesus apenas permitiu o divórcio em caso de
porneia, foi o judaísmo do primeiro século quem
o exigia. Cristo também ensinou que os direitos
conjugais são iguais para homens e mulheres,
coisa que no tempo de Jesus, costumava-se
aplicar dois pesos e duas medidas.
Cap. 11, Outros interpretam a exceção do divórcio apenas A opinião de Jesus.
Pág. 243. no caso de noivado, que, na época, era um ato
formal do qual a mulher se tornava esposa do
homem legalmente. O adultério era entendido
em caso de infidelidade, passível de pena e era
necessária carta de divórcio em caso de
dissolução do relacionamento. Porém, apenas
com um ano de noivado a moça deixava a
autoridade do pai para ficar sob a autoridade do
marido.
Jesus mantém a ligação com Moisés em dois
sentidos: 1) união vitalícia (Gn 2.24-25); e 2) a
permissividade do divórcio (não
obrigatoriamente) somente por adultério (ou
imoralidade sexual). Sendo permitido o novo
casamento.
Cap. 11, Em um casamento misto o ambiente cristão para Divórcio por cônjuge incrédulo.
Pág. 248. os filhos é prioridade (1Co 7.14).
O cristão não deve tomar a iniciativa do divórcio.
Se o incrédulo deixar o lar, o divórcio é legítimo e
o cristão tem liberdade de se casar novamente.
Cap. 11, A lei permite novo casamento em caso de Comentário Dt 24.1-4.
Pág. 253. divórcio, mas não com a mesma pessoa.
Cap. 11, Adotada pelo reformador Erasmo de Roterdã, Postura Erasmiana.
Pág. 255. essa posição interpreta e aceita a legitimidade
bíblica do divórcio e novo casamento para a
parte inocente cujo parceiro cometeu adultério /
imoralidade sexual e para o cônjuge cristão
abandonado pelo parceiro (“divórcio e novo
casamento permitidos”). Encontra-se na
Confissão de Fé de Westminster e representa a
opinião da maioria dos evangélicos hoje.
Cap. 11, Aceitavam o divórcio por causa do adultério e Postura dos pais da igreja.
Pág. 256. abandono pelo cônjuge incrédulo, mas não o
novo casamento (“divórcio permitido, novo
casamento proibido”).
Cap. 11, Não aceita o divórcio nem o novo casamento no Uma terceira postura.
Pág. 256. caso de adultério e aceita o divórcio, mas não o
novo casamento no caso de abandono pelo
cônjuge incrédulo (“divórcio proibido, novo
casamento proibido”).
Cap. 11, Não aceita o divórcio nem o novo casamento no Uma quarta postura.
Pág. 256. caso de adultério, mas aceita o divórcio e novo
casamento no caso de abandono pelo cônjuge
incrédulo (“divórcio e novo casamento proibidos /
divórcio e novo casamento permitidos”).
Cap. 11, 1) a narrativa da criação apoia e Jesus e Paulo Conclusões sobre divórcio e novo
Pág. 258. reafirmam o casamento como uma união casamento.
vitalícia. O ideal de Deus continua sendo válido.
2) a postura “divórcio e novo casamento
proibidos” a menos em caso de morte, embora
salva guarda um padrão elevado de casamento,
corre o risco de impor exigências rigorosas
demais para com a parte inocente.
3) existe o perigo inverso de ser mais tolerante
que as Escrituras. Se a bíblia proíbe de fato, o
divórcio e novo casamento em qualquer
circunstância, quem permitir qualquer exceção é
culpado de incentivar outros a pecar. Pela falta
de plena certeza, parece prudente pecar por
excesso de misericórdia do que de legalismo.
4) o divórcio nunca é vontade divina, mas
sempre é resultado do pecado. A reconciliação
sempre é o objetivo do casal. A vítima precisa
sempre exercitar perdão.

Página 23, parágrafo 01, verso 06. Deve-se escrever: "[...] disponíveis a esse respeito [...]".

Página 35, parágrafo 02, verso 01. Deve-se escrever em "itálico": "[...] prover alimento, alimento e
outras necessidades da esposa." Assim como está nos parágrafos anteriores.
Página 54, nota 28. Deve-se remover o "36" do texto indicado em parênteses: "Gn 23.16, 19-20".

Página 38, parágrafo 03, verso 05. Está escrito "Lc", mas provavelmente é "Lv" (de Levítico). O mesmo
erro ocorre no 3º verso da mesma página.

Página 71, parágrafo 02, verso 02: trocar "procurarem" por "procuraremos", e "várias" por "vários".

Página 110, parágrafo 01, verso 10: a referência da citação não é "Mt 9.36-37", é "Mc 9.36-37".

Página 137, Parágrafo 01, verso 06: "ao simples fato [de] ser"

Página 167, Nota nº 01, verso 09: "escrita por (João Crisóstomo (c." - deve-se retirar o parêntese antes
de "João".

Página 188, Parágrafo 03, verso 03: trocar "extensas" por "extensa" no singular.

Página 190, Parágrafo 03, verso 04: "entrega a uma [trocar por 'um'] estilo".

Página 216, Parágrafo 01, verso 16: inserir a letra "a" no início da palavra "rsenokoitai".

Página 238, Parágrafo 03, verso 02: o termo “gynē” deve estar entre colchetes.